Putin's Q&A at SPIEF: Ukraine, Economy Energy and More
Speaking to reporters at the plenary session of Russia's premier economic and business forum on Friday, the president answered all the burning questions.
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Speaking to reporters at the plenary session of Russia's premier economic and business forum on Friday, the president answered all the burning questions.
The ex-wife of a nephew of Dubai’s ruler has been arrested following a long-running custody battle, prosecutors in the UAE said on Friday. Zeynab Javadli was detained after her former husband, Sheikh Saeed bin Maktoum bin Rashid Al Maktoum, accused her of abducting their three children. “Dubai Public Prosecution confirms that Ms. Zeynab Javadli has been taken into custody, following a complaint filed by the father of her three children alleging that she abducted the children during a court-approved visitation session,” said a statement sent to AFP. “The matter remains under investigation and is subject to ongoing legal proceedings.” Since late 2025 Javadli, a former international gymnast from Azerbaijan, has posted several Instagram posts with her daughters, in which she pleads for help and accuses her ex-husband of taking them away. But a lawyer for Sheikh Saeed, a nephew of Dubai’s ruler and United Arab Emirates Prime Minister Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum, said he was awarded custody of the three girls in 2022. The decision was upheld on appeal and later confirmed by the Dubai Court of Cassation, Sheikh Saeed’s lawyer Mahmood Hussain said in a statement sent to AFP. “Despite these rulings, Ms. Javadli abducted the three children during a court-approved temporary visitation session in 2025,” the statement said. “She subsequently published a series of videos on social media containing defamatory allegations against the children’s father, which exposed the children to public scrutiny and emotional strain. “Consequently, the father, my client, was compelled to file a legal complaint against Ms. Javadli for abducting the children.” David Haigh, Javadli’s British-based human rights lawyer, said the children, the eldest of whom is nine, had lived with their mother “their entire lives”. He said Sheikh Mohammed “personally intervened” in 2022 to give her full custody, without providing evidence. The alleged abduction took place in November, he added, questioning why she was only arrested months later. “We call upon the UAE authorities to grant Zeynab immediate access to legal representation. We call upon the Azerbaijani government to secure immediate consular access,” Haigh said in a statement. “Above all, we are calling on the UAE to release Zeynab immediately to her home in Dubai and to reunite her with her children,” he added. According to reports, the couple divorced in 2019 and in 2022 Javadli appealed to the United Nations Human Rights Council to intervene in the custody dispute.
O presidente russo Vladimir Putin conversa com representantes de agências de notícias internacionais durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, na Rússia. AP/Dmitri Lovetsky O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira (5) que não vê, no momento, motivos para se encontrar com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy. A afirmação vem após o líder da Ucrânia publicar, na última quinta-feira (4), uma carta aberta endereçada a Putin, propondo que os dois realizassem conversas presenciais para chegar a um acordo sobre o fim da guerra. Na véspera, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, chegou a afirmar que Zelensky poderia ir a Moscou "a qualquer momento", segundo informações da mídia estatal. Naquele momento Putin ainda não havia visto a carta do presidente ucraniano. Nesta sexta-feira, no entanto, o chefe do Kremlin afirmou que a carta de Zelensky era grosseira em alguns trechos e não parecia uma oferta sincera para dialogar. Agora no g1 "Esta carta contém algumas observações bastante grosseiras. Seria uma forma de criar as condições para um encontro presencial ou uma forma de evitar esse encontro? Creio que foi a segunda opção", disse Putin . Nacionalistas russos também rejeitaram a carta do presidente ucraniano, classificando-a como uma manobra maliciosa de relações públicas destinada a fomentar o descontentamento interno na Rússia, em vez de pôr fim à guerra. Em uma reunião com a imprensa internacional no dia anterior, Putin manteve sua postura intransigente em relação à guerra e afirmou que suas tropas estavam avançando no campo de batalha diariamente. Mas também disse que as propostas de paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderiam pôr fim aos combates se Kiev estivesse disposta a fazer concessões. Ambos os lados se acusam mutuamente de se recusarem a negociar. O que diz a carta de Zelensky? Na carta, Zelensky critica a atuação de Putin com relação à Ucrânia nas últimas duas décadas e destaca as consequências da guerra, como a morte dos soldados e o aumento de preços em território russo. "A escolha agora é sua. Chega de guerra. A Ucrânia propõe pôr fim a esta guerra. Isso deve ser feito com honestidade, dignidade e com garantias de que a guerra não será reacendida", diz um trecho da carta. Após sugerir um encontro presencial com Putin, Zelensky diz que a reunião entre os líderes deve acontecer fora da Rússia ou da Ucrânia. O presidente ucraniano também sugere um cessar-fogo total durante as negociações entre os países. "Existem países que, tradicionalmente, recebem líderes para resolver questões de guerra e paz. Suíça, Turquia e países do mundo árabe, por exemplo." *Com informações da agência de notícias Reuters.
