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"SCAM" · 총 341건
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Maioria dos trabalhadores resgatados desde 1995 está na zona rural Mauricio Lima/AFP via DW Os Estados Unidos incluíram o Brasil em uma lista de países que, segundo o governo americano, falham em proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado. Apesar disso, o combate a essa prática dentro do território brasileiro é considerado referência internacional. A inclusão foi anunciada na última terça-feira (2) e abrange 60 países. Entre eles estão Suíça, Reino Unido, China, Canadá, Noruega e também a União Europeia. A lista foi elaborada após uma investigação do Escritório de Comércio dos EUA (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o relatório, essa situação gera concorrência desleal para empresas e trabalhadores americanos. O órgão propôs a aplicação de uma sobretaxa de até 12,5% sobre produtos importados dos países listados. A medida ainda precisa ser aprovada pelo presidente Donald Trump. Agora no g1 Para justificar a sobretaxa, os Estados Unidos afirmam que o Brasil não possui uma legislação eficaz para impedir a entrada de produtos feitos com trabalho forçado em seu mercado. Outra crítica é que o país não fiscalizaria adequadamente toda a cadeia produtiva dos bens importados. As críticas dos Estados Unidos não se referem ao uso de trabalho forçado dentro do Brasil, mas sim aos produtos importados pelo país. Já o combate a essa prática em território nacional é considerado um exemplo internacional. Ao longo das últimas três décadas, o Brasil desenvolveu uma das políticas públicas mais reconhecidas no mundo no combate ao trabalho análogo à escravidão. Desde que reconheceu oficialmente a existência dessa prática, em 1995, perante a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o país passou a atuar com base em três pilares: fiscalização, responsabilização de empregadores e apoio às vítimas. Nesse período, mais de 68 mil trabalhadores foram resgatados dessa situação. Brasil, exemplo internacional De acordo com o Código Penal brasileiro, o trabalho análogo à escravidão "é caracterizado pela submissão de alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou seu preposto". De acordo com o Código Penal brasileiro, o trabalho análogo à escravidão "é caracterizado pela submissão de alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou seu preposto". Ou seja, a lei engloba trabalho forçado, jornada exaustiva, servidão por dívidas e condições degradantes. Não é necessário que todos esses elementos estejam presentes: apenas um deles já configura crime. O uso do termo "análogo à escravidão" já representa um avanço em relação às legislações de outros países, pois inclui diferentes formas contemporâneas de exploração. Ao contrário do que ocorre em muitos países, o Brasil não exige, necessariamente, a restrição física direta para caracterizar o crime. Desde 2003, o Brasil conta com a chamada “Lista Suja” do governo federal, que reúne os nomes de empregadores responsabilizados pelo uso de trabalho análogo à escravidão. A inclusão no cadastro ocorre apenas após a conclusão do processo administrativo que julgou o caso. Instrumentos de fiscalização No Brasil, o principal instrumento de combate é a fiscalização realizada pela Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em 2025, foram feitas 1.594 operações específicas, que resultaram no resgate de 2.772 trabalhadores em condições ilegais. Além disso, mais de R$ 9 milhões em verbas trabalhistas e rescisórias foram garantidos às vítimas. As operações são coordenadas pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), que reúne diferentes instituições do Estado, como o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF). Esse modelo integrado é apontado como um dos principais fatores para o sucesso das ações, pois permite desde o resgate imediato até a responsabilização criminal e administrativa dos empregadores. Quando a irregularidade é identificada, os trabalhadores são retirados do local e passam a ter acesso a direitos básicos. Entre eles está o Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado, que prevê três parcelas no valor de um salário mínimo, além do pagamento dos direitos trabalhistas devidos pelos empregadores. As vítimas também são encaminhadas à rede de assistência social, onde recebem apoio para a reinserção no mercado de trabalho e acompanhamento social. O perfil das vítimas Historicamente, a maior parte dos casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil ocorre em atividades agropecuárias, mas há crescimento recente nas áreas urbanas. Em 2025, a maioria dos trabalhadores resgatados (68%) estava em cidades, atuando principalmente na construção civil. Também há registros frequentes no trabalho doméstico, setor marcado por forte subnotificação. A maioria das vítimas é formada por homens jovens, com baixa escolaridade, frequentemente migrantes internos ou internacionais. Há também uma forte dimensão racial: pessoas negras representam a maior parte dos trabalhadores resgatados. Esse cenário está associado a desigualdades históricas e à vulnerabilidade socioeconômica, fatores que facilitam o aliciamento por meio de falsas promessas de emprego. O que pode melhorar Apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito. Especialistas apontam que, embora as operações de fiscalização sejam essenciais, elas não são suficientes para erradicar o problema. A prevenção depende de políticas públicas mais amplas, sobretudo nas áreas de educação, emprego e assistência social. Programas de conscientização — como iniciativas voltadas a comunidades vulneráveis — buscam informar os trabalhadores sobre seus direitos e reduzir o risco de exploração. Autoridades reconhecem que a erradicação definitiva depende do enfrentamento de causas estruturais — como pobreza, desigualdade e falta de acesso a oportunidades — que continuam alimentando esse ciclo de exploração.
ED arrests Chhattisgarh man in Rs 10-crore Bharatmala compensation scam case
Bryan Teow borrowed RM20,000 from a 'bank officer' after coming across a Facebook ad, but ended up losing RM400,000 in the past 20 months.
A SpaceX contrói e opera os foguetes e a infraestrutura de lançamento que dão suporte à sua subsidiária Starlink Getty Images A SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, divulgou um preço sugerido por ação antes de sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Caso saia pelo valor estimado, seria a maior IPO da história. Em um documento que detalha os planos para a operação, a SpaceX informou que cada ação deve sair por US$ 135 (cerca de R$ 686), elevando o valor de mercado da empresa para cerca de US$ 1,75 trilhão, ou aproximadamente R$ 8,9 trilhões. Anunciar um preço estimado com tanta antecedência é algo incomum, e o valor representa um aumento expressivo em relação à avaliação de mercado anterior da empresa, de US$ 1,25 trilhão (R$ 6,4 trilhões), feita no início deste ano. China e SpaceX aceleram corrida espacial A divulgação não significa que as ações serão vendidas pelo preço proposto, já que isso será decidido pelos compradores. O valor pode subir ou cair. A SpaceX fabrica foguetes, oferece um serviço de internet via satélite chamado Starlink e também é dona da empresa de inteligência artificial xAI. Em geral, as empresas só divulgam o preço das ações no dia anterior ao início das negociações na bolsa de valores. A SpaceX deve começar a ser negociada na bolsa Nasdaq em 12 de junho, o que faz da sua estimativa de preço uma das mais antecipadas, se não a mais antecipada, da história do mercado de ações. A empresa pretende captar US$ 75 bilhões (R$ 381 bilhões), o que seria um recorde para um IPO. O atual recorde pertence à gigante do petróleo saudita Saudi Aramco, que captou US$ 25,6 bilhões em 2019. Se as ações da empresa forem vendidas pelo preço estimado de US$ 135 ou acima desse valor, a SpaceX se tornará imediatamente uma das empresas mais valiosas do mundo. Com isso, Elon Musk, que controla mais de 80% da SpaceX por meio de suas próprias ações na companhia, poderia se tornar trilionário. Mas esse resultado não é garantido. Segundo dados da Dealogic, empresa de pesquisa sobre mercados de capitais, em quase metade das companhias que abriram capital nos últimos 30 anos, o valor caiu em relação ao da estreia. "Não há dúvida de que a avaliação é incrivelmente alta", disse Samuel Kerr, diretor de pesquisa de mercados de capitais da Mergermarket. Elon Musk deve se tornar a pessoa mais rica do mundo com a estreia da SpaceX na bolsa de valores REUTERS Ele observou que a relação entre o preço da SpaceX e suas vendas é maior do que a de qualquer outra grande empresa do grupo que os investidores chamam de "Mag 7" — Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Nvidia, Microsoft e Tesla, outra empresa de Musk. "Mas a SpaceX está sendo avaliada com base em receitas e lucros futuros, e não no presente, e alguns investidores podem estar dispostos a ignorar isso", acrescentou Kerr. Em 2025, a Space Exploration Technologies, nome oficial da SpaceX, teve receita de US$ 18,6 bilhões, mas registrou prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões. Nos três primeiros meses deste ano, as vendas somaram US$ 4,7 bilhões, mas a empresa teve prejuízo líquido de US$ 4,3 bilhões. Segundo o balanço da empresa, a SpaceX possui US$ 102 bilhões ativos, como foguetes e outros equipamentos, mas também US$ 60,5 bilhões em dívidas. Além da exploração espacial, a empresa investe pesado em inteligência artificial (IA), redes sociais, serviços de internet via satélite e centros de dados. No início deste ano, a SpaceX comprou a xAI, outra empresa de Musk, conhecida por seu chatbot Grok. A xAI começou como parte do X, antigo Twitter, e usava o acesso aos textos e informações em tempo real da plataforma para treinar sua inteligência artificial. Há anos, Musk defende que desenvolver infraestrutura no espaço é a melhor forma de garantir os recursos necessários para sustentar o funcionamento da IA, já que há escassez de terra disponível no planeta. Ele já apresentou planos para lançar satélites de IA e, no futuro, construir centros de dados em órbita. "A SpaceX já foi uma empresa simples. Era uma empresa de lançamentos, depois também provedora de internet por satélite, e agora é uma empresa de redes sociais e um laboratório de IA", disse Laurence Pevsner, sócio da empresa de capital de risco Lux Capital, à BBC. "O laboratório de IA é o que realmente está elevando a avaliação, e acho que essa é uma aposta arriscada para os acionistas", acrescentou. O movimento da SpaceX ocorre no momento em que outras gigantes da tecnologia buscam captar mais recursos para financiar seus investimentos em IA. No início desta semana, a empresa de IA Anthropic revelou seus planos para uma oferta pública de ações ainda neste ano, enquanto a Alphabet, dona do Google, anunciou que pretende captar US$ 80 bilhões para investir em IA. A OpenAI também avalia abrir capital ainda este ano, de acordo com a imprensa.
A 60-year-old woman in southern Dong Nai Province was stopped from transferring VND1.3 billion (US$49,400) to scammers who had posed as a U.S. Army general and built an online romantic relationship with her.
Police recently commended a taxi driver in Ulsan for assistance in stopping a scam that would have inflicted financial damage of around 140 million won ($90,500), officials said Thursday. Officials at the Ulsan Dongbu Police Station said they have awarded the driver a certificate of appreciation and 1 million won in relation to their May 26 arrest. The taxi driver on that day picked up a passenger who was talking with a woman on the phone and repeatedly checking the other party's location. The d
BANGKOK, June 5 — Thailand’s consumer watchdog said it will sue Meta’s Facebook for allegedly al...
A psychic scammer who defrauded victims through fake blessings to combat curses and evil spirits has admitted to running off with almost half a million dollars.
Duas pessoas atacadas por tubarões em Pernambuco recebem alta da UTI As duas pessoas atacadas por tubarões no Grande Recife deixaram a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta quinta-feira (4). Elas tiveram uma das pernas amputadas e seguem hospitalizadas. Depois de cirurgias e dias em tratamento intensivo, a alta representa um avanço no quadro clínico. A saída da UTI indica que os dois pacientes superaram o momento mais crítico, marcado pela hemorragia. O risco de infecção, no entanto, ainda existe, já que a mordida do animal tem alto potencial de contaminação. Por isso, ambos continuam em observação, fazendo uso de antibióticos, agora na enfermaria. Os dois ataques aconteceram em um intervalo de pouco mais de 24 horas e envolveram tubarões de espécies diferentes. No domingo (1º), um menino de 11 anos foi mordido por um tubarão-cabeça-chata na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. O ataque ocorreu perto da faixa de areia, e o garoto perdeu a perna esquerda. Nesta quinta-feira (4), ele foi transferido para um hospital particular. Na segunda-feira (2), a perna direita de Marcela Vitória, de 19 anos, foi arrancada por um tubarão-tigre na Praia de Boa Viagem, na capital pernambucana. Segundo testemunhas, ela estava em área rasa, com a água na altura da cintura. Um médico mineiro que estava de férias na região e prestou os primeiros socorros à jovem visitou Marcela no hospital. Em vídeo, ela afirmou que está bem e confiante na recuperação. Recife volta a monitorar tubarões no litoral Globo/ Reprodução Enquanto isso, as autoridades buscam entender o comportamento dos tubarões no litoral do Grande Recife. As pesquisas serão retomadas após 11 anos sem monitoramento contínuo — período em que não se sabia o paradeiro desses animais e em que foram registrados dez ataques. Pesquisadores defendem a necessidade de acompanhar os deslocamentos e hábitos das espécies para entender, por exemplo, se o tubarão-cabeça-chata se aproxima mais da costa durante o inverno ou se os tubarões-tigre têm permanecido por mais tempo na região. No fim da manhã, o Comitê de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) se reuniu em caráter de urgência. A proposta é implantar microchips de localização em pelo menos 50 tubarões já no próximo mês. O procedimento consiste na captura temporária dos animais, com técnicas que minimizam o sofrimento, para coleta de dados como sangue, tecido e informações genéticas. Em seguida, é implantado um chip que permite monitorar a localização e identificar áreas de maior risco de incidentes. "Os animais eles são capturados, trazidos ao barco. Eh, tem toda uma ética animal, né, para que esse animal não tenha sofrimento. Então, é muito rápido. Quinze minutinhos eles coletam todos os materiais necessários como sangue, tecido, genética reprodutivo e faz a incisão, a mini cirurgia e coloca o chip", explica Denise Alves. secretária executiva CEMIT. Outra frente de atuação é a conscientização dos banhistas. A orla possuía 150 placas de sinalização alertando para o risco de ataques de tubarão, mas 55 foram retiradas ou danificadas e serão substituídas. Segundo o Cemit, parte das placas foi arrancada por pessoas e outras foram vandalizadas. Além da reposição, o órgão reforça a necessidade de educação ambiental para garantir a preservação da sinalização e a segurança nas praias. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Justiça condena Jairinho e solta mãe de Henry após perdão judicial
SC tem quase 600 processos judiciais para garantir medicamentos contra o câncer A Associação Brasileira de Portadores de Câncer (AMUCC) informou, na quarta-feira (3), que acompanha 589 processos judiciais de pacientes que buscam medicamentos contra o câncer em Santa Catarina. Mesmo após decisões favoráveis na Justiça, muitos enfrentam meses de atraso na entrega dos remédios. O tempo de espera, em casos de metástase, pode ser fatal. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Pacientes como Grasiele Rodrigues aguardam há meses por remédios que seriam oferecidos pelo Ministério da Saúde, enquanto outros, como Cinthia Santos, de Tijucas, na Grande Florianópolis, morreram esperando a liberação judicial do tratamento (veja mais abaixo). No aguardo da medicação Grasiele Rodrigues aguarda uma medicação moderna voltada para o controle do avanço do câncer de mama metastático. Embora a Justiça tenha determinado que a União entregasse o fármaco em fevereiro deste ano, quatro meses depois ela ainda não recebeu o tratamento. Em janeiro, Grasiele descobriu uma nova metástase no crânio e nos ossos. “Se eu tivesse usado a medicação quando foi prescrito, lá em outubro, provavelmente não teria essa metástase. Essa medicação é justamente a única que chega à parte craniana", relata a paciente. O medicamento relatado por Grasiele é considerado um dos mais avançados para o câncer de mama metastático, capaz de retardar o avanço da doença por mais tempo do que a quimioterapia convencional. Por ainda não constar nos protocolos de oferta gratuita do Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso é limitado. Na rede privada, cada ciclo do tratamento pode custar até R$ 60 mil, o que força as famílias a recorrerem à judicialização. Em nota, o Ministério da Saúde informou que o processo de compra do medicamento de Grasiele está em andamento. Paciente tem fornecimento de medicamento interrompido Ganhar a ação judicial também não garante a continuidade do tratamento. Em Tijucas, na Grande Florianópolis, a paciente Marli Reis Santana chegou a receber o remédio, mas o fornecimento foi interrompido pela União há dois meses. "Ela está há quase quatro ciclos sem tomar o medicamento. A gente já via uma melhora nela, uma evolução, e agora estamos vendo uma regressão por conta dessa interrupção”, afirma a filha, Marta Santana Andregtoni. Sobre o caso de Marili, o Ministério da Saúde informou que foi efetuado, em 20 de maio, depósito judicial em favor de Marili, correspondente a três meses de tratamento. Demora do governo em entregar remédios contra o câncer põe vidas em risco em SC. Reprodução/EPTV "Já era tarde demais" Para algumas famílias, a resposta do Estado chega quando já não há mais tempo. Cinthia Schmitz Santos, também moradora de Tijucas, passou mais de seis meses tentando obter a autorização judicial para o remédio. Diante da demora, a família organizou uma vaquinha solidária na comunidade para comprar a primeira dose por conta própria. "A gente conseguiu comprar uma dose para ela tomar, mas já era tarde demais", lamenta Neidiane Schmitz dos Santos, mãe de Cinthya."Se tivesse começado lá em dezembro, talvez ela tivesse tido uma chance melhor. Ela tomou a dose em junho do ano passado e, dez dias depois, veio a falecer." Quando é obrigação da União? De acordo com a advogada da associação, Ana Guedes, a responsabilidade financeira pelo fornecimento varia de acordo com o valor do tratamento. Quando o custo anual atinge até R$ 230 mil, a obrigação recai sobre o estado. Acima desse patamar, a responsabilidade passa a ser obrigatoriamente da União, cabendo ao Ministério da Saúde a execução da entrega. O principal entrave, segundo a especialista, ocorre após a primeira vitória nos tribunais. "Quando o paciente junta todos os documentos e tem o reconhecimento validado pelo Judiciário, a gente precisa entrar com um outro processo em paralelo apenas para cumprir a decisão judicial. Fica fora de qualquer compreensão: por que precisamos de um novo processo para exigir o que já foi concedido?", explica a advogada. O que diz o Ministério da Saúde Em relação ao caso de Marli Reis Santana, foi efetuado, em 20 de maio, depósito judicial em favor da paciente, correspondente a três meses de tratamento. No caso de Grasiele Rodrigues, o processo de compra do medicamento encontra-se em andamento. Paralelamente, o Ministério da Saúde solicitou autorização ao Juízo responsável para a realização de depósito judicial. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
A producer sued Amazon Studios, Vice Studios and director Rebecca Chaiklin on Thursday, alleging that he was falsely portrayed as an accomplice of convicted fraudster Zach Horwitz in the recent documentary series “Hollywood Hustler: Glitz, Glam, Scam.” The producer, Julio Hallivis, contends that his reputation has been ruined by the false implication that he acted […]
The Tourism Department is helping victims of fraudulent and illegal tours visiting Japan to file civil lawsuits, as total damages now exceed 4 million baht.
MANILA, Philippines — Former Senate President Franklin Drilon on Thursday said that as the new Senate majority bloc ignored the Senate blue ribbon committee hearing into the flood control scam pushed by the allies of Sen. Alan Peter Cayetano, it’s as if the probe did not happen at all. Cayetano’s camp pushed with the investigation
Linda Cardellini posts rare Instagram photo, a fan rushes the court during NBA Finals Game 1, and Nick Saban faces backlash on Capitol Hill.
Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá Polícia Civil Um homem de 29 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira (3), em Cuiabá, suspeito de estuprar, manter em cárcere privado, agredir e ameaçar a ex-namorada, de 37 anos. A prisão foi realizada por policiais da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), após a vítima denunciar os crimes. Segundo a Polícia Civil, os dois mantiveram um relacionamento por cerca de oito meses, porém o namoro terminou no início de maio deste ano. De acordo com o relato da vítima aos policiais, na noite de domingo (1º), ela recebeu uma ligação do ex-companheiro, que disse estar emocionalmente abalado e pediu para conversar. Sensibilizada, ela foi até a residência onde ele estava. No local, após algum tempo de conversa, o suspeito teria iniciado uma discussão por ciúmes e passado a agir de forma agressiva. A mulher relatou ter sido agredida, ameaçada e intimidada durante toda a madrugada. Ainda segundo o depoimento, ela foi obrigada a gravar vídeos com ofensas contra si mesma. A vítima também afirmou que sofreu violência sexual sem consentimento, sob ameaça e uso de força. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 A mulher contou que permaneceu na residência sem conseguir sair devido às ameaças e ao controle exercido pelo suspeito. Na manhã seguinte, ela teria continuado impedida de deixar o imóvel e foi novamente vítima de violência sexual. Segundo a denúncia, a vítima só conseguiu sair após convencer o suspeito de que retornaria mais tarde. Assim que deixou a casa, procurou a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher para registrar a ocorrência. Após receber a denúncia, os policiais iniciaram buscas por endereços ligados ao suspeito. Ele foi localizado em uma residência e encaminhado à delegacia. Depois de ser interrogado, o homem foi autuado em flagrante pelos crimes de estupro, cárcere privado, lesão corporal e ameaça no contexto de violência doméstica. O caso segue sob investigação. 🚨Como pedir ajuda? Interface do aplicativo 'SOS Mulher MT' Reprodução O aplicativo 'SOS Mulher MT' é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva. O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis. Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências. O que é a Lei Maria da Penha A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a Lei, a violência doméstica contra a mulher envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, a mulher sofrer algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher. O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos: Violência física: qualquer ação que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher. Exemplos: espancamentos, estrangulamento, cortes, sacudidas, entre outros; Violência psicológica: qualquer ação que cause dano emocional e diminuição de autoestima; prejudique e perturbe o desenvolvimento da mulher ou tente degradar e controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. Exemplos: ameaça, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, entre outros; Violência sexual: qualquer ação que obrigue a vítima a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada. Exemplos: estupro, impedir uso de contraceptivos, forçar prostituição, entre outros; Violência patrimonial: qualquer ação que configure retenção ou destruição de objetos, instrumentos de trabalho, documentos, bens e valores da vítima. Exemplos: controle do dinheiro, destruição de documentos, estelionato, deixar de pagar pensão alimentícia, entre outros; Violência moral: qualquer ação que configure calúnia, difamação e injúria. Exemplos: acusar a mulher de traição, expor a vida íntima, desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir, entre outros. O que é medida protetiva? As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade. São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família. Quem pode solicitar? Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão. Como solicitar medida protetiva? A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública. A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.
Zelle foi criado por bancos nos EUA Getty Images Em meio às críticas do governo de Donald Trump ao Pix, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu na quarta-feira (3) que o Brasil pode "ir para a mesa de negociação" ao mencionar o uso do Zelle, que ele chamou "o Pix americano". Ao canal TMC News, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que os "EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle". "Então dá pra você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos", seguiu o ex-deputado cassado que vive nos EUA há mais de um ano fazendo articulações políticas que buscam favorecer o campo bolsonarista. Governo Trump diz que PIX prejudica competição de empresas americanas A declaração de Eduardo foi dada em meio à pressão americana sobre o Pix, que foi um dos alvos do documento em que governo Trump propõe uma nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros. "O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix", afirma o documento da investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado. O governo americano acusou o Banco Central brasileiro de exercer papel duplo no Pix — "como regulador e proprietário/operador" do Pix — criando um "conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas". As críticas americanas seguem citando a exigência do uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e a de que o sistema de pagamentos seja exibido na tela principal do aplicativo dos bancos no Brasil. Em pré-campanha à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem usando o argumento de que os Estados Unidos e a família Bolsonaro seriam contra o Pix. Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo com Donald Trump Divulgação O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, tem citado que o Pix foi lançado em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) — apesar de o projeto ter sido iniciado ainda no governo Michel Temer (MDB), em 2018. As declarações de Eduardo Bolsonaro já repercutiram no campo governista, com o deputados do PT acusando os filhos do ex-presidente de agir contra o Brasil. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) os chamou de "entreguistas": "Eduardo Bolsonaro confessa que quer entregar nosso Pix público e gratuito, operado pelo nosso Banco Central, aos americanos. Nós não vamos permitir". Já a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR), disse que Eduardo "quer trocar o nosso Pix pelo sistema americano chamado Zelle, como ponto de negociação pra retirar a taxação americana, que eles ajudaram articular". Pix foi lançado em 2020 e entrou na mira de uma investigação do governo americano Getty Images via BBC O que é o Zelle e como se compara ao Pix Diferentemente do Pix — um sistema de pagamentos público, criado e operado pelo Banco Central brasileiro —, o Zelle é um sistema privado de pagamentos e transferências, operado por bancos americanos. O serviço é operado desde 2017 pela Early Warning Services, empresa que é copropriedade de sete dos maiores bancos americanos: Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo. Segundo a empresa, o Zelle está disponível em mais de 2,4 mil aplicativos bancários no país. Ou seja, depende de cada banco a decisão de usar ou não. Já no Brasil, a participação no Pix é obrigatória para todas as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central com mais de 500 mil contas ativas. O serviço americano anunciou que alcançou 151 milhões de usuários cadastrados em 2024, entre consumidores e pequenos negócios, fazendo mais de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões) em transferências naquele ano. O Pix, por sua vez, é usado por mais de 170 milhões de pessoas físicas no Brasil, ou 80% da população do país, movimentando R$ 35,4 trilhões em transferências somente em 2025. A CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, classifica o Zelle como uma "resposta da indústria bancária ao crescente sucesso de serviços de pagamento entre pessoas, como PayPal", uma plataforma global de pagamentos online separada dos bancos. Uma limitação de serviços como PayPal, Venmo e Cash App é que os usuários precisam usar o mesmo serviço para transferir dinheiro. Já com o Zelle, qualquer pessoa com uma conta bancária em uma instituição financeira participante pode enviar dinheiro. Assim como o Pix, o serviço americano permite que um cliente bancário envie recursos rapidamente para outra pessoa usando apenas seu endereço de e-mail ou número de telefone. No Brasil, os clientes podem usar ainda o CPF ou uma "chave aleatória" para as transferências. De acordo com a Early Warning Services, o dinheiro é depositado diretamente na conta bancária "em poucos minutos". Já o Pix é um serviços instantâneo, que realizar pagamentos em segundos, estando disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive em fins de semana e feriados. O Bank of America ressalta também em seu site que, "em algumas situações, a instituição financeira do destinatário pode causar um atraso no processamento da transferência" via Zelle. Ainda segundo a Early Warning Services, "normalmente não há tarifas para consumidores enviarem ou receberem dinheiro por meio do Zelle", mas essa não é uma regra. É possível que bancos cobrem taxas para transações, por isso é preciso verificar com as instituições financeiras. No Brasil, o Pix é gratuito para pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs) e empresários individuais, e cobra taxas baixas de pessoas jurídicas, que variam de 0,89% a 1,45% por transação, dependendo do banco, do volume de recebimentos e do canal utilizado. Os limites de envio e recebimento de dinheiro pelo Zelle são definidos por cada banco ou cooperativa de crédito participante. No Pix, os limites para pessoas físicas são definido pelas instituições financeiras, com base no perfil de risco e de comportamento do usuário. Em um artigo publicado em 2025 em que elogiou o Pix, o economista americano Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel, disse que "o Pix é uma espécie de versão pública do Zelle". "Mas o Pix é muito mais fácil de usar. E, embora o Zelle seja grande, o Pix se tornou simplesmente enorme, sendo usado por 93% dos adultos brasileiros. Parece estar rapidamente substituindo dinheiro em espécie e cartões", escreveu Krugman. Após a citação do Pix no relatório produzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) nesta semana, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o meio de pagamento e disse que a conclusão da investigação dos EUA decorre de "informações incompletas" acerca dos objetivos e funcionamento do sistema financeiro. "O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica. Trata-se de um modelo aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs, instituições financeiras nacionais e estrangeiras", afirmou a entidade. A Febraban pontuou ainda que "não há qualquer restrição à entrada de novos participantes, de qualquer porte ou segmento da indústria financeira, desde que operem no mercado nacional". Post do governo federal de julho de 2025: gestão Lula tem procurado usar episódios para tentar melhorar imagem Governo Federal Por que PIX incomoda tanto o governo Trump? A menção ao Pix no relatório publicado pelo USTR nesta semana não foi o primeiro ataque dos EUA ao sistema de pagamentos. O Pix foi mencionado em outro relatório do USTR de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas americanas. Na ocasião, o governo brasileiro reagiu e o presidente Lula afirmou que "o Pix é do Brasil". No relatório de março do ano passado, no entanto, o sistema de pagamentos não foi mencionado diretamente, ao contrário do que aconteceu no deste ano. Uma fonte ouvida pela BBC News Brasil que tem proximidade com as negociações entre Brasil e EUA comenta que uma das hipóteses para o endurecimento no tom agora foi o desfecho de uma reunião recente da Organização Mundial do Comércio (OMC) em que o Brasil bloqueou uma proposta dos EUA e outros países para estender a moratória de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas, que inclui serviços digitais como streamings, softwares e jogos. Há ainda a grande derrota que o tarifaço de Trump sofreu no judiciário americano em fevereiro deste ano, quando a Suprema Corte considerou que o instrumento que vinha sendo usado para embasar as medidas (a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ou IEEPA, na sigla em inglês), na verdade não autorizava o governo americano a instituir as tarifas. Em um artigo de março deste ano, duas analistas do centro de pesquisas americano Brookings Institute pontuaram que, diante desse revés, a Seção 301, usada na investigação contra o Brasil, poderia entrar no cardápio do governo americano como opção para voltar a taxar seus parceiros comerciais. Do lado do setor financeiro, a jurista Camila Villard Duran chama atenção para a expansão do Pix no Brasil, "que altera diretamente o equilíbrio competitivo para empresas americanas, como Visa e Mastercard", mas especialmente para o fenômeno mais amplo no qual ele está inserido, de transformação estrutural e reorganização da ordem monetária e financeira internacional. "O Pix já não é apenas um sistema de pagamentos eficiente. Ele representa um modelo de infraestrutura pública, que reduz a dependência de redes privadas estrangeiras e concentra, no âmbito doméstico, o controle jurisdicional sobre dados e fluxos financeiros", destaca Duran. A professora aponta que, no relatório do USTR, os EUA fazem críticas semelhantes às feitas ao Brasil a países como Índia, Tailândia e Paquistão, "onde políticas públicas nacionais promovem sistemas domésticos de pagamento, impõem requisitos de localização de dados ou criam barreiras regulatórias à atuação de empresas estrangeiras". "Em todos esses casos, o argumento dos EUA é semelhante: tais medidas seriam discriminatórias e restringiriam o acesso de empresas americanas a mercados nacionais", completa. Da economia à política Diante desse panorama, Duran avalia que a pressão sobre o Pix e sobre sistemas de pagamentos de outros países também está ligada a uma questão ainda mais ampla, de soberania. O que está em jogo, diz ela, já não é apenas a concorrência entre empresas, "mas o controle sobre infraestruturas consideradas como críticas". "Nas minhas pesquisas, tanto sobre a criação do euro digital como sobre os projetos de plataformas alternativas para transações financeiras transfronteiriças, noto que a ideia de 'soberania monetária' está se deslocando muito rapidamente da autonomia da política monetária para o controle jurisdicional sobre as infraestruturas de pagamento e dos dados monetários que elas geram", afirma Duran. "A moeda, na economia digital, torna-se cada vez mais informação e, nesse contexto, o controle jurisdicional sobre esses dados passa a ser um elemento central do poder monetário estatal." Com informações de Vitor Tavares, Thais Carrança, Daniel Gallas e Camilla Veras Motta, da BBC News Brasil em São Paulo e em Londres.
'Nossa Seleção': quarto episódio mostra relações de mulheres com o futebol O futebol e a vida em sociedade sempre estiveram conectados no Brasil, inclusive nos problemas e na superação de obstáculos. As mulheres sentem isso na pele, já que precisam enfrentar o machismo e a falta de espaço no esporte que cativa a paixão de milhões de pessoas. Desafios que também são observados no mercado de trabalho. Mas as histórias da cuidadora Daniella de Oliveira e da motorista Jéssica Cristina Lima mostram que as mulheres podem ser protagonistas no trabalho e também em campo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Daniella já foi atleta profissional e hoje desenvolve atividades com dezenas de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social que passam pela Casa Betel, um abrigo provisório em Campinas (SP). Nas folgas, ela treina futebol e disputa a Taça das Favelas por um time amador. "O futebol faz parte das batidas do meu coração. Acho que eu não consigo viver sem. Mesmo com 33 anos, eu não me vejo longe disso", disse a cuidadora. "Quando estou dentro do campo, me esforço não só por mim, mas também pelas meninas que estão começando, pelas crianças que se espelham em mim, que conversam comigo no dia a dia, que querem treinar, que querem uma oportunidade. Então, eu corro por mim e por elas", completou. Daniella cuida de crianças da Casa Betel, em Campinas (SP) Reprodução/EPTV Por sua vez, Jéssica transporta carros de locadoras por diversas lojas espalhadas pelo estado de São Paulo. Mas, nos fins de semana, ela é assistente de arbitragem em torneios amadores e varzeanos. Tudo começou há 10 anos pela necessidade de ganhar "uns trocados", mas rapidamente virou paixão. "Eu vivo e respiro futebol. É paixão, um pouco de doença, um pouco de vício. A gente pode fazer e estar no lugar que a gente quiser. Mulher pode tudo. Acho que até um pouco mais", afirmou. "Acredito que o futebol, a partir de arbitragem, ainda tem muito preconceito. Não adianta, porque ainda não mudou muito. O que a gente vê pela TV é diferente, né? O amador é outro universo. Muito mais rústico, hostil com a gente. Como sou mulher, se eu não me impor, sou engolida", finalizou. Protagonistas no trabalho Jéssica é assistente de arbitragem em jogos do futebol amador Reprodução/EPTV Segundo Daniella, a Casa Betel acolhe cerca de 70 crianças e adolescentes, que são retirados das famílias após denúncias ao Conselho Tutelar. Os acolhidos ficam no local até a Justiça decidir se voltam para a família ou se vão para um abrigo permanente. A cuidadora conta a sua história às crianças e mostra, inclusive, medalhas conquistadas quando jogava o futebol feminino profissional. O objetivo é motivar esses jovens. "É como se eu estivesse me reencontrando, né? Estou retribuindo aquilo que um dia fizeram por mim. Todo o cuidado, toda a sensibilidade que os educadores que entraram no meu caminho tiveram comigo. Eu pude pegar um pouquinho de cada um e hoje colocar em prática aqui", disse. Já Jéssica atua em uma função que poucas mulheres se arriscam. No local onde trabalha, por exemplo, ela é a única mulher. E não tem hora para chegar em casa, pois, nos trajetos, a motorista pode ser surpreendida por acidentes ou congestionamentos. "Amo, de verdade. Tanto é que eu quero adicionar outras letras [na Carteira de Habilitação, para pegar veículos como caminhões], pegar carro maior. Eu gosto muito, muito de dirigir. Aqui eu sou brincalhona, divertida, mas lá no campo a Jéssica é diferente. É para ser firme", afirmou. Daniella e Jéssica mostram protagonismo no trabalho e em campo Reprodução/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas
Tapete de bordados: Ibitinga realiza tradicional procissão de Corpus Christi No lugar do tradicional pó de serra e das pedrinhas coloridas, em Ibitinga (SP), as ruas são enfeitadas com bordados, edredons e também travesseiros para procissão de Corpus Christi, data celebrada pela Igreja Católica nesta quinta-feira (4). Conhecida como a Capital Nacional do Bordado, Ibitinga transforma a principal atividade econômica da cidade também em uma demonstração de fé. Uma tradição que completa 46 anos em 2026. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp São cerca de mil voluntários que começam ainda na madrugada a preparar os tapetes com os produtos da indústria têxtil. São ao todo dez quadras ao redor da Igreja Matriz, que também recebe os tecidos na decoração da fachada. Ibitinga utiliza os bordados tradicionais da cidade como tapetes na procissão Adriano Baracho/ TV TEM Segundo a historiadora Júlia Mergulhão Estronioli, por muitas décadas os tapetes também eram confeccionados com serragem. No entanto, em 1981, a cidade decidiu unir sua maior força econômica e artística à devoção religiosa. LEIA TAMBÉM Fé e trabalho voluntário mantêm viva tradição dos tapetes de Corpus Christi no interior de SP Um em cada três moradores ajuda a montar um dos maiores tapetes de Corpus Christi do oeste paulista Pioneira relembra origem dos sexagenários tapetes de Corpus Christi em Potirendaba "O lema ‘Ibitinga borda suas ruas para a passagem do Senhor tornou-se a marca registrada da nossa identidade, atraindo milhares de turistas que buscam ver de perto esse tapete de luxo e fé.” Ibitinga realiza tradicional procissão de Corpus Christi com tapetes de bordados O Corpus Christi na cidade deve receber 40 mil pessoas ao longo do dia e, além, da parte religiosa tem também um objetivo beneficente. “Os materiais são confeccionados nas mais de mil indústrias de Ibitinga, temos aí também muita gente com fábrica simples em casa, de fundo de quintal, que fazem essas doações e todo esse bordado, todas essas doações, depois são vendidos e o valor é revertido para a Associação Senhor Bom Jesus, que mantém o lar de São Vicente de Paula, que atende 54 ‘velhinhos’ com toda a estrutura de saúde, lazer, alimentação e bem-estar”, explica o coordenador geral do evento, Dejanir Storniolo. Ao longo do dia serão realizadas missas na Igreja Matriz. Após as celebrações, os fiéis seguirão em procissão pelas ruas das cidades, percorrendo os tapetes confeccionados por voluntários que, ano após ano, ajudam a manter viva uma das mais tradicionais manifestações da fé católica. Veja abaixo mais fotos dos tapetes de bordados: Tapetes são feitos com os bordados de Ibitinga Adriano Baracho/ TV TEM Fachada da Igreja Matriz também é enfeitada com os tecidos em Ibitinga Adriano Baracho/ TV TEM Dez quadras são cobertas com as colchas, lençóis, edredons e até travesseiros em Ibitinga Adriano Baracho/ TV TEM Tradição dos tapetes com bordados já dura 46 anos em Ibitinga Adriano Baracho/ TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região