Four workers die after inhaling toxic fumes while cleaning septic tank in Gujarat's Surat
While asphyxiation is likely the primary cause of their death, the exact cause will be confirmed by the postmortem report, DCP said.
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While asphyxiation is likely the primary cause of their death, the exact cause will be confirmed by the postmortem report, DCP said.
Au Liban, trois militaires ont été tués par des frappes israéliennes. L’Etat hébreu a annoncé la mort de deux soldats.
Homem tenta proteger mulheres de assédio, leva soco e morre a tiros na Grande BH A morte de Ailton da Silva, de 57 anos, após tentar defender duas mulheres de uma situação de assédio em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, provocou comoção e repercussão em Minas Gerais e nas redes sociais. O caso aconteceu na madrugada de sábado (6), foi registrado por câmeras de segurança (veja vídeo acima) e terminou com a prisão em flagrante do suspeito. Segundo a Polícia Militar, Ailton interveio quando percebeu que duas mulheres estavam sendo importunadas por um homem que insistia em acompanhá-las. Durante a discussão, ele foi agredido, caiu, bateu a cabeça no chão e morreu após ser socorrido. A seguir, veja o que se sabe sobre o caso: Quem era Ailton da Silva? O que aconteceu na madrugada do crime? Como aconteceu a agressão? O crime foi registrado por câmeras? Quem é o suspeito? Como foi a prisão? O que diz a investigação? Quem era Ailton da Silva? Ailton da Silva, de 57 anos, morto após defender mulheres de assédio em MG. Arquivo Pessoal Ailton tinha 57 anos e era morador de Nova Lima. Familiares o descrevem como uma pessoa tranquila, que evitava conflitos e gostava de ajudar os outros. A irmã dele, Ivanete Silvana da Silva, afirmou que o comportamento da vítima era conhecido por todos que conviviam com ele. "Foi covardia. Meu irmão nunca brigou com ninguém do bairro. Ele fugia de confusão e, de repente, tentando defender as meninas, esse cara faz isso", disse. A filha, Joice Vianna, também lamentou a morte do pai. "Meu pai não fazia nada com ninguém. Ele era uma pessoa excelente, qualquer um podia contar com ele", afirmou. Segundo a família, Ailton deixa três filhos e seis netos. O que aconteceu na madrugada do crime? De acordo com o boletim de ocorrência, duas mulheres saíam de uma festa junina quando passaram a ser seguidas por um homem. Ainda conforme o registro policial, ele perguntou se elas eram solteiras e tentou acompanhá-las até em casa. As mulheres recusaram a aproximação e disseram que seguiriam sozinhas, mas o homem continuou insistindo. Pouco depois, quando elas caminhavam pela Avenida Rio Solimões, no bairro Nossa Senhora de Fátima, o suspeito voltou a abordá-las. Foi nesse momento que Ailton decidiu intervir. Segundo a PM, ele pediu que o homem deixasse as mulheres em paz. Em seguida, houve uma discussão. Como aconteceu a agressão? Conforme o boletim de ocorrência, o suspeito deu um soco no rosto de Ailton. Com o impacto, a vítima caiu, bateu a cabeça no chão, perdeu a consciência e começou a convulsionar. Pessoas que estavam próximas acionaram o socorro e tentaram reanimá-lo enquanto aguardavam atendimento médico. Como apresentava um ferimento na cabeça, Ailton foi levado ao Hospital Nossa Senhora de Lourdes, em Nova Lima, mas não resistiu. O crime foi registrado por câmeras? Sim. Câmeras de segurança registraram a discussão e a agressão. As imagens também captaram o desespero das mulheres que estavam no local (veja o vídeo no início desta reportagem). Os vídeos passaram a circular nas redes sociais e devem integrar a investigação conduzida pela Polícia Civil. Homem morre após defender mulheres de assédio na Grande BH e filho de 10 anos do suspeito presencia o crime. Circuito de Segurança Quem é o suspeito? Segundo a Polícia Militar, o suspeito é Antonio Edson de Oliveira Alves, de 47 anos. De acordo com os militares, ele estava acompanhado do filho, uma criança de aproximadamente 10 anos, durante toda a confusão. Após a agressão, o homem deixou o local levando a criança. Como foi a prisão? A PM foi até a residência do suspeito logo após o crime. Inicialmente, familiares informaram aos policiais que ele havia deixado a criança em casa e saído novamente. Mais tarde, porém, um morador informou que o homem estava escondido no andar superior do imóvel. Os militares retornaram ao local e encontraram o suspeito trancado em um quarto. A porta precisou ser arrombada para que a abordagem fosse realizada. Segundo a corporação, ele se rendeu sem oferecer resistência. O que diz a investigação? A Polícia Civil informou que o suspeito foi conduzido à delegacia e teve a prisão em flagrante ratificada. O caso segue sob investigação para apurar todas as circunstâncias da morte de Ailton da Silva. As imagens das câmeras de segurança, os depoimentos de testemunhas e os laudos periciais deverão integrar o inquérito policial. Vídeos mais assistidos do g1 MG
Raimundo Evangelista de Almeida morreu no HPS, em Juiz de Fora. Família alega que ele recebeu dose de dipirona, mesmo sendo alérgico g1 A morte de Raimundo Evangelista de Almeida, de 69 anos, no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Juiz de Fora , é investigada em um processo administrativo da Prefeitura e também pela Polícia Civil. Ele era alérgico à dipirona, segundo a família, e recebeu uma injeção com o medicamento. A família alega negligência dos profissionais de saúde que o atenderam, já que foi alertado que Raimundo era alérgico. A investigação do caso levou ao afastamento de um médico e de uma auxiliar de enfermagem que atenderam o idoso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp O g1 fez um resumo do casao. Veja abaixo o que se sabe até agora: Quem era a vítima O paciente era o idoso Raimundo Evangelista de Almeida, morador do bairro Borboleta. Ele deu entrada no HPS depois de ser atropelado por uma moto no dia 24 de maio, próximo de casa, na rua José Lourenço. Ele estava bem e consciente pouco antes de tomar a medicação no domingo, dia seguinte ao acidente, segundo Tainá Ribeiro, filha dele. Na placa do leito do paciente havia indicação de que ele era intolerante à dipirona. Placa no leito de Raimundo Evangelista de Almeida indicava que ele era intolerante a dipirona Arquivo pessoal O que aconteceu no HPS De acordo com a família, Raimundo recebeu dipirona durante o atendimento, mesmo com o alerta registrado sobre a alergia. O prontuário apresentado pela filha dele indica que o medicamento foi prescrito e administrado no HPS. Prontuário do paciente Raimundo Evangelista de Almeida, que morreu no HPS, em Juiz de Fora g1 Após a aplicação, o quadro de saúde do paciente piorou e ele teve um mal súbito, conforme indicado no próprio prontuário. O idoso não resistiu e morreu horas depois, na madrugada do dia 25 de maio. Prontuário indica que Raimundo tomou dipirona de 1g e teve mal súbito no HPS de Juiz de Fora g1 A denúncia da família Familiares afirmam que houve falha grave no atendimento médico, já que a alergia à dipirona estava documentada. Eles defendem que a morte poderia ter sido evitada e cobram responsabilização. Os parentes também apresentaram o prontuário como prova de que havia o alerta sobre a restrição ao uso do medicamento. Dipirona aparece na lista de remédios prescritos para Raimundo no HPS de Juiz de Fora g1 Medidas tomadas após o caso Após a repercussão, a Prefeitura de Juiz de Fora informou que a direção do HPS ficou consternada e que abriu procedimento administrativo para apurar o acontecimento. No dia 26, o médico que atendeu Raimundo e uma auxiliar de enfermagem foram afastados pela Controladoria-Geral do município. A decisão tem caráter cautelar, “sob o fundamento de se evitar a obstrução das apurações” do processo administrativo instaurado. Investigação na Polícia Um boletim de ocorrência foi registrado pela família, e a Polícia Civil também abriu investigação para apurar o caso. A apuração é conduzida pela 1ª Delegacia, sob responsabilidade do delegado Luciano Vidal. O que é a alergia à dipirona A dipirona é um analgésico e antitérmico amplamente utilizado no Brasil. Em pessoas alérgicas, o medicamento pode provocar reações adversas graves, como queda de pressão, dificuldades respiratórias e choque anafilático, que podem levar à morte. LEIA TAMBÉM Médico e auxiliar de enfermagem são afastados após morte de idoso alérgico à dipirona em Juiz de Fora Idoso com alergia à dipirona morre no HPS; família mostra prontuário com prescrição e aplicação do remédio mesmo com alerta ASSISTA: MG1 Responde: Dia Mundial da Alergia MG1 Responde: Dia Mundial da Alergia VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
