IT/기술 · "AXA" · 총 12건
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50.3
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50 = 중립
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최근 7일 기준 88,375건을 분석한 결과, 뉴스 심리지수는 50.2(균형)입니다. 긍정 4,535건(5.1%)·중립 81,636건(92.4%)·부정 2,204건(2.5%)이며, 중립 비중이 뚜렷하게 높습니다. 성향 지수는 종합 15.3(중도 균형)입니다.
The demands were made in the wake of growing concerns among students over the delay in re-evaluation process of CBSE exams.
JAB says IIT admissions through JEE Advanced 2026 will continue to require 75% Class 12 marks despite demands for relaxation over CBSE delays.
Veja editais com inscrições abertas no Amapá de 5 a 21 de junho. Divulgação No Amapá, várias oportunidades estão com inscrições abertas neste mês de junho. Entre os destaques está o concurso da Universidade Federal do Amapá (Unifap), com 51 vagas para nível médio e superior e salários acima de R$ 5 mil (veja lista completa e outros editais na reportagem). As oportunidades também contemplam editais com foco na produção agrícola e na educação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Edital Robôs que colhem açaí (44 unidades) O Governo do Amapá abriu edital para selecionar entidades sem fins lucrativos que atuam na cadeia produtiva do açaí e doar 44 robôs colhedores portáteis, chamados de Açaí-Bot. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas presencialmente na sede da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em Macapá até 5 de junho de 2026. O resultado está previsto para 26 de junho. EDITAL Edital agrícola (40 máquinas) Agricultores familiares do Amapá têm até 12 de junho para se inscrever no edital que vai distribuir 40 equipamentos agrícolas. A seleção será feita por chamamento público da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Serão entregues 18 trituradores forrageiros, 14 motores de popa e 8 ordenhadeiras mecânicas móveis. As inscrições devem ser feitas presencialmente na SDR. EDITAL LEIA MAIS Amapá abre edital para doar 44 robôs que colhem açaí Amapá abre edital para distribuir 40 equipamentos agrícolas Concurso da Unifap oferece 51 vagas para níveis médio e superior com salários acima de R$ 5 mil Unifap oferta 48 vagas para Mestrado em Letras; veja como se inscrever Concurso da Unifap (51 vagas) A Universidade Federal do Amapá (Unifap) está com edital aberto para concurso público com 51 vagas para cargos técnico-administrativos de níveis médio e superior. As inscrições devem ser realizadas pela internet até 12 de junho. A taxa de inscrição é de R$ 100 para nível médio e R$ 150 para nível superior. Os salários vão de R$ 3.181,39 (nível médio) a R$ 5.215,39 (nível superior). As vagas são destinadas para Macapá, Santana, Mazagão e Oiapoque. EDITAL Mestrado em Letras (48 vagas) A Universidade Federal do Amapá (Unifap) está com inscrições abertas para Mestrado em Letras. São 48 vagas distribuídas em dois editais. O cadastro é gratuito e pode ser feito pela internet até 21 de junho. Podem se inscrever candidatos com graduação em linguística, literatura ou áreas relacionadas. A seleção terá prova escrita, análise de pré-projeto, entrevista e avaliação curricular. EDITAIS Agora no g1 Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:
Pakistan's authority bringing the crypto under the tax net reflects that serious efforts are being made to legalize and regulate the crypto business, according to Mian Abrar, geopolitical analyst.
Flamboyant Shopping, em Goiânia, terá funcionamento especial durante o feriado prolongado de Corpus Christi Nelson Pacheco/ Ascom Flamboyant Shopping O feriado prolongado de Corpus Christi que começará na quinta-feira (4) terá horários de funcionamento especiais em serviços públicos e no comércio de Goiás. No âmbito da administração pública federal, tanto esse dia quanto a sexta-feira (5) serão pontos facultativos e, portanto, a abertura ou fechamento varia de acordo com o órgão ou instituição. Confira abaixo o que abre e o que fecha em Goiás: Shoppings Flamboyant Na quinta-feira (4), as lojas funcionarão das 14h às 20h. Já a praça de alimentação e as áreas de lazer estarão abertas das 11h às 22h. Na sexta e no sábado, todo o shopping terá funcionamento das 10h às 22h. No domingo, os horários serão os mesmos de quinta-feira. Passeio das Águas Shopping As lojas e os quiosques estarão abertos das 14h às 20h, enquanto a praça de alimentação e os restaurantes ficarão das 12h às 21h. Nos demais dias, o funcionamento segue o horário tradicional. Bougainville Shopping No feriado, as lojas funcionarão das 14h às 20h, mas as operações de alimentação e lazer funcionarão das 12h às 22h. Nos dias seguintes, o shopping funciona normalmente. Buriti Shopping (Aparecida de Goiânia) Na quinta-feira, o funcionamento será normal, das 10h às 22h. As lojas e quiosques poderão operar de forma facultativa, seguindo o horário padrão do shopping ou adotando o funcionamento das 14h às 20h. A decisão caberá a cada lojista. As praças de alimentação, o Terraço Buriti e as áreas de lazer estarão abertos das 11h às 22h. Shopping Cerrado As lojas estarão abertas das 14h às 20h na quinta-feira. A praça de alimentação e as áreas de lazer, das 10h às 22h. Nos demais dias, o funcionamento seguirá o horário tradicional. Goiânia Shopping Na quinta-feira, os quiosques e as lojas funcionarão das 14 às 20h. As áreas de lazer, das 10 às 22h. Já os restaurantes estarão abertos das 11h30 às 23h. Nos dias seguintes, o horário será o tradicional. Araguaia Shopping Os consumidores encontrarão as lojas e os quiosques abertos das 9h às 16h. A praça de alimentação funcionará das 10h às 22h. Nos demais dias, o funcionamento seguirá o horário tradicional. Plaza D’oro Shopping No feriado, as lojas e os quiosques funcionarão das 9h às 21h, enquanto a praça de alimentação estará aberta das 11h às 22h. Já o supermercado Store terá funcionamento das 7h às 22h. Aparecida Shopping As lojas e os quiosques funcionarão das 14h às 20h na quinta-feira. A praça de alimentação ficará aberta das 10h às 22h. Nos outros dias do feriadão, o horário será normal. Estação Goiânia O shopping do Setor Central da capital terá lojas e quiosques abertos das 10h às 16h, o mesmo do domingo. Nos demais dias, segue o cronograma regular, com lojas e quiosques funcionando das 8h30 às 20h30, e a praça de alimentação, das 10h às 22h. Agora no g1 Região da 44 Os shoppings e galerias do polo confeccionista da Região da 44, em Goiânia. funcionarão das 8h às 16h na quinta-feira. Na sexta e no sábado, o funcionamento será das 8h às 18h. Correios Em função do ponto facultativo nacional na quinta-feira, não haverá atendimento nas agências dos Correios. As agências voltam a operar normalmente na sexta-feira. Para consultar os horários, basta acessar o site dos Correios. No feriado, as agências da Equatorial estarão fechadas, mas os canais de atendimento estão 24 horas à disposição dos clientes Divulgação/ Equatorial Goiás LEIA TAMBÉM Supermercados passam a funcionar somente até 11h nos domingos e feriados em Goiás, diz sindicato ENTENDA: Supermercados podem fechar aos domingos a partir de abril, em Goiás LOGÍSTICA: conheça cidade goiana onde se concentram mais de 15 centros de distribuição de varejo, como Amazon e Shopee Equatorial No feriado, as agências presenciais estarão fechadas, mas os canais de atendimento estão 24 horas à disposição dos clientes. As atividades serão retomadas na sexta-feira (5), com o tradicional expediente das 8h às 17h. Bancos Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências estarão fechadas na quinta-feira. Na sexta-feira, o atendimento ao público será normal nas localidades onde não há feriado estadual ou municipal ou há ponto facultativo. A entidade informou, ainda, que boletos de cobrança que vencerem no