Justiça nega que 'influencers do tigrinho' voltem às redes sociais em Boa Vista

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Justiça nega que 'influencers do tigrinho' voltem às redes sociais em Boa Vista
Reprodução/Instagram
A Justiça negou nesta terça-feira (30) o pedido para que os influenciadores digitais Patrik Adhan dos Santos Ribeiro e Adrielly Vivianny Araujo da Silva, e o marido dela, Dione dos Santos da Silva, voltem a usar as redes sociais. Eles são investigados por um esquema de lavagem de dinheiro ligado à divulgação do "jogo do tigrinho".
A decisão é do relator do caso, o desembargador Jésus Nascimento, que manteve o uso de tornozeleira eletrônica pelos investigados. A defesa alegou que as medidas cautelares são mantidas por tempo excessivo, o que seria uma "antecipação de pena".
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Para o magistrado, não há indícios de que as medidas tenham perdido a finalidade ou se tornado desproporcionais. Os suspeitos chegaram a ser presos, junto com outros cinco influenciadores, no dia 27 de abril deste ano, durante uma operação da Polícia Civil. Eles foram soltos em maio.
O desembargador destacou que as prisões preventivas foram substituídas por medidas menos gravosas ao longo da investigação. Inicialmente, foram convertidas em prisão domiciliar e, depois, em medidas cautelares. A decisão é da Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas.
"Essa sucessiva substituição demonstra que a situação cautelar dos pacientes vem sendo constantemente reavaliada, com adoção de providências menos gravosas em substituição à segregação cautelar, em observância aos princípios da proporcionalidade e da adequação", afirmou o desembargador.
A defesa argumentou que houve demora da Justiça para analisar pedidos apresentados durante o processo, entre eles a retirada das medidas cautelares e a autorização para que Adrielly viajasse para visitar o pai, que está doente.
No caso da autorização para a viagem, o desembargador afirmou que o pedido deixou de ser necessário porque a prisão domiciliar da investigada já havia sido revogada.
'Influencers do tigrinho'
Oito pessoas, entre elas sete influenciadores digitais e Dione dos Santos, foram alvos da Polícia Civil no dia 27 de abril durante a Operação Mantus. O grupo investigado pela Polícia Civil acumulava mais de 1,4 milhão de seguidores nas redes sociais.
A influenciadora Adrielly Vivianny movimentou mais de R$ 144 milhões entre 2023 e 2024 por meio da divulgação do "jogo do tigrinho" em Roraima. Ela é o principal alvo da operação.
O empresário Ruissian Ferreira Braga Ribeiro, a influenciadora Vick Paixão e a esteticista Juliana Lima foram alvos de mandados de busca e apreensão.
Ruissian também foi preso em flagrante por posse irregular de munição durante o cumprimento da ordem judicial. Ele foi solto após pagar fiança de mais de R$ 48 mil.
A operação também resultou no bloqueio de bens móveis e imóveis e de valores que podem chegar a R$ 68 milhões nas contas dos investigados.
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