The best — and most historic — castles in Ireland
From Cahir Castle's river island where Excalibur was filmed to a Galway tower that drew Yeats and Shaw to its literary banquets
"BANQUE" · 총 80건
필터 보기현재 지수
50.3
0 = 부정 우세
50 = 중립
100 = 긍정 우세
최근 7일 기준 82,454건을 분석한 결과, 뉴스 심리지수는 50.3(균형)입니다. 긍정 4,258건(5.2%)·중립 76,100건(92.3%)·부정 2,096건(2.5%)이며, 중립 비중이 뚜렷하게 높습니다. 성향 지수는 종합 14.8(중도 균형)입니다.
From Cahir Castle's river island where Excalibur was filmed to a Galway tower that drew Yeats and Shaw to its literary banquets
Pré-candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) Reprodução A Quaest divulga, a partir da próxima quarta-feira (10), nova pesquisa de intenção de voto para presidente. O levantamento ocorre após as revelações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro e na esteira de medidas recentes dos Estados Unidos, como a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas e a nova tarifa imposta ao Brasil. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouvirá 2.004 pessoas entre esta sexta-feira (5) e esta segunda-feira (8). A pesquisa mede a intenção de voto para presidente e também avalia a percepção do eleitor sobre outros temas, como a divulgação de áudios e mensagens envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O levantamento também aborda a visita de Flávio à casa de Vorcaro e os repasses de R$ 61 milhões para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O levantamento também abordará o encontro de Flávio Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as medidas anunciadas recentemente pelo governo americano em relação ao Brasil. Entre os temas estão a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas e a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Cenários de 1º e 2º turno Deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) Thiago Cristino / Câmara dos Deputados A pesquisa também trará cenários de primeiro e segundo turno com nomes de pré-candidatos à Presidência da República. Pela primeira vez, a Quaest testará o nome do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), que conta com o apoio do PSDB e do Cidadania para disputar a Presidência. Além disso, o levantamento apresentará aos entrevistados quatro cenários de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tendo como adversários o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o empresário Renan Santos (Missão), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Último levantamento Na pesquisa anterior da Quaest, divulgada em 13 de maio, Lula liderava o primeiro turno com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Caiado e Zema apareciam com 4% cada. Veja os números para o 1º turno em maio: Lula (PT): 39% (eram 37% em abril); Flávio Bolsonaro (PL): 33% (eram 32%); Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 6%); Romeu Zema (Novo): 4% (eram 3%); Renan Santos (Missão): 2% (eram 2%); Augusto Cury (Avante): 1% (eram 2%); Cabo Daciolo (Mobiliza): 1% (era 1%); Samara Martins (UP): 1% (era 1%); Aldo Rebelo (DC): 0% (não pontuou na pesquisa anterior); Hertz Dias (PSTU): 0% (não estava na pesquisa anterior); Indecisos: 5% Branco/nulo/não vai votar: 10% Em um cenário de segundo turno testado pela Quaest, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apareceram tecnicamente empatados. Lula registrou 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio. Cenário Lula x Flávio Lula: 42% (eram 40% em abril e 41% em março); Flávio Bolsonaro: 41% (eram 42% em abril e 41% em março); Indecisos: 3% (eram 2% em abril e em março); Branco/nulo/não vai votar: 14% (eram 16% em abril e em março). Cenário Lula x Romeu Zema Lula: 44% (eram 43% em abril e 44% em março); Romeu Zema: 37% (eram 36% em abril e 34% em março); Indecisos: 4% (eram 4% em abril e em março); Branco/nulo/não vai votar: 15% (eram 17% em abril e 19% em março). Cenário Lula x Ronaldo Caiado Lula: 44% (eram 43% em abril e 44% em março); Ronaldo Caiado: 35% (eram 35% em abril e 32% em março); Indecisos: 4% (eram 4% em abril e 3% em março); Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 18% em abril e 21% em março). Cenário Lula x Renan Santos Lula: 45% (eram 44% em abril e 43% em março); Renan Santos: 28% (eram 24% em abril e 24% em março); Indecisos: 5% (eram 5% em abril e 3% em março ); Branco/nulo/não vai votar: 22% (eram 27% em abril e 30% em março).
O advogado Otto Lobo, indicado para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários Geraldo Magela/Agência Senado O governo federal nomeou nesta quarta-feira (3) o advogado Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais no país. Ele ocupará a vaga deixada por João Pedro Barroso do Nascimento, que renunciou ao cargo, e cumprirá mandato até 18 de julho de 2027. A nomeação de Lobo e a de Igor Muniz para a diretoria da autarquia foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). 🔎 A CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e responsável por fiscalizar, normatizar e disciplinar o mercado de valores mobiliários, que incluem ações, debêntures, cotas em fundos de investimento, entre outros , garantindo transparência e segurança para os investidores. Antes de assumir oficialmente o cargo, Lobo se reuniu nesta semana com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o encontro teve como objetivo discutir temas relacionados à atuação da autarquia. Senado aprova indicação de Otto Lobo para presidir a CVM Banco Master A CVM vem sendo alvo de questionamentos sobre a condução de processos relacionados ao conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No início de fevereiro, a própria CVM criou um grupo de trabalho para analisar todas as informações relacionadas ao conglomerado Master e à gestora de fundos Reag, suspeita de envolvimento nas fraudes investigadas pela PF, e para propor "melhorias estruturais em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional". Questionado sobre a possibilidade de dar prioridade aos casos envolvendo o Banco Master, Lobo afirmou que a intenção é acelerar a tramitação de todos os processos em andamento na autarquia. "Todos esses processos vão ser tratados com muita celeridade. A CVM sempre vai dar respostas para esse e outros processos", afirmou Lovo, acrescentando que será feito um mutirão para julgar mais processos. O novo presidente também afirmou que não haverá distinção entre investigados e que os procedimentos seguirão os princípios legais e constitucionais. "Tudo será conduzido dentro da legalidade e do respeito à ampla defesa", complementou ele. Aprovação no Senado O nome de Otto Lobo foi aprovado pelo Senado em maio, por 31 votos a 3. Na mesma sessão, os senadores também aprovaram a indicação de Igor Muniz para a diretoria da CVM. A escolha de Lobo para comandar a autarquia foi atribuída nos bastidores a empresários e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que nega ter atuado como padrinho político da indicação. A indicação gerou divergências dentro do governo. Integrantes da equipe econômica manifestaram resistência ao nome de Lobo, posição que teria sido compartilhada tanto pelo então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto pelo atual chefe da pasta, Dario Durigan. Apesar disso, segundo fontes envolvidas nas negociações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou ao senador Eduardo Braga, relator da indicação, sua preferência pelo nome de Lobo. No mercado financeiro, a indicação também enfrentou resistência. Críticos apontam decisões consideradas favoráveis ao Banco Master tomadas por Lobo durante o período em que exerceu interinamente a presidência da CVM.
La filiale suisse de la banque britannique est soupçonnée d’avoir aidé l’ex-gouverneur de la banque centrale du pays Riad Salamé à détourner des fonds. Elle est poursuivie notamment pour blanchiment en bande organisée.
