La Feria del Libro mantiene su pulso en una jornada marcada por la misa del Papa
La preocupación e inquietud por el impacto que la visita de León XIV tendría en la gran cita literaria se apacigua: “Pinta a un domingo normal”, según la organización
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La preocupación e inquietud por el impacto que la visita de León XIV tendría en la gran cita literaria se apacigua: “Pinta a un domingo normal”, según la organización
The Ministry of Foreign Affairs says that the compulsory conciliation mechanism under the UN Convention on the Law of the Sea (Unclos) carries no binding legal force on disputed parties, though it can exert considerable political pressure and influence international perceptions in disputes such as the Thai-Cambodian maritime boundary issue.
The Ministry of Foreign Affairs says that the compulsory conciliation mechanism under the UN Convention on the Law of the Sea (Unclos) carries no binding legal force on disputed parties, though it can exert considerable political pressure and influence international perceptions in disputes such as the Thai-Cambodian maritime boundary issue.
Oficina de teatro em Roraima Divulgação Amantes do setor cultural terão acesso a 100 vagas de oficina em teatro pelo Programa de Formação Teatral Petrobras Cena Roraima. As inscrições são feitas de modo on-line, até o dia 12 de junho. A capacitação ocorrerá presencialmente de 17 a 19 de junho. Clique aqui para se inscrever 👩🎓👨🎓A iniciativa gratuita, promovida pelo Usina Cultura e pela Cia. Arteatro, será lançada no dia 16 de junho, às 19h, no Auditório do Instituto Federal de Roraima (IFRR), localizado na avenida Via das Flores, Pricumã, Boa Vista-RR. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A ação integra o projeto Usina Cultura Plano Anual 2026, realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, sob o slogan “Nosso teatro ganha novo impulso”. O programa nasce com a proposta de ampliar o acesso à qualificação profissional no estado. 🧏♀️🧏♂️A iniciativa oferece uma formação continuada gratuita voltada para atores, atrizes, produtores, gestores culturais, técnicos e demais agentes que atuam no fazer cultural roraimense. O evento de lançamento contará com audiodescrição e tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais). “O Espaço Usina Cultura e a Companhia. Arteatro sempre buscaram como legado conseguir um curso de formação aqui em Roraima, uma vez que nós já lutamos bastante para que fosse criado um curso acadêmico de teatro e artes cênicas, e ainda não aconteceu”, destaca Marcio Sergino, gestor do Usina Cultura. 📚🎭O Programa Formação Teatral Petrobras Cena Roraima oferecerá uma programação extensa de oficinas gratuitas com professores residentes e convidados de destaque nacional. As atividades irão abordar áreas como interpretação, preparação vocal, dramaturgia, direção de arte, fotografia nas artes cênicas, produção cultural, gestão e empreendedorismo cultural. Oficina de Empreendedorismo Cultural – A primeira oficina do Programa será ministrada pelo administrador e gestor cultural Romulo Avelar, de Belo Horizonte (MG), um dos principais nomes do país na área de produção e gestão cultural. Ele também participará do evento oficial de lançamento do Programa no IFRR. Serviço: Evento: Lançamento do Programa Formação Teatral Petrobras Cena Roraima; Data: 16 de junho de 2026; Horário: 19h; Local: Auditório do IFRR (Avenida Via das Flores, Pricumã, Boa Vista); Entrada: Gratuita; Público-alvo: Fazedores de cultura de Roraima (gestores, produtores, atores, atrizes, técnicos e demais interessados). Veja vídeos em alta no G1: Agora no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
El mercado laboral se nutre de mano de obra extranjera. La inmigración proporciona un claro impulso a la economía, pero también genera desafíos a los que hay que buscar soluciones
Moradores revivem tradição iniciada na Copa de 2014 e pintam rua no Acre Enquanto a Seleção Brasileira se prepara para estrear na Copa do Mundo no próximo sábado (13), moradores de diferentes bairros de Rio Branco correm contra o tempo para concluir pinturas, pendurar bandeiras, colorir as casas e transformar ruas inteiras em cenários verde e amarelo. Uma das mobilizações ocorre na Travessa João Edimar, no bairro João Eduardo II, onde vizinhos se reuniram para dar continuidade a uma tradição iniciada durante o Mundial de 2014. Conhecido como Rua do Fuxico, o local deve ter cerca de 450 metros completamente personalizados para acompanhar os jogos da seleção. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Neste ano, a decoração da rua com cores do Brasil reúne diariamente entre 60 e 80 pessoas. A movimentação começa durante o dia e, muitas vezes, segue até a madrugada. O esforço coletivo já consumiu cerca de 450 litros de tinta, o equivalente a 15 latas de 30 litros cada, utilizados na pintura da rua. Ao g1, um dos coordenadores da iniciativa, Guilherme Tavares, de 21 anos, contou que a ideia para a edição deste ano surgiu de forma espontânea, durante uma conversa entre os próprios moradores. “Foi em uma roda de conversa. A gente decidiu meter a cara e fazer acontecer. Tem tanta gente ajudando, as crianças brincando, a vizinhança reunida. Está sendo maravilhoso”, afirmou. Trabalho coletivo reúne moradores de diferentes idades na preparação da Rua do Fuxico, em Rio Branco, para os jogos da Seleção Brasileira Cedida O apelido da rua também nasceu da convivência entre a vizinhança. “É somente um apelido que a gente inventou. Aqui sempre tem aquela galerinha reunida conversando, as senhoras observando o movimento e todo mundo acompanhando o que acontece na rua”, brincou o jovem. LEIA MAIS: Com verde e amarelo, artesã do Acre transforma paixão pelo crochê em coleção para a Copa Ação em parceria com a Rede Amazônica vai transmitir jogos da Copa do Mundo em telão no Acre Programação do 18º Circuito Junino de Rio Branco inclui transmissão dos jogos do Brasil na Copa do Mundo De acordo com Guilherme, não é raro encontrar moradores trabalhando até por volta das 2h para acelerar a conclusão da decoração. “É muito trabalhoso. A maior dificuldade é cortar os rolos de TNT porque