"COLES" · 총 63건
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Getty Images/BBC Se você é uma mulher, provavelmente viverá mais do que os seus irmãos ou amigos homens, cerca de cinco anos a mais, considerando a média global. As razões exatas para essa maior longevidade feminina ainda não são totalmente conhecidas, mas os cientistas têm algumas hipóteses. E essas ideias podem até ajudar a entender por que, em algumas espécies, como certas aves, são os machos que levam vantagem na expectativa de vida. Agora no g1 Morrer muito jovem "Em praticamente todos os países, as mulheres vivem mais do que os homens", afirma a professora Sarah Harper, diretora do Instituto de Oxford para Envelhecimento da População, no Reino Unido. Mas, segundo Harper, "essa diferença varia enormemente de país para país". Na Rússia, na Ucrânia e no Vietnã, por exemplo, as mulheres vivem cerca de dez anos ou mais do que os homens. Já em países como a Nigéria, a diferença é muito pequena, segundo dados do estudo Our World in Data, feito por pesquisadores da Universidade de Oxford. Os cientistas atribuem parte dessa variação a diferenças sociais e comportamentais. Há evidências de que, na Rússia, "um fator realmente muito importante é basicamente o cigarro e o álcool", hábitos mais comuns entre os homens no país, explica Harper. Em todo o mundo, os homens também têm maior tendência a adotar outros comportamentos que reduzem a expectativa de vida. Em 2023, a expectativa de vida no Vietnã era de 79,3 anos para as mulheres e de 69,9 anos para os homens, segundo o Our World in Data Getty Images/BBC "A alimentação deles costuma ser menos saudável", afirma Harper, do Instituto de Oxford para Envelhecimento da População. Ela acrescenta que os homens também tendem a procurar menos atendimento médico, embora "os homens casados tenham uma vantagem, porque normalmente a parceira os leva ao médico". Segundo Harper, do Instituto de Oxford para Envelhecimento da População, em muitas sociedades os homens também costumam exercer profissões mais perigosas, além de a masculinidade frequentemente estar associada a maior disposição ao risco. "Os homens têm taxas muito mais altas de mortes em acidentes de trânsito, violência, homicídios e suicídios", alerta. Mas esse cenário está longe de ser imutável. No Reino Unido, por exemplo, campanhas antitabagismo realizadas nas décadas de 1960 e 1970 ajudaram a reduzir as mortes prematuras entre homens. "De repente, essa diferença caiu drasticamente", afirma Harper. Ainda assim, Harper acredita que a distância entre os homens e as mulheres jamais desaparecerá completamente apenas com mudanças de comportamento, porque "sempre existirá essa diferença biológica" entre os sexos. 'Don't be a Drag. Give it up, live it up!' ("Não seja bobo. Pare de fumar e aproveite a vida!", em tradução livre) foi uma das campanhas antitabagismo lançadas no Reino Unido nos anos 1960 Getty Images/BBC Estrogênio versus testosterona Uma dessas diferenças está nos hormônios. "Os estrogênios exercem diversas funções de proteção nas mulheres", afirma a professora Consuelo Borrás, fisiologista especializada em envelhecimento da Universidade de Valência, na Espanha. Segundo Borrás, esses efeitos vão do controle do colesterol e da regulação do sistema imunológico à prevenção de infecções urinárias e à proteção da saúde óssea e cerebral. Uma das razões para tantos benefícios é que o estrogênio atua como antioxidante, combatendo partículas nocivas chamadas radicais livres, que se acumulam nas células e contribuem para o envelhecimento. "Muitos estudos mostram que a perda da proteção oferecida pelo estrogênio na menopausa afeta diversas funções do organismo", explica Borrás. "Por exemplo, a osteoporose está ligada ao processo de envelhecimento, claro, mas também à queda nos níveis de estrogênio." Quando a terapia de reposição hormonal é administrada às mulheres que precisam dela logo no início da menopausa, muitas dessas funções voltam a melhorar, afirma Borrás. A terapia de reposição hormonal (TRH) é um tratamento usado para aliviar os sintomas da menopausa por meio da reposição dos hormônios estrogênio e progesterona, cujos níveis caem à medida que as mulheres se aproximam da menopausa Getty Images/BBC Por outro lado, o principal hormônio sexual dos homens é a testosterona, associada a comportamentos de maior risco. Borrás, da Universidade de Valência, suspeita que ela também possa ter