Weihe der Sagrada Família: »Gaudí hebt uns in den Himmel«
Der Papst reist nach Barcelona, um den Christus-Turm der Sagrada Família zu weihen. Sein Freund Alejandro Moral Antón erklärt das Geheimnis dieser modernen Kathedrale.
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Der Papst reist nach Barcelona, um den Christus-Turm der Sagrada Família zu weihen. Sein Freund Alejandro Moral Antón erklärt das Geheimnis dieser modernen Kathedrale.
The Swiss director has staged court cases against Pussy Riot, mining companies in Congo and Gisèle Pelicot’s abusers. But after his invitation to Palantir founder Peter Thiel caused a row in Vienna, is Rau’s method eating itself? Milo Rau, once the enfant terrible of continental European theatre, is a little less buoyant these days. The Swiss theatre-maker has done something he says he explicitly hates: he has cancelled a guest. “Yes, we hit a wall,” he says. “But at least it made the wall visible.” In his capacity as the artistic director of the Wiener Festwochen theatre festival, Rau, at the end of last month, first invited, then disinvited, the American tech billionaire Peter Thiel. The Austrian weekly Falter called it a fiasco. Continue reading...
A candidata de direita, Keiko Fujimori, e o candidato de esquerda, Roberto Sánchez, antes de um debate televisionado em 31 de maio em Lima, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 7 de junho. Reuters/Alessandro Cinque Em meio a uma profunda crise e ao descrédito das instituições, os peruanos vão às urnas neste domingo (7) para eleger um novo ou uma nova presidente entre o candidato da esquerda Roberto Sánchez e a líder de direita no país, Keiko Fujimori. O cenário é uma espécie de "repeteco" das últimas eleições de 2021, quando o esquerdista Pedro Castillo - de quem Sánchez era ministro - venceu Keiko no segundo turno e, meses depois, armou uma tentativa de golpe, sendo preso e condenado. A disputa chega ao final - assim se espera - depois de um primeiro turno extremamente conturbado, com direito a contestação, polêmicas e um atraso de quase um mês para o resultado das urnas. Keiko, filha do ex-presidente condenado Alberto Fujimori, foi confirmada em primeiro lugar logo no início, mas a disputa entre quem seria seu adversário durou semanas e precisou ser apurada voto a voto. Sánchez e o candidato da extrema direita Roberto López Aliaga estavam praticamente empatados até a contagem final. O Observatório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), o TSE peruano, só bateu o martelo quando a apuração chegou a 99,94% das atas eleitorais revisadas, e confirmou Sánchez no 2º turno. Ou seja, o tempo de campanha foi um dos menores que o país já teve. A demora na contagem e as contestações eleitorais, somadas a um número recorde de candidatos à presidência no país, 35 ao todo, mostram a extrema fragmentação política e a crise de confiança na democracia que vive o Peru. Lucas Berti, cientista político, pesquisador sobre o Peru no Observatório Político Sul-Americano e coordenador-executivo do Grupo de Relações Internacionais e Sul Global, afirma que, de fato, o que aconteceu nessas eleições no país não vem de um "vácuo". “É um sintoma de um processo de deslegitimação institucional que vem acontecendo nos últimos anos no país. E isso, na medida em que os presidentes eleitos não conseguem governar", afirmou. 9 presidentes em 10 anos O Peru contabilizou 9 presidentes em 10 anos. Para se ter ideia, os mandatos presidenciais no Peru são de 5 anos. Ou seja, em uma estabilidade democrática, o país teria apenas dois presidentes neste mesmo período. Porém, a realidade foi outra e alguns líderes não duraram nem 5 dias no cargo. “Nestes anos, a liderança que mais durou foi a de Dina Boluarte, que ficou no poder por quase três anos. Mas, ao desagradar a oposição liderada pela coalizão fujimorista de Keiko no Congresso, também caiu”, diz Berti Além disso, vale destacar o artigo 113 da Constituição peruana, que afirma que um presidente pode ser derrubado por “incapacidade moral ou física permanente” - e quem avalia esse diagnóstico são os parlamentares. Então, por exemplo, se o Congresso não gosta simplesmente de uma lei que o presidente tenta passar, eles podem acionar esse artigo, votar e, em menos de 24 horas, derrubar um presidente que foi eleito pela maioria da população. Para o cientista político Berti, essa facilidade do processo demonstra a fragilidade institucional em jogo no Peru. De acordo com ele, nos últimos anos, a coalizão fujimorista, de maioria absoluta no Congresso, vem articulando poderes, seja no Legislativo, nos tribunais ou no sistema judiciário. Desde 2008, a filha de Alberto Fujimori lidera essa corrente fujimorista ao fundar o partido Fuerza Popular e tenta chegar ao Poder Executivo no Peru. Só que isso não acontece, explica Berti. "Keiko perdeu as últimas três eleições (2011, 2016 e 2021) no segundo turno, por margens muito apertadas. E agora nessa eleição, em 2026, passa para o segundo turno com uma margem maior de votos. Alguns institutos dão vantagem para Keiko, outros para o Sánchez. O que indica uma coisa: a eleição será difícil e o resultado ainda está em aberto", diz Berti. Democracia em crise: 'desconfiança crônica' A consequência dessa queda de braço entre Executivo e Legislativo no país resultou não só em uma profunda crise política, mas também na forma como a população enxerga a democracia. "A credibilidade das instituições é baixíssima se olharmos os últimos 10 anos. E a desconfiança no Congresso passa de 90%, especialmente durante o processo que iria resultar na queda da ex-presidente Dina Boluarte, em 2025", explica Berti. Os dados mais recentes da pesquisa do Latinobarómetro, que mede o nível de democracia nos países da América Latina, apontam que o Peru enfrenta um dos níveis mais baixos de confiança nas instituições se comparado a outros países da América Latina. Há o que pode ser classificado como