Pope Leo arrives in Spain for first papal visit in 15 years
Spaniards find themselves increasingly divided over issues including immigration, feminism and political corruption.
"FEMINISM" · 총 27건
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Spaniards find themselves increasingly divided over issues including immigration, feminism and political corruption.
De botenparade van de Utrecht Pride vanmiddag moet de zichtbaarheid van de lhbti-gemeenschap vergroten. Maar Utrecht heeft ook een lange lhbti-geschiedenis, die niet altijd zichtbaar is. "Verwijzingen naar queer-personen moet je met een lampje zoeken." In heel Utrecht zijn plekken die een rol speelden in de lhbti-geschiedenis van de stad. Marijke Huisman, historicus van de Universiteit Utrecht, wil die verborgen geschiedenis zichtbaar maken. Dat doet ze onder meer door met de vrijwilligersorganisatie Queer U Stories rondleidingen door de stad te geven. De rondleiding komt bijvoorbeeld langs het Domplein, waar op de grond een plaquette te vinden is die verwijst naar de Utrechtse sodomieprocessen, de vervolging van homoseksuelen tussen 1730 en 1731 in Utrecht. Achttien mannen zijn toen gepakt, ter dood veroordeeld en gewurgd. "Een van de ergste straffen uit die tijd", zegt Huisman tegen RTV Utrecht. De processen in Utrecht zetten een gigantische vervolgingsgolf van homoseksuelen in gang die zich uitstrekte over het hele land. 'Domplein was soort cruiseplek' De vervolgingen in Utrecht begonnen toen de koster van de Domtoren in 1730 twee mannen seks zag hebben in de Michaëlskapel in de toren. "Seks hebben in een kerk was sowieso niet de bedoeling, maar seks tussen mannen was een grote zonde." De koster had zelf problemen met het stadsbestuur en dacht zijn eigen hachje te kunnen redden door de mannen te verraden. Ze werden opgepakt en verhoord, en door hun bekentenissen werd duidelijk dat in de stad een netwerk van homoseksuele mannen bestond. Volgens Huisman zochten homoseksuele mannen in de 18de eeuw elkaar op in bepaalde kroegen en op het plein naast de Dom. "Dat hele Domplein, dat was een soort cruiseplek voor homomannen," zegt ze. Na de Utrechtse sodomieprocessen bleef het woord 'Utrechtenaren' in Nederland jarenlang een scheldwoord voor homo's. "Dat is eigenlijk een beetje de claim to fame van Utrecht in de queer-geschiedenis van Nederland", zegt Huisman gekscherend. De rondleiding die Huisman geeft, komt ook langs andere plekken, zoals het huis van kunstenaar en schrijfster Dirkje Kuik. Kuik was in de jaren 70 een van de eerste publieke trans vrouwen in Nederland. Na haar dood in 2008 werd in haar woning en atelier een museum opgericht. Sinds enkele jaren ligt in de buurt ook een tegel met QR-code. Wie die code scant, krijgt extra informatie te zien over het leven van Kuik. Maar die is nauwelijks zichtbaar, zegt Huisman. Zo staan er tijdens het interview vuilniszakken bovenop. "Ik weet niet of dit nou de meest waardige omgang met Dirkje Kuik is." Stichting BEF Huisman stopt tijdens haar rondleiding ook voor een pand aan de Oudegracht. Momenteel bevindt zich hier een sports- en grillbar, maar in de jaren 70 zat hier het feministisch café de Heks, met in de werfkelder de Heksenkelder: de eerste feministische boekhandel van Nederland en op de begane grond feministisch café de Heksenketel. Dat de organisatie een lesbische inslag had is wel af te leiden aan de naam van de stichting: de Stichting ter bevordering van emancipatie en feminisme werd afgekort tot BEF. Lege symbolen Huisman breekt een lans voor meer zichtbaarheid van de lhbti-geschiedenis van Utrecht. "Homoseksualiteit is niet een fenomeen van de 21ste eeuw, het bestaat veel langer." En daar mag de stad best wat erkenning aan geven, vindt ze. "We hebben een regenboogfietspad, een zebrapad, dus symbolen all over the place, maar verwijzingen naar concrete geschiedenis van queer-personen moet je met een lampje zoeken." Dat vindt ze opmerkelijk voor een stad die een regenboogstad wil zijn. Voor allerlei andere belangrijke personen en gebeurtenissen hangen bordjes, zegt ze. "Waarom blijft het dan bij lege symbolen als zebrapaden en maak je geen bordjes over concrete geschiedenissen van mensen die al eeuwen een bijdrage leveren aan de stad?"