efeitos prejudiciais no organismo, embora ainda não esteja claro de que forma isso acontece. Um estudo publicado em 2012 mostrou que eunucos da Coreia histórica, homens castrados que não produziam testosterona, viveram entre 14 e 19 anos mais do que outros homens não castrados da mesma época. No entanto, os dados têm limitações e, por razões óbvias, não podem ser reproduzidos experimentalmente. Ainda assim, as evidências observadas em alguns animais também sugerem que machos castrados tendem a viver mais. Os hormônios podem representar uma peça importante no quebra-cabeça da longevidade, mas estão longe de explicar tudo. "Existem muitos fatores envolvidos, e conhecemos apenas alguns deles. Acho que se trata de um processo extremamente complexo", afirma Borrás, da Universidade de Valência. Pistas da evolução Para tentar entender melhor essa diferença, alguns cientistas passaram a olhar além dos humanos. Não somos a única espécie em que as fêmeas vivem mais. Isso também acontece com muitos mamíferos, como leões, ovelhas, orcas e camundongos. Curiosamente, entre as aves ocorre o contrário: os machos costumam ter a maior expectativa de vida. Nos homens, o cromossomo Y é menor do que o X e carrega menos genes Getty Images/BBC Uma das pistas pode estar nos diferentes cromossomos sexuais. "Nos mamíferos, as fêmeas têm dois cromossomos X, enquanto os machos têm apenas um X e um Y", explica Johanna Staerk, pesquisadora do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, na Alemanha. Uma das teorias sugere que possuir dois cromossomos X dá às fêmeas uma vantagem de sobrevivência porque, "se houver uma mutação em uma das cópias, ainda existe outra capaz de compensar o problema", afirma Staerk. "Já nos machos, como existe apenas um cromossomo X, essas mutações podem ser mais prejudiciais." Nas aves, porém, são os machos que possuem duas cópias do mesmo cromossomo, chamado Z nesse grupo, enquanto as fêmeas têm um cromossomo Z e outro W. "Isso pode ajudar a explicar por que, entre mamíferos, as fêmeas vivem mais, enquanto nas aves são os machos que vivem mais", sugere Staerk. Mas um estudo publicado por ela em 2025 indica que a explicação pode ser mais complexa. "Descobrimos que as espécies monogâmicas não apresentam diferenças tão marcantes entre machos e fêmeas", afirma. "Já espécies não monogâmicas, como gorilas e leões, nas quais os machos competem por várias fêmeas, mostram diferenças muito maiores." Os gorilas vivem em grupos nos quais um macho dominante, conhecido como dorso prateado, se reproduz com várias fêmeas Getty Images/BBC Ela suspeita que, nesses casos, os machos tenham evoluído priorizando características que exigem grande gasto de energia, como corpos maiores ou galhadas grandes para atrair parceiras, em detrimento da longevidade. Mas com as fêmeas a evolução pode ter seguido outro caminho. Uma das hipóteses é que, em espécies nas quais as fêmeas cuidam dos filhotes, "especialmente em espécies de vida longa, como humanos e grandes primatas, é vantajoso que a mãe viva mais para conseguir criar os descendentes até a fase adulta", afirma Staerk. Mais tempo e mais limitações Mas nem tudo são vantagens para as mulheres. Embora vivam mais do que os homens, pesquisas indicam que elas também convivem por mais tempo com doenças não fatais ao longo da vida, como dores lombares, depressão e dores de cabeça. "As mulheres tendem a ter respostas imunológicas mais fortes, mas isso também pode levar a doenças inflamatórias", explica Harper, do Instituto de Oxford para Envelhecimento da População. "Além disso, temos sistemas muscular e esquelético um pouco menos resistentes." "A biologia dos homens os torna mais vulneráveis à morte, enquanto a biologia das mulheres as torna mais vulneráveis a incapacidades", conclui Harper. Uma análise do estudo Global Burden of Disease 2021 concluiu que as mulheres sofrem mais com dores lombares do que homens, e que essa diferença aumenta com a idade Getty Images/BBC Os três especialistas, no entanto, fazem questão de ressaltar que a biologia não determina completamente o destino das pessoas. "As diferenças biológicas são profundamente influenciadas pelo ambiente e pelo comportamento", afirma Borrás, da Universidade de Valência. Segundo Borrás, homens e mulheres deveriam prestar atenção a fatores como alimentação, atividade física, sono e níveis de estresse, não apenas "para viver mais, mas também para viver melhor".