dia 4, feriado, poderão ser pagos no dia seguinte, sem acréscimo de multas e juros. Vapt-Vupt As unidades estarão fechadas de quinta-feira a sábado, tanto na capital quanto no interior. As atividades serão retomadas normalmente a partir de segunda-feira (8). No entanto, durante todo o feriado os serviços do programa Expresso estarão disponíveis, de forma digital. A ferramenta pode ser acessada pelo endereço go.gov.br ou pelo aplicativo Expresso Goiás, disponível para sistema Android ou iOS. Detran O departamento estará fechado tanto na quinta quanto na sexta-feira, retomando o atendimento normalmente na segunda-feira. O Detran informa que documentos, taxas e multas com vencimento nos dias de feriado poderão ser pagos no primeiro dia útil seguinte, sem incidência de multas e juros. Durante o feriadão, no entanto, os usuários continuarão tendo acesso a serviços online por meio do site oficial, do Portal Expresso e do aplicativo Detran GO ON. Supermercados De acordo com o procurador jurídico do Sindicato dos Empregados no Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de Goiás (Secom-GO), José Nilton Carvalho, os supermercados em Goiás deverão seguir a convenção coletiva que foi acordada, que determina o funcionamento até as 11h no feriado. O horário é o mesmo dos domingos, anunciado nesta semana. Segundo José Nilton, apenas três cidades não fazem parte do acordo: Catalão, Rio Verde e Itumbiara, que foram cedidas a representações para sindicatos municipais. No feriado, os supermercados em Goiás deverão seguir o novo horário de funcionamento acordado em convenção coletiva: até as 11h Fábio Lima / O Popular Saúde Goiânia Segundo a Secretaria municipal de Saúde, toda a rede de urgência e emergência funcionará 24 horas durante o feriado prolongado, para atendimento de crianças e adultos, incluindo: CAIS: Campinas, Vila Nova, Finsocial, Bairro Goiá e Cândida de Morais; UPAs: Noroeste, Itaipu, Jardim América, Novo Mundo e Chácara do Governador; CIAMS: Urias Magalhães. Já os serviços de vacinação funcionarão das 8h às 18h nos oito Centros Municipais de Vacinação da capital: CMV Pedro Ludovico CAIS Cândida de Morais CAIS Bairro Goiá CIAMS Urias Magalhães UPA Jardim América CIAMS Novo Horizonte UPA Novo Mundo CAIS Vila Nova Aparecida de Goiânia Por prestarem um serviço essencial, as unidades de saúde funcionarão normalmente tanto no feriado quanto no dia do ponto facultativo municipal, na sexta-feira. Já a Central de Imunização, aonde a população pode ir para se vacinar, retomará o atendimento normal apenas no sábado (06), das 7h30 às 18h30. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Publisher do NYT, A.G. Sulzberger Damon Winter/The New York Times via AP A era da inteligência artificial anunciou sua chegada há menos de quatro anos, com o lançamento público do ChatGPT. Em poucos meses, o chatbot da OpenAI acumulou 100 milhões de usuários, tornando-se o produto de consumo de crescimento mais rápido da história. Hoje, ele é apenas um entre vários sistemas de IA cada vez mais poderosos, ao lado dos desenvolvidos por Anthropic, Google, Meta, Microsoft e X. Há poucas dúvidas de que a inteligência artificial generativa representa a próxima grande revolução tecnológica — e ela traz consigo uma série vertiginosa de questões importantes. A IA vai impulsionar um salto de produtividade? Vai eliminar categorias inteiras de empregos? Vai desbloquear avanços médicos extraordinários? Ou facilitar ataques biológicos? É possível compreender plenamente as ações dos modelos e agentes de IA? É possível controlá-los? Estou aqui hoje para falar de questões que são, reconheço, um pouco mais restritas. Mas elas importam muito para mim, para vocês e para a sociedade. Como a IA vai mudar o jornalismo? Como essas mudanças vão afetar o ecossistema de informação que funciona como a esfera pública dos cidadãos engajados ao redor do mundo? E o que as pessoas presentes nesta sala podem fazer para garantir o futuro do jornalismo baseado em fatos e reportagens em primeira mão — essencial para a saúde das nossas democracias? Os primeiros sinais nos dão razão para preocupação As empresas que lideram a IA, já entre as mais ricas e poderosas da história humana, estão consolidando um controle desproporcional sobre nossos dados e nossa atenção. Ao mesmo tempo, deixam de assumir uma responsabilidade fundamental que acompanha esse poder: garantir que o público tenha acesso a notícias e informações confiáveis. Esse sequestro da esfera pública é viabilizado pelo pecado original que move seus produtos de IA — um roubo descarado de propriedade intelectual em uma escala sem precedentes. Os gigantes da tecnologia vasculham sites de notícias sem permissão e sem compensação. Reempacotam o material roubado como se fosse seu, desviando o público e a receita que deveriam ir para as organizações jornalísticas que criaram esse trabalho. E isso não acontece apenas uma vez, durante o processo de treinamento, mas incontáveis vezes, todos os dias. Por isso, temo que estejamos caminhando rapidamente para um futuro com cada vez menos jornalistas capazes de fazer o trabalho caro e difícil da reportagem original — ir a lugares, conversar com pessoas, buscar informações, cobrir temas e eventos relevantes, oferecer contexto e análise, investigar os poderosos. Um futuro em que uma fonte essencial de uma sociedade saudável e de uma democracia estável — a verdade, a compreensão e a responsabilização proporcionadas pelo jornalismo original — continue a se esgotar. Esse dano potencial vai muito além do jornalismo. As empresas de IA saquearam todo o conjunto de obras originais da civilização — um ato que também ameaça o futuro de livros, filmes, músicas, pesquisas científicas e uma série de outros campos. Nos Estados Unidos, essas indústrias representam não apenas o coração da vida cultural e intelectual do país, mas também um pilar de sua economia e uma de suas exportações mais influentes. Globalmente, as profissões criativas empregam mais de 50 milhões de pessoas e geram cerca de US$ 12 trilhões em valor econômico por ano. As pessoas reunidas aqui hoje lideram organizações de notícias de mais de 60 países. Isso significa que já passaram por uma série de pressões que assolaram o jornalismo em todo o mundo — da queda de receitas à intermediação tecnológica e aos ataques crescentes à liberdade de imprensa. Mas diante da IA, precisamos fazer mais. Nossa profissão tem sido silenciosa demais, passiva demais e fragmentada demais diante dos abusos das empresas que lideram essa revolução. Não podemos permitir que os entusiastas da IA dominem a conversa pública sem que nos posicionemos em defesa de um futuro sustentável para o jornalismo original. Não podemos assistir enquanto empresas de IA tentam desmantelar permanentemente os direitos que nos dão controle sobre o trabalho que criamos. Não podemos ficar de braços cruzados enquanto esse trabalho é usado para construir produtos substitutos que minam nossa capacidade de conquistar o público e a receita necessários para continuar fazendo jornalismo. Alguns líderes do setor tecnológico vão retratar meus comentários de hoje como sendo contra a IA. Como uma defesa do status quo. Como mais uma instituição engessada reagindo com raiva aos inovadores que impulsionam o progresso. E, para ser justo com nossos colegas do Vale do Silício, existe uma tradição de incumbentes estabelecidos — digamos, um jornal de 175 anos — reclamando de novas tecnologias e dos disruptores por trás delas. Por isso, vale dizer claramente: a organização que lidero, o "The New York Times", tem um longo histórico de abraçar a tecnologia para avançar a missão do jornalismo independente. Temos uma história de parcerias respeitosas com empresas de tecnologia para levar esse jornalismo a novos leitores, de novas formas. Enfrentar as disrupções com curiosidade, abertura e capacidade de adaptação nos ajudou a atravessar o colapso do nosso negócio impresso e sairmos mais fortes do outro lado. Hoje, meus colegas usam tecnologia de IA — de forma responsável, ética e com humanos tomando as decisões — para melhorar a forma como reportamos, editamos, distribuímos e monetizamos nosso jornalismo. Manter uma tecnologia nova e poderosa à distância é uma receita para o fracasso. E acredito plenamente que a IA tem o poder de fazer muito bem no mundo. Não estou chamando a IA — nem os gigantes tecnológicos que controlam essa tecnologia — de inerentemente ruins ou malignos. Estou alertando que as empresas de IA estão fazendo escolhas que violam leis já consolidadas, ameaçam a viabilidade do trabalho criativo e parecem destinadas a causar danos desnecessários e graves. As organizações de notícias deveriam querer os benefícios que a IA pode trazer. Mas as empresas de tecnologia deveriam também querer apoiar o fluxo saudável e sustentável de informações, ideias e criatividade que alimenta a própria IA — para garantir que suas ações não nos levem a uma tragédia dos bens comuns cívicos. Os quatro ingredientes da IA Os modelos de IA são feitos com quatro ingredientes básicos. O primeiro é o talento — as pessoas que desenvolvem os algoritmos. O segundo é o que as empresas de tecnologia chamam de "computação": a infraestrutura por trás da IA, como chips e data centers. O terceiro é a energia — a eletricidade necessária para alimentar esses produtos tão consumidores de recursos. O quarto é o que as empresas de tecnologia chamam de "dados". A própria palavra parece quase projetada para fazer o trabalho criativo e expressivo soar trivial, como uma commodity abundante. Mas "dados" é frequentemente usado, entre outras coisas, como sinônimo de livros, filmes, músicas e jornalismo — o que poderia ser descrito com mais precisão como "conteúdo protegido por direitos autorais". Talento, computação, energia e dados são todos essenciais para o sucesso da IA e, portanto, para o sucesso dos gigantes tecnológicos. Os três primeiros são pagos — porque é claro que são. Nenhum CEO de tecnologia ousaria sugerir que os engenheiros mais talentosos trabalhem de graça. Pelo contrário, eles regularmente oferecem pacotes de remuneração que chegam a dezenas ou até centenas de milhões de dólares. Tampouco considerariam roubar chips de uma fábrica da Nvidia ou fazer uma ligação ilegal em uma linha de energia. Os investidores consideram que as recompensas financeiras potenciais da IA são tão grandes que estão aceitando prejuízos na casa dos centenas de bilhões de dólares para construir data centers e usinas de energia. Em contraste, as empresas de IA tomam os "dados" sem consentimento nem compensação. As justificativas para o roubo mudam o tempo todo. Dizem que a inovação exige isso. Insistem que estão apenas usando fatos, que ninguém pode possuir. Reclamam que os acordos demoram demais e custam caro demais. Alegam que a doutrina do "uso justo" permite que tomem conteúdo de graça de qualquer jeito. Às vezes chegam até a invocar a segurança nacional — alertam que, se as empresas de IA forem obrigadas a pagar, os Estados Unidos perderão a corrida tecnológica para a China. Nenhum desses argumentos resiste ao escrutínio. Um chatbot só consegue reproduzir "fatos" porque copiou ilegalmente artigos jornalísticos inteiros, o que lhe permite tomar emprestado com a mesma liberdade a linguagem protegida e o estilo da escrita. Construir data centers e usinas de energia é muito mais caro e demorado do que contratar advogados para redigir acordos de licenciamento com organizações de notícias. O uso justo não permite esse tipo de cópia, retenção e regurgitação prejudicial e substitutiva de uma obra — quanto menos de tudo o que a humanidade já produziu. Na competição com a China, os Estados Unidos se enfraquecem ao abandonar as proteções de propriedade intelectual que alimentam a inovação e sustentam as empresas criativas americanas. A avaliação combinada das seis principais empresas de IA é de US$ 11 trilhões — mais de três vezes o PIB da França. O investimento privado em IA nos Estados Unidos chegou a quase US$ 350 bilhões em 2025 e está acelerando em 2026. Portanto, o roubo de propriedade intelectual certamente não ocorre por falta de dinheiro para pagá-la. Embora os acordos de licenciamento com editores não sejam públicos, com base no tamanho dos poucos acordos que foram divulgados, estima-se que menos de meio por cento desse investimento esteja indo para compensar as pessoas e empresas que criam os dados que alimentam a IA. Embora existam muitas fontes de dados, os próprios executivos de IA reconheceram que conteúdo original e de alta qualidade é particularmente valioso para a eficácia e confiabilidade da tecnologia. Cinco dos dez principais sites usados para treinar alguns dos modelos de linguagem mais populares pertencem a editoras de notícias. A OpenAI confessou que seria "impossível treinar os modelos de IA líderes de hoje sem usar materiais protegidos por direitos autorais". Um engenheiro da empresa escreveu que o sucesso dos modelos "não é determinado pela arquitetura, hiperparâmetros ou escolhas de otimização. É determinado pelo seu conjunto de dados, nada mais". Em outras palavras: você é o que você come. O caso do 'The New York Times' Vamos olhar de perto a experiência do "The New York Times" para entender como isso funciona. Se você quer respostas abrangentes e precisas no seu chatbot de IA, é difícil imaginar uma fonte de dados melhor do que uma organização jornalística que, por 175 anos, empregou jornalistas profissionais experientes e bem remunerados para descobrir novas informações, narrar eventos em andamento e avaliar desenvolvimentos em política, negócios, cultura, esportes, ciência e assuntos globais. Esse trabalho original é valioso para as empresas de tecnologia em grande parte porque foi cuidadosamente escrito e editado, verificado de forma independente, submetido aos mais altos padrões de justiça e precisão, e apresentado de forma distintiva e envolvente. Só no ano passado, o "The New York Times" publicou quase meio milhão dessas obras — de artigos a fotos, vídeos e podcasts —, a um custo de mais de US$ 2 bilhões. Temos jornalistas em todos os 50 estados americanos e em 155 países, e esses profissionais não raramente enfrentam situações de risco de vida. Na Ucrânia, por exemplo, tivemos mais de 70 jornalistas e equipe de apoio em campo. Tudo isso apenas em 2025. Some essas contribuições ao longo de 175 anos e 20 milhões de obras originais, e você terá uma ideia mais clara do que nossa redação contribuiu para a compreensão pública do mundo. O valor distintivo do jornalismo do "Times" — assim como o de outras fontes de jornalismo de qualidade — foi repetidamente reafirmado pela preferência que as empresas de IA demonstram por ele. Embora a maioria das empresas de IA oculte suas fontes de treinamento, o "Times" foi a maior fonte individual de dados proprietários em um conjunto de dados importante usado para treinar vários modelos diferentes, seguido por outras organizações jornalísticas, como "The Guardian" e "Los Angeles Times". As empresas de IA consideram a extração de informações de organizações jornalísticas de qualidade como um dos sinais mais confiáveis de que seus produtos estão funcionando corretamente. Como disse um vice-presidente da Microsoft: "Conteúdo premium melhora significativamente a qualidade das respostas". No entanto, os gigantes tecnológicos argumentaram de forma consistente que não deveriam ser obrigados a pedir permissão para usar — muito menos pagar por — esse tipo de propriedade intelectual. Seu argumento, como