Three jailed over heist of ancient golden helmet from Dutch museum
The men are sentenced to 47 months each for stealing the 2,500-year-old Romanian Coțofenești helmet.
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The men are sentenced to 47 months each for stealing the 2,500-year-old Romanian Coțofenești helmet.
O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, é uma oportunidade para refletir sobre a relação entre desenvolvimento, qualidade de vida e preservação dos recursos naturais. No Hospital São José, o cuidado com o meio ambiente faz parte da rotina da instituição e se traduz em ações que envolvem colaboradores, parceiros e a comunidade. Entre as iniciativas desenvolvidas está o Projeto Raízes, criado com o propósito de associar cada nascimento realizado no hospital ao plantio de uma árvore nativa da Mata Atlântica. A proposta busca criar uma ligação simbólica entre o início de uma nova vida e a preservação ambiental. Neste ano, uma nova etapa do projeto foi realizada em Nova Veneza. A ação contou com o plantio de 200 mudas de espécies nativas, destinadas à recuperação e conservação de áreas verdes da região. Participam da iniciativa o Instituto Felinos do Aguaí, Fundave, Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e a empresa Librelato, responsável pela doação das mudas. Ação ambiental une Hospital São José, Instituto Felinos do Aguaí, Fundave, IMA e Librelato na recuperação de áreas verdes Divulgação/HSJ Desde o início do projeto, aproximadamente 780 mudas já foram plantadas, representando os nascimentos ocorridos no Hospital São José. O número cresce a cada edição e contribui para a preservação da vegetação nativa da região sul catarinense. “O Projeto Raízes conecta o nascimento de uma criança ao cuidado com a natureza. Cada muda plantada representa uma nova história que começa e deixa uma contribuição para as próximas gerações. É uma forma de mostrar que saúde e meio ambiente caminham juntos”, destaca a assistente de Meio Ambiente do Hospital São José, Franciani Sandrini Angulski. Programação especial foi realizada ao longo da semana As comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente também incluíram uma série de atividades realizadas durante a Semana do Meio Ambiente no Hospital São José. Com o tema “Hospital sustentável: compromisso de todos”, a programação reuniu colaboradores, acompanhantes e convidados em momentos de aprendizado e conscientização sobre práticas ambientais no ambiente hospitalar. Durante os três dias de atividades foram realizadas dinâmicas sobre segregação correta de resíduos, palestras educativas, apresentação do Projeto Raízes e ações voltadas à sustentabilidade. A programação contou ainda com a participação da bióloga Michele Ribeiro, do Instituto Felinos do Aguaí, e da engenheira ambiental Ionice Vefago, da Colix. Projeto Raízes: cada árvore plantada simboliza uma nova vida gerada no Hospital São José Divulgação/HSJ As atividades abordaram temas ligados à preservação ambiental, ao descarte adequado de resíduos e ao uso consciente dos recursos, incentivando a participação de todos na construção de um ambiente mais responsável e sustentável. Conheça outras ações que fazem parte do compromisso do Hospital São José com a saúde, a comunidade e o meio ambiente no site da instituição.
Homem é morto e outro fica ferido após tiros próximo de estação de ônibus Um homem foi morto e outro ficou ferido após um ataque a tiros próximo da estação de ônibus e do camelôdromo de Taquaralto, na região sul de Palmas. O crime aconteceu na noite desta quinta-feira (4), por volta das 23h. O suspeito fugiu do local a pé e não foi localizado. O homem que morreu foi identificado como João dos Santos Rodrigues Miranda, de 32 anos. Uma equipe do Samu chegou a ser chamada, mas apenas constatou a morte. O homem que ficou ferido tem 43 anos. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele foi atingido por pelo menos cinco tiros pelo corpo, mas foi estabilizado e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sul. O g1 pediu atualização do estado de saúde dele, mas não houve retorno. LEIA MAIS Padrasto encontrado carbonizado com enteada cumpria pena por matar jovem em 2009 e atear fogo no corpo Homem ataca a própria esposa e uma vizinha a facadas e foge Homem foi morto a tiros em Palmas Sou de Palmas/Reprodução TV Anhanguera A Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar foram questionadas sobre o caso, mas não responderam até a última atualização desta reportagem. Conforme o registro da ocorrência, ao qual a TV Anhanguera teve acesso, um suspeito chegou ao local a pé, efetuou diversos disparos e depois fugiu correndo. Diante dos fatos, a equipe da Guarda Metropolitana preservou o local e acionou a Polícia Civil. Equipes da Polícia Científica e do Instituto Médico Legal (IML) realizaram os procedimentos periciais e a remoção do corpo. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Team now plans to see if they can use yeast strains harvested from Ötzi the Iceman to brew beer too Scientists have baked a sourdough loaf of bread using yeast strains harvested from a 5,000-year-old mummy and now plan to see if they can use them to brew beer too. The yeast came from Ötzi the Iceman, a famous corpse remarkably preserved by being frozen in Alpine ice near the Italy-Austria border until he was discovered in 1991. Ötzi has been the subject of intense study since he was found and has shed much light on pre-historic European people and their way of life. Continue reading...
Scientists are rethinking the dates consumers see on food packaging — and their research could help reduce not only food waste but also economic losses and environmental impacts tied to discarded food.