Un ou des ursidés errant dans les rues de la ville d’Utsunomiya, au nord de Tokyo, ont contraint les autorités à confiner la population, ce lundi 8 juin. Des dizaines de chasseurs et de responsables locaux sont mobilisés.
Depuis trois jours, un ou plusieurs ours errant dans les rues d’une ville japonaise ont contraint les autorités à ordonner la fermeture de près de 100 établissements scolaires lundi. Des dizaines de chasseurs et de responsables locaux sont mobilisés.
Existe um momento na vida de toda mulher em que o corpo começa a mudar de forma silenciosa, mas profunda. O sono já não é o mesmo. A disposição diminui sem motivo aparente. O humor oscila. A memória parece falhar. E, aos poucos, surge a sensação de que algo está diferente, sem que se consiga nomear exatamente o quê. Para milhões de brasileiras, esses sinais marcam o início de uma fase ainda cercada de desinformação: a transição hormonal que antecede a menopausa. A menopausa em si é um marco biológico: o fim definitivo dos ciclos menstruais, confirmado após 12 meses consecutivos sem menstruação. Mas antes dela chegar, existe o climatério — um período de transição que pode durar de cinco a dez anos e que começa, em média, por volta dos 40 a 45 anos. É nessa fase, também chamada de perimenopausa, que os hormônios começam a flutuar de forma irregular, provocando sintomas que afetam o corpo inteiro. Dra. Rozeny Anute Divulgação A jornada hormonal: o que acontece por dentro Os protagonistas dessa mudança são dois hormônios: a progesterona e o estrogênio. A progesterona é o primeiro hormônio a começar a cair — e é ela a grande responsável pela regulação do sono, pelo efeito calmante sobre o sistema nervoso e pelo equilíbrio emocional. Quando seus níveis diminuem, a insônia, a ansiedade e a irritabilidade se instalam, muitas vezes antes mesmo de qualquer alteração no ciclo menstrual. Por isso, a progesterona é frequentemente um dos primeiros hormônios a ser reposto no acompanhamento clínico. Já o estrogênio, produzido principalmente pelos ovários, atua na disposição, na temperatura corporal, no metabolismo ósseo, na saúde cardiovascular e na função cognitiva. É ele que mantém a mulher ativa e com vitalidade. Quando sua produção começa a cair, o efeito se espalha por múltiplos sistemas do organismo — e é por isso que os sintomas parecem tão variados e, às vezes, desconexos. A queda simultânea da progesterona e do estrogênio também provoca alterações no ciclo menstrual — que pode se tornar irregular, mais intenso ou mais espaçado. Esses sinais costumam ser os primeiros a chamar atenção, mas muitas mulheres os atribuem apenas ao envelhecimento natural, sem buscar investigação. A Dra. Rozeny Anute, ginecologista e cirurgiã plástica dedicada ao cuidado integral da mulher, está à frente da Clínica Lady Care, com unidades em São José dos Campos, Caraguatatuba e São Paulo. Ela explica: “Uma das maiores armadilhas dessa fase é que os sintomas aparecem aos poucos, e a mulher vai se adaptando ao desconforto. Ela acha que é estresse, que é cansaço normal, e vai postergando o cuidado. Quando finalmente procura ajuda, já convive com o problema há anos”. Os sintomas que passam despercebidos Os fogachos — as conhecidas ondas de calor — são o sintoma mais associado à menopausa, mas estão longe de ser o único. A lista de manifestações do climatério é ampla e, muitas vezes, surpreendente para as próprias mulheres. A insônia e os despertares noturnos são extremamente comuns e têm relação direta com a queda de progesterona. A chamada “névoa mental” — dificuldade de concentração, lapsos de memória, sensação de lentidão cognitiva — é uma das queixas que mais assustam as mulheres nessa fase, levando muitas a acreditar que estão desenvolvendo um problema neurológico quando, na verdade, a causa é hormonal. As alterações de humor também merecem atenção: irritabilidade desproporcional, crises de ansiedade, sensação de tristeza sem motivo claro. Esses sintomas afetam não apenas a mulher, mas suas relações familiares e profissionais. O ganho de peso — especialmente na região abdominal —, a redução da massa muscular, a pele mais seca e a queda de cabelo completam um quadro que, quando não investigado, compromete profundamente a qualidade de vida. Saúde sexual na maturidade Um dos temas mais evitados nas consultas — e que mais impacta o bem-estar — é a saúde sexual durante