Moving FourWard: Inside Jerusalem's ambitious bid to reinvent medical innovation
A groundbreaking partnership aims to make Jerusalem a global center for healthcare innovation and entrepreneurship.
"REINVENT" · 총 66건
필터 보기현재 지수
50.3
0 = 부정 우세
50 = 중립
100 = 긍정 우세
최근 7일 기준 83,160건을 분석한 결과, 뉴스 심리지수는 50.3(균형)입니다. 긍정 4,130건(5.0%)·중립 77,062건(92.7%)·부정 1,968건(2.4%)이며, 중립 비중이 뚜렷하게 높습니다. 성향 지수는 종합 14.7(중도 균형)입니다.
A groundbreaking partnership aims to make Jerusalem a global center for healthcare innovation and entrepreneurship.
Saiba quem foi Sinhá Junqueira, mulher que ficou conhecida em Ribeirão Preto Quem passa pela Biblioteca Sinhá Junqueira, no Centro de Ribeirão Preto (SP), talvez não imagine que o casarão já foi residência de uma das mulheres mais conhecidas da história da cidade. Filantropa e responsável pela administração de um dos maiores patrimônios da região no século 20, Theolina Zemila de Andrade Junqueira, a Sinhá Junqueira, teve o nome ligado a iniciativas nas áreas de educação, saúde e assistência social que permanecem presentes na cidade até hoje. Esta reportagem faz parte da série 'Histórias Escondidas', uma produção especial da EPTV, afiliada da TV Globo, para celebrar os 170 anos de Ribeirão Preto, comemorados em 19 de junho. Curiosidades, personagens marcantes e fatos que pouca gente conhece ajudam a entender a trajetória de uma das cidades mais importantes do estado de São Paulo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Quem foi Sinhá Junqueira De acordo com o livro 'A Eterna Dama Sinhá Junqueira', de Adriana Silva, Fernando Antônio Dias dos Reis Júnior e Sandra Molina, Theolina Zemila de Andrade nasceu em 1874, em Franca (SP). Em 1891, ela se casou com o empresário e usineiro Francisco Maximiano Junqueira, conhecido como coronel Quito Junqueira. A partir do casamento, passou a ser chamada de Sinhá Junqueira, nome que ficou conhecido na região. Sinhá Junqueira em sua sala de estar Arquivo pessoal/Fundação Sinhá Junqueira Sem filhos, o casal construiu uma trajetória ligada ao crescimento econômico do interior paulista durante o ciclo do café. Em 1912, mudou-se para Ribeirão Preto e passou a viver em um casarão na Rua Duque de Caxias, na região central da cidade. Com a crise cafeeira nas primeiras décadas do século 20, Quito e Sinhá Junqueira ampliaram os investimentos, mantendo negócios em diferentes setores do agronegócio. O patrimônio acumulado colocou a família entre os grupos mais influentes do interior paulista durante a primeira metade do século. LEIA TAMBÉM Conheça a história da Cruz do Pedro, símbolo de fé que deu origem a romaria em Ribeirão Preto, SP A vida após a morte de Quito Junqueira Em novembro de 1938, Quito Junqueira morreu aos 71 anos. Sem herdeiros diretos, a administração dos bens da família ficou sob responsabilidade de Sinhá Junqueira. Nos anos seguintes, Theolina ampliou as ações assistenciais desenvolvidas pela família e ajudou a consolidar o Educandário Coronel Quito Junqueira, criado em 1938 ao lado do marido. A instituição funcionou durante anos como orfanato e, posteriormente, se reinventou e passou a atuar na área educacional até os dias atuais. Além do educandário, em 1950 foi criada a Fundação Sinhá Junqueira, entidade voltada ao desenvolvimento de projetos nas áreas de educação, cultura e saúde, que continua em atividade. Outra iniciativa ligada ao nome de Sinhá Junqueira foi o Hospital e Maternidade Sinhá Junqueira. Instituição da Fundação Sinhá Junqueira, em 14 de junho de 1950 Arquivo pessoal/Fundação Sinhá Junqueira O casarão que virou biblioteca Após a morte de Sinhá Junqueira, em novembro de 1954, o casarão da Rua Duque de Caxias passou por um processo de preservação. O imóvel foi transformado inicialmente na Biblioteca Altino Arantes, em homenagem ao ex-deputado Altino Arantes Marques, parente da família Junqueira. Anos depois, passou a receber o nome de Biblioteca Sinhá Junqueira. Adquirido pela Prefeitura de Ribeirão Preto em 1983 e tombado como patrimônio histórico, o casarão preservou características arquitetônicas do período de expansão cafeeira e segue recebendo visitantes para atividades culturais, oficinas, apresentações artísticas e consultas ao acervo. Biblioteca Sinhá Junqueira em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
Tuscany offers more than just country side, it offers islands where some of the most storied wine and experiences are.
For nearly a decade, India's carmakers chased the sport utility vehicle (SUV) dream.Higher margins, aspirational buyers and a growing appetite for larger vehicles pushed manufacturers to flood showrooms with sport utility vehicles and compact SUVs, steadily relegating hatchbacks — once the backbone of India's passenger vehicle market — to the sidelines.Also Read: Tata Motors PV launches next-gen Tiago from Rs 4.69 lakh, Tiago.ev from Rs 6.99 lakh with lifetime battery warrantyThe strategy worked. Utility vehicles now account for well over half of all passenger vehicle sales in India and contributed nearly two-thirds of the 4.3 million vehicles sold in FY25.But as economic pressures mount, vehicle prices climb and first-time buyers struggle to enter the market, India's biggest automakers are beginning to acknowledge a reality they may have overlooked: the country's next wave of growth could come from the very segment they left behind.From Maruti Suzuki's renewed commitment to entry-level cars to Tata Motors' ambitious reinvention of the Tiago, hatchbacks are once again finding themselves at the centre of boardroom conversations.Also Read: Small cars strike back: Maruti Suzuki bets on mass mobility while costs squeeze fourth quarter profitsAnd this time, carmakers are betting that small cars no longer have to feel small.The forgotten customerThe shift is being driven by a growing recognition that India's passenger vehicle market cannot rely indefinitely on premiumisation.While SUVs have transformed the industry's revenue mix, they have also pushed average vehicle prices steadily higher, making car ownership increasingly difficult for millions of households.Maruti Suzuki Chairman R. C. Bhargava recently signalled the company's intent to rebalance its portfolio."We are planning to develop both small cars and SUVs. The small car market is growing. India is a country where small cars have a long-term future," Bhargava said.The comments mark a notable shift in tone from an industry that spent years focusing on larger and more expensive vehicles.For Maruti, which built its dominance on models such as the Alto, WagonR and Swift, the renewed emphasis reflects confidence that affordability will remain central to India's mobility story."A large part of the population… need small cars" for basic mobility, Bhargava said.Industry analysts say the opportunity remains substantial."In the small cars segment, there is a much bigger conversion pool that carmakers can navigate. Hence, there is this renewed push towards small cars and that segment," said Hemal Thakkar, Senior Director, Crisil Intelligence."India is a price sensitive market and hence, small cars will stay and customers are looking for upgrades within vehicles. If carmakers can provide small cars with new features and upgrades, then there will be more customers for the small car space," he added.Making hatchbacks aspirational againIf Maruti is signalling a strategic return to small cars, Tata Motors is attempting something more ambitious — making hatchbacks desirable again.The company this week unveiled the next-generation Tiago and Tiago.ev, positioning them as technology-rich products aimed at reviving a segment many in the industry had effectively written off."Hatchbacks remain the gateway to personal mobility for millions of Indian families and yet, for far too long, this segment received scarce attention from the industry, when it genuinely deserved far more," said Shailesh Chandra, Managing Director and CEO, Tata Motors Passenger Vehicles.Calling the new Tiago "not an evolution but a full reinvention", Chandra said the vehicle brings substantially upgraded design, connected technologies and safety features that were once largely reserved for more expensive categories.The next-generation Tiago gets a 10.25-inch touchscreen infotainment system, wireless smartphone connectivity, a dual-screen dashboard, wireless charging and a segment-first 360-degree surround-view camera."The feeling of wow shouldn't be reserved for expensive cars," Chandra said."Today hatchback customers want far more than mobility, they want design, tech, safety and pride of ownership. A car they want to flaunt."The company has also positioned the Tiago.ev as an affordable electric mobility option, offering a lifetime battery warranty and fast-charging capability that can add up to 100 kilometres of range in 18 minutes."Tiago will make EV more accessible," Chandra said.Why affordability is back in focusThe renewed interest in hatchbacks comes as affordability re-emerges as a key concern across the industry.Vehicle prices have risen sharply in recent years because of stricter regulations, higher commodity costs and the addition of new safety and technology features.That has increasingly pushed first-time buyers out of the market.According to Srikumar Krishnamurthy, Senior Vice President and Co-Group Head, Corporate Ratings, ICRA Limited, hatchbacks continue to play a critical role in expanding the customer base."Hatchbacks remain a preferred segment, particularly for first-time buyers and households seeking a second vehicle, as affordability and comfort are key purchase considerations," he said."From an original equipment perspective, a presence across segments also helps improve reach, especially in Tier 2/3 cities."Krishnamurthy added that rising vehicle costs are forcing manufacturers to revisit their entry-level offerings."With input costs rising and vehicle prices expected to increase further, affordability is becoming even more important, especially in the mass-market segment. In response, OEs are looking to reposition entry-level hatchbacks and compact SUVs through new launches and refreshed variants that offer a stronger value proposition to consumers."Beyond SUVsThe industry's renewed focus on hatchbacks does not mean SUVs are going away.Far from it.Utility vehicles remain India's dominant passenger vehicle category and continue to drive growth and profitability for manufacturers.What is changing, however, is the recognition that growth cannot come solely from moving customers up the value chain.To sustain volumes, carmakers need to bring new buyers into the market.That is especially important as India adds millions of young consumers entering the workforce, many of whom are seeking their first personal vehicle but remain highly sensitive to price.Affordable electric hatchbacks could further strengthen the segment's appeal in coming years."Affordable EV hatchbacks could become an attractive proposition as charging infrastructure improves, range-anxiety concerns ease, and the financing environment becomes more supportive," Krishnamurthy said.For much of the past decade, India's hatchbacks were treated as yesterday's story while SUVs became the industry's obsession.Now, as automakers search for their next growth engine, the segment that once put millions of Indians behind the wheel is beginning to look relevant again.The future of India's auto market may still be taller, bolder and SUV-shaped. But increasingly, carmakers are recognising that the road to scale may once again begin with a hatchback.
El equipo gallego regresa a la élite de la mano de un entrenador que moduló el equipo durante meses para encontrar el equilibrio que deseaba
This week on Paris des Arts, meet two artists who refuse to be put in a box. Actress Alice Taglioni shares her love of the piano, and Jessica Préalpato, named the world's best pastry chef in 2019, reinvents afternoon tea in four different courses.
A former fan favorite who reinvented his career with the Boston Red Sox has been released by his new AL home in a surprising move.
With $500 million in funding and a reported $2.5 billion valuation, Flourish wants to reinvent AI by putting real neurons under the microscope.
A "língua" secreta dos mineiros Uma cidade, um poeta. O nome de Itabira é quase indissociável de Carlos Drummond de Andrade. O escritor, nascido em 1902, na cidade de 113 mil habitantes na Região Central de Minas Gerais, revolucionou a língua portuguesa ao virar de cabeça para baixo os formalismos da poesia vigente até então. Mas o que pouca gente sabe é que naquele mesmo local surgiu uma outra revolução linguística: a Guinlagem do Camaco. O surgimento dessa linguagem "secreta" está diretamente ligado ao contexto da exploração do minério na região. Foi dentro das minas itabiranas, no começo do século 20, que os trabalhadores encontraram uma forma de se comunicar sem serem entendidos pelos patrões, em grande parte ingleses. Era também uma maneira de dar um troco nos donos das minas, que falavam no idioma materno quando não queriam ser compreendidos pelos empregados. À primeira vista, as regras são simples. O princípio do Camaco é inverter os fonemas das sílabas das palavras, embaralhando os sons e tornando as frases praticamente incompreensíveis para quem está de fora. "Sovê lafa guinlagem", por exemplo, é "Você fala linguagem?". "Guinlagem do Camaco" é "Linguagem do Macaco". Assim, famosa introdução do poema E agora, José, de Drummond, viraria "E aroga, Sujé?". Mas nem tudo é lógica. Algumas palavras mais curtas se transformam em vocábulos que fogem a essa regra. "Não" vira "ônis". "Qualquer", "ualquiquelque". Essa é a magia da linguagem para o músico Rafael Formiga, um falante do Camaco. "As palavras criam um sentido dentro de um fonema pela inversão. E nos lugares onde você vai falar, mesmo com alguma diferença, todo mundo se entende. Tem uns detalhes muito ricos de linguagem e ao mesmo tempo quem vê de fora não entende e fica meio perdido, porque é normal que a gente procure regra", diz ele. "Isso demonstra uma capacidade de construção e de resistência incrível", explica o historiador e museólogo Paulo Assuero, também falante do Camaco. "Eram recém-libertos, em grande parte analfabetos. E tinham que dar soluções de como dizer as coisas que eles queriam sem que os ingleses entendessem. Virou uma provocação, expandiu", complementa o professor, também residente em Itabira. Das minas de ferro, o Camaco tomou as ruas. Virou a língua que os filhos falavam para conversar entre si, sem que os pais entendessem – ou a que os jovens usavam para fazer piada com forasteiros. "Nos anos 1960, 1970, quando chegava o pessoal de fora, essa coisa de interior, a gente ficava fazendo gozação com eles. Não entendiam nada", brinca Assuero, que também já surpreendeu alguns alunos dentro de sala com a fluência na língua. "Dois deles estavam colando na prova em Guinlagem de Camaco e achando que eu não sabia de nada. Depois que acabou a prova, chamei eles e falei em Camaco. Tomaram o maior susto", diverte-se o professor. Cidade de Itabira, Região Central de Minas Gerais Alair Vieira/ALMG A linguagem da resistência Na casa de Mauro de Alvarenga, o Camaco já é uma tradição. "Meus pais falavam quando não queriam ser entendidos por mim e pelos meus irmãos – até que nós aprendemos. Mas eles tinham aprendido com meu avô, que era ferreiro e fazia peças para as locomotivas de mineração. Ele trouxe o Camaco para dentro de casa e foi passando de geração para geração", conta. Para o historiador e museólogo Paulo Assuero, o Camaco também servia como provocação contra os donos das minas Foto: Alexandre Rezende/DW Nas mãos do cineasta Breno Alvarenga, filho de Mauro, a história da linguagem secreta da cidade de Drummond acabou virando tema do documentário Camaco (2022), premiado no Festival de Gramado nas categorias "Melhor Curta Júri da Crítica" e "Melhor Montagem". O filme reconstrói o caráter de resistência da linguagem entre os trabalhadores da mineração. "O Camaco nasce de um contexto muito politizado, de muita resistência. Funcionava também como forma de organizar greves, pedir aumentos, sem que fossem boicotados desde o começo", explica Breno. "Foi uma subcultura de sujeitos mais subalternizados, marginalizados e que por isso demorou muito a ser valorizado, porque a elite não vinha uma riqueza naquilo. Os pobres se comunicavam, mas os poderosos não entendiam. Isso é muito raro, porque geralmente a linguagem aparta as pessoas e são geralmente os mais ricos que conseguem acessar novas linguagens, não os mais pobres. Ela começa dessa inversão", ressalta o diretor de cinema itabirano. De acordo com o linguista e pesquisador Geuderson Marchiori, que pesquisou o tema na sua dissertação de mestrado pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), o Camaco pode ser considerado uma linguagem secreta ou até mesmo um jargão técnico. No entanto, segundo ele, que rastreou falantes até a década de 1920, há uma função similar à de um quilombo. "A linguagem possibilita a convergência dessas populações minorizadas, que utilizam o Camaco como um território de luta e resistência. Embora o senso comum aponte o quilombo como um local de negros escravizados em fuga, o quilombo é um local de reorganização, de segurança, onde essas populações puderam se libertar da exploração e se reorganizar para resistir", complementa. Marchiori explica também que o termo "macaco" em "Guinlagem do Camaco" pode ter uma conotação racista, mas que há outras interpretações para o nome. "Tem quem diga que o Camaco é a linguagem relacionada à esperteza que os macacos teriam, a esse jogo de cintura, a essa performance de pular de galho em galho sem ser apanhado, sem cair. Existe ainda uma possibilidade de relacionar o nome da linguagem aos pequenos heróis, que são os pequenos animais muito presentes nas narrativas de origem africana, que são sempre os bichos menores, vistos como mais fracos, que se sobressaem pela esperteza." Cineasta Bruno Alvarenga produziu documentário premiado sobre a linguagem de Itabira Foto: Alexandre Rezende/DW Drummond falava Camaco? Apesar de terem surgido na mesma cidade e no mesmo período, Camaco e Drummond vinham de duas Itabiras diferentes. A linguagem, das minas e dos operários. O poeta, filho de fazendeiros, de uma parte da elite, mesmo que não ligado diretamente à atividade minerária. Talvez por isso, até hoje não foram encontradas citações do Camaco em crônicas ou poemas de Carlos Drummond de Andrade. "Naquela Itabira, a linguagem do Camaco era muito desvalorizada. Na maioria das vezes, era falada por pessoas negras. Foi uma subcultura de sujeitos mais subalternizados, marginalizados e que por isso demorou muito a ser valorizado, porque a elite não via uma riqueza naquilo", diz Breno de Alvarenga. Drummond também não ficou muito tempo em Itabira. Aos 18 anos, deixou definitivamente a cidade natal, mudando-se primeiro para Belo Horizonte e, depois, para o Rio. Mas, como ele mesmo dizia em entrevistas, aquele lugar estava sempre presente, como "uma fotografia na parede". E agora, Itabira? Atualmente, a cidade mineira – e mineradora – passa por uma crise existencial. Com mais de 80% da economia dependente da atividade, Itabira agora tem que lidar com o fim da exploração do minério cada vez mais perto. De acordo com as estimativas mais recentes, as minas da região serão paralisadas em 2052. "Fica essa relação. A cidade depende da mineração, do PIB. Mas também de algo além disso, porque tudo acaba. E aí? E aroga, Sujé?", questiona o músico Rafael Formiga, citando o famoso poema de Drummond. Para a musicista Nana Mendonça, que já trabalhou com oficinas voltadas à linguagem, a cidade precisa preservar o Camaco. "Hoje existem poucos falantes e, com o avanço tecnológico, as coisas vêm e vão embora muito rápido", diz ela. Em 2023, o município de Itabira registrou, em um decreto, a linguagem do Camaco como patrimônio cultural imaterial. No entanto, até agora, ainda não foram tomadas medidas concretas para a preservação. Mas é justamente na capacidade de sobrevivência e expansão do Camaco que muitos moradores de Itabira veem uma saída para um futuro em que a cidade terá que se reinventar. "Essa linguagem nos ensina sobre resistência. Ela é resistente ao boicote da elite em relação a ela e ela continua viva. E nos lembra que podemos resistir ao que a mineração nos apresenta hoje em dia. A mineração, claro, foi muito importante para Itabira, mas a gente fica com os prejuízos dela, com a degradação ambiental, com a poluição do ar, com a saúde precarizada por conta disso. Acho que a linguagem também pode nos lembrar com resistir, como podemos nos reinventar para o futuro aqui em Itabira", resume o cineasta Breno Alvarenga. Segundo Geuderson Marchiori, a chave pode estar não só no Camaco, mas também no próprio Drummond. Ou seja, no potencial cultural de Itabira. "A cidade continua exercitando a criatividade dela", afirma o linguista, que atesta: atualmente, o Camaco faz muito mais parte do dia a dia da cidade do que da própria mineração. "Os dados que consegui me mostraram que a Linguagem de Camaco é praticamente inexiste no contexto das minas e da atividade minerária. Uma mina, hoje, tem trabalhadores que não falam mais a linguagem – mas a cidade, sim", conclui. LEIA TAMBÉM: Defesa Civil alerta para frio em BH; temperatura pode ficar abaixo de 12°C até a próxima semana Operação desarticula esquema de fraudes em apostas online na Grande BH e bloqueia R$ 1 milhão em bens Vídeos mais vistos no g1 Minas:
New York City has long been considered the fashion capital of the world, but fashion jobs have declined 30% over the past decade. Evyn Moon visited New York's Fashion Institute of Technology to find out how future generations are reinventing the industry in the AI era.
Cynthia Erivo, Emilia Clarke, Suki Waterhouse, Emma Corrin and Hannah Waddingham took center stage at Variety‘s inaugural Power of Women London, presented by Lifetime, as the five women reflected on their careers, the importance of community and the causes they champion. Held Wednesday at the Chancery Rosewood Hotel and hosted by “Saturday Night Live U.K.” […]
The execs behind your seamless online orders have survived COVID, mass reorgs and years of nonstop disruption. Now AI wants them to reinvent themselves.
The New York Knicks open the NBA finals on Wednesday against Victor Wembanyama's Spurs. Much like Paris Saint-Germain, the Knicks had to reinvent themselves after years of frustration.
Lanza Atelier’s simple, powerful pavilion features an actual serpentine brought to life in a wave of rust-coloured brick – a material never used for the structure before Serving looks all summer on the green carpet of Kensington Gardens, the often wildly experimental Serpentine pavilion is best viewed as a piece of architectural haute couture. For the last 25 years, it has hosted all sorts of fashionistas, from the American Frank Gehry, whose pavilion resembled an explosion in a lumber yard, to Swiss magus Peter Zumthor, who built a charcoal-walled hortus conclusus (contemplative room), that tuned out the wider park landscape entirely. The Serpentine’s rules of engagement are simple: the selected architect should not have built in the UK, so it’s a chance to showcase new or unsung talent. The constellation of largely white male superstars doing elaborate parodies of themselves, which characterised the pavilion’s early imperial phase, has given way to what might be described as more nuanced midlife, featuring younger emerging architects from more diverse backgrounds. Continue reading...
Alexandre Pires, Belo, Pixote e Turma do Pagode são destaque em Barretos Reprodução/Instagram A edição de 2026 da Festa do Peão de Barretos, o maior evento da cultura sertaneja do país, tem um número expressivo de pagodeiros. Neste ano, foram confirmados no festival: Belo, Alexandre Pires, Pixote e Turma do Pagode. É o maior número de representantes do gênero nas últimas 10 edições, sendo um deles (Alexandre Pires) destaque no palco principal de Barretos, o Palco Estádio. Num evento tão tradicionalista, que inclusive foi alvo de críticas ao tentar abrir mais espaço para nomes do pop e do funk, caso de Anitta e MC Kevinho, o pagode é uma espécie de coirmão que ganhou destaque, muito pelos resultados dos últimos anos. Belo canta 'Reinventar' no palco do Show da Vida Pedro Muzetti, diretor cultural da Festa do Peão de Barretos, destacou em entrevista ao g1 que o evento sempre teve um papel de experimentação. "Somos um evento com os maiores nomes do sertanejo, 90, 95% do line-up é de artistas do gênero, mas também tentamos inovar. Sabemos que, num primeiro momento, as críticas aparecem, tem gente que não gosta. Mas no dia do show costuma dar certo", explica. "Com pagode, percebo que a recepção é diferente, existe uma conexão maior do que com outros gêneros, como o funk, por exemplo." A estratégia dos bastidores Nas últimas 10 edições da Festa do Peão de Barretos, o número de representantes do pagode nos dois palcos principais do evento (Estádio e Amanhecer) foi de, no máximo, dois. Em 2026, serão quatro. Infográfico mostra crescimento do pagode em Barretos Arte/g1 Mas a “negociação” para a vinda em peso de pagodeiros começou em 2025. Além dos palcos onde acontecem os shows principais da Festa do Peão, Barretos tem diversos ranchos, espaços onde artistas também se apresentam e empresários fazem conexões. Foi nesse espaço que Alex Kalil, responsável pela produtora GR Show, decidiu atuar. O empresário, que gerencia a agenda de Belo, Turma do Pagode e Pixote (três dos quatro convidados), se instalou em um rancho que levava sua marca e iniciou as conversas com o evento. Dodô, vocalista do grupo Pixote, chegou a participar do show da dupla Hugo e Guilherme, que se apresentou no palco principal do evento em 2025. “Cantei ‘Insegurança’ com eles e foi maravilhoso. O público cantou junto comigo e acho que ali foi uma abertura. A organização viu que todo mundo conhece, todo mundo cantou. Esse ano a gente vai estar com nosso show lá”, disse ao g1. Muzetti conta que os ranchos são fundamentais nessa "experimentação" de Barretos e que outros escritórios responsáveis por gerir a carreira de outros artistas já entraram em contato com o evento para entrar na lista de shows. A seleção dos artistas do pagode levou em conta a influência do empresário e também um "match" com o evento, como é o caso de Alexandre Pires, que vai se apresentar em Barretos com seu projeto em homenagem ao sertanejo, "Pagonejo Bão". O lobby de Kalil tem como principal base um dos melhores anos do pagode. Depois de, finalmente, quebrar a dependência das rádios (onde desbancou o sertanejo) e invadir o streaming, o gênero teve em 2025 um grande resultado de números. E uma nova porta se abriu. A nova onda do pagode Thiaguinho no Mineirão lotado durante a última edição da Tardezinha em BH Bruno Soares/Divulgação Em 2025, a "Tardezinha", label capitaneada por Thiaguinho rodou o Brasil, incluindo cidades interioranas onde o sertanejo domina, e se mostrou um fenômeno de público – e de vendas. Com o pagode em alta, não só a festa de Peão de Barretos, mas todo um circuito de eventos que antes olhava quase que exclusivamente para o sertanejo estendeu o olhar ao pagode. Marcelinho TDP, compositor e cavaquinista do grupo Turma do Pagode, contou que, nos últimos meses, o grupo recebeu diversos convites para participar de feiras agrícolas e outros eventos ligados à cultura sertaneja. “O pagode é uma das culturas mais populares do Brasil há muito tempo. Creio que, nos últimos dois, três anos, muita gente entendeu o que essa potência traz de retorno também. E, falando do sertanejo, há uma proximidade histórica que é lógica”, diz. Multidão empolgada com Jorge & Mateus na Festa do Peão de Barretos 2025 Érico Andrade/g1 Marcelinho e Dodô contaram que não há grandes alterações pensadas para o show em Barretos. O integrante do Turma do Pagode, inclusive, conta que nas apresentações em feiras, por exemplo, o setlist ganha apenas um “bloco final” com releituras de sucessos do sertanejo. “Num evento que dura tanto tempo, o público quer acompanhar uma diversidade que não fuja tanto do que ele está acostumado no dia a dia. E quem ouve pagode sabe de sertanejo. E vice-versa. São culturas do povo, do brasileiro comum.” Uma relação de três décadas Na década de 1990, o pagode vivia seu auge no Brasil. Entre os principais grupos estavam Art Popular e Só Pra Contrariar. Os dois estavam muito conectados com o sertanejo, por motivos diferentes. Capitaneado por Leandro Lehart, o Art Popular era um grupo de pagodeiros que gostava de dialogar com outros gêneros. Com o sertanejo, a conversa era mais próxima, num mix que foi além da sonoridade. Um dos maiores sucessos do grupo, “Fricote” é uma parceria com Daniel e se tornou como uma espécie de marco entre os gêneros, símbolo de como o diálogo era próximo Mas o Só Pra Contrariar foi muito além dos feats. Nascido em Uberlândia (MG), fora do eixo Rio-SP, o grupo tinha na essência relação com a cultura sertaneja. Em uma das primeiras visitas à TV, nos anos 1990, o grupo de Alexandre Pires cantou seu principal sucesso, “Essa Tal Liberdade”. E, em vez de um banjo e um cavaco à frente, o SPC se apresentou com dois violões. Em 1997, o projeto “Amigos”, especial de fim de ano da TV Globo que reunia os principais nomes do sertanejo à época (Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano e Leandro & Leonardo) prestou uma espécie de homenagem ao SPC. Chitãozinho e Xororó cantaram “Mineirinho”, sucesso do grupo. Com a virada da década, as parcerias se tornaram pontuais, mas com o mesmo impacto. Sorriso Maroto gravou com Jorge e Mateus, Raça Negra fez um DVD repleto de participações do sertanejo, e no ano passado a música mais ouvida do ano, “P do Pecado”, foi uma parceria dos pagodeiros do Menos é Mais com a sertaneja Simone Mendes. E esse último sucesso de 2025 ajudou na mudança de chave na parceria entre pagode e sertanejo.
Executives at Southwest and MGM say reinvention—not tradition—is becoming essential as travelers grow more price-conscious and industry pressures mount.
Rústico em alta: a tendência que une aconchego, durabilidade e sofisticação. Crédito: Divulgação Seja para fugir da frieza das cidades de pedra ou para trazer mais calor e afeto para dentro de casa, com certeza, o estilo rústico nunca esteve tão em alta. Afinal, a madeira maciça assumiu o protagonismo nos projetos de arquitetura e design de interiores, provando que o aconchego e a sofisticação podem, sim, andar de mãos dadas. Neste contexto, a grande força dessa tendência está justamente na sua versatilidade. Entretanto, se você ainda acha que o rústico só tem espaço na varanda do sítio ou na sede da fazenda, é hora de atualizar as suas referências. O "Raiz" e Tradicional Rústico em alta: a tendência que une aconchego, durabilidade e sofisticação. Crédito: Divulgação Para quem é apaixonado pelo clima de campo e fazenda, as peças robustas, com veios marcantes e madeira grossa de demolição continuam imponentes. São mesas de jantar pesadas, cristaleiras clássicas e bancos que atravessam gerações, trazendo o peso da história e a durabilidade incomparável da madeira maciça. O Contemporâneo e Urbano Rústico em alta: a tendência que une aconchego, durabilidade e sofisticação. Crédito: Divulgação Já para quem mora em apartamentos ou prefere uma linha mais moderna, o rústico se reinventou. Agora, a madeira maciça ganha cortes mais leves, tampos orgânicos e se mistura harmoniosamente com materiais modernos, como vidro, ferro forjado, tecidos nobres e corda náutica. O resultado é um design clean, elegante e perfeito para salas de estar modernas, varandas de apartamentos e áreas gourmet integradas. Além da beleza, o móvel rústico carrega um apelo sustentável muito forte. Grande parte da produção utiliza madeira de demolição, matéria-prima resgatada de construções antigas e dormentes de trilhos, ou madeiras provenientes de reflorestamento. É a garantia de levar para casa um produto ecológico, cheio de identidade e que evita o descarte na natureza. Rústico em alta: a tendência que une aconchego, durabilidade e sofisticação. Crédito: Divulgação Onde encontrar as maiores novidades? Para quem deseja abraçar essa tendência, o momento e o lugar ideal já estão marcados. De 4 a 7 de junho de 2026, no feriado de Corpus Christi, acontece a 8ª ExpoMóveis Rústicos em Passos (MG), cidade oficialmente reconhecida como a Capital Nacional dos Móveis Rústicos. O evento é a maior vitrine do setor no Brasil. Lá, o público final e lojistas poderão conferir de perto toda essa versatilidade,do rústico mais pesado ao design mais moderno, com a grande vantagem de comprar diretamente das fábricas, garantindo preços imbatíveis. Rústico em alta: a tendência que une aconchego, durabilidade e sofisticação. Crédito: Divulgação Programe o seu feriado O que: 8ª ExpoMóveis Rústicos Data: 4 a 7 de junho de 2026 Horário: 10h às 22hs Local: Parque de Exposições – Passos, MG Entrada: Gratuita Credenciamento e mais informações: www.expomoveisrusticos.com.br
