오픈뉴스백과
오늘의 이슈오늘 10장그래프ONP 브리핑
뉴스정치 렌즈개체 사전공식 자료용어사전
...

오픈뉴스백과

집단지성 기반 뉴스 검증 플랫폼. 다양한 시각으로 뉴스를 이해합니다.

서비스

오늘의 이슈홈라이브뉴스공식 자료용어사전개체 사전내 편향피드 제보소개

법적 고지

개인정보처리방침이용약관콘텐츠 이용 안내

문의

문의하기

본 플랫폼에서 제공하는 뉴스 콘텐츠의 저작권은 각 언론사에 있으며, 무단 복제 및 배포를 금지합니다.

RSS 피드를 통해 수집된 콘텐츠는 각 원저작자의 라이선스 조건을 따릅니다. 오픈 라이선스(CC-BY 등) 콘텐츠는 해당 라이선스에 따라 출처를 표기합니다.

오픈뉴스백과는 뉴스 집계 및 검증 플랫폼으로, 개별 기사의 내용에 대한 책임은 해당 언론사에 있습니다.

이용자가 작성한 피드백, 팩트체크, 독자 제보 등의 콘텐츠에 대한 책임은 해당 작성자에게 있습니다.

콘텐츠 제거·정정이 필요하시면 문의하기에 남겨 주세요.

© 2026 오픈뉴스백과 (OpenNewsPedia). All rights reserved.

오늘의 이슈
관련 뉴스42건6개 미디어
진보 성향 17%중도 성향 67%보수 성향 16%
Agencia Brasil
진보 성향 17%중도 성향 67%보수 성향 16%
G1 (Globo)
Metrópoles
Agencia Brasil
CartaCapital
Perfil
La Nacion (Argentina)
세계
중도 성향

Brasil terá 1º centro de protonterapia, técnica de precisão contra o câncer; paciente do SUS, porém, ainda vai esperar anos

G1 (Globo)
Brasil terá 1º centro de protonterapia, técnica de precisão contra o câncer; paciente do SUS, porém, ainda vai esperar anos

ONP 요약

On July 28, World Hepatitis Day was observed worldwide, with Brazil hosting prevention activities at the Belo Horizonte bus terminal and metro stations, offering education and condoms. The campaign, part of the national July Yellow initiative, aims to raise awareness about hepatitis prevention, diagnosis, and treatment.

Centro de protonterapia
Cortesia/IBA
O Brasil deu o primeiro passo para oferecer um dos tratamentos mais precisos que existem contra o câncer. Mas quem enfrenta a doença hoje não verá nada mudar tão cedo.
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), aprovou um financiamento de R$ 132,6 milhões para ajudar a erguer o primeiro centro de protonterapia do país —uma modalidade de radioterapia considerada mais precisa do que a convencional em casos específicos.
A unidade, batizada de Centro de Protonterapia Mário Kroeff, será instalada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
O anúncio, porém, está longe de significar tratamento disponível. O centro ainda será construído, o equipamento virá da Bélgica e a previsão é atender os primeiros pacientes apenas em 2030.
Mesmo depois disso, o Ministério da Saúde ainda precisará decidir se incorpora a tecnologia ao Sistema Único de Saúde (SUS) e definir como será o acesso —quem terá prioridade, como os pacientes serão encaminhados e se o sistema público vai custear transporte e hospedagem para quem mora longe do Rio.
Hoje, quem precisa de protonterapia tem de sair do Brasil. Segundo os responsáveis pelo projeto, de 20 a 30 brasileiros viajam todos os meses para se tratar no exterior, a um custo de R$ 765 mil (US$ 150 mil) a R$ 1,02 milhão (US$ 200 mil) por tratamento.
O centro será administrado pela Fundação Educacional Severino Sombra (FUSVE), em parceria técnica com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O dinheiro da Finep cobre apenas parte da conta: somado à contrapartida de R$ 82,4 milhões da própria fundação, o aporte chega a R$ 215 milhões, de um custo total estimado em cerca de R$ 400 milhões.
Pílula para câncer de pâncreas fez médicos chorarem no maior congresso de oncologia
O que muda para quem tem câncer hoje
A construção ainda não começou. O projeto está na fase de engenharia, enquanto o equipamento apenas começa a ser fabricado pela empresa belga IBA. A área de 15 mil metros quadrados no Rio já foi comprada, mas o terreno ainda está vazio.
A máquina só deve chegar ao país no segundo semestre de 2029 e ainda levará cerca de um ano para ser instalada, testada e liberada antes de atender o primeiro paciente.
Também não há, por enquanto, garantia de tratamento gratuito. O projeto prevê reservar ao menos 60% da capacidade do centro para a rede pública, mas isso depende de uma decisão do Ministério da Saúde.
A entrada de novas tecnologias no sistema passa pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) —e só depois desse aval será possível definir quais pacientes terão indicação e como chegarão até o Rio.
Procurado pelo g1, o Ministério da Saúde afirma considerar positiva a chegada da tecnologia ao país, mas ressalva que a protonterapia ainda não foi formalmente apresentada à Conitec. Quando a submissão ocorrer, informou a pasta, a proposta será avaliada segundo o rito comum de incorporação, que considera segurança, eficácia, efetividade e custo-efetividade.
Afinal, o que é protonterapia?
Centro de protonterapia
Cortesia/IBA
Embora seja uma forma de radioterapia, a protonterapia se distingue pela partícula usada para destruir o tumor.
Quase toda radioterapia feita hoje usa fótons —os mesmos raios X dos exames de imagem, só que em doses muito maiores. Esses feixes entram no corpo, atravessam o tumor e seguem adiante, irradiando também os tecidos saudáveis que estão atrás dele.
A protonterapia troca os fótons por prótons, partículas com uma propriedade física peculiar: conseguem concentrar a maior parte da radiação exatamente no tumor e praticamente não continuam o percurso depois dele.
"O fóton atravessa o corpo e não tem freio: vai perdendo potência pelo caminho, mas segue em frente. O próton, não —ele chega ao tumor e para ali. Essa capacidade de frear é muito útil para o radioterapeuta", explica Marcos Santos, radioterapeuta que atua em Goiânia e ex-presidente da Associação Ibero-Latino-Americana de Terapia Radiante Oncológica (Alatro).
Esse comportamento tem nome: pico de Bragg. É ele que permite depositar a dose no alvo e poupar o que está em volta.
Por que as crianças são a prioridade
Ser mais precisa, no entanto, não faz da protonterapia um tratamento superior para todos. Para a maioria, a radioterapia comum continua sendo a indicação —e não é, de forma alguma, uma opção inferior. O maior equívoco em torno da técnica, segundo Santos, é imaginar que os prótons vieram para substituir os fótons.
"Custar vinte vezes mais não significa ser vinte vezes melhor. É em um grupo específico de pacientes que a técnica realmente faz diferença: as crianças", afirma.
O ganho aparece sobretudo em tumores pediátricos, especialmente os que ficam perto do cérebro, da medula espinhal ou de outros órgãos sensíveis à radiação.
Como a criança ainda está em formação e, se curada, tem décadas de vida pela frente, reduzir a exposição dos tecidos sadios pode evitar sequelas que só apareceriam anos depois: problemas de crescimento, alterações hormonais e cognitivas, infertilidade e até um segundo câncer provocado pela própria radiação.
"Não é que não cause dano. Causa menos dano, e por isso provoca menos efeitos a médio e longo prazo", resume o especialista.
O centro nascerá com foco em sete tipos de câncer infantil que exigem esse nível de precisão, entre eles o meduloblastoma, o retinoblastoma e o glioma.
O Brasil registra cerca de 8,6 mil novos casos de câncer em crianças e adolescentes por ano; a estimativa do projeto é que perto de 15% tenham indicação para prótons.
Adultos com tumores complexos, tumores próximos a órgãos vitais ou que precisem de uma segunda irradiação também poderão ser atendidos, mas só depois de suprida a demanda pediátrica.
Mais qualidade de vida; não necessariamente mais cura
A protonterapia costuma ser apresentada como um tratamento mais moderno, o que leva à conclusão apressada de que ela cura mais. As evidências mais sólidas apontam outra coisa: menos efeitos colaterais e melhor preservação dos tecidos saudáveis.
"A redução dos efeitos secundários está bastante clara. Se isso se traduz numa maior chance de cura, ainda precisa ser rigorosamente comprovado", pondera Santos.
A Finep, ao anunciar o centro, afirma que a protonterapia reduz em até 60% a dose total de radiação recebida pelo corpo, na comparação com a radioterapia convencional. O número, porém, não se aplica a todos os casos: segundo o diretor técnico do projeto, o físico-médico Hélio Salmon, essa economia varia conforme a região tratada e é apenas uma estimativa, já que cada paciente é único.
Em alguns tumores infantis do sistema nervoso central, pesquisadores acreditam que a menor toxicidade permita aplicar doses mais altas de radiação e, no futuro, talvez melhorar os resultados — hipótese ainda em estudo.
Imagem meramente ilustrativa do futuro Centro de Protonterapia Mario Kroeff
Divulgação
Um tratamento caro
Embora aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) há anos, a protonterapia nunca havia saído do papel no Brasil. O motivo é o custo.
Além do acelerador de partículas, a tecnologia exige um prédio altamente especializado, blindagem contra radiação, manutenção complexa e equipes treinadas especificamente para operá-la. Só a manutenção do futuro centro deve custar cerca de US$ 1,2 milhão por mês.
"Com o valor de um centro de prótons, você constrói uns vinte serviços convencionais de radioterapia", compara Santos.
Esse custo ajuda a entender por que a técnica é rara no mundo —são cerca de 142 centros em operação— e por que a América Latina ainda não tem nenhum funcionando.
Ainda assim, Santos defende que o investimento se justifica quando bem direcionado. Segundo ele, um único centro tem capacidade para tratar cerca de 600 crianças por ano e, ao longo de duas décadas de uso, dilui o custo por paciente a um patamar que o SUS já paga por outras terapias oncológicas.
Um centro não basta
Uma só unidade, na Barra da Tijuca, não dá conta de um país continental. O próprio projeto já prevê uma segunda sala de tratamento e estima que seriam necessárias cinco salas apenas para a demanda pediátrica nacional.
Para Santos, o desafio maior começa depois da obra: será preciso montar uma rede nacional capaz de identificar rapidamente as crianças que se beneficiam da técnica e encaminhá-las ao Rio.
"Hoje essas crianças são tratadas com fótons, que não é o melhor tratamento para elas. Vai ser preciso criar uma rede de encaminhamento e priorizar esses casos", afirma.
O licenciamento nuclear da unidade está sob análise da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), que já iniciou as tratativas com a fundação —mais uma etapa a cumprir antes de a máquina entrar em operação.
Mesmo com a inauguração marcada para 2030, o obstáculo final será transformar uma tecnologia inédita em tratamento acessível: dependerá da incorporação pelo SUS, da definição dos critérios de prioridade e da capacidade do sistema de levar quem mais precisa até o único centro do país.
"É uma alternativa interessante, mas muito específica —não é o caso de o Brasil ter dezenas de centros de prótons", diz Santos. "A iniciativa é louvável. Só lamento que comece apenas em 2030. Deveria ter começado antes." ...

전문 보기

이 뉴스, 어떠셨어요?

탭 한 번으로 반응 · 로그인 불필요

같은 사건, 다른 제목

진보 성향 2%중도 성향 95%보수 성향 3%
1건40건1건
진보 성향1
중도 성향40

+36

보수 성향1
이 이슈 전체 보도 42건 보기
관련 뉴스 제보는 로그인 후 가능합니다.

'world' 카테고리 뉴스

Endangered pawikan released in Zamboanga del Norte

Philippine Daily Inquirer

Labor group bats for P500,000 – P600,000 income tax exemption ceiling

Philippine Daily Inquirer

P680,000 worth of shabu, gun, seized in Batangas drug bust

Philippine Daily Inquirer

G1 Globo의 다른 기사

VÍDEOS: Bom Dia PE de quarta-feira, 29 de julho de 2026

G1 (Globo)

VÍDEO: nutricionista é atropelado enquanto corria em avenida no centro de Arapiraca

G1 (Globo)

Prima de adolescente desaparecida na França relata sofrimento dos pais: 'Não estão dormindo nem comendo'

G1 (Globo)

이 사건 개요

World Hepatitis Day observed on July 28, with prevention activities in Brazil and other co

42건 · 6개 미디어

핵심 포인트

  • World Hepatitis Day observed on July 28
  • Brazil organized prevention actions at Belo Horizonte bus terminal and metro
  • The campaign is part of the national July Yellow initiative

관련 개체

ArgentinaPeruChinaNovo NordiskGilead Sciences
사건 전체 보기

피드백

피드백을 남기려면 로그인해 주세요.

🇧🇷CartaCapital

Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais: 6 formas de prevenir as doenças

🇧🇷G1 (Globo)
보는 중

Brasil terá 1º centro de protonterapia, técnica de precisão contra o câncer; paciente do SUS, porém, ainda vai esperar anos

🇧🇷Metrópoles - Feed

Anvisa autoriza 5 novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida

🇧🇷G1 (Globo)

Brasil faz primeira operação usando vacas monitoradas por IA como garantia para empréstimos

🇧🇷G1 (Globo)

Anvisa aprova registro de 5 novos medicamentos à base de semaglutida

🇦🇷La Nacion (Argentina)

Efemérides del 28 de julio: ¿qué pasó un día como hoy?