I shaved my beard because I was worried it made me look older. Perception matters even more in the age of AI.
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IT/기술 · "CONSULT" · 총 34건
필터 보기현재 지수
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최근 7일 기준 86,856건을 분석한 결과, 뉴스 심리지수는 50.2(균형)입니다. 긍정 4,282건(4.9%)·중립 80,442건(92.6%)·부정 2,132건(2.5%)이며, 중립 비중이 뚜렷하게 높습니다. 성향 지수는 종합 14.8(중도 균형)입니다.
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Flamboyant Shopping, em Goiânia, terá funcionamento especial durante o feriado prolongado de Corpus Christi Nelson Pacheco/ Ascom Flamboyant Shopping O feriado prolongado de Corpus Christi que começará na quinta-feira (4) terá horários de funcionamento especiais em serviços públicos e no comércio de Goiás. No âmbito da administração pública federal, tanto esse dia quanto a sexta-feira (5) serão pontos facultativos e, portanto, a abertura ou fechamento varia de acordo com o órgão ou instituição. Confira abaixo o que abre e o que fecha em Goiás: Shoppings Flamboyant Na quinta-feira (4), as lojas funcionarão das 14h às 20h. Já a praça de alimentação e as áreas de lazer estarão abertas das 11h às 22h. Na sexta e no sábado, todo o shopping terá funcionamento das 10h às 22h. No domingo, os horários serão os mesmos de quinta-feira. Passeio das Águas Shopping As lojas e os quiosques estarão abertos das 14h às 20h, enquanto a praça de alimentação e os restaurantes ficarão das 12h às 21h. Nos demais dias, o funcionamento segue o horário tradicional. Bougainville Shopping No feriado, as lojas funcionarão das 14h às 20h, mas as operações de alimentação e lazer funcionarão das 12h às 22h. Nos dias seguintes, o shopping funciona normalmente. Buriti Shopping (Aparecida de Goiânia) Na quinta-feira, o funcionamento será normal, das 10h às 22h. As lojas e quiosques poderão operar de forma facultativa, seguindo o horário padrão do shopping ou adotando o funcionamento das 14h às 20h. A decisão caberá a cada lojista. As praças de alimentação, o Terraço Buriti e as áreas de lazer estarão abertos das 11h às 22h. Shopping Cerrado As lojas estarão abertas das 14h às 20h na quinta-feira. A praça de alimentação e as áreas de lazer, das 10h às 22h. Nos demais dias, o funcionamento seguirá o horário tradicional. Goiânia Shopping Na quinta-feira, os quiosques e as lojas funcionarão das 14 às 20h. As áreas de lazer, das 10 às 22h. Já os restaurantes estarão abertos das 11h30 às 23h. Nos dias seguintes, o horário será o tradicional. Araguaia Shopping Os consumidores encontrarão as lojas e os quiosques abertos das 9h às 16h. A praça de alimentação funcionará das 10h às 22h. Nos demais dias, o funcionamento seguirá o horário tradicional. Plaza D’oro Shopping No feriado, as lojas e os quiosques funcionarão das 9h às 21h, enquanto a praça de alimentação estará aberta das 11h às 22h. Já o supermercado Store terá funcionamento das 7h às 22h. Aparecida Shopping As lojas e os quiosques funcionarão das 14h às 20h na quinta-feira. A praça de alimentação ficará aberta das 10h às 22h. Nos outros dias do feriadão, o horário será normal. Estação Goiânia O shopping do Setor Central da capital terá lojas e quiosques abertos das 10h às 16h, o mesmo do domingo. Nos demais dias, segue o cronograma regular, com lojas e quiosques funcionando das 8h30 às 20h30, e a praça de alimentação, das 10h às 22h. Agora no g1 Região da 44 Os shoppings e galerias do polo confeccionista da Região da 44, em Goiânia. funcionarão das 8h às 16h na quinta-feira. Na sexta e no sábado, o funcionamento será das 8h às 18h. Correios Em função do ponto facultativo nacional na quinta-feira, não haverá atendimento nas agências dos Correios. As agências voltam a operar normalmente na sexta-feira. Para consultar os horários, basta acessar o site dos Correios. No feriado, as agências da Equatorial estarão fechadas, mas os canais de atendimento estão 24 horas à disposição dos clientes Divulgação/ Equatorial Goiás LEIA TAMBÉM Supermercados passam a funcionar somente até 11h nos domingos e feriados em Goiás, diz sindicato ENTENDA: Supermercados podem fechar aos domingos a partir de abril, em Goiás LOGÍSTICA: conheça cidade goiana onde se concentram mais de 15 centros de distribuição de varejo, como Amazon e Shopee Equatorial No feriado, as agências presenciais estarão fechadas, mas os canais de atendimento estão 24 horas à disposição dos clientes. As atividades serão retomadas na sexta-feira (5), com o tradicional expediente das 8h às 17h. Bancos Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências estarão fechadas na quinta-feira. Na sexta-feira, o atendimento ao público será normal nas localidades onde não há feriado estadual ou municipal ou há ponto facultativo. A entidade informou, ainda, que boletos de cobrança que vencerem no dia 4, feriado, poderão ser pagos no dia seguinte, sem acréscimo de multas e juros. Vapt-Vupt As unidades estarão fechadas de quinta-feira a sábado, tanto na capital quanto no interior. As atividades serão retomadas normalmente a partir de segunda-feira (8). No entanto, durante todo o feriado os serviços do programa Expresso estarão disponíveis, de forma digital. A ferramenta pode ser acessada pelo endereço go.gov.br ou pelo aplicativo Expresso Goiás, disponível para sistema Android ou iOS. Detran O departamento estará fechado tanto na quinta quanto na sexta-feira, retomando o atendimento normalmente na segunda-feira. O Detran informa que documentos, taxas e multas com vencimento nos dias de feriado poderão ser pagos no primeiro dia útil seguinte, sem incidência de multas e juros. Durante o feriadão, no entanto, os usuários continuarão tendo acesso a serviços online por meio do site oficial, do Portal Expresso e do aplicativo Detran GO ON. Supermercados De acordo com o procurador jurídico do Sindicato dos Empregados no Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de Goiás (Secom-GO), José Nilton Carvalho, os supermercados em Goiás deverão seguir a convenção coletiva que foi acordada, que determina o funcionamento até as 11h no feriado. O horário é o mesmo dos domingos, anunciado nesta semana. Segundo José Nilton, apenas três cidades não fazem parte do acordo: Catalão, Rio Verde e Itumbiara, que foram cedidas a representações para sindicatos municipais. No feriado, os supermercados em Goiás deverão seguir o novo horário de funcionamento acordado em convenção coletiva: até as 11h Fábio Lima / O Popular Saúde Goiânia Segundo a Secretaria municipal de Saúde, toda a rede de urgência e emergência funcionará 24 horas durante o feriado prolongado, para atendimento de crianças e adultos, incluindo: CAIS: Campinas, Vila Nova, Finsocial, Bairro Goiá e Cândida de Morais; UPAs: Noroeste, Itaipu, Jardim América, Novo Mundo e Chácara do Governador; CIAMS: Urias Magalhães. Já os serviços de vacinação funcionarão das 8h às 18h nos oito Centros Municipais de Vacinação da capital: CMV Pedro Ludovico CAIS Cândida de Morais CAIS Bairro Goiá CIAMS Urias Magalhães UPA Jardim América CIAMS Novo Horizonte UPA Novo Mundo CAIS Vila Nova Aparecida de Goiânia Por prestarem um serviço essencial, as unidades de saúde funcionarão normalmente tanto no feriado quanto no dia do ponto facultativo municipal, na sexta-feira. Já a Central de Imunização, aonde a população pode ir para se vacinar, retomará o atendimento normal apenas no sábado (06), das 7h30 às 18h30. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Dados são do Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados Crystofher Andrade/g1 O Amapá desperdiça diariamente o equivalente a 15 piscinas olímpicas de água ou 49,659 caixas d’água de 750 litros, segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria GO Associados. O levantamento mostra que o Estado tem 39,27% de perdas na distribuição, índice praticamente igual à média nacional, de 39,53%. Os dados são referentes a 2024. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça No Amapá, a redução das perdas para a meta de 25%, prevista pela Portaria 788/2024, poderia garantir abastecimento para cerca de 225,588 pessoas. Em Macapá, as perdas chegam a 37,84% na distribuição, acima da meta nacional. Cada ligação desperdiça em média 755 litros por dia, muito acima do limite de 216 litros. O desperdício equivale a 9 piscinas olímpicas ou 30,405 caixas d’água de 750 litros por dia. A redução poderia atender cerca de 34,062 pessoas. O Amapá está entre os Estados com níveis elevados de perdas, o que reforça os desafios da região Norte. Na prática, grande parte da água produzida não chega às casas. O desperdício de água acontece quando o recurso é perdido antes de chegar às casas. Isso ocorre por vazamentos nas redes, erros de medição e consumos não autorizados. Esses problemas aumentam a pressão sobre os mananciais e elevam os custos de produção, além de reduzir a receita das empresas de saneamento. O g1 entrou em contato com a Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA), mas até a publicação desta reportagem não teve retorno. Assista ao vivo aos telejornais da Rede Amazônica LEIA MAIS: Quadrinho do Amapá inspirado em baleia que encalhou no Rio Amazonas vence prêmio nacional Mais de 117 mil declarações do Imposto de Renda foram enviadas no Amapá Entre as capitais, Goiânia (11,45%), Campo Grande (20,69%), Teresina (19,55%) e São Paulo (24,46%) estão dentro da meta. Já Belo Horizonte (68,29%), Maceió (64,05%) e Belém (58,96%) estão entre as piores, com perdas muito acima da média. No Brasil, o volume desperdiçado em 2024 seria suficiente para abastecer 77 milhões de pessoas em um ano — mais que o dobro da população sem acesso à água potável (33 milhões). A redução das perdas para 25% poderia gerar R$ 47,3 bilhões em ganhos econômicos até 2033 e aumentar a resiliência hídrica diante das mudanças climáticas. O estudo conclui que o Brasil ainda tem um longo caminho para reduzir as perdas. A meta de 25% até 2033 exige medidas urgentes para garantir acesso à água potável e enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:
Nearly 43 percent of adolescents said they used artificial intelligence monthly for advice. Researchers also found that many do not tell anyone they’re consulting AI
É #FAKE que vídeo que afirma que Caixa Tem paga indenização de até R$ 15 para CPFs com finais de 0 a 9 Reprodução Circulam nas redes sociais vídeos alegando que usuários do aplicativo Caixa Tem com Cadastro de Pessoa Física (CPF) de final 0 a 9 têm direito a uma indenização de R$ 15 mil por causa de um suposto vazamento de dados. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🛑 Como são os vídeos falsos? O Fato ou Fake encontrou três vídeos com o mesmo teor na Biblioteca de anúncios da Meta (controladora de Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp). Trata-se de uma central de informações sobre todos os conteúdos de publicidade (pagos por usuários ou empresas) veiculados nas redes sociais da plataforma. Eles aparecem para os usuários de acordo com idade, gênero, localização e interesses. Cada uma das três gravações mostra uma pessoa dando declarações criadas inteligência artificial (IA) – leia detatalhes mais abaixo. Veja o exemplo de uma dessas afirmações mentirosas: "Acabou de ser confirmado, pessoal. Todas as pessoas que possuem os finais do CPF com esses números que vão aparecer aqui na tela (0 a 9), fazem parte dos beneficiados de setembro do Caixa Tem. Recentemente, foi identificado uma falha no sistema que ocasionou um vazamento de informações pessoais. Se você já recebeu algum benefício da Caixa entre 2020 e 2025, você pode ter sido afetado e ter direito ao reembolso social. Dá só uma olhada no pronunciamento da Caixa". Em seguida, a tela exibe o seguinte comunicado, atribuído à Caixa: "A Caixa informa que foi identificado um incidente que afetou todos os usuários cadastrados no aplicativo CAIXA Tem. Houve falhas no sistema que causaram o vazamento de milhares de dados pessoais. Como medida de reparação, foi criado um programa indenizatório para todos os clientes que utilizaram o CAIXA Tem durante o período em que ocorreram os problemas. O valor da indenização é simbólico e pode chegar a até R$ 15 mil. Todos os clientes que foram impactados podem consultar pelo site oficial do programa e solicitar o recebimento via Pix em até 24 horas. O acesso é rápido, seguro e pode ser feito diretamente pelo celular. Para verificar o seu direito à indenização, clique em saiba mais e siga as instruções". Um dos personagens diz, na sequência: "Para você descobrir se tem direito de receber essa quantia, é muito simples. Você só precisa acessar o site oficial e consultar se, no seu nome, consta algum valor disponível. É muito rápido e fácil. Lembrando que você consegue solicitar o resgate via Pix em menos de 5 minutos. Eu vou deixar o link aqui embaixo do vídeo, então já clique quem saiba mais e acesse agora mesmo." Uma das telas mostra um print falso atribuído ao g1 com título: "Usuários do caixa Tem com os finais do CPF 4,5,3,6,2,7,1,8,9,0 possuem direito de receber uma indenização". Mas o g1 jamais publicou uma reportagem com esse enúnciado ou conteúdo. Trata-se de uma montagem fake. O link que acompanha esse vídeos leva a um site que vende um livro eletrônico com dicas sobre como receber benefícios e indenizações. A página apresenta valores que variam de R$ 40 a R$ 70. Mas, ao clicar em qualquer dos botôes, o usuário vai para um novo endereço, no qual o preço exibido é R$ 170. ⚠️ Por que é #FAKE? O Fato ou Fake submeteu trechos dos vídeos ao Hive Moderation, que detecta conteúdos criados com IA. Os resultados apontaram probabilidade de 99,3%, 97,8% e 99,2% de o áudio ter sido fabricado com esse recurso (veja infográfico a seguir). O Fato ou Fake submeteu trechos dos vídeos ao detector de inteligência artificial Hive Moderation. Os resultados apontaram probabilidade de 99,3%, 97,8% e 99,2% de o áudio ter sido gerado por inteligência artificial. (veja infográfico no final do texto) Reprodução O Fato ou Fake também mostrou o vídeo à assessoria de imprensa da Caixa. A resposta, enviada por e-mail, cita que "eventuais comunicações oficiais do banco são realizadas exclusivamente por canais oficiais da instituição". Alerta também que as informações do vídeo são falsas: não existe o programa indenizatório mencionado – nem a "indenização" de R$ 15 mil prometida. Além disso, a lista de finais de CPF (4, 5, 3, 6, 2, 7, 1, 8, 9, 0) engloba todos os números possíveis, justamente para levar as vítimas a acreditarem, de cara, que têm direito a alguma indenização. A Caixa destaca alguns cuidados para evitar golpes e fraudes: Não forneça senhas ou outros dados de acesso em outros sites ou aplicativos. Links suspeitos podem levar à instalação de programas espiões, que podem ficar ocultos no celular ou computador, coletando informações de navegação e dados do usuário. Utilize sempre navegadores e softwares de antivírus atualizados. A Caixa jamais pede senha e assinatura eletrônica numa mesma página, sendo a assinatura digitada somente por meio da imagem do teclado virtual. A Caixa não envia SMS com link. Senhas e cartões são pessoais e intransferíveis. Senhas bancárias não devem estar disponíveis em aparelhos celulares ou computadores. A Caixa disponibiliza mais informações de segurança na página: www.caixa.gov.br/seguranca, onde o cliente pode pesquisar as principais dicas e orientações de segurança com relação a diversos assuntos relacionados à atividade bancária, entre elas como resguardar senhas e se proteger contra fraudes. Procurada, a Meta enviou por e-mail a seguinte manifestação: "Atividades que visam enganar, fraudar ou explorar terceiros não são permitidas em nossas plataformas, e estamos sempre aprimorando nossa tecnologia para combater atividades suspeitas. Também recomendamos que as pessoas relatem qualquer conteúdo que considerem violar os Padrões da Comunidade do Facebook, as Diretrizes da Comunidade do Instagram e os Padrões de Publicidade da Meta diretamente pelos próprios aplicativos". É #FAKE que vídeo que afirma que Caixa Tem paga indenização de até R$ 15 para CPFs com finais de 0 a 9 Reprodução Veja também É #FAKE foto de Carlo Ancelotti dormindo no jogo Athletico-PR x Flamengo É #FAKE foto de Carlo Ancelotti dormindo no jogo Athletico-PR x Flamengo; VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake
Publisher do NYT, A.G. Sulzberger Damon Winter/The New York Times via AP A era da inteligência artificial anunciou sua chegada há menos de quatro anos, com o lançamento público do ChatGPT. Em poucos meses, o chatbot da OpenAI acumulou 100 milhões de usuários, tornando-se o produto de consumo de crescimento mais rápido da história. Hoje, ele é apenas um entre vários sistemas de IA cada vez mais poderosos, ao lado dos desenvolvidos por Anthropic, Google, Meta, Microsoft e X. Há poucas dúvidas de que a inteligência artificial generativa representa a próxima grande revolução tecnológica — e ela traz consigo uma série vertiginosa de questões importantes. A IA vai impulsionar um salto de produtividade? Vai eliminar categorias inteiras de empregos? Vai desbloquear avanços médicos extraordinários? Ou facilitar ataques biológicos? É possível compreender plenamente as ações dos modelos e agentes de IA? É possível controlá-los? Estou aqui hoje para falar de questões que são, reconheço, um pouco mais restritas. Mas elas importam muito para mim, para vocês e para a sociedade. Como a IA vai mudar o jornalismo? Como essas mudanças vão afetar o ecossistema de informação que funciona como a esfera pública dos cidadãos engajados ao redor do mundo? E o que as pessoas presentes nesta sala podem fazer para garantir o futuro do jornalismo baseado em fatos e reportagens em primeira mão — essencial para a saúde das nossas democracias? Os primeiros sinais nos dão razão para preocupação As empresas que lideram a IA, já entre as mais ricas e poderosas da história humana, estão consolidando um controle desproporcional sobre nossos dados e nossa atenção. Ao mesmo tempo, deixam de assumir uma responsabilidade fundamental que acompanha esse poder: garantir que o público tenha acesso a notícias e informações confiáveis. Esse sequestro da esfera pública é viabilizado pelo pecado original que move seus produtos de IA — um roubo descarado de propriedade intelectual em uma escala sem precedentes. Os gigantes da tecnologia vasculham sites de notícias sem permissão e sem compensação. Reempacotam o material roubado como se fosse seu, desviando o público e a receita que deveriam ir para as organizações jornalísticas que criaram esse trabalho. E isso não acontece apenas uma vez, durante o processo de treinamento, mas incontáveis vezes, todos os dias. Por isso, temo que estejamos caminhando rapidamente para um futuro com cada vez menos jornalistas capazes de fazer o trabalho caro e difícil da reportagem original — ir a lugares, conversar com pessoas, buscar informações, cobrir temas e eventos relevantes, oferecer contexto e análise, investigar os poderosos. Um futuro em que uma fonte essencial de uma sociedade saudável e de uma democracia estável — a verdade, a compreensão e a responsabilização proporcionadas pelo jornalismo original — continue a se esgotar. Esse dano potencial vai muito além do jornalismo. As empresas de IA saquearam todo o conjunto de obras originais da civilização — um ato que também ameaça o futuro de livros, filmes, músicas, pesquisas científicas e uma série de outros campos. Nos Estados Unidos, essas indústrias representam não apenas o coração da vida cultural e intelectual do país, mas também um pilar de sua economia e uma de suas exportações mais influentes. Globalmente, as profissões criativas empregam mais de 50 milhões de pessoas e geram cerca de US$ 12 trilhões em valor econômico por ano. As pessoas reunidas aqui hoje lideram organizações de notícias de mais de 60 países. Isso significa que já passaram por uma série de pressões que assolaram o jornalismo em todo o mundo — da queda de receitas à intermediação tecnológica e aos ataques crescentes à liberdade de imprensa. Mas diante da IA, precisamos fazer mais. Nossa profissão tem sido silenciosa demais, passiva demais e fragmentada demais diante dos abusos das empresas que lideram essa revolução. Não podemos permitir que os entusiastas da IA dominem a conversa pública sem que nos posicionemos em defesa de um futuro sustentável para o jornalismo original. Não podemos assistir enquanto empresas de IA tentam desmantelar permanentemente os direitos que nos dão controle sobre o trabalho que criamos. Não podemos ficar de braços cruzados enquanto esse trabalho é usado para construir produtos substitutos que minam nossa capacidade de conquistar o público e a receita necessários para continuar fazendo jornalismo. Alguns líderes do setor tecnológico vão retratar meus comentários de hoje como sendo contra a IA. Como uma defesa do status quo. Como mais uma instituição engessada reagindo com raiva aos inovadores que impulsionam o progresso. E, para ser justo com nossos colegas do Vale do Silício, existe uma tradição de incumbentes estabelecidos — digamos, um jornal de 175 anos — reclamando de novas tecnologias e dos disruptores por trás delas. Por isso, vale dizer claramente: a organização que lidero, o "The New York Times", tem um longo histórico de abraçar a tecnologia para avançar a missão do jornalismo independente. Temos uma história de parcerias respeitosas com empresas de tecnologia para levar esse jornalismo a novos leitores, de novas formas. Enfrentar as disrupções com curiosidade, abertura e capacidade de adaptação nos ajudou a atravessar o colapso do nosso negócio impresso e sairmos mais fortes do outro lado. Hoje, meus colegas usam tecnologia de IA — de forma responsável, ética e com humanos tomando as decisões — para melhorar a forma como reportamos, editamos, distribuímos e monetizamos nosso jornalismo. Manter uma tecnologia nova e poderosa à distância é uma receita para o fracasso. E acredito plenamente que a IA tem o poder de fazer muito bem no mundo. Não estou chamando a IA — nem os gigantes tecnológicos que controlam essa tecnologia — de inerentemente ruins ou malignos. Estou alertando que as empresas de IA estão fazendo escolhas que violam leis já consolidadas, ameaçam a viabilidade do trabalho criativo e parecem destinadas a causar danos desnecessários e graves. As organizações de notícias deveriam querer os benefícios que a IA pode trazer. Mas as empresas de tecnologia deveriam também querer apoiar o fluxo saudável e sustentável de informações, ideias e criatividade que alimenta a própria IA — para garantir que suas ações não nos levem a uma tragédia dos bens comuns cívicos. Os quatro ingredientes da IA Os modelos de IA são feitos com quatro ingredientes básicos. O primeiro é o talento — as pessoas que desenvolvem os algoritmos. O segundo é o que as empresas de tecnologia chamam de "computação": a infraestrutura por trás da IA, como chips e data centers. O terceiro é a energia — a eletricidade necessária para alimentar esses produtos tão consumidores de recursos. O quarto é o que as empresas de tecnologia chamam de "dados". A própria palavra parece quase projetada para fazer o trabalho criativo e expressivo soar trivial, como uma commodity abundante. Mas "dados" é frequentemente usado, entre outras coisas, como sinônimo de livros, filmes, músicas e jornalismo — o que poderia ser descrito com mais precisão como "conteúdo protegido por direitos autorais". Talento, computação, energia e dados são todos essenciais para o sucesso da IA e, portanto, para o sucesso dos gigantes tecnológicos. Os três primeiros são pagos — porque é claro que são. Nenhum CEO de tecnologia ousaria sugerir que os engenheiros mais talentosos trabalhem de graça. Pelo contrário, eles regularmente oferecem pacotes de remuneração que chegam a dezenas ou até centenas de milhões de dólares. Tampouco considerariam roubar chips de uma fábrica da Nvidia ou fazer uma ligação ilegal em uma linha de energia. Os investidores consideram que as recompensas financeiras potenciais da IA são tão grandes que estão aceitando prejuízos na casa dos centenas de bilhões de dólares para construir data centers e usinas de energia. Em contraste, as empresas de IA tomam os "dados" sem consentimento nem compensação. As justificativas para o roubo mudam o tempo todo. Dizem que a inovação exige isso. Insistem que estão apenas usando fatos, que ninguém pode possuir. Reclamam que os acordos demoram demais e custam caro demais. Alegam que a doutrina do "uso justo" permite que tomem conteúdo de graça de qualquer jeito. Às vezes chegam até a invocar a segurança nacional — alertam que, se as empresas de IA forem obrigadas a pagar, os Estados Unidos perderão a corrida tecnológica para a China. Nenhum desses argumentos resiste ao escrutínio. Um chatbot só consegue reproduzir "fatos" porque copiou ilegalmente artigos jornalísticos inteiros, o que lhe permite tomar emprestado com a mesma liberdade a linguagem protegida e o estilo da escrita. Construir data centers e usinas de energia é muito mais caro e demorado do que contratar advogados para redigir acordos de licenciamento com organizações de notícias. O uso justo não permite esse tipo de cópia, retenção e regurgitação prejudicial e substitutiva de uma obra — quanto menos de tudo o que a humanidade já produziu. Na competição com a China, os Estados Unidos se enfraquecem ao abandonar as proteções de propriedade intelectual que alimentam a inovação e sustentam as empresas criativas americanas. A avaliação combinada das seis principais empresas de IA é de US$ 11 trilhões — mais de três vezes o PIB da França. O investimento privado em IA nos Estados Unidos chegou a quase US$ 350 bilhões em 2025 e está acelerando em 2026. Portanto, o roubo de propriedade intelectual certamente não ocorre por falta de dinheiro para pagá-la. Embora os acordos de licenciamento com editores não sejam públicos, com base no tamanho dos poucos acordos que foram divulgados, estima-se que menos de meio por cento desse investimento esteja indo para compensar as pessoas e empresas que criam os dados que alimentam a IA. Embora existam muitas fontes de dados, os próprios executivos de IA reconheceram que conteúdo original e de alta qualidade é particularmente valioso para a eficácia e confiabilidade da tecnologia. Cinco dos dez principais sites usados para treinar alguns dos modelos de linguagem mais populares pertencem a editoras de notícias. A OpenAI confessou que seria "impossível treinar os modelos de IA líderes de hoje sem usar materiais protegidos por direitos autorais". Um engenheiro da empresa escreveu que o sucesso dos modelos "não é determinado pela arquitetura, hiperparâmetros ou escolhas de otimização. É determinado pelo seu conjunto de dados, nada mais". Em outras palavras: você é o que você come. O caso do 'The New York Times' Vamos olhar de perto a experiência do "The New York Times" para entender como isso funciona. Se você quer respostas abrangentes e precisas no seu chatbot de IA, é difícil imaginar uma fonte de dados melhor do que uma organização jornalística que, por 175 anos, empregou jornalistas profissionais experientes e bem remunerados para descobrir novas informações, narrar eventos em andamento e avaliar desenvolvimentos em política, negócios, cultura, esportes, ciência e assuntos globais. Esse trabalho original é valioso para as empresas de tecnologia em grande parte porque foi cuidadosamente escrito e editado, verificado de forma independente, submetido aos mais altos padrões de justiça e precisão, e apresentado de forma distintiva e envolvente. Só no ano passado, o "The New York Times" publicou quase meio milhão dessas obras — de artigos a fotos, vídeos e podcasts —, a um custo de mais de US$ 2 bilhões. Temos jornalistas em todos os 50 estados americanos e em 155 países, e esses profissionais não raramente enfrentam situações de risco de vida. Na Ucrânia, por exemplo, tivemos mais de 70 jornalistas e equipe de apoio em campo. Tudo isso apenas em 2025. Some essas contribuições ao longo de 175 anos e 20 milhões de obras originais, e você terá uma ideia mais clara do que nossa redação contribuiu para a compreensão pública do mundo. O valor distintivo do jornalismo do "Times" — assim como o de outras fontes de jornalismo de qualidade — foi repetidamente reafirmado pela preferência que as empresas de IA demonstram por ele. Embora a maioria das empresas de IA oculte suas fontes de treinamento, o "Times" foi a maior fonte individual de dados proprietários em um conjunto de dados importante usado para treinar vários modelos diferentes, seguido por outras organizações jornalísticas, como "The Guardian" e "Los Angeles Times". As empresas de IA consideram a extração de informações de organizações jornalísticas de qualidade como um dos sinais mais confiáveis de que seus produtos estão funcionando corretamente. Como disse um vice-presidente da Microsoft: "Conteúdo premium melhora significativamente a qualidade das respostas". No entanto, os gigantes tecnológicos argumentaram de forma consistente que não deveriam ser obrigados a pedir permissão para usar — muito menos pagar por — esse tipo de propriedade intelectual. Seu argumento, como mostram suas ações, é que têm direito a ela. A Meta treinou seu modelo em um banco de dados notório de livros pirateados ilegalmente. A Perplexity desafiou abertamente a norma consolidada de que sites não podem ser rastreados às escondidas, contrariando suas objeções explícitas. A OpenAI fez lobby junto ao governo americano para obter imunidade legal pelo confisco de obras alheias. Até mesmo a Anthropic, frequentemente citada por seu compromisso com o desenvolvimento ético da IA, se recusou a pagar pelo jornalismo de alta qualidade que usa em seus produtos. Ações como essas levaram o "Times" a processar a OpenAI, sua parceira, a Microsoft e, posteriormente, a Perplexity, por violações flagrantes de nossos direitos de propriedade intelectual protegidos pela lei de direitos autorais dos Estados Unidos — tanto no treinamento de seus modelos quanto no uso contínuo de nosso trabalho em seus produtos. Assim como outras organizações jornalísticas que entraram com ações semelhantes, acreditamos que essas violações ameaçam a capacidade de longo prazo das organizações de notícias de continuar produzindo jornalismo original e confiável, do qual o público — e, como se vê, os próprios modelos de IA — depende. Mas processos judiciais são lentos e caros — o nosso já se estende por dois anos e meio e custou mais de US$ 20 milhões. Como as empresas de IA certamente sabem, a maioria das organizações jornalísticas não tem recursos para ir a tribunal defender seus direitos. Um setor já fragilizado Mesmo antes da chegada da IA, o setor global de notícias lutava para sobreviver às ondas de mudança desencadeadas pela internet, pelo smartphone e pelas redes sociais. Nas últimas duas décadas, os Estados Unidos perderam, segundo algumas estimativas, 75% de seus jornalistas e mais de 3.000 jornais. Um novo jornal fecha a cada três dias. Os veículos digitais não preencheram nem uma fração desse vazio. Grandes regiões dos Estados Unidos já não têm um único repórter fazendo perguntas na câmara municipal, cobrindo as escolas locais ou conectando sua comunidade com um conjunto comum de fatos. E quando se olha para as formas mais caras e desafiadoras de jornalismo — investigar irregularidades ou ir às linhas de frente de conflitos — percebe-se que o número de jornalistas fazendo esse trabalho caiu de forma ainda mais dramática. A disrupção provocada pela IA promete ser ainda mais devastadora. Antes da IA, havia uma troca de valor real — ainda que desequilibrada — entre as plataformas de tecnologia e os criadores de conteúdo digital, como as organizações de notícias. Esse era o pacto da chamada web aberta. As empresas de tecnologia — principalmente as plataformas de busca e redes sociais — ficavam com uma fatia crescente das receitas publicitárias que antes iam para as organizações de notícias, mas, em contrapartida, entregavam um público muito maior. Na próxima fase da disrupção, as empresas de tecnologia, ao se apropriar do próprio jornalismo, também estão tomando uma parcela crescente do público que ele conquista. Veja o caso do Google. O objetivo dos mecanismos de busca sempre foi identificar os sites mais úteis e enviar as pessoas para eles. As pessoas iam ao Google, pesquisavam um assunto e clicavam em um link para sites como o "Financial Times", "Le Monde" ou "El País" para ler a matéria. O Google ficava com a grande maioria das receitas publicitárias. Mas também enviava tráfego significativo para as organizações de notícias por meio de links, permitindo que os editores ganhassem dinheiro exibindo anúncios ou vendendo assinaturas. Na era da IA, o Google usa cada vez mais o conteúdo das organizações de notícias e de outros sites para responder às perguntas diretamente. Como resultado, fazer com que um usuário do Google clique em um link é, segundo pesquisas do setor, dez vezes mais difícil hoje do que era uma década atrás. Ainda assim, o Google mantém o padrão mais elevado em termos de envio de leitores para os editores, e só podemos esperar que esse compromisso continue. Os modelos de IA concorrentes enviam tráfego de referência a uma taxa 96% menor do que a busca do Google, segundo um estudo. Os gigantes tecnológicos têm plena consciência das implicações dessa mudança sobre os modelos de negócios já frágeis das organizações de notícias. Como escreveu o chefe de monetização de IA da Microsoft: "A web aberta foi construída sobre uma troca de valor implícita, em que os editores tornavam o conteúdo acessível e os canais de distribuição — como a busca — ajudavam as pessoas a encontrá-lo. Esse modelo não se traduz de forma limpa para um mundo orientado pela IA." Ele acrescentou: "Os editores precisam de formas sustentáveis e transparentes de controlar como seu conteúdo premium é usado." Um sentimento digno. Mas basta olhar para uma página de lançamento recente do próprio mecanismo de busca com IA da Microsoft para encontrar uma postura bem diferente: "Olá do Bing! Em vez de clicar em links, podemos conversar sobre tudo o que você quiser saber." Essa dinâmica fez, evidentemente, o tráfego para os sites de notícias despencar. Os maiores jornais acompanhados pelo Comscore registraram quedas de mais de 45%, em média, à medida que a corrida pela IA se intensificou nos últimos quatro anos. Editores de notícias globais consultados pelo "Reuters Institute" se preparam para que as quedas de tráfego significativas continuem nos próximos anos. Menos tráfego para os editores provavelmente significa menos oportunidades de publicidade, que continua sendo uma importante fonte de receita para a maioria das organizações de notícias. Nas últimas duas décadas, a receita combinada de publicidade dos jornais já caiu 80%. A Meta sozinha fatura oito vezes mais em receita publicitária do que todos os jornais do mundo juntos. Para compensar a queda da publicidade, muitas organizações de notícias recorreram a modelos de assinatura. Mas na medida em que as pessoas percebem que podem acessar trabalhos roubados gratuitamente por meio de produtos de IA, será cada vez mais difícil para as organizações de notícias desenvolver e aprofundar relações com potenciais assinantes. Esse roubo não acontece apenas porque os editores "deixam seus brinquedos no quintal"; acontece mesmo quando eles estão "trancados com segurança dentro de casa". Um estudo descobriu que cerca de 30% das varreduras por bots de IA violam restrições explícitas de acesso ao conteúdo dos sites, incluindo conteúdo protegido por paywalls. A fonte de receita com a qual alguns esperam compensar essas perdas é o dinheiro das próprias empresas de IA, por meio de licenciamento de conteúdo ou micropagamentos. Algumas organizações de notícias maiores, incluindo o "Times", assinaram acordos de licenciamento. Outras adotaram micropagamentos das empresas de IA para cada uso individual do jornalismo. Mas há boas razões para questionar se qualquer um desses modelos será suficiente para compensar a receita e os leitores perdidos para produtos de IA concorrentes. Enquanto isso, muitas organizações de notícias menores, cujo trabalho também foi tomado e usado por modelos de IA, não receberam nenhuma compensação, e a grande maioria dos editores diz não esperar receitas significativas das plataformas de IA. De forma preocupante, mesmo enquanto essas empresas de tecnologia tentam divulgar acordos e outras ações que sinalizam que valorizam o jornalismo, simultaneamente argumentam em tribunal, junto a legisladores e agências federais, que não têm nenhuma obrigação com os criadores da propriedade intelectual que usam para alimentar seus produtos. Não é concorrência — é parasitismo Para ser claro: não estou levantando essas preocupações porque as organizações de notícias deveriam temer a concorrência. Se as empresas de tecnologia estivessem destinando recursos reais para colocar seus próprios repórteres em campo para produzir jornalismo original, eu daria boas-vindas a isso. Mas não é isso que está acontecendo. As plataformas tecnológicas nunca fizeram tentativas sérias de criar o trabalho original e de base — como reportagem local, jornalismo investigativo ou testes rigorosos de produtos — do qual seus usuários, plataformas e produtos de IA dependem. E agora vão um passo além, simplesmente tomando as reportagens e coberturas de outros, muitas vezes até apresentando-as como suas. Um estudo descobriu que a OpenAI creditou as organizações de notícias que desenterraram as informações citadas em apenas 1% de suas respostas. Os líderes das transições tecnológicas anteriores pelo menos tentavam argumentar que suas plataformas seriam simbióticas com os criadores. O Spotify, por exemplo — que tem seus críticos na indústria musical — destaca os pagamentos que envia aos artistas. As empresas de IA, em contraste, adotaram uma postura mais abertamente parasitária, mais próxima à do Napster, a antiga plataforma de música pirata. Um pesquisador sênior da Microsoft escreveu que uma das "promessas centrais dos LLMs" é sua capacidade de usar "seus dados de treinamento para substituir o trabalho pago daqueles que criaram esses dados". De forma mais evocativa, a escritora de ficção científica Margaret Atwood comparou essa dinâmica a ser "assassinada pela minha réplica". É uma aposta segura que tais ações dos gigantes tecnológicos vão alimentar tendências destrutivas que já estão tensionando a sociedade. Uma queda contínua no jornalismo original. Uma onda crescente de desinformação, propaganda, teorias conspiratórias, deepfakes e lixo gerado por computador. Um público que continua a ser radicalizado por algoritmos que amplificam o medo, a raiva e a divisão. Os repórteres são os responsáveis por enriquecer o registro público com informações até então desconhecidas. Aquele fato surpreendente. Aquele detalhe revelador. Aquela citação da testemunha ocular. Aquele documento secreto. Aquela análise do especialista. Aquela foto, vídeo, gravação de áudio. Em termos simples, o jornalismo original é muitas vezes a forma como você sabe o que sabe. Os produtos de IA não conseguem fazer esse tipo de reportagem original. Eles extraem o registro público, mas têm dificuldade de acrescentar algo a ele. Mesmo a extração tem sido problemática. Uma pesquisa da "European Broadcasting Union" descobriu que os principais assistentes de IA distorceram significativamente as notícias em quase metade de todas as respostas. Tanto o Google quanto a Apple, por exemplo, cometeram erros graves ao usar ferramentas de IA para reescrever manchetes e alertas de notícias de organizações jornalísticas que aparecem em seus produtos. Como a IA tende a ser ruim em expressar incerteza, ela frequentemente não está apenas errada — está errada com confiança. E, ao contrário das organizações de notícias das quais roubam, as empresas de IA não rastreiam nem corrigem esses erros, deixando seus usuários sem qualquer forma de saber quando foram induzidos a erro. Isso importa em parte porque os produtos de IA provavelmente não vão apenas suplementar, mas substituir as relações diretas com organizações de notícias para muitas pessoas. Pesquisas sugerem que essa mudança está acontecendo muito mais rapidamente do que a maioria imagina. A Amazon Web Services, que trabalha com muitas empresas de IA, estima que a maioria do conteúdo online já é gerado por IA — um número que alguns especialistas esperam que chegue a mais de 90% nos próximos anos. Já hoje, o número de sites de notícias locais falsos é maior do que o de sites reais, pois a IA dificulta a sobrevivência dos sites verdadeiros e facilita a criação de sites falsos a baixo custo. De forma reveladora, as empresas de IA não querem dizer que os resultados de seus produtos são confiáveis. Não querem dizer que são justos ou precisos. Isso se deve em parte ao fato de não serem. Quando o ativista político americano Charlie Kirk foi assassinado no ano passado, por exemplo, o bot da Perplexity sugeriu que a declaração da Casa Branca sobre a morte de Kirk havia sido fabricada, e o Grok, do X, insistia que ele estava vivo e bem. Mas tão importante quanto isso, as empresas de IA se recusam a ser responsáveis pelo que seus chatbots dizem aos usuários numa tentativa de escapar da responsabilidade legal. A Microsoft alertou ao lançar o Copilot: "Apenas para fins de entretenimento. Pode cometer erros e pode não funcionar como pretendido. Não confie no Copilot para aconselhamento importante. Use o Copilot por sua conta e risco." Em algum nível, o público entende que isso não será bom para ele. Dois terços dos americanos estão muito preocupados com a disseminação de informações imprecisas pela IA, segundo o Pew Research Center. Mas uma porcentagem crescente de pessoas recorre à IA para notícias, informações e orientações — e algumas a consideram mais confiável do que as organizações de notícias das quais ela depende para suas respostas. Tudo isso vai agravar o alarmante declínio da saúde social e cívica. Evidências mostram que, quando uma organização de notícias local desaparece, as pessoas de uma comunidade começam a confiar menos umas nas outras e a se odiar mais. Tornam-se mais isoladas e menos tolerantes. O engajamento cívico diminui e a corrupção pública aumenta. E imagine o que acontece quando a abordagem das empresas de tecnologia em relação ao setor jornalístico chega à sua conclusão lógica. Apesar da importância do jornalismo para a tecnologia mais valiosa do mundo, as ações das empresas de tecnologia estão comprometendo sua mais importante fonte de novas notícias, novas informações, novas análises. Isso tornaria os próprios produtos de IA menos úteis e menos confiáveis — mais uma vítima desnecessária de escolhas desnecessárias e prejudiciais. O que podemos fazer Um setor jornalístico em declínio pode parecer impotente diante de algumas das empresas mais ricas que o mundo já viu. E o caminho à frente não é facilitado pela realidade de que precisamos continuar operando em um ecossistema de informação controlado de forma desproporcional por esses gigantes tecnológicos. Mas ainda há ações que podemos tomar — tanto para nos posicionar contra os abusos das empresas de IA quanto para preparar nossas próprias organizações para ter sucesso nessa nova era. Compartilharei algumas ideias para cada uma dessas frentes, com a convicção de que ideias melhores e mais numerosas surgirão das pessoas presentes nesta sala. No que diz respeito a defender seu trabalho das empresas de tecnologia, tenho quatro reflexões centrais: Defenda seus direitos. Os direitos de propriedade intelectual precisam ser mantidos se nossa profissão quiser ter um caminho à frente. No meu país, esses direitos estão ancorados na Constituição e sustentados por séculos de precedentes. Eles também são compatíveis com um entendimento ético básico de que roubar é errado. Mas seus direitos só serão mantidos se você insistir em que sejam respeitados e resistir quando não forem. Isso exigirá coragem — e às vezes recursos, que escasseiam — mas o caminho alternativo de tolerar silenciosamente o roubo sistemático do seu trabalho acabará por minar sua capacidade de continuar fazendo jornalismo. Negocie com cuidado. Organizações de notícias que assinam acordos para licenciar conteúdo para empresas de IA estão fazendo algo razoável. Mas aconselho a avaliar a viabilidade de longo prazo de cada acordo. Os gigantes tecnológicos têm uma posição de força extraordinária: já tomaram seu conteúdo e pretendem usá-lo de qualquer forma. Ainda assim, antes de aceitar uma oferta, vale perguntar se o pagamento reflete algo próximo ao valor justo — e se você está retendo algum controle significativo sobre como seu trabalho será usado. Pressione seus legisladores. A IA é cada vez mais impopular entre o público. À medida que os legisladores consideram como reagir, nossa indústria precisa se unir em torno de um conjunto pequeno e claro de pedidos. Algumas ideias iniciais: garantir que as proteções já robustas de propriedade intelectual sejam reforçadas — e não enfraquecidas — para a era da IA. Exigir que bots se identifiquem e limitar sua capacidade de vasculhar sites sem permissão. Exigir transparência para que as organizações de notícias saibam quando e como seu trabalho é usado pela IA. Garantir que as empresas de IA sejam legalmente responsáveis pelo conteúdo difamatório que geram. Una-se aos outros. Enfrentamos empresas de IA que gastam quantias inimagináveis em marketing, lobby e doações políticas para persuadir o público e cooptar políticos. A firma de capital de risco por trás de muitos investimentos em IA é hoje o maior doador político dos Estados Unidos. O único caminho da indústria jornalística para contrabalançar essa influência é trabalhar em conjunto e, igualmente importante, com outras indústrias criativas. Participe de briefs de amicus curiae e seja ativo em suas associações profissionais. Estude como nossos colegas da música e de outras profissões atravessaram seus momentos "Napster". Há também coisas que podemos fazer para tornar nossas próprias organizações de notícias mais resilientes enquanto enfrentamos esse desafio. Mais quatro ideias: Use a IA do jeito certo. As redações devem criar padrões cuidadosos para o uso responsável da IA. E então devem ser agressivas e criativas para colocar a tecnologia a serviço da melhoria do seu jornalismo e do fortalecimento de seus negócios. A IA pode trazer valor real às organizações que encontrarem as formas certas de adotá-la, e uma mudança dessa magnitude vai destruir qualquer organização que se recuse a evoluir. Não há nada de inerentemente ruim na tecnologia de IA — são as ações das empresas por trás dela que precisam ser reformadas. Seja um destino, antes de tudo. Um mundo cada vez mais intermediado por plataformas de IA deixaria as organizações de notícias ainda mais à mercê dos gigantes tecnológicos para compartilhar tráfego, crédito e dinheiro. O caminho mais claro para sustentar um jornalismo de qualidade será por meio de relações diretas com o público. Ser um destino não significa ignorar a internet mais ampla. Você ainda precisa criar novas relações onde as pessoas estão, que geralmente é uma plataforma tecnológica. Mas para aprofundar essas relações — torná-las leais, habituais e valiosas — seu público precisa aprender que é melhor se engajar diretamente com você do que por meio de um intermediário. Foque no jornalismo original. Muitas organizações de notícias se enfraqueceram e se tornaram commodities ao tentar alimentar as preferências em constante mudança dos algoritmos de busca e redes sociais com clickbait, agregação e opiniões fáceis. A economia dessa abordagem vai piorar ainda mais. Para ser um destino em um mundo intermediado pela IA, você vai precisar de um jornalismo tão diferenciado que tenha sua própria gravidade. O coração disso é o jornalismo original. O público não tem outra fonte para esse trabalho. E a IA tampouco. Explique por que o jornalismo importa. As empresas de IA têm megafones gigantescos e têm comunicado com muito cuidado — e de forma seletiva — os benefícios de seu trabalho, ao mesmo tempo em que minimizam os danos. A indústria jornalística precisa, por sua vez, mostrar que o jornalismo original é um ingrediente essencial nas sociedades saudáveis, nas nações seguras e nas democracias fortes — e demonstrar como as ações dos gigantes tecnológicos estão colocando tudo isso em risco. Informação é valiosa. Jornalismo é valioso Na última transição digital, as organizações de notícias — incluindo o "Times", por um bom tempo — compraram a afirmação repetida do Vale do Silício de que "a informação quer ser livre". Muitos nem sabiam que a citação original, do filósofo da tecnologia Stewart Brand, tinha outra parte: "A informação quer ser cara, porque é muito valiosa — a informação certa no lugar certo simplesmente transforma sua vida." Não podemos ser tão ingênuos desta vez. As organizações de notícias são coletivamente menores e mais fracas do que há duas décadas. Os gigantes tecnológicos são maiores e mais fortes — e muito mais dispostos a usar seu tamanho e poder. Enquanto isso, a própria onda da IA pode ser maior e mais veloz, à medida que a tecnologia continua a melhorar. Mesmo que as coisas pareçam estar bem por enquanto, lembre-se: essas primeiras ondas anunciam um tsunami que se aproxima. Enquanto nos preparamos, precisamos nos lembrar: a informação é valiosa. O jornalismo é valioso. A internet já está sobrecarregada de bots e lixo digital. Está cada vez mais difícil saber de onde as coisas vieram e se são verdadeiras. Isso criou uma sensação crescente de que nada pode ser confiado, exigindo de todos uma vigilância quase paranoica sobre tudo — ou, pior, um mergulho no niilismo. O efeito não é apenas que as pessoas acreditam em coisas falsas: é que deixam de acreditar em coisas verdadeiras. Essa combinação tóxica já está levando mais pessoas a se desengajarem completamente. As empresas de tecnologia acenam para essas tendências e dizem "não é culpa nossa" e, de forma ainda mais reveladora, "não é nosso problema". As organizações de notícias deveriam se posicionar como a alternativa confiável nesse caos. Notícias e informações em que se pode confiar são mais raras e mais necessárias do que nunca. O tipo produzido por equipes de profissionais experientes, apoiados por processos e padrões rigorosos. Segundo pesquisas, quando alguém quer verificar algo que encontrou e que acha que pode ser falso, a opção preferida é "uma fonte de notícias em que confio". Em último lugar na lista? Um chatbot de IA. Continuo convicto do valor criado por organizações de notícias de qualidade dedicadas ao trabalho difícil e caro do jornalismo original — para os leitores, para as comunidades, para a sociedade como um todo. E, sim, até para os modelos de IA. Quem mais irá aos lugares onde os eventos estão se desdobrando? Quem nos trará relatos em primeira mão das linhas de frente de uma guerra? Quem nos equipará com informações confiáveis em uma crise de saúde pública? Quem vai expor a empresa de sucesso ou a carreira política construídas sobre uma mentira? Quem vai garantir que os debates sobre políticas econômicas sejam informados por seus impactos sobre pessoas reais? Quem mais pode enriquecer todo esse trabalho com conhecimento especializado duramente conquistado, que acrescenta perspectiva e contexto, e com compromissos profissionais profundamente enraizados de tornar cada matéria tão justa e precisa quanto possível? A questão é se esse valor será sugado pelos gigantes tecnológicos — ou se voltará para as organizações de notícias, permitindo que continuem esse trabalho essencial. Espero que todos vocês levem essa questão a sério. Acredito que o futuro das nossas organizações de notícias e a saúde da esfera pública dependem de como responderemos. Obrigado. (c) 2026 The New York Times Company. Texto original disponível em: https://www.nytco.com/press/a-i-journalism-and-the-uncertain-future-of-the-public-square/
For 30 years, soccer has been "the sport of the future." Could a World Cup on home soil and an AI-powered talent revolution make it the sport of now?