uma "desconfiança crônica". De acordo com os dados, 90% dos peruanos têm pouca ou nenhuma confiança no governo e no Congresso; e apenas 10% apenas se dizem satisfeitos com a democracia. Além disso, a pesquisa também notou outro sentimento perigoso: a indiferença sobre a política ou ao tipo de regime de governo. A própria fragmentação política extrema, como mostra o número de 35 candidatos à presidência no 1º turno, também demonstra isso. "Existe uma facilidade muito grande de criar partidos no Peru e são partidos chamados de 'pouco institucionalizados'. São partidos que não têm raízes efetivas em uma sociedade, que não é um partido que entra para a disputa durante 20, 40 anos. Mas sim legendas que surgem e somem, assim como também não há uma fidelidade dos candidatos aos partidos, que trocam de coalizão também com facilidade", explica Berti. Todo esse cenário reforça no eleitor a lógica de que os candidatos chegam muitas vezes a uma eleição sem base sólida ou sem um partido conhecido. Isso acaba gerando uma leitura de desconfiança e, muitas vezes, um descrédito e temor da facilidade com que essas pessoas eleitas podem cair. Não é difícil imaginar que o próximo presidente eleito, caso seja Sánchez, poderá enfrentar exatamente o mesmo padrão que derrubou os antecessores - a menos que consiga alterar essa correlação de forças no Parlamento. Já, se Keiko for eleita, segundo Berti, talvez exista uma facilidade maior de governabilidade, já que o partido dela tem maioria no Congresso. Mas, ainda assim, terá que lidar com uma crise política no país. Diante de tudo isso, sem dúvida, o maior desafio vai ser convencer o eleitor a sair de casa para votar e acreditar novamente na política peruana.
A candidata presidencial de direita do Peru, Keiko Fujimori, e o candidato de esquerda Roberto Sánchez antes de um debate televisionado em 31 de maio em Lima, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 7 de junho. Reuters/Alessandro Cinque O Peru vai às urnas neste domingo (7) escolher entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. Quem se eleger se tornará, no dia 28 de julho, o nono presidente em dez anos. O país vive uma década de instabilidade política graças, em parte, a um sistema unicameral que facilita processos de impeachments e destituições "express" — ao contrário do sistema brasileiro, por exemplo, que possui Câmara e Senado. O nome eleito deste domingo sucederá o presidente interino José María Balcázar Zelada, que não foi eleito, mas escolhido pelo Congresso para cumprir um mandato-tampão entre a destituição de José Jerí e as eleições. A destituição de Jerí não foi um episódio isolado. Desde Ollanta Humala, que deixou o poder em 28 de julho de 2016, ninguém conseguiu governar por um mandato completo. Agora no g1 Balcázar é o chefe do Executivo desde fevereiro. Ele era deputado quando o Congresso aprovou uma "destituição express" de Jerí, envolvido em um escândalo após a descoberta de reuniões não divulgadas com um empresário chinês. Antes dele, Dina Boluarte enfrentou forte rejeição popular — sua aprovação varia entre 2% e 4% — ao mesmo tempo em que respondia por denúncias de enriquecimento ilícito. No fim, o Legislativo aprovou seu impeachment. José María Balcázar Ernesto Arias/Peru Congress/Handout via REUTERS Mandatos incompletos Jerí deveria permanecer na Presidência até abril de 2026, preenchendo ele próprio um mandato-tampão antes da data prevista para as próximas eleições presidenciais. Nem ele, nem boa parte de seus antecessores conseguiu a proeza de se manter no cargo até o fim do tempo previsto. Dina Boluarte, que ocupou a cadeira por quase 3 anos, é a recordista de permanência na cadeira desde 2016. Veja quanto tempo duraram os últimos presidentes do Peru: Pedro Pablo Kuczynski, de 28 de julho de 2016 a 23 de março de 2018 (1 ano e 238 dias) Martín Vizcarra, de 23 de março de 2018 a 9 de novembro de 2020 (2 anos e 231 dias) Manuel Merino, de 10 a 15 de novembro de 2020 (5 dias) Francisco Sagasti, de 17 de novembro de 2020 a 28 de julho de 2021 (253 dias) Pedro Castillo, de 28 de julho de 2021 a 7 de dezembro de 2022 (1 ano e 132 dias) Dina Boluarte, de 7 de dezembro de 2022 a 10 de outubro de 2025 (2 anos e 307 dias) José Jerí, de 10 de outubro de 2025 a 17 de fevereiro de 2026 (130 dias) José María Balcázar, de 18 de fevereiro até 28 de julho de 2026 (161 dias, considerando que termine seu mandato) Desde o governo de Kuczynski, a relação entre presidente e Congresso tem sido tensa em Lima. Nem todos os chefes do Executivo, porém, foram destituídos formalmente. Kuczynski renunciou ao cargo após a divulgação de vídeos que mostravam uma tentativa de compra de votos de deputados para que ele sobrevivesse a uma votação de impeachment. Vizcarra, seu sucessor, caiu de fato por impeachment. Merino entrou em seu lugar, mas figuras políticas questionaram sua legitimidade no cargo, o que precipitou sua renúncia em apenas 5 dias. Sagasti foi promovido como presidente do Congresso, por sucessão constitucional, levando o mandato-tampão sob intensas crises sociais e políticas até o final. Pedro Castillo foi eleito em 2021. No ano seguinte, tentou dar um golpe e acabou preso e destituído do cargo. No final de 2025, Castillo foi condenado a 11 anos de prisão. Após a queda de Castillo, o comando do país passou para a vice-presidente Dina Boluarte. Ela permaneceu no cargo até outubro do ano passado, quando sofreu impeachment por “incapacidade moral”. Presidente peruano, Pedro Castillo, durante pronunciamento à população em 6 de dezembro de 2022 Jhonel RODRIGUEZ / Peruvian Presidency / AFP O vizinho andino tem um sistema político com pontos importantes diferentes do Brasil - e da maior parte da América Latina. Os processos de impeachment e destituição têm uma tramitação "express" porque não existem duas câmaras no Legislativo para debater e colocar entrave a tais decisões. Entenda melhor abaixo: por que o Peru tem um