Agro brasileiro estima em mais de 36% o impacto do novo tarifaço de Trump; governo fala em manter diálogo e negociação

ONP Summary
Trump delivered a nationally televised address claiming China illegally acquired 220 million American voter files during the 2020 presidential election, citing internal White House investigations. U.S. intelligence assessments found no evidence supporting such interference, and major U.S. broadcast networks declined to air the speech live.
Progressive:Internal investigation disclosure — progressive outlets report Trump's allegations citing White House personnel and purported intelligence official support.
Moderate:Intelligence contradiction — moderate outlets emphasize Trump's claims contradict U.S. intelligence assessments and rely on unverified internal allegations.
Conservative:Election security strategy — conservative outlets note Trump escalates election integrity concerns for midterms despite contradicting intelligence findings.
Novo tarifaço de Trump deve provocar impacto de 36,5% no agronegócio brasileiro
O novo tarifaço de Donald Trump deve provocar impacto de mais de 36% no agronegócio brasileiro. O governo fala em manter diálogo e negociação, e avalia, com os setores afetados, como abrir novas frentes de exportação.
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Tarifaço: 2.375 produtos brasileiros foram atingidos pela nova tarifa de 25%. Só no agronegócio, a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária estima que o tarifaço deve atingir R$ 4,6 bilhões por ano, o equivalente a 36,5% das exportações do setor para os Estados Unidos. No geral, o governo calcula que o impacto será de 18% das exportações, e que São Paulo e Santa Catarina serão os mais prejudicados. Os dois estados são responsáveis pela exportação de metade dos produtos atingidos pelo tarifaço.
O presidente da Apex, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Laudemir Müller, classificou a medida como um absurdo. A agência funciona como uma ponte entre as empresas brasileiras e o mercado global. Müller disse que para incentivar a busca de compradores alternativos aos Estados Unidos, a Apex vai investir R$ 130 milhões:
"Nós vamos trabalhar e vamos anunciar um plano de diversificação de mercados. Nós reservamos aqui já R$ 130 milhões, que nós vamos trabalhar junto com as nossas 57 entidades do setor privado, com as quais nós temos parceria. Vamos ter uma estratégia de diversificação específica, que a gente vai anunciar já nos primeiros dias de agosto, que a gente já está negociando com os nossos parceiros".
Além de diversificar mercados, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que está conversando com os setores afetados para definir a ampliação do programa de socorro aos exportadores, e que o foco deve ser a oferta de crédito com juros mais baixos. A Confederação Nacional da Indústria propôs ao governo ampliar o programa de incentivo à modernização da indústria. O ministro também reforçou que a lei da reciprocidade poderá ser usada, mas que responder ao tarifaço com retaliação não está nos planos do governo.
"Não cabe falar em retaliação. Retaliação é uma palavra que está fora do nosso escopo, fora do nosso trabalho. Então, portanto, não cabe falar em retaliação. E a reciprocidade tem sido avaliada para ser usada na medida e no tempo correto", afirma Dario Durigan, ministro da Fazenda.
Agro brasileiro estima em mais de 36% o impacto do novo tarifaço de Trump; governo fala em manter diálogo e negociação
Jornal Nacional/ Reprodução
O presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos, manifestou repúdio à decisão do governo dos Estados Unidos. Ele reforçou a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais e disse que a Câmara vai atuar com responsabilidade e firmeza na defesa dos interesses do país.
Em um evento no Rio de Janeiro, após dizer que só vai comentar o tarifaço depois que Donald Trump se manifestar, o presidente Lula disse que vai travar uma guerra sobre a verdade com o presidente americano:
"Porque até agora o Trump não falou do tarifaço. Quem falou do tarifaço foi o pessoal do segundo escalão dele, e o meu pessoal já respondeu hoje. Quando o Trump falar, eu vou falar. Quando ele falar, eu vou falar. De presidente para presidente da República. Eu já falei três vezes ao presidente Trump que o Brasil não tem nenhum interesse de fazer guerra. O Brasil não tem nenhum interesse. Nós aqui somos da paz. Nós somos da paz. Agora, a guerra que eu quero fazer com ele é a guerra da narrativa. É a guerra da verdade. Eu quero provar ao mundo quem é que está dizendo a verdade nessa guerra tarifária entre Brasil e Estados Unidos. Então, ele vai ter que aprender a fazer guerra com outra arma, que é a arma da palavra. E isso nós vamos ter que demonstrar".
O vice-presidente, Geraldo Alckmin, que conduziu grande parte das conversas com os Estados Unidos, disse que o Brasil não vai deixar a mesa de negociação com os americanos. Ele afirmou que até agora não se discutiu especificamente cada ponto, mas que o Brasil vai insistir na redução das tarifas. O vice-presidente deu a declaração em uma entrevista à GloboNews.
"As conversas sempre foram mais genéricas. Elas foram mais genéricas. Mas o fato é que o Brasil tem déficit. Nós vamos trabalhar para reduzir essa tarifa, porque entendemos que ela é injusta e ela é descabida. E vamos trabalhar firmemente por isso. Vamos apoiar os setores afetados. Então, nós vamos apoiar, vamos ouvi-los, vamos chamar todos para ouvi-los e apoiá-los", diz vice-presidente, Geraldo Alckmin.
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