IDF kills Hamas terror cell commander in Gaza Strip
The Hamas commander was Muhanad Othman Yassin Farwana, whom the IDF stated was involved in advancing several attack plans against both Israeli civilians and IDF soldiers.
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The Hamas commander was Muhanad Othman Yassin Farwana, whom the IDF stated was involved in advancing several attack plans against both Israeli civilians and IDF soldiers.
Socorristas inspecionam o interior de uma tenda que abrigava pessoas deslocadas após um ataque no bairro de al-Rimal, na Cidade de Gaza, em 6 de junho de 2026 OMAR AL-QATTAA / AFP Dez pessoas morreram em ataques israelenses na Faixa de Gaza, informaram equipes de resgate e fontes médicas desse território palestino neste sábado (6), enquanto Israel afirmou que um dos mortos era "comandante de uma célula terrorista" do Hamas. Na Cidade de Gaza, um ataque de drone matou oito pessoas e feriu outras 15 no campo de deslocados de Jawazat, segundo a Defesa Civil, que atua sob a autoridade do Hamas. O hospital Al-Shifa, localizado nessa cidade, também disse ter recebido oito corpos. "Alvejamos 'terroristas' nesse setor", declarou o Exército israelense à AFP, sem dar detalhes. Mais ao sul, um homem de 25 anos, Muhannad Othman Farwana, morreu pela manhã "em um ataque contra uma tenda" de campanha, indicou a Defesa Civil. O hospital Nasser, em Khan Yunis, informou que o corpo dele foi levado para o local junto com vários feridos. Em um comunicado, o Exército israelense afirmou que Farwana era "comandante de uma célula terrorista do braço armado" do Hamas e acrescentou que ele morreu em um ataque de precisão. A vítima se casaria neste mesmo sábado, contou à AFP seu primo, Mohamed Farwana. "Todos na família estavam preparados para celebrar a união dele. Hoje, fomos ao funeral em vez do casamento", lamentou. À noite, a Defesa Civil anunciou a morte de uma nona pessoa, um homem de 37 anos, em um ataque israelense no sudeste da Cidade de Gaza. str-az/cgo/cm/erl/hgs/ic
The document has raised concerns about the impartiality of police officers, with the Campaign Against Antisemitism calling for an investigation.
Bij Israëlische luchtaanvallen op Gaza-Stad zijn zeker zeven Palestijnen gedood, onder wie twee vrouwen. Volgens de Palestijnse autoriteiten werd een vluchtelingenkamp in Gaza-Stad geraakt. Vijftien anderen raakten gewond, onder wie kinderen. Tegen persbureau Reuters zegt een woordvoerder van het Israëlische leger dat de aanvallen waren gericht op "terroristen". Dat zegt het leger doorgaans, ook als er veel burgerslachtoffers vallen. In een verklaring heeft Hamas laten weten de aanval te veroordelen en noemt de timing opvallend. In Egypte hebben onderhandelaars vandaag gepraat met Hamas-leiders over het vervolg van het staakt-het-vuren. Die zullen naar verwachting nog een paar dagen duren, vertellen bronnen aan persbureau Reuters Aanvallen gaan dagelijks door Officieel geldt er sinds oktober vorig jaar een staakt-het-vuren tussen het Israëlische leger en Hamas, bemiddeld door de Amerikaanse president Trump. Toch gaan de aanvallen op Gaza nog dagelijks door. Volgens de Palestijnse gezondheidsautoriteiten, die onder controle staan van Hamas, zijn er sinds het begin van het bestand meer dan 950 mensen gedood in de Gazastrook. In dezelfde periode zijn volgens Israël vier Israëlische militairen gedood. Baby begraven Op de bezette Westelijke Jordaanoever is vrijdagavond een baby doodgeschoten door het Israëlische leger. Dat gebeurde toen een militair op een auto schoot waar het gezin in zat. Zijn ouders raakten gewond. Het Israëlische leger heeft erkend dat er op burgers is geschoten en zegt 'diep bedroefd' te zijn over het incident. De zeven maanden oude Sam Fahd Abu Haikal werd volgens zijn vader in het gezicht geraakt. Ook de moeder, die Sam vasthield, werd door een kogel in het gezicht getroffen. De vader raakte gewond aan zijn hand. De baby is vandaag begraven in Hebron. 'Voortdurende escalatie' Bij Israëlische luchtaanvallen op Zuid-Libanon werden vandaag negen mensen gedood, onder wie drie militairen van het Libanese leger. Dat meldt het Libanese leger. De Libanese president Aoun noemt de aanval een schending van het internationale recht tijdens een "voortdurende escalatie die de stabiliteit en veiligheid in het zuiden van Libanon bedreigt". De aanvallen volgen dagen na het bereiken van een nieuw, broos staakt-het-vuren dat Israël en Libanon een paar dagen geleden sloten. Een voorwaarde is dat Hezbollah zich terugtrekt uit het zuiden van Libanon, maar Hezbollah zat als partij niet aan tafel. Officieel geldt er al sinds 16 april een staakt-het-vuren tussen Israël en Libanon, maar in de praktijk is daar weinig van te merken. Hezbollah blijft glasvezeldrones tot ver over de grens sturen en Israël veroverde vorig weekend kasteel Beaufort in het zuiden van Libanon, een strategisch gelegen ruïne. Daarmee verschoof de Israëlische gevechtszone in Libanon opnieuw dieper het land in.
Senior executives at one of Britain's biggest Islamic charities privately warned that aid money they had sent to Gaza 'very likely' ended up funding Hamas and other terrorist groups, the MoS can reveal.
