Polícia recupera celulares roubados por 'gangue quebra-vidro' e apreende R$ 500 mil em bens em prédio da Zona Norte de SP
Gangue quebra-vidro aterroriza motoristas em São Paulo. Reprodução/Fantástico A Polícia Civil apreendeu nesta quinta-feira (11) mais de 180 celulares roubados e furtados em um apartamento utilizado por uma quadrilha especializada em furtos por "quebra-vidro". O imóvel servia como central de recepção e triagem dos aparelhos antes de sua revenda. A investigação levou policiais a um imóvel no bairro do Mandaqui, na Zona Norte de São Paulo, onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão. No local, os agentes prenderam Roberto Marsola Junior por receptação. Outras oito pessoas são investigadas por envolvimento no esquema. Novas prisões não estão descartadas e dependem da análise dos celulares apreendidos e da identificação dos respectivos IMEIs. Além dos aparelhos, foram encontrados R$ 115 mil em espécie, 560 euros, US$ 285 e joias, como alianças, correntes, pulseiras, pingentes e uma gargantilha. Dois veículos também foram recolhidos. Segundo a Polícia Civil, o valor estimado dos bens apreendidos pode chegar a R$ 500 mil. De acordo com a investigação, o imóvel era utilizado por uma quadrilha especializada em roubos conhecidos como "quebra-vidro", quando criminosos abordam motoristas no trânsito para levar celulares e outros pertences. O apartamento chamava atenção pela estrutura montada para dificultar o trabalho da polícia. Os aparelhos eram armazenados em bolsas especiais conhecidas como "Gaiolas de Faraday", revestidas com material metálico capaz de bloquear sinais de telefonia e internet, impedindo o rastreamento dos dispositivos. Além disso, os investigadores encontraram bloqueadores de sinal, conhecidos como Jammers, que interferiam nas comunicações da região e ajudavam a manter as atividades da quadrilha longe do alcance das autoridades. De acordo com o delegado Clemente Calvo, da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), do Deic, o local funcionava como um centro de manipulação dos aparelhos roubados. "Os dispositivos eram organizados, classificados e preparados para revenda ou desbloqueio", afirmou o delegado. Parte dos celulares era revendida no mercado clandestino. Os aparelhos desbloqueados tinham valor maior para os criminosos, já que permitiam acesso a aplicativos bancários das vítimas, possibilitando transferências e outras fraudes financeiras. Gangue do quebra-vidro rouba celular de um homem na Rua Glicério, em São Paulo

