Perícias do INSS obrigam moradores de Parambu, no Ceará ,a viajar até 430 km. Um dia de viagem, quase um salário mínimo de gastos com hospedagem, alimentação e deslocamento: essa foi a jornada da família de Luis Tadeu de Freitas, de 54 anos, para que ele fizesse uma perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Morador de Parambu, no sertão do Ceará, o idoso teve a perícia agendada em Russas, cidade a cerca de 437 km de distância. Apesar de ter uma agência do INSS, Parambu não realiza perícias médicas. “Se tornou muito difícil, muito difícil. A gente torce muito, quer muito que o INSS tenha mais cuidado com isso e procure botar as perícias médicas para um local mais próximo da gente”, desabafou a professora aposentada Antonia Maria, de 61 anos, irmã e cuidadora legal de Luis Tadeu de Freitas. 🔎 O INSS tem o objetivo de promover o reconhecimento de direito a benefícios administrados pela Previdência Social como aposentadoria, auxílio-doença, pensões, entre outros. Alguns benefícios concedidos pelo INSS exigem perícia médica - uma etapa em que o médico perito do INSS analisa exames, documentos, laudos, quadro clínico e outros fatores para comprovar se o solicitante está realmente impossibilitado de trabalhar (entenda sobre esse processo abaixo). Parambu lidera em distância para perícias do INSS no Ceará Perícias do INSS obrigam moradores de cidade do Ceará a viajar até 437 km. Natinho Rodrigues/SVM Em 2025, os moradores de Parambu estiveram na liderança dos deslocamentos para realização de perícias do INSS no Ceará: a cidade teve 1.499 marcações, com uma média de 212,89 km de distância entre o município e o local da perícia. Desde 2021, a cidade é a que os moradores precisam percorrer a maior distância média no Ceará para conseguir fazer uma perícia do INSS. Os dados, do Ministério da Previdência Social (MPS), responsável pelo INSS, foram demandados via Lei de Acesso à Informação (LAI) pela repórter Gabriela Custódio, do Diário do Nordeste, e cedidos ao g1. Ao g1, o Ministério da Previdência Social afirma que, embora exista unidade da Previdência em Parambu, a realização de perícias médicas depende de estrutura específica, agenda pericial ativa e disponibilidade de peritos para atendimento naquela localidade. Segundo a pasta, a existência de agência da Previdência Social não implica na oferta de todos os serviços presenciais no mesmo local, especialmente os que dependem de força de trabalho especializada. E o problema não se concentra somente em Parambu: no estado do Ceará, 156.371 beneficiários tiveram que viajar para fazer a perícia do INSS marcada para outra cidade no ano passado (veja gráfico abaixo). Houve um aumento de 192% de beneficiários que precisam sair da cidade onde moram para receber esse atendimento desde 2023. Em nota enviada ao g1, o Ministério da Previdência Social (MPS) diz que a redução do tempo de espera e a ampliação do acesso à perícia médica federal no interior do Ceará é uma prioridade. A pasta afirma que investiu na recomposição da força de trabalho, reorganização das agendas e utilização de unidades regionais com capacidade instalada para atendimento à população. A saga para garantir o benefício Infográfico - A saga da perícia médica: a rota de exclusão no Ceará Arte/g1 O morador de Parambu Luis Tadeu de Freitas compareceu à agência do INSS de Russas, em março de 2026, acompanhado de um motorista, um irmão e uma cuidadora. O grupo precisou chegar um dia antes na cidade, pois a perícia estava marcada para 9h de uma segunda-feira (23). Assim, foi necessário uma série de gastos de uma família que vive, basicamente, com dois salários mínimos. A irmã e cuidadora legal de Luis Tadeu, Antonia Maria, de 61 anos, afirma que a família gastou quase um salário mínimo (R$ 1.621). “No dia seguinte, a alimentação até a hora de retornarem, tiveram que merendar, que almoçar na estrada. Só de gasolina foram R$ 480”, detalhou aposentada Antonia Maria. Antonia não pôde ir à perícia do irmão, pois é cadeirante e também necessita de atenção específica com a própria saúde, o que a impossibilitou de viajar. Ela disse que, quando recebeu o agendamento, ainda pensou em desistir da consulta do irmão devido à distância. “Eu quis até voltar atrás, não mandar (o irmão), deixar de ir, tentar remarcar, mas não foi possível. Para remarcar, teria que estar internado, tem que mandar atestado médico”, afirmou. A falta de comparecimento ao agendamento poderia resultar no bloqueio do benefício, o que seria um impacto financeiro gigantesco para a família. Segundo o site do INSS, o benefício do segurado pode ser suspenso por vários motivos - entre eles o não comparecimento à perícia obrigatória. O Instituto reforçou que, seguindo a legislação atual, quem recebe aposentadoria por incapacidade permanente e auxílio por incapacidade temporária deve comparecer à perícia obrigatória quando solicitado. As orientações constam na instrução normativa do INSS de 28 de março de 2022. Antonia Maria afirma que o irmão “toma muita medicação, tem compulsão por comida, compulsão por água. Ele depende muito, muito desse dinheiro. Sem esse salário dele, nós íamos estar pedindo esmola”. “O [dinheiro] dele eu gasto com ele, somente com ele, e muitas vezes no final do mês eu já não tenho mais um real para comprar coisa para ele. Então, assim, [a casa] depende literalmente (do benefício). Tanto ele depende [do benefício], como eu dependo do meu. Nós só vivemos desses dois salários mínimos, que muitas vezes não dá para o mês”, completou a aposentada. Existe alguma norma para delimitar essa distância? Entendimento judicial da TRF-5 levou em consideração critério adotado pelo Conselho de Justiça Federal. Natinho Rodrigues/SVM Não existe uma lei ou norma específica que determina um limite de distâncias que os beneficiários do INSS podem percorrer para garantir o benefício. No entanto, em julho de 2025, a Sétima Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), que fica situado em Recife (PE), mas responde também pelo Ceará, entendeu que o INSS deve agendar perícias médicas em locais situados a até 70 km de distância do domicílio dos segurados. Segundo o tribunal, a medida visa evitar deslocamentos excessivos, sobretudo diante do caráter essencialmente alimentar do benefício (ou seja, para garantir o sustento). A Corte aplicou um critério do Conselho da Justiça Federal (CJF). A decisão foi tomada durante o julgamento de dois processos em que segurados tiveram perícias marcadas em municípios muito distantes de suas residências. No primeiro processo, o INSS agendou uma perícia para o município de Cabo de Santo Agostinho (PE), situado a 256 km da residência do segurado, localizada em Boca da Mata (AL). O segundo processo tratou de um caso em que o INSS convocou um segurado de Buíque (PE) para uma perícia em Fortaleza (CE), a mais de 600 km de distância. Depois o exame foi remarcado para Caruaru (PE), mas o benefício foi suspenso antes da realização da nova perícia. A 28ª Vara Federal de Pernambuco determinou o restabelecimento do pagamento, decisão que foi confirmada pela Turma. Com essas decisões, o TRF5 firmou entendimento de que o INSS deve respeitar o limite de até 70 km entre o domicílio do segurado e o local da perícia médica. No entanto, esse entendimento judicial do limite de 70 km não tem efeito de lei e nem de regra, ou seja, não precisa ser seguido pelo INSS e nem por juízes, se beneficiários entrarem na Justiça para tentar mudar o local que o benefício é pago (veja mais abaixo o que é um entendimento judicial). Sobre o entendimento do TRF-5, o MPS afirmou que, junto do Departamento de Perícia Médica Federal, acompanha os entendimentos judiciais sobre o tema e adota medidas para ampliar a cobertura pericial, reduzir deslocamentos e diminuir o tempo de espera, observadas as limitações de força de trabalho, infraestrutura e disponibilidade de agenda, conforme a pasta. Sem uma norma, lei ou definição, no Ceará, um total de 75.709 perícias foram marcadas a mais de 70 km de distância da casa do beneficiário em 2025 (veja gráfico abaixo). ⚖️ O que é um entendimento judicial? Um entendimento judicial não possui caráter de regra, ou seja, não obriga que outros juízes procedam de uma mesma maneira. No entanto, pode servir como referência para novos casos. A consolidação de um entendimento judicial leva à jurisprudência. “Quando se há uma jurisprudência, acaba que outros juízes podem seguir aquele mesmo raciocínio. Ou não. Cada juiz tem seu entendimento”, explicou Simone Lima, presidente da Comissão de Direito Previdenciário da Ordem dos Advogados do Brasil Secção Ceará (OAB-CE). “Então existe sim um peso [do entendimento judicial], mas o juiz nunca vai tomar a decisão se não for dentro das normativas”, complementou. A advogada explicou que a decisão do TRF5 sobre o limite de 70 km para perícias médicas do INSS não cria uma lei nova, mas “firma um importante precedente regional”. “Embora não vincule automaticamente todos os juízes do Brasil, serve como forte orientação para os processos previdenciários da região. Caso o INSS descumpra esse entendimento e prejudique o segurado, a Justiça pode determinar a remarcação da perícia, restabelecer benefícios suspensos e até impor multas pelo descumprimento de decisões judiciais”, reforçou Simone Lima. Como não possui caráter de regra ou obrigatoriedade, o entendimento judicial pode, inclusive, ser derrubado durante um processo. “Quando a gente faz recursos para uma esfera acima, de um segundo grau, acaba que muitas das vezes reforma aquele entendimento do juiz. Mas tem outros que não, que vão com o mesmo entendimento”, salientou a advogada. Lima informou que marcações de perícias que não levem em consideração o limite de 70 km podem gerar ações judiciais contra o MPS futuramente, mesmo que o entendimento judicial não funcione com caráter de obrigatoriedade. ‘Morrem sem ter direito ao benefício’ Moradores de Parambu se deslocam centenas de quilômetros por perícias médicas do INSS mesmo agência em Tauá, cidade vizinha. Natinho Rodrigues/SVM Nascido em Parambu, o advogado previdenciarista Marcos Torquato afirma que os beneficiários da Previdência são, em suma, pessoas em vulnerabilidade socioeconômica. “Trabalhadores rurais que buscam um benefício por incapacidade, porque têm problema de saúde que afeta a capacidade de trabalhar e por essa razão eles buscam auxílio-doença ou benefícios outros por incapacidade como Benefício de Prestação Continuada [BPC]", afirma. O advogado diz que a situação não é recente. A agência do município foi inaugurada em 2014. “Nunca teve médico perito aqui nessa agência, só teve um único dia que teve médico fazendo perícia aqui, mas não foi nem um dia todo e nunca mais teve médico para fazer perícia aqui”, lembrou o advogado. O g1 questionou ao MPS se a agência de Parambu já teve médicos realizando perícias em algum momento, mas até a última atualização desta reportagem, não houve resposta. Torquato atua há 18 anos na área previdenciária e diz que já viu algumas pessoas desistirem dos próprios direitos devido às distâncias dos agendamentos. “As pessoas morrem acamadas, as pessoas não têm condições. Aqui na nossa região, a maior parte do povo é trabalhador rural; pessoas bem simples, hipossuficientes. Alguns deles vivem doentes, sem conseguir o benefício, outros desistem, morrem sem poder ter direito ao benefício”, diz o advogado. Vizinho de Parambu, Tauá tem agência com lacunas em perícias Segundo o advogado, em Tauá, município a cerca de 60 km de Parambu, é possível fazer alguns agendamentos, mas nem sempre o sistema indica a cidade como disponível. Em 2025, Tauá também foi um dos municípios cujos moradores precisaram realizar grandes deslocamentos devido às perícias: O município de Tauá ficou em terceiro lugar no Ceará em grandes deslocamentos de moradores, com uma média de 181,76 km de distância em 1.146 agendamentos. Em segundo lugar, Crateús teve 185,09 km como média, com um total de 1.515 perícias agendadas, conforme os dados do Ministério da Previdência Social. Ao g1, O MPS disse que Agência da Previdência Social de Tauá recebeu três novos peritos oriundos do último concurso público, que já se encontram em atendimento na unidade há mais de 5 meses. “Atualmente, o tempo médio de espera para uma perícia em Tauá é de apenas 20 dias”, garantiu o Ministério. O advogado previdenciarista Marcos Torquato afirmou que há cerca de dois meses é possível marcar perícias na agência de Tauá. No entanto, a unidade ainda tem limitações. "[É possível marcar] Apenas as perícias ordinárias, ou seja, de auxílio-doença normal. Não marca de BPC [Benefício de Prestação Continuada], perícia social e não marca para benefícios de maior [de idade] inválido, com pedido de pensão; não marcam para acréscimo de 25%, que são benefícios para pessoas acamadas", apontou Torquato. Em nota, o Ministério da Previdência Social argumentou que a existência de agência não implica, necessariamente, a oferta de todos os serviços presenciais no mesmo local, especialmente aqueles que dependem de força de trabalho especializada. "A realização de perícias médicas depende de estrutura específica, agenda pericial ativa e disponibilidade de peritos para atendimento naquela localidade. Embora exista unidade da Previdência Social no município de Parambu não há atendimento da perícia", completou o órgão ministerial, em nota. Distância temporal e física A secretária Érica Oliveira com o avô, o aposentado José Gonçalves de Oliveira, em Parambu (CE). Arquivo pessoal O ex-vereador aposentado José Gonçalves de Oliveira, de 73 anos, é mais um dos moradores de Parambu com perícia agendada a mais de 70 km da residência. A perícia dele foi marcada para Crateús, também no sertão cearense, distante 138 km do município onde mora. Além da distância geográfica, o aposentado precisa encarar também a distância temporal: solicitado em outubro de 2025, o agendamento só foi marcado para setembro de 2026, quase um ano depois. “Tentamos remarcar, tentando ver se dava para ser em Tauá, que fica aqui pertinho da nossa cidade, mas infelizmente não tinha vaga disponível para esse tipo de perícia, e a única vaga que tinha era para Senador Pompeu, que também fica muito distante aqui da nossa cidade”, afirma Érica Oliveira, neta de José Gonçalves. Em 2025, José teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que o deixou acamado, necessitando de cuidados 24 horas. Com isso, a família tenta um acréscimo de 25% na aposentadoria dele, já que os custos com saúde aumentaram, segundo a neta de José Gonçalves, a secretária Érica Oliveira, de 27 anos. “Desde quando ele adoeceu, devido ser uma doença muito grave, impactou toda a família. Nós, que somos mais próximos, que tivemos que assumir todas as responsabilidades com ele, inclusive as financeiras”, diz Érica Oliveira. Ela diz que os filhos, netos, genros e noras do aposentado se revezam cuidando dele, pois a família não possui dinheiro para pagar um cuidador. “É uma pessoa acamada, dependendo de terceiros, aguardando pela realização dessa perícia, e a dificuldade de levar ele até esse local, que é tão distante”, afirma Erica. A secretária diz que a família ainda não decidiu como vai ser a logística para levar o avô a Crateús. “Nós estamos estudando, se é por ambulância, estamos vendo a melhor forma. É muito importante para a gente, porque as despesas são grandes de lidar com uma pessoa acamada”, diz a secretária. Em relação à possibilidade de remarcação, o MPS disse que o segurado pode solicitar reagendamento pelos canais oficiais do INSS, como o Meu INSS, a Central 135 ou atendimento em unidade da Previdência Social, conforme o caso. Havendo vaga disponível em localidade mais próxima ou em data anterior, a remarcação poderá ser realizada, respeitados os critérios de agenda, capacidade de atendimento e ordem de disponibilidade do sistema. Benefícios que exigem perícia médica Alguns benefícios do INSS exigem perícia médica para obtenção e permanência do repasse financeiro. Natinho Rodrigues/SVM 💡 O INSS é uma autarquia do Governo Federal vinculada ao Ministério da Previdência Social que tem o objetivo de promover o reconhecimento de direito ao recebimento de benefícios administrados pela Previdência Social. A entidade atua para garantir amparo financeiro quando o trabalhador não consegue exercer atividade profissional. O Instituto também auxilia famílias após o falecimento do segurado. Alguns benefícios concedidos pelo INSS exigem perícia médica - uma etapa fundamental em que o médico perito do INSS analisa exames, documentos, laudos, quadro clínico e outros fatores para comprovar se o solicitante está realmente impossibilitado de trabalhar. Em casos de análises de BPC, o médico também avalia o impacto da deficiência na vida da pessoa. Os benefícios que exigem essa etapa são: Auxílio-doença: é pago ao beneficiário que está temporariamente incapaz de trabalhar devido a acidente ou doença; Aposentadoria por invalidez: benefício para quem tem incapacidade total ou permanente para o trabalho, sem possibilidade de recuperação; Auxílio-acidente: pago ao segurado com sequela permanente que reduziu sua capacidade de trabalho; Benefício de Prestação Continuada (BPC): pago a pessoa com deficiência de baixa renda que consiga comprovar impedimento de longo prazo; Pensão por morte (para dependentes inválidos ou com deficiência): é o benefício aos dependentes do segurado que morreu, incluindo quem é inválido ou possui alguma deficiência; Auxílio-reclusão: no geral, não é necessária perícia médica. Contudo, pode ser solicitada caso o detento tenha dependentes inválidos ou com deficiência. O INSS explicou que a perícia médica pode ser agendada pelo site ou aplicativo Meu INSS ou ainda pela Central 135. O agendamento pode ser solicitado pelo próprio segurado ou por alguma pessoa de confiança. O que diz o Ministério da Previdência Social? Perícia médica é etapa obrigatória para concessão e continuidade de alguns benefícios do INSS. Fabiane de Paula/SVM Em nota enviada ao g1, o Ministério da Previdência Social (MPS) disse que a redução do tempo de espera e a ampliação do acesso à perícia médica federal no interior do Ceará é uma prioridade. A pasta alegou que investiu especialmente na recomposição da força de trabalho, reorganização das agendas e utilização de unidades regionais com capacidade instalada para atendimento à população. Quanto aos agendamentos para municípios mais distantes, não existe uma regra específica para o limite de distâncias, segundo o Ministério. A pasta afirmou que as marcações podem ocorrer de acordo com a disponibilidade de agenda no momento da solicitação, considerando a oferta existente na rede, a fila de requerimentos, a capacidade operacional das unidades e eventuais restrições locais. “No entanto, deslocamentos excessivos não constituem diretriz institucional e situações individualizadas podem ser reavaliadas pelos canais oficiais, especialmente quando houver unidade mais próxima com agenda disponível”, disse o órgão. O MPS apontou ainda que o tempo médio de espera por uma perícia médica caiu de 168 dias, em abril de 2025, para 61 dias, em abril deste ano. Conforme o órgão ministerial, a organização da oferta de perícias médicas federais considera critérios técnicos, operacionais e assistenciais, entre eles: a disponibilidade de peritos médicos federais em exercício; a capacidade de atendimento das unidades; a demanda regional; o Tempo Médio de Espera para Atendimento (TMEA); a infraestrutura local; a necessidade de garantir a continuidade do serviço à população. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