e após a menopausa. A queda do estrogênio provoca ressecamento íntimo, perda de elasticidade dos tecidos e redução da libido. Muitas mulheres abandonam a vida sexual por desconforto ou dor, sem saber que existem tratamentos eficazes e acessíveis. Clínica Lady Care / Divulgação A reposição hormonal personalizada — que pode ser feita por via oral, transdérmica (gel ou adesivo) ou por implantes hormonais (pellets) — é uma das abordagens mais consolidadas da medicina atual. Quando indicada e acompanhada por um especialista, ela devolve conforto, lubrificação e desejo. Os tratamentos locais, como o laser de CO2 fracionado e o ácido hialurônico íntimo, complementam a abordagem com resultados expressivos e alta satisfação. “A sexualidade é parte da saúde. Quando a mulher para de sentir prazer e aceita isso como inevitável, ela está abrindo mão de uma dimensão importante da própria vida. E não precisa ser assim”, destaca a Dra. Rozeny. Prevenção: ossos e coração pedem atenção redobrada A queda do estrogênio não afeta apenas o bem-estar imediato. Ela tem consequências de longo prazo que exigem acompanhamento preventivo. A osteoporose — perda progressiva de densidade óssea que aumenta o risco de fraturas — é significativamente mais frequente em mulheres após a menopausa. A densitometria óssea passa a ser um exame fundamental a partir dos 50 anos, ou antes, quando há fatores de risco como histórico familiar, baixo peso corporal ou tabagismo. O risco cardiovascular também se eleva nessa fase. O estrogênio exerce efeito protetor sobre os vasos sanguíneos, e sua redução está associada ao aumento do colesterol LDL, da pressão arterial e do risco de eventos cardíacos. Cuidar da alimentação, manter atividade física regular e realizar acompanhamento cardiovascular periódico são medidas essenciais para essa etapa da vida. Para a saúde óssea, a abordagem atual vai muito além do cálcio e da vitamina D. A construção de uma boa massa óssea exige também magnésio, vitamina K e colágeno, além de uma ingestão adequada de proteína. Sem essa combinação, a suplementação isolada tem efeito limitado. A prática regular de exercícios de impacto moderado e musculação complementa o cuidado, estimulando diretamente a formação óssea. Já para o coração, o controle do peso, a gestão do estresse e a qualidade do sono são tão importantes quanto os exames periódicos. Abordagem Lady Care: a mulher além dos exames Na Clínica Lady Care, o acompanhamento do climatério e da menopausa é feito de forma individualizada. Isso significa olhar para a mulher como um todo — não apenas para os resultados laboratoriais, mas para a forma como ela se sente, como dorme, como trabalha, como se relaciona. O tratamento pode incluir reposição hormonal bioidêntica, suplementação direcionada, orientação nutricional, cuidados com a saúde íntima — incluindo procedimentos estéticos e regenerativos — e encaminhamento para outras especialidades quando necessário. O foco é devolver vitalidade, disposição e qualidade de vida. “A menopausa não é uma sentença. É uma fase que, quando bem acompanhada, pode ser vivida com plenitude. Nenhuma mulher precisa se conformar com o mal-estar”, resume a Dra. Rozeny Anute. Para agendar uma consulta na Clínica Lady Care, entre em contato pelo WhatsApp (12) 98310-0106 ou acesse o perfil @clinica.ladycare no Instagram. Médica responsável: Dra. Rozeny Anute CRM 111.127 / SP
Modificação pode, no futuro, permitir que bebês nasçam livre de algumas doenças Pexels Pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, conseguiram editar o DNA de embriões humanos em estágio inicial com uma precisão que não havia sido alcançada antes. O objetivo foi corrigir genes ligados a duas condições graves: doenças cardíacas relacionadas ao colesterol e doenças do sangue, como a anemia falciforme. 🔴 O trabalho foi publicado como pré-print — ou seja, uma versão prévia que ainda não passou pela revisão formal de outros cientistas. Mesmo assim, já movimenta a comunidade científica pelo alto índice de sucesso e pelo que pode representar para o futuro: um caminho tecnicamente viável para corrigir mutações hereditárias antes que um bebê venha ao mundo. 