são muitos. Mas a gente já começou sabendo que não seria fácil. No final é gratificante ver tudo pronto e nossas crianças brincando”, disse. Homenagem a goleiro acreano Entre os desenhos espalhados pela Rua do Fuxico, um dos que mais chama a atenção é a pintura do goleiro acreano Weverton, convocado para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026. Guilherme conta ainda que a arte foi produzida por Reginildo, ex-morador da rua que continua participando das ações comunitárias mesmo após deixar o bairro. O artista trabalha praticamente à mão livre. “Ele nasceu e cresceu aqui. Mesmo morando em outro lugar, continua fazendo parte da nossa comunidade. Ele pega um cabo de vassoura com carvão na ponta e faz os desenhos sem usar régua ou molde”, contou. Para os moradores, a homenagem representa o orgulho de ver um acreano defendendo as cores do Brasil no principal torneio do futebol mundial. “A comunidade se sente representada. É um acreano na Seleção Brasileira e isso é motivo de orgulho para todos nós”, afirmou. Pintura do goleiro acreano Weverton é um dos destaques da decoração preparada por moradores da Rua do Fuxico, em Rio Branco Reprodução/Instagram A expectativa é de que toda a vizinhança participe da programação preparada para os dias de jogos. Além da transmissão das partidas, os moradores planejam momentos de confraternização para reunir a comunidade. Além disso, o que começou como uma decoração para acompanhar a Copa, com início em 2014, acabou se transformando em algo maior. Desde 2018, os moradores organizam também arraiais comunitários, bingos beneficentes, comemorações do Dia das Crianças e outras ações voltadas à comunidade. Nos períodos de enchente, a mobilização ganhou um caráter ainda mais solidário. Os moradores chegaram a atuar na distribuição de ajuda para centenas de famílias afetadas pelas alagações. Tradição se repete em outro bairro A movimentação não acontece apenas no João Eduardo II. Na Rua São Pedro, no bairro Pista, também na região da Sobral, moradores entraram no clima da Copa e começaram a decorar a via para acompanhar os jogos da Seleção Brasileira. Segundo a comunidade, a tradição é mantida há décadas e ganhou novo impulso a partir da Copa de 2014. Pinturas e bandeiras tomam conta da Rua São Pedro, em Rio Branco Rede Amazônica Atualmente, famílias inteiras participam da preparação, que inclui pinturas temáticas, bandeiras e mensagens de apoio ao Brasil. Entre os desenhos espalhados pela rua estão bandeiras brasileiras e frases que fazem referência ao sonho do hexacampeonato. O trabalho coletivo dos moradores das duas ruas gira em torno de um objetivo comum: torcer pela Seleção Brasileira. VÍDEOS: g1
PUTRAJAYA, June 6 — The government has made the provision of Recycling Facilities (FPS) at shopping malls ma...
Copa e Dia dos Namorados cria expectativa no comércio de Taubaté As vendas do comércio varejista no Vale do Paraíba e Litoral Norte devem crescer 4% em junho, impulsionadas pelo Dia dos Namorados. A expectativa é que o faturamento do setor supere o registrado no mesmo período do ano passado. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região (Sincovat), a data ganha um impulso extra em 2026 por coincidir com a véspera da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo (veja mais abaixo), o que deve aquecer ainda mais as vendas. Segundo a entidade, a data deve beneficiar principalmente os setores de vestuário, calçados, eletrodomésticos, eletrônicos, lojas de departamento e supermercados. Se a estimativa se confirmar, o faturamento do varejo regional deve chegar a R$ 6,4 bilhões, o maior para um mês de junho desde o início da série histórica do sindicato, em 2008. Comércio do Vale espera alta nas vendas para o Dia dos Namorados. Reprodução/TV Vanguarda Copa do Mundo Neste ano, o Dia dos Namorados terá um fator adicional para o comércio. A data será comemorada na véspera da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, o que pode influenciar o perfil dos presentes e aumentar a procura por produtos ligados ao torneio, como camisas da seleção e itens temáticos. Em Taubaté, comerciantes já percebem esse movimento. Lojas de artigos esportivos registram aumento na procura por camisas do Brasil, enquanto o setor de vestuário segue entre os mais procurados pelos consumidores que buscam presentes para a data. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
Armenia’s government has warned that citizens who travel from Russia to vote in the parliamentary elections “for bribes” will be sent to 25-day military training exercises.
Um candidato a emprego aguarda para conversar com um recrutador em uma feira de empregos em 28 de agosto de 2025, em Sunrise, Flórida AP/Marta Lavandier, Arquivo A economia dos Estados Unidos criou 172 mil vagas de trabalho em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Departamento do Trabalho americano. O resultado ficou acima da previsão de economistas consultados pela Reuters, que esperavam a criação de 85 mil vagas. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires e pelo “The Wall Street Journal” projetavam 80 mil novos postos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A taxa de desemprego ficou estável em 4,3% pelo terceiro mês consecutivo. O número de abril foi revisado para 179 mil vagas. As revisões dos dados de março e abril acrescentaram 93 mil empregos ao total informado anteriormente, segundo o Departamento do Trabalho. Com isso, a criação de vagas teve média de 188 mil por mês entre março e maio, o maior ritmo trimestral desde o início de 2024, segundo a agência de notícias Associated Press. O resultado marca o terceiro mês consecutivo de alta na criação de empregos nos Estados Unidos, depois de um período de oscilações no mercado de trabalho ao longo do último ano. “O emprego total no setor não agrícola aumentou em 172 mil em maio, e a taxa de desemprego ficou inalterada em 4,3%”, informou o escritório de Estatísticas Trabalhistas dos EUA. Segundo o órgão, os aumentos de emprego foram registrados principalmente em lazer e hotelaria, governo local e saúde. O setor de lazer e hotelaria abriu 70 mil vagas em maio, acima da média mensal de 14 mil registrada no