Grupo que entregava bebês em caixas na BA mobiliza adotados em busca da própria origem Por quase trinta anos, um grupo de quatro mulheres em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, ficou conhecido por uma prática que até hoje divide opiniões e levanta questionamentos: as chamadas "cegonhas da noite". Essas mulheres intermediavam a entrega de recém-nascidos a famílias interessadas em adotar. Os bebês eram deixados, muitas vezes em caixas e acompanhados de cartas, nas portas das casas escolhidas pelas integrantes da rede. Embora atuassem de forma clandestina entre as décadas de 1980 e 2000, as cegonhas ficaram conhecidas na cidade e chegaram a ser vistas com simpatia pela população. Relatos colhidos pelo g1 estimam que mais de dois mil bebês podem ter sido distribuídos pelo esquema, contudo, não há números oficiais sobre a atuação da rede. Hoje, um grupo de adotados se mobiliza na internet em busca de vestígios da própria origem. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região Atuação sigilosa, porém, popular Pouco se sabia, à época, sobre quem eram as quatro mulheres conhecidas como cegonhas. As informações que circulavam indicavam que elas eram de classe média e, em alguns casos, mães que já tinham filhos adotivos. Mesmo assim, mantinham uma atuação discreta, baseada principalmente na confiança e na rede de contatos informais. A dinâmica funcionava pelo boca a boca. Pessoas interessadas em adotar não faziam contato direto com as mulheres; o pedido era feito por terceiros, como parentes ou amigos. 'Cegonhas da Noite' distribuíram milhares de bebês em Feira de Santana Arte g1 Com isso, as cegonhas organizavam uma espécie de cadastro informal de interessados — e a procura era maior que a oferta. Quando surgia uma criança, elas já sabiam para quem encaminhar após avaliar as condições da família. E apesar do nome, nem todas as entregas aconteciam à noite. Havia casos em que os recém-nascidos eram deixados durante o dia, nas portas das casas escolhidas. Parte desses bebês era entregue voluntariamente por gestantes em situação de vulnerabilidade social, que afirmavam não ter condições de criar os filhos. Porém, há pessoas que suspeitam ter sido separadas das famílias biológicas sem consentimento. Justiça barrou esquema paralelo de adoção A prática só chegou ao fim após ação de um juiz, que ameaçou de prisão quem se envolvesse com o esquema de adoção alternativo. O g1 tentou contato com o magistrado citado em relatos, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Lausanne de Oliveira, adotada por meio das 'cegonhas da noite', em frente à casa da família adotiva Maylla Nunes/g1 O processo de adoção legal à época exigia a supervisão de um juiz em todos os casos e, como as cegonhas agiam por conta própria, sem a intermediação do Estado, a ilegalidade da prática ficou evidenciada. Além disso, magistrados apontavam que deixar um bebê na porta de uma família poderia gerar constrangimento e pressão emocional. O g1 não encontrou registros de ações judiciais sobre a rede paralela. O portal procurou o Ministério Público da Bahia (MP-BA) para apurar se alguma investigação chegou a ser instaurada, mas o órgão não retornou contato até a publicação desta reportagem. O esquema também não virou caso de polícia, mas a pressão foi suficiente para que as mulheres encerrassem as atividades. Busca pela própria história A analista administrativa Lausanne de Oliveira Vicentin, de 36 anos, nasceu em 3 de setembro de 1989, em Feira de Santana, e foi uma das crianças adotadas por meio das cegonhas. Ao g1, ela contou que foi deixada, ainda recém-nascida, durante uma tarde e com uma carta em frente à casa da professora Dione Marta de Oliveira. "Fui deixada na porta da casa da minha mãe. Ela me adotou e me deu sobrenome, lar e amor. Meu processo foi todo legalizado", contou. Cegonhas da Noite: carta foi deixada junto com bebê em caixa de papelão Arquivo Pessoal Segundo Lausanne, parte da sua origem foi esclarecida anos depois, quando a mãe recebeu um relato de uma mulher chamada Ângela, já falecida e amiga da família. Antes de morrer, ela contou que a mãe biológica de Lausanne trabalhava como empregada doméstica na casa de uma enfermeira chamada Alba, onde a criança teria nascido. De acordo com essa versão, o bebê teria sido entregue ainda na casa da enfermeira e repassado a Ângela, que fez a ligação com o grupo das cegonhas até que a criança chegasse à família atual. "Foi assim que cheguei até minha mãe". Lausanne de Oliveira Vicentin, de 36 anos foi um dos bebês doados pelo grupo Cegonhas da Noite Arquivo Pessoal Lausanne ouviu ainda que a genitora já tinha outros filhos e que a entrega pode ter ocorrido em um contexto de vulnerabilidade, embora reconheça que não há como confirmar todos os detalhes. Ela também menciona a possibilidade de que a decisão tenha sido influenciada para que a genitora continuasse trabalhando. "Existem relatos de mães que entregaram, mas há histórias de filhos que teriam sido tirados delas. É algo que até hoje não tem como afirmar em todos os casos", pondera. Roupinhas utilizadas por Lausanne quando foi deixada na porta da família adotiva Arquivo Pessoal Criada em uma família de classe média, Lausanne conta que teve uma infância com afeto, apesar do impacto ao descobrir que foi adotada ainda criança, aos 8 anos, após um comentário da babá. Depois disso, a mãe dela passou a explicar a situação aos poucos. "Ela disse que eu não tinha vindo da barriga, mas do coração", lembra. A compreensão completa da história veio na adolescência — fase em que também enfrentou conflitos familiares. Hoje, segundo ela, a relação está resolvida. Mesmo assim, a curiosidade sobre a origem nunca deixou de existir. Ao longo dos anos, Lausanne buscou informações sobre a família biológica e afirma que esse desejo permanece. "Sempre quis saber de onde vim, quem são meus pais, meus irmãos". Lausanne de Oliveira, ainda criança, com os pais, irmão e primos em frente à casa da família Arquivo pessoal Busca solitária virou rede de adotados em busca da própria origem Nos últimos anos, essa busca ganhou um novo significado. Após publicar um vídeo sobre a própria história, a analista passou a ser procurada por outras pessoas que também foram adotadas por meio das cegonhas da noite. Com isso, ela criou um grupo em um aplicativo de mensagens que agora reúne 19 pessoas com trajetórias semelhantes. "Eu entendi que não estava sozinha. Hoje, a gente se apoia e tenta se ajudar a encontrar respostas". O grupo funciona como uma rede de acolhimento, onde participantes compartilham relatos, pistas e tentativas de reencontro com familiares biológicos. O g1 tentou entrevistar outros integrantes, porém, eles preferiram manter a discrição. Lausanne Vicentim compartilhou desejo de conhecer família biológica através das redes sociais Redes Sociais Para Lausanne, o tema ainda é complexo. "Nem sempre foi algo bom para todas as crianças. Tem histórias felizes, mas existem muitas dúvidas sobre o que realmente aconteceu". Atualmente, o maior sonho dela é conseguir respostas sobre o próprio passado. "Quero encontrar minha família biológica, olhar, conversar e entender a verdade". Devido à falta de documentação formal no processo, os adotados desconhecem informações básicas como o nome da mãe e o hospital onde nasceram. Todo o trabalho de investigação conduzido por eles baseia-se em relatos orais. Adoção legal ainda era pouco conhecida e fiscalização tinha falhas Embora o processo de adoção legal já existisse no Brasil entre as décadas de 1980 e 2000, especialistas apontam que a falta de informação, o acompanhamento precário e a informalidade com que muitos casos eram tratados abriram espaço para práticas clandestinas no país. Ao g1, a assistente social Maria Jacy Pereira, de 75 anos e presidente de um orfanato em Feira de Santana, afirma que naquele período muitas famílias recorriam a acordos informais por desconhecimento ou pela ausência de fiscalização mais rígida. Imagem mostra Lausanne carregando uma caixa em frente à casa onde foi deixada quando era bebê Maylla Nunes/g1 Segundo ela, era comum que crianças fossem entregues diretamente a outras famílias sem qualquer acompanhamento judicial. "As pessoas conheciam as crianças, levavam para casa para um período de convivência e depois buscavam regularizar a situação", contou. Maria Jacy destaca que, apesar de o processo legal não ser considerado difícil na época, ainda apresentava falhas. Em muitos casos, mulheres em situação de vulnerabilidade não recebiam orientação adequada sobre como proceder legalmente. "Antigamente, as pessoas não sabiam o que fazer com as crianças. Faltava acompanhamento do Estado". Ela também ressalta que a informalidade trazia insegurança tanto para as famílias adotivas quanto para os bebês. Havia situações em que crianças eram entregues sem documentação e, anos depois, familiares biológicos tentavam reverter a situação. "Um dos riscos era a família [adotiva] criar vínculo e alguém aparecer querendo levar a criança novamente", explicou. A assistente social lembra ainda que encontrou adolescentes sem qualquer registro civil após adoções irregulares. Por outro lado, Maria Jacy pondera que práticas como a das cegonhas eram vistas por parte da população como uma forma de ajuda social diante da falta de alternativas. Para muitas pessoas, essas práticas ilegais eram uma solução para evitar o abandono. Atualmente, a legislação oferece mais segurança jurídica e acompanhamento psicossocial tanto para as mães quanto para as crianças. Como destaca a profissional, hoje há protocolos definidos para entrega voluntária, acolhimento institucional e encaminhamento para adoção legal. Entrega voluntária de recém-nascidos à adoção não é crime Apesar dos questionamentos que cercaram a prática, a entrega voluntária de bebês para adoção é um direito garantido por lei no Brasil. A chamada Lei da Adoção regulamenta o procedimento, que também está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. De acordo com a legislação, a gestante pode optar pela entrega legal do bebê sem sofrer prejuízos. Mas esse procedimento deve ser feito de forma assistida, com acompanhamento do Poder Judiciário. O primeiro passo é procurar um órgão da rede de proteção, como o Conselho Tutelar, uma Unidade Básica de Saúde (UBS) onde realiza o pré-natal ou o Fórum da cidade. A lei prevê que todo o processo seja conduzido com sigilo e acolhimento, garantindo os direitos tanto da mãe quanto da criança. Por outro lado, o abandono de recém-nascidos é considerado crime. Casos em que bebês são deixados em locais públicos, sem seguir os procedimentos legais, podem resultar em responsabilização criminal. Segundo o Código Penal Brasileiro, a pena para abandono de recém-nascido pode variar de seis meses a seis anos de detenção, especialmente se houver lesão corporal ou morte do bebê. LEIA MAIS: Mães mais velhas e com menos filhos explicam queda da fecundidade na Bahia, aponta IBGE Mais de 200 crianças e adolescentes esperam por adoção na Bahia; saiba como iniciar processo Eu Te Explico #179: relógio biológico, diploma e carreira - o que está por trás da maternidade tardia Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻
Nutricionista que lutou contra homem mudou para SP para expandir carreira Jéssica Soares, nutricionista cearense que reagiu com um mata-leão a uma tentativa de estupro no apartamento onde morava na cidade de Barueri, Grande São Paulo, teve duas aulas de defesa pessoal em 2022, em Fortaleza. Em uma delas, o professor simulou uma tentativa de estupro; em outra, uma tentativa de sequestro. Em entrevista ao g1, a vítima contou que recebeu o vídeo da aula e que utilizou a mesma técnica que aprendeu naquele dia para se livrar de Wellington de Oliveira Santos, que invadiu o apartamento onde ela reside e tentou violentá-la. Neste sábado (6), ela retornou a Fortaleza e reencontrou a família. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp ➡️ No dia 23 de maio deste ano, Jéssica sofreu uma tentativa de estupro dentro de seu apartamento em um prédio na área nobre da cidade, com câmeras e reconhecimento facial. Um homem, identificado como Wellington de Oliveira Santos, invadiu o local e foi até o apartamento da vítima, cuja porta estava destrancada. O suspeito foi preso em flagrante. Jessica sofreu ferimentos pelo corpo, após entrar em luta corporal com o agressor. Montagem/g1/Reprodução/Redes sociais/Arquivo pessoal A nutricionista reagiu à tentativa de abuso e lutou por cerca de 13 minutos com o criminoso. Ela usou técnicas de artes marciais aprendidas em aulas de diferentes modalidades, como muay thai, boxe, jiu-jítsu e defesa pessoal. “Eu passei uns três meses fazendo jiu-jitsu. E, por incrível que pareça, eu fiz duas aulas de defesa pessoal, que eles simulam um estupro e um sequestro. E esse meu professor me mandou os vídeos dessa aula, me deu até gatilho”, disse Jéssica. LEIA MAIS: Nutricionista cearense que lutou contra homem para não ser estuprada mudou para SP após morte do pai e para expandir carreira Jéssica Soares fez aulas de muay thai, boxe, jiu-jítsu e defesa pessoal em Fortaleza A vítima contou que reagiu desde o primeiro momento e que utilizou técnicas de artes marciais aprendidas em aulas de diferentes modalidades. Ela detalhou que precisou fazer elevação pélvica para jogar o criminoso para fora da cama e tentar pegar o celular. "Nós sabemos que estamos vulneráveis nesse mundo louco de homens doentes (...) Então, eu me encantei por isso [artes marciais], pra me defender mesmo. Quando eu entrei, vi que além de me defender, era uma atividade física que ia muito de encontro com a minha vida na nutrição. Meu trabalho é fazer isso, eu tenho que estar bem", comentou a nutricionista. Jéssica fez aulas de muay thai, boxe, jiu-jítsu e defesa pessoal enquanto morava em Fortaleza Reprodução/Instagram Preso Wellington de Oliveira Santos foi preso em flagrante por tentativa de estupro contra Jéssica Soares. Durante a audiência de custódia, o acusado implorou ao juiz ao menos quatro vezes para não permanecer preso. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva. O pedido de Wellington, que já tem uma condenação por estupro cometido em 2015, não foi atendido. Em 2017, ele foi sentenciado a 11 anos e 4 meses de prisão. Ele também responde por um caso de violência doméstica de 2025. O acusado de 36 anos alegou estar embriagado, disse que cuida do pai de 74 anos e do filho de 11 anos e pediu um "voto de confiança" à Justiça. O magistrado afirmou que a prisão era necessária "especialmente para a preservação da vítima". Wellington de Oliveira Santos foi preso em flagrante por tentativa de estupro. Montagem/g1/Reprodução Reencontro com a família Nutricionista cearense que lutou contra homem para não ser estuprada chega a Fortaleza Na manhã deste sábado (6), Jéssica Soares reencontrou a família em um café da manhã especial. O momento emocionante marcou o retorno da cearense após o caso e também o aniversário da mãe dela. "Acho que esse vai ser o presente que ela mais queria: ter a filha viva", comentou Jéssica ao g1. A nutricionista disse que deve continuar morando em São Paulo, mas pretende aproveitar o momento de descanso em Fortaleza para se recuperar e estar ao lado da família. "É aqui que eu tenho força, que recarrego as energias, é no meu canto, com os meus, com a minha família, com os meus amigos. Faz toda a diferença", disse Jéssica em entrevista à equipe da TV Verdes Mares, que acompanhou o reencontro (assista ao vídeo acima). O caso também chamou atenção porque o suspeito Wellington de Oliveira Santos, de 36 anos, já havia sido condenado por estupro e outros crimes violentos. Jéssica afirmou ter sido procurada por pelo menos três mulheres que relataram situações semelhantes envolvendo o suspeito. Até o momento, porém, a Polícia Civil não confirmou oficialmente se Wellington está sendo investigado por outros casos ou se esses relatos resultaram em novos inquéritos. "Estou com medo, mas decidi me expor para aparecerem outras vítimas, para as mulheres entenderem que elas precisam se cuidar, que infelizmente não foi porque eu estava na rua num horário escuro, não foi porque eu estava com a roupa curta, não foi porque a mulher 'pediu' por isso. Eu estava na minha casa, dormindo, num lugar que eu achava que era seguro", afirmou a nutricionista à TV Verdes Mares. Dena Soares, mãe de Jéssica, disse estar feliz por reencontrar a filha após o momento traumático: "Eu ficava imaginando como vai ser quando eu vir minha filha. Já doía muito e doeu mais ao saber que ela estava machucada por um mostro daqueles. Mas estou feliz que ela está com a gente. Tenho muito orgulho. Minha filha é maravilhosa, muito guerreira". Família recebeu Jéssica no aeroporto de Fortaleza. Arquivo pessoal Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
Bitelo dirigiu Porsche de Fábio Giga e passou dos 200 km/h quatro meses antes de acidente O influenciador fitness Bitelo, que soma mais de 5 milhões de seguidores no Instagram, dirigiu a Porsche do fisiculturista Fábio Giga e ultrapassou os 200 km/h em uma rodovia que leva ao litoral norte de São Paulo cerca de quatro meses antes do acidente que deixou dois motociclistas feridos na capital, neste sábado (6). As imagens foram publicadas por Fábio Giga em seu canal no YouTube no início de fevereiro de 2026. No vídeo, o fisiculturista convida Bitelo para dirigir o carro de luxo durante uma viagem e incentiva altas velocidades em diversos momentos do trajeto (vídeo acima). No estado de São Paulo, o maior limite de velocidade em uma rodovia é de 120 km/h, ou seja, o influenciador estava mais de 80 km/h acima do permitido. Essa conduta no trânsito é considerada infração gravíssima, com multa de R$ 880 e suspensão do direito de dirigir. Segundo Fábio, o amigo Bitelo também estava no carro no momento do acidente deste fim de semana, mas como passageiro. O caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. Fábio fez teste do bafômetro, que deu negativo. Incentivos para acelerar No vídeo publicado em fevereiro, Bitelo demonstra cautela antes de assumir a direção do veículo. "Eu vou de boa, não conheço", afirma o influenciador. Fábio responde incentivando uma condução mais agressiva. "Não... Tem que dar uma cutucada para você sentir o carro", diz. Já durante o trajeto, o fisiculturista continua estimulando o amigo a acelerar. "Vai, mete o pé, Bitelo, mete o pé". Bitelo responde: "Não, eu não tenho as manhas, não, você já teve umas experiências aí". Fábio volta a incentivar o aumento da velocidade. "Acho que agora dá para dar uma chamada, hein... Pisa, pô." Na sequência, quando a estrada passa a ter um trecho menos sinuoso, mas ainda com a presença de diversos caminhões, ele aponta: "Tem uma retinha depois, ali dá... Tá pedindo para você meter marcha. Dá pra acelerar agora." Na sequência, Bitelo acelera a Porsche e o painel do veículo registra velocidade superior a 200 km/h enquanto ele realiza ultrapassagens na rodovia. Ao chegarem ao destino, Bitelo pergunta: "Até que eu dirigi bem, né?". Fábio responde: "Tinha que ter esticado mais, tinha que ter acelerado." Bitelo e Fábio Giga. Reprodução/Instagram/Divulgação/Growth Acidente na Zona Sul Segundo o depoimento prestado por Fábio Giga, ele havia saído de sua academia e dirigia pela Avenida do Estado quando acessou a Avenida das Juntas Provisórias. De acordo com sua versão, ao passar por um trecho de declive, perdeu o controle do veículo devido à baixa altura do assoalho da Porsche. Ele afirmou ainda que desceu do carro após a colisão para verificar possíveis vítimas, prestar auxílio e acionar o resgate. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a Porsche derrapa, atinge duas motocicletas e depois colide contra uma mureta de concreto que sustenta as colunas do Expresso Tiradentes (vídeo abaixo). As gravações também mostram que o carro passou a poucos metros de atingir outra motocicleta que seguia pela via. Em outro ângulo, é possível ver os motociclistas deslizando pelo asfalto após serem atingidos. De acordo com o boletim de ocorrência, um deles foi levado para a UPA Sacomã e o outro para a UPA Ipiranga. A Polícia Civil informou que, preliminarmente, nenhum apresentava risco de morte. VÍDEO: veja momento em que motorista de Porsche perde o controle e bate na Zona Sul de SP Polícia e testemunhas citam alta velocidade A hipótese de excesso de velocidade aparece tanto em relatos de testemunhas quanto na avaliação preliminar da Polícia Civil. No boletim de ocorrência, o delegado responsável pela investigação registrou que os elementos reunidos até o momento apontam para a possibilidade de que o motorista trafegasse acima do permitido "Segundo relatos das partes envolvidas e de acordo com os elementos informativos obtidos até o momento, o investigado conduzia uma Porsche, a princípio em alta velocidade, e teria perdido o controle da direção, atingindo duas motocicletas e dois automóveis na via", escreveu a autoridade policial. Um motorista de um Fiat Palio atingido afirmou aos policiais que ouviu as primeiras colisões e, ao olhar pelo retrovisor, viu a Porsche se aproximando "em alta velocidade" antes do impacto. Já o condutor de um Honda Civic envolvido na ocorrência relatou ter ouvido um forte estrondo antes de ser atingido lateralmente. Segundo ele, a força da batida lançou seu carro contra uma mureta de proteção e arrancou uma das rodas do veículo. Defesa de Fábio Giga Em nota divulgada após o acidente, a defesa de Fábio Giga afirmou que o influenciador adotou uma postura colaborativa desde o início da ocorrência, realizou o teste do bafômetro, prestou assistência às vítimas e continuará oferecendo suporte aos envolvidos. Os advogados também defenderam que a apuração seja conduzida com "serenidade, responsabilidade e observância ao devido processo legal", sem conclusões precipitadas sobre as causas da colisão. A Polícia Civil requisitou perícia do Instituto de Criminalística e solicitou imagens de câmeras de monitoramento para auxiliar na reconstrução da dinâmica do acidente. Os laudos e as gravações deverão ajudar a esclarecer as circunstâncias exatas da ocorrência. Bitelo e Fábio Giga Reprodução Infográfico: Fábio Giga bate Porsche em motos e carros na Zona Sul de SP Arte g1
Les parents de l'adolescente ont annoncé leur présence à cette marche, qui commencera à 15 heures. La mairie attend 5 000 personnes dans ses rues.
L’attaque a visé le marché principal d’Abou Zaiema, une ville contrôlée par les paramilitaires des Forces de soutien rapide dans la région du Nord-Kordofan, selon l’ONG Emergency Lawyers.
Deux hommes d’une cinquantaine d’années ont été tués dans les régions de Zaporijjia et Dnipropetrovsk. Macron, Starmer et Merz reçoivent Zelensky ce dimanche à Londres.
Le président ukrainien doit échanger dimanche à Londres avec son homologue français, ainsi que le chancelier allemand Friedrich Merz et le Premier ministre britannique Keir Starmer.
Da cama do hospital onde se recupera, o guia contou à BBC como saiu com vida da montanha mais alta do mundo. Prabin Ranabhat/ AFP via Getty Images O guia nepalês encontrado vivo após permanecer seis dias sozinho no monte Everest contou à BBC que sobreviveu mastigando gelo e comendo chocolates que tinha no bolso. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Dawa Sherpa afirmou que não desapareceu durante a descida, mas que foi obrigado a ficar para trás depois que o oxigênio acabou. Acreditava-se que ele tivesse morrido na montanha. Sua família em Katmandu, capital do Nepal, já havia começado os ritos fúnebres quando uma equipe de resgate o avistou descendo em direção ao acampamento-base. O guia foi levado de helicóptero a um hospital em Katmandu, onde falou com a BBC enquanto recebia tratamento para desidratação, congelamento e uma fratura. "Não achei que sobreviveria", disse ele na sexta-feira ao Serviço Nepalês da BBC. "Achei que ia morrer", admitiu. O escalador Chris Thrall foi a última pessoa a ver Dawa Sherpa antes do resgate. O encontro aconteceu nas proximidades da famosa Cascata de Gelo de Khumbu, na quinta-feira (4). O ex-militar britânico relatou que o homem, de 57 anos, estava sentado sobre a própria mochila logo acima do Acampamento 3, a cerca de 7.500 metros de altitude, "como já tinha feito centenas de vezes antes para descansar um pouco". Thrall continuou descendo sozinho entre 50 a 100 metros, segundo seus cálculos, antes de encontrar outro membro do grupo, um escalador polonês sem oxigênio e em estado severo de congelamento. "Imediatamente, minha atenção se voltou para o mais fraco do grupo. E foi aí que tudo mudou", disse à BBC. "Enquanto eu olhava para cima, ajudando esse homem a descer, Dawa Sherpa parecia não ter se mexido. E certamente não estava descendo, porque teríamos visto a lanterna da cabeça dele", afirmou. Preso em uma fenda Dawa Sherpa (à esquerda), que se temia ter morrido em algum ponto da montanha mais alta do mundo, conseguiu se salvar. Sagarnatga Pollution Control Committee (SPCC) via BBC Dawa Sherpa contou à BBC que passou por momentos muito difíceis. "Quando o oxigênio acabou, eu não conseguia andar", explicou. "Não comi nada nos dois primeiros dias. Depois, comecei a mastigar gelo. Meus dentes doíam. Eu mastigava com força", relatou o guia. Em seguida, Sherpa encontrou chocolates nos bolsos da roupa e conseguiu beber um pouco de gelo derretido. O guia começou a descer a montanha lentamente, mas caiu em uma fenda, segundo duas pessoas que conversaram com ele sobre sua experiência. Ele ficou preso ali por dois dias e meio, sem conseguir encontrar uma saída. Então, uma avalanche arrastou neve para dentro da fenda, dando a ele a primeira esperança em dias. "Ao pisar na neve, fiquei de pé e olhei para cima... senti que poderia sair dali", contou à BBC. Depois de conseguir sair da fenda com muito esforço, encontrou cordas que o ajudaram na descida. Uma nova avalanche quase o impediu de seguir, mas ele estava decidido a continuar. "Consegui atravessar a neve e desci. Caminhei a noite toda. Então, me aproximei do acampamento-base", contou. Foi ali que viu as primeiras pessoas em quase uma semana. "Uns rapazes estavam subindo para recolher o lixo. Eu os encontrei, e eles me carregaram montanha abaixo", narrou. VÍDEO: alpinista registra longa fila para chegar ao cume do Monte Everest "Indescritível" Agora no g1 A notícia causou comoção e alegria na comunidade sherpa, entre os colegas de expedição e em sua família. 👉 Cinco pessoas morreram durante a temporada de escalada deste ano. Desde o início dos registros, na década de 1920, mais de 300 já morreram no Everest. Pemba Sherpa, diretor-executivo da 8K Expeditions, empresa que coordenava as buscas, classificou o feito como um "verdadeiro autorresgate". "Dawa conseguiu sobreviver contra todas as probabilidades por dias. É um verdadeiro milagre", disse. Quando Thrall viu pela primeira vez comentários nas redes sociais de que Dawa Sherpa — também conhecido como Hillary Dawa Sherpa, em homenagem ao famoso alpinista Edmund Hillary — havia sido encontrado vivo, pensou que fosse spam. "É inacreditável: em um minuto eu estava contendo as lágrimas com a filha dele, e no minuto seguinte o vi chegar rastejando ao vilarejo", disse Thrall à BBC. "É absolutamente incrível, indescritível", acrescentou. A esposa (à direita) e a filha (à esquerda) do guia permanecem no hospital à espera da alta médica. Prabin Ranabhat/ AFP via Getty Images A esposa do guia, Damu Sherpa, contou à BBC que havia perdido as esperanças quando a empresa da expedição informou que o resgate era impossível e que a família havia começado os ritos fúnebres. "Quando o vi pela primeira vez, fiquei muito surpresa. Estava angustiada depois que nos disseram que ele nunca mais voltaria para casa. Não consigo acreditar que ele tenha voltado vivo", disse. "Não conseguia acreditar no que meus olhos viam quando vi que ele havia voltado são e salvo". "Eu me pergunto quanto tempo ele sobreviveu sem comida e sem mantimentos... Não consigo entender como meu marido conseguiu comer e beber em uma altitude dessas. Espero que ninguém tenha que passar por isso", afirmou. Damu Sherpa acrescentou que o governo nepalês deveria garantir que incidentes semelhantes não voltem a acontecer. "Ele me reconheceu... está bem e fala. Estamos felizes", declarou a filha do guia, Mhendo Lhamo Sherpa, à agência Reuters, após visitá-lo. Os médicos do Hospital HAMS, em Katmandu, afirmaram que Dawa Sherpa recebe atendimento integral na UTI. Seu estado é estável e a desidratação está melhorando significativamente. 👉 Mais de mil pessoas chegaram ao topo do Everest nesta temporada, a mais movimentada da história.
Donia Ahmed Mohamed Fawzi morreu após despencar de quase 200 metros em uma trilha do Parque Nacional da Tijuca Divulgação A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga se a falta de sinalização, de estrutura e de segurança na Trilha do Primata, no Parque Nacional da Tijuca, pode ter contribuído para a morte do canadense Donia Ahmed Mohamed Fawzi Mohammed, de 38 anos. Ele caiu de uma altura de aproximadamente 170 metros enquanto percorria o trajeto para a Cachoeira do Primata na última quarta-feira (3). Ele morreu na hora. Segundo a Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), que investiga o caso, a perícia no local foi realizada no sábado (6) por questões de segurança devido ao tempo nublado e chuvoso na capital fluminense. No local, os policiais encontraram todos os pertences de Donia como: celular, documentos e dinheiro. Agentes da delegacia especializada precisaram descer até a área da queda com o apoio de agentes do Corpo de Bombeiros, utilizando técnicas de rapel devido à dificuldade de acesso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agora no g1 Ao g1, a delegada Patrícia Alemany afirmou que a investigação busca entender as circunstâncias da queda e possíveis falhas na estrutura da trilha. “Estamos apurando se havia sinalização adequada no local e se as condições da trilha podem ter contribuído para o acidente. Também estamos analisando o trajeto percorrido e os relatos de testemunhas. Realizamos uma perícia na região e constatamos que o local não possui nenhum tipo de sinalização ou estrutura de segurança. Não há controle de entrada, nem informações adequadas para as pessoas que visitam a área para turismo”, afirmou Alemany. Momentos antes do acidente Local de onde despencou Donia Ahmed Mohamed; objetos pessoas foram encontrados no local Divulgação Segundo o registro do caso feito na polícia, o amigo da vítima que o acompanhava contou que os dois iniciaram o passeio por volta de 13h28, na região do Cristo Redentor. O canadense Karim Karam disse que, durante a caminhada, outros frequentadores informaram que faltariam cerca de 10 minutos para o fim da trilha. No entanto, após mais de uma hora de percurso, eles perceberam que ainda não haviam encontrado a saída. Diante da dificuldade de orientação, a dupla passou a usar um aplicativo de trilhas e seguiu pela chamada Trilha do Primata, em área de mata fechada e terreno acidentado. Ainda de acordo com o relato, em determinado ponto ficou inviável retornar, por causa da inclinação da trilha. Os dois decidiram continuar descendo e passaram a caminhar por pedras escorregadias próximas a uma cachoeira, cercada por vegetação densa. O acidente ocorreu entre 15h20 e 15h30. Ao tentar transpor uma árvore caída, Donia escorregou em uma pedra e caiu pela cachoeira. Karim relatou que tentou descer para prestar socorro, mas desistiu por conta do risco. Ele acionou ajuda por meio do responsável pelo imóvel onde estava hospedado e tentou ligar para o número de emergência 911, sem sucesso, já que o contato não funciona no Brasil. Ele então voltou pela trilha em busca de auxílio e conseguiu reunir um grupo de cerca de cinco pessoas. Mesmo assim, ninguém conseguiu acessar a área da queda em segurança. Resgate difícil O Corpo de Bombeiros foi acionado e mobilizou uma operação complexa. Os militares levaram várias horas para alcançar a vítima, sendo necessária a atuação de uma equipe especializada em salvamento em altura. O corpo de Donia foi localizado quase na madrugada de quinta-feira (4). Os agentes utilizaram técnicas de rapel. Investigação e próximos passos Policial da Deat utilizando técnicas de rapel devido à dificuldade de acesso ao local da queda Divulgação A polícia recolheu vídeos feitos pelo acompanhante do canadense durante o passeio. As imagens devem ajudar a reconstruir o trajeto, identificar o ponto exato da queda e esclarecer a cronologia dos fatos. A delegada Patrícia Alemany destacou que todas essas informações serão fundamentais para a conclusão do inquérito. “Pedimos que as autoridades revejam urgentemente as condições de segurança desse ponto turístico. Também alertamos que turistas que não conhecem a região e não estão acompanhados por um guia devem redobrar a atenção”, afirmou Alemany. O caso também levanta questionamentos sobre a segurança e a sinalização nas trilhas do parque, especialmente em áreas de difícil acesso e com grande circulação de turistas. “O ideal é sempre percorrer as trilhas do Rio de Janeiro acompanhado por um guia experiente ou por alguém que conheça bem o local. Existem associações sérias de guias e empresas de turismo de aventura no Rio que podem oferecer esse suporte com segurança”, completou a delegada. Corpo segue no IML O corpo de Donia Ahmed Mohamed Fawzi Mohammed foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) do Centro do Rio, onde permanece à espera de procedimentos legais e contato com a família. O ICMBio, responsável pelo Parque Nacional da Tijuca, disse que não foi acionado para atuar nesta ocorrência, assim como não foi comunicado pelas autoridades que prestaram socorro ao turista. Segundo o órgão, a trilha que leva à Cachoeira dos Primatas conta com sinalização informando sobre os riscos e perigos que existem em trilhas em locais naturais. A administração informou que avalia constantemente o aperfeiçoamento e ampliação da sinalização nas trilhas do parque e, no ano passado, 34 novas placas foram instaladas. O g1 entrou em contato com o Consulado do Canadá, que não respondeu aos questionamentos até a última atualização desta reportagem. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
Les affrontements se poursuivent aussi au Liban malgré les pourparlers à Washington, une frappe dans le sud du pays ayant tué samedi trois soldats libanais, tandis que l’armée israélienne a annoncé la mort de deux de ses militaires.
Une passation de pouvoirs peut en cacher une autre. Le 16 mai 2007, Cécilia Sarkozy succédait à Bernadette Chirac comme Première dame de France. La fin d'une époque, après douze ans passés à l'Elysée.
Empório em São Paulo vende bebidas alcoólicas e alimentos Crédito: Soulpics photography Aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, o imposto seletivo, conhecido como imposto do pecado, começa em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também vai incidir sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais, e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. Ao g1, o Ministério da Fazenda reafirmou o "interesse na implementação do Imposto Seletivo para o ano que vem, principalmente pelo seu efeito regulatório de reduzir o consumo de produtos danosos à saúde e ao meio ambiente". Para começar a valer efetivamente, o Congresso Nacional precisa aprovar a regulamentação do imposto, mas a proposta do governo federal ainda não foi enviada. O Executivo diz que isso será feito até o fim deste ano. ➡️Levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, diz que, em 2019, o consumo de álcool custou R$ 18,8 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão relativo a custos federais diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS, e R$ 17,7 bilhões à perda de produtividade pela mortalidade prematura, licenças e aposentadorias precoces decorrentes de doenças associadas ao consumo de álcool, perda de dias de trabalho por internação hospitalar e licença médica previdenciária. ➡️No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram um custo indireto de R$ 86,3 bilhões por ano, o que resulta em um gasto total anual de R$ 153,5 bilhões para o governo, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz. ➡️Considerando as bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, o governo estimou, em estudo para embasar o uso do imposto seletivo, que os custos contabilizados para o Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento de doenças associadas ao consumo desses produtos são estimados em quase R$ 3 bilhões ao ano. Comerciantes do Alto Tietê explicam como 'imposto do pecado' podem impactar nas vendas Valor do imposto a ser cobrado ➡️O valor do imposto a ser cobrado de cada produto ainda não está definido. Na regulamentação, que terá de ser feita até o fim deste ano, para valer a partir de 2027, a área econômica irá propor, e o Legislativo definirá, quais serão as alíquotas. "O projeto está em desenvolvimento interno em nível técnico de governo e depende de ajustes e definições finais, antes de sua divulgação. Apenas após a definição das alíquotas será possível estimar os eventuais impactos econômicos", comunicou o Ministério da Fazenda. ➡️Produtores nacionais dizem que as bebidas alcoólicas, por exemplo, já têm taxação alta no Brasil, com carga tributária variando de 40% a mais de 80% do preço do produto, e avaliam que um eventual aumento dos impostos cobrados pressionará as margens de lucro, podendo gerar repasses aos preços, demissões e estímulo ao mercado ilegal (veja mais abaixo). Como vai funcionar? Pela sistemática da reforma tributária, o imposto seletivo será um tributo extra, ou seja, além da CBS e do IBS (impostos do governo federal, estados e municípios sobre o consumo). Ao contrário desses impostos, será vedado qualquer aproveitamento de crédito do imposto do pecado nas etapas anteriores ou posteriores da cadeia. De acordo com o texto aprovado da reforma tributária, o imposto sobre o pecado substituirá o atual Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que permanecerá, a partir de 2027, apenas para itens da Zona Franca de Manaus (ZFM) produzidos em outras regiões do país. "Embora restrito a poucos bens e serviços, o imposto seletivo é um complemento à regulamentação da Reforma Tributária, tendo em vista que uma significativa quantidade de produtos terá suas alíquotas de IPI zeradas em 2027", informou o Ministério da Fazenda. O imposto seletivo incidirá sobre os seguintes produtos: bebidas alcoólicas; cigarros e produtos fumígenos; bebidas açucaradas (refrigerantes e similares); veículos (conforme o nível de poluição), embarcações e aeronaves; extração de bens minerais, como minério de ferro, petróleo e gás natural; loterias, apostas e jogos de