"RIORE" · 총 372건
필터 보기현재 지수
50.3
0 = 부정 우세
50 = 중립
100 = 긍정 우세
최근 7일 기준 75,744건을 분석한 결과, 뉴스 심리지수는 50.2(균형)입니다. 긍정 3,874건(5.1%)·중립 69,977건(92.4%)·부정 1,893건(2.5%)이며, 중립 비중이 뚜렷하게 높습니다. 성향 지수는 종합 15.3(중도 균형)입니다.
Major da PM é preso após disparar contra casa de vizinha e ameaçar policiais em Guarapari O major da reserva da Polícia Militar Joel Paulo de Almeida Júnior, de 53 anos, foi preso na noite deste sábado (6), após uma ocorrência que começou com uma reclamação de som alto e terminou com disparos de arma de fogo, ameaças e horas de negociação policial no bairro Perocão, em Guarapari. Segundo a Polícia Militar, a confusão teve início após uma vizinha acionar o Disque Silêncio para denunciar o volume da música em uma festa realizada em uma área da residência do militar, onde também funciona um bar. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A moradora relatou que, após a denúncia, foi ameaçada pelo major. De acordo com ela, o homem efetuou disparos em direção à casa onde ela mora. Uma das paredes do imóvel foi atingida por um tiro. Assustada, a mulher acionou a Polícia Militar. Ela afirmou que recebeu orientação dos policiais para se esconder dentro de casa enquanto a ocorrência era atendida. Quando as equipes chegaram ao local, encontraram os portões da residência fechados e dificuldade para contato com o morador devido à festa que acontecia no imóvel. Conforme a PM, os frequentadores foram retirados gradualmente e encaminhados para um local seguro. Atirou contra a polícia Ainda segundo a corporação, durante a ocorrência o major apareceu diversas vezes portando arma de fogo e usando colete balístico. A Polícia Militar informou que ele ameaçou os agentes que faziam o cerco da residência e, em determinado momento, efetuou dois disparos na direção das guarnições. A Companhia Independente de Operações Especiais e Combate ao Crime Organizado (CIOE) foram acionadas para negociar a rendição do militar. Após horas de negociação, ele se entregou por volta da 1h deste domingo (7). militar da Reserva Joel Paulo de Almeida Júnior se entregou após horas de negociação em Guarapari Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: CARIACICA: Homem invade casa dos pais da ex-companheira, esfaqueia mulher e se entrega VIOLÊNCIA: Neta é presa após agredir a avó de 88 anos, em Vila Velha Joel Paulo de Almeida Júnior foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ipiranga e, posteriormente, levado para a sede do 10º Batalhão da Polícia Militar. Ele foi autuado por crime militar de ameaça e encaminhado ao Presídio Militar. Rua foi isolada Durante buscas realizadas na residência, os policiais apreenderam duas pistolas. Uma arma calibre .380, com dois carregadores e 22 munições, foi encontrada dentro de uma panela de barro sobre o balcão do bar que funciona junto à casa. Outra pistola calibre 9 mm, com quatro carregadores e 34 munições, também foi apreendida. Moradores da região relataram que a rua permaneceu isolada durante grande parte da noite e que receberam orientação para permanecer dentro de casa. Alguns vizinhos afirmaram que o militar já teria se envolvido em desentendimentos anteriores no bairro. Major da PM é preso após disparar contra casa de vizinha e ameaçar policiais em Guarapari Redes Sociais Esposa do PM contesta versão Por telefone, a esposa do major, Sirlene Augustinho Cândido, contestou a versão apresentada por vizinhos e pela Polícia Militar. Segundo ela, a festa ainda não havia começado e o som estava sendo apenas testado quando ocorreu a reclamação. Sirlene também afirmou que foi retirada à força do local por policiais e acusou os agentes de invadirem a residência sem mandado judicial. Ela disse ainda que o imóvel foi revirado durante a ação policial e alegou que mensagens armazenadas em seu celular teriam sido apagadas pelos militares. "A festa nem tinha começado. O DJ estava testando o som. Me jogaram no chão, tomaram meu telefone e entraram na minha casa. Quando voltei, tinha dezenas de policiais lá dentro e a casa toda revirada", afirmou. A mulher disse ainda que pretende procurar assistência jurídica e cobrar apuração da conduta dos policiais envolvidos na ocorrência. O marido da vizinha que denunciou o caso disse que as famílias convivem há mais de 20 anos na mesma rua e afirmou ter ficado surpreso com o comportamento do militar. Segundo ele, o casal teme retornar para casa após o ocorrido.. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
Delegada Marcela Freitas fala sobre feminicídio em motel de Limoeiro Uma mulher de 29 anos morreu e uma de 35 anos ficou ferida após um homem agredi-las e atear fogo no colchão de um motel (veja vídeo acima). Os crimes aconteceram na manhã do sábado (6), na cidade de Limoeiro, no Agreste de Pernambuco. As três pessoas, que não tiveram os nomes divulgados, estavam na suíte de um motel localizado na zona rural do município, às margens da rodovia PE-50. As vítimas sofreram golpes na cabeça por arma branca. A mulher que sobreviveu foi levada a um hospital, e o criminoso foi preso em flagrante pelos crimes de incêndio, feminicídio e tentativa de feminicídio. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Em nota, o Corpo de Bombeiros confirmou que foi acionado para a "ocorrência de incêndio em um estabelecimento comercial". Foram enviadas viaturas de combate às chamas e de resgate. Ao chegarem, os bombeiros constataram que o fogo ficou restrito ao colchão e já tinha sido extinto por funcionários do motel. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi ao local e fez atendimento às vítimas. Após inalar fumaça, o criminoso precisou de atendimento médico e ficou sob custódia policial. Como os nomes das unidades de saúde para onde a mulher ferida e o criminoso foram encaminhados não foram divulgados, não foi possível obter informações sobre o estado de saúde dos dois pacientes. Incêndio para ocultar vestígios A delegada Marcela Freitas, que é titular da Delegacia de Limoeiro e investiga o caso, informou que policiais militares atenderam à ocorrência de incêndio. "No local, foram encontradas uma das vítimas, que já estava em estado de óbito, infelizmente, e outra vítima que estava com vida, porém extremamente ferida. Ela foi socorrida, atendida por uma equipe de médicos e permanece internada", afirmou a delegada num vídeo encaminhado ao g1. Ainda de acordo com a delegada, os indícios são de que o incêndio foi provocado pelo agressor para encobrir vestígios do feminicídio. "Segundo informações preliminares, as vítimas estariam ingerindo bebida alcoólica com o suspeito em momentos anteriores do fato. Não se sabe, ao certo, se teve alguma discussão, e esses fatos só poderão ser esclarecidos pelas pessoas que estavam ali presentes, pela vítima que foi socorrida. Ao certo, o que se sabe, é que o incêndio poderia ter sido causado para dificultar a apuração do crime em questão", disse Marcela Freitas. A Polícia Científica realizou uma perícia no motel e apreendeu objetos para auxiliar nas investigações. Não foi informado o que foi apreendido no local. Delegacia de Limoeiro fica no Agreste de Pernambuco Reprodução/Google Street View VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
Levanta Poeira 2026 Léo Rocha O Levanta Poeira 2026 chega à fase final neste domingo (7), a partir das 17h, no Ginásio Constâncio Vieira, em Aracaju. Quatro quadrilhas juninas disputam o troféu do concurso promovido pelo Grupo Sergipe. As oito semifinalistas disputaram as quatro vagas nas noites de semifinais da sexta-feira e sábado (6). A definição foi feita com base nas notas atribuídas pelo corpo de jurados nas categorias: Coreografia, Figurino, Repertório Musical, Casamento, Marcatriz/Marcador e Conjunto. Assim como nas etapas anteriores, são descartadas a maior e a menor nota de cada categoria por jurado para a composição da pontuação final. Confira abaixo as ordens de apresentações e os horários das quatro quadrilhas finalistas do Levanta Poeira 2026: Levanta Poeira 2026 TV Sergipe/Reprodução O público também pode acompanhar todas as apresentações através da transmissão ao vivo realizada pelo Grupo Sergipe. Para acompanhar a grande final, o público deverá realizar a troca antecipada do ingresso mediante a entrega de 1kg de alimento não perecível em um dos pontos oficiais de troca. No GBarbosa do Shopping Riomar, a troca acontece no domingo, das 9h às 16h. Já na Cacau Confeitaria, no Conjunto Augusto Franco, a troca será realizada no sábado, das 9h às 20h. Outro ponto disponível é a Real Calçados, no Centro de Aracaju, com funcionamento no sábado, das 8h às 14h. Relembre como foi a primeira noite de semifinal do Levanta Poeira 2026
Motociclista foi socorrido e encaminhado para o Hospital das Clínicas de Marília (SP) TV TEM/reprodução Um motociclista de 21 anos ficou gravemente ferido após sofrer um acidente na noite de sexta-feira (5), na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), no quilômetro 450, em Marília (SP). De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, o acidente aconteceu por volta das 23h23 na pista sentido oeste. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou a motocicleta tombada na segunda faixa de rolamento e o piloto caído no solo, desacordado. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp A motocicleta, com placa de Curitiba (PR), era pilotada por Hugo Euclides da Silva, que trabalha como motoboy, segundo os dados do documento policial. Análises posteriores nos vestígios e nos danos da motocicleta indicam que a vítima bateu contra a traseira de um caminhão que trafegava pela via. Segundo o registro policial, o motorista do veículo de carga pode não ter percebido o impacto e seguiu viagem. Veja os vídeos mais acessados no g1 Agora no g1 O jovem foi socorrido por uma unidade de resgate da concessionária Eixo-SP e encaminhado ao Hospital de Clínicas de Marília (HC). O hospital informou que o estado de saúde do jovem é considerado gravíssimo, apresentando fraturas na face. Devido ao quadro de saúde, ele não teve condições de prestar depoimento. A área foi preservada pela Polícia Militar Rodoviária para os trabalhos da Polícia Técnico-Científica. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Marília como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. As causas do acidente serão investigadas e a polícia já solicitou as imagens das câmeras de monitoramento do trecho à concessionária para tentar identificar o caminhão envolvido Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região
