Veja quais associações são investigadas por supostos descontos irregulares em contas de aposentados no BRB

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Polícia mira descontos irregulares em contas do BRB
Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal, deflagrada na manhã desta terça-feira (23), prendeu sete pessoas suspeitas de descontos irregulares em 3,5 mil contas de aposentados no Banco de Brasília (BRB). O prejuízo é estimado em R$ 5 milhões.
De acordo com as investigações, os suspeitos usavam transcrições falsas de telefonemas com os correntistas para aprovarem os descontos de associações ligadas ao esquema criminoso. Sete pessoas foram presas nesta terça-feira (veja detalhes abaixo).
As entidades investigadas são:
CASSISP;
SBSP;
ASPJUB;
CASSISPUB;
MÃO AMIGA;
COBJUD.
A reportagem tenta localizar a defesa das associações citadas.
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Denúncias
Foto de 19 de novembro de 2025 mostra a fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB)
Joédson Alves/Agência Brasil
Entre as associações investigadas está a associação Centro de Assistência e Integração dos Servidores Públicos (CASSISP), alvo de uma ação da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), do Ministério Público do DF, em maio deste ano.
De acordo com os promotores, havia indícios de irregularidades na captação de associados e de cobranças sem consentimento. À época, o MP pediu que o BRB suspendesse o débito automático dos descontos feitos em nome da associação.
"A associação usava autorizações precárias obtidas por telefone, sem comprovação de identidade ou consentimento real das vítimas, muitas das quais idosas", afirmou o MP.
Em um site de reclamações, uma servidora pública aposentada do GDF afirmou, no ano passado, que constatou um desconto da associação mesmo sem sua autorização. "Exijo a devolução integral do valor descontado em folha por essa associação e o imediato cancelamento de débitos automáticos futuros", disse a correntista do BRB.
No site, a reclamação consta como resolvida. A associação lamentou o ocorrido e disse que o valor seria reembolsado.
Esquema
🔎 De acordo com a Polícia Civil, o esquema é semelhante ao usado em crimes contra aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024, investigados pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto.
A polícia afirma que os suspeitos ligavam para os aposentados e apresentavam transcrições falsas das ligações para que os descontos fossem autorizados. Associações eram criadas para que os valores fossem direcionados de forma irregular.
Os investigadores estimam que as fraudes ocorrem desde 2024. O g1 aguarda posicionamento do BRB – a polícia afirma que o banco cooperou com as investigações.
Em Minas Gerais, as buscas aconteceram em Belo Horizonte e Igaratinga. No DF, as medidas ocorreram no Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico. Os endereços incluem as sedes de associações suspeitas de participação no esquema.
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