Nunes Marques assume relatoria de casos envolvendo Flávio Bolsonaro e Master no TSE O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, já começou a receber a distribuição de representações eleitorais protocoladas na Corte. Entre os processos sob sua relatoria estão pelo menos três casos de grande repercussão, relacionados ao Banco Master, ao vazamento de conversas entre o empresário Daniel Vorcaro e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), além da produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O primeiro caso distribuído ao gabinete do ministro foi apresentado pelo PL contra o instituto AtlasIntel. A legenda acusa a empresa de divulgar pesquisa eleitoral fraudulenta. Segundo os advogados do partido, um dos questionários utilizados pelo instituto direcionaria os entrevistados de forma negativa contra Flávio Bolsonaro ao incluir a reprodução do áudio da conversa entre o senador e Vorcaro. A AtlasIntel nega a acusação e afirma que os resultados da pesquisa não sofreram qualquer interferência. Saiba mais: Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro já travam batalha judicial no TSE durante período pré-eleitoral As outras duas representações foram protocoladas por parlamentares do PT e têm como foco o filme Dark Horse. Em ação apresentada em conjunto com o grupo Prerrogativas, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) pede que a circulação da produção seja suspensa. Já o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) solicita a apuração de eventual abuso de poder econômico relacionado ao financiamento e à divulgação do filme. Até a publicação desta reportagem, não havia movimentação significativa em nenhum dos processos. Presidente e juiz auxiliar O ministro do STF e presidente eleito do TSE, Kassio Nunes Marques Alejandro Zambrana/Secom/TSE Antes de passar a atuar nos processos, Nunes Marques designou a si mesmo e ao vice-presidente do TSE, André Mendonça, como juízes auxiliares para as eleições de 2026. A medida foi formalizada em portaria publicada em 22 de maio. A iniciativa foge ao padrão adotado pela Corte, onde a função costuma ser exercida por ministros juristas, que ocupam as vagas destinadas à advocacia, ou por ministros substitutos. Outro magistrado que recorreu a esse mecanismo foi Alexandre de Moraes, durante sua gestão à frente do TSE, em 2022. Além de incluir a Presidência na distribuição de processos relacionados à propaganda eleitoral, ele nomeou outros quatro ministros: Cármen Lúcia, Raul Araújo, Paulo de Tarso Sanseverino e Maria Claudia Bucchianeri. Ex-ministra da Corte, Bucchianeri atualmente coordena a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro. Prevista na Lei das Eleições, a função de juiz auxiliar envolve a análise de reclamações e representações relativas à disputa presidencial. As ações podem ser propostas por partidos, federações, coligações ou candidatos. As decisões tomadas pelos juízes auxiliares são passíveis de recurso ao plenário do tribunal. Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro Adriano Machado/Reuters e Reprodução Além de Nunes Marques e André Mendonça, a jurista Estela Aranha também exerce a função de juíza auxiliar nas eleições de 2026. Ela foi designada para o cargo em dezembro do ano passado pela então presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia. Em nota ao g1, o TSE informou que a distribuição dos processos entre os juízes auxiliares ocorre por sorteio eletrônico, de forma automatizada, aleatória e equitativa, por meio dos sistemas oficiais da Justiça Eleitoral. “Assim, a definição da relatoria decorre da distribuição automática realizada pelo sistema”, afirmou o tribunal. Ação sobre pesquisa eleitoral A primeira ação foi encaminhada ao gabinete de Nunes Marques em 19 de maio, três dias antes da publicação da portaria que incluiu a Presidência do TSE entre os integrantes do juízo auxiliar. O g1 questionou o tribunal sobre o motivo de o processo ter sido distribuído ao ministro antes de sua designação formal para a função, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. No próprio dia da publicação da portaria, em 22 de maio, Nunes Marques determinou que a Secretaria Judiciária promovesse uma nova distribuição do processo entre os juízes auxiliares. Três dias depois, em 25 de maio, a ação voltou a ser sorteada e permaneceu sob sua relatoria. O processo trata de uma representação apresentada pelo PL (Partido Liberal) contra a AtlasIntel após divulgação de pesquisa eleitoral. Segundo os advogados da legenda, um questionário utilizado pelo instituto induziria os entrevistados a avaliar negativamente Flávio Bolsonaro ao exibir o áudio da conversa entre o senador e o empresário Daniel Vorcaro. “O questionário constrói uma progressão: medo eleitoral; comparação Lula x Flávio; fraude financeira; Banco Master; Daniel Vorcaro; conversas vazadas; possível envolvimento direto; impacto sobre voto; enfraquecimento da candidatura; retirada da candidatura. Essa cadeia produz contexto, não mera medição”, afirmam os advogados na petição. O partido pediu a concessão de liminar para suspender a divulgação do levantamento, além da aplicação de multa em caso de eventual irregularidade. Até a publicação desta reportagem, a movimentação mais recente do processo era a expedição de uma intimação, em 26 de maio. Ação barrando filme sobre Jair Bolsonaro A segunda representação, por suposta propaganda eleitoral antecipada, foi apresentada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e pelos advogados Reinaldo Santos de Almeida e Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas, contra o empresário Daniel Vorcaro e os deputados Flávio e Eduardo Bolsonaro. Os autores pedem que o filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não seja exibido. Em maio, o site The Intercept Brasil revelou que Vorcaro participou do financiamento da produção após negociações diretas com Flávio Bolsonaro. Segundo a reportagem, o senador solicitava recursos e cobrava a realização dos pagamentos. O banqueiro teria desembolsado R$ 61 milhões para o projeto. Na ação, Correia e os advogados argumentam que o lançamento da obra a poucas semanas da eleição pode configurar propaganda eleitoral em favor do grupo político ligado ao ex-presidente. Segundo eles, o filme tem potencial para funcionar como “peça de comunicação política de enorme impacto” por ter Jair Bolsonaro como personagem central. Os autores também citam um precedente do TSE em 2022, quando a Corte proibiu a exibição do documentário Quem Mandou Matar Jair Bolsonaro?, produzido pela Brasil Paralelo. “O precedente demonstra que esta Justiça Especializada já reconheceu que obra audiovisual aparentemente documental pode produzir efeito eleitoral abusivo quando lançada em momento crítico da disputa”, afirmam na petição. Até a publicação desta reportagem, Nunes Marques ainda não havia tomado nenhuma decisão sobre o pedido. Ação sobre financiamento do 'Dark Horse' A terceira ação trata de duas representações do deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) e tratam de suposto abuso de poder econômico e político. O parlamentar sustenta que, por buscar exaltar a trajetória de Jair Bolsonaro, Dark Horse pode produzir efeitos eleitorais relevantes. Segundo ele, o volume de recursos destinado à produção tem “repercussões eleitorais claríssimas” e pode comprometer a isonomia da disputa. O valor pago por Vorcaro para a produção é duas vezes maior do que o orçamento do filme "O Agente Secreto", que recebeu R$ 28 milhões e representou o Brasil no Oscar de 2026 com quatro indicações. O deputado cita contratos públicos e emendas parlamentares destinados a empresas e entidades ligadas à produtora responsável pelo documentário. Deputados estaduais do PL e do PT em São Paulo direcionaram mais de R$ 700 mil a instituições vinculadas ao projeto. Com base nesses elementos, Chinaglia pede a abertura de investigação para apurar eventual abuso de poder econômico e político, além de possível gasto ilícito de recursos durante a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. O parlamentar também solicita medidas cautelares para impedir que a obra seja utilizada como instrumento de propaganda eleitoral. Outras representações De acordo com os dados disponíveis na consulta pública do TSE até a publicação desta reportagem, André Mendonça havia assumido a relatoria de pelo menos seis processos de propaganda eleitoral antecipada. Um deles é uma representação apresentada pelo PL contra os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ), Rogério Correia (PT-MG), Erika Hilton (PSOL-SP) e Alencar Santana (PT-SP). Outra, por exemplo, foi protocolada pelo diretório estadual do PT em Santa Catarina contra o deputado estadual Antídio Lunelli (MDB). Conforme revelou o g1, o TSE recebeu 59 representações eleitorais entre janeiro e abril deste ano. Até então, todos os processos estavam sob a relatoria da ministra substituta Estela Aranha, que era a única integrante do juízo auxiliar responsável pela análise de reclamações e representações relacionadas à eleição presidencial. O volume de ações representa um aumento expressivo em relação ao mesmo período do ciclo eleitoral de 2022, quando a Corte recebeu apenas 14 representações. Naquele ano, oito processos foram apresentados pelo PT e um pelo PL. Os números indicam que a disputa judicial entre partidos e pré-candidatos já começou a ganhar intensidade antes mesmo da abertura oficial da campanha eleitoral. Mais de 90% das representações protocoladas em 2026 tratam de suposta propaganda eleitoral antecipada — modalidade que envolve a discussão sobre pedidos de voto ou estratégias de promoção eleitoral antes do período autorizado pela legislação. Nos bastidores, o tribunal ainda discute, em conversas entre os gabinetes dos ministros, os parâmetros que deverão orientar as decisões dos juízes auxiliares. A expectativa é que a análise desses processos ganhe ritmo à medida que a eleição se aproxima. Em 2022, por exemplo, o plenário do TSE passou a julgar representações eleitorais com maior frequência a partir de julho. Casos no plenário Até o momento, os únicos processos eleitorais analisados pelo plenário do TSE estão relacionados ao desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no carnaval deste ano. Por unanimidade, os ministros rejeitaram os pedidos de liminar apresentados pelo Partido Novo e pelo Partido Missão, que acusavam Lula, o PT e a escola de samba de promover propaganda eleitoral antecipada. Além da condenação dos envolvidos, o Novo solicitava a aplicação de multa de R$ 9,65 milhões. Já o Partido Missão pedia que imagens do desfile fossem proibidas nas redes sociais de Lula e do PT, bem como em futuras peças de propaganda eleitoral.
Pour gagner le combat contre le réchauffement climatique, nous devons nous en donner les moyens : lier écologie et pouvoir d’achat, créer une banque du climat européenne et taxer les bénéfices des grandes entreprises, plaident le climatologue Jean Jouzel et l’économiste Pierre Larrouturou.
A banquet to welcome Philippine President Ferdinand Marcos Jr. and his wife, who were visiting Japan, was held at the Imperial Palace in Tokyo's Chiyo
Mensagens entre Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel mostram que, em janeiro de 2025, os pagamentos ao filme sobre Jair Bolsonaro passaram a ser tratados como prioridade pelo banqueiro. As conversas foram reveladas pelo Intercept nesta terça-feira (2) e confirmadas pela TV Globo. 🔎 O empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi preso em março de 2026 pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero, que investiga crimes de ameaça, lavagem de dinheiro, corrupção e invasão de dispositivos informáticos conduzidos por uma suposta organização criminosa. Flavio pediu dinheiro a Vorcaro para filme sobre o pai Em publicação do dia 13 de maio, o Intercept revelou e a TV Globo também confirmou que Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Flávio chegou a pedir dinheiro e pressionar pelos pagamentos. O banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões. Vorcaro foi lembrado sobre o primeiro aporte ao projeto Em uma das mensagens, Zettel relata a Vorcaro ter 55,5 milhões em pagamentos pendentes, sem especificar se em reais ou dólares. O primeiro aporte deveria ser feito, segundo outra mensagem, desta vez entre Thiago Miranda e Vorcaro, no dia 20 de janeiro daquele ano. "Cara, hoje é a data limite daquele primeiro aporte filme. Preciso acelerar. Estamos no laço”, diz o empresário ao banqueiro. "Vou atrás aqui", responde Vorcaro. Miranda afirma, ainda de acordo com o Intercept, que já havia falado com Zettel, escalado por Vorcaro para operacionalizar parte dos pagamentos, e encaminha ao banqueiro uma captura de tela de uma conversa com Flávio Bolsonaro. Segundo o Intercept, na mensagem reproduzida, cuja data não é possível confirmar, Flávio pede que Miranda pressione o jurídico do investidor para destravar a operação. Cronograma pagamentos Nos dias seguintes, Vorcaro demonstra interesse em acompanhar de perto a situação. Em 21 de janeiro, Zettel volta a procurar o banqueiro pedindo orientação a Vorcaro. Zettel: “Me dá um norte? Mesmo que seja ‘não faz porra nenhuma até eu voltar’…” Vorcaro: "Vamos fazer tudo. Dá quanto" Zettel: “Total = 55,5M” Zettel: “Manda quanto? Paga o que?”. Vorcaro: "O filme ta nesse negocio? Avisa todo mundo que vai na sexta tudo" Zettel: "Não. Porque o fluxo é gigante...10 de 2.5 de dólares". No dia 28 de janeiro, Vorcaro questiona o cunhado sobre o andamento dos pagamentos ao filme. Vorcaro: "Filme vc pagou?" Zettel: Irmão, não vem 1 real tem 3 semanas...kkkkkkk Paguei foi nada Vorcaro: Putz Zettel: E filme não ta na lista de 55,5 Vorcaro: Esse e o mais importante disparado. Não pode falhar mais Zettel: Soma o valor amanhã? Ou deixo de pagar algumas coisas? Vorcaro: Soma Zettel: Ok. Agora no g1
Foz do Iguaçu surpreende quem chega esperando apenas as Cataratas. A cidade, e toda a região trinacional que envolve Brasil, Argentina e Paraguai, carrega uma diversidade cultural que se manifesta de formas inesperadas. Uma delas, e talvez a mais cotidiana, é a gastronomia. As experiências gastronômicas no Destino Iguaçu refletem séculos de convivência entre povos, tradições e ingredientes que não se encontram assim em nenhum outro lugar do mundo. Neste guia, você vai descobrir os pratos, restaurantes e experiências que fazem da mesa no Destino Iguaçu uma extensão natural de tudo o que esse lugar representa: encontro, pertencimento e memória. Por que a gastronomia do Destino Iguaçu é diferente de qualquer outra? A região trinacional é um fenômeno único: três países dividindo não só fronteiras geográficas, mas tradições, ingredientes, técnicas de preparo e histórias de vida. Ao longo das últimas décadas, essa convivência foi moldando uma culinária única. Descendentes de imigrantes árabes trouxeram o quibe e as especiarias. Famílias japonesas que se estabeleceram na região incorporaram seus ingredientes e técnicas ao cotidiano local. Os guaranis contribuem com os saberes das plantas da Mata Atlântica. Argentinos e paraguaios compartilharam seus assados, cada um com uma história diferente para contar. O resultado é uma mesa generosa, surpreendente e completamente inesquecível. Sabores do Brasil: do churrasco aos picolés da Mata Atlântica Churrascaria Bufalo Branco. Divulgação/Bufalo Branco. Começar pelo lado brasileiro é começar pelo calor da brasa. O churrasco é um clássico brasileiro, e em Foz do Iguaçu ele ganha dimensão especial. Cortes como a picanha preparados lentamente na grelha, acompanhados de farofa, vinagrete, arroz, feijão tropeiro, mandioca e salada verde, transformam qualquer refeição em um verdadeiro banquete. Para viver essa experiência com toda a autenticidade, a Churrascaria Búfalo Branco e a Rafain Churrascaria Show são referências consolidadas em Foz do Iguaçu. Ambas combinam gastronomia e cultura em um mesmo espaço, algo que resume bem o espírito do destino. Picolés com frutas nativas da Mata Atlântica: uma surpresa refrescante Oficina do Sorvete. Divulgação/Oficina do Sorvete. Uma das experiências mais singulares do Destino Iguaçu está nos picolés Sabores da Mata Atlântica. Feitos com frutas nativas como jabuticaba, pitanga, butiá, jaca e guabiroba, são produzidos com foco na preservação ambiental e no resgate de ingredientes locais. Você pode encontrá-los no Parque das Aves ou na Oficina do Sorvete em Foz, uma pausa obrigatória no roteiro de qualquer visitante. Sabores do Paraguai: tradição que atravessa fronteiras A culinária paraguaia é uma das mais surpreendentes da América do Sul, e quem visita a região trinacional descobre isso rapidamente. Com ingredientes simples e técnicas que carregam séculos de história, os pratos do Paraguai contam muito sobre quem são as pessoas que vivem por aqui. Chipa Guazú: o lanche de rua mais querido da fronteira Quem atravessa para o lado paraguaio e não experimenta uma chipa guazú fresquinha está perdendo um dos prazeres mais genuínos do destino. Feita com milho fresco, queijo, ovos, leite e farinha de milho, apresenta uma crosta firme e interior úmido, e pode ser consumida em diferentes momentos do dia, inclusive no almoço ou como um lanche delicioso em meio a um dia de passeios. Chipa Guazú. Divulgação. Sopa Paraguaia: o prato que engana pelo nome e conquista pelo sabor A Sopa Paraguaia é uma das primeiras surpresas gastronômicas para quem visita a região. Apesar do nome, não há nada líquido nela: trata-se de um bolo salgado denso, preparado com farinha de milho. A história conta que o prato nasceu de um erro de preparo na cozinha do presidente paraguaio Carlos Antonio López, e que o "acidente" agradou tanto que virou tradição. Sabores da Argentina: a arte do assado e muito mais Puerto Iguazú, do lado argentino das Cataratas, é uma cidade com uma gastronomia vibrante e acolhedora. Se o Brasil tem o churrasco, a Argentina tem a parrilla, e a diferença vai muito além do nome. Parrillada e Bife de Chorizo: a grelha como ritual A parrillada argentina é uma experiência completa: assado de tira, bife de chorizo, picanha e outros cortes variados, grelhados lentamente sobre carvão, acompanhados de frango, vegetais e batatas assadas são o grande destaque. O chimichurri — molho à base de salsa, alho, azeite e especiarias — é o toque final que une tudo. Harmonizar com um Malbec argentino é quase obrigatório. Yabuticaba Mercadito de la Selva. Divulgação/Yabuticaba Mercadito de la Selva. O Bife de Chorizo merece destaque especial: um corte do contrafilé preparado na grelha até o ponto exato solicitado pelo cliente. Simples na aparência, inesquecível no sabor. Confira nossa seleção de restaurantes em Puerto Iguazú para saber onde viver essa experiência com excelência. Empanadas: uma história dentro de cada dobra As empanadas argentinas são um patrimônio cultural. Em Puerto Iguazú, é possível encontrá-las em versões de carne temperada, vegetarianas, de queijo ou com recheios regionais. Cada restaurante tem sua receita e tradição. Experimente mais de uma opção para entender por que esse prato simples é capaz de gerar debates apaixonados sobre qual é a melhor receita. Panqueca com doce de leite: a sobremesa da alma argentina Para fechar com chave de ouro, não podemos deixar de citar a panqueca argentina recheada com doce de leite. Macia, generosa e levemente polvilhada com açúcar de confeiteiro, às vezes com um toque de canela ou raspas de laranja, ela é uma declaração de amor da culinária argentina aos que visitam o país pela primeira vez. Como incluir a gastronomia no seu roteiro pelo Destino Iguaçu Planejar o roteiro gastronômico no Destino Iguaçu é parte da aventura. Uma dica prática: reserve pelo menos quatro dias para a viagem, assim você tem tempo de explorar os três países com calma, sem precisar correr entre atrações e refeições. Neste artigo aqui temos um roteiro completo para quatro dias de viagem no Destino Iguaçu, com dicas imperdíveis. No blog do Visit Iguassu você encontra listas atualizadas de restaurantes em Foz do Iguaçu/ BR e Puerto Iguazu/ AR, assim como opções de promoção em restaurantes em Ciudad del Este/ PY. São referências criadas para ajudar você a montar o roteiro ideal, e aproveitar ao máximo cada refeição durante a visita à região. Acesse o site oficial do Visit Iguassu e baixe também o Guia de Visitantes do Destino Iguaçu, um material completo, gratuito, com dicas de atrações, hospedagens e, claro, gastronomia. Uma ferramenta indispensável para quem quer viver o destino com profundidade.
Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) em evento em BH TV Globo Os pré-candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) se encontraram em Belo Horizonte, na manhã desta terça-feira (2), e defenderam a união da direita contra a reeleição do presidente Lula (PT). Esta foi a primeira vez que Flávio e Zema apareceram juntos publicamente após o ex-governador de Minas Gerais criticar o senador pelo áudio em que ele ele cobra dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para bancar o filme "Dark Horse" (leia mais abaixo). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Os três presidenciáveis discursaram na exposição Megaleite e posaram juntos para fotos. Flávio e Zema chegaram a fazer um brinde com copos de leite. "Nós três temos uma grande responsabilidade de tirar o Brasil das mãos sujas do PT, e a gente só vai conseguir isso unido. [...] Quero dizer a vocês dois: podem contar comigo na defesa do bem, porque a gente está do lado certo, a gente está do lado do bem, e a gente vai junto de uma forma ou de outra resgatar esse Brasil", disse Flávio Bolsonaro no palco. Agora no g1 Caiado usou o mesmo tom ao discursar na sequência. "Eu tenho a consciência tranquila, Flávio, que nós temos essa responsabilidade que você colocou aqui. [...] Nós temos que derrotar o PT no segundo turno. Não tem outra caminhada", falou. Zema disse que ele, Flávio e Caiado se dão "muito bem". "Vamos estar nós três juntos no segundo turno contra o PT". Montagem de fotos mostra brinde entre Flávio e Zema e cumprimento entre os dois Redes Sociais; TV Globo Tensão entre Zema e Flávio No dia 13 de maio, quando a troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro veio à tona, Romeu Zema publicou um vídeo nas redes sociais dizendo que ouvir o senador "cobrando dinheiro de Vorcaro é imperdoável" e que "não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa". Flávio afirmou no dia 15 que "Zema se precipitou" e "foi induzido a erro no afã de querer ser o primeiro a falar alguma coisa". "Normalmente, o mineiro é uma pessoa que tem calma na hora de falar, não tem essa velocidade do Zema. Geralmente, é uma pessoa que pensa mais, raciocina e depois se posiciona", disse. Já no dia 19 de maio, após o senador admitir que se reuniu com Vorcaro depois da primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025, Zema afirmou que o Partido Novo foi traído. Vídeos mais vistos no g1 Minas:
Nessa segunda-feira (1), a Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca em apreensão na sede da Prefeitura da capital paulista e em mais sete endereços ligados à empresária Karina Ferreira da Gama. A operação foi motivada pela suspeita de fraude em um contrato celebrado pela Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) que determina a instalação de 5 mil pontos de wi-fi pela cidade ao custo de R$ 108 milhões para o município – Karina é dona dessa ONG. O que a investigação apura é o destino desse dinheiro, que pode ter sido usado para o financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro, uma realização da produtora Go Up, que também pertence a Karina. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois jornalistas. Primeiro, ela fala com Rodrigo Rodrigues, que cobriu a operação da PC-SP e que apura as relações entre Prefeitura de São Paulo, IBC e Go Up desde que primeiras denúncias. Depois, quem participa é Guilherme Balza: ele amplia o leque de suspeitas no caso 'Dark Horse', que vão desde o uso de emendas parlamentares até o financiamento de Daniel Vorcaro. Convidados: Rodrigo Rodrigues, repórter do g1 em São Paulo, e Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery. O que você precisa saber: ONG da produtora de filme de Bolsonaro é alvo de operação por suspeita de desvio de recursos em contrato milionário de wi-fi com a Prefeitura de SP; CAMILA BONFIM: Investigação apura se houve uso indireto de dinheiro público da prefeitura de SP em filme de Bolsonaro; Vorcaro bancou mais de 90% do orçamento de filme sobre Jair Bolsonaro, diz dona da produtora; Flávio admite reunião com Vorcaro, quando banqueiro estava com tornozeleira eletrônica, 'para botar ponto final na questão' de filme; O que disseram Flávio, Eduardo e Mário Frias sobre financiamento de Vorcaro para o filme de Bolsonaro; Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro. O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. O ator norte-americano Jim Caviezel interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse' Reprodução nesta segunda-feira (1°). A investigação suspeita de fraude e desvio de recursos públicos em um contrato com a Prefeitura de
Auditoria da Cedae aponta possível prejuízo de R$ 220 milhões investidos no Banco Master Uma auditoria interna da Cedae descobriu que mais de R$ 220 milhões investidos no Banco Master podem ter se perdido. Ao todo, o Governo do Estado do Rio injetou quase R$ 4 bilhões no Banco Master. A maior parte dos recursos, cerca de R$ 3,7 bilhões, foi aplicada pelo Rioprevidência, alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada. Outros R$ 237 milhões vieram da Cedae, que agora também está sob investigação. A auditoria concluiu também que o Banco Master não atendia aos critérios exigidos pela política de investimentos da companhia quando começaram as negociações para um aporte de R$ 200 milhões. Segundo o documento obtido pela Globonews, as regras internas foram alteradas meses depois, passando a permitir a aplicação na instituição financeira. Segundo a apuração, as alterações seguiram um roteiro semelhante ao adotado pelo Rioprevidência, que também investiu recursos no banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. O relatório sustenta que, quando a Cedae recebeu a documentação do banco, em julho de 2023, o Master possuía classificação de risco inferior à exigida pela política vigente e contava com avaliação de apenas uma agência de rating. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo os auditores, a política de investimentos foi posteriormente modificada e passou a admitir exatamente o perfil apresentado pela instituição. Cedae Reprodução/TV Globo As conclusões fazem parte de uma apuração aberta pela atual gestão da companhia após a perda de recursos investidos no banco. O documento foi encaminhado pelo presidente da Cedae, Rafael Rolim, à diretoria da estatal com recomendação de envio aos órgãos de controle, como TCE e MPRJ. No sábado (30), o blog do jornalista Octávio Guedes revelou que a auditoria concluiu que a diretoria financeira ignorou alertas internos sobre a deterioração da situação do Banco Master e que a estatal acumulou prejuízo superior a R$ 222 milhões. Os documentos obtidos pela Globonews mostram que a investigação também se debruçou sobre a origem da operação e sobre as mudanças promovidas na política de investimentos antes da aplicação dos recursos. A auditoria interna da companhia aponta suspeitas de negligência, dolo sistêmico, fraude e risco ao patrimônio da empresa. Entre os principais responsáveis citados no relatório está o então diretor administrativo-financeiro da Cedae, Antonio Carlos dos Santos. Regras alteradas A auditoria reconstruiu toda a cronologia que antecedeu o investimento e concluiu que o Banco Master era considerado inelegível pelas normas vigentes da própria companhia. Em março de 2023, a Cedae aprovou a segunda versão de sua Política de Aplicações Financeiras. Entre as exigências estavam classificação mínima de risco equivalente a "A-" e avaliações emitidas por pelo menos duas agências independentes. Segundo o relatório, em 3 de julho de 2023 a diretoria financeira recebeu do Banco Master as demonstrações financeiras da instituição e um relatório de classificação de risco emitido pela agência Fitch. A nota atribuída ao banco era "BBB-" e havia sido emitida em novembro de 2021. Para os auditores, aquele documento demonstrava de forma imediata que o banco não preenchia os requisitos da política então vigente. "O procedimento padrão de governança exigiria a desqualificação imediata da instituição", registra o relatório. Banco Master. Reprodução/TV Globo A auditoria afirma que, em vez de interromper o processo, a diretoria financeira passou a conduzir alterações na política de investimentos. Em agosto daquele ano foi aberto o processo para elaboração da versão 3 da política. Em setembro, a nova norma foi aprovada. Entre as mudanças apontadas pela auditoria estão a redução das exigências relativas às agências de rating e a criação de uma nova faixa de risco que passou a aceitar instituições classificadas entre BBB+ e BBB-. Segundo os auditores, as alterações acabaram enquadrando exatamente o perfil apresentado pelo Banco Master. "Apenas dois meses antes, os mesmos documentos atestavam a inelegibilidade do Banco Master frente à política vigente", afirma o relatório. Diretoria negociou aplicação Outro ponto destacado pela investigação envolve o início das negociações entre a estatal e o banco. A auditoria afirma ter identificado, por meio dos registros do sistema de catracas da sede da Cedae, uma reunião realizada em 17 de maio de 2023 entre representantes do Banco Master e integrantes da Diretoria Financeira e de Relação com Investidores (DFI). Os registros indicam a entrada de Diego Maciel de Menezes Silva, identificado como superintendente comercial do Banco Master, e apontam o então diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos como anfitrião da visita. Segundo os auditores, a reunião ocorreu mais de um mês antes da data que havia sido apresentada pela administração da companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como sendo o primeiro contato formal entre as partes. Aportes do governo no Banco Master motivam pedido de CPI na Alerj A versão encaminhada ao órgão regulador sustentava que o contato inicial ocorreu em 27 de junho de 2023, quando uma representante do Banco Master enviou um e-mail solicitando orientações para o cadastramento da instituição junto à Cedae. Para a comissão responsável pela apuração, os registros obtidos contradizem essa versão e indicam que as negociações já estavam em andamento semanas antes. A auditoria também identificou uma viagem do diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos e de assessores a São Paulo, em junho de 2023, para uma reunião com Maurício Quadrado, então sócio e co-CEO do Banco Master. Segundo o relatório, o encontro teve como pauta produtos financeiros e oportunidades de investimento. Tratativas em sigilo Ao longo de mais de 20 páginas, a auditoria sustenta que as negociações ficaram concentradas na Diretoria Financeira e em um grupo restrito de assessores. Segundo os investigadores, as tratativas tiveram início com reuniões presenciais em maio de 2023, avançaram com encontros em São Paulo em junho e julho e culminaram na alteração da política de investimentos aprovada em setembro daquele ano. O relatório afirma que as conversas ocorreram sem compartilhamento adequado de informações com outros setores da companhia. "Toda esta negociação levada a cabo pela Diretoria Financeira e de Relação com Investidores permaneceu em sigilo", afirma o documento. Ainda segundo a auditoria, a partir do momento em que outras áreas passaram a ter conhecimento da operação, começaram a surgir alertas internos relacionados ao risco reputacional da instituição financeira e à exposição da companhia. Os auditores também apontam que o Conselho de Administração e o Comitê de Auditoria receberam a proposta de alteração das regras sob a justificativa de diversificação da carteira e aumento da rentabilidade, sem que tivessem elementos para prever que as mudanças seriam utilizadas para viabilizar uma operação específica. 'Calote' do Master A segunda etapa da investigação analisou a condução do investimento após a aplicação dos recursos. Segundo a auditoria, a partir de 2025 diferentes áreas da companhia passaram a emitir alertas sobre a situação financeira do Banco Master e recomendar medidas para redução da exposição da estatal. O relatório conclui que a diretoria financeira demorou a reagir ao agravamento do cenário. Banco Master Reprodução/TV Globo Quando a Cedae decidiu buscar a recuperação integral dos recursos, em setembro de 2025, o banco já enfrentava problemas de liquidez. De acordo com a investigação, o Master passou a apresentar propostas de pagamento parcelado para devolução dos valores investidos. O relatório afirma ainda que, em novembro de 2025, o então diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos chegou a se reunir pessoalmente com o banqueiro Daniel Vorcaro em uma tentativa de obter garantias para assegurar o ressarcimento dos recursos. A estratégia, porém, não teve sucesso. Segundo a auditoria, uma das parcelas previstas para devolução dos recursos não foi paga em 17 de novembro de 2025. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Para os investigadores, foi nesse momento que a perda financeira da companhia se materializou. Jantar de Cláudio Castro A primeira reunião identificada pela auditoria entre representantes do Banco Master e integrantes da diretoria financeira da Cedae ocorreu em 17 de maio de 2023. A data chama atenção porque o encontro aconteceu seis dias após o jantar oferecido pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao então governador Cláudio Castro em Nova York. A Polícia Federal encontrou, no celular de Daniel Vorcaro, conversas dele com o ex-governador do Rio Cláudio Castro, do PL O episódio foi revelado em investigação da Polícia Federal e integra apurações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo documentos obtidos pela PF, Vorcaro custeou um jantar para Castro e integrantes de sua comitiva no restaurante Nusr-Et Steakhouse, conhecido internacionalmente pelas carnes folheadas a ouro. A investigação afirma que o banqueiro orientou assessores a proporcionar uma experiência diferenciada ao governador durante a viagem aos Estados Unidos. A auditoria da Cedae não estabelece qualquer relação entre o jantar e as negociações que resultaram no investimento da estatal no Banco Master. As datas, porém, mostram que a primeira reunião identificada pelos auditores ocorreu menos de uma semana depois do encontro em Nova York. Montagem entre Cláudio Castro e Vorcaro Reprodução O que dizem os envolvidos Antonio Carlos dos Santos afirmou que repudia "de forma veemente" as alegações de omissão de informações ao Conselho de Administração da Cedae. Segundo ele, o conselho acompanhou todas as etapas de aprovação da política de investimentos e recebia mensalmente relatórios detalhados sobre as aplicações financeiras da companhia. O ex-diretor declarou ainda que está tranquilo em relação aos seus atos de gestão e confia que os fatos serão esclarecidos. A nova gestão da Cedae informou que exonerou os responsáveis pelos aportes realizados no Banco Master, promoveu mudanças na política de investimentos e retirou indicações políticas da diretoria financeira e da área de relações com investidores. A companhia afirmou também que vai instaurar procedimentos para identificar responsabilidades, calcular o prejuízo definitivo e buscar o ressarcimento dos cofres públicos. O relatório da investigação foi encaminhado aos órgãos de controle do estado e ao Ministério Público. Já o governador Cláudio Castro declarou que não interfere nas decisões de investimento da Cedae. Segundo ele, as mudanças na política de aplicações foram aprovadas por unanimidade e seguiram todos os trâmites internos da companhia. Castro também negou qualquer relação entre o jantar em Nova York com Daniel Vorcaro e os aportes realizados pela estatal.
Flávio Bolsonaro visita Mercado Central de BH durante pré-campanha Fabiano Villela/TV Globo O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) foi ao Mercado Central de Belo Horizonte na tarde desta segunda-feira (1º). Durante a visita, ele comentou a operação policial que mirou a ONG da produtora do filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e disse não querer acreditar que está sendo vítima do que chamou de "pescaria probatória" e "perseguição". "Eu só não quero crer que a gente está sendo vítima, mais uma vez, de uma pescaria probatória, de uma perseguição, porque, se vão fazer uma operação para investigar irregularidades em um determinado contrato, que é de um ano e meio, dois anos para trás, tudo bem, as pessoas vão ter que explicar, o que não tem absolutamente nada a ver com o filme", afirmou Flávio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp A ação da Polícia Civil paulista nesta segunda mirou o Instituto Conhecer Brasil (ICB) por suspeita de fraude em um contrato de R$ 108 milhões por ano com a Prefeitura de São Paulo. A instituição é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP, de "Dark Horse". Agora no g1 A visita ao Mercado Central foi acompanhada por apoiadores e colegas de partido, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o deputado estadual Bruno Engler (PL) e o empresário Flávio Roscoe, recém-filiado ao PL e cotado como um dos possíveis candidatos ao governo do estado. No tradicional ponto turístico de Belo Horizonte, Flávio parou em uma das lojas e comeu pão de queijo, broa de milho e tomou café. Ele cumprimentou apoiadores, que gritavam palavras de apoio à pré-candidatura ao Palácio do Planalto, a favor de Jair Bolsonaro e contra o presidente Lula. Conversas de Flávio com Vorcaro Na últimas semanas, o senador tem lidado com o desgaste público gerado pela divulgação de conversas e de uma reunião que teve com o dono do Banco Master. Em mensagens reveladas pelo portal Intercept Brasil, Flávio apareceu cobrando de Vorcaro recursos para o financiamento da cinebiografia sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Também foi revelada uma visita do senador a Vorcaro, quando o ex-banqueiro estava usando tornozeleira eletrônica após ser preso pela primeira vez por fraudes financeiras. Flávio nega irregularidades na relação com o dono do Master. LEIA TAMBÉM: ONG da produtora de filme de Bolsonaro é alvo de operação por suspeita de desvio de recursos em contrato milionário de wi-fi com a Prefeitura de SP
Sites de apostas não são um bom termômetro da disputa eleitoral, alertam especialistas Reprodução via BBC Em abril, o governo brasileiro bloqueou ao menos 27 sites do chamado mercado de previsão, como Kalshi e Polymarket — plataformas onde se compram e vendem contratos apostando se um evento vai ou não acontecer, de eleições a jogos esportivos. No jargão do mercado financeiro, são chamados de derivativos. Mesmo proibidas, essas plataformas continuam a ser tratadas nas redes sociais brasileiras como termômetro político e uma espécie de "alternativa" às pesquisas eleitorais tradicionais — embora especialistas ressaltem que não são uma boa forma de estimar intenções de voto nem de traçar um cenário da disputa ou prever seu resultado, apesar do nome dado a esse mercado. O discurso é puxado, em grande parte, por uma rede de políticos e influenciadores de direita que apresenta os números das apostas como contraponto aos institutos de pesquisa, sugerindo que o senador Flávio Bolsonaro (PL) lideraria a corrida presidencial, conforme uma análise de publicações feitas pela BBC News Brasil na rede social X. A análise identificou um aumento no número de menções ao Polymarket e Kalshi em português em 2026, com alguns dos posts mais populares feitos depois da proibição. Agora no g1 A reportagem fez buscas em que os nomes das plataformas apareciam ligados a candidatos à Presidência da República e à eleição de 2026. No topo da lista das medidas de engajamento nas redes, como curtidas, comentários e compartilhamentos, predominam contas ligadas ao bolsonarismo e à direita. A publicação mais engajada do recorte é do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) é um post de 6 de maio de 2026. Em referência à decisão do governo brasileiro de bloquear as plataformas, o deputado escreveu: "Lula proibiu o Polymarket no Brasil, mas não quer só te impedir de ver que Flávio Bolsonaro lidera a corrida presidencial", junto de um vídeo. O post recebeu 16,7 mil curtidas e 5,6 mil compartilhamentos. Na mesma linha, o empresário Paulo Figueiredo, apoiador da família Bolsonaro, publicou em sua conta no X três dias depois, em 9 de maio, a seguinte mensagem: "Por que o Dario Durigan (atual ministro da Fazenda) e Lula proibiram a plataforma de tecnologia preditiva Polymarket? Porque eles têm um histórico de acerto eleitoral de 90% em mercados de alta liquidez e Flávio já abriu quase 5 pontos de vantagem. Censura." O texto teve 11,6 mil curtidas e 3 mil compartilhamentos. O cenário descrito por eles, no entanto, mudou no fim de maio, quando postagens no X que destacavam a "virada" de Lula na plataforma Polymarket passaram a ter mais engajamento na rede social. Essas novas publicações associam a queda de Flávio nas apostas do site à revelação de áudios entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro com pedidos de financiamento para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador. Contratos ligados à eleição presidencial brasileira de 2026 no Polymarket somavam cerca de US$ 86,8 milhões (cerca de R$ 435 milhões) em volume negociado na última semana de maio — com Lula (US$ 5,79 milhões), Flávio Bolsonaro (US$ 5,98 milhões) e Renan Santos (US$ 5,80 milhões) à frente em movimentação financeira. Lula aparecia na plataforma com cerca de 44% de chances de vitória. Por sua vez, Flávio Bolsonaro tinha perto de 28%. Renan Santos, em terceiro, tinha 13%. Como o acesso ao site está bloqueado no Brasil, uma forma de entrar nas plataformas é por meio de VPN, um serviço de rede privada virtual que mascara o endereço IP do usuário e criptografa sua conexão, permitindo acessar conteúdos em uma dada localização. 'Pesquisa e mercado de apostas respondem perguntas diferentes' Para especialistas ouvidos pela reportagem, o mercado de apostas e as pesquisas eleitorais não medem a mesma coisa. Raphael Nishimura, estatístico da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, explica a distinção. "A pesquisa eleitoral está tentando estimar qual vai ser a intenção de voto de cada candidato. Já essas plataformas de apostas estão literalmente respondendo qual é a probabilidade de um candidato vencer a eleição. São perguntas diferentes que vão dar resultados diferentes." Ou seja, um candidato aparecer com 40% ou 50% no Polymarket não significa que ele terá aquela proporção de intenção de votos. Significa que o mercado está calculando a probabilidade de vitória com base no quanto os usuários desse tipo de plataforma estão dispostos a pagar para apostar naquele desfecho. O estatístico observa que o mercado de previsão, na prática, se alimenta das sondagens eleitorais. "Assim que sai uma pesquisa, principalmente dependendo do resultado, tem uma mudança nas probabilidades. Os apostadores estão absorvendo as informações da pesquisa e atualizando aquilo que eles acreditam ser de quem vai ser o vencedor", explica. Josilmar Cordenonssi, professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, observa que pesquisas e sites de apostas operam em ritmos diferentes: as pesquisas exigem coleta de campo em amostra representativa e levam dias entre apuração e divulgação, enquanto os contratos se movem em tempo real, reagindo a fatos novos. "Quem usa esses mercados está apostando, colocando o próprio dinheiro lá. Não é simplesmente uma opinião desinteressada", diz Cordenonssi. "Eles estão apostando naquilo que é mais provável, porque o objetivo é ganhar dinheiro, não é ganhar politicamente, manipular o eleitorado." Quem aposta — e quem ganha A reação rápida do mercado a novos fatos que ainda não foram captados por pesquisas é, para Nishimura, o que essas plataformas têm de diferente. Mas ele alerta que essa mesma característica abre uma janela para riscos. Segundo uma análise da Bloomberg News, entre o início de 2025 e o fim de abril deste ano, o número de contas da Polymarket que perderam dinheiro após apostar mais de US$ 1 mil (cerca de R$ 5,6 mil) foi quase o dobro do total de contas que tiveram lucro. Outro levantamento, publicado pelo jornal americano The Wall Street Journal, mostrou que 67% dos ganhos da Polymarket estão concentrados em apenas 0,1% das contas. De acordo com o jornal, quase US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) foram parar nas mãos de menos de 2 mil usuários. A análise também indicou que quem costuma se sair melhor nessas plataformas são empresas com equipes especializadas, capazes de pagar por recursos que ajudam a embasar suas apostas, como ter acesso a dados em tempo real e usar servidores e robôs de inteligência artificial para analisar um grande volume de informações. Os dados sugerem que o que se vende como "termômetro coletivo" pode, na prática, refletir mais o comportamento de poucos operadores sofisticados do que uma intuição pública coletiva. Há ainda o risco do uso de informação privilegiada — situação em que apostadores com acesso antecipado a um fato que ainda não veio a público fazem movimentações de vulto que alteram o cálculo das probabilidades informadas por uma plataforma. Em janeiro deste ano, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos denunciou Gannon Ken Van Dyke, militar das forças especiais americanas, por suposto uso de informação privilegiada. Van Dyke teria ganho mais de US$ 409 mil (cerca de R$ 2 milhões) apostando no Polymarket sobre a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, antes de a operação se tornar pública. Ele se declarou inocente. Para Nishimura, o caso ilustra o problema. "Aquela pessoa que sabia [da captura de Maduro] era usuário dessa plataforma, acabava fazendo apostas de valores muito grandes, que acabaram puxando a probabilidade de aquele evento ocorrer, porque tinha ali uma informação interna." Outro risco apontado pelo estatístico é a manipulação direta. "Por serem cálculos de probabilidade feitos com base em volumes de apostas, de fato existe ali uma janela em que, se uma pessoa ou grupo de pessoas com muito dinheiro quiserem, de alguma forma, manipular aqueles números." Isso não acontece nas pesquisas eleitorais, ressalta o estatístico. "Os institutos têm seus métodos para averiguar as questões de voto da população para estimar aquilo que é o mais próximo possível. Não vai haver um grupo de pessoas que vai conseguir manipular o resultado das pesquisas. Institutos não têm interesse em vender um resultado distorcido, porque isso fere a própria reputação deles." Nishimura também faz um contraponto sobre o que se espera de uma pesquisa. "Pesquisa não serve como prognóstico. O papel dela é retratar um momento do eleitorado, que pode continuar ou não. Pode haver mudanças." Como exemplo, cita as eleições estaduais de 2018, quando pesquisas divulgadas na véspera apontavam Romeu Zema (Novo) em terceiro lugar na disputa pelo governo de Minas Gerais, e Wilson Witzel (então no PSC, hoje DC), no Rio de Janeiro, fora da liderança. Ambos acabaram à frente no primeiro turno após uma arrancada associada à onda bolsonarista na reta final. O estatístico aponta uma alternativa a quem busca a probabilidade de vitória de cada candidato — sem precisar recorrer a plataformas de aposta. "Existem agregadores que calculam probabilidades com base em pesquisas eleitorais apenas. Não só agrega e tira a média das pesquisas de intenção de voto, mas também tem um modelo por trás para calcular qual a probabilidade do Lula vencer a eleição, ou do Flávio vencer, ou de ter um segundo turno." (Para a eleição de 2026, o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, feito em parceria com a consultoria PollingData, compila resultados de pesquisas eleitorais e calcula a estimativa de intenção de voto para os pré-candidatos à Presidência.) Por que as plataformas foram proibidas no Brasil O bloqueio feito pelo governo federal partiu de uma resolução aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), orgão que regula o sistema financeiro brasileiro. Na ocasião, o ministro Dario Durigan afirmou que o setor "sofreu um espaço de anarquia" entre 2018 e 2022 e que esse tipo de aposta não pode ser tratado como derivativo regular no Brasil. "A gente não vai ter aqui previsão de chuva, morte de uma determinada celebridade, como possibilidade de ser encarado como derivativo regular no Brasil", disse Durigan. Hoje, é permitido no país o mercado de apostas em eventos esportivos reais, conhecidas como bets, e jogos online com regras definidas. A pressão pelo bloqueio veio também do próprio mercado regulado, segundo noticiou a imprensa brasileira. A Folha de S. Paulo afirmou que as bets brasileiras — que pagaram outorgas de R$ 30 milhões cada para operar legalmente no país — solicitaram ao governo, em reuniões com o Ministério da Fazenda, que plataformas como a Kalshi fossem bloqueadas. O argumento das bets é que essas empresas não poderiam operar no Brasil por não terem sede no país nem terem pago por outorgas. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, a fundadora da Kalshi disse que a empresa está em expansão e que estuda a possibilidade de abrir um escritório no Brasil. Para Cordenonssi, do Mackenzie, o problema central é regulatório. "Eles driblam toda a regulamentação do mercado financeiro", diz o professor sobre as plataformas do mercado de previsão. "Acharam melhor proibir esse tipo de aposta, deixando para o mercado financeiro organizar esse tipo de atividade aqui no Brasil."
Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro Reprodução O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (1º) que não vê espaço para candidaturas de terceira via na eleição presidencial deste ano e reiterou que apoiará o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicação expressa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Lá atrás eu disse: 'Meu candidato vai ser o Bolsonaro ou quem o Bolsonaro indicar'. O Bolsonaro indicou o Flávio, então meu candidato é o Flávio, ponto, está fechado”, disse. Segundo o governador, que participou do programa "Pânico", da Jovem Pan, sua decisão está ligada ao que considera ser a continuidade de um projeto político da direita. Ele afirmou que pretende trabalhar para ajudar Flávio a derrotar o PT na disputa presidencial. Tarcísio avaliou que a polarização política dificulta o surgimento de alternativas competitivas fora dos dois principais campos ideológicos do país. “Há pouco espaço para a terceira via, há pouco espaço para outras candidaturas. [...] Está muito polarizado, não tem espaço para essas lideranças regionais emergirem como uma liderança nacional. A disputa vai ser entre o Lula e o Flávio, não há dúvida disso", apontou. O governador citou como exemplos de uma terceira via sem força os ex-governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), apesar de elogiar as gestões de ambos. Em janeiro, Tarcísio já havia descartado uma candidatura própria à Presidência da República e afirmado que seu foco permanece na administração paulista e na tentativa de reeleição. Relação com Vorcaro As declarações desta segunda (1º) ocorrem poucos dias após Tarcísio fazer cobranças públicas ao senador sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso em investigações relacionadas a fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Como o g1 mostrou, a Polícia Federal deve apurar se Flávio visitou Vorcaro para cobrar recursos destinados à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. “Tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar. A população está vendo esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Isso deixa a sociedade em alerta e aí tudo tem que ser muito bem explicado”, disse o governador na ocasião. Apesar das críticas, Tarcísio negou qualquer rompimento político com Flávio Bolsonaro. Flávio 'precisa explicar' relação com Vorcaro, diz Tarcísio de Freitas
Zema critica Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes Reprodução/Redes Sociais O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (NOVO) foi notificado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e agora tem 15 dias para se manifestar a respeito do caso em que é suspeito de ter cometido calúnia contra Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso diz respeito a um vídeo publicado por Zema no perfil dele no Instagram no dia 5 de março. Na publicação, os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli são retratados de forma irônica por meio de fantoches, em um vídeo que trata do caso Master. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp Zema foi notificado pouco tempo depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviar a denúncia de calúnia ao STJ. O pré-candidato e ex-governador de Minas Gerais publicou um vídeo em seu Instagram nesta segunda-feira (1º) para comentar a notificação. "Fui notificado pela Justiça Federal e adivinha quem é o autor: ministro Gilmar Mendes. Parece que ele não gostou quando eu falei que ele pega carona em jatinho de banqueiro bandido, quando eu falei que outros ministros do Supremo fizeram contratos com esse banqueiro bandido. Estou aqui indignado, mas tenho certeza de que a justiça vai prevalecer", declarou Zema. Agora no g1 Gilmar Mendes denunciou Zema em abril Em 20 de abril, o ministro do STF Gilmar Mendes pediu ao também ministro da Corte Alexandre de Moraes que incluísse Zema no inquérito das fake news, do qual Moraes é relator, por calúnia pelo vídeo publicado no dia 5 de março. No pedido, Gilmar Mendes acusa o pré-candidato de calúnia por publicar o conteúdo associando o magistrado ao caso Master. Depois de ser denunciado por Gilmar Mendes ainda em abril, Zema publicou um novo vídeo no seu Instagram, com fantoches dos ministros. Nas redes, o ex-governador de MG chama a série de "intocáveis". Atendendo ao pedido de Gilmar Mendes, Moraes acionou então a Procuradoria-Geral da República (PGR), que, no dia 15 de maio, denunciou o caso de calúnia ao STJ por entender que é onde o tema deve tramitar. Na decisão que enviou o caso para o STJ, o procurador-geral Paulo Gonet discordou de que Zema deveria ser incluído no inquérito das fake news e entendeu que o foro para o tema é o STJ porque o crime tem relação com o exercício do cargo, já que Zema teria utilizado perfis públicos associados à sua atuação institucional e política e o ato ocorreu dentro da atuação pública do então governador. Ministro Gilmar Mendes e Romeu Zema Rosinei Coutinho/SCO/STF e Reprodução/TV Globo O que é o inquérito das fake news O chamado inquérito das fake news foi aberto em março de 2019 pelo STF e está sob a relatoria de Moraes. O objetivo do inquérito, que é alvo de polêmicas, é apurar a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros da Corte e contra o sistema democrático. O inquérito foi instaurado de ofício pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes. Desde o início, o objetivo da apuração é identificar estruturas organizadas que atuem para desacreditar instituições, intimidar autoridades e estimular discursos contra a democracia, especialmente por meio das redes sociais.
El expresidente afirma que los intentos del presidente de EE UU de destituir a los banqueros centrales socavan el estado de derecho
François Villeroy de Galhau, a indiqué que ces nouvelles estimations, attendues mi-juin, seront inférieures à la prévision de 0,9 % publiée en mars.
• Seeks detailed report from building authority on ‘violations’, reasons for ‘no action’ • Hall owners demand crackdown on mushrooming of ‘unsafe ballrooms’ KARACHI: Growing “complaints” about allegedly illegal issuance of no-objection certificates (NOCs) by the Sindh Building Control Authority (SBCA) for marriage halls and marquees and the construction of commercial structures on amenity plots have prompted the National Accountability Bureau (NAB) to initiate an inquiry and seek a detailed report from the authority on “violations committed, financial loss to the national exchequer” and “reasons for its inaction”. The move from the NAB came in “pursuant to a complaint” received by the bureau, which points out two major areas of violations allegedly by the SBCA. A NAB letter to the SBCA chief refers to a brief summary of allegations about “illegal issuance of NOCs for construction of marriage halls/marquees” and “illegal construction of marriage halls on amenity plots”. “You are once again required to submit a detailed report in respect of violations committed, loss caused to national exchequer and reasons for inaction on the part of SBCA regarding construction and operation of marriage halls in Karachi,” said the NAB letter to the SBCA chief, citing past requests to the authority which were never responded to. The anti-graft body’s move coincides with the recent alarms raised by residents, activists and legal experts over the unchecked commercialisation of residential plots in Karachi. It is feared that the move would worsen traffic congestion, cause pollution, lead to collapse of infrastructure and degrade the environment across the metropolis, which is already plagued by multiple civic issues. Speaking at a press conference titled ‘Citizens Speak for a Liveable Karachi’, organised by the Karachi Citizens Foundation (KCF) last week at the Karachi Press Club, the speakers pointed out that the city’s sewerage infrastructure is already collapsing under existing pressure. In such conditions, allowing commercialisation in residential areas will make things worse. Responding to a question about the authority’s response to the NAB query, a SBCA spokesperson said that the building authority had already initiated a survey and was collecting data to compile a final report for the anti-graft body. “Our team is collecting data from all districts of Karachi to identify the illegally raised marriage halls and marquees from all over the city. Once the report is finalised its details would also be shared with the relevant institutions,” he added. The stakeholders, on the other hand, raised questions over the ongoing SBCA survey. They say that everyone knows where and how illegal marriage halls have been constructed in the city yet the civic administration appears to be targeting those who are carrying out legitimate and lawful business activities. Rana Raees Ahmed, President of the All Karachi Marriage Hall, Lawn and Banquet Owners Association, described the mushrooming of illegal ballrooms as “death traps”. “There are around 200 such ballrooms which are built on ground or mezzanine floors of multi-storey flats,” he said. “With no safe structures, no fire exits and no safety measures in place, these venues are nothing short of death traps where even a minor incident can lead to massive financial losses and loss of lives. Under whose watchful eye are these being built? On the other hand, our legitimate members and those running lawful businesses are required to submit documents, complete formalities and make repeated rounds of government offices, all in the name of a NAB inquiry.” With around 800 members having “legitimate and lawful businesses” of marriage halls and banquets, he said his association appreciated the NAB inquiry, calling it need of the hour. Published in Dawn, June 1st, 2026
L’ancien président de la Fed s’exprimait dimanche pour la première fois en public depuis sa passation, en recevant le «prix du courage» pour avoir «défendu l’indépendance» de l’institution face à Donald Trump.