"CAIR" · 총 342건
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Discussions between Palestinian factions and mediators in Cairo aimed at reaching a permanent end to the war in Gaza have stalled over the pivotal question of disarming the territory and Hamas, Palestinian sources told Agence France-Presse Tuesday. "Talks are continuing ... in a context of clearly differing visions ... with the issue of weapons remaining the only point of contention," a Palestinian source familiar with the talks told AFP on condition of anonymity as he was not supposed to speak

Acidente ocorreu na noite desta terça-feira (9) Thiago Cesar/Inter TV Cabugi Um homem morreu após ser atropelado por um ônibus da linha Eucaliptos (3008) no início da noite desta terça-feira (9), na marginal da BR-101, em Natal. O caso aconteceu por volta das 18h30, próximo ao cruzamento com a Rua dos Gerânios, na altura do Via Direta e da parada do circular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A vítima morreu no local antes de receber atendimento médico. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp LEIA TAMBÉM: Protesto bloqueia via marginal da BR-101 em Natal Motorista é preso ao transportar 100 kg de maconha do Ceará para o RN Vídeo mostra momento em que motociclista é atingido por carro na Salgado Filho; moto pegou fogo Testemunhas relataram que o homem tentava atravessar a Rua dos Gerânios no momento da ocorrência e que ele teria passado mal antes de cair na via. No entanto, as circunstâncias do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades. Equipes da Polícia Militar, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Samu foram acionadas para a ocorrência. Até a última atualização desta reportagem, a vítima não havia sido identificada oficialmente. Agora no g1

Elenilton Ferreira Moreira morreu nesta terça-feira (9) após sofrer uma descarga elétrica e cair de uma estrutura em igreja na zona rural de Cruzeiro do Sul Reprodução Um homem identificado como Elenilton Ferreira Moreira morreu nesta terça-feira (9) após sofrer uma descarga elétrica e cair de uma altura de cerca de seis metros enquanto fazia um serviço em uma igreja na Vila Lagoinha, zona rural de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Segundo informações da Polícia Militar repassadas ao g1, ele era serralheiro e fazia a montagem de uma estrutura metálica que serviria de base para o telhado quando ocorreu o acidente. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp De acordo com o boletim policial, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não foi acionado para a ocorrência. Conforme o relato de uma testemunha que trabalhava com ele no local, Elenilton gritou informando que estava sofrendo um choque e, poucos segundos depois, perdeu os sentidos e caiu da estrutura. Agora no g1 Após a queda, o trabalhador foi socorrido por pessoas que estavam na igreja e levado ao Hospital do Juruá. Ao dar entrada na unidade de saúde, Elenilton estava desacordado e foi submetido a procedimentos de primeiros socorros e manobras de reanimação. Apesar das tentativas da equipe médica, ele não resistiu e teve a morte confirmada no hospital. LEIA MAIS: Jovem de 21 anos é morto a tiros por dois homens em Rio Branco Homem que fugiu durante audiência se entrega à polícia após 13 dias no Acre Jovem que caiu de bicicleta no Acre deixa UTI e usa celular para digitar mensagem à família Ainda de acordo com a Polícia Militar, a testemunha informou que não havia rede elétrica aparente nas proximidades da estrutura onde o serviço era feito. Após a confirmação da morte, a PM acionou o Instituto Médico Legal (IML) e a equipe da Polícia Técnico-Científica para os procedimentos periciais. VÍDEOS: g1

Instituto Médico Legal (IML), na Zona Norte de Manaus g1 AM Um homem de 67 anos, que não teve a identidade divulgada, morreu ao cair do telhado de uma residência na rua Formosa, bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus. O acidente ocorreu durante a forte chuva que atingiu a capital amazonense nesta terça-feira (9). O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) confirmou a morte, mas não divulgou a dinâmica do acidente. Segundo o órgão de segurança, o homem recebeu atendimento pré-hospitalar dos bombeiros, até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Agora no g1 Durante a ocorrência, os socorristas tentaram reanimar a vítima, mas não tiveram sucesso. A morte foi confirmada ainda no local. O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) aponta hemorragia e contusão cerebral, fratura cominutiva de crânio e ação contundente cranioencefálica como as causas da morte. LEIA TAMBÉM: Policial civil é preso em Manaus durante operação da PF por suspeita de envolvimento em roubo de ouro no AM Mulher desaparece após colisão entre embarcações em rio no interior do Amazonas

The Emir of Ngazargamu in Yobe State, Alhaji Ahmad Tijjani Ibn Saleh Geidam, Tuesday, died in a medical facility in Cairo, Egypt, after a prolonged illness. The post Tinubu mourns as Yobe emir dies in Egypt appeared first on Vanguard News.

HHS demanding probe from California and Washington state governors over millions in cash that it doled out to a Muslim group to help settle refugees from Afghanistan

Edinei Muniz recebeu alta nesta terça-feira (9) Reprodução O advogado Edinei Muniz, uma das vítimas do desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, interior do Acre, recebeu alta do Pronto-Socorro de Rio Branco nesta terça-feira (9) e se recupera em casa. Ele estava com o irmão e juiz aposentado, Edinaldo Muniz, em cima da ponte no momento do acidente. O advogado passou por uma cirurgia no braço direito. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A ponte desabou na noite de sexta-feira (5) com quatro pessoas em cima. A estrutura estava interditada desde quinta (4) por risco de desabamento às margens do Rio Iaco. Imagens de câmeras de segurança registraram o desabamento e as pessoas, que ultrapassaram o bloqueio, passando. Veja quem são os feridos aqui. Veja o que se sabe sobre o acidente ANTES E DEPOIS: Imagens mostram como ficou ponte que desabou Sobrevivente de queda de ponte no AC passa por exames na capital após sentir dores de cabeça "Está de alta em casa, está com os familiares, está tudo bem com o ele. Estamos concentrandos na recuperação dos dois, ele ainda requer cuidados, nossa família é pequena e não tem muita gente pra cuidar", afirmou ao g1 um familiar que pediu para não ter o nome divulgado. qu Ainda seguem internados o juiz Edinei Muniz dos Santos, 51 anos e Antônio Morais Lima Filho, 36 anos. Segundo o boletim médico da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), Edinaldo segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave. Foi submetido a procedimento cirúrgico ortopédico, com evolução pós-operatória estável. Recebeu alta da equipe de ortopedia, porém permanece internado sob os cuidados da equipe de cirurgia devido à manutenção de dreno torácico e continuidade da antibioticoterapia. O quadro clínico é estável. Segundo o boletim médico, a equipe médica suspendeu a sedação do juiz para avaliar a progressão do nível de consciência. "O paciente permanece em ventilação mecânica, sob monitoramento contínuo e assistência integral das equipes médica e multiprofissional", diz o comunicado Conforme o informativo, Edinaldo apresentou evolução clínica favorável e redução da necessidade de drogas vasopressoras. Além disso, os parâmetros clínicos e laboratoriais também demonstram evolução positiva e o quadro segue grave, porém, com sinais de melhora clínica. Feridos do acidente são Edinaldo Muniz, Edinei Muniz, Weverton Murieta e Antônio Morais Filho Reprodução Na atualização anterior, divulgado nesse domingo (7), foi informado que o juiz apresentava sangramento pela ureta e poderia passar por uma nova cirurgia. Contudo, após novos exames, o procedimento foi descartado nesta segunda. Edinaldo fazia uma transmissão ao vivo em uma rede social mostrando a estrutura e criticando a obra quando houve o acidente. Após passar por uma cirurgia no quadril, o juiz aposentado precisou de doação de sangue para continuar o tratamento. Além do juiz, o advogado Ednei Muniz dos Santos, de 51 anos, irmão dele, também foi uma das vítimas do desabamento e segue internado no Pronto-Socorro. Confira abaixo o estado de saúde dele e de Antônio Morais: Edinei Muniz dos Santos, 51 anos - Foi submetido a procedimento cirúrgico ortopédico e apresenta evolução pós-operatória estável. O paciente permanece internado para continuidade do tratamento, realizando antibioticoterapia e acompanhamento clínico diário pelas equipes assistenciais. Seu estado geral é considerado estável. Antônio Morais Lima Filho, 36 anos - Permanece internado após ser submetido a procedimento cirúrgico pela equipe de Ortopedia. O paciente apresenta evolução pós-operatória estável, mantendo boa resposta ao tratamento instituído. A permanência da internação hospitalar se dá em razão da necessidade de acompanhamento do dreno torácico ainda em uso. O paciente segue em observação, recebendo antibioticoterapia e assistência multiprofissional. Edinaldo Muniz criticava situação da obra que custou R$ 36 milhões Reprodução/Instagram Inquérito A Polícia Civil confirmou que instaurou um inquérito para apurar as causas do desabamento. A investigação deve ser concluída em 30 dias. O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Paulo Buzolin, confirmou ao g1 nesse sábado (6) que peritos do município já fizeram uma perícia preliminar no local do desmoronamento. Três delegados da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) foram designados para conduzir a investigação. O Ministério Público do Acre (MP-AC) também confirmou que a Promotoria de Justiça Cível e Criminal de Sena Madureira instaurou um procedimento para apurar as causas do acidente. O órgão solicitou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) uma perícia na área do acidente para identificar se houve falhas no projeto, na execução da obra ou na utilização do material. Ponte interditada desaba no Acre A Ponte Frei Paolino Baldassari foi inaugurada no dia 19 de dezembro de 2023 e tinha 232 metros de extensão. Executada pela construtora Cidade Ltda, a obra custou mais de R$ 36 milhões. Conforme o Corpo de Bombeiros, a parte da estrutura que ruiu corresponde a 60% da extensão, o que dá cerca de 139 metros. LEIA MAIS Moradores de áreas próximas ao local onde ponte caiu temem desmoronamentos; MP pede remoção Juiz aposentado que fazia live é um dos feridos em desabamento de ponte no interior do Acre; VEJA VÍDEO À época da abertura, a Prefeitura de Sena Madureira estimava que 2,5 mil pessoas seriam beneficiadas pela passagem, que ligava os dois distritos do município. Relato de sobrevivente Weverton Murieta, um dos sobreviventes do desabamento, relatou que ele e os outros três feridos estavam sobre a ponte no momento do desastre. Ele trabalhava com Antônio Morais Filho descarregando um caminhão de mercadorias e voltavam para casa quando encontraram o juiz aposentado Edinaldo Muniz e o irmão dele, Edinei Muniz, em cima da ponte. Trabalhadores feridos em desabamento no AC estavam na ponte: 'Encostei no fundo do rio' Conforme o trabalhador, Edinaldo pediu a eles que mostrassem a rachadura na ponte e eles decidiram acompanhar o ex-magistrado. "Eu disse: 'Rapaz, então bora acompanhar ele, que é doutor'. Ele perguntou para mim onde é que era a falha da ponte, pediu para ir com ele, aí quando eu passei na frente para mostrar para, eu cheguei pertinho para mostrar, a ponte desabou", contou. Weverton contou ainda o que se lembra do momento da queda. Ele chegou a cair no fundo do rio e se agarrou à própria estrutura que desabou para não voltar a afundar. "Eu desci direto para o fundo do rio, encostei no fundo do rio, consegui boiar debaixo da ponte, fiquei procurando um canto, nadando debaixo da ponte. Subi em cima da ponte de novo, que estava arriada", disse. Antônio Morais foi um dos feridos em estado gravíssimo, com traumatismo. Ele foi transferido para a capital, assim como os irmãos, Edinaldo e Edinei Muniz. Ainda não há atualização do estado de saúde nesse sábado (6). Weverton Murieta relatou ainda que viu Antônio ferido e conseguiu gritar por socorro. "Eu corri em cima da ponte procurando o meu amigo, vi ele deitado, tinham uns ferros nele. Vi que estava respirando e comecei a gritar 'socorro, socorro'", acrescentou. Reveja os telejornais do Acre ,

France 24’s Arabic service noted that many believe Fatah’s stretches of absence were due to the Democratic Reform Bloc’s participation.
Apuração no Peru: Sánchez vira e passa Keiko Fujimori por pequena margem na reta final A candidata à presidência do Peru Keiko Fujimori se disse nesta terça-feira (9) esperançosa de vencer as eleições de seu país. A conservadora disputa o posto com o esquerdista Roberto Sánchez no 2º turno do pleito, que ocorreu no domingo (7). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Até a última atualização desta reportagem, com 95,9% das urnas apuradas, Sánchez tinha 50,057% dos votos, ligeiramente à frente de Fujimori, com 49,943% — em termos absolutos, a diferença é de cerca de 20 mil votos. Em declaração à imprensa, Fujimori disse achar que a apuração dos votos no estrageiro, ainda pendente, pode favorece-la. O mesmo pode acontecer com urnas ainda a serem abertas na capital — Sánchez é mais forte nos redutos rurais do Peru. "Há muita esperança principalmente no voto estrangeiro e nas atas observadas, porque a grande maioria delas são da capital, onde temos mais respaldo", declarou Fujimori. "Mas acho que seria muito prematuro declarar um vencedor". A candidata direitista disse ainda que esperará o anúncio do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) — institutos de pesquisa peruanos estão fazendo projeções em paralelo à contagem oficial. "A margem é muito apertada. Por isso que nós, desde o primeiro momento, entendemos que há um empate técnico, então, que o lógico e responsável, era que ambos os candidatos e ambos os partidos esperássemos os resultados das instituições, para além dos institutos de pesquisas", declarou Fujimori. Virada No início da tarde de segunda (8), Sánchez assumiu a dianteira da apuração, segundo a última atualização do ONPE. De acordo com a contagem oficial do órgão eleitoral do país, após várias horas com a candidata conservadora liderando a apuração, o deputado de esquerda virou às 14h58 (horário de Brasília). A candidata conservadora era apontada como favorita pelas pesquisas de boca de urna, mas já era esperado que o deputado crescesse na reta final, já que ele é forte nas zonas eleitorais rurais, as últimas a serem contabilizadas. Keiko, filha do ex-presidente condenado Alberto Fujimori, foi a primeira colocada no primeiro turno, com 17,2% dos votos válidos. Sánchez conquistou 12% dos votos válidos na primeira votação, que teve um recorde de 35 candidatos. As seções eleitorais foram fechadas às 17h locais (19h no horário de Brasília) de domingo (7), após uma jornada sem maiores incidentes, ao contrário do caótico primeiro turno, marcado por falhas técnicas e denúncias de fraude. Apuração de votos para presidente no Peru Arte/g1 Primeiro turno fragmentado Montagem mostra os candidatos à presidência do Peru Keiko Fujimori (dir.) e Roberto Sánchez em 7 de junho de 2026, dia da votação do segundo turno ERNESTO BENAVIDES / AFP O país foi às urnas em meio a um cenário político fragmentado e com um recorde candidatos. Lucas Berti, cientista político, pesquisador sobre o Peru no Observatório Político Sul-Americano e coordenador-executivo do Grupo de Relações Internacionais e Sul Global, afirma que, de fato, o que aconteceu nessas eleições é consequência de uma descrença nas instituições. “É um sintoma de um processo de deslegitimação institucional que vem acontecendo nos últimos anos no país. E isso, na medida em que os presidentes eleitos não conseguem governar", afirmou. 9 presidentes em 10 anos O Peru contabilizou 9 presidentes em 10 anos. Para se ter ideia, os mandatos presidenciais no Peru são de 5 anos. Ou seja, em uma estabilidade democrática, o país teria apenas dois presidentes neste mesmo período. Porém, a realidade foi outra, e alguns líderes não duraram nem 5 dias no cargo. “Nestes anos, a liderança que mais durou foi a de Dina Boluarte, que ficou no poder por quase três anos. Mas, ao desagradar a oposição liderada pela coalizão fujimorista de Keiko no Congresso, também caiu”, diz Berti Além disso, o artigo 113 da Constituição peruana afirma que um presidente pode ser derrubado por "incapacidade moral ou física permanente" - e quem avalia esse diagnóstico são os parlamentares. Então, por exemplo, se o Congresso não gosta simplesmente de uma lei que o presidente tenta passar, eles podem acionar esse artigo, votar e, em menos de 24 horas, derrubar um presidente que foi eleito pela maioria da população. Para o cientista político Berti, essa facilidade do processo demonstra a fragilidade institucional em jogo no Peru. De acordo com ele, nos últimos anos, a coalizão fujimorista, de maioria absoluta no Congresso, vem articulando poderes, seja no Legislativo, nos tribunais ou no sistema judiciário. Desde 2008, a filha de Alberto Fujimori lidera essa corrente fujimorista ao fundar o partido Fuerza Popular e tenta chegar ao Poder Executivo no Peru. Só que isso não acontece, explica Berti. "Keiko perdeu as últimas três eleições (2011, 2016 e 2021) no segundo turno, por margens muito apertadas. E agora nessa eleição, em 2026, passa para o segundo turno com uma margem maior de votos. Alguns institutos dão vantagem para Keiko, outros para o Sánchez. O que indica uma coisa: a eleição será difícil e o resultado ainda está em aberto", diz Berti. Democracia em crise: 'desconfiança crônica' A consequência dessa queda de braço entre Executivo e Legislativo no país resultou não só em uma profunda crise política, mas também na forma como a população enxerga a democracia. "A credibilidade das instituições é baixíssima se olharmos os últimos 10 anos. E a desconfiança no Congresso passa de 90%, especialmente durante o processo que iria resultar na queda da ex-presidente Dina Boluarte, em 2025", explica Berti. Os dados mais recentes da pesquisa do Latinobarómetro, que mede o nível de democracia nos países da América Latina, apontam que o Peru enfrenta um dos níveis mais baixos de confiança nas instituições se comparado a outros países da América Latina. Há o que pode ser classificado como uma "desconfiança crônica". De acordo com os dados, 90% dos peruanos têm pouca ou nenhuma confiança no governo e no Congresso; e apenas 10% apenas se dizem satisfeitos com a democracia. Além disso, a pesquisa também notou outro sentimento perigoso: a indiferença sobre a política ou ao tipo de regime de governo. "Existe uma facilidade muito grande de criar partidos no Peru e são partidos chamados de 'pouco institucionalizados'. São partidos que não têm raízes efetivas em uma sociedade, que não é um partido que entra para a disputa durante 20, 40 anos. Mas sim legendas que surgem e somem, assim como também não há uma fidelidade dos candidatos aos partidos, que trocam de coalizão também com facilidade", explica Berti. Todo esse cenário reforça no eleitor a lógica de que os candidatos chegam muitas vezes a uma eleição sem base sólida ou sem um partido conhecido. Isso acaba gerando uma leitura de desconfiança e, muitas vezes, um descrédito e temor da facilidade com que essas pessoas eleitas podem cair. Sistema unicameral x bicameral Diferentemente do Brasil, o Peru não tinha o chamado sistema bicameral — em que o Poder Legislativo é exercido por Senado e Câmara dos Deputados. No Peru, o Congresso era composto por apenas uma delas, em que atuavam 130 parlamentares. No entanto, as eleições deste ano no Peru também restabeleceram o sistema legislativo bicameral, com Câmara e Senado, pela primeira vez em décadas. Desde a realização do primeiro turno do pleito, em abril, o país andino voltou a ter uma Câmara dos Deputados, de 130 cadeiras, e um Senado, 60 cadeiras. Sob o novo sistema, a destituição de um presidente exigirá aprovação em ambas as Casas, cabendo ao Senado a instância final para determinar o futuro do presidente. Contexto: Até 1992, o país tinha Câmara de Deputados e Senado. Naquele ano, o então presidente Alberto Fujimori (1938 -2024) deu um “autogolpe”: entre outras medidas, fechou o Congresso, enviou militares às ruas e promulgou uma nova Constituição no ano seguinte. No texto, que foi aprovado por um referendo, ficou determinado que o país não teria mais um Senado, e a regra vigorou até este ano. *Com informações de Thais Fascina, da GloboNews

Participants in the Cairo talks voiced hope that the proposal would end a months-long impasse in negotiations over Gaza’s future.

Roni de Oliveira mora no bairro Plácido de Castro e disse que já planeja se mudar após tantas enxurradas Arquivo pessoal As fortes chuvas que atingiram Rio Branco na madrugada desta terça-feira (9) provocaram uma série de transtornos em diferentes regiões da capital. Segundo a Defesa Civil Municipal, o acumulado chegou a 70,2 milímetros durante 7 horas de chuvas seguidas. Não houve registro de famílias retiradas de casa. Conforme o monitoramento, esse foi o único registro de chuvas deste mês, até o momento, o que acabou resultando em alagamentos de ruas, danos a residências e vias públicas tomadas por sujeira em bairros como Plácido de Castro, Vitória e Apolônio Sales. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp À Rede Amazônica Acre, o morador do bairro Plácido de Castro, Roni de Oliveira disse que já não aguenta mais ter a residência alagada devido às chuvas. O homem ainda contou que já perdeu dois guarda-roupas e que pretende se mudar do local. Conforme a Defesa Civil de Rio Branco, pelo menos três bairros foram afetados pelo temporal Foto: Junior Andrade/ Rede Amazônica Acre "Eu nem dormi direito, pois quando a chuva começou já me levantei. Toda vez que chove, entra dentro de casa. Coloquei as cadeiras em cima da mesa senão tinha já tinha perdido. A minha mulher está pensando em irmos morar na Transacreana, pois nessa condição não tem mais jeito", disse. Já o autônomo Anderson Freitas dos Santos, contou que mora no bairro Plácido de Castro há mais de 30 anos e todo período de inverno a enxurrada entra dentro de casa. "A situação está cada vez mais complicada. Aqui em casa ninguém dormiu preocupado. Se não arrumarem as bueiras, não vai ter solução", resumiu. No bairro Novo Calafate, parte da cerca de uma residência chegou a cair devido às rajadas de vento. Já em regiões como o Jequitibá e a Cidade da Justiça as ruas ficaram tomadas de sujeira e entulhos. Autônomo Anderson Freitas dos Santos disse que não conseguiu dormir devido ao medo da água atingir a casa onde mora Arquivo pessoal Chuva no interior Além disso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu na manhã desta terça-feira um alerta de perigo para todo estado acreano. "As instabilidades continuam no Norte do país. As pancadas de chuvas podem ser localmente fortes, acompanhadas de rajadas de vento e trovoadas", declarou o Inmet. As fortes chuvas podem estar associadas a uma frente fria que começou na madrugada desta terça-feira, devido a formação de um ciclone em alto-mar na região Sul do país. Colocando toda a região norte, com maior potencial para temporais nesta semana. Agora no g1 O aviso, segundo o instituto, é válido até às 23h59 desta terça. 🟠 Perigo: O alerta laranja (alto grau de perigo) prevê chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia e ventos intensos (60-100 km/h). Nessas áreas, ainda existe risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. Nesses casos, o Inmet recomenda que: Não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas; Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda; Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Caso haja algum problema, o Inmet orienta que as pessoas entrem em contato com a Defesa Civil, por meio do número 199, e com o Corpo de Bombeiros, por meio do número 193. Inmet emite alerta laranja de chuvas intensas para o Acre nesta terça-feira (9) Foto: Reprodução/Inmet Reveja os telejornais do Acre

Operação Martelo Final cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão após morador de Guaíra (SP) cair em golpe do leilão Divulgação/Polícia Civil Três pessoas foram presas nesta terça-feira (9) na Operação Martelo Final, deflagrada pela Polícia Civil de Guaíra (SP) para desarticular uma organização criminosa que atua no "golpe do falso leilão”. Uma das vítimas teve um prejuízo de R$ 28,5 mil. “Essa organização criava sites falsos de leiloeiros e ofereciam veículos abaixo do valor de mercado”, afirma o delegado Rafael Faria Domingos. A Polícia Civil conseguiu prender dos cinco alvos dos mandados de prisão temporária, sendo que um casal foi encontrado em Jundiaí (SP) e um homem, na zona Leste de São Paulo (SP). Ainda foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Jundiaí, São Paulo e São Bernardo do Campo (SP). Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Agora no g1 De acordo com o delegado, os investigados responderão por estelionato qualificado por meio de fraude eletrônica e organização criminosa. Equipamentos eletrônicos, celulares, cartões bancários e mídias de armazenamento apreendidos na operação serão periciados. A polícia espera obter informações relacionadas a novas vítimas, sites fraudulentos e destinação dos valores obtidos pela quadrilha. Como a investigação começou O delegado explicou que a investigação teve início depois que uma vítima de Guaíra relatou um prejuízo de R$ 28,5 mil com a falsa compra de um veículo por meio dos sites operados pelo grupo. Os investigadores identificaram cerca de oito pessoas envolvidas no esquema, sendo que cinco delas faziam parte do núcleo financeiro da organização, responsáveis pelo recebimento e pela diluição dos valores recebidos nos golpes. Segundo a Polícia Civil, os golpistas usavam o nome de uma tradicional empresa de leilões, o que induzia os compradores a fazerem a transferência bancária sem levantar suspeitas sobre a fraude. LEIA TAMBÉM: Empresária diz ter perdido R$ 140 mil ao cair no golpe da milha e ser orientada por falsa gerente Denunciado por 'calote', dono de fábrica de móveis planejados pede perdão a clientes Homem preso por suspeita de participação no golpe do falso leilão em Guaíra, SP Divulgação/Polícia Civil A operação do grupo ainda contava com uma divisão de tarefas estruturada: criação de sites falsos de empresas de leilões de veículos, hospedados em servidores localizados no exterior; contratação de anúncios pagos em plataforma de buscas, para dar destaque e aparência de legitimidade às páginas fraudulentas; atendimento das vítimas por meio de linha telefônica cadastrada falsamente em nome da empresa idônea; recebimento dos valores em contas digitais, com imediata pulverização dos recursos entre diversas contas de terceiros, para dificultar o rastreamento do dinheiro. As prisões dos suspeitos localizados nesta terça-feira é temporária e vale por cinco dias. A polícia ainda pode representar pela ampliação do prazo. Segundo o delegado, a orientação é para que as pessoas desconfiem de valores abaixo dos praticados no mercado para evitar cair em golpes. Domingos também informou que os consumidores precisam estar atentos à forma de pagamento. “Desconfie quando os pagamentos forem direcionados para pessoas que não o leiloeiro oficial. A lista dos leiloeiros oficiais está no site da Junta Comercial e pode ser acessada por qualquer pessoa. E o pagamento é sempre feito em contas que pertencem ao leiloeiro.” Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

Acidente entre carro da saúde e caminhonete mata três mulheres na BR-367, em Jacinto Três servidoras da área da saúde de Santa Maria do Salto, no Vale do Jequitinhonha, morreram em um acidente de trânsito registrado na noite dessa segunda-feira (8), na BR-367, no trecho entre os municípios de Jacinto e Santa Maria do Salto. Segundo informações, a colisão envolveu um carro utilizado para transporte de pacientes do município de Santa Maria do Salto e uma caminhonete. O acidente ocorreu quando o veículo da saúde retornava de uma capacitação profissional. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp No carro da saúde estavam cinco ocupantes. Três morreram no local e duas ficaram gravemente feridas. As vítimas fatais são: Gabriela Caires da Silva, de 39 anos Hignis Camargo Dias Brito, de 39 anos Silvânia Ferreira Luz, de 45 anos, conhecida como Tuchinha De acordo com a prefeitura, as três mulheres eram servidoras da área da saúde de Santa Maria do Salto. Uma das sobreviventes foi socorrida em estado grave e encaminhada para o hospital de Jacinto. O estado de saúde da outra ocupante não foi detalhado. Luto oficial Prefeitura de Santa Maria do Salto publicou nota nas redes sociais Redes sociais Em nota publicada nas redes sociais, a Prefeitura de Santa Maria do Salto decretou luto oficial de três dias no município, com feriado municipal nesta terça-feira (9). Durante o período de luto, segundo o comunicado, serão mantidos apenas os serviços essenciais, como coleta de lixo e atendimentos de urgência e emergência na saúde. “A Prefeitura manifesta profundo pesar pela irreparável perda das servidoras municipais, que dedicaram parte de suas vidas ao serviço público e deixaram suas marcas na comunidade”, diz trecho da nota. A Prefeitura de Jacinto também divulgou uma nota de solidariedade, manifestando apoio às famílias das vítimas, aos gestores públicos e à população de Santa Maria do Salto. O município destacou, em especial, a morte da enfermeira Hignis Camargo Dias Brito, cuja família reside em Jacinto. Até o momento, não há informações oficiais sobre as circunstâncias da colisão. A ocorrência deverá ser apurada pelos órgãos competentes. Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta terça-feira em queda, e caía 0,38% perto das 9h, cotado a R$ 5,1603, conforme investidores seguem atentos aos desdobramentos da trégua entre Israel e Irã. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, só começam às 10h. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O petróleo opera em queda nesta manhã, acompanhando o alívio das tensões no Oriente Médio. Após uma troca de ataques entre Israel e Irã durante o final de semana, os dois países fizeram uma trégua na véspera, após um apelo do presidente americano, Donald Trump. O governo israelense, no entanto, afirmou que deve continuar atacando o Líbano. Diante desse cenário, o petróleo operava em queda nesta terça-feira. Perto das 8h30, o barril do Brent, referência internacional, caía 1,99%, cotado a US$ 92,37. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, tinha perdas de 2,38%, cotado a US$ 89,13 o barril. ▶️ Investidores também seguem na expectativa pela próxima reunião de juros do Banco Central. Com o encontro previsto para a próxima semana, a projeção do mercado financeiro é que o BC interrompa o ciclo de cortes e mantenha a taxa básica (Selic) inalterada em 14,50% ao ano. A projeção acompanha a alta nas estimativas de inflação e a abertura nas curvas de juros — ou seja, a expectativa de juros mais altos no futuro. Os novos dados do IPCA, inflação oficial do país, que devem ser divulgados na sexta-feira dessa semana, também ficam no radar. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,45%; Acumulado do mês: +2,72%; Acumulado do ano: -5,63%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,32%; Acumulado do mês: -3,06%; Acumulado do ano: +4,56%. Escalada das tensões no Oriente Médio A guerra no Oriente Médio mergulhou em uma nova fase, após Irã e Israel trocarem ataques mútuos pela primeira vez desde o cessar-fogo de abril. (acompanhe os principais acontecimentos) A ofensiva começou no último domingo, após Irã ter lançado uma série de mísseis em direção a Israel no último domingo, em retaliação a um ataque israelense na capital do Líbano. Com isso, Israel realizou novos bombardeios a "alvos militares" no Irã — explosões foram ouvidas em Teerã, Tabriz e Isfahan, segundo a rede de TV Al Jazeera. Esta também foi a segunda vez em menos de 24 horas que Israel desafia Donald Trump e realiza ataques a países da região. "A Força Aérea Israelense atacou alvos militares pertencentes ao regime terrorista iraniano no oeste e centro do Irã há pouco", disseram as forças de Israel, em suas redes sociais. Trump tentou estabelecer um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, que atua no Líbano, durante a semana. Israel violou o acordo, no entanto, bombardeando Beirute. Trump usou o seu perfil no Truth Social para mostrar sua insatisfação com a volta dos confrontos entre os dois países, mas afirmou que Irã e Israel "estão buscando" um acordo de cessar-fogo após os novos ataques. Mercados globais Na Ásia, as ações fecharam a sessão desta terça-feira mistas. O CSI300 subiu 1,87%, enquanto em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,37%. No Japão, o Nikkei teve avançou de 2,17%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma valorização de 8,18%. Dólar Foto de Karolina Kaboompics

Insulina, sensores e correções no jogo: como Zverev administrou a diabetes até o título Três anos atrás, naquele mesmo saibro de Paris, um fiscal disse a Alexander Zverev que aplicar insulina em quadra soava estranho. O tenista alemão, que convive com diabetes tipo 1 desde a infância, respondeu que, sem aquela dose, sua vida estaria em risco. No domingo (7), Zverev voltou à quadra Philippe-Chatrier, venceu o italiano Flavio Cobolli em cinco sets e conquistou o primeiro título de Grand Slam de uma carreira de 13 anos. O gesto que um dia pareceu suspeito ajuda, agora, a explicar a vitória. O diagnóstico veio cedo. Ele tinha quatro anos quando o pâncreas deixou de produzir insulina —o hormônio que leva o açúcar para dentro das células— e a família ouviu de médicos que o menino dificilmente seria um atleta de elite. Por anos, Zverev escondeu a condição, com receio de ser barrado nas competições de base. Só em 2022 decidiu falar abertamente e fundou, em Hamburgo, uma instituição que ajuda crianças com diabetes tipo 1 e fornece insulina em países de baixa renda. Alexander Zverev, campeão de Rolland Garros Reprodução/Instagram Uma maratona metabólica Para medir o tamanho do feito, é preciso olhar o que acontece dentro do corpo ao longo das horas de jogo. Uma partida de tênis pode passar de quatro horas, e o esforço exige um equilíbrio que, em quem tem diabetes tipo 1, não se faz sozinho: sem a insulina que o pâncreas deixou de produzir, cada oscilação do açúcar no sangue depende de doses calculadas de fora. O endocrinologista Thiago Artioli, responsável pelo Ambulatório de Diabetes Tipo 1 da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, descreve um percurso de três tempos. No início do exercício, os músculos passam a capturar glicose do sangue por uma via que dispensa a insulina, e a glicemia pode despencar mesmo que o atleta tenha se medicado pouco antes. À medida que a partida avança, o esforço e a tensão emocional disparam hormônios do estresse, como o cortisol e a adrenalina, que estimulam o fígado a liberar açúcar no sangue —uma hiperglicemia passageira, logo corrigida com novas doses. No fim, e nas horas seguintes, o glicogênio, reserva de açúcar do fígado, se esgota, e o risco se inverte mais uma vez: pode sobrevir uma hipoglicemia tardia, de 6 a 24 horas após o pico de esforço, às vezes durante o sono. A esse vaivém somam-se a desidratação e a reposição constante de carboidrato. Quanto mais longa a partida, mais glicose o corpo consome e mais sensível à insulina ele se torna —de modo que a dose certa para o início pode ser demais para o fim, e o ajuste passa a se medir em frações de unidade, em que um pequeno erro de cálculo já altera o rendimento. Nos extremos, dois perigos. A hipoglicemia, a queda do açúcar abaixo de 70 miligramas por decilitro, costuma se anunciar com tremor, suor intenso, confusão mental e batimentos acelerados, e exige a ingestão imediata de carboidrato. No sentido oposto, a hiperglicemia traz náusea, fadiga acentuada e cetonas que já aparecem em exames de sangue ou urina; somada à desidratação, pode evoluir para uma cetoacidose: sem insulina suficiente, o organismo passa a queimar gordura como combustível, e o acúmulo dessas cetonas ácidas no sangue se torna uma emergência que pode ser fatal. Manter a glicose na faixa certa, portanto, é mais do que uma questão de segurança. Um nível estável preserva a concentração, a coordenação e a clareza para decidir —os mesmos atributos que separam um ponto ganho de um perdido. Entre um abismo e outro, resume o médico, Zverev não é uma exceção da natureza, e sim o retrato do que disciplina, tecnologia e cuidado médico tornaram possível. O sensor que antecipa a queda O tenista Alexander Zverev Reprodução/Instagram Se, há algumas décadas, controlar essas oscilações durante uma competição de alto rendimento era impossível, hoje a tecnologia tornou a tarefa mais previsível. No centro dessa mudança está o monitoramento contínuo da glicose: um sensor adesivo preso ao braço, com um filamento finíssimo posicionado logo abaixo da pele. Em vez de medir o açúcar no sangue, ele lê a glicose no líquido intersticial —o fluido que banha as células— de minuto a minuto, dia e noite. A leitura substitui a picada no dedo e chega em tempo real a um aplicativo, que pode ser compartilhado com o médico e com a equipe do atleta; cada sensor funciona por cerca de 14 dias antes de ser substituído. Como afere o fluido entre as células, e não o sangue, o número traz um pequeno atraso em relação à glicemia real —diferença que aumenta quando o açúcar sobe ou cai depressa, como acontece em quadra. Para o endocrinologista Clayton Macedo, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e médico do Hospital Israelita Albert Einstein, o maior trunfo do aparelho não é o valor que ele exibe, e sim a seta de tendência: antes mesmo de a glicose cair, o sensor mostra para onde ela caminha. É o que permite agir a tempo, ainda nos intervalos entre os games. O monitor também dispara alarmes quando o açúcar ameaça ultrapassar os limites, inclusive durante o sono, quando a hipoglicemia é mais perigosa. A leitura orienta cada dose. Uma insulina basal de ação prolongada sustenta o nível ao longo do dia, enquanto uma versão ultrarrápida corrige os picos conforme o sensor aponta. Nos sistemas híbridos, os mais avançados, o monitor se comunica diretamente com uma bomba de infusão que ajusta sozinha a liberação do hormônio —o mais próximo que a medicina chegou de um pâncreas artificial. Fora das quadras, é provável que Zverev use uma dessas bombas; durante o jogo, porém, o equipamento atrapalha os movimentos e costuma ser desconectado, o que o obriga a repor insulina à mão nas pausas, sempre respeitando o intervalo entre uma aplicação e outra. Bem conduzida, resume Macedo, a diabetes deixa de ser um teto e pode virar alavanca: com tecnologia, acompanhamento e disciplina, um atleta com diabetes chega a ter saúde melhor do que a de uma pessoa sem a doença, porém sedentária. 'Parece que estou me dopando?' O avanço técnico, no entanto, ainda divide espaço com a desinformação. O episódio de 2023 não foi isolado. Naquela edição de Roland Garros, durante a vitória sobre o búlgaro Grigor Dimitrov, Zverev quis aplicar insulina numa troca de lado e foi impedido: o fiscal afirmou que ele deveria deixar a quadra —o que contaria como uma de suas pausas para o banheiro. O tenista reagiu. Lembrou que dispõe de apenas duas dessas pausas por partida, mas que, num jogo de cinco sets, pode precisar de quatro ou cinco aplicações. "O que parece? Que eu estou me dopando?", devolveu, em entrevista coletiva. A insulina figura entre as substâncias controladas pelas regras antidoping, e Zverev tem autorização da International Tennis Integrity Agency (ITIA), a agência de integridade do esporte, para usá-la durante as partidas. As doses múltiplas que ele relata nas redes sociais são esperadas, afirma o cardiologista e especialista em medicina do esporte Bruno Sthefan: em provas longas, corrigir a glicose ao longo do jogo demonstra controle da doença, não uma complicação. “Faltou informação a quem organizava a competição. Árbitros e fiscais deveriam saber que ali estava um atleta com diabetes tipo 1, que precisaria checar a glicemia e, em algum momento, aplicar insulina. Diagnosticada na infância, a doença ainda carrega a imagem de uma vida fadada a limites, e muitos pacientes acabam por se limitar sozinhos”, explica o médico. Um século depois da insulina A soma de monitoramento contínuo, insulinas modernas e acompanhamento próximo fez do diagnóstico algo que deixou de ser uma sentença, segundo o cardiologista Elzo Mattar, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e diretor do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Nem sempre foi assim. Até o início da década de 1920, um diagnóstico de diabetes tipo 1 era, quase sempre, uma sentença de morte: sem insulina, crianças e jovens raramente sobreviviam mais do que alguns meses, e o melhor que a medicina oferecia eram dietas de privação extrema, que apenas adiavam o desfecho. A virada veio em 1921, quando os pesquisadores Frederick Banting e Charles Best isolaram a insulina na Universidade de Toronto; meses depois, o adolescente Leonard Thompson, de 14 anos, tornou-se o primeiro paciente tratado com sucesso. O que antes matava em pouco tempo tornou-se uma doença crônica, controlada com a aplicação diária do hormônio. Um século depois, essa mesma dependência de insulina —agora somada a sensores que leem a glicose minuto a minuto— levou ao topo do tênis um menino que ouvira, ainda criança, que jamais chegaria lá.

Israel pushes deeper into Gaza, killing Palestinians across the enclave.
Idosa de 114 anos vence desafio de cirurgia no fêmur Uma idosa de 114 anos surpreendeu a família e até os médicos ao superar, em pouco tempo, um problema de saúde que costuma trazer consequências graves para pessoas de idade avançada. Ao fraturar o fêmur após sofrer uma queda em casa, Antônia Francisca de Oliveira passou por cirurgia e, apenas quatro dias depois, recebeu alta de um hospital particular no Recife (veja vídeo acima). De acordo com o ortopedista Marcelo Moreira, responsável pelo atendimento, o caso ganhou destaque por causa do quadro clínico da paciente centenária. Ele pretende apresentá-lo à Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ) e à Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE "Provavelmente a paciente mais idosa do Brasil a ser submetida a uma cirurgia de fêmur, mas também pelo fato dela ter poucas comorbidades para a idade dela", afirmou. Segundo Marcelo, além da idade avançada, chamou atenção da equipe o fato de dona Antônia apresentar poucas doenças associadas e usar apenas dois remédios. "É uma paciente que é apenas hipertensa e toma apenas duas medicações: uma medicação para a pressão e outra para ansiedade. Então, foi um caso que evoluiu muito bem por causa do quadro clínico da paciente", disse o médico. A cirurgia, no entanto, precisou da aprovação da filha única de Antônia, Doralice Metódio, por causa dos riscos envolvidos. "O médico veio, falou comigo e pediu uma autorização minha para operar por conta da idade. Se não operasse, ela poderia ficar com a perna solta e, se operasse, teria os riscos da cirurgia. Mas eu preferi que operasse para não ficar minha mãe em cima de uma cama. Porque, pela idade em que ela está, ela ao meu lado, eu segurando ela, ela consegue dar os passinhos dela. Aí foi feita a cirurgia. Graças a Deus, deu tudo certo", contou. Dona Antônia teve fratura no fêmur e recuperação surpreendeu equipe médica, no Recife Reprodução/TV Globo Recuperação em casa Dona Antônia recebeu alta no domingo (7). Embora tenha dificuldades para ouvir e falar por causa da idade, ela permanece atenta e se comunica com a filha, responsável pelos cuidados diários na casa onde moram, no bairro do Janga, em Paulista, no Grande Recife. Dora, como é chamada, disse que ficou desesperada ao encontrar a mãe caída no chão. Segundo ela, a residência foi adaptada para facilitar a locomoção da idosa, mas, em um momento em que a filha foi até a copa, dona Antônia tentou se levantar sozinha da cadeira e acabou caindo. "Eu fiquei desesperada porque eu tenho o maior cuidado com ela e o meu medo é que ela chegasse a cair. É tanto que minha casa é cheia, assim, de coisas para ela segurar, os corrimões que eu consegui colocar [...]. Quando eu vi ela caída, eu fiquei desesperada, e eu estava em casa quando ela caiu, eu tinha deixado ela na cadeira, sentadinha, e fui na copa, aí chego na copa e escutei ela dizer: 'me levante aqui, minha filha, eu caí'", contou. Dora conseguiu ajudá-la a voltar para a cadeira. Em seguida, ligou para o filho, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para levá-la ao hospital. Agora, com a mãe de volta à casa, ela comemora a recuperação e a oportunidade de continuar cuidando da idosa. "Eu estou superfeliz porque eu pensei que, pela idade, minha mãe não chegasse a fazer a cirurgia, eu fiquei com medo, mas, graças a Deus... Eu estou super feliz porque ela está em casa e continuar fazendo tudo de bom para ela", declarou. Dona Antônia e sua filha Doralice Metódio Reprodução/TV Globo VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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Com mais de 95% das urnas apuradas, a disputa do segundo turno no Peru continua em aberto nesta terça-feira (9), com o candidato de esquerda Roberto Sánchez e a candidata de direita Keiko Fujimori disputando voto a voto. No início da tarde de segunda (8), Sánchez assumiu a dianteira da corrida presidencial e segue à frente de Keiko no número de votos. Sánchez está com 50,116% dos votos, enquanto Fujimori tem 49,884%, segundo a última atualização do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) às 23h58, no horário de Brasília. Devido à pequena diferença, o resultado da eleição permanece indefinido. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com a contagem oficial do órgão eleitoral do país, após várias horas com a candidata conservadora liderando a apuração, o deputado de esquerda virou às 14h58 (horário de Brasília). A candidata conservadora era apontada como favorita pelas pesquisas de boca de urna, mas já era esperado que o deputado crescesse na reta final, já que ele é forte nas zonas eleitorais rurais, as últimas a serem contabilizadas. Keiko, filha do ex-presidente condenado Alberto Fujimori, foi a primeira colocada no primeiro turno, com 17,2% dos votos válidos. Sánchez conquistou 12% dos votos válidos na primeira votação, que teve um recorde de 35 candidatos. As seções eleitorais foram fechadas às 17h locais (19h no horário de Brasília) de domingo (7), após uma jornada sem maiores incidentes, ao contrário do caótico primeiro turno, marcado por falhas técnicas e denúncias de fraude. Montagem mostra os candidatos à presidência do Peru Keiko Fujimori (dir.) e Roberto Sánchez em 7 de junho de 2026, dia da votação do segundo turno ERNESTO BENAVIDES / AFP Primeiro turno fragmentado O país foi às urnas em meio a um cenário político fragmentado e com um recorde candidatos. Lucas Berti, cientista político, pesquisador sobre o Peru no Observatório Político Sul-Americano e coordenador-executivo do Grupo de Relações Internacionais e Sul Global, afirma que, de fato, o que aconteceu nessas eleições é consequência de uma descrença nas instituições. “É um sintoma de um processo de deslegitimação institucional que vem acontecendo nos últimos anos no país. E isso, na medida em que os presidentes eleitos não conseguem governar", afirmou. 9 presidentes em 10 anos O Peru contabilizou 9 presidentes em 10 anos. Para se ter ideia, os mandatos presidenciais no Peru são de 5 anos. Ou seja, em uma estabilidade democrática, o país teria apenas dois presidentes neste mesmo período. Porém, a realidade foi outra, e alguns líderes não duraram nem 5 dias no cargo. “Nestes anos, a liderança que mais durou foi a de Dina Boluarte, que ficou no poder por quase três anos. Mas, ao desagradar a oposição liderada pela coalizão fujimorista de Keiko no Congresso, também caiu”, diz Berti Além disso, o artigo 113 da Constituição peruana afirma que um presidente pode ser derrubado por "incapacidade moral ou física permanente" - e quem avalia esse diagnóstico são os parlamentares. Então, por exemplo, se o Congresso não gosta simplesmente de uma lei que o presidente tenta passar, eles podem acionar esse artigo, votar e, em menos de 24 horas, derrubar um presidente que foi eleito pela maioria da população. Para o cientista político Berti, essa facilidade do processo demonstra a fragilidade institucional em jogo no Peru. De acordo com ele, nos últimos anos, a coalizão fujimorista, de maioria absoluta no Congresso, vem articulando poderes, seja no Legislativo, nos tribunais ou no sistema judiciário. Desde 2008, a filha de Alberto Fujimori lidera essa corrente fujimorista ao fundar o partido Fuerza Popular e tenta chegar ao Poder Executivo no Peru. Só que isso não acontece, explica Berti. "Keiko perdeu as últimas três eleições (2011, 2016 e 2021) no segundo turno, por margens muito apertadas. E agora nessa eleição, em 2026, passa para o segundo turno com uma margem maior de votos. Alguns institutos dão vantagem para Keiko, outros para o Sánchez. O que indica uma coisa: a eleição será difícil e o resultado ainda está em aberto", diz Berti. Democracia em crise: 'desconfiança crônica' A consequência dessa queda de braço entre Executivo e Legislativo no país resultou não só em uma profunda crise política, mas também na forma como a população enxerga a democracia. "A credibilidade das instituições é baixíssima se olharmos os últimos 10 anos. E a desconfiança no Congresso passa de 90%, especialmente durante o processo que iria resultar na queda da ex-presidente Dina Boluarte, em 2025", explica Berti. Os dados mais recentes da pesquisa do Latinobarómetro, que mede o nível de democracia nos países da América Latina, apontam que o Peru enfrenta um dos níveis mais baixos de confiança nas instituições se comparado a outros países da América Latina. Há o que pode ser classificado como uma "desconfiança crônica". De acordo com os dados, 90% dos peruanos têm pouca ou nenhuma confiança no governo e no Congresso; e apenas 10% apenas se dizem satisfeitos com a democracia. Além disso, a pesquisa também notou outro sentimento perigoso: a indiferença sobre a política ou ao tipo de regime de governo. "Existe uma facilidade muito grande de criar partidos no Peru e são partidos chamados de 'pouco institucionalizados'. São partidos que não têm raízes efetivas em uma sociedade, que não é um partido que entra para a disputa durante 20, 40 anos. Mas sim legendas que surgem e somem, assim como também não há uma fidelidade dos candidatos aos partidos, que trocam de coalizão também com facilidade", explica Berti. Todo esse cenário reforça no eleitor a lógica de que os candidatos chegam muitas vezes a uma eleição sem base sólida ou sem um partido conhecido. Isso acaba gerando uma leitura de desconfiança e, muitas vezes, um descrédito e temor da facilidade com que essas pessoas eleitas podem cair. Sistema unicameral x bicameral Diferentemente do Brasil, o Peru não tinha o chamado sistema bicameral — em que o Poder Legislativo é exercido por Senado e Câmara dos Deputados. No Peru, o Congresso era composto por apenas uma delas, em que atuavam 130 parlamentares. No entanto, as eleições deste ano no Peru também restabeleceram o sistema legislativo bicameral, com Câmara e Senado, pela primeira vez em décadas. Desde a realização do primeiro turno do pleito, em abril, o país andino voltou a ter uma Câmara dos Deputados, de 130 cadeiras, e um Senado, 60 cadeiras. Sob o novo sistema, a destituição de um presidente exigirá aprovação em ambas as Casas, cabendo ao Senado a instância final para determinar o futuro do presidente. Contexto: Até 1992, o país tinha Câmara de Deputados e Senado. Naquele ano, o então presidente Alberto Fujimori (1938 -2024) deu um “autogolpe”: entre outras medidas, fechou o Congresso, enviou militares às ruas e promulgou uma nova Constituição no ano seguinte. No texto, que foi aprovado por um referendo, ficou determinado que o país não teria mais um Senado, e a regra vigorou até este ano. *Com informações de Thais Fascina, da GloboNews