Mirra Andreeva left mortified by French Open trophy blunder
The 19-year-old became the youngest women’s champion at Roland Garros in 34 years with a dominant 6-3, 6-2 victory over the Polish qualifier in the final.
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The 19-year-old became the youngest women’s champion at Roland Garros in 34 years with a dominant 6-3, 6-2 victory over the Polish qualifier in the final.
Many Malaysians have long accepted warm, damp homes as part of tropical living - but experts say it may be affecting how we live.
O sofrimento silencioso das crianças de Gaza que perderam capacidade de falar Getty Images via BBC Adam era um menino alegre e falante, mas aos 5 anos e de forma repentina, deixou de interagir com o mundo. Seu caso não é uma exceção. Diante da violência, destruição e morte em Gaza, a resposta de algumas crianças ao sofrimento avassalador tem sido calar-se. "Não há nenhuma criança em Gaza que não esteja traumatizada", disse à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC) Katrin Glatz Brubakk. "Há mais de um milhão de crianças que sofreram traumas graves." A psicoterapeuta infantil da Noruega realizou duas missões a Gaza em 2024 e 2025 com a organização sem fins lucrativos Médicos Sem Fronteiras (MSF) para trabalhar com crianças que perderam a capacidade de falar. Não se sabe com certeza quantas crianças em Gaza deixaram de se comunicar, mas Brubakk relata que encontrou dezenas de casos. E médicos locais disseram à rede Al Jazeera que se trata de um "número crescente". Mais de seis meses após o anúncio do cessar-fogo em Gaza, a violência continua e "os ataques israelenses seguem de forma rotineira", declarou em abril o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk. Pelo menos 846 pessoas — entre elas muitas mulheres e crianças — morreram em Gaza em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo, segundo o ministério da Saúde local. Israel, que justifica seus ataques pela necessidade de defender suas tropas e enfrentar a ameaça dos militantes do Hamas, afirma que cinco de seus soldados morreram no mesmo período. Hamas e Israel se acusaram mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo. Desde outubro de 2023 — após os ataques de militantes palestinos em território israelense nos quais morreram cerca de 1,2 mil pessoas e mais de 200 foram feitas reféns, segundo autoridades israelenses — as forças de Israel mataram mais de 20 mil crianças em Gaza e deixaram mais de 41 mil feridas, segundo a Unicef. No total, os ataques israelenses mataram mais de 72 mil pessoas, a maioria civis, e feriram mais de 172 mil, de acordo com o ministério da Saúde de Gaza. A BBC News Mundo conversou com Katrin Glatz Brubakk sobre o trauma que está levando as crianças de Gaza a perder a fala, as consequências em seus cérebros e por que o caminho para a recuperação às vezes começa com um primeiro passo: soprar bolhas de sabão. Katrin Glatz Brubakk faz bolhas de sabão com Maria, de 3 anos, no Hospital Nasser, no sul de Gaza. "Eu as chamo de bolhas de esperança porque elas literalmente geram esperança nessas crianças." MSF via BBC BBC News Mundo - Por que há crianças em Gaza que deixaram de falar? Katrin Glatz Brubakk - Quando uma criança sofre um trauma grave e vive em condições de grande incerteza por muito tempo, como acontece com as crianças de Gaza, ela teme por sua própria vida, pela de sua família, amigos e conhecidos. E em Gaza as crianças vivem assim há dois anos e meio. O nível de estresse e o impacto em seu sistema nervoso são tremendos. A reação de cada criança é diferente. Algumas ficam muito agitadas ou têm problemas para dormir, se irritam, gritam; é fácil detectar esse sofrimento. Outras, por outro lado, se bloqueiam completamente. É como se seu sistema nervoso dissesse: "Não aguento mais". E a forma de se proteger é retraindo-se. A linguagem faz parte disso. Para essas crianças, é uma forma de não interagir com esse mundo que não deixa de fazê-las sofrer e de lhes infligir dor. Assim, não é uma escolha consciente, mas uma resposta neurológica ao estresse e ao trauma extremos. Katrin Glatz Brubakk realizou duas missões a Gaza com a organização Médicos Sem Fronteiras. A psicoterapeuta infantil é professora na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU) MSF via BBC BBC News Mundo - É difícil para muitos compreender a magnitude do que viveram e vivem as crianças em Gaza. Você poderia nos dar uma ideia do trauma extremo que sofrem? Brubakk - Não há nenhuma criança em Gaza que não esteja traumatizada. Há mais de um milhão de crianças que sofreram traumas graves. Claro que há diferenças, mas elas tiveram que fugir, perderam suas casas, todas enfrentaram a impossibilidade de ir à escola porque as escolas estão bombardeadas. Todas perderam alguém, como familiares, amigos da escola, professores, um vizinho. Muitas viram corpos mutilados e sentiram o cheiro do sangue derramado. Algumas crianças me contaram que ajudaram a recolher restos humanos ou partes de cérebro na rua. São traumas extremos. E isso não ocorreu apenas uma vez, mas muitas vezes para a maioria. Mas, além disso, elas perderam toda sensação de segurança. Para ter um bom desenvolvimento, as crianças precisam ter certa confiança no mundo: a crença de que o mundo pode ser bom, que as pessoas não querem fazer mal a você. Essa sensação de segurança desapareceu completamente devido à magnitude da destruição, que afeta absolutamente tudo em Gaza. Nenhuma criança em Gaza pode deitar com a certeza de que vai acordar no dia seguinte. Não têm um quarto ao qual possam entrar, fechar a porta e saber que ninguém pode alcançá-las. Portanto, essa guerra não apenas causa trauma, mas afeta toda a sua visão de mundo. BBC News Mundo - Você poderia nos contar sobre algumas das crianças que tratou em Gaza? Brubakk - Gostaria de falar de Adam, um menino de 5 anos. Era uma criança muito vivaz, alegre, falante e ativa. Ele adorava estar ao ar livre e brincar. Após o início da guerra em 2023, a família foi forçada a fugir e a se mudar para uma tenda. Seus avós viviam um pouco mais longe, também em uma tenda. Um dia, Adam e seu pai quiseram visitar os avós, em uma área que não tinha ordem de evacuação e que supostamente era segura. Mas, sem aviso prévio, um projétil atingiu muito perto deles e feriu gravemente Adam e seu pai. Eles foram levados às pressas ao hospital, mas, como costuma acontecer quando há esses ataques, há tantas vítimas que, se não há leitos livres, muitas pessoas são colocadas no chão. Adam e seu pai estavam no piso da sala de emergência esperando ser avaliados quando o menino viu e ouviu seu pai, ao seu lado, exalando o último suspiro. Adam também ficou gravemente ferido: perdeu uma perna e a outra ficou lesionada. Após presenciar a morte do pai, o menino deixou de falar. Às vezes conseguia sussurrar alguma palavra isolada à mãe, mas não queria falar com ninguém. Mal comia. Era uma criança em estado crítico. Katrin Glatz Brubakk afirma que, ao se depararem com um trauma, algumas crianças reagem se isolando Getty Images via BBC BBCnews Mundo - Que sequelas esses traumas podem deixar no futuro? Brubakk - Quando uma criança como Adam deixa de interagir e de falar, também deixa de se desenvolver. Uma criança de 5 anos deveria praticar suas habilidades linguísticas com outras crianças e adultos para aprender, praticar a resolução de problemas, aprender normas sociais por meio do jogo. Tudo isso é interrompido. A linguagem é um sinal, mas seu desenvolvimento é completamente interrompido. O que observei repetidamente é que, se essa situação se prolonga, afeta fisicamente o cérebro dessas crianças. Sabemos que, em crianças que sofreram trauma grave, a amígdala, a parte do cérebro responsável por emoções intensas, aumenta de tamanho. Isso pode ser medido. É maior em crianças traumatizadas. E o córtex pré-frontal, a parte do cérebro que se desenvolve mais tarde e que é responsável por funções como planejamento, resolução de problemas, interação social e regulação emocional, aspectos fundamentais da vida, encontra-se subdesenvolvido. É mais fino e tem menos conexões neuronais. Se uma criança permanece em um estado como o de Adam, retraída, sem desenvolvimento nem linguagem, se é mantida nessa situação de estresse extremo por muito tempo, terá problemas mais adiante na vida. Nunca se recuperará. O melhor exemplo que tenho é meu próprio irmão. Ele foi adotado em 1974, após a guerra do Vietnã. Cresceu como crescem agora as crianças de Gaza, com bombardeios constantes, muita incerteza e escassez de alimentos, o que também afeta o desenvolvimento cerebral. Quando meu irmão chegou à minha família na Noruega, embora fosse um lugar seguro e tivesse acesso a todos os alimentos de que precisava, levou anos para deixar de esconder comida atrás de livros na estante, porque não se sentia seguro. É o que chamamos de "lesões cognitivas da guerra", invisíveis, que em muitos casos acompanharão essas crianças, possivelmente, por toda a vida. Se a situação de estresse extremo persistir por muito tempo, isso afeta fisicamente o cérebro das crianças MSF via BBC BBC News Mundo - Como você tentou ajudar Adam? Brubakk - Trabalhando em um contexto como o de Gaza, há muitas coisas que não podemos fazer. O que essas crianças realmente precisam é de um lugar seguro onde viver, uma rotina estruturada, poder voltar à escola, brincar sem medo. Mas, felizmente, há coisas que podemos fazer. E o mais importante é que essas crianças saibam que, embora o mundo inteiro não seja um lugar seguro para elas neste momento, existem pequenos espaços seguros. Que há pessoas ao seu redor aqui e agora que as apoiarão. No início, Adam não queria falar conosco, mas continuávamos indo ao seu quarto todos os dias e conversávamos com sua mãe. Conversávamos com ela sobre o marido que havia perdido, mas também sobre as boas lembranças, sobre os sonhos que tinha para o futuro, coisas que poderiam dar a Adam um pouco de esperança de que aquilo não era o fim, mas que tempos melhores viriam. E um dia, quando eu estava lá, de repente Adam sussurrou para sua mãe: "Faça essa mulher ir embora, não gosto dela". Foi uma rejeição, mas eu fiquei muito, muito feliz, porque significava que Adam começava a interagir com o que acontecia ao seu redor. Alguns dias depois, ele olhou para mim, algo que não havia feito antes. Foi apenas um instante, mas aproveitei a oportunidade e disse: "Uau, você tem olhos castanhos enormes! São lindos. Os meus são totalmente diferentes, são azuis. Você já viu?". E isso despertou a curiosidade daquele menino de 5 anos. Esse foi o início de como, pouco a pouco, conseguimos fazer com que ele confiasse nas pessoas, que falasse brevemente conosco, que voltasse a alguma normalidade, embora não de forma permanente, porque carrega todos esses traumas. BBC News Mundo - Você falava com Adam em árabe ou por meio de um intérprete? Brubakk - Em Gaza há muitas pessoas com muita educação. Com a mãe de Adam eu falava inglês, ela tem doutorado em Física. Para a criança havia um intérprete. E devo acrescentar que, quando trabalho em projetos como este, lidero uma equipe de psicólogos e assistentes sociais locais. Eu contribuo com conhecimento, mas o trabalho principal, que continua depois, é realizado pela nossa equipe da MSF em campo. Destruição em hospital de Gaza. Getty Images via BBC BBC News Mundo - No hospital Nasser você também trabalhou com crianças com queimaduras graves. Brubakk - Quando uma bomba explode, produz uma enorme onda de calor que afeta todos que estão por perto, e a faixa etária mais numerosa que atendíamos era a de