Para las soldadas del feminismo en Internet, lo personal es político hasta que les tocan el perreo, el bisturí o la mala baba
Gillibrand led the #Metoo effort that took down former Sen. Franken and tried to tank Supreme Court justice nominee Brett Kavanaugh's confirmation — as a self-styled champion of zero tolerance feminism.
Sociologists and other complete wastes of space are working around the clock to try to determine why women are no longer having babies, aside from the fact that babies wake them up all the time and crap all over everything. The birthrate has been dropping everywhere except in sub-Saharan Africa and Israel. If present trends ...
In a special edition, we examine how climate change is affecting the lives of women as rising temperatures and increasingly extreme weather events continue to impact communities worldwide. This as the world is also facing a warming El Nino climate pattern in the coming months. We report from India where a series of recent intense heatwaves has pushed temperatures to dangerous levels and posed a particularly serious risk to pregnant women. Annette Young also talks to UK author, Natasha Walter, whose latest book is entitled 'Feminism for a World on Fire,’ who says a feminist approach is badly needed to address the climate crisis. Plus, how for millions of women, heatwaves are not just about the rising temperatures. It also puts them at risk of harassment in public as they wear lighter clothes such as shorts or sleeveless dresses and tops, according to French data.
Marjane Satrapi morreu aos 56 anos Getty Images / BBC A escritora e cineasta franco-iraniana Marjane Satrapi, que morreu em Paris aos 56 anos, foi uma importante cronista das experiências das mulheres sob as restrições políticas e sociais do regime iraniano. Ela foi uma das poucas artistas que conseguiu incorporar a história moderna do Irã ao cenário artístico global por meio de uma narrativa inteiramente pessoal. Com sua obra autobiográfica Persépolis, Satrapi conquistou a atenção internacional e alcançou aclamação mundial. A graphic novel narra a repressão política durante a era do xá Reza Pahlavi — que foi xá do Irã de 1941 a 1979 —, bem como os sombrios e dolorosos primeiros anos da República Islâmica, após a Revolução Iraniana de 1979. Segundo amigos de Satrapi citados pela imprensa francesa, a morte da autora ocorreu aproximadamente um ano após a morte de seu marido, Matteo Ripa; alguns descreveram sua morte como "por tristeza". Agora no g1 Em uma mensagem divulgada na quinta-feira (4/6), o presidente francês Emmanuel Macron descreveu Satrapi como "uma grande artista" que transformou sua infância em "uma lenda universal". Ele acrescentou que, por meio de "sua perspectiva infantil, seu humor, sua bondade e seus demônios interiores", ela criou "uma obra universal deslumbrante na qual os leitores se viam refletidos". Inúmeros artistas também reagiram à morte de Satrapi. O cartunista francês Joann Sfar escreveu no Instagram: "Você mudou o mundo com quadrinhos, e você não se importava com quadrinhos. Perdi minha irmã gêmea." O autor franco-sírio Riad Sattouf, criador do aclamado quadrinho de memórias O Árabe do Futuro, escreveu: "Seu trabalho abriu um caminho que muitos seguiram; e, acima de tudo, eu." Com Persépolis, Marjane explicou a Revolução Iraniana ao mundo como ninguém antes dela Getty Images / BBC Do Irã ao exílio Marjane Satrapi nasceu em 22 de novembro de 1969, em Rasht, no centro-norte do Irã, em uma família com visões políticas de esquerda. Sua mãe era descendente do xá Nasser al-Din Xá Qajar, monarca da Pérsia entre 1848 e 1896. A política estava profundamente entrelaçada com a história de sua família, e vários de seus parentes sofreram prisão ou repressão. Essa memória da violência estatal moldou sua consciência política desde a infância. Mais tarde, sua família se mudou para Teerã, a capital do Irã, onde ela cresceu. Ela tinha nove anos quando a Revolução Iraniana eclodiu, e sua adolescência coincidiu com o aumento das restrições às liberdades individuais, particularmente a repressão às mulheres e as limitações à liberdade de vestimenta. Anoosh, tio de Marjane — um membro proeminente do movimento comunista iraniano e alguém com quem ela tinha uma relação muito próxima — foi executado por suas convicções políticas. Em 1983, aos 14 anos, em plena Guerra Irã-Iraque, ela foi enviada para Viena, onde passou a adolescência isolada. Após concluir o ensino médio, retornou ao Irã em 1989 e estudou Comunicação Visual na Faculdade de Belas Artes da Universidade Islâmica Azad. Após um casamento fracassado no Irã, mudou-se para a França em 1994. Até 1997, estudou ilustração em Estrasburgo antes de se mudar para Paris, onde desenvolveu uma carreira em pintura e literatura infantil, além de contribuir para diversas revistas e jornais. Durante esse período, suas ilustrações foram publicadas