Junho Vermelho conscientiza sobre a importância da doação de sangue Pessoas com idades entre 16 e 69 anos podem fazer doação de sangue, desde que também atendam aos demais critérios. Para incentivar a coleta e reforçar os estoques da Hemorrede Tocantins (Hemoto), o Governo do Tocantins iniciou campanha Junho Vermelho. Com o tema “Arraiá Solidário: a melhor festa é salvar vidas, doe sangue!”, a mobilização prevê ações ao longo de todo o mês de junho. A campanha quer atrair novos doadores e garantir o atendimento a pacientes que precisam de transfusões, cirurgias, tratamentos e atendimentos de emergência em todo o estado. Durante o mês, a Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO) vai promover palestras, coletas externas de sangue e blitz educativa. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Em 2025, a campanha resultou na coleta de 2.461 bolsas de sangue no Tocantins, além do cadastro de 1.049 novos doadores de sangue e 282 de medula óssea. O total de bolsas representou aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registradas 2.124 doações. LEIA TAMBÉM Histórico criminal: padrasto que morreu carbonizado com jovem tinha condenações por homicídio no trânsito e morte de enteada Indígena desaparece após viagem de barco no Rio Araguaia, e família pede ajuda: 'Achar nosso parente com vida' Seis unidades da Hemorrede Tocantins recebem os doadores André Araújo/Governo do Tocantins Critérios para doar sangue Caso o doador seja menor de idade, precisa se apresentar a uma das unidades do Hemocentro no estado acompanhado de um responsável, informou a SES. É preciso estar com a saúde em dia e seguir as orientações abaixo: Ter mais de 50 kg; Ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas antes da doação; Evitar a ingestão de alimentos gordurosos até quatro horas antes de doar; Não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores; Não fumar nas últimas duas horas antes de doar sangue. Munido com documentos pessoais, o interessado em se tornar doador pode ir até uma das seis unidades da Hemorrede Tocantins para fazer a coleta. Confira os horários de atendimento Hemocentro Coordenador de Palmas Segunda-feira a sexta-feira das 7h às 18:30h; Sábado - das 7h às 12:30h Hemocentro Regional de Araguaína Segunda-feira a sexta-feira das 7h às 18:30h; Sábado - das 7h às 12:30h Núcleo de Hemoterapia de Gurupi Segunda-feira a sexta-feira das 7h às 18:30h; Sábado - das 7h às 12:30h Unidade de Coleta de Palmas – Anexo Hospital Geral de Palmas: Segunda-feira a sexta-feira das 7h às 18:30h Unidade de Coleta e Transfusão de Porto Nacional: Segunda-feira a sexta-feira das 7h às 18:30h; Sábado - das 7h às 12:30h Unidade de Coleta e Transfusão de Augustinópolis: Segunda-feira a sexta-feira das 7h às 18:30h; Sábado - das 7h às 12:30h Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Entenda o Ebola em 7 pontos Os profissionais de saúde no leste da República Democrática do Congo correm contra o tempo para ajudar pacientes com Ebola a controlar os sintomas da doença, proteger a si mesmos e evitar a propagação do vírus. Enquanto isso, o número de casos continua aumentando. Todos os pacientes, de casos suspeitos e confirmados, são isolados, e todas as pessoas que entram em contato com eles devem usar equipamentos de proteção individual (EPIs) e outros dispositivos para reduzir o risco de transmissão. Um desses equipamentos é a Cube, uma "unidade de tratamento autônoma para doenças altamente infecciosas", transparente, que permite que os pacientes recebam atendimento médico sem contato direto com os profissionais de saúde. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As Cubes (sigla em francês para câmara de emergência biossegura para epidemias) já foram usadas em surtos anteriores de Ebola, incluindo na República Democrática do Congo em 2019 Jennifer Lazuta/ALIMA Criada após o surto de Ebola na África Ocidental entre 2014 e 2016, a ONG médica Alliance for International Medical Action (Alima) desenvolveu a estrutura Cube para permitir que equipes médicas tratem pacientes do lado de fora, usando luvas em formato de túnel acopladas à estrutura. "Você não precisa usar o equipamento completo de proteção individual para entrar em contato com os pacientes, então este é um dispositivo muito importante nesse tipo de surto", afirma o médico Papys Lame, coordenador da resposta ao Ebola da Alima. Lame disse à BBC que a estrutura garante "o padrão de atendimento necessário, uma experiência positiva para o paciente e a proteção dos profissionais de saúde". Mas, embora sejam úteis, não há unidades suficientes na República Democrática do Congo para o número de casos suspeitos de Ebola. OMS e agência africana de saúde mobilizam US$ 518 milhões Congo registra 71 novos casos de ebola em 24h Segundo a Alima, duas estruturas Cubes chegaram no fim de semana a Bunia, capital provincial de Ituri e epicentro do surto, e devem começar a ser usadas em breve. Outras duas Cubes estão a caminho da cidade. Os estoques de EPIs também são limitados. Na sexta-feira (29/5), o Conselho Internacional de Enfermeiros alertou para a escassez e afirmou que os enfermeiros na República Democrática do Congo "temem por sua segurança porque não têm equipamentos necessários para se proteger". O vírus Ebola se espalha de uma pessoa para outra por meio do contato com fluidos corporais infectados. A demora na confirmação dos casos nos primeiros dias do surto permitiu que o vírus se espalhasse de Ituri para as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, além da vizinha Uganda. Surto de Ebola na República Democrática do Congo. BBC "Infelizmente, o Ebola começa de forma muito vaga, com dor de cabeça, febre e sensação de fraqueza", explica o médico Armand Sprecher, especialista em medicina de emergência e epidemiologista especializado em Ebola da organização Médicos Sem Fronteiras. "As pessoas sentem o que chamamos de mal-estar, dores musculares e nas articulações, e depois desenvolvem vômito, dor abdominal e diarreia", afirmou Sprecher à BBC, acrescentando que esses sintomas "são comuns em muitas doenças". Doenças infecciosas frequentes na região, como malária e febre tifoide, compartilham sintomas iniciais com o Ebola. Um sintoma menos comum do Ebola, que pode aparecer mais tarde, é o sangramento, incluindo pelo nariz, gengivas e vagina, além de sangue no vômito e nas fezes. Todas as pessoas que apresentam sintomas do vírus são inicialmente classificadas como casos suspeitos e encaminhadas para centros de tratamento. Lame, da Alima, afirma que as pessoas com suspeita de Ebola passam por coleta de amostras para determinar se estão infectadas pelo vírus e, caso o primeiro teste dê negativo, uma nova amostra é coletada 48 horas depois. Se o segundo teste também der negativo, o paciente deixa de ser considerado um caso suspeito e é encaminhado para um hospital ou centro de saúde para cuidados adicionais ou é liberado para casa, caso não apresente mais sintomas. Para aqueles que testam positivo, o coordenador da Alima afirma que os sintomas são tratados até desaparecerem e que os pacientes "precisam ter dois resultados laboratoriais negativos antes de receber alta". Embora pacientes com Ebola precisem ficar isolados para evitar a transmissão do vírus, Lame ressaltou a importância do bem-estar psicológico dos doentes, algo que a Cube ajuda a preservar. Segundo Lame, o formato da estrutura permite que pessoas visitem familiares internados. Em surtos anteriores, explicou, "os pacientes eram separados de suas famílias e comunidades e frequentemente relutavam em buscar tratamento". Mas, enquanto equipes médicas trabalham sem parar para tratar os sintomas de pessoas com Ebola, os testes e a confirmação dos casos têm avançado lentamente. O ICN também afirmou haver escassez de kits de testagem. As autoridades afirmam que já houve mais de 282 casos confirmados de Ebola, incluindo 42 mortes, além de mais de 1.000 casos suspeitos, dos quais mais de 220 terminaram em morte. Atualmente, não existem medicamentos aprovados contra o vírus Bundibugyo, variante do Ebola responsável por este surto, por isso os pacientes recebem principalmente cuidados de suporte e tratamento para os sintomas. Isso inclui oxigênio e ventilação para ajudar na respiração, além de fluidos intravenosos para evitar desidratação e repor eletrólitos perdidos em episódios de vômito e diarreia. Também não há vacina aprovada, embora vacinas experimentais estejam em desenvolvimento. Por causa da demora na confirmação dos casos, Sprecher, da organização Médicos Sem Fronteiras, afirma que os profissionais de saúde não têm o "mapeamento habitual da transmissão" observado em surtos anteriores de Ebola, a maioria deles causada pela variante mais comum do vírus, conhecida como Zaire. "Antes, conseguíamos saber se a doença estava passando por uma vila, por uma família ou por pessoas que participaram de um funeral. Então, quando o paciente chegava até nós, podíamos perguntar: 'Você esteve naquele funeral?' ou 'Você mora nesta vila?'" "Não temos esse tipo de informação para nos orientar", explica Sprecher. Os profissionais de saúde costumam estar entre os grupos mais expostos ao risco e precisam lidar com diversos fatores, incluindo a própria saúde física e mental. Dezesseis profissionais de saúde tiveram diagnóstico confirmado de Ebola durante este surto. Na semana passada, cinco pessoas receberam alta após se recuperarem da doença. Quatro eram enfermeiros e uma trabalhava em laboratório. "Perdemos pacientes, e isso é psicologicamente difícil", afirma Lame, da Alima, acrescentando: "Somos humanos, então naturalmente temos medo de estar sob risco constante diante de uma doença para a qual não existe tratamento." Makati Tagirabo (à esquerda) e Baraka Bulambula (à direita) foram dois dos enfermeiros que se recuperaram de Ebola neste surto mais recente Reuters O trabalho também é "fisicamente exaustivo", especialmente por causa do clima equatorial da região. Sprecher, da organização Médicos Sem Fronteiras, afirma que, mesmo quando há equipamentos de proteção individual disponíveis, usá-los "é um problema, porque, assim que você veste aquilo, começa a sentir muito, muito calor", o que impede jornadas longas de trabalho. "Você tem cerca de uma hora antes de precisar tirar o equipamento, porque as pessoas superaquecem e suam muito. Esse suor não evapora para resfriar o corpo, apenas se acumula dentro das botas, enquanto elas continuam com calor, começam a ficar tontas e a perder a clareza mental." "Se os profissionais de saúde não estiverem mais seguros,então não é mais seguro para eles trabalharem lá", explica Sprecher. Tanto Lame quanto Sprecher afirmam que existem protocolos de segurança para proteger os profissionais de saúde, incluindo o trabalho em duplas. "Existe um sistema de parceiros", explica Sprecher. "Enquanto você realiza uma tarefa, há um observador externo acompanhando e alertando você. Por exemplo, se suas mãos forem inconscientemente em direção ao rosto, ele dirá: 'Não toque no rosto, cuidado!'" Durante uma visita a Ituri no fim de semana, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu às comunidades que colaborassem com as autoridades de saúde após moradores atacarem centros médicos em protesto contra as rígidas regras de sepultamento. Os corpos de pessoas com suspeita de terem morrido por Ebola não podem ser manipulados por familiares, para evitar o risco de transmissão do vírus. Outro fator que dificulta a resposta ao surto é o conflito em andamento na República Democrática do Congo. Antes da visita, Ghebreyesus considerou a província como o centro de uma "colisão catastrófica entre doença e conflito" e afirmou que não seria possível "construir confiança nas comunidades ou isolar os doentes enquanto as bombas continuam caindo". Ituri está sob regime militar desde 2021, quando a autoridade civil foi substituída por um general do Exército em uma tentativa de neutralizar dezenas de grupos armados que atuam na região. Grandes áreas das províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, onde casos de Ebola foram registrados, estão sob controle do grupo rebelde M23. "Os profissionais da linha de frente estão arriscando tudo, enquanto os ataques às unidades de saúde tornam quase impossível rastrear casos e seus contatos", escreveu Ghebreyesus, da OMS, na rede social X ao pedir que todas as partes envolvidas no conflito concordem com um cessar-fogo para permitir acesso seguro às equipes médicas. Apesar disso, algumas organizações humanitárias conseguiram entrar em áreas controladas pelos rebeldes. A Alima afirmou à BBC que mantém profissionais de saúde em regiões sob controle rebelde, incluindo Goma, a maior cidade do leste da República Democrática do Congo. Da mesma forma, a organização Médicos Sem Fronteiras afirmou ter reformado e reaberto um centro de tratamento de Ebola em Goma, além de apoiar o treinamento de profissionais de saúde na cidade. Profissionais de saúde estão na linha de frente das tentativas de conter o atual surto de Ebola Getty Images via BBC