crianças de 4 a 6 anos. Isso se deve simplesmente ao fato de que são grandes demais para que seus pais as carreguem quando já estão levando crianças menores, mas suas pernas ainda são curtas demais para correr rápido o suficiente. Isso mostra que nenhuma criança está segura em Gaza. E as crianças têm plena consciência disso. O medo pela própria vida continua sendo uma realidade cotidiana para as crianças em Gaza. BBC news Mundo - Como você consegue trabalhar com essas crianças em estado de grande sofrimento físico? Brubakk - As queimaduras são extremamente dolorosas. São tão dolorosas que coisas tão simples como trocar os curativos precisam ser feitas sob anestesia. A recuperação é longa e, quando não há comida suficiente, demora ainda mais, o que significa que as crianças permanecem nesse sofrimento atroz por mais tempo. Uma das meninas que chegou ao nosso departamento era Mona, de 6 anos. Tinha queimaduras em todo o corpo. Tinha tantos curativos que tudo o que podíamos ver eram seus olhos e suas narinas. No início, tudo girava em torno da parte médica, porque era preciso garantir que sobrevivesse. Assim, só consegui conhecer Mona quando começaram a retirar alguns curativos e vi seu rosto com muitas cicatrizes. 'Quando uma bomba explode, produz uma enorme onda de calor... A principal faixa etária que tratamos por queimaduras é a de crianças de 4 a 6 anos', diz Brubakk Getty Images via BBC BBC News Mundo - O que havia acontecido com Mona? Brubakk - Sua família foi forçada a se deslocar e viveu inicialmente em uma tenda. Mas depois os bombardeios pareceram se deslocar para outra área e pensaram que era seguro voltar à sua casa destruída. Apenas dois dias após retornarem à casa, uma bomba atingiu o apartamento. Dois de seus irmãos morreram instantaneamente, mas a explosão incendiou um botijão de gás, o que provocou um incêndio generalizado: as cortinas, o sofá, os colchões estavam em chamas, e as três meninas estavam nesse quarto. O pai conseguiu milagrosamente tirar as três meninas do apartamento. Mona tinha queimaduras por todo o corpo; sua irmã mais velha, que estava na cama ao lado, também tinha queimaduras e sofria dor intensa. Sua irmã do meio estava em terapia intensiva porque inalou muito ar quente e também tinha queimaduras internas. Assim, Mona não estava lidando apenas com sua própria dor, mas também estava preocupada se sua irmã sobreviveria. A família de Mona a apoiava muito e ela começou a se recuperar. E o que realmente me impressiona são esses pais, não apenas os de Mona, mas de tantas crianças em Gaza, que presenciam como seus filhos sofrem, estão feridos, eles próprios estão traumatizados por todos os bombardeios, a morte, a destruição, e ainda assim têm a capacidade de oferecer a essas crianças um cuidado, calor humano e amor excepcionais para que possam se recuperar da melhor maneira possível. BBC News Mundo - Como você conseguiu ajudar Mona? Brubakk - Uma das coisas que faço quando trabalho com as crianças é brincar muito, porque a brincadeira é a linguagem das crianças. Por meio dela, aprendem habilidades práticas, aprendem a resolver problemas, a interagir socialmente, a expressar seus sentimentos. E com Mona começamos com bolhas de sabão. Eu as chamo de "bolhas de esperança" porque literalmente geram esperança nessas crianças. E o que torna as bolhas de sabão tão fantásticas é que, antes de tudo, se você vê algumas bolhas flutuando no quarto, é impossível não olhar, porque chamam a atenção. São bonitas. Acalmam. E, se tenho uma criança muito agitada, pergunto: "Você vê quantas cores há em uma única bolha?". Porque, se olhar bem, estão todas as cores do arco-íris. Isso ajuda a criança a passar daquele estado de estresse para algo mais tranquilo, mais suave, a mudar o foco. Porque o trauma funciona de tal maneira que você fica preso nesse estado. Outra coisa mágica das bolhas de sabão é que, se você quer ter bolhas grandes, precisa soprar o mais devagar possível. Porque, se soprar rápido, só consegue bolhas pequenas ou nenhuma. Mas, se sopra devagar, consegue bolhas bonitas. E respirar lenta e profundamente acalma o sistema nervoso. 'Se você quer bolhas grandes, precisa soprar o mais devagar possível. E respirar lenta e profundamente acalma o sistema nervoso' MSF via BBC BBC News Mundo - Que efeito isso tem no cérebro das crianças? Brubakk - O que faço é, basicamente, dar à amígdala, o sistema de alarme do cérebro, a possibilidade de se acalmar. Assim, o córtex pré-frontal, a parte do cérebro encarregada da resolução de problemas e da regulação, tem a oportunidade de se desenvolver melhor. Claro que não resolve o problema completamente, mas dá a essas crianças melhores possibilidades de reduzir os efeitos de longo prazo do dano cognitivo que podem sofrer por causa da guerra. Um dia Mona disse: "Gostaria de uma casa de princesa", e me explicou que se referia a uma casa de bonecas. Claro que isso não se encontra em Gaza, mas encontrei papelão, fita adesiva e algumas cores para pintar, e juntas construímos uma casa. Mona queria que fosse de dois andares e a decorou muito bem. Ela e sua irmã estavam brincando com uma casa de bonecas quando a bomba caiu. E, embora pareça algo simples, essa foi a primeira vez que Mona pôde me contar o que havia acontecido e o quanto estava preocupada com suas irmãs. Somente por meio da brincadeira conseguiu encontrar as palavras para se expressar. Assim, o brincar pode ser uma forma de processar o trauma, de encontrar linguagem para as experiências vividas. BBC News Mundo - Você poderia nos explicar o conceito que você usa com frequência de "sofrimento silencioso"? Brubakk - Em um contexto como o de Gaza, tudo é um caos. Há muito barulho, crianças gritando com ataques de pânico, pais gritando preocupados com seus filhos, pessoas chorando de dor. É fácil ignorar crianças que sofrem em silêncio, não porque as pessoas não se importem, mas porque há coisas demais que demandam atenção e muito poucos recursos para tudo o que precisa ser feito. Mas uma criança silenciosa que não expressa seu sofrimento, que não pede ajuda, também é uma criança que sofre e precisa de tanta atenção quanto aquelas que choram aos gritos. Porque, caso contrário, no pior dos casos, podem permanecer nesse sofrimento silencioso por muito tempo. Eu vi casos extremos, não em Gaza, mas em Moria, o campo de refugiados na Grécia. É uma síndrome chamada "síndrome de resignação", na qual as crianças se bloqueiam completamente. Deixam de falar, de comer, sequer abrem os olhos, mal respondem quando você tenta tocá-las. E, se não recebem ajuda, permanecerão nessa condição por anos. Por isso é crucial que crianças como Adam e Mona possam se reintegrar à vida. Mona, de seis anos, sofreu queimaduras graves. Um dia, ela pediu uma 'casa de princesa' e só brincando conseguiu encontrar as palavras para se expressar Katrin Brubakk/MSF via BBC BBC News Mundo - Você esteve em muitas zonas de conflito. Por que diz que Gaza não se compara a nada? Brubakk - Trabalhei durante os últimos 12 anos no Congo, no Líbano, no Egito com refugiados traumatizados, em um barco de resgate no Mediterrâneo, na Turquia após um grande terremoto. Mas o nível de trauma que vi em Gaza e o nível de destruição são simplesmente incomparáveis a qualquer outra coisa que eu tenha visto nesses 12 anos. Absolutamente todos em Gaza estão afetados. E não há saída, não há nenhum lugar seguro para onde ir. Todo o território está em pedaços. E, além disso, o sistema de saúde foi atacado de forma sistemática, com hospitais bombardeados. [Israel justifica os ataques contra instalações médicas alegando que grupos armados como o Hamas utilizam hospitais com fins militares]. BBC News Mundo - Você espera voltar a Gaza? Israel restringiu o acesso de agências de ajuda. Brubakk - No momento não me deixam entrar. Temos 1,6 mil funcionários locais e estou certa de que estão fazendo um trabalho incrível, mas a equipe internacional não tem permissão para entrar desde 1º de janeiro. Espero realmente que isso mude. Se eu pudesse ir a Gaza, iria em um piscar de olhos; é o único lugar onde quero estar. A médica norueguesa diz que quer voltar a Gaza para continuar a ajudar MSF via BBC BBC News Mundo - As crianças de Gaza continuam sofrendo violência. Em 9 de abril, por exemplo, uma menina de 9 anos, Ritaj Rihan, morreu, segundo a ONU, quando forças israelenses dispararam contra a tenda que abrigava sua sala de aula improvisada. As outras crianças na classe foram testemunhas. O Exército israelense disse à BBC News Mundo sobre o incidente que "as Forças de Defesa de Israel (FDI) trabalham para desmantelar as capacidades militares do Hamas" e "respeitam o direito internacional e tomam precauções viáveis para mitigar danos à população civil". Brubakk - A única coisa correta e o que as crianças de Gaza precisam agora é que façamos todo o possível, dentro das nossas possibilidades, para lhes proporcionar uma paz verdadeira. Devolver-lhes a vida, dar-lhes a possibilidade de viver em lugares seguros, de ir à escola. Essa é a única maneira de terem um futuro digno. E, seja você político, estudante ou o que for, eu diria: use sua voz para que a pressão seja suficiente e essa paz finalmente chegue a Gaza. Caso contrário, estaremos destruindo toda uma geração de crianças. BBC News Mundo - O que a levou a dedicar sua vida a crianças que sofrem circunstâncias traumáticas? Brubakk - Cresci ouvindo histórias de guerra durante toda a minha vida. Minha mãe é alemã, nasceu em 1942. Quando era criança e soavam os alarmes, a levavam para o porão e ela dormia sobre sacos de batatas. E contava que os soldados voltavam do front sem uma perna ou um braço. Para ela era realmente importante tentar compreender como pôde acontecer um genocídio, como pudemos permitir isso. E repetidas vezes nos destacou, a nós, seus filhos, "nunca mais", que algo assim jamais deveria voltar a acontecer. E depois eu, claro, com meu irmão, vi de perto o trauma e o dano que a guerra causa a uma criança. Meu trabalho em Gaza é a minha versão de "nunca mais". Nenhuma criança deveria experimentar esse trauma. Parte o meu coração. 'Para essas crianças, parar de falar é uma forma de não interagir com este mundo que continua a fazê-las sofrer e a infligir dor' Katrin Brubakk/MSF via BBC
Corpo de homem de 40 anos foi encontrado na manhã desta sexta-feira (5) em estrada de Gravataí (RS) Polícia Civil/Divulgação Um homem foi preso nesta sexta-feira (5), em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por suspeita de ter matado o próprio pai. O corpo da vítima foi encontrado às margens de uma estrada próxima à ERS-118. A vítima foi identificada como Renato Conceição Baptista. Segundo a Polícia Civil, ele apresentava lesões por arma branca. A identidade do suspeito não foi divulgada. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A Brigada Militar foi acionada para atender a ocorrência e, ao chegar ao local, confirmou a morte. A área foi isolada até a chegada da Polícia Civil. De acordo com a investigação preliminar, o homicídio teria ocorrido durante uma discussão entre pai e filho após ingestão de bebida alcoólica. Agora no g1 Após o ataque, o suspeito fugiu do local. Ele foi localizado nas proximidades de outra via da cidade e encaminhado para atendimento médico antes de ser levado à delegacia. A polícia também apreendeu a faca que teria sido utilizada no crime. O homem foi autuado em flagrante e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
In western Singapore, a difficult site constraint becomes the starting point for a tropical family home centred on a garden, pool and courtyard.
Duas mulheres vítimas de feminicídio foram sepultadas neste sábado (6). Fernanda Lima Martins Freitas Guedes, de 47 anos, foi morta a facadas na noite de quarta-feira (3), em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Já Lucélia Domingos Isidro foi assassinada na frente das filhas, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na quinta-feira (4). De acordo com a Polícia Civil, as investigações dos dois casos apontam os ex-companheiros das vítimas como autores dos crimes. Ambos estão presos. “Ela sempre acreditava que ela ia restaurar o casamento, sempre acreditava que ia mudar, que ia mudar, mas nunca mudou”, disse Taciara Domingos Isidro, irmã de Lucélia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Rogério e Lucélia Reprodução/Redes sociais Uma das filhas de Lucélia, de 16 anos, foi quem ligou para a polícia para pedir ajuda para a mãe. A outra adolescente não pôde comparecer ao sepultamento por causa de uma condição delicada de saúde. “Ela era muito cuidadosa com as meninas, muito guerreira”, completou Taciara. O ex-marido de Lucélia, Rogério Costa, de 42 anos, se entregou à polícia na sexta-feira (5). Os dois ficaram juntos por mais de 20 anos, mas se separaram após a vítima descobrir mais uma traição. Pessoas próximas afirmam que as agressões começaram porque ele não aceitava que ela seguisse em frente. “Ela começou a fazer crossfit, a sair mais. Então, ele começou a perceber: ‘opa, pera aí, ela não está mais me dando atenção’”, contou a amiga Renata Pimenta. André Lessa Horinouchi foi preso pela morte de Fernanda Lima Martins Reprodução/TV Globo Fernanda Lima Martins, também de 47 anos, foi morta a facadas dentro de casa. O ex-namorado chegou a ligar para a ex-esposa e confessar o crime. André Lessa, que já tinha antecedentes por violência doméstica e foi preso em flagrante, também ameaçou a ex-mulher, segundo ela. “Ele falou: ‘A Fernanda foi de arrasto, eu a matei’. Como eu não acreditei, disse que era mentira. Então, ele mandou uma foto dela morta. Depois, ainda disse que iria me matar também. Essa foi a última mensagem dele”, relatou Gisele Dias Miranda, ex-mulher de André. Amigos de Fernanda contaram que o relacionamento durou poucos meses, porque ele era controlador e agressivo. No velório, os filhos dela receberam o apoio e o consolo da família. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
Menino de 4 anos morre ao cair de segundo andar de apart hotel em Blumenau O dono do apart-hotel de Blumenau onde um menino de 4 anos morreu na quinta-feira (4) ao cair da janela do 2° andar, revelou que o local não permitia a hospedagem de pessoas menores de 18 anos. Segundo a Polícia Civil, a criança teria se desequilibrado ao tentar observar um pássaro. A morte da criança é tratada pela Delegacia de Investigações Criminais como acidental, já que não foram encontrados sinais de violência no corpo de Arthur Colombo da Cruz. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp "Até o presente momento, não foram constatados sinais de violência, tampouco elementos indicativos da participação dolosa de terceiros no evento. Em razão disso, o caso está sendo apurado, inicialmente, como homicídio culposo, classificação jurídica que poderá ser revista caso surjam novos elementos durante a investigação", diz a nota da polícia. Em conversa com a NSC TV, o proprietário do apart-hotel informou que não sabia da presença da criança na hospedagem. Menino de 4 anos morre após queda de janela em hotel de Blumenau Reprodução/ca_metropolitano Em depoimento à polícia, a mãe da criança contou que abriu a janela do apart-hotel, onde estava hospedada com o filho, e o menino se debruçou na janela e acabou se desequilibrando. Ela informou que tentou segurar o filho pelas pernas, mas não deu tempo de salvá-lo. A criança caiu em uma área de estacionamento do local e foi levada ao hospital. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda na unidade de atendimento. O menino era filho do auxiliar-técnico do Metropolitano, Everson Aguiar. O clube publicou uma foto da criança em uma rede social e desejou forças à família após o acidente. “Neste momento de profunda dor, o Clube do Povo em nome da diretoria e do Conselho Deliberativo deseja forças à família, e que pai e mãe encontrem paz em meio à dor e ao luto", diz. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
Saiba quem foi Sinhá Junqueira, mulher que ficou conhecida em Ribeirão Preto Quem passa pela Biblioteca Sinhá Junqueira, no Centro de Ribeirão Preto (SP), talvez não imagine que o casarão já foi residência de uma das mulheres mais conhecidas da história da cidade. Filantropa e responsável pela administração de um dos maiores patrimônios da região no século 20, Theolina Zemila de Andrade Junqueira, a Sinhá Junqueira, teve o nome ligado a iniciativas nas áreas de educação, saúde e assistência social que permanecem presentes na cidade até hoje. Esta reportagem faz parte da série 'Histórias Escondidas', uma produção especial da EPTV, afiliada da TV Globo, para celebrar os 170 anos de Ribeirão Preto, comemorados em 19 de junho. Curiosidades, personagens marcantes e fatos que pouca gente conhece ajudam a entender a trajetória de uma das cidades mais importantes do estado de São Paulo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Quem foi Sinhá Junqueira De acordo com o livro 'A Eterna Dama Sinhá Junqueira', de Adriana Silva, Fernando Antônio Dias dos Reis Júnior e Sandra Molina, Theolina Zemila de Andrade nasceu em 1874, em Franca (SP). Em 1891, ela se casou com o empresário e usineiro Francisco Maximiano Junqueira, conhecido como coronel Quito Junqueira. A partir do casamento, passou a ser chamada de Sinhá Junqueira, nome que ficou conhecido na região. Sinhá Junqueira em sua sala de estar Arquivo pessoal/Fundação Sinhá Junqueira Sem filhos, o casal construiu uma trajetória ligada ao crescimento econômico do interior paulista durante o ciclo do café. Em 1912, mudou-se para Ribeirão Preto e passou a viver em um casarão na Rua Duque de Caxias, na região central da cidade. Com a crise cafeeira nas primeiras décadas do século 20, Quito e Sinhá Junqueira ampliaram os investimentos, mantendo negócios em diferentes setores do agronegócio. O patrimônio acumulado colocou a família entre os grupos mais influentes do interior paulista durante a primeira metade do século. LEIA TAMBÉM Conheça a história da Cruz do Pedro, símbolo de fé que deu origem a romaria em Ribeirão Preto, SP A vida após a morte de Quito Junqueira Em novembro de 1938, Quito Junqueira morreu aos 71 anos. Sem herdeiros diretos, a administração dos bens da família ficou sob responsabilidade de Sinhá Junqueira. Nos anos seguintes, Theolina ampliou as ações assistenciais desenvolvidas pela família e