Confira as vagas do SineBahia desta terça-feira (2) para cidades do interior Agência Brasil O SineBahia, órgão estadual de intermediação para o trabalho de forma gratuita, divulgou as vagas de emprego e estágio disponíveis para terça-feira (2) em cidades do interior. Há oportunidades em Jequié, Itabuna, Paulo Afonso e Barreiras. Nessa matéria você vai encontrar vagas para: Jequié Itabuna Paulo Afonso Barreiras Os interessados devem buscar atendimento em uma das unidades do órgão. Não é preciso agendar e as senhas serão distribuídas conforme disponibilidade e por ordem de chegada. Todos devem levar carteira de trabalho física ou digital, RG, CPF, comprovante de residência, escolaridade e de vacinação contra a Covid-19, além dos documentos específicos pedidos por cada vaga. 📍 Jequié OPERADOR DE PERECÍVEIS Ensino médio completo Experiência comprovada na Carteira de Trabalho 2 VAGAS VENDEDOR DE LOJA Ensino médio completo Experiência comprovada na Carteira de Trabalho 2 VAGAS GERENTE DE RESTAURANTE Ensino médio completo Experiência comprovada na Carteira de Trabalho Disponibilidade de horário 2 VAGAS ELETRICISTA DE VEÍCULO Ensino fundamental completo Experiência na função 2 VAGAS MECÂNICO DE VEÍCULO Ensino fundamental completo Experiência na função 2 VAGAS ANALISTA FISCAL Ensino superior completo em Ciências Contábeis, Administração ou áreas afins Experiência comprovada na Carteira de Trabalho Habilidade com rotinas fiscais da empresa 1 VAGA MOTORISTA CARRETEIRO Ensino médio completo Experiência comprovada na Carteira de Trabalho Possuir CNH E 1 VAGA REPRESENTANTE DE VENDAS Ensino médio completo Experiência na função Possuir CNH A ou B, carro ou moto 1 VAGA PEDREIRO Ensino fundamental incompleto Experiência comprovada na Carteira de Trabalho 6 VAGAS CARPINTEIRO Ensino fundamental incompleto Experiência comprovada na Carteira de Trabalho 5 VAGAS TÉCNICO DE EDIFICAÇÕES Ensino médio completo Experiência comprovada na Carteira de Trabalho Habilidade com controle de qualidade em obras de construção civil 2 VAGAS PREPARADOR DE CALÇADOS Ensino fundamental incompleto 60 VAGAS PREPARADOR DE CALÇADOS (JOVEM APRENDIZ) Estudante a partir do 9º ano, 18 a 22 anos 40 VAGAS REPOSITOR DE MERCADORIA - PCD Vagas para pessoas com deficiência Ensino médio completo 2 VAGAS COSTUREIRA Ensino fundamental incompleto Experiência na função 1 VAGA ANALISTA CONTÁBIL Ensino médio completo Experiência em conciliação contábil de contas patrimoniais e bancárias 1 VAGA VENDEDOR PRACISTA Ensino fundamental incompleto 1 VAGA AUXILIAR DE COZINHA Ensino fundamental completo 1 VAGA 📍 Itabuna SERRALHEIRO Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA AUXILIAR DE LINHA DE PRODUÇÃO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA FAXINEIRO Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA MUSICOTERAPEUTA Curso superior em licenciatura em música 1 VAGA PSICOPEDAGOGO Ensino superior completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA PSICÓLOGO CLÍNICO Ensino superior completo em psicologia Não é necessário experiência, mas a experiência será considerada diferencial Curso ou pós-graduação de 360h em ABA será considerado diferencial 1 VAGA INSTALADOR E REPARADOR DE REDES TELEFÔNICAS Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Necessário CNH A/B Necessário curso de NR 10 e NR 35 atualizado com certificado 5 VAGAS CONSULTOR DE VENDAS Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Necessário experiência no segmento de telecomunicações, com vendas de aparelhos celulares e planos de telefonia, internet fixa e outros Disponibilidade de horário para shopping Benefícios: vale-transporte, vale-alimentação, assistência odontológica, seguro de vida, assistência médica Salário de R$ 1.692,35 1 VAGA AUXILIAR DE COZINHA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Disponibilidade de horário 1 VAGA PEDAGOGO(A) Curso/especialização em ABA será considerado diferencial Experiência mínima de 3 meses 1 VAGA DESIGNER GRÁFICO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Imprescindível experiência em Corel Draw Desejável experiência em Photoshop e Illustrator 1 VAGA INSPETOR DE LINHA DE PRODUÇÃO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA MECÂNICO DE EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA DESIGNER GRÁFICO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Benefícios: vale-transporte, vale-refeição, uniforme, refeitório na empresa, adicional noturno Salário de R$ 1.899 2 VAGAS ESTOFADOR DE MÓVEIS Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA SOLDADOR Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses Experiência comprovada em MIG e TIG 1 VAGA PINTOR A REVÓLVER (PINTURA ELETROSTÁTICA) Ensino médio completo Experiência mínima de 3 meses 1 VAGA GERENTE DE VENDAS Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Experiência na área de coordenação de vendas Salário de R$ 2.000 1 VAGA CONTROLADOR DE FROTA (CONTROLADOR DE SERVIÇOS DE MÁQUINAS E VEÍCULOS) Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Benefícios: vale-transporte, vale-alimentação, plano odontológico Uniodonto, seguro de vida, convênio em farmácia, plano de carreira 1 VAGA AUXILIAR CONTÁBIL (ESTÁGIO) Ensino superior incompleto em ciências contábeis ou áreas afins Não é necessário experiência Bolsa auxílio + vale-transporte 1 VAGA ELETROTÉCNICO (ESTÁGIO) Ensino superior incompleto em engenharia eletrotécnica, tecnólogo em eletrotécnica predial ou áreas afins, a partir do 2º semestre Bolsa auxílio + vale-transporte 3 VAGAS AUXILIAR DE PESSOAL (ESTÁGIO) Ensino superior incompleto em gestão de RH ou áreas afins, a partir do 2º semestre Não é necessário experiência Bolsa auxílio + vale-transporte 1 VAGA AUXILIAR DE LOGÍSTICA (ESTÁGIO) Ensino superior incompleto em logística ou áreas afins, a partir do 2º semestre Não é necessário experiência Bolsa auxílio + vale-transporte 1 VAGA CONTROLADOR DE SERVIÇOS DE PRODUÇÃO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Benefícios: vale-transporte, vale-alimentação, plano odontológico Uniodonto, seguro de vida, convênio em farmácia, plano de carreira 1 VAGA AUXILIAR DE MANUTENÇÃO PREDIAL Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses Benefícios: vale-transporte, vale-alimentação, plano odontológico Uniodonto, seguro de vida, convênio em farmácia, plano de carreira 3 VAGAS MESTRE DE OBRAS Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses Benefícios: vale-transporte, vale-alimentação, plano odontológico Uniodonto, seguro de vida, convênio em farmácia, plano de carreira 2 VAGAS MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO E CLIMATIZAÇÃO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Conhecimento/experiência em VRF é considerado diferencial Benefícios: vale-transporte, vale-alimentação, plano odontológico Uniodonto, seguro de vida, convênio em farmácia, plano de carreira 4 VAGAS COMPRADOR Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Benefícios: vale-transporte, vale-alimentação, plano odontológico Uniodonto, seguro de vida, convênio em farmácia, plano de carreira 1 VAGA MECÂNICO DE AUTOMÓVEIS E CAMINHÃO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA OPERADOR DE CAIXA - PCD Vagas para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA REPOSITOR DE MERCADORIAS - PCD Vagas para pessoas com deficiência Ensino médio completo Não é necessário experiência Disponibilidade de horário 1 VAGA OPERADOR ELETROMECÂNICO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses 3 VAGAS OPERADOR DE CALDEIRA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses 3 VAGAS OPERADOR DE UTILIDADE (PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE GÁS, VAPOR, ÓLEO, COMBUSTÍVEL, ENERGIA, OXIGÊNIO) Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses 3 VAGAS AUXILIAR ADMINISTRATIVO - PCD Vagas para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 3 meses 2 VAGAS AUXILIAR ADMINISTRATIVO - PCD Vagas para pessoas com deficiência Ensino médio completo Não é necessário experiência 2 VAGAS FAXINEIRO - PCD Vagas para pessoas com deficiência Ensino médio completo Não é necessário experiência 2 VAGAS AUXILIAR DE LAVANDERIA EM MOTEL Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Disponibilidade de horário 1 VAGA PIZZAIOLO(A) Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Disponibilidade de horário 1 VAGA TERAPEUTA OCUPACIONAL Ensino superior completo em terapia ocupacional Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA FONOAUDIÓLOGO(A) Ensino superior em fonoaudiologia Não exige experiência 1 VAGA ENCANADOR - PCD Vagas para pessoas com deficiência Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA SERVENTE DE OBRAS - PCD Vagas para pessoas com deficiência Ensino fundamental completo Não é necessário experiência 2 VAGAS CARPINTEIRO - PCD Vagas para pessoas com deficiência Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses 2 VAGAS PEDREIRO - PCD Vagas para pessoas com deficiência Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses 3 VAGAS SUPERVISOR DE VENDAS NO ATACADO Ensino superior completo ou superior incompleto em administração, marketing, gestão comercial ou áreas afins a partir do 4º semestre Experiência mínima de 6 meses Necessário possuir habilitação B Disponibilidade para viajar Possuir veículo próprio Conhecimento na área automotiva é diferencial 1 VAGA VIDRACEIRO Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA PADEIRO Não exige escolaridade Experiência mínima de 6 meses Salário de R$ 1.900 1 VAGA OPERADOR DE MÁQUINAS OPERATRIZES Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA CAPOTEIRO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA 📍 Paulo Afonso AUXILIAR DE CONTABILIDADE Ensino médio completo Experiência com setor financeiro Informática comprovada 1 VAGA PEDREIRO Experiência comprovada Vaga temporária 2 VAGAS REPOSITOR Ensino médio completo Experiência com reposição de mercadoria 6 VAGAS SUPERVISOR COMERCIAL Ensino médio completo Experiência comprovada Boa comunicação e liderança 1 VAGA CONFERENTE Ensino médio completo Experiência comprovada 4 VAGAS AUXILIAR ADMINISTRATIVO Ensino médio completo Experiência comprovada Boa comunicação Noções de informática 1 VAGA OPERADOR DE CAIXA Ensino médio completo Experiência comprovada 4 VAGAS MECÂNICO DE MOTOCICLETA Ensino médio completo Experiência na área Possuir CNH 1 VAGA VENDEDOR EXTERNO Ensino médio completo Experiência comprovada com vendas e atendimento Boa comunicação Conhecimento em informática Salário fixo, comissão e seguro de vida 3 VAGAS GARÇOM Boa comunicação Experiência com atendimento 3 VAGAS 📍 Barreiras AJUDANTE DE DISTRIBUIÇÃO - PCD Ensino fundamental completo Não exige experiência A empresa fornecerá assistência médica e odontológica, vale-refeição, seguro de vida, uniforme, vale-alimentação e produtividade 1 VAGA MONITOR DE RECREAÇÃO (AUXILIAR DE RECREAÇÃO) - PCD Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função A empresa fornecerá vale-transporte, vale-refeição, assistência odontológica, seguro de vida e auxílio-creche 1 VAGA REPOSITOR - PCD Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses na função Benefícios: alimentação, combustível, seguro de vida e assistência odontológica 15 VAGAS OPERADOR DE EMPILHADEIRA - PCD Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses na função Obrigatório CNH C Benefícios: alimentação, combustível, seguro de vida e assistência odontológica 3 VAGAS ALIMENTADOR DE LINHA - PCD Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses na função Benefícios: cesta básica, transporte da empresa, uniforme, refeitório da empresa e R$ 386 de prêmio assiduidade Salário de R$ 1.795 Morar em Muquém do São Francisco 10 VAGAS AJUDANTE DE SERRALHEIRO Não exige escolaridade Não exige experiência A empresa fornecerá assistência odontológica, adicional de periculosidade, seguro de vida e uniforme 1 VAGA AJUDANTE DE CARGA E DESCARGA Ensino fundamental completo Não exige experiência Benefícios: adicional de periculosidade e uniforme Salário de R$ 1.621 4 VAGAS ATENDENTE Ensino médio completo Não exige experiência Benefícios: vale-transporte, assistência médica e odontológica, seguro de vida, adicional de periculosidade e uniforme 3 VAGAS AUXILIAR TÉCNICO DE REDE Ensino médio completo Não exige experiência Conhecimento básico em informática Possuir CNH e carro próprio 2 VAGAS AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS Ensino médio completo Não exige experiência Benefícios: vale-transporte, seguro de vida, refeição no local, insalubridade e descontos em serviços de empresas parceiras 5 VAGAS ALMOXARIFE Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses na função Conhecimento em sistema de gestão de estoque, pacote Office básico, rotinas administrativas de almoxarifado e conhecimento de EPIs e EPCs Obrigatório curso técnico em Administração ou áreas afins Benefícios: vale-transporte, assistência médica e odontológica, adicional de periculosidade, vale-refeição e seguro de vida 1 VAGA ASSISTENTE DE ALMOXARIFE Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses na função Benefícios: vale-transporte, assistência médica e odontológica, adicional de periculosidade, vale-refeição e seguro de vida 2 VAGAS AUXILIAR DE MECÂNICO Ensino médio completo Não exige experiência Benefícios: vale-transporte, vale-refeição e assistência odontológica 1 VAGA ASSISTENTE SOCIAL (SERVIÇO SOCIAL) - VAGA TEMPORÁRIA Ensino superior completo ou curso técnico em Serviço Social Experiência mínima de 6 meses na função em serviço social (ato indenizatório) e audiência pública A empresa fornecerá transporte da empresa e alimentação no local 5 VAGAS AUXILIAR ADMINISTRATIVO (JOVEM APRENDIZ) Ensino médio completo Não exige experiência Obrigatório conhecimento em pacote Office Disponibilidade de transporte próprio Salário de R$ 810,50 1 VAGA AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS Ensino fundamental completo Experiência mínima de 3 meses na função A empresa fornecerá vale-transporte, vale-refeição, adicional noturno, assistência médica e odontológica, seguro de vida, uniforme e refeitório da empresa Salário de R$ 2.121,41 2 VAGAS AUXILIAR DE EXPEDIÇÃO Ensino médio completo Não exige experiência Benefícios: vale-transporte, assistência médica, cesta básica, seguro de vida e uniforme 1 VAGA AUXILIAR ADMINISTRATIVO (JOVEM APRENDIZ) Ensino médio completo Não exige experiência Conhecimento em pacote Office Transporte próprio Benefícios: vale-transporte, assistência médica, cesta básica, seguro de vida e uniforme 1 VAGA ARTÍFICE Ensino fundamental completo Não exige experiência A empresa fornecerá vale-transporte e vale-refeição Salário de R$ 2.455 10 VAGAS CADISTA Ensino médio completo Obrigatório curso técnico em Construção Civil Experiência mínima de 6 meses na função 1 VAGA CAPTADOR DE CADASTRO EXTERNO Ensino fundamental completo Não exige experiência A empresa fornecerá vale-transporte, transporte da empresa, uniforme e premiações 4 VAGAS CONTROLADOR DE PRAGAS Ensino fundamental completo Não exige experiência Obrigatório CNH A/B 2 VAGAS CASEIRO Não exige escolaridade Experiência mínima de 6 meses na função Morar na chácara 1 VAGA ELETRICISTA DE LINHA MORTA Ensino fundamental completo Não exige experiência Obrigatório cursos NR10 básico, NR10 SEP, NR10 35 e RD Benefícios: vale-transporte, assistência médica e odontológica, adicional de periculosidade, vale-refeição e seguro de vida 15 VAGAS ELETRICISTA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função A empresa fornecerá assistência odontológica, seguro de vida, transporte da empresa e refeitório da empresa 1 VAGA EMPREGADA DOMÉSTICA Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses na função A empresa fornecerá vale-transporte 1 VAGA EMPREGADA DOMÉSTICA Não exige escolaridade Experiência mínima de 6 meses na função 1 VAGA ENGENHEIRO CIVIL Ensino superior completo Experiência mínima de 6 meses na função em projeto civil, 3DMAX/CAD e edificações aeroportuárias Salário de R$ 8.000 1 VAGA ELETRICISTA GERAL Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Trabalhar na construção civil Benefícios: vale-transporte, vale-refeição, adicional noturno, assistência médica, seguro de vida, uniforme e café da manhã Salário de R$ 2.455,70 1 VAGA ELETRICISTA DE LINHA MORTA Ensino fundamental completo Sem experiência Obrigatório CNH A/B Obrigatório: curso NR10 básico, NR10 SEP, NR10 35 e RD Benefícios: assistência médica e odontológica, vale-transporte, vale-refeição e seguro de vida 1 VAGA ENCARREGADO DE HORTIFRUTI Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função ou em perecíveis no varejo e atacado Conhecimento em sistemas de gestão como Consigo, SAP ou similares Benefícios: vale-refeição, vale-alimentação, café da manhã e café da tarde, convênio SESC e desconto de 80% em instituições conveniadas Disponibilidade de horário 1 VAGA ENFERMEIRO (ESTUDANTE) Ensino superior incompleto Obrigatório estar cursando enfermagem a partir do 5º módulo Sem experiência Benefícios: vale-transporte, seguro de vida, refeição no local, insalubridade e descontos em serviços de empresas parceiras 6 VAGAS ENFERMEIRO GERAL Ensino superior completo Obrigatório estar cursando enfermagem a partir do 5º módulo Experiência mínima de 6 meses na função Benefícios: vale-transporte, seguro de vida, refeição no local, insalubridade e descontos em serviços de empresas parceiras 1 VAGA FARMACÊUTICO Ensino superior completo Experiência mínima de 6 meses na função Benefícios: vale-transporte, vale-refeição, adicional noturno, assistência médica e odontológica, seguro de vida, uniforme e refeitório da empresa Salário de R$ 3.334,42 1 VAGA FISIOTERAPEUTA (ESTUDANTE) Ensino superior incompleto a partir do 9º semestre Sem experiência Benefícios: vale-transporte, seguro de vida, refeição no local, insalubridade e descontos em serviços de empresas parceiras 5 VAGAS FONOAUDIÓLOGO Ensino superior completo na área Sem experiência Benefícios: vale-transporte, seguro de vida, refeição no local, insalubridade e descontos em serviços de empresas parceiras 1 VAGA GUARDA-VIDAS Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses na função Benefícios: vale-transporte, assistência médica, vale-refeição, assistência odontológica, seguro de vida e auxílio-creche 1 VAGA GARÇOM Sem exigência de escolaridade Sem experiência Benefícios: adicional noturno e hora extra Disponibilidade de horário 2 VAGAS MANTENEDOR DE USINA SOLAR Ensino médio completo Experiência mínima de 1 mês na função Benefícios: vale-refeição, mobilidade, 30% de periculosidade, uniforme e ajuda de custo para combustível Obrigatório transporte próprio e CNH AB Disponibilidade de horário Salário de R$ 1.723,19 3 VAGAS MECÂNICO DE RODAS E FREIOS Sem exigência de escolaridade Experiência mínima de 6 meses na função Benefícios: transporte da empresa, uniforme e refeitório da empresa 1 VAGA MONITOR DE RESSOCIALIZAÇÃO PRISIONAL Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Benefícios: vale-transporte, vale-refeição, adicional noturno, assistência e regime plantonista Salário de R$ 2.240,12 15 VAGAS MÉDICO DO TRABALHO Ensino superior completo Experiência mínima de 6 meses na função Obrigatório falar dois idiomas 1 VAGA OPERADOR DE GUINDASTE Ensino fundamental completo Sem experiência Obrigatório CNH C Obrigatório: curso de operador de guindaste, NR10 básico, NR10 SEP, NR6, NR11, NR12 e motosserra com técnicas de manejo Benefícios: vale-transporte, assistência médica e odontológica, adicional de periculosidade e seguro de vida 5 VAGAS PEDAGOGO Ensino superior completo Experiência mínima de 3 meses na função Benefícios: assistência médica e odontológica, seguro de vida, uniforme e refeitório da empresa Salário de R$ 2.144,76 1 VAGA PEDREIRO Ensino médio completo Experiência mínima de 3 meses na função em construção civil Benefícios: vale-transporte, vale-alimentação, seguro de vida, uniforme e adicional noturno 1 VAGA PIPOQUEIRO Ensino fundamental completo Sem experiência Benefícios: comissão 1 VAGA RECAPADOR DE PNEU Sem exigência de escolaridade Experiência mínima de 6 meses na função Benefícios: vale-transporte 21 VAGAS SONDADOR Ensino fundamental incompleto Experiência mínima de 6 meses como sondador de solos Desejável CNH B Benefícios: vale-transporte, vale-refeição e seguro de vida Disponibilidade para viagens longas e mudança de cidade Salário de R$ 2.380,50 2 VAGAS SERVIÇOS GERAIS Sem exigência de escolaridade Sem experiência Benefícios: adicional noturno e hora extra Disponibilidade de horário 1 VAGA TÉCNICO EM NUTRIÇÃO OU TÉCNICO EM ALIMENTOS Curso técnico em nutrição ou alimentos Sem experiência Benefícios: assistência médica, vale-transporte, seguro de vida, uniforme, PPR e alimentação no local Obrigatório CNH A/B Morar na Fazenda Schmidt Agrícola 1 VAGA TÉCNICO DE ENFERMAGEM (ESTUDANTE) Ensino médio completo Obrigatório estar cursando técnico em enfermagem a partir do 3º módulo Sem experiência Benefícios: vale-transporte, seguro de vida, refeição no local, insalubridade e descontos em serviços de empresas parceiras 6 VAGAS VENDEDOR EXTERNO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função com vendas de telecom Disponibilidade de horário Benefícios: vale-transporte, vale-alimentação e premiação 8 VAGAS Confira vagas também para cidades de Xique-xique Saiba como aproveitar as oportunidades do Simm e SineBahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. 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When Jennifer Lankford lost her job in 2019, she started a PR consultancy and moved to Costa Rica. She now makes six figures working 25 hours a week.
CEO da Nvidia, Jensen Huang, apresenta a RTX Spark GPU. REUTERS/Ann Wang A Nvidia voltou a chamar atenção para os chamados PCs com inteligência artificial após o presidente-executivo da empresa, Jensen Huang, apresentar um novo chip capaz de executar recursos de IA diretamente em notebooks e computadores de mesa. A aposta da companhia acontece em um momento de incerteza sobre a demanda por esse tipo de equipamento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Enquanto a HP afirma que os computadores com IA ajudaram a impulsionar seus resultados financeiros, a Dell disse que o interesse dos consumidores ainda não cresceu no ritmo esperado. Agora no g1 O que é um PC com IA? Fabricantes definem os PCs com IA como computadores capazes de executar tarefas de inteligência artificial diretamente no aparelho, sem depender tanto da internet ou de servidores remotos. Na prática, eles podem processar recursos de IA mais rapidamente e executar funções como assistentes virtuais, chatbots e ferramentas de criação de conteúdo no próprio computador. Hoje, grande parte dos serviços de IA, como ChatGPT e Claude, funciona em data centers. Já os PCs com IA transferem parte desse processamento para a máquina do usuário. Alguns modelos também são capazes de realizar tarefas mais avançadas relacionadas à IA, que normalmente exigiriam servidores mais potentes. Jensen Huang apresenta modelos de laptops usando GPUs RTX Spark. REUTERS/Ann Wang O interesse por esses computadores também cresceu com o avanço dos chamados agentes de IA, programas capazes de executar tarefas de forma mais autônoma, com pouca intervenção humana. A Nvidia apresentou recentemente o chip RTX Spark, desenvolvido em parceria com a MediaTek e a Microsoft. Segundo a empresa, o componente foi criado para permitir que agentes de IA funcionem diretamente no computador, sem depender da computação em nuvem. Os fabricantes esperam que esses recursos atraiam consumidores que já usam IA para atividades como escrever e-mails, organizar compromissos e planejar viagens. A HP informou no fim de maio que os PCs com IA representaram 44% de suas vendas de computadores no segundo trimestre, acima dos mais de 35% registrados no trimestre anterior. Apesar disso, analistas apontam desafios para a popularização desses equipamentos. Entre eles estão a possível escassez de chips de memória e o aumento nos custos de componentes. A consultoria IDC prevê que as vendas globais de computadores poderão cair em 2026 devido à falta de alguns componentes e ao encarecimento da produção. Que tecnologia esses computadores usam? trabalho notebook laptop Pexels Os PCs com IA contam com um componente chamado NPU (unidade de processamento neural), projetado especificamente para tarefas de inteligência artificial. Esse processador trabalha em conjunto com a CPU, responsável pelas tarefas gerais do computador, e com a GPU, usada principalmente para gráficos e processamento paralelo. A combinação desses componentes permite executar aplicações de IA de forma mais eficiente e rápida. Existem preocupações? Logo da Microsoft Unsplash Sim. Uma das principais discussões envolve privacidade. Em 2024, a Microsoft anunciou o recurso Recall, que registrava as atividades realizadas no computador para permitir que o usuário encontrasse informações acessadas anteriormente. A ferramenta gerou críticas por armazenar um histórico detalhado do uso do aparelho. Após questionamentos sobre privacidade e segurança, a empresa adiou o lançamento e reforçou as proteções antes de disponibilizá-la para parte dos usuários. Por outro lado, especialistas afirmam que executar tarefas de IA diretamente no computador pode aumentar a privacidade em alguns casos, já que reduz a necessidade de enviar dados pessoais para servidores externos. Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas nas redes com exposição de terceiros Jovens voltam a usar iPods para fugir das distrações do celular Veja o momento em que a Starship faz a separação no espaço
The shares of Indian IT companies including Infosys, TCS and others continued to record sharp gains on Tuesday, pushing the Nifty IT over 3% higher even as the broader Nifty index slipped into the deep red.The Nifty IT index extended gains for the third consecutive session, jumping around 7% during the period to hit a high of 30,785 on Tuesday. Nifty crashed 3% during the same time to trade below 23,250.Infosys shares gained more than 4% to trade at Rs 1,257.90 apiece in the morning trading hours of Tuesday. The heavyweight IT stock has now gained nearly 9% in just three sessions. The shares of Tata Consultancy Services (TCS) meanwhile jumped around 3.5%.Mphasis and LTI Mindtree shares jumped nearly 3% each, while HCL Technologies, Coforge, Tech Mahindra and Persistent Systems shares jumped around 2% each. Wipro shares were trading in the green with marginal gains.What’s driving the rally in IT stocks?The sharp surge in IT stocks comes after a significant decline earlier this year, following the launch of plug-ins for AI startup Anthropic's Claude Cowork agent, which could automate tasks across legal, sales, marketing, and data analysis. "We call it the ‘SaaSpocalypse,’ an apocalypse for software-as-a-service stocks," Bloomberg quoted Jeffrey Favuzza from the equity trading desk at Jefferies.While analysts continue to debate the future of IT companies following fresh AI advancements, investors were quick to analyse the cheap valuations, leading to some pockets of buying. Nuvama, in its note, had highlighted that the IT sector is setting up for a powerful comeback, not a collapse after the brutal AI-driven selloff.“We see no existential threat from Gen-AI,” the brokerage writes, arguing that enterprises will still need a “system integrator” to customise plug-and-play AI and software tools for their highly complex, brownfield technology stacks and to take ownership when “the system fails at 2 am.”The latest round of buying also comes ahead of the Federal Reserve’s policy meeting next month, which would be the first under Chair Kevin Warsh. US President Donald Trump had selected Warsh partly on expectations that he would support lower borrowing costs to stimulate economic growth. However, rising inflation raised questions over the possibility of lowering rates."Indian IT firms are following suit of American companies like Anthropic and OpenAI by taking up contracts and tie-ups which are perceived as promising by investors," said Gaurav Sharma, head of Research, Globe Capital.Arbind Maheswari from BofA Securities told ET Now that the market globally is attracting flow towards only one story, at the front and centre of it is tech and AI. It is hard to pull away from that fact with a near-term vision. “There are people who believe that the whole business model of Indian IT services is put to question by the AI trade. The other side is that IT services companies will evolve and adapt and they have enough cash flow, they have the resilience, and they have shown this in the past where there were threats that seemed existential for the IT services space. This time obviously it is much bigger and it could last longer but I am sure there is enough that these companies have in them both in terms of depth of management and business models that they can evolve to adapt to the new AI world,” he added.Wipro to acquire additional stake in Aggne Global for $28.5 millionWipro announced that it will acquire an additional 20% stake in US-based insurtech company Aggne Global Inc through an all-cash transaction worth $28.5 million. The company said the transaction is expected to be completed by June 5.Earlier this year, the company acquired Mindsprint for $375 million as part of a broader $1 billion transaction with its parent, Olam Group. It also purchased select customer contracts from US-based Alpha Net Consulting LLC and its subsidiaries for $71 million.(Disclaimer: Recommendations, suggestions, views and opinions given by the experts are their own. These do not represent the views of The Economic Times)
Ex-secretário de Nunes diz que 'nunca conheceu' dona de ONG investigada e defende apuração de suposto desvio para filme sobre Bolsonaro O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), saiu em defesa da empresária Karina Gama, responsável pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), alvo de uma operação que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos de um contrato para instalação de redes de wi-fi em comunidades da capital. Em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (1º), Nunes afirmou que considera Karina uma mulher "decente" e "trabalhadora" e sugeriu "perseguição política" caso a investigação esteja relacionada à ligação dela com o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Acho uma pessoa decente, uma mulher trabalhadora, uma mulher que, como qualquer outra, está batalhando e que conhece o Bolsonaro, né? Então está passando por isso Ao comentar a hipótese de que recursos do contrato possam ter sido desviados para a produção do filme Dark Horse, sobre Bolsonaro, Nunes afirmou que, se a motivação da investigação for a ligação da empresária com o projeto audiovisual, o caso seria "grave". "Se a motivação, conforme vocês estão me dizendo, é por conta do filme... 'Então estou indo atrás de um contrato com a prefeitura de 2024 por causa do filme', aí é grave. Aí é perseguição política", disse durante entrega de 131 unidades habitacionais do Residencial General Rondon, no Centro de SP. 👉 A Polícia Civil investiga suspeitas de desvio de recursos de um contrato de wi-fi da Prefeitura de São Paulo. A apuração tem como alvo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), comandado por Karina Gama, que também é dona da produtora Go Up e participa da produção do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro (PL). O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), em coletiva de imprensa ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), no Palácio dos Bandeirnates em 16/12/2025. Paulo Guereta/Gesp "Se a questão é política, se eventualmente a questão é política, eu acho que é um erro grave. Eu acho que é um desrespeito à democracia. Se a questão é política, se por acaso for uma questão política. Se estão fazendo isso por conta do filme, aí eu acho grave", completou. Nunes disse que conheceu a empresária em eventos da Expo Cristã, mas negou manter contato frequente com ela. "Acho que, se não me engano, foi a Expo Cristã que ela organizou. Mas não é uma pessoa que eu tenho contato. Já tive, mas não é uma pessoa que eu converso, que eu tenho contato, não. Mas não tenho problema nenhum de ter também", declarou. Segundo o prefeito, a contratação foi feita após um chamamento público que ficou aberto por 30 dias e não recebeu impugnações, questionamentos ou propostas de outras entidades. "Durante trinta dias não houve nenhum pedido de impugnação, nenhum questionamento, nenhuma outra entidade quis participar. Ainda bem que essa entidade se propôs a, dentro daqueles moldes, de colocar pontos dentro das favelas, das comunidades", afirmou. 👉 O contrato com a Prefeitura de São Paulo previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia até junho de 2025, mas, até a presente data, apenas 3.200 foram instalados. Ao menos três aditivos foram assinados mudando a data de entrega total do serviço. O prefeito afirmou ainda que a Prefeitura de São Paulo não encontrou irregularidades no contrato firmado com a entidade e sustentou que os 3,2 mil pontos de internet previstos estão instalados e em funcionamento. Segundo ele, eventual ilegalidade identificada pela Polícia Civil ou pelo Ministério Público será apurada pela administração municipal. Assinatura de contrato O deputado federal Bruno Lima (Podemos), que comandava a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia quando a Prefeitura de São Paulo firmou contrato com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), afirmou nesta segunda-feira (1º) que apoia a apuração de suspeitas de desvio de recursos do projeto de instalação de internet gratuita em comunidades da capital para a produção de um filme. "Se teve algum tipo de desvio para fazer filme, tem que ser apurado mesmo", disse o parlamentar à GloboNews. Lima foi secretário municipal até 1º de agosto de 2024, quando deixou o cargo para retomar o mandato na Câmara dos Deputados. À época, era filiado ao Progressistas (PP), partido pelo qual se elegeu em 2022. Em abril deste ano, migrou para o Podemos durante a janela partidária. A ONG, da mesma dona da produtora do filme sobre Jair Bolsonaro, é investigada por suspeita de fraude e desvio de recursos públicos em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões por ano para instalação de wi-fi na cidade. A ONG foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo nesta segunda (leia mais abaixo). Deputado Federal Delegado Bruno Lima (Podemos). Divulgação Na entrevista, o deputado também afirmou que nunca teve contato com Karina da Gama, responsável pelo Instituto Conhecer Brasil, organização investigada sob suspeita de utilizar recursos do contrato firmado com a prefeitura para a produção do filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulado "Dark Horse" (Azarão, na tradução do inglês). "Não a conheço. Nunca a vi na vida. Se passar na minha frente, não sei quem é", declarou. Segundo ele, as informações reveladas após a divulgação de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro, e que posteriormente passaram a ser relacionadas ao contrato para instalação de redes wi-fi em comunidades paulistanas, foram recebidas com surpresa. "Defendo o escopo do projeto, que é a instalação da rede wi-fi em favelas da cidade, onde vivem as pessoas que mais precisam deste serviço. Toda a parte contratual foi feita pelo corpo técnico da Secretaria", afirmou. O ex-secretário também negou qualquer vínculo político com o bolsonarismo. "Após o primeiro turno de 2022, tive a coragem de não apoiar Bolsonaro. E continuo não apoiando. Hoje estou em um partido ainda mais neutro [do que o Progressistas]", disse. Mais cedo, em conversa com a reportagem, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou, em sua defesa, que o secretário de Inovação e Tecnologia responsável pela pasta no momento da assinatura do contrato com a ONG era Bruno Lima, delegado de carreira da Polícia Civil. Suspeita de desvio de dinheiro A ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), da mesma dona da produtora do filme sobre Jair Bolsonaro, é investigada por suspeita de fraude e desvio de recursos públicos em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões por ano para instalação de wi-fi na cidade. A ONG foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo nesta segunda-feira (1°). O instituto é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP, que também produz o filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulado Dark Horse (Azarão, na tradução do inglês). 👉 O contrato com a Prefeitura de São Paulo previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia até junho de 2025, mas, até hoje, apenas 3.200 foram instalados. Ao menos três aditivos foram assinados mudando a data de entrega total do serviço. Na representação feita à Justiça, a polícia cita as seguintes suspeitas: O Tribunal de Contas do Município apontou ao menos 20 irregularidades graves no edital de chamamento público, como o uso de "critérios genéricos para a escolha de uma organização social sem experiência prévia no setor de telecomunicações" e que, até então, "atuava na promoção de eventos religiosos e literários gospel". Disparidade de custos entre o que a empresa pública municipal Prodam cobrava da Prefeitura de SP (R$ 230 para a implantação de cada ponto de internet e R$ 306 para a manutenção mensal) e o contrato com o ICB, que previa R$ 1.800 por ponto. Durante o período eleitoral de 2024, a instalação dos pontos foi antecipada, mas depois o ritmo de instalação diminuiu. Em contrapartida, diz o inquérito, a prefeitura deveria ter pagado R$ 43 milhões, mas transferiu R$ 69 milhões, resultando em R$ 26 milhões pagos por serviços não prestados. Os "recursos milionários" recebidos pela ONG "teriam sido pulverizados por meio de subcontratações suspeitas com empresas parceiras para escoamento do dinheiro público". "Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial e de que os recursos públicos do programa 'WiFi Livre SP' tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme, utilizando as contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo." Contrato de wifi entre ONG de Karina Gama e Prefeitura de SP é alvo de investigação Reprodução Conforme o g1 publicou, tanto a ONG quanto a empresa do filme funcionam oficialmente no mesmo endereço da Avenida Paulista, mas as duas mudaram para a Rua Haddock Lobo, nos Jardins, sem atualização formal nos registros estaduais e federais. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços ligados à dona da produtora e também na sede da Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação, responsável pelo contrato entre a gestão municipal e a ONG. Foram recolhidos computadores, celulares, documentos e notas fiscais na prefeitura e na ONG. Segundo a investigação da 2.ª Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DICCA), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), o valor do contrato de R$ 108 milhões subiu para R$ 157,1 milhões, com aditivos assinados pela gestão do Prefeito Ricardo Nunes (MDB) e repassados à ONG. O inquérito da Polícia Civil apura se pelo menos R$ 26 milhões desse montante foram usados pela ONG sem a devida prestação do serviço à cidade de Sâo Paulo, o que configuraria possível desvio de recursos públicos. A reportagem do g1 também apontou que a ONG usou ao menos R$ 4 milhões em notas falsas para justificar despesas da entidade. O prefeito Ricardo Nunes disse, por mensagem de WhatsApp, que a gestão municipal está à disposição para auxiliar nas investigações. “Não constatamos nada de irregular no processo, mas estamos a disposição para colaborar, como já vem sendo feito. Se por acaso tiver a identificação de alguma irregularidade obviamente tomaremos todas as providências de forma rigorosa”, afirmou ele à GloboNews. Em nota, a Prefeitura de São Paulo disse que colabora com investigações e que todo o material requisitado na manhã desta segunda já havia sido encaminhado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público através da prestação de contas do município. Acrescentou ainda que "o programa funciona normalmente na cidade". (Leia a íntegra da nota ao final.) O g1 procurou a ONG para comentar a operação, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. A empresária Karina Ferreira da Gama, dona da ONG Instituto Conhecer Brasil e da empresa que produz o filme sobre Jair Bolsonaro Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais Valores cobrados acima do mercado Segundo o inquérito da Polícia Civil, “as investigações desenvolvidas apontaram possível cenário de grave comprometimento da lisura administrativa e financeira desde a origem da contratação da organização parceira”. “O primeiro elemento de suspeita reside no próprio direcionamento do chamamento público, o qual contou com a participação exclusiva do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade que, conforme apurado, não ostentava qualquer histórico de atuação, experiência anterior ou capacidade técnica no setor de telecomunicações, limitando seu histórico operacional a feiras de livros e eventos de natureza literária ou religiosa”, diz o delegado responsável pela investigação. A polícia também afirma que os valores de mercado cobrado pela ONG para a prestação do serviço estão acima do valor do mercado e das próprias empresas da Prefeitura de São Paulo. “Evidenciou-se flagrante discrepância de valores em comparação com os parâmetros de mercado e contratações pretéritas. Enquanto a Prodam, empresa pública municipal de tecnologia de São Paulo, prestava serviços idênticos pelos custos de R$ 230,00 para implantação por ponto e R$ 306,00 para manutenção mensal por ponto, o acordo firmado com o Instituto Conhecer Brasil estipulou o pagamento fixo mensal de R$ 1.800,00 por ponto de internet instalado, gerando um custo injustificadamente superior para a municipalidade”, declarou. Os investigadores também afirmam que a Secretaria de Inovação e Tecnologia repassou à ONG valores mensais sem a devida instalação dos 5 mil pontos a que foi contratada nos primeiros meses de vigência do contrato. “Embora o cronograma original impusesse a entrega de 5.000 pontos de conectividade até o mês de junho de 2025, a entidade instalou apenas 3.200 pontos. Para ocultar a mora e legitimar o atraso reiterado, foram celebrados três termos aditivos em curtíssimos intervalos de dias”, afirma o documento. O inquérito diz ainda que ficou constatado que a prefeitura antecipação o pagamentos de R$ 26 milhões sem a devida contraprestação, incluindo repasses superiores a R$ 11 milhões nos meses de julho e agosto de 2024 relativos a 3.200 pontos quando somente seis deles de fato funcionavam no período. A policia diz que o pagamento antecipado constitui irregularidade, mas a Prefeitura de São Paulo afirma que o modelo contratual é de repasse à ONG para depois prestar contas, para que haja recursos para a execução da política pública. O modelo é determinado pela Lei Federal n.º 13.019/2024, marco regulatório nacional para as parcerias com organizações sociais. Sobre o TCM ter apontado irregularidades no edital e na formulação do contrato, a gestão municipal já tinha feito ajustes à época e o próprio tribunal concordou com o prosseguimento do chamamento público normalmente. Notas fiscais canceladas As notas fiscais canceladas apresentadas pela a ONG Instituto Conhecer Brasil à Prefeitura de São Paulo na prestação de contas. Reprodução/PMSP Alem da Polícia Civil, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) também é investigado pelo Ministério Público de São Paulo. Em 20 de maio, o g1 publicou uma reportagem dizendo que ao menos R$ 4 milhões em notas canceladas ou para si própria foram apresentados à Prefeitura de SP pela ONG para justificar despesas do contrato. Levantamento feito nas prestações de contas da ONG apontou o uso de notas milionárias canceladas no site da própria prefeitura de junho de 2024 a dezembro de 2025. ➡️ Uma nota fiscal só pode ser cancelada pelo emitente (vendedor ou prestador de serviço), mas a operação deve ser regularizada com a emissão de uma nova para comprovar o devido recolhimento de impostos. A nota fiscal, que detalha o valor exato e a alíquota do imposto correspondente, é a forma que o governo tem de rastrear as operações comerciais e o seu registro é crucial para a fiscalização da Receita Federal. Deixar de emitir nota fiscal é crime de sonegação fiscal. Ao g1, Karina disse desconhecer notas canceladas por fornecedores contratados e que os problemas nas notas fiscais do próprio instituto foram apontadas por ela e "já estão sendo resolvidos na prestação de contas que estou preparando para entregar do bimestre”. (Leia mais abaixo.) Já a prefeitura negou que exista alguma irregularidade no contrato e disse que "a execução do contrato para o programa é monitorada rigorosamente e não há nenhuma decisão definitiva ou processo administrativo que aponte a existência de irregularidades estruturais, desvios ou ilegalidades". A gestão Ricardo Nunes também afirmou que o contrato não tem qualquer relação com a produção do filme sobre o ex-presidente. Notas canceladas Um caso envolve a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., contratada pela ONG para prestação de serviços. O proprietário é o empresário André Feldman, que aparece nas redes sociais em fotografias ao lado de Karina da Gama, dona e presidente do instituto. Em novembro de 2025, a Complexsys emitiu uma nota fiscal de R$ 2 milhões no sistema da Prefeitura de São Paulo por supostos serviços de verificação e reparo técnico de equipamentos. No entanto, o g1 consultou os registros municipais e constatou que a mesma nota aparece como cancelada no sistema oficial da administração municipal. Segundo os dados da própria prefeitura, o documento foi cancelado no mesmo dia em que foi emitido, em 6 de novembro de 2025. Apesar disso, a nota foi incluída na prestação de contas apresentada por Karina Gama à gestão municipal em fevereiro deste ano. O que diz a Complexsys Por meio de nota, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., do empresário André Feldman, relatou que “acompanha com serenidade a investigação atualmente conduzida pelas autoridades competentes e que é mera prestadora de serviços da OSC Instituto Conhecer Brasil”. “Importa registrar que inexistem, até o presente momento, conclusões definitivas aptas a justificar qualquer juízo de responsabilidade em desfavor da empresa a que prestamos serviços técnicos, razão pela qual se impõe a observância dos postulados constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência. A empresa permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários." Emissão de notas do próprio instituto Além das notas de terceiros, a documentação da ONG tem notas emitidas pelo instituto direcionadas para ele mesmo, como se ele tivesse prestado um serviço para si próprio. No levantamento feito pelo g1 na prestação de contas da entidade, há ao menos três notas da empresa que se enquadram nesta situação e somam mais de R$ 1,4 milhão, todas justificando gastos do projeto de wi-fi. Um parecer da Secretaria de Tecnologia da prefeitura, datado de 26 de fevereiro de 2026 e assinado pelos diretores Marcia Soares de Sousa e João Paulo Santana de Jesus, aponta que o instituto não poderia emitir notas para si mesmo e tampouco devolveu os valores irregulares apontados nas prestações de contas. “Notas fiscais consideradas indevidas; pois a instituição não pode emitir nota para si própria”, diz o parecer, que aponta, ainda, que há pelo menos R$ 925 mil em pagamentos em duplicidade declarados pela ONG na comprovação das despesas. Parecer da secretaria de Inovação e Tecnologia apontando irregularidades nas prestações de conta da ONG. Reprodução/PMSP “Verifica-se que a Organização da Sociedade Civil não promoveu a restituição integral dos valores glosados dentro do exercício analisado, tampouco sanou todas as inconformidades apontadas pela área técnica SMIT/CID/DFD, em descumprimento às disposições da Lei nº 13.019/2014 e do Decreto Municipal nº 57.575/2016. A permanência de valores expressivos pendentes de devolução caracteriza irregularidade grave na execução financeira da parceria, comprometendo a regularidade da prestação de contas”, diz o parecer de fevereiro de 2026. Apesar das inconformidades apontadas pelo parecer, os diretores da pasta e o secretário de Tecnologia, Humberto de Alencar, optaram por “aprovar a prestação de contas da entidade com ressalvas, condicionada à restituição integral dos valores glosados e pendentes, no montante total de R$ 930.256,87”. Por meio de nota enviada à época, a gestão Ricardo Nunes afirmou que a empresa devolveu integralmente os R$ 930 mil e que, por isso, teve o contrato renovado para a instalação dos demais 1.800 pontos de wi-fi que ainda faltam do contrato. Nota de R$ 199,4 mil da empresa cearense JR Feijão Ltda, canceladas no site do governo de SP mas usadas na prestação de contas da ONG. Reprodução/PMSP Faturas Em 2024, a ONG contratou a empresa Make One Tecnologia Digital Ltda. para locação de equipamentos eletrônicos. Em vez de notas fiscais, apresentou quatro faturas para justificar despesas de R$ 8,5 milhões, como permite a lei. Chama atenção também elas terem números sequenciais e, pelo menos três delas, terem sido emitidas no mesmo dia, com a mesma data de vencimento, mas com valores diferentes. As faturas da Make One Tecnologia Digital Ltda, sem valor fiscal, apresentadas na prestação de contas da a ONG Instituto Conhecer Brasil. Reprodução/PMSP No sistema da prefeitura, a reportagem encontrou notas fiscais da mesma Make One para o serviço de aluguel e manutenção de equipamentos, mas justificando serviços para a Prodam, a empresa de processamento de dados da própria prefeitura. Nesse caso da Prodam, a fatura remete ao número da nota fiscal, com o código de verificação no site da prefeitura, com todas as informações fiscais sobre o recolhimento de impostos municipais. Segundo o advogado tributarista Marcelo John, do escritório Benedito Torres Advogados, de fato, não há necessidade de emissão de nota fiscal em locação de bens móveis, já que o Imposto Sobre Serviço (ISS) não incide nesse caso. A emissão de fatura ou recibo já é suficiente. De qualquer forma, a atividade deve ser tributada por outras fontes, como imposto de renda, contribuição sobre o lucro, PIS e COFINS. O especialista disse que, dependendo da atividade realizada por ONGs, não há necessidade de emissão de nota fiscal. Contudo, em algumas operações, especialmente quando não há obrigação legal de emissão de nota fiscal de serviços, a fatura, o recibo, o contrato e o comprovante de pagamento podem servir como elementos de comprovação da despesa. No caso mencionado pela reportagem, a discussão está relacionada ao enquadramento da operação como locação pura de bens móveis, hipótese em que a emissão de nota fiscal de serviços não seria exigida, ou se havia também prestação de serviços agregada, hipótese em que a emissão de nota fiscal seria necessária." Em relação à sequência de emissão das faturas, o advogado afirmou que não se trata de uma prática comum, já que o ideal é emitir notas na medida em que o serviço é prestado, sem deixar acumular. "Não é necessariamente ilegal que faturas tenham numeração sequencial, mesma data de emissão ou mesmo vencimento e valores diferentes. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando uma empresa consolida cobranças de períodos distintos, de contratos diferentes, de itens diferentes ou de medições acumuladas. No entanto, cada fatura precisa ter lastro claro: contrato, período de referência, objeto, critério de cálculo, comprovação de entrega ou disponibilização dos bens e efetivo pagamento. Apesar disso, em casos de prestação de contas com recursos públicos, esse tipo de procedimento deve ser mais cauteloso. Faturas sequenciais, emitidas no mesmo dia, com mesmo vencimento e valores distintos não provam, por si só, irregularidade, mas podem ser um indício que justifica verificação mais rigorosa: se houve acumulação artificial de cobranças, se os bens foram efetivamente locados, se os valores correspondem ao contrato, se houve pagamento regular, se o emitente estava tentando ocultar alguma informação e se a despesa está vinculada ao objeto público financiado. Vale frisar que, em contratos públicos, a regularidade não depende apenas de existir um documento de cobrança, mas de esse documento demonstrar, com segurança, que a despesa foi real, pertinente, compatível com o objeto contratado e regularmente paga", diz John. Em 2027, no entanto, a regra vai mudar. "A partir do período de transição do novo sistema tributário, com efeitos práticos em 2027, a locação passa a ser alcançada pelo novo modelo de tributação sobre consumo, embora isso não signifique dizer que ela passará a ser serviço para fins de ISS. São regimes distintos: o ISS continua não incidindo sobre locação pura de bens móveis até a extinção definitiva desse tributo, mas IBS/CBS irão incidir", diz o advogado. LEIA MAIS: Vorcaro bancou mais de 90% do orçamento de filme sobre Jair Bolsonaro MP investiga contrato de R$ 108 milhões de wi-fi público da Prefeitura de SP com ONG Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme O empresário André Feldman, dono da Complexsys Soluções Integradas Ltda, que emitiu nota e cancelou em favor do instituto de Karina da Gama. Reprodução/Redes Sociais Karina e a campanha de Frias A empresária também mantém relações políticas com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2022, Karina prestou serviços de consultoria para a campanha a deputado de Mário Frias. Pelo serviço, uma das várias empresas dela, a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Ltda., ganhou R$ 54 mil da campanha do político. A empresa funciona no mesmo endereço e na mesma sala da ONG e da produtora de cinema quer pertencem à jornalista, na Avenida Paulista, Centro de São Paulo. Ao g1, Karina confirmou que participou da campanha de 2022 (leia mais abaixo). Karina da Gama aparece na diplomação do deputado Mário Frias (PL), em dezembro de 2022, e é chamada de 'equipe' pela esposa dos parlamentar nas redes sociais. Reprodução/Redes Sociais Nas redes sociais, a esposa do deputado, Juliana Frias, postou fotos da família ao lado de Karina Gama no dia da diplomação do parlamentar. Na legenda da foto, a esposa diz que tinha orgulho do marido e da "equipe" responsável pela sua eleição. O deputado do PL também destinou, via emendas parlamentares, cerca de R$ 2 milhões para o Instituto Conhecer Brasil, de Karina Gama. A transação está em investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) sob suspeita de falta de transparência, que dificultaria a rastreabilidade dos recursos. O g1 procurou a equipe de Mário Frias para comentar a relação entre ele e Karina, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Contrato sob suspeita Além das inconsistências fiscais, o g1 identificou problemas também em um contrato de R$ 12 milhões da ONG de Karina com a empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda. O dono da empresa é o empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, que está preso desde fevereiro acusado de feminicídio da companheira. No primeiro contrato assinado com a ONG, o nome do empresário como representante da companhia aparece apenas como Alex, sem sobrenome, CPF ou identidade. A empresa foi responsável por instalar mais de 900 pontos de internet nas favelas da cidade, segundo a prestação de contas do Instituto Conhecer Brasil, recebendo mais de R$ 2 milhões, segundo as notas apresentadas para a Prefeitura de São Paulo pela entidade até o final de dezembro de 2025. A denúncia sobre este contrato foi feita pelos portais "The Intercept Brasil" e "Metrópoles" em dezembro de 2025, quando Bispo ainda estava sob investigação pela Polícia Civil sobre o suposto feminicídio. Contrato entre a Ong Instituto Conhecer Brasil e a empresa Favelas Conectadas. Reprodução/PMSP/ICB Após a denúncia, em janeiro, a empresa Favela Conectada deixou de ter Alex Leandro como sócio único e passou para o controle de Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, segundo o registro da Junta Comercial Comercial de SP (Jucesp). Tatiane mora no mesmo endereço de Alex, na Rua Ernesto Paglia, na região do Butantã, Zona Oeste de São Paulo. O g1 não localizou a defesa do empresário. Homem é preso suspeito de jogar mulher do 10º andar de prédio em SP Em conversa com o g1, Karina afirmou que não reconhece o contrato assinado por ela e por um Alex não identificado. Ela levantou a hipótese de o contrato ter sido fraudado e entregue à reportagem por algum desafeto da empresa dela, como o ex-marido. Porém, o g1 teve acesso ao documento a partir do drive em que a própria Karina inclui comprovantes de despesas para prestar contas à prefeitura. Pelo registro do Google Drive, foi ela mesma quem incluiu o contrato para a fiscalização dos técnicos da Prefeitura de São Paulo. O que diz Karina Gama Drive onde Karina da Gama disponibilizou o contrato de R$ 12 milhões com o Favelas Conectadas, que ela disse ao g1 que foi fraudado. Reprodução/PMSP Em conversa com o g1 por telefone, ela afirmou que desconhece as notas mencionadas nesta reportagem, "mas não tem controle se um fornecedor contratado anula uma nota. As notas fiscais do próprio instituto glosadas, fui eu mesma que apontei para a prefeitura os problemas, e eles estão sendo resolvidos na prestação de contas que estou preparando para entregar do bimestre”. Karina disse que, depois da saída de Alex Bispo da sociedade da empresa, um novo contrato aditivo foi feito com a nova dona do Favelas Conectadas, uma vez que o ex-dono não podia mais responder pela instalação dos pontos, já que está preso. Karina informou, ainda, que a ONG e as três firmas que estão no nome dela funcionam no mesmo endereço para que possa “manter o controle sobre as empresas”. O que diz a gestão Nunes "A Prefeitura de São Paulo informa que colabora com investigações em andamento e segue à disposição das autoridades, tendo já prestado informações. Todo o material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido disponibilizado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público, por meio da prestação de contas do município. A administração ressalta que o programa funciona normalmente na cidade e pode ser acompanhado em tempo real no link https://wifilivrecomunidades.org/sp. Por volta das 9h desta segunda-feira, dos 3,2 mil pontos contratados pela prefeitura, apenas 52 estavam off-line e passavam por manutenção. Não houve pagamento por parte da administração para 5 mil pontos. O aditivo em questão é exclusivamente para manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades periféricas da cidade. A prefeitura reforça que toda a prestação de contas, com documentos, notas fiscais, contratos e outras informações, está no sistema SEI, que é público. O processo passou também por acompanhamento do Tribunal de Contas do Município (TCM). A Prefeitura repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos, uma vez que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade. Vale lembrar que o chamamento público, aberto por 30 dias para qualquer entidade interessada, ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme mencionado, e o processo cumpriu todas as exigências legais. Para 2026, o custo estimado na parceria com o instituto corresponde a R$ 1.280,80 por ponto/mês, significativamente menor do que as propostas recebidas em 2022, de R$ 2.026,26 por ponto/mês e R$ 5.092,14 por ponto/mês". Karina da Gama é recebida pelo Prefeito Ricardo Nunes (MDB), em visita na sede da Prefeitura de SP, no Centro. Reprodução/Redes Sociais O que diz o MP O MP investiga os contratos da ONG em duas frentes: na Promotoria Patrimonial e também na Criminal. Em nota, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, informou que "há um inquérito civil em andamento para apurar eventuais irregularidades no Termo de Colaboração n. 01/SMIT/2024, firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e Instituto Conhecer Brasil, cujo objeto consiste na implantação, operação e manutenção de 5.000 pontos de acesso à rede de wi-fi pública em comunidades do município, pelo prazo de 12 meses". A promotoria diz ainda que há "notícia de: A) suposto direcionamento do chamamento público anterior; B) ausência de justificativa técnica ou econômica para o ajuste com organização da sociedade civil; C) celebração de três aditamentos contratuais em sequência, com intervalos de pouquíssimos dias entre a sua solicitação e a efetiva formalização; e D) repasses financeiros originalmente previstos para fases posteriores do ajuste e referentes a serviços ainda não implantados".
Ex-secretário de Nunes diz que 'nunca conheceu' dona de ONG investigada e defende apuração de suposto desvio para filme sobre Bolsonaro O deputado federal Bruno Lima (Podemos), que comandava a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia quando a Prefeitura de São Paulo firmou contrato com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), afirmou nesta segunda-feira (1º) que apoia a apuração de suspeitas de desvio de recursos do projeto de instalação de internet gratuita em comunidades da capital para a produção de um filme. "Se teve algum tipo de desvio para fazer filme, tem que ser apurado mesmo", disse o parlamentar à GloboNews. Lima foi secretário municipal até 1º de agosto de 2024, quando deixou o cargo para retomar o mandato na Câmara dos Deputados. À época, era filiado ao Progressistas (PP), partido pelo qual se elegeu em 2022. Em abril deste ano, migrou para o Podemos durante a janela partidária. A ONG, da mesma dona da produtora do filme sobre Jair Bolsonaro, é investigada por suspeita de fraude e desvio de recursos públicos em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões por ano para instalação de wi-fi na cidade. A ONG foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo nesta segunda (leia mais abaixo). Deputado Federal Delegado Bruno Lima (Podemos). Divulgação Na entrevista, o deputado também afirmou que nunca teve contato com Karina da Gama, responsável pelo Instituto Conhecer Brasil, organização investigada sob suspeita de utilizar recursos do contrato firmado com a prefeitura para a produção do filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulado "Dark Horse" (Azarão, na tradução do inglês). "Não a conheço. Nunca a vi na vida. Se passar na minha frente, não sei quem é", declarou. Segundo ele, as informações reveladas após a divulgação de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro, e que posteriormente passaram a ser relacionadas ao contrato para instalação de redes wi-fi em comunidades paulistanas, foram recebidas com surpresa. "Defendo o escopo do projeto, que é a instalação da rede wi-fi em favelas da cidade, onde vivem as pessoas que mais precisam deste serviço. Toda a parte contratual foi feita pelo corpo técnico da Secretaria", afirmou. O ex-secretário também negou qualquer vínculo político com o bolsonarismo. "Após o primeiro turno de 2022, tive a coragem de não apoiar Bolsonaro. E continuo não apoiando. Hoje estou em um partido ainda mais neutro [do que o Progressistas]", disse. Mais cedo, em conversa com a reportagem, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou, em sua defesa, que o secretário de Inovação e Tecnologia responsável pela pasta no momento da assinatura do contrato com a ONG era Bruno Lima, delegado de carreira da Polícia Civil. Suspeita de desvio de dinheiro A ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), da mesma dona da produtora do filme sobre Jair Bolsonaro, é investigada por suspeita de fraude e desvio de recursos públicos em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões por ano para instalação de wi-fi na cidade. A ONG foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo nesta segunda-feira (1°). O instituto é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP, que também produz o filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulado Dark Horse (Azarão, na tradução do inglês). 👉 O contrato com a Prefeitura de São Paulo previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia até junho de 2025, mas, até hoje, apenas 3.200 foram instalados. Ao menos três aditivos foram assinados mudando a data de entrega total do serviço. Na representação feita à Justiça, a polícia cita as seguintes suspeitas: O Tribunal de Contas do Município apontou ao menos 20 irregularidades graves no edital de chamamento público, como o uso de "critérios genéricos para a escolha de uma organização social sem experiência prévia no setor de telecomunicações" e que, até então, "atuava na promoção de eventos religiosos e literários gospel". Disparidade de custos entre o que a empresa pública municipal Prodam cobrava da Prefeitura de SP (R$ 230 para a implantação de cada ponto de internet e R$ 306 para a manutenção mensal) e o contrato com o ICB, que previa R$ 1.800 por ponto. Durante o período eleitoral de 2024, a instalação dos pontos foi antecipada, mas depois o ritmo de instalação diminuiu. Em contrapartida, diz o inquérito, a prefeitura deveria ter pagado R$ 43 milhões, mas transferiu R$ 69 milhões, resultando em R$ 26 milhões pagos por serviços não prestados. Os "recursos milionários" recebidos pela ONG "teriam sido pulverizados por meio de subcontratações suspeitas com empresas parceiras para escoamento do dinheiro público". "Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial e de que os recursos públicos do programa 'WiFi Livre SP' tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme, utilizando as contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo." Contrato de wifi entre ONG de Karina Gama e Prefeitura de SP é alvo de investigação Reprodução Conforme o g1 publicou, tanto a ONG quanto a empresa do filme funcionam oficialmente no mesmo endereço da Avenida Paulista, mas as duas mudaram para a Rua Haddock Lobo, nos Jardins, sem atualização formal nos registros estaduais e federais. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços ligados à dona da produtora e também na sede da Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação, responsável pelo contrato entre a gestão municipal e a ONG. Foram recolhidos computadores, celulares, documentos e notas fiscais na prefeitura e na ONG. Segundo a investigação da 2.ª Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DICCA), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), o valor do contrato de R$ 108 milhões subiu para R$ 157,1 milhões, com aditivos assinados pela gestão do Prefeito Ricardo Nunes (MDB) e repassados à ONG. O inquérito da Polícia Civil apura se pelo menos R$ 26 milhões desse montante foram usados pela ONG sem a devida prestação do serviço à cidade de Sâo Paulo, o que configuraria possível desvio de recursos públicos. A reportagem do g1 também apontou que a ONG usou ao menos R$ 4 milhões em notas falsas para justificar despesas da entidade. O prefeito Ricardo Nunes disse, por mensagem de WhatsApp, que a gestão municipal está à disposição para auxiliar nas investigações. “Não constatamos nada de irregular no processo, mas estamos a disposição para colaborar, como já vem sendo feito. Se por acaso tiver a identificação de alguma irregularidade obviamente tomaremos todas as providências de forma rigorosa”, afirmou ele à GloboNews. Em nota, a Prefeitura de São Paulo disse que colabora com investigações e que todo o material requisitado na manhã desta segunda já havia sido encaminhado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público através da prestação de contas do município. Acrescentou ainda que "o programa funciona normalmente na cidade". (Leia a íntegra da nota ao final.) O g1 procurou a ONG para comentar a operação, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. A empresária Karina Ferreira da Gama, dona da ONG Instituto Conhecer Brasil e da empresa que produz o filme sobre Jair Bolsonaro Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais Valores cobrados acima do mercado Segundo o inquérito da Polícia Civil, “as investigações desenvolvidas apontaram possível cenário de grave comprometimento da lisura administrativa e financeira desde a origem da contratação da organização parceira”. “O primeiro elemento de suspeita reside no próprio direcionamento do chamamento público, o qual contou com a participação exclusiva do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade que, conforme apurado, não ostentava qualquer histórico de atuação, experiência anterior ou capacidade técnica no setor de telecomunicações, limitando seu histórico operacional a feiras de livros e eventos de natureza literária ou religiosa”, diz o delegado responsável pela investigação. A polícia também afirma que os valores de mercado cobrado pela ONG para a prestação do serviço estão acima do valor do mercado e das próprias empresas da Prefeitura de São Paulo. “Evidenciou-se flagrante discrepância de valores em comparação com os parâmetros de mercado e contratações pretéritas. Enquanto a Prodam, empresa pública municipal de tecnologia de São Paulo, prestava serviços idênticos pelos custos de R$ 230,00 para implantação por ponto e R$ 306,00 para manutenção mensal por ponto, o acordo firmado com o Instituto Conhecer Brasil estipulou o pagamento fixo mensal de R$ 1.800,00 por ponto de internet instalado, gerando um custo injustificadamente superior para a municipalidade”, declarou. Os investigadores também afirmam que a Secretaria de Inovação e Tecnologia repassou à ONG valores mensais sem a devida instalação dos 5 mil pontos a que foi contratada nos primeiros meses de vigência do contrato. “Embora o cronograma original impusesse a entrega de 5.000 pontos de conectividade até o mês de junho de 2025, a entidade instalou apenas 3.200 pontos. Para ocultar a mora e legitimar o atraso reiterado, foram celebrados três termos aditivos em curtíssimos intervalos de dias”, afirma o documento. O inquérito diz ainda que ficou constatado que a prefeitura antecipação o pagamentos de R$ 26 milhões sem a devida contraprestação, incluindo repasses superiores a R$ 11 milhões nos meses de julho e agosto de 2024 relativos a 3.200 pontos quando somente seis deles de fato funcionavam no período. A policia diz que o pagamento antecipado constitui irregularidade, mas a Prefeitura de São Paulo afirma que o modelo contratual é de repasse à ONG para depois prestar contas, para que haja recursos para a execução da política pública. O modelo é determinado pela Lei Federal n.º 13.019/2024, marco regulatório nacional para as parcerias com organizações sociais. Sobre o TCM ter apontado irregularidades no edital e na formulação do contrato, a gestão municipal já tinha feito ajustes à época e o próprio tribunal concordou com o prosseguimento do chamamento público normalmente. Notas fiscais canceladas As notas fiscais canceladas apresentadas pela a ONG Instituto Conhecer Brasil à Prefeitura de São Paulo na prestação de contas. Reprodução/PMSP Alem da Polícia Civil, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) também é investigado pelo Ministério Público de São Paulo. Em 20 de maio, o g1 publicou uma reportagem dizendo que ao menos R$ 4 milhões em notas canceladas ou para si própria foram apresentados à Prefeitura de SP pela ONG para justificar despesas do contrato. Levantamento feito nas prestações de contas da ONG apontou o uso de notas milionárias canceladas no site da própria prefeitura de junho de 2024 a dezembro de 2025. ➡️ Uma nota fiscal só pode ser cancelada pelo emitente (vendedor ou prestador de serviço), mas a operação deve ser regularizada com a emissão de uma nova para comprovar o devido recolhimento de impostos. A nota fiscal, que detalha o valor exato e a alíquota do imposto correspondente, é a forma que o governo tem de rastrear as operações comerciais e o seu registro é crucial para a fiscalização da Receita Federal. Deixar de emitir nota fiscal é crime de sonegação fiscal. Ao g1, Karina disse desconhecer notas canceladas por fornecedores contratados e que os problemas nas notas fiscais do próprio instituto foram apontadas por ela e "já estão sendo resolvidos na prestação de contas que estou preparando para entregar do bimestre”. (Leia mais abaixo.) Já a prefeitura negou que exista alguma irregularidade no contrato e disse que "a execução do contrato para o programa é monitorada rigorosamente e não há nenhuma decisão definitiva ou processo administrativo que aponte a existência de irregularidades estruturais, desvios ou ilegalidades". A gestão Ricardo Nunes também afirmou que o contrato não tem qualquer relação com a produção do filme sobre o ex-presidente. Notas canceladas Um caso envolve a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., contratada pela ONG para prestação de serviços. O proprietário é o empresário André Feldman, que aparece nas redes sociais em fotografias ao lado de Karina da Gama, dona e presidente do instituto. Em novembro de 2025, a Complexsys emitiu uma nota fiscal de R$ 2 milhões no sistema da Prefeitura de São Paulo por supostos serviços de verificação e reparo técnico de equipamentos. No entanto, o g1 consultou os registros municipais e constatou que a mesma nota aparece como cancelada no sistema oficial da administração municipal. Segundo os dados da própria prefeitura, o documento foi cancelado no mesmo dia em que foi emitido, em 6 de novembro de 2025. Apesar disso, a nota foi incluída na prestação de contas apresentada por Karina Gama à gestão municipal em fevereiro deste ano. O que diz a Complexsys Por meio de nota, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., do empresário André Feldman, relatou que “acompanha com serenidade a investigação atualmente conduzida pelas autoridades competentes e que é mera prestadora de serviços da OSC Instituto Conhecer Brasil”. “Importa registrar que inexistem, até o presente momento, conclusões definitivas aptas a justificar qualquer juízo de responsabilidade em desfavor da empresa a que prestamos serviços técnicos, razão pela qual se impõe a observância dos postulados constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência. A empresa permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários." Emissão de notas do próprio instituto Além das notas de terceiros, a documentação da ONG tem notas emitidas pelo instituto direcionadas para ele mesmo, como se ele tivesse prestado um serviço para si próprio. No levantamento feito pelo g1 na prestação de contas da entidade, há ao menos três notas da empresa que se enquadram nesta situação e somam mais de R$ 1,4 milhão, todas justificando gastos do projeto de wi-fi. Um parecer da Secretaria de Tecnologia da prefeitura, datado de 26 de fevereiro de 2026 e assinado pelos diretores Marcia Soares de Sousa e João Paulo Santana de Jesus, aponta que o instituto não poderia emitir notas para si mesmo e tampouco devolveu os valores irregulares apontados nas prestações de contas. “Notas fiscais consideradas indevidas; pois a instituição não pode emitir nota para si própria”, diz o parecer, que aponta, ainda, que há pelo menos R$ 925 mil em pagamentos em duplicidade declarados pela ONG na comprovação das despesas. Parecer da secretaria de Inovação e Tecnologia apontando irregularidades nas prestações de conta da ONG. Reprodução/PMSP “Verifica-se que a Organização da Sociedade Civil não promoveu a restituição integral dos valores glosados dentro do exercício analisado, tampouco sanou todas as inconformidades apontadas pela área técnica SMIT/CID/DFD, em descumprimento às disposições da Lei nº 13.019/2014 e do Decreto Municipal nº 57.575/2016. A permanência de valores expressivos pendentes de devolução caracteriza irregularidade grave na execução financeira da parceria, comprometendo a regularidade da prestação de contas”, diz o parecer de fevereiro de 2026. Apesar das inconformidades apontadas pelo parecer, os diretores da pasta e o secretário de Tecnologia, Humberto de Alencar, optaram por “aprovar a prestação de contas da entidade com ressalvas, condicionada à restituição integral dos valores glosados e pendentes, no montante total de R$ 930.256,87”. Por meio de nota enviada à época, a gestão Ricardo Nunes afirmou que a empresa devolveu integralmente os R$ 930 mil e que, por isso, teve o contrato renovado para a instalação dos demais 1.800 pontos de wi-fi que ainda faltam do contrato. Nota de R$ 199,4 mil da empresa cearense JR Feijão Ltda, canceladas no site do governo de SP mas usadas na prestação de contas da ONG. Reprodução/PMSP Faturas Em 2024, a ONG contratou a empresa Make One Tecnologia Digital Ltda. para locação de equipamentos eletrônicos. Em vez de notas fiscais, apresentou quatro faturas para justificar despesas de R$ 8,5 milhões, como permite a lei. Chama atenção também elas terem números sequenciais e, pelo menos três delas, terem sido emitidas no mesmo dia, com a mesma data de vencimento, mas com valores diferentes. As faturas da Make One Tecnologia Digital Ltda, sem valor fiscal, apresentadas na prestação de contas da a ONG Instituto Conhecer Brasil. Reprodução/PMSP No sistema da prefeitura, a reportagem encontrou notas fiscais da mesma Make One para o serviço de aluguel e manutenção de equipamentos, mas justificando serviços para a Prodam, a empresa de processamento de dados da própria prefeitura. Nesse caso da Prodam, a fatura remete ao número da nota fiscal, com o código de verificação no site da prefeitura, com todas as informações fiscais sobre o recolhimento de impostos municipais. Segundo o advogado tributarista Marcelo John, do escritório Benedito Torres Advogados, de fato, não há necessidade de emissão de nota fiscal em locação de bens móveis, já que o Imposto Sobre Serviço (ISS) não incide nesse caso. A emissão de fatura ou recibo já é suficiente. De qualquer forma, a atividade deve ser tributada por outras fontes, como imposto de renda, contribuição sobre o lucro, PIS e COFINS. O especialista disse que, dependendo da atividade realizada por ONGs, não há necessidade de emissão de nota fiscal. Contudo, em algumas operações, especialmente quando não há obrigação legal de emissão de nota fiscal de serviços, a fatura, o recibo, o contrato e o comprovante de pagamento podem servir como elementos de comprovação da despesa. No caso mencionado pela reportagem, a discussão está relacionada ao enquadramento da operação como locação pura de bens móveis, hipótese em que a emissão de nota fiscal de serviços não seria exigida, ou se havia também prestação de serviços agregada, hipótese em que a emissão de nota fiscal seria necessária." Em relação à sequência de emissão das faturas, o advogado afirmou que não se trata de uma prática comum, já que o ideal é emitir notas na medida em que o serviço é prestado, sem deixar acumular. "Não é necessariamente ilegal que faturas tenham numeração sequencial, mesma data de emissão ou mesmo vencimento e valores diferentes. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando uma empresa consolida cobranças de períodos distintos, de contratos diferentes, de itens diferentes ou de medições acumuladas. No entanto, cada fatura precisa ter lastro claro: contrato, período de referência, objeto, critério de cálculo, comprovação de entrega ou disponibilização dos bens e efetivo pagamento. Apesar disso, em casos de prestação de contas com recursos públicos, esse tipo de procedimento deve ser mais cauteloso. Faturas sequenciais, emitidas no mesmo dia, com mesmo vencimento e valores distintos não provam, por si só, irregularidade, mas podem ser um indício que justifica verificação mais rigorosa: se houve acumulação artificial de cobranças, se os bens foram efetivamente locados, se os valores correspondem ao contrato, se houve pagamento regular, se o emitente estava tentando ocultar alguma informação e se a despesa está vinculada ao objeto público financiado. Vale frisar que, em contratos públicos, a regularidade não depende apenas de existir um documento de cobrança, mas de esse documento demonstrar, com segurança, que a despesa foi real, pertinente, compatível com o objeto contratado e regularmente paga", diz John. Em 2027, no entanto, a regra vai mudar. "A partir do período de transição do novo sistema tributário, com efeitos práticos em 2027, a locação passa a ser alcançada pelo novo modelo de tributação sobre consumo, embora isso não signifique dizer que ela passará a ser serviço para fins de ISS. São regimes distintos: o ISS continua não incidindo sobre locação pura de bens móveis até a extinção definitiva desse tributo, mas IBS/CBS irão incidir", diz o advogado. LEIA MAIS: Vorcaro bancou mais de 90% do orçamento de filme sobre Jair Bolsonaro MP investiga contrato de R$ 108 milhões de wi-fi público da Prefeitura de SP com ONG Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme O empresário André Feldman, dono da Complexsys Soluções Integradas Ltda, que emitiu nota e cancelou em favor do instituto de Karina da Gama. Reprodução/Redes Sociais Karina e a campanha de Frias A empresária também mantém relações políticas com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2022, Karina prestou serviços de consultoria para a campanha a deputado de Mário Frias. Pelo serviço, uma das várias empresas dela, a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Ltda., ganhou R$ 54 mil da campanha do político. A empresa funciona no mesmo endereço e na mesma sala da ONG e da produtora de cinema quer pertencem à jornalista, na Avenida Paulista, Centro de São Paulo. Ao g1, Karina confirmou que participou da campanha de 2022 (leia mais abaixo). Karina da Gama aparece na diplomação do deputado Mário Frias (PL), em dezembro de 2022, e é chamada de 'equipe' pela esposa dos parlamentar nas redes sociais. Reprodução/Redes Sociais Nas redes sociais, a esposa do deputado, Juliana Frias, postou fotos da família ao lado de Karina Gama no dia da diplomação do parlamentar. Na legenda da foto, a esposa diz que tinha orgulho do marido e da "equipe" responsável pela sua eleição. O deputado do PL também destinou, via emendas parlamentares, cerca de R$ 2 milhões para o Instituto Conhecer Brasil, de Karina Gama. A transação está em investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) sob suspeita de falta de transparência, que dificultaria a rastreabilidade dos recursos. O g1 procurou a equipe de Mário Frias para comentar a relação entre ele e Karina, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Contrato sob suspeita Além das inconsistências fiscais, o g1 identificou problemas também em um contrato de R$ 12 milhões da ONG de Karina com a empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda. O dono da empresa é o empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, que está preso desde fevereiro acusado de feminicídio da companheira. No primeiro contrato assinado com a ONG, o nome do empresário como representante da companhia aparece apenas como Alex, sem sobrenome, CPF ou identidade. A empresa foi responsável por instalar mais de 900 pontos de internet nas favelas da cidade, segundo a prestação de contas do Instituto Conhecer Brasil, recebendo mais de R$ 2 milhões, segundo as notas apresentadas para a Prefeitura de São Paulo pela entidade até o final de dezembro de 2025. A denúncia sobre este contrato foi feita pelos portais "The Intercept Brasil" e "Metrópoles" em dezembro de 2025, quando Bispo ainda estava sob investigação pela Polícia Civil sobre o suposto feminicídio. Contrato entre a Ong Instituto Conhecer Brasil e a empresa Favelas Conectadas. Reprodução/PMSP/ICB Após a denúncia, em janeiro, a empresa Favela Conectada deixou de ter Alex Leandro como sócio único e passou para o controle de Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, segundo o registro da Junta Comercial Comercial de SP (Jucesp). Tatiane mora no mesmo endereço de Alex, na Rua Ernesto Paglia, na região do Butantã, Zona Oeste de São Paulo. O g1 não localizou a defesa do empresário. Homem é preso suspeito de jogar mulher do 10º andar de prédio em SP Em conversa com o g1, Karina afirmou que não reconhece o contrato assinado por ela e por um Alex não identificado. Ela levantou a hipótese de o contrato ter sido fraudado e entregue à reportagem por algum desafeto da empresa dela, como o ex-marido. Porém, o g1 teve acesso ao documento a partir do drive em que a própria Karina inclui comprovantes de despesas para prestar contas à prefeitura. Pelo registro do Google Drive, foi ela mesma quem incluiu o contrato para a fiscalização dos técnicos da Prefeitura de São Paulo. O que diz Karina Gama Drive onde Karina da Gama disponibilizou o contrato de R$ 12 milhões com o Favelas Conectadas, que ela disse ao g1 que foi fraudado. Reprodução/PMSP Em conversa com o g1 por telefone, ela afirmou que desconhece as notas mencionadas nesta reportagem, "mas não tem controle se um fornecedor contratado anula uma nota. As notas fiscais do próprio instituto glosadas, fui eu mesma que apontei para a prefeitura os problemas, e eles estão sendo resolvidos na prestação de contas que estou preparando para entregar do bimestre”. Karina disse que, depois da saída de Alex Bispo da sociedade da empresa, um novo contrato aditivo foi feito com a nova dona do Favelas Conectadas, uma vez que o ex-dono não podia mais responder pela instalação dos pontos, já que está preso. Karina informou, ainda, que a ONG e as três firmas que estão no nome dela funcionam no mesmo endereço para que possa “manter o controle sobre as empresas”. O que diz a gestão Nunes "A Prefeitura de São Paulo informa que colabora com investigações em andamento e segue à disposição das autoridades, tendo já prestado informações. Todo o material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido disponibilizado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público, por meio da prestação de contas do município. A administração ressalta que o programa funciona normalmente na cidade e pode ser acompanhado em tempo real no link https://wifilivrecomunidades.org/sp. Por volta das 9h desta segunda-feira, dos 3,2 mil pontos contratados pela prefeitura, apenas 52 estavam off-line e passavam por manutenção. Não houve pagamento por parte da administração para 5 mil pontos. O aditivo em questão é exclusivamente para manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades periféricas da cidade. A prefeitura reforça que toda a prestação de contas, com documentos, notas fiscais, contratos e outras informações, está no sistema SEI, que é público. O processo passou também por acompanhamento do Tribunal de Contas do Município (TCM). A Prefeitura repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos, uma vez que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade. Vale lembrar que o chamamento público, aberto por 30 dias para qualquer entidade interessada, ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme mencionado, e o processo cumpriu todas as exigências legais. Para 2026, o custo estimado na parceria com o instituto corresponde a R$ 1.280,80 por ponto/mês, significativamente menor do que as propostas recebidas em 2022, de R$ 2.026,26 por ponto/mês e R$ 5.092,14 por ponto/mês". Karina da Gama é recebida pelo Prefeito Ricardo Nunes (MDB), em visita na sede da Prefeitura de SP, no Centro. Reprodução/Redes Sociais O que diz o MP O MP investiga os contratos da ONG em duas frentes: na Promotoria Patrimonial e também na Criminal. Em nota, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, informou que "há um inquérito civil em andamento para apurar eventuais irregularidades no Termo de Colaboração n. 01/SMIT/2024, firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e Instituto Conhecer Brasil, cujo objeto consiste na implantação, operação e manutenção de 5.000 pontos de acesso à rede de wi-fi pública em comunidades do município, pelo prazo de 12 meses". A promotoria diz ainda que há "notícia de: A) suposto direcionamento do chamamento público anterior; B) ausência de justificativa técnica ou econômica para o ajuste com organização da sociedade civil; C) celebração de três aditamentos contratuais em sequência, com intervalos de pouquíssimos dias entre a sua solicitação e a efetiva formalização; e D) repasses financeiros originalmente previstos para fases posteriores do ajuste e referentes a serviços ainda não implantados".
Investigação apura se houve uso indireto de dinheiro da prefeitura de SP em filme de Bolsonaro A ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), da mesma dona da produtora do filme sobre Jair Bolsonaro, é investigada por suspeita de fraude e desvio de recursos públicos em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões por ano para instalação de wi-fi na cidade. A ONG foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo nesta segunda-feira (1°). O instituto é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP, que também produz o filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulado Dark Horse (Azarão, na tradução do inglês). 👉 O contrato com a Prefeitura de São Paulo previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia até junho de 2025, mas, até hoje, apenas 3.200 foram instalados. Ao menos três aditivos foram assinados mudando a data de entrega total do serviço. Na representação feita à Justiça, a polícia cita as seguintes suspeitas: O Tribunal de Contas do Município apontou ao menos 20 irregularidades graves no edital de chamamento público, como o uso de "critérios genéricos para a escolha de uma organização social sem experiência prévia no setor de telecomunicações" e que, até então, "atuava na promoção de eventos religiosos e literários gospel". Disparidade de custos entre a empresa pública municipal Prodam cobrava da Prefeitura de SP (R$ 230 para a implantação de cada ponto de internet e R$ 306 para a manutenção mensal) e o contrato com o ICB, que previa R$ 1.800 por ponto. Durante o período eleitoral de 2024, a instalação dos pontos foi antecipada, mas depois o ritmo de instalação diminuiu. Em contrapartida, diz o inquérito, a prefeitura deveria ter pagado R$ 43 milhões, mas transferiu R$ 69 milhões, resultando em R$ 26 milhões pagos por serviços não prestados. Os "recursos milionários" recebidos pela ONG "teriam sido pulverizados por meio de subcontratações suspeitas com empresas parceiras para escoamento do dinheiro público". "Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial e de que os recursos públicos do programa 'WiFi Livre SP' tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme, utilizando as contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo." Conforme o g1 publicou, tanto a ONG quanto a empresa do filme funcionam oficialmente no mesmo endereço da Avenida Paulista, mas as duas mudaram para a Rua Haddock Lobo, nos Jardins, sem atualização formal nos registros estaduais e federais. A operação cumpre mandados de busca e apreensão nos endereços ligados à dona da produtora e também na sede da Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação, responsável pelo contrato entre a gestão municipal e a ONG. O objetivo das buscas é apreender computadores, documentos e celulares que ajudem a elucidar as investigações policiais. A empresária Karina Ferreira da Gama, dona da ONG Instituto Conhecer Brasil e da empresa que produz o filme sobre Jair Bolsonaro Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais Segundo a investigação da 2.ª Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DICCA), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), o valor do contrato de R$ 108 milhões subiu para R$ 157,1 milhões, com aditivos assinados pela gestão do Prefeito Ricardo Nunes (MDB) e repassados à ONG. O inquérito da Polícia Civil apura se pelo menos R$ 26 milhões desse montante foram usados pela ONG sem a devida prestação do serviço à cidade de Sâo Paulo, o que configuraria possível desvio de recursos públicos. A reportagem do g1 também apontou que a ONG usou ao menos R$ 4 milhões em notas falsas para justificar despesas da entidade. O prefeito Ricardo Nunes disse, por mensagem de WhatsApp, que a gestão municipal está à disposição para auxiliar nas investigações. “Não constatamos nada de irregular no processo, mas estamos a disposição para colaborar, como já vem sendo feito. Se por acaso tiver a identificação de alguma irregularidade obviamente tomaremos todas as providências de forma rigorosa”, afirmou ele à GloboNews. Em nota, a Prefeitura de São Paulo disse que colabora com investigações e que todo o material requisitado na manhã desta segunda já havia sido encaminhado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público através da prestação de contas do município. Acrescentou ainda que "o programa funciona normalmente na cidade". (Leia a íntegra da nota ao final.) A reportagem também procurou a ONG para comentar a operação, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Valores cobrados acima do mercado Segundo o inquérito da Polícia Civil, “as investigações desenvolvidas apontaram possível cenário de grave comprometimento da lisura administrativa e financeira desde a origem da contratação da organização parceira”. “O primeiro elemento de suspeita reside no próprio direcionamento do chamamento público, o qual contou com a participação exclusiva do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade que, conforme apurado, não ostentava qualquer histórico de atuação, experiência anterior ou capacidade técnica no setor de telecomunicações, limitando seu histórico operacional a feiras de livros e eventos de natureza literária ou religiosa”, diz o delegado responsável pela investigação. A polícia também afirma que os valores de mercado cobrado pela ONG para a prestação do serviço estão acima do valor do mercado e das próprias empresas da Prefeitura de São Paulo. “Evidenciou-se flagrante discrepância de valores em comparação com os parâmetros de mercado e contratações pretéritas. Enquanto a Prodam, empresa pública municipal de tecnologia de São Paulo, prestava serviços idênticos pelos custos de R$ 230,00 para implantação por ponto e R$ 306,00 para manutenção mensal por ponto, o acordo firmado com o Instituto Conhecer Brasil estipulou o pagamento fixo mensal de R$ 1.800,00 por ponto de internet instalado, gerando um custo injustificadamente superior para a municipalidade”, declarou. Os investigadores também afirmam que a Secretaria de Inovação e Tecnologia repassou à ONG valores mensais sem a devida instalação dos 5 mil pontos a que foi contratada nos primeiros meses de vigência do contrato. “Embora o cronograma original impusesse a entrega de 5.000 pontos de conectividade até o mês de junho de 2025, a entidade instalou apenas 3.200 pontos. Para ocultar a mora e legitimar o atraso reiterado, foram celebrados três termos aditivos em curtíssimos intervalos de dias”, afirma o documento. O inquérito diz ainda que ficou constatado que a prefeitura antecipação o pagamentos de R$ 26 milhões sem a devida contraprestação, incluindo repasses superiores a R$ 11 milhões nos meses de julho e agosto de 2024 relativos a 3.200 pontos quando somente seis deles de fato funcionavam no período. Notas fiscais canceladas As notas fiscais canceladas apresentadas pela a ONG Instituto Conhecer Brasil à Prefeitura de São Paulo na prestação de contas. Reprodução/PMSP Alem da Polícia Civil, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) também é investigado pelo Ministério Público de São Paulo. Em 20 de maio, o g1 publicou uma reportagem dizendo que ao menos R$ 4 milhões em notas canceladas ou para si própria foram apresentados à Prefeitura de SP pela ONG para justificar despesas do contrato. Levantamento feito nas prestações de contas da ONG apontou o uso de notas milionárias canceladas no site da própria prefeitura de junho de 2024 a dezembro de 2025. ➡️ Uma nota fiscal só pode ser cancelada pelo emitente (vendedor ou prestador de serviço), mas a operação deve ser regularizada com a emissão de uma nova para comprovar o devido recolhimento de impostos. A nota fiscal, que detalha o valor exato e a alíquota do imposto correspondente, é a forma que o governo tem de rastrear as operações comerciais e o seu registro é crucial para a fiscalização da Receita Federal. Deixar de emitir nota fiscal é crime de sonegação fiscal. Ao g1, Karina disse desconhecer notas canceladas por fornecedores contratados e que os problemas nas notas fiscais do próprio instituto foram apontadas por ela e "já estão sendo resolvidos na prestação de contas que estou preparando para entregar do bimestre”. (Leia mais abaixo.) Já a prefeitura negou que exista alguma irregularidade no contrato e disse que "a execução do contrato para o programa é monitorada rigorosamente e não há nenhuma decisão definitiva ou processo administrativo que aponte a existência de irregularidades estruturais, desvios ou ilegalidades". A gestão Ricardo Nunes também afirmou que o contrato não tem qualquer relação com a produção do filme sobre o ex-presidente. Notas canceladas Um caso envolve a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., contratada pela ONG para prestação de serviços. O proprietário é o empresário André Feldman, que aparece nas redes sociais em fotografias ao lado de Karina da Gama, dona e presidente do instituto. Em novembro de 2025, a Complexsys emitiu uma nota fiscal de R$ 2 milhões no sistema da Prefeitura de São Paulo por supostos serviços de verificação e reparo técnico de equipamentos. No entanto, o g1 consultou os registros municipais e constatou que a mesma nota aparece como cancelada no sistema oficial da administração municipal. Segundo os dados da própria prefeitura, o documento foi cancelado no mesmo dia em que foi emitido, em 6 de novembro de 2025. Apesar disso, a nota foi incluída na prestação de contas apresentada por Karina Gama à gestão municipal em fevereiro deste ano. O que diz a Complexsys Por meio de nota, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., do empresário André Feldman, relatou que “acompanha com serenidade a investigação atualmente conduzida pelas autoridades competentes e que é mera prestadora de serviços da OSC Instituto Conhecer Brasil”. “Importa registrar que inexistem, até o presente momento, conclusões definitivas aptas a justificar qualquer juízo de responsabilidade em desfavor da empresa a que prestamos serviços técnicos, razão pela qual se impõe a observância dos postulados constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência. A empresa permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários." Emissão de notas do próprio instituto Além das notas de terceiros, a documentação da ONG tem notas emitidas pelo instituto direcionadas para ele mesmo, como se ele tivesse prestado um serviço para si próprio. No levantamento feito pelo g1 na prestação de contas da entidade, há ao menos três notas da empresa que se enquadram nesta situação e somam mais de R$ 1,4 milhão, todas justificando gastos do projeto de wi-fi. Um parecer da Secretaria de Tecnologia da prefeitura, datado de 26 de fevereiro de 2026 e assinado pelos diretores Marcia Soares de Sousa e João Paulo Santana de Jesus, aponta que o instituto não poderia emitir notas para si mesmo e tampouco devolveu os valores irregulares apontados nas prestações de contas. “Notas fiscais consideradas indevidas; pois a instituição não pode emitir nota para si própria”, diz o parecer, que aponta, ainda, que há pelo menos R$ 925 mil em pagamentos em duplicidade declarados pela ONG na comprovação das despesas. Parecer da secretaria de Inovação e Tecnologia apontando irregularidades nas prestações de conta da ONG. Reprodução/PMSP “Verifica-se que a Organização da Sociedade Civil não promoveu a restituição integral dos valores glosados dentro do exercício analisado, tampouco sanou todas as inconformidades apontadas pela área técnica SMIT/CID/DFD, em descumprimento às disposições da Lei nº 13.019/2014 e do Decreto Municipal nº 57.575/2016. A permanência de valores expressivos pendentes de devolução caracteriza irregularidade grave na execução financeira da parceria, comprometendo a regularidade da prestação de contas”, diz o parecer de fevereiro de 2026. Apesar das inconformidades apontadas pelo parecer, os diretores da pasta e o secretário de Tecnologia, Humberto de Alencar, optaram por “aprovar a prestação de contas da entidade com ressalvas, condicionada à restituição integral dos valores glosados e pendentes, no montante total de R$ 930.256,87”. Por meio de nota enviada à época, a gestão Ricardo Nunes afirmou que a empresa devolveu integralmente os R$ 930 mil e que, por isso, teve o contrato renovado para a instalação dos demais 1.800 pontos de wi-fi que ainda faltam do contrato. Nota de R$ 199,4 mil da empresa cearense JR Feijão Ltda, canceladas no site do governo de SP mas usadas na prestação de contas da ONG. Reprodução/PMSP Faturas Em 2024, a ONG contratou a empresa Make One Tecnologia Digital Ltda. para locação de equipamentos eletrônicos. Em vez de notas fiscais, apresentou quatro faturas para justificar despesas de R$ 8,5 milhões, como permite a lei. Chama atenção também elas terem números sequenciais e, pelo menos três delas, terem sido emitidas no mesmo dia, com a mesma data de vencimento, mas com valores diferentes. As faturas da Make One Tecnologia Digital Ltda, sem valor fiscal, apresentadas na prestação de contas da a ONG Instituto Conhecer Brasil. Reprodução/PMSP No sistema da prefeitura, a reportagem encontrou notas fiscais da mesma Make One para o serviço de aluguel e manutenção de equipamentos, mas justificando serviços para a Prodam, a empresa de processamento de dados da própria prefeitura. Nesse caso da Prodam, a fatura remete ao número da nota fiscal, com o código de verificação no site da prefeitura, com todas as informações fiscais sobre o recolhimento de impostos municipais. Segundo o advogado tributarista Marcelo John, do escritório Benedito Torres Advogados, de fato, não há necessidade de emissão de nota fiscal em locação de bens móveis, já que o Imposto Sobre Serviço (ISS) não incide nesse caso. A emissão de fatura ou recibo já é suficiente. De qualquer forma, a atividade deve ser tributada por outras fontes, como imposto de renda, contribuição sobre o lucro, PIS e COFINS. O especialista disse que, dependendo da atividade realizada por ONGs, não há necessidade de emissão de nota fiscal. Contudo, em algumas operações, especialmente quando não há obrigação legal de emissão de nota fiscal de serviços, a fatura, o recibo, o contrato e o comprovante de pagamento podem servir como elementos de comprovação da despesa. No caso mencionado pela reportagem, a discussão está relacionada ao enquadramento da operação como locação pura de bens móveis, hipótese em que a emissão de nota fiscal de serviços não seria exigida, ou se havia também prestação de serviços agregada, hipótese em que a emissão de nota fiscal seria necessária." Em relação à sequência de emissão das faturas, o advogado afirmou que não se trata de uma prática comum, já que o ideal é emitir notas na medida em que o serviço é prestado, sem deixar acumular. "Não é necessariamente ilegal que faturas tenham numeração sequencial, mesma data de emissão ou mesmo vencimento e valores diferentes. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando uma empresa consolida cobranças de períodos distintos, de contratos diferentes, de itens diferentes ou de medições acumuladas. No entanto, cada fatura precisa ter lastro claro: contrato, período de referência, objeto, critério de cálculo, comprovação de entrega ou disponibilização dos bens e efetivo pagamento. Apesar disso, em casos de prestação de contas com recursos públicos, esse tipo de procedimento deve ser mais cauteloso. Faturas sequenciais, emitidas no mesmo dia, com mesmo vencimento e valores distintos não provam, por si só, irregularidade, mas podem ser um indício que justifica verificação mais rigorosa: se houve acumulação artificial de cobranças, se os bens foram efetivamente locados, se os valores correspondem ao contrato, se houve pagamento regular, se o emitente estava tentando ocultar alguma informação e se a despesa está vinculada ao objeto público financiado. Vale frisar que, em contratos públicos, a regularidade não depende apenas de existir um documento de cobrança, mas de esse documento demonstrar, com segurança, que a despesa foi real, pertinente, compatível com o objeto contratado e regularmente paga", diz John. Em 2027, no entanto, a regra vai mudar. "A partir do período de transição do novo sistema tributário, com efeitos práticos em 2027, a locação passa a ser alcançada pelo novo modelo de tributação sobre consumo, embora isso não signifique dizer que ela passará a ser serviço para fins de ISS. São regimes distintos: o ISS continua não incidindo sobre locação pura de bens móveis até a extinção definitiva desse tributo, mas IBS/CBS irão incidir", diz o advogado. LEIA MAIS: Vorcaro bancou mais de 90% do orçamento de filme sobre Jair Bolsonaro MP investiga contrato de R$ 108 milhões de wi-fi público da Prefeitura de SP com ONG Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme O empresário André Feldman, dono da Complexsys Soluções Integradas Ltda, que emitiu nota e cancelou em favor do instituto de Karina da Gama. Reprodução/Redes Sociais Karina e a campanha de Frias A empresária também mantém relações políticas com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2022, Karina prestou serviços de consultoria para a campanha a deputado de Mário Frias. Pelo serviço, uma das várias empresas dela, a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Ltda., ganhou R$ 54 mil da campanha do político. A empresa funciona no mesmo endereço e na mesma sala da ONG e da produtora de cinema quer pertencem à jornalista, na Avenida Paulista, Centro de São Paulo. Ao g1, Karina confirmou que participou da campanha de 2022 (leia mais abaixo). Karina da Gama aparece na diplomação do deputado Mário Frias (PL), em dezembro de 2022, e é chamada de 'equipe' pela esposa dos parlamentar nas redes sociais. Reprodução/Redes Sociais Nas redes sociais, a esposa do deputado, Juliana Frias, postou fotos da família ao lado de Karina Gama no dia da diplomação do parlamentar. Na legenda da foto, a esposa diz que tinha orgulho do marido e da "equipe" responsável pela sua eleição. O deputado do PL também destinou, via emendas parlamentares, cerca de R$ 2 milhões para o Instituto Conhecer Brasil, de Karina Gama. A transação está em investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) sob suspeita de falta de transparência, que dificultaria a rastreabilidade dos recursos. O g1 procurou a equipe de Mário Frias para comentar a relação entre ele e Karina, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Contrato sob suspeita Além das inconsistências fiscais, o g1 identificou problemas também em um contrato de R$ 12 milhões da ONG de Karina com a empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda. O dono da empresa é o empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, que está preso desde fevereiro acusado de feminicídio da companheira. No primeiro contrato assinado com a ONG, o nome do empresário como representante da companhia aparece apenas como Alex, sem sobrenome, CPF ou identidade. A empresa foi responsável por instalar mais de 900 pontos de internet nas favelas da cidade, segundo a prestação de contas do Instituto Conhecer Brasil, recebendo mais de R$ 2 milhões, segundo as notas apresentadas para a Prefeitura de São Paulo pela entidade até o final de dezembro de 2025. A denúncia sobre este contrato foi feita pelos portais "The Intercept Brasil" e "Metrópoles" em dezembro de 2025, quando Bispo ainda estava sob investigação pela Polícia Civil sobre o suposto feminicídio. Contrato entre a Ong Instituto Conhecer Brasil e a empresa Favelas Conectadas. Reprodução/PMSP/ICB Após a denúncia, em janeiro, a empresa Favela Conectada deixou de ter Alex Leandro como sócio único e passou para o controle de Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, segundo o registro da Junta Comercial Comercial de SP (Jucesp). Tatiane mora no mesmo endereço de Alex, na Rua Ernesto Paglia, na região do Butantã, Zona Oeste de São Paulo. O g1 não localizou a defesa do empresário. Homem é preso suspeito de jogar mulher do 10º andar de prédio em SP Em conversa com o g1, Karina afirmou que não reconhece o contrato assinado por ela e por um Alex não identificado. Ela levantou a hipótese de o contrato ter sido fraudado e entregue à reportagem por algum desafeto da empresa dela, como o ex-marido. Porém, o g1 teve acesso ao documento a partir do drive em que a própria Karina inclui comprovantes de despesas para prestar contas à prefeitura. Pelo registro do Google Drive, foi ela mesma quem incluiu o contrato para a fiscalização dos técnicos da Prefeitura de São Paulo. O que diz Karina Gama Drive onde Karina da Gama disponibilizou o contrato de R$ 12 milhões com o Favelas Conectadas, que ela disse ao g1 que foi fraudado. Reprodução/PMSP Em conversa com o g1 por telefone, ela afirmou que desconhece as notas mencionadas nesta reportagem, "mas não tem controle se um fornecedor contratado anula uma nota. As notas fiscais do próprio instituto glosadas, fui eu mesma que apontei para a prefeitura os problemas, e eles estão sendo resolvidos na prestação de contas que estou preparando para entregar do bimestre”. Karina disse que, depois da saída de Alex Bispo da sociedade da empresa, um novo contrato aditivo foi feito com a nova dona do Favelas Conectadas, uma vez que o ex-dono não podia mais responder pela instalação dos pontos, já que está preso. Karina informou, ainda, que a ONG e as três firmas que estão no nome dela funcionam no mesmo endereço para que possa “manter o controle sobre as empresas”. O que diz a gestão Nunes "A Prefeitura de São Paulo informa que colabora com investigações em andamento e segue à disposição das autoridades, tendo já prestado informações. Todo o material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido encaminhado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público através da prestação de contas do município. A administração ressalta que o programa funciona normalmente na cidade e pode ser acompanhado em tempo real no link https://institutoconhecerbrasil.org.br/wifilivrecom. Por volta das 9h desta segunda-feira, dos 3,2 mil pontos contratados pela prefeitura, apenas 52 estavam off-line e passavam por manutenção. Não houve pagamento por parte da administração para 5 mil pontos. O aditivo em questão é exclusivamente para manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades periféricas da cidade. A prefeitura reforça que toda a prestação de contas, com documentos, notas fiscais, contratos e outras informações está no sistema SEI, que é público. O processo passou também por acompanhamento do Tribunal de Contas do Município (TCM) A Prefeitura repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos, uma vez que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade. Vale lembrar que o chamamento público, aberto por 30 dias para qualquer entidade interessada, ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme mencionado, e o processo cumpriu todas as exigências legais. Para 2026, o custo estimado na parceria com o instituto corresponde a R$ 1.280,80 por ponto/mês, significativamente menor do que as propostas recebidas em 2022 de R$ 2.026,26 por ponto/mês e R$ 5.092,14 por ponto/mês." Karina da Gama é recebida pelo Prefeito Ricardo Nunes (MDB), em visita na sede da Prefeitura de SP, no Centro. Reprodução/Redes Sociais O que diz o MP O MP investiga os contratos da ONG em duas frentes: na Promotoria Patrimonial e também na Criminal. Em nota, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, informou que "há um inquérito civil em andamento para apurar eventuais irregularidades no Termo de Colaboração n. 01/SMIT/2024, firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e Instituto Conhecer Brasil, cujo objeto consiste na implantação, operação e manutenção de 5.000 pontos de acesso à rede de wi-fi pública em comunidades do município, pelo prazo de 12 meses". A promotoria diz ainda que há "notícia de: A) suposto direcionamento do chamamento público anterior; B) ausência de justificativa técnica ou econômica para o ajuste com organização da sociedade civil; C) celebração de três aditamentos contratuais em sequência, com intervalos de pouquíssimos dias entre a sua solicitação e a efetiva formalização; e D) repasses financeiros originalmente previstos para fases posteriores do ajuste e referentes a serviços ainda não implantados".