na revista The New Yorker e no jornal The New York Times. A publicação de Persépolis Em Persépolis, Satrapi narra sua infância no Irã durante os primeiros anos da Revolução Iraniana Getty Images / BBC No início dos anos 2000, Satrapi causou um profundo impacto com a publicação de sua autobiografia em quadrinhos Persépolis, na qual ela relata sua infância sob a República Islâmica e sua dolorosa partida para a Europa. Empregando um estilo visual simples e páginas em preto e branco, Satrapi retrata a complexidade da sociedade iraniana, bem como as consequências pessoais e políticas da ascensão do Aiatolá Khomeini ao poder. Como muitos iranianos, sua família esperava ver o fim da monarquia, mas logo se desiludiu com o estabelecimento do novo governo religioso. Em Persépolis, Satrapi mostra como as escolas adotaram normas islâmicas, o hijab se tornou obrigatório e a vida cotidiana foi remodelada pela pressão ideológica. Em entrevistas à imprensa francesa, ela afirmou que, aos 10 anos, se preparava para se tornar uma prisioneira política, pois tal possibilidade lhe parecia totalmente plausível. Essa simples declaração ilustra a atmosfera que marcou sua infância. Os relatos de tortura, prisões e execuções — elementos que faziam parte da realidade de seus primeiros anos — se tornariam, posteriormente, temas centrais em sua obra artística mais importante. A Guerra Irã-Iraque (1980-1988) — a segunda grande ruptura em sua vida — também ocupa um lugar de destaque no livro. O conflito transformou os bombardeios aéreos em uma realidade diária e adicionou a violência da guerra à violência política exercida pelo Estado. No entanto, Satrapi não concebeu sua narrativa como algo puramente trágico. No livro, a adolescência também é apresentada como um período de rebeldia, descoberta musical e desafio. Ela ouve música ocidental secretamente, usa roupas proibidas e confronta repetidamente a polícia da moralidade. Essa resistência cotidiana se tornaria, eventualmente, um dos temas centrais de sua obra. Em 2003, ela declarou: "Aquela imagem da mulher vestida de preto — parecendo um corvo — e do homem extremista com barba — o que vocês viram na televisão — é o que o governo permitiu que fosse visto. Mas o Irã é uma ditadura, e uma ditadura não mostra tudo." Ela também expressou seu pesar pelo que descreveu como estereótipos em torno de seu país natal. O primeiro volume de Persépolis ganhou um prêmio no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême, na França, em 2001. Seguiram-se mais três volumes e, em 2007, a obra foi adaptada para o cinema pela própria Satrapi, em colaboração com Vincent Paronnaud. O filme ganhou dois prêmios César e o Prêmio do Júri no Festival de Cannes naquele mesmo ano. À época, ela declarou: "Embora este filme seja universal, eu o dedico a todos os iranianos." A adaptação cinematográfica de Persépolis, com o diretor Vincent Paronnaud, rendeu a Satrapi um prêmio em Cannes Getty Images / BBC Uma obra universal Sua autobiografia em quadrinhos — traduzida para diversos idiomas — permitiu que milhões de leitores compreendessem a Revolução Iraniana, a Guerra Irã-Iraque, o exílio e as contradições da identidade moderna a partir da perspectiva de alguém que vivenciou esses eventos em primeira mão. O livro recebeu inúmeros prêmios, incluindo o Prêmio da Feira do Livro de Frankfurt e o Prêmio Alex da Associação Americana de Bibliotecas. Alguns observadores atribuíram o sucesso de Satrapi à sua capacidade de dar forma concreta a conceitos altamente abstratos; uma habilidade que conferiu à sua obra uma linguagem universal e permitiu que leitores do mundo todo se conectassem com Persépolis e com o universo de sua narradora. Críticos ocidentais frequentemente elogiaram Persépolis por seu humor sutil, simplicidade e eloquência — tanto no texto quanto nas ilustrações — e pelo relato franco de Satrapi sobre a revolução e a cultura iranianas através dos olhos de uma jovem e curiosa observadora. Ela buscava resgatar a humanidade de pessoas que, na percepção ocidental, são frequentemente reduzidas a meros estereótipos; uma missão que permaneceu presente em toda a sua obra subsequente. No entanto, o lançamento de Persépolis não foi isento de controvérsias. Em 2007, o Ministério da Cultura e Orientação Islâmica do Irã apresentou um protesto formal ao departamento cultural da embaixada francesa em Teerã devido à exibição do filme no Festival de Cannes. Da mesma forma, a Fundação Farabi de Cinema, principal organização estatal de fomento à indústria cinematográfica iraniana, descreveu Persépolis como uma obra "anti-iraniana", concebida com a intenção de incitar a opinião pública mundial contra a República Islâmica. O filme também provocou uma onda de protestos quando foi exibido no canal de televisão tunisiano Nessma. Alguns círculos religiosos, ativistas políticos e internautas classificaram o filme