🔴 O que especialistas questionam é que, se por um lado, pais vão poder evitar doenças graves em seus bebês. Do outro, há um debate ético com a possibilidade de escolha também de características físicas. Abaixo, você vai ler: Como a pesquisa foi feita? Como ela pode modificar a sociedade? O que está em jogo com isso? Mudança no DNA pode extinguir milhares de doenças no futuro Freepik Como a pesquisa foi feita? Para entender a novidade, é preciso comparar com a tecnologia mais conhecida de edição genética: o CRISPR/Cas9 tradicional. Ele funciona como uma tesoura molecular — localiza o ponto exato do DNA e corta as duas fitas que formam a estrutura em dupla hélice. O problema é que embriões humanos têm dificuldade para reparar esse tipo de corte total, o que pode gerar erros graves, como a perda de cromossomos inteiros. A pesquisa testou uma abordagem diferente, chamada de Editores de Base (ABE, na sigla em inglês). Em vez de cortar o DNA, essa técnica age como um corretivo de precisão: ela localiza uma única "letra" (base química) errada no código genético e a troca por outra, sem quebrar a estrutura do DNA. É uma intervenção cirúrgica em escala molecular. Os pesquisadores decidiram corrigir dois genes: PCSK9 — controla os níveis de colesterol no sangue e está associado ao risco de doenças cardíacas hereditárias. HBG — quando alterado de forma estratégica, pode ajudar a tratar doenças do sangue como a anemia falciforme. No total geral, o estudo envolveu amostras de 40 embriões para a análise do gene PCSK9 e 17 embriões para HBG1/2 . Os embriões foram doados por pacientes de clínicas de fertilidade que já haviam concluído seus tratamentos e que seriam descartados. Pesquisa conseguiu modificar genes com precisão pela primeira vez Reprodução Depois de injetar o "corretor genético" nos embriões, os pesquisadores realizaram três verificações principais: Eficácia: Confirmaram se a troca de "letra" no DNA havia ocorrido de fato a modificação que causava as doenças. A taxa de sucesso foi alta — entre 70% e 95%, dependendo do gene. Integridade cromossômica: Usaram ferramentas de imagem genômica para verificar se os cromossomos — as "pastas" onde o DNA fica armazenado — permaneciam intactos. Ao contrário do CRISPR tradicional, os editores de base não causaram danos estruturais. Desenvolvimento: observaram se o embrião continuava crescendo normalmente até a fase de blastocisto, estágio que ocorre entre 5 e 6 dias após a fertilização e que é o ponto de partida para os primeiros testes genéticos na medicina reprodutiva. A taxa de sucesso e o desenvolvimento vistos na pesquisa são sem precedentes. O que esse pré-print revela é o passo mais próximo da edição genética no mundo. Mas esse é um primeiro passo. A pesquisa ainda precisa de novas etapas de validação, passar pela revisão de outros cientistas e andar ainda outras etapas até que isso seja realidade. "Embora este possa ser um passo em direção à edição hereditária, a transposição para um contexto clínico permanece prematura", explicam os pesquisadores. Como ela pode modificar a sociedade? Há milhares de doenças que são resultado de mutações genéticas. Essas correções poderiam evitar que essas doenças se desenvolvessem e até erradicar alguns dos problemas de saúde que mais matam no mundo. No caso da pesquisa, a edição explorada, por exemplo, tentava editar o PCSK9 — que controla os níveis de colesterol no sangue e está associado ao risco de doenças cardíacas hereditárias. Essas são as doenças ligadas ao maior número de mortes no Brasil, por exemplo. 🔴 As doenças do coração são responsáveis por 30% dos óbitos no Brasil, o que corresponde a 400 mil mortes por ano, segundo o Ministério da Saúde. A segunda edição, que pode ajudar a tratar doenças do sangue como a anemia falciforme, poderia mudara vida de milhares de pessoas no país. De acordo com as estimativas, entre 60 mil e 100 mil pacientes vivam com a doença no país. Onde está o debate ético? A pesquisa abre duas perspectivas opostas que já dividem especialistas em bioética. Por um lado, a tecnologia pode um dia permitir que famílias com histórico de doenças genéticas graves corrijam mutações nos embriões com segurança, antes da gravidez. No entanto, por outro, o mesmo mecanismo poderia, em tese, ser usado para selecionar características físicas dos filhos — o que a maioria da comunidade científica considera uma linha que não deve ser cruzada. Por enquanto, o passo é visto como tecnicamente inovador, mas a ciência ainda está longe de aplicá-lo em clínicas. O debate sobre onde traçar os limites, porém, já começou.
Harvard University psychiatrist and author Robert Coles has died
EXCLUSIF - En admission post-bac ou après une prépa, Le Figaro a analysé les données du ministère de l’Enseignement supérieur afin d’identifier les écoles de commerce qui offrent les meilleurs salaires à leurs diplômés.
Harvard University professor Robert Coles, the psychiatrist and Pulitzer Prize-winning author who championed the cause of children grappling with poverty and segregation, has died at 97, his son said Sunday. The son, also named Robert Coles, told The Associated Press that his father died Thursday at a hospice center in Lincoln, Massachusetts. The elder Coles […]
La selección inglesa está ahora en Florida para disputar dos partidos amistosos: una victoria ante Nueva Zelanda este sábado y el encuentro contra Costa Rica el miércoles
His five-volume “Children of Crisis” series, published between 1967 and 1977, drew on his conversations with American children whose voices were not often heard.
Alors que la récolte de ces fleurs sauvages bat son plein en Lozère, Chloé Sillon, chargée de mission agro-environnement au parc naturel régional de l’Aubrac, pointe les effets bénéfiques des pratiques agricoles propres aux terres où elles poussent.
L'association "Les Papillons" permet aux enfants victimes d'abus de déposer une lettre ou un dessin pour témoigner de ce qu'ils subissent, dans des boîtes aux lettres dans les écoles ou dans les clubs de sport.
Lancée le 18 mai après le scandale des violences dans le secteur, la convention citoyenne sur la protection et les temps de l’enfant entre dans sa phase de terrain. Vendredi 5 juin, trois parents ont visité une maternelle du nord-est de la capitale.
Los ‘taronja’ ganan con claridad en Miribilla (71-88) y alcanzan la siguiente ronda sin necesidad de un tercer partido
La cárcel de Brians 1 ultima los preparativos para recibir a León XIV el próximo miércoles, en un acto en el que participarán unos 80 reclusos de tres prisiones catalanas
Os resultados do NHS-Galleri foram apresentados no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) Adobe Stock Um exame de sangue capaz de rastrear mais de uma dezena de tumores ao mesmo tempo foi testado em mais de 142 mil pessoas no Reino Unido para responder a uma pergunta específica: detectar câncer pelo sangue reduz o número de casos descobertos em estágio avançado? A resposta foi não. Mas, ao tentar provar isso, o estudo acabou revelando outra coisa —e talvez mais valiosa: a tecnologia pode ser capaz de encontrar tumores ainda no início. Os resultados do ensaio, batizado de NHS-Galleri, foram apresentados no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), em Chicago, que se encerrou nesta terça-feira (2). Tecnicamente, o estudo é negativo: o objetivo que ele se propôs a comprovar não se confirmou. Mas os números mostraram algo que os pesquisadores não esperavam encontrar com tanta clareza: mais cânceres foram detectados em estágio inicial e menos pacientes receberam o diagnóstico quando a doença já havia se espalhado pelo corpo. Agora no g1 O que animou os médicos Para entender por que os achados secundários animaram os médicos, vale ter em mente uma lógica que se aplica à maioria dos tumores: quanto mais cedo a doença é encontrada, maiores as chances de cura. Tumores em estágio inicial (1 e 2) costumam estar restritos a um órgão e respondem melhor ao tratamento; nos estágios avançados (3 e 4), já se espalharam pelo corpo e são mais difíceis de controlar. Um bom exame de rastreamento, portanto, deveria puxar os diagnósticos para o lado inicial dessa escala —e foi o que aconteceu no grupo que fez o teste de sangue. Dois movimentos caminharam juntos. De um lado, os diagnósticos em fase inicial subiram 16% —o que, ao contrário do que parece, é uma boa notícia: significa mais tumores flagrados cedo, inclusive de tipos que quase sempre são descobertos tarde demais, como os de ovário, esôfago, pâncreas e fígado. De outro, os diagnósticos em estágio 4, o mais grave, caíram 14%. Mais casos pegos no início e menos casos pegos no fim: o teste deslocou a descoberta da doença para um momento mais favorável. Esse efeito ficou mais forte a cada ano. A redução nos casos avançados foi de 9% no primeiro ano de exame, 22% no segundo e 26% no terceiro. A explicação está no próprio funcionamento do rastreamento: na primeira rodada, o teste precisou vasculhar todos os cânceres que já existiam, silenciosos, naquela população enorme —incluindo alguns que já estavam adiantados. A partir do segundo ano, passou a captar sobretudo tumores que tinham surgido havia pouco tempo, mais fáceis de interromper antes que avançassem. Para os pesquisadores, é um indício de que um programa anual e contínuo tenderia a se aproximar desses números melhores dos anos seguintes. Houve ainda dois ganhos. Somado aos exames de rotina, o teste de sangue quadruplicou o número de cânceres detectados por rastreamento —ou seja, encontrou muitos casos que mamografia, colonoscopia e os demais exames, sozinhos, não teriam flagrado. E reduziu em cerca de 25% os cânceres descobertos apenas em situações de emergência, quando o tumor já provoca sintomas graves, como uma insuficiência respiratória por câncer de pulmão ou um sangramento por câncer de intestino. Para o oncologista do Einstein Hospital Israelita Fernando Moura, há um detalhe técnico que resume o paradoxo. "Se a pergunta fosse se o exame aumenta a detecção de cânceres precoces, em vez de se reduz os casos avançados, este estudo seria considerado positivo, e não negativo." Ou seja: a pesquisa foi avaliada justamente pela pergunta em que o teste tropeçou —e não por aquela em que se saiu bem. O que significa um estudo ‘negativo’ No vocabulário científico, um estudo é considerado negativo quando não confirma a hipótese principal que se propôs a testar —o objetivo primário, definido antes de a pesquisa começar. Não significa que a tecnologia falhou nem que é inútil: significa que, naquela pergunta específica, os números não sustentaram o que se esperava. A distinção importa porque toda pesquisa acompanha também objetivos secundários, perguntas paralelas de menor peso estatístico. Quando o objetivo primário não se confirma, esses achados não valem como prova definitiva, mas servem de pista: apontam hipóteses que precisam ser testadas em novos estudos. Foi o que o NHS-Galleri produziu. Há ainda um motivo para o rótulo de negativo não esvaziar o trabalho. Este é o primeiro e único ensaio clínico randomizado —o desenho de pesquisa considerado mais confiável, em que os participantes são sorteados ao acaso entre os grupos— a testar um exame de sangue desse tipo somado ao rastreamento de rotina em um sistema público de saúde. “E fez isso em escala enorme, com mais de 142 mil pessoas. Mesmo sem atingir a meta, entregou dados inéditos sobre o que a tecnologia consegue, e o que ainda não consegue, fazer. Apesar de o estudo ter sido considerado negativo, entendemos que a tecnologia é bastante robusta", afirma Moura. Por que o estudo foi considerado negativo O desenho da pesquisa ajuda a entender o "fracasso". Os participantes, todos entre 50 e 77 anos e sem sinais de câncer, foram divididos em dois grupos. Um seguiu apenas os exames de rotina recomendados —mamografia, colonoscopia, tomografia de tórax para fumantes, Papanicolau e exames de próstata. O outro fez, além desses, o exame de sangue uma vez por ano, durante três anos. A pergunta central era se o segundo grupo teria menos diagnósticos de câncer em estágios avançados, 3 e 4. Não teve: a diferença entre os dois grupos não alcançou significado estatístico. Por esse critério —e apenas por ele—, o estudo é negativo. Como o exame enxerga o câncer no sangue A biópsia líquida já é usada na rotina oncológica para identificar mutações de um tumor conhecido e para detectar resíduos da doença após uma cirurgia. O exame testado no Reino Unido cumpre uma função diferente: rastrear câncer em pessoas sem sintomas. A lógica é a seguinte. À medida que um tumor cresce, parte de suas células morre e se rompe, liberando fragmentos de material genético na corrente sanguínea. Esses fragmentos tumorais são distintos do DNA das células saudáveis, e o teste os identifica por meio de padrões de metilação, marcas químicas presentes no DNA. O resultado sai de forma binária, positivo ou negativo. Quando dá positivo, o exame ainda estima em que órgão o tumor nasceu, acerto que ocorreu em 92,5% dos casos confirmados. Onde estão os limites O entusiasmo, porém, vem cercado de ressalvas. O teste tem altíssima especificidade —99,55%, o que significa pouquíssimos alarmes falsos entre pessoas saudáveis. Mas, entre os resultados positivos, apenas cerca de metade se confirmou como câncer de fato (o chamado valor preditivo positivo foi de 52%). Um resultado positivo, portanto, não é diagnóstico, e exige investigação adicional. Há ainda um limite de sensibilidade: o exame detecta com mais facilidade tumores avançados do que iniciais, e deixa escapar boa parte dos cânceres em fase precoce. E essa investigação nem sempre encontra o tumor. Moura descreve o cenário que mais o preocupa: um paciente recebe resultado positivo para câncer de pâncreas, faz ressonância, endoscopia, tomografia —e nada aparece, porque o exame de imagem ainda não detecta uma alteração em nível molecular. O risco oposto também existe. Um resultado negativo, alerta o médico, pode levar a pessoa a abandonar os exames de rotina, na crença equivocada de estar protegida. Por isso, na avaliação dele, o teste não pode ser tratado como um exame de colesterol pedido por conta própria. "A jornada do exame precisa ser muito bem acompanhada por profissionais." Com orientação antes, sobre o que o resultado pode revelar, e depois, sobre os próximos passos. Já à venda nos EUA, sem aval de agências Mesmo sem comprovação para uso populacional, o exame já é comercializado nos Estados Unidos. Segundo Moura, o teste custa US$ 949 (cerca de R$ 4,8 mil no câmbio atual) e pode ser solicitado por médicos, embora não tenha sido aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora americana, nem por qualquer outro órgão semelhante no mundo. No Brasil, o custo é uma barreira adicional, sobretudo para o sistema público. E, por enquanto, o resultado negativo não dá respaldo científico para incorporar o exame ao rastreamento de rotina, como hoje se faz com mamografia ou Papanicolau. Falta, principalmente, tempo: os participantes foram acompanhados por apenas três anos, e ainda não se sabe se a antecipação dos diagnósticos vai se traduzir em mais vidas salvas. Promessa, ainda não rotina O resultado negativo impede, por enquanto, que o exame seja incorporado a programas populacionais de rastreamento. Mas os dados sugerem que a ideia de procurar câncer pelo sangue talvez esteja mais próxima da prática clínica do que parecia há alguns anos. Para Moura, o NHS-Galleri representa menos um ponto de chegada do que um primeiro teste em escala real de uma tecnologia que ainda está aprendendo a encontrar seu lugar na medicina. Hoje, mamografias, colonoscopias e outros exames seguem sendo a base do rastreamento. No futuro, porém, eles poderão ganhar um novo aliado: um exame de sangue capaz de procurar sinais de diversos tumores ao mesmo tempo. "Estamos diante de uma promessa de médio prazo, senão de curto prazo, bastante interessante para rastrear câncer pelo sangue, em apoio a tudo o que já fazemos hoje", afirma.