Onça-pintada é flagrada “esguichando” urina em árvore no Pantanal; veja o vídeo Um flagrante desafiador e muito nítido chamou a atenção no Pantanal sul-mato-grossense: uma onça-pintada (Panthera onca) foi registrada em vídeo no exato momento em que esguichava urina no tronco de uma árvore. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp A cena, captada durante a noite na Fazenda Caiman, no município de Miranda (MS), revela um importante comportamento de comunicação química e marcação de território do maior felino das Américas. O registro foi feito pelo guia de campo e fotógrafo de natureza Fagner Roque de Almeida, enquanto acompanhava um grupo de turistas em um safári. O felino filmado é um macho conhecido na região como "Formoso". Segundo Fagner, o animal costuma se aproximar dos veículos por estar habituado à presença humana. A habituação é um processo ético e natural em que a onça passa a reconhecer os carros e as pessoas como algo neutro, sem associá-los a alimento ou qualquer tipo de ameaça à sua rotina selvagem. "Foi um momento de profunda emoção e satisfação", relata o fotógrafo. "Registrar uma cena tão rara em vida livre é um privilégio único, que reforça ainda mais minha conexão com a natureza e o propósito do meu trabalho". Onça-pintada é flagrada “esguichando” urina em árvore no Pantanal; veja o vídeo Fagner Roque de almeida Veja também: Lua cheia deixa tubarões mais perigosos? O que os estudos mostram 'Fishwatching': observação de peixes alia conexão com a natureza, fotografia e bem-estar Publicitária transforma carreira e se reinventa com observação de aves Rede de comunicação invisível Do ponto de vista biológico, o ato de "esguichar" urina nas árvores tem uma função ecológica e territorial vital para a espécie. Lucas Souza, guia em reserva ecológica e estudante de biologia com ampla experiência no acompanhamento de grandes felinos, explica que o comportamento vai muito além da simples eliminação de resíduos. "A onça-pintada (Panthera onca) utiliza o esguicho de urina como uma importante forma de comunicação química", detalha Lucas. "A urina contém substâncias capazes de transmitir informações sobre a identidade do indivíduo, sexo, condição reprodutiva e presença recente na área". De acordo com o especialista, ao depositar essas marcas olfativas em troncos e locais estratégicos das trilhas, o felino estabelece uma espécie de "rede de comunicação invisível", facilmente interpretada por outras onças que transitam pelo mesmo local. Além do esguicho, a espécie também deixa recados químicos através de glândulas específicas localizadas nas patas, por exemplo. "Dessa forma, os indivíduos conseguem obter informações uns sobre os outros sem a necessidade de encontros diretos, reduzindo conflitos e ajudando na organização do espaço utilizado pela espécie", afirma o guia ecológico. Embora as marcas e os esguichos sejam relativamente comuns de serem detectados em estudos com armadilhas fotográficas (câmeras trap), Lucas ressalta que conseguir capturar o momento exato dessa ação em vídeo, acompanhado por observadores, é considerado um registro altamente valioso para os pesquisadores. Predador de topo e o equilíbrio ecológico Onça-pintada flagrada no Brasil soti / iNaturalist Além de seu imenso valor científico, o flagrante de "Formoso" levanta uma bandeira urgente sobre a conservação ambiental. Como um predador de topo de cadeia, a onça-pintada regula o ecossistema e sua presença indica que a biodiversidade local está saudável. "Ao observar uma onça-pintada em seu habitat natural, sinto um forte senso de responsabilidade e dever cumprido", reflete Fagner. "Preservar a onça-pintada é preservar todo o ecossistema ao seu redor. Ela desempenha um papel essencial no controle das populações de outras espécies, garantindo a saúde e o equilíbrio da natureza". Para o fotógrafo, a natureza não é apenas um cenário, mas a base de toda a existência. O desaparecimento de uma única espécie pode comprometer funções inteiras dentro do sistema que sustenta a vida na Terra. "Através do meu trabalho, busco evidenciar a imensa riqueza de biodiversidade do Pantanal, um dos biomas mais exuberantes do planeta, e destacar a imponência do maior felino das Américas", conclui Fagner. "Mais do que registros, cada imagem é um convite à valorização e à preservação desse patrimônio natural único". VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente
After years of reinvention, the '30 Rock' creator has landed somewhere unexpected: a show where grief is funny, characters actually change and the laughs-per-minute benchmark no longer applies.
Lua cheia aumenta ataques de tubarão? Ciência responde Dois incidentes registrados recentemente no litoral do Recife(PE) reacenderam uma dúvida frequente entre banhistas: a lua cheia pode influenciar ataques de tubarão? Pesquisas científicas indicam que existe uma relação entre os ciclos lunares e o aumento do número de ocorrências, mas especialistas alertam que a explicação está longe de um mito sobre animais mais agressivos. O que muda é o ambiente marinho. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp No último domingo (31) e na segunda-feira (1º), duas pessoas foram atacadas por tubarões no Brasil. O último incidente ocorreu na Praia de Boa Viagem, em Recife (PE), uma das áreas mais monitoradas do país quando o assunto é convivência entre seres humanos e grandes predadores marinhos. Tubarão-Tigre (Galeocerdo cuvier) é uma das maiores espécies e está presente no Brasil victorandtheocean / iNaturalist Veja também: 'Fishwatching': observação de peixes alia conexão com a natureza, fotografia e bem-estar Publicitária transforma carreira e se reinventa com observação de aves Livro independente revela os bastidores e desafios da observação de aves Lua influencia comportamento de tubarões? Os dois registros ocorreram em período de Lua cheia. A relação entre as fases lunares e o comportamento dos tubarões vem sendo estudada há décadas. Uma das pesquisas mais abrangentes sobre o tema foi publicada na revista científica Frontiers in Marine Science, por pesquisadores da Louisiana State University e da Universidade da Flórida. O trabalho analisou quase 50 anos de registros globais de ataques de tubarão compilados pelo International Shark Attack File (ISAF), considerado o maior banco de dados do mundo sobre o tema. Os cientistas encontraram evidências de que ataques ocorreram com frequência acima da esperada durante períodos de maior iluminação lunar. Já os registros significativamente abaixo do esperado foram observados em fases menos iluminadas da Lua. Tubarão-Tigre (Galeocerdo cuvier) é uma das maiores espécies e está presente no Brasil kamroon / iNaturalist Os autores destacam, porém, que a maioria dos ataques acontece durante o dia. Por isso, a luz do luar não aparece como explicação direta para o fenômeno. Segundo o estudo, a relação pode estar ligada ao chamado “efeito lunar”, conjunto de alterações provocadas pelos ciclos da Lua sobre marés, correntes marinhas e outros fatores ambientais que influenciam toda a cadeia ecológica dos oceanos. Apesar dos resultados, os próprios pesquisadores fazem uma ressalva importante: o estudo identificou uma correlação estatística, mas não foi capaz de determinar exatamente qual mecanismo provoca o aumento dos incidentes. Eles defendem que fatores locais continuam sendo fundamentais para compreender o risco em cada região. O que acontece em Pernambuco No Brasil, a relação entre ciclos lunares e ataques de tubarão recebe atenção especial em Pernambuco. O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) considera os períodos de lua cheia e lua nova como momentos de maior atenção devido às chamadas marés de sizígia. Tubarão-Tigre (Galeocerdo cuvier) é uma das maiores espécies e está presente no Brasil scappell / iNaturalist Esse fenômeno ocorre quando Sol e Lua exercem suas forças gravitacionais na mesma direção, provocando marés mais intensas. No litoral recifense, essas condições alteram significativamente a dinâmica costeira. Entre os fatores observados pelos especialistas está a presença de um canal profundo localizado entre a praia e os arrecifes. Durante as marés mais altas, um volume maior de água cobre bancos de areia e facilita a circulação de grandes tubarões em áreas mais próximas da costa. Outro aspecto importante é a turbidez da água. As marés mais fortes revolvem sedimentos do fundo marinho e reduzem a visibilidade. Segundo especialistas que monitoram os incidentes na região, essas condições podem favorecer as chamadas mordidas investigativas, quando o tubarão utiliza outros sentidos para identificar possíveis alvos. A Lua como "maestro" da biodiversidade A influência da Lua sobre os seres vivos não é exclusiva dos tubarões. Diversas espécies sincronizam comportamentos importantes com os ciclos lunares. O biólogo Roberto Leonan M. Novaes, pesquisador da Fiocruz e doutor em Biodiversidade e Biologia Evolutiva pela UFRJ, explica que o satélite atua como um verdadeiro maestro da natureza, e muitas espécies possuem relações diretas com o ciclo lunar, sobretudo no ambiente oceânico. "Muitos corais marinhos sincronizam sua reprodução baseados nos ciclos lunares, aumentando o sucesso reprodutivo. Esse efeito também ocorre em anelídeos e peixes", explica o pesquisador. Até mesmo as tartarugas-verdes guiam-se por esse calendário astronômico para realizar a cópula e a postura de ovos nas praias. A influência não se restringe às águas. Em terra firme, a iluminação noturna dita o ritmo da vida e até a evolução das espécies. Novaes destaca que a iluminação lunar exerceu papel fundamental na seleção natural da visão dos animais ao longo dos milênios. Tubarão-Martelo-Gigante (Sphyrna mokarran) allan_john-paul / iNaturalist "Os mamíferos predadores têm olhos altamente adaptados para uma visão funcional em ambientes escuros, e poucos feixes de luz, como da lua, já são capazes de permitir que esses animais possam caçar suas presas usando primariamente a visão", pontua o doutor. O pesquisador ressalta que, embora a luz lunar tenha mais impacto comportamental do que diretamente hormonal, há evidências de que ela afete a produção de melatonina — que, por sua vez, regula indiretamente hormônios reprodutivos em certos animais. Algumas espécies de sapos apresentam maior atividade de canto e atração de parceiros para reprodução justamente em noites mais iluminadas pela lua cheia. O grande desafio atual, no entanto, não é o brilho natural da lua, mas a interferência humana. O biólogo alerta para os riscos da poluição luminosa das cidades, que pode causar desorientação trágica na fauna. "A luz artificial também pode confundir filhotes de tartarugas marinhas, que quando eclodem do ovo são guiadas até o mar, dentre outros fatores, pela atração da luz da lua e estrelas refletindo na água", adverte Novaes. Ao caminharem na direção das luzes urbanas, essas recém-nascidas acabam expostas a predadores e atropelamentos. Como reduzir os riscos Tubarão-Tecelão (Carcharhinus brevipinna) saltando veld_mens / iNaturalist Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir incidentes. As recomendações incluem respeitar a sinalização das praias, evitar entrar no mar durante períodos de maré muito alta, não nadar em áreas profundas ou próximas a canais e evitar banhos em águas excessivamente turvas. Também é importante seguir orientações de guarda-vidas e órgãos de monitoramento locais, especialmente em regiões com histórico de ocorrências. Mais do que transformar tubarões em vilões, os estudos ajudam a compreender como fatores naturais moldam a dinâmica dos oceanos. A lua cheia não torna esses animais mais agressivos. O que ela faz é alterar o ambiente marinho e, em determinadas circunstâncias, aumentar as chances de encontro entre humanos e um dos mais antigos predadores do planeta. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente