Nora descreve ataque de cão da família que matou idosa após se assustar com fogos durante jogo: 'Ver o que aconteceu dói muito'

'Ver o que aconteceu dói muito', diz família de idosa de 88 anos morta após ataque de cachorro
"Não é fácil de jeito nenhum. Ver o que aconteceu com ela dói muito na gente", descreveu a nora de Maria Esther Nepomuceno Noronha, de 88 anos, que morreu após ser atacada pelo cão da família durante o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo, no último sábado (13). De acordo com os parentes, ele se assustou com o barulho dos fogos de artifício depois do gol da Seleção.
A TV Clube conversou com a família de Maria Esther, que explicou como o ataque aconteceu. Segundo o relato deles, o cachorro estava na área externa da casa, eufórico e assustado. Ele derrubou a idosa e a mordeu nas regiões dos braços e do pescoço.
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A nora Rejane Noronha contou que o cunhado dela ouviu os vizinhos chamando pelos parentes de Maria Esther e foi socorrer a idosa. Quando Rejane chegou à área externa da casa, viu o cunhado com a sogra nos braços e o marido segurando o animal.
"Ele [o cão] já estava agitado antes porque o pessoal começa logo a soltar fogos antes do jogo. Ele derrubou ela porque é um animal de grande porte, e ela já é uma senhora de 88 anos. A comunidade inteira aqui está muito triste, ela era muito querida", disse a nora.
Maria Esther foi levada às pressas para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde recebeu sete bolsas de sangue após uma mobilização de toda a família. Apesar disso, ela não resistiu aos ferimentos.
Uma equipe da Gerência de Zoonoses (Gezoon) da Fundação Municipal de Saúde (FMS) esteve na casa da família, na terça-feira (16), para apurar o caso. A fundação informou que o cão ficará em observação por dez dias, de acordo com os protocolos para esse tipo de caso.
O delegado Leonardo Alexandre, do 4º Distrito Policial de Teresina, informou que investiga o caso, mas não deu detalhes.
'Sempre sorridente', lembra neta
Após a morte da idosa, os filhos, genros e netos se apegam às memórias e aos objetos que pertenciam a ela, como um porta-retrato que mostra a última reunião familiar com a presença dela — o Natal de 2025.
A neta Maria Clara Noronha afirmou que a avó era "muito brincalhona" e já tinha superado dois cânceres de mama, que não mudaram a personalidade dela.
"É a minha segunda mãe, quando eu era criança era ela que ficava comigo. Meu celular é cheio de vídeos e fotos dela. Ela levava tudo numa boa, sempre alto astral, sorridente, tirando piada com tudo", lembrou a neta.
Idosa de 88 anos morreu após ser mordida por cão da família durante jogo do Brasil
Arquivo pessoal
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