O sofrimento silencioso das crianças de Gaza que perderam capacidade de falar Getty Images via BBC Adam era um menino alegre e falante, mas aos 5 anos e de forma repentina, deixou de interagir com o mundo. Seu caso não é uma exceção. Diante da violência, destruição e morte em Gaza, a resposta de algumas crianças ao sofrimento avassalador tem sido calar-se. "Não há nenhuma criança em Gaza que não esteja traumatizada", disse à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC) Katrin Glatz Brubakk. "Há mais de um milhão de crianças que sofreram traumas graves." A psicoterapeuta infantil da Noruega realizou duas missões a Gaza em 2024 e 2025 com a organização sem fins lucrativos Médicos Sem Fronteiras (MSF) para trabalhar com crianças que perderam a capacidade de falar. Não se sabe com certeza quantas crianças em Gaza deixaram de se comunicar, mas Brubakk relata que encontrou dezenas de casos. E médicos locais disseram à rede Al Jazeera que se trata de um "número crescente". Mais de seis meses após o anúncio do cessar-fogo em Gaza, a violência continua e "os ataques israelenses seguem de forma rotineira", declarou em abril o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk. Pelo menos 846 pessoas — entre elas muitas mulheres e crianças — morreram em Gaza em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo, segundo o ministério da Saúde local. Israel, que justifica seus ataques pela necessidade de defender suas tropas e enfrentar a ameaça dos militantes do Hamas, afirma que cinco de seus soldados morreram no mesmo período. Hamas e Israel se acusaram mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo. Desde outubro de 2023 — após os ataques de militantes palestinos em território israelense nos quais morreram cerca de 1,2 mil pessoas e mais de 200 foram feitas reféns, segundo autoridades israelenses — as forças de Israel mataram mais de 20 mil crianças em Gaza e deixaram mais de 41 mil feridas, segundo a Unicef. No total, os ataques israelenses mataram mais de 72 mil pessoas, a maioria civis, e feriram mais de 172 mil, de acordo com o ministério da Saúde de Gaza. A BBC News Mundo conversou com Katrin Glatz Brubakk sobre o trauma que está levando as crianças de Gaza a perder a fala, as consequências em seus cérebros e por que o caminho para a recuperação às vezes começa com um primeiro passo: soprar bolhas de sabão. Katrin Glatz Brubakk faz bolhas de sabão com Maria, de 3 anos, no Hospital Nasser, no sul de Gaza. "Eu as chamo de bolhas de esperança porque elas literalmente geram esperança nessas crianças." MSF via BBC BBC News Mundo - Por que há crianças em Gaza que deixaram de falar? Katrin Glatz Brubakk - Quando uma criança sofre um trauma grave e vive em condições de grande incerteza por muito tempo, como acontece com as crianças de Gaza, ela teme por sua própria vida, pela de sua família, amigos e conhecidos. E em Gaza as crianças vivem assim há dois anos e meio. O nível de estresse e o impacto em seu sistema nervoso são tremendos. A reação de cada criança é diferente. Algumas ficam muito agitadas ou têm problemas para dormir, se irritam, gritam; é fácil detectar esse sofrimento. Outras, por outro lado, se bloqueiam completamente. É como se seu sistema nervoso dissesse: "Não aguento mais". E a forma de se proteger é retraindo-se. A linguagem faz parte disso. Para essas crianças, é uma forma de não interagir com esse mundo que não deixa de fazê-las sofrer e de lhes infligir dor. Assim, não é uma escolha consciente, mas uma resposta neurológica ao estresse e ao trauma extremos. Katrin Glatz Brubakk realizou duas missões a Gaza com a organização Médicos Sem Fronteiras. A psicoterapeuta infantil é professora na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU) MSF via BBC BBC News Mundo - É difícil para muitos compreender a magnitude do que viveram e vivem as crianças em Gaza. Você poderia nos dar uma ideia do trauma extremo que sofrem? Brubakk - Não há nenhuma criança em Gaza que não esteja traumatizada. Há mais de um milhão de crianças que sofreram traumas graves. Claro que há diferenças, mas elas tiveram que fugir, perderam suas casas, todas enfrentaram a impossibilidade de ir à escola porque as escolas estão bombardeadas. Todas perderam alguém, como familiares, amigos da escola, professores, um vizinho. Muitas viram corpos mutilados e sentiram o cheiro do sangue derramado. Algumas crianças me contaram que ajudaram a recolher restos humanos ou partes de cérebro na rua. São traumas extremos. E isso não ocorreu apenas uma vez, mas muitas vezes para a maioria. Mas, além disso, elas perderam toda sensação de segurança. Para ter um bom desenvolvimento, as crianças precisam ter certa confiança no mundo: a crença de que o mundo pode ser bom, que as pessoas não querem fazer mal a você. Essa sensação de segurança desapareceu completamente devido à magnitude da destruição, que afeta absolutamente tudo em Gaza. Nenhuma criança em Gaza pode deitar com a certeza de que vai acordar no dia seguinte. Não têm um quarto ao qual possam entrar, fechar a porta e saber que ninguém pode alcançá-las. Portanto, essa guerra não apenas causa trauma, mas afeta toda a sua visão de mundo. BBC News Mundo - Você poderia nos contar sobre algumas das crianças que tratou em Gaza? Brubakk - Gostaria de falar de Adam, um menino de 5 anos. Era uma criança muito vivaz, alegre, falante e ativa. Ele adorava estar ao ar livre e brincar. Após o início da guerra em 2023, a família foi forçada a fugir e a se mudar para uma tenda. Seus avós viviam um pouco mais longe, também em uma tenda. Um dia, Adam e seu pai quiseram visitar os avós, em uma área que não tinha ordem de evacuação e que supostamente era segura. Mas, sem aviso prévio, um projétil atingiu muito perto deles e feriu gravemente Adam e seu pai. Eles foram levados às pressas ao hospital, mas, como costuma acontecer quando há esses ataques, há tantas vítimas que, se não há