ajudou a consolidar o Educandário Coronel Quito Junqueira, criado em 1938 ao lado do marido. A instituição funcionou durante anos como orfanato e, posteriormente, se reinventou e passou a atuar na área educacional até os dias atuais. Além do educandário, em 1950 foi criada a Fundação Sinhá Junqueira, entidade voltada ao desenvolvimento de projetos nas áreas de educação, cultura e saúde, que continua em atividade. Outra iniciativa ligada ao nome de Sinhá Junqueira foi o Hospital e Maternidade Sinhá Junqueira. Instituição da Fundação Sinhá Junqueira, em 14 de junho de 1950 Arquivo pessoal/Fundação Sinhá Junqueira O casarão que virou biblioteca Após a morte de Sinhá Junqueira, em novembro de 1954, o casarão da Rua Duque de Caxias passou por um processo de preservação. O imóvel foi transformado inicialmente na Biblioteca Altino Arantes, em homenagem ao ex-deputado Altino Arantes Marques, parente da família Junqueira. Anos depois, passou a receber o nome de Biblioteca Sinhá Junqueira. Adquirido pela Prefeitura de Ribeirão Preto em 1983 e tombado como patrimônio histórico, o casarão preservou características arquitetônicas do período de expansão cafeeira e segue recebendo visitantes para atividades culturais, oficinas, apresentações artísticas e consultas ao acervo. Biblioteca Sinhá Junqueira em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
Trem da ViaMobilidade opera a Linha 9-Esmeralda na região metropolitana de São Paulo em 08/06/2023. WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Um suspeito de roubo foi atingido por um trem da Linha 9-Esmeralda, da ViaMobilidade, na tarde de sexta-feira (5), durante uma fuga da Polícia Militar na região de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo a PM, por volta das 15h20, policiais abordaram três suspeitos que estavam em uma motocicleta e seriam responsáveis por roubos na região. A perseguição ocorreu na pista expressa da Marginal Pinheiros, na altura da Ponte Eusébio Matoso, sentido da Rodovia Castello Branco. De acordo com a corporação, dois suspeitos foram detidos. O terceiro conseguiu fugir a pé, pulou uma grade de proteção, invadiu a área da ferrovia da Linha 9-Esmeralda e foi atingido por uma composição. A Polícia Militar informou que o homem ficou ferido e foi socorrido. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre o estado de saúde dele nem para qual unidade de saúde foi encaminhado. Em nota, a ViaMobilidade afirmou que o homem acessou indevidamente a área operacional da ferrovia ao transpor o gradil no trecho entre as estações Pinheiros e Hebraica–Rebouças. Por causa da ocorrência, um dos trens da Linha 9-Esmeralda precisou ser esvaziado na estação Hebraica–Rebouças. A ViaMobilidade informou que equipes foram deslocadas ao local para orientar os passageiros e atuar na regularização da operação. O caso será registrado no 34º Distrito Policial (Vila Sônia), que vai investigar as circunstâncias da ocorrência. Funcionário da ViaMobilidade morre após descarga elétrica durante manutenção na Linha 9-Esmeralda em SP
Homem tenta proteger mulheres de assédio, leva soco e morre a tiros na Grande BH A família de Ailton da Silva, de 57 anos, que morreu após tentar defender duas mulheres de uma situação de assédio em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, afirmou que a vítima era conhecida por evitar conflitos e ajudar as pessoas. O caso ocorreu na madrugada de sábado (6), e o suspeito, identificado como Antonio Edson de Oliveira Alves, de 47 anos, foi preso em flagrante. Ele já tinha outra passagem pelo sistema prisional mineiro. O motivo não foi divulgado. Abalada com a morte, a irmã de Ailton, Ivanete Silvana da Silva, disse que ele nunca teve histórico de desentendimentos e classificou a agressão como uma covardia. "Foi covardia. Meu irmão nunca brigou com ninguém do bairro. Ele fugia de confusão e, de repente, tentando defender as meninas, esse cara faz isso", afirmou Ivanete. RELEMBRE: Homem morre ao defender mulheres de importunação sexual; suspeito do crime estava com o filho de 10 anos A filha da vítima, Joice Vianna, também destacou o comportamento do pai e lamentou a forma como ele morreu. "Meu pai não fazia nada com ninguém. Ele era uma pessoa excelente, qualquer um podia contar com ele", completou a filha da vítima. Segundo familiares, Ailton deixa três filhos e seis netos. A Polícia Civil informou que o suspeito foi encaminhado à delegacia, onde a prisão em flagrante foi ratificada. O caso segue sob investigação. Irmã e filha de Ailton da Silva, de 57 anos, que morreu após tentar defender mulheres de assédio em MG. TV Globo Relembre o caso O crime aconteceu no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Nova Lima. Segundo a Polícia Militar, duas mulheres saíam de uma festa junina quando passaram a ser perseguidas por um homem, que estava junto do filho de dez anos, e insistia em acompanhá-las. Conforme o boletim de ocorrência, o suspeito perguntou se elas eram solteiras e tentou segui-las até em casa. As mulheres recusaram a aproximação e disseram que seguiriam sozinhas, mas ele continuou insistindo. Quando elas já caminhavam pela Avenida Rio Solimões, o homem voltou a abordá-las. Nesse momento, Ailton percebeu a situação e interveio, pedindo que ele deixasse as mulheres em paz. Ainda de acordo com o registro policial, o suspeito reagiu com um soco no rosto da vítima. Ailton caiu, bateu a cabeça no chão, perdeu a consciência e começou a convulsionar. Pessoas que estavam próximas acionaram o socorro e tentaram reanimá-lo até a chegada do atendimento. Como ele apresentava um ferimento na cabeça, foi levado ao Hospital Nossa Senhora de Lourdes, mas não resistiu aos ferimentos. Após a agressão, o suspeito fugiu do local levando o filho. Os militares foram até a residência dele e, inicialmente, receberam a informação de que ele havia saído. Pouco depois, porém, um morador informou que o suspeito estava escondido no andar superior da casa. Ao retornarem ao imóvel, os policiais encontraram o homem trancado em um quarto. A porta precisou ser arrombada para que a prisão fosse realizada. Segundo a PM, ele se rendeu sem resistência. Câmeras de segurança registraram a discussão e a agressão. As imagens devem auxiliar as investigações da Polícia Civil. Homem morre após defender mulheres de assédio na Grande BH e filho de 10 anos do suspeito presencia o crime. Circuito de Segurança Vídeos mais assistidos do g1 MG
Gusttavo Lima recebe Graer em sua fazenda, em Goiás Gusttavo Lima foi de trator receber policiais do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer), da Polícia Militar de Goiás, que chegaram de helicóptero à fazenda do cantor, em Bela Vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia. O vídeo que mostra o encontro repercutiu nas redes sociais. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em entrevista ao g1, o comandante do Graer, tenente-coronel Antônio Carlos Morais, disse que a visita aconteceu na terça-feira (3). Ele detalhou que a equipe foi à fazenda para oficializar o convite para Gusttavo Lima ser o paraninfo da atual turma do Curso de Operações Aéreas (COA). 🔍 Paraninfo é o nome dado ao padrinho ou conselheiro homenageado de uma turma de formandos. No vídeo, o sertanejo agradeceu aos policiais, a quem chamou de amigos. "Como a gente fica aqui mais na zona rural, mais aqui para o lado da roça, a gente também tem a segurança. E olha que às vezes até melhor que a capital. Do fundo do meu coração, agradecer a vocês pelo carinho com a nossa região", disse o cantor. Gusttavo Lima vai de trator receber policiais que chegaram de helicóptero na fazenda do cantor em Bela Vista de Goiás Reprodução/Instagram Gusttavo Lima Morais acrescentou que o cantor também deve divulgar a segunda edição do Portões Abertos do Graer, uma ação beneficente em que o grupo mostra o trabalho, os equipamentos e armamentos para a sociedade, que acontecerá em breve. LEIA TAMBÉM: Gusttavo Lima realiza sonho de criança ao comprar trator: ‘Corria longe para ver um desses’ 'Acabaram com minha paz', brinca Andressa Suíta após Gusttavo Lima postar foto sem camisa R$ 1,1 milhão: Gusttavo Lima vende égua em leilão de luxo e doa dinheiro para hospital do câncer de Goiás Trator dos sonhos O trator que Gusttavo Lima foi receber os policiais é do mesmo modelo que, em maio, o cantor revelou ter comprado. À época, ele contou nas redes sociais que adquirir a máquina foi o maior sonho da vida dele, pois era igual ao modelo que o pai trabalhava, em Minas Gerais. "Ó, pra vocês, esse aqui foi o meu maior sonho de toda a minha vida, de toda a minha infância. Era ter um bichinho desse aqui. Meu pai trabalhava em um desse e eu, quando morava lá na roça, corria longe atrás de um desse aqui só pra sentir o cheiro da fumaça. Deus é bom demais. Olha aí", disse entusiasmado. O modelo mostrado pelo cantor é um 50 X da Massey Ferguson, popularmente chamado de 'cinquentinha'. De acordo com sites especializados, ele começou a ser fabricado na década de 1960 e hoje seu valor de mercado está entre R$ 35 mil e R$ 45 mil, dependendo do ano de fabricação, do estado de conservação, da originalidade das peças e da restauração. Gusttavo Lima realiza sonho de ter um trator da época de infância Reprodução/Instagram Gusttavo Lima 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
FIFA World Cup 2026 winner is Spain: EA Sports predicts EA Sports FC has picked their 2026 FIFA World Cup winner after four years of consecutive correct predictions. The video game publisher revealed that Spain would be the country to lift the trophy. Since 2010, EA Sports has come...
Mirra Andreeva thanks her coach, her team and most importantly herself as she claims her first Grand Slam trophy at the French Open.
The Tampa Bay Lightning pranked Andrei Vasilevskiy with a fake car bomb scare to surprise him with his second career Vezina Trophy award win.
Carro é atingido por outro veículo, fica preso sob caminhão e deixa mãe e filho feridos Uma mulher de 40 anos e o filho dela, de 6 anos, ficaram feridos após o carro em que estavam ser atingido por outro veículo e ficar preso sob um caminhão na manhã deste sábado (6), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Câmeras de segurança registraram o momento da colisão (veja vídeo acima). O acidente aconteceu por volta das 11h40, na Avenida Padre Joaquim Martins, no bairro Europa. Segundo relatos de testemunhas, um carro preto seguia em alta velocidade pela via quando esbarrou na traseira do veículo conduzido pela mulher. Com o impacto, o automóvel da família rodou na pista e foi lançado contra um caminhão que estava parado, ficando preso sob o veículo de carga. O Corpo de Bombeiros foi acionado para o resgate e informou que a motorista ficou com as pernas presas às ferragens. A mulher e o filho foram retirados do carro pelos militares e, em seguida, encaminhados para atendimento hospitalar por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). De acordo com pessoas que acompanharam o resgate, as vítimas não apresentavam ferimentos graves. O estado de saúde delas não havia sido divulgado até a última atualização desta reportagem. Moradores da região que presenciaram o acidente gravaram vídeos da ocorrência e voltaram a pedir a instalação de redutores de velocidade e de radares no trecho da avenida. Ainda segundo testemunhas, o motorista do carro que teria provocado a colisão apresentava sinais de alteração. Moradores informaram que ele foi detido, mas as circunstâncias da ocorrência e eventuais medidas adotadas pelas autoridades não haviam sido oficialmente confirmadas até o momento. Câmeras de segurança flagraram o momento do acidente. Reprodução Vídeos mais assistidos do g1 MG
Caminhão foi apreendido e passará por perícia Artesp/Divulgação Um homem de 45 anos foi preso em flagrante suspeito de atropelar um homem de 53 anos, às margens da Rodovia Eduardo Saigh (SP-255), na região do Porto Taquari, em Taquarituba (SP), na tarde de sexta-feira (5). Segundo o boletim de ocorrência, os dois homens haviam passado parte do dia trabalhando juntos e teriam se desentendido. A vítima deixou o estabelecimento a pé e seguiu pelo acostamento da rodovia. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Pouco tempo depois, o suspeito saiu conduzindo um caminhão e, posteriormente, voltou ao local. Equipes policiais foram acionadas e localizaram a vítima sem vida no acostamento da via, com sinais de atropelamento. O caminhão utilizado na ocorrência foi apreendido, assim como dois telefones celulares, uma faca e valores em dinheiro. O motorista se recusou a realizar o teste do bafômetro. LEIA TAMBÉM: Homem morre ao ser atropelado por carro em rodovia de Avaré Trabalhador é socorrido pelo helicóptero Águia após ter pernas presas em equipamento em empresa armazenadora de grãos Caminhão tomba e derruba carga de mexerica em rodovia no interior de SP A polícia solicitou exames periciais ao Instituto de Criminalística, incluindo perícia no local e no veículo, além de exame necroscópico no corpo da vítima que foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado como homicídio pela Delegacia de Taquarituba. Caso é investigado pela delegacia de Taquarituba (SP) Google Maps/Reprodução Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
«Les magistrats dépendent du Conseil supérieur de la magistrature (CSM) qui est trop corporatiste dans sa composition. Ce qui explique qu’en une quinzaine d’années, une seule sanction, en l’occurrence un blâme, a été prise», a-t-il assuré.
For Team Agnirath, the race is about much more than winning a trophy.
Moïse Kouame a été contraint de déclarer forfait pour le tournoi Challenger de Lyon après s’être blessé au coude. Le Français de 17 ans a «décidé de ne pas prendre trop de risques».
Professores da Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) do México escalam uma cerca enquanto tentam invadir a Secretaria de Educação Pública (SEP) durante um protesto para exigir melhores salários e aposentadorias, sob o lema "Se não houver solução, a bola não rola", às vésperas da Copa do Mundo da FIFA de 2026, na Cidade do México REUTERS/Paola Garcia Uma semana antes da partida de abertura da Copa do Mundo da Fifa na América do Norte, em 11 de junho, no lendário Estádio Azteca, na Cidade do México, manifestantes ocuparam a fan zone, a área oficial destinada aos torcedores. Já em 1º de junho, o poderoso sindicato dos professores do México, a Coordenadoria Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), convocou uma greve nacional por tempo indeterminado exigindo aumento salarial de 100% para a categoria. Milhares de pessoas participaram de uma passeata pelo centro histórico da capital mexicana esta semana como parte dos protestos organizados pela CNTE, bloqueando ruas e promovendo tumultos. Confrontos violentos com as forças de segurança ocorreram no distrito governamental. Segundo relatos da imprensa, um grupo de manifestantes invadiu o Ministério da Educação, onde um incêndio precisou ser controlado no hall de entrada. As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo. Ao longo do imponente Paseo de la Reforma, manifestantes derrubaram estátuas de plástico de jogadores de futebol, com vários metros de altura, que haviam sido erguidas para a Copa do Mundo. Eles rasgaram as camisas gigantes e as queimaram em público. Nas esculturas derrubadas, os ativistas deixaram sua inconfundível mensagem: "sem solução, a bola não rola". Agora no g1 Para chamar atenção às suas reivindicações, os professores ocuparam a área oficial de torcedores no Zócalo, a praça central da capital. As raízes do conflito A indignação dos professores é direcionada às políticas de educação e previdência do governo da presidente Claudia Sheinbaum. O aumento salarial de 10% prometido em maio de 2025, com previsão de entrar em vigor em setembro de 2026, foi rejeitado pela direção do sindicato por ser considerado insuficiente. Professores efetivos do ensino fundamental no México podem ganhar quase R$ 6 mil por mês. Isso os coloca um pouco acima da média salarial nacional. O salário inicial bruto para um cargo de professor em tempo integral em uma escola primária pública no México varia atualmente entre aproximadamente R$ 2,4 mil e R$ 4,2 mil por mês, dependendo da região e da formação acadêmica. Na realidade, muitos professores ganham consideravelmente menos devido ao trabalho em tempo parcial. Segundo o jornal El Heraldo, citando o Instituto Nacional de Estatística do México, o salário inicial médio de um professor é de apenas cerca de R$ 2 mil. Outro sindicato de professores, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação (SNTE), impõe reivindicações salariais mais moderadas. Diante da alta da inflação, especialmente nas áreas metropolitanas, a entidade exige um aumento salarial de 13% para 2026. Copa do Mundo como alavanca estratégica O fato de a greve estar ocorrendo na semana que antecede a Copa do Mundo não é coincidência. O SNTE explora deliberadamente a atenção internacional como forma de pressão. O México espera cerca de cinco milhões de turistas internacionais durante o torneio, que organiza juntamente com os Estados Unidos e o Canadá. Segundo o boletim informativo Sports Business Today, espera-se que até 100 mil pessoas compareçam ao evento público no Zócalo nos dias dos jogos da seleção mexicana. No entanto, a festa está ameaçada pelo acampamento dos professores grevistas instalado no local. A Fifa inclusive já cancelou um curso de treinamento para voluntários que seria realizado na praça. Em suas coletivas de imprensa diárias, as chamadas mañaneras, Sheinbaum acusou os grupos radicais de tentarem provocar o Estado sob os holofotes internacionais. Ao mesmo tempo, ela rejeitou impor uma repressão severa, dizendo que seu governo não "cairá na armadilha" de reprimir os protestos diante do mundo inteiro. Em vez disso, negociações estão em andamento. O governo já rejeitou as reivindicações máximas por considerá-las "incompatíveis com o orçamento federal". Um acordo que inclua novos aumentos salariais e maiores benefícios previdenciários é considerado provável. Enquanto isso, aumenta o descontentamento público. Empresários locais e empresas de logística já sofreram perdas econômicas estimadas em R$ 119 milhões devido a vandalismo, bloqueio de vias principais e fechamento de aeroportos. Reportagens da imprensa local e relatos nas redes sociais indicam que cidadãos comuns também se sentem cada vez mais reféns do sindicato. Alguns veículos de comunicação, principalmente de regiões do país não diretamente afetadas, relatam mais compreensão. "A pedagogia da violência" O governo considera os distúrbios como obra de alguns grupos radicais. "Houve muitas provocações. Na verdade, não acredito que tenham sido os professores", disse Sheinbaum. A imprensa mexicana concorda parcialmente com essa interpretação e defende as manifestações como uma expressão legítima de reivindicações sociais. A imprensa conservadora tende a ver as coisas de forma diferente. Em sua coluna no jornal Milenio, o escritor e jornalista mexicano Héctor Aguilar Camín critica a "pedagogia da violência", com a qual justamente os professores do país dariam um exemplo vergonhoso. Ele também culpa o partido governista Morena, que teria fortalecido deliberadamente a CNTE desde a campanha eleitoral de 2018 para garantir o apoio eleitoral de seus membros.