Pais (ao fundo) aguardam do lado de fora de uma escola enquanto alunos fazem fila para entrar no primeiro dia do Exame Nacional de Admissão ao Ensino Superior da China (NCEE), conhecido como "gaokao", em Pequim WANG ZHAO/AFP Mais de 12,9 milhões de estudantes participam do gaokao, o temido exame nacional que define o ingresso no ensino superior na China. A edição de 2026 tem como destaque um reforço nas medidas de segurança, com sistemas inteligentes de monitoramento, vigilância por vídeo e restrições ao uso de dispositivos eletrônicos, enquanto milhões de jovens enfrentam uma prova que continua sendo decisiva para o futuro acadêmico e profissional no país. A aplicação das provas começou no domingo (7) e ocorre ao longo de vários dias, dependendo da província e das disciplinas escolhidas pelos candidatos. 🔎 O Exame Nacional para Ingresso no Ensino Superior é considerado um dos processos seletivos mais concorridos do mundo e, para a maioria dos estudantes chineses, segue sendo o principal critério para admissão nas universidades. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Abaixo, confira algumas curiosidades sobre o exame e detalhes sobre a aplicação deste ano: Datas e duração do exame O gaokao é aplicado ao final do ano letivo chinês, geralmente no início de junho. As provas costumam começar em 7 de junho e podem se estender por mais de um dia, dependendo da região e das matérias avaliadas. O cronograma varia de acordo com as disciplinas escolhidas pelos estudantes e os modelos adotados pelas diferentes províncias chinesas. Estrutura da prova e disciplinas Participantes do gaokao de 2024 deixando um local de provas em Lengshuijiang, na China. Xinhua/Governo Chinês As provas têm uma parte comum, igual para todos os candidatos, e outra variável, de acordo com as escolhas acadêmicas dos estudantes. O modelo mais difundido é conhecido como "3+1+2". Na parte comum, os alunos realizam exames de língua e literatura chinesa, matemática e língua estrangeira, que pode ser inglês, japonês, francês, alemão, russo ou espanhol. Além disso, os estudantes escolhem uma área principal de conhecimento e duas disciplinas complementares. Entre as opções estão matérias das áreas de humanidades e ciências da natureza, como história, geografia, política, física, química e biologia. As provas avaliam conhecimentos acumulados ao longo de toda a trajetória escolar e incluem questões objetivas e discursivas, além de redações. Avaliação e pontuação O resultado do gaokao inclui notas das disciplinas avaliadas e geralmente varia entre 700 e 750 pontos, dependendo do sistema adotado por cada província. As notas determinam a posição dos candidatos em um processo altamente competitivo, servindo de base para a distribuição das vagas nas universidades e cursos superiores. Após a divulgação dos resultados, normalmente realizada ainda em junho, os estudantes podem indicar suas preferências de instituições e cursos. A admissão depende da nota obtida, da concorrência e dos critérios definidos por cada universidade. Perfil dos participantes Os participantes do gaokao geralmente têm entre 17 e 19 anos e estão concluindo o ensino médio. Em 2026, cerca de 12,9 milhões de estudantes se inscreveram para o exame, segundo o Ministério da Educação da China. O número representa uma queda de aproximadamente 450 mil candidatos em relação ao ano anterior e marca o segundo ano consecutivo de redução nas inscrições. A diminuição ocorre em meio a uma redução da população de adolescentes em idade universitária e também a uma mudança de comportamento entre os jovens chineses. Um número crescente de estudantes tem optado por cursos técnicos e profissionalizantes, que costumam oferecer inserção mais rápida no mercado de trabalho. O cenário também reflete as dificuldades enfrentadas pela economia chinesa. O desemprego entre jovens de 16 a 24 anos permanece acima de 16%, enquanto cerca de 12,7 milhões de novos graduados universitários devem ingressar no mercado de trabalho neste ano. Uso de tecnologia e combate a fraudes Desde o ano passado, as autoridades educacionais ampliaram o uso de tecnologias de monitoramento e sistemas inteligentes para prevenir fraudes. Os locais de prova contam com vigilância por vídeo, inspeções rigorosas e sistemas de triagem capazes de identificar o uso de dispositivos eletrônicos proibidos. O Ministério da Educação informou que está utilizando ferramentas inteligentes para detectar tentativas de cola com equipamentos de alta tecnologia, incluindo celulares, relógios inteligentes e óculos inteligentes. Além disso, o governo afirmou que intensificará o combate a atividades ilegais relacionadas ao exame, como esquemas de fraude, golpes e publicidade enganosa de serviços educacionais. A inteligência artificial também apareceu entre os temas abordados nas provas deste ano. Em Pequim, uma das questões pedia que os candidatos criassem um slogan para uma atividade sobre inteligência artificial voltada a idosos. Já em Xangai, os estudantes tiveram que escrever uma redação de 800 palavras sobre o impacto da tecnologia na transformação do mundo e da imaginação humana. Mudança na percepção sobre o gaokao Embora o exame continue sendo considerado um dos momentos mais importantes da vida acadêmica dos estudantes chineses, especialistas observam uma mudança gradual na forma como famílias e candidatos encaram a prova. Nas últimas décadas, o rápido crescimento econômico da China ampliou a valorização do ensino superior e aumentou as expectativas em torno do desempenho dos jovens. Porém, diante de um mercado de trabalho mais competitivo, muitos pais passaram a dar maior importância ao equilíbrio entre desempenho acadêmico, saúde física e bem-estar emocional. Apesar dessas mudanças, para milhões de estudantes o gaokao continua sendo uma etapa decisiva para o ingresso na universidade e para a construção de suas perspectivas profissionais. *Com informações da AFP, Reuters e RFI
Família de bebê com crises convulsivas luta por diagnóstico em Rio Branco A família do bebê Neemias da Silva Oliveira, de 1 ano, de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, vive há meses uma rotina de internações, exames e incertezas em busca de um diagnóstico para sucessivas crises convulsivas enfrentadas pela criança. Atualmente, o menino está internado no leito do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Acre (Into-AC) em Rio Branco. Contudo, Neemias estava o dia 22 de maio na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Criança, mas recebeu alta e foi transferido ao Into nessa quarta-feira (3). 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou que Neemias está internado na capital desde o mês de maio após ser transferido de Cruzeiro do Sul por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Segundo a pasta, o bebê foi extubado e permanece estável. (Veja mais abaixo). Desde os 2 meses de vida, Neemias da Silva Oliveira já sofreu mais de 20 episódios de convulsão Arquivo pessoal "A equipe médica segue acompanhando o caso e realizando investigação diagnóstica, com exames complementares programados, entre eles ressonância magnética e eletroencefalograma" disse parte da nota. O pai de Neemias, Aldenir da Silva Monteiro, de 22 anos, contou que está desesperado com as incertezas e a espera por respostas. “Tem uma semana que meu filho está nesse hospital e até agora ninguém sabe o que causa essas convulsões. Estamos angustiados e desesperados sem saber o que fazer, pois vejo ele sofrendo a cada dia”, afirmou. LEIA MAIS: Recém-nascido se engasga com leite materno e é salvo por bombeiros no Acre Família indígena do AC luta pela vida de criança de 1 ano que tem cardiopatia e passou por cirurgia Segundo a mãe, Emilly Lorrane de Oliveira Pessoa, de 16 anos, a primeira crise ocorreu quando Neemias tinha apenas dois meses de vida. Desde então, a família contabiliza mais de 20 episódios convulsivos, alguns deles exigindo atendimento hospitalar de urgência. Além das crises convulsivas, Neemias também está em tratamento contra gripe e pneumonia. A família afirma que enfrenta dificuldades para compreender todas as etapas da investigação médica e aguarda respostas sobre a origem do quadro clínico. “Meu filho praticamente viveu em hospital desde pequeno. A gente busca respostas há muito tempo e ainda não sabe o que realmente está causando tudo isso”, relatou a mãe. Dificuldades Além da preocupação com a saúde do filho, os pais relatam dificuldades financeiras durante o tratamento. Emilly afirma que atualmente dedica todo o seu tempo aos cuidados com a criança, enquanto Aldenir trabalha como produtor rural. A família também afirma que mesmo com a série de exames aos quais o menino foi submetido ainda não recebeu uma explicação definitiva sobre a causa das convulsões. Outro episódio relatado pela família ocorreu durante a atual internação em Rio Branco. Segundo os pais, profissionais identificaram uma fissura na região anal da criança, o que levou ao acionamento de órgãos de proteção e investigação. De acordo com Aldenir, exames posteriores descartaram sinais de abuso. “Além da gente estar passando por toda essa situação, ainda fomos investigados. Depois disseram que se tratava de uma condição clínica”, afirmou. Nota da Sesacre O bebê Neemias da Silva Oliveira deu entrada na UTI Pediátrica no dia 22 de maio, após transferência de Cruzeiro do Sul para Rio Branco. Desde o primeiro momento, todas as medidas e protocolos assistenciais necessários foram adotados para garantir o atendimento adequado da criança. Diante da necessidade de atuação rápida em razão do quadro clínico, foi providenciada com a máxima celeridade sua transferência por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), em transporte aéreo de Cruzeiro do Sul para Rio Branco, com a mobilização imediata de todos os recursos necessários para assegurar assistência especializada em uma unidade de maior complexidade. O paciente chegou à unidade com histórico de sintomas gripais e episódios de convulsão de difícil controle, o que levou à necessidade de intubação para garantir sua estabilidade clínica. Com a assistência prestada pela equipe multiprofissional, apresentou evolução favorável, foi extubado nesta semana e permanece internado, estável, ao lado da mãe e em uso de cateter nasal de alto fluxo. A equipe médica segue acompanhando o caso e realizando investigação diagnóstica, com exames complementares programados, entre eles ressonância magnética e eletroencefalograma. Quanto à alegação de possível reação à vacina, a informação consta como relato familiar. A confirmação de qualquer evento adverso pós-vacinação depende de notificação e apuração técnica específicas, não sendo possível estabelecer relação causal neste momento. VÍDEOS: g1
Processos na Justiça contra planos de saúde sobem mais de 160% em Presidente Prudente O número de processos judiciais contra planos de saúde cresceu mais de 160% nos últimos cinco anos em Presidente Prudente (SP), de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em maio, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou o reajuste máximo anual de 5,11% dos planos de saúde. Conforme os dados do CNJ, até abril de 2026 foram registrados 148 processo em Presidente Prudente. Entre 2020 e 2025, foram mais de 1,1 mil casos na Justiça. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Considerando as demais cidades do interior paulista, Sorocaba teve 285 casos na Justiça, São José do Rio Preto teve 251, enquanto Bauru teve 183 casos. Estes registros também são de janeiro a abril deste ano. Desses números: Prudente: 148 processos; 33% por tratamentos e 27% por contratos; Bauru: 183 processos; 67% por tratamento e 29% reajuste de contratos; Sorocaba: 285 processos; 51% por tratamentos e 31% por contratos; Rio Preto: 251 processos; 52% por tratamentos e 33% por contratos. As principais queixas dos clientes à Justiça envolvem a negativa de coberturas para exames de alto custo e reajustes considerados abusivos nas mensalidades. O reajuste de 5,11% autorizado pela ANS é o menor dos últimos anos, desconsiderando 2021, quando houve redução nas mensalidades. Naquele período, o índice foi negativo devido à queda na utilização dos serviços de saúde durante o isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19, o que reduziu os custos das operadoras. LEIA TAMBÉM: Mulheres vítimas de violência receberam R$ 822 mil em auxílio-aluguel no Oeste Paulista; saiba como buscar apoio Cobrança de aluguel de boxes do Shopping Popular de Prudente deixa de ser mensal e se torna anual; entenda Diagnóstico de comorbidades e quase 450 mortes registradas: painel aponta como é a saúde de detentos em cadeias do Oeste Paulista Como o reajuste pode ser aplicado A aplicação do reajuste anual só pode ser feita pela operadora no mês de aniversário do contrato (data de contratação do plano). Para os contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança deverá começar em julho ou, no máximo, em agosto, retroagindo até o mês de aniversário. No caso, se a mensalidade era de R$ 100 e o aniversário do contrato é em maio, o reajuste começa a valer a partir desse mês. Porém, como o percentual aprovado costuma ser aplicado alguns meses depois, o consumidor pode continuar recebendo boletos sem aumento inicialmente. Sala de atendimento médico Acervo Institucional 🔎 Em resumo: o reajuste vale desde o mês de aniversário do contrato, mas, quando começa a ser aplicado depois, a diferença dos meses anteriores pode ser cobrada posteriormente. Neste exemplo, o boleto de maio ainda chega em R$ 100, assim como o de junho. Quando o reajuste passa a ser cobrado, em julho, a nova mensalidade sobe para R$ 105,11 e também é cobrada a diferença retroativa referente a maio, totalizando R$ 110,22. Em agosto, o consumidor continua pagando a mensalidade reajustada (R$ 105,11) e recebe mais uma cobrança retroativa, desta vez referente a junho, chegando novamente a R$ 110,22. A partir de setembro, acabam as cobranças retroativas e permanece apenas o novo valor reajustado: R$ 105,11, considerando o aumento de 5,11%. Portabilidade de carências Conforme divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, os consumidores têm o poder de escolha. Caso os clientes entendam que seu plano de saúde não está lhes atendendo adequadamente, podem optar pela portabilidade de carências para outra operadora. Para saber as opções disponíveis no mercado para contratação ou troca via portabilidade de carências, o interessado pode fazer comparações ao consultar o Buscador de Planos de Saúde - Guia ANS, no portal da Agência. Em caso de dúvidas, os consumidores podem entrar em contato com a ANS por meio dos seguintes canais de atendimento: Atendimento telefônico: Disque ANS - 0800 701 9656: atendimento telefônico gratuito, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, exceto feriados nacionais. Atendimento eletrônico Fale Conosco na Central de Atendimento ao Consumidor. Atendimento exclusivo para deficientes auditivos: 0800 021 2105. Atendimento presencial nos Núcleos da ANS existentes nas cinco regiões do país. Confira como agendar seu atendimento. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
Confira os destaques da semana no g1 Reprodução O g1 lista as reportagens mais acessadas para você ficar por dentro de tudo que aconteceu entre 31 de maio a 6 de junho. Confira abaixo. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Para complementar a renda, Alcenira Almeida também trabalha com crochê e artesanato, produtos estes que também expõe em feiras de Rio Branco Arquivo pessoal Mulher que viveu nas ruas após relacionamento abusivo transforma recomeço em viveiro De dia, as mãos cuidam de plantas, jardins e mudas. À noite, o trabalho é garantir a segurança de eventos e feiras. Entre um turno e outro, a acreana Alcenira de Almeida Silva, de 47 anos, construiu uma história marcada por recomeços. A trajetória da empreendedora passa pela jardinagem e paisagismo, pela criação de uma associação voltada ao fortalecimento de pequenos negócios e também por um período difícil, quando precisou morar na rua depois de decidir deixar um relacionamento abusivo de 17 anos. Tribunal de Justiça do Acre bloqueou saques e transferências de Epitaciolândia, após empréstimos de gestões anteriores Arquivo pessoal/ Prefeitura de Epitaciolândia Município tem conta bloqueada As contas da Prefeitura de Epitaciolândia foram bloqueadas pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) em razão de uma dívida de mais R$ 35 milhões. De acordo com o prefeito Sérgio Mesquita (Republicanos), parte do débito é referente a empréstimos feitos por antigas gestões do município. O prefeito contou que, entre os empréstimos, R$ 7 milhões foram referentes a troca de iluminação pública da cidade, contudo, devido aos juros, o valor atual já ultrapassa R$ 16 milhões. Além disso, o gestor explicou que há dívidas por atraso de pagamento de servidores. Empresário Antônio Costa, de 44 anos, morreu após ser atingido por um disparo no peito durante uma reunião familiar Arquivo pessoal Empresário morto pelo filho O empresário Antônio Robenson Viana Costa, de 44 anos, morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo na região do tórax durante uma confraternização familiar em uma propriedade rural no Bujari, interior do Acre. Até a tarde desta segunda-feira (1º), ninguém foi preso. A Polícia Civil confirmou que o empresário foi baleado acidentalmente pelo filho durante uma confraternização em família. O rapaz se apresentou na delegacia do município, foi ouvido e liberado. Servidores da Educação e Prefeitura de Rio Branco chegam a acordo sobre reajuste Após mais de 10 dias de greve, servidores da Educação aceitam acordo Após 13 dias de paralisação, os servidores da Educação municipal e a Prefeitura de Rio Branco chegaram a um acordo por um reajuste de 5% na remuneração dos profissionais. O entendimento foi firmado durante uma audiência de conciliação na terça-feira (2) no Tribunal de Justiça do Acre. O encontro foi intermediado pelo desembargador Nonato Maia e reuniu procuradores do município e os advogados do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) e Sindicato dos Professores do Acre (Sinproacre). Equipes da Sejusp falaram sobre ações de prevenção à violência contra crianças e adolescentes Crislei Souza/Sejusp Aluna denuncia abuso sexual após assistir palestra em escola Uma estudante, de 10 anos, denunciou ser vítima de abuso sexual após assistir a uma palestra sobre cuidados com o corpo em uma escola em Manoel Urbano, no interior do Acre. A palestra faz parte do Projeto Pequenos Brilhantes. Após o fim da apresentação, a menina procurou um policial que estava na palestra e fez a denúncia. A equipe policial acionou imediatamente o Conselho Tutelar e a Polícia Civil para iniciarem as apurações. Representante da Sesacre fala sobre decreto de emergência por casos de SRA Com 37 mortes por síndromes gripais, Acre decreta situação de emergência Por conta do aumento de notificações e 37 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o governo do Acre decretou situação de emergência em publicação extra no Diário Oficial do Estado (DOE) na quarta-feira (3). Entre janeiro e maio deste ano, o Acre já soma mais de 1,3 mil notificações de casos. Foram 1.303 casos notificados até 23 de maio. Conforme a Vigilância Epidemiológica, o número de notificações neste período aumentou mais de 31% em relação a 2025, quando foram registradas 989. Os casos notificados este ano também são maiores que os registros de 2024, um total de 1.029. O levantamento aponta maior circulação de vírus respiratórios como influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus, adenovírus e metapneumovírus nesse período do ano. VÍDEO mostra momento em que ponte desaba no interior do Acre Ponte de mais de R$ 36 milhões desaba A Ponte Frei Paolino Baldassari desabou no começo da noite de sexta-feira (5), em Sena Madureira, interior do Acre, um dia após ser interditada. Quatro pessoas ficaram feridas, sendo duas em estado grave. Uma câmera de segurança flagrou o desabamento e mostrou que pessoas atravessavam, desrespeitando a proibição de passagem. O vídeo permite observar que os pedestres passavam pelo trecho que cedeu no exato momento da queda. As pessoas que estavam em cima da ponte eram o juiz aposentado Edinaldo Muniz e o irmão dele, Edinei, de 51 anos, Antônio Morais Lima Filho, de 36, e Weverton Murieta, de 34 anos. Edinaldo, Edinei e Antônio Morais foram transferidos para Rio Branco. Weverton Murieta teve ferimentos mais leves e recebeu alta neste sábado (6). Ele relatou o que houve no momento do desmoronamento. VÍDEOS: g1
Empório em São Paulo vende bebidas alcoólicas e alimentos Crédito: Soulpics photography Aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, o imposto seletivo, conhecido como imposto do pecado, começa em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também vai incidir sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais, e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. Ao g1, o Ministério da Fazenda reafirmou o "interesse na implementação do Imposto Seletivo para o ano que vem, principalmente pelo seu efeito regulatório de reduzir o consumo de produtos danosos à saúde e ao meio ambiente". Para começar a valer efetivamente, o Congresso Nacional precisa aprovar a regulamentação do imposto, mas a proposta do governo federal ainda não foi enviada. O Executivo diz que isso será feito até o fim deste ano. ➡️Levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, diz que, em 2019, o consumo de álcool custou R$ 18,8 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão relativo a custos federais diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS, e R$ 17,7 bilhões à perda de produtividade pela mortalidade prematura, licenças e aposentadorias precoces decorrentes de doenças associadas ao consumo de álcool, perda de dias de trabalho por internação hospitalar e licença médica previdenciária. ➡️No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram um custo indireto de R$ 86,3 bilhões por ano, o que resulta em um gasto total anual de R$ 153,5 bilhões para o governo, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz. ➡️Considerando as bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, o governo estimou, em estudo para embasar o uso do imposto seletivo, que os custos contabilizados para o Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento de doenças associadas ao consumo desses produtos são estimados em quase R$ 3 bilhões ao ano. Comerciantes do Alto Tietê explicam como 'imposto do pecado' podem impactar nas vendas Valor do imposto a ser cobrado ➡️O valor do imposto a ser cobrado de cada produto ainda não está definido. Na regulamentação, que terá de ser feita até o fim deste ano, para valer a partir de 2027, a área econômica irá propor, e o Legislativo definirá, quais serão as alíquotas. "O projeto está em desenvolvimento interno em nível técnico de governo e depende de ajustes e definições finais, antes de sua divulgação. Apenas após a definição das alíquotas será possível estimar os eventuais impactos econômicos", comunicou o Ministério da Fazenda. ➡️Produtores nacionais dizem que as bebidas alcoólicas, por exemplo, já têm taxação alta no Brasil, com carga tributária variando de 40% a mais de 80% do preço do produto, e avaliam que um eventual aumento dos impostos cobrados pressionará as margens de lucro, podendo gerar repasses aos preços, demissões e estímulo ao mercado ilegal (veja mais abaixo). Como vai funcionar? Pela sistemática da reforma tributária, o imposto seletivo será um tributo extra, ou seja, além da CBS e do IBS (impostos do governo federal, estados e municípios sobre o consumo). Ao contrário desses impostos, será vedado qualquer aproveitamento de crédito do imposto do pecado nas etapas anteriores ou posteriores da cadeia. De acordo com o texto aprovado da reforma tributária, o imposto sobre o pecado substituirá o atual Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que permanecerá, a partir de 2027, apenas para itens da Zona Franca de Manaus (ZFM) produzidos em outras regiões do país. "Embora restrito a poucos bens e serviços, o imposto seletivo é um complemento à regulamentação da Reforma Tributária, tendo em vista que uma significativa quantidade de produtos terá suas alíquotas de IPI zeradas em 2027", informou o Ministério da Fazenda. O imposto seletivo incidirá sobre os seguintes produtos: bebidas alcoólicas; cigarros e produtos fumígenos; bebidas açucaradas (refrigerantes e similares); veículos (conforme o nível de poluição), embarcações e aeronaves; extração de bens minerais, como minério de ferro, petróleo e gás natural; loterias, apostas e jogos de fantasy sports. ➡️Para bebidas alcoólicas de acordo com regra aprovada na reforma tributária, o imposto será uma combinação de: Uma alíquota específica: valor fixo, em reais (R$), de acordo com a graduação alcoólica, ou seja, bebidas com maior teor alcoólico terão imposto mais alto. Uma alíquota ad valorem: percentual sobre o valor do produto, de acordo com o tipo de bebida. O que dizem representantes dos setores Jones Valduga, o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), afirmou que o setor vê com "grande preocupação" a determinação da alíquota que incidirá sobre os vinhos. Ele lembra que o setor emprega mais de 90 mil pessoas diretamente, está presente em 17 estados e recebe três milhões de turistas por ano no enoturismo. "A determinação da alíquota está nas mãos do Congresso Nacional, e o setor dispõe de subsídios técnicos qualificados para contribuir com esse debate. Nossa posição é clara: uma alíquota equilibrada protege a arrecadação, combate o mercado ilegal e preserva um patrimônio econômico, cultural e social que o Brasil levou mais de 150 anos para construir", avaliou o executivo da Uvibra. Segundo Eduardo Cidade, presidente Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), como as alíquotas do imposto seletivo ainda não foram definidas pelo governo, isso torna qualquer projeção de impacto no setor prematura. Ele observou que o peso dos tributos sobre destilados, atualmente, já supera o das cervejas no Brasil. "O que a ABBD defende não é aumento de carga sobre nenhuma categoria — é a correção de uma assimetria. Um modelo que tribute a molécula de álcool [somente a quantidade em cada garrafa], não o rótulo [tipo de cada bebida] Com uma alíquota única por litro de álcool puro e uma alíquota única sobre o preço, a conta é proporcional: quem tem mais álcool paga mais, quem custa mais paga mais. Sem privilégios de categoria", diz Eduardo Cidade. Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), informou que estimativas do setor apontam para uma carga tributária atual de 56% sobre a cerveja, ou seja, a proporção de impostos no preço final, e que um possível aumento poderá ocasionar em alta de preços ao consumidor. "A questão de preço é algo muito específico das empresas. Se aumenta imposto, se reflete no mercado. A margem da cerveja é menor do que vinhos e destilados, a cerveja é muito competitiva. Qualquer aumento de imposto é algo que aperta muito, até porque a inflação da cerveja está acima do IPCA [inflação oficial] nos últimos anos", disse Márcio Maciel, do Sindicerv. Carlos Lima, presidente da diretoria executiva do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), informou que o peso dos impostos já é alto no produto, respondendo por mais de 80% do seu preço final. Por isso, o executivo avalia que o setor não teria como repassar potenciais aumentos de imposto aos preços. O setor engloba mais de 600 mil empregos diretos e indiretos. "Qualquer aumento nessa tributação, a gente vai começar a sentir os efeitos negativos, como uma grande migração para o mercado informal, o fechamento de fabricas e a demissão de funcionários. A tributação do setor da cachaça hoje está muito acima do que consegue segurar. Não é uma questão do momento do imposto seletivo. Qualquer movimento do governo tributar mais, arrecada menos e mercado ilegal cresce", declarou Carlos Lima, do IBRAC. Em posicionamento formal, Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir) informou que o setor contempla mais de dois milhões de empregos diretos e indiretos. A entidade diz não concordar com o imposto seletivo para bebidas açucaradas, que, em sua visão, "traz uma série de inconsistências quanto ao seu objetivo". "O argumento do aumento da obesidade pelas bebidas açucaradas também não se sustenta, conforme dados do próprio Ministério da Saúde, que apontam crescimento exponencial do índice no Brasil e queda pela metade na frequência de consumo", diz a Abir, em nota. Já a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) avaliou, por meio de nota, que a eventual definição de alíquota excessiva para cigarros no imposto do pecado poderá gerar perda perda de competitividade da produção nacional frente ao mercado ilegal "criando um ambiente favorável à expansão de organizações criminosas". Em posicionamento na internet, o presidente da Abifumo, Edimilson Alves, disse que o cigarro oriundo do contrabando é uma das principais fontes de financiamento de facções criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e armas, justamente por oferecer alto lucro e baixo risco de prisão. Segundo a associação, o tabaco já figura entre os segmentos mais tributados do país. Governos Federal, estaduais e municipais publicam regras para implementação da reforma tributária
Este toldo se monta sin necesidad de herramientas, es muy resistente al agua y a los rayos del sol, y su estructura se adapta a diferentes espacios exteriores
Participantes da primeira edição da Parada LGBT+ na Avenida Paulista em 1997. LULUDI/Estadão Conteúdo INCLUIR vc inclui o projeto de lei que quer virar parada imaterial Trinta anos após a primeira edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, a maior manifestação da comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil continua ocupando as ruas por uma razão que vai além da celebração. Embora avanços históricos tenham sido conquistados nas últimas décadas, especialistas e ativistas alertam que muitos desses direitos ainda permanecem vulneráveis a disputas políticas e tentativas de retrocesso. Realizada pela primeira vez em 1996, na Praça Roosevelt, no Centro da capital paulista, a Parada reuniu cerca de 500 pessoas. Três décadas depois, atrai mais de 2 milhões de participantes para a Avenida Paulista e é reconhecida pelo Guinness World Records como a maior parada LGBT+ do mundo. Ao longo desses anos, o evento acompanhou e ajudou a impulsionar debates que resultaram em conquistas importantes para a população LGBTQIAPN+, como o reconhecimento da união estável e do casamento homoafetivo, a possibilidade de retificação de nome e gênero em documentos sem necessidade de autorização judicial e a criminalização da homofobia e da transfobia. Para o professor de direito da Unifesp e coordenador do Núcleo TransUnifesp, Renan Quinalha, as paradas cumprem um papel fundamental ao dar visibilidade à comunidade, dialogar com a sociedade e pressionar o Estado por mudanças. "Então as paradas conseguiram sempre fazer um papel de diálogo com a sociedade, de mostrar a existência pública dessas identidades, desses corpos, e de poder pressionar também os poderes constituídos e disputar a mentalidade da sociedade para que a gente tivesse uma cultura de maior diversidade no nosso país." Apesar dos avanços, ele ressalta que a maior parte dos direitos conquistados pela população LGBTQIAPN+ no Brasil não surgiu por meio de leis aprovadas pelo Congresso Nacional, mas por decisões do Poder Judiciário. Segundo ele, essa característica torna as conquistas mais suscetíveis a mudanças de entendimento nos tribunais e a transformações no cenário político. "É muito mais fácil alterar uma decisão de um Supremo Tribunal Federal do que alterar uma legislação, que seja proposta e aprovada no Legislativo, depois sancionada pelo Executivo e ainda submetida a um controle judicial. Então a gente ainda precisa avançar nesse sentido, porque isso cria uma cidadania precária ou limitada e de muita insegurança ainda para a população", explica Quinalha. Drag queen Sissy Girl participa da 29ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, na Avenida Paulista, Centro de SP. Luiz Gabriel Franco/g1 E ressalta: "Existe, sim, um risco de retrocesso. Os direitos nunca estão escritos em pedra, eles nunca