leitos livres, muitas pessoas são colocadas no chão. Adam e seu pai estavam no piso da sala de emergência esperando ser avaliados quando o menino viu e ouviu seu pai, ao seu lado, exalando o último suspiro. Adam também ficou gravemente ferido: perdeu uma perna e a outra ficou lesionada. Após presenciar a morte do pai, o menino deixou de falar. Às vezes conseguia sussurrar alguma palavra isolada à mãe, mas não queria falar com ninguém. Mal comia. Era uma criança em estado crítico. Katrin Glatz Brubakk afirma que, ao se depararem com um trauma, algumas crianças reagem se isolando Getty Images via BBC BBCnews Mundo - Que sequelas esses traumas podem deixar no futuro? Brubakk - Quando uma criança como Adam deixa de interagir e de falar, também deixa de se desenvolver. Uma criança de 5 anos deveria praticar suas habilidades linguísticas com outras crianças e adultos para aprender, praticar a resolução de problemas, aprender normas sociais por meio do jogo. Tudo isso é interrompido. A linguagem é um sinal, mas seu desenvolvimento é completamente interrompido. O que observei repetidamente é que, se essa situação se prolonga, afeta fisicamente o cérebro dessas crianças. Sabemos que, em crianças que sofreram trauma grave, a amígdala, a parte do cérebro responsável por emoções intensas, aumenta de tamanho. Isso pode ser medido. É maior em crianças traumatizadas. E o córtex pré-frontal, a parte do cérebro que se desenvolve mais tarde e que é responsável por funções como planejamento, resolução de problemas, interação social e regulação emocional, aspectos fundamentais da vida, encontra-se subdesenvolvido. É mais fino e tem menos conexões neuronais. Se uma criança permanece em um estado como o de Adam, retraída, sem desenvolvimento nem linguagem, se é mantida nessa situação de estresse extremo por muito tempo, terá problemas mais adiante na vida. Nunca se recuperará. O melhor exemplo que tenho é meu próprio irmão. Ele foi adotado em 1974, após a guerra do Vietnã. Cresceu como crescem agora as crianças de Gaza, com bombardeios constantes, muita incerteza e escassez de alimentos, o que também afeta o desenvolvimento cerebral. Quando meu irmão chegou à minha família na Noruega, embora fosse um lugar seguro e tivesse acesso a todos os alimentos de que precisava, levou anos para deixar de esconder comida atrás de livros na estante, porque não se sentia seguro. É o que chamamos de "lesões cognitivas da guerra", invisíveis, que em muitos casos acompanharão essas crianças, possivelmente, por toda a vida. Se a situação de estresse extremo persistir por muito tempo, isso afeta fisicamente o cérebro das crianças MSF via BBC BBC News Mundo - Como você tentou ajudar Adam? Brubakk - Trabalhando em um contexto como o de Gaza, há muitas coisas que não podemos fazer. O que essas crianças realmente precisam é de um lugar seguro onde viver, uma rotina estruturada, poder voltar à escola, brincar sem medo. Mas, felizmente, há coisas que podemos fazer. E o mais importante é que essas crianças saibam que, embora o mundo inteiro não seja um lugar seguro para elas neste momento, existem pequenos espaços seguros. Que há pessoas ao seu redor aqui e agora que as apoiarão. No início, Adam não queria falar conosco, mas continuávamos indo ao seu quarto todos os dias e conversávamos com sua mãe. Conversávamos com ela sobre o marido que havia perdido, mas também sobre as boas lembranças, sobre os sonhos que tinha para o futuro, coisas que poderiam dar a Adam um pouco de esperança de que aquilo não era o fim, mas que tempos melhores viriam. E um dia, quando eu estava lá, de repente Adam sussurrou para sua mãe: "Faça essa mulher ir embora, não gosto dela". Foi uma rejeição, mas eu fiquei muito, muito feliz, porque significava que Adam começava a interagir com o que acontecia ao seu redor. Alguns dias depois, ele olhou para mim, algo que não havia feito antes. Foi apenas um instante, mas aproveitei a oportunidade e disse: "Uau, você tem olhos castanhos enormes! São lindos. Os meus são totalmente diferentes, são azuis. Você já viu?". E isso despertou a curiosidade daquele menino de 5 anos. Esse foi o início de como, pouco a pouco, conseguimos fazer com que ele confiasse nas pessoas, que falasse brevemente conosco, que voltasse a alguma normalidade, embora não de forma permanente, porque carrega todos esses traumas. BBC News Mundo - Você falava com Adam em árabe ou por meio de um intérprete? Brubakk - Em Gaza há muitas pessoas com muita educação. Com a mãe de Adam eu falava inglês, ela tem doutorado em Física. Para a criança havia um intérprete. E devo acrescentar que, quando trabalho em projetos como este, lidero uma equipe de psicólogos e assistentes sociais locais. Eu contribuo com conhecimento, mas o trabalho principal, que continua depois, é realizado pela nossa equipe da MSF em campo. Destruição em hospital de Gaza. Getty Images via BBC BBC News Mundo - No hospital Nasser você também trabalhou com crianças com queimaduras graves. Brubakk - Quando uma bomba explode, produz uma enorme onda de calor que afeta todos que estão por perto, e a faixa etária mais numerosa que atendíamos era a de crianças de 4 a 6 anos. Isso se deve simplesmente ao fato de que são grandes demais para que seus pais as carreguem quando já estão levando crianças menores, mas suas pernas ainda são curtas demais para correr rápido o suficiente. Isso mostra que nenhuma criança está segura em Gaza. E as crianças têm plena consciência disso. O medo pela própria vida continua sendo uma realidade cotidiana para as crianças em Gaza. BBC news Mundo - Como você consegue trabalhar com essas crianças em estado de grande sofrimento físico? Brubakk - As queimaduras são extremamente dolorosas. São tão dolorosas que coisas tão simples como trocar os curativos precisam ser feitas sob anestesia. A recuperação é longa e, quando não há comida suficiente, demora ainda mais, o que significa que as crianças permanecem nesse sofrimento atroz por mais tempo. Uma das meninas que chegou ao nosso departamento era Mona, de 6 anos. Tinha queimaduras em todo o corpo. Tinha tantos curativos que tudo o que podíamos ver eram seus olhos e suas narinas. No início, tudo girava em torno da parte médica, porque era preciso garantir que sobrevivesse. Assim, só consegui conhecer Mona quando começaram a retirar alguns curativos e vi seu rosto com muitas cicatrizes. 