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Donald Trump disse que 'ama a inflação' ao comentar nova subida de preços nos EUA EPA via BBC O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira (10) que "ama a inflação" — após novos dados mostrarem que os preços subiram no mês passado no ritmo mais rápido em três anos no país. Dados do Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês) mostraram que os preços aumentaram 4,2% em maio em relação a um ano antes. O aumento, de 3,8% em abril, foi impulsionado pela alta dos custos de energia na esteira da guerra entre EUA e Israel no Irã. "Eu amo isso. Os números foram ótimos. Sabe o que eu realmente amo? Eu amo a inflação", disse Trump na Casa Branca. Trump prometeu que a inflação vai "cair como uma pedra" quando a guerra com o Irã terminar. Mais tarde no mesmo dia, os militares dos EUA bombardearam o Irã. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Reagindo aos números da inflação na quarta-feira, o presidente disse que forças dos EUA realizaram operações noturnas para retirar "milhões de barris" de petróleo do Irã, o que, segundo ele, contribuiu para uma leve queda nos preços. "Quando esse conflito acabar… você verá o [preço do] petróleo cair para onde estava antes", disse Trump a jornalistas na Casa Branca. O principal índice global do petróleo, o Brent, ainda está sendo negociado significativamente acima dos níveis anteriores à guerra. Trump disse posteriormente ao jornal New York Post que seus comentários foram tirados de contexto e que quis dizer que a inflação está "muito mais baixa do que o previsto", apesar da guerra no Irã. Inflação alta nos EUA A quarta-feira marcou o terceiro mês consecutivo de alta no Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA, com consumidores sentindo cada vez mais o impacto da guerra dos EUA e de Israel no Irã. Trump já havia dito em outras ocasiões que a inflação está subindo apenas temporariamente e que espera que ela desacelere rapidamente assim que a guerra terminar. A inflação ainda está bem abaixo do pico de 9,1% durante o governo de seu antecessor Joe Biden em meados de 2022. Ainda assim, representa um problema político para Trump, dado que os eleitores classificaram a economia como uma das principais preocupações antes das eleições legislativas de novembro. Uma inflação mais alta aumenta a probabilidade de o Federal Reserve — o Banco Central dos EUA — elevar as taxas de juros na tentativa de conter os gastos. De modo geral, as contas de energia — incluindo gás e eletricidade — estavam quase um quarto mais altas em maio do que um ano antes, sendo a gasolina responsável por grande parte desse aumento. Segundo dados da associação automobilística AAA, o preço médio do galão de gasolina comum nos EUA está atualmente em US$ 4,15 (R$ 4,73 por litro) — um aumento significativo em relação aos US$ 2,98 (R$ 3,40 por litro) registrados em 28 de fevereiro, quando Trump lançou ataques contra o Irã. Em resposta aos ataques, o Irã fechou o estreito de Ormuz, por onde normalmente passa o transporte de cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo, restringindo a oferta. Na noite de quarta-feira, os militares dos EUA disseram ter lançado ataques contra o Irã pela segunda vez em dois dias. Ambos os lados têm trocado ataques esta semana — apesar de um cessar-fogo que entrou em vigor em abril. O conflito começou há mais de três meses. Combustíveis têm puxado a alta da inflação nos EUA Getty Images via BBC Os dados do BLS também apontaram para o aumento dos custos de passagens aéreas, cuidados pessoais e médicos, lazer e comunicação. O CPI mede a alta dos preços em um determinado mês em comparação com o mesmo mês do ano anterior. A meta de inflação de longo prazo do Fed é de 2%. Economistas alertaram que, mesmo com uma resolução rápida da guerra no Irã, pode levar até 2027 para que o fluxo normal de bens pelo estreito de Ormuz seja restabelecido. Trump prometeu em sua campanha de 2024 que reduzir a inflação estaria no centro de sua agenda. Mas seu comentário de quarta-feira, aparentemente entusiasmado com o aumento dos preços, foi explorado por opositores. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, escreveu na rede X: "O desprezo dele por vocês não tem limites." Trump também foi criticado no mês passado por dizer que não foi "nem um pouco" influenciado pela situação financeira dos americanos ao tentar garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares. Desafio para autoridades monetárias A inflação mais alta também representa um desafio para Kevin Warsh, o novo presidente do Federal Reserve, antes de sua primeira decisão sobre taxas de juros à frente do banco central na próxima semana. Quando a inflação está significativamente acima da meta do Fed, o conselho de governadores do banco central normalmente opta por elevar as taxas de juros. Isso, por sua vez, aumenta os custos de empréstimos e restringe o fluxo de dinheiro na economia, limitando novos aumentos de preços e trazendo a inflação sob controle. No período que antecedeu a nomeação de Warsh, Trump pediu repetidamente a seu antecessor, Jerome Powell, e ao banco central que reduzissem as taxas de juros. Economistas esperam que as taxas permaneçam no nível atual, entre 3,5% e 3,75%, no próximo mês, mas alertaram que mais evidências de inflação persistente podem forçar o Fed a elevá-las. Stephen Brown, economista-chefe para a América do Norte da Capital Economics, disse que a alta de maio, por si só, "não é grande o suficiente para fornecer munição" àqueles no comitê de definição de taxas do Fed que querem aumentá-las. Mas Isaac Stell, gestor de investimentos da Wealth Club, disse que um aumento das taxas de juros é "a conclusão mais lógica com base nos dados de hoje combinados com os sólidos números de empregos da semana passada".

The ring is expected to attract bids of between £15,000 (roughly Rs 19 lakh).

De Pelé à 'Mão de Deus': a história do Azteca, o único estádio a sediar três Copas do Mundo Getty Images No dia 11 de junho de 2026, quando México e África do Sul entrarem em campo pela partida de abertura da Copa do Mundo, um estádio de quase 60 anos cumprirá um feito que nenhum outro alcançou: receber três Copas. O Estádio Azteca, na Cidade do México, já havia sido sede dos Mundiais de 1970 e 1986 — e agora se torna o único do planeta a ter abrigado a competição em três edições diferentes. Mas a relevância do Azteca para a história do futebol não se resume ao número de Copas. Foi ali que Pelé conquistou seu último título mundial e onde Diego Maradona protagonizou, em poucos minutos, o gol mais polêmico e um dos mais celebrados de todos os tempos. LEIA TAMBÉM: Brasil já ganhou Copa do Mundo no México; veja como cidade do tri de Pelé se prepara para receber mais um Mundial Um colosso erguido para o Mundial de 1970 A construção do estádio começou em 1962, sob o projeto dos arquitetos mexicanos Pedro Ramírez Vázquez e Rafael Mijares Alcérreca, e levou cerca de quatro anos para ser concluída. O Azteca foi inaugurado em 29 de maio de 1966, em um amistoso entre o Club América e o Torino, da Itália, que terminou empatado em 2 a 2. Coube a um brasileiro, Arlindo dos Santos, marcar o primeiro gol da história do estádio. Dos Santos é festejado pelo América mexicano como um dos maiores jogadores da história do clube. Concebido para mais de 100 mil espectadores, o Azteca nasceu como um dos maiores estádios do mundo e, desde o início, foi pensado como vitrine para grandes eventos. Antes mesmo de sediar uma Copa, recebeu partidas de futebol dos Jogos Olímpicos de 1968 — e ali se registrou um dos maiores públicos de sua história, com quase 120 mil pessoas no jogo entre México e Brasil. Estádio Azteca em outubro de 1968, durante os Jogos Olímpicos Getty Images 1970: a despedida triunfal de Pelé das Copas Quatro anos após a inauguração, o estádio recebeu sua primeira Copa do Mundo, em 1970. Considerada uma das melhores seleções de todos os tempos, a equipe brasileira chegou à competição liderada por Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. A seleção brasileira vinha dos títulos mundiais de 1958 e 1962 e era uma das favoritas ao campeonato, com jogadores como Gérson, Carlos Alberto, Tostão, Rivellino e Jairzinho no elenco. Pelé abriu o placar aos 18 minutos com uma cabeçada após receber passe de Rivellino. Roberto Boninsegna empatou para a Itália aos 37. Mas o furacão brasileiro voltou a se impor com os gols de Gérson (21 minutos do 2º tempo), Jairzinho (25 minutos) e Carlos Alberto (41 minutos). Foi nessa partida que o Brasil conquistou o tricampeonato mundial, em um jogo que também marcou a despedida de Pelé das Copas do Mundo. Estádio Azteca foi palco de conquista histórica do Brasil de Pelé Getty Images Antes da decisão, o estádio já havia sido palco de uma das partidas mais lembradas da história das Copas. Na semifinal entre Itália e Alemanha Ocidental, os alemães empataram a partida por 1 a 1 aos 90 minutos e levaram o confronto para a prorrogação. O tempo extra se transformou em uma sequência frenética de reviravoltas: cinco dos sete gols da partida foram marcados em apenas 30 minutos, em um duelo que terminou 4 a 3 para os italianos. A Fifa descreve aquela prorrogação como "uma das meias horas mais magníficas que uma audiência de massa já viu no futebol". O confronto ficou conhecido como o "Jogo do Século" e foi tão marcante que o Estádio Azteca instalou posteriormente uma placa para eternizar a partida disputada em 17 de junho de 1970. O 'Jogo do Século', entre Itália e Alemanha Ocidental, na semifinal da Copa de 1970 Getty Images 1986: a 'Mão de Deus' e o 'Gol do Século' A 'mão de Deus', um dos momentos mais célebres da história do esporte, também ocorreu no Azteca Getty Images Dezesseis anos depois, com o México novamente como anfitrião, o Azteca voltou a ocupar o centro da Copa. Em 22 de junho de 1986, nas quartas de final entre Argentina e Inglaterra, Maradona marcou dois gols no intervalo de poucos minutos — e cada um deles entrou para a história por motivos opostos. O primeiro saiu da mão esquerda do camisa 10, em uma infração ignorada pela arbitragem. Anos mais tarde, o próprio Maradona resumiria o episódio como um gol marcado "com a cabeça de Maradona e a mão de Deus". O segundo, no entanto, foi indiscutível: uma arrancada que driblou metade da defesa inglesa e que a Fifa elegeria, em votação, como o melhor gol da história das Copas. A Argentina venceu por 2 a 1, em uma partida marcada pela tensão política deixada pela Guerra das Malvinas, ocorrida quatro anos antes. Na final de 1986, a Argentina superou a Alemanha Ocidental por 3 a 2. Com isso, o Azteca consolidou uma marca singular: é o único estádio do mundo a ver tanto Pelé quanto Maradona se sagrarem campeões mundiais. Foi também na Copa de 1986 que a "ola" — a onda feita pela torcida nas arquibancadas — ganhou projeção global. Historiadores do esporte costumam associar a popularização mundial do gesto justamente ao público mexicano daquele Mundial. Para os mexicanos, porém, o Azteca também está associado a um dos maiores momentos da história esportiva do país: a conquista da Copa das Confederações de 1999, quando a seleção local derrotou o Brasil por 4 a 3 diante de mais de 110 mil torcedores. Até hoje, trata-se do principal título da equipe principal masculina do México em competições organizadas pela Fifa. O estádio também foi palco de um dos episódios mais traumáticos para o futebol mexicano. Em 2001, a Costa Rica venceu o México por 2 a 1 nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, impondo aos anfitriões sua primeira derrota em casa em partidas classificatórias para Mundiais. O resultado ficou conhecido como "Aztecazo". Reforma, novo nome e o terceiro Mundial Para a Copa de 2026 — disputada por 48 seleções, a maior da história, em sedes do México, dos Estados Unidos e do Canadá —, o Azteca passou por uma ampla reforma, iniciada em 2024 a pedido da Fifa. As obras incluíram melhorias de conforto, novos assentos, conectividade para os torcedores e gramado híbrido, com a capacidade ajustada para cerca de 90 mil lugares. As reformas recentes não foram as primeiras a gerar controvérsia. Ao longo das últimas décadas, o estádio passou por intervenções que reduziram gradualmente sua capacidade e ampliaram áreas VIP, camarotes e suítes corporativas, mudanças criticadas por parte dos torcedores por alterarem a estética e a experiência tradicional do Azteca. O gramado também já esteve no centro de polêmicas. Em 2018, a NFL, liga de futebol americano dos EUA, cancelou uma partida de temporada regular que seria disputada no estádio mexicano após reclamações sobre as condições do campo, afetado por eventos realizados fora do futebol. A reforma veio acompanhada de uma mudança que gerou desconforto entre parte da torcida: o estádio passou a se chamar oficialmente Estádio Banorte, em razão de um acordo de patrocínio com o banco de mesmo nome, avaliado em torno de 100 milhões de dólares por 12 anos. Não é a primeira troca de nome do estádio em seis décadas: entre 1997 e 1998, ele se chamou Estádio Guillermo Cañedo, em homenagem ao dirigente da Fifa e do América morto em 1997, antes de voltar a se chamar Azteca. O novo contrato, que dá nome ao estádio desde março de 2025, é um acordo de financiamento que se estende até 2037. Durante a Copa, porém, as regras de patrocínio da Fifa impedem o uso do nome comercial, e a arena será identificada como "Estádio Cidade do México". Para a maioria do público segue sendo, simplesmente, o Azteca. Ao todo, o estádio receberá cinco partidas no Mundial de 2026, incluindo o jogo de abertura. E, na noite de 11 de junho, ao sediar a cerimônia e a primeira partida do torneio, completará a façanha inédita de abrir três Copas do Mundo. A Copa que chega entre cartazes de desaparecidos Pichação em espanhol com as palavras 'México campeão em desaparecimento' Getty Images A poucos dias da abertura, o entorno do estádio virou cenário de outro tipo de mobilização. Familiares de pessoas desaparecidas colaram cartazes com fotos de seus parentes nas imediações do estádio. Os arredores do palco da inauguração ficaram tomados por imagens de rostos procurados e por faixas de cobrança ao governo. As chamadas "madres buscadoras" levaram faixas que cobravam atenção para uma crise que dizem ignorada — uma delas estampava que faltam mais de 134 mil pessoas — e entoaram palavras de ordem como "por que os procuramos? Porque os amamos". O México contabiliza mais de 130 mil pessoas desaparecidas e não localizadas, segundo os registros citados pelos familiares. Mães de pessoas desaparecidas no México distribuíram panfletos e protestaram Gerardo Vieyra/NurPhoto via Getty Images Parte das críticas mira o contraste de recursos. Manifestantes afirmam que a Copa mobilizará mais de 10 mil agentes de segurança pública, enquanto as famílias que buscam seus parentes contam com menos de 20 policiais durante as escavações. A mobilização ganhou força após um relatório do Comitê da ONU contra os Desaparecimentos Forçados (CED), divulgado em abril de 2026, que apontou indícios de que desaparecimentos no país possam configurar crimes contra a humanidade. O governo da presidente Claudia Sheinbaum rejeitou a avaliação, alegando falhas metodológicas e sustentando que o Estado não usa o desaparecimento como mecanismo de repressão. Assim, o mesmo gramado que coroou Pelé e Maradona se prepara para abrir, em 11 de junho, uma Copa do Mundo cercada não só pela expectativa esportiva, mas também por uma das discussões mais sensíveis do país anfitrião. Mães de pessoas desaparecidas no México distribuíram panfletos e protestaram Getty Images

Alerta em relógio para frequência cardíaca elevada leva analista de tecnologia à UTI Um alerta emitido por um smartwatch levou um morador de São José do Rio Preto (SP) a procurar atendimento médico e descobrir uma fibrilação atrial, arritmia que pode aumentar o risco de AVC e outras complicações cardiovasculares. Relógios inteligentes estão se tornando capazes de identificar alterações fisiológicas e, em alguns casos, levar usuários a buscar atendimento antes mesmo do aparecimento de sintomas. Mas até onde dá para confiar nesses dispositivos? Segundo o cirurgião cardiovascular Ricardo Kazunori Katayose, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, os smartwatches podem funcionar como ferramentas de rastreamento, mas não substituem exames médicos nem são capazes de confirmar diagnósticos. Foi o que aconteceu no caso de Robson Cardoso, de 35 anos. O relógio registrou uma frequência cardíaca acima do normal e emitiu dois alertas sucessivos enquanto ele estava em repouso. A confirmação da fibrilação atrial veio apenas depois da realização de um eletrocardiograma no hospital. A frequência cardíaca normal em repouso costuma variar entre 60 e 100 batimentos por minuto na maioria dos adultos. Valores persistentemente elevados, especialmente fora de situações como exercício físico ou estresse, merecem investigação médica. Smartwatch falha na maioria dos diagnósticos de hipertensão O que os relógios conseguem identificar? Os smartwatches mais modernos monitoram continuamente sinais fisiológicos, como frequência cardíaca, níveis de oxigênio no sangue, temperatura corporal, qualidade do sono e atividade física. Alguns modelos também oferecem eletrocardiograma simplificado e recursos capazes de identificar padrões compatíveis com determinadas arritmias, incluindo a fibrilação atrial. Isso não significa, porém, que o relógio seja capaz de diagnosticar doenças cardíacas. No caso de Robson, por exemplo, o dispositivo apenas detectou uma alteração nos batimentos e emitiu um alerta. O diagnóstico foi feito posteriormente pela equipe médica, por meio de exames específicos. Wireless Power Consortium/Reprodução O potencial e os limites da tecnologia Nos últimos anos, fabricantes passaram a investir cada vez mais em funções voltadas à saúde cardiovascular. Em fevereiro, uma análise publicada no Journal of the American Medical Association (JAMA) avaliou a função de notificação de hipertensão do Apple Watch e concluiu que a ferramenta detectaria cerca de 41% das pessoas com pressão alta ainda não diagnosticada. Na prática, isso significa que quase seis em cada dez casos passariam despercebidos. Na ocasião, Katayose avaliou que a tecnologia é promissora, mas ainda insuficiente como estratégia isolada de rastreamento. “O estudo mostra que o dispositivo pode ajudar a detectar quase metade dos pacientes que não sabem que são hipertensos. Porém, a alta porcentagem de pacientes que não foram detectados torna a metodologia insuficiente para detectar hipertensão na população em geral”, afirmou ao g1. Segundo ele, o principal risco está nos chamados falsos negativos: situações em que a pessoa apresenta uma condição de saúde, mas não recebe qualquer notificação do aparelho. “Não é aceitável. Metade das pessoas hipertensas perderiam a oportunidade de realizar controle adequado. Considero inapropriado utilizar como método isolado de triagem”, disse. Embora a pesquisa tenha analisado pressão arterial, e não arritmias, a conclusão ajuda a entender o papel dos relógios inteligentes na prática clínica: eles podem servir como um sinal de alerta, mas não substituem métodos diagnósticos validados. Robson de Oliveira Cardoso Reprodução Quando um alerta merece atenção? A orientação é observar o contexto em que a notificação aparece. A frequência cardíaca pode aumentar temporariamente por diversos motivos, incluindo atividade física, estresse, ansiedade, febre, dor, consumo de álcool, cafeína ou determinados medicamentos. Mas alertas repetidos, principalmente quando surgem em repouso ou são acompanhados de sintomas como palpitações, falta de ar, tontura, desmaio ou dor no peito, devem motivar uma avaliação médica. Também não é recomendável interpretar a ausência de alertas como garantia de que está tudo bem. Assim como os dispositivos podem emitir notificações sem que exista uma doença, eles também podem deixar de identificar alterações que realmente estão presentes. O que é fibrilação atrial? A fibrilação atrial é uma das arritmias cardíacas mais comuns. Nela, os átrios — câmaras superiores do coração — passam a se contrair de forma desorganizada, provocando batimentos irregulares. Algumas pessoas sentem palpitações, cansaço, falta de ar ou desconforto no peito. Outras, porém, podem permanecer assintomáticas por longos períodos. O principal risco da condição é a formação de coágulos dentro do coração, que podem migrar para o cérebro e causar um AVC. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são considerados fundamentais. Aliado, mas não substituto A avaliação do especialista é que os relógios inteligentes devem ser vistos como ferramentas complementares. Eles podem ajudar a identificar alterações precocemente, estimular a procura por atendimento e aumentar a conscientização sobre a própria saúde. Ao mesmo tempo, ainda apresentam limitações importantes e dependem de confirmação por exames médicos. No caso de Robson, o alerta não trouxe o diagnóstico. Mas serviu para mostrar que algo não estava normal e foi suficiente para colocá-lo diante de uma equipe médica capaz de identificar o problema. É esse o papel que muitos cardiologistas enxergam para os smartwatches hoje: não substituir o médico, mas ajudar o paciente a chegar até ele mais cedo.

Every major chapter of Trump’s story has been suffused with the gleam of his favorite metal.

It is a pivotal step toward unwinding a $2.6 billion acquisition opposed by Beijing.
Meta is cutting thousands of jobs, focusing on software developers and middle managers. This restructuring aligns with CEO Mark Zuckerberg's vision for a leaner company. The layoffs are driven by Meta's substantial investment in artificial intelligence. California and Washington are most affected. Other departments like data science and product management also saw reductions.
Data center da Meta em Indiana, nos Estados Unidos Divulgação/Meta A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou, durante o Web Summit Rio, um aporte de US$ 550 milhões (ou R$ 2,8 bilhões, na cotação atual) para a plataforma de infraestrutura digital da Elea Data Centers, incluindo a implantação do projeto Rio AI City, complexo voltado à inteligência artificial que pretende transformar a capital fluminense em um dos 10 maiores polos globais do setor até 2032. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O investimento faz parte da 1ª fase do processo de aquisição da empresa pela gestora global de infraestrutura I Squared Capital e, segundo os envolvidos, representa o início de um ciclo de expansão que poderá alcançar US$ 10 bilhões nos próximos anos. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Durante o evento, o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) assinou um Memorando de Entendimento (MOU) com a Elea Data Centers e a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), formalizando a cooperação para implantação do empreendimento. “No ano passado, neste mesmo palco, há exatamente 1 ano, a prefeitura apresentava o mais ousado e grandioso projeto de soberania digital do nosso país: o Rio AI City. Hoje a iniciativa avança, com o primeiro aporte do fundo”, disse o prefeito. “Com isso, o Rio de Janeiro vai se tornar o epicentro da conectividade, energia e logística estratégica do Sul Global”, afirmou Cavaliere. O CEO e fundador da Elea Data Centers, Alessandro Lombardi, afirmou que a proposta vai além da construção de infraestrutura tecnológica. “O Rio é uma cidade vibrante, inovadora e de características únicas. A Rio AI City nasce da inquietação de aproveitar este cenário para transformar a Cidade Maravilha em um grande polo de aceleração de inteligência artificial. Esse é mais do que um projeto de IA, é uma visão de longo prazo para posicionar o Rio no centro da transformação digital, combinando infraestrutura digital, capital humano, sustentabilidade e impacto positivo”, disse Lombardi. Segundo ele, o objetivo é construir um ecossistema capaz de atrair investimentos, gerar empregos qualificados e inserir o Brasil no centro da economia digital. Eduardo Cavaliere anuncia no Web Summit aporte de US$ 550 milhões para projeto Rio AI City Divulgação O que é o Rio AI City O Rio AI City é um projeto que prevê a construção de um grande complexo de data centers dedicados à inteligência artificial na região do Parque Olímpico, na Barra Olímpica. A proposta faz parte da estratégia da prefeitura para posicionar o Rio como referência global na economia digital e prevê investimentos totais estimados em cerca de US$ 65 bilhões ao longo da próxima década. A 1ª fase prevê capacidade energética de 1,5 gigawatt (GW), com expansão para até 3 GW em 2032. O complexo já conta com o data center RJO1 em operação e deverá ganhar novas unidades voltadas ao processamento de aplicações de inteligência artificial e computação em nuvem. A expectativa é gerar mais de 10 mil empregos qualificados, além de atrair startups, centros de pesquisa e grandes empresas de tecnologia. Alto consumo de energia A corrida mundial pela inteligência artificial aumentou significativamente a demanda por data centers, estruturas responsáveis pelo processamento e armazenamento de grandes volumes de dados. Esses empreendimentos exigem enorme capacidade energética para alimentar supercomputadores e sistemas de resfriamento. No caso do Rio AI City, a capacidade prevista para a primeira etapa é de 1.500 megawatts, equivalente, no limite, ao consumo diário de aproximadamente 6 milhões de residências. Presidente da Elea, Alessandro Lombardi Raoni Alves/g1 Especialistas destacam que o consumo efetivo pode variar de acordo com a operação, mas alertam para a necessidade de expansão da infraestrutura elétrica e de planejamento ambiental para suportar empreendimento desse porte. Mercado de data centers O crescimento da inteligência artificial transformou os data centers em ativos estratégicos para governos e empresas. Aplicações como o ChatGPT e outros modelos avançados exigem infraestrutura computacional de alta capacidade, impulsionando investimentos bilionários em diversos países. Segundo estudo apresentado durante o Rio Innovation Week de 2025, o Brasil ocupa posição relevante na América Latina, mas seu mercado ainda é cerca de 27 vezes menor que o dos Estados Unidos. A análise aponta que o Rio possui vantagens competitivas importantes, especialmente pela disponibilidade de energia, pela infraestrutura de telecomunicações e pela presença de cabos submarinos que conectam o Brasil a outros continentes. Outro diferencial é a possibilidade de expansão da capacidade instalada, condição considerada essencial para projetos de grande escala em inteligência artificial. Desafios para consolidar o hub Apesar do potencial, especialistas apontam que o sucesso do projeto depende de uma série de fatores além da construção física dos data centers. Elea Data Centers prevê quatro data centers, além de prédios para centros de pesquisa, startups e outros, em complexo em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro Divulgação/Elea Data Centers; Dhara Pereira/g1 Entre os principais desafios estão o acesso confiável e competitivo à energia elétrica, a ampliação da infraestrutura de telecomunicações, a disponibilidade de terrenos com licenciamento ágil e a formação de mão de obra qualificada. Também entram nessa lista a criação de um ambiente regulatório favorável aos investimentos e a redução da burocracia para implantação de grandes empreendimentos tecnológicos. Outro ponto considerado estratégico é garantir capacidade futura de expansão da rede elétrica, já que o aumento da demanda por inteligência artificial tende a elevar significativamente o consumo energético nos próximos anos. Pontos positivos para o Rio AI City Os estudos apresentados sobre o projeto indicam que o Rio reúne características consideradas raras para esse tipo de investimento. Entre elas estão: matriz elétrica brasileira com forte participação de fontes renováveis; infraestrutura consolidada de telecomunicações; presença de backbones e cabos submarinos internacionais; disponibilidade de áreas para expansão na região da Barra da Tijuca; capacidade de crescimento da oferta energética; ambiente urbano capaz de atrair profissionais qualificados; articulação entre Prefeitura, governo federal, BNDES, Finep, Eletrobras e iniciativa privada. Para Alessandro Lombardi, o projeto também representa uma estratégia de soberania digital para o país. “O Brasil é a segunda maior nação das Américas e uma das grandes democracias. Por que não tem a soberania dos seus dados? Queremos criar aqui uma base robusta de data centers, atrair big techs e transformar o Rio em um ecossistema global de inovação”, afirmou. A expectativa dos envolvidos é que o Rio AI City transforme a cidade em um dos principais polos mundiais de infraestrutura para inteligência artificial, inserindo o Brasil em um mercado que se tornou estratégico para a economia e para a geopolítica tecnológica.

Caneta emagrecedora: quem para ganha peso 4 vezes mais rápido do que quem faz dieta Durante anos, as canetas emagrecedoras correram atrás de um número só: quem, além de controlar a diabetes, fazia a balança despencar mais. A semaglutida abriu caminho, a tirzepatida elevou a aposta, a retatrutida empurrou a perda de peso a patamares que beiram o exagero. A lógica parecia simples: vencia quem tirasse mais quilos. A survodutida chegou propondo outra disputa. No encontro anual da Associação Americana de Diabetes (ADA), em Nova Orleans, a molécula experimental da Boehringer Ingelheim chamou atenção não apenas pelo emagrecimento, mas por um efeito difícil de enxergar: a redução da gordura acumulada dentro do fígado. Diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Clayton Macedo diz que o destaque é parte de uma mudança que atravessou o congresso. Diante de um arsenal de medicamentos capazes de produzir perdas de peso de dois dígitos, a pergunta já não é apenas quanto cada um emagrece, mas o que faz além disso. O trunfo está escondido Os números que chamaram atenção dos médicos saíram de um estudo de fase 3 (a etapa final antes de um eventual pedido de aprovação) publicado na revista Nature Medicine. Entre 216 adultos com obesidade e gordura no fígado, a survodutida reduziu esse acúmulo em quase 60%. Mais do que isso: 84% dos pacientes tiveram queda de pelo menos 30% da gordura hepática, contra 24% de quem tomou placebo, e seis em cada dez terminaram o estudo com o fígado dentro da faixa normal. Marcadores de inflamação e de lesão no órgão, como a enzima ALT, também recuaram. A gordura no fígado costuma ser tratada como um detalhe de exame de rotina: aparece no ultrassom, o médico menciona, e a vida segue. Macedo faz questão de quebrar essa impressão. "Gordura no fígado não é só uma gordurinha", afirma. Trata-se, explica, de um marcador de gordura ectópica: a que se instala onde não deveria, é metabolicamente ativa, inflamada, e está associada a mais risco de diabetes, de doença do coração e de morte. No fígado, quando avança, ela leva à inflamação, à fibrose e, no limite, à cirrose. O quadro tem nome atualizado: doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD, na sigla em inglês), que em sua forma inflamada se torna esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH). Aumenta, ainda, as chances de desenvolver câncer. É essa gordura silenciosa que a survodutida parece alcançar —mas também é aqui que especialistas ouvidos pelo g1 pedem cautela. O fato de ela ter mostrado esses ganhos no fígado não significa que as concorrentes não os tenham; significa que ninguém analisou essas métricas ao estudá-las. Canetas emagrecedoras Freepik Um segundo hormônio entra em cena As canetas que ficaram famosas agem sobre o GLP-1, o peptídeo que regula apetite e saciedade. A survodutida faz isso e mais uma coisa: ativa, ao mesmo tempo, o receptor do glucagon —um hormônio que funciona como administrador da energia estocada no corpo e age diretamente no fígado e no metabolismo da gordura. "O glucagon é um ator novo nessa história", resume Macedo. É ele que dá à molécula uma espécie de assinatura própria: enquanto o GLP-1 mexe no comportamento alimentar, o glucagon mexe na queima da gordura, inclusive na que se esconde nas vísceras e no fígado. Coordenador do Departamento de Educação em Diabetes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Fernando Valente avalia que os resultados sugerem um efeito que vai além do emagrecimento isolado. Segundo ele parte da melhora observada no fígado certamente é consequência da perda de peso, mas o glucagon parece acrescentar uma ação própria sobre a gordura acumulada no órgão. "O fígado tem muitos receptores para glucagon. Além de ajudar na saciedade, esse hormônio estimula a utilização da gordura hepática como fonte de energia e aumenta o gasto energético", explica. A leitura ganhou força porque os pesquisadores não estimaram a gordura de forma indireta. Em outro estudo, esse publicado no New England Journal of Medicine com 725 adultos com obesidade e sem diabetes, um subgrupo passou por ressonância magnética —método que separa, compartimento por compartimento, cada tipo de gordura do corpo. "É o exame mais preciso que existe: ele distingue o que é gordura no fígado, o que é gordura na víscera e o que é músculo", diz Macedo. Nessa leitura, a survodutida reduziu a gordura visceral —a que se acumula entre os órgãos— em cerca de 34%, contra 12% do placebo, derrubou a gordura hepática em 63% e preservou a massa magra: a maior parte do peso perdido veio de gordura, não de músculo. Para o médico, esse foi um ponto simbólico. "Foi a primeira molécula a tirar o estigma da perda de massa magra, ao demonstrar que ela é pequena", diz. No mesmo estudo, o emagrecimento chegou a 16,6% em 76 semanas entre quem seguiu o tratamento até o fim —abaixo do que entregam concorrentes como a tirzepatida, mas acompanhado dessa redistribuição da gordura e da melhora de pressão, triglicerídeos e circunferência abdominal. Promessa com ressalvas Mesmo onde os números aparecem, falta o teste decisivo: nenhum estudo colocou as moléculas frente a frente, medindo os mesmos desfechos pelo mesmo método. Valente lembra que as comparações com semaglutida e tirzepatida continuam indiretas. Os estudos envolveram populações diferentes, com graus variados de obesidade, diabetes e comprometimento hepático, além de terem usado critérios distintos para avaliar a doença. "A semaglutida, por exemplo, teve análise histológica com biópsia hepática, algo que não aconteceu neste estudo. Por isso, não dá para afirmar que uma molécula seja superior à outra", afirma. Os efeitos colaterais, esses sim, seguem o padrão da classe: náusea em cerca de 60% dos participantes, vômito em mais de 40%, quase sempre leves a moderados e concentrados no início, quando a dose sobe. Macedo lembra que o protocolo do estudo era rígido e exigia chegar à dose máxima, sem a flexibilidade de ajuste do consultório —o que ajuda a explicar a frequência. Eventos graves foram pouco mais comuns com o remédio do que com placebo, e não houve mortes. Os ensaios também carregam limites: duração relativamente curta, populações pouco diversas e, no caso do fígado, a maioria dos pacientes em fase inicial da doença. Os efeitos sobre quadros avançados ainda serão testados em outro programa. A obesidade no centro do tabuleiro Por trás da disputa, há uma mudança de mentalidade que endocrinologistas presentes no congresso viram se consolidar no congresso. Durante décadas, a obesidade foi tratada como coadjuvante: estudava-se o diabetes e, de quebra, notava-se que o paciente emagrecia. Agora, a ordem se inverteu. "Antes, a obesidade era vista como consequência. Hoje, ela é o centro: é ela que provoca as outras doenças", diz Macedo. Os remédios já nascem testados para desfechos no fígado, nas articulações, na apneia do sono. Não por acaso, um congresso historicamente voltado a diabetes reuniu milhares de pessoas discutindo, sobretudo, obesidade e um conjunto de moléculas que combinam diferentes hormônios para atacar várias faces da doença ao mesmo tempo. Se a primeira geração das canetas venceu a batalha da balança, a próxima parece disputar algo mais ambicioso: provar que perder peso é apenas parte da história. A nova corrida acontece dentro dos órgãos —e o fígado pode ter sido o primeiro a mostrar isso.

OAB-PR quer evitar que advogadas gestantes passem por 'body scan' em penitenciárias A Ordem dos Advogados do Brasil — Seção do Paraná (OAB-PR) entrou na Justiça para garantir que advogadas gestantes não sejam obrigadas a se submeter ao equipamento de body scan (escâner corporal) como condição para ingressar em prisões. A Ação Civil Pública foi ajuizada no dia 18 de maio contra a Secretaria de Segurança Pública (SESP-PR) e a Polícia Penal do Paraná (PPPR), depois de a administração penitenciária rejeitar o pedido da OAB-PR, defendendo a segurança do equipamento com base em dados do fabricante e em normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp ➡️🩻 O body scan é um equipamento que utiliza radiação ionizante para formar imagens internas do corpo inspecionado. A OAB-PR alega que o exercício da profissão exige acesso frequente e regular às unidades prisionais, tornando a exposição à radiação do aparelho um risco cumulativo e progressivo ao longo da gestação. A OAB também afirma que "não há informações públicas disponíveis sobre os níveis de radiação emitidos pelos equipamentos utilizados nos presídios paranaenses, nem sobre a qualificação técnica dos operadores dessas máquinas", o que, segundo a Ordem, é obrigatório por lei federal. Além disso, conforme o órgão, as advogadas não têm, em nenhum momento, contato físico com o preso. Conforme a OAB-PR, o atendimento ocorre em parlatório com vidro espesso e sem abertura, com monitoramento por câmeras e acompanhamento de policiais penais. A Ordem dos Advogados propõe, como alternativa ao body scan, que o acesso seja garantido por meio de revista manual não invasiva ou inspeção visual, de forma a não comprometer os protocolos de segurança das unidades. Body Scan da Polícia Penal do Paraná Polícia Penal do Paraná Em resposta ao pedido administrativo da OAB, a Polícia Penal sugeriu que as advogadas gestantes optassem pelo atendimento remoto, por videoconferência, o que foi reprovado pelo conselho da Ordem. Segundo a OAB, a ação se tornou necessária após o esgotamento integral das vias administrativas. Disse também que o Departamento Penitenciário do Paraná (DEPEN-PR) rejeitou formalmente o pedido e que defendeu a segurança do equipamento "com base exclusivamente em dados do fabricante e em normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), sem apresentar estudos clínicos independentes sobre os efeitos de exposições reiteradas ao longo de toda a gestação". Em nota, a Polícia Penal informou que tem conhecimento da demanda e que o tema está sendo acompanhado pelas áreas competentes da instituição. "Os esclarecimentos e informações pertinentes serão prestados aos órgãos responsáveis, nos termos dos procedimentos cabíveis", diz a nota. LEIA TAMBÉM: Saúde: Mesmo com lei sancionada há mais de um ano, famílias ainda esperam por sensores de glicemia para crianças com diabetes no Paraná 'Sobreviveu para lutar contra esses protocolos': Mãe de advogada que salvou família em incêndio desabafa após ofensas à filha Entenda: Falso advogado suspeito de invadir sistemas da Justiça para ajudar organização criminosa é preso Riscos da radiação na gravidez A radiação ionizante pode representar riscos biológicos ao embrião e ao feto, principalmente porque os tecidos em desenvolvimento apresentam maior sensibilidade à radiação, segundo Raquel Corotti, coordenadora e professora do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia e coordenadora do curso de pós-graduação em Radioterapia e Medicina Nuclear da Universidade Positivo. A profissional destaca, porém, que os riscos estão diretamente relacionados à dose recebida, à frequência da exposição e ao estágio da gestação. "Na prática, exposições baixas e controladas — como as utilizadas em diversos equipamentos diagnósticos e sistemas de segurança — costumam apresentar risco bastante reduzido. A radioproteção moderna é baseada em protocolos rigorosos que buscam garantir exposições dentro de limites considerados seguros e com a menor dose possível", detalha. A professora enfatiza que órgãos internacionais, como a Comissão Internacional de Proteção Radiológica e a Organização Mundial da Saúde, recomendam que exposições à radiação, ainda que mínimas, devem ser evitadas como medida preventiva. "Durante as primeiras semanas da gestação, ocorre intensa divisão celular e formação dos órgãos do bebê, o que torna os tecidos fetais mais radiossensíveis", explica. Jurisprudência favorável Em ao menos três estados brasileiros, decisões judiciais garantem às advogadas gestantes o direito de ingressar em unidades prisionais por meios alternativos: Rio Grande do Sul, Ceará e Amazonas. Na Justiça do Trabalho do Mato Grosso, uma Ação Civil Pública reconheceu que a radiação ionizante do body scan, de forma diária, representa risco à saúde e suspendeu o escaneamento indiscriminado de servidores penitenciários. Além disso, uma lei federal de 2016 garante às advogadas gestantes o direito de ingressar em tribunais sem se submeter a detectores de metais e aparelhos de raios X. A advogada Thaise Mattar Assad, integrante do Conselho Pleno da OAB-PR e relatora do voto que aprovou o ajuizamento da ação, destaca que, embora a lei se trate de tribunais, a interpretação jurídica da norma pode ser ampliada. "Não há distinção ontológica, para fins de proteção à saúde, entre o aparelho de raio X utilizado em um tribunal e o body scan operado em unidades penais; o risco biológico derivado da radiação ionizante é idêntico e, portanto, reclama a mesma tutela jurídica", afirma o voto. Ação da OAB-PR quer garantir que advogadas gestantes não sejam submetidas a 'body scan' em penitenciárias por conta de radiação Leandro Taques/Divulgação/OAB-PR VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista A Copa do Mundo 2026 começou nessa quinta-feira (10) e a estreia da seleção brasileira está marcada para este sábado (13). O clima de Mundial já começou a tomar conta do país, inclusive nos ambientes de trabalho. A expectativa em torno dos jogos reacende dúvidas sobre folgas, flexibilização de horários e até como acompanhar as partidas durante o expediente. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O calendário da seleção brasileira tem os três primeiros jogos serão à noite (horário de Brasília). A estreia acontece contra Marrocos, no sábado (13). Depois disso, o Brasil volta a campo em outras duas datas que caem em dias úteis. Se avançar para a próxima fase, o cenário pode se repetir – o que significa mais partidas em dias de trabalho caso a seleção siga no torneio. A competição será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México. No Brasil, é comum que empresas liberem funcionários em dias de jogo ou flexibilizem a jornada durante a Copa, mas isso não é uma obrigação legal. (veja se você tem direito à folga) Para quem vai seguir trabalhando normalmente, é importante ficar atento, já que nem todas as empresas adotam regras mais flexíveis durante a Copa. Quem pretende acompanhar os jogos durante o expediente deve verificar previamente se há autorização para esse tipo de prática. Segundo Renato Mendes Baptista, CEO da Mendes Talent, o ideal é consultar as normas internas ou alinhar previamente com a liderança. Torcer, comentar as partidas e participar de ações internas pode fortalecer a integração entre os times, desde que isso não comprometa as entregas, o atendimento aos clientes ou o respeito entre colegas. Segundo ele, gritos excessivos, provocações insistentes, palavrões e abandono das responsabilidades estão entre os comportamentos que mais geram desconforto no ambiente corporativo durante os jogos. “Também é importante lembrar que nem todos gostam de futebol, então o respeito à diversidade de perfis e interesses precisa prevalecer”, completa. Outro ponto de atenção, segundo Renato, é o uso excessivo do celular e das redes sociais durante o expediente. Para ele, acompanhar rapidamente o placar não costuma ser um problema, mas o excesso pode transmitir falta de comprometimento e desatenção ao trabalho. Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista Equilíbrio entre lazer, respeito e responsabilidade Segundo Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), a Copa pode fortalecer o clima organizacional, desde que o profissionalismo seja mantido. “A descontração não é um ‘passe livre’ para esquecer que estamos em um ambiente corporativo”, afirma. De acordo com a especialista, o limite é ultrapassado quando o comportamento começa a afetar a rotina da equipe, atrapalhar entregas ou incomodar colegas que não estão acompanhando os jogos. Para ela, respeitar quem não gosta de futebol também faz parte da convivência profissional. A especialista orienta que trabalhadores conversem previamente com gestores e equipes para alinhar horários e demandas antes das partidas. Entre as alternativas estão antecipar entregas, utilizar áreas comuns da empresa para assistir aos jogos ou compensar horas posteriormente. Ela explica que a própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite acordos de compensação de jornada, prática adotada por muitas empresas durante eventos esportivos. “A produtividade não cai quando o colaborador se sente respeitado em seus momentos de lazer”, afirma. Apesar do clima descontraído, Eliane alerta que algumas atitudes podem trazer consequências disciplinares. Xingamentos, provocações agressivas e ofensas direcionadas a colegas podem ser enquadrados como desrespeito ao código de conduta da empresa e até gerar punições. Além disso, abandonar o posto sem avisar, ignorar clientes, consumir bebida alcoólica ou exagerar no uso do celular durante o expediente também podem prejudicar a imagem profissional. Empresas como a startup GetNinjas, em São Paulo, enfeitou o ambiente de trabalho para a Copa do Mundo e permitirá que funcionários assistam aos jogos em casa ou no próprio escritório Marcelo Brandt/G1 Chave está no planejamento Fernando Pedro, diretor-geral da Assigna, empresa do Talenses Group especializada em trabalho temporário e por projeto, afirma que a chave está no planejamento. Segundo ele, muitas empresas conseguem criar ações leves, como transmissão dos jogos, flexibilização pontual de horários ou pausas programadas, sem impactar a operação. “O importante é alinhar previamente expectativas, prioridades e responsabilidades”, afirma. Para evitar problemas, Fernando defende que o setor de Recursos Humanos (RH) da empresa estabeleça orientações claras antes do início dos jogos. As regras podem envolver: Horários; Uso de espaços comuns; Dress code (código de vestimenta); Consumo de álcool; Postura esperada durante as partidas. “O bom senso é importante, mas orientações claras ajudam a evitar ruídos”, explica. Ele também alerta para o consumo de álcool em confraternizações corporativas. “Mesmo em momentos de confraternização, o ambiente continua sendo corporativo. O consumo excessivo pode gerar situações inadequadas e impactos no clima organizacional”, afirma. Segundo Fernando, as ações relacionadas à Copa devem ser opcionais, já que nem todos gostam de futebol ou querem participar das atividades internas. “O ideal é evitar pressão social para participação e garantir que quem prefira manter a rotina normal também se sinta respeitado”, diz. Na avaliação do especialista, a Copa pode tanto fortalecer a integração entre equipes quanto evidenciar problemas de convivência já existentes dentro das empresas. Quando bem conduzida, a Copa cria momentos de conexão, engajamento e fortalecimento da cultura organizacional. Mas também pode evidenciar problemas já existentes, como falta de respeito, exclusão ou dificuldades de convivência. Como se comportar durante os jogos da Copa no trabalho Veja abaixo algumas dicas de especialistas sobre como conciliar os jogos da Copa com a rotina de trabalho no ambiente corporativo: 🚫 Veja as regras da empresa antes dos jogos: nem toda empresa libera funcionários ou flexibiliza horários durante a Copa. Antes de assistir às partidas, confirme as orientações internas ou converse com o gestor. 🗣️ Evite exageros na torcida: gritar demais, bater na mesa, cantar alto ou interromper colegas pode gerar desconforto no ambiente corporativo. 👀 Cuidado com provocações e brincadeiras: zoações constantes, discussões e provocações com colegas podem ultrapassar o limite da descontração e causar conflitos. 👩🏽💻 Não abandone suas responsabilidades: acompanhar o jogo não pode comprometer reuniões, entregas, atendimento ou prazos importantes. 📲 Use celular e redes sociais com moderação: conferir o placar rapidamente costuma ser aceitável, mas passar o expediente inteiro no celular pode prejudicar a imagem profissional. ⚽ Respeite quem não gosta de futebol: nem todos acompanham a Copa ou torcem pela seleção. O ambiente deve continuar respeitoso e inclusivo. 😡 Evite palavrões e reações agressivas: xingamentos contra juiz, jogadores ou colegas podem ser vistos como comportamento inadequado no ambiente de trabalho. 😉 Participe das ações da empresa com bom senso: bolões, decoração e transmissões podem ajudar na integração da equipe, desde que não atrapalhem a rotina. 🧘🏼♀️Retome o foco após o jogo: terminada a partida, o ideal é voltar rapidamente às atividades e manter a produtividade. 💭 Lembre-se de que o ambiente continua profissional: a Copa pode deixar o clima mais leve, mas o trabalho continua exigindo postura, respeito e maturidade emocional. 🥅 Na hora do gol, comemore sem exageros: vibrar faz parte da Copa, mas é importante ter bom senso no ambiente corporativo. Evite gritos excessivos, correr pelo escritório, interromper reuniões ou provocar colegas. A comemoração não deve atrapalhar quem continua trabalhando. Funcionários trabalham na startup GetNinjas, que enfeitou o ambiente de trabalho para os jogos da Copa do Mundo Marcelo Brandt/G1 Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo

As countries including Canada move toward social media bans in an attempt to keep youths safe online, tech companies are in a tug of war over who should be the gatekeepers. Executives from Snapchat and Meta, the owner of Instagram, Facebook and Threads, have argued it should be app stores rather than platforms charged with […]
Quando já tinha passado dos 65 anos, a professora Helen Hirsh viveu o que muitas pessoas idosas enfrentam: começou a perder a confiança em si mesma. “Era como se eu fosse irrelevante, invisível. A impressão que tinha é que os outros não me procuravam mais como referência, não me valorizavam como antes”, conta. Helen Hirsh: a autora de ReSet afirma que é importante cultivar uma “mentalidade da longevidade” Reprodução Com uma trajetória de cinco décadas na área da educação, decidiu se aprofundar na situação que estava experimentando. “Foi uma virada de chave para mim. Descobri que estava internalizando o etarismo, essa visão negativa da velhice, e que acabaria me tornando uma profecia que se autorrealiza, ou seja, ficaria cada vez mais isolada e perdida”, lembra. Coincidentemente, um ex-aluno sugeriu que ela fizesse um curso de empreendedorismo social – e foi assim que acabou criando o Top Sixty Over Sixty (algo como “os destaques acima dos 60”), que se tornou uma referência na luta contra o idadismo e em prol da diversidade etária no Canadá. Em ReSet: Making the Most of the Rest of Your Life (Reiniciar/Recomeçar: aproveitando ao máximo o resto da sua vida, em tradução livre), que acabou de lançar em parceria com Debra Yearwood, Hirsh põe em prática o que viveu e aprendeu: “Na primeira parte do livro, mostro como o etarismo tem que ser apontado, denunciado e nunca minimizado, porque leva ao isolamento, à depressão e à morte prematura. Na segunda parte, trago reflexões, ferramentas e estratégias para reescrever esse roteiro”. A obra de Hirsh “conversa” com outra sobre a qual escrevi recentemente. Em Longevity Nation: the people, ideas, and trends changing the second half of our lives (Nação Longevidade: as pessoas, ideias e tendências que estão mudando a segunda metade de nossas vidas), o autor, Michael Clinton, afirma: “Ainda convivemos com o pensamento do século XX, e uma dessas construções é de que a vida é curta. Por isso, falta preparação, física e mental, para vivermos vidas mais longas. Aos 65 anos, as pessoas vão se fechando para novas possibilidades, baseadas na crença de que seu tempo passou”. Aos 77 anos, ela propõe que adotemos o que chama de “mentalidade da longevidade”, isto é, que tenhamos consciência plena de que nossas vidas – cada vez mais longas – devem ter significado e propósito. “Eu comecei coisas novas aos 67 anos e quero ajudar as gerações que vêm depois de nós a fazer o mesmo”, enfatizou em palestra on-line a que assisti. Aqui estão algumas das suas principais sugestões: Conscientize-se: reconheça o idadismo e desconstrua o preconceito. Esteja pronto para mostrar aos outros que, mesmo sem a intenção de magoar ou ferir, diminuem os idosos. Um exemplo é como os cuidadores se dirigem a eles numa fala infantilizada, como se fossem crianças pequenas. Pergunte-se: o que você não começou ou parou de fazer achando que era velho demais para tal coisa? É preciso se reconectar com suas forças e motivação, valorizando a própria sabedoria e experiência. Reencontre-se: novos propósitos, significados e oportunidades existem em qualquer idade. Envolva-se em causas nas quais acredita, busque a convivência com outras gerações, mantenha-se engajado e visível. Esporte transforma rotina e mentalidade de quem busca longevidade

A large quantity of molten metal spilled onto the shop floor after a hole developed in a ladle, triggering a safety scare.

Sede da SpaceX, no Texas, que agora é oficialmente a cidade de Starbase Miguel Roberts/The Brownsville Herald via AP Na última vez em que a SpaceX lançou um foguete no sul do Texas, o capitão de barco Eddie Reyes estava a menos de 3 quilômetros da plataforma, com um grupo de passageiros. Uma explosão de chamas irrompeu, e ondas de choque sacudiram a embarcação enquanto o foguete subia aos céus. A chegada da SpaceX trouxe bons negócios para Reyes e sua família. Desde a criação da Starbase, a cidade-estado de Elon Musk, o negócio de aluguel de barcos prosperou, com a chegada de turistas interessados em acompanhar os lançamentos. O sobrinho de Reyes trabalha na SpaceX como soldador e dirige uma Tesla Cybertruck. Mas os mesmos foguetes que impulsionam a renda da família também estariam causando danos à casa da mãe de Reyes. Segundo ele, as ondas de choque dos lançamentos racharam o teto, soltaram as vedações das janelas e estão comprometendo a estrutura da residência. Ele está entre dezenas de moradores que processam a empresa de Musk pelos prejuízos. “Não se pode parar o progresso”, disse Reyes. Agora no g1 Muitos moradores do Vale do Rio Grande, ao redor da Starbase — cidade centrada nas operações da SpaceX — chegaram a uma conclusão semelhante. Elas estão dispostas a embarcar na onda das ambições interplanetárias de Musk e aceitar as consequências que vêm com isso. Embora a rápida expansão da SpaceX traga empregos, visitantes e atenção global, também tem provocado processos judiciais, preocupações ambientais e uma crescente divisão entre os 1,4 milhão de habitantes do Vale do Rio Grande. Às vésperas da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da SpaceX — que pretende captar US$ 75 bilhões, o maior valor obtido já obtido em uma oferta como essa — as pressões enfrentadas pelos moradores ao redor da Starbase tendem a se intensificar. “Essa empresa está literalmente sacudindo a terra”, disse Tino Villarreal, comissário municipal de Brownsville, uma cidade de 185 mil habitantes que faz fronteira com a Starbase. “Pela quantidade de mão de obra que pretende gerar, pelas ondas de frequência que estão realmente sacudindo nosso solo.” A SpaceX se recusou a fazer comentários à Reuters para esta reportagem. As diferentes visões sobre a Starbase ficaram ainda mais evidentes antes do lançamento da Starship no mês passado, quando o trabalhador terceirizado José Bautista, de 25 anos, morreu após sofrer uma queda em uma instalação da SpaceX nas proximidades. O caso se soma a outros episódios envolvendo mortes ou ferimentos graves de trabalhadores ligados à empresa. No TikTok, um vídeo publicado pelo pesquisador de políticas públicas Etienne Rosas, cobrando que a empresa assumisse responsabilidade pelo caso, acumulou milhares de curtidas. Um primo de Bautista agradeceu nos comentários e escreveu: “Minha família precisa de orações”. Outros usuários, porém, saíram em defesa da SpaceX, afirmando que a empresa não seria responsável pela morte. Um deles chegou a dizer que Bautista, mesmo morto, seria capaz de “enxergar o acidente pelo que ele é”. O comentário, feito por um usuário que não respondeu ao pedido de posicionamento da Reuters, acrescentava: “Projetos de grande magnitude, como a Represa Hoover, sempre ceifam vidas — e ainda assim continuam. É o jeito americano.” Um porta-voz da cidade de Starbase se recusou a comentar. A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA), responsável pela investigação do caso, também não se manifestou. Um representante da família de Bautista igualmente não comentou. O gabinete do xerife do condado de Cameron encaminhou os pedidos de comentário da Reuters à SpaceX. A SpaceX não respondeu aos questionamentos e ainda não reconheceu publicamente a morte de Bautista. Starbase transforma região no Texas Quando a construção da base da SpaceX começou, em 2014, Boca Chica era um pequeno conjunto de casas na fronteira com o México e uma praia popular entre moradores de Brownsville. Agora, duas plataformas de lançamento se elevam a quase 150 metros acima da praia e dos bairros em expansão, com trailers Airstream, casas minúsculas e novas mansões. A SpaceX planeja, no futuro, fabricar componentes para até 1.000 foguetes Starship na Starfactory da cidade – uma instalação de fabricação avançada de 93 mil metros quadrados – e no Gigabay, uma estrutura de 116 metros de altura para a montagem dos foguetes. A cidade tem suas peculiaridades. Um funcionário da SpaceX, Bobby Peden, foi eleito prefeito no ano passado, logo após a formalização da cidade. A cidade está criando uma força policial e discutiu a possibilidade de abrir seu próprio tribunal municipal – no qual Peden atuaria como juiz interino. Na escola local, Ad Astra, crianças pequenas aprendem a lidar com "números na casa dos milhares – muito além dos padrões do jardim de infância", de acordo com o site da escola. O bar local, Astropub, só é aberto para funcionários da SpaceX. “Quando cheguei, tínhamos apenas uma rua com casas, construíamos foguetes em tendas e não tínhamos água nem sistema de esgoto”, disse Kathryn Leuders, que era gerente geral da Starbase antes de sua incorporação. Agora, “você cria famílias e cria filhos nesta comunidade que é a Starbase, que também tem uma plataforma de lançamento no quintal. É algo realmente incrível.” Assim como a colônia em Marte retratada em um enorme mural na lateral do Gigabay, a cidade serve como um modelo potencial para o futuro das colônias interplanetárias. Em uma noite recente, antes do lançamento da Starship, as ruas fervilhavam com funcionários saindo dos prédios da Starbase em bicicletas, enquanto comboios de Cybertrucks se alinhavam na rodovia para Brownsville, passando por esculturas de Musk e uma placa que dizia: “Embaixada em Marte. Futura Localização.” “Já estive na NASA, e você não chega nem perto de algo assim”, disse Nicholas Poindexter, um controlador de pragas e entusiasta do espaço que viajou de Indiana para ver o lançamento da Starship. “Da última vez que estive aqui, pensei: ‘Nossa, dá para jogar uma pedra e acertar um foguete’”. Impacto econômico divide moradores Muitos líderes locais veem a Starbase como uma oportunidade para uma das regiões mais pobres dos Estados Unidos. Um relatório de impacto produzido pela Greater Brownsville Economic Development Corporation em março afirmou que a Starbase criou 5 mil empregos e gerou US$ 100 milhões em receita com turismo no último ano. Vestindo uma camiseta da SpaceX com a nave Starship estampada, o vereador de Brownsville, Villarreal, apontou para novos restaurantes que atendem à força de trabalho cada vez mais abastada, em meio a lojas com as janelas e portas fechadas com tábuas e casas em ruínas. Musk “agiu na velocidade da luz, e acho que isso ajudou Brownsville a crescer e se desenvolver muito mais rapidamente”, disse Villarreal. “Foi como injetar um esteroide em Brownsville.” Alguns moradores do Vale do Rio Grande inicialmente receberam bem a SpaceX. Maria Pointer morou na região por quase duas décadas até vender sua casa para a SpaceX em 2020, após se encontrar com Musk. "Estávamos animados", disse ela. "Na época, eu realmente sentia que merecíamos a Lua como ponto de partida para todos os Elons do mundo que quisessem ir no espaço interestelar." Com o tempo, Pointer se tornou menos otimista e passou a ver a região como menos acolhedora. Em abril, ela foi à Starfactory para gravar uma entrevista com uma equipe de reportagem italiana, sob um enorme “X” perto da entrada do prédio, onde ficava sua cozinha. Um segurança se aproximou e ordenou que eles se retirassem. “Foi muito militar”, disse ela. Outros moradores de cidades vizinhas – Laguna Vista, Port Isabel e South Padre Island – alegam que os lançamentos da Starship estão danificando suas casas, segundo uma ação coletiva apresentada em abril contra a SpaceX. Uma das autoras da ação, que preferiu não se identificar a pedido de seu advogado, mostrou à Reuters sua casa em Port Isabel. Os armários estão desnivelados, as portas não fecham e placas de madeira cobrem o piso deformado — que, segundo ela, foi danificado por mofo após o rompimento de um cano do chuveiro depois do lançamento de um foguete. Ela estima que os reparos na fundação custarão cerca de US$ 100 mil, mais da metade do valor da casa. “Eles querem chegar a Marte”, disse ela. “Mas e nós que estamos aqui? Eu estou aqui agora. E ninguém está pensando em nós.”

Baile da Disney, na Maré Reprodução As investigações da operação Trinus, contra o tráfico de drogas no Complexo da Maré, mostraram que o Baile da Disney, na Vila do João, é mais do que um evento musical: o baile funk também é usado para vender drogas, bebidas e produtos roubados pelos traficantes, armados em grande número na multidão. Além disso, a renda obtida potencializa o pagamento de cachês para artistas e convidados vip e é direcionada para custear a propaganda do megaevento, apontado como um dos maiores em áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP). "Nesse local, onde se finge estar apenas realizando uma festividade para a diversão da comunidade, esse ambiente é utilizado para venda dessa material roubado, bebidas alcoólicas, produtos alimentícios, e utilizado pra venda de drogas", enumerou a delegada Raíssa Celles, diretora do Departamento de Polícia da Capital. Operação na Maré para prender 56 pessoas mobiliza Bope e Core; há tiroteio e barricadas em chamas Para a Polícia Civil, o baile da Disney é considerado um elemento "central" da estrutura de lavagem de dinheiro da facção. “O evento, que se tornou referência popular por sua produção temática com decoração, pirotecnia, atrações circenses e personagens infantis, foi identificado pelos investigadores como plataforma de monetização ampla do crime organizado”, descreveu a polícia. “O baile opera como canal de escoamento imediato de mercadorias roubadas e permite arrecadação concentrada com bebidas, alimentos e espaços sob controle exclusivo da facção”, prosseguiu. 'Escritórios' do crime na Maré Barricadas são queimadas na Vila do João, no Complexo da Maré, durante operação da polícia Reprodução/TV Globo O delegado Thiago Dorigo, um dos responsáveis pelas investigações, afirmou que as favelas do TCP na Maré representam hoje um refúgio para quadrilhas que aplicam golpes pelo telefone ou pela internet. Muitos abrem verdadeiros 'escritórios do crime' na região: "Então, os mais variados tipos de golpistas e estelionatários hoje saíram do centro da cidade e abriram seus escritórios em diversas comunidades porque eles sabem da dificuldade da polícia para localizar e fazer uma operação de grande porte", explicou Dorigo. A facção, segundo ele, ainda lucra com o aluguel do espaço para cometer crimes: "Eles cobram uma espécie de aluguel, uma espécie de taxa, para poder liberar aquela atividade criminosa", pontuou. Lojas com produtos roubados Policiais civis na entrada da Vila do João, no Complexo da Maré, onde cumprem mandados contra o TCP Reprodução/TV Globo A Polícia Civil encontrou, durante uma operação nesta quarta-feira (10) no Complexo da Maré, lojas de um centro comercial que vendiam produtos roubados por criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP). A organização criminosa também mantinha um depósito com os materiais. Até a última atualização desta reportagem, 25 homens haviam sido presos. Segundo a diretora do Departamento Geral de Polícia da Capital, Raíssa Celles, a polícia encontrou cigarros eletrônicos e celulares de origem não comprovada. "No interior delas, foi encontrada uma grande quantidade de cigarros eletrônicos contrabandeados que estavam sendo expostos à venda nessas lojas, além também de uma grande quantidade de celulares de origem ilícita, e pelo menos três celulares roubados", disse a diretora do DGPC. O delegado Thiago Dorigo explicou que traficantes da Pedreira e da Maré fizeram um "consórcio criminoso", e destacou que a facção comete roubos de carga praticamente diários: "Os traficantes da Pedreira ficavam incumbidos de abordar os caminhões na Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela e trazer para uma dessas comunidades aqui na Maré", disse o delegado. Segundo ele, existe até uma divisão pré-definida sobre o dinheiro obtido em cada crime: "25% do valor obtido com o roubo de carga é da liderança da Pedreira, 25% para o roubador da Pedreira que está na ação criminosa, 25% para o roubador da Maré que está junto fazendo a abordagem e 25% para a liderança do TCP na Maré", explicou. 6 ações simultâneas As polícias Civil e Militar iniciaram nesta quarta-feira a Operação Trinus, contra o tráfico de drogas no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Desde o início da manhã de quarta-feira (10), são 6 ações simultâneas para combater diferentes crimes, incluindo roubos, homicídios e exploração sexual infantil. Os agentes tentam cumprir 56 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão contra traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Pés de maconha apreendidos pela polícia em operação no Complexo da Maré Reprodução As equipes foram recebidas a tiros, e criminosos também atearam fogo a barricadas. Com a ação, escolas e unidades de saúde fecharam preventivamente. Participam da ofensiva homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), as tropas de elite das forças de segurança do RJ. Agentes apreenderam armas, como fuzis e granadas, e encontraram 2 estufas de maconha e um laboratório de cocaína. Ainda foi localizada uma “fazenda” de mineração de criptomoedas. “Não é apenas o tráfico de drogas que alimenta essas organizações criminosas. Eles fomentam e financiam o roubo de carga”, afirmou a delegada Raíssa Celles. Raíssa disse que as equipes encontraram “uma imensa quantidade de carros e motos subtraídos” e “um grande depósito com farta quantidade de material roubado”. Caminhões foram mobilizados para trazer esses itens até a Cidade da Polícia. 🔎 O Complexo da Maré é dominado por diferentes facções. A maior parte é controlada pelo TCP e engloba, por exemplo, a Vila do João, o Conjunto dos Pinheiros, o Morro do Timbau e a Baixa do Sapateiro, para onde as forças de segurança foram nesta quarta. Há ainda áreas sob o jugo do Comando Vermelho (Nova Holanda e Parque União) e da milícia (Piscinão). Criminosos colocaram fogos em barricadas no Complexo da Maré para impedir a chegada da polícia Reprodução/TV Globo Seis procedimentos em curso A investigação da 21ª DP (Bonsucesso) se dividiu em 6 frentes: Roubo de cargas e lavagem de capitais: Investiga o roubo sistemático de caminhões em vias expressas (como a Avenida Brasil) e o uso do Baile da Disney e comércios locais como plataformas para escoar mercadorias e lavar dinheiro. Roubo e receptação de celulares: Focada em uma cadeia organizada que utiliza motocicletas para roubar aparelhos, exigindo que as vítimas os entreguem desbloqueados, para posterior revenda em estabelecimentos dentro das comunidades. Tentativa de homicídio contra adolescente: Refere-se à investigação de criminosos que atiraram contra um veículo de uma família que entrou por engano na Baixa do Sapateiro em setembro de 2024, ferindo uma adolescente. Exploração sexual infantil: Trata do armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil em grupos de aplicativos, além da articulação de abusos contra menores. Violência doméstica e posse ilegal de armas: Originada de um caso de agressão física contra uma mulher na Baixa do Sapateiro, que levou à descoberta de que o agressor mantinha armas e réplicas em sua residência. Roubo circunstanciado na Avenida Brasil: Investiga um roubo específico contra um casal no mês passado, no qual os criminosos utilizaram o celular e cartões das vítimas para realizar movimentações financeiras e compras indevidas. 🟩O Bom Dia Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do Bom Dia Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. Helicóptero da polícia sobrevoa a Vila do João, no Complexo da Maré, durante operação Reprodução/TV Globo Veja abaixo os detalhes de cada frente. 1. Roubo de cargas e lavagem de capitais A 21ª DP fala em “ações sistemáticas” do TCP para interceptação de veículos de carga nas principais vias expressas da capital, como a Avenida Brasil, a Linha Vermelha e a Linha Amarela. Segundo as investigações, o bando usa motocicletas e veículos de apoio para cercar caminhões em movimento. As vítimas, rendidas sob ameaça e violência, eram obrigadas a conduzir os veículos até o interior das comunidades dominadas pela facção para a retirada das mercadorias. Em alguns casos, o TCP mobilizava até empilhadeiras. A distrital afirma que o produto dos roubos “não era simplesmente revendido de forma improvisada”. “As investigações identificaram que estabelecimentos comerciais da região foram utilizados para a receptação, armazenagem e revenda das cargas subtraídas, integrando a cadeia econômica do tráfico.” A polícia lembrou ainda que o TCP impõe monopólios de internet, botijões de gás e até água. De acordo com as investigações, o TCP transferiu do Complexo da Pedreira para a Maré a “central logística” dos roubos de cargas. “O Complexo da Maré passou a centralizar o recebimento, o controle e a distribuição das mercadorias. Essa transição foi acompanhada de intensificação dos confrontos armados, com registro de tiroteios entre criminosos e policiais nas vias de acesso à Maré, envolvendo fuzis e alcançando inclusive blindados da PM”, afirmou a polícia. “Encontramos um pequeno shopping com várias lojas. Uma tinha uma grande quantidade de cigarros eletrônicos contrabandeados. Também havia uma grande quantidade de celulares de origem ilícita”, detalhou Raíssa. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), a circunscrição da 21ª DP registrou 4.328 ocorrências de roubo de veículo e 1.350 de roubo de carga entre janeiro de 2020 e junho de 2026. 2. Roubo e receptação de celulares Em junho de 2025, 2 homens foram presos em flagrante por roubo de celular na região de Bonsucesso. A 21ª DP afirmou que a dupla “decidiu colaborar espontaneamente” e deu “informações detalhadas sobre o funcionamento do esquema criminoso”. O “gerente operacional” fornecia armas e motocicletas roubadas para os ataques e estabelecia “metas de arrecadação”, exigindo a obtenção de determinado número de aparelhos desbloqueados por incursão. As vítimas eram abordadas e coagidas, sob a mira de armas de fogo, a desbloquear os celulares no ato do roubo. O TCP estabeleceu uma “tabela de recompensas” para os ladrões. Aparelhos desbloqueados alcançavam até R$ 2.500, enquanto aparelhos bloqueados eram avaliados entre R$ 300 e R$ 600. 3. Tentativa de homicídio contra adolescente Em 18 de setembro de 2024, por volta das 9h50, um pai e sua filha adolescente trafegavam em um veículo pela Avenida Brasil quando, ao tentar acessar a Linha Amarela com auxílio do GPS, erraram o caminho e entraram na Baixa do Sapateiro. Michel Simioni e Valentina Betti Simioni vieram ao Rio para tirar o visto americano no Consulado dos Estados Unidos. Ao perceber o engano, Michel tentou recuar. Um HRV azul emparelhou com o carro da família, e os ocupantes, com os vidros abertos, ordenaram parar. Michel viu um fuzil no HRV e optou por acelerar para fugir. Os criminosos abriram fogo, e Valentina, que estava no carona, foi atingida pelos tiros. Ao acessar a Linha Amarela, o condutor encontrou uma viatura da Polícia Militar e pediu socorro. A polícia identificou 2 soldados do tráfico no episódio. Valentina ficou quase um mês hospitalizada. 4. Exploração sexual infantil Uma denúncia à 21ª DP trouxe provas de divulgação e troca de material de abuso sexual infantil em aplicativos de mensagens. Entre as vítimas nos vídeos havia até bebês. As investigações identificaram que um dos alvos mantinha conversas para combinar encontros com um adolescente de 13 anos. Nesta quarta-feira, agentes cumprem mandados de busca para a apreensão de dispositivos eletrônicos. 5. Violência doméstica e posse ilegal de armas Na madrugada de 12 de janeiro, por volta da 1h30, uma mulher foi informada que sua filha adolescente, de 14 anos, encontrava-se em um bar na Praça do 18, na Baixa do Sapateiro, acompanhada do ex-padrasto. Ao se dirigir ao local para retirar a menor, essa mãe foi agredida pelo ex, que a agarrou pelos cabelos, jogou-a ao chão e desferiu um soco em seu rosto, além de ameaçá-la. A vítima compareceu à 21ª DP e requereu representação criminal e medidas protetivas de urgência nos termos da Lei Maria da Penha. No curso da investigação, a delegacia descobriu que o investigado possuía armas de fogo sem autorização. 6. Roubo circunstanciado na Avenida Brasil Na manhã de 26 de maio, por volta das 8h, um casal foi abordado por 2 criminosos enquanto trafegava de automóvel pela Avenida Brasil. A dupla agiu de forma coordenada: um deles, portando pistola, manteve o condutor sob ameaça, enquanto o outro abriu a porta do carona e passou a subtrair os bens do casal. Entre os objetos roubados estavam aliança, relógio, cordão, aparelho celular e cartão bancário. A vítima do banco do carona relatou que o criminoso a mordeu para arrancar a aliança à força, além de exigir a senha de desbloqueio do celular. Os bandidos fugiram na contramão. Após o roubo, a vítima acessou sua conta pelo computador e constatou que os criminosos passaram a enviar links de pagamento e a realizar várias movimentações financeiras. As investigações revelaram ainda que os autores utilizaram o cartão bancário roubado para adquirir uma televisão de R$ 1,4 mil, com entrega em endereço no bairro de Ramos. A análise desses links associou um CNPJ específico a um dos ladrões, permitindo sua identificação por nome, CPF, número de telefone e perfil em rede social. A vítima o reconheceu imediatamente. A 21ª DP representou pela prisão preventiva do investigado. O outro ladrão ainda não foi identificado.

Paranaense relata rotina de 20 dias em bunker na guerra da Ucrania Escondido em um buraco coberto por madeira, lona e terra, o paranaense Marcelo Andrade, de 37 anos, passou cerca de 20 dias próximo à linha de frente da guerra na Ucrânia. O combatente voluntário conta que enfrentou falta de água, escassez de alimentos e ataques constantes de drones. Ao fim da missão, havia perdido 10 quilos. “Passei cerca de 20 dias na posição. Passei três dias sem água e perdi 10 quilos nesse período”, contou. Marcelo nasceu em Cascavel, no Oeste do Paraná. Ele morava há um ano nos Estados Unidos e viajou para a Ucrânia em fevereiro deste ano com a expectativa de atuar como médico de combate, devido à sua experiência como bombeiro da Defesa Civil do Paraná. No entanto, logo na primeira missão, foi mandado para a linha de frente da infantaria – onde estão soldados que ocupam trincheiras, posições defensivas e avançam sobre territórios inimigos. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp Em vídeo enviado ao g1, ele mostra o interior do bunker onde permaneceu durante parte da missão. As imagens mostram um espaço improvisado, escavado no solo e adaptado com lonas e materiais de proteção. No local, Marcelo e outros quatro homens estão esquentando água da chuva com chocolate para se alimentarem. Assista acima. “É basicamente um buraco no chão. Muitas vezes nós mesmos construímos, cobrindo com madeira, lona e terra. Não há luz nem conforto”, relatou. Marcelo passou 20 dias em bunker Arquivo pessoal A primeira missão ocorreu apenas três semanas após desembarcar no país, na região de Zaporíjia, uma das áreas mais próximas das forças russas. "É uma região extremamente perigosa. Do grupo que fez treinamento comigo, metade morreu", contou. Segundo ele, a maior dificuldade não foi o combate direto, mas a falta de suprimentos. O abastecimento das tropas ucranianas é feito por drones e, quando os equipamentos são abatidos, os soldados podem ficar dias sem receber alimentos ou água. “Banho praticamente não existe na linha de frente. Cheguei a ficar cerca de 40 dias sem tomar banho”, disse. A rotina, segundo ele, é marcada pelo isolamento. Os combatentes permanecem escondidos a maior parte do tempo e só deixam o abrigo quando é necessário. Leia também: OVNI no Paraná: Influencer filma luzes estranhas da varanda de casa e levanta suspeita de OVNIs Mega-Sena: apostas de quatro cidades do Paraná acertam a quina e levam prêmios Encontrado: Paranaense que desapareceu no Paraguai é encontrado a mais de 600 km de casa Drones são principal ameaça De acordo com Marcelo, os drones russos se tornaram o maior perigo para os soldados no conflito. “Eles são responsáveis pela maior parte das mortes na linha de frente”, afirmou. Ele conta que presenciou as mortes de vários companheiros, na maior parte dos casos, causadas por ataques de drones. “Meus amigos estavam a cerca de 100 metros da posição quando foram encontrados. Em seguida, vários drones atacaram e todos morreram”, relatou. Voluntário quer voltar ao Brasil Marcelo diz não se arrepender, mas pretende voltar ao Brasil Arquivo pessoal Apesar das dificuldades, Marcelo diz não se arrepender da decisão de participar da guerra. Contudo, seu contrato tem duração mínima de seis meses e ele afirma que pretende retornar ao Brasil após esse período. “Não me arrependo. Tomei essa decisão consciente dos riscos. Mas quero voltar para o Brasil assim que meu contrato terminar”, declarou. Hoje, ele aguarda a possibilidade de ser transferido para uma unidade especializada em operações com drones, considerada menos exposta do que a infantaria. Enquanto isso, ele espera a próxima missão em um local chamado de "casa segura", com estrutura de uma casa, mas sem energia elétrica. "Tomamos banho quando possível e dependemos bastante de powerbanks para manter os equipamentos funcionando. Como estamos em uma pequena vila no interior, tem um senhor que nos deixa tomar banho quente na casa dele uma vez por semana", diz. Ministério recomenda que brasileiros recusem propostas de ir para guerras Em junho do ano passado, o Ministério das Relações Exteriores divulgou um alerta sobre o alistamento voluntário de brasileiros em forças armadas estrangeiras, no contexto de guerras armadas. Segundo o órgão, tem sido registrado aumento no número de casos de brasileiros que morrem em conflito ou que encontram dificuldades para interromper a participação no serviço militar. Por isso, o ministério recomendou que propostas de trabalho para fins militares sejam recusadas. De acordo com o órgão, a assistência consular, nesses casos, pode ser "severamente limitada pelos termos dos contratos assinados entre os voluntários e as forças armadas de outros países". A guerra entre Rússia e Ucrânia A guerra na Ucrânia começou em fevereiro de 2022, quando o presidente russo Vladimir Putin autorizou uma ofensiva militar contra o território ucraniano. Desde então, a guerra provocou milhares de mortes, milhões de refugiados e intensos combates, especialmente no leste e sul do país. A Ucrânia conta com apoio militar, financeiro e humanitário de países como os Estados Unidos e a União Europeia. A Rússia, por outro lado, enfrenta sanções econômicas internacionais. Apesar das negociações em curso, não há perspectiva concreta de fim da guerra. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.

Gold and silver price prediction today: Gold prices are seeing a bearish structure with the downtrend in place. Silver prices are trading cautiously, though with a negative bias, says Abhilash Koikkara, Head - Forex & Commodities, Nuvama Professional Clients Group.
AWS marketing head Julia White urged employees to recruit recently laid-off Meta workers, citing around 160 open marketing positions. She acknowledged compensation is a factor in departures but not the primary one, with career growth and lifestyle also contributing. AWS is also working to improve collaboration within its marketing division, moving away from a siloed operating model.