Karuvannur loan scam: CPI(M) vows legal fight after PMLA court issues summons
BJP, Congress demand resignations of A.C. Moideen MLA; K. Radhakrishnan, MP
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BJP, Congress demand resignations of A.C. Moideen MLA; K. Radhakrishnan, MP
A noted voice in contemporary Malayalam literature, several of his poems are included in university curricula across Kerala
UMÁN, Mexico — Intense rainfall across Yucatan has severely impacted local animal sanctuaries, prompting the Umán-based shelter Evolución Animal A.C. to issue… The post Animal shelter in Umán asks for public help to address damage caused by the rains first appeared on The Yucatan Times.
Freepik Uma imunoterapia já disponível no Brasil reduziu em 71% o risco de progressão da doença ou morte em pacientes com mieloma múltiplo que já haviam recebido de uma a três linhas de tratamento, segundo um estudo internacional publicado nesta sexta-feira (29) no New England Journal of Medicine (NEJM). Além de prolongar o tempo sem avanço da doença, o tratamento aumentou as taxas de resposta completa e melhorou a sobrevida global dos pacientes. Os resultados sugerem que o medicamento, antes reservado principalmente para casos mais avançados, pode ter papel importante em fases mais precoces da doença. Realizado em 162 centros de 24 países, o estudo teve participação brasileira. O mieloma múltiplo é um câncer que afeta as células plasmáticas da medula óssea, responsáveis pela produção de anticorpos. A doença pode causar anemia, dores ósseas, insuficiência renal e aumento do risco de infecções. Apesar dos avanços terapêuticos dos últimos anos, a recaída ainda representa um dos principais desafios no tratamento. Mieloma múltiplo: entenda o tipo de câncer Benefício em pacientes que já receberam tratamento O ensaio clínico envolveu 593 pacientes com mieloma múltiplo recidivado ou refratário —quando a doença retorna após o tratamento ou deixa de responder às terapias utilizadas. Todos já haviam recebido lenalidomida e anticorpos anti-CD38, duas das principais classes de medicamentos empregadas atualmente contra a doença. Os participantes foram divididos entre aqueles que receberam teclistamabe e aqueles tratados com esquemas terapêuticos considerados padrão. Após acompanhamento mediano de 17,3 meses, a taxa de sobrevida livre de progressão em 18 meses foi de 69,8% no grupo que recebeu a imunoterapia, contra 26,9% no grupo controle. A sobrevida global também foi superior: 79,2% dos pacientes tratados com teclistamabe estavam vivos após 18 meses, ante 68,6% dos que receberam os tratamentos comparadores. Para Jayr Schmidt Filho, líder do Centro de Referência em Neoplasias Hematológicas do A.C.Camargo e um dos autores da publicação, o resultado está entre os mais relevantes já observados no cenário do mieloma múltiplo recidivado ou refratário. Segundo o especialista, o objetivo da pesquisa era verificar se uma imunoterapia que já havia demonstrado eficácia em pacientes muito tratados também poderia trazer benefícios quando utilizada mais cedo no curso da doença. Os resultados, afirma, indicam que sim. "O intuito do estudo era mostrar se tratar o paciente mais precocemente melhorava os resultados em relação a tratar pacientes com histórico maior de tratamento. E a resposta é sim", diz. Schmidt avalia que os dados têm potencial para influenciar futuras diretrizes clínicas e ampliar o uso do medicamento para linhas mais precoces de tratamento. Freepik Como funciona o teclistamabe O teclistamabe pertence a uma classe de medicamentos conhecida como anticorpos biespecíficos. A terapia atua ligando simultaneamente duas estruturas diferentes: de um lado, uma proteína chamada BCMA, presente nas células do mieloma múltiplo; de outro, as células T, responsáveis pela defesa do organismo. Essa aproximação faz com que o sistema imunológico reconheça e ataque diretamente as células cancerígenas. Nos últimos anos, terapias direcionadas ao BCMA se tornaram uma das áreas mais promissoras da hematologia, incluindo anticorpos biespecíficos e tratamentos celulares conhecidos como CAR-T. Até agora, o teclistamabe era utilizado principalmente em pacientes que já haviam passado por diversas linhas de tratamento. Para os pesquisadores, os novos dados reforçam a estratégia de antecipar o uso dessas terapias mais eficazes, antes que a doença se torne ainda mais resistente. Ganho de eficácia veio acompanhado de mais infecções Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores observaram uma incidência maior de infecções graves entre os pacientes tratados com o teclistamabe. Infecções de grau 3 ou 4 ocorreram em 41,6% dos pacientes que receberam a imunoterapia, contra 29% daqueles tratados com os esquemas comparadores. Também houve mais mortes relacionadas a infecções no grupo que utilizou o medicamento. Segundo Schmidt, parte dos estudos iniciais com a droga foi realizada em um período em que os médicos ainda tinham menos experiência no manejo desses riscos. Hoje, explica o hematologista, medidas preventivas já são consideradas fundamentais para aumentar a segurança do tratamento. Entre elas estão vacinação adequada antes do início da terapia, uso de medicamentos preventivos contra infecções e reposição de imunoglobulina, proteína importante para a defesa do organismo. "Isso não elimina as infecções, mas reduz principalmente a incidência das formas mais graves", afirma. Ainda assim, ele ressalta que o teclistamabe é um tratamento imunossupressor e exige monitoramento rigoroso dos pacientes durante todo o acompanhamento. Além das medidas preventivas, os médicos orientam que pacientes procurem atendimento rapidamente diante de sinais sugestivos de infecção, como febre, calafrios ou dificuldade respiratória. Resultados ainda têm limites Os autores destacam que os dados não podem ser automaticamente extrapolados para todos os casos de mieloma múltiplo. Nenhum participante do estudo havia recebido anteriormente terapias direcionadas ao BCMA. Por isso, ainda não se sabe se pacientes previamente tratados com outras drogas da mesma classe ou com terapias CAR-T obteriam o mesmo benefício observado na pesquisa. "Para pacientes que já utilizaram outra terapia dirigida ao BCMA, a gente não tem esses dados. Não dá para afirmar que o benefício seria o mesmo", afirma Schmidt. Essa é uma das questões que deverão ser respondidas pelos próximos estudos, à medida que tratamentos direcionados ao BCMA passem a ser utilizados cada vez mais cedo no tratamento da doença. Medicamento já está aprovado no Brasil O teclistamabe já tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil para pacientes com mieloma múltiplo. Segundo Schmidt, a expectativa é que os novos resultados apoiem futuras ampliações de indicação, permitindo que a terapia seja utilizada em fases mais precoces da doença. Caso os dados sejam incorporados às futuras recomendações clínicas internacionais, o estudo poderá alterar a sequência de tratamentos oferecidos a pacientes com recaída do mieloma múltiplo, antecipando o acesso a uma das terapias mais eficazes atualmente disponíveis contra a doença.
A.C.Bradley ('What...if?') and Rodrigo Blaas ('Trollhunters: Tales of Arcadia') are on board for the series from Tencent Video and Coolabi based on the best-selling children's fantasy novels.
câncer de próstata AdobeStock O tratamento do câncer de próstata ganhou duas novas opções no Brasil. Resolução publicada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) nesta quarta-feira (27) autorizou o uso do ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e da crioablação em pacientes com doença localizada e risco intermediário favorável. As técnicas tratam apenas a região da próstata onde está o tumor, sem a necessidade de remover ou irradiar toda a glândula. A expectativa é reduzir efeitos colaterais como incontinência urinária e disfunção erétil em um grupo selecionado de pacientes. A autorização vale para homens com câncer de próstata localizado em apenas uma área do órgão e não se aplica aos casos mais agressivos da doença. Segundo o CFM, os procedimentos poderão ser indicados principalmente para tumores de risco intermediário favorável, além de algumas situações específicas envolvendo pacientes já tratados com radioterapia ou com tumores de baixo risco. Chamadas de terapias focais, as duas abordagens seguem uma tendência cada vez mais presente na oncologia: tratar apenas a área afetada pelo câncer, preservando o máximo possível dos tecidos saudáveis. A proposta é manter a eficácia do tratamento com menor impacto sobre a qualidade de vida dos pacientes. Câncer de próstata tem altas chances de cura Mudança acompanha evolução do tratamento Até recentemente, a maior parte dos homens diagnosticados com câncer de próstata recebia um dos dois tratamentos considerados padrão: a retirada completa da próstata ou a radioterapia em toda a glândula. Embora eficazes para controlar a doença, ambos podem deixar sequelas urinárias, sexuais e reprodutivas. Nos últimos anos, porém, o avanço dos exames de imagem e o maior conhecimento sobre o comportamento dos tumores permitiram identificar com mais precisão quais pacientes realmente precisam de tratamentos agressivos e quais podem ser acompanhados ou tratados de forma mais localizada. Segundo o urologista e líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo Cancer Center, Stenio Zequi, isso levou a uma mudança gradual na forma de encarar a doença. Hoje, médicos reconhecem que o câncer de próstata reúne tumores com comportamentos muito diferentes. Alguns crescem lentamente e podem ser apenas monitorados por anos. Outros apresentam maior risco de progressão e exigem cirurgia ou radioterapia. É entre esses dois extremos que estão os pacientes que podem se beneficiar das terapias focais. Nesses casos, a doença está restrita a uma região da próstata e apresenta potencial de cura elevado, o que abre espaço para tratamentos menos invasivos e com menor risco de comprometer a qualidade de vida. Como funcionam os novos tratamentos As duas técnicas autorizadas pelo CFM têm o mesmo objetivo: destruir apenas a região onde está o tumor. No HIFU, ondas de ultrassom de alta intensidade elevam a temperatura do tecido-alvo para cerca de 90°C, destruindo as células tumorais e preservando estruturas saudáveis ao redor. Já a crioablação utiliza o caminho oposto. Agulhas são posicionadas na próstata para congelar o tecido tumoral a temperaturas extremamente baixas, levando à morte das células. Em ambos os casos, o tratamento é guiado por exames de imagem e realizado com margem de segurança ao redor da lesão. Em vez de remover toda a próstata ou irradiar toda a glândula, o médico trata apenas a área comprometida. Menos sequelas é a principal promessa De acordo com Zequi, o grande atrativo das terapias focais está na possibilidade de reduzir complicações associadas aos tratamentos tradicionais. "Mesmo com os avanços da cirurgia robótica e da radioterapia moderna, ainda existe risco de alterações urinárias e sexuais após o tratamento do câncer de próstata", afirma. A retirada da próstata pode provocar incontinência urinária, dificuldade de ereção e ausência de ejaculação. Já a radioterapia também pode afetar a função sexual e, em alguns casos, é combinada com bloqueio hormonal, que reduz a libido. Ainda segundo o especialista, as terapias focais apresentam taxas significativamente menores de efeitos adversos urinários e sexuais, em torno de 5%, enquanto os tratamentos radicais podem alcançar índices muito mais elevados. Além disso, o procedimento costuma ser menos invasivo. Zequi explica que é geralmente realizado com anestesia leve, dura pouco tempo e permite alta no mesmo dia. Nem todo paciente poderá receber a terapia A nova resolução também deixa claro que o tratamento não deve ser visto como substituto universal da cirurgia ou da radioterapia. Os procedimentos foram autorizados apenas para pacientes com câncer de próstata de risco intermediário favorável, com lesão única e localizada em apenas um lado da próstata. A regra proíbe o uso em tumores de risco intermediário desfavorável, alto ou muito alto. Também poderão ser considerados alguns casos específicos de pacientes previamente tratados com radioterapia e situações selecionadas de câncer de baixo risco, quando houver lesões extensas ou dificuldade de adesão à chamada vigilância ativa —estratégia em que o tumor é monitorado por exames periódicos sem tratamento imediato. Zequi explica que o principal desafio está na seleção adequada dos pacientes. "Quem tem doença de baixo risco geralmente não precisa desse tratamento. Quem tem doença de alto risco precisa de uma abordagem mais agressiva. O benefício está em um grupo muito específico de pacientes", afirma. Acompanhamento continua obrigatório Receber uma terapia focal não significa encerrar o acompanhamento médico. A resolução determina que os pacientes realizem exames regulares de PSA —proteína produzida pela próstata usada para monitorar a doença— a cada três meses no primeiro ano, a cada seis meses nos dois anos seguintes e anualmente depois disso. Também serão necessários exames de imagem e nova biópsia entre seis e doze meses após o procedimento para confirmar a eficácia do tratamento. O g1 acionou o Ministério da Saúde para entender se o tratamento pode chegar ao Sistema Único de Saúde. A reportagem será atualizada quando houver resposta.
Steve Kamb, a fitness coach, encourages clients to ask themselves if what they're doing is realistic and enjoyable.