Declarações do Irã e dos Estados Unidos mostram que negociações de paz ainda têm impasses

AI Summary
The United States and Iran have reached a preliminary agreement to end a months-long military conflict, with a designated 60-day period for finalizing additional terms including nuclear arrangements. A reconstruction fund of approximately $300 billion, expected to be financed by regional partners, is part of the framework, though implementation challenges and disagreement over the deal's terms persist.
Progressive: Progressive-leaning outlets emphasize Iran's 'victory narrative' despite military setbacks and highlight internal factional divisions over the deal, while questioning whether the investment fund amounts to rewarding nuclear enrichment and noting that optics precede substantive details.
Moderate: Centrist outlets analyze the deal's concrete terms and winners/losers, note Iran's preference for prolonged diplomatic processes that increase complexity, and observe that for ordinary Iranians, practical concerns like prices and avoiding future conflict matter more than claims of victory.
Conservative: Conservative-leaning outlets express strong skepticism and distrust of Iran, framing the deal as appeasement that could reward a regime with a history of deception and aggression; they emphasize conditions like demanding Iran's internal transformation before accessing the reconstruction fund.
Declarações do Irã e dos EUA mostram que negociações de paz ainda têm impasses pela frente
Declarações do Irã e dos Estados Unidos mostram que as negociações de paz ainda têm impasses pela frente.
Dois países, um acordo e muitas dúvidas. Pior: versões diferentes sobre pontos centrais. Temas que dividem fortemente Teerã e Washington. O Irã sustenta que os americanos se comprometeram a ajudar na reconstrução do país, parcialmente destruído pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel. A imprensa iraniana fala em um valor de até US$ 300 bilhões. Mas o presidente Donald Trump nega; diz que a ideia de investir dinheiro no Irã é ridícula.
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A disputa pelo Estreito de Ormuz continua. Segundo Teerã, o controle da passagem de uma parte importante do petróleo mundial será feito pelo Irã e por Omã, que vão dar segurança à navegação em troca de uma taxa. Trump não quer cobrança de pedágio.
Há também fortes divergências sobre o Líbano. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, disse que o fim da guerra no país faz parte do entendimento e que os Estados Unidos devem garantir que Israel respeite o acordo. Já um alto funcionário americano afirmou que a saída das tropas israelenses do Líbano não está incluída no pacto. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já disse que não pretende retirar os militares do sul do território libanês, porque precisa defender Israel do grupo extremista Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Declarações do Irã e dos Estados Unidos mostram que negociações de paz ainda têm impasses
Jornal Nacional/ Reprodução
Tanto Irã quanto Estados Unidos declaram vitória, mas a diferença de versões revela que, mesmo com os avanços anunciados, ainda há muita incerteza sobre o alcance real do acordo. Os temas mais espinhosos, como o futuro do programa nuclear iraniano, ficaram para a próxima fase das negociações.
O cientista político Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas, avalia que os Estados Unidos perderam influência no Oriente Médio:
“Isso é talvez a questão mais visível agora, que até aliados dos Estados Unidos no Golfo vinham mantendo negociações bilaterais com o Irã, porque sentiram que os Estados Unidos não conseguem mais protegê-los de forma adequada. Então, essa perda de influência dos Estados Unidos no Oriente Médio reduz a capacidade de Washington de impor sua visão e obrigar todas as partes a implementar um acordo negociado por Washington e Teerã”.
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