'Quando uma bomba explode, produz uma enorme onda de calor... A principal faixa etária que tratamos por queimaduras é a de crianças de 4 a 6 anos', diz Brubakk Getty Images via BBC BBC News Mundo - O que havia acontecido com Mona? Brubakk - Sua família foi forçada a se deslocar e viveu inicialmente em uma tenda. Mas depois os bombardeios pareceram se deslocar para outra área e pensaram que era seguro voltar à sua casa destruída. Apenas dois dias após retornarem à casa, uma bomba atingiu o apartamento. Dois de seus irmãos morreram instantaneamente, mas a explosão incendiou um botijão de gás, o que provocou um incêndio generalizado: as cortinas, o sofá, os colchões estavam em chamas, e as três meninas estavam nesse quarto. O pai conseguiu milagrosamente tirar as três meninas do apartamento. Mona tinha queimaduras por todo o corpo; sua irmã mais velha, que estava na cama ao lado, também tinha queimaduras e sofria dor intensa. Sua irmã do meio estava em terapia intensiva porque inalou muito ar quente e também tinha queimaduras internas. Assim, Mona não estava lidando apenas com sua própria dor, mas também estava preocupada se sua irmã sobreviveria. A família de Mona a apoiava muito e ela começou a se recuperar. E o que realmente me impressiona são esses pais, não apenas os de Mona, mas de tantas crianças em Gaza, que presenciam como seus filhos sofrem, estão feridos, eles próprios estão traumatizados por todos os bombardeios, a morte, a destruição, e ainda assim têm a capacidade de oferecer a essas crianças um cuidado, calor humano e amor excepcionais para que possam se recuperar da melhor maneira possível. BBC News Mundo - Como você conseguiu ajudar Mona? Brubakk - Uma das coisas que faço quando trabalho com as crianças é brincar muito, porque a brincadeira é a linguagem das crianças. Por meio dela, aprendem habilidades práticas, aprendem a resolver problemas, a interagir socialmente, a expressar seus sentimentos. E com Mona começamos com bolhas de sabão. Eu as chamo de "bolhas de esperança" porque literalmente geram esperança nessas crianças. E o que torna as bolhas de sabão tão fantásticas é que, antes de tudo, se você vê algumas bolhas flutuando no quarto, é impossível não olhar, porque chamam a atenção. São bonitas. Acalmam. E, se tenho uma criança muito agitada, pergunto: "Você vê quantas cores há em uma única bolha?". Porque, se olhar bem, estão todas as cores do arco-íris. Isso ajuda a criança a passar daquele estado de estresse para algo mais tranquilo, mais suave, a mudar o foco. Porque o trauma funciona de tal maneira que você fica preso nesse estado. Outra coisa mágica das bolhas de sabão é que, se você quer ter bolhas grandes, precisa soprar o mais devagar possível. Porque, se soprar rápido, só consegue bolhas pequenas ou nenhuma. Mas, se sopra devagar, consegue bolhas bonitas. E respirar lenta e profundamente acalma o sistema nervoso. 'Se você quer bolhas grandes, precisa soprar o mais devagar possível. E respirar lenta e profundamente acalma o sistema nervoso' MSF via BBC BBC News Mundo - Que efeito isso tem no cérebro das crianças? Brubakk - O que faço é, basicamente, dar à amígdala, o sistema de alarme do cérebro, a possibilidade de se acalmar. Assim, o córtex pré-frontal, a parte do cérebro encarregada da resolução de problemas e da regulação, tem a oportunidade de se desenvolver melhor. Claro que não resolve o problema completamente, mas dá a essas crianças melhores possibilidades de reduzir os efeitos de longo prazo do dano cognitivo que podem sofrer por causa da guerra. Um dia Mona disse: "Gostaria de uma casa de princesa", e me explicou que se referia a uma casa de bonecas. Claro que isso não se encontra em Gaza, mas encontrei papelão, fita adesiva e algumas cores para pintar, e juntas construímos uma casa. Mona queria que fosse de dois andares e a decorou muito bem. Ela e sua irmã estavam brincando com uma casa de bonecas quando a bomba caiu. E, embora pareça algo simples, essa foi a primeira vez que Mona pôde me contar o que havia acontecido e o quanto estava preocupada com suas irmãs. Somente por meio da brincadeira conseguiu encontrar as palavras para se expressar. Assim, o brincar pode ser uma forma de processar o trauma, de encontrar linguagem para as experiências vividas. BBC News Mundo - Você poderia nos explicar o conceito que você usa com frequência de "sofrimento silencioso"? Brubakk - Em um contexto como o de Gaza, tudo é um caos. Há muito barulho, crianças gritando com ataques de pânico, pais gritando preocupados com seus filhos, pessoas chorando de dor. É fácil ignorar crianças que sofrem em silêncio, não porque as pessoas não se importem, mas porque há coisas demais que demandam atenção e muito poucos recursos para tudo o que precisa ser feito. Mas uma criança silenciosa que não expressa seu sofrimento, que não pede ajuda, também é uma criança que sofre e precisa de tanta atenção quanto aquelas que choram aos gritos. Porque, caso contrário, no pior dos casos, podem permanecer nesse sofrimento silencioso por muito tempo. Eu vi casos extremos, não em Gaza, mas em Moria, o campo de refugiados na Grécia. É uma síndrome chamada "síndrome de resignação", na qual as crianças se bloqueiam completamente. Deixam de falar, de comer, sequer abrem os olhos, mal respondem quando você tenta tocá-las. E, se não recebem ajuda, permanecerão nessa condição por anos. Por isso é crucial que crianças como Adam e Mona possam se reintegrar à vida. Mona, de