como "blasfemo", visto que uma de suas cenas retrata Deus em forma humana, um ato que os críticos consideraram como um ato de idolatria. Outros livros e filmes Satrapi foi premiada com o Prêmio Princesa das Astúrias Getty Images / BBC Após o sucesso de Persépolis, Satrapi criou outra história em quadrinhos, Bordados, publicada em francês em 2003 e em inglês em 2005. Um ano depois, ela publicou Frango com Ameixas, que ganhou um prêmio no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême. Em 2011, a obra foi adaptada para o cinema, com direção da própria Satrapi e estrelada por Golshifteh Farahani. Frango com Ameixas conta a história de Nasser Ali Khan, de seu amado târ — instrumento musical de cordas tocado no Irã, transformado em um violino na adaptação cinematográfica — e de seu amor por uma mulher chamada Irã, tudo ambientado em um contexto específico da história iraniana. Nasser Ali Khan, um músico com predileção por ensopado de frango com ameixas, acaba caindo em profunda depressão e tira a própria vida. Nessas obras, Satrapi explorou a esfera da vida privada: famílias, segredos e aspirações. Ela demonstrou que a política reside não apenas nas instituições, mas também nas relações humanas. Ao mesmo tempo, Satrapi não se limitou ao contexto iraniano. Em 2019, ela dirigiu o filme Radioactive. Trata-se de um drama biográfico centrado em Marie Curie, a cientista pioneira no campo da radioatividade. O filme traça a trajetória de vida de Curie desde sua juventude e seu encontro com Pierre Curie, passando pela descoberta do rádio e do polônio, até a conquista de seus dois Prêmios Nobel. Além de suas conquistas científicas, o filme examina os desafios que Curie enfrentou como cientista mulher em uma sociedade dominada por homens, bem como as perigosas consequências de suas descobertas. 'Mulher, Vida, Liberdade' Satrapi desempenhou um papel significativo, do exílio, nos protestos antigovernamentais do Irã Getty Images / BBC Durante o movimento Mulher, Vida, Liberdade, que surgiu no Irã após a morte da jovem Mahsa Amini, Satrapi tornou-se novamente uma figura proeminente no debate público. Em 2023 — um ano após o início do movimento — ela publicou a graphic novel Mulher, Vida, Liberdade, em francês e persa, em colaboração com mais de vinte ilustradores, iranianos e de outros países. No Brasil, a obra foi publicada em 2024. O livro explora as raízes históricas e políticas do movimento. Na introdução, Satrapi escreveu: "Este livro busca retratar o que está acontecendo no Irã e explicar — da forma mais clara possível para um público não iraniano — os eventos, tanto pequenos quanto grandes e complexos, que ocorreram; é a história de um movimento contínuo que permanece vivo e dinâmico." "A segunda missão do livro é dizer aos iranianos que eles não estão sozinhos. Mesmo que os políticos do mundo pensem apenas em termos políticos e não tomem medidas que beneficiem exclusivamente o povo iraniano, a sociedade civil ocidental os apoia", acrescentou. "Prova disso é a extraordinária colaboração de artistas ocidentais que nos ajudaram nessa imensa empreitada. Para um artista, o que poderia ser mais valioso do que o apoio artístico?" Satrapi descreveu os manifestantes iranianos como "lindos e inspiradores", acrescentando: "O que eu vivi, os jovens estão vivendo agora." Ela também enfatizou que uma característica marcante desse período foi a participação conjunta de mulheres e homens nos protestos, o que ela considerou uma fonte de esperança. Ao longo dos anos, Satrapi se consolidou como uma voz feminista reconhecida internacionalmente, embora ela própria se distanciasse de rótulos. Seu feminismo era fundamentado na experiência vivida, e não na teoria. Ela sempre enfatizou o direito das mulheres de tomarem suas próprias decisões, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Em diversas ocasiões, afirmou que retornar ao Irã havia se tornado, na prática, impossível. Embora considerasse isso um alto custo pessoal, ressaltou que aqueles que protestavam nas ruas do Irã pagavam um preço infinitamente maior. Exílio e ativismo Exílio e ativismo Getty Images / BBC Além de sua experiência de vida no Irã, o exílio desempenhou um papel crucial na formação da identidade de Satrapi. Em uma entrevista republicada pelo Le Monde após sua morte, ela falou abertamente sobre um período em que viveu na pobreza. Para ela, o exílio não era simplesmente liberdade; era também uma experiência de profunda ruptura. Essa tensão entre liberdade e perda tornou-se um dos temas centrais de sua obra. A tensão entre saudade e liberdade marcou toda a sua vida. Ela nunca se desvinculou emocionalmente do Irã, mas também não estava disposta a sacrificar sua liberdade intelectual por nada, nem mesmo por seu país adotivo. Embora tenha adquirido a cidadania francesa em 2006, não hesitou em criticar abertamente as políticas francesas. Aliás, foi uma das poucas artistas iranianas que criticaram tanto sua própria cultura quanto o Ocidente. Em 2024, Satrapi recusou a Legião de Honra — a mais alta condecoração do Estado francês — citando o que descreveu como a "política hipócrita" do governo francês em relação ao Irã. Em sua mensagem de recusa, ela se referiu ao que considerava contradições na política francesa. Ela argumentou que, enquanto os filhos do que descreveu como a oligarquia governante do Irã podiam passar férias na França com facilidade, jovens iranianos que lutavam pela liberdade não conseguiam sequer obter vistos de turista. Com essa decisão, ela se juntou a uma lista de artistas e intelectuais proeminentes que rejeitaram a Legião de Honra, incluindo Jean-Paul Sartre, a ganhadora do Prêmio Nobel Annie Ernaux e o economista Thomas Piketty. Grande parte da obra de Satrapi explorou a interseção entre a experiência pessoal e a história política. Ela demonstrou que uma vida individual pode servir como um espelho para toda uma era histórica. Por meio de sua arte, ela também mostrou que as histórias em quadrinhos — ainda não totalmente consolidadas no Irã — podem servir como ferramentas de memória e resistência contra a simplificação política. Seu legado reside na maneira como ela usou histórias pessoais para desafiar visões simplistas do Irã e de seu povo.
Jovens no Brasil são mais ou menos conservadores do que os mais velhos? O que pesquisa descobriu sobre a geração Z Adobe Stock A ideia de que a geração Z estaria se tornando mais conservadora do que os mais velhos ganhou força nos últimos anos, impulsionada por pesquisas realizadas em outros países e por fenômenos culturais como Adolescência, a segunda série mais vista da história da Netflix. Mas um novo estudo sugere que a história pode ser diferente — ao menos no Brasil. Segundo o levantamento, realizado pela Quaest a pedido do instituto More in Common, embora a maioria dos jovens brasileiros de 16 a 24 anos — faixa etária que concentra a maior parte da geração Z — se identifiquem como conservadores (68% entre os homens e 62% entre as mulheres), esses índices são menores do que os registrados entre as gerações mais velhas, como mostra o gráfico abaixo. 'Adolescência': Crise nas escolas exige medida radical para 'impedir que meninos machuquem meninas e a si mesmos', diz criador da série A pesquisa retrata uma juventude que ocupa uma posição intermediária no debate de costumes: embora demonstrem maior apoio à igualdade de direitos para as mulheres, os jovens — especialmente os homens — mantêm resistência a rótulos como feminismo e a algumas minorias sociais como travestis e mulheres trans. "Descobrimos que o conservadorismo não tem uma especificidade geracional", diz Helena Vieira, professora e gestora cultural que atuou como consultora do estudo. "Existe uma aceitação de determinados conteúdos políticos, mas uma rejeição das identidades políticas que os mobilizam." Agora no g1 Homossexualidade e feminismo A pesquisa registrou opiniões que, embora tratem de temas correlatos, podem parecer contraditórias. Um exemplo é o debate sobre a homossexualidade: cerca de 70% dos homens e 83% das mulheres jovens concordam que "casais gays devem ter o direito de adotar crianças", mas mais da metade também diz concordar com a ideia de que "a homossexualidade deve ser vivida entre quatro paredes, de maneira reservada". Helena Vieira propõe uma interpretação para essas respostas que, à primeira vista, podem soar contraditórias. Em sua avaliação, a concordância com a adoção homoparental não estaria, necessariamente, ligada à aceitação de casais gays. "A sociedade tem uma preocupação em tirar essas crianças da ausência de uma família, ou seja, em cuidar delas. É uma espécie de solidariedade com a infância, e é difícil dizer não para isso", ela explica. Paradoxos semelhantes foram observados nas perguntas sobre gênero. Embora menos de um quarto dos jovens tenha concordado que "homens são superiores às mulheres", quase metade endossou afirmações críticas ao feminismo, entre elas a de que "o feminismo promove ódio aos homens" e que "a ideologia feminista é uma ameaça à família brasileira". Os questionamentos sobre o ensino da chamada "ideologia de gênero" também despertaram respostas mais alinhadas ao conservadorismo: entre os jovens, 59% concordam que o tema, ao ser discutido nas escolas, "confunde a sexualidade das crianças", e 55% afirmam que a sexualidade "é assunto a ser tratado somente pela família, não pela escola". Para Vieira, os dados sugerem que os jovens podem até concordar com reivindicações associadas à igualdade de direitos, mas reagem de forma diferente quando elas são apresentadas sob a bandeira de algum movimento político. "Boa parte dos brasileiros é contra falar de gênero na escola, mas quando você pergunta se precisamos fazer alguma coisa contra o bullying, algo para os meninos