último ano. Dentro desse grupo, restaurantes e bares responderam por 48 mil postos, segundo a Associated Press. Os governos locais criaram 55 mil vagas. O setor de saúde abriu 35 mil postos e continua entre os principais propulsores da criação de empregos no país. O setor financeiro, por outro lado, perdeu 22 mil vagas, com quedas em áreas como seguros e bancos comerciais. O transporte aéreo fechou 9 mil postos, após a companhia aérea de baixo custo Spirit reduzir gradualmente suas operações. Agora no g1 Contratação e demissão lenta Apesar da alta na criação de vagas, economistas citados pela Reuters avaliam que o mercado de trabalho americano segue em um equilíbrio de “contratação lenta e demissão lenta”. As empresas têm sido cautelosas para ampliar contratações, mas as demissões continuam em nível baixo. “A recessão nas contratações acabou. As empresas americanas estão contratando novamente”, disse Heather Long, economista-chefe da Navy Federal Credit Union, à Associated Press. “A recuperação do mercado de trabalho está acontecendo em quase todos os setores. Esta é uma notícia animadora para quem busca emprego e para a economia americana. O mercado de trabalho se estabilizou e está mostrando os primeiros sinais de uma recuperação genuína”, afirmou. Antes da divulgação dos dados, Diane Swonk, economista-chefe da consultoria KPMG, afirmou que trabalhadores, candidatos a emprego e empregadores estavam em um mercado de trabalho travado. “Quem tem emprego está se agarrando a ele, enquanto quem não tem fica em situação precária”, escreveu Swonk. Segundo a AP, muitos jovens têm encontrado dificuldades para ingressar no mercado de trabalho, e trabalhadores demitidos enfrentam obstáculos para voltar a trabalhar. Em abril, quase 28% dos desempregados estavam sem emprego havia mais de seis meses, maior percentual desde dezembro de 2021. Também em abril, o número de pessoas que pediram demissão caiu para o menor nível desde agosto de 2020, período marcado pela pandemia de Covid-19. Segundo a Reuters, até agora não há sinais de impacto relevante no emprego por causa da alta dos preços do petróleo e de outros produtos transportados pelo Estreito de Ormuz, em meio à guerra com o Irã. Economistas também afirmam que reembolsos de impostos e tarifas ajudaram os lucros das empresas e limitaram demissões em larga escala. Os lucros corporativos aumentaram US$ 40,4 bilhões no primeiro trimestre e vêm crescendo desde o segundo trimestre de 2025, segundo a Reuters. A Suprema Corte dos EUA anulou tarifas em fevereiro, e algumas empresas entraram com pedidos de reembolso. Os salários médios por hora subiram 0,3% em relação a abril e 3,4% na comparação com maio de 2025. O dado salarial pode influenciar a avaliação do Federal Reserve, o banco central americano, sobre a inflação e os juros. Segundo a Reuters, os mercados financeiros esperam que o Fed mantenha sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75% até 2027. O que os jovens buscam em um emprego? Crescimento pesa mais que salário, diz pesquisa A Associated Press afirma que os mercados financeiros recuaram após a divulgação do relatório, em meio à expectativa de que o Fed não veja necessidade de cortar os juros neste ano, diante do desempenho das contratações. Economistas também apontam que os Estados Unidos precisam criar menos vagas do que antes para manter a taxa de desemprego estável. A Reuters cita estimativas de que a economia precisa gerar entre zero e 50 mil empregos por mês para acompanhar o crescimento da população em idade ativa. A redução da imigração e o aumento das aposentadorias da geração baby boomer diminuíram o número de pessoas competindo por vagas, segundo a AP. Alguns analistas também avaliam o impacto da inteligência artificial sobre as contratações. Gregory Daco e Lydia Boussour, da consultoria EY-Parthenon, escreveram que a adoção da tecnologia tem sido “mais gradual e custosa do que muitos previam”. Segundo eles, a inteligência artificial reduziu contratações, mas não provocou “demissões em massa”. *Com informações das agências Reuters, Associated Press e France Presse. As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores
Cherish Bean, 15, and her 17-year-old boyfriend Ethan Slater died on a visit to Little Eden Holiday Park near Bridlington, East Yorkshire in February.
Thailand said on Friday it will join a UN arbitration process chosen by Cambodia to resolve a festering maritime boundary dispute, but put on hold for now other two-way efforts to settle their contested borders. This week Cambodia launched a compulsory conciliation process under the United Nations Convention on the Law of the Sea (Unclos), after Bangkok decided last month to unilaterally end a 2001 framework pact for talks on a disputed maritime belt. For more than 25 years, both have claimed...
Como os países europeus lidam com menores infratores Adobe Stock Crianças e adolescentes que ainda deveriam estar na escola, com idades em torno de 13 ou 14 anos, estão sendo aliciados por redes criminosas na Suécia para praticar crimes, incluindo assassinatos. O crime organizado explora uma fragilidade do sistema sueco. De acordo com a lei, menores de 15 anos não podem ser responsabilizados criminalmente. Eles não podem ser julgados como criminosos, mas ficam sob a jurisdição dos serviços sociais e da assistência à juventude. Isso faz parte da estratégia dos aliciadores, que muitas vezes permanecem invisíveis. Em resposta ao aumento da criminalidade, a Suécia vem adotando uma postura significativamente mais rigorosa. Recentemente, o Parlamento decidiu que jovens de 15 a 17 anos podem ser condenados a penas de prisão regulares em centros de detenção juvenil adaptados a crimes graves. Além disso, o governo planeja reduzir maioridade penal para 13 anos, em caráter experimental, para delitos particularmente graves. Isso incluiria crimes como homicídio, atentados a bomba de grande porte ou outros crimes com penas mínimas muito elevadas. O Parlamento decidirá sobre essa reforma em meados de junho. A proposta de mudança prevê uma reavaliação após cinco anos. Agora no g1 Exemplo fracassado da Dinamarca O debate sobre a redução da maioridade penal não se limita à Suécia. Em 2010, sob um governo conservador, a Dinamarca reduziu esse limite de 15 para 14 anos. Dois anos depois, a reforma foi revertida. Avaliações científicas subsequentes concluíram que a redução não teve efeito dissuasor. Pelo contrário, os jovens afetados reincidiram com mais frequência e apresentaram pior desempenho acadêmico. Portanto, muitos especialistas agora consideram a Dinamarca um exemplo a ser evitado. Criminalizar crianças em idades tão baixas não resolve automaticamente o problema da violência juvenil. No pior cenário, o contato com o sistema penal pode até mesmo vincular ainda mais os jovens a um ambiente criminoso. Maioridade penal de 12 anos Em comparação com os demais países da União Europeia (UE), a Holanda e a Irlanda têm as idades de responsabilização penal mais baixas. Na Holanda, crianças a partir dos 12 anos podem ser processadas. Na Irlanda também se aplica, em regra, um limite de 12 anos; porém, em casos de crimes gravíssimos, como homicídio, homicídio qualificado, estupro ou crimes sexuais graves, crianças de 10 e 11 anos também podem ser responsabilizadas. Este limite baixo não significa automaticamente penas de prisão severas como as impostas pela legislação penal para adultos. Na Holanda, o período máximo de detenção para jovens de 12 a 15 anos é de um ano. Para jovens de 16 e 17 anos, o período máximo para crimes graves – com exceções específicas – é de dois anos. Além disso, a educação escolar, o apoio e as medidas educativas continuam sendo prioridade na detenção juvenil. Prioridade para proteção e educação Na Alemanha ou na Espanha, uma criança que comete um crime grave aos 12 anos não é criminalmente responsável. No entanto, isso não significa que o Estado não possa fazer nada. Os serviços de apoio aos jovens, os tribunais ou medidas de proteção podem intervir. O internamento em instituições de detenção é possível sob certas condições, mas não como punição no sentido jurídico. A criança não é tratada como criminosa, mas como um menor de idade em situação de risco. Essa abordagem é particularmente evidente na legislação espanhola. Crianças menores de 14 anos não estão sujeitas ao direito penal juvenil, mas sim às leis de proteção à infância e juventude. Cada vez mais jovens detidos na Itália A Itália, por sua vez, adotou uma abordagem mais voltada para o ambiente das crianças. Com o chamado Decreto Caivano sobre a detenção de menores – que leva o nome da cidade onde menores de idade cometeram atos graves de violência sexual que chocaram o país –, a Itália aumentou a pressão sobre os pais quando são violadas as obrigações de supervisão e de frequência escolar. Em casos de negligência grave da educação obrigatória, os pais também enfrentam acusações criminais. No entanto, a Itália não é simplesmente a antítese da abordagem sueca. O decreto endureceu a punição para menores infratores em geral. Os críticos apontam que, desde a sua implementação, o número de jovens em centros de detenção juvenil aumentou significativamente. Áustria exerce pressão sobre o ambiente Para muitos Estados-membros da União Europeia (UE), a idade de 14 anos continua a ser o ponto de referência fundamental. NaÁustria , crianças com menos de 14 anos não são criminalmente responsáveis. No entanto, as infrações podem ter consequências, que podem incluir conversas com a polícia e os pais, advertências, envolvimento dos serviços de apoio à juventude ou medidas socioeducativas. Os limites baixos de maioridade penal europeu não significam uma equiparação automática com o direito penal para adultos. Na maioria dos casos, o protagonismo fica com tribunais, instituições especializadas, medidas socioeducativas e programas de proteção. O que diz a ciência? A decisão de muitos países europeus de não equiparar a pena de menores infratores a de adultos está alinhada com as descobertas da psicologia do desenvolvimento. Crianças e pré-adolescentes reagem mais fortemente a recompensas imediatas, pressão dos pares e reconhecimento emocional. Habilidades como controle de impulsos, avaliação das consequências a longo prazo e planejamento desenvolvem-se com o passar dos anos. Por isso, os métodos tradicionais de dissuasão funcionam apenas de forma limitada com jovens de 13 anos. A perspectiva de uma pena de prisão no futuro compete com uma recompensa imediata: dinheiro, reconhecimento, pertencimento, a sensação de finalmente ter um papel a desempenhar. Ou, ao contrário, com o medo da gangue. Justamente por isso, especialistas alertam contra a ideia de combater a criminalidade juvenil apenas com a redução da idade penal e o endurecimento das penas. Estratégias de evasão das gangues Soma-se a isso um problema prático: organizações criminosas aprendem rápido. Se a Suécia reduzir a idade de responsabilização penal para 13 anos em crimes graves, gangues podem tentar recrutar crianças ainda mais novas. Nesse caso, o problema não seria resolvido; crianças mais jovens passariam a entrar na mira das gangues. Por isso, a questão não é apenas a partir de que idade uma criança pode ser punida. O ponto decisivo é saber se o Estado consegue alcançar os adultos que dão as ordens. Especialistas são céticos quanto à possibilidade de os planos do governo alcançarem o efeito desejado. A comissão jurídica do Parlamento sueco, a Ordem dos Advogados e várias organizações de ajuda humanitária fizeram duras críticas ao projeto. Caso ele seja aprovado pelo Parlamento, jovens de 13 anos poderão ser condenados a penas de prisão já no segundo semestre deste ano.
Cambodia had launched compulsory conciliation under UNCLOS after Thailand unilaterally ended a 2001 agreement that provided a framework for talks on a disputed maritime area.
Cambodia has appointed two prominent international legal experts to serve on a compulsory conciliation commission under the United Nations Convention on the Law of the Sea as part of efforts to address its maritime dispute with Thailand. According to Cambodian Foreign Ministry spokesman Chan Ratana, Cambodia has given Thailand 21 days to nominate its representatives […] The post Cambodia Appoints Two International Law Experts to UNCLOS Conciliation Panel appeared first on Khaosod English.
Los objetivos sostenibles logrados por L’Oréal Groupe son la base para impulsar su alcance en 2030. Entre ellos, el 100% de energía renovable, reciclar o reutilizar toda el agua industrial y ayudar a miles de personas a encontrar empleo
El portavoz de ERC en el Congreso, que lanzó públicamente la propuesta a la expresidenta valenciana durante su charla con Montero, mantiene el pulso con la dirección de su partido
Furto de armas do Arsenal de Guerra do Exército aconteceu à luz do dia O Superior Tribunal Militar (STM) manteve a condenação de dois civis denunciados por envolvimento no desvio de 22 armas do Arsenal de Guerra do Exército de São Paulo (AGSP), em Barueri (SP). As defesas de Altoniel Salvador Almeida e Cláudio Aldo Ferreira tentavam converter, no recurso, a condenação a 18 anos de prisão cada um por comércio ilegal de arma de fogo de uso restrito. O crime, segundo a investigação, aconteceu em setembro de 2023, e foi executado por militares que se aproveitaram da ausência de expediente no feriado da Independência para arrombar o depósito e retirar o armamento - 21 metralhadoras calibres .50 e 7,62, e um fuzil - em uma caminhonete oficial da administração militar. A Justiça aceitou os argumentos do Ministério Público Militar de que Cláudio Aldo Ferreira, identificado pelo apelido de “Véio”, participou ativamente da conferência e da embalagem das armas no dia seguinte ao furto, com o objetivo de enviá-las a facções criminosas. A participação dele foi confirmada por um laudo de perícia fonética que atestou ser dele a voz gravada em vídeos onde o armamento era exibido e chamado de “bagulho de guerra”. Além disso, a quebra de sigilo bancário revelou transações financeiras suspeitas entre Cláudio e familiares de outros envolvidos no esquema em datas próximas ao desvio do material bélico. Em relação a Altoniel Salvador Almeida, conhecido como “Atani”, o Ministério Público Militar afirmou que ele atuou como intermediário na venda de quatro metralhadoras calibre .50 pertencentes ao Exército. Ele teria sido procurado por um comparsa que buscava quitar uma dívida antiga e forneceu o contato de um comprador clandestino localizado em Paranhos, no Mato Grosso do Sul. Pela negociação, Altoniel recebeu o pagamento de R$ 10 mil, de acordo com o MPM. Durante o julgamento, o Ministério Público Militar sustentou que as condutas de ambos configuram o crime de comércio ilegal de arma de fogo de uso proibido ou restrito e que a gravidade dos fatos é acentuada pelo tipo de armas comercializadas. Em julgamento na quarta-feira (3), o STM negou a apelação criminal dos réus por unanimidade e manteve a condenação dos dois. Tanto Antoniel Almeida quanto Cláudio Ferreira negam a participação no desvio e pediram a anulação do processo por falta de provas. Até o momento, as defesas não foram encontradas para comentar a decisão do STM. Esquema do furto de armas do exército Gabriel Andrade/Bruno Balota Outras condenações Em outra ação penal, o Superior Tribunal Militar condenou quatro militares e outros cinco civis pelo furto e comercialização de armamentos do Arsenal de Guerra de São Paulo, em Barueri. Dois ex-cabos do Exército, que atuavam como motorista do diretor do AGSP e auxiliar da Seção de Transporte, foram sentenciados a 17 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, pelo crime de peculato-furto. O então chefe da Seção de Inteligência, um tenente, recebeu pena de 9 meses de detenção, 3 meses por inobservância de regulamento militar e 6 meses por peculato culposo, ao emitir ordem para que veículos não fossem revistados na entrada e saída do quartel, o que facilitou o furto. O tenente-coronel que dirigia o AGSP foi punido com seis meses de suspensão do exercício do posto por negligência. Segundo a acusação, ele descumpriu normas do Exército ao não exercer comando efetivo sobre a unidade. Quatro civis também foram condenados por participação no esquema de comercialização das armas com facções criminosas. Um deles recebeu pena de 14 anos e 4 meses de prisão; os outros quatro, 18 anos de reclusão, todos em regime fechado. Eles foram enquadrados no crime de comércio ilegal de arma de fogo. O furto Segundo o Ministério Público Militar, o crime ocorreu durante o feriado da Independência, quando não havia expediente no AGSP. Os dois cabos arrombaram os cadeados e o lacre do depósito da Seção de Recebimento e Expedição de Material, desativaram o alarme e colocaram o armamento na caçamba de uma caminhonete, coberta com lona. Eles deixaram o quartel sem revista veicular, conforme determinação do tenente responsável pela inteligência. As armas foram então repassadas a civis que negociaram com organizações criminosas de São Paulo e Rio de Janeiro. Relembre o que se sabe sobre o furto: 1. Armas desviadas: Segundo o processo, o número exato de armas furtadas foi de 22, e não de 21, como havia sido divulgado de forma preliminar pelo Exército. São elas: 13 metralhadoras .50 M2 HB Browning; 8 metralhadoras 7,62 M971 MAG; e fuzil 7,62 M964. O Exército diz que o fuzil é considerado um simulacro, porque que estava sem mecanismo de disparo. Das 22 armas desviadas, duas metralhadoras (calibre .50 HB Browning) ainda não foram encontradas. Outras 20 armas foram recuperadas em ações das polícias civis de São Paulo e do Rio: Oito foram apreendidas no dia 19 de outubro do ano passado, na Comunidade da Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio: 4 metralhadoras .50 e 4 metralhadoras 7,62 MAG. Três foram apreendidas no dia 01 de novembro do ano passado na Praia da Reserva, Zona Oeste do Rio: 2 metralhadoras .50 e 1 fuzil calibre 7,62. Nove foram apreendidas em São Roque, interior de São Paulo: 4 metralhadoras 7,62 MAG e 5 metralhadoras calibre .50 2. Dinâmica do furto Em fevereiro de 2024, o g1 e a globonews já tinham mostrado que durante cinco meses de investigação, o Exército confirmou que o furto ocorreu em 7 de setembro de 2023, feriado da Independência e data em que as tropas estão dedicadas a desfiles pelo país. O crime só foi trazido a público no dia 10 de outubro. O inquérito militar apontou que dois cabos arrombaram o depósito onde estavam as 22 armas entre 14h30 e 15h. A dinâmica foi traçada por meio da análise de câmeras de segurança e uso de sistema de rastreamento. As metralhadoras estavam no depósito da reserva de armamento da seção de recebimento e expedição de material do Arsenal de Guerra de São Paulo. Para terem acesso às armas, os cabos arrombaram o cadeado e o lacre que preservavam o local e desarmaram o alarme que o protegia por meio do desligamento dos disjuntores do pavilhão onde ficava o depósito. Um dos cabos, Vagner da Silva Tandu, motorista do então diretor do arsenal, estacionou a caminhonete tipo picape do comandante próxima ao local e, com a ajuda do outro cabo - Felipe Ferreira Barbosa -, colocaram as armas na caçamba, escondendo o arsenal com a capa da parte traseira do veículo. Após colocarem as armas no veículo, a investigação apontou que o cabo Tandu assumiu a direção da caminhonete e deixou o depósito da reserva de armamento. Já o cabo Felipe Barbosa ficou no local, inseriu novos cadeados e lacre. Ainda de acordo com o inquérito, a saída do veículo ocorreu sem nenhuma intercorrência porque o primeiro-tenente Cristiano Ferreira deu ordens para que a viatura do diretor nunca fosse revistada na guarda do quartel, o que contraria os regulamentos internos do Exército. Assim, os cabos aproveitaram a brecha na revista e conseguiram que o veículo carregado com as armas furtadas saísse do local com facilidade, sem fiscalização. A investigação, no entanto, não comprovou a ligação direta do primeiro-tenente no furto, assim como do tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista, então diretor da unidade. 3. Negociação com crime organizado O inquérito aponta que as armas foram oferecidas à facção criminosa carioca Comando Vermelho (CV), mas não houve aliciamento dos criminosos. Os cabos, de acordo com a investigação, furtaram as metralhadoras e depois as ofereceram para os traficantes com a ajuda de receptadores, e que lucrariam com a venda. Uma novidade que aparece no processo é que, após deixarem a unidade militar na tarde do dia 7 de setembro, os cabos se dirigiram a cidade de Jandira, na região metropolitana, em local "ainda não identificado". Lá, o cabo Felipe Ferreira Barbosa desembarcou 12 das 21 metralhadoras, além de um fuzil. Já o cabo Vagner da Silva Tandu seguiu na caminhonete do então diretor do Arsenal de Guerra em direção à oficina de um dos denunciados por receptação - identificado como Silvio Simões Silva, na cidade de Itapevi. Na oficina, as armas foram então apresentadas para Jonathan dos Santos, primo do cabo Tandu, que recebeu as nove armas restantes. O armamento, consta no processo judicial, foi conferido e depois desmontado por Jonathan. As peças ficaram separadas no chão da oficina. Na sequência, o cabo Tandu foi embora e, de acordo com um depoimento citado na ação, disse que precisava voltar para o quartel para concluir o turno. Jonathan foi embora na sequência. Já Silvio Simões, ainda de acordo com a investigação, entregou as armas para André Fernandes de Oliveira e Jessé Fidelix (conhecido como "Capixaba) pouco antes do anoitecer. Capixaba afirmou que pagaria R$ 120 mil por cada metralhadora calibre .50 e R$ 50 mil para cada metralhadora calibre 7,62 MAG. 4. Reclamações por falta de peças e entrega em duas remessas Na madrugada do dia seguinte, 8 de setembro, após verificar que as armas estavam sem algumas peças e apresentavam problemas, um dos traficantes - André Fernandes de Oliveira - entrou em contato com Silvio Simões, que repassou a reclamação ao cabo Vagner da Silva Tandu. Em 11 de setembro, cabo Tandu retornou à oficina em Itapevi e entregou as outras 12 metralhadoras e o fuzil, que antes estavam em posse do cabo Felipe Ferreira Barbosa. As armas da segunda remessa serviriam para completar as outras metralhadoras. Dessas 13 armas, três metralhadoras e o fuzil foram repassados para os traficantes. As outras nove continuaram na oficina. 5. Destino das armas Parte das armas ficou no estado de São Paulo, e o restante enviado para o Rio de Janeiro. Nove delas, sendo cinco metralhadoras calibre .50 e quatro metralhadoras calibre 7,62 MAG, foram guardadas em um primeiro momento na oficina de Silvio Simões, em Itapevi, no interior paulista. O plano era enviar o armamento para o Paraguai e vendê-las. Até o transporte para o país vizinho, outro investigado - William Cunha, apontado como comparsa de Silvio Simões - ofereceu um sítio em São Roque para guardar as armas. A investigação aponta que William teria garantido que o local era alugado por uma pessoa de muita confiança, a quem "considerava como um pai", e que era mais seguro. Em 20 de outubro, no entanto, o armamento foi recuperado pela Polícia Civil de São Paulo. Uma denúncia anônima indicou à Polícia Civil de São Paulo que William Cunha chegou a falar sobre as armas para convidados durante um churrasco, uma semana depois, no dia 28 de outubro e disse onde estariam as peças, possivelmente as que foram levadas para o Rio. Ao todo, 13 armas foram levadas para o Rio de Janeiro: 11 delas foram recuperadas em duas ocasiões (19 de outubro e 01 de novembro). Duas ainda não foram localizadas. A Justiça Militar, até o momento, entendeu que as informações passadas em depoimentos confirmam outros elementos apurados pelo IPM, como destino das metralhadoras, número de armas, locais e datas. 6. Participação direta e indireta Em fevereiro de 2024, o Exército concluiu a investigação sobre o furto das armas do Arsenal de Guerra do Exército e indicou a participação de pelo menos oito pessoas no desvio de metralhadoras e fuzis em setembro do ano passado. A denúncia aceita pela Justiça Militar divide os militares pela participação direta no furto ou indireta, por inação ou negligência, entre eles o tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista, então diretor da unidade, além de um primeiro-tenente e dois cabos: Participação direta: Vagner da Silva Tandu, cabo do Exército Brasileiro (preso), réu por peculato e furto, em concurso com o cabo Felipe Ferreira Barbosa. Felipe Ferreira Barbosa, cabo do Exército Brasileiro (preso), réu por peculato e furto, em concurso com o cabo Vagner da Silva Tandu. Os dois cabos, de acordo com o Comando Militar do Sudeste, não são mais militares e deram baixa das fileiras do Exército no dia 1º de março de 2024. Eles estão presos preventivamente pela Justiça Militar. Participação indireta: Rivelino Barata de Sousa Batista, tenente-coronel e então diretor do Arsenal de Guerra do Exército de Barueri: réu por inobservância de lei, regulamento ou instrução, cometida por negligência. O inquérito apontou que o então comandante do quartel não teve participação direta no furto, mas responde por ter sido negligente ao não impedir o crime. Rivelino Barata foi exonerado do posto de diretor do Arsenal da Guerra após a confirmação do desvio das armas, mas foi mantido no Exército. Cristiano Ferreira, primeiro-tenente do Exército: réu por inobservância de lei, regulamento ou instrução, cometida por tolerância, e por peculato culposo. Tanto o tenente-coronel quanto o primeiro-tenente continuam na ativa, exercendo atividades no Exército, mesmo respondendo pelos crimes na Justiça Militar. O Comando Militar do Sudeste afirma que após o furto "houve uma rigorosa revisão dos procedimentos e condutas de segurança em relação a áreas de custódia de armamentos e controles de acessos, visando a mitigar ocorrências envolvendo este tipo de material", e que está comprometido em apurar o caso, "apoiando a Justiça Militar naquilo que for necessário, bem como em recuperar a totalidade do armamento furtado". 7. Crimes e penas Os investigados que atuaram diretamente no desvio poderão responder por furto, peculato e receptação, entre outros crimes, segundo o Exército. Alguns possuem qualificadoras, o que aumenta a pena. É o caso do furto. Segundo o Código Penal Militar, o furto simples pode resultar na prisão de um a seis anos. Mas se for praticado a noite, a pena muda de dois a oito anos. Outra qualificadora prevista ocorre no caso de furto de bem pertencente à Fazenda Nacional, que aumenta a reclusão para até seis anos. Se o furto for praticado com destruição ou rompimento de lacre, por exemplo, com abuso de confiança ou mediante fraude, com emprego de chave falsa e/ou com a participação de duas ou mais pessoas, a pena varia de três a dez anos de prisão. No caso do peculato (que é apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse ou detenção, em razão do cargo ou comissão, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio), a prisão varia de três a 15 anos de prisão. Mas a dosimetria pode aumentar em um terço se o objeto desviado tiver valor superior a 20 vezes o salário mínimo. Se o funcionário ou o militar contribui culposamente para que outra pessoa subtraia ou desvie o dinheiro, valor ou bem, ou dele se aproprie, a detenção definida pode variar de três meses a um ano. Já para o crime de receptação, a pena prevista é de um a cinco anos. No caso do desaparecimento, consunção ou extravio (fazer desaparecer, consumir ou extraviar combustível, armamento, munição, peças de equipamento de navio ou de aeronave, ou de engenho de guerra motomecanizado), a condenação pode várias de um a três anos. 8. Expulsão após condenação Mesmo condenados, nem todos os militares são expulsos automaticamente do Exército. Os processos precisam ter tramitado até o trânsito em julgado, ou seja, sem mais possibilidade de recursos. No caso dos militares com posto de soldado até sub-tenente, para que ocorra a expulsão é necessária a condenação com pena superior a dois anos. Para oficiais, de tenente a general, a pena mínima é a mesma, mas a expulsão deverá ser analisada pelo Conselho de Justificação e passar por julgamento do Superior Tribunal Militar (STM), após ação de Incompatibilidade para com o Oficialato, impetrada pelo Ministério Público Militar.
Operação prende delegado e agentes da Polícia Civil em João Pessoa Dois investigadores da Polícia Civil da Paraíba, presos por participar de uma organização criminosa que desviava drogas da corporação após operações, e revendia ilegalmente, tentaram, dentro desse esquema, ficar com parte do dinheiro de uma venda de drogas que seria destinado ao delegado Braz Morroni, também preso após autorização da Justiça da Paraíba. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp O relato do acontecido está descrito na decisão da Justiça que autorizou as prisões e os mandados de busca e apreensão na Operação Perfidus. Ao todo, foram nove presos na terça-feira (2), entre integrantes da polícia e de uma facção criminosa. O g1 teve acesso a este material. No documento, é descrito que um dos agentes presos, Everton Aires, em 8 de dezembro de 2025, "reclamou de cobranças de drogas feitas pelo delegado" e ainda "planejou omitir do chefe uma venda de R$ 18 mil". O outro agente é Eduardo Jorge Ferreira, conhecido como "Mão Branca". O chefe, no caso, era considerado o próprio Braz Morroni, segundo o documento da Justiça, por conta do cargo maior que ele tinha dentro da corporação em relação aos agentes. O documento afirma ainda que essa trâmite aconteceu com objetivo de "reter a cota do delegado e reinvestir no tráfico". No entanto, 22 dias depois do recebimento do dinheiro oriundo da venda ilegal das drogas desviadas, a Justiça afirma que "Braz Morroni compareceu pessoalmente à delegacia para arrecadar sua cota em dinheiro". Transferências financeiras feitas por Everton Aires, um dos integrantes dessa organização criminosa, para contas ligadas ao delegado, além de conversas interceptadas que indicariam a reserva de uma parcela dos lucros para Braz em operações de tráfico e comércio ilícito de drogas. A investigação sustenta que Braz Morroni recebia repasses de dinheiro provenientes das negociações realizadas pelos dois investigadores, cobrava rapidez na recuperação de valores referentes a drogas vendidas a prazo e utilizava sua posição hierárquica para oferecer proteção institucional ao grupo. O que dizem as defesas Em contato com o g1, a defesa do delegado Braz Morroni disse que a decisão da Justiça citada que fala sobre a suposta ida do investigado para a delegacia recolher uma cota da venda de drogas, "se baseou integralmente nos relatórios policiais" e que, estes, "se utilizam de conversas indiretas, entre os agentes de policia e outros invstigados" e que "não há uma única conversa do delegado com qualquer dos envolvidos em todos os relatórios policiais". O advogado disse também que "isso revela que a Polícia Civil errou ao não fazer a devida individualização das condutas entre o delegado e os demais investigados". Ele afirmou também que o delegado "está sendo preso e injustamente acusado antes mesmo de ser ouvido, exercer o contraditório ou de que a investigação esteja encerrada". A defesa também disse que "repudia todas as presunções que se baseiam exclusivamente em conversas de terceiros" e que "não há uma única conversa que mostre o seu envolvimento em qualquer prática ilícita, e ao longo da investigação todos os fatos restarão devidamente esclarecidos e a inocência do delegado com efetivo serviço prestado no combate ao crime será evidenciada". Procurada, a defesa dos agentes da polícia disse que os "investigados negam categoricamente a prática dos fatos que lhes são atribuídos e confiam que, ao final da apuração, a verdade será devidamente esclarecida". Além disso, a defesa também afirma que "as prisões decretadas possuem natureza temporária, instituto jurídico voltado exclusivamente a subsidiar o andamento das investigações, não representando qualquer juízo de culpa". Delegado está preso, mas tenta prisão domiciliar A defesa do delegado Braz Morroni solicitou à Justiça da Paraíba, durante audiência de custódia, a conversão da prisão dele, em caráter temporário, para prisão domiciliar humanitária, alegando que ele foi diagnosticado com câncer de prostáta. O pedido, conforme documento que o g1 teve acesso, era baseado em documentos de saúde de 2023 e 2024, com informações de que ele foi diagnosticado com câncer de próstata e submetido a uma cirurgia naquele período. A juíza destacou que não foi anexado nenhum laudo ou relatório médico atualizado de 2026 que demonstrasse o reaparecimento da doença, complicações em curso ou um quadro atual de extrema debilidade física. A magistrada da audiência de custódia, Michelini de Oliveira Dantas, da 1ª Vara Regional de Garantias de João Pessoa, também ressaltou que o exame traumatológico realizado no dia da audiência atestou a integridade física do custodiado e não registrou qualquer lesão ou queixa de debilidade que viesse a justificar a conversão em domiciliar. Braz Morroni foi mantido preso em caráter temporário, por 30 dias, e encaminhado para o Presídio Especial do Valentina, na capital do estado. Um outro argumento utilizado pela juíza da audiência para indeferir a conversão da prisão foi de que, com exceção de casos urgentes e específicos, não é possível analisar pedido de prisão domiciliar humanitária pela audiência de custódia e, sim, no âmbito do processo que autorizou a prisão inicial. No caso, quem deve avaliar o mérito do pedido é a 2ª Vara de Garantias de João Pessoa. Ao g1, a defesa do delegado disse que o mérito vai ser avaliado pela juíza Conceição Marsicano, titular da Vara, que emitiu os mandados de prisão temporários para o delegado e os outros alvos da operação. Ele afirmou também que, inicialmente, a juíza pediu vistas do processo para que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) emita um parecer sobre a concessão da prisão domiciliar ao delegado. Somente após este parecer ela deve definir o mérito do pedido. LEIA TAMBÉM: Investigação que levou à prisão de delegado na PB começou após denúncia de traficante, diz polícia Quem é quem em esquema que levou à prisão de delegado na PB Delegado preso em operação será afastado e pode ser expulso da Polícia Civil Operação Perfídus Operação Perfídia foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2) Divulgação/Polícia Civil A operação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados. Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado". De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes. O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa. Outros presos da operação: João Wicttor Alves de Lima; Brendo Roberth Fernandes Sobral; Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha"); José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira"); Vanessa Dantas Fernandes; Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau"). As defesas dos suspeitos não foram localizadas. Quem é o delegado Braz Morroni Delegado Braz Morrone está entre os presos da operação Reprodução/TV Cabo Branco O delegado Braz Morroni atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Com mais de 20 anos de carreira, o delegado já passou por outras delegacias, como a de Repressão a Entorpecentes. Segundo as investigações, a organização criminosa contaria com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. O nome da operação, Perfídia, significa "traição" ou "deslealdade" e faz referência à conduta atribuída aos investigados. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
Áudio registra servidoras incentivando violência contra alunos em escola em Turiúba Um gravador escondido na mochila de uma aluna, de quatro anos, revelou as conversas entre as servidoras de uma creche municipal, em Turiúba (SP), em que supostamente incentivam a violência entre os alunos e fazem referências a agressões físicas. A TV TEM teve acesso aos áudios. As funcionárias foram afastadas. Eles foram denunciadas à Polícia Civil por tratarem crianças diagnosticadas com necessidades especiais de forma violenta. O material foi gravado após a mãe notar uma mudança de comportamento da menina, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno Opositor Desafiador (TOD). A filha se tornou agressiva e se recusava a frequentar a escola, conforme a mãe. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp “Ela se tornou uma criança agressiva, fui chamada pela própria escola duas vezes em uma semana para relatar. Até questionei a elas porque isso estava acontecendo sendo que ela não era agressiva em outros ambientes, só estava sendo aqui. Saber que eu ‘obriguei’ a minha filha a estar em um ambiente como esse me deixa muito mal”, lamenta a mãe. Funcionárias de creche são afastadas após áudios revelarem incentivo à violência A equipe da TV TEM teve acesso a 18 arquivos de áudio. Ouça acima. Em um dos trechos, uma mulher conversa com uma criança e faz referência a arrancar o braço de outro aluno usando uma tesoura. "Está batendo em você? Se ele bater em você conta para a tia, que eu 'ó', vou pegar essa tesoura aqui, e vou arrancar o braço dele", diz um trecho do áudio. Em outro áudio, uma servidora orienta crianças a revidar agressões praticadas por um colega diagnosticado com TEA. Também há registros em que funcionárias comentam sobre a necessidade de "dar um pau" em uma criança e outro em que uma servidora afirma que os alunos com autismo são "doentes". “Não vai ter outro jeito de lidar, não. Porque eles (inaudível) em casa, eles são doentes, especiais... se ouvirem eu falando isso, eu sou processada”, diz a servidora no áudio. Outro trecho revela orientação para que uma criança aperte o pulso de um colega e fale "com ódio", usando tom ameaçador. “Deixa eu te ensinar um negócio assim bem prático. E é bem pedagógico isso. Você ‘cata’ ele, você ‘cata’ e olha com ódio para ele, fala assim ‘comigo não, se você fizer, você vai levar’”, orienta a servidora. Initial plugin text Investigação Após a denúncia, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Outras mães procuraram a Polícia Civil para relatar situações semelhantes. Uma delas afirmou que retirou o filho da instituição de ensino após a criança voltar para casa com um hematoma. Segundo apurado pela TV TEM, 19 pessoas já foram ouvidas, sendo 14 mães de alunos, uma funcionária da Escola Municipal Comecinho de Vida e quatro investigadas. O caso também chegou ao conhecimento do Ministério Público de São Paulo. Segundo o MP, a mãe da criança foi ouvida e os áudios foram recolhidos. A promotoria também solicitou informações à Prefeitura de Turiúba e à Polícia Civil. Em nota, publicada nas redes sociais na quarta-feira (3), a Prefeitura de Turiúba informou que afastou preventivamente as servidoras e instaurou uma sindicância administrativa para apurar o caso. Escola Municipal em Turiúba (SP) Reprodução/TV TEM Áudios revelam suspeita de agressões a crianças em escola de Turiúba (SP) Reprodução/TV TEM Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM