Why a luxury resort plan by Trump’s son-in-law sparked mass protests in Albania
President Donald Trump’s son-in-law has a formidable new opponent: a pink flamingo
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President Donald Trump’s son-in-law has a formidable new opponent: a pink flamingo
Daniel Turpin was attacked by a shark just before 11.30am on Saturday at Michaelmas Island off Albany, 400km southeast of Perth.
Thousands of Albanians are protesting a major coastal development project linked to Jared Kushner, fearing the handover of untouched coastline to powerful investors. The scheme, planned for a wildlife reserve and a former military island, has drawn criticism from environmental groups and an anti-corruption investigation. Prime Minister Edi Rama defends the project as crucial for tourism and EU aspirations.
Fernanda Silmara transformou a própria experiência em um projeto de impacto social Pedro Trindade/Inter TV Cabugi O barulho da chuva não era apenas som dentro da casa da potiguar Fernanda Silmara. Era aviso. Quando começava a chover, a família arrastava colchões, desviava baldes das goteiras e tentava proteger o pouco que tinha da água que atravessava o telhado. “Não era vergonha de ser pobre”, relembra ela, hoje com 30 anos. “Era vergonha do mofo, do cheiro forte e das goteiras. Era como se, a qualquer momento, aquela casa pudesse machucar a gente”, lembra Fernanda, que se formou em engenharia civil. Mas essa forma de se relacionar com o ambiente onde vivia mudou em 2017, quando a própria casa foi reformada. “Foi aí que comecei a entender que construção civil não é só obra. É transformação social”, diz. A partir dessa experiência, ela criou a ReforAMAR, associação sem fins lucrativos que realiza reformas em casas e espaços comunitários em situação de vulnerabilidade no Rio Grande do Norte. Desde a criação da ONG, em 2018, já foram realizadas 68 reformas em casas e instituições sociais. Dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, cinco já receberam ação da ReforAMAR: Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Macaíba. Todos na Grande Natal, região Leste do estado. Em média, cerca de dez obras são executadas por ano, embora esse número varie conforme a captação de recursos. Em 2025, por exemplo, a organização conseguiu realizar aproximadamente 20 reformas sociais. Ainda assim, a fila cresce mais rápido do que a capacidade de atendimento. Hoje, mais de 300 famílias aguardam por uma reforma. Algumas estão cadastradas desde 2018. Entre a reforma e a dignidade Antes e depois da reforma no banheiro de Geilza França, contemplada com a ação da ONG Cedidas/ReforAmar Os relatos das famílias atendidas ajudam a traduzir o impacto das obras para além da estrutura física. Uma das reformas beneficiou uma família que não possuía banheiro dentro de casa. Havia apenas um espaço improvisado no quintal, com vaso quebrado e sem instalação adequada. “Quando entraram na casa reformada, a primeira coisa que quiseram ver foi o banheiro”, lembra Fernanda. “E aquilo mexeu muito comigo, porque para muitas pessoas banheiro é algo tão básico que nem percebem o privilégio que têm”. Essa sensação de pertencimento também aparece no relato de Geilza Lidiele França, de 33 anos e mãe de dois filhos. Ela mora há cerca de 12 anos na mesma casa com o marido, que é o único a ter renda em casa. Ele trabalha como moto entregador e fatura mensalmente cerca de um salário mínimo. “Hoje eu tenho um ambiente mais iluminado, eu tenho um ambiente mais protegido, não tem mais goteira, que era meu principal problema. Meu banheiro foi totalmente reformado e ficou a coisa mais linda do mundo”, relata. “Hoje em dia tomar banho é a maior alegria do mundo, porque (o banheiro) está tão lindo. Você fica feliz em estar dentro da sua casa”. Severina Madureira Nogueira, de 61 anos e aposentada que recebe um salário mínimo por mês, também foi beneficiada. Antes da reforma, ela morava de favor por não conseguir recuperar a própria residência, que considerava praticamente inabitável. Quando recebeu a notícia de que havia sido contemplada, espalhou a informação para toda a família. “Minha casa hoje é um palácio à vista do que estava antes. O povo passa em frente aqui em casa e diz: ‘que coisa linda!’ É muita emoção ver minha casa tão bonitinha do jeito que está”. Para a assistente social Walba Alves de Melo, os impactos também atingem a saúde emocional e as relações familiares. “São três pontos: insegurança, estresse e conflitos”, afirma. “A coabitação em espaços reduzidos, muitas vezes superlotados e sem privacidade, transforma o ambiente doméstico em um local de tensão contínua”. Segundo ela, a moradia influencia diretamente a autoestima e o sentimento de pertencimento. “A casa é mais que abrigo. Ela é extensão da identidade. Quando a moradia é indigna, a pessoa não separa a condição da casa da condição dela mesma. Discutir habitação não é apenas falar de construção civil ou infraestrutura, mas também de cuidado, cidadania, saúde, inclusão e justiça social”. Para a presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Norte (CAU-RN), Patrícia Luz, a precariedade habitacional vai além da estrutura física da moradia. “Quando uma família vive em uma casa com infiltração, mofo, goteiras ou em áreas sujeitas a desabamentos, estamos falando da violação de um direito básico”, afirma. “Moradia adequada não deve ser vista como privilégio, mas como um direito que precisa ser garantido com responsabilidade social e compromisso com a sustentabilidade ambiental”. A presidente em exercício do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Ana Adalgisa, destaca a necessidade de políticas públicas permanentes. “Um dos grandes desafios hoje do Brasil e do Rio Grande do Norte é o direito à moradia de qualidade para população”, afirma. “A gente precisa ter uma política habitacional que pense a sustentabilidade, que tenha infraestrutura básica e que seja pensada urbanisticamente”. As condições de moradia no RN Problemas estruturais em casas antes delas serem atendidas pela ONG ReforAMAR Cedidas/ReforAmar Os números ajudam a dimensionar o problema. Segundo estudo da Fundação João Pinheiro com base em dados do IBGE, o Rio Grande do Norte registrava, em 2023, déficit habitacional de 99.623 moradias, o equivalente a 7,82% dos domicílios do estado. Os indicadores mais recentes mostram que a precariedade vai além da falta de casas. Em 2025, o estado tinha 58 mil domicílios com paredes sem revestimento; 21% possuíam piso de cimento; 71,1% tinham telhado sem laje; e quase 55% não eram atendidos pela rede geral de esgotamento sanitário. Em cerca de 12% das residências, a água chegava apenas entre um e três dias por semana. Na prática, esses dados representam milhares de famílias convivendo diariamente com infiltrações, improvisos sanitários, risco de doenças e insegurança dentro do próprio lar. Precariedade habitacional no RN IA Um modelo que nasce da experiência pessoal e vira estrutura de impacto Bazar funciona em um espaço cedido por uma empresa de construção. A localização fica na Zona Sul de Natal Pedro Trindade/Inter TV Cabugi A ReforAMAR estruturou sua atuação em três frentes conectadas: reformas habitacionais, capacitação profissional e geração de receita. A proposta é criar um modelo capaz de sustentar o impacto social sem depender exclusivamente de doações. Um dos pilares é o bazar solidário, criado em 2022 em um espaço cedido por uma empresa da construção civil no bairro de Candelária, em Natal. O local comercializa móveis, eletrodomésticos, roupas e utensílios doados, arrecadando em média R$ 12 mil por mês, com pico de R$ 18 mil. A ONG também capta recursos por meio de editais, parcerias com empresas, oficinas, eventos beneficentes, rifas, vaquinhas e doações recorrentes. Além de financiar projetos, o bazar fortalece a economia circular. Em quatro anos, cerca de 22 mil itens, o equivalente a 150 toneladas de materiais, foram reaproveitados por meio de revenda social, doações ou utilização direta nas reformas. Parte dos produtos é destinada às famílias atendidas, enquanto a outra é vendida a preços acessíveis. Entre 2022 e maio de 2026, mais de 100 famílias em situação de vulnerabilidade adquiriram móveis e eletrodomésticos por valores simbólicos. Entre os itens mais recebidos estão sofás, camas, guarda-roupas, portas, janelas, geladeiras, fogões e máquinas de lavar, muitos deles reutilizados nas obras. A organização também mantém parcerias voltadas ao reaproveitamento e à logística reversa, incluindo a triagem de eletrodomésticos e eletrônicos sem condições de uso para reaproveitamento de peças e descarte adequado. Hoje, a ReforAMAR opera com um custo médio mensal de R$ 55 mil, valor que inclui reformas, equipe, logística, materiais e capacitações. Cada obra custa, em média, R$ 40 mil e pode durar até quatro meses. Os números ajudam a explicar a demanda pelo projeto. Em 2025, o custo médio do metro quadrado da construção civil no Rio Grande do Norte chegou a R$ 1.808,67, segundo o SINAPI. No mesmo ano, o salário mínimo era de R$ 1.518. Já em 2024, 70,1% da população potiguar vivia com até um salário mínimo, o equivalente a sete em cada dez pessoas, de acordo com o IBGE. “Muitas famílias falam: ‘eu jamais teria condições de reformar essa casa’”, relata Fernanda. “Porque as pessoas às vezes olham e pensam: ‘ah, mas ela trabalha’. Só que ter trabalho não significa conseguir reformar uma casa”. Um negócio de impacto social Para Mona Nóbrega, gerente de Negócios de Impacto do Sebrae RN, a ReforAMAR combina geração de receita e impacto social. “A ReforAMAR alinha geração de receita com resolução de um problema social através de reformas subsidiadas para pessoas em situação de vulnerabilidade”, explica. “Essa modelagem de múltiplas fontes de monetização permite crescimento financeiro e ampliação do impacto positivo”. Segundo ela, o bazar é peça central dessa estratégia. “A economia circular vira produto para gerar recursos suficientes para investir nas reformas”, afirma. “Objetos e móveis que seriam descartados passam a ter nova vida útil e ajudam a financiar moradia digna”. Mona destaca ainda que esses modelos ampliam o acesso a soluções para pessoas em situação de vulnerabilidade. “Pessoas em situação de vulnerabilidade muitas vezes passam a vida inteira em moradias precárias sem serem vistas como público-alvo de soluções públicas ou privadas”, afirma. “O empreendedorismo social consegue criar modelos mais acessíveis porque nasce, muitas vezes, da vivência direta desses problemas”. A trajetória da ReforAMAR reflete justamente essa realidade: um projeto de impacto criado por uma mulher que transformou a própria experiência em ação social. A história da ONG também acompanha o avanço do empreendedorismo feminino no Rio Grande do Norte. Dados do Sebrae mostram que o número de empresas com mulheres no quadro societário cresceu 78,6% nos últimos seis anos, passando de 79.658 para 142.273. Hoje, 45% das empresas potiguares têm participação feminina entre os sócios. Na construção civil, porém, elas ainda representam apenas 17,5% dos negócios, o menor percentual entre os setores econômicos do estado. Mulheres nos pequenos negócios do RN IA Capacitação, renda e expansão do modelo Entre outubro de 2025 e maio de 2026, a ReforAMAR capacitou 50 pessoas LGBTQIA+ em um curso gratuito de elétrica, hidráulica, pintura, marcenaria e empreendedorismo. A iniciativa busca ampliar oportunidades de renda em um setor com alta demanda por mão de obra qualificada. Dos participantes, três ingressaram na construção civil durante a formação. Além do ensino técnico, os alunos recebem orientação sobre formalização profissional, MEI e captação de clientes. A capacitação integra a estratégia da ONG de combinar geração de renda e impacto social, enquanto parte da arrecadação financia reformas para famílias em situação de vulnerabilidade. O fortalecimento da ReforAMAR contou com o apoio do Sebrae RN, por meio dos programas Regenera, Pré-Acelera e Acelera. “O Sebrae ajudou a gente a enxergar o bazar não apenas como um espaço de arrecadação, mas como uma estratégia de sustentabilidade financeira e economia circular”, afirma Fernanda. “Conseguimos entender melhor como transformar a capacitação profissional em uma ferramenta real de geração de renda, empregabilidade e impacto social”. Hoje, a ONG afirma ter um modelo mais estruturado de sustentabilidade, principalmente por meio do bazar, mas ainda depende de parcerias e doações para ampliar suas atividades. ReforAMAR e a missão de transformar lugar em lar ReforAMAR cumpre a missão de transformar lugar em lar Cedidas/ReforAmar A experiência da ReforAMAR mostra que o problema da moradia vai além da falta de casas e envolve também aspectos emocionais, econômicos e sociais. A iniciativa aposta no empreendedorismo social como alternativa para combinar assistência, geração de renda, economia circular e capacitação profissional. “Uma casa digna muda como a pessoa se vê e como ela acredita que merece viver”, resume Fernanda. Para muitas pessoas, uma descarga funcionando é apenas um detalhe cotidiano. Para algumas famílias atendidas pela ReforAMAR, foi a primeira vez que um banheiro deixou de ser improviso para virar dignidade. O que a ONG tenta reconstruir não é apenas paredes. É a sensação de finalmente poder chamar um lugar de “meu lar”. Serviço da ReforAMAR Endereço: Rua Aguinaldo Gurgel Júnior, 424, bairro Candelária, Natal - RN Funcionamento presencial: sexta-feira e sábado, das 9h às 15h. Funcionamento online: de terça-feira a sábado, das 9h às 15h. WhatsApp: (84) 98820-2018 Bazar ReforAmar IA
Demonstrators demand the resignation of Prime Minister Edi Rama, whose government has strongly backed the proposed project on the Adriatic coast.
Grupo que entregava bebês em caixas na BA mobiliza adotados em busca da própria origem Por quase trinta anos, um grupo de quatro mulheres em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, ficou conhecido por uma prática que até hoje divide opiniões e levanta questionamentos: as chamadas "cegonhas da noite". Essas mulheres intermediavam a entrega de recém-nascidos a famílias interessadas em adotar. Os bebês eram deixados, muitas vezes em caixas e acompanhados de cartas, nas portas das casas escolhidas pelas integrantes da rede. Embora atuassem de forma clandestina entre as décadas de 1980 e 2000, as cegonhas ficaram conhecidas na cidade e chegaram a ser vistas com simpatia pela população. Relatos colhidos pelo g1 estimam que mais de dois mil bebês podem ter sido distribuídos pelo esquema, contudo, não há números oficiais sobre a atuação da rede. Hoje, um grupo de adotados se mobiliza na internet em busca de vestígios da própria origem. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região Atuação sigilosa, porém, popular Pouco se sabia, à época, sobre quem eram as quatro mulheres conhecidas como cegonhas. As informações que circulavam indicavam que elas eram de classe média e, em alguns casos, mães que já tinham filhos adotivos. Mesmo assim, mantinham uma atuação discreta, baseada principalmente na confiança e na rede de contatos informais. A dinâmica funcionava pelo boca a boca. Pessoas interessadas em adotar não faziam contato direto com as mulheres; o pedido era feito por terceiros, como parentes ou amigos. 'Cegonhas da Noite' distribuíram milhares de bebês em Feira de Santana Arte g1 Com isso, as cegonhas organizavam uma espécie de cadastro informal de interessados — e a procura era maior que a oferta. Quando surgia uma criança, elas já sabiam para quem encaminhar após avaliar as condições da família. E apesar do nome, nem todas as entregas aconteciam à noite. Havia casos em que os recém-nascidos eram deixados durante o dia, nas portas das casas escolhidas. Parte desses bebês era entregue voluntariamente por gestantes em situação de vulnerabilidade social, que afirmavam não ter condições de criar os filhos. Porém, há pessoas que suspeitam ter sido separadas das famílias biológicas sem consentimento. Justiça barrou esquema paralelo de adoção A prática só chegou ao fim após ação de um juiz, que ameaçou de prisão quem se envolvesse com o esquema de adoção alternativo. O g1 tentou contato com o magistrado citado em relatos, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Lausanne de Oliveira, adotada por meio das 'cegonhas da noite', em frente à casa da família adotiva Maylla Nunes/g1 O processo de adoção legal à época exigia a supervisão de um juiz em todos os casos e, como as cegonhas agiam por conta própria, sem a intermediação do Estado, a ilegalidade da prática ficou evidenciada. Além disso, magistrados apontavam que deixar um bebê na porta de uma família poderia gerar constrangimento e pressão emocional. O g1 não encontrou registros de ações judiciais sobre a rede paralela. O portal procurou o Ministério Público da Bahia (MP-BA) para apurar se alguma investigação chegou a ser instaurada, mas o órgão não retornou contato até a publicação desta reportagem. O esquema também não virou caso de polícia, mas a pressão foi suficiente para que as mulheres encerrassem as atividades. Busca pela própria história A analista administrativa Lausanne de Oliveira Vicentin, de 36 anos, nasceu em 3 de setembro de 1989, em Feira de Santana, e foi uma das crianças adotadas por meio das cegonhas. Ao g1, ela contou que foi deixada, ainda recém-nascida, durante uma tarde e com uma carta em frente à casa da professora Dione Marta de Oliveira. "Fui deixada na porta da casa da minha mãe. Ela me adotou e me deu sobrenome, lar e amor. Meu processo foi todo legalizado", contou. Cegonhas da Noite: carta foi deixada junto com bebê em caixa de papelão Arquivo Pessoal Segundo Lausanne, parte da sua origem foi esclarecida anos depois, quando a mãe recebeu um relato de uma mulher chamada Ângela, já falecida e amiga da família. Antes de morrer, ela contou que a mãe biológica de Lausanne trabalhava como empregada doméstica na casa de uma enfermeira chamada Alba, onde a criança teria nascido. De acordo com essa versão, o bebê teria sido entregue ainda na casa da enfermeira e repassado a Ângela, que fez a ligação com o grupo das cegonhas até que a criança chegasse à família atual. "Foi assim que cheguei até minha mãe". Lausanne de Oliveira Vicentin, de 36 anos foi um dos bebês doados pelo grupo Cegonhas da Noite Arquivo Pessoal Lausanne ouviu ainda que a genitora já tinha outros filhos e que a entrega pode ter ocorrido em um contexto de vulnerabilidade, embora reconheça que não há como confirmar todos os detalhes. Ela também menciona a possibilidade de que a decisão tenha sido influenciada para que a genitora continuasse trabalhando. "Existem relatos de mães que entregaram, mas há histórias de filhos que teriam sido tirados delas. É algo que até hoje não tem como afirmar em todos os casos", pondera. Roupinhas utilizadas por Lausanne quando foi deixada na porta da família adotiva Arquivo Pessoal Criada em uma família de classe média, Lausanne conta que teve uma infância com afeto, apesar do impacto ao descobrir que foi adotada ainda criança, aos 8 anos, após um comentário da babá. Depois disso, a mãe dela passou a explicar a situação aos poucos. "Ela disse que eu não tinha vindo da barriga, mas do coração", lembra. A compreensão completa da história veio na adolescência — fase em que também enfrentou conflitos familiares. Hoje, segundo ela, a relação está resolvida. Mesmo assim, a curiosidade sobre a origem nunca deixou de existir. Ao longo dos anos, Lausanne buscou informações sobre a família biológica e afirma que esse desejo permanece. "Sempre quis saber de onde vim, quem são meus pais, meus irmãos". Lausanne de Oliveira, ainda criança, com os pais, irmão e primos em frente à casa da família Arquivo pessoal Busca solitária virou rede de adotados em busca da própria origem Nos últimos anos, essa busca ganhou um novo significado. Após publicar um vídeo sobre a própria história, a analista passou a ser procurada por outras pessoas que também foram adotadas por meio das cegonhas da noite. Com isso, ela criou um grupo em um aplicativo de mensagens que agora reúne 19 pessoas com trajetórias semelhantes. "Eu entendi que não estava sozinha. Hoje, a gente se apoia e tenta se ajudar a encontrar respostas". O grupo funciona como uma rede de acolhimento, onde participantes compartilham relatos, pistas e tentativas de reencontro com familiares biológicos. O g1 tentou entrevistar outros integrantes, porém, eles preferiram manter a discrição. Lausanne Vicentim compartilhou desejo de conhecer família biológica através das redes sociais Redes Sociais Para Lausanne, o tema ainda é complexo. "Nem sempre foi algo bom para todas as crianças. Tem histórias felizes, mas existem muitas dúvidas sobre o que realmente aconteceu". Atualmente, o maior sonho dela é conseguir respostas sobre o próprio passado. "Quero encontrar minha família biológica, olhar, conversar e entender a verdade". Devido à falta de documentação formal no processo, os adotados desconhecem informações básicas como o nome da mãe e o hospital onde nasceram. Todo o trabalho de investigação conduzido por eles baseia-se em relatos orais. Adoção legal ainda era pouco conhecida e fiscalização tinha falhas Embora o processo de adoção legal já existisse no Brasil entre as décadas de 1980 e 2000, especialistas apontam que a falta de informação, o acompanhamento precário e a informalidade com que muitos casos eram tratados abriram espaço para práticas clandestinas no país. Ao g1, a assistente social Maria Jacy Pereira, de 75 anos e presidente de um orfanato em Feira de Santana, afirma que naquele período muitas famílias recorriam a acordos informais por desconhecimento ou pela ausência de fiscalização mais rígida. Imagem mostra Lausanne carregando uma caixa em frente à casa onde foi deixada quando era bebê Maylla Nunes/g1 Segundo ela, era comum que crianças fossem entregues diretamente a outras famílias sem qualquer acompanhamento judicial. "As pessoas conheciam as crianças, levavam para casa para um período de convivência e depois buscavam regularizar a situação", contou. Maria Jacy destaca que, apesar de o processo legal não ser considerado difícil na época, ainda apresentava falhas. Em muitos casos, mulheres em situação de vulnerabilidade não recebiam orientação adequada sobre como proceder legalmente. "Antigamente, as pessoas não sabiam o que fazer com as crianças. Faltava acompanhamento do Estado". Ela também ressalta que a informalidade trazia insegurança tanto para as famílias adotivas quanto para os bebês. Havia situações em que crianças eram entregues sem documentação e, anos depois, familiares biológicos tentavam reverter a situação. "Um dos riscos era a família [adotiva] criar vínculo e alguém aparecer querendo levar a criança novamente", explicou. A assistente social lembra ainda que encontrou adolescentes sem qualquer registro civil após adoções irregulares. Por outro lado, Maria Jacy pondera que práticas como a das cegonhas eram vistas por parte da população como uma forma de ajuda social diante da falta de alternativas. Para muitas pessoas, essas práticas ilegais eram uma solução para evitar o abandono. Atualmente, a legislação oferece mais segurança jurídica e acompanhamento psicossocial tanto para as mães quanto para as crianças. Como destaca a profissional, hoje há protocolos definidos para entrega voluntária, acolhimento institucional e encaminhamento para adoção legal. Entrega voluntária de recém-nascidos à adoção não é crime Apesar dos questionamentos que cercaram a prática, a entrega voluntária de bebês para adoção é um direito garantido por lei no Brasil. A chamada Lei da Adoção regulamenta o procedimento, que também está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. De acordo com a legislação, a gestante pode optar pela entrega legal do bebê sem sofrer prejuízos. Mas esse procedimento deve ser feito de forma assistida, com acompanhamento do Poder Judiciário. O primeiro passo é procurar um órgão da rede de proteção, como o Conselho Tutelar, uma Unidade Básica de Saúde (UBS) onde realiza o pré-natal ou o Fórum da cidade. A lei prevê que todo o processo seja conduzido com sigilo e acolhimento, garantindo os direitos tanto da mãe quanto da criança. Por outro lado, o abandono de recém-nascidos é considerado crime. Casos em que bebês são deixados em locais públicos, sem seguir os procedimentos legais, podem resultar em responsabilização criminal. Segundo o Código Penal Brasileiro, a pena para abandono de recém-nascido pode variar de seis meses a seis anos de detenção, especialmente se houver lesão corporal ou morte do bebê. LEIA MAIS: Mães mais velhas e com menos filhos explicam queda da fecundidade na Bahia, aponta IBGE Mais de 200 crianças e adolescentes esperam por adoção na Bahia; saiba como iniciar processo Eu Te Explico #179: relógio biológico, diploma e carreira - o que está por trás da maternidade tardia Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻
A senior Albanese minister has taken aim at the New Zealand Prime Minister over comments he made about capital gains tax.
David Shoebridge says Australia could become embroiled in a US war with China if purchase of Virginia-class attack submarines proceeds Anthony Albanese has reiterated that Aukus is “full-steam ahead” after the Greens renewed calls to cancel the nuclear-powered submarines deal, which the minor party warned could draw Australia into a potential US war with China. Debate over the security pact has resurfaced after the announcement that Australia would buy secondhand Virginia-class submarines from the US, rather than a mix of old and new vessels. Continue reading...
Een voorleesvoorstelling over dalmatiër Muk die meer stippen wil, een musical over Doornroosje of een uitvoering van het Nationale Ballet; voor jonge en oudere kinderen valt er in het theater van alles te beleven en op steeds meer plekken kan dat gratis. Zeker dertig locaties bieden komend seizoen voorstellingen aan waarbij kinderen kosteloos toegang hebben, blijkt uit de nieuwe jaarprogramma's. Volwassen begeleiders moeten wel betalen. Dit jaar is dat ook zo in het Wilminktheater in Enschede. Bezoekers tot 18 jaar kunnen na de zomer gratis allerlei voorstellingen bezoeken. Ook theater Het Speelhuis in Helmond voegt zich komend seizoen bij de locaties met kosteloos aanbod voor jongeren. Theater Hanzehof in Zutphen begon er begin dit jaar mee en geeft dat in het nieuwe theaterjaar een vervolg, met zeven voorstellingen die voor kinderen vrij toegankelijk zijn. In toelichtingen wijzen de schouwburgen op het belang van theater voor kinderen. "Door kinderen gratis toegang te bieden, krijgen jonge bezoekers, ongeacht achtergrond of inkomen, de kans om theater van dichtbij te beleven", schrijft het theater in Zutphen. In Enschede willen ze dat "kinderen en jongeren in de regio kunnen kennismaken met theater, zonder dat kosten een belemmering vormen". Bedrijven als sponsor Kartrekker van het gratis jeugdtheater is Maaspoort in Venlo. Daar zagen ze het jonge publiek tijdens de coronapandemie uit de theaterzalen verdwijnen. In 2022 zag nog maar 15 procent van de kinderen een voorstelling, tegen 59 procent vóór covid, vertelt theaterdirecteur Leon Thommassen. "Terwijl het zo belangrijk is om kinderen die ervaring mee te geven. We vonden dat we iets moesten doen aan die cijfers." De oplossing: een jeugdfonds, gesteund door stichtingen, fondsen, bedrijven en betrokken theaterbezoekers. "De partijen die we benaderden, waren meteen heel enthousiast, ook vanwege de aansprekende doelgroep", vertelt de directeur. "In een paar weken hadden we het fonds opgetuigd en dekking om alle voorstellingen een jaar lang gratis aan te bieden aan kinderen." Daarbij kregen de makers voor alle bezette stoelen betaald, óók de kinderstoelen. "We merkten al heel snel dat het ging vliegen", zegt Thommassen. "In 2018/2019, het meest vergelijkbare seizoen van voor corona, hadden we 5000 bezoekers bij jeugdvoorstellingen. In seizoen 2024/2025 ging het om ruim 23.000 bezoekers voor gratis jeugdvoorstellingen, waarvan bijna 14.000 kinderen. De bezetting steeg van 46 procent naar 84 procent." Meer donateurs Overtuigd door het succes in Venlo namen de afgelopen jaren steeds meer theaters de Limburgse formule over, zoals Schouwburg Hengelo. Daar zijn sinds seizoen 2024/2025 praktisch alle jeugd- en dansvoorstellingen gratis voor bezoekers tot en met 16 jaar. Het theater koos bewust niet voor een beperkt aantal gratis voorstellingen. "Als we dit dan doen, willen we ook dat bezoekers zelf kunnen kiezen waar ze naartoe gaan", zegt marketingmanager Mirella Jellema. De schouwburg zag het aantal bezoekers bij familievoorstellingen in het eerste seizoen verdubbelen. Cijfers over het bijna afgelopen theaterjaar zijn er nog niet, maar de schouwburg gaat hoe dan ook door met de gratis toegang. De extra belangstelling heeft een positief bijeffect: meer mensen melden zich als 'vriend van de schouwburg' en doneren jaarlijks een bedrag. Marktverstoring Voor families zijn de betaalbare uitjes een uitkomst, maar bij commerciële theaterproducenten wringt het concept. Zij zien volle zalen in theaters die kinderen gratis toegang geven, maar lege plekken in de schouwburg met betaalde tickets een stad verderop. "Er ontstaat oneerlijke concurrentie tussen theaters", zegt directeur Dian Hoelscher van de Vereniging Vrije Theaterproducenten (VVTP). Die verschuivende bezoekersstromen leiden er volgens haar toe dat de theaters die kinderen wel laten betalen minder of geen jeugdvoorstellingen meer programmeren en dat het totale aanbod voor kinderen afneemt. Daardoor komen rondtrekkende voorstellingen die het zonder subsidie doen in de knel, vervolgt Hoelscher. Deze makers komen zo aan te weinig optredens om uit de kosten te komen. "De effecten zijn op de langere termijn niet houdbaar." De VVTP gooide deze week in Utrecht de knuppel in het hoenderhok door op de ledenvergadering van schouwburg- en concertgebouwdirecties te dreigen met een boycot van theaters die kinderen vrije toegang verschaffen. Die woorden hebben gewicht; bij de VVTP aangesloten producenten, zoals Albert Verlinde Theater, MediaLane en Van Hoorne Studios, verzorgen zo'n 85 procent van alle professionele podiumkunsten in Nederland, becijferde de vereniging. Voor theaterdirecteuren komt de dreigende boycot rauw op hun dak. Zij zien de vrije toegang voor kinderen als het nieuwe normaal en als een goede manier om jonger publiek aan hun theaters te binden. Voor verbeteringen staan ze open, benadrukt Thommassen, maar in de teruglopende inkomsten voor theatermakers herkent hij zich niet. "Wij zijn in Venlo juist veel meer gaan programmeren. De betalingen aan impresariaten voor familie- en jeugdvoorstellingen zijn explosief gestegen." Kansengelijkheid Thommassen hoopt dat de producenten en podia samen tot een landelijke formule kunnen komen waarin iedereen zich kan vinden, ook op de lange termijn. "Ik zou het doodzonde vinden als dit initiatief de nek wordt omgedraaid en kinderen weer buiten de zaal blijven. Kansenongelijkheid is in iedere gemeente een heet hangijzer. Allemaal naar dezelfde voorstelling gaan, iets ultiemers op dat vlak kan ik niet verzinnen."
Thousands of people rallied Saturday in the Albanian capital and hundreds in a protected nature reserve on the country's coast to protest plans for a luxury beach resort by a company linked to the Trump family. Answering a call from environmental organizations, activists from across the country and local residents flocked at midday to the Vjosa-Narta lagoon, around 150 kilometers southwest of the capital Tirana. It was the latest in a series of protests against a project whose cost is estimated
Thousands of protesters have rallied in the Albanian capital against a proposed luxury beach resort linked to Trump.
Saturday marked the seventh day of protests over a planned luxury resort in Albania linked to Jared Kushner and Ivanka Trump. Activists call it the "Flamingo Revolution." They've adopted the pink bird as a symbol of the wildlife they say will be destroyed if the billion-dollar project goes ahead. Ian Lee has more.
Vrede met buurland Azerbeidzjan en toenadering tot de Europese Unie: dat zijn de centrale thema's bij de parlementsverkiezingen van morgen in Armenië. Rusland heeft er de afgelopen weken alles aan gedaan een verwachte verkiezingsoverwinning van premier Nikol Pasjinjan te dwarsbomen, onder meer door een boycot van Armeense groenten en fruit, mineraalwater en alcoholische dranken in te stellen. De Russische importstop is een beproefd middel dat Rusland vaker inzet in conflictsituaties. Ditmaal is de reden dat Armenië onverholen toenadering zoekt tot de EU. Begin mei ontving Pasjinjan in de hoofdstad Jerevan de leiders van de meeste Europese landen. Tot grote woede van Moskou was ook de Oekraïense president Zelensky aanwezig. De weg naar Europa is voor Armenië nog heel lang en zal nog decennia vergen. Vooralsnog is het hoogst haalbare voor de Armeniërs visumvrij reizen naar de EU. Maar Moskou wil Armenië nu al dwingen definitief een keuze te maken tussen Rusland en de EU. 'Armenië zwicht niet' De Russische maatregelen zijn een flinke klap voor veel Armeense exporteurs, voor wie Rusland de meest voor de hand liggende afnemer is. Armenië ligt in de zuidelijke Kaukasus en grenst aan Iran, Turkije, Azerbeidzjan en Georgië. Alleen met Iran en Georgië zijn de grenzen geopend, die met Turkije en Azerbeidzjan zijn al meer dan drie decennia dicht. Pasjinjan heeft boos gereageerd op de Russische boycot. Armenië zal volgens hem niet zwichten onder de druk. Hij heeft beloofd Armeense groente- en fruittelers te compenseren voor geleden verliezen. Twee dagen voor de verkiezingen liet hij tijdens een debat nogmaals doorschemeren dat Armenië op termijn mogelijk vertrekt uit de Organisatie voor het Verdrag inzake Collectieve Veiligheid. Dat is een tegenhanger van de NAVO onder leiding van Rusland. Eerder al bevroor Jerevan de deelname aan het militaire bondgenootschap, maar tot een formele uittreding kwam het niet. Reden voor dat besluit was voor Armenië het feit dat de coalitie niet ingreep toen Azerbeidzjan in 2023 na ruim dertig jaar met militaire macht de overwegend door Armeniërs bewoonde Azerbeidzjaanse enclave Nagorno-Karabach heroverde. De inname leidde tot een uittocht van de ruim honderdduizend Armeense inwoners van het gebied. Vrede met Azerbeidzjan Het bereiken van een duurzame vrede staat hoog op het verlanglijstje van Pasjinjan. Hij had het afgelopen jaar meerdere ontmoetingen met de Azerbeidzjaanse leider Ilham Alijev en de Turkse president Recep Tayyip Erdogan. Een vredesverdrag geeft uitzicht op het heropenen van de grenzen met de buurlanden, waarna Armenië en Azerbeidzjan een belangrijke schakel kunnen gaan vormen in een nieuwe handelsroute die China en Centraal-Azië via de Kaukasus en Turkije moet verbinden met Europa. De achterban van Pasjinjan ziet hem als de man die de voorbije bloedige decennia definitief achter zich kan laten en garanties biedt op een rustigere toekomst. Zijn politieke tegenstanders beschuldigen hem ervan een marionet te zijn in de handen van Alijev en Erdogan. Pasjinjan krijgt ook veel kritiek op wat velen zien als een autoritair optreden tegen andersdenkenden. Hij heeft zijn opponenten meermalen met harde maatregelen bedreigd. Volgens de oppositie telt Armenië tientallen politieke gevangenen. Huisarrest en arrestaties Pasjinjans belangrijkste rivaal, de Armeens-Cypriotisch-Russische zakenman Samvel Karapetjan, heeft huisarrest omdat hij zou hebben opgeroepen tot het omverwerpen van de zittende macht. Volgens hem zijn de beschuldigingen politiek gemotiveerd. Vandaag werden ook zes leden van Karapetjans partij Sterk Armenië zonder opgaaf van redenen gearresteerd. Sterk Armenië staat te boek als pro-Russisch. De partij komt volgens de laatste peilingen op de tweede plaats, op flinke afstand van Pasjinjans partij Burgercontract. Op de derde plaats komt de partij van zakenman Gagik Tsaroekjan. De verkiezingsuitslag kan evenwel nog voor verrassingen zorgen want bijna de helft van de ondervraagden geeft in de peilingen aan nog geen keus te hebben gemaakt, of wil die keus niet kenbaar maken. Vooral veel jongeren in Armenië hebben zich afgekeerd van de politiek. Cruciaal voor Pasjinjan is of hij zich kan verzekeren van een twee derde meerderheid in het parlement. Daarmee kan hij probleemloos grondwetshervormingen doorvoeren, die nodig zijn om een definitieve vrede met Azerbeidzjan te kunnen bereiken.
The so-called "Flamingo Revolution" has taken up the cause of protecting the Albanian coast from a development led by the president's son-in-law.
Crowds of Albanians gathered in Tirana to continue protesting plans for a resort backed by President Trump's son-in-law, Jared Kushner, set to go up on the country's Adriatic coast. CBS News' Emmet Lyons reports.
In India heeft de leider van de piepjonge en razendpopulaire Kakkerlakken-beweging voor het eerst een protest aangevoerd tegen de regering. Oprichter Abhijeet Dipke (30) kwam vanochtend vanuit de Verenigde Staten aan in de hoofdstad New Delhi. Hij voegde zich meteen bij de betogende menigte. "Kakkerlakken zijn niet bang en ze gaan ook niet dood", riep hij aanhangers toe. Aanhangers van de beweging, die tot vandaag vooral online actief was, demonstreren tegen de corruptie in India. Aanleiding is een grote fraudezaak rond het toelatingsexamen voor medische opleidingen. De beweging stelde daarom een ultimatum voor het vertrek van de minister van Onderwijs. Die heeft dat laten passeren. Inmiddels zijn nieuwe protesten aangekondigd. Met dit eerste grote protest wil de Kakkerlakken-beweging vooral laten zien dat ze de aantallen hebben om serieuze druk uit te oefenen op de Indiase regering. In enkele dagen trok de beweging op Instagram zo'n 22 miljoen volgers. Van het internet naar de straat Sarthak Bagchi promoveert aan de Universiteit Leiden op Indiase politiek en noemt de Kakkerlakken nu meer een online fenomeen dan een beweging. "Maar het is ze in ieder geval al gelukt om een persconferentie te geven in de aanloop naar dit protest. Dat is iets wat de premier van dit land nog nooit heeft gedaan." Abhijeet Dipke was er vooraf zeker van dat hij opgepakt zou worden zodra hij voet op Indiase grond zou zetten. Dat gebeurde niet. Hij werd wel opgewacht, maar kreeg van agenten in burgerkleding te horen dat hij zijn protest in het centrum van New Delhi kon doorgaan. Met in de hand een biografie van Bhimrao Ambedkar, de ontwerper van Indiase grondwet, stapte hij vervolgens het vliegveld uit. 'Bedreiging nationale veiligheid' Online heeft Dipke nu met zijn satirische beweging meer dan twee keer zoveel volgers als regeringspartij BJP. Bij de Indiase regering leidt de populariteit tot onrust. Platform X is gesommeerd het profiel van de beweging te blokkeren. Die zou een bedreiging zijn voor de nationale veiligheid. "Ze begrijpen de kracht die studentenprotesten kunnen hebben als ze echte klachten die onder de bevolking leven vertegenwoordigen", zegt Bagchi. Rond het protest van vandaag was de sfeer gespannen. Dipke wil laten zien dat zijn online satire sterk genoeg is om mensen te motiveren fysiek de straat op te gaan. De Indiase overheid daarentegen wil voorkomen dat de vonk die online begonnen is niet uitgroeit tot een vurige Gen-Z beweging, zoals in buurlanden Bangladesh en Nepal. Daar leidden protesten uiteindelijk tot de val van de regering. Dipke studeert aan een universiteit in Boston en werkte eerder als communicatiestrateeg voor de Aam Aadmi Partij. Die komt ook voort uit een anti-corruptiebeweging en groeide uit tot een politiek alternatief voor traditionele partijen. Hij weet dus hoe je jongeren online mobiliseert, maar de impact die hij met één bericht heeft gehad, kon hij ook niet voorspellen. Vanuit Boston reageerde Dipke halverwege mei met een bericht op sociale media op een uitspraak van het Indiase hooggerechtshof. Daarin noemde de rechter jongeren zonder opleiding of baan die zich bezighouden met activisme of journalistiek kakkerlakken en parasieten. "Het is zorgelijk dat een rechter op deze manier Indiase burgers ontmenselijkt met deze taal waarvan we historisch weten dat het veel schade kan aanrichten", zegt Bagchi. Dipke draaide in zijn bericht de negatieve lading ervan om en vroeg zich af wat er gebeurt als de kakkerlakken samenkomen. Zo ontstond de satirische Cockroach Janta Party. De toevoeging Janta Party, of JP (Volkspartij), is een knipoog naar de regerende BJP. De satirische beweging speelt zo in op de onvrede die er onder jongeren leeft over het gebrek aan banen en opleidingsplekken in India. Grote eisen Een voorbeeld daarvan is de toelatingstest voor medische opleidingen. Omdat er maar enkele duizenden plekken beschikbaar zijn, hangt voor de ruim twee miljoen studenten heel veel af van deze test, waarvoor ze soms maanden dag en nacht leren. Maar dit jaar werd de uitslag nietig verklaard omdat er gefraudeerd zou zijn. Bij enkele studenten kwam de klap dat hun harde werk voor niets is geweest zo hard aan, dat ze kozen voor zelfdoding. De Kakkerlakken-beweging vraagt daarom om het vertrek van minister van Onderwijs. Het lijkt vooralsnog de meest haalbare van de punten die de beweging tot nu toe geformuleerd heeft. Want voor grote aanpassingen in de Indiase media, of nieuwe wetgeving rondom banen van oud-rechters, heeft deze beweging nog niet genoeg politieke druk. Als het protest van vandaag uitgroeit tot een echte beweging, kan dat wel veranderen.
Der frühere spanische Notenbankchef de Cos gilt derzeit als Favorit für die Nachfolge von EZB-Präsidentin Christine Lagarde. Für die deutschen Kandidaten scheint es nicht gut zu stehen.
Protesters on Saturday gathered at the Vjosa-Narta lagoon, a nature reserve on the Albanian coast, to denounce a plan by US President Donald Trump's son-in-law, Jared Kushner, to build a luxury resort inan environmentally sensitive area. Albanian Prime Minister Edi Rama has insisted that "top" experts will be involved in the project, which has yet to be approved.