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Brasil em 2º lugar com goleada da Escócia: como seria o desempenho do grupo C na 'Copa da Educação'?

G1 (Globo)
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Brasil em 2º lugar com goleada da Escócia: como seria o desempenho do grupo C na 'Copa da Educação'?

AI Summary

The 2026 FIFA World Cup's group phase begins with prominent matches on June 17, featuring Portugal against the Democratic Republic of Congo and England facing Croatia in a top-tier group contest. Portugal, guided by coach Roberto Martínez, enters as a title contender with a talented squad headlined by Cristiano Ronaldo in his sixth World Cup appearance. England seeks to break a 60-year drought in major tournament success.

Moderate: Moderate outlets present a critical, analytical view of Ronaldo's age and declining form, with some explicitly questioning whether the 41-year-old veteran should be a starter for Portugal despite the team's overall strength.

Conservative: Conservative-leaning outlets emphasize Portugal's championship potential and talented squad while portraying Ronaldo optimistically, highlighting coach Martínez's confidence in his enthusiasm and readiness.

Danilo, da seleção brasileira, chuta bola em disputa com Azzedine Ounahi, do Marrocos, no jogo de 13 de junho pela Copa do Mundo
Caean Couto/Reuters
Após estrear com empate contra o Marrocos, o Brasil ainda busca sua primeira vitória na Copa do Mundo 2026 para assumir a liderança do grupo C e encaminhar uma classificação tranquila para a próxima fase.
Mas, quando o assunto é educação, nenhuma estratégia faria o país assumir o primeiro lugar nesse grupo.
Isso porque, em grande parte dos índices de educação, o Brasil fica atrás da Escócia. Apesar disso, o desempenho nacional é melhor do que o dos outros dois adversários, Haiti e Marrocos.
E, mesmo que as estatísticas nos colocassem em segundo lugar na educação desse grupo, a distância para o primeiro colocado ainda seria grande – nada entre essas nações seria decidido só pelo saldo de gols.
👉Para analisar essa disputa, o g1 considerou:
Qualidade de vida da população e anos médios de estudos
Desempenho em disciplinas básicas, como matemática
Taxa de alfabetização
Gasto de cada país com educação
Abaixo você confere como são esses confrontos entre cada um dos países do grupo do Brasil e entende melhor o porquê das desigualdades na educação dessas nações.
Qualidade de vida e anos escolares
Um dos primeiros índices levados em consideração para avaliar o desempenho das seleções na educação é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
➡️O IDH foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para avaliar a qualidade de vida e o desenvolvimento de uma população. Ele leva em consideração três fatores principais: saúde, educação e renda.
E nessa rodada, a Escócia é muito superior a qualquer um dos adversários do grupo C, com um IDH de 0,946 (quanto mais perto de 1, melhor o IDH). O segundo colocado, o Brasil, tem 0,786, pouco a mais do que o Marrocos, com 0,710. Já o último lugar é ocupado pelo Haiti, com um IDH de somente 0,554.
Daniel Perry, diretor executivo do Sistema Anglo de Ensino, explica que o índice apresentado pelo Haiti mostra que o país enfrenta sérias dificuldades socioeconômicas, com um dos menores níveis de desenvolvimento humano da América Latina.
"Na prática, esse resultado reflete baixa escolaridade média, menor expectativa de vida e menor acesso da população a oportunidades econômicas e serviços públicos", analisa Perry.
A média de anos na escola também acompanha o nível de desenvolvimento humano no país. Enquanto no Reino Unido, do qual a Escócia faz parte, a população estuda por cerca de 13,5 anos, no Haiti, o período na escola fica em torno de 5,4 anos, em média.
IDH e média de anos de estudo
Arte/g1
Desempenho em disciplinas básicas
O segundo confronto escolhido para analisar a educação foi o desempenho em disciplinas base da formação escolar – nesse caso, especificamente a Matemática.
A edição mais recente do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), que avalia o desempenho escolar de alunos de 15 anos de 79 países, mostrou que a distância entre o Brasil e a Escócia é imensa, também nesse aspecto.
👉Os dados do Pisa 2022 revelam que 73% dos alunos brasileiros não atingiram o nível 2 de conhecimentos matemáticos. Isto é, 7 em cada 10 alunos brasileiros não sabem resolver problemas matemáticos simples, como converter moedas e comparar distâncias.
Ainda que o número deixe o Brasil em segundo lugar no grupo, o nível é bem mais próximo do observado no Marrocos, em que 82% dos alunos não conseguiram nível 2, do que na Escócia, onde essa porcentagem é de somente 24%.
Alunos com mau desempenho em matemática
Arte/g1
O Haiti não participa do Pisa, mas os indicadores educacionais disponíveis sugerem que o país teria dificuldades para alcançar os resultados observados em Brasil, Marrocos e Escócia.
"A educação haitiana enfrenta enormes desafios relacionados à pobreza, à instabilidade política, à infraestrutura escolar e à baixa capacidade de financiamento do sistema público", comenta Perry.
Taxa de alfabetização
Para a terceira rodada foi escolhida a taxa de alfabetização como confronto entre os países do grupo C. E, nesse aspecto, o Brasil se deu melhor, se aproximando do primeiro colocado pela primeira vez.
No país, a taxa de alfabetização chega a 95% segundo dados do Banco Mundial. No Reino Unido, dados nacionais mostram que o índice é de cerca de 99% (a taxa da nação não é medida pelo Banco Mundial).
Taxa de alfabetização
Arte/g1
Nesse confronto, é possível observar uma divisão clara de dois blocos no grupo: Brasil e Escócia com mais de 95% e Marrocos e Haiti na faixa dos 65%.
Isso, segundo Perry, mostra estágios diferentes de universalização da educação básica.
"Brasil e Escócia conseguiram garantir que praticamente toda a população tenha acesso à alfabetização. Já Marrocos e Haiti ainda convivem com uma parcela significativa de adultos que não dominam plenamente a leitura e a escrita, o que limita oportunidades educacionais, profissionais e sociais", analisa.
Percentual gasto em educação
Por fim, o percentual gasto em educação foi o último embate analisado na disputa da educação entre os países e é o único em que há uma surpresa: Marrocos é o país do grupo que, percentualmente, mais destina dinheiro à educação.
Cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país africano é gasto com educação, apenas 0,1% a mais do que o observado na Escócia. Mas o Brasil não fica muito atrás nesse confronto. Nacionalmente, 5,6% do PIB é destinado a esse fim.
Segundo especialistas, esse é o patamar que muitos países consideram necessário para sustentar sistemas nacionais de educação básica em larga escala.
"Independentemente do nível de riqueza, governos precisam financiar escolas, professores, materiais didáticos, transporte, alimentação e gestão educacional. Por isso, países com características muito diferentes acabam destinando parcelas semelhantes de sua economia para essa finalidade", explica Perry.
Apesar disso, ele pondera que o mesmo percentual não produz os mesmos resultados financeiros. Como o PIB da Escócia é muito maior que o do Marrocos e superior ao do Brasil quando analisado por habitante, os recursos disponíveis por estudante são significativamente mais elevados.
Assim, o percentual investido é parecido, mas a capacidade de investimento por aluno é bastante diferente.
Percentual do PIB gasto em educação
Arte/g1
Mais uma vez, o Haiti é o país que destoa no grupo, com apenas 1% da renda nacional sendo revertida em educação.
E isso reflete diretamente a situação econômica do país e seu modelo educacional.
"Esse percentual indica uma capacidade limitada do Estado para financiar a educação pública. Como consequência, muitas famílias dependem de escolas privadas, comunitárias ou apoiadas por organizações internacionais", conclui Perry. ...

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