Tedros Adhanom Ghebreyesus: Er kämpft gegen Ebola – und um die WHO
Tedros Adhanom Ghebreyesus führt seit neun Jahren die WHO. Während er den Kampf gegen Ebola organisiert, kämpft er zugleich um die Position der Organisation.

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Tedros Adhanom Ghebreyesus führt seit neun Jahren die WHO. Während er den Kampf gegen Ebola organisiert, kämpft er zugleich um die Position der Organisation.

[Nile Post] World Health Organisation Director-General Dr Tedros Adhanom Ghebreyesus is in Uganda for high-level engagements expected to focus on the country's response to the ongoing Ebola outbreak and broader regional efforts to contain the disease.
Entenda o Ebola em 7 pontos A República Democrática do Congo (RDC) informou na segunda-feira (8) que a quantidade de mortes causadas pelo surto de ebola ultrapassou 100 vítimas. O país vive uma situação de emergência com novos casos sendo confirmados diariamente, chegando a 550 infectados e 101 mortes no último relatório divulgado. Os casos de contaminação ocorrem principalmente em três províncias assoladas por conflitos armados: Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul. Em relatório recente publicado nesta segunda, o governo do Congo informou 35 novos casos foram confirmados nas últimas 24 horas, incluindo 10 mortes. Os casos foram registrados em 17 das zonas de saúde de Ituri, bem como em sete zonas de saúde em Kivu do Norte e uma zona de saúde em Kivu do Sul. A desconfiança e a resistência têm prejudicado a resposta, com relatos de ataques a equipes de sepultamento e a centros de tratamento. O mais recente desses ataques ocorreu no domingo, disse uma fonte à agência Reuters. O alvo do ataque foi uma equipe de sepultamento que trabalhava no cemitério de Nyamurongo, em Bunia, deixando duas pessoas gravemente feridas e dois veículos danificados. O relatório de situação informou que a presença de grupos armados em Djugu, Irumu e Mambasa — todos em Ituri — continua "a limitar o acesso humanitário em múltiplas zonas de saúde afetadas ou em risco". O documento acrescentou que Bunia, a capital de Ituri, estava relativamente calma. Um profissional de saúde desinfeta uma ambulância no centro de tratamento de Mongbwalu que transportou um paciente com suspeita de ebola em Mongbwalu, no Congo, na sexta-feira, 5 de junho de 2026 AP/Moses Sawasawa Mais cedo na segunda-feira, a principal agência de saúde pública da África informou que o número de casos confirmados de Ebola no Congo havia subido para 544. Os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (África CDC) registraram as mortes confirmadas por Ebola no Congo em 88. Na sexta (5), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (Africa CDC) lançaram um plano conjunto de US$ 518 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões) para combater a epidemia entre junho e novembro. "O plano concentra-se em áreas-chave: coordenação de emergência, vigilância, testes laboratoriais, prevenção e controle de infecções, assistência clínica e mobilização comunitária", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. O surto foi declarado oficialmente em 15 de maio no nordeste do Congo, mas autoridades sanitárias acreditam que a rara variante Bundibugyo do vírus ebola circulava sem detecção havia algum tempo. Epicentro em Ituri A doença já atingiu três províncias congolesas. O epicentro está em Ituri, responsável por cerca de 90% dos casos confirmados e 76% das mortes até sexta, segundo o Africa CDC. O vírus também ultrapassou as fronteiras do país. Em Uganda, vizinho do Congo, foram confirmados 16 casos, incluindo uma morte. De acordo com o Africa CDC, o atual surto já supera, em número de casos, os dois episódios anteriores causados pela variante Bundibugyo, registrados em 2007 e 2012. Profissionais de saúde vestem equipamentos de proteção individual (EPI) no Centro Médico Evangélico, uma das instalações na linha de frente da resposta ao surto de Ebola, na província de Ituri, na República Democrática do Congo. Gradel Muyisa Mumbere/Reuters Falta de vacina aprovada preocupa autoridades Um dos principais desafios para o controle da doença é a ausência de uma vacina aprovada especificamente para a cepa Bundibugyo. Especialistas avaliam a possibilidade de uso emergencial da vacina Ervebo, da farmacêutica Merck, atualmente aprovada contra a variante Zaire do ebola e que apresentou sinais de proteção cruzada em estudos com animais. A decisão caberá aos governos do Congo e de Uganda. Enquanto isso, a aliança internacional de vacinação Gavi informou que mantém 2 mil doses de vacinas contra ebola no Congo caso autoridades sanitárias decidam iniciar testes ou campanhas emergenciais. Nas últimas semanas, a OMS alertou para dificuldades de financiamento na resposta ao surto. Segundo Anne Ancia, representante da organização no Congo, a redução global de recursos para saúde afetou diretamente as operações no país. Ela citou, entre os fatores, a saída oficial dos Estados Unidos da OMS em janeiro e cortes em programas internacionais promovidos pelo governo do presidente Donald Trump. Dados do Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) mostram que apenas 34% dos US$ 1,4 bilhão solicitados para ações humanitárias no Congo neste ano foram recebidos até agora. Vacinas e testes em desenvolvimento Diante do avanço da doença, a farmacêutica Moderna anunciou nesta semana uma parceria com a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) para desenvolver uma vacina contra a variante Bundibugyo. A Cepi informou que poderá investir até US$ 50 milhões nas fases iniciais do projeto. Também nas últimas semanas, a BioFire Defense, subsidiária da francesa bioMérieux, anunciou a ampliação da produção de um teste capaz de detectar diferentes variantes do vírus ebola, incluindo a Bundibugyo. Apesar do aumento dos casos confirmados, a OMS informou nesta semana que o número de casos suspeitos monitorados na África Central caiu após centenas de notificações serem descartadas. Segundo a organização, muitos pacientes investigados acabaram diagnosticados com outras doenças ou apresentavam quadros de febre sem relação com o ebola.

Tedros said the country had responded promptly and capably, but called for it to reopen the border with DR Congo.
The World Health Organization head is visiting Uganda, praising its "prompt and capable response" to the Ebola outbreak just across the border in DRC's Ituri province. Uganda has logged just a few cases, mainly imported.
O diretor da Organização Mundial da Saúde visitou Uganda nesta segunda-feira (8) e elogiou os esforços do país para limitar a propagação de um surto de ebola procedente da vizinha República Democrática do Congo (RDC). A OMS declarou uma emergência sanitária internacional por causa do surto, que causou 515 infecções confirmadas na RDC, inclusive 91 mortes, desde que foi anunciada em 15 de maio no nordeste do país. Uganda registrou 19 casos e duas mortes. Todos, exceto cinco, eram cidadãos congoleses que cruzaram a fronteira. "A taxa de êxito no manejo do ebola em Uganda tem sido boa", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma visita ao Hospital Nacional de Referência Mulago, na capital, Kampala. "Graças à experiência adquirida na gestão de emergências de saúde pública, a taxa de letalidade é inferior a 1%", disse, acrescentando que a OMS apoiou o treinamento de 148 trabalhadores sanitários para a resposta ao ebola. Ele destacou, ainda, a decisão do governo de cancelar as comemorações anuais pelo Dia dos Mártires, em 3 de junho, que normalmente atraem grandes multidões de toda a região. "Foi uma decisão acertada porque o ebola se propaga rapidamente neste tipo de concentrações. Agora, estamos contabilizando 19 casos e, se a celebração do Dia dos Mártires tivesse ocorrido, agora estaríamos falando de três dígitos", disse Tedros. O diretor da OMS se reuniu com o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, e destacou que ambos falaram da "colaboração transfronteiriça". "Não há necessidade de restrições, pois afetam a economia", disse Tedros. "As restrições na verdade não ajudam... A solução é abordar o epicentro". O chefe da OMS tinha visitado recentemente a República Democrática do Congo, um vasto país da África Central com mais de 100 milhões de habitantes, que agora sofre seu 17º surto de ebola. Não existe vacina ou tratamento específico para a cepa Bundibugyo do ebola, responsável por este último surto. O ebola, transmitido por contato próximo e através dos fluidos corporais, matou mais de 15.000 pessoas na África nos últimos 50 anos.
Tedros Adhanom Ghebreyesus said Uganda's experience in handling health emergencies has helped keep the fatality rate below 1%.
KAMPALA, June 8 - The director-general of the World Health Organization said on Monday that Uganda should reconsider its decision to close its border with Democratic Republic of Congo because of an Ebola outbreak.
The head of the World Health Organization on Monday visited Uganda, where a deadly Ebola outbreak has killed two people after spreading from the neighbouring Democratic Republic of Congo (DRC). The WHO has declared an international health emergency over the current outbreak, which was announced on May 15 in the northeastern DRC. WHO Director-General Tedros Adhanom Ghebreyesus recently also visited the DRC, which has seen 515 confirmed Ebola infections, including 91 deaths, according to the UN...
