Trump diz que ICE manterá fiscalizações nas estradas

ONP Summary
Two migrants died in encounters with Immigration and Customs Enforcement agents within a week—one in Texas and one in Maine—during vehicle-based enforcement operations. The agency announced a suspension of most vehicle controls in response, though President Trump subsequently contradicted this policy reversal.
Progressive:Systemic brutality — Progressive outlets emphasized the point-blank nature of the shootings and questioned self-defense claims, calling for the agency's abolition.
Moderate:Contradictory policy — Centrist outlets noted that suspending vehicle stops is insufficient and criticized Trump's reversal of the suspension.
Donald Trump
REUTERS/Jonathan Ernst
A polícia migratória dos Estados Unidos (ICE) continuará suas operações nas estradas para combater a imigração irregular, afirmou nesta quarta-feira (15) o presidente Donald Trump, após a suspensão dessa prática depois da morte de dois imigrantes.
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Um colombiano de 26 anos morreu na segunda-feira após levar tiros de um agente do ICE no estado do Maine, e na semana passada outro incidente terminou com a morte de um mexicano que vivia há anos em Houston, Texas.
Em ambos os casos, os agentes afirmam ter atirado porque os homens tentaram fugir e usaram seus veículos para escapar.
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"NÃO PODEMOS abrir mão de uma das ferramentas mais importantes e eficazes do I.C.E. contra o crime: AS BLITZES DE TRÂNSITO!", declarou Trump em sua plataforma Truth Social.
"A 'Esquerda Radical Democrata' gostaria que isso acontecesse, mas não vai ocorrer sob minha vigilância", acrescentou, usando uma expressão depreciativa em inglês para se referir à oposição.
O Departamento de Segurança Interna (DHS), ao qual o ICE está subordinado, anunciou que suspenderia estas operações diante da comoção causada por essas duas mortes.
Carro envolvido em incidente com agentes do ICE que terminou com um morto é guinchado em Biddeford, Maine
AP Photo/Robert F. Bukaty
O governo mexicano, que afirma que 17 de seus cidadãos morreram em operações de detenção e deportação desde o retorno de Trump ao poder, em 2025, anunciou na semana passada que apresentará denúncias criminais nos Estados Unidos contra o governo americano.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, classificou a morte do colombiano no Maine como "assassinato".
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O DHS anunciou a abertura de investigações internas sobre os dois casos.
"Espero que essas investigações sejam conduzidas da mesma forma que outras investigações desse tipo, o que necessariamente envolve trabalhar com as polícias estaduais e locais", declarou na terça-feira o procurador-geral dos Estados Unidos em exercício, Todd Blanche, durante uma audiência no Senado para confirmar sua nomeação ao cargo.
Diversos incidentes envolvendo agentes do ICE e da polícia de fronteira ocorreram em estados-santuário, onde as autoridades locais não cooperam com o governo federal em operações contra a imigração irregular.
"Os homens e mulheres do ICE estão fazendo um GRANDE trabalho, um trabalho que precisa ser feito. O CRIME CAIU MUITO NOS ESTADOS UNIDOS, em muitos casos para níveis que não eram vistos há décadas", afirmou Trump.
A oposição democrata considera que o ICE extrapola suas atribuições e que suas operações também prejudicaram imigrantes em situação regular.
As operações em larga escala contra imigrantes em situação irregular provocaram mortes não apenas de estrangeiros sem documentação, mas também de americanos que se opunham às ações.
Em janeiro, dois ativistas, Renee Good e Alex Pretti, morreram em Minneapolis. O episódio já havia levado o ICE a modificar sua estratégia de atuação. ...
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