são sólidos o suficiente para não serem mudados. Então é fundamental que haja uma vigilância constante, uma mobilização social para a manutenção e o aprofundamento dos direitos e a sua efetivação. É para isso que as paradas servem, elas são manifestações de força política da comunidade". Os receios apontados por especialistas têm sido alimentados por acontecimentos recentes no Brasil e no exterior. Em maio deste ano, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeira votação um projeto de lei que proíbe a presença de crianças e adolescentes em eventos que "façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+", incluindo a Parada do Orgulho LGBT+ da capital, mesmo quando acompanhados pelos pais ou responsáveis. A proposta também determina que eventos com temática LGBTQIA+ sejam realizados apenas em espaços fechados e com controle de entrada, proibindo a ocupação de vias públicas. Especialistas ouvidos pelo g1 classificaram o projeto como inconstitucional e discriminatório. Como resposta a este PL, há também parlamentares que apresentam projetos de lei que visam fortalecer os direitos da população LGBTQIA+, como o que declara a Parada como Patrimônio Cultural Imaterial do estado, de autoria da deputada estadual Ediane Maria (PSOL) e que está em tramitação na Assembleia Legislativa do estado de SP (Alesp). O professor avalia que, mesmo quando há decisões favoráveis nos tribunais superiores, a implementação desses direitos ainda enfrenta obstáculos nas instituições e na própria sociedade. "Temos uma cúpula do sistema de Justiça que decide positivamente, mas na base ainda existe muita dificuldade para concretizar esses direitos por conta de barreiras institucionais e de uma cultura que continua sendo intolerante em muitos aspectos", pontua. O debate ocorre em meio à expansão de movimentos conservadores em diferentes partes do mundo. Nos últimos anos, ganhou força o chamado movimento anti-woke, uma reação política e cultural contra pautas progressistas relacionadas a diversidade, inclusão e direitos de minorias. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump promoveu uma série de medidas que restringiram políticas de diversidade e direitos de pessoas trans. Em 2025, por exemplo, assinou uma ordem executiva que interrompeu o financiamento federal para procedimentos de afirmação de gênero destinados a menores de 19 anos. Segundo a organização da Parada, esse cenário também já produz reflexos no evento. A edição de 2026 registrou uma redução de cerca de 60% no número de patrocinadores em comparação com o ano anterior. Por que a parada LGBT+ de SP está com problemas de investimento? Antes dos tribunais, a Paulista Se especialistas apontam que a consolidação dos direitos ainda é um desafio, os organizadores da Parada defendem que a mobilização nas ruas continua sendo uma das principais formas de pressão política da comunidade. Para Matheus Emílio, um dos diretores da Parada do Orgulho LGBT+, praticamente todas as pautas que mais tarde resultaram em avanços judiciais passaram antes pela Avenida Paulista. "As ruas seguem sendo esse espaço de gritarmos e reivindicarmos por esses direitos que ainda são negados, que ainda são garantidos apenas por decisões judiciais e não por lei. Por isso a Parada está na rua nesses 30 anos e vai continuar enquanto for necessário." Um dos exemplos lembrados pelos organizadores ocorreu em 2005, quando o tema da manifestação foi "Parceria civil já! Direitos iguais: nem mais, nem menos". Seis anos depois, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, equiparando-a às uniões heterossexuais. Em 2013, uma resolução do Conselho Nacional de Justiça determinou que cartórios de todo o país passassem a celebrar casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo e converter uniões estáveis homoafetivas em casamento. Parada do Orgulho LGBT+ em São Paulo celebra envelhecimento da população gay na 29ª edição na Avenida Paulista, neste domingo, 22 de junho de 2025. Luiz Gabriel Franco/g1 "Todas as pautas relevantes para a população LGBT+ passaram pela Paulista antes de serem conquistadas nos tribunais", afirma Emílio. Na avaliação dele, a necessidade de recorrer constantemente ao Judiciário para garantir direitos demonstra uma omissão histórica do Poder Legislativo. Apesar de termos essas conquistas ao longo desses 30 anos, elas não estão garantidas em lei. A gente vê com clareza essa omissão do Poder Legislativo. Temos tido a necessidade de tanta judicialização por questões de direitos que isso, inclusive, foi tema da Parada de 2024. Três décadas depois da primeira edição, a Parada reúne milhões de pessoas em um contexto muito diferente daquele de 1996. Ainda assim, para ativistas e pesquisadores, a necessidade de ocupar as ruas permanece. "A Parada é, sim, um momento de fervo e de celebração, e isso também faz parte da nossa luta. Não é porque mudou a característica que deixou de ser luta. Em um país que mata tantas pessoas LGBT+, celebrar que estamos vivos também é uma forma de lutar." Veja 30 anos de conquistas LGBTs Arte/g1
A candidata de direita à presidência do Peru, Keiko Fujimori, e o candidato de esquerda, Roberto Sánchez REUTERS/Alessandro Cinque O Peru voltará às urnas neste domingo (7) para o segundo turno das eleições presidenciais. Keiko Fujimori, conservadora e filha de um ex-presidente condenado, enfrentará Roberto Sánchez, um esquerdista conhecido por usar um chapéu camponês de aba larga. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As pesquisas apontam para um cenário indefinido e indicam que o próximo presidente deverá ser eleito por uma margem apertada. O primeiro turno já havia sido assim: o Peru demorou um mês para saber quem avançaria para a disputa final após uma contagem voto a voto. Tanto Keiko quanto Sánchez têm um passado conhecido na política peruana. A conservadora, que terminou o primeiro turno na liderança, com 17,17% dos votos, é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que passou 16 anos na prisão por violações de direitos humanos cometidas durante o governo dele. O legado de Fujimori ainda divide o país. Enquanto parte da população afirma que o governo trouxe estabilidade ao Peru na década de 1990, críticos dizem que a gestão foi autoritária. O ex-presidente morreu em 2024, aos 86 anos. Agora no g1 Esta é a quarta vez que Keiko tenta se eleger presidente. Em todas as disputas, ela chegou ao segundo turno. Nas campanhas anteriores, buscou se afastar da imagem do pai. Desta vez, porém, tem abraçado políticas públicas adotadas durante o governo dele. Sánchez, por sua vez, foi ministro do ex-presidente Pedro Castillo, deposto e preso em 2022 sob acusação de tentativa de golpe. Ele recebeu 12,03% dos votos no primeiro turno e superou o terceiro colocado por uma margem de 21 mil votos. O candidato de esquerda defende um novo começo para o Peru, inclusive com a elaboração de uma nova Constituição — a atual foi criada justamente durante o governo Fujimori. 👉 Veja a seguir o que defende cada um dos candidatos. Uma nova Keiko A candidata conservadora à Presidência do Peru, Keiko Fujimori, em 17 de maio de 2026 REUTERS/Alessandro Cinque Aos 51 anos, Keiko Fujimori está na política desde a adolescência. Formada em administração de empresas nos Estados Unidos, ela foi eleita para o Congresso em 2006 com a maior votação já registrada para um parlamentar peruano. A candidata também passou anos sob investigação por suposto financiamento irregular de campanha. O caso foi arquivado no ano passado. Entre 2018 e 2020, ela foi mantida duas vezes em prisão preventiva e passou quase um ano e meio na cadeia. Keiko tem se apresentado como a candidata mais capaz de restaurar a ordem e a estabilidade no Peru. Na campanha, ela tem explorado o contexto de violência vivido pelo país, marcado pelo aumento dos homicídios e das extorsões. A preocupação dos eleitores com a segurança criou uma espécie de nostalgia do estilo de governo de Alberto Fujimori. Na década de 1990, ele derrotou guerrilheiros do grupo Sendero Luminoso com apoio das Forças Armadas. Nessa onda, Keiko promete medidas de segurança rígidas, leis antiterroristas mais duras e um papel ampliado para os militares no combate à violência. Ela afirma que travará uma "guerra frontal" contra o crime. "Trabalharemos com instituições financeiras (...) para identificar, rastrear e bloquear dinheiro proveniente de extorsão", disse. O discurso mais duro e o alinhamento a algumas ideias do pai foram vistos como o surgimento de uma "nova Keiko". Ainda assim, o partido faz questão de diferenciá-la de Fujimori, apresentando-a como uma candidata mais democrática. A nova estratégia ajudou Keiko a reduzir os altos índices de rejeição que marcaram as campanhas anteriores. Segundo o Ipsos Peru, 40% dos eleitores afirmam que não votariam nela de jeito nenhum. O índice é menor que o registrado no primeiro turno, quando chegou a 59%. Além do combate à violência, Keiko promete criar programas sociais voltados às famílias mais pobres, incluindo o pagamento de um auxílio. Recomeço para o Peru O candidato de esquerda para a Presidência do Peru, Roberto Sánchez, em 17 de maio de 2026 REUTERS/Alessandro Cinque Aos 57 anos, Roberto Sánchez foi quase uma zebra nas eleições peruanas. Poucas semanas antes do pleito, ele aparecia nas pesquisas com cerca de 7% das intenções de voto. O candidato de esquerda cresceu ao longo da campanha e avançou para o segundo lugar na reta final da apuração. Criado em uma família indígena com raízes no sul do Peru, Sánchez diz ter tido uma educação modesta. Em entrevistas, contou que chegou a cogitar seguir a vida religiosa e se tornar padre. Ele atribui o início da trajetória política ao trabalho social ligado à Igreja. O candidato costuma aparecer em público com um chapéu de palha usado por camponeses da região andina de Cajamarca, conhecido pela aba larga e pela copa alta. O acessório era usado pelo ex-presidente Pedro Castillo, que está preso. Sánchez visita Castillo com frequência na prisão e afirma que concederá indulto ao ex-presidente caso seja eleito. No entanto, ele nega que devolverá o poder ao aliado. Entre as principais promessas está a criação de uma nova Constituição. Segundo ele, o país precisa de um novo começo. O candidato defende maior supervisão estatal sobre os recursos naturais e a criação de impostos sobre grandes fortunas. Ele também propõe mudanças profundas no combate à corrupção, incluindo penas mais severas, proibição vitalícia de ocupar cargos públicos e uma reforma do sistema judiciário. Sánchez ainda quer que as Forças Armadas apoiem a polícia no enfrentamento do crime organizado. "Assassinato, insegurança e corrupção são um único problema", disse. "E a luta deve ser total." Ele afirma ainda que, como católico, apoia o aborto apenas em casos de estupro ou quando a vida da gestante está em risco. Também se opõe a qualquer forma de discriminação com base na orientação sexual, raça ou religião. O candidato também é alvo de polêmicas. Um promotor peruano o acusou de prestar declarações falsas em processos administrativos e de falsificar informações relacionadas a contribuições de campanha. O Ministério Público chegou a pedir a prisão dele.