seis anos, sofreu queimaduras graves. Um dia, ela pediu uma 'casa de princesa' e só brincando conseguiu encontrar as palavras para se expressar Katrin Brubakk/MSF via BBC BBC News Mundo - Você esteve em muitas zonas de conflito. Por que diz que Gaza não se compara a nada? Brubakk - Trabalhei durante os últimos 12 anos no Congo, no Líbano, no Egito com refugiados traumatizados, em um barco de resgate no Mediterrâneo, na Turquia após um grande terremoto. Mas o nível de trauma que vi em Gaza e o nível de destruição são simplesmente incomparáveis a qualquer outra coisa que eu tenha visto nesses 12 anos. Absolutamente todos em Gaza estão afetados. E não há saída, não há nenhum lugar seguro para onde ir. Todo o território está em pedaços. E, além disso, o sistema de saúde foi atacado de forma sistemática, com hospitais bombardeados. [Israel justifica os ataques contra instalações médicas alegando que grupos armados como o Hamas utilizam hospitais com fins militares]. BBC News Mundo - Você espera voltar a Gaza? Israel restringiu o acesso de agências de ajuda. Brubakk - No momento não me deixam entrar. Temos 1,6 mil funcionários locais e estou certa de que estão fazendo um trabalho incrível, mas a equipe internacional não tem permissão para entrar desde 1º de janeiro. Espero realmente que isso mude. Se eu pudesse ir a Gaza, iria em um piscar de olhos; é o único lugar onde quero estar. A médica norueguesa diz que quer voltar a Gaza para continuar a ajudar MSF via BBC BBC News Mundo - As crianças de Gaza continuam sofrendo violência. Em 9 de abril, por exemplo, uma menina de 9 anos, Ritaj Rihan, morreu, segundo a ONU, quando forças israelenses dispararam contra a tenda que abrigava sua sala de aula improvisada. As outras crianças na classe foram testemunhas. O Exército israelense disse à BBC News Mundo sobre o incidente que "as Forças de Defesa de Israel (FDI) trabalham para desmantelar as capacidades militares do Hamas" e "respeitam o direito internacional e tomam precauções viáveis para mitigar danos à população civil". Brubakk - A única coisa correta e o que as crianças de Gaza precisam agora é que façamos todo o possível, dentro das nossas possibilidades, para lhes proporcionar uma paz verdadeira. Devolver-lhes a vida, dar-lhes a possibilidade de viver em lugares seguros, de ir à escola. Essa é a única maneira de terem um futuro digno. E, seja você político, estudante ou o que for, eu diria: use sua voz para que a pressão seja suficiente e essa paz finalmente chegue a Gaza. Caso contrário, estaremos destruindo toda uma geração de crianças. BBC News Mundo - O que a levou a dedicar sua vida a crianças que sofrem circunstâncias traumáticas? Brubakk - Cresci ouvindo histórias de guerra durante toda a minha vida. Minha mãe é alemã, nasceu em 1942. Quando era criança e soavam os alarmes, a levavam para o porão e ela dormia sobre sacos de batatas. E contava que os soldados voltavam do front sem uma perna ou um braço. Para ela era realmente importante tentar compreender como pôde acontecer um genocídio, como pudemos permitir isso. E repetidas vezes nos destacou, a nós, seus filhos, "nunca mais", que algo assim jamais deveria voltar a acontecer. E depois eu, claro, com meu irmão, vi de perto o trauma e o dano que a guerra causa a uma criança. Meu trabalho em Gaza é a minha versão de "nunca mais". Nenhuma criança deveria experimentar esse trauma. Parte o meu coração. 'Para essas crianças, parar de falar é uma forma de não interagir com este mundo que continua a fazê-las sofrer e a infligir dor' Katrin Brubakk/MSF via BBC
The US Coast Guard seized the dinghy missing mom Lynette Hooker was riding when she vanished in the Bahamas two months ago, as cadaver dogs and divers scoured the area with husband Brian Hooker squarely in investigators' crosshairs.
Delegacia de Polícia de Álvares Machado (SP) Reprodução/Polícia Civil Uma discussão de casal terminou com um incêndio residencial na tarde de quinta-feira (4), no bairro Parque dos Pinheiros II, em Álvares Machado (SP). De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada via Copom para atender uma ocorrência de desentendimento familiar. Ao chegarem ao endereço, os policiais se depararam com um pedreiro, de 52 anos, em frente à casa. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Na sequência, a companheira dele, de 49 anos, saiu do imóvel e confessou aos policiais que havia ateado fogo na residência como forma de "punição", alegando que tinha sido agredida pelo homem anteriormente. Veja os vídeos mais acessados no g1 Agora no g1 Os policiais entraram na casa e constataram que as chamas estavam concentradas em um dos quartos. O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e conseguiu conter o fogo de forma rápida, evitando que a estrutura fosse comprometida. No relato à polícia, o proprietário do imóvel confirmou que havia retomado a convivência com a companheira há algumas semanas. Ele afirmou que os dois discutiram antes da chegada da viatura e afirmou ter sido agredido por ela. A Polícia Militar atendeu a ocorrência em Bauru (SP) Gabriel Pelosi/TV TEM O casal foi encaminhado à Santa Casa do município, onde passou por exames de corpo de delito que constataram lesões corporais nos dois. Em seguida, eles foram levados para a delegacia de Álvares Machado. O caso foi registrado pela Polícia Civil como lesão corporal qualificada e dano no contexto de violência doméstica. A Polícia Científica foi acionada para analisar o local e a mulher teve uma medida protetiva contra o marido formalizada e encaminhada para a Justiça. Após o depoimento, os dois foram liberados. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região
CAIRO, June 6 - An Israeli strike killed at least seven Palestinians including two women in Gaza on Saturday, health officials said, as mediators restarted talks in Cairo with Hamas and other factions over safeguarding a strained ceasefire agreement.