The State Department is weighing in on an explosive criminal case in the United Kingdom centered on questions around the weaponization of racial discrimination, underscoring the Trump administration’s focus on culture wars abroad and accusations of prejudice against white people. The debate centers on the December death of a white-man, 18-year-old Henry Nowak. Police footage...
Jacques and Jessica Moretti arrived on Friday for questioning by public prosecutors and lawyers for civil parties who were caught in the fire that engulfed Le Constellation bar in Swiss ski resort Crans-Montana ski resort in the early hours of January 1, 2026.
The New Jersey native, real name Ashly Robinson, was pronounced dead aged 31 on April 9 after being discovered unconscious at the Zuri Zanzibar resort.
Homem é morto e outro fica ferido após tiros próximo de estação de ônibus Um homem foi morto e outro ficou ferido após um ataque a tiros próximo da estação de ônibus e do camelôdromo de Taquaralto, na região sul de Palmas. O crime aconteceu na noite desta quinta-feira (4), por volta das 23h. O suspeito fugiu do local a pé e não foi localizado. O homem que morreu foi identificado como João dos Santos Rodrigues Miranda, de 32 anos. Uma equipe do Samu chegou a ser chamada, mas apenas constatou a morte. O homem que ficou ferido tem 43 anos. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele foi atingido por pelo menos cinco tiros pelo corpo, mas foi estabilizado e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sul. O g1 pediu atualização do estado de saúde dele, mas não houve retorno. LEIA MAIS Padrasto encontrado carbonizado com enteada cumpria pena por matar jovem em 2009 e atear fogo no corpo Homem ataca a própria esposa e uma vizinha a facadas e foge Homem foi morto a tiros em Palmas Sou de Palmas/Reprodução TV Anhanguera A Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar foram questionadas sobre o caso, mas não responderam até a última atualização desta reportagem. Conforme o registro da ocorrência, ao qual a TV Anhanguera teve acesso, um suspeito chegou ao local a pé, efetuou diversos disparos e depois fugiu correndo. Diante dos fatos, a equipe da Guarda Metropolitana preservou o local e acionou a Polícia Civil. Equipes da Polícia Científica e do Instituto Médico Legal (IML) realizaram os procedimentos periciais e a remoção do corpo. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Thieves snatched up more than two dozen ballots in the Bay Area earlier this week as California slowly counts votes in the June 2 primary.
The family of a Nepali climber who dragged himself off Mount Everest six days after being abandoned called for an investigation into rescue efforts, as doctors said on Friday he is in a stable condition and recovering in hospital. Mountaineer Dawa Sherpa, 57, vanished in bitter conditions on the upper reaches of the world’s highest mountain early on May 30. His family thought he was dead and had even begun ritual mourning prayers. He was found crawling towards Base Camp on Thursday morning by the Sagarmatha Pollution Control Committee (SPCC), a Nepali team that helps set routes on Everest and clean up waste left behind. Dawa Sherpa, also known as “Hillary” after the famed climber Edmund Hillary, was flown to the capital Kathmandu, where he is being treated for frostbite on his fingers, a fractured thigh bone and severe dehydration, doctors said. “His clinical condition remains stable, and his dehydration is showing significant improvement,” said Jyotindra Sharma, director of the HAMS Hospital in Kathmandu. He said Dawa Sherpa had survived “extremely challenging conditions” on Everest. “He will remain in the [intensive care unit] for a few more days for ongoing care and observation,” Sharma said in a statement. His remarkable survival was greeted with jubilation by his family, who also said they were angry at what they described as the failure of rescue teams to locate him earlier. His wife, Damu Sherpa, told AFP of her joy when she was sent a photograph as he was flown to the capital. “I do not remember how this week went — we thought he was no more, and had already begun his last rites,” she said as she waited to meet him outside the hospital’s ICU. “I was so surprised when I saw the photos and recognised him — he was still wearing a cap I knitted for him.” ‘Angry’ The climb was one of the last of the season, meaning that there were few other mountaineers on the peak. His wife accused the expedition company of failing to deploy search teams in time. “There should be some investigation against the company — they delayed search and rescue for him,” she said. Karma Gyalje Sherpa, a relative who is also an Everest guide, questioned whether more action would have been taken sooner if a high-paying foreigner had been lost on the icy peak. “It is a miracle that he survived in that environment, without eating properly for six days,” he told AFP while waiting at the hospital. “The situation does make me feel angry,” he said. “We don’t know, but if he were a foreigner, maybe the response would be different?” Everest guide Rinji Sherpa, from the same village as Dawa Sherpa, said he was a man who knew the dangers of the mountains well and would do all he could to support his clients. “He is very loyal to his clients, and diligent with making sure he performs his responsibility,” he said. “He is very lucky, he has had several close calls before — but he has survived.” At least five people have died this season — two Indians and three Nepali climbers — on Everest expeditions. More than 1,000 climbers reached the summit of Everest this season, according to initial tallies by Nepali officials, making it the busiest on record.