sistema unicameral; o que ele implica; como isso se relaciona com o processo de impeachment; o cargo de primeiro-ministro peruano; Sistema unicameral Prédio do Congresso peruano em Lima. Cris Bouroncle / AFP Diferentemente do Brasil, o Peru não tem o chamado sistema bicameral - em que o Poder Legislativo é exercido por Senado e Câmara dos Deputados. No Peru, o Congresso é composto por apenas uma delas, em que atuam 130 parlamentares. Mas nem sempre foi assim. Até 1992, o país tinha Câmara de Deputados e Senado. Naquele ano, o então presidente Alberto Fujimori (1938 -2024) deu um “autogolpe”: entre outras medidas, fechou o Congresso, enviou militares às ruas e promulgou uma nova Constituição no ano seguinte. No texto, que foi aprovado por um referendo, ficou determinado que o país não teria mais um Senado - e a regra vigora até hoje. O ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori, em foto de arquivo. Reuters/Mariana Bazo “Fujimori tinha um discurso e uma prática de crítica forte às instituições - que eram lentas, inoperantes, ineficientes. Para ele, os políticos peruanos eram uma desgraça para o país - então, para que ter duas Câmaras?”, aponta o professor Jorge Aragón Trelles, um dos pesquisadores principais do Instituto de Estudos Peruanos, em Lima. Um dos motivos para o texto nunca ter sido alterado desde 1993 continua sendo, segundo explica Aragón, a opinião pública. “Há uma desconfiança e um aborrecimento da opinião pública com o Congresso e os congressistas - nenhum presidente quis levar a cabo a reforma porque é muito impopular. As pessoas não querem mais congressistas”, afirma Aragón. Mesmo assim, o governo de Vizcarra tentou recriar o sistema bicameral, enviando um projeto ao Congresso que previa a recriação do Senado. Quando o texto chegou ao parlamento, foi modificado pelos congressistas. As alterações feitas “desvirtuavam o espírito da reforma, na opinião de Vizcarra, e por isso não passou”, explica Aragón. Outras mudanças, entretanto, foram emplacadas: em dezembro de 2018, o país aprovou, por referendo, uma reforma que acabava com a reeleição para os parlamentares. Como o Congresso funciona na prática Ex-presidente do Peru, Martin Vizcarra, anunciou a dissolução do Congresso em 2019 em uma mensagem televisionada Renato Pajuelo / Andina / AFP O fato de o Congresso do Peru só ter uma câmara legislativa significa, na prática, que um projeto só precisa ser aprovado - ou não - por uma única casa antes de ir à sanção presidencial. O professor Jorge Aragón acredita que seria melhor para o país ter um sistema bicameral. “Como não temos duas câmaras, há certas coisas que não funcionam bem. Não temos uma segunda instância que possa revisar a qualidade das leis”, avalia. “Se tivéssemos duas Câmaras, poderíamos ter uma representação por partidos e uma representação territorial. Poderíamos organizar melhor o trabalho do Congresso - a Câmara Baixa [dos Deputados] poderia fazer algumas coisas e o Senado poderia fazer outras. Tudo isso simplesmente se perde quando não há um sistema bicameral”, explica. Por outro lado, o Peru não é o único país com esse sistema, lembra o professor de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo Oliver Stuenkel. Venezuela, Equador, Portugal, Dinamarca e Nova Zelândia são outros exemplos de países que só têm uma Câmara legislativa. “Basicamente, todos os sistemas políticos são imperfeitos. Não dá pra dizer que um sistema é melhor que o outro - depende de muitos fatores, é ligado ao processo político do país. Não há uma decisão clara sobre qual sistema é superior ao outro”, avalia Stuenkel. "Com uma Câmara só, costuma-se tomar decisões mais rapidamente". Por outro lado, pondera, "ter as duas Câmaras aumenta a complexidade dos sistemas, mas, ao mesmo serve como mecanismo de freio -- limita a possibilidade de radicalização rápida porque, muitas vezes, há uma distribuição de poder que difere. É como no caso americano, em que o Senado é de maioria republicana e o Congresso, de maioria democrata”, avalia Stuenkel. Ele lembra, também, que o Senado, ao ser composto por uma representação territorial, acaba dando maior peso a regiões que têm menor população. Congresso, destituição e impeachment Para remover um presidente, a Constituição do Peru exige 87 votos, de um total de 130 deputados. Pela lei peruana, o presidente pode "dissolver o Congresso se este tiver censurado ou negado sua confiança a dois gabinetes". Dissolução do Congresso Antes de ser destituído do cargo e preso, o ex-presidente Pedro Castillo havia tentado dissolver o Congresso. Castillo respondia a um terceiro processo de impeachment na Casa. A Constituição do Peru prevê essa possibilidade no artigo 134: "O presidente da República tem o poder de dissolver o Congresso se este tiver censurado ou negado sua confiança a dois gabinetes", ou seja, Castillo se valeu dos outros dois processos de impeachment anteriores para tomar essa decisão. O mesmo artigo diz que o presidente é obrigado a convocar novas eleições em até 4 meses, sem fazer qualquer tipo de alteração no processo eleitoral. Em 2019, Martín Vizcarra, que era presidente na época, também dissolveu o Congresso e convocou novas eleições. Em 1992 o mesmo ocorreu durante a gestão de Alberto Fujimori, que posteriormente incluiu esse artigo na Constituição. Presidente e 'primeiro-ministro' Além do presidente, o Peru tem em seu governo uma figura rara na América Latina: uma espécie de premiê. Seu cargo oficialmente se chama "presidente do Conselho de Ministros" e, na prática, ele atua como chefe dos ministros, uma espécie de chefe de gabinete, segundo o professor Jorge Aragón. Algumas pessoas dizem que o sistema político peruano é "presidencial parlamentarizado", mas não é para tanto. "O 'primeiro-ministro' é como um aliado que o presidente tem. O sistema peruano é fortemente presidencial e tem a figura do premiê como coordenador dos ministros. Mas não mais que isso", explica.
Students who learn this version of 1948 develop both moral imagination and intellectual resilience.
El primer día de León XIV en Madrid comienza con un discurso que refuerza su figura de líder moral contra el populismo, sigue en un centro de inmigrantes y culmina en un acto con 500.000 personas
Maysa, cantora nascida em 6 de junho de 1936 e morta em 22 de janeiro de 1977, faria hoje 90 naos Reprodução ♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR ♬ Maysa faria hoje 90 anos. Talvez eu perdesse o timing jornalístico da efeméride, se não tivesse me deparado pela manhã com postagem de Kiko Dinucci no Instagram. Sim, por mais improvável que seja a associação entre a cantora e compositora paulistana com o conterrâneo Dinucci, sambista punk, foi por ele que eu me toquei do 90º aniversário de nascimento dela. E, pensando bem, o link faz sentido, pois Maysa foi artista brilhantemente punk. “O samba-canção sempre foi um gênero violento, uma violência interna, de órgãos implodidos por amores frustrados”, caracteriza Dinucci na postagem. Achei lapidar a definição do artista sobre o gênero musical que identifica Maysa Figueira Monjardim (6 de junho de 1936 – 22 de janeiro de 1977) no imaginário nacional de quem viveu a época dessa cantora tão visceral. Ou de quem chegou a ela depois da morte precoce, aos 40 anos, em acidente de carro na ponte Rio-Niterói. A propósito, lembro da capa da revista “Amiga” que anunciava a morte de Maysa. A “Amiga” era revista voltada para o noticiário da televisão, especialmente das novelas. Mas dava capa para artistas de outros universos quando eles morriam violenta e inesperadamente porque a morte sempre vendeu revista. Maysa até fez novelas como atriz. Sei que ela atuou em “O cafona”, novela exibida pela TV Globo em 1971. Mas nunca a vi como a atriz. Lembro dela como cantora. E curiosamente a voz grave e intensa de Maysa me chegou através da trilha sonora de uma novela. “Meu mundo caiu”, o samba-canção que ela compusera sozinha e lançara em 1958, voltou às paradas em 1976, tocando na novela “Estúpido cupido”, exibida pela TV Globo no horário das 19h, com sucesso fenomenal, de agosto de 1976 a fevereiro de 1977. “Meu mundo caiu” era tema de Olga, a personagem vivida pela já centenária atriz Maria Della Costa (1926 – 2015). Logo depois, em janeiro de 1977, quando “Estúpido cupido” ainda estava no ar, Maysa morreu no referido acidente de carro. Passada a comoção com a morte da cantora, logo me esqueci de Maysa, atraído por outras cantoras então em evidência na década de 1970. Mas depois, em algum momento, redescobri Maysa e passei a ouvir a cantora. E nunca mais a esqueci. Admiro a compositora, pioneira no ofício então reservado aos homens, criadora solitária de músicas lindas como “Ouça” (1957) e “Tarde triste” (1956), melancólica canção que descobri na voz de Nana Caymmi (1941 – 2025) quando Nana gravou essa música para a trilha sonora da novela “O clone” em 2001. Primeira cantora a gravar um álbum inteiramente autoral, em 1956, e logo um álbum de estreia, Maysa nunca encarnou a cantora dócil e fofa que o mercado e o mundo machistas esperavam. Ao contrário. Levantou a voz, falou palavrões e desafiou normas, munida daqueles impagáveis olhos verdes, dois “oceanos não pacíficos”, como poetizara Manuel Bandeira (1886 – 1968) ao versar sobre a caudalosa correnteza em que Maysa se deixava levar na vida louca vida. Fosse Maysa cordata, ela não teria conseguido enfrentar a quatrocentona família paulista para virar cantora em 1956, em época de moral tão rígida quanto a hipocrisia da sociedade. Sempre admirei Maysa por isso. Ela foi empoderada antes de o adjetivo entrar na moda e no dicionário ativista. Também sempre admirei Maysa pela densidade da interpretação da artista. Não consigo imaginar outra cantora dando voz a um samba-canção como “Franqueza” (Denis Brean e Oswaldo Guilherme, 1957) com a legitimidade e a autoridade de Maysa. “Franqueza” figura no mesmo álbum de 1957 em que a poliglota Maysa gravou uma canção francesa, “Un jour tu verras”, lançada em 1954 na voz do coautor Marcel Mouloudji. Perdi a conta de quantas vezes ouvi “Un jour tu verras” com Maysa. Enfim, Maysa vive. Recorro ao clichê porque ele é verdadeiro. Volta e meia alguém (re)descobre Maysa, a que falou, bebeu, cantou e viveu demais nos meros 40 anos de vida, tempo suficiente para que a cantora se eternizasse na música brasileira. Viva Maysa!
The moral fervor's not really about anything Israel does, but purely about what Israel is: the Jewish state.