A candidata presidencial de direita do Peru, Keiko Fujimori, e o candidato de esquerda Roberto Sánchez antes de um debate televisionado em 31 de maio em Lima, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 7 de junho. Reuters/Alessandro Cinque O Peru vai às urnas neste domingo (7) escolher entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. Quem se eleger se tornará, no dia 28 de julho, o nono presidente em dez anos. O país vive uma década de instabilidade política graças, em parte, a um sistema unicameral que facilita processos de impeachments e destituições "express" — ao contrário do sistema brasileiro, por exemplo, que possui Câmara e Senado. O nome eleito deste domingo sucederá o presidente interino José María Balcázar Zelada, que não foi eleito, mas escolhido pelo Congresso para cumprir um mandato-tampão entre a destituição de José Jerí e as eleições. A destituição de Jerí não foi um episódio isolado. Desde Ollanta Humala, que deixou o poder em 28 de julho de 2016, ninguém conseguiu governar por um mandato completo. Agora no g1 Balcázar é o chefe do Executivo desde fevereiro. Ele era deputado quando o Congresso aprovou uma "destituição express" de Jerí, envolvido em um escândalo após a descoberta de reuniões não divulgadas com um empresário chinês. Antes dele, Dina Boluarte enfrentou forte rejeição popular — sua aprovação varia entre 2% e 4% — ao mesmo tempo em que respondia por denúncias de enriquecimento ilícito. No fim, o Legislativo aprovou seu impeachment. José María Balcázar Ernesto Arias/Peru Congress/Handout via REUTERS Mandatos incompletos Jerí deveria permanecer na Presidência até abril de 2026, preenchendo ele próprio um mandato-tampão antes da data prevista para as próximas eleições presidenciais. Nem ele, nem boa parte de seus antecessores conseguiu a proeza de se manter no cargo até o fim do tempo previsto. Dina Boluarte, que ocupou a cadeira por quase 3 anos, é a recordista de permanência na cadeira desde 2016. Veja quanto tempo duraram os últimos presidentes do Peru: Pedro Pablo Kuczynski, de 28 de julho de 2016 a 23 de março de 2018 (1 ano e 238 dias) Martín Vizcarra, de 23 de março de 2018 a 9 de novembro de 2020 (2 anos e 231 dias) Manuel Merino, de 10 a 15 de novembro de 2020 (5 dias) Francisco Sagasti, de 17 de novembro de 2020 a 28 de julho de 2021 (253 dias) Pedro Castillo, de 28 de julho de 2021 a 7 de dezembro de 2022 (1 ano e 132 dias) Dina Boluarte, de 7 de dezembro de 2022 a 10 de outubro de 2025 (2 anos e 307 dias) José Jerí, de 10 de outubro de 2025 a 17 de fevereiro de 2026 (130 dias) José María Balcázar, de 18 de fevereiro até 28 de julho de 2026 (161 dias, considerando que termine seu mandato) Desde o governo de Kuczynski, a relação entre presidente e Congresso tem sido tensa em Lima. Nem todos os chefes do Executivo, porém, foram destituídos formalmente. Kuczynski renunciou ao cargo após a divulgação de vídeos que mostravam uma tentativa de compra de votos de deputados para que ele sobrevivesse a uma votação de impeachment. Vizcarra, seu sucessor, caiu de fato por impeachment. Merino entrou em seu lugar, mas figuras políticas questionaram sua legitimidade no cargo, o que precipitou sua renúncia em apenas 5 dias. Sagasti foi promovido como presidente do Congresso, por sucessão constitucional, levando o mandato-tampão sob intensas crises sociais e políticas até o final. Pedro Castillo foi eleito em 2021. No ano seguinte, tentou dar um golpe e acabou preso e destituído do cargo. No final de 2025, Castillo foi condenado a 11 anos de prisão. Após a queda de Castillo, o comando do país passou para a vice-presidente Dina Boluarte. Ela permaneceu no cargo até outubro do ano passado, quando sofreu impeachment por “incapacidade moral”. Presidente peruano, Pedro Castillo, durante pronunciamento à população em 6 de dezembro de 2022 Jhonel RODRIGUEZ / Peruvian Presidency / AFP O vizinho andino tem um sistema político com pontos importantes diferentes do Brasil - e da maior parte da América Latina. Os processos de impeachment e destituição têm uma tramitação "express" porque não existem duas câmaras no Legislativo para debater e colocar entrave a tais decisões. Entenda melhor abaixo: por que o Peru tem um sistema unicameral; o que ele implica; como isso se relaciona com o processo de impeachment; o cargo de primeiro-ministro peruano; Sistema unicameral Prédio do Congresso peruano em Lima. Cris Bouroncle / AFP Diferentemente do Brasil, o Peru não tem o chamado sistema bicameral - em que o Poder Legislativo é exercido por Senado e Câmara dos Deputados. No Peru, o Congresso é composto por apenas uma delas, em que atuam 130 parlamentares. Mas nem sempre foi assim. Até 1992, o país tinha Câmara de Deputados e Senado. Naquele ano, o então presidente Alberto Fujimori (1938 -2024) deu um “autogolpe”: entre outras medidas, fechou o Congresso, enviou militares às ruas e promulgou uma nova Constituição no ano seguinte. No texto, que foi aprovado por um referendo, ficou determinado que o país não teria mais um Senado - e a regra vigora até hoje. O ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori, em foto de arquivo. Reuters/Mariana Bazo “Fujimori tinha um discurso e uma prática de crítica forte às instituições - que eram lentas, inoperantes, ineficientes. Para ele, os políticos peruanos eram uma desgraça para o país - então, para que ter duas Câmaras?”, aponta o professor Jorge Aragón Trelles, um dos pesquisadores principais do Instituto de Estudos Peruanos, em Lima. Um dos motivos para o texto nunca ter sido alterado desde 1993 continua sendo, segundo explica Aragón, a opinião pública. “Há uma desconfiança e um aborrecimento da opinião pública com o Congresso e os congressistas - nenhum presidente quis levar a cabo a reforma porque é muito impopular. As pessoas não querem mais congressistas”, afirma Aragón. Mesmo assim, o governo de Vizcarra tentou recriar o sistema bicameral, enviando um projeto ao Congresso que previa a recriação do Senado. Quando o texto chegou ao parlamento, foi modificado pelos congressistas. As alterações feitas “desvirtuavam o espírito da reforma, na opinião de Vizcarra, e por isso não passou”, explica Aragón. Outras mudanças, entretanto, foram emplacadas: em dezembro de 2018, o país aprovou, por referendo, uma reforma que acabava com a reeleição para os parlamentares. Como o Congresso funciona na prática Ex-presidente do Peru, Martin Vizcarra, anunciou a dissolução do Congresso em 2019 em uma mensagem televisionada Renato Pajuelo / Andina / AFP O fato de o Congresso do Peru só ter uma câmara legislativa significa, na prática, que um projeto só precisa ser aprovado - ou não - por uma única casa antes de ir à sanção presidencial. O professor Jorge Aragón acredita que seria melhor para o país ter um sistema bicameral. “Como não temos duas câmaras, há certas coisas que não funcionam bem. Não temos uma segunda instância que possa revisar a qualidade das leis”, avalia. “Se tivéssemos duas Câmaras, poderíamos ter uma representação por partidos e uma representação territorial. Poderíamos organizar melhor o trabalho do Congresso - a Câmara Baixa [dos Deputados] poderia fazer algumas coisas e o Senado poderia fazer outras. Tudo isso simplesmente se perde quando não há um sistema bicameral”, explica. Por outro lado, o Peru não é o único país com esse sistema, lembra o professor de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo Oliver Stuenkel. Venezuela, Equador, Portugal, Dinamarca e Nova Zelândia são outros exemplos de países que só têm uma Câmara legislativa. “Basicamente, todos os sistemas políticos são imperfeitos. Não dá pra dizer que um sistema é melhor que o outro - depende de muitos fatores, é ligado ao processo político do país. Não há uma decisão clara sobre qual sistema é superior ao outro”, avalia Stuenkel. "Com uma Câmara só, costuma-se tomar decisões mais rapidamente". Por outro lado, pondera, "ter as duas Câmaras aumenta a complexidade dos sistemas, mas, ao mesmo serve como mecanismo de freio -- limita a possibilidade de radicalização rápida porque, muitas vezes, há uma distribuição de poder que difere. É como no caso americano, em que o Senado é de maioria republicana e o Congresso, de maioria democrata”, avalia Stuenkel. Ele lembra, também, que o Senado, ao ser composto por uma representação territorial, acaba dando maior peso a regiões que têm menor população. Congresso, destituição e impeachment Para remover um presidente, a Constituição do Peru exige 87 votos, de um total de 130 deputados. Pela lei peruana, o presidente pode "dissolver o Congresso se este tiver censurado ou negado sua confiança a dois gabinetes". Dissolução do Congresso Antes de ser destituído do cargo e preso, o ex-presidente Pedro Castillo havia tentado dissolver o Congresso. Castillo respondia a um terceiro processo de impeachment na Casa. A Constituição do Peru prevê essa possibilidade no artigo 134: "O presidente da República tem o poder de dissolver o Congresso se este tiver censurado ou negado sua confiança a dois gabinetes", ou seja, Castillo se valeu dos outros dois processos de impeachment anteriores para tomar essa decisão. O mesmo artigo diz que o presidente é obrigado a convocar novas eleições em até 4 meses, sem fazer qualquer tipo de alteração no processo eleitoral. Em 2019, Martín Vizcarra, que era presidente na época, também dissolveu o Congresso e convocou novas eleições. Em 1992 o mesmo ocorreu durante a gestão de Alberto Fujimori, que posteriormente incluiu esse artigo na Constituição. Presidente e 'primeiro-ministro' Além do presidente, o Peru tem em seu governo uma figura rara na América Latina: uma espécie de premiê. Seu cargo oficialmente se chama "presidente do Conselho de Ministros" e, na prática, ele atua como chefe dos ministros, uma espécie de chefe de gabinete, segundo o professor Jorge Aragón. Algumas pessoas dizem que o sistema político peruano é "presidencial parlamentarizado", mas não é para tanto. "O 'primeiro-ministro' é como um aliado que o presidente tem. O sistema peruano é fortemente presidencial e tem a figura do premiê como coordenador dos ministros. Mas não mais que isso", explica.
Decisão da União Europeia impede produtores brasileiros de venderem carne de boi, de frango, de peixe e de cavalo, além de tripas e mel, para o bloco Reprodução/TV Globo O Ministério das Relações Exteriores tenta reverter a decisão da União Europeia em proibir a importação de carnes produzidas no Brasil. Produtores do setor pecuário também estão dialogando com o bloco para evitar que a medida entre em vigor. A decisão acende um alerta para os produtores brasileiros: a partir de setembro, eles estão proibidos de vender para a União Europeia carne de boi, de frango, de peixe e de cavalo, além de tripas e mel. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em 2025, o Brasil exportou US$ 1,8 bilhão em carnes para os países do bloco. É o quarto maior destino da carne bovina brasileira e o oitavo principal destino da carne de frango. Na prática, a União Europeia retirou o Brasil da lista de países que cumprem as regras do bloco sobre o uso na pecuária de antimicrobianos, substâncias empregadas para prevenir ou tratar infecções e que podem ser usadas também no crescimento de animais. A medida tinha sido anunciada em maio e foi oficializada na sexta-feira (5). Segundo o regulamento publicado no diário oficial do bloco, "a Comissão Europeia não recebeu informações que garantam que o Brasil aplicou as medidas necessárias para assegurar o cumprimento, até 3 de setembro de 2026, dos requisitos". A decisão vem pouco mais de um mês depois da entrada em vigor do acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia. O governo trabalha para tentar reverter a medida, pelo menos parcialmente, antes dela entrar em vigor. A União Europeia sinalizou que pode rever a decisão se o Brasil provar que cumpre as regras sanitárias exigidas pelo bloco. Técnicos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do setor privado buscam maneiras de garantir aos europeus o controle de qualidade dos produtos brasileiros. Na última quinta-feira (4), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou com o comissário de Comércio da União Europeia sobre o tema. O Itamaraty tenta intensificar o diálogo com o bloco para destravar a negociação. A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), disse em nota que "reafirma sua confiança no sistema brasileiro de inspeção sanitária" e que "as medidas para responder e mitigar as demandas da comunidade europeia já foram tomadas". O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que não há nenhum problema sanitário com a carne brasileira. Segundo ele, o setor já adota controles rigorosos, mas está disposto a reforçar a fiscalização para evitar prejuízos nas vendas para a União Europeia. "Estamos trocando Informações e esperamos que isso consiga reverter essa decisão antes de 3 de setembro para não quebrar esse fluxo de comércio", afirmou. "A Europa é um dos grandes compradores, um dos maiores compradores de carne de aves e de carne bovina e especialmente com valor agregado. O valor é bastante impactante. A exportação para a Europa desses dois produtos soma mais de US$ 1 bilhão para o Brasil por ano. Isso é um número bastante importante para nossa economia". GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional
Resultado da Loteria Federal g1 Veja abaixo os bilhetes sorteados do concurso 6072 da Loteria Federal realizado neste sábado (6): 1º - Bilhete 022573: R$ 500.000 2º - Bilhete 076376: R$ 35.000 3º - Bilhete 045867: R$ 30.000 4º - Bilhete 071865: R$ 25.000 5º - Bilhete 038828: R$ 20.503 Confira o resultado do sorteio da Loteria Federal. O próximo sorteio acontece na quarta-feira (10). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Encontrou algum erro nessas informações? Escreva para o g1. Como jogar na Loteria Federal Na Loteria Federal, o jogador deve escolher o bilhete que é exposto na casa lotérica ou comprá-lo com um ambulante credenciado pela Caixa. No momento da compra, é escolhido o número impresso no bilhete que quer concorrer, conforme disponibilização Ganham prêmios acertando: Um dos cinco números sorteados para os prêmios principais; A milhar, a centena e a dezena de qualquer um dos números sorteados nos cinco prêmios principais; Bilhetes cujos números correspondam à aproximação imediatamente anterior e posterior ao número sorteado para o 1º prêmio; Bilhetes cujos números contenham a dezena final idêntica a umas das três dezenas anteriores ou das 3 três dezenas posteriores à dezena do número sorteado para o 1º prêmio, excetuando-se os premiados pela aproximação anterior e posterior; A unidade do primeiro prêmio. Cada um dos bilhetes possui 10 frações e é possível comprar inteiro ou em partes. O valor dado na premiação é proporcional à quantidade de frações compradas. Um bilhete inteiro custa R$ 40 e cada fração custa R$ 4. A probabilidade de acerto dos prêmios principais da Loteria Federal está vinculada à quantidade de bilhetes emitidos em cada uma das extrações Chances de acerto e valor da aposta Sorteio da Loteria Federal A Loteria Federal tem dois sorteios semanais, um mensal e um anual: Quartou: Sorteio realizado todas as quartas-feiras; Extração Regular de Sábado: sorteios realizados aos sábados; Enricou: sorteio mensal realizado em um sábado do mês; Especial de Natal: sorteio anual realizado em dezembro. Esta reportagem foi produzida de modo automático com dados fornecidos pela Caixa Econômica Federal. Clique aqui para saber mais. Se houver novas informações relevantes, a reportagem pode ser atualizada.
Câmeras flagram 602 infrações em 30 dias na Avenida João Jorge, em Campinas No primeiro mês de fiscalização por câmeras na Avenida João Jorge, em Campinas (SP), foram registradas 602 infrações de trânsito. O número equivale, em média, a uma autuação a cada 1 hora e 14 minutos ao longo de maio deste ano. O número de infrações registradas em um mês foi cerca de 6,9 vezes maior que o total de ocorrências registradas ao longo dos três anos anteriores. A câmera foi instalada no dia 4 de maio, mas entre maio de 2023 e abril de 2026, o cruzamento registrou 87 ocorrências, com 41 vítimas feridas. 🔔 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp 🔎A câmera de videomonitoramento foi ativada no cruzamento com a Rua Doutor Salles Oliveira, na Vila Industrial, considerado pela Emdec como um dos pontos críticos de sinistros na cidade. A via é um importante corredor de ligação para a região central e recebe um fluxo médio de 33 mil veículos por dia. O balanço divulgado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) aponta que a invasão da faixa exclusiva para ônibus do sistema BRT representou 98% dos flagrantes realizados pelo equipamento. Em toda a cidade de Campinas, que conta com 18 pontos de videomonitoramento, as multas por invasão de faixa exclusiva de ônibus tiveram um aumento geral de 20% entre janeiro e maio deste ano. 'Invasão' do corredor BRT Ouro Verde Avenida João Jorge, em Campinas Reprodução/Prefeitura de Campinas Do total de ocorrências registradas em 30 dias, 587 foram cometidas por motoristas e motociclistas que trafegaram indevidamente pelo corredor do BRT Ouro Verde antes do trecho liberado. O ranking de infrações flagradas pelo equipamento também inclui as seguintes condutas de risco: Estacionamento irregular (em local proibido, em vagas de carga e descarga ou sobre a calçada); Avanço do sinal vermelho; Circulação com veículos sem placa legível. Riscos e multas Multas ✍🏿 Transitar em faixas ou corredores exclusivos de ônibus é considerado uma infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A multa prevista para a irregularidade tem o valor de R$ 293,47 e gera sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do condutor. De acordo com a Emdec, esse comportamento oferece risco aos pedestres e usuários do transporte público que acessam a estação João Jorge. A autarquia também informou que a invasão impacta a programação dos ônibus e gera conflitos no trânsito. Já o estacionamento irregular, segundo colocado no ranking do local, resulta em multas que variam de R$ 130,16 a R$ 195,23. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) intensificou as conversas com representantes da União Europeia na tentativa de destravar a negociação sobre o embargo à carne brasileira. Na última quinta-feira (4), o ministro Mauro Vieira conversou com o comissário de Comércio do bloco europeu sobre o assunto. A informação foi apurada pelo repórter Vladimir Netto, da TV Globo. O governo trabalha para tentar reverter a decisão, pelo menos parcialmente, até que ela entre em vigor, em setembro. Ao mesmo tempo, o Ministérios da Agricultura e o setor privado buscam soluções técnicas para oferecer as garantias que os europeus solicitaram, ou seja, visitas técnicas presenciais aos criadouros.