La lluvia da al traste la primera jornada del Primavera Sound
Algunos escenarios menores han seguido, y han quedado en el aire Massive Atack, Mac deMarco o Bad Gyal
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Reitoria da UFRJ Divulgação Os rankings universitários internacionais tornaram-se uma das principais ferramentas utilizadas para comparar instituições de ensino superior em escala global. Nesta primeira semana de junho, foi divulgada a edição de 2026 do Center for World University Rankings (CWUR), um dos principais rankings globais de universidades. Os resultados mostram uma tendência preocupante para o Brasil, com especial destaque para a queda de rendimento das instituições federais do Estado do Rio. A maior parte das universidades brasileiras perdeu posições em relação ao ano anterior, especialmente no componente de pesquisa, que responde por 40% da pontuação total do ranking. Uma análise dos indicadores mostra que a principal diferença entre as universidades brasileiras mais bem posicionadas e as instituições que lideram o ranking mundial não está necessariamente na produção científica, mas sobretudo nos componentes relacionados ao sucesso acadêmico e profissional de seus egressos e ao acúmulo histórico de prestígio acadêmico. Sete indicadores e quatro dimensões A metodologia desse ranking combina sete indicadores agrupados em quatro dimensões principais. Qualidade da educação (25%), medida pelo sucesso acadêmico de ex-alunos laureados; empregabilidade (25%), baseada na presença de egressos em posições de liderança nas maiores empresas do mundo são alguns dos itens. Agora no g1 Além destes, estão também a qualidade do corpo docente (10%), avaliada a partir da presença de professores agraciados com importantes distinções acadêmicas internacionais; e a pesquisa (40%), composta por indicadores de produção científica, publicações de alta qualidade, influência científica e impacto por citações. O resultado é um retrato institucional fortemente orientado por métricas de desempenho acadêmico e científico de longo prazo. Entre as três universidades brasileiras mais bem colocadas (USP, Unicamp e UFRJ), observamos perfis bem distintos. A USP destacou-se principalmente pela pesquisa, ocupando a 82ª posição mundial nesse indicador, muito à frente de seus resultados em Educação (549ª), Empregabilidade (390ª) e Corpo Docente (203ª). A Unicamp apresentou padrão semelhante, com desempenho mais forte em Pesquisa (117ª) do que em Educação (854ª), Empregabilidade (516ª) e Corpo Docente (266ª). Esse perfil reflete uma consolidação da Unicamp como uma universidade de excelência científica e tecnológica. A UFRJ, por sua vez, apresenta um perfil distinto. Embora ocupe a 407ª posição em Pesquisa, alcança colocações relativamente melhores em Corpo Docente (176ª) e Educação (504ª), enquanto figura na 489ª posição em Empregabilidade. Esses resultados refletem a importância histórica da antiga Universidade do Brasil na formação de lideranças científicas, intelectuais e acadêmicas ao longo do século XX. Mas mostra, comparativamente à USP e Unicamp, um desempenho abaixo em pesquisa. Competitividade maior é em pesquisa O contraste no histórico de evolução desses indicadores entre as duas mais bem colocadas no ranking levanta a questão de até que ponto a UFRJ tem conseguido converter sua tradição acadêmica e sua capacidade de formação de recursos humanos em competitividade científica internacional. Enquanto universidades como Harvard ocupam a primeira posição mundial em Educação, Empregabilidade, Corpo Docente e Pesquisa, as instituições brasileiras apresentam desempenho relativamente mais competitivo apenas em Pesquisa. A posição de Harvard se dá por conta dos indicadores associados à formação de laureados internacionais e à presença de ex-alunos em posições de liderança nas maiores empresas globais. Esses indicadores refletem efeitos de longo prazo e dependem de uma massa crítica ainda maior de produção científica de alto impacto para se traduzirem em reconhecimento internacional. Essa distinção é importante porque nem todos os indicadores do ranking capturam a mesma dimensão temporal do desempenho universitário. Os componentes Educação e Corpo Docente refletem, em grande medida, o legado acumulado pelas instituições ao longo de décadas. E baseiam-se no sucesso de ex-alunos e no reconhecimento internacional de seus docentes - um desafio adicional para universidades brasileiras, em geral mais jovens e ainda em consolidação. Já o componente Pesquisa está associado à capacidade contemporânea de geração de conhecimento, sendo construído a partir de indicadores de produção científica, publicações de alta qualidade e impacto por citações acumulados ao longo de aproximadamente uma década. Esses indicadores, por seu maior peso no ranking, refletem o desempenho científico das universidades e sua capacidade de sustentar protagonismo no futuro. Atenção aos resultados de 2026 Os resultados de 2026 merecem atenção e refletem uma tendência dos últimos anos. Quando se observa especificamente a classificação em pesquisa (“Research Rank”), as seis mais bem posicionadas universidades brasileiras apresentaram, em sua maioria, perda de posições acumulativa desde 2020. De 2025 para 2026, a USP recuou da 81ª para a 82ª posição mundial, a Unicamp da 327ª para a 340ª, a Unesp da 428ª para a 450ª, a UFRJ da 393ª para a 407ª, a UFRGS da 445ª para a 446ª e a UFMG da 480ª para a 484ª posição. O quadro torna-se ainda mais expressivo quando se observa o desempenho das principais instituições fluminenses. Entre 2025 e 2026, a UFRJ recuou 14 posições no item Pesquisa. A Fiocruz caiu 20, de 634º para 654º. A UERJ recuou 17, caindo do 833º para 850º lugar. E a UFF despencou 23 pontos, indo do 938º para o 961º. Embora as universidades paulistas também tenham perdido posições, a magnitude das quedas foi substancialmente menor nas instituições líderes daquele estado, com a maior queda observada na Unesp, que passou de 428ª para a 450ª posição, e UFABC de 860ª para a 1134ª posição. O contraste sugere que o enfraquecimento relativo da competitividade científica foi mais intenso no sistema de ciência e tecnologia fluminense do que em São Paulo. Ainda assim, é difícil ignorar que o desempenho relativamente mais fraco das instituições fluminenses coincide com um período de forte instabilidade no sistema estadual de financiamento à pesquisa. Enquanto a Fapesp manteve uma trajetória de crescimento, previsibilidade orçamentária e apoio continuado à pesquisa científica de longo prazo, a Faperj atravessou sucessivas mudanças institucionais e períodos de incerteza associados ao contexto fiscal e político do estado. Embora não seja possível estabelecer relações causais diretas, a experiência internacional sugere que sistemas científicos dependem de continuidade institucional, previsibilidade de financiamento e planejamento de longo prazo para sustentar sua competitividade. Os impactos dessas mudanças são difíceis de quantificar isoladamente, mas os dados sugerem que as instituições fluminenses perderam competitividade científica relativa justamente em um período no qual seus principais parceiros nacionais operaram em ambientes de financiamento mais previsíveis. Outro tema importante, nesse contexto, é a crescente priorização das políticas de inovação em face das políticas gerais de desenvolvimento científico como se houvesse um conflito entre elas. Ciência não é gasto, mas política de Estado Mais do que uma discussão sobre posições em rankings, os resultados do CWUR trazem uma reflexão importante sobre os caminhos da ciência brasileira. Os países que lideram a produção científica sustentam há décadas políticas de Estado voltadas ao fortalecimento contínuo da pesquisa básica, da pesquisa aplicada e da formação de recursos humanos altamente qualificados. A inovação não surge em substituição à ciência de excelência. Ela é consequência dela. Tecnologias transformadoras, novos medicamentos, inteligência artificial, biotecnologia e transição energética nasceram de investimentos persistentes em pesquisa de qualidade, frequentemente muito antes de qualquer aplicação comercial previsível. O Brasil conquistou uma vitória importante ao garantir o descontingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Este resultado é fruto da mobilização da comunidade científica e do reconhecimento, pelo Congresso Nacional, da importância estratégica da ciência para o desenvolvimento do país. No entanto, a existência de recursos, por si só, não garante ganhos de competitividade científica. É necessário que esses investimentos fortaleçam efetivamente a pesquisa de ponta, a infraestrutura científica, os programas de bolsas e a formação de novos pesquisadores. Nos últimos anos, a Finep, principal gestora dos recursos do FNDCT, ampliou significativamente sua atuação em programas voltados à inovação, ao empreendedorismo e à interação com o setor produtivo. Trata-se de objetivos legítimos e fundamentais para o desenvolvimento nacional. No entanto, os resultados observados em rankings internacionais como o CWUR sugerem a necessidade de reflexão sobre o equilíbrio entre essas iniciativas e os investimentos direcionados à pesquisa científica básica de excelência. A experiência dos países que lideram a produção de conhecimento e a inovação tecnológica mostra que a inovação sustentável não substitui a ciência de qualidade: ela emerge dela. O desafio brasileiro não é escolher entre pesquisa básica, pesquisa aplicada ou inovação. É compreender que essas dimensões são complementares e que o desenvolvimento sustentável de um país depende do fortalecimento simultâneo de todas elas. Sem uma base científica robusta, internacionalmente competitiva e capaz de formar novas gerações de pesquisadores, dificilmente será possível sustentar, no longo prazo, a capacidade inovadora que o país almeja construir. **Este texto foi publicado originalmente no site do The Conversation Brasil. Claudia Pinto Figueiredo é professora associada do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB) e recebe financiamento da CNPq e Faperj. Abilio Afonso Baeta Neves é sociólogo, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e professor Emérito, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e recebe financiamento da CNPq. Concepta McManus é professora Titular, Universidade de Brasília (UnB) e recebe financiamento da CNPq. Marcelo Alves da Silva Mori é professor Titular do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e recebe financiamento da CNPq e Fapesp.
Morador registra luzes em serra e levantam hipóteses no interior do TO Um registro de luzes em uma serra de Xambioá, na região norte do Tocantins, tem chamado a atenção de internautas após o conteúdo ser compartilhado nas redes sociais. O vídeo foi gravado na noite do dia 28 de maio pelo programador Anderson Oliveira. Nas imagens, é possível ver luzes fortes piscando em contraste com a escuridão em uma área rural (veja no vídeo acima). O conteúdo foi publicado nesta terça-feira (2) e rapidamente viralizou, despertando a curiosidade dos internautas por ter ocorrido em data próxima a um evento registrado no Paraná. Um internauta escreveu na publicação feita por Anderson: "Tava mais interessante acompanhar quando estava mais longe de mim, tá chegando muito perto já kkk". Em seguida, outro comentou: "Gente, alguém pode adiantar os fatos? Dependendo, nem pago os boletos do mês que vem 😂" Anderson Oliveira contou que tem o hábito de observar o céu da sacada de sua casa ao fim do dia, mas que nunca havia visto nada parecido. Inicialmente, ele chegou a cogitar que as luzes pudessem ser de motociclistas em trilhas, mas descartou a hipótese devido à ausência de barulho e às características do local. "Como eu vi que estava muito estranho, até mesmo para quem brinca com moto de trilha, pelo horário e porque elas também não costumam ter farol, resolvi filmar. Eu só queria entender o que eram aquelas luzes", contou. Segundo o prefeito Mayck Câmara (Republicanos), uma equipe da prefeitura será enviada ao local nesta quinta-feira (4) para apurar o que pode ter causado o fenômeno. O g1 pediu um posicionamento da Força Aérea Brasileira (FAB) a respeito do ocorrido, questionando sobre possíveis atividades aéreas na região, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp LEIA TAMBÉM: Método anticoncepcional implantado no braço está disponível em postos de saúde de Palmas; veja como conseguir Aos 51 anos, fã se emociona ao receber autógrafo e rosa do cantor Daniel durante show; VÍDEO Araguaína coloca 66 imóveis à venda em leilão público com lances a partir de R$ R$ 44 mil Registro foi feito por programador em serra no norte do estado Reprodução/Instagram de Anderson Oliveira O programador explicou que, inicialmente, não pretendia divulgar as imagens, mas mudou de ideia após a repercussão de um episódio semelhante envolvendo o influenciador Mayk Leão, no Paraná. "Eu não tinha intenção de postar, mas postei para fins de comparação com o vídeo do Mayk. Foi isso, eu só queria mesmo entender o que eram aquelas luzes lá", afirmou o programador. Devido à distância entre a zona urbana e a serra, Anderson afirmou que não foi possível ouvir qualquer som vindo da direção das luzes. "Não dava para ouvir nenhum som por conta do barulho da cidade e da distância. Eu estava na zona urbana, e a serra já fica na zona rural", explicou. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
The US president’s assessment contrasted sharply with that of Iran’s foreign minister, who said there had been 'no tangible progress' in the negotiations.
45 universidades brasileiras caem em ranking das melhores do mundo Ao longo dos últimos 12 anos, o Brasil consolidou sua posição de destaque no cenário acadêmico da América Latina, mantendo a liderança regional de forma ininterrupta entre 2014 e 2026, de acordo com uma análise do g1 da série histórica do Center for World University Rankings (CWUR). Instituições como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade de Campinas (Unicamp) foram os pilares desse desempenho, garantindo que o país ocupasse a maior parte das vagas no topo do ranking no recorte continental. No entanto, a análise dos dados globais revela um contraste preocupante: enquanto o Brasil é destaque positivo entre os vizinhos geográficos, sua posição no topo da pirâmide mundial permanece restrita e em trajetória de declínio. Atualmente, a maior parte das instituições nacionais enfrenta uma perda de competitividade associada à falta de investimentos, o que dificulta o avanço da educação superior no país. Trajetória, ápice e resiliência da USP ECA - USP Marcos Santos/USP Imagens A USP tem se mantido como referência da ciência brasileira e latino-americana durante todo o período analisado. Em 2014, a instituição iniciou a série na 131ª posição global, já como a melhor da região. Após um período de estabilidade, a universidade paulista viveu sua melhor fase da série histórica entre 2018 e 2023, quando conseguiu romper a barreira do Top 100 mundial. O ápice histórico aconteceu em 2018-2019, quando a USP atingiu a 77ª colocação global, consolidando-se como uma das raras instituições de países em desenvolvimento a figurar em patamares tão elevados de prestígio internacional. Após esse pico de performance, a trajetória da USP passou a registrar oscilações que indicam a dificuldade de competir com universidades estrangeiras que tiveram investimentos maiores e mais constantes. Entre 2020 e 2024, a instituição permaneceu em colocação de destaque, mas abaixo do Top 100, flutuando entre as posições 103 e 117 no mundo. No entanto, as edições de 2025 e 2026 revelam uma tendência de recuo persistente: a universidade ocupou o 118º lugar no ano passado e encerrou o ciclo de 2026 na 119ª colocação. Essa queda recente não é um fenômeno isolado de rankeamento, mas o reflexo de declínios em indicadores estruturais. Segundo os dados do CWUR, a USP registrou perdas nos critérios de qualidade da educação, empregabilidade, corpo docente e pesquisa. Para o Dr. Nadim Mahassen, presidente da organização, esse movimento é fruto de "anos de financiamento inadequado e a desvalorização da ciência e da educação como bens públicos", o que coloca a USP em uma posição de vulnerabilidade apesar de sua liderança regional incontestável. Apesar dessa queda gradual nos últimos três anos, a USP encerra a série de 12 anos com um saldo positivo em comparação ao ponto de partida em 2014, tendo melhorado 12 posições globais no período. Brasil lidera na América Latina, mas México avança As 10 melhores instituições brasileiras, de 2014 a 2026, segundo o Center for World University Rankings (CWUR). Arte: Kayan Albertin/g1 No cenário regional, o Brasil não apenas liderou, como ampliou o número de instituições reconhecidas internacionalmente. Em 2014, três das cinco melhores universidades da América Latina eram brasileiras: USP (131º), UFRJ (329º) e Unicamp (437º). Em 2026, o Brasil manteve para si três posições do Top 5 regional, e ainda ampliou a ocupação de colocações mais abaixo entre as 2000 melhores do mundo: Em 2014, o país tinha cerca de 18 instituições no Top 1000. Em 2026, saltou para um total de 52 instituições listadas entre as 2000 melhores do mundo, incluindo centros especializados como a Fiocruz, o IMPA e o ITA. A principal ameaça à hegemonia brasileira na região veio do México, através da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). A trajetória da UNAM é uma das mais ascendentes da série histórica na América Latina: em 2014, a universidade mexicana ocupava a 337ª posição global. Ao longo da década, a UNAM acelerou seu crescimento e, em 2026, alcançou a 287ª posição no mundo, tornando-se a segunda melhor da região e encurtando significativamente a distância para as vice-líderes brasileiras. Universidade Nacional Autônoma do México Cande Westh/Unsplash Esse movimento indica que, embora a USP ainda lidere, o bloco de elite brasileiro formado por UFRJ (346º em 2026) e Unicamp (379º em 2026) enfrenta uma concorrência mexicana cada vez mais robusta. A Argentina, representada pela Universidade de Buenos Aires (UBA), manteve uma presença constante, mas sem o mesmo fôlego de crescimento do México ou o volume brasileiro. A UBA figurava em 378º no mundo em 2014 e encerrou 2026 na 354ª posição, alternando-se com a UFRJ e a Unicamp na disputa pelas vagas intermediárias do Top 5 regional. O panorama de 2026, no entanto, é de alerta para todo o bloco: a queda generalizada atingiu 87% das instituições brasileiras e diversos vizinhos, enquanto universidades da China disparam no ranking impulsionadas por investimentos governamentais contínuos. Top 10 Mundial Harvard, uma das instituições de ensino de maior prestígio no mundo Jornal Nacional/ Reprodução Enquanto o cenário é rotativo no bloco da América Latina, o contexto mundial indica uma imagem de imobilidade quase absoluta no topo do ranking das melhores instituições globais de 2014 a 2026. Durante todos os 12 anos da série, a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, manteve a 1ª posição global com pontuação máxima de 100. O grupo de elite é controlado por um duopólio formado pelos Estados Unidos e Reino Unido, que sistematicamente ocupam as dez primeiras posições com instituições como o MIT, Stanford, Cambridge e Oxford. Embora o Top 10 pareça estático, houve mudanças internas na composição desse grupo ao longo da década. Em 2014, instituições como a Universidade de Chicago e a UC Berkeley figuravam entre as dez melhores. Contudo, ao longo dos anos, essas universidades perderam terreno para o avanço de outras gigantes norte-americanas. Em 2026, a Universidade da Pensilvânia (Penn) consolidou sua ascensão, ocupando a 7ª posição mundial, enquanto Princeton subiu da 9ª colocação em 2014 para a 6ª em 2026. A tendência mais relevante fora do Top 10, no entanto, é o contraste entre o recuo ocidental e a ascensão asiática. Em 2026, pela primeira vez, a China superou os Estados Unidos em número de instituições no ranking (360 contra 313), com 98% das universidades chinesas subindo de posição. Enquanto isso, potências tradicionais como Japão e Reino Unido enfrentam dificuldades: a Universidade de Tokyo, que em 2014 ocupava a 13ª posição e ameaçava o Top 10, caiu para a 16ª posição em 2026. Os dados sugerem uma mudança no equilíbrio global da educação superior, marcada pelo avanço de países que ampliaram investimentos em pesquisa e inovação.
Confira a previsão do tempo para esta terça-feira (2) no Sul de Minas O Sul de Minas segue em atenção para a possibilidade de temporais isolados nesta terça-feira (2). De acordo com a previsão elaborada com base em dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as áreas mais ao leste da região concentram o maior potencial para ocorrência de chuva, que pode vir acompanhada de trovoadas. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo os meteorologistas, o cenário é semelhante ao observado na noite de segunda-feira (1º), quando áreas de instabilidade provocaram chuva em diversos municípios. A diferença é que, ao longo desta terça, a tendência é de enfraquecimento gradual dessas instabilidades, com deslocamento em direção ao estado do Rio de Janeiro durante a noite. O mapa meteorológico indica condições para chuva mais significativa em municípios próximos à região de Passa Quatro. Já nas áreas mais ao oeste e sudoeste do Sul de Minas, como Passos, Poços de Caldas e cidades do extremo sul da região, a previsão aponta apenas possibilidade de chuva fraca e isolada. Alerta para temporais permanece no Sul de Minas; chuva com trovoadas pode atingir cidades da região nesta terça-feira (2) EPTV/Reprodução Apesar da manutenção do alerta para temporais localizados, os volumes previstos para a maioria das cidades não são elevados. Em Três Corações e Lavras, por exemplo, a estimativa é de cerca de 3 milímetros de chuva ao longo do dia. Já em Poços de Caldas e Passos, a tendência é de predomínio de nebulosidade, sem registros significativos de precipitação. Cidades devem ter tarde fria e nublada Em Pouso Alegre, que registrou aproximadamente 10 milímetros de chuva na segunda-feira, volume acima do inicialmente previsto pelos modelos meteorológicos, a previsão para esta terça não indica novas precipitações. A cidade deve permanecer com muitas nuvens e temperatura máxima em torno de 20°C. O mesmo cenário é esperado para Poços de Caldas e Varginha. Nas duas cidades, o dia deve ser marcado por céu com muitas nuvens, períodos de abertura e temperaturas amenas. Em Poços de Caldas, a máxima prevista também é de 20°C, enquanto em Varginha os termômetros não devem ultrapassar essa marca. Frio ganha força nos próximos dias Além da chuva, o destaque da semana continua sendo o avanço do frio. Uma massa de ar frio de origem marítima, associada a uma área de alta pressão atmosférica sobre parte do Sudeste, mantém as temperaturas baixas e prolonga a sensação de frio em diversas cidades do Sul de Minas. A tendência é de que os termômetros caiam ainda mais até quinta-feira (4), especialmente durante as madrugadas. Em municípios como Alterosa e Itajubá, a previsão aponta redução das temperaturas mínimas nos próximos dias, com possibilidade de registros próximos dos 9°C em algumas localidades. Meteorologistas monitoram risco de granizo Meteorologistas seguem monitorando a evolução das condições atmosféricas na região. A combinação entre o ar frio e a umidade disponível pode favorecer a formação de nuvens de tempestade em pontos isolados. Caso haja intensificação desse contraste térmico, não está descartada a ocorrência de granizo, situação que já foi registrada recentemente em algumas cidades do Sul de Minas. Diante desse cenário, a recomendação é que moradores acompanhem as atualizações dos institutos meteorológicos e fiquem atentos a mudanças rápidas nas condições do tempo, especialmente nas áreas com previsão de chuva e trovoadas. Chuva de granizo em Campo do Meio (MG) - 30/05/2026 Reprodução / Redes sociais Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas
Publisher do NYT, A.G. Sulzberger Damon Winter/The New York Times via AP A era da inteligência artificial anunciou sua chegada há menos de quatro anos, com o lançamento público do ChatGPT. Em poucos meses, o chatbot da OpenAI acumulou 100 milhões de usuários, tornando-se o produto de consumo de crescimento mais rápido da história. Hoje, ele é apenas um entre vários sistemas de IA cada vez mais poderosos, ao lado dos desenvolvidos por Anthropic, Google, Meta, Microsoft e X. Há poucas dúvidas de que a inteligência artificial generativa representa a próxima grande revolução tecnológica — e ela traz consigo uma série vertiginosa de questões importantes. A IA vai impulsionar um salto de produtividade? Vai eliminar categorias inteiras de empregos? Vai desbloquear avanços médicos extraordinários? Ou facilitar ataques biológicos? É possível compreender plenamente as ações dos modelos e agentes de IA? É possível controlá-los? Estou aqui hoje para falar de questões que são, reconheço, um pouco mais restritas. Mas elas importam muito para mim, para vocês e para a sociedade. Como a IA vai mudar o jornalismo? Como essas mudanças vão afetar o ecossistema de informação que funciona como a esfera pública dos cidadãos engajados ao redor do mundo? E o que as pessoas presentes nesta sala podem fazer para garantir o futuro do jornalismo baseado em fatos e reportagens em primeira mão — essencial para a saúde das nossas democracias? Os primeiros sinais nos dão razão para preocupação As empresas que lideram a IA, já entre as mais ricas e poderosas da história humana, estão consolidando um controle desproporcional sobre nossos dados e nossa atenção. Ao mesmo tempo, deixam de assumir uma responsabilidade fundamental que acompanha esse poder: garantir que o público tenha acesso a notícias e informações confiáveis. Esse sequestro da esfera pública é viabilizado pelo pecado original que move seus produtos de IA — um roubo descarado de propriedade intelectual em uma escala sem precedentes. Os gigantes da tecnologia vasculham sites de notícias sem permissão e sem compensação. Reempacotam o material roubado como se fosse seu, desviando o público e a receita que deveriam ir para as organizações jornalísticas que criaram esse trabalho. E isso não acontece apenas uma vez, durante o processo de treinamento, mas incontáveis vezes, todos os dias. Por isso, temo que estejamos caminhando rapidamente para um futuro com cada vez menos jornalistas capazes de fazer o trabalho caro e difícil da reportagem original — ir a lugares, conversar com pessoas, buscar informações, cobrir temas e eventos relevantes, oferecer contexto e análise, investigar os poderosos. Um futuro em que uma fonte essencial de uma sociedade saudável e de uma democracia estável — a verdade, a compreensão e a responsabilização proporcionadas pelo jornalismo original — continue a se esgotar. Esse dano potencial vai muito além do jornalismo. As empresas de IA saquearam todo o conjunto de obras originais da civilização — um ato que também ameaça o futuro de livros, filmes, músicas, pesquisas científicas e uma série de outros campos. Nos Estados Unidos, essas indústrias representam não apenas o coração da vida cultural e intelectual do país, mas também um pilar de sua economia e uma de suas exportações mais influentes. Globalmente, as profissões criativas empregam mais de 50 milhões de pessoas e geram cerca de US$ 12 trilhões em valor econômico por ano. As pessoas reunidas aqui hoje lideram organizações de notícias de mais de 60 países. Isso significa que já passaram por uma série de pressões que assolaram o jornalismo em todo o mundo — da queda de receitas à intermediação tecnológica e aos ataques crescentes à liberdade de imprensa. Mas diante da IA, precisamos fazer mais. Nossa profissão tem sido silenciosa demais, passiva demais e fragmentada demais diante dos abusos das empresas que lideram essa revolução. Não podemos permitir que os entusiastas da IA dominem a conversa pública sem que nos posicionemos em defesa de um futuro sustentável para o jornalismo original. Não podemos assistir enquanto empresas de IA tentam desmantelar permanentemente os direitos que nos dão controle sobre o trabalho que criamos. Não podemos ficar de braços cruzados enquanto esse trabalho é usado para construir produtos substitutos que minam nossa capacidade de conquistar o público e a receita necessários para continuar fazendo jornalismo. Alguns líderes do setor tecnológico vão retratar meus comentários de hoje como sendo contra a IA. Como uma defesa do status quo. Como mais uma instituição engessada reagindo com raiva aos inovadores que impulsionam o progresso. E, para ser justo com nossos colegas do Vale do Silício, existe uma tradição de incumbentes estabelecidos — digamos, um jornal de 175 anos — reclamando de novas tecnologias e dos disruptores por trás delas. Por isso, vale dizer claramente: a organização que lidero, o "The New York Times", tem um longo histórico de abraçar a tecnologia para avançar a missão do jornalismo independente. Temos uma história de parcerias respeitosas com empresas de tecnologia para levar esse jornalismo a novos leitores, de novas formas. Enfrentar as disrupções com curiosidade, abertura e capacidade de adaptação nos ajudou a atravessar o colapso do nosso negócio impresso e sairmos mais fortes do outro lado. Hoje, meus colegas usam tecnologia de IA — de forma responsável, ética e com humanos tomando as decisões — para melhorar a forma como reportamos, editamos, distribuímos e monetizamos nosso jornalismo. Manter uma tecnologia nova e poderosa à distância é uma receita para o fracasso. E acredito plenamente que a IA tem o poder de fazer muito bem no mundo. Não estou chamando a IA — nem os gigantes tecnológicos que controlam essa tecnologia — de inerentemente ruins ou malignos. Estou alertando que as empresas de IA estão fazendo escolhas que violam leis já consolidadas, ameaçam a viabilidade do trabalho criativo e parecem destinadas a causar danos desnecessários e graves. As organizações de notícias deveriam querer os benefícios que a IA pode trazer. Mas as empresas de tecnologia deveriam também querer apoiar o fluxo saudável e sustentável de informações, ideias e criatividade que alimenta a própria IA — para garantir que suas ações não nos levem a uma tragédia dos bens comuns cívicos. Os quatro ingredientes da IA Os modelos de IA são feitos com quatro ingredientes básicos. O primeiro é o talento — as pessoas que desenvolvem os algoritmos. O segundo é o que as empresas de tecnologia chamam de "computação": a infraestrutura por trás da IA, como chips e data centers. O terceiro é a energia — a eletricidade necessária para alimentar esses produtos tão consumidores de recursos. O quarto é o que as empresas de tecnologia chamam de "dados". A própria palavra parece quase projetada para fazer o trabalho criativo e expressivo soar trivial, como uma commodity abundante. Mas "dados" é frequentemente usado, entre outras coisas, como sinônimo de livros, filmes, músicas e jornalismo — o que poderia ser descrito com mais precisão como "conteúdo protegido por direitos autorais". Talento, computação, energia e dados são todos essenciais para o sucesso da IA e, portanto, para o sucesso dos gigantes tecnológicos. Os três primeiros são pagos — porque é claro que são. Nenhum CEO de tecnologia ousaria sugerir que os engenheiros mais talentosos trabalhem de graça. Pelo contrário, eles regularmente oferecem pacotes de remuneração que chegam a dezenas ou até centenas de milhões de dólares. Tampouco considerariam roubar chips de uma fábrica da Nvidia ou fazer uma ligação ilegal em uma linha de energia. Os investidores consideram que as recompensas financeiras potenciais da IA são tão grandes que estão aceitando prejuízos na casa dos centenas de bilhões de dólares para construir data centers e usinas de energia. Em contraste, as empresas de IA tomam os "dados" sem consentimento nem compensação. As justificativas para o roubo mudam o tempo todo. Dizem que a inovação exige isso. Insistem que estão apenas usando fatos, que ninguém pode possuir. Reclamam que os acordos demoram demais e custam caro demais. Alegam que a doutrina do "uso justo" permite que tomem conteúdo de graça de qualquer jeito. Às vezes chegam até a invocar a segurança nacional — alertam que, se as empresas de IA forem obrigadas a pagar, os Estados Unidos perderão a corrida tecnológica para a China. Nenhum desses argumentos resiste ao escrutínio. Um chatbot só consegue reproduzir "fatos" porque copiou ilegalmente artigos jornalísticos inteiros, o que lhe permite tomar emprestado com a mesma liberdade a linguagem protegida e o estilo da escrita. Construir data centers e usinas de energia é muito mais caro e demorado do que contratar advogados para redigir acordos de licenciamento com organizações de notícias. O uso justo não permite esse tipo de cópia, retenção e regurgitação prejudicial e substitutiva de uma obra — quanto menos de tudo o que a humanidade já produziu. Na competição com a China, os Estados Unidos se enfraquecem ao abandonar as proteções de propriedade intelectual que alimentam a inovação e sustentam as empresas criativas americanas. A avaliação combinada das seis principais empresas de IA é de US$ 11 trilhões — mais de três vezes o PIB da França. O investimento privado em IA nos Estados Unidos chegou a quase US$ 350 bilhões em 2025 e está acelerando em 2026. Portanto, o roubo de propriedade intelectual certamente não ocorre por falta de dinheiro para pagá-la. Embora os acordos de licenciamento com editores não sejam públicos, com base no tamanho dos poucos acordos que foram divulgados, estima-se que menos de meio por cento desse investimento esteja indo para compensar as pessoas e empresas que criam os dados que alimentam a IA. Embora existam muitas fontes de dados, os próprios executivos de IA reconheceram que conteúdo original e de alta qualidade é particularmente valioso para a eficácia e confiabilidade da tecnologia. Cinco dos dez principais sites usados para treinar alguns dos modelos de linguagem mais populares pertencem a editoras de notícias. A OpenAI confessou que seria "impossível treinar os modelos de IA líderes de hoje sem usar materiais protegidos por direitos autorais". Um engenheiro da empresa escreveu que o sucesso dos modelos "não é determinado pela arquitetura, hiperparâmetros ou escolhas de otimização. É determinado pelo seu conjunto de dados, nada mais". Em outras palavras: você é o que você come. O caso do 'The New York Times' Vamos olhar de perto a experiência do "The New York Times" para entender como isso funciona. Se você quer respostas abrangentes e precisas no seu chatbot de IA, é difícil imaginar uma fonte de dados melhor do que uma organização jornalística que, por 175 anos, empregou jornalistas profissionais experientes e bem remunerados para descobrir novas informações, narrar eventos em andamento e avaliar desenvolvimentos em política, negócios, cultura, esportes, ciência e assuntos globais. Esse trabalho original é valioso para as empresas de tecnologia em grande parte porque foi cuidadosamente escrito e editado, verificado de forma independente, submetido aos mais altos padrões de justiça e precisão, e apresentado de forma distintiva e envolvente. Só no ano passado, o "The New York Times" publicou quase meio milhão dessas obras — de artigos a fotos, vídeos e podcasts —, a um custo de mais de US$ 2 bilhões. Temos jornalistas em todos os 50 estados americanos e em 155 países, e esses profissionais não raramente enfrentam situações de risco de vida. Na Ucrânia, por exemplo, tivemos mais de 70 jornalistas e equipe de apoio em campo. Tudo isso apenas em 2025. Some essas contribuições ao longo de 175 anos e 20 milhões de obras originais, e você terá uma ideia mais clara do que nossa redação contribuiu para a compreensão pública do mundo. O valor distintivo do jornalismo do "Times" — assim como o de outras fontes de jornalismo de qualidade — foi repetidamente reafirmado pela preferência que as empresas de IA demonstram por ele. Embora a maioria das empresas de IA oculte suas fontes de treinamento, o "Times" foi a maior fonte individual de dados proprietários em um conjunto de dados importante usado para treinar vários modelos diferentes, seguido por outras organizações jornalísticas, como "The Guardian" e "Los Angeles Times". As empresas de IA consideram a extração de informações de organizações jornalísticas de qualidade como um dos sinais mais confiáveis de que seus produtos estão funcionando corretamente. Como disse um vice-presidente da Microsoft: "Conteúdo premium melhora significativamente a qualidade das respostas". No entanto, os gigantes tecnológicos argumentaram de forma consistente que não deveriam ser obrigados a pedir permissão para usar — muito menos pagar por — esse tipo de propriedade intelectual. Seu argumento, como mostram suas ações, é que têm direito a ela. A Meta treinou seu modelo em um banco de dados notório de livros pirateados ilegalmente. A Perplexity desafiou abertamente a norma consolidada de que sites não podem ser rastreados às escondidas, contrariando suas objeções explícitas. A OpenAI fez lobby junto ao governo americano para obter imunidade legal pelo confisco de obras alheias. Até mesmo a Anthropic, frequentemente citada por seu compromisso com o desenvolvimento ético da IA, se recusou a pagar pelo jornalismo de alta qualidade que usa em seus produtos. Ações como essas levaram o "Times" a processar a OpenAI, sua parceira, a Microsoft e, posteriormente, a Perplexity, por violações flagrantes de nossos direitos de propriedade intelectual protegidos pela lei de direitos autorais dos Estados Unidos — tanto no treinamento de seus modelos quanto no uso contínuo de nosso trabalho em seus produtos. Assim como outras organizações jornalísticas que entraram com ações semelhantes, acreditamos que essas violações ameaçam a capacidade de longo prazo das organizações de notícias de continuar produzindo jornalismo original e confiável, do qual o público — e, como se vê, os próprios modelos de IA — depende. Mas processos judiciais são lentos e caros — o nosso já se estende por dois anos e meio e custou mais de US$ 20 milhões. Como as empresas de IA certamente sabem, a maioria das organizações jornalísticas não tem recursos para ir a tribunal defender seus direitos. Um setor já fragilizado Mesmo antes da chegada da IA, o setor global de notícias lutava para sobreviver às ondas de mudança desencadeadas pela internet, pelo smartphone e pelas redes sociais. Nas últimas duas décadas, os Estados Unidos perderam, segundo algumas estimativas, 75% de seus jornalistas e mais de 3.000 jornais. Um novo jornal fecha a cada três dias. Os veículos digitais não preencheram nem uma fração desse vazio. Grandes regiões dos Estados Unidos já não têm um único repórter fazendo perguntas na câmara municipal, cobrindo as escolas locais ou conectando sua comunidade com um conjunto comum de fatos. E quando se olha para as formas mais caras e desafiadoras de jornalismo — investigar irregularidades ou ir às linhas de frente de conflitos — percebe-se que o número de jornalistas fazendo esse trabalho caiu de forma ainda mais dramática. A disrupção provocada pela IA promete ser ainda mais devastadora. Antes da IA, havia uma troca de valor real — ainda que desequilibrada — entre as plataformas de tecnologia e os criadores de conteúdo digital, como as organizações de notícias. Esse era o pacto da chamada web aberta. As empresas de tecnologia — principalmente as plataformas de busca e redes sociais — ficavam com uma fatia crescente das receitas publicitárias que antes iam para as organizações de notícias, mas, em contrapartida, entregavam um público muito maior. Na próxima fase da disrupção, as empresas de tecnologia, ao se apropriar do próprio jornalismo, também estão tomando uma parcela crescente do público que ele conquista. Veja o caso do Google. O objetivo dos mecanismos de busca sempre foi identificar os sites mais úteis e enviar as pessoas para eles. As pessoas iam ao Google, pesquisavam um assunto e clicavam em um link para sites como o "Financial Times", "Le Monde" ou "El País" para ler a matéria. O Google ficava com a grande maioria das receitas publicitárias. Mas também enviava tráfego significativo para as organizações de notícias por meio de links, permitindo que os editores ganhassem dinheiro exibindo anúncios ou vendendo assinaturas. Na era da IA, o Google usa cada vez mais o conteúdo das organizações de notícias e de outros sites para responder às perguntas diretamente. Como resultado, fazer com que um usuário do Google clique em um link é, segundo pesquisas do setor, dez vezes mais difícil hoje do que era uma década atrás. Ainda assim, o Google mantém o padrão mais elevado em termos de envio de leitores para os editores, e só podemos esperar que esse compromisso continue. Os modelos de IA concorrentes enviam tráfego de referência a uma taxa 96% menor do que a busca do Google, segundo um estudo. Os gigantes tecnológicos têm plena consciência das implicações dessa mudança sobre os modelos de negócios já frágeis das organizações de notícias. Como escreveu o chefe de monetização de IA da Microsoft: "A web aberta foi construída sobre uma troca de valor implícita, em que os editores tornavam o conteúdo acessível e os canais de distribuição — como a busca — ajudavam as pessoas a encontrá-lo. Esse modelo não se traduz de forma limpa para um mundo orientado pela IA." Ele acrescentou: "Os editores precisam de formas sustentáveis e transparentes de controlar como seu conteúdo premium é usado." Um sentimento digno. Mas basta olhar para uma página de lançamento recente do próprio mecanismo de busca com IA da Microsoft para encontrar uma postura bem diferente: "Olá do Bing! Em vez de clicar em links, podemos conversar sobre tudo o que você quiser saber." Essa dinâmica fez, evidentemente, o tráfego para os sites de notícias despencar. Os maiores jornais acompanhados pelo Comscore registraram quedas de mais de 45%, em média, à medida que a corrida pela IA se intensificou nos últimos quatro anos. Editores de notícias globais consultados pelo "Reuters Institute" se preparam para que as quedas de tráfego significativas continuem nos próximos anos. Menos tráfego para os editores provavelmente significa menos oportunidades de publicidade, que continua sendo uma importante fonte de receita para a maioria das organizações de notícias. Nas últimas duas décadas, a receita combinada de publicidade dos jornais já caiu 80%. A Meta sozinha fatura oito vezes mais em receita publicitária do que todos os jornais do mundo juntos. Para compensar a queda da publicidade, muitas organizações de notícias recorreram a modelos de assinatura. Mas na medida em que as pessoas percebem que podem acessar trabalhos roubados gratuitamente por meio de produtos de IA, será cada vez mais difícil para as organizações de notícias desenvolver e aprofundar relações com potenciais assinantes. Esse roubo não acontece apenas porque os editores "deixam seus brinquedos no quintal"; acontece mesmo quando eles estão "trancados com segurança dentro de casa". Um estudo descobriu que cerca de 30% das varreduras por bots de IA violam restrições explícitas de acesso ao conteúdo dos sites, incluindo conteúdo protegido por paywalls. A fonte de receita com a qual alguns esperam compensar essas perdas é o dinheiro das próprias empresas de IA, por meio de licenciamento de conteúdo ou micropagamentos. Algumas organizações de notícias maiores, incluindo o "Times", assinaram acordos de licenciamento. Outras adotaram micropagamentos das empresas de IA para cada uso individual do jornalismo. Mas há boas razões para questionar se qualquer um desses modelos será suficiente para compensar a receita e os leitores perdidos para produtos de IA concorrentes. Enquanto isso, muitas organizações de notícias menores, cujo trabalho também foi tomado e usado por modelos de IA, não receberam nenhuma compensação, e a grande maioria dos editores diz não esperar receitas significativas das plataformas de IA. De forma preocupante, mesmo enquanto essas empresas de tecnologia tentam divulgar acordos e outras ações que sinalizam que valorizam o jornalismo, simultaneamente argumentam em tribunal, junto a legisladores e agências federais, que não têm nenhuma obrigação com os criadores da propriedade intelectual que usam para alimentar seus produtos. Não é concorrência — é parasitismo Para ser claro: não estou levantando essas preocupações porque as organizações de notícias deveriam temer a concorrência. Se as empresas de tecnologia estivessem destinando recursos reais para colocar seus próprios repórteres em campo para produzir jornalismo original, eu daria boas-vindas a isso. Mas não é isso que está acontecendo. As plataformas tecnológicas nunca fizeram tentativas sérias de criar o trabalho original e de base — como reportagem local, jornalismo investigativo ou testes rigorosos de produtos — do qual seus usuários, plataformas e produtos de IA dependem. E agora vão um passo além, simplesmente tomando as reportagens e coberturas de outros, muitas vezes até apresentando-as como suas. Um estudo descobriu que a OpenAI creditou as organizações de notícias que desenterraram as informações citadas em apenas 1% de suas respostas. Os líderes das transições tecnológicas anteriores pelo menos tentavam argumentar que suas plataformas seriam simbióticas com os criadores. O Spotify, por exemplo — que tem seus críticos na indústria musical — destaca os pagamentos que envia aos artistas. As empresas de IA, em contraste, adotaram uma postura mais abertamente parasitária, mais próxima à do Napster, a antiga plataforma de música pirata. Um pesquisador sênior da Microsoft escreveu que uma das "promessas centrais dos LLMs" é sua capacidade de usar "seus dados de treinamento para substituir o trabalho pago daqueles que criaram esses dados". De forma mais evocativa, a escritora de ficção científica Margaret Atwood comparou essa dinâmica a ser "assassinada pela minha réplica". É uma aposta segura que tais ações dos gigantes tecnológicos vão alimentar tendências destrutivas que já estão tensionando a sociedade. Uma queda contínua no jornalismo original. Uma onda crescente de desinformação, propaganda, teorias conspiratórias, deepfakes e lixo gerado por computador. Um público que continua a ser radicalizado por algoritmos que amplificam o medo, a raiva e a divisão. Os repórteres são os responsáveis por enriquecer o registro público com informações até