mostram suas ações, é que têm direito a ela. A Meta treinou seu modelo em um banco de dados notório de livros pirateados ilegalmente. A Perplexity desafiou abertamente a norma consolidada de que sites não podem ser rastreados às escondidas, contrariando suas objeções explícitas. A OpenAI fez lobby junto ao governo americano para obter imunidade legal pelo confisco de obras alheias. Até mesmo a Anthropic, frequentemente citada por seu compromisso com o desenvolvimento ético da IA, se recusou a pagar pelo jornalismo de alta qualidade que usa em seus produtos. Ações como essas levaram o "Times" a processar a OpenAI, sua parceira, a Microsoft e, posteriormente, a Perplexity, por violações flagrantes de nossos direitos de propriedade intelectual protegidos pela lei de direitos autorais dos Estados Unidos — tanto no treinamento de seus modelos quanto no uso contínuo de nosso trabalho em seus produtos. Assim como outras organizações jornalísticas que entraram com ações semelhantes, acreditamos que essas violações ameaçam a capacidade de longo prazo das organizações de notícias de continuar produzindo jornalismo original e confiável, do qual o público — e, como se vê, os próprios modelos de IA — depende. Mas processos judiciais são lentos e caros — o nosso já se estende por dois anos e meio e custou mais de US$ 20 milhões. Como as empresas de IA certamente sabem, a maioria das organizações jornalísticas não tem recursos para ir a tribunal defender seus direitos. Um setor já fragilizado Mesmo antes da chegada da IA, o setor global de notícias lutava para sobreviver às ondas de mudança desencadeadas pela internet, pelo smartphone e pelas redes sociais. Nas últimas duas décadas, os Estados Unidos perderam, segundo algumas estimativas, 75% de seus jornalistas e mais de 3.000 jornais. Um novo jornal fecha a cada três dias. Os veículos digitais não preencheram nem uma fração desse vazio. Grandes regiões dos Estados Unidos já não têm um único repórter fazendo perguntas na câmara municipal, cobrindo as escolas locais ou conectando sua comunidade com um conjunto comum de fatos. E quando se olha para as formas mais caras e desafiadoras de jornalismo — investigar irregularidades ou ir às linhas de frente de conflitos — percebe-se que o número de jornalistas fazendo esse trabalho caiu de forma ainda mais dramática. A disrupção provocada pela IA promete ser ainda mais devastadora. Antes da IA, havia uma troca de valor real — ainda que desequilibrada — entre as plataformas de tecnologia e os criadores de conteúdo digital, como as organizações de notícias. Esse era o pacto da chamada web aberta. As empresas de tecnologia — principalmente as plataformas de busca e redes sociais — ficavam com uma fatia crescente das receitas publicitárias que antes iam para as organizações de notícias, mas, em contrapartida, entregavam um público muito maior. Na próxima fase da disrupção, as empresas de tecnologia, ao se apropriar do próprio jornalismo, também estão tomando uma parcela crescente do público que ele conquista. Veja o caso do Google. O objetivo dos mecanismos de busca sempre foi identificar os sites mais úteis e enviar as pessoas para eles. As pessoas iam ao Google, pesquisavam um assunto e clicavam em um link para sites como o "Financial Times", "Le Monde" ou "El País" para ler a matéria. O Google ficava com a grande maioria das receitas publicitárias. Mas também enviava tráfego significativo para as organizações de notícias por meio de links, permitindo que os editores ganhassem dinheiro exibindo anúncios ou vendendo assinaturas. Na era da IA, o Google usa cada vez mais o conteúdo das organizações de notícias e de outros sites para responder às perguntas diretamente. Como resultado, fazer com que um usuário do Google clique em um link é, segundo pesquisas do setor, dez vezes mais difícil hoje do que era uma década atrás. Ainda assim, o Google mantém o padrão mais elevado em termos de envio de leitores para os editores, e só podemos esperar que esse compromisso continue. Os modelos de IA concorrentes enviam tráfego de referência a uma taxa 96% menor do que a busca do Google, segundo um estudo. Os gigantes tecnológicos têm plena consciência das implicações dessa mudança sobre os modelos de negócios já frágeis das organizações de notícias. Como escreveu o chefe de monetização de IA da Microsoft: "A web aberta foi construída sobre uma troca de valor implícita, em que os editores tornavam o conteúdo acessível e os canais de distribuição — como a busca — ajudavam as pessoas a encontrá-lo. Esse modelo não se traduz de forma limpa para um mundo orientado pela IA." Ele acrescentou: "Os editores precisam de formas sustentáveis e transparentes de controlar como seu conteúdo premium é usado." Um sentimento digno. Mas basta olhar para uma página de lançamento recente do próprio mecanismo de busca com IA da Microsoft para encontrar uma postura bem diferente: "Olá do Bing! Em vez de clicar em links, podemos conversar sobre tudo o que você quiser saber." Essa dinâmica fez, evidentemente, o tráfego para os sites de notícias despencar. Os maiores jornais acompanhados pelo Comscore registraram quedas de mais de 45%, em média, à medida que a corrida pela IA se intensificou nos últimos quatro anos. Editores de notícias globais consultados pelo "Reuters Institute" se preparam para que as quedas de tráfego significativas continuem nos próximos anos. Menos tráfego para os editores provavelmente significa menos oportunidades de publicidade, que continua sendo uma importante fonte de receita para a maioria das organizações de notícias. Nas últimas duas décadas, a receita combinada de publicidade dos jornais já caiu 80%. A Meta sozinha fatura oito vezes mais em receita publicitária do que todos os jornais do mundo juntos. Para compensar a queda da publicidade, muitas organizações de notícias recorreram a modelos de assinatura. Mas na medida em que as pessoas percebem que podem acessar trabalhos roubados gratuitamente por meio de produtos de IA, será cada vez mais difícil para as organizações de notícias desenvolver e aprofundar relações com potenciais assinantes. Esse roubo não acontece apenas porque os editores "deixam seus brinquedos no quintal"; acontece mesmo quando eles estão "trancados com segurança dentro de casa". Um estudo descobriu que cerca de 30% das varreduras por bots de IA violam restrições explícitas de acesso ao conteúdo dos sites, incluindo conteúdo protegido por paywalls. A fonte de receita com a qual alguns esperam compensar essas perdas é o dinheiro das próprias empresas de IA, por meio de licenciamento de conteúdo ou micropagamentos. Algumas organizações de notícias maiores, incluindo o "Times", assinaram acordos de licenciamento. Outras adotaram micropagamentos das empresas de IA para cada uso individual do jornalismo. Mas há boas razões para questionar se qualquer um desses modelos será suficiente para compensar a receita e os leitores perdidos para produtos de IA concorrentes. Enquanto isso, muitas organizações de notícias menores, cujo trabalho também foi tomado e usado por modelos de IA, não receberam nenhuma compensação, e a grande maioria dos editores diz não esperar receitas significativas das plataformas de IA. De forma preocupante, mesmo enquanto essas empresas de tecnologia tentam divulgar acordos e outras ações que sinalizam que valorizam o jornalismo, simultaneamente argumentam em tribunal, junto a legisladores e agências federais, que não têm nenhuma obrigação com os criadores da propriedade intelectual que usam para alimentar seus produtos. Não é concorrência — é parasitismo Para ser claro: não estou levantando essas preocupações porque as organizações de notícias deveriam temer a concorrência. Se as empresas de tecnologia estivessem destinando recursos reais para colocar seus próprios repórteres em campo para produzir jornalismo original, eu daria boas-vindas a isso. Mas não é isso que está acontecendo. As plataformas tecnológicas nunca fizeram tentativas sérias de criar o trabalho original e de base — como reportagem local, jornalismo investigativo ou testes rigorosos de produtos — do qual seus usuários, plataformas e produtos de IA dependem. E agora vão um passo além, simplesmente tomando as reportagens e coberturas de outros, muitas vezes até apresentando-as como suas. Um estudo descobriu que a OpenAI creditou as organizações de notícias que desenterraram as informações citadas em apenas 1% de suas respostas. Os líderes das transições tecnológicas anteriores pelo menos tentavam argumentar que suas plataformas seriam simbióticas com os criadores. O Spotify, por exemplo — que tem seus críticos na indústria musical — destaca os pagamentos que envia aos artistas. As empresas de IA, em contraste, adotaram uma postura mais abertamente parasitária, mais próxima à do Napster, a antiga plataforma de música pirata. Um pesquisador sênior da Microsoft escreveu que uma das "promessas centrais dos LLMs" é sua capacidade de usar "seus dados de treinamento para substituir o trabalho pago daqueles que criaram esses dados". De forma mais evocativa, a escritora de ficção científica Margaret Atwood comparou essa dinâmica a ser "assassinada pela minha réplica". É uma aposta segura que tais ações dos gigantes tecnológicos vão alimentar tendências destrutivas que já estão tensionando a sociedade. Uma queda contínua no jornalismo original. Uma onda crescente de desinformação, propaganda, teorias conspiratórias, deepfakes e lixo gerado por computador. Um público que continua a ser radicalizado por algoritmos que amplificam o medo, a raiva e a divisão. Os repórteres são os responsáveis por enriquecer o registro público com informações até então desconhecidas. Aquele fato surpreendente. Aquele detalhe revelador. Aquela citação da testemunha ocular. Aquele documento secreto. Aquela análise do especialista. Aquela foto, vídeo, gravação de áudio. Em termos simples, o jornalismo original é muitas vezes a forma como você sabe o que sabe. Os produtos de IA não conseguem fazer esse tipo de reportagem original. Eles extraem o registro público, mas têm dificuldade de acrescentar algo a ele. Mesmo a extração tem sido problemática. Uma pesquisa da "European Broadcasting Union" descobriu que os principais assistentes de IA distorceram significativamente as notícias em quase metade de todas as respostas. Tanto o Google quanto a Apple, por exemplo, cometeram erros graves ao usar ferramentas de IA para reescrever manchetes e alertas de notícias de organizações jornalísticas que aparecem em seus produtos. Como a IA tende a ser ruim em expressar incerteza, ela frequentemente não está apenas errada — está errada com confiança. E, ao contrário das organizações de notícias das quais roubam, as empresas de IA não rastreiam nem corrigem esses erros, deixando seus usuários sem qualquer forma de saber quando foram induzidos a erro. Isso importa em parte porque os produtos de IA provavelmente não vão apenas suplementar, mas substituir as relações diretas com organizações de notícias para muitas pessoas. Pesquisas sugerem que essa mudança está acontecendo muito mais rapidamente do que a maioria imagina. A Amazon Web Services, que trabalha com muitas empresas de IA, estima que a maioria do conteúdo online já é gerado por IA — um número que alguns especialistas esperam que chegue a mais de 90% nos próximos anos. Já hoje, o número de sites de notícias locais falsos é maior do que o de sites reais, pois a IA dificulta a sobrevivência dos sites verdadeiros e facilita a criação de sites falsos a baixo custo. De forma reveladora, as empresas de IA não querem dizer que os resultados de seus produtos são confiáveis. Não querem dizer que são justos ou precisos. Isso se deve em parte ao fato de não serem. Quando o ativista político americano Charlie Kirk foi assassinado no ano passado, por exemplo, o bot da Perplexity sugeriu que a declaração da Casa Branca sobre a morte de Kirk havia sido fabricada, e o Grok, do X, insistia que ele estava vivo e bem. Mas tão importante quanto isso, as empresas de IA se recusam a ser responsáveis pelo que seus chatbots dizem aos usuários numa tentativa de escapar da responsabilidade legal. A Microsoft alertou ao lançar o Copilot: "Apenas para fins de entretenimento. Pode cometer erros e pode não funcionar como pretendido. Não confie no Copilot para aconselhamento importante. Use o Copilot por sua conta e risco." Em algum nível, o público entende que isso não será bom para ele. Dois terços dos americanos estão muito preocupados com a disseminação de informações imprecisas pela IA, segundo o Pew Research Center. Mas uma porcentagem crescente de pessoas recorre à IA para notícias, informações e orientações — e algumas a consideram mais confiável do que as organizações de notícias das quais ela depende para suas respostas. Tudo isso vai agravar o alarmante declínio da saúde social e cívica. Evidências mostram que, quando uma organização de notícias local desaparece, as pessoas de uma comunidade começam a confiar menos umas nas outras e a se odiar mais. Tornam-se mais isoladas e menos tolerantes. O engajamento cívico diminui e a corrupção pública aumenta. E imagine o que acontece quando a abordagem das empresas de tecnologia em relação ao setor jornalístico chega à sua conclusão lógica. Apesar da importância do jornalismo para a tecnologia mais valiosa do mundo, as ações das empresas de tecnologia estão comprometendo sua mais importante fonte de novas notícias, novas informações, novas análises. Isso tornaria os próprios produtos de IA menos úteis e menos confiáveis — mais uma vítima desnecessária de escolhas desnecessárias e prejudiciais. O que podemos fazer Um setor jornalístico em declínio pode parecer impotente diante de algumas das empresas mais ricas que o mundo já viu. E o caminho à frente não é facilitado pela realidade de que precisamos continuar operando em um ecossistema de informação controlado de forma desproporcional por esses gigantes tecnológicos. Mas ainda há ações que podemos tomar — tanto para nos posicionar contra os abusos das empresas de IA quanto para preparar nossas próprias organizações para ter sucesso nessa nova era. Compartilharei algumas ideias para cada uma dessas frentes, com a convicção de que ideias melhores e mais numerosas surgirão das pessoas presentes nesta sala. No que diz respeito a defender seu trabalho das empresas de tecnologia, tenho quatro reflexões centrais: Defenda seus direitos. Os direitos de propriedade intelectual precisam ser mantidos se nossa profissão quiser ter um caminho à frente. No meu país, esses direitos estão ancorados na Constituição e sustentados por séculos de precedentes. Eles também são compatíveis com um entendimento ético básico de que roubar é errado. Mas seus direitos só serão mantidos se você insistir em que sejam respeitados e resistir quando não forem. Isso exigirá coragem — e às vezes recursos, que escasseiam — mas o caminho alternativo de tolerar silenciosamente o roubo sistemático do seu trabalho acabará por minar sua capacidade de continuar fazendo jornalismo. Negocie com cuidado. Organizações de notícias que assinam acordos para licenciar conteúdo para empresas de IA estão fazendo algo razoável. Mas aconselho a avaliar a viabilidade de longo prazo de cada acordo. Os gigantes tecnológicos têm uma posição de força extraordinária: já tomaram seu conteúdo e pretendem usá-lo de qualquer forma. Ainda assim, antes de aceitar uma oferta, vale perguntar se o pagamento reflete algo próximo ao valor justo — e se você está retendo algum controle significativo sobre como seu trabalho será usado. Pressione seus legisladores. A IA é cada vez mais impopular entre o público. À medida que os legisladores consideram como reagir, nossa indústria precisa se unir em torno de um conjunto pequeno e claro de pedidos. Algumas ideias iniciais: garantir que as proteções já robustas de propriedade intelectual sejam reforçadas — e não enfraquecidas — para a era da IA. Exigir que bots se identifiquem e limitar sua capacidade de vasculhar sites sem permissão. Exigir transparência para que as organizações de notícias saibam quando e como seu trabalho é usado pela IA. Garantir que as empresas de IA sejam legalmente responsáveis pelo conteúdo difamatório que geram. Una-se aos outros. Enfrentamos empresas de IA que gastam quantias inimagináveis em marketing, lobby e doações políticas para persuadir o público e cooptar políticos. A firma de capital de risco por trás de muitos investimentos em IA é hoje o maior doador político dos Estados Unidos. O único caminho da indústria jornalística para contrabalançar essa influência é trabalhar em conjunto e, igualmente importante, com outras indústrias criativas. Participe de briefs de amicus curiae e seja ativo em suas associações profissionais. Estude como nossos colegas da música e de outras profissões atravessaram seus momentos "Napster". Há também coisas que podemos fazer para tornar nossas próprias organizações de notícias mais resilientes enquanto enfrentamos esse desafio. Mais quatro ideias: Use a IA do jeito certo. As redações devem criar padrões cuidadosos para o uso responsável da IA. E então devem ser agressivas e criativas para colocar a tecnologia a serviço da melhoria do seu jornalismo e do fortalecimento de seus negócios. A IA pode trazer valor real às organizações que encontrarem as formas certas de adotá-la, e uma mudança dessa magnitude vai destruir qualquer organização que se recuse a evoluir. Não há nada de inerentemente ruim na tecnologia de IA — são as ações das empresas por trás dela que precisam ser reformadas. Seja um destino, antes de tudo. Um mundo cada vez mais intermediado por plataformas de IA deixaria as organizações de notícias ainda mais à mercê dos gigantes tecnológicos para compartilhar tráfego, crédito e dinheiro. O caminho mais claro para sustentar um jornalismo de qualidade será por meio de relações diretas com o público. Ser um destino não significa ignorar a internet mais ampla. Você ainda precisa criar novas relações onde as pessoas estão, que geralmente é uma plataforma tecnológica. Mas para aprofundar essas relações — torná-las leais, habituais e valiosas — seu público precisa aprender que é melhor se engajar diretamente com você do que por meio de um intermediário. Foque no jornalismo original. Muitas organizações de notícias se enfraqueceram e se tornaram commodities ao tentar alimentar as preferências em constante mudança dos algoritmos de busca e redes sociais com clickbait, agregação e opiniões fáceis. A economia dessa abordagem vai piorar ainda mais. Para ser um destino em um mundo intermediado pela IA, você vai precisar de um jornalismo tão diferenciado que tenha sua própria gravidade. O coração disso é o jornalismo original. O público não tem outra fonte para esse trabalho. E a IA tampouco. Explique por que o jornalismo importa. As empresas de IA têm megafones gigantescos e têm comunicado com muito cuidado — e de forma seletiva — os benefícios de seu trabalho, ao mesmo tempo em que minimizam os danos. A indústria jornalística precisa, por sua vez, mostrar que o jornalismo original é um ingrediente essencial nas sociedades saudáveis, nas nações seguras e nas democracias fortes — e demonstrar como as ações dos gigantes tecnológicos estão colocando tudo isso em risco. Informação é valiosa. Jornalismo é valioso Na última transição digital, as organizações de notícias — incluindo o "Times", por um bom tempo — compraram a afirmação repetida do Vale do Silício de que "a informação quer ser livre". Muitos nem sabiam que a citação original, do filósofo da tecnologia Stewart Brand, tinha outra parte: "A informação quer ser cara, porque é muito valiosa — a informação certa no lugar certo simplesmente transforma sua vida." Não podemos ser tão ingênuos desta vez. As organizações de notícias são coletivamente menores e mais fracas do que há duas décadas. Os gigantes tecnológicos são maiores e mais fortes — e muito mais dispostos a usar seu tamanho e poder. Enquanto isso, a própria onda da IA pode ser maior e mais veloz, à medida que a tecnologia continua a melhorar. Mesmo que as coisas pareçam estar bem por enquanto, lembre-se: essas primeiras ondas anunciam um tsunami que se aproxima. Enquanto nos preparamos, precisamos nos lembrar: a informação é valiosa. O jornalismo é valioso. A internet já está sobrecarregada de bots e lixo digital. Está cada vez mais difícil saber de onde as coisas vieram e se são verdadeiras. Isso criou uma sensação crescente de que nada pode ser confiado, exigindo de todos uma vigilância quase paranoica sobre tudo — ou, pior, um mergulho no niilismo. O efeito não é apenas que as pessoas acreditam em coisas falsas: é que deixam de acreditar em coisas verdadeiras. Essa combinação tóxica já está levando mais pessoas a se desengajarem completamente. As empresas de tecnologia acenam para essas tendências e dizem "não é culpa nossa" e, de forma ainda mais reveladora, "não é nosso problema". As organizações de notícias deveriam se posicionar como a alternativa confiável nesse caos. Notícias e informações em que se pode confiar são mais raras e mais necessárias do que nunca. O tipo produzido por equipes de profissionais experientes, apoiados por processos e padrões rigorosos. Segundo pesquisas, quando alguém quer verificar algo que encontrou e que acha que pode ser falso, a opção preferida é "uma fonte de notícias em que confio". Em último lugar na lista? Um chatbot de IA. Continuo convicto do valor criado por organizações de notícias de qualidade dedicadas ao trabalho difícil e caro do jornalismo original — para os leitores, para as comunidades, para a sociedade como um todo. E, sim, até para os modelos de IA. Quem mais irá aos lugares onde os eventos estão se desdobrando? Quem nos trará relatos em primeira mão das linhas de frente de uma guerra? Quem nos equipará com informações confiáveis em uma crise de saúde pública? Quem vai expor a empresa de sucesso ou a carreira política construídas sobre uma mentira? Quem vai garantir que os debates sobre políticas econômicas sejam informados por seus impactos sobre pessoas reais? Quem mais pode enriquecer todo esse trabalho com conhecimento especializado duramente conquistado, que acrescenta perspectiva e contexto, e com compromissos profissionais profundamente enraizados de tornar cada matéria tão justa e precisa quanto possível? A questão é se esse valor será sugado pelos gigantes tecnológicos — ou se voltará para as organizações de notícias, permitindo que continuem esse trabalho essencial. Espero que todos vocês levem essa questão a sério. Acredito que o futuro das nossas organizações de notícias e a saúde da esfera pública dependem de como responderemos. Obrigado. (c) 2026 The New York Times Company. Texto original disponível em: https://www.nytco.com/press/a-i-journalism-and-the-uncertain-future-of-the-public-square/
더벨'머니투데이 thebell'에 출고된 기사입니다. 빅데이터 분석 인공지능(AI) 기업 에스투더블유(S2W)가 자사의 서비스형 소프트웨어(SaaS) 기반 안보·보안 제품 2종에 대한 ‘클라우드 서비스 보안인증(CSAP)’을 취득했다고 밝혔다. CSAP는 국가·공공기관에 안전성이 검증된 민간의 클라우드 서비스를 공급함으로써 이용자의 보안 우려를 해소하기 위해 마련된 한국인터넷진흥원(KISA) 주관의 보안 인증 제도다. S2W는 관리적·기술적 조치 및 공공기관용 추가 보호조치 등 11개 분야 31개 항목에 걸친 보안 요건 검증을 통과, 공공·정부기관용 안보 AI 플랫폼 ‘자비스(XARVIS)’와 기업 및 기관용 보안 AI 솔루션 ‘퀘이사(QUAXAR)’에 대해 ‘SaaS 간편등급’을 획득했다....
Número de casos graves de influenza de janeiro a maio de 2026 já supera o mesmo período do ano passado. Tony Winston/Agência Brasília Há pouco mais de um mês, o auxiliar de produção Eliseu Gomes de Souza Camargo, de 46 anos, tenta encontrar forças para seguir a vida após perder o filho Bryan, de 13 anos, vítima de uma infecção causada pelo vírus influenza, responsável pela gripe. O menino apresentou os primeiros sintomas em 30 de março, quando começou a reclamar de dores no corpo e cansaço. "Inicialmente, medicamos ele em casa e ficamos acompanhando", conta Eliseu. "No dia seguinte, ele teve febre e o levamos ao pronto-atendimento, onde foi medicado e depois voltou para casa." Agora no g1 Segundo a família, nos dias seguintes, as dores no corpo — principalmente nas costas — e a falta de ar pioraram. O adolescente foi levado novamente a um pronto-socorro em Sorocaba, no interior de São Paulo. "Ele chegou debilitado, com muita falta de ar. Foi quando pediram um exame e o Bryan foi diagnosticado com Influenza A. Ele foi internado, intubado e a doença progrediu rápido demais", recorda o pai. Durante a internação, Bryan sofreu duas paradas cardíacas e, em 6 de abril, não resistiu. "A saturação dele caiu muito, e ele já não respondia mais às medicações. A partir daí, tivemos certeza de que já o tínhamos perdido. Quando ele teve a última parada cardíaca, já não havia mais o que fazer", lamenta Eliseu. O caso de Bryan está entre as 505 mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associadas aos vírus Influenza A e B registradas no Brasil de janeiro a maio deste ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Desse total, 136 mortes, ou 27% do total, foram confirmadas apenas nas duas últimas semanas. Isso não significa, necessariamente, que os óbitos ocorreram nesse período, mas que tiveram a causa identificada recentemente. No mesmo período de 2025, entre janeiro e maio, o país registrou 776 mortes por SRAG associadas à influenza. Especialistas alertam, no entanto, que o número de óbitos relacionados ao vírus pode ser ainda maior. Isso porque 1.344 mortes por SRAG registradas neste ano não tiveram o agente causador identificado — além da influenza, a síndrome respiratória aguda grave também pode ser provocada por vírus como covid-19, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR). Os números indicam também aumento no total de casos em relação ao ano passado. Em 2026, o Brasil já registrou até agora 7.749 casos de SRAG por influenza, sendo 256 pelo vírus H1N1, 1.903 por H3N2, 4.892 por Influenza A não subtipada e 698 por Influenza B. Em 2025, de janeiro a maio, haviam sido registrados 6.250 casos. No sábado (30/5), Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe foi concluída com número bem abaixo da meta: apenas de 38,5% do publico-alvo (crianças com menos de seis anos, idosos e gestantes) foi vacinado. A meta era vacinar 90% - uma cobertura vacinal não alcançada pelo Brasil desde 2021. Médicos entrevistados pela BBC News Brasil afirmam que o aumento de casos nesta época do ano é esperado devido à sazonalidade dos vírus respiratórios, comum durante o outono e o inverno. LEIA TAMBÉM: Tamiflu pode reduzir em 52% as hospitalizações por influenza; uso precoce é considerado essencial Ebola, hantavírus, Influenza A e mais: quais os vírus mais perigosos hoje e como eles podem afetar sua rotina? O clima mais seco e as temperaturas mais baixas favorecem a transmissão porque as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados e as vias respiratórias ficam mais vulneráveis. Neste ano, contudo, houve uma antecipação da sazonalidade da gripe em algumas regiões do país, o que contribuiu para a ocorrência de casos graves e o aumento de internações nas últimas semanas. A antecipação da sazonalidade viral é um fenômeno que pode ser influenciado por diversos fatores, entre eles mudanças abruptas do clima, baixa imunidade da população e maior circulação de pessoas — fazendo com que o vírus circule mais. Isso pode dar a impressão de que a gripe está "mais forte" este ano, mas, segundo especialistas, não há evidências de que o vírus tenha se tornado mais letal. "A princípio, não há evidência de mudança importante no perfil viral em relação ao ano passado. As cepas circulantes permanecem semelhantes às observadas em 2025", afirma Juliana Lapa, infectologista e membro do Comitê de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). De acordo com ela, os números seguem um padrão semelhante ao observado em anos anteriores, tanto em quantidade de casos quanto em gravidade. Segundo Rosana Richtmann, infectologista do Instituto Emílio Ribas e Grupo Santa Joana, o hospedeiro do vírus é um fator importante para determinar a gravidade da infecção. Crianças, idosos, pessoas com comorbidades, como diabetes e asma, ou que fazem uso de tabaco podem apresentar quadros mais graves, por exemplo. "Também podem ocorrer casos de coinfecção, quando a pessoa pega mais de um vírus ao mesmo tempo, que também contribui para o agravamento." Tipos de vírus A médica Juliana Lapa, explica que a síndrome respiratória aguda grave (SRAG) ocorre quando a infecção respiratória compromete severamente os pulmões e pode levar à insuficiência respiratória. "Isso pode acontecer tanto pelo dano direto causado pelo vírus quanto por uma resposta inflamatória exacerbada do sistema imunológico. Além disso, esses pacientes apresentam maior risco de complicações secundárias, como pneumonia bacteriana", afirma. Segundo ela, embora diferentes vírus respiratórios possam causar quadros graves, a Influenza A costuma gerar maior preocupação devido à alta capacidade de mutação e disseminação. Isso dificulta a criação de anticorpos duradouros pelo organismo e favorece reinfecções, fazendo com que uma pessoa possa contrair o vírus mais de uma vez. Além disso, o Influenza A consegue circular entre humanos e diferentes espécies animais, como aves e suínos, característica que amplia a possibilidade de novas combinações genéticas. Essa recombinação genética acontece quando uma célula é infectada por dois subtipos diferentes do vírus ao mesmo tempo. Isso é possível porque o genoma do influenza A é segmentado em moléculas distintas, possibilitando que esses segmentos se misturem durante a multiplicação do vírus dentro do hospedeiro, gerando uma nova cepa com características inéditas. Foi justamente essa característica do vírus Influenza A que permitiu o surgimento de pandemias históricas, como a de gripe espanhola de 1918 e a de H1N1 de 2009. Os subtipos H1N1 e H3N2 pertencem ao grupo Influenza A e são atualmente os mais comuns entre humanos e podem provocar complicações severas, principalmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. O H1N1 ficou conhecido mundialmente após a pandemia de 2009, quando um vírus de origem suína se espalhou rapidamente pelo mundo. Desde então, passou a circular sazonalmente junto às demais variantes da gripe. Especialistas explicam que o subtipo costuma estar associado a inflamações pulmonares graves e rápida piora respiratória, especialmente em grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas ou com doenças crônicas. Em muitos casos, os sintomas surgem de forma abrupta, com febre alta, dores intensas no corpo e rápida piora respiratória. Já o H3N2 é conhecido pela elevada transmissibilidade e pelo impacto significativo entre idosos, já que essa população costuma apresentar um sistema imunológico mais fragilizado. Esse subtipo sofre mutações frequentes, dificultando a manutenção da imunidade coletiva por longos períodos. Surtos de H3N2 já foram associados ao aumento da mortalidade entre idosos e à pressão sobre sistemas hospitalares. Em ambientes fechados, como asilos e hospitais, a disseminação costuma ocorrer rapidamente. Embora os sintomas sejam semelhantes aos do H1N1, especialistas afirmam que o H3N2 apresenta maior capacidade de escapar parcialmente da proteção imunológica adquirida em infecções anteriores devido às mutações frequentes "A influenza A possui maior capacidade de variação antigênica, o que favorece reinfecções frequentes e o surgimento de novas variantes", detalha Lapa. O Influenza B, por sua vez, apresenta comportamento diferente. Ele circula quase exclusivamente entre humanos e sofre menos mutações do que o tipo A. Apesar de ser considerado menos agressivo e possuir menor potencial pandêmico, o vírus também pode provocar hospitalizações, complicações respiratórias e mortes. Além da síndrome respiratória aguda grave, a influenza pode causar pneumonia viral, insuficiência respiratória e agravamento de doenças cardiovasculares e metabólicas. "O vírus pode causar uma inflamação do endotélio, a camada interna dos vasos sanguíneos, fazendo com que qualquer placa de gordura que tenha nesse vaso sanguíneo se solte. Essa placa fica na corrente sanguínea, podendo ir para o cérebro e causar um AVC ou para o coração, causando um infarto", acrescenta Richtmann. Vacinação em baixa A redução progressiva da adesão à vacinação contra a Influenza nos últimos anos tem chamado a atenção de especialistas. A falta de vacinação favorece a circulação viral, além de deixar a população mais suscetível e, consequentemente, levar a um maior número de infectados. Segundo Lapa, a baixa procura pela vacina é um fator multifatorial, mas foi impulsionado principalmente pela desconfiança com as vacinas, que se intensificou após a pandemia de covid-19. "A desinformação fez com que muitas pessoas passassem a desconfiar das vacinas e isso vem desde a pandemia onde a vacinação foi sendo deixada de lado. Prova disso, é o sarampo, que era erradicado, mas que voltou a aparecer no Brasil devido à falta de vacinação", pontuou Lapa. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza teve início em 28 de março e seguiu até 31 de maio. A campanha era válida para as regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste – a região Norte tem um calendário próprio devido ao inverno amazônico a partir de dezembro. "Iniciamos a campanha priorizando as crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, que são os grupos mais vulneráveis. Mas ainda notamos uma baixa procura da população pela imunização", explica Ana Catarina de Melo Araújo, Coordenadora-Geral de Incorporação Científica e Imunização do Ministério da Saúde. Índice de vacinação está abaixo do esperado pelo governo. Fernando Frazão/Agência Brasil Os dados do Ministério da Saúde mostram que apenas 18,2 milhões das 47,4 milhões de doses disponíveis para o público-alvo foram aplicadas. Isso representa apenas 38,5% das pessoas vacinadas, bem abaixo da meta de 90%. O último ano que o Brasil conseguiu atingir essa taxa de cobertura vacinal foi em 2020. Na campanha de vacinação de 2025, foram aplicadas até junho 40,8 milhões de doses, o que representa 41,28% da população-alvo (idosos, crianças e gestantes). Nenhum estado atingiu a meta que era de vacinar 90% desse público. A vacinação contra a influenza é realizada anualmente, pois o vírus sofre mutações constantes e a imunidade diminui com o tempo. A campanha desenvolvida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é focada em proteger os grupos de risco contra complicações e óbitos. Inicialmente, crianças, idosos e outros grupos considerados prioritários pelo Ministério da Saúde como profissionais de saúde, professores e pessoas com comorbidades podem receber o imunizante gratuitamente. Com o passar das semanas, outros grupos podem ser adicionados para receber a vacina pelo SUS, de acordo com a demanda de cada cidade e o estoque de imunizantes. O imunizante oferecido pelo SUS é trivalente, ou seja, protege contra três cepas do influenza, duas do tipo A e uma do tipo B. Desde o dia 18 de maio, pessoas de todas as idades da cidade de São Paulo podem ser vacinada contra a influenza. Outras capitais, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campo Grande, Belém, Palmas e Porto Velho, já ampliaram o público que pode se vacinar gratuitamente. Pessoas que não pertencem aos grupos que estão recebendo a vacina gratuitamente pelo SUS podem adquirir o imunizante na rede particular. O valor varia de acordo com a cidade, mas pode ser encontrado a partir de R$ 80. Nesse caso, há duas opções: a vacina trivalente e também a quadrivalente — esta protege contra quatro cepas do influenza: duas do tipo A (H1N1 e H3N2) e duas do tipo B. Apesar de proteger contra um tipo a mais de vírus, os especialistas afirmam que a trivalente é suficiente. "Uma das cepas do tipo B que a vacina quadrivalente protege é a Yamagata que não circula mais desde a pandemia, então não há a necessidade de tomar a vacina quadrivalente. A trivalente é suficiente", explica Richtmann.
As contas do setor público consolidado apresentaram um superávit primário de R$ 24,6 bilhões em abril, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (29). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário. 🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Na comparação com abril do ano passado, houve forte melhora, uma vez que foi registrado saldo positivo de R$ 14,2 bilhões naquele mês. Veja abaixo o desempenho que levou ao superávit das contas em abril deste ano: governo federal registrou saldo positivo de R$ 26,1 bilhões; estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 330 milhões; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 1,78 bilhão. Agora no g1 Parcial do ano No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 31,2 bilhões — o equivalente a 0,72% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 102,8 bilhões (2,5% do PIB). Essa piora está relacionada, principalmente, com a antecipação no pagamento de precatórios neste ano pela Secretaria do Tesouro Nacional. No caso somente do governo federal, o resultado ficou positivo em R$ 9 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um superávit de R$ 68,6 bilhões nos quatro primeiros meses de 2025. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação). Banco Central decreta liquidação extrajudicial de 3 empresas ligadas à Entrepay Jornal Nacional/ Reprodução Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 60,1 bilhões nas contas do setor público em abril. ➡️No acumulado em 12 meses até abril, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,22 trilhão, ou 9,4% do PIB. 🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,5% ao ano, patamar elevado. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,1 trilhão (8,4% do PIB) em doze meses até abril deste ano. Dívida pública Mesmo com superávit nas contas públicas em abril, a dívida do setor público consolidado subiu 0,4 ponto percentual, para 80,4% do PIB, o equivalente a R$ 10,44 trilhões. ➡️Este é o maior nível para a dívida pública desde junho de 2021, quando somava 80,6% do PIB, ou seja, é o maior patamar em quase cinco anos. ➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 8,7 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, e com as despesas com juros. ➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), conceito internacional — que considera os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em abril: 93,1% do PIB. A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente. ➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI). Para tentar conter o crescimento da dívida, em 2023 o governo aprovou o chamado "arcabouço fiscal", ou seja, novas regras para as contas públicas em substituição ao teto de gastos. Por estas regras: a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação; a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano; o arcabouço busca justamente conter o crescimento da dívida pública no futuro. Sem um corte robusto de despesas, necessário para manter de pé o arcabouço fiscal, especialistas em contas públicas estimam que a regra terá de ser abandonada, ou alterada, nos próximos anos. 🔎Eles argumentam que, no atual formato, as regras ficarão insustentáveis. Por conta disso, preveem uma expansão maior da dívida pública no futuro, o que pode resultar em aumento das taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras ao setor real da economia. Analistas do mercado financeiro estimaram, na semana passada, que a dívida pública brasileira deve atingir 99,4% do PIB em 2035 (pelo conceito brasileiro) — patamar bem distante dos países emergentes e mais próximo da Europa. ➡️Pelo conceito adotado pelo FMI, a dívida brasileira estaria próxima de 110% do PIB em 2035.
Mais de 1,5 mil vagas são ofertadas em concurso público de Araguaína A Prefeitura de Araguaína publicou os editais de um novo concurso público com mais de 1,5 mil vagas para diversos níveis de escolaridade. As oportunidades abrangem áreas como educação, saúde, infraestrutura, segurança viária e jurídica, com salários que variam de R$ 2,3 mil a R$ 16,4 mil. As inscrições devem ser feitas até o dia 6 de julho pelo site do Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro - IDIB. A isenção da taxa deve ser solicitada até esta sexta-feira (29). Os editais preveem oportunidades para níveis médio e superior. Entre as seleções, há vagas para a Agência Municipal de Segurança, Transporte e Trânsito (ASTT), o Instituto de Previdência dos Servidores (IMPAR) e a Procuradoria Geral do Município. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp LEIA TAMBÉM: Entenda condenação de servidor por acumular dois cargos públicos no TO Ex-detento que cursa medicina em universidade federal no TO faz palestra para presos: 'Mostrar que tem outra saída' Justiça dá prazo de 10 dias para Governo do TO restabelecer estrutura da Vice-Governadoria Vagas e remunerações Entre os cargos com maior oferta estão: Professor: 507 vagas; Assistente técnico administrativo: 454 vagas; Enfermeiro: 97 vagas; Técnico em enfermagem: 83 vagas. Há também oportunidades para especialistas em arquitetura, engenharia, medicina, psicologia, assistência social, tecnologia da informação e fiscalização ambiental. O maior salário previsto é para o cargo de procurador municipal. Certame é dividido em quatro editais que contemplam o quadro geral da prefeitura, educação, ASTT, IMPAR e Procuradoria Municipal Divulgação/Prefeitura de Araguaína Confira os editais EDITAL 01 - Prefeitura e da Educação Municipal EDITAL 02 - Agência Municipal de Segurança, Transporte e Trânsito (ASTT) EDITAL 03 - Procuradoria Geral do Município (PGM) EDITAL 04 - Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Araguaína Provas e etapas A aplicação das provas objetivas está prevista para o dia 23 de agosto. Para cargos específicos, como o de agente de transporte e trânsito, o processo contará com etapas adicionais, incluindo teste de aptidão física, avaliação psicológica, investigação social e curso de formação. Os candidatos devem ler atentamente o documento referente à área escolhida. Cada edital possui regras específicas relacionadas às carreiras e às fases do concurso. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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