Mãe de vítima de estupro coletivo diz que foi coagida por pais de envolvidos: 'Como se um pedido de desculpas pudesse resolver'

Adolescente denuncia estupro coletivo em casa
A mãe da adolescente vítima de um estupro coletivo em Contagem, na Grande BH, disse que, enquanto acompanhava a filha realizando exames e recebendo medicação no hospital, pais de dois envolvidos nos abusos foram até o local na tentativa de negociar um acordo.
"Eles ficaram na porta, dois dos pais dos adolescentes abusadores. Ficaram na porta nos coagindo, querendo conversar para resolver o problema como se uma conversa, um pedido de desculpa fosse resolver. As médicas que ficaram revoltadas e elas acionaram o 180 e registraram boletim de ocorrência", relatou a mulher.
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A mãe da vítima explicou ainda, em entrevista ao g1, que, após o crime, algumas mensagens de celular foram enviadas por um dos adolescentes. Segundo ela, o rapaz é o melhor amigo da filha e teria feito ameaças para evitar que a jovem contasse o ocorrido (veja foto abaixo). Os conteúdos das conversas já foram encaminhados à polícia.
"Eu quero ir até as últimas consequências. Eu quero que eles paguem. Por mais que sejam menores de idade, precisam pagar. Se com essa idade eles fizeram isso, com a melhor amiga, quem garante que não vão fazer de novo?!", destacou a mãe da adolescente.
Prints mostram conversa entre adolescente vítima de estupro coletivo e um dos suspeitos
Reprodução/Redes sociais
Adolescentes começaram a ser ouvidos
O crime foi no bairro Arvoredo, na casa da adolescente durante uma festa, na última sexta-feira (12). A vítima, de 17 anos, relata ter ingerido bebida possivelmente adulterada, perdido a consciência e ter sido abusada por ao menos quatro jovens.
Nesta quinta-feira (18) os adolescentes suspeitos de envolvimento no estupro começaram a ser ouvidos pela Polícia Civil. Em nota, o órgão informou que a investigação segue sob sigilo na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Contagem.
Por serem menores de idade, os adolescentes não respondem criminalmente da mesma forma que adultos. Caso o envolvimento seja comprovado, eles poderão responder por ato infracional análogo ao crime de estupro, com aplicação de medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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