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Homem segue foragido após matar vizinha no litoral de SP Francisco de Assis Lopes dos Santos, de 65 anos, continua foragido após ser acusado de matar uma vizinha com um tiro na cabeça durante uma briga por água em Guarujá, no litoral de São Paulo. O crime aconteceu no dia 27 de abril e, desde então, a família de Sabrina da Silva, de 42, luta por justiça. A vítima era proprietária do imóvel vizinho ao do homem, nas proximidades da Avenida Vereador Lydio Martins Corrêa. Segundo o boletim de ocorrência, Francisco teria fechado a mangueira de água da casa de Sabrina para que apenas a residência da inquilina dele fosse abastecida. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O homem fugiu de moto após o crime. Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o acusado foi indiciado por homicídio qualificado, mas continua foragido. O caso foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário. Francisco de Assis Lopes dos Santos, de 65 anos, é acusado de matar a vizinha Sabrina da Silva, de 42, com um tiro na cabeça em Guarujá, SP Reprodução Família A mãe da vítima, Sueli da Silva, contou à TV Tribuna, afiliada da Globo, que estava com a filha momentos antes dela ser morta. De acordo com ela, Sabrina disse que iria para casa porque estava há três dias sem água e precisava resolver essa situação. "Quando chegou lá, aquele maldito fez isso com a minha filha", lamentou a mãe. "Meu neto de 11 anos está passando pela psicóloga, eu estou passando pela psicóloga. Eu tomo dois calmantes para dormir e não consigo dormir porque nunca imaginei na minha vida que ia perder um filho". Sabrina deixou três filhos e três netos. Também em entrevista à TV Tribuna, a primogênita Stéfani da Silva Freitas afirmou que não aceita a forma brutal como a mãe morreu e quer que o acusado seja preso o quanto antes. "Não pode ficar impune. Eu sei que nada vai trazer minha mãe de volta. Eu perdi um pedaço de mim, meus filhos vão crescer sem a avó, então eu só quero justiça mesmo, que ele pague pelo que ele fez", destacou Stéfani. O crime Sabrina da Silva, de 42 anos, foi morta com um tiro na cabeça em Guarujá, SP Redes Sociais De acordo com o boletim de ocorrência, uma testemunha relatou aos policiais que escutou o marido da vítima e o suspeito discutindo porque a casa de Sabrina estava sem água. Segundo a mulher, o suspeito teria fechado a mangueira de água da casa de Sabrina para que apenas a residência da inquilina dele fosse abastecida. A testemunha destacou que chegou a retirar a vítima do local, mas ela voltou sozinha para entregar a mangueira para o marido consertar. A testemunha disse que, poucos minutos depois, ouviu um grito de Sabrina: "Pelo amor de Deus, não faz isso", seguido de três disparos de arma de fogo. A mulher foi ver o que havia acontecido e encontrou a amiga caída no chão, enquanto o suspeito e o marido dela fugiram do local. Na ocasião, a Prefeitura de Guarujá informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para atender uma vítima em estado grave. Segundo a administração municipal, a equipe prestou os primeiros socorros no local e encaminhou a mulher ao Hospital Santo Amaro (HSA). Por meio de nota, a unidade de saúde explicou que a mulher deu entrada já entubada, com um ferimento por arma de fogo na cabeça. "A paciente passou por exame de tomografia, mas evoluiu a óbito em seguida", afirmou o hospital. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
Influenciador paraense de humor testa valores de jovem em shopping na Grande Belém O que era para ser um passeio despretensioso no shopping, se tornou a oportunidade para que a internet conhecesse o Douglas Kauã Serrão dos Santos Castro, um paraense anônimo de apenas 19 anos que encantou os internautas pela simplicidade e honestidade. Tudo começou na última terça-feira (5), quando o influenciador paraense de humor Lidson Miroró decidiu gravar um vídeo convidando um jovem que estava sentado no banco de um shopping de Ananindeua, na Grande Belém, para ajudá-lo a escolher uma roupa nova. O jovem em questão era Douglas, que tinha acabado de sair do cursinho pré-vestibular e estava no local após ter encontrado alguns amigos. "Foi muito de repente, eu não fazia ideia que estava sendo gravado, a câmera era no óculos, fiquei bem surpreso sim, passaram muitas coisas na minha cabeça, mas eu fui mesmo assim", contou Douglas em entrevista ao g1. Ele não conhecia o influenciador. Douglas teve os valores testados e ganhou a web pela honestidade. Reprodução / Redes sociais ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Durante o vídeo, Lidson testou a paciência e os valores do jovem: primeiro, tentou uma interação entre Douglas e uma desconhecida dentro da loja, dizendo que ele ficou interessado nela, mas que estava com vergonha, o que pegou Douglas de surpresa, mas ele reagiu com educação e continuou engajado em ajudar Lidson a encontrar um look. Depois, Lidson fingiu que sairia da loja sem pagar pelas peças. "Melhor pagar", repetia Douglas. No fim, Lidson pagou as peças, e Douglas saiu aliviado da situação. A reação de Douglas foi o que conquistou a web. Com extrema educação, ele negou as brincadeiras e repreendeu a ideia do suposto furto, afirmando categoricamente que roubar é errado. Mesmo diante das situações embaraçosas, Douglas não abandonou o influenciador, o que gerou comentários como "o mais engraçado é que ele escolheu ficar" e "que garoto puro". Lidson e Douglas após a repercussão do vídeo saíram para almoçar juntos. Reprodução / Redes sociais Morador do bairro do Paar, em Ananindeua, na Grande Belém, Douglas falou sobre a decisão de permanecer ao lado de Lidson, apesar das "confusões". "Nem sei por que decidi continuar ajudando, só queria ajudar e garantir que ele não ia roubar mesmo", disse o jovem. A integridade demonstrada no vídeo, segundo Douglas, tem raízes na família. "Devo isso muito à criação do meu pai. Ele sempre foi um homem muito honesto que eu sempre admirei muito. Então, acho que me inspiro nele nessas situações", afirmou. O vídeo já ultrapassa 3,5 milhões de visualizações e 22 mil comentários. Em apenas quatro dias, Douglas saltou do anonimato para a marca de 50 mil seguidores. Ele relatou que a rotina continua a mesma, com a única diferença de agora ser reconhecido e parado para fotos quando caminha pela rua. "Está sendo bem surreal, ainda não processei tudo isso. Nunca na minha vida imaginei que isso fosse acontecer comigo", confessou o paraense, que quer ser professor de história. Para muitos internautas que assistiram e comentaram no vídeo, Douglas é a prova de que a simplicidade, a honestidade e a ingenuidade genuína ainda são capazes de "quebrar a internet" e gerar uma onda de admiração coletiva. VÍDEOS com as principais notícias do Pará Acesse outras notícias do estado no g1 Pará.
Confeiteira de Bertioga, SP, faz brigadeiro com sabor e formato de milho O brigadeiro é o doce mais tradicional do Brasil e ganhou diferentes versões, sendo possível enrolar, comer de colher ou usar para recheio. Mas, você já o imaginou no formato de um milho, de uma flor ou até mesmo dos personagens da Turma da Mônica e dos Monstros S.A.? A confeiteira Kette Brito, de 42 anos, tem mostrado aos mais de 100 mil seguidores nas redes sociais que isso é possível. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Ao g1, a confeiteira de Bertioga, no litoral de São Paulo, contou que se inspirou em colegas de profissão para se aventurar em diferentes formatos de brigadeiros. Ela explicou que atualmente as empresas investem em utensílios pensados no doce, o que antes só estava disponível para bolos. Confeiteira Kette Brito, de 42 anos, usa a criatividade na produção de brigadeiros, em Bertioga (SP) Reprodução/Instagram 🍫Atualmente, Kette faz mais de 30 sabores de brigadeiros, como o tradicional de chocolate, churros e até de milho, mas o de leite em pó é o preferido da profissional e o mais indicado por ela para usar a criatividade. "É uma massa onde conseguimos colorir e tem estrutura para modelar e carimbar". 👩🍳Independente do formato, a base principal do brigadeiro da confeiteira é o leite condensado e o creme de leite. Na sequência, a massa com o sabor escolhido é levada para o fogo, e depois é personalizada com o uso de moldes, carimbos e as próprias mãos de Kette. 🎨De acordo com ela, o último passo é colocar cor. "[Os brigadeiros] são pintados com tinta comestível que já vem pronta e é própria para confeitaria, ou eu mesma preparo a mistura com corante e álcool de cereais", explicou a profissional. Confeiteira Kette Brito, de 42 anos, usa a criatividade na produção de brigadeiros, em Bertioga (SP) Arquivo pessoal Como tudo começou? Kette trabalhou durante 19 anos em um apartamento de luxo na Riviera de São Lourenço. "Sempre gostei de cozinhar e fazer receitas diferentes. Nessa época, tinha um perfil mais voltado para receitas, até que apareceu para mim os brigadeiros personalizados e coloridos", lembrou ela. A confeiteira contou que começou a fazer o doce da forma mais tradicional para família e amigos, que começaram a incentivá-la a vender. "Nunca dei ouvidos até que chegou o aniversário do meu filho e decidi fazer os coloridos. Foi aí que começou. Me encantei e decidi que iria fazer para vender". Ela explicou que comprou os materiais básicos e aprendeu tudo o que sabe com ajuda de tutoriais na internet. Kette começou a divulgar os brigadeiros e a primeira encomenda foi para uma família de uma aldeia indígena da cidade, em setembro de 2022. Confeiteira Kette Brito, de 42 anos, usa a criatividade na produção de brigadeiros, em Bertioga (SP) Reprodução/Instagram "Lembro como se fosse hoje [...]. Era tudo muito novo, as pessoas não conheciam os brigadeiros personalizados. Foi um sucesso que nunca imaginei", contou ela. "Tinha vezes que virava a noite fazendo doces e tinha que trabalhar no outro dia. Aí, chegou a hora de escolher e eu decidi trabalhar com o que mais amava e me deixava feliz. Pedi as contas e hoje sou referência na cidade". Sucesso nas redes A profissional viralizou nas redes sociais após fazer brigadeiros com o tema 'Barbie', na época em que o filme tinha acabado de chegar aos cinemas. O vídeo ultrapassou os três milhões de visualizações. "Sempre antenada nas tendências. A minha cabeça chega a pipocar com tanta imaginação". Com o sucesso na internet e nos brigadeiros, Kette faz encomendas para a Baixada Santista, além da capital paulista. Confeiteira Kette Brito, de 42 anos, usa a criatividade na produção de brigadeiros, em Bertioga (SP) Arquivo pessoal e Reprodução/Instagram VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