A empresária Karina Ferreira da Gama, dona da ONG Instituto Conhecer Brasil e da empresa que produz o filme sobre Jair Bolsonaro Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta segunda-feira (1°) uma operação contra a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), suspeita de fraude em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões para instalação de wi-fi na cidade. O instituto é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP Entertainment Ltd, que também produz o filme sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulado Dark Horse (Azarão, na tradução do inglês). Conforme o g1 publicou, tanto a ONG quanto a empresa do filme funcionam no mesmo endereço da Avenida Paulista onde a entidade não está mais instalada oficialmente. As duas sedes mudaram para endereços na rua Hadock Lobo, nos Jardins, sem atualização oficial nos registros estaduais e federais. A operação cumpre mandados de busca e apreensão nos endereços ligados à Karina Ferreira da Gama e também na sede da Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação, responsável pelo contrato entre a gestão municipal e a ONG. Segundo a investigação da 2.ª Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DICCA), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), o contrato de R$ 108 milhões subiu para R$ 157,1 milhões, com aditivos assinados pela gestão do Prefeito Ricardo Nunes (MDB) e repassados à ONG. A reportagem do g1 também apontou que a ONG usou ao menos R$ 4 milhões em notas falsas para justificar despesas da entidade. O inquérito da Polícia Civil apura que pelo menos R$ 26 milhões desse montante foram usados pela ONG sem a devida prestação do serviço à cidade de Sâo Paulo, o que configura possível desvio de recursos públicos. Notas fiscais canceladas Investigada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, a ONG Instituto Conhecer Brasil, que tem um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de wi-fi gratuitos na periferia, apresentou à gestão Ricardo Nunes (MDB) ao menos R$ 4 milhões em notas canceladas ou para si própria para justificar despesas do contrato. Levantamento feito pelo g1 nas prestações de contas da ONG gerida pela jornalista e empresária Karina Ferreira da Gama – mesma dona da Go Up Entertainment, produtora à frente do filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – aponta o uso de notas milionárias canceladas no site da própria prefeitura de junho de 2024 a dezembro de 2025. ➡️ Uma nota fiscal só pode ser cancelada pelo emitente (vendedor ou prestador de serviço), mas a operação deve ser regularizada com a emissão de uma nova para comprovar o devido recolhimento de impostos. A nota fiscal, que detalha o valor exato e a alíquota do imposto correspondente, é a forma que o governo tem de rastrear as operações comerciais e o seu registro é crucial para a fiscalização da Receita Federal. Deixar de emitir nota fiscal é crime de sonegação fiscal. Ao g1, Karina disse desconhecer notas canceladas por fornecedores contratados e que os problemas nas notas fiscais do próprio instituto foram apontadas por ela e "já estão sendo resolvidos na prestação de contas que estou preparando para entregar do bimestre”. (Leia mais abaixo.) Já a prefeitura negou que exista alguma irregularidade no contrato e disse que "a execução do contrato para o programa é monitorada rigorosamente e não há nenhuma decisão definitiva ou processo administrativo que aponte a existência de irregularidades estruturais, desvios ou ilegalidades". A gestão Ricardo Nunes também afirmou que o contrato não tem qualquer relação com a produção do filme sobre o ex-presidente. (Veja a íntegra da nota ao final.) 👉 O contrato com a Prefeitura de São Paulo previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia até junho de 2025, mas, até a presente data, apenas 3.200 foram instalados. Ao menos três aditivos foram assinados mudando a data de entrega total do serviço. Além disso, o MP apura se não houve concorrência na contratação do instituto. Notas canceladas Um caso envolve a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., contratada pela ONG para prestação de serviços. O proprietário é o empresário André Feldman, que aparece nas redes sociais em fotografias ao lado de Karina da Gama, dona e presidente do instituto. Em novembro de 2025, a Complexsys emitiu uma nota fiscal de R$ 2 milhões no sistema da Prefeitura de São Paulo por supostos serviços de verificação e reparo técnico de equipamentos. No entanto, o g1 consultou os registros municipais e constatou que a mesma nota aparece como cancelada no sistema oficial da administração municipal. Segundo os dados da própria prefeitura, o documento foi cancelado no mesmo dia em que foi emitido, em 6 de novembro de 2025. Apesar disso, a nota foi incluída na prestação de contas apresentada por Karina Gama à gestão municipal em fevereiro deste ano. As notas fiscais canceladas apresentadas pela a ONG Instituto Conhecer Brasil à Prefeitura de São Paulo na prestação de contas. Reprodução/PMSP O que diz a Complexsys Por meio de nota, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., do empresário André Feldman, relatou que “acompanha com serenidade a investigação atualmente conduzida pelas autoridades competentes e que é mera prestadora de serviços da OSC Instituto Conhecer Brasil”. “Importa registrar que inexistem, até o presente momento, conclusões definitivas aptas a justificar qualquer juízo de responsabilidade em desfavor da empresa a que prestamos serviços técnicos, razão pela qual se impõe a observância dos postulados constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência. A empresa permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários." Emissão de notas do próprio instituto Além das notas de terceiros, a documentação da ONG tem notas emitidas pelo instituto direcionadas para ele mesmo, como se ele tivesse prestado um serviço para si próprio. No levantamento feito pelo g1 na prestação de contas da entidade, há ao menos três notas da empresa que se enquadram nesta situação e somam mais de R$ 1,4 milhão, todas justificando gastos do projeto de wi-fi. Um parecer da Secretaria de Tecnologia da prefeitura, datado de 26 de fevereiro de 2026 e assinado pelos diretores Marcia Soares de Sousa e João Paulo Santana de Jesus, aponta que o instituto não poderia emitir notas para si mesmo e tampouco devolveu os valores irregulares apontados nas prestações de contas. “Notas fiscais consideradas indevidas; pois a instituição não pode emitir nota para si própria”, diz o parecer, que aponta, ainda, que há pelo menos R$ 925 mil em pagamentos em duplicidade declarados pela ONG na comprovação das despesas. Parecer da secretaria de Inovação e Tecnologia apontando irregularidades nas prestações de conta da ONG. Reprodução/PMSP “Verifica-se que a Organização da Sociedade Civil não promoveu a restituição integral dos valores glosados dentro do exercício analisado, tampouco sanou todas as inconformidades apontadas pela área técnica SMIT/CID/DFD, em descumprimento às disposições da Lei nº 13.019/2014 e do Decreto Municipal nº 57.575/2016. A permanência de valores expressivos pendentes de devolução caracteriza irregularidade grave na execução financeira da parceria, comprometendo a regularidade da prestação de contas”, diz o parecer de fevereiro de 2026. Apesar de todas as inconformidades apontadas pelo parecer, os diretores da pasta e o secretário de Tecnologia, Humberto de Alencar, optaram por “aprovar a prestação de contas da entidade com ressalvas, condicionada à restituição integral dos valores glosados e pendentes, no montante total de R$ 930.256,87”. Por meio de nota, a gestão Ricardo Nunes afirmou que a empresa devolveu integralmente os R$ 930 mil e que, por isso, teve o contrato renovado para a instalação dos demais 1.800 pontos de wi-fi que ainda faltam do contrato. Até a presente data, apenas 3.200 pontos foram instalados na cidade (veja íntegra da nota abaixo). Nota de R$ 199,4 mil da empresa cearense JR Feijão Ltda, canceladas no site do governo de SP mas usadas na prestação de contas da ONG. Reprodução/PMSP Faturas Em 2024, a ONG contratou a empresa Make One Tecnologia Digital Ltda. para locação de equipamentos eletrônicos. Em vez de notas fiscais, apresentou quatro faturas para justificar despesas de R$ 8,5 milhões, como permite a lei. Chama atenção também elas terem números sequenciais e, pelo menos três delas, terem sido emitidas no mesmo dia, com a mesma data de vencimento, mas com valores diferentes. As faturas da Make One Tecnologia Digital Ltda, sem valor fiscal, apresentadas na prestação de contas da a ONG Instituto Conhecer Brasil. Reprodução/PMSP No sistema da prefeitura a reportagem encontrou notas fiscais da mesma Make One para o serviço de aluguel e manutenção de equipamentos, mas justificando serviços para a Prodam, a empresa de processamento de dados da própria prefeitura. Nesse caso da Prodam, a fatura remete ao número da nota fiscal, com o código de verificação no site da prefeitura, com todas as informações fiscais sobre o recolhimento de impostos municipais. Segundo o advogado tributarista Marcelo John, do escritório Benedito Torres Advogados, de fato, não há necessidade de emissão de nota fiscal em locação de bens móveis, já que o Imposto Sobre Serviço (ISS) não incide nesse caso. A emissão de fatura ou recibo já é suficiente. De qualquer forma, a atividade deve ser tributada por outras fontes, como imposto de renda, contribuição sobre o lucro, PIS e COFINS. O especialista disse que, dependendo da atividade realizada por ONGs, não há necessidade de emissão de nota fiscal. "A fatura é um documento de cobrança, com função comercial e contábil, utilizado para demonstrar que determinado valor está sendo cobrado em razão de uma relação contratual. Diferentemente da nota fiscal, a fatura não é, por si só, documento próprio de apuração e controle de tributos incidentes sobre a operação. Por isso, é tecnicamente correto dizer que a fatura não tem o mesmo valor fiscal de uma nota fiscal. Contudo, em algumas operações, especialmente quando não há obrigação legal de emissão de nota fiscal de serviços, a fatura, o recibo, o contrato e o comprovante de pagamento podem servir como elementos de comprovação da despesa. No caso mencionado pela reportagem, a discussão está relacionada ao enquadramento da operação como locação pura de bens móveis, hipótese em que a emissão de nota fiscal de serviços não seria exigida, ou se havia também prestação de serviços agregada, hipótese em que a emissão de nota fiscal seria necessária." Em relação à sequência de emissão das faturas, o advogado afirmou que não se trata de uma prática comum, já que o ideal é emitir notas na medida em que o serviço é prestado, sem deixar acumular. "Não é necessariamente ilegal que faturas tenham numeração sequencial, mesma data de emissão ou mesmo vencimento e valores diferentes. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando uma empresa consolida cobranças de períodos distintos, de contratos diferentes, de itens diferentes ou de medições acumuladas. No entanto, cada fatura precisa ter lastro claro: contrato, período de referência, objeto, critério de cálculo, comprovação de entrega ou disponibilização dos bens e efetivo pagamento. Apesar disso, em casos de prestação de contas com recursos públicos, esse tipo de procedimento deve ser mais cauteloso. Faturas sequenciais, emitidas no mesmo dia, com mesmo vencimento e valores distintos não provam, por si só, irregularidade, mas podem ser um indício que justifica verificação mais rigorosa: se houve acumulação artificial de cobranças, se os bens foram efetivamente locados, se os valores correspondem ao contrato, se houve pagamento regular, se o emitente estava tentando ocultar alguma informação e se a despesa está vinculada ao objeto público financiado. Vale frisar que, em contratos públicos, a regularidade não depende apenas de existir um documento de cobrança, mas de esse documento demonstrar, com segurança, que a despesa foi real, pertinente, compatível com o objeto contratado e regularmente paga", diz John. Em 2027, no entanto, a regra vai mudar. "A partir do período de transição do novo sistema tributário, com efeitos práticos em 2027, a locação passa a ser alcançada pelo novo modelo de tributação sobre consumo, embora isso não signifique dizer que ela passará a ser serviço para fins de ISS. São regimes distintos: o ISS continua não incidindo sobre locação pura de bens móveis até a extinção definitiva desse tributo, mas IBS/CBS irão incidir", diz o advogado. LEIA MAIS: Vorcaro bancou mais de 90% do orçamento de filme sobre Jair Bolsonaro MP investiga contrato de R$ 108 milhões de wi-fi público da Prefeitura de SP com ONG Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme O empresário André Feldman, dono da Complexsys Soluções Integradas Ltda, que emitiu nota e cancelou em favor do instituto de Karina da Gama. Reprodução/Redes Sociais Karina e a campanha de Frias A empresária também mantém relações políticas com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2022, Karina prestou serviços de consultoria para a campanha a deputado de Mário Frias. Pelo serviço, uma das várias empresas dela, a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Ltda., ganhou R$ 54 mil da campanha do político. A empresa funciona no mesmo endereço e na mesma sala da ONG e da produtora de cinema quer pertencem à jornalista, na Avenida Paulista, Centro de São Paulo. Ao g1, Karina confirmou que participou da campanha de 2022 (leia mais abaixo). Karina da Gama aparece na diplomação do deputado Mário Frias (PL), em dezembro de 2022, e é chamada de 'equipe' pela esposa dos parlamentar nas redes sociais. Reprodução/Redes Sociais Nas redes sociais, a esposa do deputado, Juliana Frias, postou fotos da família ao lado de Karina Gama no dia da diplomação do parlamentar. Na legenda da foto, a esposa diz que tinha orgulho do marido e da "equipe" responsável pela sua eleição. O deputado do PL também destinou, via emendas parlamentares, cerca de R$ 2 milhões para o Instituto Conhecer Brasil, de Karina Gama. A transação está em investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) sob suspeita de falta de transparência, que dificultaria a rastreabilidade dos recursos. O g1 procurou a equipe de Mário Frias para comentar a relação entre ele e Karina, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Contrato sob suspeita Além das inconsistências fiscais, o g1 identificou problemas também em um contrato de R$ 12 milhões da ONG de Karina com a empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda. O dono da empresa é o empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, que está preso desde fevereiro acusado de feminicídio da companheira. No primeiro contrato assinado com a ONG, o nome do empresário como representante da companhia aparece apenas como Alex, sem sobrenome, CPF ou identidade. A empresa foi responsável por instalar mais de 900 pontos de internet nas favelas da cidade, segundo a prestação de contas do Instituto Conhecer Brasil, recebendo mais de R$ 2 milhões, segundo as notas apresentadas para a Prefeitura de São Paulo pela entidade até o final de dezembro de 2025. A denúncia sobre este contrato foi feita pelos portais "The Intercept Brasil" e "Metrópoles" em dezembro de 2025, quando Bispo ainda estava sob investigação pela Polícia Civil sobre o suposto feminicídio. Contrato entre a Ong Instituto Conhecer Brasil e a empresa Favelas Conectadas. Reprodução/PMSP/ICB Após a denúncia, em janeiro, a empresa Favela Conectada deixou de ter Alex Leandro como sócio único e passou para o controle de Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, segundo o registro da Junta Comercial Comercial de SP (Jucesp). Tatiane mora no mesmo endereço de Alex, na Rua Ernesto Paglia, na região do Butantã, Zona Oeste de São Paulo. O g1 não localizou a defesa do empresário. Homem é preso suspeito de jogar mulher do 10º andar de prédio em SP Em conversa com o g1, Karina afirmou que não reconhece o contrato assinado por ela e por um Alex não identificado. Ela levantou a hipótese de o contrato ter sido fraudado e entregue à reportagem por algum desafeto da empresa dela, como o ex-marido. Porém, o g1 teve acesso ao documento a partir do drive em que a própria Karina inclui comprovantes de despesas para prestar contas à prefeitura. Pelo registro do Google Drive, foi ela mesma quem incluiu o contrato para a fiscalização dos técnicos da Prefeitura de São Paulo. O que diz Karina Gama Drive onde Karina da Gama disponibilizou o contrato de R$ 12 milhões com o Favelas Conectadas, que ela disse ao g1 que foi fraudado. Reprodução/PMSP Em conversa com o g1 por telefone, ela afirmou que desconhece as notas mencionadas nesta reportagem, "mas não tem controle se um fornecedor contratado anula uma nota. As notas fiscais do próprio instituto glosadas, fui eu mesma que apontei para a prefeitura os problemas, e eles estão sendo resolvidos na prestação de contas que estou preparando para entregar do bimestre”. Karina disse que, depois da saída de Alex Bispo da sociedade da empresa, um novo contrato aditivo foi feito com a nova dona do Favelas Conectadas, uma vez que o ex-dono não podia mais responder pela instalação dos pontos, já que está preso. Karina informou, ainda, que a ONG e as três firmas que estão no nome dela funcionam no mesmo endereço para que possa “manter o controle sobre as empresas”. O que diz a gestão Nunes Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia disse que “desconhece a metodologia e os resultados que levaram aos valores mencionados pela reportagem e rechaça as respectivas ilações”. "A execução do contrato para o programa é monitorada rigorosamente e não há nenhuma decisão definitiva ou processo administrativo que aponte a existência de irregularidades estruturais, desvios ou ilegalidades. Em 2024 foram identificadas inconsistências na prestação de contas do exercício, cujos valores — cerca de R$ 930 mil — foram integralmente devolvidos ao Município. Cabe ressaltar que o valor unitário pago ao ICB não engloba apenas o link de internet, mas toda a infraestrutura necessária, incluindo hardware, obras civis e elétricas, mapeamento, projetos executivos, entre outras. Já a manutenção de “ressalvas” é um procedimento comum em auditorias públicas, demonstrando, inclusive, controle e fiscalização sobre as prestações de contas. Além disso, o Instituto em questão possui experiência em inserção territorial, articulação comunitária e viabilização do acesso em locais de extrema complexidade — fatores previstos no chamamento público e fundamentais para a execução do serviço. A parceria foi estabelecida por chamamento público transparente, aberto pelo período de 30 dias e que cumpriu todas as exigências legais do edital." A gestão Ricardo Nunes também afirmou que “a produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro não recebeu recursos municipais e qualquer relação entre a contratação do Instituto Conhecer Brasil e a produção cinematográfica é descabida”. “O contrato do ICB foi fechado em junho de 2024, pelo menos um ano antes do início da produção do filme. Já a SPCine foi procurada para autorização das filmagens apenas em outubro de 2025, ou seja, um ano e quatro meses após o contrato com o ICB ser firmado – seguindo exatamente o mesmo trâmite usado em todas as solicitações recebidas pelo Município para essa finalidade”, declarou. “A administração municipal repudia qualquer tentativa da imprensa de descredibilizar um serviço de extrema importância para a população por meio de relações que não existem nem nunca existiram. O Programa Wifi Livre está em pleno funcionamento com 3.200 pontos instalados, que registram cerca de 760 milhões de acessos”, declarou a administração municipal. Depois de publicada a reportagem, a Prefeitura enviou uma nova nota: "A Prefeitura de São Paulo informa que é equivocada a afirmação publicada no G1 de que haveria R$ 16,5 milhões em “notas irregulares” no âmbito da prestação de contas do contrato do Programa WiFi Livre SP. Não há nenhuma comprovação nos processos administrativos nem em investigações em andamento que permitam à reportagem fazer tal juízo de valor. Primeiramente, é importante que a reportagem entenda que a execução e o rito de uma contratação de Organização Social (OSC) são completamente distintos dos contratos firmados com empresas. Respeitando o previsto na legislação federal das OSCs, todos os recursos destinados ao Programa WiFi Livre SP foram depositados pela administração municipal em conta específica do projeto, e as devidas prestações de contas pela entidade e fiscalização do Município ocorrem por semestre, período mais rigoroso do que o mínimo legal. Importante ressaltar que todas as prestações de contas estão no prazo de análise da gestão pública, sem qualquer atraso. Portanto, para que fique claro à reportagem, não há irregularidades nas prestações de contas fiscalizadas até o momento. Notas emitidas em 2025 têm prevista sua fiscalização de prestação de contas no período vigente, uma vez que o contrato encontra-se ativo, dentro dos prazos previstos pela Lei Federal n.º 13.019/2024. Esclarecemos, abaixo, caso a caso, os apontamentos equivocados e publicados pelo G1: 1. A reportagem acusa erroneamente que valores foram pagos sem nota fiscal Essa informação não procede. O caso da MAKE ONE TECNOLOGIA DIGITAL LTDA e da Vitachemie Administradora de Bens Ltda, que totalizam, segundo a reportagem, R$ 12 milhões, trata-se de uma categoria de locação de equipamentos e, como prevê a legislação tributária vigente no Brasil, a locação de bens móveis não constitui prestação de serviços e, portanto, não está sujeita à incidência do ISS, ou seja, não há obrigação legal de emissão de nota fiscal para fins de comprovação de gastos, o que será obrigatório somente a partir de 2027. Portanto, a reportagem errou ao descredibilizar a prestação de contas, alegando terem sido feito “apenas por recibos”. Tal afirmação demonstra desconhecimento pelo G1 das regras previstas na legislação brasileira para esse tipo de prestação de contas. Para comprovação dessas despesas, foi apresentada uma série de documentos, que constam no processo administrativo, como contratos firmados entre a OSC e os fornecedores, faturas e respectivos comprovantes de extratos bancários. Vale repetir que, neste momento, seguindo o cronograma previsto em lei, a fiscalização está analisando a prestação de contas do primeiro semestre de 2025. Portanto, a reportagem se antecipou, sem qualquer respaldo técnico, ao falar em “irregularidades”. 2. Notas canceladas Mais uma vez a reportagem erra ao fazer suposições descabidas. Em relação às notas fiscais canceladas, cabe destacar que a detecção de tais cancelamentos partiu da própria fiscalização da Prefeitura, o que demonstra lisura e rigor no monitoramento do contrato, e não falha de fiscalização, como sugere a reportagem. Quando a fiscalização ativa da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia identificou que determinadas notas haviam sido canceladas pelos próprios emissores, esses documentos passaram automaticamente a ser considerados inválidos para prestação de contas. Trata-se de notas emitidas da COMPLEXSYS SOLUÇÕES INTEGRADAS LTDA e J R FEIJÃO LTDA, citado no montante de R$ 2.447.732,66. Ainda há prazo legal para a entidade comprovar essas despesas. Caso não faça, os valores serão glosados. 3. Notas emitidas ao próprio Instituto Conhecer Brasil (ICB) Essas notas não foram aceitas pela Prefeitura para prestação de contas por serem vedadas pela legislação. Foi o que ocorreu na prestação de contas de 2024 com a devolução de cerca de R$ 1,2 milhão no próprio ano, e em 2025 com a devolução de cerca de R$ 930 mil, valores observados em prestação de contas do ano anterior, aprovada com ressalvas, em função de emissão de notas à própria organização social, além de pagamentos indevidos, despesas não elegíveis e outras notas fiscais glosadas, não gerando qualquer prejuízo ao erário. A fiscalização de despesas do contrato é atividade rotineira e contínua da Prefeitura de São Paulo." Karina da Gama é recebida pelo Prefeito Ricardo Nunes (MDB), em visita na sede da Prefeitura de SP, no Centro. Reprodução/Redes Sociais O que diz o MP O MP investiga os contratos da ONG em duas frentes: na Promotoria Patrimonial e também na Criminal. Em nota, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, informou que "há um inquérito civil em andamento para apurar eventuais irregularidades no Termo de Colaboração n. 01/SMIT/2024, firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e Instituto Conhecer Brasil, cujo objeto consiste na implantação, operação e manutenção de 5.000 pontos de acesso à rede de wi-fi pública em comunidades do município, pelo prazo de 12 meses". A promotoria diz ainda que há "notícia de: A) suposto direcionamento do chamamento público anterior; B) ausência de justificativa técnica ou econômica para o ajuste com organização da sociedade civil; C) celebração de três aditamentos contratuais em sequência, com intervalos de pouquíssimos dias entre a sua solicitação e a efetiva formalização; e D) repasses financeiros originalmente previstos para fases posteriores do ajuste e referentes a serviços ainda não implantados".
The proposals are part of amendments to the Information Technology (Intermediary Guidelines and Digital Media Ethics Code) Rules, 2021, released for public consultation earlier this year
Confira as vagas de emprego para Salvador e RMS desta segunda-feira (1°) O SineBahia, órgão estadual de intermediação de mão de obra, e o Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm), divulgaram as vagas de emprego disponíveis em Salvador e cidades da região metropolitana para segunda-feira (1°). Além da capital, há oportunidades para Camaçari, Candeias, Lauro de Freitas e Simões Filho. Atendimento no Simm: Em alguns casos, é necessário ter experiência comprovada em carteira de trabalho. Interessados devem acessar o site do órgão e agendar o atendimento. Pessoas com deficiência visual devem entrar em contato pelo telefone (71) 3202-2005. Atendimento no SineBahia: Não é preciso agendar. As senhas são distribuídas conforme disponibilidade e por ordem de chegada. É necessário levar carteira de trabalho física ou digital, RG, CPF, comprovante de residência, escolaridade e de vacinação contra Covid-19, além dos documentos específicos exigidos para cada vaga. Confira as vagas de emprego para Salvador e RMS nesta segunda-feira (1°) Geraldo Bubniak/AEN Vagas do SineBahia 📍 Salvador AJUDANTE DE COZINHA Ensino médio completo Não exige experiência Habilidades na manipulação e preparo de alimentos, residir próximo ou ter fácil acesso ao Shopping Paralela Possuir disponibilidade de horário 3 VAGAS ANALISTA DE LICITAÇÕES Ensino superior incompleto em administração ou ciências contábeis (3º período) Experiência mínima de 6 meses na carteira Obrigatório possuir experiência em licitações públicas, domínio de planilhas e organização de dados Salário de R$ 3.000 1 VAGA ATENDENTE DE BAR Ensino médio completo Não exige experiência Possuir boa comunicação e postura no atendimento ao cliente, residir próximo ou ter fácil acesso ao Shopping Paralela Disponibilidade de horário 6 VAGAS ATENDENTE DE LANCHONETE Ensino médio completo Não exige experiência Possuir boa comunicação e postura no atendimento ao cliente, residir próximo ou ter fácil acesso ao Shopping Paralela Disponibilidade de horário 15 VAGAS AUXILIAR DE COZINHA Ensino médio completo Não exige experiência Habilidades na manipulação e preparo de alimentos, residir próximo ou ter fácil acesso ao Shopping Paralela Possuir disponibilidade de horário 13 VAGAS AUXILIAR DE LIMPEZA DE COZINHA Ensino médio completo Não exige experiência Obrigatório residir próximo ou ter fácil acesso ao Shopping Paralela Possuir disponibilidade de horário 8 VAGAS AUXILIAR DE LIMPEZA DE SALÃO Ensino médio completo Não exige experiência Obrigatório residir próximo ou ter fácil acesso ao Shopping Paralela Possuir disponibilidade de horário 8 VAGAS COPEIRO DE HOSPITAL Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Salário de R$ 1.655,50 4 VAGAS COZINHEIRO INDUSTRIAL Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na carteira Obrigatório possuir conhecimento em frituras e recheios para pães e salgados Disponibilidade de horário Salário de R$ 2.024 2 VAGAS DUTEIRO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na carteira Obrigatório possuir experiência em instalação de dutos em obras de construção civil Salário de R$ 2.603,05 1 VAGA ELETRICISTA DE MÁQUINAS PESADAS Ensino médio/técnico ou profissionalizante em eletricidade automotiva, eletromecânica ou áreas correlatas Experiência mínima de 6 meses na carteira Obrigatória experiência comprovada como eletricista de máquinas pesadas ou equipamentos de grande porte, domínio de sistemas elétricos de máquinas pesadas (escavadeiras, tratores, pás-carregadeiras) Possuir CNH categoria B 1 VAGA GARAGISTA Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses na carteira Vivências em manobras de carros, recepção de motoristas, registro de permanência e guarda segura de chaves Obrigatório possuir disponibilidade de horário e CNH categoria B Salário de R$ 1.668 1 VAGA INSTALADOR DE COMUNICAÇÃO VISUAL Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses na função Possuir experiência com adesivagem de comunicação visual, aplicação e remoção de adesivos em geral Salário de R$ 1.730 4 VAGAS MECÂNICO Ensino fundamental incompleto Experiência mínima de 6 meses na carteira Habilidades para inspecionar, diagnosticar e reparar falhas em veículos, caminhão, ônibus, van, carreta e linha diesel, manutenções preventivas e corretivas Salário de R$ 2.500 2 VAGAS Vagas para SineBahia capaz Salvador - shopping Barra ATENDENTE DE LOJAS Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Não exige experiência Salário de R$ 1.621 10 VAGAS AGENTE DE PORTARIA Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Salário de R$ 1.873 1 VAGA AJUDANTE DE CALDEIREIRO Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Salário de R$ 1.881,35 18 VAGAS AUXILIAR DE ALMOXARIFADO Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino fundamental completo Experiência mínima de 3 meses na função Salário de R$ 1.621 1 VAGA AUXILIAR DE LIMPEZA Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino fundamental incompleto Não exige experiência Salário de R$ 1.621 1 VAGA AUXILIAR DE PRODUÇÃO Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Não exige experiência Salário de R$ 1.621 10 VAGAS AJUDANTE DE CARGA E DESCARGA DE MERCADORIAS Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino fundamental completo Experiência mínima de 3 meses na função Salário de R$ 1.716 3 VAGAS AJUDANTE DE COZINHA Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Não exige experiência Salário de R$ 1.773 5 VAGAS COPEIRO Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Salário de R$ 1.621 1 VAGA CALDEIREIRO ENCANADOR Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Salário de R$ 2.982,88 2 VAGAS ENCARREGADO CALDEIRARIA Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Salário de R$ 3.551,63 1 VAGA CALDEIREIRO Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Salário de R$ 2.982,88 13 VAGAS CONFERENTE Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Salário de R$ 1.876 3 VAGAS ELETRICISTA Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Desejável conhecimento como ajudante comum em obras Salário de R$ 2.689,23 3 VAGAS MERENDEIRO Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio incompleto Não exige experiência Salário de R$ 1.660 5 VAGAS MAQUEIRO Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Salário de R$ 1.621 6 VAGAS PEDREIRO Exclusiva para pessoas com deficiência Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses na função Salário de R$ 1.621 2 VAGAS 📍 Camaçari CONFERENTE Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses em CTPS Imprescindível: Conferência, separação e embalagem de materiais Salário de R$ 1.876 5 VAGAS AUXILIAR DE DEPÓSITO Ensino médio completo Não exige experiência Imprescindível: Movimentação de cargas no depósito, descarregar caminhões, conferência no recebimento de produtos Salário de R$ 1.800 2 VAGAS AUXILIAR DE MANUTENÇÃO PREDIAL Ensino médio completo Não exige experiência Imprescindível: Reparos prediais, manutenção de equipamentos, curso profissionalizante em elétrica Salário de R$ 1.800 1 VAGA REPOSITOR Ensino médio completo Não exige experiência Imprescindível: Reposição de produtos, manter gôndolas e prateleiras abastecidas Salário de R$ 1.800 1 VAGA COSTUREIRO (A) Ensino fundamental incompleto Experiência mínima de 6 meses em CTPS Imprescindível: Experiência com costura de tecidos, mesmo que seja em máquina doméstica, máquinas reta, travete, pesponteira de duas agulhas, máquina de braço e elastiqueira, confecção de uniformes Salário de R$ 1.697,58 3 VAGAS AUXILIAR DE SONDADOR Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses em CTPS Possuir CNH B Imprescindível: Experiência na função, auxiliar de perfuração e manutenção de poços tubulares de água e no apoio de atividades inerentes ao serviço, trabalhar em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene e saúde ocupacional e preservação ambiental 6 VAGAS 📍 Lauro de Freitas AUXILIAR DE DEPÓSITO Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses Benefícios: Vale-transporte, assistência médica, assistência odontológica e refeitório na empresa Salário de R$ 1.814,16 3 VAGAS AUXILIAR DE LIMPEZA Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses Benefícios: Vale-transporte, assistência médica, assistência odontológica, vale-refeição e insalubridade Vaga afirmativa para mulheres Salário de R$ 1.660,05 1 VAGA AUXILIAR DE MANUTENÇÃO Ensino fundamental incompleto Experiência mínima de 6 meses Benefícios: Vale-transporte e vale-refeição Salário de R$ 1.800 1 VAGA MECÂNICO DE EMPILHADEIRA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Obrigatório: CNH B e disponibilidade para viagens Desejável: Curso técnico em manutenção Benefícios: Vale-transporte, vale-refeição, assistência odontológica, assistência médica e cesta básica 1 VAGA AUXILIAR DE PRODUÇÃO Ensino fundamental incompleto Experiência mínima de 3 meses Desejável: Experiência na área de construção civil e argamassa Benefícios: Vale-transporte, vale-refeição, adicional de insalubridade e cesta básica Salário de R$ 1.707 2 VAGAS AUXILIAR ADMINISTRATIVO Ensino superior incompleto em administração, contabilidade e afins ou curso técnico em administração ou contabilidade Experiência mínima de 6 meses Obrigatório: Sólida experiência com pacote Office Benefícios: Vale-transporte, vale-refeição e assistência odontológica Vaga afirmativa para mulheres Salário de R$ 1.703,44 1 VAGA AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS Ensino médio completo Experiência mínima de 3 meses Benefícios: Vale-transporte, assistência odontológica e vale-refeição 2 VAGAS PIZZAIOLO Ensino médio incompleto Não exige experiência Benefícios: Vale-transporte Salário de R$ 1.625 2 VAGAS 📍 Candeias AUXILIAR DE ALMOXARIFADO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Residir em Candeias Salário de R$ 1.646,15 Benefícios: Vale-transporte, assistência odontológica, transporte da empresa e uniforme 1 VAGA AGENTE DE LIMPEZA Ensino médio incompleto Experiência mínima de 6 meses na função Residir em Candeias Salário de R$ 1.660 Benefícios: Vale-transporte, assistência odontológica, assistência médica, transporte da empresa, seguro de vida, refeitório da empresa e uniforme 10 VAGAS JOVEM APRENDIZ DE PRODUÇÃO Ensino médio completo Não exige experiência Residir em Candeias Salário de R$ 810,50 Benefícios: Vale-transporte, assistência odontológica, refeitório, transporte da empresa e uniforme 2 VAGAS SOLDADOR ELETRODO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Disponibilidade para viagens com duração de cinco meses Benefícios: Vale-transporte, vale-alimentação, assistência médica, assistência odontológica, passagem por conta da empresa, moradia e folga de campo 1 VAGA AUXILIAR DE AÇOUGUE Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Residir em Candeias 1 VAGA OPERADOR DE CAIXA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Residir em Candeias 1 VAGA AUXILIAR DE ESTOQUE Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Residir em Candeias 1 VAGA MECÂNICO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Mecânico de linha pesada, perfil prático e resolutivo, conhecimento em chassi, freio e suspensão, noções de hidráulica pesada Ter habilitação E Residir em Candeias Benefícios: Vale-transporte, assistência médica, vale-refeição, assistência odontológica, seguro de vida e uniforme 1 VAGA ELETRICISTA VEICULAR Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Vivência com frota de caminhões e ônibus e experiência na função Residir em Candeias Benefícios: Assistência médica, assistência odontológica, cesta básica, vale-transporte e adicional de periculosidade 1 VAGA MECÂNICO DIESEL II Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses na função Residir em Candeias 1 VAGA FUNILEIRO DE VEÍCULOS Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses na função Residir em Candeias Benefícios: Assistência médica, cesta básica, assistência odontológica, transporte da empresa, seguro de vida, periculosidade e refeitório da empresa 1 VAGA 📍 Simões Filho AJUDANTE DE EMBALAGEM Ensino Médio Completo Experiência Mínima de 06 Meses Responsável Pela Embalagem De Produtos De Panificação 12 VAGAS AJUDANTE DE PADEIRO Ensino Médio Completo Experiência Mínima de 06 Meses Auxiliar Na Organização Da Produção De Panificação 10 VAGAS ADMINISTRADOR FINANCEIRO (ESTÁGIO) Ensino Superior em Curso Não Necessita Experiência Cursando Contábeis, Administração Ou Áreas Afins 01 VAGA RECEPCIONISTA DE CONSULTÓRIO MÉDICO (ESTÁGIO) Ensino Superior em Curso Não Necessita Experiência Cursando Administração Ou Áreas Afins 01 VAGA AJUDANTE DE CARGA E DESCARGA Ensino Médio Incompleto Experiência Mínima de 06 Meses 08 VAGAS APRENDIZ DE MECÂNICA DE MANUTENÇÃO Ensino Médio Completo Não Necessita Experiência 01 VAGA AUXILIAR DE LIMPEZA Ensino Médio Completo Experiência Mínima de 06 Meses Higienização Dos Ambientes Da Área de Panificação 04 VAGAS AUXILIAR DE PRODUÇÃO (JOVEM APRENDIZ) Ensino Médio Completo Não Necessita Experiência 01 VAGA FORNEIRO Ensino Médio Completo Experiência Mínima de 06 Meses 01 VAGA AUXILIAR DE LOGÍSTICA - PCD Ensino Médio Completo Não Necessita Experiência 10 VAGAS AUXILIAR DE MANUTENÇÃO ELÉTRICA Ensino Médio Completo Experiência Mínima de 06 Meses 01 VAGA MOTORISTA DE CAMINHÃO A DIESEL Ensino Médio Completo Experiência Mínima de 06 Meses Possuir CNH D 01 VAGA COORDENADOR DE PRODUÇÃO DE MADEIRA Ensino Médio Completo Experiência Mínima de 06 Meses 01 VAGA Vagas do Simm 📍 Salvador ENFERMEIRO (UTI NEONATAL) Ensino superior completo em Enfermagem Experiência mínima de 6 meses Coren atualizado e experiência em UTI Neonatal Salário de R$ 5.202,63 1 VAGA AÇOUGUEIRO Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA VENDEDOR TÉCNICO INDUSTRIAL Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Conhecimento em vendas industriais CNH B e carteira de reservista ou comprovante de dispensa 1 VAGA COPEIRO HOSPITALAR Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses 3 VAGAS OFICIAL DE COZINHA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses 3 VAGAS PSICÓLOGA Ensino superior completo em Psicologia Experiência mínima de 6 meses Habilidade e conhecimento para trabalhar com crianças com transtornos diversos Salário de R$ 2.502,02 2 VAGAS TÉCNICO DE MANUTENÇÃO DE FERRAMENTAS ELÉTRICAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou comprovante de dispensa Salário de R$ 1.800 1 VAGA AUXILIAR DE ALMOXARIFADO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Salário de R$ 1.621 1 VAGA FISCAL DE PREVENÇÃO E PERDAS Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Disponibilidade para trabalhar no fechamento de loja (tarde/noite) Salário de R$ 1.872,85 2 VAGAS MOTORISTA DE CAMINHÃO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses CNH D e carteira de reservista ou comprovante de dispensa Salário de R$ 2.100 20 VAGAS AJUDANTE DE MOTORISTA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Disponibilidade para realizar carga e descarga Carteira de reservista ou comprovante de dispensa Salário de R$ 1.621,20 20 VAGAS AUXILIAR DE LIMPEZA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Vaga exclusiva para o Programa Simm Mulher 1 VAGA AUXILIAR DE LIMPEZA Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses 10 VAGAS AUXILIAR DE LIMPEZA PESADA Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou certificado de dispensa Disponibilidade para os turnos diurno ou noturno Vaga para moradores da região da Pituba Salário de R$ 1.650 3 VAGAS AUXILIAR DE COZINHA Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou certificado de dispensa Disponibilidade para os turnos diurno ou noturno Vaga para moradores da região da Pituba Salário de R$ 1.650 2 VAGAS AUXILIAR DE COZINHA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou atestado de dispensa Salário de R$ 1.679,23 1 VAGA COZINHEIRO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Habilidades em frutos do mar e comida baiana Salário de R$ 1.818 2 VAGAS AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Salário de R$ 1.621 2 VAGAS PORTEIRO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses 2 VAGAS AJUDANTE DE DEPÓSITO Ensino médio completo Experiência mínima de 3 meses Carteira de reservista ou certificado de dispensa Salário de R$ 1.820 3 VAGAS AJUDANTE DE OBRAS Ensino médio incompleto Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou comprovante de dispensa 3 VAGAS PEDREIRO Ensino médio incompleto Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou comprovante de dispensa 3 VAGAS ENFERMEIRO DE TERAPIA INTENSIVA Ensino superior completo em Enfermagem Experiência mínima de 6 meses Coren atualizado e experiência em Unidade de Terapia Intensiva Salário de R$ 5.202,63 1 VAGA TÉCNICO EM ENFERMAGEM (UTI) Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Coren atualizado e experiência em Unidade de Terapia Intensiva Salário de R$ 3.297,32 1 VAGA AUXILIAR DE LIMPEZA PESADA Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou comprovante de dispensa Salário de R$ 1.621 1 VAGA ATENDENTE DE FARMÁCIA Ensino médio completo Não exige experiência Carteira limpa Disponibilidade para trabalhar no fechamento de loja Vaga exclusiva para primeiro emprego 10 VAGAS AJUDANTE DE FARMÁCIA Ensino médio completo Não exige experiência Conforme a Lei da Aprendizagem, faixa etária entre 18 e 23 anos Disponibilidade para trabalhar no fechamento de loja Vaga exclusiva para jovem aprendiz 16 VAGAS FISCAL DE LOJA Ensino médio completo Não exige experiência Carteira de reservista ou comprovante de dispensa Carteira limpa Disponibilidade para trabalhar no fechamento de loja Vaga exclusiva para primeiro emprego 5 VAGAS FISCAL DE LOJA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou comprovante de dispensa Disponibilidade para trabalhar no fechamento de loja 5 VAGAS AUXILIAR DE ARMAZENAMENTO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou comprovante de dispensa Salário de R$ 1.820 5 VAGAS RECEPCIONISTA ATENDENTE Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Experiência com vendas Vaga exclusiva para o Programa Simm Mulher Salário de R$ 1.796 1 VAGA ESTOQUISTA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou comprovante de dispensa Disponibilidade para trabalhar no turno da tarde/noite 1 VAGA FORNEIRO (SALGADOS) Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses com preparo de salgados Carteira de reservista ou comprovante de dispensa Disponibilidade para trabalhar no turno da tarde/noite 1 VAGA AUXILIAR DE CÂMARA FRIA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou comprovante de dispensa 2 VAGAS TÉCNICO DE ENFERMAGEM – RESSONÂNCIA MAGNÉTICA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Atuação no setor de ressonância magnética Salário de R$ 3.297,32 1 VAGA AJUDANTE DE MECÂNICO DE VEÍCULOS Ensino fundamental completo Não exige experiência CNH B e noções básicas de ferramentas manuais Vaga para moradores de Camaçari ou Dias d’Ávila Salário de R$ 1.621 1 VAGA AUXILIAR DE LIMPEZA PESADA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou certificado de dispensa Disponibilidade para carregar peso Salário de R$ 1.655,50 2 VAGAS VENDEDOR DE VEÍCULOS Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Desejável experiência com vendas de veículos 1 VAGA ATENDENTE DE LANCHONETE Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou comprovante de dispensa Salário de R$ 1.621 2 VAGAS GERENTE DE RESTAURANTE Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Disponibilidade de horário Salário de R$ 2.200 1 VAGA RECEPCIONISTA DE CLÍNICA Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Conhecimento no sistema Smart Vaga temporária de 90 dias Salário de R$ 1.655 1 VAGA BARMAN Ensino fundamental completo Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou certificado de dispensa Disponibilidade para os turnos diurno ou noturno Vaga para moradores da região da Pituba Salário de R$ 1.650 2 VAGAS AUXILIAR DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Ensino superior incompleto em Engenharia de Produção Cursando o 2º semestre Experiência mínima de 6 meses Salário de R$ 2.250 1 VAGA VENDEDOR INTERNO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou comprovante de dispensa Conhecimento em pacote Office Vivência com telemarketing Salário de R$ 1.700 1 VAGA MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses CNH A ou B Salário de R$ 2.350 5 VAGAS GESSEIRO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Salário de R$ 2.500 2 VAGAS TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Curso na área 1 VAGA VENDEDOR EXTERNO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses com vendas Comissão de 95% 10 VAGAS VETERINÁRIO Ensino superior completo em Medicina Veterinária Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou atestado de dispensa Disponibilidade para trabalhar no turno da tarde/noite Salário de R$ 2.800 1 VAGA AUXILIAR DE CONFEITARIA Vaga exclusiva para o Programa Simm Mulher Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Salário de R$ 1.800 1 VAGA OPERADOR DE TELEMARKETING RECEPTIVO Ensino médio completo Não exige experiência Boa dicção Habilidade com vendas Informática básica Digitação Disponibilidade de horário Necessário possuir computador ou notebook para treinamento online 75 VAGAS OPERADOR DE TELEMARKETING ATIVO E RECEPTIVO Ensino médio completo Não exige experiência Boa dicção Informática básica 50 VAGAS ASSISTENTE DE LICITAÇÃO Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses 1 VAGA AUXILIAR ADMINISTRATIVO Vaga exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 3 meses Conhecimentos em informática Salário de R$ 1.655 2 VAGAS AGENTE DE PORTARIA Vaga exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 3 meses Conhecimentos em informática Salário de R$ 1.655 1 VAGA AUXILIAR DE LIMPEZA Vaga temporária de 15 dias para pessoas com deficiência do Programa Simm Mulher Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Salário de R$ 1.621 2 VAGAS ASCENSORISTA Vaga exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Disponibilidade de horário 1 VAGA AUXILIAR DE LIMPEZA Vaga exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Disponibilidade de horário 1 VAGA AUXILIAR DE APOIO À ESTRUTURA ESCOLAR Vaga exclusiva para pessoas com deficiência Ensino médio completo Experiência mínima de 6 meses Carteira de reservista ou atestado de dispensa Disponibilidade de horário 1 VAGA Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. 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GEORGE TOWN, June 1 — An IT consultant has lost nearly RM1.5 million after falling victim to an online cryptocurre...
Shares of Indian IT companies, including heavyweights Infosys, Tech Mahindra, TCS and Persistent Systems jumped up to 5% on Monday as multiple tailwinds boosted investor sentiment, pushing the Nifty IT index up around 3% to emerge as the top sectoral gainer.The index rose to 29,905 in the morning trading hours of Monday, extending sharp gains for the second consecutive session. The index has now jumped nearly 4% over two days.The sharp surge in IT stocks comes after a significant decline earlier this year, following the launch of plug-ins for AI startup Anthropic's Claude Cowork agent, which could automate tasks across legal, sales, marketing, and data analysis. "We call it the ‘SaaSpocalypse,’ an apocalypse for software-as-a-service stocks," Bloomberg quoted Jeffrey Favuzza from the equity trading desk at Jefferies as saying.While doomsday prophets continue to debate the future of IT companies following fresh AI advancements, investors were quick to analyse the cheap valuations, leading to some pockets of buying. Nuvama, in its note, had highlighted that the IT sector is setting up for a powerful comeback, not a collapse after the brutal AI-driven selloff.“We see no existential threat from Gen-AI,” the brokerage writes, arguing that enterprises will still need a “system integrator” to customise plug-and-play AI and software tools for their highly complex, brownfield technology stacks and to take ownership when “the system fails at 2 am.”Also read: Reports of my death are greatly exaggerated! Why Nuvama is screaming buy on all top 10 IT stocksThe latest round of buying also comes ahead of the Federal Reserve’s policy meeting next month, which would be the first under Chair Kevin Warsh. US President Donald Trump had selected Warsh partly on expectations that he would support lower borrowing costs to stimulate economic growth. However, rising inflation raised questions over the possibility of lowering rates.Technical view on Nifty ITThe Nifty IT index has witnessed a strong rebound after taking support near its crucial support zone, indicating the possibility of a short-term recovery in the sector, Kunal Kamble, Senior Technical Research Analyst at Bonanza had said. “On the hourly time frame, the index is currently forming an inverse Head and Shoulders pattern. A decisive breakout is seen above the neckline of this pattern and has triggered further upside momentum in the index. Such a move is likely to positively impact heavyweight IT stocks that share a high correlation with the index, including Infosys, Tata Consultancy Services, and HCL Technologies,” he added.Technically, the analyst had suggested that if the index manages to sustain above the 29,650 mark, it may open the door for a further recovery towards the 31,280 zone in the near term. However, he added that the current price action appears to be a retracement within the broader trend rather than a complete trend reversal. Therefore, traders should approach the sector with a cautious outlook.“Aggressive or high-risk traders may consider short-term trading opportunities in select IT counters, provided the index maintains strength above key support levels. On the downside, a breach below 28,800 could once again invite selling pressure across the Nifty IT index and associated IT stocks, potentially weakening the ongoing recovery structure,” he said.IT stocksPersistent Systems shares were the top gainers on the Nifty IT index, jumping nearly 5%. Infosys shares followed, surging nearly 4%. Mphasis, Tech Mahindra, LTI Mindtree and Coforge shares gained over 3% each.Also read: Wockhardt shares rocket 19% after FDA approval for antibiotic targeting drug-resistant infectionsTata Consultancy Services (TCS) and OFSS shares jumped around 2% each, while HCL Technologies and Wipro shares gained around 1% each.(Disclaimer: Recommendations, suggestions, views and opinions given by the experts are their own. These do not represent the views of The Economic Times)
Artificial intelligence is getting expensive — and companies are starting to rethink their embrace of the disruptive technology. Playing by a well-worn Silicon Valley playbook, AI companies charged rock-bottom prices to hook customers after ChatGPT burst onto the scene. Kevin Simback of startup incubator Delphi Labs calls it the era of “subsidised intelligence” — meaning investors were basically footing the bill so companies could offer AI on the cheap. “But the tides are beginning to turn,” Simback warned and an era where the big AI companies actually need to make money has begun — with leaders OpenAI and Anthropic looking to go public and attract main street investors later this year. Prices are rising across the board, and one big reason is AI agents. Unlike a chatbot that just answers questions, agents actually do things — book appointments, write code, manage files. And they’re expensive to run, because one task can spin up dozens of agents all working at once, each racking up charges. Those charges are measured in tokens — the basic unit AI companies use to bill customers. A single agent-powered task can burn through dozens of times’ more tokens than a simple chat message. Meanwhile, the computer chips and data centres needed to power all this AI can’t keep up with demand, creating computing shortages and adding further uncertainty to the nascent industry. “Especially in developer circles, the cost to use AI for things like coding has grown exponentially,” said Mark Barton of tech consultancy Omniux. “All the costs are really starting to skyrocket.” Some companies have been so eager to use AI that they’ve gone overboard in a usage binge called “tokenmaxxing”. “In some cases, people are seeing the cost of tokens exceed the cost of the employee within a month or two of use, just because they’re using it too much,” says analyst Jack Gold of J.Gold Associates. Smarter spending Even Meta — which earlier this year encouraged employees to use as many tokens as possible as a measure of productivity — has had second thoughts. “Nobody should be using AI tools just for the sake of using them,” chief technology officer Andrew Bosworth wrote in a memo to staff, reported by the Wall Street Journal. Uber’s chief operating officer this week went a step further, raising eyebrows by saying all this AI spending was showing no noticeable increase in productivity. To cut costs, some companies are switching to free, open-source AI models that anyone can download — not as powerful as ChatGPT or Anthropic’s Claude, but good enough for many tasks. Others are moving to smaller, more specialised models built for specific industries like real estate or finance, rather than giant general-purpose ones. And some are simply breaking big AI tasks into smaller steps, handing each piece to the cheapest model that can handle it. The price difference can be dramatic. “The big large monolithic model, it’s $15 per million tokens, but you can get that down to like five cents if you use the smaller mini model,” says Adrian Balfour of consultancy Enverso. All of this points to AI becoming more like a commodity — where the specific model matters less than finding the right one at the right price. But don’t count out the big players and their state-of-the-art models just yet. “The most advanced users” will always be willing to pay for the best, says John Belton, a portfolio manager at Gabelli Funds. “It’s a growing pie.”