afeminados não apanharem, aí sim, precisa. Tem um sentimento quase religioso de ser contra ver uma criança apanhar. É uma lógica protetiva mais relacionada às relações interpessoais do que às relações políticas", ela exemplifica. A pesquisa não encontrou, em nenhuma das perguntas feitas, evidência de que os jovens sejam mais conservadores do que os mais velhos. Mesmo nos casos em que uma parcela ligeiramente maior deles tenha concordado com afirmações conservadoras, a diferença é algo que tende a ser absorvido pela margem de erro do estudo, que pode ser verificada nos gráficos exibidos na reportagem. Homens jovens são mais bolsonaristas Outro achado do estudo é que o bolsonarismo é mais forte entre homens jovens do que entre os mais velhos, apesar de a identificação com a direita variar pouco entre os diferentes grupos etários. Entre os homens de 16 a 24 anos, 42% afirmam se identificar com ideias defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e por seus apoiadores políticos. O percentual cai para cerca de 35% entre aqueles de 25 a 54 anos, para 29% entre os de 55 a 64 e para 25% entre os maiores de 65 anos. Mesmo considerando a margem de erro, que chega a quatro pontos percentuais para mais ou para menos na última faixa etária, a distância em relação aos mais jovens se mantém. Pode mais uma vez parecer contraditório que, embora sejam menos conservadores, os jovens sejam mais bolsonaristas — afinal, o próprio Bolsonaro se diz conservador e fez inúmeras declarações contra a igualdade de gênero e o direito das chamadas minorias sociais como os homossexuais. Essa diferença é algo que os pesquisadores constataram, sem se propor a explicar, mas Vieira esboça uma hipótese, dizendo que "o voto é uma composição complexa". "Os bolsonaristas não necessariamente compraram o pacote inteiro do Bolsonaro e todas as declarações dele", ela analisa. "É possível encontrar pessoas desse universo que têm posições mais diversas, assim como podemos encontrar eleitores do Lula, talvez até a maior parte deles, que dizem ser conservadores." "O conservadorismo talvez seja a gramática política que mais organiza o brasileiro. O que a gente observou na pesquisa é que a oposição entre conservadorismo e progressismo é mais intensa do que entre esquerda e direita ou entre liberdade econômica ou economia planificada", Vieira acrescenta. Como a pesquisa foi feita A Quaest fez 14 perguntas a cerca de 10 mil brasileiros em seus domicílios. Os questionamentos ocupavam três eixos — gênero, sexualidade e política. As entrevistas aconteceram entre janeiro e fevereiro de 2025, como parte de uma pesquisa mais ampla chamada O Brasil Invisível, na qual também foram feitas perguntas sobre outras áreas controversas do debate público para conclui que o país está menos dividido do que parece. O recorte por faixa etária e gênero, porém, só está sendo divulgado agora. Os participantes do estudo responderam aos questionamentos listados abaixo. O objetivo, ressaltam os pesquisadores, não era medir suas posições sobre esses temas, mas utilizá-los como um instrumento para avaliar o grau de adesão a ideias conservadoras ou progressistas. Identidade de gênero Eu concordo, muito ou um pouco, que… Os papéis de homens e mulheres são e devem ser diferentes; Homens são superiores às mulheres; Hoje em dia os direitos das mulheres valem mais do que os direitos dos homens; O feminismo promove ódio aos homens; A ideologia feminista é uma ameaça para a família brasileira; Casais gays devem ter o direito de adotar crianças; A homossexualidade deve ser vivida entre quatro paredes, de maneira reservada; A ideologia de gênero nas escolas confunde a sexualidade das crianças; Sexualidade é assunto a ser tratado somente pela família, não pela escola; O SUS deve pagar pelas cirurgias de mudança de sexo; Travestis devem ter o direito de usar o banheiro feminino. Identidade política Eu me identifico muito ou um pouco com… A direita; O conservadorismo; O bolsonarismo. Como as perguntas foram feitas — e por que isso importa A forma como as perguntas foram formuladas também pode chamar atenção. Vieira reconhece que algumas delas podem soar até preconceituosas, mas afirma que isso foi deliberado. A consultora da pesquisa, que também é ativista transgênero, usa uma dessas questões para ilustrar seu argumento. O enunciado era: "travestis devem ter o direito de usar o banheiro feminino". Se a frase tivesse sido redigida de modo a incluir também mulheres trans, o resultado poderia ter sido diferente? Vieira diz acreditar que sim, mas afirma que a escolha do termo foi proposital. "Usamos o que mais circula socialmente: de modo geral, a sociedade brasileira olha para a mulher trans como travesti. Na verdade, travesti é até um termo educado, porque a forma como os brasileiros chamam mulheres transexuais é outra palavra mais ofensiva", ela diz. Esta, aliás, foi a