Robinho completa 90 dias na prisão no mesmo mês em que comemora 18 anos de estreia na Copa do Mundo Reuters e Reprodução No mesmo mês em que a Copa do Mundo começa e completa 20 anos da estreia pela Seleção Brasileira, o ex-jogador Robson de Souza, o Robinho, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para deixar o regime fechado que cumpre no Centro de Ressocialização de Limeira (SP). Robinho foi detido no dia 21 de março de 2024 por estupro coletivo contra uma mulher albanesa na Itália, em 2013. A prisão aconteceu após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidir que ele deveria cumprir no Brasil a sentença a qual foi condenado pela Justiça italiana em 2022. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O ex-jogador estreou na Copa do Mundo aos 22 anos, no dia 13 de junho de 2006, na Alemanha. Na ocasião, ele substituiu Ronaldo Fenômeno, aos 24 minutos do segundo tempo de um jogo contra a Croácia. A partida terminou com vitória para o Brasil com um único gol marcado por Kaká. Naquela época, Robinho jogava pelo Real Madrid pouco depois de sair do Santos Futebol Clube. Na Copa do Mundo de 2006, ele também entrou em campo contra o Japão, Austrália e França. O Brasil foi eliminado nas quartas de final, perdendo por 1 a 0 para os franceses. Robinho em jogo da Seleção Brasileira Reprodução/Redes Sociais Robinho voltou para a Copa do Mundo em 2010, na África do Sul, enquanto pertencia ao Manchester City, mas estava emprestado ao Santos. Ele jogou contra Coreia do Norte, Costa da Marfim, Chile e Holanda, marcando dois gols. O Brasil foi eliminado nas quartas de final, perdendo para os holandeses. 20 anos depois... O cenário mudou e, na última segunda-feira (1°), a defesa do ex-jogador apresentou um novo pedido ao STF para retirar o caráter hediondo da pena de nove anos de prisão por estupro coletivo. Se a solicitação for aceita pelo ministro Luiz Fux, Robinho poderá progredir para o regime semiaberto, que permite estudar e trabalhar durante o dia, com retorno obrigatório ao presídio à noite. 🔎Crime hediondo: é aquele que causa repulsa, sendo insuscetível de anistia, graça, indulto ou fiança, de acordo com o advogado Fabio Hypolitto, que foi ouvido pelo g1, mas não tem relação com o caso de Robinho. O ex-atleta já cumpriu dois anos e dois meses da pena, sendo mais de um ano na P2 de Tremembé (SP), conhecida como o 'presídio dos famosos'. Ele foi transferido para o Centro de Ressocialização de Limeira (SP) em novembro de 2025. Veja abaixo: Robinho deixa 'presídio dos famosos' em Tremembé e é transferido para unidade em Limeira A unidade prisional para onde ele foi transferido abriga réus primários, com penas menores de dez anos e não ligados a facções. Ela é apontado como modelo no estado, tem menos presos do que a média e é considerado mais "tranquilo" por especialistas. O centro de ressocialização tem banheiro coletivo, TV e ventilador na maioria das celas. A rotina inclui horários definidos para refeições, banhos de sol, trabalho e estudo. A unidade possui uma quadra poliesportiva para a prática de esportes e uma horta mantida pelos presos. Prisão Robinho permanecerá preso no Brasil, após decisão do STF Imagem: Reprodução/TV Globo A princípio, a Justiça italiana tentou fazer com que o ex-jogador cumprisse a pena de nove anos no país europeu. No entanto, o Brasil não extradita seus cidadãos e, enquanto isso, Robinho vivia uma vida normal, com direito a praia, futebol e churrasco. Diante da situação, o governo da Itália homologou um pedido para que ele fosse preso em solo brasileiro. A Corte Especial do STJ recebeu a demanda e decidiu pela condenação do ex-jogador em regime fechado e com prisão imediata no dia 20 de março de 2024. Alguns trâmites burocráticos precisaram ser tomados e, à noite, isso não foi possível. Na manhã do dia 21 de março daquele ano, a presidente do STJ Maria Thereza de Assis Moura assinou a determinação da prisão, mas a Justiça Federal em Santos só recebeu o documento por volta das 17h. Centro de Ressocialização de Limeira Divulgação/Governo do Estado de São Paulo O juiz Mateus Castelo Branco Firmino da Silva assinou o mandado de prisão de Robinho por volta das 18h30 do mesmo dia. Aproximadamente uma hora e meia depois, os policiais federais chegaram na cobertura do prédio do ex-jogador e deixaram o local com ele. Robinho foi levado à sede da PF de Santos e, em seguida, ao prédio da Justiça Federal para audiência de custódia. Na sequência, ele foi conduzido para o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) da cidade. De lá, foi encaminhado ao presídio, onde chegou durante a madrugada. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
Incêndio que matou padrasto e enteada em Araguaína é investigado pela Polícia Civil Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, encontrado morto em um incêndio com a enteada Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, possuía uma sequência de crimes que começou quase duas décadas antes de sua morte em Araguaína, no norte do Tocantins. Documentos da Justiça mostram que ele se envolveu em um homicídio culposo no trânsito ocorrido em 2007 e dois anos depois estuprou e matou uma enteada. Ele foi julgado e condenado pelos dois crimes. O homem foi encontrado carbonizado dentro de uma casa em Araguaína, no norte do Tocantins, junto com a enteada Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, na quarta-feira (3). No local, foi apreendido um galão com vestígios de gasolina e os corpos foram achados sem roupas na parte inferior. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp De acordo com a sentença, o homicídio no trânsito aconteceu no dia 16 de dezembro de 2007, no setor JK, em Araguaína. Na ocasião, Ivano trabalhava como motorista profissional e, ao conduzir uma carreta, atropelou e matou um homem. Segundo a perícia, a vítima foi atingida pelo pneu traseiro do veículo e Ivano fugiu do local sem prestar socorro, alegando posteriormente que teve medo de sofrer um linchamento. A condenação do caso saiu em 2025. Ele foi condenado a dois anos e quatro meses de detenção por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com a pena agravada pela omissão de socorro e pelo exercício da profissão. O g1 não conseguiu contato com o advogado de Ivano neste processo. LEIA TAMBÉM: Delegado aposentado que investigou padrasto pela morte da enteada em 2009 relembra caso: 'Chocou pela crueldade' Dois corpos são encontrados carbonizados dentro de casa em Araguaína Jovem encontrada carbonizada com o padrasto estava sem parte das roupas, diz PM Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, e Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, morreram carbonizados em Araguaína Reprodução/Instagram Laiane Cardoso/TV Anhanguera A Justiça determinou que a pena fosse cumprida inicialmente em regime aberto, mas impôs a suspensão da sua CNH pelo mesmo período da condenação. O juiz informou que considerou as agravantes de omissão de socorro e o fato de o crime ter sido cometido durante o exercício da profissão. Condenado a 35 anos Ivano voltou investigado pela polícia em novembro de 2009, quando estuprou e asfixiou sua então enteada, Layla Athyla Maranhão Vales, de 19 anos. Conforme a denúncia do Ministério Público, após matar a jovem, Ivano ateou fogo ao corpo dela e à residência da família para tentar ocultar os vestígios da violência sexual e do assassinato. Segundo informações divulgadas no Diário da Justiça de 2011, após julgamento de apelação ao Tribunal de Justiça do Tocantins, ele confessou que cometeu os crimes de incêndio e homicídio e foi condenado a 35 anos de prisão. No mesmo ano, Ivano tentou fugir da prisão. A Justiça determinou que a pena fosse cumprida em regime fechado. Por causa dos trabalhos feitos na unidade penal, o padrasto teve redução no período de reclusão, além de conseguir mudar para o regime semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica. O delegado aposentado Silneyr Deófanes foi responsável pela investigação na época e relembrou o crime. "Ele demonstrava ser uma pessoa fria e sem arrependimento. Um verdadeiro psicopata", afirmou. A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça informou que Ivano obteve o benefício do trabalho externo para atuar no setor de vendas, permitindo que ele se deslocasse para todo o território do Tocantins, com o uso da tornozeleira. Conforme o estado, todas as violações registradas no sistema de monitoramento foram notificadas ao Poder Judiciário, responsável pela aplicação de punições (veja nota completa abaixo). Corpos carbonizados em casa Corpos estavam sob destroços de móveis e foram localizados com apoio da perícia técnica Divulgação/CMBTO Segundo os bombeiros, os corpos de Ivo e Laiane Cardoso Noleto foram encontrados sem roupas na parte inferior do corpo e carbonizados após uma explosão. O corpo de Ivano foi localizado sobre os destroços de uma cama destruída pelas chamas. Segundo a Polícia Militar, os dois estavam sem roupas na parte inferior do corpo. No imóvel, também foi encontrado um galão com vestígios de gasolina. De acordo com os investigadores, isso indica uma semelhança com o método utilizado há 17 anos no crime contra Layla. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Homem tenta proteger mulheres de assédio, leva soco e morre a tiros na Grande BH A morte de Ailton da Silva, de 57 anos, após tentar defender duas mulheres de uma situação de assédio em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, provocou comoção e repercussão em Minas Gerais e nas redes sociais. O caso aconteceu na madrugada de sábado (6), foi registrado por câmeras de segurança (veja vídeo acima) e terminou com a prisão em flagrante do suspeito. Segundo a Polícia Militar, Ailton interveio quando percebeu que duas mulheres estavam sendo importunadas por um homem que insistia em acompanhá-las. Durante a discussão, ele foi agredido, caiu, bateu a cabeça no chão e morreu após ser socorrido. A seguir, veja o que se sabe sobre o caso: Quem era Ailton da Silva? O que aconteceu na madrugada do crime? Como aconteceu a agressão? O crime foi registrado por câmeras? Quem é o suspeito? Como foi a prisão? O que diz a investigação? Quem era Ailton da Silva? Ailton da Silva, de 57 anos, morto após defender mulheres de assédio em MG. Arquivo Pessoal Ailton tinha 57 anos e era morador de Nova Lima. Familiares o descrevem como uma pessoa tranquila, que evitava conflitos e gostava de ajudar os outros. A irmã dele, Ivanete Silvana da Silva, afirmou que o comportamento da vítima era conhecido por todos que conviviam com ele. "Foi covardia. Meu irmão nunca brigou com ninguém do bairro. Ele fugia de confusão e, de repente, tentando defender as meninas, esse cara faz isso", disse. A filha, Joice Vianna, também lamentou a morte do pai. "Meu pai não fazia nada com ninguém. Ele era uma pessoa excelente, qualquer um podia contar com ele", afirmou. Segundo a família, Ailton deixa três filhos e seis netos. O que aconteceu na madrugada do crime? De acordo com o boletim de ocorrência, duas mulheres saíam de uma festa junina quando passaram a ser seguidas por um homem. Ainda conforme o registro policial, ele perguntou se elas eram solteiras e tentou acompanhá-las até em casa. As mulheres recusaram a aproximação e disseram que seguiriam sozinhas, mas o homem continuou insistindo. Pouco depois, quando elas caminhavam pela Avenida Rio Solimões, no bairro Nossa Senhora de Fátima, o suspeito voltou a abordá-las. Foi nesse momento que Ailton decidiu intervir. Segundo a PM, ele pediu que o homem deixasse as mulheres em paz. Em seguida, houve uma discussão. Como aconteceu a agressão? Conforme o boletim de ocorrência, o suspeito deu um soco no rosto de Ailton. Com o impacto, a vítima caiu, bateu a cabeça no chão, perdeu a consciência e começou a convulsionar. Pessoas que estavam próximas acionaram o socorro e tentaram reanimá-lo enquanto aguardavam atendimento médico. Como apresentava um ferimento na cabeça, Ailton foi levado ao Hospital Nossa Senhora de Lourdes, em Nova Lima, mas não resistiu. O crime foi registrado por câmeras? Sim. Câmeras de segurança registraram a discussão e a agressão. As imagens também captaram o desespero das mulheres que estavam no local (veja o vídeo no início desta reportagem). Os vídeos passaram a circular nas redes sociais e devem integrar a investigação conduzida pela Polícia Civil. Homem morre após defender mulheres de assédio na Grande BH e filho de 10 anos do suspeito presencia o crime. Circuito de Segurança Quem é o suspeito? Segundo a Polícia Militar, o suspeito é Antonio Edson de Oliveira Alves, de 47 anos. De acordo com os militares, ele estava acompanhado do filho, uma criança de aproximadamente 10 anos, durante toda a confusão. Após a agressão, o homem deixou o local levando a criança. Como foi a prisão? A PM foi até a residência do suspeito logo após o crime. Inicialmente, familiares informaram aos policiais que ele havia deixado a criança em casa e saído novamente. Mais tarde, porém, um morador informou que o homem estava escondido no andar superior do imóvel. Os militares retornaram ao local e encontraram o suspeito trancado em um quarto. A porta precisou ser arrombada para que a abordagem fosse realizada. Segundo a corporação, ele se rendeu sem oferecer resistência. O que diz a investigação? A Polícia Civil informou que o suspeito foi conduzido à delegacia e teve a prisão em flagrante ratificada. O caso segue sob investigação para apurar todas as circunstâncias da morte de Ailton da Silva. As imagens das câmeras de segurança, os depoimentos de testemunhas e os laudos periciais deverão integrar o inquérito policial. Vídeos mais assistidos do g1 MG
Grupo que entregava bebês em caixas na BA mobiliza adotados em busca da própria origem Por quase trinta anos, um grupo de quatro mulheres em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, ficou conhecido por uma prática que até hoje divide opiniões e levanta questionamentos: as chamadas "cegonhas da noite". Essas mulheres intermediavam a entrega de recém-nascidos a famílias interessadas em adotar. Os bebês eram deixados, muitas vezes em caixas e acompanhados de cartas, nas portas das casas escolhidas pelas integrantes da rede. Embora atuassem de forma clandestina entre as décadas de 1980 e 2000, as cegonhas ficaram conhecidas na cidade e chegaram a ser vistas com simpatia pela população. Relatos colhidos pelo g1 estimam que mais de dois mil bebês podem ter sido distribuídos pelo esquema, contudo, não há números oficiais sobre a atuação da rede. Hoje, um grupo de adotados se mobiliza na internet em busca de vestígios da própria origem. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região Atuação sigilosa, porém, popular Pouco se sabia, à época, sobre quem eram as quatro mulheres conhecidas como cegonhas. As informações que circulavam indicavam que elas eram de classe média e, em alguns casos, mães que já tinham filhos adotivos. Mesmo assim, mantinham uma atuação discreta, baseada principalmente na confiança e na rede de contatos informais. A dinâmica funcionava pelo boca a boca. Pessoas interessadas em adotar não faziam contato direto com as mulheres; o pedido era feito por terceiros, como parentes ou amigos. 'Cegonhas da Noite' distribuíram milhares de bebês em Feira de Santana Arte g1 Com isso, as cegonhas organizavam uma espécie de cadastro informal de interessados — e a procura era maior que a oferta. Quando surgia uma criança, elas já sabiam para quem encaminhar após avaliar as condições da família. E apesar do nome, nem todas as entregas aconteciam à noite. Havia casos em que os recém-nascidos eram deixados durante o dia, nas portas das casas escolhidas. Parte desses bebês era entregue voluntariamente por gestantes em situação de vulnerabilidade social, que afirmavam não ter condições de criar os filhos. Porém, há pessoas que suspeitam ter sido separadas das famílias biológicas sem consentimento. Justiça barrou esquema paralelo de adoção A prática só chegou ao fim após ação de um juiz, que ameaçou de prisão quem se envolvesse com o esquema de adoção alternativo. O g1 tentou contato com o magistrado citado em relatos, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Lausanne de Oliveira, adotada por meio das 'cegonhas da noite', em frente à casa da família adotiva Maylla Nunes/g1 O processo de adoção legal à época exigia a supervisão de um juiz em todos os casos e, como as cegonhas agiam por conta própria, sem a intermediação do Estado, a ilegalidade da prática ficou evidenciada. Além disso, magistrados apontavam que deixar um bebê na porta de uma família poderia gerar constrangimento e pressão emocional. O g1 não encontrou registros de ações judiciais sobre a rede paralela. O portal procurou o Ministério Público da Bahia (MP-BA) para apurar se alguma investigação chegou a ser instaurada, mas o órgão não retornou contato até a publicação desta reportagem. O esquema também não virou caso de polícia, mas a pressão foi suficiente para que as mulheres encerrassem as atividades. Busca pela própria história A analista administrativa Lausanne de Oliveira Vicentin, de 36 anos, nasceu em 3 de setembro de 1989, em Feira de Santana, e foi uma das crianças adotadas por meio das cegonhas. Ao g1, ela contou que foi deixada, ainda recém-nascida, durante uma tarde e com uma carta em frente à casa da professora Dione Marta de Oliveira. "Fui deixada na porta da casa da minha mãe. Ela me adotou e me deu sobrenome, lar e amor. Meu processo foi todo legalizado", contou. Cegonhas da Noite: carta foi deixada junto com bebê em caixa de papelão Arquivo Pessoal Segundo Lausanne, parte da sua origem foi esclarecida anos depois, quando a mãe recebeu um relato de uma mulher chamada Ângela, já falecida e amiga da família. Antes de morrer, ela contou que a mãe biológica de Lausanne trabalhava como empregada doméstica na casa de uma enfermeira chamada Alba, onde a criança teria nascido. De acordo com essa versão, o bebê teria sido entregue ainda na casa da enfermeira e repassado a Ângela, que fez a ligação com o grupo das cegonhas até que a criança chegasse à família atual. "Foi assim que cheguei até minha mãe". Lausanne de Oliveira Vicentin, de 36 anos foi um dos bebês doados pelo grupo Cegonhas da Noite Arquivo Pessoal Lausanne ouviu ainda que a genitora já tinha outros filhos e que a entrega pode ter ocorrido em um contexto de vulnerabilidade, embora reconheça que não há como confirmar todos os detalhes. Ela também menciona a possibilidade de que a decisão tenha sido influenciada para que a genitora continuasse trabalhando. "Existem relatos de mães que entregaram, mas há histórias de filhos que teriam sido tirados delas. É algo que até hoje não tem como afirmar em todos os casos", pondera. Roupinhas utilizadas por Lausanne quando foi deixada na porta da família adotiva Arquivo Pessoal Criada em uma família de classe média, Lausanne conta que teve uma infância com afeto, apesar do impacto ao descobrir que foi adotada ainda criança, aos 8 anos, após um comentário da babá. Depois disso, a mãe dela passou a explicar a situação aos poucos. "Ela disse que eu não tinha vindo da barriga, mas do coração", lembra. A compreensão completa da história veio na adolescência — fase em que também enfrentou conflitos familiares. Hoje, segundo ela, a relação está resolvida. Mesmo assim, a curiosidade sobre a origem nunca deixou de existir. Ao longo dos anos, Lausanne buscou informações sobre a família biológica e afirma que esse desejo permanece. "Sempre quis saber de onde vim, quem são meus pais, meus irmãos". Lausanne de Oliveira, ainda criança, com os pais, irmão e primos em frente à casa da família Arquivo pessoal Busca solitária virou rede de adotados em busca da própria origem Nos últimos anos, essa busca ganhou um novo significado. Após publicar um vídeo sobre a própria história, a analista passou a ser procurada por outras pessoas que também foram adotadas por meio das cegonhas da noite. Com isso, ela criou um grupo em um aplicativo de mensagens que agora reúne 19 pessoas com trajetórias semelhantes. "Eu entendi que não estava sozinha. Hoje, a gente se apoia e tenta se ajudar a encontrar respostas". O grupo funciona como uma rede de acolhimento, onde participantes compartilham relatos, pistas e tentativas de reencontro com familiares biológicos. O g1 tentou entrevistar outros integrantes, porém, eles preferiram manter a discrição. Lausanne Vicentim compartilhou desejo de conhecer família biológica através das redes sociais Redes Sociais Para Lausanne, o tema ainda é complexo. "Nem sempre foi algo bom para todas as crianças. Tem histórias felizes, mas existem muitas dúvidas sobre o que realmente aconteceu". Atualmente, o maior sonho dela é conseguir respostas sobre o próprio passado. "Quero encontrar minha família biológica, olhar, conversar e entender a verdade". Devido à falta de documentação formal no processo, os adotados desconhecem informações básicas como o nome da mãe e o hospital onde nasceram. Todo o trabalho de investigação conduzido por eles baseia-se em relatos orais. Adoção legal ainda era pouco conhecida e fiscalização tinha falhas Embora o processo de adoção legal já existisse no Brasil entre as décadas de 1980 e 2000, especialistas apontam que a falta de informação, o acompanhamento precário e a informalidade com que muitos casos eram tratados abriram espaço para práticas clandestinas no país. Ao g1, a assistente social Maria Jacy Pereira, de 75 anos e presidente de um orfanato em Feira de Santana, afirma que naquele período muitas famílias recorriam a acordos informais por desconhecimento ou pela ausência de fiscalização mais rígida. Imagem mostra Lausanne carregando uma caixa em frente à casa onde foi deixada quando era bebê Maylla Nunes/g1 Segundo ela, era comum que crianças fossem entregues diretamente a outras famílias sem qualquer acompanhamento judicial. "As pessoas conheciam as crianças, levavam para casa para um período de convivência e depois buscavam regularizar a situação", contou. Maria Jacy destaca que, apesar de o processo legal não ser considerado difícil na época, ainda apresentava falhas. Em muitos casos, mulheres em situação de vulnerabilidade não recebiam orientação adequada sobre como proceder legalmente. "Antigamente, as pessoas não sabiam o que fazer com as crianças. Faltava acompanhamento do Estado". Ela também ressalta que a informalidade trazia insegurança tanto para as famílias adotivas quanto para os bebês. Havia situações em que crianças eram entregues sem documentação e, anos depois, familiares biológicos tentavam reverter a situação. "Um dos riscos era a família [adotiva] criar vínculo e alguém aparecer querendo levar a criança novamente", explicou. A assistente social lembra ainda que encontrou adolescentes sem qualquer registro civil após adoções irregulares. Por outro lado, Maria Jacy pondera que práticas como a das cegonhas eram vistas por parte da população como uma forma de ajuda social diante da falta de alternativas. Para muitas pessoas, essas práticas ilegais eram uma solução para evitar o abandono. Atualmente, a legislação oferece mais segurança jurídica e acompanhamento psicossocial tanto para as mães quanto para as crianças. Como destaca a profissional, hoje há protocolos definidos para entrega voluntária, acolhimento institucional e encaminhamento para adoção legal. Entrega voluntária de recém-nascidos à adoção não é crime Apesar dos questionamentos que cercaram a prática, a entrega voluntária de bebês para adoção é um direito garantido por lei no Brasil. A chamada Lei da Adoção regulamenta o procedimento, que também está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. De acordo com a legislação, a gestante pode optar pela entrega legal do bebê sem sofrer prejuízos. Mas esse procedimento deve ser feito de forma assistida, com acompanhamento do Poder Judiciário. O primeiro passo é procurar um órgão da rede de proteção, como o Conselho Tutelar, uma Unidade Básica de Saúde (UBS) onde realiza o pré-natal ou o Fórum da cidade. A lei prevê que todo o processo seja conduzido com sigilo e acolhimento, garantindo os direitos tanto da mãe quanto da criança. Por outro lado, o abandono de recém-nascidos é considerado crime. Casos em que bebês são deixados em locais públicos, sem seguir os procedimentos legais, podem resultar em responsabilização criminal. Segundo o Código Penal Brasileiro, a pena para abandono de recém-nascido pode variar de seis meses a seis anos de detenção, especialmente se houver lesão corporal ou morte do bebê. LEIA MAIS: Mães mais velhas e com menos filhos explicam queda da fecundidade na Bahia, aponta IBGE Mais de 200 crianças e adolescentes esperam por adoção na Bahia; saiba como iniciar processo Eu Te Explico #179: relógio biológico, diploma e carreira - o que está por trás da maternidade tardia Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻
Da cama do hospital onde se recupera, o guia contou à BBC como saiu com vida da montanha mais alta do mundo. Prabin Ranabhat/ AFP via Getty Images O guia nepalês encontrado vivo após permanecer seis dias sozinho no monte Everest contou à BBC que sobreviveu mastigando gelo e comendo chocolates que tinha no bolso. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Dawa Sherpa afirmou que não desapareceu durante a descida, mas que foi obrigado a ficar para trás depois que o oxigênio acabou. Acreditava-se que ele tivesse morrido na montanha. Sua família em Katmandu, capital do Nepal, já havia começado os ritos fúnebres quando uma equipe de resgate o avistou descendo em direção ao acampamento-base. O guia foi levado de helicóptero a um hospital em Katmandu, onde falou com a BBC enquanto recebia tratamento para desidratação, congelamento e uma fratura. "Não achei que sobreviveria", disse ele na sexta-feira ao Serviço Nepalês da BBC. "Achei que ia morrer", admitiu. O escalador Chris Thrall foi a última pessoa a ver Dawa Sherpa antes do resgate. O encontro aconteceu nas proximidades da famosa Cascata de Gelo de Khumbu, na quinta-feira (4). O ex-militar britânico relatou que o homem, de 57 anos, estava sentado sobre a própria mochila logo acima do Acampamento 3, a cerca de 7.500 metros de altitude, "como já tinha feito centenas de vezes antes para descansar um pouco". Thrall continuou descendo sozinho entre 50 a 100 metros, segundo seus cálculos, antes de encontrar outro membro do grupo, um escalador polonês sem oxigênio e em estado severo de congelamento. "Imediatamente, minha atenção se voltou para o mais fraco do grupo. E foi aí que tudo mudou", disse à BBC. "Enquanto eu olhava para cima, ajudando esse homem a descer, Dawa Sherpa parecia não ter se mexido. E certamente não estava descendo, porque teríamos visto a lanterna da cabeça dele", afirmou. Preso em uma fenda Dawa Sherpa (à esquerda), que se temia ter morrido em algum ponto da montanha mais alta do mundo, conseguiu se salvar. Sagarnatga Pollution Control Committee (SPCC) via BBC Dawa Sherpa contou à BBC que passou por momentos muito difíceis. "Quando o oxigênio acabou, eu não conseguia andar", explicou. "Não comi nada nos dois primeiros dias. Depois, comecei a mastigar gelo. Meus dentes doíam. Eu mastigava com força", relatou o guia. Em seguida, Sherpa encontrou chocolates nos bolsos da roupa e conseguiu beber um pouco de gelo derretido. O guia começou a descer a montanha lentamente, mas caiu em uma fenda, segundo duas pessoas que conversaram com ele sobre sua experiência. Ele ficou preso ali por dois dias e meio, sem conseguir encontrar uma saída. Então, uma avalanche arrastou neve para dentro da fenda, dando a ele a primeira esperança em dias. "Ao pisar na neve, fiquei de pé e olhei para cima... senti que poderia sair dali", contou à BBC. Depois de conseguir sair da fenda com muito esforço, encontrou cordas que o ajudaram na descida. Uma nova avalanche quase o impediu de seguir, mas ele estava decidido a continuar. "Consegui atravessar a neve e desci. Caminhei a noite toda. Então, me aproximei do acampamento-base", contou. Foi ali que viu as primeiras pessoas em quase uma semana. "Uns rapazes estavam subindo para recolher o lixo. Eu os encontrei, e eles me carregaram montanha abaixo", narrou. VÍDEO: alpinista registra longa fila para chegar ao cume do Monte Everest "Indescritível" Agora no g1 A notícia causou comoção e alegria na comunidade sherpa, entre os colegas de expedição e em sua família. 👉 Cinco pessoas morreram durante a temporada de escalada deste ano. Desde o início dos registros, na década de 1920, mais de 300 já morreram no Everest. Pemba Sherpa, diretor-executivo da 8K Expeditions, empresa que coordenava as buscas, classificou o feito como um "verdadeiro autorresgate". "Dawa conseguiu sobreviver contra todas as probabilidades por dias. É um verdadeiro milagre", disse. Quando Thrall viu pela primeira vez comentários nas redes sociais de que Dawa Sherpa — também conhecido como Hillary Dawa Sherpa, em homenagem ao famoso alpinista Edmund Hillary — havia sido encontrado vivo, pensou que fosse spam. "É inacreditável: em um minuto eu estava contendo as lágrimas com a filha dele, e no minuto seguinte o vi chegar rastejando ao vilarejo", disse Thrall à BBC. "É absolutamente incrível, indescritível", acrescentou. A esposa (à direita) e a filha (à esquerda) do guia permanecem no hospital à espera da alta médica. Prabin Ranabhat/ AFP via Getty Images A esposa do guia, Damu Sherpa, contou à BBC que havia perdido as esperanças quando a empresa da expedição informou que o resgate era impossível e que a família havia começado os ritos fúnebres. "Quando o vi pela primeira vez, fiquei muito surpresa. Estava angustiada depois que nos disseram que ele nunca mais voltaria para casa. Não consigo acreditar que ele tenha voltado vivo", disse. "Não conseguia acreditar no que meus olhos viam quando vi que ele havia voltado são e salvo". "Eu me pergunto quanto tempo ele sobreviveu sem comida e sem mantimentos... Não consigo entender como meu marido conseguiu comer e beber em uma altitude dessas. Espero que ninguém tenha que passar por isso", afirmou. Damu Sherpa acrescentou que o governo nepalês deveria garantir que incidentes semelhantes não voltem a acontecer. "Ele me reconheceu... está bem e fala. Estamos felizes", declarou a filha do guia, Mhendo Lhamo Sherpa, à agência Reuters, após visitá-lo. Os médicos do Hospital HAMS, em Katmandu, afirmaram que Dawa Sherpa recebe atendimento integral na UTI. Seu estado é estável e a desidratação está melhorando significativamente. 👉 Mais de mil pessoas chegaram ao topo do Everest nesta temporada, a mais movimentada da história.
Homem trans recorre à Justiça após SUS negar testosterona usada em hormonioterapia no DF Arquivo Pessoal Um homem trans de 19 anos precisou recorrer à Justiça para conseguir acesso à testosterona indicada para a hormonioterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal. Segundo a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), Pedro Rafael Anselmo era acompanhado pela rede pública desde os 16 anos e tinha prescrição médica para realizar a hormonioterapia como parte do processo de afirmação de gênero. O pedido administrativo para fornecimento do medicamento, no entanto, foi negado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Embora a hormonioterapia integre a política pública de saúde voltada à população trans, o medicamento solicitado – o cipionato de testosterona, conhecido comercialmente como Deposteron –, não estava padronizado para essa finalidade específica na rede pública. Ao g1, Pedro contou que procurou a Justiça após enfrentar dificuldades para custear o tratamento. "Além do valor do medicamento subir a cada mês, eu também tinha que arcar com exames frequentes para acompanhar a saúde e as mudanças que foram acontecendo", afirma. A Defensoria Pública ajuizou ação e obteve decisão favorável para que o Distrito Federal forneça o medicamento pelo período inicial de um ano. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e já transitou em julgado, ou seja, é definitiva. G1 Explica: transição de gênero A sentença também determinou o início do fornecimento em até 20 dias – o prazo vence no próximo dia 20. A Justiça também encaminhou o caso às autoridades competentes para análise da possível incorporação do medicamento ao SUS. Direito de Pedro e de outros pacientes Para a Defensoria Pública, o caso vai além de uma situação individual. "A decisão judicial é importante para garantir o direito daquele paciente, mas também chama atenção para a necessidade de aperfeiçoar a política pública, para que outras pessoas não precisem judicializar o acesso a um cuidado que deveria estar disponível de forma regular, segura e digna", disse o defensor público João Carneiro Aires, responsável pelo caso. Pedro afirma que, até o momento, ainda não recebeu o medicamento pela rede pública. Em nota, a Secretaria de Saúde afirmou que já acatou a decisão judicial e que a compra do remédio encontra-se em fase final de aquisição. A pasta afirmou ainda que "a secretaria iniciou o processo de padronização desse medicamento [cipionato de testosterona], bem como de outros insumos relacionados ao protocolo de hormonização para pessoas trans adultas no DF". Medicamento à base de cipionato de testosterona foi o alvo da ação judicial movida por homem trans no Distrito Federal. Arquivo pessoal O que foi negado? O medicamento solicitado foi o cipionato de testosterona 200 mg (Deposteron), prescrito pela endocrinologista e ginecologista que acompanhava Pedro no Adolescentro. A testosterona é utilizada na chamada hormonioterapia masculinizante, tratamento que promove mudanças físicas alinhadas à identidade de gênero de homens trans. Na lei que trata do processo transexualizador, o tratamento hormonal consiste no uso da terapia medicamentosa com testosterona ou estrógeno, disponibilizado mensalmente. De acordo com a Defensoria Pública, a negativa não ocorreu porque o medicamento fosse inexistente na rede pública, mas porque ele não estava formalmente padronizado para uso em tratamentos relacionados à incongruência de gênero. Gastos com o tratamento Segundo Pedro, os gastos chegaram a aproximadamente R$ 1,5 mil apenas com hormônios e cerca de R$ 2 mil com exames necessários para monitorar o tratamento. "O dia a dia era mais estressante porque, pelo tempo sem tratamento, as características físicas femininas começaram a voltar. Isso foi realmente ruim para o meu psicológico", relata. De acordo com ele, a interrupção também prejudicou os resultados do tratamento. "O tratamento acabou tendo uma pausa que prejudicou a minha produção [hormonal]. Hoje, estou tendo dificuldade para alcançar os mesmos níveis hormonais que eu tinha antes desse um ano sem o medicamento." Ministério da Saúde muda classificação de gênero para procedimentos no SUS Como funciona o acesso à hormonioterapia pelo SUS? O Processo Transexualizador do SUS foi criado em 2008 e ampliado em 2013. Entre os serviços previstos na modalidade ambulatorial estão o acompanhamento clínico e a hormonioterapia para pessoas em processo de transição de gênero. O acesso começa, em geral, pela Unidade Básica de Saúde, que faz o encaminhamento para ambulatórios especializados. No Distrito Federal, Pedro foi acompanhado inicialmente pelo Adolescentro e, após atingir a maioridade, passou a ser atendido pelo Ambulatório de Assistência Especializada às Pessoas Travestis e Transexuais do Distrito Federal. O que diz a Secretaria de Saúde? "A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informa que o medicamento cipionato de testosterona não integra atualmente a lista de medicamentos padronizados da rede pública de saúde do Distrito Federal. No entanto, a Secretaria iniciou o processo de padronização desse medicamento, bem como de outros insumos relacionados ao protocolo de hormonização para pessoas trans adultas no DF. O referido protocolo já passou por consulta pública e encontra-se em fase final de elaboração. Após sua publicação e a conclusão do processo de padronização, serão realizados os procedimentos necessários para aquisição e abastecimento dos medicamentos, possibilitando o atendimento da população elegível acompanhada pelos serviços de referência, conforme os critérios estabelecidos no protocolo. Em relação ao caso citado, a SES-DF informa que a demanda judicial foi recebida e adotadas as providências para seu atendimento. A aquisição encontra-se em processo de finalização. A SES-DF esclarece ainda que, atualmente, não há pacientes realizando hormonioterapia na rede pública do Distrito Federal, uma vez que o protocolo específico para esse atendimento ainda está em fase de finalização." O que diz o Ministério da Saúde? "No âmbito do Processo Transexualizador, o SUS oferece procedimentos como cirurgias de redesignação sexual, mastectomia, histerectomia e intervenções complementares. Atualmente, não há demanda em análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para avaliação da incorporação do cipionato de testosterona para o Processo Transexualizador. Entretanto, estados e municípios podem ofertar a hormonoterapia em suas redes de saúde, de acordo com a organização local da assistência e a disponibilidade dos medicamentos. No ano passado, o SUS realizou 395 procedimentos hospitalares relacionados ao Processo Transexualizador em todo o país, seis vezes mais que em 2022." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
Humorista gaúcha viraliza ‘falando mal de homem’ e transforma experiências em stand-up Carol Delgado ficou conhecida por uma definição simples, repetida por parte do público: a humorista gaúcha que "fala mal de homem". Ela ri da fama, mas diz que, por trás das piadas sobre relacionamentos, traições e autoestima, o assunto principal não são exatamente os homens. São as mulheres. Em entrevista ao g1, a comediante afirmou que usa situações da própria vida para falar de experiências que, segundo ela, se repetem na vida de outras mulheres. Assédio, términos, cobranças, julgamentos e relações afetivas aparecem nos shows como ponto de partida para o humor. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "Eu nunca tive a intenção de ser uma pessoa que traz pautas, por exemplo, sociais, ou como se fosse uma militância ativa mesmo”, disse. "Mas a minha experiência acabou me conectando mais com mulheres." A humorista nasceu em Porto Alegre e cresceu na Cohab Rubem Berta, na Zona Norte da capital gaúcha. Antes de viver da comédia, trabalhou como vendedora de shopping, estoquista em uma loja de roupas, em um call center e na organização de uma ONG. Ela até ingressou no curso de Políticas Públicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente rodando o Brasil com o show "Energia Feminina", Carol afirma que sempre quis ser comediante, mas que a realidade em que cresceu era "pé no chão". Segundo ela, terminar a escola e começar a trabalhar no shopping era um caminho comum para quem vivia no mesmo contexto. Carol conta que começou fazendo vídeos sobre o Rio Grande do Sul mas, aos poucos, o humor passou a se aproximar de temas ligados à vivência de mulheres. A humorista afirma que essa mudança não foi planejada como uma bandeira e apenas passou a tratar da própria experiência em cena. Na visão da artista, o stand-up é uma comédia confessional, construída a partir do ponto de vista de quem está no palco. A humorista diz que não se incomoda com a leitura de que "fala mal de homem". Para ela, a reação também mostra uma diferença na forma como homens e mulheres são percebidos no humor. A diferença, afirma, é que a experiência masculina costuma ser vista como universal. Já quando mulheres falam de relações, assédio ou autoestima, o conteúdo muitas vezes é tratado como nicho. "A comédia de stand-up é confessional, é uma comédia pessoal, intransferível, do seu ponto de vista. Mas eu acredito que por a comédia ser dominada por homens, a gente normalizou a experiência do homem" , disse. Carol afirma que fez o mesmo movimento a partir da própria vivência. Assim, temas como traição, términos e assédio passaram a aparecer nos shows não como casos isolados, mas como situações em que outras mulheres se reconhecem. "Eu acho engraçado porque geralmente o homem quando fala mal da esposa não ligam como se ele falasse mal de mulheres, mas a mulher sim", afirmou. Carol em seu primeiro show e em show recente Arquivo pessoal e @dudaboninii A humorista diz que não pretende ser referência de comportamento, mas mostrar outras possibilidades a partir da própria trajetória. Segundo ela, falar de homens nos shows é uma forma de tratar de temas que atravessam a vida de mulheres. "Eu não tenho como falar de autoestima com a mulher sem falar de homem, eu não tenho como falar de faculdade sem falar de homem, de emprego sem falar de homem porque isso interpela as relações da feminilidade o tempo inteiro", afirmou. Nos shows, Carol também aborda o que considera uma cobrança maior sobre mulheres. Ela cita a própria experiência no início da carreira, quando afirma que era julgada rapidamente mesmo com pouco tempo de comédia. "Quando eu comecei a fazer comédia, eu fiz lá um mês de comédia, e as pessoas ficavam assim 'nossa, é muito ruim'", disse. “E um cara de 20 anos de comédia, às vezes fazia um show ruim e a galera falava 'ah, não tava em um dia bom'.” Para Carol, esse tratamento diferente aparece também fora dos palcos. Ela diz que gostaria que mulheres tivessem as mesmas oportunidades de recomeçar que homens costumam ter. “Eu, inclusive, queria muito que todas as mulheres pudessem ter as oportunidades de errar, e errar de novo, e acertar, e errar de novo, e errar de novo, até acertar”, afirmou. A participação da plateia reforçou esse caminho. Segundo a humorista, o público passou a levar para as apresentações histórias de relacionamentos, traições e conflitos com ex-companheiros. Entre as brincadeiras que surgiram nesse contato, está a “cobrança de pensão”, quando mulheres pedem que ela provoque ex-parceiros durante o espetáculo. "Acontecem coisas na vida delas e elas já pensam assim: 'nossa, tenho que contar isso no show da Carol', 'ah, fui traída, vou contar no show da Carol'", disse. "As pessoas falam: 'ah, cobra pensão no show'. Tudo isso é muito orgânico." Para Carol, a troca com o público cria um ambiente de identificação. Ela afirma que muitas mulheres saem dos shows com sensação de alívio, mesmo quando não viveram exatamente as histórias contadas no palco. "Acho que as mulheres saem de lá como se fosse quase um culto, sabe, como você vai, grita e sai meio de alma lavada", afirmou. Carol também diz que quer mostrar que mulheres podem sair de relações que não fazem bem e construir outros caminhos. “Então, é muito sobre isso. É sobre você poder se priorizar e encontrar o que você precisa. Isso me deixa muito em paz”, disse. Humorista gaúcha viraliza ‘falando mal de homem’ e transforma experiências de mulheres em stand-up Divulgação/@dudaboninii VÍDEOS: Tudo sobre o RS
The upcoming Colombian presidential election between Sen. Ivan Cepeda, an ally of President Gustavo Petro, and lawyer Abelardo de la Espriella, whom US President Donald Trump has endorsed, is shaping up as a stark choice that could impact the future of the Amazon rainforest, fossil fuel development and the rights of Indigenous communities. The June 21 runoff comes at a pivotal moment for Colombia, which under Petro emerged as one of the world’s most vocal advocates for protecting the Amazon and
European colonial powers imagined history as a ladder, with them conveniently occupying the highest rung. Indigenous peoples were portrayed as living fossils.
Malaysia has staked its economic future on becoming Southeast Asia’s data-centre capital. It has also promised to slash fossil fuel use by 2050. Right now, those two ambitions are pulling in opposite directions – and gas is winning. There were 54 operational data centres across Malaysia by the end of 2024, with that number expected to rise to 81 by 2035, government minister Akmal Nasrullah Mohd Nasir told parliament last year. In the handful of years from 2021 and mid-2025, some 144.4 billion...
O sofrimento silencioso das crianças de Gaza que perderam capacidade de falar Getty Images via BBC Adam era um menino alegre e falante, mas aos 5 anos e de forma repentina, deixou de interagir com o mundo. Seu caso não é uma exceção. Diante da violência, destruição e morte em Gaza, a resposta de algumas crianças ao sofrimento avassalador tem sido calar-se. "Não há nenhuma criança em Gaza que não esteja traumatizada", disse à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC) Katrin Glatz Brubakk. "Há mais de um milhão de crianças que sofreram traumas graves." A psicoterapeuta infantil da Noruega realizou duas missões a Gaza em 2024 e 2025 com a organização sem fins lucrativos Médicos Sem Fronteiras (MSF) para trabalhar com crianças que perderam a capacidade de falar. Não se sabe com certeza quantas crianças em Gaza deixaram de se comunicar, mas Brubakk relata que encontrou dezenas de casos. E médicos locais disseram à rede Al Jazeera que se trata de um "número crescente". Mais de seis meses após o anúncio do cessar-fogo em Gaza, a violência continua e "os ataques israelenses seguem de forma rotineira", declarou em abril o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk. Pelo menos 846 pessoas — entre elas muitas mulheres e crianças — morreram em Gaza em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo, segundo o ministério da Saúde local. Israel, que justifica seus ataques pela necessidade de defender suas tropas e enfrentar a ameaça dos militantes do Hamas, afirma que cinco de seus soldados morreram no mesmo período. Hamas e Israel se acusaram mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo. Desde outubro de 2023 — após os ataques de militantes palestinos em território israelense nos quais morreram cerca de 1,2 mil pessoas e mais de 200 foram feitas reféns, segundo autoridades israelenses — as forças de Israel mataram mais de 20 mil crianças em Gaza e deixaram mais de 41 mil feridas, segundo a Unicef. No total, os ataques israelenses mataram mais de 72 mil pessoas, a maioria civis, e feriram mais de 172 mil, de acordo com o ministério da Saúde de Gaza. A BBC News Mundo conversou com Katrin Glatz Brubakk sobre o trauma que está levando as crianças de Gaza a perder a fala, as consequências em seus cérebros e por que o caminho para a recuperação às vezes começa com um primeiro passo: soprar bolhas de sabão. Katrin Glatz Brubakk faz bolhas de sabão com Maria, de 3 anos, no Hospital Nasser, no sul de Gaza. "Eu as chamo de bolhas de esperança porque elas literalmente geram esperança nessas crianças." MSF via BBC BBC News Mundo - Por que há crianças em Gaza que deixaram de falar? Katrin Glatz Brubakk - Quando uma criança sofre um trauma grave e vive em condições de grande incerteza por muito tempo, como acontece com as crianças de Gaza, ela teme por sua própria vida, pela de sua família, amigos e conhecidos. E em Gaza as crianças vivem assim há dois anos e meio. O nível de estresse e o impacto em seu sistema nervoso são tremendos. A reação de cada criança é diferente. Algumas ficam muito agitadas ou têm problemas para dormir, se irritam, gritam; é fácil detectar esse sofrimento. Outras, por outro lado, se bloqueiam completamente. É como se seu sistema nervoso dissesse: "Não aguento mais". E a forma de se proteger é retraindo-se. A linguagem faz parte disso. Para essas crianças, é uma forma de não interagir com esse mundo que não deixa de fazê-las sofrer e de lhes infligir dor. Assim, não é uma escolha consciente, mas uma resposta neurológica ao estresse e ao trauma extremos. Katrin Glatz Brubakk realizou duas missões a Gaza com a organização Médicos Sem Fronteiras. A psicoterapeuta infantil é professora na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU) MSF via BBC BBC News Mundo - É difícil para muitos compreender a magnitude do que viveram e vivem as crianças em Gaza. Você poderia nos dar uma ideia do trauma extremo que sofrem? Brubakk - Não há nenhuma criança em Gaza que não esteja traumatizada. Há mais de um milhão de crianças que sofreram traumas graves. Claro que há diferenças, mas elas tiveram que fugir, perderam suas casas, todas enfrentaram a impossibilidade de ir à escola porque as escolas estão bombardeadas. Todas perderam alguém, como familiares, amigos da escola, professores, um vizinho. Muitas viram corpos mutilados e sentiram o cheiro do sangue derramado. Algumas crianças me contaram que ajudaram a recolher restos humanos ou partes de cérebro na rua. São traumas extremos. E isso não ocorreu apenas uma vez, mas muitas vezes para a maioria. Mas, além disso, elas perderam toda sensação de segurança. Para ter um bom desenvolvimento, as crianças precisam ter certa confiança no mundo: a crença de que o mundo pode ser bom, que as pessoas não querem fazer mal a você. Essa sensação de segurança desapareceu completamente devido à magnitude da destruição, que afeta absolutamente tudo em Gaza. Nenhuma criança em Gaza pode deitar com a certeza de que vai acordar no dia seguinte. Não têm um quarto ao qual possam entrar, fechar a porta e saber que ninguém pode alcançá-las. Portanto, essa guerra não apenas causa trauma, mas afeta toda a sua visão de mundo. BBC News Mundo - Você poderia nos contar sobre algumas das crianças que tratou em Gaza? Brubakk - Gostaria de falar de Adam, um menino de 5 anos. Era uma criança muito vivaz, alegre, falante e ativa. Ele adorava estar ao ar livre e brincar. Após o início da guerra em 2023, a família foi forçada a fugir e a se mudar para uma tenda. Seus avós viviam um pouco mais longe, também em uma tenda. Um dia, Adam e seu pai quiseram visitar os avós, em uma área que não tinha ordem de evacuação e que supostamente era segura. Mas, sem aviso prévio, um projétil atingiu muito perto deles e feriu gravemente Adam e seu pai. Eles foram levados às pressas ao hospital, mas, como costuma acontecer quando há esses ataques, há tantas vítimas que, se não há leitos livres, muitas pessoas são colocadas no chão. Adam e seu pai estavam no piso da sala de emergência esperando ser avaliados quando o menino viu e ouviu seu pai, ao seu lado, exalando o último suspiro. Adam também ficou gravemente ferido: perdeu uma perna e a outra ficou lesionada. Após presenciar a morte do pai, o menino deixou de falar. Às vezes conseguia sussurrar alguma palavra isolada à mãe, mas não queria falar com ninguém. Mal comia. Era uma criança em estado crítico. Katrin Glatz Brubakk afirma que, ao se depararem com um trauma, algumas crianças reagem se isolando Getty Images via BBC BBCnews Mundo - Que sequelas esses traumas podem deixar no futuro? Brubakk - Quando uma criança como Adam deixa de interagir e de falar, também deixa de se desenvolver. Uma criança de 5 anos deveria praticar suas habilidades linguísticas com outras crianças e adultos para aprender, praticar a resolução de problemas, aprender normas sociais por meio do jogo. Tudo isso é interrompido. A linguagem é um sinal, mas seu desenvolvimento é completamente interrompido. O que observei repetidamente é que, se essa situação se prolonga, afeta fisicamente o cérebro dessas crianças. Sabemos que, em crianças que sofreram trauma grave, a amígdala, a parte do cérebro responsável por emoções intensas, aumenta de tamanho. Isso pode ser medido. É maior em crianças traumatizadas. E o córtex pré-frontal, a parte do cérebro que se desenvolve mais tarde e que é responsável por funções como planejamento, resolução de problemas, interação social e regulação emocional, aspectos fundamentais da vida, encontra-se subdesenvolvido. É mais fino e tem menos conexões neuronais. Se uma criança permanece em um estado como o de Adam, retraída, sem desenvolvimento nem linguagem, se é mantida nessa situação de estresse extremo por muito tempo, terá problemas mais adiante na vida. Nunca se recuperará. O melhor exemplo que tenho é meu próprio irmão. Ele foi adotado em 1974, após a guerra do Vietnã. Cresceu como crescem agora as crianças de Gaza, com bombardeios constantes, muita incerteza e escassez de alimentos, o que também afeta o desenvolvimento cerebral. Quando meu irmão chegou à minha família na Noruega, embora fosse um lugar seguro e tivesse acesso a todos os alimentos de que precisava, levou anos para deixar de esconder comida atrás de livros na estante, porque não se sentia seguro. É o que chamamos de "lesões cognitivas da guerra", invisíveis, que em muitos casos acompanharão essas crianças, possivelmente, por toda a vida. Se a situação de estresse extremo persistir por muito tempo, isso afeta fisicamente o cérebro das crianças MSF via BBC BBC News Mundo - Como você tentou ajudar Adam? Brubakk - Trabalhando em um contexto como o de Gaza, há muitas coisas que não podemos fazer. O que essas crianças realmente precisam é de um lugar seguro onde viver, uma rotina estruturada, poder voltar à escola, brincar sem medo. Mas, felizmente, há coisas que podemos fazer. E o mais importante é que essas crianças saibam que, embora o mundo inteiro não seja um lugar seguro para elas neste momento, existem pequenos espaços seguros. Que há pessoas ao seu redor aqui e agora que as apoiarão. No início, Adam não queria falar conosco, mas continuávamos indo ao seu quarto todos os dias e conversávamos com sua mãe. Conversávamos com ela sobre o marido que havia perdido, mas também sobre as boas lembranças, sobre os sonhos que tinha para o futuro, coisas que poderiam dar a Adam um pouco de esperança de que aquilo não era o fim, mas que tempos melhores viriam. E um dia, quando eu estava lá, de repente Adam sussurrou para sua mãe: "Faça essa mulher ir embora, não gosto dela". Foi uma rejeição, mas eu fiquei muito, muito feliz, porque significava que Adam começava a interagir com o que acontecia ao seu redor. Alguns dias depois, ele olhou para mim, algo que não havia feito antes. Foi apenas um instante, mas aproveitei a oportunidade e disse: "Uau, você tem olhos castanhos enormes! São lindos. Os meus são totalmente diferentes, são azuis. Você já viu?". E isso despertou a curiosidade daquele menino de 5 anos. Esse foi o início de como, pouco a pouco, conseguimos fazer com que ele confiasse nas pessoas, que falasse brevemente conosco, que voltasse a alguma normalidade, embora não de forma permanente, porque carrega todos esses traumas. BBC News Mundo - Você falava com Adam em árabe ou por meio de um intérprete? Brubakk - Em Gaza há muitas pessoas com muita educação. Com a mãe de Adam eu falava inglês, ela tem doutorado em Física. Para a criança havia um intérprete. E devo acrescentar que, quando trabalho em projetos como este, lidero uma equipe de psicólogos e assistentes sociais locais. Eu contribuo com conhecimento, mas o trabalho principal, que continua depois, é realizado pela nossa equipe da MSF em campo. Destruição em hospital de Gaza. Getty Images via BBC BBC News Mundo - No hospital Nasser você também trabalhou com crianças com queimaduras graves. Brubakk - Quando uma bomba explode, produz uma enorme onda de calor que afeta todos que estão por perto, e a faixa etária mais numerosa que atendíamos era a de crianças de 4 a 6 anos. Isso se deve simplesmente ao fato de que são grandes demais para que seus pais as carreguem quando já estão levando crianças menores, mas suas pernas ainda são curtas demais para correr rápido o suficiente. Isso mostra que nenhuma criança está segura em Gaza. E as crianças têm plena consciência disso. O medo pela própria vida continua sendo uma realidade cotidiana para as crianças em Gaza. BBC news Mundo - Como você consegue trabalhar com essas crianças em estado de grande sofrimento físico? Brubakk - As queimaduras são extremamente dolorosas. São tão dolorosas que coisas tão simples como trocar os curativos precisam ser feitas sob anestesia. A recuperação é longa e, quando não há comida suficiente, demora ainda mais, o que significa que as crianças permanecem nesse sofrimento atroz por mais tempo. Uma das meninas que chegou ao nosso departamento era Mona, de 6 anos. Tinha queimaduras em todo o corpo. Tinha tantos curativos que tudo o que podíamos ver eram seus olhos e suas narinas. No início, tudo girava em torno da parte médica, porque era preciso garantir que sobrevivesse. Assim, só consegui conhecer Mona quando começaram a retirar alguns curativos e vi seu rosto com muitas cicatrizes. 'Quando uma bomba explode, produz uma enorme onda de calor... A principal faixa etária que tratamos por queimaduras é a de crianças de 4 a 6 anos', diz Brubakk Getty Images via BBC BBC News Mundo - O que havia acontecido com Mona? Brubakk - Sua família foi forçada a se deslocar e viveu inicialmente em uma tenda. Mas depois os bombardeios pareceram se deslocar para outra área e pensaram que era seguro voltar à sua casa destruída. Apenas dois dias após retornarem à casa, uma bomba atingiu o apartamento. Dois de seus irmãos morreram instantaneamente, mas a explosão incendiou um botijão de gás, o que provocou um incêndio generalizado: as cortinas, o sofá, os colchões estavam em chamas, e as três meninas estavam nesse quarto. O pai conseguiu milagrosamente tirar as três meninas do apartamento. Mona tinha queimaduras por todo o corpo; sua irmã mais velha, que estava na cama ao lado, também tinha queimaduras e sofria dor intensa. Sua irmã do meio estava em terapia intensiva porque inalou muito ar quente e também tinha queimaduras internas. Assim, Mona não estava lidando apenas com sua própria dor, mas também estava preocupada se sua irmã sobreviveria. A família de Mona a apoiava muito e ela começou a se recuperar. E o que realmente me impressiona são esses pais, não apenas os de Mona, mas de tantas crianças em Gaza, que presenciam como seus filhos sofrem, estão feridos, eles próprios estão traumatizados por todos os bombardeios, a morte, a destruição, e ainda assim têm a capacidade de oferecer a essas crianças um cuidado, calor humano e amor excepcionais para que possam se recuperar da melhor maneira possível. BBC News Mundo - Como você conseguiu ajudar Mona? Brubakk - Uma das coisas que faço quando trabalho com as crianças é brincar muito, porque a brincadeira é a linguagem das crianças. Por meio dela, aprendem habilidades práticas, aprendem a resolver problemas, a interagir socialmente, a expressar seus sentimentos. E com Mona começamos com bolhas de sabão. Eu as chamo de "bolhas de esperança" porque literalmente geram esperança nessas crianças. E o que torna as bolhas de sabão tão fantásticas é que, antes de tudo, se você vê algumas bolhas flutuando no quarto, é impossível não olhar, porque chamam a atenção. São bonitas. Acalmam. E, se tenho uma criança muito agitada, pergunto: "Você vê quantas cores há em uma única bolha?". Porque, se olhar bem, estão todas as cores do arco-íris. Isso ajuda a criança a passar daquele estado de estresse para algo mais tranquilo, mais suave, a mudar o foco. Porque o trauma funciona de tal maneira que você fica preso nesse estado. Outra coisa mágica das bolhas de sabão é que, se você quer ter bolhas grandes, precisa soprar o mais devagar possível. Porque, se soprar rápido, só consegue bolhas pequenas ou nenhuma. Mas, se sopra devagar, consegue bolhas bonitas. E respirar lenta e profundamente acalma o sistema nervoso. 'Se você quer bolhas grandes, precisa soprar o mais devagar possível. E respirar lenta e profundamente acalma o sistema nervoso' MSF via BBC BBC News Mundo - Que efeito isso tem no cérebro das crianças? Brubakk - O que faço é, basicamente, dar à amígdala, o sistema de alarme do cérebro, a possibilidade de se acalmar. Assim, o córtex pré-frontal, a parte do cérebro encarregada da resolução de problemas e da regulação, tem a oportunidade de se desenvolver melhor. Claro que não resolve o problema completamente, mas dá a essas crianças melhores possibilidades de reduzir os efeitos de longo prazo do dano cognitivo que podem sofrer por causa da guerra. Um dia Mona disse: "Gostaria de uma casa de princesa", e me explicou que se referia a uma casa de bonecas. Claro que isso não se encontra em Gaza, mas encontrei papelão, fita adesiva e algumas cores para pintar, e juntas construímos uma casa. Mona queria que fosse de dois andares e a decorou muito bem. Ela e sua irmã estavam brincando com uma casa de bonecas quando a bomba caiu. E, embora pareça algo simples, essa foi a primeira vez que Mona pôde me contar o que havia acontecido e o quanto estava preocupada com suas irmãs. Somente por meio da brincadeira conseguiu encontrar as palavras para se expressar. Assim, o brincar pode ser uma forma de processar o trauma, de encontrar linguagem para as experiências vividas. BBC News Mundo - Você poderia nos explicar o conceito que você usa com frequência de "sofrimento silencioso"? Brubakk - Em um contexto como o de Gaza, tudo é um caos. Há muito barulho, crianças gritando com ataques de pânico, pais gritando preocupados com seus filhos, pessoas chorando de dor. É fácil ignorar crianças que sofrem em silêncio, não porque as pessoas não se importem, mas porque há coisas demais que demandam atenção e muito poucos recursos para tudo o que precisa ser feito. Mas uma criança silenciosa que não expressa seu sofrimento, que não pede ajuda, também é uma criança que sofre e precisa de tanta atenção quanto aquelas que choram aos gritos. Porque, caso contrário, no pior dos casos, podem permanecer nesse sofrimento silencioso por muito tempo. Eu vi casos extremos, não em Gaza, mas em Moria, o campo de refugiados na Grécia. É uma síndrome chamada "síndrome de resignação", na qual as crianças se bloqueiam completamente. Deixam de falar, de comer, sequer abrem os olhos, mal respondem quando você tenta tocá-las. E, se não recebem ajuda, permanecerão nessa condição por anos. Por isso é crucial que crianças como Adam e Mona possam se reintegrar à vida. Mona, de seis anos, sofreu queimaduras graves. Um dia, ela pediu uma 'casa de princesa' e só brincando conseguiu encontrar as palavras para se expressar Katrin Brubakk/MSF via BBC BBC News Mundo - Você esteve em muitas zonas de conflito. Por que diz que Gaza não se compara a nada? Brubakk - Trabalhei durante os últimos 12 anos no Congo, no Líbano, no Egito com refugiados traumatizados, em um barco de resgate no Mediterrâneo, na Turquia após um grande terremoto. Mas o nível de trauma que vi em Gaza e o nível de destruição são simplesmente incomparáveis a qualquer outra coisa que eu tenha visto nesses 12 anos. Absolutamente todos em Gaza estão afetados. E não há saída, não há nenhum lugar seguro para onde ir. Todo o território está em pedaços. E, além disso, o sistema de saúde foi atacado de forma sistemática, com hospitais bombardeados. [Israel justifica os ataques contra instalações médicas alegando que grupos armados como o Hamas utilizam hospitais com fins militares]. BBC News Mundo - Você espera voltar a Gaza? Israel restringiu o acesso de agências de ajuda. Brubakk - No momento não me deixam entrar. Temos 1,6 mil funcionários locais e estou certa de que estão fazendo um trabalho incrível, mas a equipe internacional não tem permissão para entrar desde 1º de janeiro. Espero realmente que isso mude. Se eu pudesse ir a Gaza, iria em um piscar de olhos; é o único lugar onde quero estar. A médica norueguesa diz que quer voltar a Gaza para continuar a ajudar MSF via BBC BBC News Mundo - As crianças de Gaza continuam sofrendo violência. Em 9 de abril, por exemplo, uma menina de 9 anos, Ritaj Rihan, morreu, segundo a ONU, quando forças israelenses dispararam contra a tenda que abrigava sua sala de aula improvisada. As outras crianças na classe foram testemunhas. O Exército israelense disse à BBC News Mundo sobre o incidente que "as Forças de Defesa de Israel (FDI) trabalham para desmantelar as capacidades militares do Hamas" e "respeitam o direito internacional e tomam precauções viáveis para mitigar danos à população civil". Brubakk - A única coisa correta e o que as crianças de Gaza precisam agora é que façamos todo o possível, dentro das nossas possibilidades, para lhes proporcionar uma paz verdadeira. Devolver-lhes a vida, dar-lhes a possibilidade de viver em lugares seguros, de ir à escola. Essa é a única maneira de terem um futuro digno. E, seja você político, estudante ou o que for, eu diria: use sua voz para que a pressão seja suficiente e essa paz finalmente chegue a Gaza. Caso contrário, estaremos destruindo toda uma geração de crianças. BBC News Mundo - O que a levou a dedicar sua vida a crianças que sofrem circunstâncias traumáticas? Brubakk - Cresci ouvindo histórias de guerra durante toda a minha vida. Minha mãe é alemã, nasceu em 1942. Quando era criança e soavam os alarmes, a levavam para o porão e ela dormia sobre sacos de batatas. E contava que os soldados voltavam do front sem uma perna ou um braço. Para ela era realmente importante tentar compreender como pôde acontecer um genocídio, como pudemos permitir isso. E repetidas vezes nos destacou, a nós, seus filhos, "nunca mais", que algo assim jamais deveria voltar a acontecer. E depois eu, claro, com meu irmão, vi de perto o trauma e o dano que a guerra causa a uma criança. Meu trabalho em Gaza é a minha versão de "nunca mais". Nenhuma criança deveria experimentar esse trauma. Parte o meu coração. 'Para essas crianças, parar de falar é uma forma de não interagir com este mundo que continua a fazê-las sofrer e a infligir dor' Katrin Brubakk/MSF via BBC
TRE-RR abre prazo para Arthur Henrique defender candidatura após MPE apontar inelegibilidade Arquivo O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) não analisou um pedido feito pela coligação "Roraima Segue em Frente" para suspender a carga das urnas eletrônicas com o nome de Arthur Henrique (PL) na eleição suplementar do dia 21 de junho. A decisão é deste sábado (6). O juiz Fernando Pinheiro entendeu que a solicitação foi apresentada em processo sem relação direta com a matéria e não conheceu do pedido. O pedido da coligação também pedia para o juiz barrar o nome da então candidata Antonia Pedrosa (PT). No entanto, ela foi substituída na disputa pela socióloga Nelita Frank. A "Roraima Segue em Frente" tem como candidato o governador interino Soldado Sampaio (Republicanos). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp No pedido, a coligação argumentou que, como o TRE-RR havia indeferido os registros de candidatura de Arthur e Antonia, existia o risco de que os nomes fossem inseridos nas urnas eletrônicas durante os procedimentos de preparação do pleito. Por isso, pediu a suspensão da carga ou eventual recarga das urnas. Na decisão, no entanto, o juiz não analisou esse pedido. Ele juiz entendeu que não era o relator competente para analisar o pedido, já que o processo anterior tratava de propaganda eleitoral e a nova demanda envolvia procedimentos relacionados às urnas eletrônicas. Entenda: Roraima terá eleições suplementares porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do então governador Edilson Damião (União Brasil) e determinou a realização de um novo pleito. Com a saída de Damião, o presidente da Assembleia Legislativa, Soldado Sampaio, assumiu o governo interinamente até a escolha dos novos gestores pela população no dia 21 de junho. TRE-RR julga registros de candidaturas e processos eleitorais em sessão ordinária TRE-RR julga registros de candidaturas e processos eleitorais em sessão ordinária Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Oficina de teatro em Roraima Divulgação Amantes do setor cultural terão acesso a 100 vagas de oficina em teatro pelo Programa de Formação Teatral Petrobras Cena Roraima. As inscrições são feitas de modo on-line, até o dia 12 de junho. A capacitação ocorrerá presencialmente de 17 a 19 de junho. Clique aqui para se inscrever 👩🎓👨🎓A iniciativa gratuita, promovida pelo Usina Cultura e pela Cia. Arteatro, será lançada no dia 16 de junho, às 19h, no Auditório do Instituto Federal de Roraima (IFRR), localizado na avenida Via das Flores, Pricumã, Boa Vista-RR. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A ação integra o projeto Usina Cultura Plano Anual 2026, realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, sob o slogan “Nosso teatro ganha novo impulso”. O programa nasce com a proposta de ampliar o acesso à qualificação profissional no estado. 🧏♀️🧏♂️A iniciativa oferece uma formação continuada gratuita voltada para atores, atrizes, produtores, gestores culturais, técnicos e demais agentes que atuam no fazer cultural roraimense. O evento de lançamento contará com audiodescrição e tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais). “O Espaço Usina Cultura e a Companhia. Arteatro sempre buscaram como legado conseguir um curso de formação aqui em Roraima, uma vez que nós já lutamos bastante para que fosse criado um curso acadêmico de teatro e artes cênicas, e ainda não aconteceu”, destaca Marcio Sergino, gestor do Usina Cultura. 📚🎭O Programa Formação Teatral Petrobras Cena Roraima oferecerá uma programação extensa de oficinas gratuitas com professores residentes e convidados de destaque nacional. As atividades irão abordar áreas como interpretação, preparação vocal, dramaturgia, direção de arte, fotografia nas artes cênicas, produção cultural, gestão e empreendedorismo cultural. Oficina de Empreendedorismo Cultural – A primeira oficina do Programa será ministrada pelo administrador e gestor cultural Romulo Avelar, de Belo Horizonte (MG), um dos principais nomes do país na área de produção e gestão cultural. Ele também participará do evento oficial de lançamento do Programa no IFRR. Serviço: Evento: Lançamento do Programa Formação Teatral Petrobras Cena Roraima; Data: 16 de junho de 2026; Horário: 19h; Local: Auditório do IFRR (Avenida Via das Flores, Pricumã, Boa Vista); Entrada: Gratuita; Público-alvo: Fazedores de cultura de Roraima (gestores, produtores, atores, atrizes, técnicos e demais interessados). Veja vídeos em alta no G1: Agora no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Matias comprou sofá por aplicativo e família só descobriu na entrega, no Espírito Santo. Reprodução/Arquivo pessoal Dois dias após um almoço em família, a publicitária Giselle Madeira, mãe do pequeno Matias, de 2 anos, descobriu que o filho havia feito uma compra no valor de R$ 1.957,89, parcelada em dez vezes, em um aplicativo de uma loja de móveis e eletrodomésticos. Em poucos minutos e com apenas um clique, a criança pediu um sofá para ser entregue na casa da avó dele, em Santa Mônica, Vila Velha, na Grande Vitória. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A compra, feita em 31 de maio, só foi descoberta no último dia 2, quando Giselle recebeu uma ligação do entregador da loja dizendo que ele já estava com o produto no endereço sinalizado para a entrega. Pensando que alguém da casa havia feito o pedido do sofá, a publicitária avisou a irmã dela, a microempresária Monike Madeira, sobre a entrega, e pediu que ela fosse até o portão para receber a encomenda, como relatou nas redes sociais: “Ela foi, a meu pedido, receber esse sofá. Quando eu cheguei no trabalho, tinha um monte de mensagem das minhas irmãs dizendo: ‘Giselle, que sofá é esse?’ E aí minha irmã falou: ‘Giselle, foi você que comprou esse sofá”, contou a mãe de Matias em um vídeo publicado em seu perfil do Instagram. Monike contou ao g1 que, no momento em que recebeu o sofá, pensou que a irmã havia feito a compra para presentear a mãe, que está reformando a casa. “Minha mãe estava mexendo com obra na semana passada. Aí eu pensei: ‘Giselle veio aqui, viu que minha mãe estava reformando a casa e quis dar um sofá novo para minha mãe”. No entanto, surpresa, Giselle negou e rapidamente foi verificar o aplicativo da loja. Ela ficou surpresa ao ver que, de fato, a compra havia sido realizada por meio de sua conta, com o seu cartão de crédito. Enquanto tentavam entender a situação, as irmãs lembraram que Matias tinha utilizado o celular da mãe dele dias antes para tirar fotos dos parentes durante o almoço em família. Ao verificar os horários em que as fotos foram tiradas e a compra foi realizada, a publicitária chegou à conclusão de que, em apenas um clique, utilizando um cartão de crédito já cadastrado no aplicativo de compras e o endereço salvo, o filho realizou o pedido e o pagamento. “O Matias não tem acesso a celular. Ele vê vídeo só na televisão, mas, de um tempinho para cá, ele tem pedido o telefone para tirar fotos. Na hora do almoço, ele passou em cada cadeira e tirou foto de cada um”, contou a tia da criança. LEIA TAMBÉM: AÇAÍ SUPERFATURADO: Criança sai para comprar açaí de R$ 24, e mãe recebe fatura de R$ 650 parcelado em duas vezes FÃ DE MPB: Menino de 6 anos encanta a internet ao cantar 'Força Estranha' de Gal Costa ao lado da mãe no ES ESPERANÇA: Criança recebe remédio de R$ 7 milhões e mãe comemora recuperação: 'ele sonha ficar de pé e andar' Matias comprou sofá por aplicativo e família só descobriu na entrega, no Espírito Santo. Reprodução/Arquivo pessoal Após descobrir que Matias tinha feito a compra, Giselle, segundo o relato nas redes sociais, tentou buscar uma maneira de cancelar o pedido, mas entendeu que não poderia devolver o produto depois de ele ter sido recebido. “Estava na área de devolução assim: ‘Não pode ser devolvido porque já está com a transportadora. Para ser devolvido na entrega, não pode receber o produto.’ A minha irmã recebeu porque eu pedi”, relatou Giselle. As irmãs, então, encontraram uma solução para a compra feita: Monike decidiu ficar com o sofá e pagar as parcelas para a irmã. Direito de arrependimento Apesar de a situação ter sido resolvida, o g1 procurou saber o que Giselle poderia ter feito caso a irmã dela, Monike, não tivesse decidido assumir a compra. Segundo a advogada cível especialista em relações de consumo Suellen Mendes, a publicitária poderia, sim, devolver o produto, valendo-se do direito de arrependimento. “Existe algo que a gente chama de direito de arrependimento, que o consumidor pode exercer sempre que ele fizer uma compra que não seja na loja física. Então, sempre que ele fizer uma compra no ambiente online (site ou aplicativo), receber o que ele comprou, e mesmo que o produto não tenha defeito, ele pode exercer o direito de arrependimento.” Isso significa que o consumidor pode devolver o produto e ter o valor pago reembolsado. Para isso, basta que o cliente comunique a loja em até 7 dias, contados a partir da data de recebimento. Neste caso, tanto o custo de envio quanto o de retirada do produto ficam por conta do fornecedor. “Ela falou no vídeo que não poderia cancelar porque já tinha recebido o sofá, mas isso seria um cancelamento antes da compra. Depois de receber o sofá, ela pode exercer o direito de arrependimento”, explicou a advogada. Ou seja, as lojas têm a obrigação de garantir ao consumidor o direito de arrependimento para todas as compras online, mesmo que não haja defeito no produto. Como ressaltou Suellen, não há necessidade de justificativa. “Mesmo que o produto seja perfeito, seja exatamente o que você comprou, porque, nas compras online, você não está vendo o produto. Então, é o direito de se arrepender mesmo. Sem justificativa, inclusive.” Como evitar compras indesejadas Agora no g1 Ao final do vídeo, Giselle diz que aprendeu algumas lições: “O que fica de lição? Não deixar o celular na mão de criança sem supervisão e não deixar cartão de crédito cadastrado em aplicativo.” Suellen Mendes acrescenta que é importante habilitar uma dupla verificação para permitir o uso de cartões cadastrados em aplicativos ou no próprio celular para pagamento por aproximação. “Seja uma senha, reconhecimento facial ou biometria, justamente para que crianças ou criminosos não consigam fazer compras utilizando aquele cartão”, pontua a advogada. Apesar da dica, a especialista defende que deixar cartões salvos em ambientes online é perigoso não só por conta das crianças que podem acidentalmente realizar compras, inclusive em aplicativos de jogos, mas também porque pode facilitar a atuação de criminosos. “Nunca deixe o cartão salvo, porque facilita a sua vida, mas facilita a vida de criminosos também”, sinaliza Suellen. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo https://g1.globo.com/es/espirito-santo/edicao/2021/01/29/videos-tudo-sobre-o-es.ghtml Podcast (linkar dentro do backstage sempre o último publicado) Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo http://g1.globo.com/espirito-santo/ultimas-noticias.html
Homem tenta proteger mulheres de assédio, leva soco e morre a tiros na Grande BH A família de Ailton da Silva, de 57 anos, que morreu após tentar defender duas mulheres de uma situação de assédio em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, afirmou que a vítima era conhecida por evitar conflitos e ajudar as pessoas. O caso ocorreu na madrugada de sábado (6), e o suspeito, identificado como Antonio Edson de Oliveira Alves, de 47 anos, foi preso em flagrante. Ele já tinha outra passagem pelo sistema prisional mineiro. O motivo não foi divulgado. Abalada com a morte, a irmã de Ailton, Ivanete Silvana da Silva, disse que ele nunca teve histórico de desentendimentos e classificou a agressão como uma covardia. "Foi covardia. Meu irmão nunca brigou com ninguém do bairro. Ele fugia de confusão e, de repente, tentando defender as meninas, esse cara faz isso", afirmou Ivanete. RELEMBRE: Homem morre ao defender mulheres de importunação sexual; suspeito do crime estava com o filho de 10 anos A filha da vítima, Joice Vianna, também destacou o comportamento do pai e lamentou a forma como ele morreu. "Meu pai não fazia nada com ninguém. Ele era uma pessoa excelente, qualquer um podia contar com ele", completou a filha da vítima. Segundo familiares, Ailton deixa três filhos e seis netos. A Polícia Civil informou que o suspeito foi encaminhado à delegacia, onde a prisão em flagrante foi ratificada. O caso segue sob investigação. Irmã e filha de Ailton da Silva, de 57 anos, que morreu após tentar defender mulheres de assédio em MG. TV Globo Relembre o caso O crime aconteceu no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Nova Lima. Segundo a Polícia Militar, duas mulheres saíam de uma festa junina quando passaram a ser perseguidas por um homem, que estava junto do filho de dez anos, e insistia em acompanhá-las. Conforme o boletim de ocorrência, o suspeito perguntou se elas eram solteiras e tentou segui-las até em casa. As mulheres recusaram a aproximação e disseram que seguiriam sozinhas, mas ele continuou insistindo. Quando elas já caminhavam pela Avenida Rio Solimões, o homem voltou a abordá-las. Nesse momento, Ailton percebeu a situação e interveio, pedindo que ele deixasse as mulheres em paz. Ainda de acordo com o registro policial, o suspeito reagiu com um soco no rosto da vítima. Ailton caiu, bateu a cabeça no chão, perdeu a consciência e começou a convulsionar. Pessoas que estavam próximas acionaram o socorro e tentaram reanimá-lo até a chegada do atendimento. Como ele apresentava um ferimento na cabeça, foi levado ao Hospital Nossa Senhora de Lourdes, mas não resistiu aos ferimentos. Após a agressão, o suspeito fugiu do local levando o filho. Os militares foram até a residência dele e, inicialmente, receberam a informação de que ele havia saído. Pouco depois, porém, um morador informou que o suspeito estava escondido no andar superior da casa. Ao retornarem ao imóvel, os policiais encontraram o homem trancado em um quarto. A porta precisou ser arrombada para que a prisão fosse realizada. Segundo a PM, ele se rendeu sem resistência. Câmeras de segurança registraram a discussão e a agressão. As imagens devem auxiliar as investigações da Polícia Civil. Homem morre após defender mulheres de assédio na Grande BH e filho de 10 anos do suspeito presencia o crime. Circuito de Segurança Vídeos mais assistidos do g1 MG
Show de Falamansa no São João de Caruaru 2026 Reprodução/PMC O show da banda Falamansa foi interrompido na madrugada deste sábado (6) no Polo Azulão, um dos espaços multiculturais mais concorridos do São João de Caruaru. Segundo o grupo, os microfones e o sistema de som foram desligados pela organização do evento às 2h02, quando a banda executava a última música do repertório. O encerramento surpreendeu o público que acompanhava a apresentação, mesmo sob chuva. A atração paulista, que acumula quase três décadas de carreira, subiu ao palco por volta de 0h45 e era uma das mais aguardadas da programação da noite. De acordo com o vocalista Tato, o desligamento ocorreu após o horário limite estabelecido para o funcionamento do evento. O cantor afirmou ao g1 que a banda não contestou a decisão, mas lamentou não ter conseguido se despedir dos fãs. ✅ Receba as notícias do São João 2026 no seu WhatsApp Agora no g1 “Já estávamos na última música, mas, mesmo assim, às 2h02, o nosso som foi desligado. Não reclamei, e nem o público reclamou, pois estávamos extasiados pelo incrível momento que tínhamos vivido juntos ali no Polo Azulão”, declarou o artista. VEJA TAMBÉM PROGRAMAÇÃO: Belo, Raphaela Santos, Nattan e mais: veja horários dos shows do segundo fim de semana do São João de Caruaru 2026 PROGRAMAÇÃO: Confira a programação completa do Polo Azulão no São João de Caruaru 2026 CURIOSIDADES: 10 coisas que fazem o São João de Caruaru ter a fama de ser o 'Maior e Melhor do Mundo' Ainda segundo Tato, após o corte do áudio, a equipe solicitou que ao menos um microfone fosse ligado para que a banda pudesse agradecer ao público presente. O pedido, porém, teria sido negado pela organização. "Atrasos são recorrentes em eventos nessa época , devido a quantidade de bandas, e regras são regras e devem ser seguidas por todos. Só não entendo porque não nos foi permitido ao mesmo dizer adeus e muito obrigado ao público", declarou. O cantor também atribuiu o atraso no início da apresentação a problemas operacionais relacionados à estrutura do palco. Segundo ele, a banda chegou ao local às 23h20, mas só teve o espaço liberado para montagem às 23h50. O grupo afirma que contou com cerca de 25 minutos para realizar toda a preparação técnica antes do show. De acordo com o relato, a estrutura disponibilizada apresentava limitações, incluindo falhas no painel de LED utilizado durante a apresentação. Mesmo diante das dificuldades, a banda optou por iniciar o show para evitar mais atrasos. "O atraso de 30 minutos do show da Falamansa, aconteceu pelo atraso da entrega do palco para montagem somando-se a estrutura oferecida, aquém das nossas necessidades. Acabamos entrando mesmo com problemas no painel de Led oferecido, que não funcionava por completo para não gerar ainda mais atraso", disse. Apesar do episódio, Tato destacou o carinho recebido do público caruaruense e classificou a apresentação como um dos momentos mais marcantes da trajetória do grupo. O vocalista afirmou que não pretende transformar o caso em motivo de conflito e ressaltou que regras de horário devem ser cumpridas por todos os artistas. “Nada tira o brilho dessa noite mágica e só tenho a agradecer ao povo de Caruaru pelo carinho e por fazerem da noite de ontem, mesmo debaixo de chuva, um dos momentos mais marcantes da história da banda”, afirmou. Até a publicação desta matéria, não havia posicionamento da organização do São João de Caruaru. Show de Falamansa no São João de Caruaru 2026 Reprodução/PMC Polo Azulão na noite de sexta-feira (5), no São João de Caruaru 2026 Reprodução/PMC