MUZAFFARABAD: The Azad Jammu and Kashmir (AJK) government on Friday urged outsiders to avoid travelling to the region and asked current visitors to leave immediately, ahead of a major protest that has prompted the deployment of federal paramilitary troops. The strict travel advisory, effective from June 5 to June 20, comes in response to a strike call for June 9 by the Joint Awami Action Committee (JAAC), a civil society alliance spearheading a volatile rights movement in the territory. “The measure is advised to save intending visitors from any unexpected situation or inconvenience,” an unnamed official spokesperson said in a press release issued by the region’s Press Information Department (PID). “The government also requests those already in the territory for sightseeing or any other purpose to leave by Friday evening so that they do not confront any unpleasant situation,” the spokesperson added. Zahid Aslam, who owns a guest house in Neelum Valley, told Dawn that the administration had urged him to ask his guests to leave. His guest house was booked till June 16, but guests are now requesting refunds. The JAAC has previously led mass demonstrations over local economic grievances and political rights that turned deadly during clashes with law enforcement in May 2024 and September 2025. The alliance’s latest protest wave centres on a highly contentious demand to abolish the 12 seats in the region’s Legislative Assembly that are reserved for refugees from Indian-occupied Jammu and Kashmir who settled in mainland Pakistan after 1947. JAAC alleges that these seats are frequently used by mainstream Pakistani political parties to influence the formation of governments in Muzaffarabad. On Thursday, the AJK Legislative Assembly strongly defended the status quo, backing the refugee seats and calling for elections to proceed on schedule. Anxious to prevent a repeat of past bloodshed, Islamabad has dispatched federal paramilitary forces to reinforce the region’s thinly stretched police force. On Thursday, AJK Inspector General of Police Captain (retired) Liaqat Ali Malik formally requested 14,000 additional personnel from the federal government to secure the territory from June 7 to June 21. Video footage circulating on Friday showed convoys of security personnel entering Muzaffarabad, suggesting that reinforcements were already being moved into the region ahead of the planned strike. “Our foremost responsibility is to protect public and private life and property, and the police will act in accordance with their mandate,” Malik told Dawn. “I urge people not to join any mob seeking to create unrest or attack security forces. Anyone with grievances or demands should pursue them through democratic and peaceful means,” he added. A senior police officer, speaking on condition of anonymity, told Dawn that the requisitioned force was “well over 14,000”, as two additional requests had been sent to the federal government for supplementary deployments. Meanwhile, speculation mounted on social media that authorities might suspend internet and mobile data services from Friday midnight, as they had during the weeklong JAAC strike in September-October last year. The previous shutdown had severely disrupted academic activities, online businesses and freelance work, while also hampering communication by rendering internet-based calling and messaging services inaccessible across the region. There was, however, no immediate official confirmation of the reports. Separately, the University of AJK on Friday postponed its Spring 2026 term examinations, scheduled to commence on June 8, until further orders in view of the JAAC strike call.
Le pape effectue sa première vraie visite européenne à partir de ce samedi 6 juin à Barcelone, Madrid et aux Canaries. S’il a prévu de parler des migrations, les questions d’euthanasie ou des violences sexuelles dans l’Eglise pourraient s’inviter au programme.
PPP Chairman Bilawal Bhutto-Zardari on Friday promised to ensure the right of ownership and the protections of the 18th Constitutional Amendment for the people of Gilgit-Baltistan. His remarks came during a public rally in Gilgit, part of his region-wide campaign ahead of the June 7 elections. Addressing the rally, Bilawal said it was part of the PPP’s election manifesto to grant all constitutional rights to the region, including the right to own land and financial protections under the 18th Constitutional Amendment. He urged the people of GB to give the PPP a “heavy mandate”, so the party could continue its struggle to secure the region’s ownership rights, calling on them to spread his message. Bilawal said legislation on the matter had been tabled in the Gilgit-Baltistan Assembly and had been passed by the house. “As per the legislation, 28,000 square miles of land owned by the government has been converted into common land. We have fulfilled our promise to this stage,” the PPP chairman said. Bilawal added that the legislation should now be implemented. “I request the people of Gilgit-Baltistan that this time I need a heavy majority,” he said, warning that if any party other than the PPP came into power, it would “tear this legislation apart”. “Whether you belong to the PPP or not, I request all the people of the region to vote for the PPP, because only we can safeguard ownership rights.” More to follow
A wave of federal student loan changes lands next month, and asking the right questions now could save you money.
The national counterterrorism prosecutor's office said the probe was opened at the government's request.
Veja abaixo os destaques da semana da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa). Comitiva para Brasília A defesa do território paraense uniu parlamentares de diferentes correntes políticas na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). O presidente da Casa, deputado Chicão, convocou os parlamentares para integrarem uma comitiva que participará de uma reunião em Brasília, no próximo dia 10 de junho, com o ministro Flávio Dino. Comitiva para Brasília Ozeas Santos ✅ Siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A iniciativa pretende reunir representantes dos poderes constituídos, empresários, trabalhadores e lideranças sociais em uma demonstração de unidade institucional diante da disputa. O centro da controvérsia está em uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados localizada na região do Salto das Sete Quedas. Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha decidido por unanimidade, em 2020, pela manutenção do território sob a jurisdição do Pará, o Estado de Mato Grosso voltou a questionar os limites territoriais. O impasse levou a uma nova rodada de discussões, mediada pelo ministro Flávio Dino. Criação da Deleagro Os deputados da Assembleia Legislativa do Pará aprovaram, nesta terça-feira (02.06), o Projeto de Lei Complementar nº 6/2026, do Poder Executivo, que altera a Lei Complementar nº 022 de 15 de março de 1994; cria cargos de provimento em comissão, na estrutura da Polícia Civil do Estado do Pará (PCPA) e cria a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais, Roubo e Furto de Gado (Deleagro). A proposta de criação da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais, Roubo e Furto de Gado, além da criação de cargos de provimento em comissão, visa contribuir com a proteção da atividade agropecuária e a preservação da ordem pública, como forma de fortalecimento da segurança nas comunidades rurais, considerando os relevantes prejuízos econômicos e sociais decorrentes da prática reiterada de crimes em áreas rurais. Criação Deleagro Ozeas Santos Lei de Diretrizes Orçamentárias A Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO) aprovou, em reunião ordinária nesta terça-feira (02/06), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027. De autoria do Poder Executivo, a proposta recebeu duas emendas. O parecer favorável foi apresentado pelo presidente da comissão, deputado Chamonzinho (MDB). A matéria agora segue para votação em plenário. Ao defender o relatório, o parlamentar explicou que o projeto está em consonância com o Plano Plurianual (PPA) do Estado do Pará para o período 2024–2027. Lei de Diretrizes Orçamentárias Balthazar Costa Agora no g1 Anticoncepcionais para cães e gatos Os deputados da Alepa aprovaram o Projeto de Lei nº 512/2025, de autoria do deputado Delegado Nilton Neves (PSD), que estabelece novas regras para a comercialização e a utilização de anticoncepcionais hormonais destinados a cães e gatos. O objetivo é combater o uso indiscriminado desses medicamentos e proteger a saúde dos animais. A versão aprovada incorporou uma emenda apresentada pelo deputado Carlos Vinícios, relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A alteração substituiu a proibição total, prevista no texto original, por uma regulamentação que condiciona a venda e o uso dos remédios à prescrição de um médico-veterinário. Com a mudança, os anticoncepcionais veterinários continuarão disponíveis para situações específicas indicadas por profissionais habilitados, mas ficam proibidas a comercialização e a utilização indiscriminada dos produtos. Segundo o parecer do relator, a medida preserva tratamentos legítimos ao mesmo tempo que reduz riscos à saúde animal. Anticoncepcionais para cães e gatos Ozeas Santos Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará Em turno único, a obra do fotógrafo Luiz Braga foi declarada Patrimônio Cultural e Artístico de Natureza Material e Imaterial do Estado pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). O projeto de lei nº 467/2025 foi aprovado por unanimidade, na manhã desta terça-feira (02.06), e tem como autor o deputado Iran Lima. Conhecido como o "Fotógrafo da Amazônia", Luiz Braga desenvolve sua obra como um diário fotográfico da paisagem e da vida amazônica, com foco na vida cotidiana, simbólica e nas interseções entre a natureza, a arquitetura e o ser humano. Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará Celso Lobo
O cooperativismo tem um papel fundamental na construção de um futuro mais sustentável ao unir desenvolvimento econômico com responsabilidade social e ambiental. Neste 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, esse compromisso ganha ainda mais destaque e reforça a importância de iniciativas sustentáveis por meio da cooperação. O acesso à água potável e ao saneamento básico é um dos grandes desafios no Brasil, mesmo sendo um dos países com maior disponibilidade hídrica no mundo. Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) mostram que, dos 213 milhões de brasileiros, cerca de 33 milhões não têm acesso à água potável e aproximadamente 90 milhões vivem sem coleta de esgoto. Diante deste cenário, iniciativas como o Cresol Siga, têm cada vez mais relevância. A linha de crédito voltada para saneamento, infraestrutura e gestão da água promove mais qualidade de vida às pessoas, igualdade de oportunidades e reduz os impactos ambientais. Acesso a água potável e saneamento Desde 2022, o projeto da Cresol em parceria com a ONG norte-americana Water.org já liberou mais de 2 mil financiamentos e transformou realidades em diversas partes do Brasil. O objetivo é reduzir barreiras no acesso das pessoas às soluções de água potável e saneamento básico, seja no campo ou na cidade. Através do crédito facilitado com isenção de IOF, é possível financiar itens como poços artesianos, sistema de reaproveitamento de água da chuva, caixa d’água, banheiro, limpeza e renovação da fossa, ligação da rede coletora de esgoto, entre outros. “A Cresol está atenta à realidade e sempre pensando em como contribuir para melhorar a vida das pessoas, seja através das soluções financeiras ou projetos voltados aos desenvolvimento social. Nós queremos gerar impacto positivo nas comunidades. Queremos promover o acesso a direitos básicos, garantir um mundo mais sustentável, com mais oportunidades e inclusão”, explica o presidente da Central Cresol Sicoper, Carlos Cupercini. A iniciativa também está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 e 6 da Organização das Nações Unidas (ONU), reforçando o compromisso da cooperativa com práticas ambientais, sociais e de governança. Transformando realidades pelo Brasil Ter um banheiro adequado é algo básico quando se trata de dignidade, saúde e bem-estar. Em um lar de idosos no município de Sede Nova (RS), a priprietária Dulce Avozani aproveitou o Cresol Siga para fazer melhorias no banheiro da instituição. O financiamento tornou o local mais acessível, seguro e confortável aos idosos atendidos. O recurso ainda contemplou a implantação de um sistema de reaproveitamento da água, contribuindo para o uso consciente e redução de desperdícios. “O Cresol Siga se encaixou exatamente no que eu precisava, no momento certo. É um sonho realizado e já tenho planos de ampliar, novamente com a parceria da Cresol”, destaca Dulce. No norte do Rio Grande do Sul, a estiagem que causava prejuízos ao agricultor Silvano Baldin, de Iraí (RS), não gera mais a mesma preocupação em relação à produção de verduras. O investimento em uma grande caixa d’água agora garante o cultivo. “A água é a minha sobrevivência. Sem água eu não conseguia manter o meu negócio. Eu procurei a Cresol e fiz o financiamento do Siga para instalar a caixa d’água. Antes do investimento, eu plantava cerca de 400 pés de verduras. Depois, eu passei para 1.500 pés e já penso em ampliar”, conta o agricultor. Água no semiárido nordestino Se a falta de chuva traz transtornos para os produtores gaúchos, o que dizer de quem planta no semiárido nordestino, onde a água é ainda mais escassa? O agricultor pernambucano Rômulo Costa de Almeida conhece bem as dificuldades causadas pela falta de água. Para ele, a estiagem era um grande desafio e sinônimo de perdas na produção de hortaliças. “Aqui no semiárido, cada gota de água é de grande importância. A água é vida tanto para produção quanto para o sustento familiar e para os animais. Ter água é essencial”, diz o agricultor, que viu a vida mudar através do Cresol Siga. Rômulo perfurou um poço na propriedade localizada na cidade de Tabira (PE). A garantia de água trouxe a certeza da produção e do sustento da família. “Hoje, eu consigo produzir sem preocupação com a questão da seca aqui no semiárido. Toda água que eu preciso agora é do poço. Minha produção é 100%, o ano inteiro, graças ao programa da Cresol”, afirma o agricultor. Cresol Siga na COP 30 O Cresol Siga foi apresentado ao público na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), realizada em Belém (PA). O projeto foi um dos selecionados pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) para representar o cooperativismo brasileiro na conferência, como um exemplo de desenvolvimento das comunidades através de linhas de crédito para investimentos sustentáveis. A importância do Cresol Siga também foi reconhecida em 2024, com 1º lugar no Prêmio ProsperaCoop, categoria meio ambiente. A premiação da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras) valoriza as melhores práticas de sustentabilidade promovidas pelas cooperativas de crédito do Brasil. Relatório de Sustentabilidade Em maio, a Cresol lançou o Relatório de Sustentabilidade 2025, que já está disponível na íntegra em seu site oficial. O documento reúne os principais avanços da instituição nos pilares ambiental, social e de governança e apresenta, de forma transparente, os resultados consolidados ao longo de 2025. Elaborado com base em padrões internacionais como a Global Reporting Initiative (GRI), o Sustainability Accounting Standards Board (Sasb) e o International Financial Reporting Standards (IFRS), o relatório reúne mais de 90 indicadores e evidencia a evolução da estratégia da Cresol na integração da sustentabilidade ao negócio. Sobre a Cresol Com 30 anos de história, mais de 1 milhão de cooperados e 1.000 agências de relacionamento no Brasil, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do país. Com foco no atendimento personalizado, fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais.
Mulher é vítima de feminicídio e tem corpo escondido embaixo de cama em Fortaleza A Justiça do Ceará negou a prisão do companheiro suspeito de matar a manicure Thamires Moura Pinheiro e esconder o corpo dela debaixo da cama na casa do casal no Bairro Sapiranga, em Fortaleza. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança. "No curso das investigações, a Polícia Civil representou pela prisão do suspeito. O pedido, no entanto, foi indeferido pelo Poder Judiciário, que aplicou medidas cautelares", disse a Secretaria da Segurança. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp O corpo de Thamires foi localizado pela polícia na última segunda-feira (1º), após o companheiro dela ir até uma delegacia e informar aos agentes que havia matado a mulher no sábado (30) . Na ocasião, como ainda não havia um inquérito sobre o caso, o suspeito foi ouvido e liberado. Ainda conforme a Secretaria da Segurança, a 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da capital seguirá com as investigações. Passou o fim de semana com o corpo na casa Thamires Moura Pinheiro foi vítima de feminicídio e teve o corpo escondido debaixo de uma cama no Bairro Sapiranga, em Fortaleza. Arquivo pessoal A família de Thamires relatou que a última vez que teve contato com ela foi na sexta-feira (29). "Como ela já tinha o costume de passar o final de semana sem aparecer ninguém achou estranho", disse uma parente da vítima, que terá a identidade preservada. Os parentes acreditam que, depois do crime, o homem enrolou a vítima em um lençol, escondeu embaixo da cama e passou o fim de semana na casa com o filho pequeno dela, que não tinha ciência da presença do cadáver da mãe. Antes de ir à delegacia, o companheiro da manicure ainda foi deixar a criança na casa de um parente de Thamires. Ao ser questionado sobre o paradeiro da mulher, o homem teria respondido que ela iria aparecer depois. Mais tarde, ainda na segunda-feira, a família ficou sabendo do assassinato. "A gente só ficou sabendo porque o rapaz que assassinou ela foi na delegacia se entregar e disse onde estava o corpo", disse a familiar de Thamires. Agora a família da vítima teme pela própria segurança, já que o homem está em liberdade e foi visto rondando a casa dos parentes da mulher. "Nós da família estamos assustados, com medo, porque ele está solto. Algumas pessoas já viram ele rodando pela Sapiranga de madrugada. Tem gente da nossa família que não está indo trabalhar, com medo, os filhos dela estão desesperados, chorando direto. Agora ficamos presos dentro de casa", falou a parente da vítima. Mãe de quatro filhos Segundo a família, Thamires Moura tinha 36 anos e era mãe de quatro filhos - o mais novo com 2 anos de idade. A mulher foi descrita como extrovertida e alegre, tendo começado a trabalhar ainda nova. Thamires trabalhava como manicure e morava com o companheiro, com quem se relacionava há cerca de 3 anos. O menino de 2 anos também morava com eles - mas não é filho do último companheiro dela. A mulher costumava visitar com frequência os parentes, que moram próximo, e tinha o hábito de deixar o filho mais novo na casa de uma parente para ir trabalhar. Nas redes sociais, amigos e parentes lamentaram a morte e prestaram as últimas homenagens a Thamires, que foi enterrada nesta terça-feira (2), na cidade de Barreira, no interior do Ceará. "Hoje sentimos a dor da perda, mas também a revolta de uma violência que precisa acabar. Feminicídio não é passional, é crime", diz a mensagem de pesar compartilhada por familiares e amigos da mulher. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
Apesar de ter perdido reconhecimento entre o grande público, Catulo deixou um legado importante ao registrar em livros e folhetos parte do cancioneiro popular do início do século 20. Luiz Americo Lisboa Junior/Acervo pessoal Ele ficou conhecido como o poeta do sertão e as versões da canção mais famosa que lhe é atribuída aludem à saudade da vida do campo, do meio rural, do ambiente sertanejo. O maranhense Catulo da Paixão Cearense (1866-1946), morto há 80 anos, é um dos nomes mais importantes da música popular do Brasil. "O Catulo foi o tradutor das canções ditas populares para outro tipo de escuta, que era a dos salões cariocas", afirma o historiador Kleiton de Sousa Moraes, professor na Universidade Federal do Ceará e autor do livro "Catulo da Paixão Cearense ou Como se Constrói um Autor?"."Ele circulava nos subúrbios e levava as canções para as casas da elite." 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "Foi pioneiro na atuação artística que fez da música popular elemento central, e mutante da identidade cultural brasileira", diz o antropólogo Hermano Vianna, autor de, entre outros livros, Música do Brasil. "Sua obra, exaltando essa coisa mais idílica da vida sertaneja, é uma espécie de contraponto à contemporaneidade, com sua visão lírica de um mundo idealizado, de harmonia existencial", comenta o músico Alberto Tsuyoshi Ikeda, professor na Universidade de São Paulo e consultor da cátedra Kaapora: da Diversidade Cultural e Étnica na Sociedade Brasileira, da Universidade Federal de São Paulo. Se por um lado hoje em dia seu nome é pouco conhecido do grande público, a verdade é que quase todo brasileiro já ouviu alguma das centenas de versões da toada sertaneja Luar do Sertão, gravada por um vasto espectro que vai de Caetano Veloso a Francisco Alves, passando por Vicente Celestino, Chitãozinho e Xororó, Elba Ramalho, Luiz Gonzaga e Milton Nascimento. Autor de Da Modinha ao Sertão, livro sobre a trajetória de Catulo, o historiador e escritor Luiz Americo Lisboa Junior, pesquisador-doutorando na Universidade de Lisboa, classifica Luar do Sertão como "um patrimônio cultural brasileiro". "Sua importância é fundamental", diz o historiador. Uma das músicas mais regravadas da história do cancioneiro brasileiro, a composição é definida pelo famoso Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira como "um segundo Hino Nacional". Primeiro ministro negro do Supremo Tribunal Federal, o jurista Pedro Lessa (1859-1921) chamou a música de "hino nacional do sertanejo". Música sertaneja tem raiz nas boiadas e nas fazendas de cana e café Há uma controvérsia histórica sobre a autoria da canção, com atribuições ora a Catulo, ora ao violeiro João Teixeira Guimarães (1883-1947), o João Pernambuco. Segundo especialistas, o mais correto é atribuir ao primeiro a letra e a este último, a melodia. Mas essa questão também envolve o fato de que a noção de direitos autorais para composições populares era um tanto difusa no início do século 20. Catulo — e este parece ter sido seu grande mérito — foi hábil em resgatar canções populares que circulavam à época e publicá-las em livros e livretos com seu nome. Gradualmente, ele acabava sendo visto como o autor. Biografia Nascido em São Luís do Maranhão, Catulo da Paixão Cearense mudou-se para o Rio de Janeiro na adolescência, com os pais. Trabalhou como relojoeiro e como estivador. Mas acabou se envolvendo rapidamente com os boêmios da cidade, sobretudo os chamados chorões. "Sua geração constitui a base do que hoje chamamos de música popular brasileira", pontua Ikeda, citando pares como Francisca Neves Gonzaga (1847-1935), a Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth (1863-1934) e Joaquim Callado (1848-1880), entre outros. Ficou amigo de um livreiro, Pedro da Silva Quaresma (1863-1921), e passou a publicar com ele folhetos e livretos com compilados de modinhas que circulavam na época. "Seus livros de modinhas vendiam mais do que a literatura da época", compara Moraes. "Vindo do interior nordestino, ele conquistou a capital nacional, misturando mundos que pareciam condenados a viver para sempre separados", comenta Vianna. "Foi estivador no porto do Rio de Janeiro, mas seu talento musical, e curiosidade espantosa, logo o tornou elo mediador entre ambientes bem diferentes como o palácio presidencial e os terreiros que ainda iriam inventar o samba", complementa o antropólogo. "Fez a conexão entre os intelectuais da Academia Brasileira de Letras e quem criava a poesia popular das ruas cariocas. Também entre a canção urbana, conhecida como modinha, e os estilos rurais, ou sertanejos, de todo o país. Isso antes do rádio ou da indústria fonográfica." A primeira gravação de sua música mais famosa, Luar do Sertão, foi feita em 1914, pelo cantor Eduardo das Neves (1874-1919). Saiu em disco de 78 rotações, da Casa Edison. Ali os créditos apareceram como "versos e música de Catulo Cearense". "Luar do Sertão é algo excepcional, uma das canções mais conhecidas de toda a história da música popular do Brasil", avalia Ikeda. Concurso de Quadrilhas - Luar do Sertão Era o momento em que a ideia de gravar, por si só, consistia em novidade recente. Ikeda lembra que Catulo é personagem importante desse período histórico em que há uma transição no modelo de se ouvir música, já que as primeiras gravações permitem que tal experiência não seja necessariamente ao vivo e a partir de uma relação interpessoal. "Criou-se então um novo segmento artístico-econômico por meio dos discos", contextualiza o professor. Mas Catulo estava longe de ser homem de um só sucesso. Também foram muito conhecidas, principalmente em sua época, músicas como Talento e Formosura, Invocação a uma Estrela e Ontem ao Luar. "Produziu muitos sucessos que marcaram nosso imaginário, inclusive influenciando as novidades do carnaval", lembra Vianna. Lisboa Junior traz uma curiosidade interessante. "A primeira vez que o termo 'sambando' apareceu em uma canção foi na música A Viola Está Magoada [de Catulo], uma espécie de samba de partido alto gravado em 1914 pelos cantores Bahiano [pseudônimo de Manuel Pedro dos Santos (1870-1944)] e Júlia Martins", conta. A gravação, conforme registro nos arquivos da Biblioteca Nacional, ocorreu três anos antes de Pelo Telefone ser gravada por Donga, nome artístico de Ernesto dos Santos (1890-1974) — considerada por muitos o primeiro samba gravado. "Mais um mito da história da MPB que se desfaz pelos fatos", diz o historiador. Catulo publicou diversos livros, que eram comercializados a preços populares e tinham tiragens consideradas altas. Os mais importantes são Meu Sertão, Sertão em Flor, Poemas Bravios e Mata Iluminada. "Ele foi o primeiro grande poeta do sertão", define Lisboa Junior. "Esses livros são fundamentais para a compreensão da linguagem sertaneja do início do século 20." Para o poeta Sebastião Moreira Duarte, da Academia Maranhense de Letras, se "o lugar de Catulo no cancioneiro popular não pode sequer ser posto em dúvida", a sua literatura precisa ser olhada com ressalvas. "Ele é um gênio nas metáforas, um criador telúrico de belíssimas imagens poéticas e tem a facilidade de rimar que têm os cantadores populares", comenta. "O seu lirismo é, porém, o de um ultrarromântico temporão." Duarte também critica o idioleto comumente empregado por Catulo em suas composições. "Uma língua simplesmente fake", afirma. "Ele não conhecia o linguajar matuto e deturpava palavras só para servirem à sua necessidade de rima", aponta. O historiador Moraes afirma que Catulo transitava entre muita gente importante do meio cultural, como os poetas Manuel Bandeira (1886-1968) e Mário de Andrade (1893-1945). "Esse capital social era bem utilizado por ele em seus livros. Catulo buscava uma certa distinção a partir do letramento", analisa. Catulo foi grande amigo do poeta e diplomata português Júlio Dantas (1876-1962). "Ele fazia questão de enaltecer a qualidade literária de Catulo frequentando bastante sua casa", diz Lisboa Junior. "Quando Julio Dantas foi homenageado na Academia Brasileira de Letras, fez questão da presença de Catulo e dividiu com ele as homenagens recebidas." O "tradutor" do popular para as elites Para especialistas, o maior legado de Catulo foi esse trabalho de resgate e registro das canções que circulavam na época. "Ele circulava nos subúrbios cariocas e levava as canções de lá para as casas da elite citadina do Rio de Janeiro na época, na virada do século 19 para o 20", explica Moraes. Mas não era uma mera reprodução. Segundo conta o historiador, Catulo adaptava as canções para que se tornassem palatáveis ao gosto daquela aristocracia habituada a gêneros como valsa, tango e mazurca. "Tocava com acompanhamento musical próprio para que a música fosse consumida por essa elite", diz Moraes. "Ele tem um papel fundamental na divulgação das canções que circulavam no Rio. Como era letrado, os salões cariocas abriam espaço para ouvi-lo cantar um tipo de música considerada popular", acrescenta Moraes. Nesse movimento, de acordo com o historiador, Catulo passou a "se apropriar" de letras populares, publicando-as sob seu nome em compilados. "Foi o que ocorreu com Luar do Sertão, que já era conhecida nos meios populares do Rio", exemplifica. Outro caso do tipo foi a canção Cabocla de Caxangá. O historiador explica que o reconhecimento como criador intelectual das obras se deu por conta da relação entre autoria e texto escrito, portanto. "Como as publicava em livros, em uma época de direitos autorais inexistentes, era visto como autor", explica Moraes. Interessante, contudo, é que ele adaptava as letras. Em suas próprias palavras, "corrigia" as letras "estropiadas e bárbaras". "Nos termos dele, ele civilizava as composições", conta Moraes. "Foi um tradutor da escuta popular para os salões." Graças a esse processo, conhecemos muito do que foi produzido nessa época, cabe ressaltar. "Nas versões que são as 'correções' do Catulo", enfatiza o historiador Moraes. "O legado foi que ele colocou no papel. E o objeto escrito tem mais durabilidade do que o objeto oral", define. "Grande parte do que sabemos que havia do cancioneiro dessa época chegou até hoje porque foi efetivamente compilada por Catulo." O historiador destaca, contudo, que o poeta dava "um tom autoral dele". "Ele absorveu expressões artísticas que vinham das toadas, do cancioneiro lírico, e as transpôs para o grande público", diz Ikeda. "Além disso, tinha capacidade intelectual e artística de transitar entre grupos sociais distintos, frequentando as elites e levando para esses grupos a produção popular." "Ele foi o mediador e criador que reuniu mundos sociais e semânticos bem diferentes e distintos dentro da história da cultura e da música brasileira", destaca Ikeda. "Catulo também era um excelente violonista e responsável pela introdução do violão, instrumento considerado de vadios, nos salões de elite", afirma Lisboa Junior. O historiador cita evento de 5 de julho de 1908, quando o artista cantou modinhas em um recital no Instituto Nacional de Música, no Rio. "Na plateia estava a nata cultural, científica e política do país", comenta. O sertanejo raiz Segundo o historiador Moraes, foi a partir do sucesso de Luar do Sertão que Catulo passou a ser visto como poeta sertanejo. "Ele próprio começou a investir nessa ideia", afirma. "Antes, era conhecido como o cantador de modinhas. E já fazia muito sucesso." Com o passar do tempo, entretanto, a fama pessoal dele acabou desaparecendo do grande público. Ao menos enquanto pessoa, enquanto personagem. "Se por um lado ele não parece ter muito reconhecimento hoje em dia, pelo menos a obra fica", diz Ikeda. "E ele segue sendo cantado por muitos artistas. Até as duplas sertanejas mais jovens conhecem Luar do Sertão." Circuito Sertanejo valoriza novos talentos do gênero
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Mis en examen pour enlèvement et séquestration après la disparition de la collégienne de 11 ans, le père de famille avait jusque-là toujours échappé à la justice, malgré au moins quatre signalements ou plaintes.