fantasy sports. ➡️Para bebidas alcoólicas de acordo com regra aprovada na reforma tributária, o imposto será uma combinação de: Uma alíquota específica: valor fixo, em reais (R$), de acordo com a graduação alcoólica, ou seja, bebidas com maior teor alcoólico terão imposto mais alto. Uma alíquota ad valorem: percentual sobre o valor do produto, de acordo com o tipo de bebida. O que dizem representantes dos setores Jones Valduga, o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), afirmou que o setor vê com "grande preocupação" a determinação da alíquota que incidirá sobre os vinhos. Ele lembra que o setor emprega mais de 90 mil pessoas diretamente, está presente em 17 estados e recebe três milhões de turistas por ano no enoturismo. "A determinação da alíquota está nas mãos do Congresso Nacional, e o setor dispõe de subsídios técnicos qualificados para contribuir com esse debate. Nossa posição é clara: uma alíquota equilibrada protege a arrecadação, combate o mercado ilegal e preserva um patrimônio econômico, cultural e social que o Brasil levou mais de 150 anos para construir", avaliou o executivo da Uvibra. Segundo Eduardo Cidade, presidente Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), como as alíquotas do imposto seletivo ainda não foram definidas pelo governo, isso torna qualquer projeção de impacto no setor prematura. Ele observou que o peso dos tributos sobre destilados, atualmente, já supera o das cervejas no Brasil. "O que a ABBD defende não é aumento de carga sobre nenhuma categoria — é a correção de uma assimetria. Um modelo que tribute a molécula de álcool [somente a quantidade em cada garrafa], não o rótulo [tipo de cada bebida] Com uma alíquota única por litro de álcool puro e uma alíquota única sobre o preço, a conta é proporcional: quem tem mais álcool paga mais, quem custa mais paga mais. Sem privilégios de categoria", diz Eduardo Cidade. Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), informou que estimativas do setor apontam para uma carga tributária atual de 56% sobre a cerveja, ou seja, a proporção de impostos no preço final, e que um possível aumento poderá ocasionar em alta de preços ao consumidor. "A questão de preço é algo muito específico das empresas. Se aumenta imposto, se reflete no mercado. A margem da cerveja é menor do que vinhos e destilados, a cerveja é muito competitiva. Qualquer aumento de imposto é algo que aperta muito, até porque a inflação da cerveja está acima do IPCA [inflação oficial] nos últimos anos", disse Márcio Maciel, do Sindicerv. Carlos Lima, presidente da diretoria executiva do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), informou que o peso dos impostos já é alto no produto, respondendo por mais de 80% do seu preço final. Por isso, o executivo avalia que o setor não teria como repassar potenciais aumentos de imposto aos preços. O setor engloba mais de 600 mil empregos diretos e indiretos. "Qualquer aumento nessa tributação, a gente vai começar a sentir os efeitos negativos, como uma grande migração para o mercado informal, o fechamento de fabricas e a demissão de funcionários. A tributação do setor da cachaça hoje está muito acima do que consegue segurar. Não é uma questão do momento do imposto seletivo. Qualquer movimento do governo tributar mais, arrecada menos e mercado ilegal cresce", declarou Carlos Lima, do IBRAC. Em posicionamento formal, Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir) informou que o setor contempla mais de dois milhões de empregos diretos e indiretos. A entidade diz não concordar com o imposto seletivo para bebidas açucaradas, que, em sua visão, "traz uma série de inconsistências quanto ao seu objetivo". "O argumento do aumento da obesidade pelas bebidas açucaradas também não se sustenta, conforme dados do próprio Ministério da Saúde, que apontam crescimento exponencial do índice no Brasil e queda pela metade na frequência de consumo", diz a Abir, em nota. Já a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) avaliou, por meio de nota, que a eventual definição de alíquota excessiva para cigarros no imposto do pecado poderá gerar perda perda de competitividade da produção nacional frente ao mercado ilegal "criando um ambiente favorável à expansão de organizações criminosas". Em posicionamento na internet, o presidente da Abifumo, Edimilson Alves, disse que o cigarro oriundo do contrabando é uma das principais fontes de financiamento de facções criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e armas, justamente por oferecer alto lucro e baixo risco de prisão. Segundo a associação, o tabaco já figura entre os segmentos mais tributados do país. Governos Federal, estaduais e municipais publicam regras para implementação da reforma tributária
José Patrik Machado trabalhou como ator em Campo Grande Redes sociais A morte do ator e escrevente extrajudicial José Patrik Machado, de 32 anos, encontrado em um motel no Jardim Paulista, em Campo Grande, na madrugada de sexta-feira (5), está sob investigação da Polícia Civil. A vítima entrou no motel com outros dois homens, que deixaram o local algum tempo depois. Pelo interfone, José Patrik informou que permaneceria no quarto, mas depois parou de responder. A investigação tenta descobrir o que aconteceu nas últimas horas de vida dele. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Confira abaixo o que já se sabe e o que ainda está sendo apurado. Quem era José Patrik Machado? Onde e como o corpo foi encontrado? Patrik estava sozinho no motel? Os dois homens foram os últimos a ver Patrik com vida? Quem são os dois homens que estavam com ele? A polícia trata o caso como homicídio? Qual é a principal hipótese para a morte? A causa da morte já foi confirmada? Foram encontradas drogas no quarto? O que a perícia recolheu no local? Há indícios de violência? Como a comunidade artística reagiu? O caso já foi esclarecido? 1. Quem era José Patrik Machado? José Patrik Machado tinha 32 anos e era conhecido no meio artístico de Campo Grande. Ele integrou a companhia teatral Adote entre 2015 e 2020 e também trabalhava desde 2014 como escrevente extrajudicial em um cartório de notas da Capital. Nas redes sociais, costumava compartilhar fotos e vídeos relacionados ao teatro e à sua atuação artística. Agora no g1 2. Onde e como o corpo foi encontrado? O corpo foi encontrado em um dos quartos de um motel, no Jardim Paulista. Segundo o boletim de ocorrência, funcionários do estabelecimento entraram no quarto após tentativas frustradas de contato com Patrik pelo interfone. Ao chegarem ao local, encontraram o ator caído no chão e aparentemente sem sinais vitais. A Polícia Militar foi acionada por volta de 0h29. Quando a equipe do Samu chegou, o médico constatou que a vítima já apresentava rigidez cadavérica. José Patrik Machado foi encontrado morto em Campo Grande Redes sociais 3. Patrik estava sozinho no motel? Não. De acordo com a recepcionista do motel, Patrik entrou no estabelecimento acompanhado de outros dois homens. Algum tempo depois, os dois deixaram o local, enquanto o ator permaneceu no quarto. 4. Os dois homens foram os últimos a ver Patrik com vida? Pelas informações divulgadas até agora, sim. Segundo o relato da recepcionista, após a saída dos dois acompanhantes ela entrou em contato com Patrik pelo interfone para confirmar se ele continuaria utilizando o quarto. Ele respondeu que sim. Pouco tempo depois, uma nova ligação foi feita para cobrança da permanência, mas não houve resposta. 5. Quem são os dois homens que estavam com ele? A identidade dos acompanhantes do ator ainda não foi divulgado pela polícia. Não há informações sequer se eles já foram localizados ou ouvidos pelos investigadores. 6. A polícia trata o caso como homicídio? Até o momento, o caso não é tratado como homicídio. A ocorrência foi registrada inicialmente como "morte decorrente de fato atípico", classificação usada quando não há indícios imediatos de crime ou quando a causa da morte ainda precisa ser esclarecida. Isso não impede que a investigação mude de rumo caso surjam novas evidências. 7. Qual é a principal hipótese para a morte? A principal hipótese inicial apontada pelo médico do Samu é uma possível overdose. No entanto, essa informação é preliminar e ainda depende da confirmação dos exames periciais. 8. A causa da morte já foi confirmada? Não. A causa oficial da morte só será conhecida após a conclusão dos exames realizados pela Perícia Criminal e pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol). Os laudos devem indicar se houve intoxicação por drogas, medicamentos ou qualquer outra condição que possa ter provocado a morte. 9. Foram encontradas drogas no quarto? O registro policial menciona que havia drogas no local, segundo o registro policial inicial. No entanto, as autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre quais substâncias foram encontradas, a quantidade apreendida ou se elas tinham relação direta com a morte. 10. O que a perícia recolheu no local? Além de periciar o quarto, a equipe apreendeu o celular de Patrik. O aparelho será analisado para reconstruir os últimos contatos, conversas e deslocamentos da vítima antes da morte. 11. Há indícios de violência? Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre sinais de agressão ou violência no corpo da vítima. A confirmação ou não dessa hipótese também depende dos laudos periciais. 12. Como a comunidade artística reagiu? A companhia teatral Adote lamentou a morte do ex-integrante em uma publicação nas redes sociais. Em nota, o grupo destacou o talento de Patrik, a convivência nos palcos e a marca que ele deixou durante os cinco anos em que participou da companhia. "A arte perde um de seus filhos. Todos nós perdemos um amigo talentoso e amado", diz um trecho da homenagem. 13. O caso já foi esclarecido? Não. Embora exista uma hipótese inicial de overdose, a morte de José Patrik Machado ainda é considerada um caso em investigação. A polícia aguarda os resultados da perícia e a análise de provas para determinar exatamente o que aconteceu dentro do quarto do motel na madrugada de sexta-feira. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: