Why Andhra Congress Chief YS Sharmila Was Denied A Rajya Sabha Seat
YS Sharmila was seen as Congress’s big Andhra bet, but the APCC chief was left out of the party’s final list of Rajya Sabha nominees from Karnataka.
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YS Sharmila was seen as Congress’s big Andhra bet, but the APCC chief was left out of the party’s final list of Rajya Sabha nominees from Karnataka.
KUCHING, June 6 — The Independent Police Conduct Commission (IPCC) provides an alternative platform for the public...
Pai e filhas são investigados por tráfico internacional e lavagem de dinheiro A organização criminosa liderada por Mario Sergio Nunes, conhecido como "Serjão do PCC", utilizava compartimentos secretos em caminhões e carretas para transportar grandes carregamentos de cocaína entre estados brasileiros. Segundo as investigações, o esquema tinha como objetivo dificultar a fiscalização e evitar a apreensão da droga. Segundo a Polícia Federal (PF), que investiga o grupo na operação 'Mens Occulta', um dos esconderijos mais usados pelos criminosos ficava na boleia dos caminhões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Em diferentes apreensões, os agentes encontraram cocaína escondida em fundos falsos instalados atrás do assento do motorista. Os compartimentos eram adaptados para ocultar grandes quantidades da droga. A repetição da estratégia chamou a atenção dos investigadores. Em outra apreensão, em Campo Grande (MS), cerca de 423 quilos de cocaína foram encontrados em um fundo falso instalado atrás do banco do motorista. Filha foragida de família investigada por tráfico se entrega Entenda como família investigada por tráfico mantinha estrutura empresarial para transportar cocaína entre estados brasileiros Para a PF, o uso do mesmo tipo de esconderijo em diferentes carregamentos indica um padrão operacional adotado pela organização criminosa. Os pneus dos veículos também eram usados para esconder a droga. Em março de 2024, um motorista foi preso em Jaraguari (MS) ao transportar cerca de 125 quilos de cocaína escondidos nos pneus de um caminhão. Posteriormente, a investigação relacionou o caso ao grupo investigado. Pouco tempo depois, em Água Clara (MS), outro carregamento, com 126,2 quilos de pasta base de cocaína, foi encontrado nos pneus sobressalentes de um caminhão conduzido por um morador de Uberlândia. Segundo as investigações, o veículo fazia parte da estrutura logística usada pela organização criminosa. Apreensão de cocaína em Campo Grande e relacionada ao esquema da família PRF/Divulgação As investigações também apontaram apreensões em que a droga estava escondida em compartimentos preparados no interior das cabines dos caminhões. Em Uberaba, por exemplo, 144 tabletes de cocaína foram encontrados ocultos na cabine de um conjunto veicular utilizado para o transporte da carga ilícita. Para a PF, o uso de fundos falsos, compartimentos clandestinos e pneus adaptados demonstra o grau de organização logística do grupo. A corporação afirma que a estrutura permitia transportar grandes quantidades de cocaína por rodovias de diversos estados, utilizando caminhões, carretas e motoristas recrutados para as operações. De acordo com a investigação, nove apreensões ligadas ao grupo resultaram na retirada de mais de 2,2 toneladas de cocaína de circulação em cerca de um ano. Alguns dos veículos usados por uma das empresas de fachada da família PF/Divulgação Empresa do tráfico A investigação da Polícia Federal (PF) revelou que a organização criminosa liderada por "Serjão do PCC" mantinha uma estrutura semelhante à de uma empresa para transportar cocaína e movimentar dinheiro do tráfico. Segundo a PF, o grupo utilizava caminhões, carretas, transportadoras, motoristas recrutados, contas bancárias de terceiros e empresas de fachada para sustentar a operação criminosa. O grupo usava laranjas para ocultar patrimônio e escondia drogas em compartimentos falsos instalados em caminhões. A organização também mantinha uma rota de transporte que ligava Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia a Minas Gerais. A PF também identificou a participação de familiares e aliados na movimentação financeira do esquema. Segundo as investigações, Uberlândia era o principal centro de recebimento, armazenamento e distribuição de drogas da organização criminosa. Quem é quem no esquema Da esquerda para direita: Mario Sergio Nunes, Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes, Brenda da Silva Nunes, Bruna Nunes e Rhanniery Nunes Graciano Reprodução/Redes Sociais Segundo a Polícia Federal (PF), o grupo investigado por tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro movimentou cerca de R$ 70 milhões sem origem financeira compatível nos últimos cinco anos. Durante a operação, os agentes apreenderam bens de alto valor, entre eles veículos importados, embarcações, motos aquáticas, propriedades rurais, um motorhome avaliado em R$ 1,2 milhão e um cavalo de competição estimado entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. A PF também localizou um segundo flutuante motorizado atribuído à família Nunes. Para os investigadores, os suspeitos mantinham um padrão de vida incompatível com a renda declarada. De acordo com a investigação, Mario Sergio Nunes, conhecido como "Serjão do PCC", liderava a organização criminosa e era responsável por coordenar a logística e as finanças do tráfico. A esposa dele, Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes, e as filhas, Bruna e Brenda Silva Nunes, são apontadas pela PF como participantes da movimentação de recursos e da ocultação de patrimônio. Mario Sergio e Brenda foram presos em um hotel de Uberaba na terça-feira (2). Bruna se entregou à PF na quinta-feira (4). Apesar de ser investigada, Maria Lourdetis não foi alvo de mandado de prisão. Já o ex-genro Rhanniery Nunes Graciano é apontado pela PF como um dos laranjas usados para ocultar bens ligados ao esquema criminoso. Em nota, o advogado da família Nunes, José Carlos de Oliveira Campos, afirmou que ainda não teve acesso completo ao processo, que corre sob sigilo. Ele disse ainda que a família confia nas instituições e está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários. Veja a íntegra abaixo. Em nota, o advogado de Rhanniery, Sérgio Luiz da Silva, afirmou que acompanha todos os desdobramentos do caso, mas que não fará comentários sobre aspectos específicos neste momento. Entendo como funcionava o esquema da família investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Uberlândia g1 LEIA TAMBÉM: PF apreende cavalo e flutuante ligados à família investigada por tráfico Homem é preso ao ser identificado em reconhecimento facial na Fenamilho Pâmela Volp é absolvida de acusação de venda de maconha por R$ 500 em presídio Suspeita de lavagem de dinheiro A Polícia Federal suspeita que os recursos obtidos com o tráfico eram ocultados por meio de empresas de fachada e da aquisição de bens de alto valor. "Eles não tinham renda fixa declarada, então foram vários veículos de luxo, alguns já estavam colocados à venda. Eles já estavam tentando desfazer dos bens, provavelmente pelas recentes apreensões que ocorreram no mês passado e no mês retrasado, e são veículos de alto valor, alto padrão", concluiu Garcia. Família de Uberlândia adquiria ranchos com dinheiro do tráfico internacional, segundo a PF PF/Divulgação O que disse a defesa da família Nunes "A defesa informa que a investigada integrante da Família Nunes apresentou-se espontaneamente perante a Polícia Federal, demonstrando respeito às autoridades e ao regular andamento da investigação. Entretanto, causa profunda preocupação o fato de que, até o presente momento, os advogados seguem sem acesso aos autos, mesmo havendo pessoas privadas de liberdade, e todas ainda aguardando a realização da audiência de custódia. A defesa ressalta que o sigilo da investigação não pode impedir o exercício das prerrogativas profissionais da advocacia, tampouco restringir garantias fundamentais asseguradas pela Constituição Federal, como o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e o controle judicial imediato da prisão. A Família Nunes reafirma sua confiança na Justiça, mas registra sua preocupação com o respeito às liberdades e garantias individuais, permanecendo à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários. Por se tratar de procedimento sigiloso, a defesa não se manifestará sobre o mérito dos fatos neste momento." O que disse a defesa de Rhanniery "A defesa de Rhanniery Nunes Graciano recebeu com serenidade as informações relacionadas à denominada Operação Mens Occulta e acompanha atentamente todos os desdobramentos do caso. Neste momento, é importante destacar que toda pessoa submetida à investigação ou processo judicial goza da garantia constitucional da presunção de inocência, princípio fundamental do Estado Democrático de Direito. A defesa reafirma a absoluta confiança nas instituições, no trabalho das autoridades competentes e no sistema de justiça brasileiro, certos de que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso regular do procedimento, com pleno respeito ao contraditório e à ampla defesa. Em respeito às investigações em andamento, não serão realizados comentários sobre aspectos específicos do caso neste momento. Temos convicção de que, ao final da apuração, a verdade dos fatos prevalecerá e todas as circunstâncias serão adequadamente esclarecidas perante as autoridades competentes." Apreensões durante a operação Mens Occulta da PF Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
A Nepali mountaineer who survived nearly a week on Mount Everest said he “chewed ice” to stay alive, as he recovered in a hospital after a miraculous rescue that stunned the climbing community. Dawa Sherpa, 57, disappeared in brutal conditions on the upper slopes of the world’s tallest mountain on May 30 during one of the final climbs of the spring season. With few climbers still on the peak and his oxygen exhausted, relatives had given up hope and begun ritual mourning prayers, believing he had died on the mountain. “I didn’t think I would be alive,” he told BBC Nepali on Friday from his hospital bed. “I thought I would perish this way. I didn’t get lost. As the oxygen ran out, I fell behind. After the oxygen finished, I couldn’t walk.” Left stranded in freezing temperatures near Everest’s “death zone”, where oxygen levels are critically low, Dawa Sherpa said he survived for days with almost no food or water. “I didn’t eat anything for the first two days. Then I began chewing ice. It hurt my teeth. I chewed the ice hard,” he said. He survived on a few chocolates and snacks he found in his pockets. “I soaked them in water and had them,” he said. Dawa Sherpa, also known as “Hillary” after legendary climber Edmund Hillary, had told others after his rescue that at one point he fell into a crevasse before managing to climb out. Jubilation and anger “Stepping on the snow, I stood up and looked above … It felt I could get out from there,” he said. “I then looked for ropes and found one. Then I held on to it and walked … eventually I came down.” He said he walked day and night towards base camp until finally encountering people almost a week later. He was found crawling towards the base camp on the morning of June 4 by the Sagarmatha Pollution Control Committee (SPCC), a Nepali team that helps set routes on Everest and clean up waste left behind. “Boys from SPCC were going up to collect the waste. I met them. They carried me down.” He was flown to Kathmandu for treatment for frostbite, severe dehydration and a fractured thigh bone, doctors said. “He is doing well. We had a chat,” his daughter Mendo Lhamu Sherpa told AFP. His survival has sparked celebration among fellow climbers, but also anger from family members who accused rescue teams of failing to locate him sooner. Nepal Mountaineering Association president Fur Gelje Sherpa called the survival extraordinary but said the incident highlighted serious concerns over climber safety. “It is irresponsible and inhumane to leave a person behind,” he said. “I believe that an investigation committee must be formed to hold the responsible people accountable for this.” Everest guide Rinji Sherpa, who comes from the same village as Dawa Sherpa, said the climber was highly experienced and familiar with the dangers of high-altitude mountaineering. “He is very lucky, he has had several close calls before but he has survived,” he said. At least five climbers — two Indians and three Nepalis — died during this year’s Everest season. More than 1,000 climbers reached Everest’s summit this season, according to preliminary Nepali government figures, making it the busiest season on record.
A Nepali mountaineer who survived nearly a week on Mount Everest said he “chewed ice” to stay alive, as he recovered in a hospital after a miraculous rescue that stunned the climbing community. Dawa Sherpa, 57, disappeared in brutal conditions on the upper slopes of the world’s tallest mountain on May 30 during one of the final climbs of the spring season. With few climbers still on the peak and his oxygen exhausted, relatives had given up hope and begun ritual mourning prayers, believing he had died on the mountain. “I didn’t think I would be alive,” he told BBC Nepali on Friday from his hospital bed. “I thought I would perish this way. I didn’t get lost. As the oxygen ran out, I fell behind. After the oxygen finished, I couldn’t walk.” Left stranded in freezing temperatures near Everest’s “death zone”, where oxygen levels are critically low, Dawa Sherpa said he survived for days with almost no food or water. “I didn’t eat anything for the first two days. Then I began chewing ice. It hurt my teeth. I chewed the ice hard,” he said. He survived on a few chocolates and snacks he found in his pockets. “I soaked them in water and had them,” he said. Dawa Sherpa, also known as “Hillary” after legendary climber Edmund Hillary, had told others after his rescue that at one point he fell into a crevasse before managing to climb out. Jubilation and anger “Stepping on the snow, I stood up and looked above … It felt I could get out from there,” he said. “I then looked for ropes and found one. Then I held on to it and walked … eventually I came down.” He said he walked day and night towards base camp until finally encountering people almost a week later. He was found crawling towards the base camp on the morning of June 4 by the Sagarmatha Pollution Control Committee (SPCC), a Nepali team that helps set routes on Everest and clean up waste left behind. “Boys from SPCC were going up to collect the waste. I met them. They carried me down.” He was flown to Kathmandu for treatment for frostbite, severe dehydration and a fractured thigh bone, doctors said. “He is doing well. We had a chat,” his daughter Mendo Lhamu Sherpa told AFP. His survival has sparked celebration among fellow climbers, but also anger from family members who accused rescue teams of failing to locate him sooner. Nepal Mountaineering Association president Fur Gelje Sherpa called the survival extraordinary but said the incident highlighted serious concerns over climber safety. “It is irresponsible and inhumane to leave a person behind,” he said. “I believe that an investigation committee must be formed to hold the responsible people accountable for this.” Everest guide Rinji Sherpa, who comes from the same village as Dawa Sherpa, said the climber was highly experienced and familiar with the dangers of high-altitude mountaineering. “He is very lucky, he has had several close calls before but he has survived,” he said. At least five climbers — two Indians and three Nepalis — died during this year’s Everest season. More than 1,000 climbers reached Everest’s summit this season, according to preliminary Nepali government figures, making it the busiest season on record.
The HPCC on Friday accepted the resignation of former Chief Parliamentary Secretary (CPS) Neeraj Bharti from the post of Vice-President of the state party unit.
Operação Fim de Dança, em novembro de 2025, prendeu chefes do PCC, que foram denunciados pelo MP. PCRR/Divulgação A Justiça de Roraima condenou cinco integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) apontados como líderes e operadores de um esquema de "lojas" do tráfico de drogas e de um "cofre central" enterrado no interior do estado. A sentença foi proferida no último sábado (30), pela Vara Criminal Única da Comarca de Caracaraí. As penas variam de três a nove anos de prisão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Entre os condenados estão o líder do esquema no estado, operadoras financeiras e o dono da propriedade rural onde as drogas ficavam escondidas. Abaixo, a lista de nomes, funções e penas estabelecidas pela Justiça: Rodrigo Alberto Xavier ('Sorriso Maroto'): Condenado a 8 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por organização criminosa e associação para o tráfico. Enviado de São Paulo para chefiar a facção em Roraima. Justiça extinguiu a acusação de tráfico neste processo específico porque ele já havia sido condenado por essa mesma carga de drogas em outra ação penal; Cilara Rodrigues de Souza ('Kauany'): Condenada a 9 anos, 1 mês e 7 dias de prisão em regime fechado por organização criminosa e tráfico. Atuava no recrutamento de mulheres e no gerenciamento direto de "lojas". Teve o direito de recorrer em liberdade revogado. Thelrislainy Stifany de Jesus Icassatte ('Allanna'): Condenada a 9 anos, 1 mês e 7 dias de prisão em regime fechado por organização criminosa e tráfico de drogas. Atuava como "Geral da FM" e "Geral Fora do Ar", operando as finanças e o pagamento do aluguel do esconderijo das drogas. A Justiça manteve sua prisão domiciliar provisória por ser gestante. Gleimerson Leonardo de Souza ('Profeta'): Condenado a 8 anos, 2 meses e 15 dias de prisão em regime fechado por organização criminosa e tráfico. Atuava como gerente da Loja Tem de Tudo no município de Mucajaí e enviava vídeos pesando crack, cocaína e skunk para a cúpula. José Daniel Alves de Sousa: Condenado a 3 anos, 5 meses e 7 dias de prisão em regime semiaberto por associação para o tráfico. Ele alugou a própria propriedade rural em Caracaraí por R$ 1.000 mensais para a facção enterrar um tambor (o "cofre central") com 3,3 quilos de cocaína e auxiliava nas auditorias. Ele poderá recorrer em liberdade. O g1 tenta localizar a defesa dos condenados. 🚓 O grupo operava o chamado "Setor da FM" (Família) do PCC, que consistia em uma rede altamente estruturada de tráfico de drogas, baseada em pontos de venda no varejo, conhecidos internamente como "lojas" ou "lojinhas". Segundo as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, a facção administrava pelo menos 55 desses pontos espalhados por diversos municípios, faturando cerca de R$ 1,5 mil diariamente. Apenas uma parcela dessa rede, composta por 14 lojas, chegou a movimentar R$ 414 mil em quatro meses. A operação criminosa mantinha uma hierarquia rigorosa e divisão clara de tarefas, ligada a um setor nacional da facção chamado "FM - Progresso". A maior parte do lucro arrecadado era enviada à cúpula da organização criminosa em São Paulo, restando uma comissão de 25% a 30% para os gerentes locais. O alto escalão do grupo era liderado por Rodrigo Alberto Xavier, o "Sorriso Maroto", e Cilara Rodrigues, a "Kauany", que chefiava as mulheres envolvidas e a loja mais lucrativa do esquema. Relatórios de inteligência usaram vídeos de prestação de contas e mensagens de celular para comprovar a atuação dos criminosos. Perda de prisão domiciliar Um dos destaques da sentença é o caso de Cilara Rodrigues de Souza, conhecida como Kauany. Ela cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica por ser mãe de filhos menores, mas teve o benefício revogado e a prisão preventiva decretada. A decisão ocorreu porque Cilara foi alvo de uma nova denúncia que apontou que ela continuou a financiar e comandar o transporte de pasta base de cocaína, mesmo enquanto era monitorada em casa pela Justiça. LEIA MAIS: 'Lojas' de drogas: PCC em Roraima enviava dinheiro dos lucros a SP, aponta Polícia Civil Prints e áudios: Como atuavam os 'gerentes' de 'lojas' do tráfico do PCC em Roraima Principal chefe feminina: Kauany comandava 'loja' de drogas com maior lucro 30 denunciados: MP denuncia integrantes do PCC por esquema de 'lojas' em Roraima 26 presos: Megaoperação contra PCC prende integrantes e atinge núcleo financeiro da facção 'Cofre central' O processo detalha que a facção utilizava uma área de mata na Vicinal 3 do Projeto Cujubim, em Caracaraí, para armazenar as drogas antes de distribuí-las aos pontos de venda. O local pertencia a José Daniel Alves de Sousa, que recebia o aluguel por transferências via Pix, feitas pela operadora financeira Thelrislainy. Durante o processo, a defesa de José Daniel alegou que ele achava que o local guardaria "minério". No entanto, a Justiça rejeitou a tese, pois o próprio réu confessou que, após dois meses, descobriu se tratar de drogas e decidiu continuar recebendo o dinheiro. Além disso, vídeos apreendidos mostraram José Daniel no meio da mata auxiliando o líder Rodrigo nas pesagens do entorpecente. A Justiça determinou, ainda, o perdimento de todos os bens e valores apreendidos com os réus em favor da União e ordenou a incineração das drogas. PCC em Roraima 🔎 O PCC, que surgiu há mais de 30 anos em uma prisão e há duas décadas era uma facção com 5 mil criminosos, exclusivamente no estado de São Paulo, se espalhou pelo Brasil e pelo mundo. Atualmente conta com cerca de 40 mil membros e já é considerada uma máfia, segundo o promotor Lincoln Gakiya, que investiga há décadas a ação do grupo criminoso no estado de São Paulo. Um estudo divulgado em novembro deste ano pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontou que o PCC domina a criminalidade em Roraima. A facção está presente em 13 dos 15 municípios do estado, incluindo a capital Boa Vista, e tem domínio exclusivo em cinco. Veja reportagem sobre operação que prendeu chefes: Operação Fim de Dança II prende suspeitos em Roraima e Santa Catarina Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
A venda geral de ingressos para o Rock in Rio começa na próxima segunda-feira (8). Neste ano, o evento deve gerar um impacto de mais de R$ 3 bilhões na economia da cidade do Rio de Janeiro. O clima da Cidade do Rock já começa a tomar conta do Rio. A música movimenta não apenas o festival, mas toda a cidade. Na última edição, em 2024, o impacto econômico foi de quase R$ 2,9 bilhões para a capital fluminense. Para este ano, a estimativa é ainda maior: mais de R$ 3,36 bilhões movimentados na economia. "O Rio de Janeiro parece que veste tudo de Rock in Rio. A nossa festa fica gigante. Todo mundo quer vir para cá: pessoas de vários estados e de vários países. Isso é uma responsabilidade muito grande para quem organiza essa festa. Quando você entra na Cidade do Rock, sente que alguma coisa aconteceu, que alguma coisa mudou a partir dali." Venda de ingressos do Rock in Rio começa na segunda; impacto econômico supera R$ 3 bilhões Globo/ Reprodução Desde a primeira edição, em 1985, a Cidade do Rock já recebeu um público de mais de 12,3 milhões de pessoas. Neste ano, o festival reúne uma seleção de superestrelas para os shows em setembro, incluindo o grupo de K-pop Stray Kids, a banda Foo Fighters, Gilberto Gil, Maroon 5, Black Eyed Peas e Elton John. A programação é marcada por uma sequência de sucessos. O DJ e cantor Pedro Sampaio será responsável por abrir o Palco Mundo. "Quando se trata de um festival como o Rock in Rio, você zera tudo e começa tudo de novo para entregar novidade, para ser disruptivo, para surpreender. O Rock in Rio é uma virada de chave na carreira de qualquer artista. É um grande portal, em níveis estratosféricos." O cantor e ator Xamã também está entre as atrações do evento, com apresentação no Palco Favela. Além de artista, ele destaca a experiência como fã do festival. "É muito mágico. Eu lembro que, na primeira vez, em 2019, fui com a minha família, quando ninguém tinha ido também. Então eu desci do palco e curti a roda-gigante, a montanha-russa, o palco de eletrônica, todos os shows possíveis. Então, além de trabalhar, a gente vai para curtir os outros dias também. Agora vamos curtir." "Muito mágico para mim, muito emocionante. Poder voltar ao Palco Favela neste ano é especial. Estou ansioso e preparando um show novo para a galera." GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM PCC e CV como terroristas: o que pode mudar para o Brasil após decisão dos EUA?
Brasileiros qualificados enfrentam dificuldade para conseguir emprego Globo/ Reprodução Cinco milhões de brasileiros que investiram tempo e dinheiro na formação profissional têm encontrado dificuldade na hora de conseguir emprego. A advogada empresarial sênior Ana Flávia Mambelli é um exemplo. Ela tem buscado uma vaga sem sucesso e avalia que o principal obstáculo pode ser justamente a alta qualificação. “Eu já ouvi muitas vezes: ‘Você é muito qualificada para a vaga’. E eu acho que tem um, um currículo robusto agora no mercado. Eu tive uma experiência fora do país e, agora que eu voltei, eu tenho sentido, né? Eles querem que você entregue um, um trabalho, uma qualidade de um serviço sênior, mas eles querem pagar um salário muito inicial, muito júnior.” O número de profissionais ocupados com ensino superior cresceu mais do que o total de trabalhadores ocupados nos últimos 14 anos e mais do que dobrou no período. Passou de 12,6 milhões para quase 25,8 milhões, segundo dados do IBGE. Ainda assim, um a cada cinco desses profissionais hoje trabalha de forma informal. Economistas classificam esse cenário como “mismatch”, um desencontro entre o perfil do trabalhador e a vaga disponível. Trata-se de uma situação em que profissionais que investiram na formação enfrentam dificuldade para encontrar um posto compatível no mercado de trabalho, sendo vistos como qualificados demais. O país avançou na qualificação de profissionais nas últimas décadas, mas não cresceu o suficiente para absorver essa mão de obra. A explicação é do professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, André Portela. “Se tivesse crescido mais, teríamos novas, mais e melhores ocupações a serem exercidas, eh, por esses novos profissionais. E, certamente, o salário seria maior, as oportunidades seriam melhores. Crescimento econômico é muito importante para isso.” “Agora, é importante dizer: ter a formação de educação superior, ainda assim, é melhor em termos de chance de emprego e de salários no mercado de trabalho do que não ter nível superior.” A publicitária Lívia Paula de Melo João também relata dificuldades. Ela tem graduação em rádio e TV, MBA em marketing digital e doutorado na França, e avalia que o próprio currículo pode se tornar um obstáculo. “Uma bagagem muito pesada, porque, como tem muitas qualificações etc., e às vezes até as pessoas acima, os gestores, não têm. Onde você fica nesse time, que nem sempre as pessoas estão compatíveis com você?” “Hoje em dia, eu tô até considerando alguns cargos, eh, menores, justamente por essa vontade de entrar, fazer carreira e conseguir crescer dentro da empresa.” GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM PCC e CV como terroristas: o que pode mudar para o Brasil após decisão dos EUA?
Líbano acusa Irã de usar país como 'moeda de troca' em negociações com os EUA Globo/ Reprodução O governo do Líbano acusou nesta sexta-feira (5) o Irã de usar o país como moeda de troca nas negociações com os Estados Unidos pelo fim da guerra. As declarações são as mais duras e contundentes já feitas até agora pelo governo libanês contra Irã. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, também fez críticas ao regime iraniano durante participação, em Beirute, no lançamento de um novo apelo humanitário da ONU para o Líbano. “Poupem o nosso Sul e parem de tratá-lo e ao seu povo como meras moedas de troca para melhorar os termos das suas negociações", disse. A fala foi uma resposta ao novo alerta da ONU sobre a crise humanitária no Líbano. Em Genebra, a organização pediu mais US$ 330 milhões em ajuda de emergência. Segundo a Organização das Nações Unidas, mais de 3.500 pessoas morreram nos últimos três meses. Quase 1 milhão de libaneses tiveram de deixar suas casas. O coordenador humanitário da ONU no Líbano, Imran Riza, afirmou que "O número de vítimas civis é alarmante e piora a cada dia". Mesmo com os alertas internacionais, os bombardeios continuaram nesta sexta-feira. No sul do Líbano, colunas de fumaça voltaram a subir sobre áreas atingidas pelos ataques. Na cidade portuária de Tiro, ruas ficaram cobertas de destroços. Agências bancárias, restaurantes e carros foram destruídos. A guerra recomeçou em março, depois que o Hezbollah passou a atacar Israel em apoio ao Irã, alvo de bombardeios americanos e israelenses. Os Estados Unidos anunciaram nesta semana um novo acordo de cessar-fogo entre Israel e o governo libanês. Mas o Hezbollah rejeitou a proposta. Israel também afirmou que não vai retirar as tropas do sul do Líbano enquanto o grupo extremista financiado pelo Irã não interromper os ataques. O governo libanês tenta, pela primeira vez em muitos anos, enfrentar publicamente a pressão do Irã. Mas, enquanto a diplomacia não avança, o sul do Líbano continua sendo o campo de batalha da crise no Oriente Médio. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM PCC e CV como terroristas: o que pode mudar para o Brasil após decisão dos EUA?
Especialistas avaliam impactos na cooperação internacional, no combate ao crime organizado e na soberania nacional. Globo/ Reprodução Especialistas em segurança avaliam que a decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como organizações terroristas representa risco à soberania nacional. Já defensores da medida afirmam que ela pode abrir espaço para ampliar a cooperação internacional. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, chamou a decisão de “equívoco”. Segundo ele, a medida não é a melhor forma de combater as facções e não altera a atuação do Brasil no enfrentamento ao crime organizado. "Na prática, essa decisão de um outro país soberano não tem nenhuma influência, não tem o condão de mudar as políticas públicas brasileiras. A nossa legislação e a nossa maneira de enfrentar o crime organizado, as facções, são baseadas na integração, são baseadas na descapitalização, ou seja, retirar o poder econômico dessas organizações criminosas, e na prisão de lideranças" “As organizações terroristas têm motivos ideológicos, motivos religiosos, eh, objetivos diferentes daqueles do crime organizado que, em que pese aterrorizar as pessoas, busca o lucro. E essa definição é um equívoco, porque a estratégia de enfrentamento é diferente para um grupo e para outro grupo. Então, nós não podemos confundir essas iniciativas, né?” A Polícia Federal ainda não foi comunicada sobre eventuais mudanças na cooperação com os Estados Unidos. No governo, a orientação é agir com cautela e intensificar o diálogo com autoridades americanas para evitar impactos negativos, tanto na cooperação contra o crime quanto na economia. O ex-secretário nacional de Segurança Pública Mário Sarrubbo afirmou que a medida pode prejudicar a troca de informações entre os países. “Diante do quadro que está posto, está interrompido o canal muito fluido, diga-se, de cooperação que temos hoje, que as agências policiais brasileiras e os ministérios públicos têm com as agências dos Estados Unidos. Essa cooperação, em tese, hoje, o fluxo dela está absolutamente interrompido, porque, eu insisto, a agência de inteligência ou as Forças Armadas não cooperam; elas trabalham de forma absolutamente autônoma, inclusive em território estrangeiro", afirma diretor-geral da PF. Para o coordenador da Escola de Segurança Multidimensional da USP, Leandro Piquet, a medida tem impactos amplos, mas também pode representar uma oportunidade para reforçar fiscalização e controle. “É uma oportunidade do Brasil endurecer seu processo de fiscalização, controle, checagem de empresas, checagem desses processos de infiltração do crime organizado em várias atividades econômicas no país. E, com isso, essa troca de informações mais intensa e os novos mecanismos à disposição para o congelamento de ativos e o congelamento de bens nos Estados Unidos, de dinheiro contaminado ou de atividades ligadas à atuação dessas organizações no Brasil, podem melhorar a, digamos, governança desse problema ligado à presença do crime organizado no Brasil, que hoje efetivamente tem um impacto muito severo na sociedade brasileira, com controle de território, controle de mercados ilícitos e em claro processo de expansão.” O presidente da Febraban, Isaac Sidney, disse que a medida pode afetar investimentos, mas defendeu o diálogo. “Nós trabalhamos com uma outra perspectiva de que o Estado brasileiro, por meio de seus órgãos, terá condições de avançar no debate, no diálogo com as autoridades americanas para esclarecer que nós temos uma institucionalidade forte do ponto de vista das instituições brasileiras. Nós temos um setor bancário que atua com integridade, com compliance e, portanto, nós temos que nos engajar nesse processo de interlocução', diz Sidney. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM
EUA oficializam a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas Reprodução Entrou em vigor hoje a classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A designação feita pelos Estados Unidos tem consequências jurídicas, financeiras e militares. As facções criminosas agora estão oficialmente na lista das organizações terroristas estrangeiras do governo americano. A decisão tinha sido anunciada na semana passada, quando passou a contar o prazo de sete dias para que o Congresso americano apresentasse alguma objeção à medida. Como isso não aconteceu, a declaração entrou hoje no Diário Oficial dos Estados Unidos. Ao anunciar a classificação, o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que o PCC e o Comando Vermelho são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Segundo o secretário, as facções comandam milhares de integrantes e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades e civis brasileiros. O governo também declarou que as facções estão presentes em doze estados americanos. Na semana passada, os Estados Unidos já haviam incluído o PCC e o Comando Vermelho em uma lista inicial de terroristas globais especialmente designados, o que permitia sanções financeiras como o congelamento de bens. Embora nenhuma sanção tenha sido anunciada até o momento, a classificação que entrou em vigor hoje é uma ferramenta ainda mais abrangente e pode levar a diversos tipos de ação por parte do governo americano. A especialista em relações internacionais do Centro de Estudos Políticos Brookings, Vania Felbab-Brown, explica o alcance da medida: "Pode ir da coleta de inteligência pelos militares americanos até, num caso extremo, a ataques a barcos carregando cocaína originária de águas brasileiras ligados ao Primeiro Comando da Capital, o PCC. Mas é muito pouco provável que os Estados Unidos decidam fazer alguma operação por terra". Juntas, as duas classificações estabelecem consequências criminais e migratórias. De acordo com o Departamento de Estado, qualquer pessoa nos Estados Unidos pode responder criminalmente se prestar qualquer tipo de apoio a essas organizações. A declaração também prevê que integrantes das facções sejam deportados ou proibidos de entrar em território americano. Com a oficialização, o PCC e o Comando Vermelho passam a figurar em uma lista de 110 grupos que inclui o Hamas, o Estado Islâmico e a Al-Qaeda." Desde que o presidente Donald Trump tomou posse no início do ano passado, o governo americano tem mirado em facções criminosas e cartéis de drogas da América Latina, já tendo classificado 17 deles como organizações terroristas estrangeiras. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM EUA oficializam classificação do PCC e CV como terroristas: a linha do tempo da decisão Planalto avalia que classificação do PCC e do CV como terroristas não deve ter efeito imediato
O juiz distrital John McConnell afirmou que as restrições impostas a pedidos de asilo, permissões de trabalho e cidadania de cidadãos de 39 países eram ilegais. "Desde então, as pessoas destes países foram categoricamente impedidas de obter decisões definitivas relativas, entre outras, a seus pedidos de asilo, permissões de trabalho, cartão de residência permanente ou naturalização", ressaltou o juiz. Ele citou uma publicação da ex-secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. Em dezembro, Noem afirmou no X ter recomendado ao presidente Donald Trump "uma proibição total de viagens para cada maldito país que inundou" os Estados Unidos "com assassinos, sanguessugas e viciados que acham que têm direito a tudo". A recomendação foi aplicada em caráter imediato, e os pedidos de cartões de residência, o famoso green card ou de naturalização ficaram suspensos para pessoas de 19 dos países mais pobres do mundo. Doze destas nações já enfrentavam uma proibição de entrada no território americano desde junho de 2025: Afeganistão Mianmar Chade República Democrática do Congo Guiné Equatorial Eritreia Haiti Irã Líbia Somália Sudão Iêmen A eles somavam-se outros sete (Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela), submetidos desde a mesma data a restrições na concessão de vistos. Vinte países foram posteriormente adicionados à lista em dezembro de 2025. Veja também Trump diz que órgão de inteligência dos EUA é 'grande demais' e pede demissões Trump 'rompe trégua com Lula' e causa 'tempestade' no Brasil: o que disse a imprensa internacional sobre tarifas Irã pede aos EUA liberação de US$ 24 bilhões congelados como 'teste de confiança', diz conselheiro de líder supremo a TV O juiz reprova, em particular, o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) por "justificar seus atos por preocupações de 'segurança nacional' que, na realidade, são pretextos para dissimular preconceitos anti-imigrantes". Trump transformou a luta contra a imigração irregular em uma prioridade absoluta, aludindo a uma "invasão" do país por parte de "criminosos vindos do exterior". Mas seu programa de deportações em massa foi frustrado ou freado por múltiplas decisões judiciais. EUA oficializam classificação de PCC e CV como organizações terroristas
Ronaldo Caiado defendeu equiparação de facções criminosas a organizações terroristas Reprodução/EPTV O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) disse, nesta sexta-feira (5), que vai mandar proposta ao Congresso Nacional para equiparar facções criminosas a organizações terroristas, caso seja eleito presidente da República. Ele é pré-candidato à chefia do Poder Executivo federal. A fala de Caiado aconteceu na manhã desta sexta, durante a 11ª edição do Encontro Brasileiro de Autos Antigos, na Praça Adhemar de Barros, em Águas de Lindóia (SP). O evento é voltado a fãs de carros clássicos e do automobilismo. A promessa vai ao encontro de uma decisão do governo dos Estados Unidos. A partir desta sexta, as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) passam a ser classificadas como organizações terroristas pela Casa Branca. "Nós sabemos muito bem que essa decisão será tomada por mim também, chegando o dia 5 de janeiro. Eu, como presidente da República, encaminharei ao Congresso Nacional a denominação de terroristas ao Comando Vermelho e também ao PCC", afirmou Caiado. "O que nós estamos vendo hoje é que, por omissão do governo, por conivência do governo, as facções expandiram a ponto de realmente tomar a liberdade de mais de 50 milhões de brasileiros, completou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp O pré-candidato ainda criticou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por não ter tomado essa medida antes dos Estados Unidos. "O que nós temos hoje é que ficou uma imagem muito ruim para o Brasil. Ficou uma imagem muito ruim porque o governo não teve a iniciativa de declarar os terroristas e aí, deixando com que os americanos fizessem em primeiro lugar", comentou. Congresso já rejeitou equiparação O Congresso Nacional já rejeitou, em fevereiro deste ano, equiparar o PCC e o CV como organizações terroristas. A discussão ocorreu em meio ao Projeto de Lei (PL) Antifacção. No início do debate, em novembro de 2025, o relator do projeto, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), inseriu essa classificação nas primeiras versões do texto. Derrite propôs uma alteração na "Lei Antiterrorismo" para equiparar facções criminosas a organizações terroristas. Na prática, o texto previa retirar os crimes mais graves de domínio territorial da "Lei de Organizações Criminosas" e equipará-los a terrorismo, incluindo-os, portanto, na "Lei Antiterrorismo", com penas de 20 a 40 anos de reclusão para essas condutas. PL Antifacção foi aprovado por 360 a 110 na Câmara Jornal Nacional/ Reprodução Diante das críticas de que a medida colocaria em risco a soberania nacional, Derrite recuou e retirou o trecho do parecer. Apesar do recuo de Derrite, a oposição tentou incluir a equiparação com terrorismo de última hora, na votação no plenário, por meio de um destaque — proposta para votar um trecho separadamente —, mas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), barrou a manobra. No Senado, desde o início da tramitação o relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), se negou a incluir no texto a equiparação de facções criminosas com organizações terroristas. O PL Antifacção, sem o trecho da equiparação, foi aprovado por 370 votos a 110 na Câmara e, de forma unânime, no Senado. Flávio Bolsonaro não votou emenda Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca na terça-feira (27/5) REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/@FLAVIOBOLSONARO via BBC Pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro foi a Washington pedir ao presidente norte-americano Donald Trump que classificasse o CV e o PCC como organizações terroristas. Em seguida, quando veio o anúncio dos EUA, Flávio comemorou a medida. Contudo, na época das discussões do PL Antifacção, o senador não atuou na articulação da inclusão dessa designação no texto do projeto de lei. À época, foi o senador Eduardo Girão (Novo-CE) quem apresentou um destaque — mecanismo para votar um trecho separadamente — para levar ao plenário uma emenda que equiparava facções criminosas a organizações terroristas, em linha com a proposta inicial de Derrite. A proposta foi rejeitada em votação simbólica — sem registro nominal de votos —, com o apoio dos senadores Carlos Portinho (PL-RJ), Jorge Seif (PL-SC), Sergio Moro (PL-PR), Wellington Fagundes (PL-MT), Damares Alves (Republicanos-DF) e do próprio Girão. Flávio, que votou a favor do projeto, não se manifestou sobre a emenda. Procurado, ele informou, em nota, que defende “tolerância zero para facções criminosas” e que não votou na emenda de Girão porque estava fora do plenário. Visita de Caiado Caiado visitou evento em Águas de Lindóia (SP) nesta sexta Fabrício Junqueira/EBAA Durante a visita a Águas de Lindóia, Caiado conversou com empresários e tirou fotos com o público. O ex-governador contou que o seu candidato a vice na chapa deverá ser definido até a primeira quinzena de julho. "Nossa campanha está crescendo no país todo, já fizemos toda a parte Sul do Brasil, certo? Estamos aqui, também, em São Paulo, rodando pelo interior. Em um segundo momento, agora, iremos também ao Nordeste. Estivemos também na minha região, o Centro-Oeste. Todos os palanques estão organizados", disse. Um dos destaques do evento foi a celebração dos 50 anos do Automóvel Concorde, considerado um dos modelos mais luxuosos e exclusivos da indústria nacional. O veículo foi lançado oficialmente em 1976 pelo idealizador João Storani, em Jundiaí (SP). Agora no g1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas
Inclusão das facções na lista americana de organizações terroristas estrangeiras entrou em vigor na sexta-feira (5/6) AFP via Getty Images A designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos tem potencial de provocar o efeito contrário desejado por Donald Trump e fortalecer as facções criminosas no Brasil e no mundo. Essa é a visão compartilhada pelo criminologista Nikos Passas, professor da Universidade Northeastern, nos Estados Unidos. O advogado foi um dos especialistas que colaborou para a implementação das convenções das Nações Unidas contra a corrupção e crime organizado transnacional e vem acompanhando de perto a estratégia americana contra o narcoterrorismo na América Latina. "No passado, vimos que a aplicação rigorosa de medidas contra essas organizações às vezes serve de incentivo para que elas se tornem mais bem organizadas, mais sofisticadas e, consequentemente, mais poderosas e resilientes", disse em entrevista à BBC News Brasil. Para Passas, o PCC e o CV foram capazes de crescer e expandir suas operações nas últimas décadas apesar das medidas tomadas no Brasil e internacionalmente para pará-los, o que demonstra sua capacidade de se adaptar e encontrar novas soluções criminosas. Agora no g1 A inclusão das facções na lista americana de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês), que entrou em vigor nesta sexta-feira (5/6), deve significar inicialmente um novo desafio para suas lideranças, diz. Mas sem uma colaboração estreita entre os governos americano e brasileiro, o cenário pode rapidamente se reverter a favor dos criminosos. "Se não houver a cooperação internacional necessária para combater atos criminosos, um efeito indesejável e imprevisto pode ser que essas organizações se tornem mais poderosas e difíceis de detectar", explica. Passas acredita que facções têm recursos para continuar operando apesar de restrições Arquivo Pessoal As facções precisarão, por exemplo, mudar a forma como gerenciam suas finanças para que possam continuar atuando. E segundo o criminologista, há indícios de que elas são capazes de encontrar aconselhamento legal e financeiro sofisticado para fazer isso. Da mesma forma, organizações criminosas tendem a fragmentar suas operações quando as autoridades fecham o cerco contra sua estrutura, diz Nikos Passas. Por vezes, isso acaba significando uma expansão para diferentes regiões geográficas e jurisdições. "A história nos ensina que esse tipo de organização rapidamente recorre a conhecimentos jurídicos sofisticados. Eles podem comprar o apoio de profissionais que lhes mostram como contornar a lei", afirma o criminologista. Ainda segundo o especialista, a colaboração estreita entre países é uma das melhores formas de combater as organziações e fazer com que as medidas implementadas sejam bem-sucedidas. No caso do PCC e do CV, porém, ainda não está claro como as autoridades no Brasil e nos Estados Unidos atuarão daqui para frente. A designação das organizações como terroristas foi vista como uma derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governo brasileiro era contra a medida – o principal argumento era de que ela poderia colocar em risco a soberania nacional ao abrir espaço para ações militares norte-americanas sob o pretexto de combate ao terrorismo. O governo também alegava que a medida iria contra a legislação brasileira que faz uma distinção entre as atividades praticadas por facções criminosas e o terrorismo. Mas a decisão do Departamento de Estado americano foi anunciada mesmo assim, um dia depois do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ter encerrado uma viagem para Washington, onde se encontrou com o presidente Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance e com o secretário de Estado, Marco Rubio. Para Nikos Passas, essa cenário indica um futuro incerto em relação à cooperação entre os dois países. Além disso, diz o especialista, o tom político e partidário da decisão pode ser explorado e beneficiar o PCC e o CV. "Eles podem afirmam que estão agindo contra partes externas que tentam interferir em assuntos brasileiros e obter apoio político adicional", avalia. Fora do alcance dos EUA? Uma das maiores consequências da classificação como organização terrorista é a inclusão das organizações na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro americano, que administra e aplica sanções econômicas e comerciais. Com isso, todos os bens das facções e suas lideranças nomeadas são bloqueados nos EUA. A inclusão também significa que qualquer empresa ou indivíduo que forneça apoio material para membros ou instituições ligadas ao PCC e ao CV pode enfrentar penalidades. Isso inclui envio de dinheiro, prestação de serviço, consultoria, fornecimento de transporte ou qualquer outra ajuda econômica direta ou indireta. Nikos Passas explica que essas barreiras podem mudar as regras do jogo para as organizações criminosas. No passado, outras organizações que estiveram na mira do Ofac se afastaram do ambiente financeiro americano e do dólar, diz ele. "Isso proporciona incentivos adicionais para a desdolarização, visando evitar a jurisdição dos EUA, evitar bancos que operam em dólares americanos ou evitar o dólar americano por completo", afirma. Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, é apontado como chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele está preso desde 1999 AFP via Getty Images No caso específico do PCC e do CV, que já tem suas operações internacionais principalmente na Europa e na África, as sanções devem levar a um afastamento ainda maior dos Estados Unidos, aponta Passas. O dinheiro que já é lavado, por exemplo, em Portugal, pode passar a ser reintroduzido na economia brasileira de formas mais sofisticadas, diz. E sem uma cooperação estabelecida não apenas entre as autoridades no Brasil e nos EUA, mas entre as polícias americana, europeias e africanas, pode ficar mais difícil para o governo de Donald Trump monitorar as movimentações das facções. "Do ponto de vista americano, a lei tem alcance extraterritorial, mas só será eficaz na medida em que houver acordo e cooperação com as autoridades nacionais locais", diz. "Em outras palavras, você até pode usar suas armas nos alvos que estão ao seu redor, mas se eles se moverem para outro lugar, estarão fora do seu alcance", resume o advogado.
Lula Getty Images / BBC O governo dos Estados Unidos oficializou nesta sexta-feira (5) a classificação das facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas. A decisão, que já havia sido anunciada em 28 de maio, foi publicada nesta sexta no Federal Register, o Diário Oficial americano. O documento é assinado por Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Outra decisão publicada no Federal Register nesta sexta-feira e também assinada por Rubio possibilita que pessoas ligadas ao PCC e CV tenham bens e ativos que estejam sob jurisdição dos EUA congelados sem aviso prévio. Também proíbe transações financeiras entre pessoas ou empresas americanas e essas organizações e prevê sanções contra indivíduos ou entidades que forneçam apoio material, financeiro ou logístico a esses grupos. Agora no g1 A designação de CV e PCC como entidades terroristas internacionais pelo Departamento de Estado norte-americano marcou a maior derrota do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sua relação com o governo do presidente Donald Trump desde a imposição do tarifaço, em 2025. Foi uma batalha que demorou mais de um ano, com idas e vindas de lado a lado e que, neste momento, parece ter sido vencida pelo grupo político agora liderado pelo senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O governo brasileiro era contra a medida. O principal argumento era de que ela poderia colocar em risco a soberania nacional ao abrir espaço para ações militares norte-americanas sob o pretexto de combate ao terrorismo. O governo também alegava que a medida iria contra a legislação brasileira que faz uma distinção entre as atividades praticadas por facções criminosas e o terrorismo. Do outro lado, o grupo liderado por Flávio Bolsonaro vinha defendendo publicamente a medida há mais de um ano apontando a posição contrária do governo Lula à designação como uma suposta demonstração de conivência da administração petista com o crime organizado. A decisão anunciada ao fim de maio veio, aliás, um dia depois de Flávio Bolsonaro ter encerrado uma viagem para Washington, onde se encontrou com o presidente Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance e com o secretário de Estado, Marco Rubio. O governo brasileiro nunca havia considerado o assunto totalmente superado dentro da administração Trump dado o que assessores de Lula classificam como imprevisibilidade do presidente norte-americano. Apesar disso, a BBC News Brasil apurou que a decisão dos EUA pegou de surpresa até mesmo diplomatas que acompanhavam parte das conversas entre os dois países sobre o assunto. Durante sua passagem pelos Estados Unidos, Flávio disse ter defendido, para toda a equipe de Trump, que o país tomasse a medida contra as organizações criminosas brasileiras — ao contrário do novo tarifaço de 25% proposto pelos EUA para produtos brasileiros nesta semana, que o senador diz ter pedido a Trump, Vance e Rubio que não fosse aplicado. Antes da viagem de Flávio, interlocutores do presidente Lula afirmavam, em caráter reservado, que o governo interpretaria um anúncio da administração Trump considerado negativo como uma possível ingerência no processo eleitoral do Brasil e que o governo responderia a exemplo do que aconteceu durante o tarifaço em 2025. Após a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas, Lula se manifestou publicamente sobre o tema. "Quer combater o crime organizado? Entregue os nossos que tão lá nos EUA. Nós não aceitamos ser tratados como moleque. Não aceitamos ser tratados como uma republiqueta", diss e o presidente. "Eu tive três horas com o presidente Trump. Três horas com ele. Entreguei quatro documentos pra ele, um deles era o combate ao crime organizado. O sr. Rubio não estava lá, possivelmente porque ele tivesse preparado para ajudar o filho de um bolsonarista que é candidato a eleição aqui nesse país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos EUA pedir intervenção americana no Brasil." Lei brasileira faz distinção entre criminalidade comum e terrorismo AFP via Getty Images Resposta brasileira A BBC News Brasil apurou que o governo brasileiro pretende modular a resposta à medida adotada pelos EUA para evitar um desgaste ainda maior junto ao público interno a poucos meses das eleições. Após a decisão, o governo publicou em 29 de maio uma nota em que diz que PCC e CV são tratados pelo Estado como organizações criminosas responsáveis por espalhar terror em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas, armas e atuação de milícias. Sem citar nome, a gestão chamou de "deplorável" a intervenção da família Bolsonaro nos temas internacionais. "A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros", diz o comunicado. Um integrante do governo ouvido pela BBC News Brasil em caráter reservado afirmou que o governo reconhece que a decisão dos EUA foi resultado da ação da ala bolsonarista com acesso ao governo norte-americano. A interpretação é que a ala bolsonarista teria atuado para criar um constrangimento ao governo, levando a administração petista a se manifestar contra a medida para depois ser criticada por supostamente defender facções criminosas. Ele disse ainda que um dos aspectos que mais estaria preocupando o governo são os possíveis impactos da medida junto ao sistema financeiro brasileiro. O governo teme que empresas ou bancos brasileiros possam ser sancionados por conta de eventuais vínculos comerciais ainda que involuntários com essas facções. Flávio Bolsonaro defendeu designação do PCC e do CV como organizações terroristas no encontro com Trump Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro Cronologia da derrota A ideia de adotar sanções contra organizações criminosas brasileiras como o PCC e o CV como entidades terroristas vinha sendo estudada pelo governo norte-americano há vários anos. Em 2021, por exemplo, a Secretaria do Tesouro incluiu o PCC como uma entidade designada, uma classificação que permite impor sanções aos seus integrantes ou a empresas que mantivessem negócios com a facção. Mas o plano de designar PCC e CV como entidades terroristas ganhou força, de fato, após o início do segundo mandato de Donald Trump, em 2025. O plano vinha sendo discutido internamente pela área técnica do Departamento de Estado, com auxílio de oficiais da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Entre o final de 2025 e o início de 2026, o Departamento de Estado enviou assessores ao Brasil que se reuniram com promotores brasileiros especializados no combate ao crime organizado para obter mais informações sobre o assunto. Maio de 2025 Em maio de 2025, por exemplo, o governo norte-americano enviou o então chefe interino da estratégia de sanções do Departamento de Estado ao Brasil, David Gamble, e o assessor Ricardo Pitta. Pitta chegou a se reunir com a família Bolsonaro e, segundo o senador Flávio Bolsonaro, já naquele momento, a família defendeu a designação do PCC e do CV como organizações terroristas. O movimento foi monitorado pelo governo brasileiro que, já naquela época, via essa possibilidade como uma possível interferência norte-americana na política brasileira de combate ao crime organizado. Julho de 2025 Em julho de 2025, quando Trump impôs o tarifaço sobre produtos brasileiros, a expectativa na diplomacia brasileira era de que a medida sobre facções brasileiras poderia ser adotada naquela época, o que acabou não ocorrendo. O governo Lula, por sua vez, tentou desmontar o discurso pró-designação adotando um discurso de que a classificação das facções como organização terrorista não seria efetiva no combate ao crime organizado. Em setembro de 2025, por exemplo, Lula criticou a possível medida em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). "É preocupante a equiparação entre a criminalidade e o terrorismo. A forma mais eficaz de combater o tráfico de drogas é a cooperação para reprimir a lavagem de dinheiro e limitar o comércio de armas. Usar força letal em situações que não constituem conflitos armados equivale a executar pessoas sem julgamento", disse Lula em uma referência a ataques que vinham sendo feito pelos Estados Unidos a embarcações na costa de países latino-americanos como Venezuela e Colômbia. O assunto continuou a ser discutido em Washington. Março de 2026 A possibilidade de designação continuou a ser estudada pelo Departamento de Estado até que, no dia 8 de março deste ano, o portal UOL revelou que o governo norte-americano estava prestes a adotar a medida. A notícia fez com que o governo brasileiro montasse uma espécie de "operação de emergência" para impedir a adoção da medida. Naquele mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com Marco Rubio sobre o assunto. Dois dias depois, no dia 10 de março, um porta-voz do Departamento de Estado divulgou uma nota reiterando que o governo norte-americano considerava as duas facções como ameaças ao país. "Os Estados Unidos consideram as organizações criminosas do Brasil — incluindo o PCC e o CV — como ameaças significativas à segurança regional, devido ao seu envolvimento no tráfico de drogas, na violência e no crime transnacional", dizia o texto. Lula passou então a defender, de forma ainda mais ostensiva, que os Estados Unidos cooperem com o Brasil no combate ao crime organizado como alternativa à designação. Ao mesmo tempo, os governos dos dois países discutiam propostas de cooperação nessa área. No dia 13 de março, o jornal Folha de S. Paulo revelou que os EUA haviam enviado um plano ao Brasil em que pediam que o país adotasse medidas para extinguir o PCC e o CV. Nas semanas que se seguiram, o esforço da diplomacia brasileira parecia ter surtido efeito e a designação não veio. Maio de 2026 O assunto, no entanto, voltou à tona em 28 de maio, após a visita de Flávio Bolsonaro a Washington. Ele se encontrou com o presidente Trump, seu vice, J.D. Vance e com Marco Rubio. Nos encontros, disse Flávio, ele defendeu a designação do PCC e do CV como organizações terroristas. "Batemos de novo na mesma tecla de que os Estados Unidos deveriam classificar, sim, CV e PCC como organizações terroristas. Dissemos que, se Deus quiser, a partir de 2027, o Brasil vai ser um aliado no combate ao crime organizado, diferente do atual governo, que parece proteger esses marginais", disse Flávio após o encontro com Marco Rubio. Segundo ele, Rubio teria parecido até mais favorável à proposta que Trump. Antes da viagem de Flávio, interlocutores do presidente Lula diziam que, ainda que o governo tivesse conseguido se aproximar de Trump nos últimos meses, inclusive com uma visita ocorrida há menos de um mês, a administração petista tinha a convicção de que diversos setores do governo norte-americano têm uma preferência clara pela candidatura de Flávio Bolsonaro em relação à de Lula. Junho de 2026 A designação pelos Estados Unidos do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas entrou em vigor oficialmente em 5 de junho. A decisão oficial foi publicada no Federal Register, Diário Oficial dos EUA, e é assinada por Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Outra decisão assinada por Rubio possibilita que pessoas ligadas ao PCC e CV tenham bens e ativos que estejam sob jurisdição dos EUA congelados sem aviso prévio, porque um aviso antecipado permitiria a transferência rápida de recursos financeiros, tornando as sanções ineficazes. Com Thais Carrança, da BBC News Brasil em São Paulo.
Andréia Sadi: governo monitora decisão dos EUA sobre facções, que já está em vigor O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, chamou de "equívoco" a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras. A entrada das organizações criminosas na lista norte-americana foi anunciada em 28 de maio pela Secretaria de Estado dos EUA, e passou a valer nesta sexta-feira (5). "As organizações terroristas têm motivos ideológicos, motivos religiosos, objetivos diferentes daquele do crime organizado que, em que pese aterrorizar as pessoas, busca o lucro", pontuou o diretor da PF. "E essa definição é um equívoco, porque a estratégia de enfrentamento é diferente para um grupo e para outro grupo. Então, nós não podemos confundir essas iniciativas, né? Para o cidadão pouco importa a definição, qual a semântica, o que vai ser chamado esse grupo que está impingindo o medo", prosseguiu. Rodrigues explicou que a decisão norte-americana não vai alterar a estratégia brasileira de combate ao crime organizado nem a atuação da PF no combate às facções criminosas. Isso porque, o narcotráfico e o terrorismo têm características diferentes, portanto, exigem estratégias distintas. "Há questões técnicas que precisam ser colocadas mas, ao mesmo tempo, tornar muito claro que para nós essa definição que os Estados Unidos atribui às organizações criminosas em nada altera o vigor e a firmeza que nós vamos seguir atuando contra o crime organizado. É motivação distinta, é objetivo distinto", destacou. Nos bastidores, integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty defendem a manutenção do diálogo com as autoridades norte-americanas, mas admitem que a decisão dificilmente será revertida no curto prazo. Diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, é ouvido na CPI do Crime Organizado Andressa Anholete/Agência Senado A Polícia Federal não foi comunicada oficialmente sobre a medida e tomou conhecimento da decisão pela imprensa. Segundo o diretor da PF, ainda é cedo para avaliar se a classificação terá impacto na cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. Não tivemos nenhuma alteração, nenhuma interlocução que tenha sinalizado mudança imediata nessa cooperação. Precisamos aguardar para saber qual será a política dos Estados Unidos e se é o caso de haver alterações", disse. O diretor da PF ressaltou, porém, que a decisão de Washington não interfere nas políticas públicas brasileiras para o enfrentamento das facções. "Na prática, essa decisão de um outro país soberano não tem nenhuma influência, não tem o condão de mudar as políticas públicas brasileiras. A nossa maneira de enfrentar o crime organizado é baseada na integração, na descapitalização dessas organizações criminosas e na prisão de lideranças", afirmou.
Pai e filhas são investigados por tráfico internacional e lavagem de dinheiro Bruna Nunes, apontada como foragida da operação "Mens Occulta", se entregou à Polícia Federal (PF) na tarde de quinta-feira (4), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Ela é investigada por envolvimento em um esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro liderado pelo pai, Mario Sergio Nunes, conhecido como "Serjão do PCC". "Ela disse que queria ficar junto da irmã no presídio", afirmou o delegado Felipe Martins Perez Garcia. Quem é quem no esquema de família investigada por tráfico e lavagem de dinheiro Entenda como família investigada por tráfico mantinha estrutura empresarial para transportar cocaína entre estados brasileiros Bruna se apresentou à Polícia Federal acompanhada da mãe, Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes, que também é investigada no caso. Segundo a PF, Maria teria atuado na organização e manutenção das atividades criminosas atribuídas ao grupo, mas não foi alvo de mandado de prisão. Após a entrega, Bruna foi encaminhada para a Penitenciária Professor Pimenta da Veiga, em Uberlândia, onde permanece à disposição da Justiça. Em nota, o advogado da família Nunes, José Carlos de Oliveira Campos, confirmou que Bruna se apresentou espontaneamente à PF, demonstrando respeito às autoridades e ao regular andamento da investigação. Veja a íntegra abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Bruna foi se entregar acompanhada da mãe Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes PF/Divulgação Papel de Bruna no esquema Segundo a Polícia Federal, Bruna Nunes tinha participação ativa no esquema criminoso investigado. De acordo com a corporação, ela atuava como intermediária na comunicação entre integrantes do grupo e utilizava contas bancárias para movimentações financeiras suspeitas. A investigação também aponta que Bruna mantinha um padrão de vida incompatível com a renda formal declarada, de R$ 3.750 por mês. Entre os bens identificados está um carro avaliado em cerca de R$ 130 mil, que, segundo a PF, teria sido pago pelo pai. Ainda de acordo com os investigadores, entre março e maio de 2023 foram registradas movimentações consideradas atípicas e sem justificativa na conta da investigada. A PF afirma que os recursos teriam sido usados para bancar despesas mensais de Mario Sergio Nunes, estimadas em até R$ 30 mil. A apuração também identificou mensagens interceptadas que mostram a preocupação de Bruna em apagar conversas com pessoas ligadas ao crime organizado na região. Para a PF, o conteúdo sugere que ela tinha conhecimento das atividades investigadas. Outro ponto destacado pela investigação é que Bruna já havia sido denunciada, em 2019, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), junto com familiares, por suspeitas de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Monte Carmelo. Com base nos indícios reunidos durante a investigação, a Polícia Federal pediu à Justiça mandados de busca e apreensão e a prisão preventiva da investigada. bruna nunes operação mens occulta uberlândia Reprodução/Redes Sociais Empresa do tráfico A investigação da PF apontou que a organização criminosa liderada por "Serjão do PCC", operava com uma estrutura semelhante à de uma empresa, utilizando caminhões, carretas, transportadoras, motoristas recrutados, contas bancárias de terceiros e empresas de fachada para transportar cocaína e movimentar recursos do tráfico. O grupo usava laranjas para ocultar patrimônio, escondia drogas em compartimentos falsos de caminhões e mantinha uma rota que ligava estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia a Minas Gerais. A PF identificou ainda a participação de familiares e aliados na movimentação financeira do esquema, que tinha em Uberlândia seu principal centro de recebimento, armazenamento e distribuição de drogas. Alguns dos veículos usados por uma das empresas de fachada da família PF/Divulgação 2 toneladas de cocaína foram apreendidas em 1 ano Nove grandes apreensões realizadas em um ano não interromperam as atividades da família investigada na operação "Mens Occulta", da Polícia Federal (PF). Segundo a PF, mais de 2 toneladas de cocaína ligadas a Mario Sergio Nunes, conhecido como "Serjão do PCC", e aos familiares dele foram apreendidas durante o período investigado. De acordo com a polícia, eles fazem parte do núcleo principal da organização criminosa. Apesar do volume de drogas apreendidas, a Polícia Federal afirmou que a quantidade representa apenas uma pequena parte dos entorpecentes movimentados pelo grupo investigado. Quem é quem no esquema família tráfico uberlândia polícia federal cocaína Reprodução/Redes Sociais Mario Sergio Nunes, o "Serjão do PCC", liderava a organização criminosa e coordenava a logística e as finanças do tráfico. A esposa, Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes, e as filhas, Bruna e Brenda Silva Nunes, teriam auxiliado na movimentação de recursos e na ocultação de patrimônio. Já o ex-genro, Rhanniery Nunes Graciano, é apontado como laranja utilizado para esconder bens ligados ao esquema. Em nota, o advogado de Rhanniery, Sérgio Luiz da Silva, afirmou que acompanha todos os desdobramentos do caso, mas que não fará comentários sobre aspectos específicos neste momento. Família é apontada como núcleo principal da organização Segundo o delegado Felipe Martins Perez Garcia, o grupo é investigado por integrar uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de cocaína e à lavagem de dinheiro. A Polícia Federal (PF) apura movimentações financeiras de cerca de R$ 70 milhões sem origem compatível nos últimos cinco anos. Durante a operação, a Polícia Federal (PF) já havia apreendido veículos importados, embarcações, motos aquáticas, propriedades rurais e um motorhome de luxo avaliado em cerca de R$ 1,2 milhão. Na quarta-feira (3), a PF apreendeu um cavalo de competição avaliado entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. Além do animal apreendido, os agentes encontraram um segundo flutuante motorizado atribuído à família Nunes. Segundo a corporação, os investigados mantinham um padrão de vida incompatível com a renda declarada oficialmente. Mario e a filha Brenda foram presos em um hotel em Uberaba durante o cumprimento dos mandados de prisão. Para os investigadores, Brenda exercia papel de destaque dentro da estrutura criminosa e seria o braço direito do pai. "Uma das filhas é uma advogada que é o braço direito dele, e tanto ele quanto essa filha foram encontrados e presos em Uberaba, no início do dia, num hotel. Então assim, aparentemente, estavam planejando uma possível fuga", disse o delegado da PF, Felipe Martins Perez Garcia. De acordo com as investigações, a organização criminosa trazia cocaína do Paraguai para o Brasil. A droga entrava no país pelo Mato Grosso do Sul, escondida em caminhões, e seguia para Uberlândia. Depois, era distribuída para outras cidades e estados. Entendo como funcionava o esquema da família investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Uberlândia g1 LEIA TAMBÉM: Interiorização do crime: por que cidades menores lideram taxa de homicídios Pai incomodado com choro mata filho de 3 meses com socos e tapas VÍDEO: Mulher é expulsa a chineladas ao tentar furtar loja de açaí Suspeita de lavagem de dinheiro A Polícia Federal suspeita que os recursos obtidos com o tráfico eram ocultados por meio de empresas de fachada e da aquisição de bens de alto valor. "Eles não tinham renda fixa declarada, então foram vários veículos de luxo, alguns já estavam colocados à venda. Eles já estavam tentando desfazer dos bens, provavelmente pelas recentes apreensões que ocorreram no mês passado e no mês retrasado, e são veículos de alto valor, alto padrão", concluiu Garcia. Família de Uberlândia adquiria ranchos com dinheiro do tráfico internacional, segundo a PF PF/Divulgação O que disse a defesa da família Nunes "A defesa informa que a investigada integrante da Família Nunes apresentou-se espontaneamente perante a Polícia Federal, demonstrando respeito às autoridades e ao regular andamento da investigação. Entretanto, causa profunda preocupação o fato de que, até o presente momento, os advogados seguem sem acesso aos autos, mesmo havendo pessoas privadas de liberdade, e todas ainda aguardando a realização da audiência de custódia. A defesa ressalta que o sigilo da investigação não pode impedir o exercício das prerrogativas profissionais da advocacia, tampouco restringir garantias fundamentais asseguradas pela Constituição Federal, como o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e o controle judicial imediato da prisão. A Família Nunes reafirma sua confiança na Justiça, mas registra sua preocupação com o respeito às liberdades e garantias individuais, permanecendo à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários. Por se tratar de procedimento sigiloso, a defesa não se manifestará sobre o mérito dos fatos neste momento." Apreensões durante a operação Mens Occulta da PF Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
The family of a Nepali climber who dragged himself off Mount Everest six days after being abandoned called for an investigation into rescue efforts, as doctors said on Friday he is in a stable condition and recovering in hospital. Mountaineer Dawa Sherpa, 57, vanished in bitter conditions on the upper reaches of the world’s highest mountain early on May 30. His family thought he was dead and had even begun ritual mourning prayers. He was found crawling towards Base Camp on Thursday morning by the Sagarmatha Pollution Control Committee (SPCC), a Nepali team that helps set routes on Everest and clean up waste left behind. Dawa Sherpa, also known as “Hillary” after the famed climber Edmund Hillary, was flown to the capital Kathmandu, where he is being treated for frostbite on his fingers, a fractured thigh bone and severe dehydration, doctors said. “His clinical condition remains stable, and his dehydration is showing significant improvement,” said Jyotindra Sharma, director of the HAMS Hospital in Kathmandu. He said Dawa Sherpa had survived “extremely challenging conditions” on Everest. “He will remain in the [intensive care unit] for a few more days for ongoing care and observation,” Sharma said in a statement. His remarkable survival was greeted with jubilation by his family, who also said they were angry at what they described as the failure of rescue teams to locate him earlier. His wife, Damu Sherpa, told AFP of her joy when she was sent a photograph as he was flown to the capital. “I do not remember how this week went — we thought he was no more, and had already begun his last rites,” she said as she waited to meet him outside the hospital’s ICU. “I was so surprised when I saw the photos and recognised him — he was still wearing a cap I knitted for him.” ‘Angry’ The climb was one of the last of the season, meaning that there were few other mountaineers on the peak. His wife accused the expedition company of failing to deploy search teams in time. “There should be some investigation against the company — they delayed search and rescue for him,” she said. Karma Gyalje Sherpa, a relative who is also an Everest guide, questioned whether more action would have been taken sooner if a high-paying foreigner had been lost on the icy peak. “It is a miracle that he survived in that environment, without eating properly for six days,” he told AFP while waiting at the hospital. “The situation does make me feel angry,” he said. “We don’t know, but if he were a foreigner, maybe the response would be different?” Everest guide Rinji Sherpa, from the same village as Dawa Sherpa, said he was a man who knew the dangers of the mountains well and would do all he could to support his clients. “He is very loyal to his clients, and diligent with making sure he performs his responsibility,” he said. “He is very lucky, he has had several close calls before — but he has survived.” At least five people have died this season — two Indians and three Nepali climbers — on Everest expeditions. More than 1,000 climbers reached the summit of Everest this season, according to initial tallies by Nepali officials, making it the busiest on record.
The family of a Nepali climber who dragged himself off Mount Everest six days after being abandoned called for an investigation into rescue efforts, as doctors said on Friday he is in a stable condition and recovering in hospital. Mountaineer Dawa Sherpa, 57, vanished in bitter conditions on the upper reaches of the world’s highest mountain early on May 30. His family thought he was dead and had even begun ritual mourning prayers. He was found crawling towards Base Camp on Thursday morning by the Sagarmatha Pollution Control Committee (SPCC), a Nepali team that helps set routes on Everest and clean up waste left behind. Dawa Sherpa, also known as “Hillary” after the famed climber Edmund Hillary, was flown to the capital Kathmandu, where he is being treated for frostbite on his fingers, a fractured thigh bone and severe dehydration, doctors said. “His clinical condition remains stable, and his dehydration is showing significant improvement,” said Jyotindra Sharma, director of the HAMS Hospital in Kathmandu. He said Dawa Sherpa had survived “extremely challenging conditions” on Everest. “He will remain in the [intensive care unit] for a few more days for ongoing care and observation,” Sharma said in a statement. His remarkable survival was greeted with jubilation by his family, who also said they were angry at what they described as the failure of rescue teams to locate him earlier. His wife, Damu Sherpa, told AFP of her joy when she was sent a photograph as he was flown to the capital. “I do not remember how this week went — we thought he was no more, and had already begun his last rites,” she said as she waited to meet him outside the hospital’s ICU. “I was so surprised when I saw the photos and recognised him — he was still wearing a cap I knitted for him.” ‘Angry’ The climb was one of the last of the season, meaning that there were few other mountaineers on the peak. His wife accused the expedition company of failing to deploy search teams in time. “There should be some investigation against the company — they delayed search and rescue for him,” she said. Karma Gyalje Sherpa, a relative who is also an Everest guide, questioned whether more action would have been taken sooner if a high-paying foreigner had been lost on the icy peak. “It is a miracle that he survived in that environment, without eating properly for six days,” he told AFP while waiting at the hospital. “The situation does make me feel angry,” he said. “We don’t know, but if he were a foreigner, maybe the response would be different?” Everest guide Rinji Sherpa, from the same village as Dawa Sherpa, said he was a man who knew the dangers of the mountains well and would do all he could to support his clients. “He is very loyal to his clients, and diligent with making sure he performs his responsibility,” he said. “He is very lucky, he has had several close calls before — but he has survived.” At least five people have died this season — two Indians and three Nepali climbers — on Everest expeditions. More than 1,000 climbers reached the summit of Everest this season, according to initial tallies by Nepali officials, making it the busiest on record.