Entenda o Ebola em 7 pontos O Dr. Richard Lokudu, diretor médico do Hospital Geral de Referência de Mongbwalu, recebeu pouca ou nenhuma compensação pelo trabalho que realiza na linha de frente de um dos surtos mais letais de ebola já registrados no Congo. Lokudu e vários de seus colegas passam o dia inteiro no hospital atendendo um fluxo crescente de pacientes. As notificações de casos suspeitos chegam até mesmo tarde da noite. “Não recebi minha ajuda de custo e o que aconteceu com outras pessoas também pode acontecer comigo”, disse Lokudu à Associated Press. “Apesar de todas as medidas de prevenção e controle de infecções que estamos implementando, não sabemos o que pode acontecer.” As autoridades de saúde acreditam que o surto, que pegou a região leste do Congo de surpresa após se espalhar silenciosamente por semanas sem ser detectado, começou na movimentada área de mineração de Mongbwalu, na província de Ituri. Como funciona o Cube, estrutura que protege médicos e ajuda a conter o Ebola Um profissional de saúde desinfeta uma ambulância no centro de tratamento de Mongbwalu que transportou um paciente com suspeita de ebola em Mongbwalu, no Congo, na sexta-feira, 5 de junho de 2026 AP/Moses Sawasawa Mineração favorece a disseminação do vírus Mongbwalu tornou-se o epicentro da rara variante Bundibugyo do ebola. A cidade atrai grande número de trabalhadores que atuam em minas de ouro, cercadas por poças lamacentas, galerias estreitas e cavernas. Eles vivem em áreas de baixa renda, incluindo acampamentos superlotados, e têm pouco acesso a protocolos adequados de saúde. Essas condições aumentam a possibilidade de transmissão da doença, que se espalha por meio do contato próximo com fluidos corporais de pessoas doentes ou falecidas, como suor, sangue, fezes e vômito. Também há um ceticismo generalizado em relação à doença, o que dificulta ainda mais o trabalho de Lokudu e seus colegas. Alguns profissionais de saúde e equipes de resposta já morreram em decorrência da infecção. “Uma coisa é estar longe e ouvir as estatísticas sendo divulgadas; outra é ver o que está acontecendo no terreno, que é enorme”, afirmou Lokudu. “As pessoas estão sacrificando seu descanso e conforto por essa causa. Deve haver reconhecimento de que elas merecem ser remuneradas. Esses trabalhadores deveriam receber seus salários regularmente.” O governo congolês não respondeu a um pedido de comentário da AP. Richard Lokudu (ao centro), diretor médico do Hospital Geral de Mongbwalu, conversa com integrantes da missão de paz da ONU em Mongbwalu, no Congo, na sexta-feira, 5 de junho de 2026. AP/Moses Sawasawa Recursos mínimos disponíveis As autoridades congolesas divulgaram novos números no domingo, informando que havia 488 casos confirmados e 86 mortes até sexta-feira (5). Na quinta-feira, o país registrou 71 novos casos em apenas um dia, o que, segundo as autoridades, é um sinal de “transmissão comunitária ativa”. Na vizinha Uganda, foram confirmados 19 casos e duas mortes. A variante Bundibugyo não possui vacinas nem tratamentos aprovados, por isso os profissionais de saúde têm se concentrado no tratamento dos sintomas. O governo informou que pelo menos cinco pessoas se recuperaram da doença desde que o surto foi oficialmente confirmado pelo Ministério da Saúde do Congo, em 15 de maio. Segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, a doença “teve uma grande vantagem inicial”. Os hospitais da região não conseguiam testar corretamente o tipo de ebola que já circulava havia várias semanas antes da confirmação oficial. Os profissionais de saúde estão lidando com a doença com recursos mínimos, enquanto organizações humanitárias correm para levar ajuda à região. Máscaras, luvas, botas e medicamentos estiveram em falta nos primeiros momentos do surto. “Houve uma deterioração do sistema de saúde”, afirmou Heather Kerr. “Não houve investimento suficiente no sistema de saúde, e isso acontece há anos.” Profissionais de saúde se preparam para iniciar o turno no centro de tratamento de Mongbwalu, no Congo, na sexta-feira, 5 de junho de 2026 AP/Moses Sawasawa Condições dos profissionais de saúde “Durante a primeira semana, nem sequer tivemos tempo de voltar para casa para comer. Na segunda semana foi a mesma coisa. Comemos apenas uma vez por dia, o equivalente ao café da manhã, mas à noite”, contou Alice Bamuhinga, enfermeira do hospital de Mongbwalu. Mesmo com o ceticismo generalizado e o descumprimento de protocolos sanitários, muitos moradores da cidade estão começando a perceber a gravidade da situação. Asero Jeanne, de 52 anos, tinha cinco filhos. Dois deles morreram da doença em um intervalo de apenas duas semanas. Quando sua filha adoeceu, a família acreditou que fosse malária, e vizinhos recomendaram que evitassem o hospital, dizendo que “qualquer pessoa que fosse para lá morreria imediatamente”, relatou Jeanne. A filha morreu após três semanas alternando entre hospitais e a própria casa. Dias depois, um filho também faleceu. Em seguida, Jeanne adoeceu. “Vi cerca de 20 pessoas morrerem”, disse ela. “Vi todas sendo levadas ao necrotério, mas Deus está permitindo que eu saia daqui viva. Sou grata aos médicos.” ONU apresenta plano de combate Na sexta-feira, Tedros lançou um plano de US$ 518 milhões para combater o surto, afirmando que “conter o ebola depende de compromisso político, financiamento sustentável e da confiança e participação das comunidades”. Os esforços para conter a doença também foram prejudicados pelo conflito entre o governo congolês e o grupo rebelde M23, apoiado por Ruanda, além de ataques promovidos por militantes islâmicos. Para os profissionais que atuam na linha de frente do surto, o trabalho se tornou ainda mais difícil à medida que a doença se espalha mais rapidamente do que a capacidade atual de atendimento. “Apesar dos alertas que recebemos e das equipes que temos disponíveis, não temos meios para nos deslocar até o campo”, afirmou Lokudu. “Como resultado, há alertas que não conseguimos investigar.”
Entenda o Ebola em 7 pontos Os profissionais de saúde no leste da República Democrática do Congo correm contra o tempo para ajudar pacientes com Ebola a controlar os sintomas da doença, proteger a si mesmos e evitar a propagação do vírus. Enquanto isso, o número de casos continua aumentando. Todos os pacientes, de casos suspeitos e confirmados, são isolados, e todas as pessoas que entram em contato com eles devem usar equipamentos de proteção individual (EPIs) e outros dispositivos para reduzir o risco de transmissão. Um desses equipamentos é a Cube, uma "unidade de tratamento autônoma para doenças altamente infecciosas", transparente, que permite que os pacientes recebam atendimento médico sem contato direto com os profissionais de saúde. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As Cubes (sigla em francês para câmara de emergência biossegura para epidemias) já foram usadas em surtos anteriores de Ebola, incluindo na República Democrática do Congo em 2019 Jennifer Lazuta/ALIMA Criada após o surto de Ebola na África Ocidental entre 2014 e 2016, a ONG médica Alliance for International Medical Action (Alima) desenvolveu a estrutura Cube para permitir que equipes médicas tratem pacientes do lado de fora, usando luvas em formato de túnel acopladas à estrutura. "Você não precisa usar o equipamento completo de proteção individual para entrar em contato com os pacientes, então este é um dispositivo muito importante nesse tipo de surto", afirma o médico Papys Lame, coordenador da resposta ao Ebola da Alima. Lame disse à BBC que a estrutura garante "o padrão de atendimento necessário, uma experiência positiva para o paciente e a proteção dos profissionais de saúde". Mas, embora sejam úteis, não há unidades suficientes na República Democrática do Congo para o número de casos suspeitos de Ebola. OMS e agência africana de saúde mobilizam US$ 518 milhões Congo registra 71 novos casos de ebola em 24h Segundo a Alima, duas estruturas Cubes chegaram no fim de semana a Bunia, capital provincial de Ituri e epicentro do surto, e devem começar a ser usadas em breve. Outras duas Cubes estão a caminho da cidade. Os estoques de EPIs também são limitados. Na sexta-feira (29/5), o Conselho Internacional de Enfermeiros alertou para a escassez e afirmou que os enfermeiros na República Democrática do Congo "temem por sua segurança porque não têm equipamentos necessários para se proteger". O vírus Ebola se espalha de uma pessoa para outra por meio do contato com fluidos corporais infectados. A demora na confirmação dos casos nos primeiros dias do surto permitiu que o vírus se espalhasse de Ituri para as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, além da vizinha Uganda. Surto de Ebola na República Democrática do Congo. BBC "Infelizmente, o Ebola começa de forma muito vaga, com dor de cabeça, febre e sensação de fraqueza", explica o médico Armand Sprecher, especialista em medicina de emergência e epidemiologista especializado em Ebola da organização Médicos Sem Fronteiras. "As pessoas sentem o que chamamos de mal-estar, dores musculares e nas articulações, e depois desenvolvem vômito, dor abdominal e diarreia", afirmou Sprecher à BBC, acrescentando que esses sintomas "são comuns em muitas doenças". Doenças infecciosas frequentes na região, como malária e febre tifoide, compartilham sintomas iniciais com o Ebola. Um sintoma menos comum do Ebola, que pode aparecer mais tarde, é o sangramento, incluindo pelo nariz, gengivas e vagina, além de sangue no vômito e nas fezes. Todas as pessoas que apresentam sintomas do vírus são inicialmente classificadas como casos suspeitos e encaminhadas para centros de tratamento. Lame, da Alima, afirma que as pessoas com suspeita de Ebola passam por coleta de amostras para determinar se estão infectadas pelo vírus e, caso o primeiro teste dê negativo, uma nova amostra é coletada 48 horas depois. Se o segundo teste também der negativo, o paciente deixa de ser considerado um caso suspeito e é encaminhado para um hospital ou centro de saúde para cuidados adicionais ou é liberado para casa, caso não apresente mais sintomas. Para aqueles que testam positivo, o coordenador da Alima afirma que os sintomas são tratados até desaparecerem e que os pacientes "precisam ter dois resultados laboratoriais negativos antes de receber alta". Embora pacientes com Ebola precisem ficar isolados para evitar a transmissão do vírus, Lame ressaltou a importância do bem-estar psicológico dos doentes, algo que a Cube ajuda a preservar. Segundo Lame, o formato da estrutura permite que pessoas visitem familiares internados. Em surtos anteriores, explicou, "os pacientes eram separados de suas famílias e comunidades e frequentemente relutavam em buscar tratamento". Mas, enquanto equipes médicas trabalham sem parar para tratar os sintomas de pessoas com Ebola, os testes e a confirmação dos casos têm avançado lentamente. O ICN também afirmou haver escassez de kits de testagem. As autoridades afirmam que já houve mais de 282 casos confirmados de Ebola, incluindo 42 mortes, além de mais de 1.000 casos suspeitos, dos quais mais de 220 terminaram em morte. Atualmente, não existem medicamentos aprovados contra o vírus Bundibugyo, variante do Ebola responsável por este surto, por isso os pacientes recebem principalmente cuidados de suporte e tratamento para os sintomas. Isso inclui oxigênio e ventilação para ajudar na respiração, além de fluidos intravenosos para evitar desidratação e repor eletrólitos perdidos em episódios de vômito e diarreia. Também não há vacina aprovada, embora vacinas experimentais estejam em desenvolvimento. Por causa da demora na confirmação dos casos, Sprecher, da organização Médicos Sem Fronteiras, afirma que os profissionais de saúde não têm o "mapeamento habitual da transmissão" observado em surtos anteriores de Ebola, a maioria deles causada pela variante mais comum do vírus, conhecida como Zaire. "Antes, conseguíamos saber se a doença estava passando por uma vila, por uma família ou por pessoas que participaram de um funeral. Então, quando o paciente chegava até nós, podíamos perguntar: 'Você esteve naquele funeral?' ou 'Você mora nesta vila?'" "Não temos esse tipo de informação para nos orientar", explica Sprecher. Os profissionais de saúde costumam estar entre os grupos mais expostos ao risco e precisam lidar com diversos fatores, incluindo a própria saúde física e mental. Dezesseis profissionais de saúde tiveram diagnóstico confirmado de Ebola durante este surto. Na semana passada, cinco pessoas receberam alta após se recuperarem da doença. Quatro eram enfermeiros e uma trabalhava em laboratório. "Perdemos pacientes, e isso é psicologicamente difícil", afirma Lame, da Alima, acrescentando: "Somos humanos, então naturalmente temos medo de estar sob risco constante diante de uma doença para a qual não existe tratamento." Makati Tagirabo (à esquerda) e Baraka Bulambula (à direita) foram dois dos enfermeiros que se recuperaram de Ebola neste surto mais recente Reuters O trabalho também é "fisicamente exaustivo", especialmente por causa do clima equatorial da região. Sprecher, da organização Médicos Sem Fronteiras, afirma que, mesmo quando há equipamentos de proteção individual disponíveis, usá-los "é um problema, porque, assim que você veste aquilo, começa a sentir muito, muito calor", o que impede jornadas longas de trabalho. "Você tem cerca de uma hora antes de precisar tirar o equipamento, porque as pessoas superaquecem e suam muito. Esse suor não evapora para resfriar o corpo, apenas se acumula dentro das botas, enquanto elas continuam com calor, começam a ficar tontas e a perder a clareza mental." "Se os profissionais de saúde não estiverem mais seguros,então não é mais seguro para eles trabalharem lá", explica Sprecher. Tanto Lame quanto Sprecher afirmam que existem protocolos de segurança para proteger os profissionais de saúde, incluindo o trabalho em duplas. "Existe um sistema de parceiros", explica Sprecher. "Enquanto você realiza uma tarefa, há um observador externo acompanhando e alertando você. Por exemplo, se suas mãos forem inconscientemente em direção ao rosto, ele dirá: 'Não toque no rosto, cuidado!'" Durante uma visita a Ituri no fim de semana, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu às comunidades que colaborassem com as autoridades de saúde após moradores atacarem centros médicos em protesto contra as rígidas regras de sepultamento. Os corpos de pessoas com suspeita de terem morrido por Ebola não podem ser manipulados por familiares, para evitar o risco de transmissão do vírus. Outro fator que dificulta a resposta ao surto é o conflito em andamento na República Democrática do Congo. Antes da visita, Ghebreyesus considerou a província como o centro de uma "colisão catastrófica entre doença e conflito" e afirmou que não seria possível "construir confiança nas comunidades ou isolar os doentes enquanto as bombas continuam caindo". Ituri está sob regime militar desde 2021, quando a autoridade civil foi substituída por um general do Exército em uma tentativa de neutralizar dezenas de grupos armados que atuam na região. Grandes áreas das províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, onde casos de Ebola foram registrados, estão sob controle do grupo rebelde M23. "Os profissionais da linha de frente estão arriscando tudo, enquanto os ataques às unidades de saúde tornam quase impossível rastrear casos e seus contatos", escreveu Ghebreyesus, da OMS, na rede social X ao pedir que todas as partes envolvidas no conflito concordem com um cessar-fogo para permitir acesso seguro às equipes médicas. Apesar disso, algumas organizações humanitárias conseguiram entrar em áreas controladas pelos rebeldes. A Alima afirmou à BBC que mantém profissionais de saúde em regiões sob controle rebelde, incluindo Goma, a maior cidade do leste da República Democrática do Congo. Da mesma forma, a organização Médicos Sem Fronteiras afirmou ter reformado e reaberto um centro de tratamento de Ebola em Goma, além de apoiar o treinamento de profissionais de saúde na cidade. Profissionais de saúde estão na linha de frente das tentativas de conter o atual surto de Ebola Getty Images via BBC
Director-General of the WHO Tedros Adhanom Ghebreyesus tours the Evangelical Medical Centre , in Bunia, Ituri province, Democratic Republic of Congo, May 31, 2026. — Reuters GENEVA: Nearly 500 Ebola cases have now been confirmed in the deadly outbreak raging in central Africa, a WHO...
Entenda o Ebola em 7 pontos A República Democrática do Congo (RDC) informou nesta sexta-feira (5) que o número de casos confirmados de ebola subiu para 452, após a confirmação de 71 novos casos nas últimas 24 horas. Segundo dados do governo, o surto já provocou 82 mortes. Em comunicado, as autoridades afirmaram que os novos registros indicam uma transmissão comunitária "rápida e contínua" da doença, sinalizando que o vírus segue se espalhando entre a população. O avanço ocorre no momento em que organismos internacionais intensificam os esforços para conter o surto. Também nesta sexta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (Africa CDC) lançaram um plano conjunto de US$ 518 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões) para combater a epidemia entre junho e novembro. "O plano concentra-se em áreas-chave: coordenação de emergência, vigilância, testes laboratoriais, prevenção e controle de infecções, assistência clínica e mobilização comunitária", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. O surto foi declarado oficialmente em 15 de maio no nordeste do Congo, mas autoridades sanitárias acreditam que a rara variante Bundibugyo do vírus ebola circulava sem detecção havia algum tempo. Epicentro em Ituri A doença já atingiu três províncias congolesas. O epicentro está em Ituri, responsável por cerca de 90% dos casos confirmados e 76% das mortes, segundo o Africa CDC. O vírus também ultrapassou as fronteiras do país. Em Uganda, vizinho do Congo, foram confirmados 16 casos, incluindo uma morte. De acordo com o Africa CDC, o atual surto já supera, em número de casos, os dois episódios anteriores causados pela variante Bundibugyo, registrados em 2007 e 2012. Profissionais de saúde vestem equipamentos de proteção individual (EPI) no Centro Médico Evangélico, uma das instalações na linha de frente da resposta ao surto de Ebola, na província de Ituri, na República Democrática do Congo. Gradel Muyisa Mumbere/Reuters Falta de vacina aprovada preocupa autoridades Um dos principais desafios para o controle da doença é a ausência de uma vacina aprovada especificamente para a cepa Bundibugyo. Especialistas avaliam a possibilidade de uso emergencial da vacina Ervebo, da farmacêutica Merck, atualmente aprovada contra a variante Zaire do ebola e que apresentou sinais de proteção cruzada em estudos com animais. A decisão caberá aos governos do Congo e de Uganda. Enquanto isso, a aliança internacional de vacinação Gavi informou que mantém 2 mil doses de vacinas contra ebola no Congo caso autoridades sanitárias decidam iniciar testes ou campanhas emergenciais. Nas últimas semanas, a OMS alertou para dificuldades de financiamento na resposta ao surto. Segundo Anne Ancia, representante da organização no Congo, a redução global de recursos para saúde afetou diretamente as operações no país. Ela citou, entre os fatores, a saída oficial dos Estados Unidos da OMS em janeiro e cortes em programas internacionais promovidos pelo governo do presidente Donald Trump. Dados do Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) mostram que apenas 34% dos US$ 1,4 bilhão solicitados para ações humanitárias no Congo neste ano foram recebidos até agora. Vacinas e testes em desenvolvimento Diante do avanço da doença, a farmacêutica Moderna anunciou nesta semana uma parceria com a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) para desenvolver uma vacina contra a variante Bundibugyo. A Cepi informou que poderá investir até US$ 50 milhões nas fases iniciais do projeto. Também nas últimas semanas, a BioFire Defense, subsidiária da francesa bioMérieux, anunciou a ampliação da produção de um teste capaz de detectar diferentes variantes do vírus ebola, incluindo a Bundibugyo. Apesar do aumento dos casos confirmados, a OMS informou nesta semana que o número de casos suspeitos monitorados na África Central caiu após centenas de notificações serem descartadas. Segundo a organização, muitos pacientes investigados acabaram diagnosticados com outras doenças ou apresentavam quadros de febre sem relação com o ebola.
Funcionário verifica a temperatura dos passageiros no Aeroporto de Bunia, no leste da República Democrática do Congo, em 3 de junho de 2026. GLODY MURHABAZI / AFP A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, agência de saúde pública da União Africana, lançaram nesta sexta-feira (5) um plano conjunto de 518 milhões de dólares (R$ 2,6 bilhões) para combater o surto de ebola na África central. A agência da ONU e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África anunciaram que o plano será implementado de junho a novembro, destaca a agência France Presse. O surto foi declarado em 15 de maio no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), mas acredita-se que a rara cepa Bundibugyo do vírus ebola estava se espalhando sem ser detectada há algum tempo. Segundo os dados mais recentes da OMS, há 381 casos confirmados na RDC, incluindo 64 mortes. Agora no g1 O surto atingiu três províncias do país, com o epicentro em Ituri, onde, segundo a agência de saúde africana, estão concentrados 90% dos casos confirmados e 76% das mortes. Do outro lado da fronteira nordeste, em Uganda, foram confirmados 16 casos, incluindo uma morte. “O plano concentra-se em áreas-chave: coordenação de emergência, vigilância, testes laboratoriais, prevenção e controle de infecções, assistência clínica e mobilização comunitária”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa. "É um plano prático. Ele descreve o que devemos fazer agora, juntos, para conter o surto atual e reduzir o risco de propagação", acrescentou. “É um plano com prazo definido, que abrange o período de junho a novembro deste ano”, explicou o funcionário, acrescentando que “tem um orçamento de 518 milhões de dólares”. O surto atual é maior do que os dois surtos anteriores de Bundibugyo, registados em 2007 e 2012, segundo a agência de saúde africana. Sem vacina aprovada para a cepa Bundibugyo, EUA retomam apoio à aliança de vacinação O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse na última terça-feira (2) que o país voltará a se envolver com a aliança global de vacinas Gavi, em meio ao surto de Ebola em vários países africanos, de acordo com a agência Reuters. A Gavi é uma organização que reúne atores públicos e privados com o objetivo de acelerar os esforços de vacinação em todo o mundo. Rubio declarou ao Comitê de Relações Exteriores do Senado que a decisão de voltar a participar da aliança foi tomada há algumas semanas, depois que o governo Trump retirou o financiamento da Gavi no ano passado. A OMS falou nas últimas semanas sobre as dificuldades financeiras na resposta ao surto de Ebola. Segundo a representante da organização no Congo, Anne Ancia, a redução global de recursos para saúde teve impacto direto nas operações da organização no país. Ela citou a saída oficial dos Estados Unidos da OMS em janeiro e os cortes em financiamento internacional promovidos pelo governo do presidente Donald Trump. Apesar disso, a representante afirmou que a cooperação técnica entre os EUA e a OMS continua funcionando. O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou ter recebido apenas 34% dos R$ 7,9 bilhões (US$ 1,4 bilhão) solicitados para ações humanitárias no Congo neste ano. Segundo o órgão, mais da metade dos recursos recebidos veio de Washington. Ainda não há vacina aprovada para a variante Bundibugyo do Ebola Ainda não existe vacina aprovada especificamente para a variante Bundibugyo, do vírus Ebola. Mas especialistas já avaliaram recentemente a possibilidade de usar a vacina Ervebo, da farmacêutica Merck, aprovada contra a cepa Zaire do Ebola e que apresentou sinais de proteção cruzada em estudos com animais. A decisão sobre eventual uso emergencial de vacinas cabe aos governos do Congo e de Uganda. A aliança internacional Gavi informou nas últimas semanas que já mantém 2 mil doses de vacinas contra Ebola no Congo caso os especialistas recomendem iniciar testes ou campanhas emergenciais. Especialistas afirmam que surtos causados pela variante Bundibugyo são incomuns e imprevisíveis, o que dificulta o desenvolvimento de vacinas específicas e protocolos rápidos de resposta. Além disso, pesquisadores alertam que a situação de segurança no leste do Congo — marcada por conflitos armados e dificuldades logísticas — pode dificultar tanto a contenção da doença quanto a realização de estudos clínicos. Empresa amplia produção de testes A BioFire Defense, ligada à empresa francesa bioMérieux, afirmou nas últimas semanas que está ampliando a produção de um teste aprovado pela agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) capaz de detectar diferentes variantes do Ebola, incluindo a Bundibugyo. Segundo a companhia, o teste — chamado BioFire Global Fever Special Pathogens Panel — consegue identificar múltiplas espécies do vírus. “A BioFire Defense está em contato ativo com autoridades de saúde pública e parceiros internacionais para monitorar a evolução do surto e avaliar possíveis necessidades de apoio”, afirmou um porta-voz da empresa. Moderna já anunciou parceria para desenvolver vacina contra cepa Bundibugyo Nesta segunda-feira (1°), a farmacêutica Moderna anunciou uma parceria com a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) para desenvolver uma vacina contra a cepa Bundibugyo do vírus ebola, responsável pelo surto em curso no leste da República Democrática do Congo (RDC). A Cepi é uma fundação internacional que financia projetos independentes de pesquisa de vacinas contra ameaças epidêmicas e pandêmicas. Ela destinará até US$ 50 milhões para financiar o desenvolvimento pré-clínico e os primeiros testes da candidata da Moderna. A organização também investirá em outras duas vacinas experimentais desenvolvidas por pesquisadores da Universidade de Oxford e da International AIDS Vaccine Initiative. A iniciativa ocorre enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda priorizar medicamentos e vacinas experimentais para prevenção e tratamento da doença. Segundo a OMS, o diagnóstico precoce e o acesso rápido aos cuidados de saúde aumentam as chances de recuperação. Nesta terça, a OMS informou que o número de casos suspeitos de ebola monitorados na África Central caiu nos últimos dias, após a exclusão de centenas de notificações que inicialmente eram investigadas como possíveis infecções. Em 31 de maio, a organização contabilizava 116 casos suspeitos na República Democrática do Congo (RDC), abaixo dos 906 registrados no fim da semana anterior. Segundo a OMS, a redução ocorreu porque muitos pacientes investigados tiveram outras doenças diagnosticadas ou apresentavam febre sem relação com o ebola.
La recuperación de ocho pacientes del virus en República Democrática del Congo y en Uganda es, según Tedros, “la prueba viviente de que puede detenerse”
The World Health Organization said on Wednesday that the world is "catching up" with the Ebola outbreak in Democratic Republic of Congo, where there have been 344 confirmed cases of the disease and 60 confirmed deaths, although challenges remain. "The outbreak had a big head start, and we're still behind, but under the leadership of the government of DRC, we're catching up," WHO Director-General Tedros Adhanom Ghebreyesus said during a press briefing. The outbreak, linked to the Bundibugyo strain of the virus, has spread to neighbouring Uganda where 15 cases have been confirmed, including one death, the agency said.
World Health Organization (W.H.O.) Director-General Tedros Adhanom Ghebreysus demanded on Wednesday that countries imposing travel restrictions on visitors to stop the spread of the Ebola outbreak in Democratic Republic of Congo (DRC) lift them, claiming they were harming containment efforts. The post Tedros Demands End to Ebola Travel Restrictions, Admits W.H.O. Months Late to Outbreak appeared first on Breitbart.
WHO-Chef Tedros Adhanom Ghebreyesus hat die von Ebola betroffene Region in der Demokratischen Republik Kongo besucht. Die Krankheit habe immer noch einen Vorsprung, sagt er – auch wegen der hohen Dunkelziffer.
The Ebola outbreak raging in central Africa had a “big head-start”, the World Health Organisation (WHO) chief acknowledged Wednesday, but insisted efforts to rein in the deadly virus were making progress. The outbreak, which was declared on May 15 in the northeastern Democratic Republic of Congo (DRC), has so far been confirmed to have infected 359 people, including 61 who have died. But the actual numbers could be far higher, with the virus believed to have been spreading under the radar for some time before it was detected. “The outbreak had a big head-start and we’re still behind,” WHO chief Tedros Adhanom Ghebreyesus told reporters at the UN health agency’s headquarters in Geneva, but insisted that “we’re catching up”. Tedros, who had just returned from a trip to DRC, where he travelled to the outbreak’s epicentre in Ituri province, said he had been “very encouraged by the level of commitment I saw everywhere I went”. But challenges remain, he said, warning that “the virus is ahead of us… we need to move faster”. It has been clear from the start that the difficulties would be daunting, with the outbreak concentrated in Ituri, where decades of armed conflicts have forced millions of people from their homes and into crowded camps. Ebola patient visited UAE The region’s insecurity, limited testing capacity, lagging contact tracing and mistrust among some of the population are among the challenges facing the response, Tedros said. On top of that, no vaccine or approved treatment exists for Bundibugyo, the rare strain of Ebola behind the current outbreak. Ebola, which is passed on through close contact and bodily fluids, has killed more than 15,000 people in Africa over the past 50 years. The current outbreak — the 17th to hit the DRC — has to date seen 344 confirmed Ebola cases across three of the country’s provinces, including 60 deaths, said the WHO. The UN health agency also tallied 116 suspected cases of the disease. Fifteen cases, including one death, have also been reported in neighbouring Uganda, including a Congolese resident who had arrived there after first travelling to the United Arab Emirates, Tedros said. “WHO is working with public health authorities in Uganda and the UAE to gather additional information, assess the risk of exposure during travel, and to facilitate contact tracing,” he said. Speed up contact tracing The agency has said the risk from the outbreak is “very high” at the national level, “high” at the regional level, and “low” at the global level. Tedros stressed on Wednesday that while the WHO recommends exit screening at airports, ports and border crossings in affected countries to prevent the spread of the virus, broader limits were unhelpful. “Blanket travel restrictions imposed by some countries are disrupting supply chains and hindering the response,” he warned. “We ask countries that have imposed blanket travel restrictions to lift them.” Reining in the outbreak would instead centre on significantly bolstering and speeding up the response on the ground, including by decentralising laboratory testing in Ebola hotspots, Tedros said. At present, only around 45 per cent of known contacts of Ebola cases have been followed up, the WHO chief said. “To get ahead of the outbreak, we need to get that number up to above 90pc.” Abdi Rahman Mahamud, the WHO’s emergency alert and response director, told reporters that so far, more than 1,400 tests had been conducted. But decentralisation across five priority locations – Mongbwalu, Beni, Aru, Nyakunde and Tchomia – should soon make it possible “to do 1,000 tests a day”.
World Health Organization chief Tedros Adhanom Ghebreyesus had recently visited the epicenter of the outbreak in the DR Congo. He said the "virus is ahead of us, we need to move faster."