'Power Ballad' Review: Paul Rudd, Nick Jonas deliver crowd-pleasing music dramedy
Fox News Digital reviews Lionsgate's music dramedy "Power Ballad" starring Paul Rudd, Nick Jonas, Jack Reynor and Havana Rose Liu. Directed by John Carney.
"JONAS" · 총 71건
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Fox News Digital reviews Lionsgate's music dramedy "Power Ballad" starring Paul Rudd, Nick Jonas, Jack Reynor and Havana Rose Liu. Directed by John Carney.
Nick Jonas recalls how he bonded with Glen Powell on a ‘frightening' flight Nick Jonas has revealed that his close friendship with Glen Powell was forged in one of the most terrifying ways imaginable, a flight that went so wrong it left one of the pilots in tears on landing. The...
Power Ballad, a music-themed comedy drama starring Paul Rudd and Nick Jonas, is hitting the right notes with Rotten Tomatoes critics.
In 'Power Ballad,' a wedding singer played by Paul Rudd writes a hit — and a popstar makes it his.
Nick Jonas speaks with "CBS Mornings" about starring in the new film "Power Ballad." He explains how he reflected on his own life for the movie, why it's relatable and what it was like working with Paul Rudd. Jonas also reveals what's next for him.
Kevin Jonas secret bedroom confession has fans talking Kevin Jonas just shared a marriage secret that nobody saw coming – and let’s just say it is not exactly rock ‘n’ roll. During the latest episode of the Hey Jonas! Podcast, the eldest Jonas Brother found...
Caso Isis: Adolescente grávida desaparecida no Paraná O desaparecimento de Isis Victoria Mizerski completa dois anos neste sábado (6). A adolescente tinha 17 anos e estava grávida quando sumiu em Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná, após sair para encontrar o vigilante Marcos Vagner de Souza - apontado como pai do bebê. Desde então, nunca mais houve notícias sobre o paradeiro de Isis. Apesar de o corpo dela nunca ter sido encontrado, a Polícia Civil concluiu o caso afirmando que ela foi assassinada e a Justiça aceitou a tese, reconhecendo, formalmente, a morte. ✅ Clique aqui e siga o canal do g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp Marcos Vagner está preso desde 2024, mas não tem data para ir a julgamento. A falta de respostas da Justiça e o mistério sobre o paradeiro do corpo da filha são motivo de angústia para a mãe dela, Flávia Mizerski. "A saudade, a falta, tudo isso nunca vai passar. [...] É um pensamento de poxa vida, né, quanto tempo! Dois anos e nenhuma novidade diferente, algo diferenciado, não tem. [...] Porque eu tenho um atestado de óbito, mas eu não tenho corpo; então, aí é que entra a esperança", desabafou ela, em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná. Marcos Vagner alega inocência desde a época do desaparecimento. No entanto, uma série de provas reunidas pela polícia fizeram a equipe de investigação e a família a acreditar o contrário. Veja detalhes sobre as evidências e a cronologia do caso mais abaixo. "Se caso nós tivéssemos já encontrado [o corpo de Isis], se o Marcos já tivesse contado o que ele fez naquele dia talvez essa dor nossa diminuiria. [...] mas nós ficamos sem nada de respostas. E entendemos o lado da Justiça, como ela trabalha, mas assim: está sendo muito lento, né?! Porque faz dois anos, e são dois anos que nós não encontramos a Isis", avalia Rodrigo Mizerski, irmão de Flavia e tio de Isis. O réu responde por homicídio triplamente qualificado (por feminicídio, dissimulação e motivo torpe), ocultação de cadáver e aborto provocado sem o consentimento da gestante, tendo cometido os crimes no âmbito da violência doméstica. Assassinato sem corpo: Especialistas explicam como Justiça trata desaparecimento de adolescente grávida no Paraná como homicídio Em dezembro de 2024, após ouvir 17 testemunhas e o próprio réu, o juiz João Batista Spanier Neto decidiu que Marcos vai a júri popular. A defesa dele recorreu da decisão e, seis meses depois, o recurso foi recusado na segunda instância do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). No entanto, a defesa recorreu novamente, o caso foi parar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em junho de 2025 e permanece sob análise, há um ano. Com isso, até a publicação desta reportagem, ainda não havia data marcada para o julgamento do homem. Cronologia do caso Isis Entenda a cronologia do Caso Isis em 2024, ano em que a adolescente desapareceu: 4 de junho: BUSCA POR REMÉDIOS 6 de junho: DIA DO DESAPARECIMENTO 7 e 8 de junho: LOCALIZAÇÃO DOS CELULARES 10 de junho: DEPOIMENTO DO SUSPEITO 14 de junho: MANDADO DE PRISÃO e INÍCIO DAS BUSCAS EM ÁREAS DE MATA 17 de junho: SUSPEITO SE ENTREGA À POLÍCIA 25 de junho: SUSPENSÃO DAS BUSCAS 26 de junho: RETORNO DAS BUSCAS COM NOVA ESTRATÉGIA e MAIS SUSPEITOS 27 de junho: ADVOGADOS DA FAMÍLIA ABREM INVESTIGAÇÃO PARALELA 1º de julho: INVESTIGAÇÃO TROCA DE DELEGADO 15 de julho: PRORROGAÇÃO DA PRISÃO 26 de julho: POLÍCIA DIVULGA ACREDITAR QUE ISIS ESTÁ MORTA 8 e 9 de agosto: ALTERAÇÃO NA PRISÃO, FIM DO INQUÉRITO e DENÚNCIA 11 de agosto: SUSPEITO SE TORNA RÉU NA JUSTIÇA 21 de outubro: JUSTIÇA COMEÇA A OUVIR TESTEMUNHAS 5 de novembro: FORÇA-TAREFA RETOMA BUSCAS 14 de novembro: RÉU É OUVIDO PELA JUSTIÇA 6 de dezembro: JUIZ DETERMINA QUE RÉU VAI A JÚRI POPULAR Marcos Vagner de Souza e Isis Victória Mizerski Reprodução CONTEXTO De acordo com o delegado Matheus Campos Duarte, Isis e Marcos tiveram relações sexuais entre abril e maio de 2024 e a adolescente engravidou do vigilante. Semanas depois, ela começou a desconfiar da gestação e no dia 3 de junho contou para Marcos das próprias suspeitas, afirma o delegado. As investigações apontam que ele pediu que ela fizesse um teste, ela fez e confirmou a gravidez. O delegado afirma que os dois saíram para se encontrar no dia 6 de junho - e desde então, Isis não foi mais vista. 4 de junho: BUSCA POR REMÉDIOS Vídeo mostra suspeito de desaparecimento de adolescente grávida no Paraná em farmácia Três testemunhas afirmaram, em depoimento à polícia, que no dia 4 de junho foram procuradas por Marcos, que estava tentando comprar remédios abortivos. Em depoimento, o homem afirmou que quem pediu o medicamento foi a Isis. Porém, segundo familiares, a adolescente falou para a irmã e para a prima que, apesar de Marcos querer que ela fizesse um aborto, ela tinha a intenção de ter o bebê e estava escolhendo o nome da criança. Conforme a família, Isis também disse que, no dia em que sumiu, iria sair para se encontrar com Marcos para falar sobre a gravidez. Cláudio Dalledone, advogado que representa a família de Isis, afirma que a adolescente nunca cogitou abortar. "Não há notícia nenhuma entre familiares, amigos, que falem ou indique de que ela tenha consentido com a questão do aborto, não existiu isso. Isso foi por parte dele, comprar medicamento, ir atrás de abortivo", diz Dalledone. Um trecho de uma conversa entre Isis e a prima que consta no inquérito mostra a prima aconselhando Isis a não tomar nada que o homem lhe oferecesse. "Óbvio, né", responde ela. Veja abaixo. Print da conversa entre Isis (à esq.) e a prima (à dir.) Reprodução A defesa de Marcos afirma que ele foi à farmácia somente em busca de "orientação" sobre o medicamento. "Não existe qualquer prova de que o Marcos tenha ministrado, tenha dado à Ísis esses medicamentos abortivos naquele dia e naquele momento. O Marcos nega que ele tenha feito qualquer coisa nesse sentido", afirmou o advogado Tainan Laskos. SAIBA MAIS: Vídeo mostra suspeito de desaparecimento de adolescente grávida no Paraná em farmácia, e testemunha diz que ele pediu abortivo 6 de junho: DIA DO DESAPARECIMENTO O tio de Isis, Rodrigo Mizerski, contou que a adolescente foi para a escola de manhã e passou o resto do dia em casa. A família toda iria a um culto religioso de noite e, por volta das 17h50, a mãe da jovem saiu para ir ao mercado. Nesse meio tempo, Isis disse à prima que iria sair para se encontrar com Marcos, e que depois contaria para a mãe que estava grávida. Ela também disse à prima e à irmã que, apesar de Marcos querer que ela fizesse um aborto, ela tinha a intenção de ter o bebê e estava escolhendo o nome da criança. A partir de 18h05, algumas câmeras de segurança registraram o carro de Marcos trafegando sentido PR-340. VEJA DETALHES: Vídeos mostram suspeito na região onde adolescente grávida enviou localização à mãe antes de sumir no Paraná Vídeos mostram suspeito na região onde Isis enviou localização à mãe antes de sumir Até às 18h06 a jovem estava conversando com a mãe sobre outros assuntos via aplicativo de mensagens, e às 18h15 mandou a própria localização para a mãe em tempo real. A mulher viu que a menina estava em uma região afastada do centro da cidade, na margem da PR-340, e ficou preocupada após a mensagem ter sido apagada. "Essa localização nós entendemos como um pedido de socorro", afirma o tio de Isis. Após receber a localização, a mãe enviou novas mensagens e ligou para a filha, mas não obteve mais nenhuma resposta. Veja abaixo: Adolescente grávida desaparecida no Paraná mandou localização para mãe antes de parar de responder mensagens: 'Entendemos como pedido de socorro' Reprodução A RPC teve acesso ao inquérito que apura o caso. Em documentos anexados ao processo, há um relatório que diz que imagens de câmeras de segurança apontam "imprecisões" em trechos do depoimento de Marcos sobre a noite do desaparecimento da adolescente. SAIBA MAIS: Vídeos apontam 'imprecisões' no depoimento de suspeito sobre noite do desaparecimento de adolescente grávida no Paraná, diz polícia 7 e 8 de junho: LOCALIZAÇÃO DOS CELULARES Segundo o delegado Jonas Avelar, primeiro responsável pelo caso, a quebra de sigilo dos celulares de Isis e Marcos aponta que o vigilante esteve no mesmo lugar que a adolescente nos dois dias seguintes ao desaparecimento dela. "Diante do deferimento da quebra de sigilo telemático do aparelho celular, foi possível detectar uma localização da adolescente na cidade de Telêmaco Borba, próxima a uma estrada chamada Mandaçaia. [...] Chamou a atenção também das investigações o Marcos ter ido nessa localidade nos dias 7 e 8 de junho, no mesmo local em que deu a localização do aparelho celular da vítima", diz o delegado. O local apontado pelas localizações é uma área de mata extensa, de difícil acesso, segundo o delegado. Buscas com drones e cães farejadores foram feitas no local, mas nenhum vestígio da adolescente foi encontrado. Celular de suspeito aponta que ele esteve no mesmo lugar que adolescente após ela desapare 10 de junho: DEPOIMENTO DO SUSPEITO Marcos prestou depoimento à polícia no dia 10 de junho de 2024. Segundo Avelar, ele confirmou que se encontrou com Isis no dia do desaparecimento da jovem e negou ter envolvimento em qualquer crime. O delegado afirma que o homem alegou que após conversar com a adolescente, a deixou em uma vila da cidade, mas que se contradisse durante a fala. "Alguns prints demonstram que ele estava muito insatisfeito com a gravidez dessa adolescente. Interrogado, Marcos confirmou o encontro, porém alegou que só foi deixá-la na Vila São José [...] e em seguida retornou - mas através da coleta das imagens, foi possível perceber que Marcos demorou em torno de uma hora para retornar", conta Avelar. 14 de junho: MANDADO DE PRISÃO E INÍCIO DAS BUSCAS EM ÁREAS DE MATA Marcos Vagner de Souza é considerado foragido pelo desaparecimento de Isis Victoria Mizerski Polícia Civil do Paraná Após o depoimento de Marcos, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão para avaliar celulares e notebooks dele e, no dia 14 de junho, um mandado de prisão foi expedido, mas o homem não foi mais encontrado. O tenente Luis Augusto Negoseki, do Corpo de Bombeiros, afirma que a corporação só foi informada do desaparecimento da jovem no mesmo dia e iniciou as buscas por ela em áreas de mata entre Tibagi e Telêmaco Borba. Segundo ele, o lapso temporal atrapalha o trabalho de cães farejadores, pois os indícios que poderiam ser encontrados por ele são apagados pela ação do tempo. 17 de junho: SUSPEITO SE ENTREGA À POLÍCIA Marcos Vagner se entregou à polícia no dia 17 de junho. Conforme a Polícia Civil, ele ficou foragido três dias e se apresentou na delegacia de Francisco Beltrão, no sudoeste do estado, onde possui familiares. A cidade fica a mais de 400 quilômetros de distância de Tibagi, onde ele e Isis moravam. 25 de junho: SUSPENSÃO DAS BUSCAS No dia 25 de junho o Corpo de Bombeiros anunciou que suspendeu as buscas por Isis. Segundo o tenente Luis Augusto Negoseki, o motivo para a suspensão foi a falta de indícios, tanto nas buscas, quanto nas investigações. De acordo com ele, pelo menos cinco mil hectares foram percorridos até aquele dia - área que equivale a mais de sete mil campos de futebol. O foco foram localidades em Tibagi próximas a Telêmaco Borba e também a região de Mandaçaia, onde o rastreio dos celulares da jovem e do suspeito apontam que eles estiveram. 26 de junho: RETORNO DAS BUSCAS COM NOVA ESTRATÉGIA E MAIS SUSPEITOS As buscas por Isis foram retomadas no dia seguinte à suspensão, com mudança na estratégia: enquanto antes eram feitas apenas em áreas de mata, foram alteradas para margens de rios que ficam entre Tibagi e Telêmaco Borba. O motivo foram denúncias anônimas recebidas pela Polícia Civil, segundo o delegado Jonas Avelar. No mesmo dia, o delegado afirmou suspeitar que havia mais pessoas envolvidas no desaparecimento. "A gente está fazendo levantamentos e diligências e não descarta a possibilidade de ter outras pessoas que ajudaram o suspeito no desaparecimento dessa adolescente", disse Avelar. Questionado sobre quem eram os novos suspeitos, ele disse que preferia não dar detalhes para não atrapalhar as investigações. Depois desse dia, os nomes dos possíveis suspeitos nunca foram revelados. 27 de junho: ADVOGADOS DA FAMÍLIA ABREM INVESTIGAÇÃO PARALELA No dia 27 de junho, os advogados da família de Isis concederam uma entrevista coletiva afirmando que abririam uma investigação paralela, particular, para ajudar na apuração sobre o paradeiro da adolescente. "Num primeiro momento precisamos saber se ela está viva ou morta. A partir disso que se desenvolvem caminhos para o processo. Os familiares acordam com a esperança de encontrar ela viva e adormecem com o sentimento dessa menina estar morta. A família está num turbilhão emocional muito grande”, disse o advogado Claudio Dalledone. 1º de julho: INVESTIGAÇÃO TROCA DE DELEGADO De acordo com a Polícia Civil, no dia 1º de julho a responsabilidade do caso foi passada do delegado Jonas Avelar, de Tibagi, para o delegado Matheus Campos Duarte, de Telêmaco Borba. O motivo foram as férias de Avelar, que ficou responsável pelo caso até a finalização do inquérito, em agosto. 15 de julho: PRORROGAÇÃO DA PRISÃO O prazo da prisão temporária de Marcos, de 30 dias, venceria no dia 17 de julho, mas no dia 15 a Justiça prorrogou a prisão do homem. Ao mesmo tempo, a defesa de Marcos havia pedido a soltura dele, mas o juiz João Batista Spanier Neto optou pela prorrogação do prazo. 26 de julho: POLÍCIA DIVULGA ACREDITAR QUE ISIS ESTÁ MORTA No dia 26 de julho, em nota, a Polícia Civil disse acreditar que Isis está morta e que Marcos ocultou o corpo dela. "Diligências continuam a fim de concluir o inquérito policial. O principal suspeito pela ação deve responder pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver", afirmou a corporação. 8 e 9 de agosto: ALTERAÇÃO NA PRISÃO, FIM DO INQUÉRITO e DENÚNCIA Delegado Matheus Campos Duarte foi responsável pela investigação na Polícia Civil AEN Na noite de 8 de julho a Justiça revogou a prisão temporária de Marcos Vagner de Souza. Na decisão, o juiz citou que o pedido da defesa foi baseado no argumento de que a prisão de Marcos não alterou o andamento do inquérito e afirmou que não existia fundamento para a continuação da prisão temporária. Veja detalhes e trechos Horas depois, na manhã de 9 de julho, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra o homem. Veja as diferenças entre os dois tipos de prisão Momentos depois, em coletiva de imprensa realizada em Tibagi, o delegado Matheus Campos Duarte, responsável pelo caso, disse que indiciou Marcos e comparou o caso ao de Eliza Samudio. Ela desapareceu em 2010 e nunca teve o corpo encontrado. Apesar disso, acusados de envolvimento no crime foram condenados - incluindo o ex-goleiro Bruno Fernandes. Ainda durante o dia 9 de agosto, o Ministério Público denunciou Marcos à justiça por homicídio triplamente qualificado (por feminicídio, dissimulação e motivo torpe), ocultação de cadáver e aborto provocado sem o consentimento da vítima, tendo os crimes no âmbito da violência doméstica. 11 de agosto: SUSPEITO SE TORNA RÉU NA JUSTIÇA Dois dias depois da denúncia feita pelo MP, a Justiça aceitou o documento e tornou Marcos réu no processo. 21 de outubro: JUSTIÇA COMEÇA A OUVIR TESTEMUNHAS Em 21 de outubro, a Justiça começou a ouvir 17 testemunhas. Algumas faltaram e, no dia 24, as audiências foram suspensas. 5 de novembro: FORÇA-TAREFA RETOMA BUSCAS Nova força-tarefa realizou buscas por Isis Victoria Mizerski Paulo Roberto Martins/RPC Duas semanas depois, uma força-tarefa retomou as buscas pela adolescente. Na época, a polícia disse que recebeu novas denúncias e também o resultado de um laudo da perícia feito com amostras de lama encontradas no carro do homem, mas não houve novidades sobre o paradeiro da desaparecida. 14 de novembro: RÉU É OUVIDO PELA JUSTIÇA No dia 14 de novembro Marcos Vagner de Souza foi ouvido pela Justiça. Ele negou ter cometido qualquer crime contra a adolescente, mas admitiu que tentou comprar remédios abortivos para a menina, alegando que foi um pedido dela. Veja destaques do depoimento. Réu prestou depoimento na quinta-feira (14) Reprodução 6 de dezembro: JUIZ DETERMINA QUE RÉU VAI A JÚRI POPULAR Apósas audiências de instrução e julgamento, que ouviram 17 testemunhas e o próprio acusado, o juiz João Batista Spanier Neto decidiu que Marcos Vagner de Souza vai a júri popular pelo assassinato de Isis Victoria Mizerski. No documento, o juiz afirmou que os depoimentos "fazem referência de que o acusado seja o autor dos delitos" e que as imagens das câmeras de segurança, extratos de conversas e outras provas anexadas ao processo "indicam a presença de indícios da existência do crime, além de indícios de materialidade e autoria por parte do acusado". A defesa de Marcos recorreu da decisão e o recurso foi negado. SAIBA MAIS: TJ-PR diz que há provas do crime, nega recurso e mantém júri popular de réu pelo desaparecimento de adolescente grávida no Paraná Vídeos mais assistidos do g1 PR: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul.
Site rastreia jatos de super-ricos para 'prever o apocalipse' Unsplash/Niklas Jonasson A ideia é simples, talvez óbvia. Se o fim do mundo estiver se aproximando – ou ao menos um ataque nuclear ou uma crise civilizatória –, os super-ricos provavelmente ficarão sabendo antes. Não por fazerem parte de uma conspiração, mas porque costumam estar mais próximos dos centros onde circula informação estratégica. Se eles souberem, subirão em seus jatos particulares. E, se todos subirem ao mesmo tempo, os dados vão mostrar isso. Essa foi a intuição de Kyle McDonald, programador e artista de Los Angeles, nos EUA, que levou a ideia para a era dos dados e da aviação privada. O resultado é seu Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse, um rastreador de movimentos de jatos privados no mundo todo, que McDonald interpreta como um possível sinal de inquietação – ou até de pânico – entre as elites globais. "Se uma catástrofe global de verdade estivesse para acontecer, seus amigos provavelmente ficariam sabendo primeiro", escreveu McDonald ao portal de tecnologia Business Insider. Agora no g1 Como funciona o rastreador de jatos privados Segundo a revista Vice, o sistema monitora uma rede mundial de receptores de rádio que captam sinais ADS-B – os mesmos que transmitem em tempo real a posição, velocidade e altitude das aeronaves – e filtra esses dados para identificar cerca de 11 mil jatos privados e de fretamento. Em seguida, compara quantos desses aviões estão no ar a cada momento com uma linha de base histórica, que leva em conta padrões diários, semanais e até feriados. Dessa comparação surge uma escala de alerta de 1 a 5. O nível 1 corresponde a um dia normal, enquanto o nível 5 indica uma atividade aérea superior a qualquer outro momento registrado no ano anterior. Se o número dispara repentinamente – mais de cinco desvios padrão acima da média –, o sistema pode enviar alertas automáticos por Telegram, e-mail ou mensagem de texto. A origem: uma ameaça de Trump e a ansiedade nuclear A iniciativa, no entanto, não nasceu de uma curiosidade acadêmica, mas da ansiedade. McDonald conta que tudo começou a tomar forma depois de ler a recente ameaça contra o Irã por Donald Trump, na qual o presidente dos Estados Unidos advertia que uma "civilização inteira" poderia desaparecer caso não fosse alcançado um cessar-fogo. A declaração o levou a se perguntar quem teria acesso a informações críticas antes do restante da população. Afinal, pessoas próximas ao poder já se beneficiaram, em outras ocasiões, de informações privilegiadas em áreas como mercados de previsão, política ou criptomoedas. Se isso acontece em questões econômicas ou geopolíticas, por que não aconteceria também diante de uma ameaça verdadeiramente existencial? Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse. Reprodução Depois de concluir o modelo, ele decidiu testá-lo, analisando dados históricos em busca dos maiores picos de atividade. O resultado o surpreendeu. O aumento mais pronunciado registrado até agora ocorreu em 6 de abril, o mesmo dia em que o Irã lançou uma ofensiva em larga escala contra alvos americanos e israelenses. "Isso me perturbou", escreveu na Business Insider. "Lembro de ter pensado: 'Meu Deus, é real'." Ainda assim, McDonald insiste que seu rastreador está longe de ser um detector científico do apocalipse. Um nível 5 pode ser acionado por motivos perfeitamente banais, como as férias de Natal ou grandes eventos políticos que envolvem deslocamentos em massa de ricos. Mas ele sustenta que o simples fato de padrões reconhecíveis surgirem já levanta questões interessantes sobre como as elites reagem a situações de incerteza. Arte, vigilância e vibe coding McDonald tem 25 anos como programador. Mas, no último ano e meio, trabalha constantemente com inteligência artificial. O rastreador foi construído por meio do chamado vibe coding, uma técnica cada vez mais popular em que o desenvolvedor orienta a IA com instruções, e ela escreve grande parte do código. Metade da sua renda vem de consultoria para empresas de tecnologia e artistas. A outra metade, de exposições na Europa e no Leste Asiático. Ele se paga um salário anual de 60 mil dólares (cerca de R$ 305 mil) – modesto para a sua vida em Los Angeles, segundo ele – e reinveste o restante em seus projetos. O rastreador também gera alguma receita: cerca de 2,5 mil pessoas se inscreveram, a maioria gratuitamente via Telegram, e outras pagam cinco dólares por ano para receber alertas por SMS ou e-mail. "O que me fascina é que as pessoas basicamente me pagam cinco dólares por ano pela possibilidade de não receber uma mensagem de texto", escreveu. "Isso me parece uma intervenção conceitual, uma obra de arte e um serviço de software, tudo ao mesmo tempo." Este não é seu primeiro projeto na fronteira entre vigilância e ativismo. Antes, ele construiu aplicativos para rastrear helicópteros do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) – e descobriu, afirma, que a polícia frequentemente ocultava a identidade de suas aeronaves. Mais recentemente, desenvolveu ferramentas de reconhecimento facial para identificar agentes das forças de segurança, projetos que lhe renderam cobertura midiática, críticas e até ameaças de morte. O fio condutor, diz ele, é inverter a lógica da vigilância: usá-la para escrutinar o poder, e não o cidadão. Os movimentos das elites como sinal social De acordo com o The Washington Post, McDonald dialoga com as reflexões do escritor Douglas Rushkoff, que há anos estuda a obsessão de alguns bilionários em se preparar para o colapso social. No livro Survival of the Richest (A Sobrevivência dos Mais Ricos), Rushkoff documentou como muitos ultrarricos não apenas constroem bunkers, mas também transformam propriedades existentes em refúgios autossuficientes, preparados para cenários extremos. Sob a perspectiva do autor, o rastreador de McDonald seria menos um detector de catástrofes e mais um termômetro do medo das elites. E esse medo não surge no vácuo. A própria possibilidade de que alguns consigam escapar enquanto a maioria não tem essa opção remete a uma questão mais profunda: a crescente concentração de riqueza e poder. Apesar da gravidade do pano de fundo, McDonald prefere tratar o tema com humor, em vez de solenidade. Ele não pretende oferecer respostas grandiosas. Basta-lhe que as pessoas vejam o projeto, deem uma risada e reconheçam o absurdo da situação. Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas nas redes com exposição de terceiros
Mari Fernandez Divulgação O Parárraiá 2026 começa nesta sexta-feira (5) no estacionamento do Estádio Mangueirão, em Belém. O evento, considerado o maior São João da Amazônia, ocorre nos dias 5, 6, 12 e 13 de junho. A cantora Mari Fernandez é uma das atrações do primeiro fim de semana e falou sobre a expectativa para esta a apresentação. "Fazer parte do Parárraiá e levar nosso show para Belém, uma cidade que sempre me recebe com tanto carinho, é uma alegria gigante. Tenho certeza de que vamos viver uma noite linda juntos. Estamos vivendo o maior São João da minha carreira e quero compartilhar cada momento dessa festa com o público", informou a cantora. O festival celebra a cultura junina paraense e oferece opções de ingressos para área premium e camarote fechado, além de contar com um espaço gratuito para o público. Veja aqui como comprar ingressos ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Parárraia 2026: atrações da terceira edição do evento são divulgadas, em Belém Para receber o público, o evento contará com um esquema de segurança reforçado. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), mais de 700 agentes de órgãos estaduais e municipais foram mobilizados para atuar antes, durante e após as festividades para garantir a tranquilidade do público. Já o Departamento de Trânsito do Estado (Detran) vai reforçar a fiscalização e a orientação viária no entorno do Mangueirão. O foco da operação é organizar o fluxo de veículos nas principais vias de acesso para garantir a fluidez no trânsito e a segurança dos pedestres. Atrações Atrações Pararraiá 2026. Reprodução / g1 O “Parárraiá”, considerado um dos maiores eventos juninos do Pará, chega à terceira edição em 2026 com mudanças estratégicas para atrair ainda mais público. O evento será nos dias 5 e 6 de junho e 12 e 13 de junho a partir das 18h no estacionamento do estádio Mangueirão em Belém. Entre as atrações estão: Henrique e Juliano, Leonardo, Manu Bahtidão, Alok, Zé Vaqueiro, Wesley Safadão, Xand Avião (veja mais abaixo a lista de atrações por dia). Em 2025, o evento reuniu mais de 500 mil pessoas em quatro dias, segundo o Governo do Estado. A principal novidade é a divisão das datas. Nos anos anteriores, o evento ocupava quatro dias seguidos, o que cansava os participantes. Veja abaixo a lista de atrações por dia: 5 de junho: Mari Fernandez Henrique e Juliano Lipe Lucena Gigio Boy 6 de junho: Xand Avião Zé Vaqueiro Léo Foguete Nirah 12 de junho: Jonas Esticado Alok Manu Bahtidão Patrick Costa 13 de junho: Wesley Safadão Leonardo Viviane Batidão Thiago Costa MAIS VÍDEOS sobre o Pará:
Operação em calçadas de Copacabana e Botafogo Jonas Monteiro/Subprefeitura da Zona Sul Uma operação da Subprefeitura da Zona Sul do Rio, realizada entre a noite de quarta-feira (3) e a madrugada desta quinta-feira (4), aplicou R$ 21 mil em multas durante ações de fiscalização em Copacabana e Botafogo. Em Botafogo, agentes vistoriaram 18 bares e restaurantes e autuaram os estabelecimentos por ocupação irregular de calçadas com mesas e cadeiras. A fiscalização ocorreu nas ruas Arnaldo Quintela, General Polidoro, Fernandes Guimarães, Rodrigo de Brito e Oliveira Fausto. Já em Copacabana, a operação recolheu cerca de 500 quilos de entulho e materiais abandonados em áreas públicas. Entre os itens removidos estavam 15 cadeiras, 11 baterias, 56 mídias, 3 botijões de gás, 1 carrinho e 1 faca. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agora no g1 A fiscalização de trânsito também resultou em 20 multas por estacionamento irregular e na remoção de dois veículos. Um deles estava abandonado e preso por correntes a um poste na Rua Dias da Rocha. A ação contou com a participação de órgãos municipais, da Guarda Municipal e do 19º BPM. Equipes da Assistência Social realizaram 15 abordagens a pessoas em situação de vulnerabilidade, com um acolhimento efetuado. Operação em calçadas de Copacabana e Botafogo Jonas Monteiro/Subprefeitura da Zona Sul 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop.
Paul Rudd and Nick Jonas team up in this new musical comedy.
Fim da escala 6x1 foi aprovado na Câmara; mas, quando começa a valer? A fala do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que sugere levar a proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1 para uma comissão especial ou para a análise de mais de um colegiado não tem precedentes em matérias deste tipo aprovadas pela Casa, segundo o próprio Senado. A medida acende alerta em parlamentares governistas, que temem a possibilidade de atrasar a votação. Em sessão nesta terça-feira (2), Alcolumbre disse que se reuniria com líderes partidários para definir a tramitação da proposta, que foi aprovada na última semana na Câmara dos Deputados. “Houve solicitação de alguns senadores de nós criarmos uma comissão especial”, disse Alcolumbre, que também sugeriu que a PEC pudesse passar por “comissões”, no plural. “Eu quero dizer, como presidente do Senado, que essa proposta vai ter que tramitar nas comissões”. Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP) Carlos Moura/Agência Senado A possibilidade levantada por Alcolumbre é diferente do que prevê o regimento do Senado: a regra é expressa ao dizer que o único caminho de uma PEC é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que neste caso é responsável por analisar tanto a admissibilidade (se é constitucional) quanto o mérito (conteúdo) da matéria. Na sequência, o texto segue para o plenário. ➡️As regras do Senado são diferentes do regimento da Câmara, que divide a votação em duas comissões: primeiro, a admissibilidade na CCJ; depois, o mérito em uma comissão especial. O plenário também é a última etapa. Em resposta a um pedido do g1 sobre precedentes deste tipo, a assessoria do Senado disse que “desde 1988, nenhuma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada pelo Senado Federal tramitou em outra comissão além da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)”. O Senado informou, ainda, que entre 2005 e 2009, nove propostas chegaram a ser encaminhadas para uma comissão temporária de Segurança Pública, porém nunca chegaram a ser analisadas e o colegiado foi extinto. A nota cita, ainda, três PECs entre 1989 e 1991 que passaram por uma comissão especial, mas foram rejeitadas ou prejudicadas. A avaliação de técnicos é que, mesmo se houvesse uma inovação regimental ao encaminhar uma PEC para outra comissão, a votação seria informal — exigindo uma votação posterior na CCJ. Possibilidade de atraso A fala de Alcolumbre preocupa governistas com um possível atraso na análise da proposta, que é uma das principais bandeiras do governo Lula na campanha eleitoral. O senador Paulo Paim (PT-RS) chama a atenção para a fala do presidente do Senado em “comissões”, no plural. “Desde que eu estou no Senado, cinco mandatos, nunca vi uma PEC passar por outras comissões [além da CCJ]”, disse o senador. Plenário do Senado Federal Jonas Pereira/Agência Senado Outra explicação de técnicos é que, quando há vontade política, o regimento do Senado permite a votação de uma PEC diretamente no plenário, a depender de um requerimento de líderes partidários —regra que também difere da Câmara dos Deputados. Também na terça-feira, Alcolumbre deixou claro que o Senado não será “carimbador” do texto da Câmara, ou seja, não será pressionado a votar o mesmo texto apenas para acelerar a tramitação. “Não é razoável que a Câmara passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, para os trabalhadores e para os empreendedores, e o Senado seja obrigado a carimbar o texto aprovado na Câmara”, disse. Governo quer aprovação antes de eleições Idealmente, o governo conta com a promulgação da PEC ainda em agosto para que parte dos efeitos já seja sentida a tempo das eleições ou do segundo turno. O texto da Câmara prevê o fim da escala 6x1 em 60 dias após a promulgação. Empresários, contudo, temem que a proximidade das eleições possa contaminar o debate e pressionam os senadores para segurar a discussão. Nos bastidores, alguns senadores apostam que, com essa declaração, Alcolumbre tenta constranger o governo após o desgaste causado pela fala de Lula de que vai enviar novamente o nome de Jorge Messias para a cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Messias foi rejeitado em abril com 34 votos a favor e 42 contra. Outra leitura nos corredores do Senado é que Alcolumbre já vem fazendo sinalizações para a direita. Embora não seja candidato ao Senado em outubro, Alcolumbre tem como objetivo uma outra eleição, mas em fevereiro de 2027: a recondução à presidência do Senado. Para isso, pode precisar de apoio de senadores da oposição. LEIA TAMBÉM: Presidência do Senado: eleição será só em 2027, mas já movimenta articulações em Brasília; saiba por quê Interlocutores do presidente do Senado avaliam que a tendência é que o tema passe apenas pela CCJ, mas não descartam a tramitação em uma comissão especial, já que Alcolumbre quer marcar uma posição de que o Senado não vai apenas "carimbar" o texto que veio da Câmara sem um amplo debate. A decisão será tomada em uma reunião de líderes agendada para a próxima terça-feira (9), onde também deve ser definido o relator da PEC na Casa.
Padre Zezinho se encontrou com o Papa após evento de jovens Arquivo pessoal/Padre Zezinho Padre José Fernandes de Oliveira, assim, com nome de registro, completo e dois sobrenomes, não parece alguém especialmente famoso. Mas Padre Zezinho, como ficou conhecido esse sacerdote brasileiro autor de mais de 1,8 mil músicas, é um ícone do catolicismo brasileiro. Ele é o compositor de canções profundas e extremamente conhecidas, algumas das quais transcenderam o ambiente das igrejas e acabaram se transformando em sucessos populares — desses que tocam em rádios e, por vezes, ganham regravações de artistas não religiosos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em 1997, por exemplo, Padre Zezinho foi um dos convidados do tradicional especial de fim de ano de Roberto Carlos, para cantar sua célebre Oração pela Família. "Que nenhuma família comece em qualquer de repente, que nenhuma família termine por falta de amor." Padre Zezinho e Padre Julio Lancelotti falam sobre a fé inabalável na função social da igreja Os versos dessa música são daqueles que ecoam na cabeça das pessoas como se fossem obras de domínio público, de tradição popular. Esquece-se até que há um autor por trás de uma canção tão conhecida. Prestes a completar 85 anos de vida, em 8 de junho, e no ano em que comemora 60 anos de sacerdócio, Padre Zezinho ganha sua primeira biografia autorizada, o livro Apenas Um Cidadão do Infinito: Vida e Missão de Pe. Zezinho, escrito pela jornalista Gabi Bonvechio, que trabalha como assessora dele desde 2019. E diz que está pronto para as celebrações. "Eu estou deixando que façam tudo. Não estou falando mais nada. Se querem, que marquem e eu vou", diz ele, em entrevista à BBC News Brasil, concedida por videochamada de um espaço no convento do Sagrado Coração de Jesus, conhecido como Conventinho, em Taubaté, onde ele mora com outros religiosos. "Sou um enfermo que se controla e consegue se cuidar", completa o sacerdote, que há anos redobra os cuidados e limita sua rotina por conta principalmente de dois eventos. Em 2012, ele sofreu um acidente vascular cerebral e ficou sete meses sem conseguir falar. "Deus me trouxe de volta", diz. No ano seguinte, foi diagnosticado com câncer de próstata — segue em tratamento, com a doença sob controle. Se a saúde e a idade já não o permitem uma intensa atividade em shows e missas, Padre Zezinho segue expondo suas opiniões — ou "catequizando", como ele prefere — nas redes sociais. Sua página oficial no Facebook tem mais de 1 milhão de seguidores, e, ali, o religioso e sua equipe postam quase diariamente. Além de frases para reflexão, o padre promove suas ideias cristãs com artigos. Muitas vezes, no mundo polarizado atual, polêmicas surgem. O caso mais recente ocorreu em maio. Foi precipitado por um texto que nem é de autoria do religioso, um artigo do filósofo e sociólogo Romero Venâncio, professor na Universidade Federal de Sergipe, que Zezinho republicou em sua página. O acadêmico expunha sua preocupação acerca do que classificou como "escalada delirante de extremistas católicos nas redes digitais", situando estes entre os "tradicionalistas" e como membros da "direita católica". O resultado foi tenso. Até vídeos fakes associando o padre ao comunismo viralizaram, entre ataques e calúnias. Padre Zezinho lidou com o episódio com a experiência de quem mantém a coerência mesmo levando pedradas há seis décadas. "Todos os dias eu sou agredido. Mas essa gente é 2% [dos católicos]. Os outros 98% querem catequese, querem atualização. A maioria quer o Vaticano 2º, a maioria quer as encíclicas sociais." Ele se refere ao Concílio Vaticano 2º, ocorrido entre 1962 e 1965 — daqueles debates realizados pela cúpula do catolicismo saiu a modernização da Igreja. As missas deixaram de ser em latim, e os padres e bispos ressaltaram o compromisso de atuar junto aos pobres, de trabalhar pelo social. Já as "encíclicas sociais" mencionadas por Zezinho são o conjunto de cartas papais inaugurado pelo papa Leão 13 (1810-1903) com a Rerum Novarum, há 135 anos — e cujo mais recente exemplo saiu há poucos dias, a Magnifica Humanitas, de Leão 14. São documentos em que o pontífice expressa preocupações sociais e, por isso, acabaram sendo chamados de doutrina social da Igreja. "Falam até que eu sou um câncer para a Igreja. Não desejo o câncer para ninguém, até porque tenho um em tratamento. Nunca vou chamar alguém de câncer. Vou discordar de muitos, mas vou continuar sendo amigo e buscando diálogo." Ao justificar seu olhar social e seu discurso em prol dos mais pobres, ele recorda o sacerdote católico francês Léon Gustave Dehon (1843-1925), fundador da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, ordem religiosa à qual Zezinho pertence — por isso, são chamados de "padres dehonianos". "Ele era um homem que buscava uma proposta política e religiosa de diálogo, tanto para os operários quanto para os patrões. Eu cresci nessa ideia." Ordenado nos EUA O despertar vocacional de Zezinho está intimamente ligado aos dehonianos. Mineiro nascido em Machado, ele se mudou para Taubaté aos 2 anos de idade, com a família. "Pai e mãe paralíticos, e vivíamos em um bairro muito pobre", recorda. "Eu era coroinha e cresci ajudando nas missas. Todos os dias ia com minha mãe, cedo, depois ia para a escola. Após a aula, fazia os trabalhos que tinha de fazer, levava comida para meus irmãos na fábrica [onde eles, mais velhos, trabalhavam], brincava por duas horas e, de novo, ia com minha mãe para o Conventinho, porque a gente ajudava lá." A mãe, Waldivina Messias de Oliveira, trabalhou como costureira, lavadeira e cozinheira na casa religiosa. "Cresci no ambiente de convento e gostei daquilo", recorda o padre. Tornou-se seminarista na adolescência — tinha 12 anos quando ingressou no seminário mantido pelos dehonianos na cidade de Lavras, em Minas Gerais. O percurso até a ordenação foi um périplo. De Lavras, foi para Corupá, em Santa Catarina, em outra instituição da mesma ordem. Aos 19 anos, nova mudança, para Jaraguá do Sul, também no estado catarinense, para mais uma etapa de seus estudos rumo ao sacerdócio. No ano seguinte, já tendo feito os primeiros votos, seguiu para Brusque — como noviço, ali estudaria filosofia. Dois anos depois, passou uma breve temporada na Taubaté de sua infância, estudando Teologia e matando a saudade dos familiares. Foi quando os superiores da ordem decidiram que quatro jovens religiosos deveriam ter uma experiência internacional. Dois foram destacados para estudar em Roma. Outros dois, Zezinho entre eles, foram para os Estados Unidos. De lá, enquanto se graduava em Teologia em Hales Corners, perto de Milwaukee, Zezinho acompanhou as discussões que transformariam a Igreja e o seu futuro: do outro lado do Atlântico, ocorria o Concílio Vaticano 2º. Padre Zezinho professou os chamados votos perpétuos em setembro de 1964, em cerimônia ocorrida em Honesdale, na Pensilvânia. Ele se tornou diácono em junho de 1966 e, finalmente, padre em setembro do mesmo ano. Música Padre Zezinho durante a gravação do 116° disco Reprodução/ Instagram Um ano depois, Padre Zezinho celebrou sua primeira missa em Taubaté — ele estava de volta ao Brasil. Vinha no espírito do Concílio que havia terminado há pouco tempo. Animado, jovem, passou a usar o violão em celebrações. Não era o sisudo padre José, mas o simpático Padre Zezinho, que dispensava a batina no convívio social e era próximo, sobretudo, da juventude. De um lado, nascia ali um capítulo importante na história da Igreja Católica no Brasil. De outro, Zezinho começava a sofrer críticas de conservadores. Detratores chamavam seus primeiros trabalhos de "musiquinhas adocicadas e festivas", seus encontros com jovens de "alucinógenos espirituais", seus textos de "livrinhos inconsequentes" — como recupera Gabi Bonvechio, na biografia recém-lançada. Padre Zezinho conta que o gosto pela música veio de casa — seu pai, Fernando José de Oliveira, gostava de tocar viola. A infância em Taubaté, lembra ele, também foi muito musical — terra de estrelas como Hebe Camargo (1929-2012) e Celly Campelo (1942-2003), enfatiza o religioso. O caipira eclético que gostava de rock e música popular em geral encantou-se pelo country e pelo blues em sua temporada nos Estados Unidos. Isso tudo moldou seu estilo. Em texto publicado na revista acadêmica Caminhos em 2020, o teólogo Antonio Manzatto, professor na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, situou a gênese da trajetória de Zezinho na efervescência político-cultural dos anos 1960. Manzatto lembra que eram tempos de ditadura militar no Brasil, rock nas rádios e TVs e contracultura no mundo jovem. A Igreja Católica, pós-Concílio, respirava ares de renovação, o que, segundo ele, "permitiu que a vivência religiosa se organizasse em estruturas diferentes". "Nesse ambiente, a figura de padres modernos foi extremamente importante. Padres renovados que se vestem de maneira simples, sem a sisudez das batinas, que falam a língua do povo, que não hesitam em se fazer próximos das pessoas, de suas casas, de suas vidas", pontua Manzatto. "Para a juventude que andava em busca de novos referenciais, figuras assim eram muito bem-vindas; e para a Igreja, que buscava nova linguagem e novas formas de comunicação com a juventude, o encontro foi extremamente benfazejo." Padre Zezinho se apresentou nesse cenário, com seu nome "diminutivo familiar que aproxima as pessoas, bem ao gosto dos brasileiros". Seu discurso simples era diferente do empolado tradicional dos padres de então. Ele ouvia os jovens e dialogava com eles. De quebra, trouxe a música. "Não a música dos claustros, das orquestras ou de ritmos distantes da juventude", salienta Manzatto. "Mas a música contemporânea com violões, guitarras e baterias ao estilo dos conjuntos musicais da época." Para o sociólogo Rogério Baptistini, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, Zezinho é "um dos pioneiros da evangelização moderna". "Ele usou a música como ferramenta de comunicação de massa e pregou a paz e o diálogo em letras alinhadas à doutrina social da Igreja, sempre conectado ao seu tempo e à visão progressista do catolicismo", afirma, definindo o Padre Zezinho como um "patrimônio sólido" do catolicismo brasileiro. Diversas místicas, uma Igreja Se desde o início vieram críticas do lado mais conservador da Igreja, da parte de Zezinho nunca houve muro entre os segmentos diferentes do catolicismo. Ele conta que foi formado um grupo de religiosos em 1969, com oito padres de estilos diferentes que passaram a se reunir periodicamente — em uma tradição que durou até 1980. Entre eles, estavam Jonas Abib (1936-2022), que depois se notabilizaria como fundador da comunidade Canção Nova e um dos principais expoentes do movimento conservador e fundamentalista Renovação Carismática Católica (RCC), e também o padre jesuíta Casimiro Irala (1936-2024), músico paraguaio radicado no Brasil e integrante da Ação Católica, grupo conhecido pela ênfase na doutrina social da Igreja. Eram místicas diferentes, lembra Zezinho. "Mas a gente era muito amigo, coisa assim de irmão". "Brincava com padre Jonas: sua mística é ensinar a orar, a minha é ensinar a partilhar. Não pensávamos igual, mas nos amamos do mesmo jeito." Com Irala, disse que aprendeu muito sobre música também. Como suas canções sempre foram mais com mensagens sociais do que de louvor, ele acabou sendo associado à linha Teologia da Libertação (TL), corrente cristã que enfatiza como necessária a opção preferencial pelos pobres — ao contrário da imensa maioria dos padres cantores que vieram depois, casos de Marcelo Rossi, ligado à RCC e com canções de louvor. Desde aqueles primeiros anos, era uma postura que o deixava alvo de críticas dos conservadores. Padre Zezinho é cuidadoso nas palavras. Refuta ser chamado de progressista, porque entende que isso deixa os conservadores na posição antagônica de "atrasados": "Sou atualizador. Respeito os conservadores e respeito os progressistas". Contestando os contestadores Desde cedo, lembra ele, seus amigos diziam que ele estava escolhendo um caminho difícil. "Porque estava contestando os contestadores, os que não aceitavam o Vaticano 2º. Rios não correm para trás. Os peixes, sim. Mas o rio vai adiante." "Teve jornalista ultraconservador que me chamou [ao lado de outros nomes da Igreja] de 'vaca sagrada' quando eu estava ficando muito famoso com minhas canções, e, mesmo sofrendo críticas, a Igreja não mexia comigo." Sobre a TL, ele gosta de ser específico. "Sou da TL bíblica, não da TL marxista", comenta. Diz que seu viés é a libertação que está nos textos sagrados, em prol do ser humano. "É por aí que eu vou", ressalta, lembrando que suas músicas falam das alegrias, das esperanças, das dores e das lutas do "povo de Deus". "Fiz música de doutrina social. Música de justiça e paz", comenta. Um exemplo simbólico é a Prece Pelo Social, lançada em 2000. A canção pede a Deus mais trabalho, mais salário e mais pão. "O rico menos rico/ O pobre menos pobre", cobra a letra. "Trabalho pra toda a gente/ Salário bem mais decente/ […]. Do jeito que está não dá." "Essa minha música machucou muita gente. Fiz para que possamos entender o que é justiça social", explica, lembrando que há dezenas de encíclicas falando que "rico demais não é bom para a Igreja, assim como pobre demais também não é bom". "Experimentei a fome aos 9 anos. Sou fruto de gente que acredita em progredir e não em ficar parado. O pobre tem de fazer alguma coisa para sair da pobreza, mas o rico também tem de fazer alguma coisa para ajudar o pobre. Não pode ser rico demais", ressalta. Ele se considera "um formador de opinião". "Nunca usei essa expressão que gostam hoje, influenciador", diz. "Sou um explicador." Sobre o fato de costumar ser incluído em polêmicas de internet, Padre Zezinho argumenta que "não tem medo". E que escolhe o caminho da gentileza. "Dá para dizer tudo sem gritar. Microfone não é para xingar, é para dialogar. Respondo sempre de uma forma gentil. Sem gentileza, não pode haver cristianismo." Ele disse que esse racha entre RCC e TL começou nos anos 1970. "Um grupo de direita, político, leigo, começou a fazer essas distinções: 'nós somos espirituais, vocês não são', 'a TL é uma vergonha para a Igreja' e palavras terríveis que até hoje falam", recorda. Padre Zezinho lembra que já trabalhou muito com pessoas da RCC e emissoras católicas ligadas ao movimento e encara a proximidade como um diálogo permanente e profícuo. "Direita e esquerda existem, conservadores e avançados existem. Podemos discordar, mas sem ódio", afirma. "Não sou esquerdista, nem direitista, nem centrista. Eu sou catequista. Sou transformador, sou explicitador." O sacerdote concorda que o debate atual está contaminado pela polarização social e política, intensificada pelo uso das redes sociais. "Podemos estar em pistas separadas, mas a gente se encontra de vez em quando, então estamos juntos", comenta. "Estou obedecendo aos papas que pregam justiça social, o fundador da minha congregação que pregava justiça social. É o que eu faço. Todos eles pregaram isso", explica o padre. Ele enfatiza que não importa com as discordâncias. "Se um burguês não gosta, então que seja burguês. Eu vou apanhar deles, mas eu acho que os pobres precisam crescer e é preciso fazer coisas em favor dos pobres para eles crescerem. Se isso é esquerda ou direita, não me importa. O que me importa é a doutrina social", diz. Padre Zezinho reconhece que esse posicionamento lhe traz um custo. "Pago um preço por isso? Pago. Toda hora alguém diz: 'coitado do padre Zezinho, pena que é da TL'", afirma. "Eu sou TL bíblica, não TL marxista. Sou contra Marx? Não. Só acho que o acento em marxismo não ajuda a Igreja. Mas o capitalismo também não ajuda. Entre capitalismo e comunismo, eu escolho o diálogo." A biógrafa Gabi Bonvechio diz que o padre é muito rotulado. "Ele é fruto do Concílio Vaticano 2º e abraçou a causa da doutrina social da Igreja e acaba muito atacado por isso", avalia. "Não ouso rotulá-lo. Ele fala muito de temas que os conservadores falam, como a família, a espiritualidade e a piedade. E também cobra justiça social. Houve uma época em que a esquerda o chamava de direitista e conservador. Agora, os direitistas o chamam de comunista e TL", diz Bonvechio, afirmando ser "uma injustiça" qualquer tentativa de "colocá-lo em uma caixinha". Para o sociólogo Rogério Baptistini, o que ocorre é que "hoje a Igreja no Brasil está sofrendo uma espécie de reação pentecostal". "Sacerdotes como ele e [o padre] Julio Lancelotti, por caminhos diferentes, sofrem com a onda de conservadorismo." Legado Professor na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e diretor no Lay Centre, também em Roma, o vaticanista Filipe Domingues ressalta a coerência de padre Zezinho, como um sacerdote que nunca deixou de "seguir a comunhão da Igreja" e se permitir ter uma vida de celebridade. O religioso costuma enfatizar que não é um cantor. Mas um padre que canta. Esta postura parece fazer diferença. "Ele fez tudo o que fez sem buscar méritos", comenta Domingues. "Ele vive aquilo que prega. E isso traz credibilidade." Em 2019, o padre ganhou um espaço dedicado ao seu acervo, no convento onde reside. É o Memorial Padre Zezinho — que pode ser visitado sob agendamento. Quanto à biografia, o religioso precisou ser convencido. Gabi Bonvechio disse que pediu autorização ao padre em agosto do ano passado. Ela entrevistou mais de 50 pessoas, além do próprio sacerdote. "Passei a viver a vida do padre junto com ele, para poder contar sua história", diz ela. O teólogo Raylson Araujo, pesquisador na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, diz que Padre Zezinho é um dos grandes evangelizadores da Igreja Católica no Brasil. "Seu impacto é enorme e de longa data. Marcou época muito antes das redes sociais e da consolidação das TVs católicas", diz Araujo. "E mais: Tem padre que canta, mas não faz reflexão teológica. Tem padre que faz reflexão teológica, mas não canta. Padre Zezinho fez os dois e com maestria, traduzindo reflexões teológicas profundas e canções que há décadas está na boca do povo de Deus." Fiéis trabalham na confecção de tapetes para o dia de Corpus Christ
Mototaxista morre em acidente em Feira de Santana Um motociclista morreu após bater em um ônibus em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, nesta quinta-feira (4). O acidente aconteceu um dia antes do aniversário da vítima, que completaria 31 anos na sexta-feira (5). O homem foi identificado como Jonas Pereira Lima da Silva, de 30 anos. Ele trabalhava com corridas por aplicativo e estava a caminho do trabalho no momento do acidente. A batida aconteceu em um cruzamento na Avenida Marechal Floriano, por volta das 6h30. As pessoas que estavam no ônibus municipal não ficaram feridas. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região Acidente aconteceu na Avenida Marechal Floriano, em Feira de Santana TV Subaé O motorista do ônibus contou que estava dentro da velocidade compatível com a via e que o semáforo estava verde, permitindo a passagem do ônibus. Segundo ele, a batida aconteceu quando o transporte passava pela sinaleira. Após atingir o motociclista, o motorista do ônibus parou o veículo e acionou o socorro. Apesar disso, o homem morreu no local. As circunstâncias do acidente serão apuradas pela polícia. Ainda não há informações sobre sepultamento e enterro da vítima. LEIA TAMBÉM: Dez vítimas de acidente entre van e caminhonete seguem internadas na BA; duas foram transferidas Motorista de caminhonete suspeito de provocar acidente com 16 feridos na Bahia é preso por tentativa de homicídio Motorista de caminhão envolvido em acidente que matou 16 pessoas na Bahia será encaminhado a presídio Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻
President Volodymyr Zelensky said that during his conversation with Norwegian Prime Minister Jonas Gahr Støre they discussed air defense supplies and the development of an anti-ballistic defense program.
President Volodymyr Zelenskyy has discussed strengthening Ukraine's air defence with Norwegian Prime Minister Jonas Gahr Støre and subsequently said that "Norway is ready to help".
Joe Jonas gets candid about life after Sophie Turner split Joe Jonas is pulling back the curtain on life after divorce – and according to the singer, two little girls are now running the show. Speaking on the Hey Jonas! Podcast alongside brothers Nick and Kevin Jonas, the...
Sete acusados são julgados pela "chacina de Juara" 38 anos após o crime Após quase 38 anos, todos os acusados foram absolvidos pelo Tribunal do Júri da Comarca de Sinop no processo conhecido como “Chacina de Juara”, ocorrido em janeiro de 1988. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (2) e durou mais de 10 horas. O g1 tenta localizar a defesa dos envolvidos. O crime ocorreu em 1988 na cidade de Juara, a 654 km de Cuiabá. Na época, três homens foram linchados e mortos em uma praça do município. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Durante a sessão, foram ouvidas testemunhas, realizados os interrogatórios dos réus e apresentados os argumentos da acusação e da defesa. Ao final, os jurados analisaram os quesitos relacionados aos três homicídios atribuídos aos seis acusados. O Conselho de Sentença reconheceu a existência dos crimes, mas absolveu todos os réus. Em alguns casos, os jurados entenderam que não havia provas suficientes da autoria. Em outros, optaram pela absolvição por meio do chamado quesito absolutório genérico, previsto no Código de Processo Penal, que permite aos jurados absolverem um acusado mesmo após o reconhecimento da materialidade do crime e da autoria. Nesses casos, os integrantes do júri respondem se o réu deve ser absolvido, sem a necessidade de apresentar uma justificativa específica para a decisão. Veja abaixo: Donizete Aparecido Silva: os jurados concluíram que ele não foi o autor da morte de Ademir. Já em relação às mortes de Luiz e João, a absolvição ocorreu por meio do quesito absolutório genérico. Hildo Deodato Siqueira e Jonas Dante: foram absolvidos das acusações relacionadas às três vítimas por negativa de autoria. Hilton Giocondo Saporski, Agapito Generoso Batista e Sergio Gaspar Branco: absolvidos de todos os crimes, por decisão dos jurados no quesito absolutório genérico. A defesa dos acusados foi feita pela Defensoria Pública e pelos advogados Bruno Hintz, Maely Marques, Sônia Mara de Carvalho, Vanessa Cobos, Jorge Balbino, Márcio de Deus e Denner Felizardo. Entenda o caso Considerado um dos processos criminais mais antigos da região norte de Mato Grosso, o caso tramitou por quase quatro décadas até ser levado a julgamento. Ademir Marques Ramos, Luiz Carlos Andrade dos Santos e João Batista da Silva foram retirados da cadeia pública de Porto dos Gaúchos, município que fica ao lado de Juara, após serem presos sob suspeita de envolvimento em um latrocínio registrado na região. Em seguida, as vítimas foram torturadas, assassinadas e tiveram os corpos pendurados de cabeça para baixo na praça. Ao longo dos anos, o caso passou por diferentes fases processuais e envolveu 59 denunciados. Parte dos acusados foi absolvida em julgamentos anteriores, enquanto outros tiveram a punibilidade extinta ou foram impronunciados por falta de provas. 7 acusados de chacina em Juara irão a julgamento hoje em Sinop, 38 anos após crime
Jovem é mordida por tubarão na praia de Boa Viagem, no Recife O médico Mike Vinicius Canto de Andrade, de 29 anos e natural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, ajudou a salvar uma jovem de 19 anos após um ataque de tubarão na Praia de Boa Viagem, no Recife, na tarde de segunda-feira (1º). A vítima, Marcela Vitória de Lima Santos, teve cerca de 85% da perna direita arrancada pelo animal. O que era para ser um passeio pela orla durante as férias se transformou em cerca de 15 minutos de tensão para o médico, que prestou os primeiros socorros à jovem ainda na faixa de areia. O ataque ocorreu um dia após uma criança de 11 anos também ser ferida por um tubarão na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Segundo Mike, o atendimento realizado no local pode ter sido decisivo para que Marcela chegasse com vida ao Hospital da Restauração. “O que difere um médico em situações como essa é a capacidade de se manter tranquilo e tomar as decisões corretas. Acredito que se eu não estivesse ali, ela pudesse ter perdido a vida devido a gravidade do ferimento”, afirmou Mike. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Passeio na orla se tornou resgate inesperado Mike e sua mãe Marilene Reprodução/Redes Sociais Mike caminhava pela orla da Praia de Boa Viagem com a mãe, Marilene Canto, próximo ao cruzamento da Avenida Boa Viagem com a Rua Padre Bernardino Pessoa, no Recife, quando os dois perceberam a presença de Marcela no mar. Segundo o médico, a jovem chamou a atenção deles enquanto estava na água, pouco antes do ataque. “Lembro do momento exato que minha mãe olhou para água e viu a menina. Como havíamos pesquisado muito sobre a região antes de viajarmos, sabíamos que ali haviam tubarões e estranhamos a presença dela na água. Nesse exato momento, vimos a água ser tomada por uma mancha vermelha e o ataque acontecer”, relembrou o médico. Segundo Mike, ele e a mãe correram imediatamente até o grupo de pessoas que tentava retirar Marcela da água. O médico contou que o clima era de desespero e ficou ainda mais tenso quando as pessoas perceberam que a jovem havia perdido quase toda a perna direita no ataque. Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, teve perna arrancada por um tubarão na praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife Reprodução/WhatsApp Marcela Vitória de Lima Santos mora em São Lourenço da Mata, no Grande Recife, e estava com familiares quando foi atacada pelo tubarão. O primo da jovem, o vigilante Jonas André de Lima, contou que correu para ajudá-la ao ouvir os gritos de socorro e a retirou da água. Segundo ele, Marcela já estava sem a perna direita quando foi levada para a faixa de areia. "A gente estava se divertindo lá, foi para a praia se divertir, tomar um caldinho, de repente aconteceu. Ela disse que iria tomar um banho, dar um mergulho, e de repente o tubarão atacou ela lá na praia. [...] Foi o momento em que ela foi atacada lá, ficou gritando: 'Jonas, Jonas', chamando meu nome. Aí eu fui lá na beira-mar para socorrer ela também. Puxei ela para a beira da praia, chegou um bocado de gente ajudando", contou. Formado em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Mike contou que iniciou os primeiros procedimentos de emergência assim que percebeu a gravidade dos ferimentos de Marcela. Segundo o médico, a prioridade era controlar a hemorragia e reduzir o risco de complicações até a chegada do socorro especializado. Inicialmente, ele utilizou o cinto de uma das pessoas que estavam no local para fazer um torniquete. Como a contenção não foi suficiente, Mike pediu que a mãe da jovem retirasse o cordão do short dela, que foi usado para reforçar o procedimento. “Mesmo assim o sangue continuou saindo, e foi nessa hora que eu usei minha mão para garantir que o estancamento desse certo. Mesmo após mais de 24h após o ocorrido, meus dedos continuam doendo devido a força que eu fiz”, afirmou Mike. Segundo Mike, durante os cerca de 15 minutos em que recebeu os primeiros socorros na praia, Marcela alternava momentos de consciência e inconsciência. De acordo com o médico, essa oscilação era esperada diante da gravidade dos ferimentos, da grande perda de sangue e do impacto causado pelo ataque. Após a chegada da ambulância do Corpo de Bombeiros, a jovem foi levada para o Hospital Alfa, no bairro Boa Viagem. Depois do primeiro atendimento, ela foi transferida para o Hospital da Restauração, no bairro Derby, região central do Recife, onde passou por uma cirurgia para conter o sangramento. Segundo o diretor do hospital, o médico Petrus Andrade Lima, o procedimento foi concluído no início da noite de segunda-feira. Ainda conforme Petrus, Marcela chegou à unidade em estado de "choque hemorrágico profundo" e segue sob risco de infecção. "Ela possivelmente ainda vai precisar de mais sangue. Ela estava em choque hemorrágico profundo, tomou sangue, deve tomar mais e, com um segundo momento que todos esses pacientes que têm uma mordedura animal correm, [há] o risco de infecção. Então, ela está, sim, também nesse risco", informou. Petrus de Andrade Lima, diretor do Hospital da Restauração, fala sobre estado de saúde da jovem mordida por tubarão em Boa Viagem LEIA TAMBÉM: Brasileira morre em acidente de carro durante safári na África O que se sabe sobre a morte de homem em shopping VÍDEO: Motociclista em fuga bate em jovem, atinge viaturas e desaparece Médico quer visitar a vítima Mike é formado pela UFU Reprodução/Redes Sociais Após o resgate, Mike retornou ao hotel onde está hospedado com a mãe, em frente à Praia de Boa Viagem. Apesar de ter deixado o local do ataque, ele disse que continuou impactado pelo que havia acabado de presenciar. Com as roupas ainda manchadas de sangue, o médico acompanhava com preocupação as informações sobre o estado de saúde de Marcela Vitória de Lima Santos, mesmo já distante da faixa de areia. “Quando digo que a frieza médica é importante, não significa que ali não tenha sido criado um laço, porque foi. O fato em si não me choca, estou adaptado, mas ainda assim me preocupo com o estado de saúde da Marcela e quero visitá-la, caso seja possível”, contou. Médico generalista no pronto-socorro de Iraí de Minas, Mike afirmou que está acostumado a atender pacientes em estado grave, incluindo vítimas de acidentes de trânsito com amputações e outros ferimentos severos. Mesmo com a experiência na área, ele disse que o ataque de tubarão causou grande comoção entre as pessoas que estavam na praia. Para o médico, o episódio reforça a importância de agir rapidamente em situações de emergência, já que os primeiros minutos podem ser decisivos para salvar uma vida. Mike também destacou que qualquer pessoa pode prestar os primeiros cuidados até a chegada do socorro, desde que mantenha a calma e siga orientações básicas de atendimento. “Não é preciso ter preparação médica para agir em casos como esse. O principal é estancar o sangramento o mais rápido possível e manter a região limpa, porque o paciente enfrenta, ao mesmo tempo, a perda significativa de sangue e a exposição da ferida.” Infográfico: as espécies de tubarão mais comuns no litoral de Pernambuco Arte/g1 VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
Ministra do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello Clarice Castro / Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania A Ministra dos Direitos Humanos Janine Mello afirmou em nota que decisão do Senado para dificultar aborto legal em crianças vai na "contramão" de políticas de proteção. Nesta terça-feira (2), o plenário do Senado aprovou um projeto de decreto legislativo (PDL) que suspende os efeitos de uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), de dezembro de 2024, que regulamenta o direito de menores ao aborto legal. "Entendo que a decisão do Parlamento caminha na contramão de um esforço conjunto e intersetorial do Governo do Brasil, dos conselhos participativos e da sociedade civil na promoção de políticas públicas que protejam nossas crianças e adolescentes", diz a nota da ministra. Antes, ainda nesta terça, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado já tinha aprovado o projeto. Como já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em novembro de 2025, a proposta passa a ter validade após a promulgação pelo Congresso Nacional. Na nota divulgada pela ministra, ela afirma que os direitos assegurados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em toda a legislação brasileira seguem vigentes. A resolução, que entrou em vigor em janeiro de 2025, destaca que a gestação em crianças e adolescentes é um processo que “representa risco à saúde física, psicológica e mental que pode resultar em impactos sociais no seu pleno desenvolvimento, aumento de adoecimento, incapacidade e mortes”. "A resolução tinha por objetivo de qualificar, organizar e padronizar os fluxos de atendimento a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência sexual", disse Janine Mello. A votação do requerimento de urgência e do mérito do projeto levaram exatos 1 minuto e 42 segundos. A votação simbólica – modalidade em que não fica registrado quais senadores votaram a favor ou contra. “A interrupção legal da gestação para crianças e adolescentes constitui parte das ações de prevenção a morbidade e mortalidade”, diz o texto. 🔎 Como o projeto suspende os efeitos de uma norma do Poder Executivo, o projeto não precisa passar por sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Agora no g1 A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em novembro do ano passado e, por se tratar de um projeto de decreto legislativo, caso seja aprovado pelo plenário, a medida já entra em vigor sem passar pela sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pela lei brasileira, qualquer relação sexual com menores de 14 anos já configura estupro. O relatório a favor da proposta foi elaborado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da Comissão. "Ao admitir hipóteses em que decisões relacionadas à interrupção da gestação possam ocorrer sem a participação ou ciência dos pais e responsáveis, a Resolução não apenas reorganiza fluxos administrativos, mas relativiza prerrogativas legalmente asseguradas pelo ordenamento jurídico", afirmou a senadora. Plenário do Senado Federal Jonas Pereira/Agência Senado Resolução A norma do Conanda diz que toda criança e adolescente tem direito a ter acesso a informações sobre seu próprio corpo que permitam a identificação e denúncia de situações de violência sexual. A resolução garante à criança e ao adolescente vítima de estupro o direito de acesso à informação sobre o aborto "assegurando-lhe a autonomia" para escolher interromper a gravidez de maneira "segura e protegida". "A ausência dos pais ou responsáveis legais não impede o pleno exercício do direito à informação de crianças e adolescentes, sendo obrigatório que todas as informações e esclarecimentos sobre a interrupção da gestação sejam fornecidas de forma clara e acessível", destaca a norma. O texto afirma que a criança ou adolescente tem o direito de ser acompanhado em todos os procedimentos necessários do aborto por um integrante do órgão do Sistema de Garantia de Direitos das Criança e do Adolescente. A resolução diz que os estados devem trabalhar para descentralizar os serviços de aborto legal, especialmente em regiões de difícil acesso. "É dever do Estado, da família e da sociedade respeitar a autonomia de crianças e adolescentes em relação ao exercício de seus direitos, abstendo-se de qualquer ato que constranja, ameace ou provoque medo, vergonha ou culpa em decorrência da decisão de interromper a gestação". A resolução assenta que os profissionais responsáveis pelo atendimento das crianças e adolescentes devem consultar os menores a respeito de notificação dos pais. Se a presença dos responsáveis puder causar "danos físicos, mentais ou sociais à criança ou adolescente, e se ela tiver capacidade de tomada de decisão", o profissional deve garantir a realização do procedimento mesmo sem consentimento dos pais. Revogação da medida A norma do Conanda regula procedimentos previstos em lei e estabelece diretrizes nacionais para qualificar a atuação da rede de proteção, organizar fluxos de atendimento e assegurar a efetivação de direitos já reconhecidos pelo ordenamento jurídico brasileiro. A revogação da medida pode dificultar o aborto legal para adolescentes em casos previstos em lei, feto anencéfalo, risco de vida para a gestante e gravidez decorrente de violência sexual.