A Câmara Municipal prestou homenagem, nesta segunda-feira (18), aos médicos ortopedistas Antônio Alício Moreira de Oliveira Junior e Hilton José Melo Barros, com a entrega das Comendas Nise da Silveira. A homenagem foi proposta pelo vereador licenciado Thiago Prado, e a sessão solene foi presidida pelo vereador Milton Ronalsa. Durante o início dos trabalhos, o vereador Milton Ronalsa parabenizou os homenageados e ressaltou a importância da ortopedia como uma das áreas fundamentais da medicina, responsável por devolver a mobilidade, autonomia e dignidade das pessoas. A mesa foi composta pelos homenageados, pela superintendente do Maceió Convention, Danielle Novis; pelo diretor-médico da Santa Casa de Misericórdia, o médico Arthur Gomes Neto, e pelo secretário Municipal de Segurança Comunitária, Tiago Prado. O primeiro a receber a Comenda Nise da Silveira foi Antônio Alicio. Em discurso, ele agradeceu pela homenagem, disse ter amor por Maceió e pelo estado de Alagoas, e reforçou o quanto é importante a formação de equipes para cuidar das pessoas. “Receber esta homenagem é importante. Gostamos de ser homenageados por nossa atuação, pelo que desenvolvemos. É fundamental a nossa valorização. A minha trajetória é operar, ensinar e aprender. Já fui da emergência, formei equipes, e sempre tivemos profissionais qualificados para cuidar das pessoas. Formar pessoas é tirar o melhor que elas têm. Ao longo desses anos, me remete que ‘o afeto é terapêutico’, como já disse Nise da Silveira”, discursou o médico que está à frente do Serviço de Ortopedia da Santa Casa de Maceió. O segundo homenageado com a Comenda Nise da Silveira foi Hilton Barros. Em discurso, ele disse estar lisonjeado em receber a honraria, e reiterou como a ortopedia remete ao cuidar dos pacientes com humanidade. “É um momento de muita felicidade. Estou honrado em receber essa comenda, pelo seu significado, pois Nise da Silveira é uma referência no país. A medicina nos remete ao cuidado com indivíduo, cuidar do paciente, dialogar com o paciente. Temos a coragem para desbravar novos horizontes. A medicina me deu as melhores oportunidades, me abriu portas, a conhecer e lidar com as pessoas. O paciente tem que ser acolhido, ser ajudado. Por isso, tão importante impactar positivamente na vida das pessoas”, agradeceu o médico que é membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Quadril e a da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico. Presente à solenidade, o vereador licenciado e titular da Semsc, Thiago Prado, enalteceu a trajetória dos médicos, que foi construída com dedicação à medicina, cuidado com as pessoas, seriedade e competência. “Celebramos hoje um momento de reconhecimento, gratidão e respeito a dois renomados médicos da nossa capital. Homenagear o Dr. Antônio Alicio e Dr. Hilton Melo Barros é reconhecer duas trajetórias construídas com seriedade, competência e, sobretudo, humanidade. São profissionais que fizeram da medicina não apenas uma profissão, mas uma missão de vida. Ao longo de suas carreiras, ambos contribuíram de forma decisiva para o fortalecimento da ortopedia em nosso estado, ajudando a formar profissionais, incentivando o desenvolvimento da medicina e oferecendo à população alagoana um atendimento pautado na excelência e no respeito à vida”, argumentou Thiago Prado. Durante a solenidade, também usaram a palavra Adriana Pacheco de Oliveira, esposa do dr. Alício; o médico Hélio Gonçalves Ribeiro Filho; Arthur Gomes Neto, diretor-médico da Santa Casa; Karine Melo Barros, irmã do dr. Hilton; Thaís Acioli Barros, esposa dr. Hilton; e foi exibido um vídeo do médico Antônio Carlos Barnabé.
O cooperativismo tem um papel fundamental na construção de um futuro mais sustentável ao unir desenvolvimento econômico com responsabilidade social e ambiental. Neste 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, esse compromisso ganha ainda mais destaque e reforça a importância de iniciativas sustentáveis por meio da cooperação. O acesso à água potável e ao saneamento básico é um dos grandes desafios no Brasil, mesmo sendo um dos países com maior disponibilidade hídrica no mundo. Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) mostram que, dos 213 milhões de brasileiros, cerca de 33 milhões não têm acesso à água potável e aproximadamente 90 milhões vivem sem coleta de esgoto. Diante deste cenário, iniciativas como o Cresol Siga, têm cada vez mais relevância. A linha de crédito voltada para saneamento, infraestrutura e gestão da água promove mais qualidade de vida às pessoas, igualdade de oportunidades e reduz os impactos ambientais. Acesso a água potável e saneamento Desde 2022, o projeto da Cresol em parceria com a ONG norte-americana Water.org já liberou mais de 2 mil financiamentos e transformou realidades em diversas partes do Brasil. O objetivo é reduzir barreiras no acesso das pessoas às soluções de água potável e saneamento básico, seja no campo ou na cidade. Através do crédito facilitado com isenção de IOF, é possível financiar itens como poços artesianos, sistema de reaproveitamento de água da chuva, caixa d’água, banheiro, limpeza e renovação da fossa, ligação da rede coletora de esgoto, entre outros. “A Cresol está atenta à realidade e sempre pensando em como contribuir para melhorar a vida das pessoas, seja através das soluções financeiras ou projetos voltados aos desenvolvimento social. Nós queremos gerar impacto positivo nas comunidades. Queremos promover o acesso a direitos básicos, garantir um mundo mais sustentável, com mais oportunidades e inclusão”, explica o presidente da Central Cresol Sicoper, Carlos Cupercini. A iniciativa também está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 e 6 da Organização das Nações Unidas (ONU), reforçando o compromisso da cooperativa com práticas ambientais, sociais e de governança. Transformando realidades pelo Brasil Ter um banheiro adequado é algo básico quando se trata de dignidade, saúde e bem-estar. Em um lar de idosos no município de Sede Nova (RS), a priprietária Dulce Avozani aproveitou o Cresol Siga para fazer melhorias no banheiro da instituição. O financiamento tornou o local mais acessível, seguro e confortável aos idosos atendidos. O recurso ainda contemplou a implantação de um sistema de reaproveitamento da água, contribuindo para o uso consciente e redução de desperdícios. “O Cresol Siga se encaixou exatamente no que eu precisava, no momento certo. É um sonho realizado e já tenho planos de ampliar, novamente com a parceria da Cresol”, destaca Dulce. No norte do Rio Grande do Sul, a estiagem que causava prejuízos ao agricultor Silvano Baldin, de Iraí (RS), não gera mais a mesma preocupação em relação à produção de verduras. O investimento em uma grande caixa d’água agora garante o cultivo. “A água é a minha sobrevivência. Sem água eu não conseguia manter o meu negócio. Eu procurei a Cresol e fiz o financiamento do Siga para instalar a caixa d’água. Antes do investimento, eu plantava cerca de 400 pés de verduras. Depois, eu passei para 1.500 pés e já penso em ampliar”, conta o agricultor. Água no semiárido nordestino Se a falta de chuva traz transtornos para os produtores gaúchos, o que dizer de quem planta no semiárido nordestino, onde a água é ainda mais escassa? O agricultor pernambucano Rômulo Costa de Almeida conhece bem as dificuldades causadas pela falta de água. Para ele, a estiagem era um grande desafio e sinônimo de perdas na produção de hortaliças. “Aqui no semiárido, cada gota de água é de grande importância. A água é vida tanto para produção quanto para o sustento familiar e para os animais. Ter água é essencial”, diz o agricultor, que viu a vida mudar através do Cresol Siga. Rômulo perfurou um poço na propriedade localizada na cidade de Tabira (PE). A garantia de água trouxe a certeza da produção e do sustento da família. “Hoje, eu consigo produzir sem preocupação com a questão da seca aqui no semiárido. Toda água que eu preciso agora é do poço. Minha produção é 100%, o ano inteiro, graças ao programa da Cresol”, afirma o agricultor. Cresol Siga na COP 30 O Cresol Siga foi apresentado ao público na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), realizada em Belém (PA). O projeto foi um dos selecionados pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) para representar o cooperativismo brasileiro na conferência, como um exemplo de desenvolvimento das comunidades através de linhas de crédito para investimentos sustentáveis. A importância do Cresol Siga também foi reconhecida em 2024, com 1º lugar no Prêmio ProsperaCoop, categoria meio ambiente. A premiação da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras) valoriza as melhores práticas de sustentabilidade promovidas pelas cooperativas de crédito do Brasil. Relatório de Sustentabilidade Em maio, a Cresol lançou o Relatório de Sustentabilidade 2025, que já está disponível na íntegra em seu site oficial. O documento reúne os principais avanços da instituição nos pilares ambiental, social e de governança e apresenta, de forma transparente, os resultados consolidados ao longo de 2025. Elaborado com base em padrões internacionais como a Global Reporting Initiative (GRI), o Sustainability Accounting Standards Board (Sasb) e o International Financial Reporting Standards (IFRS), o relatório reúne mais de 90 indicadores e evidencia a evolução da estratégia da Cresol na integração da sustentabilidade ao negócio. Sobre a Cresol Com 30 anos de história, mais de 1 milhão de cooperados e 1.000 agências de relacionamento no Brasil, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do país. Com foco no atendimento personalizado, fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais.
Apesar de ter perdido reconhecimento entre o grande público, Catulo deixou um legado importante ao registrar em livros e folhetos parte do cancioneiro popular do início do século 20. Luiz Americo Lisboa Junior/Acervo pessoal Ele ficou conhecido como o poeta do sertão e as versões da canção mais famosa que lhe é atribuída aludem à saudade da vida do campo, do meio rural, do ambiente sertanejo. O maranhense Catulo da Paixão Cearense (1866-1946), morto há 80 anos, é um dos nomes mais importantes da música popular do Brasil. "O Catulo foi o tradutor das canções ditas populares para outro tipo de escuta, que era a dos salões cariocas", afirma o historiador Kleiton de Sousa Moraes, professor na Universidade Federal do Ceará e autor do livro "Catulo da Paixão Cearense ou Como se Constrói um Autor?"."Ele circulava nos subúrbios e levava as canções para as casas da elite." 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "Foi pioneiro na atuação artística que fez da música popular elemento central, e mutante da identidade cultural brasileira", diz o antropólogo Hermano Vianna, autor de, entre outros livros, Música do Brasil. "Sua obra, exaltando essa coisa mais idílica da vida sertaneja, é uma espécie de contraponto à contemporaneidade, com sua visão lírica de um mundo idealizado, de harmonia existencial", comenta o músico Alberto Tsuyoshi Ikeda, professor na Universidade de São Paulo e consultor da cátedra Kaapora: da Diversidade Cultural e Étnica na Sociedade Brasileira, da Universidade Federal de São Paulo. Se por um lado hoje em dia seu nome é pouco conhecido do grande público, a verdade é que quase todo brasileiro já ouviu alguma das centenas de versões da toada sertaneja Luar do Sertão, gravada por um vasto espectro que vai de Caetano Veloso a Francisco Alves, passando por Vicente Celestino, Chitãozinho e Xororó, Elba Ramalho, Luiz Gonzaga e Milton Nascimento. Autor de Da Modinha ao Sertão, livro sobre a trajetória de Catulo, o historiador e escritor Luiz Americo Lisboa Junior, pesquisador-doutorando na Universidade de Lisboa, classifica Luar do Sertão como "um patrimônio cultural brasileiro". "Sua importância é fundamental", diz o historiador. Uma das músicas mais regravadas da história do cancioneiro brasileiro, a composição é definida pelo famoso Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira como "um segundo Hino Nacional". Primeiro ministro negro do Supremo Tribunal Federal, o jurista Pedro Lessa (1859-1921) chamou a música de "hino nacional do sertanejo". Música sertaneja tem raiz nas boiadas e nas fazendas de cana e café Há uma controvérsia histórica sobre a autoria da canção, com atribuições ora a Catulo, ora ao violeiro João Teixeira Guimarães (1883-1947), o João Pernambuco. Segundo especialistas, o mais correto é atribuir ao primeiro a letra e a este último, a melodia. Mas essa questão também envolve o fato de que a noção de direitos autorais para composições populares era um tanto difusa no início do século 20. Catulo — e este parece ter sido seu grande mérito — foi hábil em resgatar canções populares que circulavam à época e publicá-las em livros e livretos com seu nome. Gradualmente, ele acabava sendo visto como o autor. Biografia Nascido em São Luís do Maranhão, Catulo da Paixão Cearense mudou-se para o Rio de Janeiro na adolescência, com os pais. Trabalhou como relojoeiro e como estivador. Mas acabou se envolvendo rapidamente com os boêmios da cidade, sobretudo os chamados chorões. "Sua geração constitui a base do que hoje chamamos de música popular brasileira", pontua Ikeda, citando pares como Francisca Neves Gonzaga (1847-1935), a Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth (1863-1934) e Joaquim Callado (1848-1880), entre outros. Ficou amigo de um livreiro, Pedro da Silva Quaresma (1863-1921), e passou a publicar com ele folhetos e livretos com compilados de modinhas que circulavam na época. "Seus livros de modinhas vendiam mais do que a literatura da época", compara Moraes. "Vindo do interior nordestino, ele conquistou a capital nacional, misturando mundos que pareciam condenados a viver para sempre separados", comenta Vianna. "Foi estivador no porto do Rio de Janeiro, mas seu talento musical, e curiosidade espantosa, logo o tornou elo mediador entre ambientes bem diferentes como o palácio presidencial e os terreiros que ainda iriam inventar o samba", complementa o antropólogo. "Fez a conexão entre os intelectuais da Academia Brasileira de Letras e quem criava a poesia popular das ruas cariocas. Também entre a canção urbana, conhecida como modinha, e os estilos rurais, ou sertanejos, de todo o país. Isso antes do rádio ou da indústria fonográfica." A primeira gravação de sua música mais famosa, Luar do Sertão, foi feita em 1914, pelo cantor Eduardo das Neves (1874-1919). Saiu em disco de 78 rotações, da Casa Edison. Ali os créditos apareceram como "versos e música de Catulo Cearense". "Luar do Sertão é algo excepcional, uma das canções mais conhecidas de toda a história da música popular do Brasil", avalia Ikeda. Concurso de Quadrilhas - Luar do Sertão Era o momento em que a ideia de gravar, por si só, consistia em novidade recente. Ikeda lembra que Catulo é personagem importante desse período histórico em que há uma transição no modelo de se ouvir música, já que as primeiras gravações permitem que tal experiência não seja necessariamente ao vivo e a partir de uma relação interpessoal. "Criou-se então um novo segmento artístico-econômico por meio dos discos", contextualiza o professor. Mas Catulo estava longe de ser homem de um só sucesso. Também foram muito conhecidas, principalmente em sua época, músicas como Talento e Formosura, Invocação a uma Estrela e Ontem ao Luar. "Produziu muitos sucessos que marcaram nosso imaginário, inclusive influenciando as novidades do carnaval", lembra Vianna. Lisboa Junior traz uma curiosidade interessante. "A primeira vez que o termo 'sambando' apareceu em uma canção foi na música A Viola Está Magoada [de Catulo], uma espécie de samba de partido alto gravado em 1914 pelos cantores Bahiano [pseudônimo de Manuel Pedro dos Santos (1870-1944)] e Júlia Martins", conta. A gravação, conforme registro nos arquivos da Biblioteca Nacional, ocorreu três anos antes de Pelo Telefone ser gravada por Donga, nome artístico de Ernesto dos Santos (1890-1974) — considerada por muitos o primeiro samba gravado. "Mais um mito da história da MPB que se desfaz pelos fatos", diz o historiador. Catulo publicou diversos livros, que eram comercializados a preços populares e tinham tiragens consideradas altas. Os mais importantes são Meu Sertão, Sertão em Flor, Poemas Bravios e Mata Iluminada. "Ele foi o primeiro grande poeta do sertão", define Lisboa Junior. "Esses livros são fundamentais para a compreensão da linguagem sertaneja do início do século 20." Para o poeta Sebastião Moreira Duarte, da Academia Maranhense de Letras, se "o lugar de Catulo no cancioneiro popular não pode sequer ser posto em dúvida", a sua literatura precisa ser olhada com ressalvas. "Ele é um gênio nas metáforas, um criador telúrico de belíssimas imagens poéticas e tem a facilidade de rimar que têm os cantadores populares", comenta. "O seu lirismo é, porém, o de um ultrarromântico temporão." Duarte também critica o idioleto comumente empregado por Catulo em suas composições. "Uma língua simplesmente fake", afirma. "Ele não conhecia o linguajar matuto e deturpava palavras só para servirem à sua necessidade de rima", aponta. O historiador Moraes afirma que Catulo transitava entre muita gente importante do meio cultural, como os poetas Manuel Bandeira (1886-1968) e Mário de Andrade (1893-1945). "Esse capital social era bem utilizado por ele em seus livros. Catulo buscava uma certa distinção a partir do letramento", analisa. Catulo foi grande amigo do poeta e diplomata português Júlio Dantas (1876-1962). "Ele fazia questão de enaltecer a qualidade literária de Catulo frequentando bastante sua casa", diz Lisboa Junior. "Quando Julio Dantas foi homenageado na Academia Brasileira de Letras, fez questão da presença de Catulo e dividiu com ele as homenagens recebidas." O "tradutor" do popular para as elites Para especialistas, o maior legado de Catulo foi esse trabalho de resgate e registro das canções que circulavam na época. "Ele circulava nos subúrbios cariocas e levava as canções de lá para as casas da elite citadina do Rio de Janeiro na época, na virada do século 19 para o 20", explica Moraes. Mas não era uma mera reprodução. Segundo conta o historiador, Catulo adaptava as canções para que se tornassem palatáveis ao gosto daquela aristocracia habituada a gêneros como valsa, tango e mazurca. "Tocava com acompanhamento musical próprio para que a música fosse consumida por essa elite", diz Moraes. "Ele tem um papel fundamental na divulgação das canções que circulavam no Rio. Como era letrado, os salões cariocas abriam espaço para ouvi-lo cantar um tipo de música considerada popular", acrescenta Moraes. Nesse movimento, de acordo com o historiador, Catulo passou a "se apropriar" de letras populares, publicando-as sob seu nome em compilados. "Foi o que ocorreu com Luar do Sertão, que já era conhecida nos meios populares do Rio", exemplifica. Outro caso do tipo foi a canção Cabocla de Caxangá. O historiador explica que o reconhecimento como criador intelectual das obras se deu por conta da relação entre autoria e texto escrito, portanto. "Como as publicava em livros, em uma época de direitos autorais inexistentes, era visto como autor", explica Moraes. Interessante, contudo, é que ele adaptava as letras. Em suas próprias palavras, "corrigia" as letras "estropiadas e bárbaras". "Nos termos dele, ele civilizava as composições", conta Moraes. "Foi um tradutor da escuta popular para os salões." Graças a esse processo, conhecemos muito do que foi produzido nessa época, cabe ressaltar. "Nas versões que são as 'correções' do Catulo", enfatiza o historiador Moraes. "O legado foi que ele colocou no papel. E o objeto escrito tem mais durabilidade do que o objeto oral", define. "Grande parte do que sabemos que havia do cancioneiro dessa época chegou até hoje porque foi efetivamente compilada por Catulo." O historiador destaca, contudo, que o poeta dava "um tom autoral dele". "Ele absorveu expressões artísticas que vinham das toadas, do cancioneiro lírico, e as transpôs para o grande público", diz Ikeda. "Além disso, tinha capacidade intelectual e artística de transitar entre grupos sociais distintos, frequentando as elites e levando para esses grupos a produção popular." "Ele foi o mediador e criador que reuniu mundos sociais e semânticos bem diferentes e distintos dentro da história da cultura e da música brasileira", destaca Ikeda. "Catulo também era um excelente violonista e responsável pela introdução do violão, instrumento considerado de vadios, nos salões de elite", afirma Lisboa Junior. O historiador cita evento de 5 de julho de 1908, quando o artista cantou modinhas em um recital no Instituto Nacional de Música, no Rio. "Na plateia estava a nata cultural, científica e política do país", comenta. O sertanejo raiz Segundo o historiador Moraes, foi a partir do sucesso de Luar do Sertão que Catulo passou a ser visto como poeta sertanejo. "Ele próprio começou a investir nessa ideia", afirma. "Antes, era conhecido como o cantador de modinhas. E já fazia muito sucesso." Com o passar do tempo, entretanto, a fama pessoal dele acabou desaparecendo do grande público. Ao menos enquanto pessoa, enquanto personagem. "Se por um lado ele não parece ter muito reconhecimento hoje em dia, pelo menos a obra fica", diz Ikeda. "E ele segue sendo cantado por muitos artistas. Até as duplas sertanejas mais jovens conhecem Luar do Sertão." Circuito Sertanejo valoriza novos talentos do gênero
Turista de São Paulo é resgatado após sofrer trauma grave nos Lençóis Maranhenses O turista de São Paulo resgatado após sofrer um trauma grave em uma lagoa nos Lençóis Maranhenses, em Barreirinhas, perdeu os movimentos do pescoço para baixo, segundo informações do Centro Tático Aéreo após avaliação. A informação foi confirmada pelo Centro Tático Aéreo (CTA). Após avaliação médica realizada na quinta-feira (4), foi constatado que a vítima sofreu uma lesão na coluna, na altura da vértebra C5 (na região do pescoço), ao mergulhar de cabeça na lagoa. Desde então, ele está sem movimentos do pescoço para baixo. O quadro é compatível com tetraplegia. No entanto, a confirmação sobre a gravidade e possíveis sequelas ainda depende de avaliação médica. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Turista estava em área de difícil acesso Turista de São Paulo é resgatado após sofrer trauma grave nos Lençóis Maranhenses Reprodução/Redes Sociais Segundo relatos de um guia que estava no local, o turista sofreu o acidente durante uma atividade recreativa. Ele apresentou fortes dores e sinais de lesão na região do pescoço, com suspeita de comprometimento da coluna. O caso aconteceu na última segunda-feira (1º). O resgate foi feito por equipes do Centro Tático Aéreo (CTA) e do 14º Batalhão de Bombeiros Militar, em Barreirinhas, após receberem um chamado de possível trauma raquimedular (TRM). O turista estava em uma área de difícil acesso e recebeu os primeiros atendimentos no local, incluindo imobilização por suspeita de lesão na coluna. Depois do atendimento inicial, o turista foi colocado em uma prancha rígida e levado até a aeronave. Ele seguiu para o Aeroporto de Barreirinhas e, de lá, foi encaminhado de ambulância ao Hospital Regional da cidade. Na manhã de quarta-feira (3), o paciente foi transferido para um hospital em São Luís. Ele recebe acompanhamento especializado e deve passar por cirurgia. Cuidados ao mergulhar em lagoas e áreas desconhecidas O Centro Tático Aéreo (CTA) orienta que banhistas evitem mergulhos de cabeça em lagoas, rios e áreas desconhecidas. Segundo o CTA, antes de entrar na água, é importante verificar a profundidade e a presença de obstáculos. Segundo o órgão, acidentes com mergulhos e saltos em lagoas e rios continuam entre as principais causas de lesões graves na coluna. Em caso de suspeita de lesão na coluna, a recomendação é que a vítima não seja movimentada e permaneça imóvel até a chegada do socorro especializado. Segundo o órgão, acionar rapidamente os serviços de emergência pode reduzir sequelas e salvar vidas.
Scientists and U.S. military briefers have linked short, widespread interference incidents to Russia, revealing vulnerabilities in a technology essential to everyday society.
The finds include the ruins of a Roman basilica and Doric temple, the head of a marble statue of the Greek goddess Aphrodite, several cartouches, and molds used to mint coins in the Roman period.
Agentes do SAMU recebem treinamento especial para atender pacientes com suspeita de ebola. SES-RJ/Divulgação Os profissionais de saúde do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Rio de Janeiro da capital passaram por um treinamento de biossegurança para o transporte de pacientes com suspeita de ebola. Os agentes seguem protocolos definidos pelo Ministério da Saúde. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ), a medida tem como objetivo garantir o atendimento adequado em casos suspeitos da doença, protegendo os pacientes, profissionais de saúde e a população. A capacitação abordou o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, protetores faciais, luvas, aventais impermeáveis e macacões de proteção, além dos procedimentos para preparação das ambulâncias. O treinamento foi conduzido por profissionais do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agora no g1 Como parte do plano, duas ambulâncias foram posicionadas em locais estratégicos da cidade: uma na região central e outra na Zona Oeste. Os veículos foram adaptados exclusivamente para esse tipo de transporte, seguindo recomendações técnicas e protocolos internacionais. A estratégia também prevê integração entre a Central de Regulação, o Transporte Inter-hospitalar e a Comissão de Controle Pré-Hospitalar do Samu para agilizar o atendimento em casos suspeitos. O Ministério da Saúde afirma que o risco de transmissão da doença no Brasil é considerado baixo, mas orienta estados e unidades de referência a manterem estruturas preparadas para responder a eventuais ocorrências. Caso suspeito foi descartado A capacitação abordou o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, protetores faciais e luvas. SES-RJ/Divulgação Na semana passada, a secretaria foi acionada para atender o caso de um paciente vindo de Uganda com suspeita da doença. Exames fizeram com que o caso fosse descartado. Após seguir o protocolo do Ministério da Saúde, o homem foi transportado por uma ambulância especialmente preparada para a Fiocruz, unidade de referência no estado para diagnóstico e tratamento de casos suspeitos. Segundo a secretaria, o paciente foi diagnosticado com malária, deixou o protocolo de isolamento e passou a receber tratamento para a doença. De acordo com a secretaria, os casos suspeitos de ebola são monitorados pelo Centro de Inteligência em Saúde (CIS). Em 2025, o painel de monitoramento registrou seis ocorrências relacionadas à doença no mundo. Em 2026, foram registradas 11 notificações. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
Delegacia de Itatiaia Divulgação/Polícia Civil Um homem, de 46 anos, foi preso por suspeita de agredir o próprio pai, de 90 anos, na quinta-feira (4) em Itatiaia (RJ). O caso aconteceu na Rua Nilo Peçanha, no bairro Vila Martins. Os agentes foram até o endereço para verificar uma ocorrência de lesão corporal. Segundo a Polícia Militar, no local, a filha da vítima disse aos agentes que havia deixado o pai com o irmão. Ainda de acordo com a PM, quando ela retornou para casa, encontrou o idoso com diversos hematomas no corpo. Ele foi socorrido e encaminhado para o Hospital Municipal de Itatiaia. Vídeos em alta no g1 ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp De acordo com a Polícia Civil, a mulher perguntou ao irmão sobre as lesões na vítima e ele informou que um colchão de molas havia caído sobre o idoso. O g1 entrou em contato com a unidade médica para atualizar o estado de saúde do paciente e aguarda retorno. O suspeito foi encaminhado para a delegacia de Itatiaia, que está responsável pelo caso. Ele está à disposição da Justiça. A identidade dos envolvidos não foi divulgada. VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul
Vacina criada com ajuda de IA passa em primeiro teste em humanos, mas resposta imunológica ainda é limitada Adobe Stock Uma vacina experimental desenvolvida com auxílio de inteligência artificial para proteger contra diferentes coronavírus apresentou resultados positivos de segurança em seu primeiro teste em humanos, no Reino Unido. O imunizante, chamado pEVAC-PS, foi considerado seguro e bem tolerado, mas gerou uma resposta imunológica considerada modesta pelos pesquisadores, sem demonstrar proteção ampla contra diversos coronavírus. Vacina busca proteção contra coronavírus atuais e futuros A pEVAC-PS foi projetada para oferecer proteção contra os sarbecovírus, grupo que inclui o SARS-CoV-1, responsável pela epidemia de SARS, e o SARS-CoV-2, causador da Covid-19. Para desenvolvê-la, os pesquisadores utilizaram a plataforma DIOSynVax, que emprega métodos computacionais para identificar regiões conservadas compartilhadas entre diferentes vírus da família. O objetivo é estimular o sistema imunológico a reconhecer estruturas comuns presentes em coronavírus atuais e em possíveis vírus com potencial pandêmico que circulam em animais. Segundo os autores, a estratégia busca responder ao surgimento contínuo de variantes e ao risco de novos coronavírus emergirem no futuro. O estudo, publicado na revista científica Journal of Infection, foi realizado em dois centros de pesquisa clínica vinculados ao sistema público de saúde britânico (NHS). Os participantes foram recrutados inicialmente na NIHR Southampton Clinical Research Facility, no University Hospital Southampton NHS Foundation Trust, em Southampton e, a partir de abril de 2023, também na NIHR Cambridge Clinical Research Facility, no Addenbrooke's Hospital, em Cambridge. Agora no g1 Aplicação sem agulha e tecnologia de DNA O estudo avaliou uma forma incomum de aplicação: a administração intradérmica sem agulha, realizada por meio de um dispositivo que injeta a vacina diretamente na pele. A pEVAC-PS utiliza tecnologia de DNA, considerada mais estável ao calor e menos dependente de infraestrutura de armazenamento. Essas características podem facilitar a distribuição em países de baixa e média renda e em situações de resposta rápida a surtos, segundo os pesquisadores. Estudo incluiu 39 voluntários Entre dezembro de 2021 e setembro de 2023, os pesquisadores avaliaram 180 candidatos e selecionaram 39 participantes saudáveis, com idades entre 18 e 50 anos. Todos já haviam recebido duas ou três doses de vacinas contra a Covid-19 e não apresentavam infecção recente pelo SARS-CoV-2. Os voluntários receberam duas doses da vacina, com intervalo de 28 dias, em quatro níveis de dosagem: 0,2 mg, 0,4 mg, 0,8 mg e 1,2 mg. O principal objetivo foi avaliar segurança, tolerabilidade e ocorrência de eventos adversos, além da resposta imunológica produzida após a vacinação. Nenhum evento adverso grave foi registrado Não foram observadas reações adversas graves relacionadas à vacina, durante o acompanhamento. Os pesquisadores registraram 121 eventos adversos não solicitados, todos classificados como leves ou moderados. Também foram identificadas 12 alterações laboratoriais clinicamente significativas, igualmente leves e resolvidas sem necessidade de intervenção médica. Os autores relataram que não houve aumento das reações com doses mais elevadas e que a segunda aplicação provocou menos efeitos adversos do que a primeira. Resposta imunológica foi modesta Apesar dos bons resultados de segurança, a vacina não provocou um aumento expressivo dos anticorpos além dos níveis já existentes nos participantes em decorrência da vacinação prévia e da exposição ao coronavírus durante a pandemia. Embora tenham sido observados aumentos estatisticamente significativos em alguns grupos e contra determinadas variantes, os pesquisadores classificaram esses efeitos como modestos. A atividade neutralizante, considerada importante para impedir a infecção viral, permaneceu limitada. Segundo os autores, a análise foi dificultada pelos diferentes históricos de vacinação e exposição ao SARS-CoV-2 entre os participantes e pelo fato de o estudo ter ocorrido durante distintas fases de circulação da variante Ômicron. Achado sugere reconhecimento de região comum dos coronavírus Uma das observações consideradas mais relevantes foi a identificação de anticorpos capazes de reconhecer uma região conservada presente em diferentes sarbecovírus, associada ao chamado epítopo S309. Essa área é alvo de anticorpos conhecidos por apresentarem atividade contra múltiplos coronavírus. Para os pesquisadores, o resultado sugere que a estratégia de direcionar o sistema imunológico para regiões compartilhadas entre diferentes vírus pode ser viável, embora ainda seja necessário ampliar a intensidade da resposta gerada pela vacina. O que os pesquisadores concluíram Na avaliação final, os autores afirmam que a pEVAC-PS foi segura, bem tolerada e apresentou evidências de reconhecimento cruzado de regiões conservadas presentes em diferentes coronavírus. Mas os resultados não demonstraram atividade neutralizante ampla ou robusta, o que significa que a vacina ainda não comprovou proteção abrangente contra os diversos sarbecovírus. Mesmo assim, os pesquisadores consideram que o estudo fornece evidências iniciais importantes para o desenvolvimento de futuras vacinas voltadas à prevenção de variantes do SARS-CoV-2 e de novos coronavírus com potencial pandêmico.
Rio Tapajós em Santarém, oeste do Pará Arquivo Apesar das chuvas frequentes que marcaram os primeiros dias de junho no oeste do Pará, o Rio Tapajós apresentou comportamento contrário ao esperado para esta época do ano e registrou recuo gradual em Santarém. Nesta sexta-feira (5), a régua da Agência Nacional de Águas (ANA), instalada na Companhia Docas do Pará (CDP), marcou 7 metros, ficando abaixo da cota de alerta, estabelecida em 7,10 metros. ✅ Siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Os dados monitorados pela Defesa Civil mostram que o rio perdeu cinco centímetros ao longo da primeira semana de junho. Na segunda-feira (1º), o Tapajós estava em 7,05 metros. Na terça-feira (2), o nível caiu para 7,03 metros; na quarta-feira (3), para 7,01 metros; na quinta-feira (4), houve uma pequena oscilação para 7,02 metros; e nesta sexta-feira (5), voltou a recuar, atingindo 7 metros. O comportamento chama atenção porque ocorre justamente em um período de forte instabilidade climática na região. A combinação de calor, alta umidade e a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) tem provocado pancadas de chuva frequentes em diversas áreas do Pará, incluindo a região do Baixo Amazonas. Mesmo assim, o volume de água não foi suficiente para manter o nível do Tapajós em elevação. A redução é ainda mais evidente quando comparada aos registros históricos. Na mesma data do ano passado, o rio estava em 7,32 metros, o que representa uma diferença de 32 centímetros acima do nível atual. Em relação a 2022, a diferença chega a 72 centímetros. Já no comparativo com a grande cheia de 2009, uma das mais expressivas já registradas em Santarém, a distância é ainda maior: naquele ano, em 5 de junho, a régua marcava 8,18 metros, ou seja, 1,18 metro acima do nível observado atualmente. Agora no g1 Outro dado que reforça a tendência de vazante é a comparação com o fim de maio. No último dia 26 de maio, o Rio Tapajós estava em 7,11 metros, superando inclusive a cota de alerta. Desde então, o rio perdeu 11 centímetros em apenas dez dias. A previsão meteorológica, no entanto, indica que as chuvas devem continuar nos próximos dias. De acordo com institutos de monitoramento climático, a atuação da ZCIT seguirá favorecendo a formação de nuvens carregadas sobre o estado, com possibilidade de pancadas fortes, trovoadas e acumulados elevados. Há inclusive alerta para transtornos localizados provocados pelo excesso de chuva. Mesmo com o cenário chuvoso, especialistas destacam que o comportamento dos rios amazônicos depende não apenas das precipitações locais, mas também do volume de água que chega das áreas de drenagem localizadas ao longo da bacia hidrográfica. Por isso, episódios de chuva intensa nem sempre resultam em elevação imediata dos níveis dos rios. Junho tradicionalmente ainda registra grande volume de precipitação no Pará. A média histórica aponta mais de 20 dias de chuva ao longo do mês e acumulados próximos de 175 milímetros, com temperaturas girando em torno de 31°C. Ainda assim, o início do mês mostra que o Tapajós segue em tendência de recuo, mantendo-se abaixo dos níveis observados nos últimos anos e distante das grandes cheias que marcaram a história recente da região.
Funcionário verifica a temperatura dos passageiros no Aeroporto de Bunia, no leste da República Democrática do Congo, em 3 de junho de 2026. GLODY MURHABAZI / AFP A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, agência de saúde pública da União Africana, lançaram nesta sexta-feira (5) um plano conjunto de 518 milhões de dólares (R$ 2,6 bilhões) para combater o surto de ebola na África central. A agência da ONU e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África anunciaram que o plano será implementado de junho a novembro, destaca a agência France Presse. O surto foi declarado em 15 de maio no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), mas acredita-se que a rara cepa Bundibugyo do vírus ebola estava se espalhando sem ser detectada há algum tempo. Segundo os dados mais recentes da OMS, há 381 casos confirmados na RDC, incluindo 64 mortes. Agora no g1 O surto atingiu três províncias do país, com o epicentro em Ituri, onde, segundo a agência de saúde africana, estão concentrados 90% dos casos confirmados e 76% das mortes. Do outro lado da fronteira nordeste, em Uganda, foram confirmados 16 casos, incluindo uma morte. “O plano concentra-se em áreas-chave: coordenação de emergência, vigilância, testes laboratoriais, prevenção e controle de infecções, assistência clínica e mobilização comunitária”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa. "É um plano prático. Ele descreve o que devemos fazer agora, juntos, para conter o surto atual e reduzir o risco de propagação", acrescentou. “É um plano com prazo definido, que abrange o período de junho a novembro deste ano”, explicou o funcionário, acrescentando que “tem um orçamento de 518 milhões de dólares”. O surto atual é maior do que os dois surtos anteriores de Bundibugyo, registados em 2007 e 2012, segundo a agência de saúde africana. Sem vacina aprovada para a cepa Bundibugyo, EUA retomam apoio à aliança de vacinação O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse na última terça-feira (2) que o país voltará a se envolver com a aliança global de vacinas Gavi, em meio ao surto de Ebola em vários países africanos, de acordo com a agência Reuters. A Gavi é uma organização que reúne atores públicos e privados com o objetivo de acelerar os esforços de vacinação em todo o mundo. Rubio declarou ao Comitê de Relações Exteriores do Senado que a decisão de voltar a participar da aliança foi tomada há algumas semanas, depois que o governo Trump retirou o financiamento da Gavi no ano passado. A OMS falou nas últimas semanas sobre as dificuldades financeiras na resposta ao surto de Ebola. Segundo a representante da organização no Congo, Anne Ancia, a redução global de recursos para saúde teve impacto direto nas operações da organização no país. Ela citou a saída oficial dos Estados Unidos da OMS em janeiro e os cortes em financiamento internacional promovidos pelo governo do presidente Donald Trump. Apesar disso, a representante afirmou que a cooperação técnica entre os EUA e a OMS continua funcionando. O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou ter recebido apenas 34% dos R$ 7,9 bilhões (US$ 1,4 bilhão) solicitados para ações humanitárias no Congo neste ano. Segundo o órgão, mais da metade dos recursos recebidos veio de Washington. Ainda não há vacina aprovada para a variante Bundibugyo do Ebola Ainda não existe vacina aprovada especificamente para a variante Bundibugyo, do vírus Ebola. Mas especialistas já avaliaram recentemente a possibilidade de usar a vacina Ervebo, da farmacêutica Merck, aprovada contra a cepa Zaire do Ebola e que apresentou sinais de proteção cruzada em estudos com animais. A decisão sobre eventual uso emergencial de vacinas cabe aos governos do Congo e de Uganda. A aliança internacional Gavi informou nas últimas semanas que já mantém 2 mil doses de vacinas contra Ebola no Congo caso os especialistas recomendem iniciar testes ou campanhas emergenciais. Especialistas afirmam que surtos causados pela variante Bundibugyo são incomuns e imprevisíveis, o que dificulta o desenvolvimento de vacinas específicas e protocolos rápidos de resposta. Além disso, pesquisadores alertam que a situação de segurança no leste do Congo — marcada por conflitos armados e dificuldades logísticas — pode dificultar tanto a contenção da doença quanto a realização de estudos clínicos. Empresa amplia produção de testes A BioFire Defense, ligada à empresa francesa bioMérieux, afirmou nas últimas semanas que está ampliando a produção de um teste aprovado pela agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) capaz de detectar diferentes variantes do Ebola, incluindo a Bundibugyo. Segundo a companhia, o teste — chamado BioFire Global Fever Special Pathogens Panel — consegue identificar múltiplas espécies do vírus. “A BioFire Defense está em contato ativo com autoridades de saúde pública e parceiros internacionais para monitorar a evolução do surto e avaliar possíveis necessidades de apoio”, afirmou um porta-voz da empresa. Moderna já anunciou parceria para desenvolver vacina contra cepa Bundibugyo Nesta segunda-feira (1°), a farmacêutica Moderna anunciou uma parceria com a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) para desenvolver uma vacina contra a cepa Bundibugyo do vírus ebola, responsável pelo surto em curso no leste da República Democrática do Congo (RDC). A Cepi é uma fundação internacional que financia projetos independentes de pesquisa de vacinas contra ameaças epidêmicas e pandêmicas. Ela destinará até US$ 50 milhões para financiar o desenvolvimento pré-clínico e os primeiros testes da candidata da Moderna. A organização também investirá em outras duas vacinas experimentais desenvolvidas por pesquisadores da Universidade de Oxford e da International AIDS Vaccine Initiative. A iniciativa ocorre enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda priorizar medicamentos e vacinas experimentais para prevenção e tratamento da doença. Segundo a OMS, o diagnóstico precoce e o acesso rápido aos cuidados de saúde aumentam as chances de recuperação. Nesta terça, a OMS informou que o número de casos suspeitos de ebola monitorados na África Central caiu nos últimos dias, após a exclusão de centenas de notificações que inicialmente eram investigadas como possíveis infecções. Em 31 de maio, a organização contabilizava 116 casos suspeitos na República Democrática do Congo (RDC), abaixo dos 906 registrados no fim da semana anterior. Segundo a OMS, a redução ocorreu porque muitos pacientes investigados tiveram outras doenças diagnosticadas ou apresentavam febre sem relação com o ebola.
Flagrante feito por drone do Detran em Salinas, como a cidade de Salinópolis, no PA, é conhecida. Reprodução / Detran-PA O Departamento de Trânsito do Estado (Detran) utilizou drones para identificar tentativas de fraude durante a fiscalização da Lei Seca na PA-444, em Salinópolis, cidade no litoral do Pará. A tecnologia, empregada durante a operação Corpus Christi, permitiu que os agentes flagrassem condutores trocando de lugar no veículo momentos antes de chegarem à barreira policial. A ação foi divulgada nesta sexta-feira (5). A manobra é uma tentativa comum de substituir o motorista que consumiu álcool por outra pessoa para evitar a autuação. Segundo o Detran, o monitoramento aéreo é estratégico para visualizar infrações que ocorrem fora do alcance visual das equipes posicionadas na pista. Esquema de 'aluguel' de condutores As investigações apontam que a prática envolve pagamentos em dinheiro. De acordo com o coordenador de Operações e Fiscalizações do Detran, Ivan Feitosa, há registros de pessoas que chegam a cobrar R$ 500 para assumir a direção de veículos de terceiros e atravessar o trecho da fiscalização. ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp No caso do flagrante registrado pelo drone, o automóvel foi abordado logo após a troca. O proprietário do veículo foi submetido ao teste do etilômetro, que confirmou o consumo de bebida alcoólica. Ele foi autuado por dirigir sob influência de álcool, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro. Tecnologia e segurança Operação Corpus Christi: PRF fiscaliza veículos durante o feriado prolongado De acordo com o Detran, além de auxiliar no combate à alcoolemia, o uso de drones visa aumentar a segurança dos agentes e a eficiência das operações em períodos de grande fluxo, como feriados prolongados. A operação Corpus Christi faz parte do cronograma de ações do governo estadual para reduzir acidentes e conscientizar motoristas sobre os perigos da combinação entre álcool e direção nos principais balneários do Pará.
On this edition of Access Asia, we explore how India’s nascent Cockroach Janta Party has tapped into the frustrations of the country’s youth. We speak with the party’s spokesperson, Saurav Das, who tells us that the movement is demanding accountability from the government. Political scientist Christophe Jaffrelot also weighs in on why young people in India are disillusioned and what the country’s opposition parties can learn from the viral movement.
Chief Executive John Lee on Friday expressed confidence that Hong Kong and Uzbekistan will further advance their "win-win cooperation" as he concluded his week-long Central Asia trip. Speaking on the final day of his visit to the Uzbek capital, Tashkent, Lee described his trip to Kazakhstan and Uzbekistan as fruitful, noting achievements have been secured in eight areas. These include the establishment of high-level contacts and ties between the SAR government and the governments of Kazakhstan and Uzbekistan, with the respective sides reaching consensus on cooperation across multiple areas, he said. Lee added that a total of 96 cooperation agreements and memoranda of understanding, involving investments exceeding US$1.65 billion, had been reached during his visit. Before returning to Hong Kong on Friday night, Lee attended a business exchange event and met again with the Prime Minister of Uzbekistan, Abdulla Aripov. Lee said he looked forward to strengthening co-operation between the two places and laying a solid foundation in areas that include capital markets connectivity, infrastructure financing and green finance. The CE thanked the government of Uzbekistan for making arrangements for his visit, saying he was confident that the two places would open up a new chapter of mutual benefits and win-win cooperation. Earlier in the day, Lee attended a luncheon hosted by the Chinese Ambassador to Uzbekistan, Yu Jun. There, he expressed gratitude to the Chinese Embassy for its continued support and for making arrangements for the visit. Lee also visited the Center for Islamic Civilization – the country’s largest cultural, scientific, and educational complex – to learn about local efforts in cultural preservation, academic research and education promotion. During the visit, he noted that Hong Kong and Uzbekistan could further strengthen cooperation in arts and culture, people-to-people exchanges and museum collaboration. Edited by Edmond Fong