então desconhecidas. Aquele fato surpreendente. Aquele detalhe revelador. Aquela citação da testemunha ocular. Aquele documento secreto. Aquela análise do especialista. Aquela foto, vídeo, gravação de áudio. Em termos simples, o jornalismo original é muitas vezes a forma como você sabe o que sabe. Os produtos de IA não conseguem fazer esse tipo de reportagem original. Eles extraem o registro público, mas têm dificuldade de acrescentar algo a ele. Mesmo a extração tem sido problemática. Uma pesquisa da "European Broadcasting Union" descobriu que os principais assistentes de IA distorceram significativamente as notícias em quase metade de todas as respostas. Tanto o Google quanto a Apple, por exemplo, cometeram erros graves ao usar ferramentas de IA para reescrever manchetes e alertas de notícias de organizações jornalísticas que aparecem em seus produtos. Como a IA tende a ser ruim em expressar incerteza, ela frequentemente não está apenas errada — está errada com confiança. E, ao contrário das organizações de notícias das quais roubam, as empresas de IA não rastreiam nem corrigem esses erros, deixando seus usuários sem qualquer forma de saber quando foram induzidos a erro. Isso importa em parte porque os produtos de IA provavelmente não vão apenas suplementar, mas substituir as relações diretas com organizações de notícias para muitas pessoas. Pesquisas sugerem que essa mudança está acontecendo muito mais rapidamente do que a maioria imagina. A Amazon Web Services, que trabalha com muitas empresas de IA, estima que a maioria do conteúdo online já é gerado por IA — um número que alguns especialistas esperam que chegue a mais de 90% nos próximos anos. Já hoje, o número de sites de notícias locais falsos é maior do que o de sites reais, pois a IA dificulta a sobrevivência dos sites verdadeiros e facilita a criação de sites falsos a baixo custo. De forma reveladora, as empresas de IA não querem dizer que os resultados de seus produtos são confiáveis. Não querem dizer que são justos ou precisos. Isso se deve em parte ao fato de não serem. Quando o ativista político americano Charlie Kirk foi assassinado no ano passado, por exemplo, o bot da Perplexity sugeriu que a declaração da Casa Branca sobre a morte de Kirk havia sido fabricada, e o Grok, do X, insistia que ele estava vivo e bem. Mas tão importante quanto isso, as empresas de IA se recusam a ser responsáveis pelo que seus chatbots dizem aos usuários numa tentativa de escapar da responsabilidade legal. A Microsoft alertou ao lançar o Copilot: "Apenas para fins de entretenimento. Pode cometer erros e pode não funcionar como pretendido. Não confie no Copilot para aconselhamento importante. Use o Copilot por sua conta e risco." Em algum nível, o público entende que isso não será bom para ele. Dois terços dos americanos estão muito preocupados com a disseminação de informações imprecisas pela IA, segundo o Pew Research Center. Mas uma porcentagem crescente de pessoas recorre à IA para notícias, informações e orientações — e algumas a consideram mais confiável do que as organizações de notícias das quais ela depende para suas respostas. Tudo isso vai agravar o alarmante declínio da saúde social e cívica. Evidências mostram que, quando uma organização de notícias local desaparece, as pessoas de uma comunidade começam a confiar menos umas nas outras e a se odiar mais. Tornam-se mais isoladas e menos tolerantes. O engajamento cívico diminui e a corrupção pública aumenta. E imagine o que acontece quando a abordagem das empresas de tecnologia em relação ao setor jornalístico chega à sua conclusão lógica. Apesar da importância do jornalismo para a tecnologia mais valiosa do mundo, as ações das empresas de tecnologia estão comprometendo sua mais importante fonte de novas notícias, novas informações, novas análises. Isso tornaria os próprios produtos de IA menos úteis e menos confiáveis — mais uma vítima desnecessária de escolhas desnecessárias e prejudiciais. O que podemos fazer Um setor jornalístico em declínio pode parecer impotente diante de algumas das empresas mais ricas que o mundo já viu. E o caminho à frente não é facilitado pela realidade de que precisamos continuar operando em um ecossistema de informação controlado de forma desproporcional por esses gigantes tecnológicos. Mas ainda há ações que podemos tomar — tanto para nos posicionar contra os abusos das empresas de IA quanto para preparar nossas próprias organizações para ter sucesso nessa nova era. Compartilharei algumas ideias para cada uma dessas frentes, com a convicção de que ideias melhores e mais numerosas surgirão das pessoas presentes nesta sala. No que diz respeito a defender seu trabalho das empresas de tecnologia, tenho quatro reflexões centrais: Defenda seus direitos. Os direitos de propriedade intelectual precisam ser mantidos se nossa profissão quiser ter um caminho à frente. No meu país, esses direitos estão ancorados na Constituição e sustentados por séculos de precedentes. Eles também são compatíveis com um entendimento ético básico de que roubar é errado. Mas seus direitos só serão mantidos se você insistir em que sejam respeitados e resistir quando não forem. Isso exigirá coragem — e às vezes recursos, que escasseiam — mas o caminho alternativo de tolerar silenciosamente o roubo sistemático do seu trabalho acabará por minar sua capacidade de continuar fazendo jornalismo. Negocie com cuidado. Organizações de notícias que assinam acordos para licenciar conteúdo para empresas de IA estão fazendo algo razoável. Mas aconselho a avaliar a viabilidade de longo prazo de cada acordo. Os gigantes tecnológicos têm uma posição de força extraordinária: já tomaram seu conteúdo e pretendem usá-lo de qualquer forma. Ainda assim, antes de aceitar uma oferta, vale perguntar se o pagamento reflete algo próximo ao valor justo — e se você está retendo algum controle significativo sobre como seu trabalho será usado. Pressione seus legisladores. A IA é cada vez mais impopular entre o público. À medida que os legisladores consideram como reagir, nossa indústria precisa se unir em torno de um conjunto pequeno e claro de pedidos. Algumas ideias iniciais: garantir que as proteções já robustas de propriedade intelectual sejam reforçadas — e não enfraquecidas — para a era da IA. Exigir que bots se identifiquem e limitar sua capacidade de vasculhar sites sem permissão. Exigir transparência para que as organizações de notícias saibam quando e como seu trabalho é usado pela IA. Garantir que as empresas de IA sejam legalmente responsáveis pelo conteúdo difamatório que geram. Una-se aos outros. Enfrentamos empresas de IA que gastam quantias inimagináveis em marketing, lobby e doações políticas para persuadir o público e cooptar políticos. A firma de capital de risco por trás de muitos investimentos em IA é hoje o maior doador político dos Estados Unidos. O único caminho da indústria jornalística para contrabalançar essa influência é trabalhar em conjunto e, igualmente importante, com outras indústrias criativas. Participe de briefs de amicus curiae e seja ativo em suas associações profissionais. Estude como nossos colegas da música e de outras profissões atravessaram seus momentos "Napster". Há também coisas que podemos fazer para tornar nossas próprias organizações de notícias mais resilientes enquanto enfrentamos esse desafio. Mais quatro ideias: Use a IA do jeito certo. As redações devem criar padrões cuidadosos para o uso responsável da IA. E então devem ser agressivas e criativas para colocar a tecnologia a serviço da melhoria do seu jornalismo e do fortalecimento de seus negócios. A IA pode trazer valor real às organizações que encontrarem as formas certas de adotá-la, e uma mudança dessa magnitude vai destruir qualquer organização que se recuse a evoluir. Não há nada de inerentemente ruim na tecnologia de IA — são as ações das empresas por trás dela que precisam ser reformadas. Seja um destino, antes de tudo. Um mundo cada vez mais intermediado por plataformas de IA deixaria as organizações de notícias ainda mais à mercê dos gigantes tecnológicos para compartilhar tráfego, crédito e dinheiro. O caminho mais claro para sustentar um jornalismo de qualidade será por meio de relações diretas com o público. Ser um destino não significa ignorar a internet mais ampla. Você ainda precisa criar novas relações onde as pessoas estão, que geralmente é uma plataforma tecnológica. Mas para aprofundar essas relações — torná-las leais, habituais e valiosas — seu público precisa aprender que é melhor se engajar diretamente com você do que por meio de um intermediário. Foque no jornalismo original. Muitas organizações de notícias se enfraqueceram e se tornaram commodities ao tentar alimentar as preferências em constante mudança dos algoritmos de busca e redes sociais com clickbait, agregação e opiniões fáceis. A economia dessa abordagem vai piorar ainda mais. Para ser um destino em um mundo intermediado pela IA, você vai precisar de um jornalismo tão diferenciado que tenha sua própria gravidade. O coração disso é o jornalismo original. O público não tem outra fonte para esse trabalho. E a IA tampouco. Explique por que o jornalismo importa. As empresas de IA têm megafones gigantescos e têm comunicado com muito cuidado — e de forma seletiva — os benefícios de seu trabalho, ao mesmo tempo em que minimizam os danos. A indústria jornalística precisa, por sua vez, mostrar que o jornalismo original é um ingrediente essencial nas sociedades saudáveis, nas nações seguras e nas democracias fortes — e demonstrar como as ações dos gigantes tecnológicos estão colocando tudo isso em risco. Informação é valiosa. Jornalismo é valioso Na última transição digital, as organizações de notícias — incluindo o "Times", por um bom tempo — compraram a afirmação repetida do Vale do Silício de que "a informação quer ser livre". Muitos nem sabiam que a citação original, do filósofo da tecnologia Stewart Brand, tinha outra parte: "A informação quer ser cara, porque é muito valiosa — a informação certa no lugar certo simplesmente transforma sua vida." Não podemos ser tão ingênuos desta vez. As organizações de notícias são coletivamente menores e mais fracas do que há duas décadas. Os gigantes tecnológicos são maiores e mais fortes — e muito mais dispostos a usar seu tamanho e poder. Enquanto isso, a própria onda da IA pode ser maior e mais veloz, à medida que a tecnologia continua a melhorar. Mesmo que as coisas pareçam estar bem por enquanto, lembre-se: essas primeiras ondas anunciam um tsunami que se aproxima. Enquanto nos preparamos, precisamos nos lembrar: a informação é valiosa. O jornalismo é valioso. A internet já está sobrecarregada de bots e lixo digital. Está cada vez mais difícil saber de onde as coisas vieram e se são verdadeiras. Isso criou uma sensação crescente de que nada pode ser confiado, exigindo de todos uma vigilância quase paranoica sobre tudo — ou, pior, um mergulho no niilismo. O efeito não é apenas que as pessoas acreditam em coisas falsas: é que deixam de acreditar em coisas verdadeiras. Essa combinação tóxica já está levando mais pessoas a se desengajarem completamente. As empresas de tecnologia acenam para essas tendências e dizem "não é culpa nossa" e, de forma ainda mais reveladora, "não é nosso problema". As organizações de notícias deveriam se posicionar como a alternativa confiável nesse caos. Notícias e informações em que se pode confiar são mais raras e mais necessárias do que nunca. O tipo produzido por equipes de profissionais experientes, apoiados por processos e padrões rigorosos. Segundo pesquisas, quando alguém quer verificar algo que encontrou e que acha que pode ser falso, a opção preferida é "uma fonte de notícias em que confio". Em último lugar na lista? Um chatbot de IA. Continuo convicto do valor criado por organizações de notícias de qualidade dedicadas ao trabalho difícil e caro do jornalismo original — para os leitores, para as comunidades, para a sociedade como um todo. E, sim, até para os modelos de IA. Quem mais irá aos lugares onde os eventos estão se desdobrando? Quem nos trará relatos em primeira mão das linhas de frente de uma guerra? Quem nos equipará com informações confiáveis em uma crise de saúde pública? Quem vai expor a empresa de sucesso ou a carreira política construídas sobre uma mentira? Quem vai garantir que os debates sobre políticas econômicas sejam informados por seus impactos sobre pessoas reais? Quem mais pode enriquecer todo esse trabalho com conhecimento especializado duramente conquistado, que acrescenta perspectiva e contexto, e com compromissos profissionais profundamente enraizados de tornar cada matéria tão justa e precisa quanto possível? A questão é se esse valor será sugado pelos gigantes tecnológicos — ou se voltará para as organizações de notícias, permitindo que continuem esse trabalho essencial. Espero que todos vocês levem essa questão a sério. Acredito que o futuro das nossas organizações de notícias e a saúde da esfera pública dependem de como responderemos. Obrigado. (c) 2026 The New York Times Company. Texto original disponível em: https://www.nytco.com/press/a-i-journalism-and-the-uncertain-future-of-the-public-square/
Marilyn Monroe foi encontrada morta na madrugada de 4 para 5 de agosto de 1962 Getty Images/via BBC "A verdade raramente vem à luz. Normalmente, circulam as mentiras... É difícil saber por onde começar se não for com a verdade." Estas foram as palavras de Marilyn Monroe na sua última entrevista concedida à revista Life em 1962, pouco antes da sua morte. Norma Jeane Mortenson (seu nome de solteira) nasceu 100 anos atrás, no dia 1° de junho de 2026. Monroe morreu aos 36 anos, deixando para trás uma vida repleta de contrastes. Adorada por milhões de pessoas em todo o mundo, a estrela enfrentou inúmeros problemas psicológicos e emocionais que ela própria atribuía à sua infância e, em menor escala, ao peso da fama. Sua morte em agosto de 1962, classificada oficialmente como "provável suicídio", despertou inúmeros boatos e teorias da conspiração que persistem até hoje. Sua história contém os ingredientes perfeitos para um filme de Hollywood: sexo, política, agentes secretos e até o suposto envolvimento com a máfia e com o presidente americano da época e sua família. A investigação Quando o procurador do distrito de Los Angeles, nos Estados Unidos, analisou o caso de Monroe em 1982, o jornalista Anthony Summers viajou do Reino Unido para a Califórnia, para tentar desvendar o mistério. "Logo me dei conta de que a história era muito mais ampla e complicada do que eu pensava", contou ele à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. "Havia muito que aprender." Summers comprou um carro e começou a visitar casas e fazer ligações. Ele encontrou pessoas evasivas ou que se recusavam a falar a respeito. Mas Summers insistiu. Ele chegou a entrevistar mais de 700 pessoas, algumas delas com conhecimento íntimo dos últimos dias e horas da atriz. Uma delas foi sua governanta, Eunice Murray (1902-1994), além da família do seu último psiquiatra, Ralph Greenson (1911-1979). Marilyn Monroe foi uma das mulheres mais fotografadas da história Getty Images/via BBC Como fruto desse trabalho, Summers publicou em 1985 o livro "Marilyn Monroe, a Deusa: as Vidas Secretas" (lançado no Brasil pela Editora Best Seller, em 1987). A obra serviu de base para o documentário da Netflix "O Mistério de Marilyn Monroe: Gravações Inéditas" (2022). "Não encontrei nada que me convencesse de que ela foi assassinada, mas encontrei provas de que as circunstâncias da sua morte foram deliberadamente encobertas", afirma Summers. "E diria que as evidências sugerem que isso aconteceu devido às ligações da atriz com os irmãos Kennedy." Marilyn e os Kennedy No centro de todo o mistério que circunda a morte de Marilyn Monroe, encontra-se o suposto relacionamento da atriz com os irmãos John (1917-1963) e Robert "Bobby" Kennedy (1925-1968), respectivamente presidente e procurador-geral dos Estados Unidos, na época. Summers conseguiu com que fontes diretas confirmassem que Monroe e os Kennedy frequentavam, com certa regularidade, a mansão do ator britânico Peter Lawford (1923-1984), cunhado dos políticos e conhecido da atriz, na praia de Malibu, na Califórnia (Estados Unidos). Outros de seus entrevistados falaram sobre uma suposta relação sentimental entre Monroe e os dois irmãos (primeiro com John e, depois, com Bobby), o que nunca foi reconhecido pela família Kennedy. Nas gravações de Summers, detetives particulares e ex-agentes do FBI afirmam que Monroe e os Kennedy estavam sendo espionados. Investigadores diretamente envolvidos no caso contaram ao jornalista que as casas da atriz e de Lawford tinham microfones instalados pelas forças de segurança e por grupos mafiosos interessados em descobrir um possível escândalo para pressionar o procurador-geral. Além disso, Summers relatou ter tido acesso a arquivos do FBI que demonstram que o órgão investigava a atriz por sua suposta ideologia de esquerda e que seus encontros com os irmãos Kennedy eram considerados uma questão preocupante por motivos de segurança. Marilyn Monroe cantou o famoso Parabéns a Você para o presidente Kennedy em junho de 1962 Netflix/via BBC Summers afirma que isso fez com que os Kennedy rompessem todos os contatos com a atriz. O especialista em vigilância Reed Wilson contou a Summers que a gravação de uma escuta telefônica revelou que, no dia da sua morte, Monroe disse a Peter Lawford que a deixassem em paz. "Eu me sinto usada. Sinto-me um pedaço de carne. Sinto que me passaram de um para outro", teria dito Monroe. "Não é que ela estivesse com o coração partido", ressaltou Wilson. "Era mais que ela sentia que haviam se aproveitado dela, que haviam mentido para ela." Um complô para assassiná-la? A ideia de que Marilyn Monroe pudesse ter se tornado uma figura incômoda ou até perigosa para os Kennedy fez com que ganhassem força as teorias de assassinato. Mas, para Anthony Summers, não há evidências que sustentem essa hipótese. "Para sugerir que alguém foi assassinado, você precisa ter alguma prova — e essa prova não existe", segundo ele. Mas "as evidências da noite em que ela morreu indicam que foi inventada uma história e que não se contou a verdade sobre o desenrolar dos fatos", afirma o jornalista. Segundo a versão divulgada na ocasião, a governanta Eunice Murray viu uma luz [no quarto da atriz] às três horas da madrugada do domingo, 5 de agosto, e ligou para o psiquiatra Ralph Greenson. Ao chegar, ele olhou pela janela e a viu estendida na cama, aparentemente morta. Greenson então quebrou o vidro e, em seguida, ele e Murray chamaram a polícia. Mas Summers recolheu testemunhos de outras pessoas com uma versão diferente. Nathalie Jacobs, viúva do assessor de imprensa de Monroe, recordou que alguém havia avisado seu marido que havia uma emergência com a atriz perto das 22h ou 23h do sábado, 4 de agosto. Paralelamente, o médico forense que fez a autópsia, Thomas Noguchi, determinou como hora provável da morte 23h ou meia-noite, o que indicaria a data da morte como 4 e não 5 de agosto. Qual o motivo da discrepância? "Levei muito tempo para ver quais peças do quebra-cabeças poderia encontrar e verificar se elas se encaixavam", conta Summers. Ele conseguiu a informação de que uma ambulância foi mandada para a casa de Monroe, o que o ajudou a "fazer uma análise mais real dos horários". Ele se convenceu de que "houve um engano sobre o que aconteceu, mas não que ela tivesse sido morta. A autópsia não encontrou lesões físicas, nem sinais de injeções." "Encontraram comprimidos para dormir... Parecia totalmente possível que ela tivesse morrido por overdose acidental. Ou que tivesse se matado deliberadamente, como já havia tentado antes." "Acredito que o mais provável é que tenha sido um terrível acidente. Se ela quisesse se suicidar, eu esperaria que ela tivesse dito a alguém ou que houvesse deixado um bilhete, o que, aparentemente, ela não fez." Novas peças do quebra-cabeça Nas atualizações do seu livro, Summers conseguiu acrescentar peças que faltavam. Uma delas foi o testemunho do cabeleireiro e confidente de Monroe, Sydney Guilaroff (1907-1997). Guilaroff escreveu posteriormente na sua biografia que Marilyn telefonou para ele às 21h30 da noite da sua morte. Ela parecia letárgica e incomodada. Ela contou que se sentia rodeada de perigos e traída por homens poderosos. E afirmou que Robert Kennedy a visitou naquele dia e discutiu com ela. A governanta de Monroe também disse a Summers que o procurador-geral visitou a atriz naquela tarde e que houve uma discussão acalorada. Summers acredita que Kennedy precisava sair da cidade e que o atraso para informar a morte de Monroe pode ter servido para garantir que ele já tivesse ido quando surgisse a notícia. Robert Kennedy nunca reconheceu que havia estado em Los Angeles no dia da morte da atriz. Fascinação que perdura Marilyn Monroe no ano de sua morte, em 1962. AP A vida de Marilyn Monroe foi repleta de momentos gloriosos e dores profundas. E, no centenário de seu nascimento, ela permanece atraindo a fascinação de todo o mundo. Sua imagem está "em toda parte, de Connecticut [nos Estados Unidos] até o Congo", segundo Summers, "em canecas, bolsas — o que você imaginar". Ele espera que as próximas gerações a vejam como uma pessoa real, com sentimentos e inteligência. Para Summers, "ela foi muito mais do que um ícone." "Marilyn Monroe foi uma mulher brilhante e ótima atriz. Ela lia muito, sabia sobre política. Era uma mulher inteligente, submetida a uma pressão quase insuportável. No fim, pode-se dizer que essa pressão a matou." As últimas palavras da atriz ao jornalista Richard Meryman (1926-2015), que a entrevistou para a revista americana Life, também refletem esse desejo de ser levada a sério. "Por favor, não me transforme em uma piada." "Eu não me importo que façam piadas, mas não quero parecer que sou uma. Quero ser uma artista, uma atriz com integridade." *Esta reportagem foi publicada originalmente em 2022, para marcar o 60° aniversário da morte de Marilyn Monroe. Ela foi atualizada para celebrar seu centenário de nascimento.
Lange als dreckig und arm verschrien, ist Marseille inzwischen heiß begehrt. Doch die Kontraste bleiben extrem – zwischen angesagten Quartieren und Vierteln, die zu den prekärsten Europas zählen.
Countries: World, Argentina, Barbados, Brazil, Chile, Cuba, Dominican Republic, El Salvador, Grenada, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, Panama, Saint Vincent and the Grenadines, Uruguay Source: International Federation of Red Cross and Red Crescent Societies Ciudad de Panamá, 1 de junio — Aunque los pronósticos apuntan a una temporada de huracanes por debajo del promedio en el océano Atlántico, la Federación Internacional de Sociedades de la Cruz Roja y de la Media Luna Roja (IFRC) recordó hoy que se prevé una alta actividad ciclónica en el Pacífico oriental. La organización llamó a mantener la inversión en preparación, acción anticipatoria y sistemas de alerta temprana en más de 25 países2 de América Central, América del Norte y el Caribe expuestos a ciclones tropicales. Para la temporada 2026 en la cuenca atlántica, que va del 1 de junio al 30 de noviembre, la Administración Nacional Oceánica y Atmosférica de Estados Unidos (NOAA) prevé, con 55 por ciento de probabilidad, una actividad ciclónica por debajo del promedio histórico de 14 tormentas con nombre y siete huracanes. Este año, apunta NOAA, habría entre ocho y 14 tormentas nombradas. De estas, entre tres y seis se convertirían en huracanes, incluyendo entre uno y tres huracanes mayores, es decir, de categoría tres o superior. En contraste, la agencia prevé, con un 70 por ciento de probabilidad, una temporada más activa en el océano Pacífico oriental, donde pronostica entre 15 y 22 tormentas con nombre, de las cuales entre nueve y 14 se convertirían en huracanes, y entre cinco y nueve de ellos en huracanes mayores. “Lo repetiremos una y otra vez: una tormenta basta para destruir comunidades, colapsar servicios públicos y desplazar y poner en peligro a cientos de miles de personas”, afirmó Cristian Torres, director regional adjunto de la IFRC para las Américas. “Los pronósticos son críticos para que actuemos antes de que los desastres sucedan, pero además de saber cuántas tormentas habrá, es indispensable reducir la vulnerabilidad de las personas, ampliar la cobertura de los sistemas de alerta temprana, y desarrollar, financiar y probar protocolos interinstitucionales que las protejan de las múltiples amenazas a las que están expuestas”, añadió. Como parte de su compromiso con la preparación, la IFRC ya tiene almacenada en Panamá, Santo Domingo y otros puntos estratégicos de la región suficiente ayuda humanitaria para asistir de forma inmediata a hasta 60.000 personas afectadas por una emergencia de gran magnitud. El stock incluye kits de higiene y de cocina, mosquiteros, lonas, herramientas de limpieza y construcción, lámparas solares, plantas potabilizadoras e insumos para la purificación de agua, entre otros. Consciente de que movilizar la ayuda humanitaria en tiempo récord requiere la participación, el conocimiento y la colaboración de múltiples actores, la IFRC apuesta también por los simulacros como una herramienta crítica para poner a prueba los mecanismos y protocolos de respuesta a crisis y desastres. El más reciente, celebrado en mayo pasado, tuvo como objetivo medir y mejorar los tiempos de movilización, los procesos aduaneros y la capacidad de respuesta interinstitucional de El Salvador, Guatemala y Honduras ante posibles inundaciones provocadas por huracanes. El ejercicio de simulación consistió en movilizar, a través de esos tres países, equipos especializados en agua, saneamiento e higiene (WASH) de la Cruz Roja. En esta iniciativa participaron los entes rectores de protección civil, las autoridades de aduanas y relaciones exteriores y las Sociedades Nacionales de la Cruz Roja. Apoyado por la Cruz Roja Alemana y fondos humanitarios de la Unión Europea, el simulacro se enmarcó en el Mecanismo Regional de Asistencia Humanitaria Internacional, el instrumento del Sistema de la Integración Centroamericana para organizar, facilitar y articular la asistencia humanitaria en sus países miembros. Otra de las acciones de preparación impulsadas por la IFRC ante la temporada de huracanes es la adopción de protocolos de acción anticipatoria. Estos protocolos agrupan medidas previamente acordadas entre las comunidades, las autoridades y la Cruz Roja, que se activan cuando se alcanzan determinados umbrales de riesgo. Dependiendo del contexto, estas acciones pueden incluir transferencias de efectivo antes de la emergencia para proteger viviendas y medios de vida, el traslado de bienes esenciales, el refuerzo de infraestructuras críticas o la evacuación de personas en situación de mayor vulnerabilidad. Cuando estos sistemas funcionan, las comunidades reciben alertas oportunas, las autoridades cuentan con más tiempo para coordinar evacuaciones y los equipos humanitarios pueden movilizar ayuda antes de que ocurra el impacto. Actualmente, la IFRC tiene, sólo en Centroamérica, cinco protocolos de acción temprana ante inundaciones y tormentas tropicales que cuentan con apoyo financiero de su Fondo de Emergencia para la Respuesta a Desastres (IFRC-DREF). “El preposicionamiento de ayuda humanitaria, los simulacros y los protocolos de acción anticipatoria permiten proteger vidas, reducir pérdidas económicas y acelerar la recuperación tras el desastre”, explicó Torres. “Pero las normas también pueden salvar vidas y construir resiliencia comunitaria, por eso hacemos un llamado a todos los países de la región a impulsar el tratado internacional para la protección de las personas en situaciones de desastre, que se encuentra en consulta en las Naciones Unidas”. Este tratado busca que la protección de las personas expuestas a desastres o afectadas por ellos no dependa del azar, sino de compromisos claros y acciones coordinadas. Su aprobación, prevista para 2027, facilitaría la cooperación internacional y reduciría los obstáculos que pueden retrasar la llegada de la ayuda. Además, mejoraría las condiciones para que las Sociedades de la Cruz Roja, como auxiliares de los Estados, sigan asistiendo a las personas en mayor vulnerabilidad: mujeres, niñas, personas mayores, personas en situación de movilidad o con discapacidad y comunidades afectadas por la violencia y la pobreza. Esta temporada, marcada por la influencia del fenómeno de El Niño, ilustra cómo el riesgo puede desplazarse y adoptar distintas formas a lo largo del continente. Mientras Granada, San Vicente y las Granadinas, Barbados, Jamaica, Cuba, Haití y República Dominicana continúan recuperándose de los huracanes Beryl, Óscar, Rafael y Melissa, otras regiones enfrentan amenazas diferentes. El corredor seco centroamericano, parte de Chile y zonas de la región andina se preparan para posibles sequías, mientras que Argentina, Brasil y Uruguay anticipan lluvias intensas e inundaciones. En estos países los equipos locales de la Cruz Roja ya están preparando a las comunidades. En este marco, donde los riesgos climáticos, sanitarios y sociales se acumulan y se superponen con creciente frecuencia, la IFRC hace un llamado a invertir sin dilación en medidas que permitan a los Estados, las comunidades y a la propia Cruz Roja proteger mejor a la población frente a escenarios multiamenaza. Porque, como se recalcó en la XXIII Conferencia Pre-Huracanes y de Amanezas Recurrentes de la IFRC, cuando los riesgos se acumulan, la diferencia entre una amenaza y una crisis humanitaria suele definirse antes del impacto. Está en el nivel de preparación existente y en la capacidad de actuar antes de que ocurra el desastre. Para más información: [email protected] En Panamá: Susana Arroyo +50769993199 En Ginebra: Paolo Cravero +41 79 894 83 96
Country: World Source: Pan American Health Organization Please refer to the attached file. Regional situation: In EW 19 of 2026, respiratory virus activity in the Region of the Americas deepens the pattern of inter-hemispheric seasonal transition observed in previous weeks, with an increasingly marked divergence between hemispheres. North America, the Caribbean, and Central America are consolidating the end of the 2025–2026 season, with influenza positivity at low levels close to the interseasonal baseline. In contrast, Brazil and the Southern Cone establish themselves as the subregion of greatest epidemiological relevance for this reporting period, intensifying an accelerated upward trend of the start of the austral winter season, led by Argentina. The Andean Subregion maintains a mixed pattern, with an aggregate decline in influenza but divergent trajectories between countries and with RSV cases that continue to rise. The inter-hemispheric predominance of subtypes persists: influenza B, which has characterized the end of the Northern Hemisphere season, and influenza A, mainly A(H3N2), in the subregions of the Southern Hemisphere. Likewise, RSV shows opposite patterns according to hemisphere: declining in North America and rising in the Andean Region and in Brazil and the Southern Cone, consistent with the start of the austral season. SARS-CoV-2 maintains its generalized decline in all subregions, with no sign of resurgence. The burden of SARI and ILI is declining in the Northern Hemisphere, while the indicators are beginning to reflect an increase in the Southern Cone. Situación regional: En la SE 19 de 2026, la actividad de virus respiratorios en la Región de las Américas profundiza el patrón de transición estacional inter-hemisférica observado en las semanas previas, con una divergencia cada vez más marcada entre hemisferios. América del Norte, el Caribe y Centroamérica consolidan el fin de la temporada 2025–2026, con positividades de influenza en niveles bajos próximos a la línea de base interestacional. En contraste, Brasil y el Cono Sur se afirman como la subregión de mayor relevancia epidemiológica para este periodo de reporte, intensificando una tendencia ascendente y acelerada de inicio de temporada invernal austral, liderada por Argentina. La Subregión Andina mantiene un patrón mixto, con descenso agregado de influenza, pero trayectorias divergentes entre países y con casos de VRS que continúan en ascenso. Persiste el predominio inter-hemisférico de subtipos: influenza B que ha caracterizado el cierre de temporada del hemisferio norte e influenza A, principalmente A(H3N2), en las subregiones del hemisferio sur. Igualmente, el VRS muestra patrones opuestos según hemisferio: en descenso en América del Norte y en ascenso en la Región Andina y en Brasil y el Cono Sur, consistente con el inicio de la temporada austral. El SARS-CoV-2 mantiene su descenso generalizado en todas las subregiones, sin señal de resurgimiento. La carga de IRAG y ETI desciende en el hemisferio norte, mientras los indicadores comienzan a reflejar un incremento en el Cono Sur.
Missões futuras poderão coletar amostras de ambientes que possam abrigar vida, como Encélado, uma das a luas de Saturno: orientação espacial de moléculas e diversidade entre formas simples e complexas estão entre as possíveis pistas mais fáceis de obter. https://www.terra.com.br/noticias/cientistas-propoem-metodo-da-ecologia-para-saber-se-luas-geladas-do-sistema-solar-podem-abrigar-vida,a55db6fb5b96f56aa190b87cbf141ac142zzo289.html?utm_source=clipboard Jason Major, Cassini spacecraft/Flickr, CC BY-NC-SA Novos observatórios e missões espaciais estão investigando ambientes em nosso Sistema Solar que poderiam abrigar vida, mas que há muito tempo permaneciam ocultos. Luas geladas como Encélado, de Saturno e Europa, de Júpiter provavelmente têm grandes oceanos sob suas crostas externas congeladas. Mas grossas camadas de gelo impedem que as sondas espaciais coletem amostras diretamente. Explorar essas luas geladas é quase um trabalho forense: suas superfícies mantêm um registro parcial dos interiores inacessíveis. Assim, os cientistas precisam de ferramentas que os ajudem a descobrir se há indícios de vida nos ambientes abaixo, sem observá-los diretamente. Sou um cientista planetário, e meus colegas e eu desenvolvemos uma ferramenta que pode ajudar a avaliar se um ambiente possui as condições adequadas para a vida com base nos padrões dos tipos de moléculas encontradas em uma amostra. Impressões digitais de vida A busca por vida geralmente começa com moléculas orgânicas: as moléculas à base de carbono a partir das quais a vida na Terra é construída. Duas famílias de moléculas especialmente importantes são os aminoácidos, que as células usam para construir proteínas, e os ácidos graxos, que ajudam a formar as membranas celulares. Agora no g1 Mas essas moléculas não são exclusivas da vida – elas também podem se formar por meio de processos químicos não biológicos, ou abióticos. Cientistas já as detectaram anteriormente em asteroides e meteoritos. Como a detecção de aminoácidos ou ácidos graxos em um ambiente planetário por si só não indica aos pesquisadores se eles são produzidos pela vida ou por processos não biológicos, eles precisam buscar evidências adicionais. Uma pista é a orientação espacial da molécula, ou sua “quiralidade”. Certos aminoácidos ocorrem em duas formas espelhadas. Processos não biológicos frequentemente produzem ambas as formas em quantidades semelhantes, enquanto a vida na Terra usa quase exclusivamente as formas canhotas. Um forte excesso de uma forma pode indicar a presença de vida. Outra pista é encontrada no equilíbrio entre as formas mais pesadas e mais leves, os chamados isótopos, do mesmo elemento químico dentro das moléculas. Normalmente, a vida prefere usar as formas mais leves. Ambas as pistas são indicadores poderosos, mas difíceis de medir no espaço. Elas exigem instrumentos sensíveis, amostras limpas e, muitas vezes, mais material do que uma espaçonave pode obter. Dito isso, as missões atuais e planejadas para o futuro podem fornecer um tipo de medição mais limitado — mas ainda assim valioso: uma lista de moléculas e as proporções em que são encontradas. Nosso estudo demonstra como pesquisadores podem usar essas informações mais simples para aprender mais sobre a origem química das moléculas. Investigando a diversidade A vida não se limita a produzir certas moléculas — ela as produz em arranjos de padrões únicos. Os sistemas vivos investem energia na produção de moléculas que desempenham funções específicas, mesmo quando essas moléculas são complexas e mais difíceis de formar. As proteínas, por exemplo, requerem um amplo conjunto de aminoácidos, incluindo alguns relativamente complexos. A química não biológica também pode produzir aminoácidos, mas normalmente produz os mais simples. Em nosso estudo, investigamos se essas moléculas deixam um padrão estatístico que poderia servir como uma biossinatura: uma pista mensurável que possa indicar a presença de vida. Para quantificar essa ideia, utilizamos um método da ecologia chamado teoria da diversidade. Os ecologistas não se limitam a perguntar quantas espécies existem em um determinado ecossistema, mas também como essas espécies estão distribuídas: se a comunidade é dominada por poucas espécies muito comuns ou por muitas espécies que ocorrem em números comparáveis. O objetivo da teoria da diversidade é tanto compilar uma lista de espécies quanto capturar a prevalência de cada uma. Aplicamos a mesma lógica às moléculas. Dentro de uma família, como a dos aminoácidos, tratamos cada molécula como uma espécie em uma comunidade ecológica e medimos sua abundância. Queríamos saber: uma determinada mistura de moléculas está distribuída uniformemente entre diferentes tipos ou é dominada por apenas algumas delas? E esse padrão poderia refletir o processo que produziu essas moléculas, seja ele biológico ou não biológico? Testando a estrutura Para testar essa ideia, compilamos um conjunto de dados deliberadamente amplo que incluía aminoácidos de diversas fontes: meteoritos, amostras de missões a asteroides, simulações laboratoriais de química não biológica, organismos modernos, sedimentos, fósseis antigos e amostras de vários ambientes na Terra. Posteriormente, fizemos o mesmo com ácidos graxos. Para os aminoácidos, encontramos uma distinção clara. As amostras biológicas tendiam a conter muitos aminoácidos complexos, em proporções semelhantes às dos mais simples. As amostras não biológicas esses aminoácidos complexos eram geralmente mais escassos – ou seja, mais fortemente dominadas por moléculas simples. Esse resultado faz sentido. Se a biologia consegue superar os gargalos químicos necessários para criar moléculas mais complexas, seria de se esperar ver mais dessas moléculas. Por outro lado, a química não biológica é mais limitada e dominada por moléculas que se formam aleatoriamente. É muito menos provável que moléculas complexas se formem em condições não biológicas. Os ácidos graxos apresentaram um padrão oposto, mas igualmente informativo. Cadeias de ácidos graxos compõem as membranas externas das células vivas. Descobrimos que, em amostras biológicas, as cadeias de ácidos graxos tinham todas um comprimento semelhante. Em contraste, as amostras não biológicas apresentavam uma distribuição mais ampla de comprimentos das cadeias. Embora, ao contrário dos resultados com os aminoácidos, as amostras não biológicas tenham mostrado maior diversidade de ácidos graxos, essa descoberta sobre o comprimento das cadeias corroborou a ideia principal por trás de nossa pesquisa: a vida molda as misturas moleculares de acordo com a função. Em conjunto, nossos resultados sugerem que a diversidade molecular pode servir como um novo tipo de bioassinatura. Ela não pode provar a presença de vida por si só e deve ser interpretada em conjunto com outras medições. Mas oferece uma maneira prática de usar o tipo de dados que as sondas espaciais têm mais chances de obter: as proporções das moléculas. Em busca de vida no Sistema Solar e além É improvável que futuras sondas espaciais encontrem material biológico intacto, mesmo que ele exista. É mais provável que encontrem vestígios químicos de moléculas, alterados pelas condições adversas nas superfícies planetárias. Em seguida, queríamos saber por quanto tempo o sinal de diversidade poderia sobreviver no tipo de ambiente hostil onde os cientistas podem procurar, como a superfície de Europa. Sua superfície é continuamente bombardeada por partículas energéticas presas no campo magnético de Júpiter, que podem decompor diferentes moléculas orgânicas em diferentes taxas. Modelamos como essas moléculas se degradariam nessas condições e descobrimos que o sinal de diversidade poderia permanecer reconhecível por milhares de anos quando as moléculas estão enterradas sob alguns centímetros de gelo. O sinal não é indestrutível, mas não requer uma amostra excepcionalmente fresca. Nossos resultados sugerem que, em alguns casos, o padrão deixado pela vida ainda pode ser reconhecível mesmo depois que as moléculas individuais começarem a se decompor. A mensagem principal do nosso estudo é que a vida organiza a química de maneiras que podem persistir mesmo depois que esses ingredientes são alterados. Os sistemas vivos organizam as moléculas de acordo com as necessidades biológicas, enquanto a química não biológica geralmente segue o que é mais fácil de produzir. Se essa organização puder sobreviver em materiais planetários, futuras missões espaciais poderão procurar não apenas os blocos de construção da vida, mas também o padrão estatístico mais profundo que a vida deixa para trás. Gideon Yoffe não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.
'tarefa de seleção de Watson' BBC / Daniel Arce A Tarefa de Seleção de Wason já foi descrita como "o paradigma experimental mais pesquisado na psicologia do raciocínio". Embora o nome e a descrição possam sugerir algo complexo, trata-se de um experimento surpreendentemente simples e incrivelmente revelador. O "Wason" por trás de tudo isso é o britânico Peter Wason, um dos psicólogos mais influentes e criativos do século 20. Ele tinha um estilo de trabalho pouco convencional, como relatou seu aluno e colaborador Philip Johnson-Laird: "Ele defendia que os psicólogos nunca deveriam saber ao certo por que estavam conduzindo um experimento". Em vez de partir de uma hipótese que precisava ser confirmada ou refutada, ele inventava experimentos e, com base nas observações geradas, formulava hipóteses. Agora no g1 Seu interesse era o pensamento humano, então ele criava tarefas que revelassem seus segredos. Os experimentos cujos resultados se desviavam do esperado, em certo sentido, faziam com que a mente "se entregasse". Essa atitude fascinava seus alunos, que participavam de seus experimentos. "Depois, com o cachimbo na mão, ele explicava onde haviam se equivocado; sua aparência marcante combinava com a imagem que se tinha de Sherlock Holmes", recordou Johnson-Laird ao escrever o obituário de Wason em 2003. E o mais famoso dos experimentos que criou, porque mostrou que o raciocínio humano não era como se acreditava, foi a Tarefa de Seleção, que ele escreveu pela primeira vez há cerca de 60 anos e, desde então, tem sido um dos enigmas cognitivos mais estudados. Teste seus conhecimentos! Você vê quatro cartas, cada uma com uma letra de um lado e um número do outro. As faces que você vê possuem as letras E e K, e os números 4 e 7. Dizem a você que se uma carta tiver uma vogal de um lado, ela terá um número par do outro. A pergunta é: qual ou quais cartas você teria que virar para verificar se essa regra é verdadeira? Quais cartas você viraria para verificar se a regra é verdadeira? BBC / Daniel Arce No experimento original, pouquíssimas pessoas, apenas cerca de 10%, resolveram o quebra-cabeça corretamente, ignorando a carta crucial e selecionando combinações incorretas. A chave é sempre ter em mente o que a regra diz: se houver uma vogal, então deve haver um número par. E também, o que ela não diz: que todos os números pares devem ter uma vogal que nem todas as consoantes devem ter números ímpares. Portanto... E: pode confirmar ou refutar a regra. K: é irrelevante neste caso: a regra não diz nada sobre consoantes, então não importa qual número apareça do outro lado. 4: é aqui que muitas pessoas se confundem. Intuitivamente, parece importante porque a regra menciona "números pares"... mas não diz "se houver um número par, então há uma vogal". Então, se você virar a carta e houver uma vogal, você apenas confirma a regra, mas se houver uma consoante, você não a refuta. 7: Esta é a carta crucial, pois é a única que pode refutar a regra. Por ser um número ímpar, se o outro lado tiver uma vogal, ela a destrói imediatamente. A combinação correta é E e 7. Desde que Wason escreveu sobre este experimento em 1966, muitos estudos o replicaram, frequentemente variando as letras e os números, ou até mesmo substituindo alguns por cores ou formas. O que não mudou muito foram os resultados. O padrão típico é mais ou menos este: cerca de 45% escolhem E + 4 cerca de 35% escolhem apenas E cerca de 4% escolhem corretamente E + 7 O problema, como Wason disse corretamente, é "enganosamente simples", mas também esclarecedor. Eliminar o erro Por que tão poucos acertam? Getty Images/BBC O que foi revolucionário no trabalho de Wason foi converter antigas intuições filosóficas sobre as limitações da razão humana em fenômenos que podiam ser estudados experimentalmente. Aristóteles já havia estudado as falácias do raciocínio, ou seja, os erros que podem surgir em argumentos lógicos. Séculos depois, Francis Bacon advertiu em Novum Organum que a mente humana tende a favorecer as ideias que já acredita serem verdadeiras. Como escreveu em 1620: "O entendimento humano, uma vez que adotou uma opinião, atrai todo o resto para apoiá-la e concordar com ela". Bacon acreditava que as pessoas tendem naturalmente a buscar confirmação e ignorar tudo o que contradiz suas crenças: uma intuição que hoje parece surpreendentemente próxima do que chamamos de viés de confirmação. Muitos outros perceberam o mesmo, mas talvez a influência filosófica mais importante sobre Wason tenha sido Karl Popper. Ele sustentava que "a ciência não consiste em encontrar confirmações, mas em eliminar o erro." Em sua visão, a investigação científica deveria concentrar-se em buscar provas decisivas que pudessem refutar uma teoria, em vez de acumular exemplos que a apoiassem. Foi justamente isso que fascinou Wason: que, ao se deparar com problemas simples de raciocínio, a maioria das pessoas parecia fazer espontaneamente o contrário. Esse contraste não era uma vaga intuição: alguns anos antes, ele já havia começado a explorar essa mesma ideia com outro experimento igualmente simples e um tanto lúdico. 2-4-6 Getty Images/BBC Qual, afinal, é a regra? No problema 2-4-6, os participantes são informados de que existe uma regra oculta que gera sequências de três números. Sua tarefa é descobri-la. Para começar, o experimentador deu um exemplo: 2 – 4 – 6 Os participantes são solicitados a propor outras sequências de três números para tentar deduzir a regra, e o experimentador informa se a sequência se encaixa ou não na regra. A maioria das pessoas, quase imediatamente, formulou uma hipótese, como "a regra é somar 2", ou algo semelhante: "contar múltiplos", "somar os dois primeiros números para obter o terceiro". E a partir daí, começaram a testar sequências como: 8 – 10 – 12 3 – 6 – 9 50 – 100 – 150 Todas eram razoáveis. Todas se encaixavam. Todas "confirmavam" a ideia inicial. Mas nenhuma delas realmente testou a regra. Todas permaneceram dentro do mesmo tipo de exemplo que já parecia válido. O que quase ninguém fez foi tentar algo que pudesse quebrar a hipótese, como: 1 – 2 – 3 3 – 5 – 7 10 – 5 – 0 Ou seja, casos que forçariam o experimentador a dizer "não". E é aqui que o experimento começa a se tornar revelador, pois a regra real era muito mais simples do que quase todos imaginavam: qualquer sequência de números em ordem crescente. A maioria dos participantes levou muito tempo para descobrir a regra, ou nunca a descobriu, não porque a regra fosse difícil, mas porque sua abordagem para encontrá-la era tendenciosa desde o início: em vez de tentar refutar suas próprias hipóteses, eles tentaram confirmá-las. E foi isso que a Tarefa de Seleção de Wason confirmaria mais tarde. O resultado foi desconcertante. Indicou que a maioria das pessoas falhava sistematicamente nesse tipo de problema abstrato. Nas palavras de Wason (1968), "a tarefa de seleção reflete uma tendência à irracionalidade na argumentação, na medida em que os participantes erram". Ele chegou a sugerir que, nesses tipos de situações, "a irracionalidade, e não a racionalidade, é a norma". Mas então, os psicólogos começaram a perceber algo muito estranho, e a história se tornou ainda mais interessante. Cervejas e refrigerantes Durante as décadas de 1970 e 1980, pesquisadores como Richard Griggs e James Cox estudaram sistematicamente algo curioso: quando o problema era formulado em termos cotidianos, o desempenho melhorava drasticamente. O cenário era o seguinte: você está em um bar e sua função é fazer cumprir uma regra. Você recebe quatro cartas. Cada uma representa um cliente: um lado mostra o que ele está bebendo e o outro, sua idade. As cartas que você vê são: Cerveja, Refrigerante, 20, 17. A regra é: se uma pessoa bebe álcool, ela deve ter mais de 18 anos. Quais cartas você teria que virar para verificar se alguém está violando a regra? Quais cartas você viraria para verificar se a regra está sendo seguida? BBC / Daniel Arce A resposta correta é: Cerveja e 17 anos. A lógica é exatamente a mesma que com as letras e os números: você precisa virar a carta que confirma a regra (a pessoa que está bebendo cerveja tem mais de 18 anos?) e a que a refuta (o jovem de 17 anos está bebendo álcool?). O refrigerante não importa — a regra não diz nada sobre quem pode beber refrigerante — e o mesmo vale para o jovem de 20 anos: mesmo que ele beba cerveja, não estará infringindo nenhuma regra. Mas aqui acontece algo surpreendente: nesse cenário, a maioria das pessoas acerta sem dificuldade. O problema lógico é idêntico ao das cartas abstratas, mas algo no conteúdo — uma situação social reconhecível, uma regra que faz sentido — muda completamente a forma de raciocínio. A partir daí, o experimento de Wason deixou de ser apenas um teste de lógica e se tornou um campo de batalha teórico. Leda Cosmides, da perspectiva da psicologia evolucionista, propôs uma explicação provocadora: talvez o raciocínio humano não seja projetado para a lógica abstrata, mas sim para detectar trapaceiros em interações sociais. Dessa perspectiva, não é que falhamos na tarefa de Wason: é que somos extraordinariamente bons em uma versão diferente dela, uma que tem consequências reais no mundo social. Outros pesquisadores dizem que a mente humana não é um sistema de lógica perfeita, mas um sistema com limites: racionalidade suficiente, não ótima — uma ideia que Herbert A. Simon, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, desenvolveu sob o nome de racionalidade limitada. E os psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky ampliaram essa linha de pensamento, mostrando que nossos julgamentos são guiados por atalhos mentais sistemáticos, não por dedução lógica estrita. Além do laboratório A mente humana é o enigma Getty Images É difícil superestimar a influência da Tarefa de Seleção de Wason. Na psicologia cognitiva, ela se tornou uma referência: poucas tarefas experimentais geraram tantos estudos, tantas replicações e tanto debate. Seu impacto se estendeu muito além disso. Na filosofia da ciência, a tarefa se tornou um exemplo vívido da assimetria entre confirmação e falsificação que Popper havia descrito no abstrato: não é que as pessoas não entendam lógica, mas sim que algo em nossa arquitetura mental nos inclina a buscar confirmação. Na economia comportamental, o trabalho de Kahneman, Tversky e outros se baseou diretamente nessa mesma fonte. E na educação, o experimento é usado para ensinar pensamento crítico. Mais recentemente, o experimento entrou no campo da inteligência artificial. Quando pesquisadores querem medir se um modelo de linguagem realmente raciocina ou simplesmente reconhece padrões, um dos testes clássicos é uma versão da tarefa de Wason. Os modelos mais avançados resolvem o problema facilmente em sua forma abstrata — eles têm acesso a toda a lógica formal já escrita —, mas cometem erros surpreendentemente semelhantes aos humanos quando o conteúdo muda de maneiras sutis ou inesperadas. A tarefa permanece, em certo sentido, um raio-X do raciocínio. E esse é talvez o aspecto mais duradouro do trabalho de Wason: não a tarefa em si, mas a questão que ela deixou em aberto. Não se trata de saber se os humanos são irracionais, mas sim por que falhamos precisamente onde falhamos e sob quais condições paramos de falhar. A mente não é uma máquina lógica defeituosa. É algo mais estranho e interessante.
40 anos do desastre de Chernobyl Chernobyl é quase sinônimo de um território morto. Uma paisagem marcada por ruínas, radiação e um silêncio inquietante. E não é uma imagem exagerada: durante décadas, muitos cientistas deram como certo que as terras ao redor da usina permaneceriam biologicamente devastadas por gerações. Mas, quase quarenta anos após a explosão, a realidade se mostrou mais complexa — e surpreendente — do que se imaginava. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Quando o reator explodiu em 26 de abril de 1986, as autoridades soviéticas evacuaram mais de 100 mil pessoas e estabeleceram uma zona de exclusão de 30 quilômetros ao redor da usina. Com o tempo, essa área seria ampliada até abranger cerca de 2.600 quilômetros quadrados em território ucraniano — maior que o município de São Paulo —, onde ficaram proibidos a residência, a atividade econômica e o acesso público. Desde então, a região permaneceu como uma das áreas com maior contaminação radioativa do planeta. No entanto, o que quase ninguém imaginava é que essa exclusão humana acabaria produzindo um efeito inesperado: transformar Chernobyl em um refúgio para a vida selvagem. Um santuário involuntário para a fauna silvestre Animais da reserva biológica e de radiação de Chernobyl Stanislav Gumenyuk/Wikimedia Commons/CC BY-SA 4.0 Hoje, a Zona de Exclusão de Chernobyl (CEZ, na sigla em inglês) abriga populações importantes de lobos-cinzentos, ursos-pardos, linces-euroasiáticos, alces, javalis, cervos-vermelhos e bisões-europeus. Até mesmo os cavalos-de-przewalski — uma espécie que chegou a ser considerada extinta na natureza até sua reintrodução no local no fim dos anos 1990 — circulam livremente pela região. Segundo explicou Nick Dunn, professor de Design Urbano da Universidade de Lancaster, ao site The Conversation, apenas em uma área específica do setor ucraniano já vivem mais de 150 exemplares da espécie. Chernobyl, 40 anos: em meio a guerras, quais as chances de um novo desastre nuclear? Agora, um novo estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B, liderado pela ecóloga ucraniana Svitlana Kudrenko, da Universidade Albert Ludwig de Freiburg, na Alemanha, oferece o retrato mais detalhado até hoje desse inesperado renascimento selvagem. Mais vida do que em reservas naturais protegidas Vista aérea da reserva Stanislav Gumenyuk/Wikimedia Commons/CC BY-SA 4.0 Entre 2020 e 2021, a equipe de pesquisadores instalou armadilhas fotográficas em uma área de 60 mil quilômetros quadrados no norte da Ucrânia, que incluiu a CEZ, quatro reservas naturais próximas e várias zonas sem proteção oficial. O estudo registrou 31.200 detecções de 13 espécies silvestres diferentes. Destas, 19.832 — mais da metade — foram registradas dentro da própria Zona de Exclusão de Chernobyl. 'Trabalho mais perigoso do mundo': o cientista que percorre o labirinto radioativo de Chernobyl Os números não representam animais individuais, já que um mesmo animal pode acionar a câmera várias vezes. Ainda assim, os modelos estatísticos elaborados a partir desses dados surpreenderam os cientistas, pois a diversidade, a densidade e a frequência de detecção da fauna foram significativamente maiores dentro da zona de exclusão do que em reservas naturais geridas ativamente para a conservação. "Fiquei surpresa que a diversidade de espécies fosse menor nas reservas naturais em comparação com a zona de exclusão, apesar de sua gestão rigorosa", reconheceu Kudrenko em declarações ao IFLScience. A ausência humana, o principal fator de recuperação A pergunta inevitável é se tudo isso ocorre apesar da radiação ou simplesmente em paralelo a ela. E a resposta curta parece ser que, ao menos para algumas espécies de grandes mamíferos, a radiação pode influenciar menos do que se imaginava. Um estudo publicado em 2016 já havia mostrado que a distribuição de mamíferos dentro da CEZ não apresentava uma relação clara com os níveis de contaminação radioativa. O novo trabalho de Kudrenko nem sequer se concentrou nesse aspecto: seu objetivo era entender o que acontece quando os humanos desaparecem quase por completo da paisagem. "Se você se concentra nas espécies que se dão mal, pode culpar a radiação", explicou recentemente à BBC Science Focus o biólogo evolutivo Germán Orizaola, que não participou do estudo, mas pesquisa a região há anos. "Muitas vezes é o próprio ambiente que mudou. A ecologia e a ausência de humanos são fatores enormes", acrescentou. Após o acidente, grande parte da atividade humana desapareceu da região. A caça cessou. As estradas se deterioraram. Os campos agrícolas foram abandonados. A presença humana, uma das maiores ameaças à grande fauna, praticamente sumiu. O que restou foi um território quase esquecido. O mofo preto de Chernobyl que parece 'se alimentar de radiação' Segundo o site especializado IFLScience, os cavalos de Przewalski são um exemplo revelador desse cenário. As armadilhas fotográficas os registraram mais de mil vezes dentro da zona de exclusão e nenhuma vez fora dela. Algo semelhante ocorreu com os ursos-pardos e os cervos-vermelhos, fotografados milhares de vezes no interior da CEZ, mas quase ausentes nas áreas ao redor. Em contraste, a raposa-vermelha — uma espécie altamente adaptável e acostumada a conviver com humanos — não apresentou um aumento comparável. Para os pesquisadores, isso sugere que o grande benefício desse "paradoxo ecológico" favorece sobretudo as espécies mais sensíveis à presença humana. Raposa vermelha Denys Vyshnevskyi/Wikimedia Commons/CC BY 2.0 Talvez o caso mais chamativo seja o do alce. De acordo com a Science Alert, os cientistas observaram que sua presença diminuía justamente quando os próprios pesquisadores entravam na área para estudá-lo. Alces Denys Vyshnevskyi/Wikimedia Commons/CC BY 2.0 Adaptações na fauna de Chernobyl A radiação, no entanto, não é um elemento neutro nessa história. Embora muitas espécies pareçam prosperar na ausência de humanos, algumas também podem estar apresentando sinais de adaptação ao ambiente extremo de Chernobyl. As pererecas-orientais da CEZ, por exemplo, são em média 43% mais escuras do que as do restante da Ucrânia, segundo dados coletados anteriormente pela DW. A explicação mais provável está na melanina, o pigmento responsável pela coloração escura e que também ajuda a proteger as células dos danos causados pela radiação. Os cientistas acreditam que a seleção natural favoreceu rapidamente os indivíduos mais escuros, não porque tenha surgido uma nova mutação, mas porque essa característica já existia na população e se mostrou vantajosa no novo ambiente radioativo. Algo ainda mais estranho ocorre no interior do próprio reator destruído. Em suas paredes crescem fungos ricos em melanina, capazes de colonizar áreas saturadas de radiação ionizante. Em laboratório, alguns experimentos sugerem inclusive que esses organismos parecem crescer com mais vigor quando expostos à radiação. A ideia de que eles possam "aproveitar" parte dessa energia como fonte metabólica continua sendo uma hipótese em aberto. Os lobos-cinzentos de Chernobyl também se tornaram objeto de estudo. Uma pesquisa publicada em 2024 detectou neles alterações no sistema imunológico semelhantes às observadas em pacientes humanos submetidos à radioterapia, com possíveis mutações associadas a mecanismos de proteção contra danos celulares. Mais do que o paradoxo nuclear, o estudo de Kudrenko envia uma mensagem direta aos gestores de áreas protegidas em todo o mundo: as reservas que funcionam melhor não são as mais rigidamente reguladas no papel, mas as maiores, as interconectadas e as que realmente mantêm os humanos afastados. Nessa escala, o mosaico de habitats se torna amplo o suficiente para sustentar populações viáveis de grandes animais a longo prazo. "Áreas protegidas extensas são vitais para a sobrevivência de longo prazo de espécies raras", afirmou Kudrenko ao IFLScience. "É muito tentador relaxar os padrões de pesquisa em zonas complicadas, mas isso deve ser evitado." O acesso à região tornou-se mais difícil desde a invasão russa de 2022, o que complica novas pesquisas de campo. Ainda assim, quase quatro décadas após o desastre, Chernobyl se transformou em um ecossistema difícil de comparar com qualquer outro, moldado tanto pela radiação quanto por décadas de abandono humano e mudanças ecológicas inesperadas. Trancados em Chernobyl: funcionários passaram 25 dias na usina após invasão russa
Lua cheia azul acontece neste domingo (31) Gary Seronik Entre a noite deste sábado (30) e a madrugada de domingo (31), o céu oferecerá um espetáculo astronômico pouco comum: a Lua Cheia que aparece no final de maio será, ao mesmo tempo, uma Lua Azul e uma microlua — dois fenômenos que raramente coincidem. Os fenômenos podem ser vistos de qualquer região do Brasil, com ápice no fim da noite de sábado (30) e início da madrugada de domingo (31). Fenômeno da Lua Azul poderá ser observado neste fim de semana O que é a Lua Azul? Apesar do nome sugestivo, a Lua não ficará azul. O termo é uma expressão do folclore astronômico para explicar a segunda Lua Cheia que ocorre dentro de um mesmo mês — situação que foge do padrão, já que o normal é termos apenas uma por mês. Isso acontece em um ciclo de cada dois anos e é preciso uma combinação exata de fatores. O ciclo lunar dura cerca de 29,5 dias. Para que uma Lua Azul aconteça, é preciso: Que a primeira Lua Cheia do mês caia no primeiro ou segundo dia; Que o mês tenha 31 dias, abrindo espaço para uma segunda. Microlua vai acontecer ao mesmo tempo A órbita da Lua ao redor da Terra não é um círculo perfeito, mas uma elipse. Isso significa que a distância entre os dois corpos varia constantemente. No ponto de maior afastamento — chamado de apogeu — a Lua aparece ligeiramente menor no céu do que o habitual. Quando a fase cheia coincide com o apogeu, temos a chamada microlua. Normalmente, a Lua está a cerca de 384.000 km da Terra. Neste domingo, ela estará a 406.135 km — seu ponto mais distante do mês —, o que a tornará visivelmente menor e um pouco menos brilhante do que numa Lua Cheia comum. A diferença, no entanto, é que esse fenômeno não é tão perceptível a olho nu. O bônus: Antares no horizonte Como se a combinação já não fosse suficiente, a Lua Cheia de 31 de maio ganhará um toque especial. Ao longo da madrugada, ela ficará próxima de Antares, a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião, conhecida por seu característico brilho avermelhado. O contraste entre o vermelho de Antares e o prateado da Lua promete uma cena visualmente marcante. O ápice dessa aproximação aparente ocorrerá no final da madrugada, próximo ao momento em que a Lua se põe no horizonte.
Após reforma iniciada em 2024, escola dos anos 1930 reabre em Piracicaba O antigo grupo escolar João Alfredo, localizado no distrito de Artemis, em Piracicaba (SP), voltou a receber estudantes nesta semana após ser totalmente reformado. O prédio, construído na década de 1930 e que estava em ruínas e tomado pelo mato há pouco mais de dois anos, teve a estrutura restaurada e provocou comoção de ex-alunos que retornaram ao local para acompanhar o primeiro dia de aula. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp As obras de revitalização duraram cerca de 20 meses para resgatar a história do espaço, erguido originalmente para os filhos dos colonos da região. Na divisão do complexo, a parte do casarão antigo, que teve as características originais preservadas, abrigará o setor administrativo, enquanto as instalações anexas receberão as 280 crianças matriculadas. Grupo escolar João Alfredo, no distrito de Artemis, em Piracicaba (SP) Initial plugin text A reabertura atraiu moradores que estudaram no local há décadas. O aposentado Sérgio Nunes, que frequentou a instituição há mais de 60 anos, destacou a preservação do prédio. "Ficou muito bonito, traz muita recordação. Nós estudamos junto aqui desde o primeiro ano", contou. Para o também aposentado Dirceu, a reconstrução "é uma realidade de um sonho de todo mundo aqui de Artemis". A comerciante Alice Otsubo Panaia, que iniciou os estudos no casarão aos sete anos, celebrou a oportunidade de subir as escadas do prédio novamente. "Nossa, muito emocionante, parece que a gente está revivendo aqueles tempos. É maravilhoso ver tudo isso reformado", afirmou. Alice Otsubo Panaia sobe escada do grupo escolar João Alfredo, em Piracicaba (SP) Reprodução/EPTV Nova geração Além das lembranças de quem já passou pelo local, o clima foi de expectativa para as famílias que estão matriculando os filhos pela primeira vez. O contraste entre a destruição do passado e o espaço atual chamou a atenção da comunidade durante a chegada dos estudantes. A maquiadora Jéssica Rodrigues ressaltou a grande mudança do local, afirmando que "nem parece o antigo" e que antes "estava bem destruído". Já a professora Samira Bistacchio, moradora da região e que já conhecia o prédio na época de abandono, aprovou a entrega. "Muito gostoso ver tudo reformadinho, as crianças ganhando um novo espaço". Crianças em 1º dia de aula no grupo escolar João Alfredo, no distrito de Artemis, em Piracicaba (SP) Reprodução/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região em g1 Piracicaba
No Haikai, novo projeto que será lançado em breve na Gleba Palhano, a Plaenge reúne um time de projetistas que coloca Londrina no mapa das grandes referências da arquitetura internacional. São nomes que atuam em diferentes escalas e contextos, do urbano ao institucional, e que, pela primeira vez, se encontram na cidade. Divulgação Haikai e o traço característico de Hanazaki. - Divulgação/Plaenge. Alex Hanazaki em Londrina Um dos destaques do projeto é a chegada de Alex Hanazaki, que assina pela primeira vez um trabalho em edifícios residenciais verticais na cidade. Com atuação internacional e dois prêmios da ASLA — principal reconhecimento mundial da arquitetura paisagística —, o paisagista construiu um percurso que atravessa continentes e diferentes contextos culturais. No evento no qual Haikai foi apresentado, Hanazaki compartilhou sobre sua trajetória: Tudo o que eu consegui na minha vida veio através do paisagismo. Foi uma escolha muito natural para mim, embora eu tenha me formado em arquitetura. Tive a felicidade de ver meu trabalho ganhar visibilidade nas mostras, que foram divisores de águas na minha carreira. A partir dali, fui construindo esse percurso, sempre com vontade de continuar ativo, curioso e disposto a mostrar mais. As premiações são resultado de todo esse trabalho. Em seus projetos, é comum ver uma tensão entre controle e liberdade. Existe um desenho rigoroso, organizado por linhas claras. Mas é dentro dele que a natureza atua. Hanazaki complementa: Costumo dizer que meu trabalho é uma poesia matemática. Existe um traço racional, muito claro, uma estrutura organizada. Mas, dentro dela, entram a vegetação, a luz, o tempo e o uso das pessoas. A água, por exemplo, é um elemento essencial para mim porque ela transforma a percepção do espaço. Ela reflete, muda ao longo do dia, cria profundidade. O projeto vai se alterando, e isso é o que me interessa: que a paisagem nunca seja vista do mesmo jeito. O resultado é um jardim cheio de surpresas, que se revela no percurso. Alex Hanazaki. Divulgação/Gabriel Gessley. LD Studio traz iluminação de referência internacional Outra estreia é a do LD Studio, escritório fundado por Monica Lobo e reconhecido por uma atuação que transita entre museus, edifícios históricos e hotéis de grande porte. Para quem acompanha arquitetura, o repertório é familiar: Museu do Amanhã, Copacabana Palace, Fasano, Rosewood. Projetos onde a luz não entra como destaque, mas como parte da construção do espaço. No evento da Plaenge, Mônica refletiu sobre a jornada do LD Studio: No início do escritório, fizemos muitos projetos de igrejas, e isso nos deu uma bagagem muito importante. A arquitetura sacra carrega simbolismo, significado e silêncio. Foi ali que a gente entendeu de forma mais profunda que a luz conta uma história, cria narrativa e ajuda a arquitetura a ganhar vida. Essa compreensão acompanhou o escritório em tudo o que veio depois: museus, hotéis, edifícios históricos... Essa assinatura do escritório aparece no Haikai. A iluminação acompanha os ambientes, criando variações de intensidade e ritmo. Em alguns pontos, conduz o olhar. Em outros, recua, deixando que o espaço seja percebido com mais calma. A iluminação trabalha em camadas. Existe uma luz de recheio, mais difusa, que ajuda a reconhecer o espaço. Existe uma luz de acentuação, que cria contraste, profundidade e mistério. E existe uma terceira camada, que traz identidade e escala humana. Nesse projeto, a luz acompanha a narrativa do espaço ao longo do dia. Em alguns momentos ela recua, em outros ela destaca. É assim que a gente traduz um pensamento abstrato em sensação concreta. Mônica Luz Lobo Divulgação/Gabriel Gessley. Studio Ronaldo Rezende e LW Design Group voltam a deixar sua marca A arquitetura é assinada pelo Studio Ronaldo Rezende, parceiro de longa data da Plaenge em Londrina. Responsável por projetos recentes reconhecidos internacionalmente, o escritório trabalha a partir de uma lógica própria, que busca organizar o espaço sem torná‑lo repetitivo. Raul e Ronaldo Rezende. Divulgação/Gabriel Gessley. Já os interiores levam a assinatura do LW Design Group, escritório com sede em Dubai e atuação global. À frente do projeto, Cristina conduz com maestria as referências internacionais alinhadas ao contexto local. Cris Wakamatsu. Divulgação/Gabriel Gessley. Um projeto que se constrói em conjunto A reunião dessas assinaturas já carrega força por si só. No Haikai, porém, o que define o projeto é a forma como essas disciplinas se aproximam. Paisagismo, arquitetura, interiores e iluminação deixam de atuar como camadas separadas e passam a se desenvolver em conjunto, em um processo contínuo de troca. É nesse encontro que o projeto ganha unidade, como um espaço pensado de forma integrada desde o início. Como conhecer o Haikai? Para conhecer o projeto, visite a Central de Apartamentos Decorados da Plaenge, na Avenida Madre Leônia Milito, 1.700. Para mais informações, cadastre-se em plaenge.com.br/haikai ou pelo telefone 43 3294-1500.
Feira de Santana está entre piores cidades em qualidade de vida no Brasil TV Subaé A posição de Feira de Santana, como um dos 10 municípios brasileiros com pior desempenho social, é reflexo de uma cidade que se sustenta com economia forte, porém socialmente desigual. A avaliação é do sociólogo Ricardo Aragão, que comentou os dados do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 em entrevista ao g1. O levantamento que mede indicadores ligados à qualidade de vida foi divulgado na última semana e mostra Salvador como a quarta capital com pior condição. Na outra ponta, o município de Abaíra, conhecido como a "capital da cachaça", foi a cidade baiana melhor colocada no ranking. Feira é um destaque negativo na categoria que reúne grandes municípios — com população entre 500 mil e 1 milhão de habitantes. A cidade recebeu nota 60,70 em uma escala que vai de 0 a 100, abaixo da média nacional, de 63,40 pontos. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região Para Ricardo Aragão, esse cenário é um retrato da cidade cuja economia é robusta, impulsionada pelo comércio, logísitica, setor de serviços e industrialização ao mesmo tempo que enfrenta dificuldades históricas na distribuição dessa renda. "Feira é um dos maiores entroncamentos logísticos do Nordeste, possui comércio intenso, setor de serviços robusto, universidades e forte circulação de capital", contextualiza o sociólogo antes de pontuar a distorção. "O município possui bolsões de pobreza urbana e rural. Parte significativa da população não usufrui plenamente da riqueza produzida pela cidade". Agora no g1 Outro ponto apontado pelo sociólogo é a violência urbana. Entre os indicadores avaliados pelo levantamento, um dos piores desempenhos da cidade foi em "Segurança Pessoal", que considera fatores como homicídios, violência urbana e mortes no trânsito. Feira registrou apenas 16,70 pontos nesse componente, um dos menores índices do país. De acordo com Aragão, o crescimento acelerado e desordenado da cidade, principalmente entre as décadas de 1970 e 1990, impulsionado pela localização estratégica às margens da BR-324 e pela expansão econômica do interior da Bahia, contribuiu para a expansão periférica e para problemas estruturais que permanecem até hoje. "Isso provocou pressão sobre saneamento básico, mobilidade urbana precária, ocupações irregulares e dificuldades de planejamento urbano. Ou seja, a infraestrutura urbana não acompanhou o ritmo do crescimento populacional da cidade", explicou. Feira de Santana aparece entre os municípios com pior desempenho social do Brasil no recorte das cidades com mais de 500 mil habitantes Relatório IPS Brasil 2026 Já no eixo "Inclusão Social", o município teve 47,25 pontos. Em "Acesso à Educação Superior", o índice foi de 33,93 pontos. Embora a cidade concentre importantes instituições de ensino superior, como a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), o sociólogo avalia que isso não se converte automaticamente em mobilidade social ampla. Segundo Aragão, o modelo econômico da cidade ainda está concentrado no comércio e em serviços com baixa densidade tecnológica, o que resulta em empregos de menor remuneração e limita a distribuição de riqueza. "Feira cresceu economicamente, mas de forma fragmentada socialmente. O índice chama atenção justamente para esse contraste entre a centralidade econômica da cidade e as dificuldades persistentes em transformar crescimento em qualidade de vida para a população", analisou o especialista. Como o índice foi feito? O índice é composto por 57 indicadores separados em três grupos principais. São eles ⬇️ Necessidades Humanas Básicas: avalia se o brasileiro tem acesso à comida, saúde, moradia, segurança. Fundamentos do Bem-Estar: analisa acesso à educação fundamental, vida saudável, contato com a natureza. Oportunidades: analisa os dados a respeito de direitos individuais e acesso ao ensino superior. ➡️ Para calcular o IPS, que mede e classifica a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros, o levantamento cruzou esses indicadores. O estudo, que visa orientar políticas públicas e investimentos sociais, é produzido pelo Instituto IPS, Social Progress Imperative, Imazon, Amazônia 2030, Fundación Avina e Centro de Empreendedorismo da Amazônia. LEIA MAIS: Seis das 10 cidades mais violentas do Brasil ficam na Bahia, diz estudo Lauro de Freitas é uma das cidades com melhor qualidade de vida na Bahia Ranking mostra cidades do Brasil com a melhor e a pior qualidade de vida em 2026; veja a lista Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻
A menos de 60 quilômetros do centro de São Paulo, Atibaia é um dos destinos favoritos dos paulistanos que querem escapar da capital sem enfrentar longas horas de estrada. Com altitude entre 700 e 900 metros, a cidade da região bragantina registra temperaturas consistentemente mais baixas do que a metrópole - especialmente nos meses de maio e junho, quando o inverno começa a se instalar no interior paulista. O acesso é simples: pela Rodovia Fernão Dias (BR-381) ou pela SP-332, o trajeto leva entre 45 minutos e uma hora dependendo do trânsito, o que torna a cidade uma opção viável até para quem planeja a viagem de última hora. Também com acessos por Dom Pedro e Via Dutra (saindo de São José dos Campos). Dia frio em Atibaia Divulgação O que fazer no frio em Atibaia O cardápio de atrações de Atibaia no frio combina natureza, gastronomia e descanso - um contraste direto com a rotina acelerada da capital. Trilhas e natureza A cidade é cercada de áreas verdes com opções para diferentes níveis de condicionamento físico. Uma das mais conhecidas é a subida até um dos pontos de granito da região (Pedra Grande), de onde é possível ter uma vista panorâmica da cidade e das montanhas ao redor. A caminhada aquece o corpo e a paisagem no alto recompensa o esforço - o frio costuma ser mais intenso na altitude. Para quem prefere algo mais tranquilo, há trilhas de menor dificuldade com cobertura arbórea generosa, ideais para uma caminhada em família. Turismo rural Atibaia tem uma tradição forte de turismo rural que vai além do famoso morango. Fazendas da região oferecem passeio a cavalo, comida preparada no fogão a lenha e cerveja artesanal produzida localmente - uma combinação que combina bem com dias frios. Algumas propriedades funcionam de terça a domingo; outras apenas nos fins de semana. Vale confirmar antecipadamente. Pedra Grande em Atibaia Roosevelt Cassio/ Divulgação Gastronomia A cidade tem uma cena gastronômica variada, com restaurantes que vão da cozinha italiana a churrascarias e bares especializados em cervejas artesanais. O frio valoriza os ambientes mais aconchegantes - jardins cobertos, ambientes internos bem decorados e pratos que pedem vinho ou caneca quente. Há opções para todos os perfis e orçamentos. Hospedagem Para quem quer transformar o passeio em uma viagem de dois dias, a cidade oferece desde pousadas rurais com sauna e spa até hotéis boutique no meio da natureza. Pousadas, hotéis, resorts. Previsão do tempo para o fim de semana De acordo com dados meteorológicos, o fim de semana promete condições distintas nos dois dias. Sábado, 30 de maio: a previsão indica máxima de 22,9°C com 70% de chance de chuva. Quem planejar a visita para o sábado deve ir preparado com capa de chuva e evitar trilhas expostas em caso de precipitação. Domingo, 31 de maio: o tempo melhora significativamente. A máxima sobe para 22,5°C e a chance de chuva cai para apenas 10%. O domingo deve ter céu mais aberto, condições ideais para trilhas, passeios a cavalo e atividades ao ar livre.
Former Governor of Plateau State and elder statesman, Senator Jonah David Jang, has described the conduct of the Peoples Democratic Party, PDP, primary elections as credible, transparent, and democratic, saying the exercise sharply contrasted with what he termed “results written in hotel rooms” by other political parties. The post PDP primaries better than ‘Hotel Room Results’ of other parties — Jang appeared first on Vanguard News.