Two Israeli journalists, Yaakov Katz and Amir Bohbot, conduct an unsparing analysis of the failures that led to Hamas's atrocities.
Incêndio destrói restaurante e floricultura às margens da RSC-287 Um incêndio destruiu um tradicional restaurante com uma floricultura anexa, às margens da RSC-287, em Santa Cruz do Sul, na Região Central. As chamas começaram por volta de 19h50 de sexta-feira (5), na localidade de Linha Pinheiral, e só foram controladas na madrugada deste sábado (6). Testemunhas disseram ao Corpo de Bombeiros que o fogo teria começado na cozinha do estabelecimento. As chamas se espalharam rapidamente e atingiram uma casa que fica ao lado. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O combate ao incêndio durou mais de cinco horas. As corporações de Santa Cruz do Sul e de Vera Cruz precisaram utilizar 150 mil litros de água para conter o fogo. Apesar das grandes proporções, as chamas causaram apenas danos materiais e ninguém sofreu ferimentos graves. O proprietário do paradouro teve apenas um corte no dedo ao tentar retirar móveis do local, mas foi atendido e passa bem. A edificação do comércio tem cerca de 500 metros quadrados e foi totalmente consumida pelo fogo. O prejuízo ainda não foi calculado. Na residência vizinha, um quarto e um banheiro ficaram destruídos. Outros cômodos da casa também sofreram danos. As causas do incêndio são apuradas pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). Incêndio destrói paradouro e atinge casa às margens da RSC-287 em Santa Cruz do Sul Divulgação VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Carro incendiado, com o corpo carbonizado, foi localizado no bairro Parque Novo Ceasa, em Esmeraldas. Polícia Militar Um motorista de aplicativo de 41 anos foi encontrado morto e carbonizado dentro de um carro incendiado nesta sexta-feira (5), no bairro Parque Novo Ceasa, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar, equipes foram acionadas após uma denúncia de veículo incendiado na Rua Cristal. No local, os militares encontraram o carro já com as chamas apagadas. Os policiais encontraram um corpo carbonizado e acionaram a perícia da Polícia Civil e o rabecão. Ao consultarem a placa no sistema os militares constataram que o carro pertencia a uma locadora. Com as informações, identificaram que o veículo havia sido alugado por Wemerson Rodrigues Costa que trabalhava como motorista de aplicativo. O irmão da vítima compareceu ao local e acompanhou os trabalhos da perícia. Dentro do carro, os peritos encontraram um relógio com os ponteiros marcando 3h30. O objeto foi reconhecido pelo familiar como pertencente a Wemerson. Ainda segundo o irmão, a vítima estava sem dar notícias desde a noite de quinta-feira (4), por volta das 20h. Agora no g1 A perícia recolheu uma cápsula deflagrada calibre 38 e outros materiais para análise. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda retorno. Vídeos mais vistos no g1 Minas Gerais
Gemeinsam mit israelischen Soldaten reist WELT-Reporter Jan Philipp Burgard in den Gazastreifen und erlebt eine Waffenruhe, die jederzeit zu kippen droht. Vor Ort berichten Soldaten, die Hamas bereite sich bereits auf die nächste Phase des Krieges vor.
Incêndio atinge imóvel comercial em Guarulhos Um incêndio de grandes proporções atingiu um imóvel comercial na noite desta sexta-feira (5), na Rua Guaporé, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Até a última atualização da reportagem não havia registro de feridos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi registrada às 20h29, com o envio de 10 viaturas para o local. Incêndio em imóvel comercial em Guarulhos Arquivo Pessoal As equipes confirmaram o incêndio e iniciaram o combate às chamas para conter o avanço do fogo. Ainda conforme os bombeiros, as causas ainda são desconhecidas. Incêndio atinge imóvel comercial em Guarulhos Arquivo Pessoal Incêndio atinge imóvel comercial em Guarulhos Arquivo Pessoal
EUA oficializam a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas Reprodução Entrou em vigor hoje a classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A designação feita pelos Estados Unidos tem consequências jurídicas, financeiras e militares. As facções criminosas agora estão oficialmente na lista das organizações terroristas estrangeiras do governo americano. A decisão tinha sido anunciada na semana passada, quando passou a contar o prazo de sete dias para que o Congresso americano apresentasse alguma objeção à medida. Como isso não aconteceu, a declaração entrou hoje no Diário Oficial dos Estados Unidos. Ao anunciar a classificação, o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que o PCC e o Comando Vermelho são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Segundo o secretário, as facções comandam milhares de integrantes e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades e civis brasileiros. O governo também declarou que as facções estão presentes em doze estados americanos. Na semana passada, os Estados Unidos já haviam incluído o PCC e o Comando Vermelho em uma lista inicial de terroristas globais especialmente designados, o que permitia sanções financeiras como o congelamento de bens. Embora nenhuma sanção tenha sido anunciada até o momento, a classificação que entrou em vigor hoje é uma ferramenta ainda mais abrangente e pode levar a diversos tipos de ação por parte do governo americano. A especialista em relações internacionais do Centro de Estudos Políticos Brookings, Vania Felbab-Brown, explica o alcance da medida: "Pode ir da coleta de inteligência pelos militares americanos até, num caso extremo, a ataques a barcos carregando cocaína originária de águas brasileiras ligados ao Primeiro Comando da Capital, o PCC. Mas é muito pouco provável que os Estados Unidos decidam fazer alguma operação por terra". Juntas, as duas classificações estabelecem consequências criminais e migratórias. De acordo com o Departamento de Estado, qualquer pessoa nos Estados Unidos pode responder criminalmente se prestar qualquer tipo de apoio a essas organizações. A declaração também prevê que integrantes das facções sejam deportados ou proibidos de entrar em território americano. Com a oficialização, o PCC e o Comando Vermelho passam a figurar em uma lista de 110 grupos que inclui o Hamas, o Estado Islâmico e a Al-Qaeda." Desde que o presidente Donald Trump tomou posse no início do ano passado, o governo americano tem mirado em facções criminosas e cartéis de drogas da América Latina, já tendo classificado 17 deles como organizações terroristas estrangeiras. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM EUA oficializam classificação do PCC e CV como terroristas: a linha do tempo da decisão Planalto avalia que classificação do PCC e do CV como terroristas não deve ter efeito imediato
This was an emblem of how much the place has changed since his tenure two decades ago.
Jovem amarra celular a balões de gás hélio faz vídeo a 3 km de altura Um estudante de engenharia de computação conseguiu registrar imagens de Goiânia a mais de 3 mil metros de altitude após prender um celular a balões de gás hélio e lançar o equipamento ao céu (veja o vídeo acima). Por fim, o jovem ainda conseguiu recuperar o telefone. O vídeo do experimento viralizou nas redes sociais e já ultrapassa 2,4 milhões de visualizações. Um advogado alertou que lançamentos de balões não tripulados precisam de autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O responsável pela experiência é Pedro Augusto, de 18 anos, que também é astrofotógrafo. Apaixonado por astronomia desde a pandemia, ele decidiu transformar o hobby em um projeto para coletar dados atmosféricos e registrar imagens da capital vista do alto. Para o experimento, Pedro utilizou um celular antigo preso a balões de festa preenchidos com gás hélio. Além da câmera, o aparelho recebeu um sistema programado por ele para transmitir imagens e informações, como pressão atmosférica e temperatura em tempo real. “Tive que programar o celular de modo que ele pudesse me enviar as imagens e pudesse me enviar também os dados de pressão, temperatura, da atmosfera remotamente. Para esse processo, eu precisei ter o conhecimento de programação e de software”, explicou em entrevista à TV Anhanguera. LEIA TAMBÉM: Nuvem funil chama atenção em zona rural de Itaberaí; vídeo Redemoinho de poeira impressiona em Goiás; vídeo Incêndio na Chapada dos Veadeiros: terreno montanhoso, clima seco e ventos fortes dificultam combate das chamas Jovem faz vídeo de Goiânia à 3km de altura Arquivo pessoal/ Pedro Augusto Primeira tentativa falhou Na primeira tentativa, um dos balões estourou poucos minutos após o lançamento devido ao atrito entre eles. O celular caiu em uma área de mata e foi recuperado rapidamente. Sem desistir da ideia, o estudante comprou um balão mais resistente e realizou um segundo lançamento. Desta vez, o voo durou cerca de 40 minutos e alcançou mais de 3 mil metros de altitude. Durante a subida, o equipamento enviou imagens da capital e dados atmosféricos coletados ao longo do percurso. Durante o voo, Pedro percebeu pelos registros do GPS que o aparelho começou a perder altitude rapidamente. Inicialmente, ele acreditou que o balão havia estourado. No entanto, ao procurar pelo equipamento, descobriu que o celular havia se desprendido do balão e caído sozinho. Mesmo após a queda de aproximadamente 3,7 mil metros, o aparelho continuou funcionando. “Foi nesse momento que percebemos que o balão não tinha estourado, mas sim o celular se desprendeu do balão. Ou seja, ele sobreviveu uma queda livre de 3700 m de altura”, relatou em vídeo publicado nas redes sociais. Estudante de engenharia usa balão e celular para filmar Goiânia do alto Segundo Pedro, os dados coletados podem ser utilizados em projetos de ciência de dados. O estudante também pretende realizar novos experimentos. O próximo passo é utilizar um balão meteorológico capaz de alcançar até 30 quilômetros de altitude e registrar imagens da estratosfera. Em entrevista à TV Anhanguera, o advogado especialista em Direito Aeronáutico Georges Ferreira afirmou que pesquisas e lançamentos de balões não tripulados devem ser precedidos de autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). “Obviamente, né, que nós não podemos desestimular a ciência. Nós não podemos desestimular a pesquisa, ainda que isso seja feito de forma individual e de maneira pessoal. Mesmo assim, toda e qualquer pesquisa, qualquer lançamento de balão não tripulado, ele deve ser precedido da autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo. E isso é algo mandatório”, afirmou. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
Incêndio que matou padrasto e enteada em Araguaína é investigado pela Polícia Civil O padrasto Ivano Vaz Cunha, que morreu carbonizado em um incêndio, cumpria pena em regime semiaberto pelo assassinato da enteada, Layla Athyla Maranhão, que ocorreu em 2009. Na época, ele foi condenado por estuprar, asfixiar e queimar a jovem em Araguaína, região norte do Tocantins (entenda mais abaixo). O responsável pelas investigações foi o delegado Silneyr Deófanes de Castro. "Em toda minha carreira policial, foi uma das investigações que mais me chocou pela crueldade. Ele [Ivano] demonstrava ser uma pessoa fria e sem arrependimento. Um verdadeiro psicopata. A polícia, na época, fez o trabalho que lhe era atribuído", disse. Ivano Vaz Cunha foi encontrado morto em uma casa, em Araguaína, próximo ao corpo da jovem Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, nesta quarta-feira (3). Ele era padrasto dela. Os dois estavam carbonizados. O caso ainda é investigado pela Polícia Civil. Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, morreu carbonizado em Araguaína Reprodução/TV Anhanguera Silneyr Deófanes é delegado aposentado da Polícia Civil do Tocantins desde 2015. Atualmente, trabalha como advogado criminalista, mas atuou na Polícia Civil durante 30 anos, sendo quatro como agente de polícia em Goiás e 26 como delegado no Tocantins. Em entrevista ao g1, ele contou que, após o crime em 2009, Ivano chegou a procurar uma emissora de TV, onde foi preso. "Poucas horas após o crime, Ivano se apresentou espontaneamente em uma emissora de televisão de Araguaína. Na ocasião, o apresentador do programa entrou em contato conosco, informando que ele estava no local. Diante da informação, a equipe policial se deslocou imediatamente até a emissora, ocasião em que efetuamos sua prisão", explicou. LEIA TAMBÉM Padrasto e enteada carbonizados dentro de casa em Araguaína são identificados Jovem encontrada carbonizada com o padrasto estava sem parte das roupas, diz PM Padrasto encontrado carbonizado com enteada cumpria pena por matar jovem em 2009 e atear fogo no corpo Para o delegado aposentado, mesmo após 17 anos, é impossível esquecer o crime que causou a morte de Layla Athyla, "em razão da crueldade do crime e do impacto causado na sociedade à época". O delegado informou que lembrou imediatamente do crime de 2009 após saber que Ivano havia sido encontrado carbonizado junto com outra enteada, Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos. Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, morreu carbonizada em Araguaína Reprodução/Instagram de Laiane Cardoso Noleto Condenado a 35 anos Ivano Cunha foi condenado a 35 anos de prisão pela morte de Layla Athyla Maranhão, segundo informações divulgadas no Diário da Justiça de 2011. Na época, ele confessou que cometeu os crimes de incêndio e homicídio. No mesmo ano, Ivano teria tentado fugir da prisão. A Justiça determinou que a pena fosse cumprida em regime fechado. Por causa dos trabalhos feitos na unidade penal, o padrasto teve redução no período de reclusão, além de conseguir mudar para o regime semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica. A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça informou que Ivano obteve o benefício do trabalho externo para atuar no setor de vendas, permitindo que ele se deslocasse para todo o território do Tocantins, com o uso da tornozeleira. Conforme o estado, todas as violações registradas no sistema de monitoramento foram notificadas ao Poder Judiciário, responsável pela aplicação de punições (veja nota completa abaixo). Corpos carbonizados em casa Incêndio em residência deixou dois mortos, em Araguaína (TO) Divulgação/Bombeiros Os bombeiros foram acionados para combater um incêndio em uma residência no setor Lago Azul I, em Araguaína, na última quarta-feira (3). No local, os militares encontraram o corpo de Laiane Cardoso debaixo de um guarda-roupa, dentro de um dos quartos da casa. O corpo de Ivano foi localizado sobre os destroços de uma cama destruída pelas chamas. Segundo a Polícia Militar, os dois estavam sem roupas na parte inferior do corpo. No imóvel, também foi encontrado um galão com vestígios de gasolina. No dia do incêndio, uma testemunha relatou ter ouvido uma explosão. Ao perceber o fogo, ela tentou arrombar a porta do quarto com a ajuda de um vizinho, mas não conseguiu devido à intensidade das chamas. O caso será investigado pela Polícia Civil. Íntegra da nota da Seciju Em relação ao caso do custodiado Ivano Vaz Cunha, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) esclarece que seu monitoramento eletrônico cumpria determinação do Poder Judiciário. Por ordem da Justiça, o reeducando obteve o benefício do trabalho externo para atuar no setor de vendas, o que o autoriza a deslocar-se a trabalho por todo o território do Estado. Como obrigações fixadas pela decisão judicial, ele recolhia-se em sua residência durante o período noturno e comunicava previamente qualquer viagem interestadual. A Seciju ressalta que todas as inconsistências e violações de regras registradas pelo sistema de tornozeleira eletrônica foram devidamente verificadas pela Polícia Penal e informadas de maneira imediata ao Poder Judiciário. A pasta reforça que a aplicação de punições, a perda de benefícios ou o retorno do preso ao regime fechado são prerrogativas exclusivas dos juízes da execução penal. A secretaria atua estritamente na fiscalização técnica e no cumprimento das ordens judiciais, mantendo o acompanhamento rigoroso de todos os monitorados. Por fim, a secretaria informa que a Unidade Penal de Araguaína está operando regularmente e recebendo custodiados normalmente, dentro de sua capacidade operacional. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Hamas sought endless war and division; the tragedy is that its strategy has worked on both Israelis and Palestinians.
Corpo é encontrado carbonizado dentro de carro em chamas em estrada vicinal de Itatiba Um corpo foi encontrado carbonizado dentro de um carro em chamas na Estrada Vicinal Adolpho Pecorari, no Loteamento Novo Cruz, em Itatiba (SP), na noite de quarta-feira (4). A identidade da vítima não foi informada. Policiais militares foram até o local, onde também foi chamado o Corpo de Bombeiros para conter as chamas. Ao chegar, as equipes encontraram o veículo, um automóvel preto fabricado em 2022, completamente carbonizado, com um corpo em seu interior. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Polícia investiga corpo encontrado dentro de carro queimado em Itatiba A Guarda Municipal também participou da ocorrência. A placa do veículo foi apreendida. O carro, conforme levantamento, pertence a uma empresa de locação de veículos de São Paulo e não estava segurado. O local foi descrito como ermo e, inicialmente, não foram identificadas câmeras de monitoramento nas proximidades. No entanto, uma pessoa que passava pela estrada no momento em que o veículo pegava fogo registrou imagens em vídeo, que foram anexadas ao inquérito. LEIA TAMBÉM: Três suspeitos de assaltar farmácia em Sorocaba e roubar canetas emagrecedoras morrem em confronto com a PM Conselho Tutelar recebeu alerta de negligência meses antes de morte de bebê com sinais de violência, aponta documento Justiça condena Toyota por assédio sexual e demissão discriminatória de ex-funcionária O veículo foi removido por guincho e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí para identificação e exames. A locadora proprietária do veículo estava fechada quando foi procurada pela polícia. O caso foi registrado como incêndio criminoso, morte suspeita e localização de veículo. Corpo carbonizado é encontrado dentro de carro em estrada vicinal de Itatiba Arquivo Pessoal Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM