La llamada a la calma de los políticos no logra frenar una noche de violencia contra los inmigrantes en Belfast
Grupos de enmascarados incendiaron viviendas supuestamente de inmigrantes y quemaron autobuses, coches y contenedores

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Grupos de enmascarados incendiaron viviendas supuestamente de inmigrantes y quemaron autobuses, coches y contenedores

Manifestantes incendeiam casas e carros em protestos anti-imigração na Irlanda do Norte Homens mascarados expulsaram famílias de suas casas ao atearem fogo nelas em Belfast, em uma onda de violência anti-imigração na noite de terça-feira, depois que um homem sudanês foi acusado por um ataque a faca, informou a primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill. Centenas de manifestantes, muitos com os rostos cobertos, atacaram a polícia e incendiaram veículos em vários locais da Irlanda do Norte após o vídeo do ataque a faca, que deixou uma pessoa com ferimentos graves no pescoço e na cabeça, viralizar. Várias casas podiam ser vistas queimando na cidade na noite de terça-feira. Um vídeo transmitido pela BBC mostrou a polícia ajudando uma família a escapar de uma casa em chamas. "Não pode haver desculpa nem justificativa para esses ataques nesta noite", disse O’Neill em um comunicado. "Grupos de homens mascarados expulsando famílias de suas casas pelo fogo é nada menos que uma covardia repugnante." Um carro em chamas no leste de Belfast , durante um protesto após um ataque com faca em 8 de junho que deixou um homem gravemente ferido e levou a polícia a declarar estado crítico, em Belfast , Irlanda do Norte Isabel Infantes / Reuters Ataque a faca 'revoltante' desencadeia violência O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, descreveu o ataque a faca inicial, que ocorreu no norte de Belfast no final da noite de segunda-feira, como "revoltante". O ataque, que no momento não está sendo tratado como terrorismo, ocorre em um período de fortes tensões no Reino Unido após o assassinato de um estudante que foi algemado pela polícia enquanto agonizava por ferimentos de faca, depois que seu assassino, um homem sikh, alegou falsamente ter sofrido um ataque racista. O episódio também se segue a repetidos protestos sobre imigração, com partidos populistas afirmando que a política de asilo do Reino Unido permitiu a entrada de homens perigosos no país. Houve distúrbios anti-imigração na Irlanda do Norte no ano passado em meio à indignação por uma suposta agressão sexual. Manifestantes se reúnem na Praça do Parlamento após um ataque com faca em Belfast , em 8 de junho, que deixou um homem gravemente ferido e levou a polícia a declarar um incidente crítico, em Londres Chris J. Ratcliffe / Reuters Veículos incendiados pela cidade Jovens mascarados se reuniram em vários pontos de Belfast no início da noite de terça-feira, com a polícia respondendo ao implantar veículos blindados. Manifestantes atearam fogo a vários veículos pela cidade, incluindo um ônibus no leste de Belfast. A BBC informou que uma multidão de 100 homens arrombou portas e quebrou janelas de casas em uma rua no leste de Belfast. "Eles estão sendo expulsos apenas por serem negros", disse o pastor Jack McKee à BBC após ataques a residências no norte da cidade. O suspeito do esfaqueamento, um cidadão sudanês de 30 anos, foi indiciado na noite de terça-feira por tentativa de homicídio, posse de objeto cortante ou perfurante em local público e ameaça de morte. Ele deve comparecer ao Tribunal de Magistrados de Belfast na quarta-feira. A vítima, um homem na faixa dos 40 anos, sofreu ferimentos significativos nos olhos e cortes no rosto e nas costas durante o ataque "brutal", com uma faca de cozinha tendo sido encontrada no local, informou o vice-chefe de polícia da Irlanda do Norte, Ryan Henderson. Imagens mostraram vários membros do público tentando afastar o agressor antes da chegada da polícia, e eles foram creditados por oficiais graduados por salvarem a vida do homem. Os líderes dos principais partidos políticos da Irlanda do Norte condenaram conjuntamente o ataque, chamando-o de "horrível", e também pediram calma, afirmando que os distúrbios apenas prejudicariam suas próprias comunidades.

Soldados talibãs sentam-se ao lado de uma arma antiaérea enquanto vigiam os caças paquistaneses, na província de Khost, Afeganistão, em fevereiro de 2026., em 27 de fevereiro de 2026 Reuters O Afeganistão afirmou nesta quarta-feira que o Paquistão lançou novos ataques aéreos tendo o país como alvo, matando pelo menos 13 pessoas e ferindo outras 14, em mais um sinal de escalada nas tensões entre os dois vizinhos após meses de combates que já deixaram centenas de mortos. Embora a situação ao longo da fronteira estivesse calma horas após os bombardeios, Cabul já respondeu a ataques paquistaneses anteriores alvejando postos do Paquistão ao longo da fronteira. O principal porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, disse que os últimos ataques aéreos tiveram como alvo as províncias afegãs de Khost, Kunar e Paktika, e mataram 11 crianças, uma mulher e um idoso. Não houve reconhecimento imediato dos ataques em território afegão por parte do Ministério das Relações Exteriores ou das forças militares do Paquistão. Agora no g1 Os ataques ocorreram um dia após supostos militantes do Talibã paquistanês atacarem um posto de segurança na área de Hasan Khel, na província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do país, que faz fronteira com o Afeganistão. O ataque desencadeou um intenso tiroteio no qual seis membros da Polícia Federal (Federal Constabulary) foram mortos e vários outros ficaram feridos, de acordo com o Ministério do Interior do Paquistão. Autoridades locais informaram na terça-feira que as forças de segurança mataram oito dos atacantes e frustraram uma tentativa de invadir o posto de controle. O ministro do Interior, Mohsin Naqvi, compareceu posteriormente às orações fúnebres dos agentes mortos em Peshawar, informou o ministério. Naqvi prestou homenagem aos mortos e expressou condolências às suas famílias, afirmando que seus sacrifícios não seriam esquecidos. Ele também disse que o Paquistão permanece unido em sua luta contra a militância e que as operações contra grupos que ameaçam a paz e a segurança serão intensificadas. O Paquistão e o Afeganistão têm se envolvido em embates desde o final de fevereiro, quando o Afeganistão realizou ataques contra o Paquistão em retaliação a bombardeios aéreos paquistaneses dentro do território afegão. Em fevereiro, o Paquistão declarou estar em guerra aberta com o Afeganistão, após um aumento nos ataques militantes contra civis e forças de segurança em solo paquistanês. O Afeganistão afirmou que um ataque aéreo paquistanês mortal em março atingiu um centro de reabilitação de dependentes químicos em Cabul, matando mais de 400 pessoas. O número de mortos não pôde ser confirmado de forma independente. O Paquistão contestou a alegação e negou ter como alvo civis, afirmando que atingiu um depósito de munições. Este último desdobramento ocorre meses após a China mediar negociações de paz entre o Paquistão e o Afeganistão em Urumqi, no norte da China. Posteriormente, Pequim afirmou que o Afeganistão e o Paquistão haviam concordado em não escalar o conflito e em buscar uma solução. Autoridades no Paquistão disseram que Pequim e alguns outros países parceiros ainda estavam incentivando ambos os lados a chegarem a um acordo para uma paz duradoura. Masood Khan, um analista de segurança baseado em Islamabad, disse que a prioridade do Paquistão é acabar com os ataques do Talibã paquistanês, ou TTP, que Islamabad afirma operar a partir do solo afegão. Khan disse que a solução para a tensão reside na aplicação de um decreto do líder do Talibã, Mullah Haibatullah Akhundzada, ordenando que o TTP pare os ataques ao Paquistão. “Esse decreto deve ser implementado de forma sincera e fiel”, afirmou ele. O Paquistão acusa o Afeganistão de abrigar militantes que realizam ataques mortais dentro do Paquistão, especialmente o grupo conhecido como Tehrik-e-Taliban Pakistan ou TTP. O grupo é separado, porém aliado, do Talibã afegão, que governa o Afeganistão desde que assumiu o poder em 2021, em meio à caótica retirada das tropas lideradas pelos EUA. Cabul nega a acusação. A fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão permanece fechada para o comércio bilateral desde outubro, deixando milhares de pessoas retidas.

Influenciadora e jornalista denuncia tentativa de estupro em orla da Grande João Pessoa Uma jornalista e influenciadora paraibana, Dalu Melo, denunciou ter sofrido uma tentativa de estupro na orla da cidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa, na manhã desta terça-feira (9). Ela relatou o caso em um vídeo publicado nas redes sociais. Veja um trecho acima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Ao g1, a jornalista e influenciadora confirmou que vai registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil sobre o caso. Procurada, a corporação não informou se já tomou alguma medida após a denúncia nas redes sociais. No vídeo, Dalu Melo relata que o caso aconteceu por volta das 9h. Elaconta que retornava de uma corrida quando precisou ajudar uma idosa a atravessar um canal no bairro de Intermares. Segundo ela, a idosa estava com medo de homens em atitude suspeita no local e já havia tido um pedido de ajuda negado por outro pedestre para fazer a travessia. A jornalista e influenciadora chegou a pegar um pedaço de madeira para escoltar a idosa em caso de necessidade de defesa. O crime aconteceu momentos depois, quando ela já estava sozinha e chegando perto do próprio carro. "Eu sou abordada por um homem se masturbando. E não basta só o ato, eles ainda têm que verbalmente constranger você. E naquela hora, eu tenho um instinto de reação. É muito mais forte do que eu. Depois eu racionalizo que poderia ser perigoso, que poderia qualquer coisa. Mas, na hora, é muito mais forte que eu e, na mesma hora, quando eu vi, eu gritei. Eu gritei pedindo socorro, pedindo ajuda. E não tinha ninguém na praia porque era um horário, enfim, nove horas de manhã, numa terça-feira, que não é comum", ressaltou. A vítima disse também que o homem tentou pegar a bolsa que ela portava, mas ela conseguiu manter o pertence. Depois desse momento, o homem saiu correndo. Ele não foi identificado e também não foi preso até a última atualização desta reportagem. "Quando eu vi que, infelizmente, a maioria dos homens tarados, eles são covardes. Então, quando você enfrenta, eles entram em pânico, em desespero. E aí, ele saiu correndo. Eu saí correndo atrás dele, gritando por socorro, até estou rouca. Gritando por socorro. E o pior de tudo é que esse cara conseguiu escapar", disse. Dalu Melo ainda ressaltou que alguns homens que estavam no trajeto em que o suspeito correu após o crime chegaram a falar para ela que se acalmasse e que o episódio foi tratado por eles como um algo dentro da "normalidade", não enxergando a gravidade da situação. "Não passou uma viatura, não passou nada. Mas os homens que estavam lá na hora foram completamente coniventes ao comportamento desse cara. E aí, o que mais me revolta, é que enquanto mulher nesse país de merda, a gente tem que aceitar um lugar de vulnerabilidade, de se permitir ser agredida (...) Resultado, saí correndo, quando alguém me abordou, pedindo pra eu me acalmar. Ainda disse assim, 'ah moça é normal, aqui sempre acontece isso'", contou. Ela também ressaltou que já morreu no bairro de Intermares em outros momentos da vida dela e que já passou por outros episódios traumáticos semelhantes. Jornalista e influenciadora denuncia ter sofrido tentativa de estupro em orla da Grande João Pessoa Reprodução/Instagram Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Quando o maior diretor de todos os tempos volta a seu tema favorito, alienígenas, convém prestar atenção. Em "Dia D", Steven Spielberg evoca o encanto que injetou em clássicos como "Contatos imediatos do terceiro grau" (1977) e "E.T. O extraterrestre" (1982) – com resultados variados. O primeiro blockbuster do cineasta desde 2018 estreia no Brasil nesta quinta-feira (10) com a inocência otimista e pitadas de teorias da conspiração que marcam alguns de seus melhores filmes. Como na maioria da obra do veterano, estão lá uma aventura desnorteante contrastada com a calma para a elucidação do mistério, o fascínio pelo desconhecido, a pureza de um olhar quase infantil e grandes atuações de excelentes atores. No caso, de Emily Blunt ("O diabo veste Prada 2"), Josh O'Connor ("Rivais") e Colin Firth ("O discurso do rei"). Infelizmente, é difícil precisar se algo se perdeu nas décadas desde os clássicos que claramente inspiram "Dia D" ou se falta a Spielberg o interesse genuíno por uma inovação – pelo menos uma que vá além da mera técnica. Os avanços tecnológicos alcançados nesses quase 50 anos que o separam de "Contatos imediatos" são inegáveis. Assim como é praticamente impossível ignorar que, ao final da nova história, entre os inúmeros sentimentos provocados está o de uma leve frustração. Pelo menos para quem está acostumado a esperar sempre o melhor do diretor. Assista ao trailer de 'Dia D' Uma trama elegante para tempos menos civilizados Como sempre, Spielberg imagina um mundo onde extraterrestres são reais e onde sua existência é escondida por uma organização com motivações escusas. No roteiro que o cineasta assina com David Koepp, com quem trabalhou em "Jurassic Park" (1993) e "Guerra dos mundos" (2005), os protagonistas são um grupo de pessoas determinado a acabar com esse segredo e uma mulher (Blunt), presa no fogo cruzado. É uma trama elegante para tempos menos civilizados. O otimismo e a inocência insistentes do diretor que dominam a narrativa soam quase anacrônicas entre tantas superproduções cínicas e cheias de explosões. Sempre mais interessado no lado humano de seus conflitos, dá gosto ver a destreza com que o diretor costura os fios entre protagonistas, organização nefasta e a natureza verdadeira dos alienígenas. Em suas mãos, as quase duas horas e meia de duração não têm espaço para gorduras desnecessárias. Cada momento transmite uma sensação. Cada olhar conta uma história em poucos segundos. Tudo com o auxílio sempre presente da trilha de John Williams – mais um que pode ser chamado de maior de todos os tempos em sua própria categoria. Talvez falte a "Dia D" um tema marcante como suas duas principais inspirações, mas cada nota é tão responsável pelos sentimentos instigados quanto o cineasta em si. Delaney Anne Cuthbert em cena de 'Dia D' Divulgação O capítulo que não foi Difícil cravar, no entanto, que o filme se junte aos clássicos maiores da carreira de Spielberg. Talvez por olhar demais para o passado, e até recriar bem demais grande parte de seu charme, o filme se esqueça de construir algo novo. Não há nada de errado em reverenciar grandes exemplos – mas é preciso cuidado no caso de autorreferências. Não que a obra soe arrogante. Ela apenas, por vezes, parece satisfeita demais consigo mesma, como em pontas deixadas caprichosamente soltas no final. É possível perdoar um certo sentimentalismo, em especial nas mãos de quem sabe como ninguém como usá-lo. O perdão é sempre mais fácil com o coração quentinho. Mas, quando o maior de todos os tempos volta a seu gênero preferido, o mundo tende a esperar um novo capítulo, e não apenas uma visita a tempos mais simples – por melhor que ela seja. Arte/g1 Emily Blunt e Josh O'Connor em cena de 'Dia D' Divulgação

Entenda o Ebola em 7 pontos A República Democrática do Congo (RDC) informou na segunda-feira (8) que a quantidade de mortes causadas pelo surto de ebola ultrapassou 100 vítimas. O país vive uma situação de emergência com novos casos sendo confirmados diariamente, chegando a 550 infectados e 101 mortes no último relatório divulgado. Os casos de contaminação ocorrem principalmente em três províncias assoladas por conflitos armados: Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul. Em relatório recente publicado nesta segunda, o governo do Congo informou 35 novos casos foram confirmados nas últimas 24 horas, incluindo 10 mortes. Os casos foram registrados em 17 das zonas de saúde de Ituri, bem como em sete zonas de saúde em Kivu do Norte e uma zona de saúde em Kivu do Sul. A desconfiança e a resistência têm prejudicado a resposta, com relatos de ataques a equipes de sepultamento e a centros de tratamento. O mais recente desses ataques ocorreu no domingo, disse uma fonte à agência Reuters. O alvo do ataque foi uma equipe de sepultamento que trabalhava no cemitério de Nyamurongo, em Bunia, deixando duas pessoas gravemente feridas e dois veículos danificados. O relatório de situação informou que a presença de grupos armados em Djugu, Irumu e Mambasa — todos em Ituri — continua "a limitar o acesso humanitário em múltiplas zonas de saúde afetadas ou em risco". O documento acrescentou que Bunia, a capital de Ituri, estava relativamente calma. Um profissional de saúde desinfeta uma ambulância no centro de tratamento de Mongbwalu que transportou um paciente com suspeita de ebola em Mongbwalu, no Congo, na sexta-feira, 5 de junho de 2026 AP/Moses Sawasawa Mais cedo na segunda-feira, a principal agência de saúde pública da África informou que o número de casos confirmados de Ebola no Congo havia subido para 544. Os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (África CDC) registraram as mortes confirmadas por Ebola no Congo em 88. Na sexta (5), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (Africa CDC) lançaram um plano conjunto de US$ 518 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões) para combater a epidemia entre junho e novembro. "O plano concentra-se em áreas-chave: coordenação de emergência, vigilância, testes laboratoriais, prevenção e controle de infecções, assistência clínica e mobilização comunitária", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. O surto foi declarado oficialmente em 15 de maio no nordeste do Congo, mas autoridades sanitárias acreditam que a rara variante Bundibugyo do vírus ebola circulava sem detecção havia algum tempo. Epicentro em Ituri A doença já atingiu três províncias congolesas. O epicentro está em Ituri, responsável por cerca de 90% dos casos confirmados e 76% das mortes até sexta, segundo o Africa CDC. O vírus também ultrapassou as fronteiras do país. Em Uganda, vizinho do Congo, foram confirmados 16 casos, incluindo uma morte. De acordo com o Africa CDC, o atual surto já supera, em número de casos, os dois episódios anteriores causados pela variante Bundibugyo, registrados em 2007 e 2012. Profissionais de saúde vestem equipamentos de proteção individual (EPI) no Centro Médico Evangélico, uma das instalações na linha de frente da resposta ao surto de Ebola, na província de Ituri, na República Democrática do Congo. Gradel Muyisa Mumbere/Reuters Falta de vacina aprovada preocupa autoridades Um dos principais desafios para o controle da doença é a ausência de uma vacina aprovada especificamente para a cepa Bundibugyo. Especialistas avaliam a possibilidade de uso emergencial da vacina Ervebo, da farmacêutica Merck, atualmente aprovada contra a variante Zaire do ebola e que apresentou sinais de proteção cruzada em estudos com animais. A decisão caberá aos governos do Congo e de Uganda. Enquanto isso, a aliança internacional de vacinação Gavi informou que mantém 2 mil doses de vacinas contra ebola no Congo caso autoridades sanitárias decidam iniciar testes ou campanhas emergenciais. Nas últimas semanas, a OMS alertou para dificuldades de financiamento na resposta ao surto. Segundo Anne Ancia, representante da organização no Congo, a redução global de recursos para saúde afetou diretamente as operações no país. Ela citou, entre os fatores, a saída oficial dos Estados Unidos da OMS em janeiro e cortes em programas internacionais promovidos pelo governo do presidente Donald Trump. Dados do Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) mostram que apenas 34% dos US$ 1,4 bilhão solicitados para ações humanitárias no Congo neste ano foram recebidos até agora. Vacinas e testes em desenvolvimento Diante do avanço da doença, a farmacêutica Moderna anunciou nesta semana uma parceria com a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) para desenvolver uma vacina contra a variante Bundibugyo. A Cepi informou que poderá investir até US$ 50 milhões nas fases iniciais do projeto. Também nas últimas semanas, a BioFire Defense, subsidiária da francesa bioMérieux, anunciou a ampliação da produção de um teste capaz de detectar diferentes variantes do vírus ebola, incluindo a Bundibugyo. Apesar do aumento dos casos confirmados, a OMS informou nesta semana que o número de casos suspeitos monitorados na África Central caiu após centenas de notificações serem descartadas. Segundo a organização, muitos pacientes investigados acabaram diagnosticados com outras doenças ou apresentavam quadros de febre sem relação com o ebola.

Vítima contou que as agressões só pararam após ela concordar em reatar o relacionamento Imagem ilustrativa/Banco de Imagens Uma mulher de 25 anos foi sequestrada e brutalmente agredida pelo ex-companheiro na madrugada de domingo (7) em Araxá. Segundo a Polícia Militar (PM), o suspeito, de 22 anos, invadiu a casa da vítima enquanto ela dormia, a espancou e a levou à força para uma área de mata na zona rural da cidade, onde continuou as agressões e desferiu golpes de martelo na cabeça dela. Segundo relatos da vítima aos policiais, o homem só parou de agredi-la quando ela disse que aceitaria reatar o relacionamento dos dois. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Suspeito não aceitava o término Conforme o relato da mulher à polícia, ela estava separada do suspeito há aproximadamente 20 dias. Por volta da meia-noite do domingo, o homem entrou na casa dela, no bairro Urciano Lemos, deu um soco em seu rosto e a arrastou até um veículo. A mulher contou que foi levada para uma área de mata, onde sofreu uma série de agressões. Durante horas, o ex-companheiro a atacou com socos e chutes, além de ameaçá-la de morte. Ele chegou a atingir a cabeça dela com um martelo diversas vezes. A vítima contou que para que ele parasse com as agressões, disse que reataria o relacionamento. LEIA TAMBÉM: Homem morre esfaqueado ao violar medida protetiva Quem era a mulher morta após recusar beijo Mulher é agredida com fio, ameaçada de morte e impedida de sair de casa Mulher pediu ajuda em unidade de saúde Por volta das 9h, após perceber que a vítima estava mais calma, o homem a levou até a casa de uma tia dele. Em seguida, a familiar conduziu a mulher para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araxá. Na unidade de saúde, a vítima recebeu atendimento médico, passou por exames e raio-X e depois foi liberada. Ela apresentava diversos sinais de violência, como ferimento no lábio inferior com sangramento, escoriações no rosto, hematoma na testa e marcas de sangue no nariz. Tentativa de fuga A Polícia Militar foi acionada e começou as buscas pelo suspeito. Ele foi visto nas proximidades da rua Pernambuco, mas fugiu ao notar a aproximação dos militares. Durante a tentativa de escapar, ele passou por lotes, pulou muros e atravessou telhados de residências da região. Horas depois, o suspeito foi localizado no bairro Boa Vista, preso e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil. O martelo apontado como instrumento utilizado no crime foi encontrado e apreendido pelos policiais. O caso será investigado pela Polícia Civil. ASSISTA: Violência contra mulher: como pedir ajuda Violência contra mulher: como pedir ajuda VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
Mulher presa em SC por fingir ser adolescente já havia tentado golpe no Sul de Minas A história da mulher de 37 anos presa em Santa Catarina por fingir ser uma adolescente teve um capítulo no Sul de Minas. Em novembro de 2022, ela esteve em Três Corações, no Sul de Minas e se apresentou ao Conselho Tutelar como “Ana Clara”, de 13 anos, afirmando ter fugido do Ceará por sofrer abusos. A versão, no entanto, levantou suspeitas da equipe de proteção e acabou desmentida após verificação de dados e identificação do CPF verdadeiro. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Na época, a mulher, identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, procurou atendimento na rede socioassistencial do município. Segundo o diretor da Proteção Básica, Diego Henrique dos Santos, que atuava na rede naquele período, o primeiro contato ocorreu no CREAS após ela ser encontrada por um motorista. “Ela chegou no equipamento nosso CREAS, através do motorista que encontrou ela na esquina. Então, a nossa equipe psicossocial da criança e adolescente fez o atendimento da suposta adolescente. E aí, encaminharam ela até a Polícia Civil para a emissão dos documentos, porque ela falou que chegou fugida de carona com o caminhoneiro e não apresentava documento algum”, relatou. Após o registro de ocorrência por falta de documentos, a mulher foi acolhida temporariamente. “Como ela precisava tomar um banho e comer, que ela estava com fome, ela foi encaminhada para o abrigo municipal, onde ela pôde tomar banho e comer”, disse Diego. Leia também: Mulher de 37 anos que fingiu ter 12 passou por cinco cidades do RS e ficou presa por seis meses; veja trajetória Mulher que fingiu ter 12 anos em SC já foi presa em Goiás ao se passar por criança abusada e com agulhas no corpo para conseguir doações De mamadeira ao Mounjaro como agia mulher de 37 anos que fingiu ter 12 anos para enganar família de SC (Foto: Redes sociais, Reprodução) Desconfiança e investigação Ao longo do atendimento, a versão apresentada começou a ser questionada. Conselheiras tutelares fizeram buscas e identificaram um relato semelhante ocorrido em outra cidade. “Em outra cidade já existia um relato idêntico. Isso levantou a desconfiança da equipe”, descreveu o diretor. Com isso, a Polícia Militar foi acionada e a situação passou a ser apurada. Segundo Diego, a abordagem levou a mulher a admitir a verdadeira identidade. “Quando chegamos lá, a Polícia Militar conversou com ela e ela foi acalmando e falando possíveis verdades e onde, de fato, constatamos o CPF dela e foi identificado a real identidade dela. A dirigimos para a Polícia Civil, onde foi feito um boletim de falsidade ideológica”, afirmou. Mulher de 37 anos 'adotada' após fingir ter 12 anos (Foto: Polícia Civil/Reprodução) Revelação da identidade De acordo com o diretor, inicialmente a mulher não fornecia informações que confirmassem a história. “Para nós ela chegou como Ana Clara, como você bem disse, e não falava o nome dos pais, data de nascimento, nada que batia com a sua identidade verdadeira. Como a polícia foi acalmando ela e conversando, mas falou da possibilidade, uma mentira do que poderia ser feito, ela pegou e contou a verdade. Onde na pesquisa com o CPF verdadeiro e data de nascimento foi de fato localizada quem era ela de verdade”, disse. Golpe da falsa adolescente: Conselho Tutelar de Três Corações descobriu farsa em 2022 Após a identificação, foi oferecida a ela uma passagem para retornar para casa, mas, segundo o relato, ela não permaneceu na rodoviária. Apesar do episódio em 2022, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que não há investigação em andamento contra a mulher no estado. Já a Secretaria de Justiça afirmou que ela não possui passagem pelo sistema prisional mineiro. Infográfico - Falsa adolescente Arte/g1 Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas
Existe um momento na vida de toda mulher em que o corpo começa a mudar de forma silenciosa, mas profunda. O sono já não é o mesmo. A disposição diminui sem motivo aparente. O humor oscila. A memória parece falhar. E, aos poucos, surge a sensação de que algo está diferente, sem que se consiga nomear exatamente o quê. Para milhões de brasileiras, esses sinais marcam o início de uma fase ainda cercada de desinformação: a transição hormonal que antecede a menopausa. A menopausa em si é um marco biológico: o fim definitivo dos ciclos menstruais, confirmado após 12 meses consecutivos sem menstruação. Mas antes dela chegar, existe o climatério — um período de transição que pode durar de cinco a dez anos e que começa, em média, por volta dos 40 a 45 anos. É nessa fase, também chamada de perimenopausa, que os hormônios começam a flutuar de forma irregular, provocando sintomas que afetam o corpo inteiro. Dra. Rozeny Anute Divulgação A jornada hormonal: o que acontece por dentro Os protagonistas dessa mudança são dois hormônios: a progesterona e o estrogênio. A progesterona é o primeiro hormônio a começar a cair — e é ela a grande responsável pela regulação do sono, pelo efeito calmante sobre o sistema nervoso e pelo equilíbrio emocional. Quando seus níveis diminuem, a insônia, a ansiedade e a irritabilidade se instalam, muitas vezes antes mesmo de qualquer alteração no ciclo menstrual. Por isso, a progesterona é frequentemente um dos primeiros hormônios a ser reposto no acompanhamento clínico. Já o estrogênio, produzido principalmente pelos ovários, atua na disposição, na temperatura corporal, no metabolismo ósseo, na saúde cardiovascular e na função cognitiva. É ele que mantém a mulher ativa e com vitalidade. Quando sua produção começa a cair, o efeito se espalha por múltiplos sistemas do organismo — e é por isso que os sintomas parecem tão variados e, às vezes, desconexos. A queda simultânea da progesterona e do estrogênio também provoca alterações no ciclo menstrual — que pode se tornar irregular, mais intenso ou mais espaçado. Esses sinais costumam ser os primeiros a chamar atenção, mas muitas mulheres os atribuem apenas ao envelhecimento natural, sem buscar investigação. A Dra. Rozeny Anute, ginecologista e cirurgiã plástica dedicada ao cuidado integral da mulher, está à frente da Clínica Lady Care, com unidades em São José dos Campos, Caraguatatuba e São Paulo. Ela explica: “Uma das maiores armadilhas dessa fase é que os sintomas aparecem aos poucos, e a mulher vai se adaptando ao desconforto. Ela acha que é estresse, que é cansaço normal, e vai postergando o cuidado. Quando finalmente procura ajuda, já convive com o problema há anos”. Os sintomas que passam despercebidos Os fogachos — as conhecidas ondas de calor — são o sintoma mais associado à menopausa, mas estão longe de ser o único. A lista de manifestações do climatério é ampla e, muitas vezes, surpreendente para as próprias mulheres. A insônia e os despertares noturnos são extremamente comuns e têm relação direta com a queda de progesterona. A chamada “névoa mental” — dificuldade de concentração, lapsos de memória, sensação de lentidão cognitiva — é uma das queixas que mais assustam as mulheres nessa fase, levando muitas a acreditar que estão desenvolvendo um problema neurológico quando, na verdade, a causa é hormonal. As alterações de humor também merecem atenção: irritabilidade desproporcional, crises de ansiedade, sensação de tristeza sem motivo claro. Esses sintomas afetam não apenas a mulher, mas suas relações familiares e profissionais. O ganho de peso — especialmente na região abdominal —, a redução da massa muscular, a pele mais seca e a queda de cabelo completam um quadro que, quando não investigado, compromete profundamente a qualidade de vida. Saúde sexual na maturidade Um dos temas mais evitados nas consultas — e que mais impacta o bem-estar — é a saúde sexual durante e após a menopausa. A queda do estrogênio provoca ressecamento íntimo, perda de elasticidade dos tecidos e redução da libido. Muitas mulheres abandonam a vida sexual por desconforto ou dor, sem saber que existem tratamentos eficazes e acessíveis. Clínica Lady Care / Divulgação A reposição hormonal personalizada — que pode ser feita por via oral, transdérmica (gel ou adesivo) ou por implantes hormonais (pellets) — é uma das abordagens mais consolidadas da medicina atual. Quando indicada e acompanhada por um especialista, ela devolve conforto, lubrificação e desejo. Os tratamentos locais, como o laser de CO2 fracionado e o ácido hialurônico íntimo, complementam a abordagem com resultados expressivos e alta satisfação. “A sexualidade é parte da saúde. Quando a mulher para de sentir prazer e aceita isso como inevitável, ela está abrindo mão de uma dimensão importante da própria vida. E não precisa ser assim”, destaca a Dra. Rozeny. Prevenção: ossos e coração pedem atenção redobrada A queda do estrogênio não afeta apenas o bem-estar imediato. Ela tem consequências de longo prazo que exigem acompanhamento preventivo. A osteoporose — perda progressiva de densidade óssea que aumenta o risco de fraturas — é significativamente mais frequente em mulheres após a menopausa. A densitometria óssea passa a ser um exame fundamental a partir dos 50 anos, ou antes, quando há fatores de risco como histórico familiar, baixo peso corporal ou tabagismo. O risco cardiovascular também se eleva nessa fase. O estrogênio exerce efeito protetor sobre os vasos sanguíneos, e sua redução está associada ao aumento do colesterol LDL, da pressão arterial e do risco de eventos cardíacos. Cuidar da alimentação, manter atividade física regular e realizar acompanhamento cardiovascular periódico são medidas essenciais para essa etapa da vida. Para a saúde óssea, a abordagem atual vai muito além do cálcio e da vitamina D. A construção de uma boa massa óssea exige também magnésio, vitamina K e colágeno, além de uma ingestão adequada de proteína. Sem essa combinação, a suplementação isolada tem efeito limitado. A prática regular de exercícios de impacto moderado e musculação complementa o cuidado, estimulando diretamente a formação óssea. Já para o coração, o controle do peso, a gestão do estresse e a qualidade do sono são tão importantes quanto os exames periódicos. Abordagem Lady Care: a mulher além dos exames Na Clínica Lady Care, o acompanhamento do climatério e da menopausa é feito de forma individualizada. Isso significa olhar para a mulher como um todo — não apenas para os resultados laboratoriais, mas para a forma como ela se sente, como dorme, como trabalha, como se relaciona. O tratamento pode incluir reposição hormonal bioidêntica, suplementação direcionada, orientação nutricional, cuidados com a saúde íntima — incluindo procedimentos estéticos e regenerativos — e encaminhamento para outras especialidades quando necessário. O foco é devolver vitalidade, disposição e qualidade de vida. “A menopausa não é uma sentença. É uma fase que, quando bem acompanhada, pode ser vivida com plenitude. Nenhuma mulher precisa se conformar com o mal-estar”, resume a Dra. Rozeny Anute. Para agendar uma consulta na Clínica Lady Care, entre em contato pelo WhatsApp (12) 98310-0106 ou acesse o perfil @clinica.ladycare no Instagram. Médica responsável: Dra. Rozeny Anute CRM 111.127 / SP
Menos é Mais aposta em clima de bar, desafio com fãs e hits na Festa do Peão de Americana O pagode tomou conta da 38ª Festa do Peão de Americana na madrugada desta segunda-feira (8), com o Menos é Mais apostando em um cenário para recriar um clima de bar: mesas, cadeiras de plástico e até caixas de cerveja no palco. A atmosfera boêmia se firmou após “Brinda Aê”. “Vocês devem estar se perguntando por que dessas cadeiras. Mas vocês conheceram o Menos é Mais assim, na mesa de bar”, explicou Duzão. Na reta final, o vocalista chamou ao palco um fã que havia pedido a oportunidade de cantar. O “fã”, na verdade, era o cantor sertanejo Dáblio Rodrigues, que chamou atenção pelo figurino cheio de lantejoulas. Ele interpretou “Mal Acostumado”, do Ara Ketu, e ainda fez um tributo à Alcione com “Você Me Vira a Cabeça”. “Deu corda, eu tô aqui”, brincou. Menos é Mais embalou uma arena lotada na Festa do Peão de Americana 2026 na noite deste domingo (7) Thomaz Marostegan Churrasquinho no bar O momento mesa de bar do show é o bloco do “Churrasquinho” do Menos é Mais. Foi o espaço para releituras que misturam pagode e sertanejo, como “Sua Boca é Minha” (Gusttavo Lima), “Página de Amigos” (Chitãozinho & Xororó) e “Inevitável” (Bruno & Marrone). Siga o g1 Campinas no Instagram 📱 Antes de entrar no palco o grupo já deu a letra do show. A abertura começa com uma gravação dando alguns avisos bem humorados ao público, como por exemplo: "o Menos é Mais não se responsabiliza por gatilhos relacionados a pessoas amadas durante as músicas, eles são apenas o “P do Pecado". A parceria que se tornou o hit mais ouvido de 2025 ficou pro final da setlist. “Lapada Dela”, parceria com Matheus Fernandes, foi a escolhida para começar os trabalhos em Americana (SP) Desafio ‘fashion’ Depois de alguns sucessos como “Até que Durou”, do Pericles, “Vai Me Dando Corda” e “Vitamina C”, Duzão improvisou um concurso com a plateia. O prêmio era uma bolsa oficial do grupo. “‘Menos é Mais’ trouxe um presente pra vocês agora, é uma bolsinha superfashion. Mas não adianta só levantar a mão e falar ‘eu’, calma aí bebê, não é assim não”, avisou. Pra ganhar era preciso cantar mais alto os versos a capella de “Brinda Aê” e ser "bom de briga". “Eu vou jogar na sua direção, e aí é contigo. Se pegar, pegou, se não, eu fiz minha parte”, disse o vocalista. Galerias Relacionadas Churrasquinho X Molho O bloco do Churrasquinho terminou com Duzão cedendo o palco para Joey Santiago, cantora que integra o backing vocal do grupo. “Queria chamar alguém aqui. Uma pessoa maravilhosa, que canta demais. Quem tá sofrendo, me perdoe”. Joey fez bonito com “Primeiro beijo”, de Glória Groove, “Saudade da Gente”, de Ludmilla e “Teu Segredo”, do Exaltasamba. Enquanto isso, a mesa do bar voltou a ser palco. Duzão afirmou que o público gostava mais do “Molho” do que do “Churrasquinho”, mas talvez seja a escolha do setlist que favoreça essa percepção. Afinal, além de “Aquele Lugar”, o bloco incluiu a mais esperada da noite, “P do Pecado”. “Se você veio aqui com aquele amigo, aquela pessoa que não gosta de pagode, essa aqui ela vai saber cantar”, apostou. E ele acertou. LEIA MAIS Menos é Mais destaca mistura de estilos e reforça presença do pagode em Americana Após imitação viral, Matogrosso brinca e avisa Zé Neto: 'Vai ter que pagar' De 'coroa' a bis triplo: Matogrosso e Mathias animam Americana com bom humor Menos é Mais destaca mistura de estilos e reforça presença do pagode em Americana LEIA MAIS Shows, montaria e novo palco: tudo o que você precisa saber sobre a Festa do Peão de Americana 2026 Tradição, nostalgia e novidades: veja como foi a 1ª noite da Festa do Peão de Americana 2026 Montaria, emoção e hits: veja como foi a 2ª noite da Festa do Peão de Americana 2026 Com 'voo', gravações ao vivo e neblina, 3ª noite de Americana tem Gusttavo Lima como destaque Atrações musicais A edição de 2026 conta com 16 apresentações musicais distribuídas em sete dias. Confira os shows: 3 de junho (quarta-feira): Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo (Rústico) e Panda 5 de junho (sexta): Simone Mendes e Zé Neto & Cristiano 6 de junho (sábado): Sami Rico, Gusttavo Lima e João Bosco & Vinícius 7 de junho (domingo): Matogrosso & Mathias e Grupo Menos é Mais 12 de junho (sexta): Henrique & Juliano e Gustavo Mioto 13 de junho (sábado): Luan Santana, Bruno & Marrone e Natanzinho Lima 14 de junho (domingo): Ana Castela VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
Acidente entre carro e moto deixa dois feridos no bairro Nova República, em Santarém Rede Social Na manhã deste domingo (7), um acidente de trânsito mobilizou as equipes de resgate na Rua 1, nas proximidades da Praça do Skate, localizável no bairro Nova República, em Santarém, no oeste do Pará. A colisão, que envolveu um carro de passeio e uma motocicleta, deixou duas pessoas feridas. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp De acordo com informações prestadas pela enfermeira Adélia Gomes, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), a equipe foi acionada via Núcleo Integrado de Operações (NIOP). Ao chegarem ao local, os socorristas constataram que o impacto jogou os dois ocupantes da moto ao chão. Uma das vítimas, uma mulher, sofreu um corte contuso no joelho esquerdo. A segunda vítima, um jovem, permaneceu caído no asfalto relatando fortes dores na região lombar. Apesar da gravidade do impacto, ambos foram encontrados conscientes e orientados. Devido à presença de duas vítimas simultâneas, o Samu solicitou o apoio do Corpo de Bombeiros para auxiliar no resgate e no transporte. Os feridos foram encaminhados ao Pronto Socorro Municipal (PSM). O rapaz ferido relatou aos socorristas que uma pessoa que passava pelo local removeu o capacete dele antes da chegada da ambulância. A enfermeira Adélia reforçou que a população jamais deve retirar o capacete de motociclistas acidentados. "Você não sabe se a vítima sofreu uma lesão cervical. Tentar remover o capacete sem a técnica adequada pode agravar drasticamente o trauma e causar danos irreversíveis", alertou a profissional. A orientação em casos de acidentes com vítimas ao solo é manter a calma, sinalizar a via para evitar novos atropelamentos e acionar imediatamente o socorro médico. Agora no g1 VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região
Mulher morre e outras 11 pessoas ficam feridas após ônibus tombar na BR-290, no RS O único passageiro que saiu ileso do ônibus que tombou na BR-290, em Glorinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na noite de sábado (6), ajudou no resgate dos outros ocupantes do veículo. A viagem saiu de Curitiba (PR) com destino a capital gaúcha. Entre as ações, o militar Oziel Batista da Silva Pereira ajudou a retirar as pessoas e prestou primeiros atendimentos. "Consegui fazer alguns curativos, consegui ajudar. Tinha uma moça que estava embaixo da terra. Eu e mais um rapaz conseguimos tirar a terra do rosto dela para ela conseguir respirar", relembra. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O acidente deixou uma mulher de 69 anos morta e outras 11 pessoas feridas. Dois passageiros ficaram gravemente feridos. O veículo tombou no quilômetro 42 da rodovia, no sentido Litoral-Capital, por volta das 22h20. Pereira conta que foi surpreendido pelo barulho. De acordo com ele, houve dois estrondos antes de o ônibus perder o controle e sair da pista. "Foram dois barulhos muito altos. Foi um primeiro barulho que parecia uma explosão mesmo. Daí o ônibus começou a puxar pro lado e veio o segundo barulho, que foi quando ele bateu no guard rail”, disse. O veículo saiu da pista, bateu contra a defensa metálica e tombou em um barranco às margens da rodovia. O ônibus percorreu cerca de 100 metros encostado na estrutura antes de tombar e cair em um barranco. Após o impacto, o militar conta que tentou agir rapidamente para evitar riscos maiores e prestar socorro. "Quando eu vi que estava um pouco mais seguro, já me levantei e peguei o que eu tinha de equipamento para tentar fazer o resgate", comenta. Voluntário de um grupo de resgate, ele disse que usou o treinamento para manter a calma e ajudar outros passageiros. Pereira estima que conseguiu socorrer diretamente cerca de quatro ou cinco pessoas. Mesmo diante da gravidade do acidente, ele diz que ficou com a sensação de ter feito o possível: "É uma sensação de dever cumprido e tu se sente bem consigo mesmo, apesar de ter um óbito. Mas tu se sente que as pessoas que tu podia ajudar, tu ajudou", pontua. Neste domingo (7), o militar ainda está impactado com o que viveu. "Não dormi muito bem. O cara fica acelerado, fica adrenalina no corpo, rodando na cama, pensando o que mais poderia fazer, o que não devia ter feito", afirma. As causas do acidente ainda serão investigadas. Militar Oziel Batista da Silva Pereira saiu ileso do ônibus que tombou na BR-290, em Glorinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre Reprodução/ RBS TV Morto e feridos Os nomes das vítimas não foram divulgados. Seis pessoas deram entrada no Hospital Dom João Becker, em Gravataí. Na manhã deste domingo (7), duas permaneciam internadas sem gravidade. Em Porto Alegre, outras duas pessoas estão internadas no Hospital Cristo Redentor, uma das vítimas passou por cirurgia. Em Santo Antônio da Patrulha, quatro pessoas foram atendidas, sendo uma encaminhada para o Cristo Redentor. Duas pessoas permanecem internadas. O condutor do ônibus assumiu a direção do veículo em Florianópolis, Santa Catarina. Durante o atendimento da ocorrência, ele se ofereceu para realizar o teste do bafômetro, que apontou resultado negativo para o consumo de álcool. A perícia foi acionada e deve esclarecer as causas do acidente. O que diz a Expresso Nordeste "Neste momento, a empresa está prestando todo o suporte necessário às pessoas envolvidas e acompanhando a ocorrência de perto. Assim que obtivermos informações oficiais e confirmadas sobre o caso, estaremos à disposição para prestar os devidos esclarecimentos. Agradecemos a compreensão." Mulher morre e 12 passageiros ficam feridos após ônibus tombar na BR-290, no RS Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Georgios Aciro Sarmento Beinis partiu de São Vicente para a Argentina. Arquivo pessoal Com apenas uma bicicleta, R$ 48 e um sonho, Georgios Beinis, de 30 anos, deixou São Vicente, no litoral de São Paulo, para pedalar sozinho até Ushuaia, cidade argentina conhecida como “fim do mundo”. Em dois meses, ele já percorreu mais de 2 mil km por estados brasileiros e países vizinhos. Atualmente está em Colônia do Sacramento, no Uruguai, de onde seguirá para Paysandú antes de cruzar a fronteira com a Argentina rumo ao destino final. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. “Sozinho e com Deus sempre. Não sinto nenhum medo, não. Sinto alegria em poder viver isso”, destacou. Agora no g1 Georgios, inspiração e missão Nascido em Atenas, na Grécia, Georgios veio ao Brasil aos três anos. Filho de um capitão da Marinha grega e de uma brasileira, retornou a São Vicente em 1998, após a morte do pai por câncer. No litoral paulista, cresceu e trabalhou como borracheiro, atendente de quiosque e ajudante de pedreiro. A ideia surgiu há cerca de um ano, quando viu outros ciclistas viajando até Ushuaia. Sem recursos para outros meios de transporte, encontrou na bicicleta uma alternativa para desbravar novos lugares. Georgios com o pai e seu irmão mais novo. À direita, ele em 2014 e 2020 trabalhando em diferentes funções Arquivo pessoal “As pessoas acham que precisam de muito para ter as coisas. Com a bicicleta, meu intuito é esse: mostrar que, com o básico e com o pouco, a gente consegue fazer muitas coisas”, disse. Jornada Sem preparação financeira, iniciou a viagem com apenas R$ 48, após usar quase toda a rescisão de cerca de R$ 4 mil para pagar contas pessoais. Entre os desafios enfrentados estão os altos custos de estadia e a bicicleta com marchas limitadas, que o obriga a empurrá-la em subidas. Para manter o celular carregado, leva três carregadores portáteis e aproveita postos de combustíveis ou locais com energia elétrica. Apesar das dificuldades, afirma nunca ter sido assaltado e que não sente medo. Destino e aprendizado Ao longo da viagem, passou a contar com apoio financeiro de seguidores nas redes sociais, onde já soma mais de 4,7 mil pessoas. Após chegar ao Ushuaia e conhecer o local, ele disse que pretende retornar ao Brasil de bicicleta. A experiência, segundo Georgios, o tem deixado mais forte. “Essa viagem está me mudando. Aprendi a ter calma, paz e harmonia com a natureza”, concluiu. Além da 'azulzinha', como apelidou sua bicicleta, ele utiliza uma barraca de camping para sua estadia em diferentes locais Arquivo pessoal VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos
Homem segue foragido após matar vizinha no litoral de SP Francisco de Assis Lopes dos Santos, de 65 anos, continua foragido após ser acusado de matar uma vizinha com um tiro na cabeça durante uma briga por água em Guarujá, no litoral de São Paulo. O crime aconteceu no dia 27 de abril e, desde então, a família de Sabrina da Silva, de 42, luta por justiça. A vítima era proprietária do imóvel vizinho ao do homem, nas proximidades da Avenida Vereador Lydio Martins Corrêa. Segundo o boletim de ocorrência, Francisco teria fechado a mangueira de água da casa de Sabrina para que apenas a residência da inquilina dele fosse abastecida. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O homem fugiu de moto após o crime. Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o acusado foi indiciado por homicídio qualificado, mas continua foragido. O caso foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário. Francisco de Assis Lopes dos Santos, de 65 anos, é acusado de matar a vizinha Sabrina da Silva, de 42, com um tiro na cabeça em Guarujá, SP Reprodução Família A mãe da vítima, Sueli da Silva, contou à TV Tribuna, afiliada da Globo, que estava com a filha momentos antes dela ser morta. De acordo com ela, Sabrina disse que iria para casa porque estava há três dias sem água e precisava resolver essa situação. "Quando chegou lá, aquele maldito fez isso com a minha filha", lamentou a mãe. "Meu neto de 11 anos está passando pela psicóloga, eu estou passando pela psicóloga. Eu tomo dois calmantes para dormir e não consigo dormir porque nunca imaginei na minha vida que ia perder um filho". Sabrina deixou três filhos e três netos. Também em entrevista à TV Tribuna, a primogênita Stéfani da Silva Freitas afirmou que não aceita a forma brutal como a mãe morreu e quer que o acusado seja preso o quanto antes. "Não pode ficar impune. Eu sei que nada vai trazer minha mãe de volta. Eu perdi um pedaço de mim, meus filhos vão crescer sem a avó, então eu só quero justiça mesmo, que ele pague pelo que ele fez", destacou Stéfani. O crime Sabrina da Silva, de 42 anos, foi morta com um tiro na cabeça em Guarujá, SP Redes Sociais De acordo com o boletim de ocorrência, uma testemunha relatou aos policiais que escutou o marido da vítima e o suspeito discutindo porque a casa de Sabrina estava sem água. Segundo a mulher, o suspeito teria fechado a mangueira de água da casa de Sabrina para que apenas a residência da inquilina dele fosse abastecida. A testemunha destacou que chegou a retirar a vítima do local, mas ela voltou sozinha para entregar a mangueira para o marido consertar. A testemunha disse que, poucos minutos depois, ouviu um grito de Sabrina: "Pelo amor de Deus, não faz isso", seguido de três disparos de arma de fogo. A mulher foi ver o que havia acontecido e encontrou a amiga caída no chão, enquanto o suspeito e o marido dela fugiram do local. Na ocasião, a Prefeitura de Guarujá informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para atender uma vítima em estado grave. Segundo a administração municipal, a equipe prestou os primeiros socorros no local e encaminhou a mulher ao Hospital Santo Amaro (HSA). Por meio de nota, a unidade de saúde explicou que a mulher deu entrada já entubada, com um ferimento por arma de fogo na cabeça. "A paciente passou por exame de tomografia, mas evoluiu a óbito em seguida", afirmou o hospital. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
Mirando novas parcerias, João Bosco e Vinícius elogiam Panda e citam viral com Ana Castela João Bosco e Vinícius afirmaram que estão abertos a novas parcerias e citaram nomes da nova geração do sertanejo, como Panda e Ana Castela, como possibilidades para futuras gravações. Segundo a dupla, a conexão entre artistas mais experientes e talentos em ascensão é uma das principais razões para a força do gênero no Brasil há décadas. “A música sertaneja tem muito disso: os artistas que estão há mais tempo no mercado sempre têm essa interação com os mais novos, e vice-versa. Acho que é por isso que o sertanejo vem há mais de 20 anos como a música mais popular do Brasil”, afirmou João Bosco. Entre os nomes citados, Panda aparece como um dos destaques atuais que vêm sendo acompanhados pela dupla. “O Panda é um cara que a gente admira, que a gente tem acompanhado o trabalho. O estilo que ele canta é um estilo que a gente gosta”, disse João Bosco. Já Ana Castela entrou no radar após viralizar cantando "Não Era Você", sucesso da dupla nas redes sociais. O episódio repercutiu entre fãs, que passaram a sugerir uma parceria. “As pessoas ficam falando: ‘vocês tinham que regravar essa música com a Ana Castela’. Então, pode ser”, completou João Bosco. Siga o g1 Campinas no Instagram 📱 João Bosco e Vinícius falam sobre possíveis novas parcerias antes da apresentação na Festa do Peão de Americana, na madrugada deste domingo (7) Estevão Mamédio/g1 Momento da carreira João Bosco e Vinícius também destacaram o momento da carreira com o projeto "Deixa o Barulho", composto majoritariamente por músicas inéditas e desenvolvido com participação ativa da dupla em todas as etapas. De acordo com eles, o trabalho foi construído com uma imersão no processo criativo, incluindo a presença de compositores no estúdio. “A gente trouxe os compositores para o estúdio em Ribeirão [Preto], passou a nossa essência, aquilo que buscava no projeto. As músicas foram feitas dentro do estúdio para a gente”, explicou Vinícius. A 'sacada' de João Bosco e Vinícius que driblou a crise dos CDs A dupla conta que testou diversas canções antes da escolha final do repertório, priorizando a consistência, marca registrada da carreira. “O repertório, que sempre foi a chave do nosso sucesso, ficou consistente. A gente fez tudo com calma e testou bastante antes de gravar”, afirmou Vinícius. João Bosco e Vinícius receberam Gusttavo Lima no palco durante show na madrugada deste domingo (7) na Festa do Peão de Americana Thomaz Marostegan Parte das músicas integrou o setlist do show em Americana, como “25 Horas”, gravada com Gusttavo Lima, além de “Medida Protetiva” e “Vacilão”. Sobre a parceria com o Embaixador, a dupla disse que percebeu forte identificação do público com a música “25 Horas”. Segundo eles, a faixa ganhou um significado especial ao vivo, funcionando como uma homenagem descontraída aos fãs. “A gente costuma dizer que vai para todas as distribuidoras do nosso país. É uma homenagem para todos os ‘cachaçeiros’ e, principalmente, a galera que gosta de ir em uma distribuidora”, brincaram. LEIA MAIS Gusttavo Lima 'voa' sobre o público e grava duas músicas novas em show em Americana Sami Rico ensina nova música e vai do arrocha ao acústico em Americana Atrações musicais A edição de 2026 conta com 16 apresentações musicais distribuídas em sete dias. Confira os shows: 3 de junho (quarta-feira): Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo (Rústico) e Panda 5 de junho (sexta): Simone Mendes e Zé Neto & Cristiano 6 de junho (sábado): Sami Rico, João Bosco & Vinícius e Gusttavo Lima 7 de junho (domingo): Matogrosso & Mathias e Grupo Menos é Mais 12 de junho (sexta): Henrique & Juliano e Gustavo Mioto 13 de junho (sábado): Luan Santana, Bruno & Marrone e Natanzinho Lima 14 de junho (domingo): Ana Castela VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
Luan Santana promete show "de cair os butiás do bolso" em Porto Alegre O cantor sul-mato-grossense Luan Santana "jogou em casa" na apresentação deste sábado (6) no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. O show, que revisita os maiores sucessos da carreira do artista, reuniu fãs de todos os lugares do Brasil na capital do RS e deu ao cantor uma sensação acolhedora. "Um show 'de cair os butiás do bolso', não tenho dúvida! Eu tenho muita coisa a ver com vocês e me sinto muito em casa toda vez que estou aqui", disse o cantor à reportagem da RBS TV antes de subir ao palco. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp ❓🤔 "De cair os butiás do bolso" é uma expressão tipicamente gaúcha que significa que algo é muito surpreendente, impactante ou grandioso. A origem remete ao antigo costume dos gaúchos de carregar os coquinhos nos bolsos da bombacha. A imagem por trás do ditado é a de que, ao levar um susto tão grande, os frutos acabariam caindo no chão. Luan Santana desembarca na capital gaúcha com a turnê "Registro Histórico", um show que revisita os principais sucessos da carreira. No repertório, não fica de fora "Meteoro", música que marcou o início da trajetória do cantor e ajudou a projetá-lo nacionalmente. Há mais de uma semana, fãs se revezam entre barracas e cobertores para garantir lugar na grade do show do cantor em Porto Alegre. Manuela Hanauer, de 14 anos, visitou Luan Santana no camarim do Estádio Beira-Rio antes do show deste sábado (6) Michelle Pértile/RBS TV A noite foi ainda maias especial para uma fã de Luan Santana: Manuela Hanauer, de 14 anos, visitou o camarim do cantor antes do show. Em tratamento contra a leucemia, Manuela disse que passou a gostar do cantor durante a luta contra a doença, e que hoje vê Luan como "um porto seguro". "Ele me ajudou tanto nos momentos difíceis, quanto nos momentos bons da minha vida. Foi meu porto seguro. A voz dele me acalma", emocionou-se a fã antes de encontrar o ídolo. Luan Santana antes da apresentação em Porto Alegre neste sábado (6) Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Fã com leucemia visita Luana Santana no camarim antes de show no RS A noite deste sábado (6) foi especial para uma fã de Luan Santana: Manuela Hanauer, de 14 anos, visitou o camarim do cantor antes do show no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Em tratamento contra a leucemia, Manuela disse que passou a gostar do cantor durante a luta contra a doença, e que hoje vê Luan como "um porto seguro". 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "Ele me ajudou tanto nos momentos difíceis, quanto nos momentos bons da minha vida. Foi meu porto seguro. A voz dele me acalma", emocionou-se a fã antes de encontrar o ídolo. Há mais de uma semana, fãs se revezam entre barracas e cobertores para garantir lugar na grade do show do cantor em Porto Alegre. Luan Santana desembarca na capital gaúcha com a turnê "Registro Histórico", um show que revisita os principais sucessos da carreira. No repertório, não fica de fora "Meteoro", música que marcou o início da trajetória do cantor e ajudou a projetá-lo nacionalmente. Manuela Hanauer, de 14 anos, visitou Luan Santana no camarim do Estádio Beira-Rio antes do show deste sábado (6) Michelle Pértile/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS
O sofrimento silencioso das crianças de Gaza que perderam capacidade de falar Getty Images via BBC Adam era um menino alegre e falante, mas aos 5 anos e de forma repentina, deixou de interagir com o mundo. Seu caso não é uma exceção. Diante da violência, destruição e morte em Gaza, a resposta de algumas crianças ao sofrimento avassalador tem sido calar-se. "Não há nenhuma criança em Gaza que não esteja traumatizada", disse à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC) Katrin Glatz Brubakk. "Há mais de um milhão de crianças que sofreram traumas graves." A psicoterapeuta infantil da Noruega realizou duas missões a Gaza em 2024 e 2025 com a organização sem fins lucrativos Médicos Sem Fronteiras (MSF) para trabalhar com crianças que perderam a capacidade de falar. Não se sabe com certeza quantas crianças em Gaza deixaram de se comunicar, mas Brubakk relata que encontrou dezenas de casos. E médicos locais disseram à rede Al Jazeera que se trata de um "número crescente". Mais de seis meses após o anúncio do cessar-fogo em Gaza, a violência continua e "os ataques israelenses seguem de forma rotineira", declarou em abril o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk. Pelo menos 846 pessoas — entre elas muitas mulheres e crianças — morreram em Gaza em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo, segundo o ministério da Saúde local. Israel, que justifica seus ataques pela necessidade de defender suas tropas e enfrentar a ameaça dos militantes do Hamas, afirma que cinco de seus soldados morreram no mesmo período. Hamas e Israel se acusaram mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo. Desde outubro de 2023 — após os ataques de militantes palestinos em território israelense nos quais morreram cerca de 1,2 mil pessoas e mais de 200 foram feitas reféns, segundo autoridades israelenses — as forças de Israel mataram mais de 20 mil crianças em Gaza e deixaram mais de 41 mil feridas, segundo a Unicef. No total, os ataques israelenses mataram mais de 72 mil pessoas, a maioria civis, e feriram mais de 172 mil, de acordo com o ministério da Saúde de Gaza. A BBC News Mundo conversou com Katrin Glatz Brubakk sobre o trauma que está levando as crianças de Gaza a perder a fala, as consequências em seus cérebros e por que o caminho para a recuperação às vezes começa com um primeiro passo: soprar bolhas de sabão. Katrin Glatz Brubakk faz bolhas de sabão com Maria, de 3 anos, no Hospital Nasser, no sul de Gaza. "Eu as chamo de bolhas de esperança porque elas literalmente geram esperança nessas crianças." MSF via BBC BBC News Mundo - Por que há crianças em Gaza que deixaram de falar? Katrin Glatz Brubakk - Quando uma criança sofre um trauma grave e vive em condições de grande incerteza por muito tempo, como acontece com as crianças de Gaza, ela teme por sua própria vida, pela de sua família, amigos e conhecidos. E em Gaza as crianças vivem assim há dois anos e meio. O nível de estresse e o impacto em seu sistema nervoso são tremendos. A reação de cada criança é diferente. Algumas ficam muito agitadas ou têm problemas para dormir, se irritam, gritam; é fácil detectar esse sofrimento. Outras, por outro lado, se bloqueiam completamente. É como se seu sistema nervoso dissesse: "Não aguento mais". E a forma de se proteger é retraindo-se. A linguagem faz parte disso. Para essas crianças, é uma forma de não interagir com esse mundo que não deixa de fazê-las sofrer e de lhes infligir dor. Assim, não é uma escolha consciente, mas uma resposta neurológica ao estresse e ao trauma extremos. Katrin Glatz Brubakk realizou duas missões a Gaza com a organização Médicos Sem Fronteiras. A psicoterapeuta infantil é professora na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU) MSF via BBC BBC News Mundo - É difícil para muitos compreender a magnitude do que viveram e vivem as crianças em Gaza. Você poderia nos dar uma ideia do trauma extremo que sofrem? Brubakk - Não há nenhuma criança em Gaza que não esteja traumatizada. Há mais de um milhão de crianças que sofreram traumas graves. Claro que há diferenças, mas elas tiveram que fugir, perderam suas casas, todas enfrentaram a impossibilidade de ir à escola porque as escolas estão bombardeadas. Todas perderam alguém, como familiares, amigos da escola, professores, um vizinho. Muitas viram corpos mutilados e sentiram o cheiro do sangue derramado. Algumas crianças me contaram que ajudaram a recolher restos humanos ou partes de cérebro na rua. São traumas extremos. E isso não ocorreu apenas uma vez, mas muitas vezes para a maioria. Mas, além disso, elas perderam toda sensação de segurança. Para ter um bom desenvolvimento, as crianças precisam ter certa confiança no mundo: a crença de que o mundo pode ser bom, que as pessoas não querem fazer mal a você. Essa sensação de segurança desapareceu completamente devido à magnitude da destruição, que afeta absolutamente tudo em Gaza. Nenhuma criança em Gaza pode deitar com a certeza de que vai acordar no dia seguinte. Não têm um quarto ao qual possam entrar, fechar a porta e saber que ninguém pode alcançá-las. Portanto, essa guerra não apenas causa trauma, mas afeta toda a sua visão de mundo. BBC News Mundo - Você poderia nos contar sobre algumas das crianças que tratou em Gaza? Brubakk - Gostaria de falar de Adam, um menino de 5 anos. Era uma criança muito vivaz, alegre, falante e ativa. Ele adorava estar ao ar livre e brincar. Após o início da guerra em 2023, a família foi forçada a fugir e a se mudar para uma tenda. Seus avós viviam um pouco mais longe, também em uma tenda. Um dia, Adam e seu pai quiseram visitar os avós, em uma área que não tinha ordem de evacuação e que supostamente era segura. Mas, sem aviso prévio, um projétil atingiu muito perto deles e feriu gravemente Adam e seu pai. Eles foram levados às pressas ao hospital, mas, como costuma acontecer quando há esses ataques, há tantas vítimas que, se não há leitos livres, muitas pessoas são colocadas no chão. Adam e seu pai estavam no piso da sala de emergência esperando ser avaliados quando o menino viu e ouviu seu pai, ao seu lado, exalando o último suspiro. Adam também ficou gravemente ferido: perdeu uma perna e a outra ficou lesionada. Após presenciar a morte do pai, o menino deixou de falar. Às vezes conseguia sussurrar alguma palavra isolada à mãe, mas não queria falar com ninguém. Mal comia. Era uma criança em estado crítico. Katrin Glatz Brubakk afirma que, ao se depararem com um trauma, algumas crianças reagem se isolando Getty Images via BBC BBCnews Mundo - Que sequelas esses traumas podem deixar no futuro? Brubakk - Quando uma criança como Adam deixa de interagir e de falar, também deixa de se desenvolver. Uma criança de 5 anos deveria praticar suas habilidades linguísticas com outras crianças e adultos para aprender, praticar a resolução de problemas, aprender normas sociais por meio do jogo. Tudo isso é interrompido. A linguagem é um sinal, mas seu desenvolvimento é completamente interrompido. O que observei repetidamente é que, se essa situação se prolonga, afeta fisicamente o cérebro dessas crianças. Sabemos que, em crianças que sofreram trauma grave, a amígdala, a parte do cérebro responsável por emoções intensas, aumenta de tamanho. Isso pode ser medido. É maior em crianças traumatizadas. E o córtex pré-frontal, a parte do cérebro que se desenvolve mais tarde e que é responsável por funções como planejamento, resolução de problemas, interação social e regulação emocional, aspectos fundamentais da vida, encontra-se subdesenvolvido. É mais fino e tem menos conexões neuronais. Se uma criança permanece em um estado como o de Adam, retraída, sem desenvolvimento nem linguagem, se é mantida nessa situação de estresse extremo por muito tempo, terá problemas mais adiante na vida. Nunca se recuperará. O melhor exemplo que tenho é meu próprio irmão. Ele foi adotado em 1974, após a guerra do Vietnã. Cresceu como crescem agora as crianças de Gaza, com bombardeios constantes, muita incerteza e escassez de alimentos, o que também afeta o desenvolvimento cerebral. Quando meu irmão chegou à minha família na Noruega, embora fosse um lugar seguro e tivesse acesso a todos os alimentos de que precisava, levou anos para deixar de esconder comida atrás de livros na estante, porque não se sentia seguro. É o que chamamos de "lesões cognitivas da guerra", invisíveis, que em muitos casos acompanharão essas crianças, possivelmente, por toda a vida. Se a situação de estresse extremo persistir por muito tempo, isso afeta fisicamente o cérebro das crianças MSF via BBC BBC News Mundo - Como você tentou ajudar Adam? Brubakk - Trabalhando em um contexto como o de Gaza, há muitas coisas que não podemos fazer. O que essas crianças realmente precisam é de um lugar seguro onde viver, uma rotina estruturada, poder voltar à escola, brincar sem medo. Mas, felizmente, há coisas que podemos fazer. E o mais importante é que essas crianças saibam que, embora o mundo inteiro não seja um lugar seguro para elas neste momento, existem pequenos espaços seguros. Que há pessoas ao seu redor aqui e agora que as apoiarão. No início, Adam não queria falar conosco, mas continuávamos indo ao seu quarto todos os dias e conversávamos com sua mãe. Conversávamos com ela sobre o marido que havia perdido, mas também sobre as boas lembranças, sobre os sonhos que tinha para o futuro, coisas que poderiam dar a Adam um pouco de esperança de que aquilo não era o fim, mas que tempos melhores viriam. E um dia, quando eu estava lá, de repente Adam sussurrou para sua mãe: "Faça essa mulher ir embora, não gosto dela". Foi uma rejeição, mas eu fiquei muito, muito feliz, porque significava que Adam começava a interagir com o que acontecia ao seu redor. Alguns dias depois, ele olhou para mim, algo que não havia feito antes. Foi apenas um instante, mas aproveitei a oportunidade e disse: "Uau, você tem olhos castanhos enormes! São lindos. Os meus são totalmente diferentes, são azuis. Você já viu?". E isso despertou a curiosidade daquele menino de 5 anos. Esse foi o início de como, pouco a pouco, conseguimos fazer com que ele confiasse nas pessoas, que falasse brevemente conosco, que voltasse a alguma normalidade, embora não de forma permanente, porque carrega todos esses traumas. BBC News Mundo - Você falava com Adam em árabe ou por meio de um intérprete? Brubakk - Em Gaza há muitas pessoas com muita educação. Com a mãe de Adam eu falava inglês, ela tem doutorado em Física. Para a criança havia um intérprete. E devo acrescentar que, quando trabalho em projetos como este, lidero uma equipe de psicólogos e assistentes sociais locais. Eu contribuo com conhecimento, mas o trabalho principal, que continua depois, é realizado pela nossa equipe da MSF em campo. Destruição em hospital de Gaza. Getty Images via BBC BBC News Mundo - No hospital Nasser você também trabalhou com crianças com queimaduras graves. Brubakk - Quando uma bomba explode, produz uma enorme onda de calor que afeta todos que estão por perto, e a faixa etária mais numerosa que atendíamos era a de crianças de 4 a 6 anos. Isso se deve simplesmente ao fato de que são grandes demais para que seus pais as carreguem quando já estão levando crianças menores, mas suas pernas ainda são curtas demais para correr rápido o suficiente. Isso mostra que nenhuma criança está segura em Gaza. E as crianças têm plena consciência disso. O medo pela própria vida continua sendo uma realidade cotidiana para as crianças em Gaza. BBC news Mundo - Como você consegue trabalhar com essas crianças em estado de grande sofrimento físico? Brubakk - As queimaduras são extremamente dolorosas. São tão dolorosas que coisas tão simples como trocar os curativos precisam ser feitas sob anestesia. A recuperação é longa e, quando não há comida suficiente, demora ainda mais, o que significa que as crianças permanecem nesse sofrimento atroz por mais tempo. Uma das meninas que chegou ao nosso departamento era Mona, de 6 anos. Tinha queimaduras em todo o corpo. Tinha tantos curativos que tudo o que podíamos ver eram seus olhos e suas narinas. No início, tudo girava em torno da parte médica, porque era preciso garantir que sobrevivesse. Assim, só consegui conhecer Mona quando começaram a retirar alguns curativos e vi seu rosto com muitas cicatrizes. 'Quando uma bomba explode, produz uma enorme onda de calor... A principal faixa etária que tratamos por queimaduras é a de crianças de 4 a 6 anos', diz Brubakk Getty Images via BBC BBC News Mundo - O que havia acontecido com Mona? Brubakk - Sua família foi forçada a se deslocar e viveu inicialmente em uma tenda. Mas depois os bombardeios pareceram se deslocar para outra área e pensaram que era seguro voltar à sua casa destruída. Apenas dois dias após retornarem à casa, uma bomba atingiu o apartamento. Dois de seus irmãos morreram instantaneamente, mas a explosão incendiou um botijão de gás, o que provocou um incêndio generalizado: as cortinas, o sofá, os colchões estavam em chamas, e as três meninas estavam nesse quarto. O pai conseguiu milagrosamente tirar as três meninas do apartamento. Mona tinha queimaduras por todo o corpo; sua irmã mais velha, que estava na cama ao lado, também tinha queimaduras e sofria dor intensa. Sua irmã do meio estava em terapia intensiva porque inalou muito ar quente e também tinha queimaduras internas. Assim, Mona não estava lidando apenas com sua própria dor, mas também estava preocupada se sua irmã sobreviveria. A família de Mona a apoiava muito e ela começou a se recuperar. E o que realmente me impressiona são esses pais, não apenas os de Mona, mas de tantas crianças em Gaza, que presenciam como seus filhos sofrem, estão feridos, eles próprios estão traumatizados por todos os bombardeios, a morte, a destruição, e ainda assim têm a capacidade de oferecer a essas crianças um cuidado, calor humano e amor excepcionais para que possam se recuperar da melhor maneira possível. BBC News Mundo - Como você conseguiu ajudar Mona? Brubakk - Uma das coisas que faço quando trabalho com as crianças é brincar muito, porque a brincadeira é a linguagem das crianças. Por meio dela, aprendem habilidades práticas, aprendem a resolver problemas, a interagir socialmente, a expressar seus sentimentos. E com Mona começamos com bolhas de sabão. Eu as chamo de "bolhas de esperança" porque literalmente geram esperança nessas crianças. E o que torna as bolhas de sabão tão fantásticas é que, antes de tudo, se você vê algumas bolhas flutuando no quarto, é impossível não olhar, porque chamam a atenção. São bonitas. Acalmam. E, se tenho uma criança muito agitada, pergunto: "Você vê quantas cores há em uma única bolha?". Porque, se olhar bem, estão todas as cores do arco-íris. Isso ajuda a criança a passar daquele estado de estresse para algo mais tranquilo, mais suave, a mudar o foco. Porque o trauma funciona de tal maneira que você fica preso nesse estado. Outra coisa mágica das bolhas de sabão é que, se você quer ter bolhas grandes, precisa soprar o mais devagar possível. Porque, se soprar rápido, só consegue bolhas pequenas ou nenhuma. Mas, se sopra devagar, consegue bolhas bonitas. E respirar lenta e profundamente acalma o sistema nervoso. 'Se você quer bolhas grandes, precisa soprar o mais devagar possível. E respirar lenta e profundamente acalma o sistema nervoso' MSF via BBC BBC News Mundo - Que efeito isso tem no cérebro das crianças? Brubakk - O que faço é, basicamente, dar à amígdala, o sistema de alarme do cérebro, a possibilidade de se acalmar. Assim, o córtex pré-frontal, a parte do cérebro encarregada da resolução de problemas e da regulação, tem a oportunidade de se desenvolver melhor. Claro que não resolve o problema completamente, mas dá a essas crianças melhores possibilidades de reduzir os efeitos de longo prazo do dano cognitivo que podem sofrer por causa da guerra. Um dia Mona disse: "Gostaria de uma casa de princesa", e me explicou que se referia a uma casa de bonecas. Claro que isso não se encontra em Gaza, mas encontrei papelão, fita adesiva e algumas cores para pintar, e juntas construímos uma casa. Mona queria que fosse de dois andares e a decorou muito bem. Ela e sua irmã estavam brincando com uma casa de bonecas quando a bomba caiu. E, embora pareça algo simples, essa foi a primeira vez que Mona pôde me contar o que havia acontecido e o quanto estava preocupada com suas irmãs. Somente por meio da brincadeira conseguiu encontrar as palavras para se expressar. Assim, o brincar pode ser uma forma de processar o trauma, de encontrar linguagem para as experiências vividas. BBC News Mundo - Você poderia nos explicar o conceito que você usa com frequência de "sofrimento silencioso"? Brubakk - Em um contexto como o de Gaza, tudo é um caos. Há muito barulho, crianças gritando com ataques de pânico, pais gritando preocupados com seus filhos, pessoas chorando de dor. É fácil ignorar crianças que sofrem em silêncio, não porque as pessoas não se importem, mas porque há coisas demais que demandam atenção e muito poucos recursos para tudo o que precisa ser feito. Mas uma criança silenciosa que não expressa seu sofrimento, que não pede ajuda, também é uma criança que sofre e precisa de tanta atenção quanto aquelas que choram aos gritos. Porque, caso contrário, no pior dos casos, podem permanecer nesse sofrimento silencioso por muito tempo. Eu vi casos extremos, não em Gaza, mas em Moria, o campo de refugiados na Grécia. É uma síndrome chamada "síndrome de resignação", na qual as crianças se bloqueiam completamente. Deixam de falar, de comer, sequer abrem os olhos, mal respondem quando você tenta tocá-las. E, se não recebem ajuda, permanecerão nessa condição por anos. Por isso é crucial que crianças como Adam e Mona possam se reintegrar à vida. Mona, de seis anos, sofreu queimaduras graves. Um dia, ela pediu uma 'casa de princesa' e só brincando conseguiu encontrar as palavras para se expressar Katrin Brubakk/MSF via BBC BBC News Mundo - Você esteve em muitas zonas de conflito. Por que diz que Gaza não se compara a nada? Brubakk - Trabalhei durante os últimos 12 anos no Congo, no Líbano, no Egito com refugiados traumatizados, em um barco de resgate no Mediterrâneo, na Turquia após um grande terremoto. Mas o nível de trauma que vi em Gaza e o nível de destruição são simplesmente incomparáveis a qualquer outra coisa que eu tenha visto nesses 12 anos. Absolutamente todos em Gaza estão afetados. E não há saída, não há nenhum lugar seguro para onde ir. Todo o território está em pedaços. E, além disso, o sistema de saúde foi atacado de forma sistemática, com hospitais bombardeados. [Israel justifica os ataques contra instalações médicas alegando que grupos armados como o Hamas utilizam hospitais com fins militares]. BBC News Mundo - Você espera voltar a Gaza? Israel restringiu o acesso de agências de ajuda. Brubakk - No momento não me deixam entrar. Temos 1,6 mil funcionários locais e estou certa de que estão fazendo um trabalho incrível, mas a equipe internacional não tem permissão para entrar desde 1º de janeiro. Espero realmente que isso mude. Se eu pudesse ir a Gaza, iria em um piscar de olhos; é o único lugar onde quero estar. A médica norueguesa diz que quer voltar a Gaza para continuar a ajudar MSF via BBC BBC News Mundo - As crianças de Gaza continuam sofrendo violência. Em 9 de abril, por exemplo, uma menina de 9 anos, Ritaj Rihan, morreu, segundo a ONU, quando forças israelenses dispararam contra a tenda que abrigava sua sala de aula improvisada. As outras crianças na classe foram testemunhas. O Exército israelense disse à BBC News Mundo sobre o incidente que "as Forças de Defesa de Israel (FDI) trabalham para desmantelar as capacidades militares do Hamas" e "respeitam o direito internacional e tomam precauções viáveis para mitigar danos à população civil". Brubakk - A única coisa correta e o que as crianças de Gaza precisam agora é que façamos todo o possível, dentro das nossas possibilidades, para lhes proporcionar uma paz verdadeira. Devolver-lhes a vida, dar-lhes a possibilidade de viver em lugares seguros, de ir à escola. Essa é a única maneira de terem um futuro digno. E, seja você político, estudante ou o que for, eu diria: use sua voz para que a pressão seja suficiente e essa paz finalmente chegue a Gaza. Caso contrário, estaremos destruindo toda uma geração de crianças. BBC News Mundo - O que a levou a dedicar sua vida a crianças que sofrem circunstâncias traumáticas? Brubakk - Cresci ouvindo histórias de guerra durante toda a minha vida. Minha mãe é alemã, nasceu em 1942. Quando era criança e soavam os alarmes, a levavam para o porão e ela dormia sobre sacos de batatas. E contava que os soldados voltavam do front sem uma perna ou um braço. Para ela era realmente importante tentar compreender como pôde acontecer um genocídio, como pudemos permitir isso. E repetidas vezes nos destacou, a nós, seus filhos, "nunca mais", que algo assim jamais deveria voltar a acontecer. E depois eu, claro, com meu irmão, vi de perto o trauma e o dano que a guerra causa a uma criança. Meu trabalho em Gaza é a minha versão de "nunca mais". Nenhuma criança deveria experimentar esse trauma. Parte o meu coração. 'Para essas crianças, parar de falar é uma forma de não interagir com este mundo que continua a fazê-las sofrer e a infligir dor' Katrin Brubakk/MSF via BBC
Estação de metrô do Guará tem piano livre aos usuários em junho De repente, no vai e vem da correria do dia dia, um piano no meio do caminho. O instrumento faz parte do projeto "Piano no metrô" que, em junho, vai estar na estação de metrô do Guará, no Distrito Federal. O instrumento fica dentro da estação, aberto ao público. É só chegar e tocar. Para quem quiser aprender algumas noções, tem uma TV ao lado, rodando videoaulas. Ao todo, são 7, que estão disponíveis também na internet. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp 🔎 Toda sexta-feira de junho, a partir das 17h30, tem recital com um artista diferente. Nesta sexta (5), foi a vez de Gisele Pires. "É gratificante, justamente porque todo mundo gosta de música. Pode não gostar do mesmo estilo, mas todos gostam de música. E música feita ao vivo, em um piano que a maioria das pessoas nunca viu ao vivo, é uma oportunidade única desse projeto", afirma a pianista. Reação de quem passa "É muito emocionante, porque a gente passa cansada e, só de ouvir a música, acalma a nossa alma, nosso coração", afirma Alessandra Macedo. A Ana Lissa estava voltando para casa de metrô e adorou a surpresa. "Eu gosto muito de piano. Acho que é um dos melhores instrumentos pra escutar. Acho que é uma oportunidade de muita gente conhecer o instrumento, porque um piano como esse não é muito de fácil acesso . Democratiza muito o acesso à cultura, à música, aos artistas locais", diz a tatuadora e artista independente. Avô e neta tocam piano em estação do DF TV Globo/Reprodução Tem quem aproveite para passar o gosto pela música para a próxima geração. "Eu não sei tocar, mas eu achei muito bom, muito espetacular", afirma Luiz Carlos Salomão, que estava com a neta. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
Delegacia de cesar de sousa / DP Cesar / Mogi das Cruzes Reprodução / Google Maps Um homem foi preso na madrugada desta sexta-feira (5) após ameaçar a esposa com um martelo e danificar o carro que, segundo ele, havia dado de presente para a mulher. O caso aconteceu em César de Sousa, distrito de Mogi das Cruzes. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito chegou em casa embriagado e ameaçou a companheira com a ferramenta. Em depoimento, o homem confessou ter perdido a calma e causado os danos no automóvel. Ele alegou aos policiais que o veículo havia sido um presente dado por ele à esposa. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia, onde ficou preso. VEJA MAIS Agora no g1 Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê