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Como Trump tenta influenciar eleições em outros países e por que seu apoio nem sempre tem o resultado esperado Getty Imagens via BBC Quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio "completo e total" ao candidato da direita na eleição presidencial colombiana, no fim de maio, ele estava repetindo um gesto raro entre seus antecessores, mas cada vez mais comum neste segundo mandato. O candidato, Abelardo De La Espriella, disputará o segundo turno com Iván Cepeda, do partido Pacto Histórico, o mesmo do presidente Gustavo Petro. Em sua rede social, Truth Social, Trump parabenizou De la Espriella, a quem chamou pelo apelido de "El Tigre", pela vitória no primeiro turno. "Abelardo enfrentará um marxista de esquerda radical no segundo turno em 21 de junho", acrescentou, referindo-se a Cepeda. "Os resultados desta eleição são de extrema importância para o futuro da Colômbia e para suas relações com os Estados Unidos." De La Espriella agradeceu Trump pelo "apoio decisivo". Cepeda, por sua vez, denunciou o que descreveu como "tom intervencionista" e exigiu respeito à soberania da Colômbia. Por que o PIX está na mira de Trump? A Colômbia é apenas o exemplo mais recente em que Trump tenta influenciar o resultado de um pleito ao manifestar preferência por determinado candidato ou partido. Também fazem parte dessa lista crescente países como Argentina, Honduras, Hungria e Japão, entre vários outros. Embora, historicamente, os Estados Unidos tenham interferido em eleições de diversos países no passado, a maneira como isso tem sido feito pelo governo Trump tem chamado a atenção. "Geralmente era feito de maneira velada, não costumava ser explícito por parte dos presidentes", diz à BBC News Brasil o professor de História Mikael Wolfe, da Universidade Stanford, na Califórnia. "Era raro um presidente, antes de Trump, intervir diretamente em uma eleição em andamento e de forma tão pública", afirma Wolfe. "Trump rompeu com o modus operandi." Em vez de operações secretas da CIA, a agência de inteligência americana, como documentado durante a Guerra Fria, ou de manifestações sutis da diplomacia em defesa de eleições justas e transparentes, Trump recorre às redes sociais para pedir votos abertamente, às vezes com ameaças, para candidatos alinhados ideologicamente. O presidente americano, que iniciou o segundo mandato com uma retórica de não-intervencionismo, também se destaca pela escala de seu envolvimento em assuntos domésticos de outros países. "Neste momento, o governo Trump adota uma postura de buscar de alguma forma influenciar todas as eleições que ele acompanha", diz à BBC News Brasil o cientista político Oliver Stuenkel, pesquisador da Universidade Harvard e do Carnegie Endowment for International Peace. "Na América Latina, o que se vê é que algum tipo de opinião ou de tentativa de influenciar virou regra", observa. "A exceção agora é o governo americano não fazer isso." Stuenkel lembra que, às vésperas do segundo turno nas eleições presidenciais peruanas, no domingo (7/6), muitos se perguntavam por que Trump ainda não havia declarado apoio à candidata da direita, Keiko Fujimori. Nesse contexto, crescem no Brasil discussões sobre a possibilidade de que os Estados Unidos tentem interferir nas eleições presidenciais de outubro. A percepção de tentativa de interferência foi reforçada nas últimas semanas, com a decisão do governo americano de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas e com ameaças de novas tarifas contra produtos brasileiros. Essas medidas foram anunciadas poucos dias após uma visita a Washington do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump. Vinte dias antes, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deverá buscar a reeleição em outubro, havia sido recebido por Trump na Casa Branca, em mais um sinal de aproximação após meses de tensão entre os dois países no ano passado. Diante desse cenário, há no Brasil a expextativa de que, com ou sem tentativa de interferência americana, temas ligados à política externa e às relações entre Brasília e Washington devem ganhar relevância na campanha. O impacto do apoio de Trump Mesmo que Trump busque influenciar a eleição brasileira, é difícil medir o possível impacto. Em alguns países, os candidatos apoiados por ele saíram vitoriosos. Nas eleições legislativas da Argentina, em outubro do ano passado, Trump foi além da mera manifestação pública de apoio, e sugeriu que o auxílio financeiro ao país dependia da vitória da coalizão do presidente Javier Milei, seu aliado. "Se ele perder, não seremos generosos com a Argentina", disse o americano. A coalizão de Milei conquistou uma vitória clara no pleito, que foi comemorada por Trump em sua rede social: "GRANDE VITÓRIA na Argentina para Javier Milei, um candidato maravilhoso apoiado por Trump!" Um mês depois foi a vez de Trump se manifestar sobre a eleição presidencial de Honduras, declarando apoio ao conservador Nasry Asfura em várias postagens e insinuando que, caso o candidato fosse derrotado, os Estados Unidos não continuariam a destinar recursos ao país. Após a votação, em meio a um longo processo de contagem de votos, Trump postou, sem oferecer provas, que autoridades eleitorais estavam tentando "mudar os resultados" do pleito. Asfura acabou sendo eleito por pequena margem. Pouco antes das eleições legislativas do Japão, em fevereiro, Trump postou mensagem de apoio à coalizão da primeira-ministra Sanae Takaichi, que acabou conquistando uma vitória considerada histórica. "Como presidente dos Estados Unidos da América, é minha Honra conceder o meu Apoio Completo e Total a ela e ao que a sua altamente respeitada coalizão está representando", postou Trump antes do pleito. No ano passado, em visita à Polônia, a então secretária de Segurança Interna americana, Kristi Noem, pediu abertamente aos poloneses que votassem no candidato conservador, Karol Nawrocki, que acabou eleito presidente. No entanto, se nesses casos os candidatos apoiados pelo governo Trump saíram vitoriosos, em outros países a interferência americana parece não ter ajudado, ou até mesmo atrapalhado, aparentemente favorecendo partidos opostos à agenda de direita. Durante as eleições parlamentares da Hungria, em abril deste ano, Trump manifestou diversas vezes apoio ao então primeiro-ministro, Viktor Orbán, seu aliado próximo. O presidente americano Donald Trump e o ex-líder húngaro Viktor Orbán, à direita Getty Images via BBC "Hungria: SAIAM ÀS RUAS E VOTEM EM VIKTOR ORBÁN", escreveu Trump em uma das várias postagens na Truth Social. "Ele é um verdadeiro amigo, um lutador e um VENCEDOR, e tem o meu Apoio Completo e Total para a sua Reeleição como Primeiro-Ministro da Hungria." O vice americano, JD Vance, chegou a visitar Budapeste poucos dias antes da votação, para demonstrar o apoio do governo americano à campanha de Orbán. Apesar desses esforços, Orbán acabou derrotado por Péter Magyar. No Canadá, a interferência americana acabou prejudicando o candidato conservador nas eleições do ano passado. Em vez de apoio explícito, a influência de Trump se deu principalmente por meio de tarifas e provocações, ao insistir que o Canadá deveria ser anexado como o 51º Estado americano. Essas declarações acabaram despertando uma onda de orgulho nacional no Canadá. O Partido Conservador, de Pierre Poilievre, à frente nas pesquisas até a reta final, foi derrotado pelo Partido Liberal, do primeiro-ministro Mark Carney. "Quando um país é muito dependente e não possui nenhuma capacidade de resistir a esse tipo de interferência, como é o caso de Honduras, acho que o eleitor sabe que uma boa relação com os Estados Unidos é fundamental para o bem-estar do país", diz Stuenkel. "Em países menos expostos, onde a tentativa de influenciar é vista como uma interferência indevida, há um risco de isso virar algo contraproducente", afirma . "[No Canadá], as ameaças criaram um problema para o candidato pró-Trump, que virou alvo de críticas. Nesse caso, as ameaças de Trump decidiram a eleição, deram a vitória a Mark Carney", salienta Stuenkel. O que esperar nas eleições no Brasil No caso do Brasil, um país que não tem tanta dependência dos Estados Unidos, tentativas anteriores de interferência de Trump parecem não ter surtido o efeito desejado. No ano passado, o governo Trump adotou uma série de medidas em resposta ao que descreveu como "perseguição" sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. As medidas incluíram tarifas sobre produtos brasileiros e sanções a autoridades, como restrições financeiras ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Mas a pressão americana não ajudou Bolsonaro, que em setembro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após perder a eleição de 2022. "Toda vez que Trump meio que intervém, posta algo em suas redes, seja para favorecer Bolsonaro ou para tentar punir Lula de alguma forma, por meio de tarifas ou outros meios, isso parece reverter em benefício do próprio Lula", observa Wolfe. Em reação às medidas americanas, o presidente Lula adotou uma postura de defesa da soberania nacional que, segundo pesquisas, parece ter aumentado seu apoio. "As tarifas no ano passado produziram uma reação entre as elites empresariais em São Paulo, e no país como um todo", diz à BBC News Brasil o cientista político Will Freeman, pesquisador do Council on Foreign Relations. "Eles acreditaram em Lula quando Lula disse que isso era um comportamento traidor." Stuenkel lembra que a questão da soberania é algo muito enraizado no Brasil, o que torna mais difíceis tentativas de influenciar as eleições vindas de fora. Em 2018, quando Jair Bolsonaro venceu a eleição, ele foi apelidado por muitos como "o Trump dos trópicos", devido à sua afinidade com o presidente americano, que estava na época em seu primeiro mandato. No entanto, naquela eleição o governo americano manteve a neutralidade diplomática padrão, e foi somente após a vitória de Bolsonaro que Trump se manifestou oficialmente, parabenizando o brasileiro. No pleito de 2022, quando estava fora da Casa Branca, Trump apoiou abertamente Bolsonaro e pediu que os brasileiros votassem nele, mas a disputa foi vencida por Lula. Naquela eleição, também houve relatos de que o governo do então presidente americano Joe Biden teria feito uma "campanha de pressão silenciosa" para instar líderes políticos e militares do Brasil a respeitar a democracia brasileira. Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca no final de maio Reprodução/Instagram/@FlavioBolsonaro via BBC O governo americano estaria preocupado com a possibilidade de uma crise institucional no Brasil, em meio a alegações de fraude nas urnas feitas por Bolsonaro. As ações dos Estados Unidos foram criticadas por alguns como intromissão nas eleições brasileiras. "Acho que a forma como os democratas (do partido de Biden) viam é que o processo estava em risco, e que eles estavam defendendo o processo, não um candidato ou outro", diz Freeman. "Os conservadores olharam para isso e disseram 'vocês podem dizer que estavam defendendo o processo, mas o que fizeram beneficiou a centro-esquerda, ou esquerda, ou como queiram chamar'", observa. "Então, acho que há um debate aí. Mas, para mim, a diferença clara é que os democratas e Biden foram muito cuidadosos em justificar publicamente suas políticas como orientadas pelo processo, para garantir que o processo fosse respeitado, independentemente de quem ganhasse", afirma Freeman. "Enquanto Trump nem se dá ao trabalho de fazer isso. Acho que ele não se importa se alguém o acusar de intervir a favor de um candidato, ele está obviamente fazendo exatamente isso", destaca. Interesses americanos e 'queda de braço' Trump não é o primeiro presidente americano a tomar partido em eleições. Alguns anos atrás, um levantamento do cientista político americano Dov Levin encontrou mais de 80 episódios nos quais os Estados Unidos interferiram em eleições estrangeiras no período entre 1946 e 2000. Mas quando se buscam exemplos de apoio feito de maneira tão aberta, são raros os casos citados. Wolfe, da Universidade Stanford, menciona a eleição presidencial na Nicarágua em 1990, disputada pelos sandinistas e pela oposição, que era apoiada pelos Estados Unidos. "(O presidente americano na época) George H. W. Bush (1989-1993) deixou claro que, se os sandinistas vencessem, a guerra dos Contras (contra o governo) na Nicarágua e as sanções comerciais continuariam", diz Wolfe. "Foi uma interferência explícita, e a oposição acabou vitoriosa." Outro exemplo comumente citado é de Bill Clinton (1993-2001), cujo governo, temendo a volta do comunismo na Rússia, forneceu ajuda política, financeira e diplomática ao presidente russo Boris Yeltsin, na década de 1990. "Mas não foi algo tão explícito, não foi Bill Clinton escrevendo uma carta ao povo russo", observa Stuenkel. "Agora é completamente aberto e inclusive chega a atrapalhar outras estratégias chave dos Estados Unidos." Uma das diferenças frequentemente apontadas entre a postura do governo Trump e a de seus antecessores é em relação às motivações ao buscar interferir em outros países. Antes, os objetivos costumavam ser estratégicos, para avançar interesses americanos. "Trump parece mais preocupado com a lealdade declarada desses líderes do que com suas posições em questões como Estados Unidos versus China", diz Freeman. "Está apoiando pessoas apenas por serem de direita, mesmo que não estejam trazendo grandes resultados nas prioridades geopolíticas dos Estados Unidos." Freeman ressalva que, no caso da América Latina, há a questão dos cartéis de drogas, importante para o governo Trump. "Acho que veem a eleição desses líderes de direita como parte de um plano para alinhar os países do hemisfério em uma abordagem militarizada contra os cartéis." No entanto, além de quebrar normas diplomáticas, apoiar publicamente determinado candidato no exterior pode prejudicar as relações bilaterais, que passam a ser baseadas em afinidades entre líderes individuais em vez interesses compartilhados entre os países. Além disso, há o risco de o candidato favorecido perder. "Esse intervencionismo partidário introduz uma instabilidade na relação bilateral", observa Stuenkel. "Ou você estabelece relações sólidas pra tentar conter a China (na América Latina, como defende um grupo dentro do governo), ou você quer apoiar governos de direita, e isso inevitavelmente produz uma fricção com governos de esquerda." No caso das relações com o Brasil, há dois grupos no governo americano que disputam a atenção de Trump: um mais pragmático e outro mais ideológico e alinhado à direita. Essa ala ideológica é liderada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que recentemente descreveu o Brasil como um país que não é amigável aos interesses americanos. "Há uma verdadeira queda de braço em relação ao Brasil", salienta Freeman. "São apenas algumas poucas pessoas profundamente interessadas nesse assunto, e elas estão puxando Trump para uma direção ou outra, um dia após o outro." "Esses lobbies específicos, é interessante como isso virou uma espécie de alavanca para direcionar a política da Casa Branca para a América Latina, e como pode ser usado em eleições futuras", diz Freeman. "Não é apenas Trump fazendo isso por preferência pessoal, porque acorda pensando e se importando com a Colômbia ou algo do tipo." Para Stuenkel, a postura explícita de Trump ao apoiar candidatos ao redor do mundo faz parte também de uma erosão mais abrangente das normas segundo as quais um presidente não se intrometia em eleições de outros países. "Tem a ver, em parte, com uma maior articulação, sobretudo da direita, no âmbito internacional. Há uma rede muito coesa, uma maior interlocução em todas as áreas, seja de comunicação, construção de narrativa", afirma Stuenkel. "Trump é um símbolo disso. Mas acho que esse é um fenômeno que veio pra ficar e que vai além dele."
Ministro Edson Fachin discursa durante a abertura do VI Congresso Brasileiro de Direito e Políticas Públicas. Reprodução/GloboNews O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (8) que o órgão estuda novos mecanismos de transparência para dar publicidade a valores pagos em atraso à magistratura e aperfeiçoar a divulgação de informações sobre a remuneração do Judiciário. A declaração foi feita durante a abertura do VI Congresso Brasileiro de Direito e Políticas Públicas, em São Paulo, dias após o ministro criar um grupo de trabalho para fazer um pente-fino nos chamados "penduricalhos" pagos a magistrados. Segundo Fachin, as medidas vêm sendo discutidas no âmbito do Observatório Nacional sobre Integridade e Transparência (ONIT), criado durante sua gestão à frente do CNJ. Entre as iniciativas em estudo, ele citou mecanismos de transparência para pagamentos retroativos a magistrados, o aperfeiçoamento da proposta do contracheque único nacional, a revisão de instrumentos de transparência remuneratória e propostas para ampliar a publicidade de fundos administrados pelo Poder Judiciário. "Todas essas iniciativas possuem um elemento comum: o fortalecimento da legitimidade institucional por meio da transparência", afirmou. Ao defender as medidas, o presidente do CNJ disse que a confiança da sociedade nas instituições depende não apenas da fundamentação das decisões judiciais, mas também da transparência e da prestação de contas por parte do Judiciário. "Transparência, integridade e, para usar a palavrinha da moda, accountability — ou seja, a necessidade de prestar contas — não são temas acessórios. São elementos centrais da própria legitimidade democrática do Poder Judiciário", declarou. Grupo de trabalho Fachin cria grupo para fazer pente fino em penduricalhos Na última sexta-feira (6), Fachin criou um grupo de trabalho para elaborar propostas voltadas à regulamentação e à transparência de verbas pagas a integrantes da magistratura. A equipe terá 180 dias para apresentar uma proposta ao CNJ que garanta a efetiva padronização, transparência e previsibilidade das parcelas remuneratórias do Judiciário. A ideia é produzir um mapa dos valores pagos, levantando as verbas remuneratórias e indenizatórias atualmente repassadas aos magistrados nos diversos ramos do Judiciário, com classificação quanto à natureza jurídica, fundamento normativo e impacto no teto constitucional. Com isso, acabar com distorções nos salários de juízes e estabelecer critérios mais rígidos aos pagamentos, com a devida previsão e fundamentação legal. A medida é mais uma forma de ampliar a fiscalização dos pagamentos a magistrados, em meio à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou o pagamento dessas verbas extras de caráter indenizatório, os chamados penduricalhos no salário de agentes públicos. Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, durante abertura do ano na Corte Reprodução/TV Justiça Limite a penduricalhos Em março, o Supremo fixou quais as verbas podem ser classificadas como penduricalhos e pagos acima do salário mensal, estabelecendo que o valor final não pode passar de 70% do salário, limitado ao teto do funcionalismo, que é de R$ 46,3 mil. Em maio, o CNJ criou o contracheque único para todos os juízes, concentrado no mesmo documento de registro de salários e verbas extras. A nova frente para combater os supersalários prevê a realização de estudos sobre propostas legislativas a respeito da remuneração de magistrados, inclusive debatendo com especialistas. O grupo deve discutir uma "solução de longo prazo para a questão e que gere uma disciplina remuneratória". Segundo Fachin, a remuneração dos servidores públicos, em especial da magistratura, é um dos assuntos de grande importância e de intenso debate. Para o presidente do STF e CNJ, são vários fatores que contribuem para este cenário, como a ausência da “revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices, passando pela ausência de uniformidade das decisões referentes este assunto, causada pela dispersão de centros decisórios administrativos (são mais de 90 Tribunais no país), gerando realidades distintas". O ministro aponta que isso provocou desigualdades, insegurança jurídica, falta de publicidade e, "o mais grave, utilização de subterfúgios conceituais dissociados da realidade. Em outras palavras utilização de verbas indenizatórias com efeitos de verbas remuneratórias objetivando superar a defasagem do teto remuneratório". Juízes, procuradores e promotores passa a ter contracheque único, incluindo os penduricalhos E, ainda de acordo com o ministro, "na esteira da má solução, o reconhecimento de passivos funcionais nem sempre estão devidamente amparados na adequada interpretação das normas previstas no ordenamento jurídico". Além de juízes auxiliares da Presidência do CNJ e da secretária Geral do CNJ e de representantes de entidades representativas de juízes, o grupo vai contar com membros de fora da magistratura, que podem contribuir com pareceres, estudos técnicos e notas explicativas. Também vão indicar representantes o Conselho Nacional do Ministério Público, Defensoria Pública da União, Conselho Superior da Defensoria Conselho Superior da Defensoria Pública dos Estados, da Advocacia Pública da União, Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal, Senado Federal, Câmara dos Deputados e Tribunal de Contas da União.
Guarda deteve mais dois homens que faziam sexo em banheiro público de praça em Limeira Wagner Morente A Guarda Civil Municipal (GCM) deteve nesta segunda-feira (8) mais dois homens, de 58 e 62 anos, suspeitos de fazer sexo em um banheiro público na Praça Toledo Barros, no Centro de Limeira (SP). Com isso, chega a sete o número de detidos por atos obscenos no local desde a última sexta (5). Segundo a Guarda, um dos detidos nesta segunda confessou usar o espaço público habitualmente para encontros casuais. Com os suspeitos, os agentes apreenderam preservativos e lubrificante. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp Até a última atualização desta reportagem, os nomes dos homens não haviam sido divulgados. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial (DP) de Limeira, onde a dupla permaneceu à disposição da Justiça. Agora no g1 Casos recorrentes Ainda de acordo com a corporação, a praça já vinha sendo monitorada por conta de denúncias relacionadas a atos obscenos. Na última sexta-feira, os agentes também detiveram três homens por praticarem atos obscenos dentro do banheiro da praça. Já no sábado (6), outros dois homens foram flagrados fazendo sexo. "A Guarda Civil Municipal já monitorava o espaço após receber denúncias e informações sobre a prática desse tipo de conduta. Com a intensificação da fiscalização, foi possível realizar as abordagens em flagrante. Situações suspeitas podem ser denunciadas pelo telefone 153", destacou a prefeitura. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba
Torcedores se divertem no Fifa Fan Fest em Copacabana na Copa 2022 Marcos Serra Lima/g1 A Copa do Mundo de 2026 pode movimentar até R$ 244,9 milhões na economia carioca durante os jogos da Seleção Brasileira, disse a Riotur nesta segunda-feira (8). O cálculo considera o cenário mais favorável para o Brasil na competição: a disputa das oito partidas possíveis, com a chegada à final e a conquista do hexacampeonato mundial. Segundo o órgão da prefeitura, a estimativa faz parte do estudo "Potencial Impacto Econômico dos Jogos do Brasil na Copa do Mundo de Futebol 2026 na Economia Carioca", elaborado pela administração municipal, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e da Riotur. Segundo o levantamento, a trajetória da seleção na competição pode representar ganhos expressivos para a economia carioca. A cada conquista do Brasil no torneio, o impacto econômico cresce em cerca de R$ 30,6 milhões por partida disputada, diz o levantamento. Comércio do Rio adere às cores do Brasil para atrair clientes às vésperas da estreia na Copa do Mundo Os três jogos da fase de grupos têm potencial para movimentar R$ 91,8 milhões. Na rodada seguinte, o valor sobe para R$ 122,4 milhões. O montante previsto nas oitavas é de R$ 153 milhões, nas quartas de R$ 183,6 milhões e de R$ 214,2 milhões nas semifinais. Os cálculos levam em consideração os gastos dos torcedores com transportes, ingressos e consumo em festas, comida em bedida para consumir em casa, adereços, gastos com bares e restaurantes, dentre outros gastos dos torcedores que se reúnem para acompanhar os jogos. Caso a seleção brasileira esteja na decisão do título, a movimentação econômica na cidade poderá chegar a R$ 244,9 milhões. As estimativas têm como referência o estudo Economia do Futebol Carioca, publicado pelo Município, e considera o comportamento de torcedores dos quatro grandes clubes cariocas, Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo, que costumam acompanhar partidas em bares, restaurantes, estádios e encontros com amigos e familiares. "Poucas cidades vivem o futebol com a intensidade do Rio de Janeiro. Quando a Seleção entra em campo, bares, restaurantes e espaços de convivência ficam movimentados, gerando benefícios para diversos setores da economia. O estudo mostra que a paixão do carioca pelo futebol também se traduz em geração de renda e oportunidades para a cidade", destaca Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico. Além dos setores de bares, restaurantes, turismo, comércio e entretenimento, o estudo aponta benefícios para o comércio de artigos esportivos, a realização de eventos temáticos e os investimentos em infraestrutura voltada para transmissões e celebrações públicas durante o torneio. "Os resultados reforçam a relevância dos grandes eventos esportivos como indutores de atividade econômica. A mobilização gerada pelos jogos do Brasil estimula diferentes cadeias produtivas ligadas ao turismo, ao entretenimento e à gastronomia, ampliando a circulação de pessoas e o consumo em diversos pontos da cidade”, afirma o presidente da Riotur, Bernardo Fellows. O estudo completo está disponível no Observatório Econômico do Rio e no portal da Riotur.
Rose, the 12-year-old protagonist of “Rain Reign,” is obsessed with homonyms — words that sound alike but differ in spelling and meaning — and the title duly refers to the name she gives to her suitably regal-looking golden retriever. There are no hidden layers of meaning, however, in Erika Burke Rossa’s straightforward, sweet-natured family film. A […]
Um dos maiores exemplares de pau brasil já identificados no RJ é encontrado no Parque Estadual da Pedra Branca Divulgação/INEA Um dos maiores exemplares de pau-brasil já identificados na Cidade do Rio de Janeiro foi localizado no Parque Estadual da Pedra Branca, informou o Instituto Estadual do Meio Ambiente, responsável pela administração da área da conservação. Com 16 metros de altura – o equivalente a um prédio de cinco andares, a espécie foi identificada pelo coordenador de voluntariado da Trilha Transcarioca, o pesquisador Diego Monsores durante uma atividade de monitoramento, no início de maio, no núcleo Piraquara do Parque Estadual da Pedra Branca, em Realengo. A árvore apresenta uma circunferência de 2,35 metros: para abraçar o seu tronco são necessárias três pessoas adultas de mãos dadas. O pau-brasil, que pode ter mais de 200 anos, foi localizada por meio dos monitoramentos aéreos realizados com drones, ao longo dos trechos da trilha. Segundo Monsores, a tecnologia tem sido uma grande aliada da conservação ambiental. "Utilizamos desde câmeras trap para monitoramento de fauna a drones que realizam o mapeamento aéreo da copa das árvores. O objetivo é observar, localizar e mapear espécies ameaçadas, auxiliando diretamente a unidade de conservação na proteção dessas espécies tão importante. A proposta é realizar a coleta de sementes e a produção de mudas desses exemplares, a fim de garantir a preservação da diversidade genética local e fortalecer futuras ações de restauração ecológica", destacou ele. Agora no g1 Parceira do Inea, a Trilha Transcarioca promove o projeto Pró Espécies, que atua no mapeamento de comunidade de plantas ameaçadas de extinção presente nas matas do corredor florestal da trilha que possui mais de 184 quilômetros, sendo considerada a primeira trilha de longo curso do país. Sergundo o instituto, a presença de um exemplar centenário de pau-brasil associado a uma linhagem endêmica e rara "evidencia a importância estratégica do Parque Estadual da Pedra Branca para a conservação da biodiversidade e do patrimônio genético da Mata Atlântica'. "Essas descobertas mostram que fragmentos florestais urbanos podem desempenhar papel decisivo na manutenção de espécies ameaçadas e reforçam a necessidade de ampliar ações de pesquisa, monitoramento e conservação nessas áreas protegidas", diz a diretora de Biodiversidade, Ecossistemas e Áreas Protegidas do Inea, Julia Bochner. Um dos maiores exemplares de pau brasil já identificados no RJ é encontrado no Parque Estadual da Pedra Branca Divulgação/INEA 50 exemplares de espécie rara Na mesma trilha, outra surpresa: foi encontrada uma população de, aproximadamente, 50 indivíduos de pau-brasil-folha-arruda-RJ, espécie raríssima e exclusiva do Estado do Rio de Janeiro. Até poucos anos atrás, o pau-brasil era conhecido apenas por três morfotipos: folha de Arruda, folha-de-café e folha-de-laranja. Porém, com o avanço das pesquisas sobre o genoma do pau-brasil, foram identificadas cinco linhagens que vivem no litoral brasileiro: norte, arruda-BA, laranja, café e arruda-RJ, sendo este último exclusivo do Estado do Rio de Janeiro, segundo o pesquisador Dr. Haroldo Cavalcante de Lima, do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um dos autores desse estudo. Recentemente, um estudo conduzido pela bióloga e pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Patrícia da Rosa, confirmou a existência da população nativa de pau-brasil-folha-arruda-RJ. Segundo a pesquisadora, a linhagem arruda-RJ é endêmica do Rio de Janeiro. Isso transforma o Estado do Rio em responsável direto pela conservação dessa diversidade genética única da flora brasileira. Essas descobertas também mostram que fragmentos florestais urbanos ainda conservam biodiversidade de altíssimo valor ecológico e genético. "O núcleo Piraquara, por exemplo, foi identificado como um dos poucos fragmentos de alta prioridade para conservação da linhagem arruda-RJ, reunindo populações saudáveis, regeneração natural e potencial para produção de sementes e mudas destinadas à restauração ecológica. A redescoberta dessas populações nativas representa uma notícia extremamente importante para a conservação da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro. Isso confirma que ainda existem remanescentes com pau-brasil da linhagem arruda-RJ sobrevivendo em áreas urbanas, mesmo após séculos de exploração e perda de habitat", ressaltou Patrícia da Rosa. Sobre o parque O Parque Estadual da Pedra Branca abrange parte de 17 bairros das zonas oeste e sudoeste do Rio de Janeiro. Com 12.491,72 hectares de área, o parque foi criado pela Lei Estadual nº 2.377 de 28 de junho de 1974. É considerado uma das maiores florestas em área urbana do mundo. A unidade de conservação abrange parte de 17 bairros das zonas oeste e sudoeste do Rio de Janeiro: Jacarepaguá, Taquara, Camorim, Vargem Pequena, Vargem Grande, Recreio dos Bandeirantes, Grumari, Padre Miguel, Bangu, Senador Camará, Jardim Sulacap, Realengo, Santíssimo, Campo Grande, Senador Vasconcelos, Guaratiba e Barra de Guaratiba. O parque foi criado com o objetivo de preservar remanescentes florestais e mananciais hídricos ameaçados pela expansão urbana, proteger construções históricas, ruínas e sítios arqueológicos, dentre outros.
Juiz aposentado fazia live minutos antes de ponte desabar; ele e o irmão ficaram feridos O juiz aposentado Edinaldo Muniz, de 54 anos, uma das vítimas do desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, interior do Acre, começou a ter a sedação retirada nesta segunda-feira (8) pelos médicos. Ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco. Nesta segunda, Weverton se sentiu mal com dores na cabeça e buscou atendimento no Hospital João Câncio Fernandes. Na unidade, a equipe decidiu transferi-lo para Rio Branco de ambulância para exames complementares de imagem e investigação mais detalhada do quadro. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉🏽 Contexto: A ponte desabou na noite de sexta-feira (5) com quatro pessoas em cima. A estrutura estava interditada desde quinta (4) por risco de desabamento às margens do Rio Iaco. Imagens de câmeras de segurança registraram o desabamento e as pessoas, que ultrapassaram o bloqueio, passando. Veja quem são os feridos aqui. Veja o que se sabe sobre o acidente ANTES E DEPOIS: Imagens mostram como ficou ponte que desabou Segundo o boletim médico, da Secretaria de Saúde (Sesacre), a equipe médica suspendeu a sedação do juiz para avaliar a progressão do nível de consciência. "O paciente permanece em ventilação mecânica, sob monitoramento contínuo e assistência integral das equipes médica e multiprofissional", diz o comunicado Conforme o informativo, Edinaldo apresentou evolução clínica favorável e redução da necessidade de drogas vasopressoras. Além disso, os parâmetros clínicos e laboratoriais também demonstram evolução positiva e o quadro segue grave, porém, com sinais de melhora clínica. Edinaldo Muniz criticava situação da obra que custou R$ 36 milhões Reprodução/Instagram Na atualização anterior, divulgado nesse domingo (7), foi informado que o juiz apresentava sangramento pela ureta e poderia passar por uma nova cirurgia. Contudo, após novos exames, o procedimento foi descartado nesta segunda. Edinaldo fazia uma transmissão ao vivo em uma rede social mostrando a estrutura e criticando a obra quando houve o acidente. Após passar por uma cirurgia no quadril, o juiz aposentado precisou de doação de sangue para continuar o tratamento. Além do juiz, o advogado Ednei Muniz dos Santos, de 51 anos, irmão dele, também foi uma das vítimas do desabamento e segue internado no Pronto-Socorro. Confira abaixo o estado de saúde dele e de Antônio Morais: Edinei Muniz dos Santos, 51 anos - Foi submetido a procedimento cirúrgico ortopédico e apresenta evolução pós-operatória estável. O paciente permanece internado para continuidade do tratamento, realizando antibioticoterapia e acompanhamento clínico diário pelas equipes assistenciais. Seu estado geral é considerado estável. Antônio Morais Lima Filho, 36 anos - Permanece internado após ser submetido a procedimento cirúrgico pela equipe de Ortopedia. O paciente apresenta evolução pós-operatória estável, mantendo boa resposta ao tratamento instituído. A permanência da internação hospitalar se dá em razão da necessidade de acompanhamento do dreno torácico ainda em uso. O paciente segue em observação, recebendo antibioticoterapia e assistência multiprofissional. Weverton Murieta, um dos sobreviventes do desabamento, não foi transferido para a capital Rio Branco no dia do acidente e recebeu atendimento no Hospital João Câncio Fernandes. Ele recebeu alta no sábado (6). (Veja o relato dele abaixo) Feridos do acidente são Edinaldo Muniz, Edinei Muniz, Weverton Murieta e Antônio Morais Filho Reprodução Inquérito A Polícia Civil confirmou que instaurou um inquérito para apurar as causas do desabamento. A investigação deve ser concluída em 30 dias. O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Paulo Buzolin, confirmou ao g1 nesse sábado (6) que peritos do município já fizeram uma perícia preliminar no local do desmoronamento. Três delegados da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) foram designados para conduzir a investigação. O Ministério Público do Acre (MP-AC) também confirmou que a Promotoria de Justiça Cível e Criminal de Sena Madureira instaurou um procedimento para apurar as causas do acidente. O órgão solicitou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) uma perícia na área do acidente para identificar se houve falhas no projeto, na execução da obra ou na utilização do material. Ponte interditada desaba no Acre A Ponte Frei Paolino Baldassari foi inaugurada no dia 19 de dezembro de 2023 e tinha 232 metros de extensão. Executada pela construtora Cidade Ltda, a obra custou mais de R$ 36 milhões. Conforme o Corpo de Bombeiros, a parte da estrutura que ruiu corresponde a 60% da extensão, o que dá cerca de 139 metros. LEIA MAIS Moradores de áreas próximas ao local onde ponte caiu temem desmoronamentos; MP pede remoção Juiz aposentado que fazia live é um dos feridos em desabamento de ponte no interior do Acre; VEJA VÍDEO À época da abertura, a Prefeitura de Sena Madureira estimava que 2,5 mil pessoas seriam beneficiadas pela passagem, que ligava os dois distritos do município. Relato de sobrevivente Weverton Murieta, um dos sobreviventes do desabamento, relatou que ele e os outros três feridos estavam sobre a ponte no momento do desastre. Ele trabalhava com Antônio Morais Filho descarregando um caminhão de mercadorias e voltavam para casa quando encontraram o juiz aposentado Edinaldo Muniz e o irmão dele, Edinei Muniz, em cima da ponte. Trabalhadores feridos em desabamento no AC estavam na ponte: 'Encostei no fundo do rio' Weverton recebeu alta na manhã deste sábado (6). Conforme o trabalhador, Edinaldo pediu a eles que mostrassem a rachadura na ponte e eles decidiram acompanhar o ex-magistrado. "Eu disse: 'Rapaz, então bora acompanhar ele, que é doutor'. Ele perguntou para mim onde é que era a falha da ponte, pediu para ir com ele, aí quando eu passei na frente para mostrar para, eu cheguei pertinho para mostrar, a ponte desabou", contou. Weverton contou ainda o que se lembra do momento da queda. Ele chegou a cair no fundo do rio e se agarrou à própria estrutura que desabou para não voltar a afundar. "Eu desci direto para o fundo do rio, encostei no fundo do rio, consegui boiar debaixo da ponte, fiquei procurando um canto, nadando debaixo da ponte. Subi em cima da ponte de novo, que estava arriada", disse. Antônio Morais foi um dos feridos em estado gravíssimo, com traumatismo. Ele foi transferido para a capital, assim como os irmãos, Edinaldo e Edinei Muniz. Ainda não há atualização do estado de saúde nesse sábado (6). Weverton Murieta relatou ainda que viu Antônio ferido e conseguiu gritar por socorro. "Eu corri em cima da ponte procurando o meu amigo, vi ele deitado, tinham uns ferros nele. Vi que estava respirando e comecei a gritar 'socorro, socorro'", acrescentou. Reveja os telejornais do Acre ,
Governo anuncia paralisação da vacinação contra a dengue O Ministério da Saúde suspendeu a imunização com a vacina do Butantan contra a dengue a partir desta segunda-feira (8). De acordo com o governo federal, a medida foi adotada após duas mortes suspeitas registradas. Segundo o Ministério da Saúde, até agora, foram aplicadas 500 mil doses e registrados 42 casos de reações adversas severas possivelmente ligadas à vacina. Os três casos mais graves registrados pelo sistema de vigilância ainda estão em investigação e não é possível concluir, neste momento, que tenham sido causados diretamente pelo imunizante. Entenda como funciona vacina contra dengue suspensa pelo Ministério da Saúde Ainda assim, eles foram classificados como sinais de alerta por apresentarem quadros clínicos severos e incomuns, que não tinham sido verificados nas fases de estudo do imunizante. Caso 1 - mulher de 39 anos, alta hospitalar O primeiro caso envolveu uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas seis dias após receber a vacina. O quadro evoluiu para sintomas compatíveis com dengue grave, incluindo choque, o que exigiu internação em unidade de terapia intensiva (UTI). Após tratamento, a paciente recebeu alta hospitalar. Caso 2 - mulher de 48 anos, morte investigada O segundo caso ocorreu com uma mulher de 48 anos. Dezenove dias após a vacinação, ela desenvolveu sintomas de dengue grave associados a comprometimento neurológico, diagnosticado como meningoencefalite. O quadro teve evolução desfavorável e resultou em morte. De acordo com o Ministério da Saúde, as investigações ainda não permitem estabelecer uma relação causal entre a vacinação e o óbito. Caso 3 - homem de 58 anos, morte investigada O terceiro caso foi registrado em um homem de 58 anos. Cinco dias após receber a vacina, ele iniciou um quadro febril que evoluiu rapidamente para sintomas de dengue grave, com choque refratário. Apesar do atendimento médico, o paciente morreu. O ministério afirma que os dois óbitos e os demais eventos graves seguem sob investigação para identificar possíveis fatores associados e esclarecer se existe alguma relação com a vacinação. Vacina contra a dengue é ampliada em Bauru Instituto Butantan/ Divulgação Quem foi vacinado, o que deve fazer? No período de 21 dias após a imunização, é preciso observar: Febre Dor abdominal intensa e contínua Vômitos persistentes Tontura Sangramentos Sonolência intensa Irritabilidade Sinais de desidratação Piora do estado geral Em caso de intensificação dos sintomas, o imunizado deve procurar uma unidade de saúde. Diante desse cenário, a pasta recomenda que quem tomou a vacina nos últimos 21 dias deve fazer um acompanhamento em uma unidade de saúde local para observar se haverá ou não reações adversas. A partir de terça-feira (9), o Ministério da Saúde também passará a orientar monitoramento ativo para casos na rede hospitalar de: dengue em pessoas com vacinação recente; casos com sinais de alarme; e óbitos A orientação é de fazer o acompanhamento com aglomerados por lote, unidade ou território.
Vacina contra a dengue feita pelo Butantan Instituto Butantan/ Divulgação O Ministério da Saúde anunciou que vai suspender a imunização com a vacina do Butantan contra a dengue a partir desta segunda-feira (8) após 42 casos de reações adversas, entre eles duas mortes suspeitas registradas. Quem foi imunizado deve ficar atento a sintomas como: Febre Dor abdominal intensa e contínua Vômitos persistentes Tontura Sangramentos Sonolência intensa Irritabilidade Sinais de desidratação Piora do estado geral Diante desse cenário, a pasta recomenda que quem tomou a vacina nos últimos 21 dias deve fazer um acompanhamento em uma unidade de saúde local para observar se haverá ou não reações adversas. A partir de terça-feira (9), o Ministério da Saúde também passará a orientar monitoramento ativo para casos na rede hospitalar de: Dengue em pessoas com vacinação recente; Casos com sinais de alarme; e Óbitos A orientação é de fazer o acompanhamento com aglomerados por lote, unidade ou território. A suspensão O anúncio da suspensão foi feito às 14h41 do horário de Brasília em uma coletiva de imprensa com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o diretor do instituto Butantan. Segundo o Ministério da Saúde, até agora, foram aplicadas 500 mil doses e registrados 42 casos de reações severas possivelmente ligadas à vacina. Entre eles, duas mortes suspeitas. "Nós tivemos 3 casos graves, desses 2 óbitos, sem, até esse momento, nas investigações já feitas pelos sistemas municipais, de vigilância estadual, escutando os especialistas, não existe dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência desses 3 casos graves, mas é um sinal de alerta", disse o ministro da saúde, Alexandre Padilha. De acordo com a pasta, todos os casos são suspeitos e continuam sendo investigados. Os casos com sinal de alarme incluem dor abdominal, vômito persistente e sangramentos. Ainda segundo o ministério, 3.703 dos vacinados tiveram sintomas semelhantes aos da dengue, o que corresponde a 0,7% do total de vacinados. Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira do mundo aplicada em dose única e a primeira totalmente brasileira. A imunização começou no início deste ano com foco nos profissionais de saúde. O Butantan foi procurado, mas não retornou até a publicação desta reportagem. Governo de SP antecipa entrega de 1,3 milhão de doses da vacina contra a dengue do Butantan Casos graves são 'inesperados' Durante a coletiva, o Ministério da Saúde informou que os efeitos graves registrados na farmacovigilância não tinham aparecido na pesquisa feita pelo instituto. A pesquisa analisou a aplicação em 16 mil pessoas e, a partir dessa análise, teve a eficácia e segurança comprovada. O estudo teve repercussão internacional e foi publicado pela revista Nature. De acordo com a pasta, a medida é temporária até que sejam feitas novas análises e possam entender melhor a relação ou não da vacina com os casos registrados.
Peru encerra votações do segundo turno da eleição presidencial. Com 93,9% das urnas apuradas, Roberto Sánchez assumiu a dianteira da corrida presidencial e está à frente de Keiko Fujimori no número de votos do segundo turno das eleições presidenciais do Peru. Sánchez está com 50,012% dos votos, enquanto Fujimori tem 49,988%. Devido à pequena diferença, o resultado da eleição permanece indefinido. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com a contagem oficial do órgão eleitoral do país, após várias horas com a apuração apontando para a candidata conservadora conquistando a Presidência, o deputado de esquerda virou às 14h58 (horário de Brasília). A candidata conservadora era apontada como favorita pelas pesquisas de boca de urna, mas já era esperado que o deputado crescesse no fim, já que ele é forte nas zonas eleitorais rurais, as últimas a serem contabilizadas. Keiko, filha do ex-presidente condenado Alberto Fujimori, foi a primeira colocada no primeiro turno, com 17,2% dos votos válidos. Sánchez conquistou 12% dos votos válidos na primeira votação. Montagem mostra os candidatos à presidência do Peru Keiko Fujimori (dir.) e Roberto Sánchez em 7 de junho de 2026, dia da votação do segundo turno ERNESTO BENAVIDES / AFP As seções eleitorais foram fechadas às 17h locais (19h no horário de Brasília), após uma jornada sem maiores incidentes, ao contrário do caótico primeiro turno, marcado por falhas técnicas e denúncias de fraude. Primeiro turno fragmentado O país foi às urnas em meio a um cenário político fragmentado, com um recorde candidatos à presidência no país, 35 ao todo. Lucas Berti, cientista político, pesquisador sobre o Peru no Observatório Político Sul-Americano e coordenador-executivo do Grupo de Relações Internacionais e Sul Global, afirma que, de fato, o que aconteceu nessas eleições no país não vem de um "vácuo". “É um sintoma de um processo de deslegitimação institucional que vem acontecendo nos últimos anos no país. E isso, na medida em que os presidentes eleitos não conseguem governar", afirmou. 9 presidentes em 10 anos O Peru contabilizou 9 presidentes em 10 anos. Para se ter ideia, os mandatos presidenciais no Peru são de 5 anos. Ou seja, em uma estabilidade democrática, o país teria apenas dois presidentes neste mesmo período. Porém, a realidade foi outra e alguns líderes não duraram nem 5 dias no cargo. “Nestes anos, a liderança que mais durou foi a de Dina Boluarte, que ficou no poder por quase três anos. Mas, ao desagradar a oposição liderada pela coalizão fujimorista de Keiko no Congresso, também caiu”, diz Berti Além disso, vale destacar o artigo 113 da Constituição peruana, que afirma que um presidente pode ser derrubado por “incapacidade moral ou física permanente” - e quem avalia esse diagnóstico são os parlamentares. Então, por exemplo, se o Congresso não gosta simplesmente de uma lei que o presidente tenta passar, eles podem acionar esse artigo, votar e, em menos de 24 horas, derrubar um presidente que foi eleito pela maioria da população. Para o cientista político Berti, essa facilidade do processo demonstra a fragilidade institucional em jogo no Peru. De acordo com ele, nos últimos anos, a coalizão fujimorista, de maioria absoluta no Congresso, vem articulando poderes, seja no Legislativo, nos tribunais ou no sistema judiciário. Desde 2008, a filha de Alberto Fujimori lidera essa corrente fujimorista ao fundar o partido Fuerza Popular e tenta chegar ao Poder Executivo no Peru. Só que isso não acontece, explica Berti. "Keiko perdeu as últimas três eleições (2011, 2016 e 2021) no segundo turno, por margens muito apertadas. E agora nessa eleição, em 2026, passa para o segundo turno com uma margem maior de votos. Alguns institutos dão vantagem para Keiko, outros para o Sánchez. O que indica uma coisa: a eleição será difícil e o resultado ainda está em aberto", diz Berti. Democracia em crise: 'desconfiança crônica' A consequência dessa queda de braço entre Executivo e Legislativo no país resultou não só em uma profunda crise política, mas também na forma como a população enxerga a democracia. "A credibilidade das instituições é baixíssima se olharmos os últimos 10 anos. E a desconfiança no Congresso passa de 90%, especialmente durante o processo que iria resultar na queda da ex-presidente Dina Boluarte, em 2025", explica Berti. Os dados mais recentes da pesquisa do Latinobarómetro, que mede o nível de democracia nos países da América Latina, apontam que o Peru enfrenta um dos níveis mais baixos de confiança nas instituições se comparado a outros países da América Latina. Há o que pode ser classificado como uma "desconfiança crônica". De acordo com os dados, 90% dos peruanos têm pouca ou nenhuma confiança no governo e no Congresso; e apenas 10% apenas se dizem satisfeitos com a democracia. Além disso, a pesquisa também notou outro sentimento perigoso: a indiferença sobre a política ou ao tipo de regime de governo. "Existe uma facilidade muito grande de criar partidos no Peru e são partidos chamados de 'pouco institucionalizados'. São partidos que não têm raízes efetivas em uma sociedade, que não é um partido que entra para a disputa durante 20, 40 anos. Mas sim legendas que surgem e somem, assim como também não há uma fidelidade dos candidatos aos partidos, que trocam de coalizão também com facilidade", explica Berti. Todo esse cenário reforça no eleitor a lógica de que os candidatos chegam muitas vezes a uma eleição sem base sólida ou sem um partido conhecido. Isso acaba gerando uma leitura de desconfiança e, muitas vezes, um descrédito e temor da facilidade com que essas pessoas eleitas podem cair. *Com informações de Thais Fascina, da GloboNews
Com figurinos, coreografias e elementos que valorizam as tradições populares da região, os grupos levaram à praça uma mostra da dedicação desenvolvida ao longo dos meses de preparação. Prefeitura de Santarém O lançamento oficial do 50º Festival Folclórico de Santarém, no oeste do Pará, reuniu cerca de 4 mil pessoas na noite de sábado (6), na Praça Barão de Santarém. O evento marcou o início da contagem regressiva para a festividade, reconhecida como uma das principais tradições da região. A programação oficial da 50ª edição está marcada para o período de 6 a 9 de agosto, na Esplanada do Tapajós. Ao todo, 40 grupos folclóricos participarão da festa, sendo 30 deles distribuídos nas categorias de disputas competitivas. Durante a cerimônia, o público acompanhou uma prévia das coreografias e figurinos desenvolvidos para a quadra junina. “Mais do que um evento, o festival movimenta a economia, gera oportunidades, valoriza os artistas locais e fortalece a identidade cultural do nosso povo. O que o público acompanhou hoje foi apenas uma prévia do grandioso espetáculo que será apresentado em agosto” ressaltou a secretária municipal de Cultura, Priscila Castro. A presidente da comissão organizadora, Tatiane dos Santos, reforçou o impacto multissetorial da edição histórica. "Além da valorização da cultura popular, o festival movimenta diversos setores da economia, beneficiando comerciantes, empreendedores e trabalhadores", explicou a gestora. O evento de sábado também definiu a ordem oficial de entrada das agremiações nas quatro categorias do evento. O carimbó, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, mantém forte protagonismo na valorização da identidade amazônica."O Festival Folclórico é um espaço muito importante de valorização dos artistas, da cultura popular e das nossas histórias", pontuou o dançarino Robson Costa, coreógrafo do grupo Carimbó do Pará. As quadrilhas tradicionais e estilizadas, que representam a evolução cênica e o resgate histórico da manifestação, também prometem disputas acirradas. Para Andresson Ribeiro, marcador da Quadrilha Tradicional Meu Xamego, o projeto possui um viés social que auxilia na formação de crianças e jovens o ano inteiro. O lado cômico e caricato ficará a cargo das quadrilhas humorísticas, que encerram as noites com sátiras do cotidiano. Confira a ordem de apresentação definida para o festival de agosto: Quadrilhas Tradicionais Junina Tradicional Estrela D’Alva Junina Tradicional 5 Aros Junina Tradicional Meu Xamego Junina Tradicional Flor do Pará Junina Tradicional Trevo do Amor Junina Tradicional Coração Paraense Quadrilhas Estilizadas Quadrilheiros Show Big Ben Furacão Junino Flor do Sertão Raiar do Sertão Estrela do Tapajós Meu Xodó Junina Caipira Carimbó Carimbó do Pará Gingado Tapajônico Regional Tapajoara Carimbó Caboclo Sedução de Carimbó Bailado de Carimbó Encanto do Tapajós Festa de Carimbó Quadrilhas Humorísticas Nós na Roça Fuzuê das Laranjeiras As Turbinadas As Popozudas Bofes e Babados Só Fuleragem Piranhas e Mocreias As Peruas na Roça VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região
Vacina da dengue do Butantan mantém proteção por cinco anos e reduz casos graves A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan contra a dengue, que teve o uso suspenso pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (8), foi desenvolvida para prevenir a infecção pelos quatro sorotipos do vírus e oferece proteção por pelo menos cinco anos. (veja mais detalhes abaixo) ➡️A decisão foi tomada após a identificação de "42 episódios de reações mais severas que estão temporalmente associadas ao momento de aplicação da vacina", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Entre essas, houve efeitos inesperados, incluindo duas mortes. De acordo com o ministro, nos estudos anteriores realizados com o imunizante não haviam sido relatadas as reações observadas na aplicação das 500 mil doses no Brasil. No estudo publicado na revista "Nature Medicine", em março, por exemplo, os eventos adversos graves ocorreram em proporções semelhantes entre vacinados e participantes que receberam placebo, sem sinais de problemas de segurança relacionados ao imunizante. Apesar do anúncio da descontinuidade temporária da utilização da vacina, ainda não é possível estabelecer uma relação de causalidade entre a aplicação do imunizante e os óbitos. Os casos ainda serão investigados. Vacina da dengue do Butantan. Governo de São Paulo/Divulgação Como a vacina age no corpo? A vacina Butantan-DV é a primeira vacina 100% brasileira contra a dengue e funciona com dose única. Ela foi desenvolvida para prevenir os quatro sorotipos do vírus da dengue — DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. O imunizante utiliza a tecnologia de vírus atenuado, popularmente chamado de vírus enfraquecido. Nesse tipo de vacina, há a manutenção de todas as características do vírus, mas com uma baixa capacidade de replicação, isso ai, em uma dose que não é capaz que provocar a doença. A vacina induz o sistema imunológico a produzir anticorpos para combater esse agente infeccioso, além de gerar uma memória celular, responsável por guardar informações que vão ativar as células de defesa em caso de contato com o vírus já conhecido pelo corpo. A Butantan-DV se mostrou eficaz tanto em pessoas que já tiveram dengue quanto naquelas que nunca haviam sido infectadas. Além da proteção, ela reduz significativamente o risco de formas graves da doença. Eficácia comprovada O estudo publicado na "Nature Medice" acompanhou mais de 16 mil participantes de 2 a 59 anos, a eficácia geral da vacina foi de 65% contra dengue sintomática confirmada por exame após cinco anos de seguimento. Já a proteção contra dengue grave ou com sinais de alarme foi ainda maior, chegando a 80,5%. Entre indivíduos com exposição prévia ao vírus, a eficácia foi de 77,1%, enquanto nos participantes sem infecção anterior foi de 58,9%. Durante o período em que o ensaio clínico ocorreu no Brasil, apenas dois tipos circularam amplamente: DENV-1 e DENV-2. Por isso, o estudo não conseguiu avaliar diretamente a proteção contra os outros dois sorotipos. A avaliação de segurança foi um dos focos principais do estudo. A dengue apresenta um fenômeno conhecido como aumento dependente de anticorpos, no qual uma segunda infecção pelo vírus pode levar a quadros mais graves. Vacina contra dengue do Butantan será aplicada em dose única
KARACHI: Recognising the growing threat of narcotics consumption in the city’s educational institutions, the city’s South Zone police have prepared an anti-drug policy in collaboration with the heads of 22 universities and schools. Speaking to Dawn on Monday, South Deputy Inspector General of Police (DIG) Syed Asad Raza said: “Recognising the need for a coordinated, proactive and sustainable response, the police have adopted this comprehensive anti-drug policy to safeguard students from substance abuse and foster a safe, healthy and drug-free educational environment.” He added that the policy was founded on the principles of “prevention, early intervention, parental engagement, rehabilitation, institutional accountability and lawful enforcement”. “It aims to establish and maintain drug-free educational institutions, protect students from exposure to narcotics and other harmful substances, and promote awareness of the physical, psychological, social and legal consequences of substance abuse,” the South DIG said. He maintained that strengthening collaboration among educational institutions, parents, healthcare professionals and law enforcement agencies was key to achieving the policy’s objectives. “Besides facilitating the early identification, intervention, counselling and rehabilitation of students requiring assistance, the policy also aims to prevent the infiltration of drug supplies, peddlers and criminal elements into educational environments, and foster a culture of responsible citizenship, healthy lifestyles and positive personal development,” the senior police officer said. The senior police official added that under the policy, anti-drug committees would be formed in educational institutions, comprising institutional heads, teachers, parents and law enforcers. DIG Asad elaborated that educational institutions would also organise regular seminars and awareness campaigns highlighting the dangers of drug abuse. “It has also been proposed that parents or legal guardians shall execute a drug prevention consent and responsibility declaration at the time of admission or readmission, authorising the educational institution to conduct reasonable and lawful drug-screening programmes,” he said. “Educational institutions shall cooperate with law enforcement agencies to identify and report individuals or groups attempting to target students for drug-related activities.” Furthermore, he observed that the policy represented a collective commitment by educational institutions, parents, students and law enforcement authorities to preserve the sanctity of learning environments and nurture a generation that is healthy, disciplined, productive and resilient. He said the South district police had already established a “Campus Security and Substance Abuse Watch”, including female police officers, to strengthen surveillance and preventive intervention around educational institutions. “Out of 158 private schools in the South district, 20 are under surveillance, while eight of the district’s 22 private colleges are under surveillance,” the South DIG said, adding: “Four of the nine private universities in the district are also under surveillance.” DIG Asad said all senior superintendents of police had been directed to submit fortnightly progress reports highlighting enforcement actions, awareness initiatives, inspections conducted, cases registered and challenges encountered during the crackdown on narcotics. “The objective is not merely the enforcement of the law but the protection of future generations, the preservation of public health and the strengthening of societal values,” he said. Last year in October, the Campus Security and Substance Abuse Watch Force comprising 50 police personnel was established to curb the menace of drugs in educational institutions within the jurisdiction of the South Zone of Karachi police.
A ACIJA TV é o podcast exclusivo da FastMalhas. Onde entrevistas são transmitidas em tempo real, dando visibilidade para empresários, influenciadores e convidados especiais - As transmissões aproximam ainda mais o público da experiência da feira. Entrevistas e conteúdos exclusivos são transmitidos em tempo real Crédito: ACIJA – Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Jacutinga. A programação da FestMalhas também tem um espaço digital para entretenimento, entrevistas e interação com o público. Um dos spoilers revelados pela organização é a intensificação de podcasts transmitidos ao vivo diariamente diretamente da feira. O espaço recebere empresários, influenciadores, profissionais da moda, convidados especiais e celebridades que visitarem o evento ao longo da programação. A proposta é ter um ambiente dinâmico para conversas sobre moda, empreendedorismo, tendências, turismo e bastidores da FestMalhas Crédito: ACIJA – Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Jacutinga. “As transmissões ao vivo aproximam o público do evento e ajudam a mostrar tudo o que acontece na feira em tempo real. Será um espaço muito interativo e conectado com as novas formas de comunicação”, afirma a Jeremias Franciel, modelo e entrevistador. As transmissões aproximam ainda mais o público da experiência da feira, permitindo acompanhar entrevistas, curiosidades e conteúdos exclusivos em tempo real pelas plataformas digitais do evento. Nos últimos anos, a presença de personalidades da televisão, influenciadores e artistas ajudou a ampliar a projeção nacional da FestMalhas, fortalecendo a divulgação de Jacutinga como referência em moda e turismo Crédito: ACIJA – Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Jacutinga. “A presença de convidados especiais e o podcast FestMalhas gera visibilidade e amplia o alcance da FestMalhas para diferentes públicos. Isso fortalece não apenas o evento, mas também o nome de Jacutinga em todo o país”, observa Jesus Luz, modelo que já confirmou presença na FestMalhas pelo segundo ano consecutivo. A expectativa é que o espaço de podcast se torne um dos pontos de maior interação da edição 2026, ampliando o alcance digital da feira e proporcionando novas experiências aos visitantes. Endereço do ACIJA TV: https://www.instagram.com/acijatv?igsh=Ynd6dnc1cjV3MDFm Crédito: Cristiane Carvalho – Acrescenta Assessoria de Comunicação
Charlie Hunnam’s unsettling Ed Gein look and Glen Powell’s comic undercover makeover came from very different briefs — but the same precision craft.
Vacina contra a dengue feita pelo Butantan Instituto Butantan/ Divulgação O Ministério da Saúde anunciou que vai suspender a imunização com a vacina do Butantan contra a dengue a partir desta segunda-feira (8). De acordo com o governo federal, a medida foi adotada após duas mortes suspeitas registradas. O anúncio foi feito às 14h41 do horário de Brasília em uma coletiva de imprensa com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o diretor do instituto Butantan. Segundo o Ministério da Saúde, até agora, foram aplicadas 500 mil doses e registrados 42 casos de reações severas possivelmente ligadas à vacina. Entre eles, duas mortes suspeitas. "Nós tivemos 3 casos graves, desses 2 óbitos, sem, até esse momento, nas investigações já feitas pelos sistemas municipais, de vigilância estadual, escutando os especialistas, não existe dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência desses 3 casos graves, mas é um sinal de alerta", disse o ministro da saúde, Alexandre Padilha. De acordo com a pasta, todos os casos são suspeitos e ainda estão sendo investigados. Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira do mundo aplicada em dose única e a primeira totalmente brasileira. A imunização começou no início deste ano com foco nos profissionais de saúde. Quem tomou a vacina nos últimos 21 dias deve fazer um acompanhamento em um unidade de saúde local para observar se haverá ou não reações adversas. O Butantan foi procurado, mas não retornou até a publicação desta reportagem. Governo de SP antecipa entrega de 1,3 milhão de doses da vacina contra a dengue do Butantan Casos graves são 'inesperados' Durante a coletiva, o Ministério da Saúde informou que os efeitos graves registrados na farmacovigilância não tinham aparecido na pesquisa feita pelo instituto. A pesquisa analisou a aplicação em 16 mil pessoas e, a partir dessa análise, teve a eficácia e segurança comprovada. O estudo teve repercussão internacional e foi publicado pela revista Nature. De acordo com a pasta, a medida é temporária até que sejam feitas novas análises e possam entender melhor a relação ou não da vacina com os casos registrados.
Conselheiro do TCE-SP pede que Metrô esclareça conflito de interesses entre consórcio vencedor da licitação da Linha 19-Celeste. Reprodução/Redes Sociais O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) cobrou nesta segunda-feira (8) esclarecimentos do Metrô sobre a contratação de um ex-diretor da estatal por uma empresa do consórcio vencedor da licitação da Linha 19-Celeste, obra estimada em R$ 5 bilhões. A determinação foi feita pelo conselheiro Renato Martins Costa, após uma representação apresentada pelo consórcio chinês Nove de Julho, grupo desclassificado da concorrência e questiona a habilitação do Consórcio Agis-Ohla-Cetenco, declarado vencedor do certame. No despacho, o conselheiro notificou o Metrô para apresentar esclarecimentos e documentos no prazo de dez dias úteis antes de qualquer decisão sobre o pedido de suspensão cautelar da licitação. O questionamento envolve Paulo Sérgio Amalfi Meca, ex-diretor de Engenharia e Planejamento do Metrô. Segundo a representação, ele participou da elaboração do projeto da Linha 19-Celeste quando ocupava cargo de direção na companhia e, posteriormente, passou a integrar a estrutura diretiva de uma empresa do Grupo Agis, integrante do consórcio vencedor da disputa. De acordo com o Consórcio Nove de Julho, o Metrô deixou de analisar formalmente durante a fase de habilitação um possível conflito de interesses relacionado à atuação do ex-dirigente. O grupo afirma que os documentos que embasaram a habilitação do Consórcio Agis-Ohla-Cetenco abordaram aspectos como proposta comercial, qualificação técnica, capacidade econômico-financeira e habilitação jurídica, mas não trataram especificamente da situação envolvendo Meca. Na representação apresentada ao TCE, o consórcio chinês sustenta que o ponto central da discussão não é apenas o eventual conflito de interesses, mas a suposta omissão da administração em se manifestar sobre o tema durante a análise da habilitação. Paulo Sérgio Amalfi Meca, ex-diretor de Engenharia e Planejamento do Metrô, que agora integra o consórcio vencedor da Linha 19-Celeste. Reprodução/Redes Sociais Ao examinar o caso, Renato Martins Costa observou que ainda existem dois recursos administrativos pendentes contra o resultado da habilitação divulgado pelo Metrô em 22 de maio. Diante desse cenário, considerou necessário ouvir previamente a estatal antes de decidir sobre o pedido de paralisação da concorrência. A licitação questionada prevê a execução das obras civis, elaboração do projeto executivo, arquitetura, via permanente e implantação dos sistemas elétricos e auxiliares do trecho VSE-01 – Estação Jardim Julieta, incluindo estações, poços de ventilação e saídas de emergência da Linha 19-Celeste. Em nota, o Metrô defendeu a regularidade do processo licitatório. Já a Agis afirmou que a contratação do ex-diretor não viola a Lei das Estatais e segue as normas legais aplicáveis. O caso será analisado pelo Tribunal de Contas após a apresentação das explicações solicitadas à companhia. O g1 procurou o Metrô para comentar o assunto, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Paulo Sérgio Amalfi Meca, ex-diretor de Engenharia e Planejamento do Metrô, que agora integra o consórcio vencedor da Linha 19-Celeste. Reprodução/Redes Sociais
Lucas Falasqui Cordeiro é juiz do TRT e faz palestra no dia 9 Crédito: Divulgação. Os riscos trabalhistas da pejotização e os impactos da Reforma Tributária nas holdings estão na pauta da Jornada Jurídica 2026 que o Simespi (sindicato patronal das indústrias metalmecânicas de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras) realiza, nos dias 9 e 10 de junho, sempre a partir das 18h30, no auditório da entidade, localizado na rua Samuel Neves, 1601, Bairro dos Alemães. As inscrições são gratuitas e os participantes são convidados a contribuir com um quilo de alimento não perecível a ser doado para entidades assistenciais. Considerado um dos principais eventos do calendário do Simespi, a Jornada Jurídica é organizada em parceria com o escritório Crivelari & Padoveze Advocacia Empresarial. “O objetivo da Jornada é trazer grandes especialistas para abordar pautas fundamentais, especialmente para o meio empresarial”, explica Carlos Henrique Benatti, diretor jurídico do Simespi. A edição 2026 será aberta no dia 9, às 18h30, com a palestra A Pejotização e o Risco Trabalhista, que será ministrada pelo juiz Lucas Falasqui Cordeiro, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª. Região. “A pejotização voltou ao centro das discussões judiciais e as recentes movimentações nos Tribunais Superiores, especialmente no Superior Tribunal de Justiçam (STJ), acendem um alerta importante para empresas que utilizam esse modelo”, afirma o magistrado. Segundo ele, contratos que antes pareciam seguros hoje são reavaliados, aumentando significativamente o risco de reconhecimento de vínculo empregatício e de passivos trabalhistas expressivos. Nesta palestra, Falasqui Cordeiro traz uma leitura atual e prática sobre como o Judiciário vem enfrentando a pejotização, quais são os pontos que mais geram condenações e o que empresários e gestores precisam observar para evitar prejuízos e insegurança jurídica. No dia 10 de junho, o tema Os Principais Impactos da Reforma Tributária nas Holdings Operacionais e Patrimoniais será abordado pelo professor Ricardo Rios, a partir das 18h30. Ele explica que a Reforma Tributária deixou de ser uma expectativa futura e já impacta diretamente a forma como empresas estruturam seus negócios, especialmente aquelas no lucro presumido e no lucro real. “Holdings operacionais e patrimoniais passam a exigir um novo olhar estratégico, sob pena de aumento de carga tributária, perda de eficiência e exposição fiscal desnecessária”, destaca. Em sua exposição, Rios apresenta uma análise clara e aplicada sobre como as mudanças do sistema tributário influenciam o planejamento empresarial, quais estruturas tendem a se tornar mais onerosas e onde estão as oportunidades para reorganização tributária e proteção patrimonial. Ricardo Rios falará sobre Reforma Tributária no segundo e último dia do evento Crédito: Divulgação. As inscrições gratuitas estão abertas e podem ser feitas por meio da plataforma Sympla. As vagas são limitadas. Mais informações pelo Whatsapp (19) 3417-8600.