questão que despertou maior resistência entre os homens jovens. Apenas 19% deles disseram concordar que travestis devam ter acesso a banheiros femininos. Vieira associa isso ao fato de o debate sobre os direitos das pessoas trans ter ganhado visibilidade mais tarde do que outras pautas igualitárias, tanto no noticiário quanto em produtos culturais de grande alcance, como as telenovelas. O que pode explicar a diferença com estudos estrangeiros Na avaliação dos pesquisadores brasileiros, a discrepância entre o estudo brasileiro e os estrangeiros se deve às metodologias adotadas — no exterior, eles têm sido feitos, em geral, a partir de entrevistas virtuais, enquanto no Brasil foram realizadas entrevistas presenciais, com um esforço para abranger diferentes perfis da população. Diretor-executivo do More in Common e professor de gestão de políticas públicas da Universidade de São Paulo (USP), Pablo Ortellado diz que pesquisas virtuais podem gerar distorções — principalmente no Brasil, devido às limitações de acesso à internet em determinadas regiões e entre diferentes classes sociais — e têm maior probabilidade de alcançar públicos que já se identificam ou se interessam pelo debate, o que pode gerar respostas enviesadas. "Pela internet, são as pessoas que aceitam participar, porque querem colaborar ou até porque recebem alguma remuneração. Esse caráter mais voluntário de o entrevistado aderir ao painel, e não o contrário, pode gerar viés de seleção, porque podem ser recrutadas pessoas que estão querendo falar, com determinadas características que as distorcem em relação à população em geral", diz Ortellado. Uma das pesquisas feitas dessa maneira foi a do King's College com o Ipsos. Os próprios pesquisadores, no entanto, alertaram que suas conclusões não representavam a população em geral, mas segmentos mais conectados e urbanos — uma limitação especialmente relevante em um país com diferenças tão amplas. Publicada em março, a pesquisa do King's College ouviu 23.268 pessoas em 29 países, incluindo o Brasil, entre dezembro e janeiro. A principal conclusão foi que a geração Z está mais conservadora do que os millennials, grupo que reúne adultos de 30 a 45 anos. Embora os dados por faixa etária não tenham sido divulgados para cada país — o que impede verificar se esse padrão também se aplica ao Brasil —, os achados gerais do estudo divergem dos resultados da pesquisa da Quaest. O problema, diz Ortellado, esteve menos nos estudos e mais na forma como suas conclusões foram interpretadas e amplificadas por reportagens e fenômenos culturais. Ele cita como exemplo a série Adolescência, sobre um garoto que assassina uma colega sob influência de comunidades misóginas na internet, e a popularização da machosfera, como são chamadas as comunidades masculinistas da internet, e do movimento looksmaxxing. Tratam-se de vídeos curtos, muito comuns no TikTok, que incentivam jovens a modificar a própria aparência — por meio de mudanças de hábitos, estilo e até procedimentos estéticos — com o objetivo de se tornarem mais masculinos. Segundo Ortellado, quando esses fenômenos ganham grande repercussão na mídia, pode surgir a impressão de que a masculinidade exacerbada entre os jovens é mais disseminada do que realmente é. Isso não significa, ressalta ele, que esses movimentos não existam ou deixem de ser motivo de preocupação. Mas eles podem representar apenas uma parcela da juventude — justamente a mais conectada às redes sociais e que, por isso, tende a estar mais presente em pesquisas feitas pela internet como a do King's College. "A internet não é um retrato fiel da sociedade brasileira", ele diz. "Muitas dessas coisas são fenômenos de nicho. Não devemos menosprezá-las. Tem fenômenos muito preocupantes. Existe misoginia organizada na internet e ela é preocupante. Precisa ser monitorada e combatida. Mas os dados sugerem que isso não parece ser um fenômeno de massa." Os pesquisadores também ressaltam que a pesquisa brasileira não é definitiva sobre o tema, que ainda demanda mais estudos. Não é possível saber, por exemplo, se os brasileiros que hoje têm entre 25 e 34 anos eram menos conservadores uma década atrás, quando estavam na faixa dos 16 aos 24 anos. Essa é uma questão central para compreender se há uma mudança de valores entre os brasileiros. Ainda não se sabe se as pessoas se tornam mais conservadoras com o passar dos anos ou se as diferenças observadas entre as gerações de hoje tendem a persistir ao longo do tempo, por exemplo. Gráficos por Caroline Souza, da equipe de Jornalismo Visual da BBC News Brasil
Feminism is dead, even if the feminists don't know it yet. And they are the ones who dealt the fatal wound -- by claiming women are, in fact, the weaker sex. The post Feminism Over: Democrats Claim Women Can’t ‘Perform at the Highest Level’ on Their Periods, Need Money to Stay Home appeared first on Breitbart.
In this edition of Undertones, we explore a narrative calling for women to play a central role in climate-related decision-making in Uganda.
Zum Jubiläum zeigt sich, wo die neurechte Zeitung steht: zwischen politischem Kulturkampf, Angriffen auf Feminismus und strategischer Radikalisierung. mehr...
Directora de clásicos como ‘Función de noche’ o la serie ‘Teresa de Jesús’, fue premio nacional de Cinematografía y referente del feminismo audiovisual
La historietista argentina se retiró durante casi veinte años. Ahora, vuelve con ‘Las mujeres de mi vida’, un libro en el que repasa cuatro décadas de humor y feminismo. “Llevo toda la vida intentando demostrar que no soy estúpida”, asegura
Es una de las pensadoras más influyentes de la tecnología y el feminismo. Visionaria e irónica, sus textos tienen un toque punk. Ante el autoritarismo, anima a alinearse con los inmigrantes: “Soportan el peso de todos los desastres”
Socorro Acioli, Djamila Ribeiro e Raphael Montes são confirmados para o Salipi 2026 Reprodução/g1pi Os escritores Djamila Ribeiro, Socorro Acioli, Raphael Montes foram confirmados, nesta sexta-feira (29), como atrações nacionais da 24ª edição do Salão do Livro do Piauí (Salipi), que acontece de 5 a 14 de junho em Teresina. A organização do Salipi também anunciou que, neste ano, vai homenagear o poeta piauiense Paulo Machado e manter o Seminário Língua Viva. A estrutura será montada no Espaço Rosa dos Ventos, na Universidade Federal do Piauí (UFPI). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Outros nomes, como Jeferson Tenório, Martha Medeiros e Itamar Vieira, também foram anunciados. Além das escritoras Aline Bei e Helena Machado. A assessoria de imprensa do Salipi informou ao g1 que a programação completa e o prazo de inscrições para as palestras serão divulgados em breve. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quem são os autores Socorro Acioli é jornalista e autora de romances como "Cabeça de Santo" e "Oração para Desaparecer". Ela venceu o Prêmio Jabuti com o livro "Ela Tem Olhos de Céu". Djamila Ribeiro é escritora, professora e referência na defesa dos direitos humanos. Ela é autora de obras como "Lugar de Fala", “Quem Tem Medo do Feminismo Negro?” e “Pequeno Manual Antirracista”. Já o escritor Raphael Montes, também roteirista e produtor, é conhecido por romances de suspense, crime e terror, como “Jantar Secreto”, “Dias Perfeitos”, “Bom Dia, Verônica” e “Uma Mulher no Escuro”. *Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Christine de Pizan entwirft schon 1405 die Utopie einer Stadt für Frauen. Und legt damit einen der frühsten Grundsteine des Feminismus. mehr...
It is well past time to scuttle establishment feminism and work with women’s human nature instead of against it.
A much-needed, nuanced conversation about masculinity and feminism today.
Nach Protest und Druck verlor der linke „Club Volantaire“ seinen Veranstaltungsort in Hamburg. Nun findet die Debatte über Feminismus, Transaktivismus und biologische Geschlechtskategorien ohne Publikum statt – ein Fall, der zeigt, wie umkämpft öffentliche Räume geworden sind.
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