Estados Unidos e Irã assinam oficialmente acordo de trégua

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On June 17, Trump and Iran's President Pezeshkian signed a preliminary 14-point agreement that immediately took effect, establishing reciprocal concessions to resolve their conflict: Iran committed to reducing uranium stockpiles while the United States agreed to lift economic sanctions, withdraw its naval blockade, and provide $300 billion for reconstruction, with both nations reopening a critical shipping channel. A sixty-day negotiation window follows to reach a final accord addressing Iran's nuclear program.
Moderate: Moderate outlets repeatedly emphasize the provisional nature of the accord—describing it as 'initial' or 'interim'—and stress that critical nuclear program negotiations remain to be finalized within 60 days.
Conservative: Conservative outlets present the specific provisions—Iran reopening a critical shipping route, the US lifting its sanctions and naval blockade, and commitment of $300 billion for reconstruction—in direct, factual terms.
EUA e Irã assinam oficialmente o acordo de trégua
Estados Unidos e Irã assinaram oficialmente o acordo de trégua.
O Palácio de Versalhes, na França, onde foi assinado o tratado que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, viveu mais uma noite histórica. O banquete era um presente dos franceses para comemorar os 250 anos da independência americana, mas o momento mais importante da noite aconteceu antes mesmo do jantar e pegou os anfitriões de surpresa. Os pratos foram retirados às pressas quando o secretário de Estado americano, Marco Rubio, chegou com a versão impressa do acordo entre Estados Unidos e Irã. Ao assinar o documento, Donald Trump afirmou:
“Não foi fácil”.
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Pouco depois, quando já era madrugada no Irã, os iranianos confirmaram que o presidente Masoud Pezeshkian também tinha assinado o texto.
Estados Unidos e Irã assinam oficialmente acordo de trégua
Jornal Nacional/ Reprodução
O acordo de trégua entrou em vigor nesta quinta-feira (18), 110 dias após o início da guerra. O memorando tem 14 pontos, e os americanos começaram nesta quinta-feira (18) a cumprir um deles: o fim do bloqueio naval contra os portos e embarcações do Irã. Em até 30 dias, também devem suspender as sanções impostas ao país.
Em troca, os iranianos voltaram a permitir a livre passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz. Sites de monitoramento mostraram que três superpetroleiros da Arábia Saudita conseguiram atravessar. O vice-presidente americano declarou que, só de quarta-feira (17) para quinta-feira (18), 12,5 milhões de barris passaram pelo estreito.
J.D. Vance também tocou em outro ponto do acordo: o fim dos confrontos entre Israel e o grupo extremista Hezbollah no Líbano. Vance disse esperar que o Hezbollah pare de disparar foguetes e que Israel não aja de forma irresponsável. Mas, nesta quinta-feira (18) cedo, mesmo com a trégua, os dois lados trocaram ataques.
Também como parte do acordo, o Irã concordou em não desenvolver armas nucleares e em diluir o estoque de material radioativo já existente. Mas ainda não há consenso sobre o futuro do programa nuclear iraniano e sobre como será feita a fiscalização.
Estados Unidos e Irã assinam oficialmente acordo de trégua
Jornal Nacional/ Reprodução
O memorando prevê 60 dias de negociações para resolver esses impasses. A cláusula mais controversa do acordo prevê um plano de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã e a devolução de mais de US$ 20 bilhões em fundos iranianos congelados no exterior. Nos Estados Unidos, a oposição e a própria base de Donald Trump criticam o envio do dinheiro ao regime dos aiatolás. Donald Trump declarou que os Estados Unidos não pagarão pelo plano de reconstrução, mas ele não esclareceu de onde exatamente virá o dinheiro.
Nesta quinta-feira (18), em um comunicado, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou que Trump fechou o acordo "por desespero". Khamenei disse que autorizou a assinatura do documento apesar de ter uma visão diferente.
Michael O'Hanlon, especialista em defesa e segurança nacional, avalia que, por enquanto, o acordo parece favorecer o Irã, mas que o verdadeiro teste será o futuro do programa nuclear iraniano:
“Não acredito que haverá uma mudança de regime no Irã, e achar que isso poderia acontecer foi um dos grandes erros cometidos pelo presidente Trump e pelo primeiro-ministro Netanyahu”.
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