MANILA, Philippines — Bicol Saro party-list Rep. Terry Ridon on Saturday said the House prosecution team’s belief it will be able to secure Vice President Sara Duterte’s conviction in the impeachment trial lies in the evidence they will present. He also said their morale does not come from any Senate leadership change. During the Saturday
Peruanos vão às urnas no domingo (7) em meio à crise política A Justiça do Peru decidiu, na sexta-feira (5), dois dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, levar a julgamento o candidato de esquerda Roberto Sánchez por supostas irregularidades na declaração de financiamento de seu partido há cerca de seis anos. O candidato enfrentará no domingo a direitista Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, em um segundo turno considerado acirrado. A disputa eleitoral não será afetada pela decisão judicial, já que ainda cabe recurso. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Além disso, caso vença as eleições, Sánchez, congressista e ex-ministro de 57 anos, passará a ter imunidade, conforme prevê a Constituição. "Decreta-se o auto de persecução penal; em consequência, declara-se haver mérito para o julgamento oral contra Roberto Sánchez Palomino", afirmou o juiz Adolfo Farfán após uma audiência virtual de dois dias. O Ministério Público peruano, que pediu a condenação de Sánchez a cinco anos e quatro meses de prisão, manifestou concordância com a decisão. A defesa de Sánchez informou que recorrerá da decisão e tem prazo de uma semana para apresentar a apelação. Segundo o Ministério Público, há inconsistências nos relatórios financeiros do partido de Sánchez, o Juntos pelo Peru, referentes às campanhas para as eleições regionais e municipais realizadas entre 2018 e 2020. De acordo com a acusação, Sánchez teria recebido mais de US$ 57 mil (R$ 292 mil, na cotação atual) de integrantes de seu grupo político para atividades partidárias sem declarar os valores ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE). "Esta magistratura decidiu dar prosseguimento ao caso, rejeitar as observações da defesa e reconhecer a validade formal da acusação", acrescentou o juiz. "Uma mentira" O candidato à Presidência do Peru Roberto Sánchez durante entrevista à agência de notícias Reuters no dia 10 de abril de 2026 Angela Ponce/Reuters Até o momento, Sánchez não se pronunciou sobre a decisão judicial. Na quinta-feira, ele acompanhou a audiência de forma virtual, pouco antes de participar do comício de encerramento de campanha em Lima. "Durante anos tentaram construir uma mentira para me desacreditar politicamente", escreveu Sánchez em abril sobre o processo na rede social X. O político afirma que o caso havia sido arquivado por um tribunal em 2025 por falta de provas sobre o suposto crime de fraude. Nesta eleição, marcada pelo aumento da criminalidade e por sucessivas crises políticas, o candidato de esquerda se apresenta como a voz dos mais pobres e das regiões rurais do país. Ele também acusa Fujimori de integrar uma "máfia" política que, segundo ele, é responsável pela instabilidade enfrentada pelo Peru, que teve oito presidentes desde 2016. Quatro presidentes foram destituídos pelo Congresso, onde o partido de Fujimori, o Força Popular, exerce forte influência. Outros dois renunciaram antes de serem destituídos, um concluiu um breve mandato de oito meses e o atual presidente interino deixará o cargo em julho. Relações "respeitosas" com os EUA Na reta final da campanha, Sánchez tem reforçado discursos de consenso e estabilidade, afastando-se das propostas de mudanças mais radicais que geraram preocupação entre parte do eleitorado conservador. Na sexta-feira, o candidato afirmou à AFP que deseja manter relações "respeitosas" com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "A boa vizinhança e as relações respeitosas entre as nações (...) são sempre uma prioridade. E o Peru, que tem relações históricas com os Estados Unidos, não pode ser exceção. Essa será a nossa orientação de governo", afirmou. Durante seu segundo mandato, Trump tem comentado eleições na América Latina e manifestado apoio a candidatos conservadores, mas ainda não se pronunciou sobre a disputa no Peru. Ao comentar a instabilidade política do país, Sánchez defendeu a construção de um consenso para limitar o uso da prerrogativa do Congresso de destituir presidentes sob a alegação de "incapacidade moral permanente", prevista de forma ampla na Constituição. "Temos que recuperar o equilíbrio entre os Poderes, garantir a separação institucional e regulamentar a vacância por incapacidade moral permanente do presidente", defendeu. O líder de esquerda afirmou que essa medida ajudará a "acabar com esse desgoverno que começou em 2016".
Neste mês de junho, dois países da América do Sul vizinhos ao Brasil vão decidir se querem ser governados pela direita ou pela esquerda nos próximos anos: Peru, neste domingo (7/6), e Colômbia, em 21 de junho. Em ambos, as últimas eleições presidenciais foram vencidas pela esquerda. Mas agora, os candidatos da direita são favoritos após terminarem o primeiro turno na frente. São eleições com potencial de inclinar o mapa político da América Latina de vez para uma direita alinhada ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, e isso pode ter impacto direto no Brasil, segundo analistas. "Os americanos estão fazendo um círculo de fogo em torno do Brasil, e isso já está pressionando o país", analisa Feliciano de Sá Guimarães, professor do Instituto de Relações Internacionais da USP (Universidade de São Paulo). Caso a esquerda saia vencedora, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode sentir um alívio por manter algum aliado ideológico na região, mas o cenário já é complicado para o Brasil, diz Carolina Silva Pedroso, pesquisadora do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "Uma vitória da esquerda nesses países, principalmente na Colômbia, vai ser obviamente comemorada pelo Planalto. Mas não significa que a vida do Lula vai ser mais fácil. Só que não vai piorar", diz Pedroso. No caso do Peru, as últimas eleições, de 2021, foram vencidas pelo dirigente sindical Pedro Castillo, que foi destituído do cargo e preso após tentar dissolver o Congresso no fim de 2022. Desde então, o país vive uma duradoura instabilidade política, com uma sequência de presidentes que foi da vice de Castillo, Dina Boluarte, a membros do Congresso de diferentes correntes ideológicas. O atual presidente é José María Balcázar Zelada, um deputado de esquerda que assumiu o poder em Lima em fevereiro. No domingo, a direitista Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos, tenta pela quarta vez se tornar presidente. Ela enfrenta Roberto Sánchez, ex-ministro de Castillo que reproduz o estilo do ex-presidente preso. Já a Colômbia vai decidir no fim do mês se dará continuidade ao projeto político de Gustavo Petro, ex-guerrilheiro que fez história ao se tornar o primeiro presidente de esquerda do país, ao vencer as eleições de 2022. Como o país não permite reeleição, Petro apoia o senador Ivan Cepeda, que terminou o primeiro turno em segundo lugar. Na frente, ficou Abelardo de la Espriella, político da direita radical que se inspira em figuras como os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador. Mas como os resultados dessas duas eleições podem influenciar os rumos da região e o que elas sinalizam sobre o estado atual das sociedades sul-americanas? Onda conservadora e o efeito Trump As últimas eleições na América do Sul mostram um sinal claro de um giro à direita na região. Em novembro de 2023, o libertário Javier Milei tirou a esquerda do poder na Argentina, com um ambicioso projeto liberal para a economia do país. Em abril de 2025, o liberal Daniel Noboa conseguiu ser reeleito presidente do Equador, após assumir um mandato tampão. Em outubro do mesmo ano, Rodrigo Paz, considerado de centro-direita, pôs fim aos quase 20 anos de poder do Movimento ao Socialismo de Evo Morales na Bolívia. E, em dezembro, foi a vez de José Antonio Kast vencer a esquerda no Chile. A exceção na região veio do Uruguai, que trocou a direita pela esquerda com a vitória de Yamandú Orsi, em novembro de 2024. A esquerda ainda segue no poder na Venezuela. As contestadas eleições de 2024 deram vitória a Nicolás Maduro, que, no início deste ano, foi capturado pelo governo Trump em Caracas. Desde então, a Venezuela é presidida por sua vice, Delcy Rodriguez, que tem mantido relações com os EUA e vem desmantelando o modelo econômico chavista. Os dois países menos populosos da região e que não fazem parte da América Latina também são administrados por partidos ligados à esquerda: Guiana e Suriname. Na América Latina, para além das fronteiras do Sul, a direita ainda obteve vitórias recentes nas eleições em El Salvador, Honduras, Panamá, República Dominicana e Costa Rica. A esquerda venceu no México e na Guatemala. Com esse cenário, as eleições do Peru e da Colômbia podem fazer pender ainda mais o quadro político do continente para a direita, em um movimento que pode ser comparado com a chamada "onda rosa", quando diversos governos de esquerda passaram a governar países sul-americanos no início dos anos 2000. "Se você olhar na história da América Latina dos últimos 20 anos, você nota esses movimentos para a direita e a esquerda. Agora, você tem uma maioria de governos de direita sendo eleitos na região, mas é sempre bom olhar para as especificidades de cada um dos países", diz Feliciano de Sá Guimarães. Mas um fator essencial e em comum para esta onda de agora é a eleição de Trump nos EUA, em 2016 e 2024, segundo os analistas. "Em termos históricos, é a esquerda quem tradicionalmente se organiza de forma internacional, mas com Trump foi se formando uma integração clara entre a direita na região", explica Pedroso. "Isso agora está num processo de quase dez anos de consolidação de uma integração entre essa direita que acaba se influenciando mutuamente", avalia a professora, que aponta a vitória de Milei na Argentina como o ponto de virada dessa nova guinada à direita na América do Sul. Para Sá Guimarães, além do fator Trump, a América Latina sofre de um problema estrutural que ele chama de "praga da incumbência". "Aqueles que têm poder têm tido mais dificuldade de serem reeleitos", diz o pesquisador. "É o descompasso de expectativas entre aquilo que os eleitores da América Latina esperam dos seus governos e a capacidade de os Estados frágeis entregarem benesses econômicas, sociais e políticas para os cidadãos." No caso do Brasil, o presidente Lula enfrenta uma rejeição alta e uma dificuldade de reduzi-la, apesar de alguma melhora nas pesquisas mais recentes. Segundo o levantamento da Quaest em maio, 53% dos eleitores o rejeitavam. Lula lidera as intenções de voto nas pesquisas eleitorais até agora, mas os levantamentos apontam para uma disputa acirrada em um eventual segundo turno entre o petista e os candidatos da direita que se apresentaram até agora. Segundo o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, Lula tem 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 41% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o adversário do presidente que aparece com folga como o melhor posicionado nos levantamentos do primeiro turno até agora. Essa dificuldade de presidentes se reelegerem ou de fazerem seus sucessores explica, segundo Sá Guimarães, por que a balança de poder na América Latina tem variado rápido. Em 2022, por exemplo, falava-se de uma onda à esquerda, após as eleições seguidas de vitórias desse campo político no México, Argentina, Bolívia, Peru, Honduras, Chile, Colômbia e Brasil. Agora, a onda rapidamente mudou. Na avaliação do pesquisador, mesmo que a esquerda perca as eleições no Peru e na Colômbia, é preciso lembrar que as duas maiores economias da América Latina, Brasil e México, estarão, pelo menos até o fim do ano, nas mãos de governos de esquerda. "Então, eu acho improvável que você tenha uma captura total à direita ou uma captura total da esquerda", diz Sá Guimarães. O movimento atual, porém, tem um componente diferente e essencial para entender o estado atual das sociedades sul-americanas: a polarização e a direita indo mais para o extremo, rompendo com grupos tradicionais deste campo que governaram a maioria dos países por décadas. "As eleições são um reflexo de algo que está mais presente na sociedade, que é esse radicalismo que tem pendido muito mais para a direita", explica Pedroso. É o caso da ascensão dos chamados outsiders, figuras de grupos não tradicionais da política que chegam ao poder "implodindo" o sistema, como é o caso de Milei ou Bukele, com muita força nas redes sociais e sem serem bem captados em pesquisas de intenção de voto. O novo representante desse grupo é justamente de La Espriella, na Colômbia. "Há realmente uma dificuldade analítica de entender qual é a profundidade desse fenômeno dos outsiders na América Latina, porque as ferramentas tradicionais não conseguem detectar, mas está cada vez mais presente em todas as eleições", diz Pedroso. Os impactos no Brasil Há dez anos, Feliciano de Sá Guimarães estuda como os brasileiros acompanham a política internacional e que influência ela tem nas eleições. "Temos mostrado aqui nas pesquisas da USP que política externa cada vez mais é um tema eleitoral, não é um tema decisivo, mas importante", diz o pesquisador. Na sua avaliação, porém, o fator Trump é o assunto mais relevante neste contexto, com pouca influência para o que acontece nos países vizinhos do Brasil. "Claro, a direita brasileira vai utilizar essas vitórias, caso elas ocorram, como uma tentativa de mobilização para mostrar que a direita está ganhando na região. Mas é mais importante o Trump do que essas duas eleições", diz Sá Guimarães. Mesmo que os resultados colombianos e peruanos não influenciem o voto brasileiro, certamente haverá influência na forma como Lula ou um próximo presidente conduzirá sua política externa ou terá força no cenário internacional, ressalta Pedroso. Caso Lula perca a eleição para um nome da direita, ainda assim Pedroso acredita que os resultados dessas duas eleições — e o tamanho da influência de Trump sobre a América Latina — terão impacto no próximo governo brasileiro. "É um novo cenário complexo, em que os Estados Unidos entram de forma muito mais agressiva, não só com medidas econômicas, mas também com presença militar na região", diz. Em segundo lugar nas pesquisas, o senador Flávio Bolsonaro tem se mostrado parte de uma direita latino-americana bastante alinhada a Trump, assim como Keiko Fujimori, no Peru, ou de la Espriella, na Colômbia. Em maio, Flávio se encontrou com o presidente americano na Casa Branca, que o chamou de "um jovem que ama o Brasil". Logo após o encontro, o governo Trump classificou facções brasileiras como grupos terroristas, uma medida defendida pela família Bolsonaro junto ao governo americano há mais de um ano. Mas os EUA também concluíram uma investigação que ameaça o Brasil com novas tarifas comerciais. Flávio negou ter sugerido essa medida e enviou uma carta a Trump pedindo que ele não taxasse o Brasil. Isso mostraria como, mesmo sendo aliado e na hipótese de chegar ao Planalto, Flávio precisaria lidar com uma relação muito mais intrincada com os EUA, como explica Feliciano de Sá Guimarães. "O objetivo americano é reduzir a crescente influência chinesa na América do Sul. E a maneira mais barata para eles é ter presidentes aliados aqui", diz o pesquisador. "Mas acho que Flávio se engana muito se acredita que terá no presidente Trump um aliado de primeira hora. Existem questões estruturais do Brasil (como a relação com a China) que independem do presidente Trump ou de quem quer que esteja no poder nos EUA." Em caso da permanência de Lula no Planalto, para a professora Pedroso, uma mudança no Peru seria "bem menos dramática para o Brasil" do que uma mudança na Colômbia. Ela cita como exemplo as críticas constantes nas redes sociais que o atual presidente colombiano, Petro, faz a Trump e aos EUA. "Isso, de certa forma, fortalece a posição do Brasil, porque, se o Lula não pode diretamente fazer esse tipo de crítica, tem um vizinho que faz", diz Pedroso. "Os resultados acabam refletindo na forma como os nossos países vão lidar com essas questões todas que estão colocadas no mundo com a presença mais incisiva dos Estados Unidos", completa a pesquisadora. Pedroso ressalta ainda que o que está em jogo também são questões que vão além da disputa político-ideológica, com os chamados "fenômenos transnacionais", que não respeitam as fronteiras. Colômbia e Peru são países fronteiriços na Amazônia, com forte presença do crime organizado e narcotráfico. Ou seja, é preciso ter alguma afinidade entre governos para tratar de um problema comum. Para Sá Guimarães, um eventual cenário de isolamento ideológico do Brasil teria fortes consequências na forma como o país consegue resistir à política de Trump para o continente. "Uma coisa é você ter um adversário na Bolívia ou na Argentina. Outra coisa é você ter dez adversários. O fator agora são os Estados Unidos. E o presidente Trump procura isolar o Brasil", diz o pesquisador.
Entrepreneurs’ access to public goods does not make them unworthy of the value they create.
The Democrat from Georgia on what he sees as the moral issues of our time.
Few situations test the integrity of human relationships more severely than the necessity of refusal. To deny a request from a friend or family member is to step onto morally treacherous ground, where competing obligations collide: compassion contends with judgment, loyalty with prudence, and the desire to preserve affection with the duty to remain truthful. […] The post Very kind, yet not nice, By Osmund Agbo appeared first on Premium Times Nigeria.
El expresidente boliviano cree que las protestas contra Paz no se solucionarán con la intervención del Ejército: “Si quiere evitar baño de sangre, la pacificación pasa por sucesión y elecciones”
Montagem da cantora Maiara durante show e nesta sexta-feira (5) Reprodução/Instagram A cantora Maiara, da dupla com Maraísa, foi alvo de comentários nas redes sociais por causa de um vídeo em que ela aparece desembarcando de um jatinho antes de um show em Querência, no Mato Grosso. As imagens viralizaram rapidamente nesta sexta-feira (5) gerando várias reações sobre a aparência da artista, alguns comentários em tom de crítica e outros de apoio dos fãs da dupla. Íntegra da nota divulgada "Circulam em redes sociais e páginas conteúdos maliciosos e maldosos que visam prejudicar a reputação e a integridade física e mental da artista Maiara. É necessário esclarecer que Maiara goza de plena saúde e integridade. Encontra-se em dia com sua agenda de compromissos profissionais e sua vida pessoal transcorre de forma leve e saudável. Os vídeos e conteúdos circulantes utilizam cortes descontextualizados e edições tendenciosas, deliberadamente direcionados para criar uma falsa narrativa de que a artista estaria enferma ou incapacitada. Essa prática configura difamação e dano moral. A distorção intencional de informações para enganar o público e prejudicar a carreira de uma profissional não pode ser tolerada sob o pretexto de liberdade de expressão. LIBERDADE DE EXPRESSÃO NÃO É LIBERDADE DE DIFAMAR. As medidas judiciais cabíveis estão sendo analisadas, visando não apenas reparação, mas também responsabilização pelos danos causados. Informamos que já foram iniciados procedimentos legais contra os responsáveis por essas publicações. RESPEITO É INEGOCIÁVEL. Agradecemos a cada fã, página e usuário que, espontaneamente, se posicionou contra a disseminação de informações falsas e a favor do respeito à dignidade de Maiara. Work Show Equipe Maiara & Maraisa" Vestindo roupas casuais e usando uma tiara no cabelo, Maiara segue de forma discreta à frente de Maraísa, cumprimentando timidamente os presentes no local Reprodução/Redes sociais
Aleac aprova projeto de lei que institui indenização para dependentes das vítimas Um projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nessa quarta-feira (3) autoriza o pagamento de R$ 100 mil como indenização aos dependentes de Alzenir Pereira da Silva e Raquel Sales Feitosa, vítimas do ataque a tiros que matou duas servidoras no Instituto São José, em Rio Branco. A tragédia completa um mês nesta sexta-feira (5). O projeto é de autoria do deputado estadual Pedro Longo (MDB) e determina que a indenização seja paga em parcela única como forma de apoio financeiro e reparação moral para as famílias das vítimas. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉Contexto: O ataque ocorreu no início da tarde do dia 5 de maio, dentro do Instituto São José, escola conveniada ao Estado. Segundo a polícia, o autor dos disparos é um aluno de 13 anos, que entrou armado e atirou contra servidores e estudantes. As servidoras morreram no local e foram veladas no dia seguinte. Uma aluna de 11 anos e outra servidora ficaram feridas e receberam alta no mesmo dia. O adolescente segue apreendido. Raquel e Alzenir foram mortas em ataque a tiros no Acre Reprodução Conforme a proposta, terão direito a indenização os dependentes economicamente vinculados às vítimas, sendo eles: cônjuges ou companheiros sobrevivente; filhos menores de 21 anos ou com deficiência; e, não havendo filhos, os pais que comprovarem a dependência econômica. LEIA TAMBÉM: ATAQUE A TIROS: Ataque a tiros em escola no Acre deixa duas servidoras mortas e dois feridos FUNERAL: Ex-alunos, amigos e familiares se despedem de inspetoras mortas em ataque a colégio no Acre RELATO: 'Professora mandou a gente sentar no chão e apagou a luz', diz aluna após ataque a tiros em escola no AC PERFIL: Saiba quem são as servidoras mortas a tiros em ataque dentro de colégio no Acre AULAS SUSPENSAS: Governo e Prefeitura de Rio Branco suspenderam as aulas MEDIDAS TOMADAS: Veja medidas que devem ser tomadas após tragédia em escola no Acre Em caso de mais de um beneficiário por vítima, o valor será dividido igualmente entre os dependentes. Ainda segundo o projeto, a indenização possui caráter compensatório e humanitário, não sendo um benefício previdenciário, trabalhista ou assistencial. “[...] Não se incorpora a qualquer benefício, remuneração, pensão ou verba de qualquer natureza, nem constitui despesa de pessoal”, destaca parte do texto. O pagamento da indenização deve ser feito até o dia 31 de janeiro de 2027, podendo ser antecipado, caso exista disponibilidade orçamentária e conclusão da habilitação dos beneficiários. Investigação O adolescente suspeito do ataque se apresentou no Comando-Geral da Polícia Militar, a cerca de 550 metros do colégio, pouco depois dos disparos e foi apreendido. A polícia informou que a arma usada no crime pertence ao padrasto do jovem. O homem chegou a ser conduzido à delegacia, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado ainda no mesmo dia do ataque. Segundo a Polícia Civil, duas linhas de investigação foram abertas: uma para apurar o ato infracional cometido pelo adolescente e outra para investigar a responsabilidade do padrasto pela guarda da arma. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) determinou o envio de especialistas do Programa Escola que Protege ao Acre após o ataque. Após o ataque, o governo do Acre e a Prefeitura de Rio Branco decretaram luto oficial de três dias. Reveja os telejornais do Acre
The United Auto Workers Union endorsed Democrat Abdul el Sayed for Michigan’s battleground Senate seat on Friday, siding with the most progressive candidate in a competitive three-way primary contest. The union praised the former local health official for having a “strong working-class agenda with moral clarity” that includes support for a Medicare-for-All single-payer healthcare system. UAW’s endorsement is […]
Even for nonbelievers like me, the pope has become a reassuring - and all too rare - voice of moral clarity
CBS news correspondent Natalie Morales talks about mother-in-law Kay Rhodes's diagnosis of early-onset Alzheimer's disease back in 2000 and what's different now.