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A guerra acabou? O Estreito de Ormuz vai reabrir? o que se sabe sobre o acordo entre EUA e Irã

G1 (Globo)
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A guerra acabou? O Estreito de Ormuz vai reabrir? o que se sabe sobre o acordo entre EUA e Irã

AI Summary

Trump publicly criticized Netanyahu's decision to strike Beirut, asserting the operation jeopardized US-Iran nuclear negotiations. Trump argued the resulting nuclear accord protects Israel and characterized Netanyahu as difficult and uncooperative. Israel's military leadership responded by reaffirming its control over designated security zones in the region.

Progressive: Progressive-leaning outlets characterize Trump's public criticism as performative political theater, highlighting contradictions between his claims of negotiating a historic accord and his simultaneous focus on personal priorities.

Conservative: Conservative-leaning outlets extensively feature Trump's sharp criticism of Netanyahu and the Israeli strikes, framing the military action as a strategic error that endangered negotiations and reflecting concerns about US-Israeli strategic alignment.

EUA e Irã assinam pré-acordo pelo fim da guerra, diz agência
Estados Unidos e Irã anunciaram no fim de semana que chegaram a um acordo para colocar fim na guerra que travam há mais de três meses no Oriente Médio.
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Mas o anúncio não significa o fim automático do conflito. Pelo contrário: ainda há algumas etapas até o desfecho completo, dúvidas sobre o Estreito de Ormuz e, principalmente, informações conflitantes de ambos os lados.
Veja, abaixo, o que já se sabe e o que ainda falta ser esclarecido sobre o acordo:
É o fim da guerra?
Esse é o intuito final do acordo, segundo as duas partes, mas não, a guerra ainda não acabou. O acordo prevê, inicialmente um cessar-fogo — ou seja, uma trégua nos ataques, e não o fim definitivo deles.
Esse cessar-fogo duraria enquanto as duas partes discutem o ponto-chave das tratativas, ainda em aberto: o futuro do programa nuclear iraniano. O acordo, segundo Teerã, prevê que negociadores dos dois lados chegarão a um consenso em um prazo de até 60 dias.
Aí, sim, a guerra terminaria, se tudo correr conforme o planejado.
Mas o tema é espinhoso, e, por isso, onde EUA e Irã estão mais longe de um consenso. O governo Trump quer que Irã encerre por completo seu programa nuclear, que Washington diz servir para criar armas nucleares — este foi, inclusive, o principal argumento de Trump para atacar o Irã em 28 de fevereiro, dando início à guerra.
Teerã, no entanto, nega e diz que o programa é usado exclusivamente para fins civis.
Quando o acordo foi assinado? E por quem?
Anunciado no domingo (14), o acordo de paz foi assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, seu vice, J.D. Vance, e pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf), que recebeu autorização do líder supremo iraniano para a assinatura. Ghalibaf é ainda o chefe da comitiva de negociadores do Irã e uma das figuras centrais da política do país.
A assinatura, no entanto, foi feita de forma virtual, segundo o governo dos EUA. Os dois países ainda assinarão o termo de forma presencial em uma cerimônia marcada para sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça.
Só então, para o Irã, é que haverá de fato um acordo — por enquanto, Teerã chama o texto virtualmente assinado de memorando de entendimento.
Quando o acordo começa a valer?
De forma prática, o acordo já tem validade — nesta segunda-feira, inclusive, os conflitos no Líbano, que integra o acordo, diminuíram, segundo autoridades.
O Irã, no entanto, não deixou claro se os termos já entraram em vigor. O Hezbollah, grupo terrorista contra quem Israel luta em território libanês, afirmou nesta segunda que Teerã pediu para adiar a assinatura do acordo, que ocorreria neste fim de semana, para sexta-feira com o intuito de observar se os rivais cumpririam os termos ao longo da semana.
A implementação oficial de todas as contrapartidas técnicas e jurídicas também valerá a partir da assinatura presencial na sexta-feira.
Quais os termos do acordo?
Irã anuncia exigências em memorando de entendimento com EUA; veja lista
Oficialmente, os pontos do acordo não foram divulgados. Donald Trump disse que a íntegra do texto deve ser tornado público após a cerimônia presencial de assinatura do acordo, na sexta-feira (19).
Mas a mídia estatal iraniana divulgou alguns trechos do texto que Teerã diz ter sido reivindicações suas aceitas por Washington.
Entre eles, estão:
Um pacto de não agressão mútua envolvendo todas as partes, inclusive Israel e o Líbano;
A reabertura e o livre trânsito nas rotas marítimas comerciais do Oriente Médio;
Discussões de compensações ao Irã por danos de guerra;
A gradual suspensão de sanções financeiras e a retirada de forças de combate dos EUA da região.
Como fica o Estreito de Ormuz?
Europa celebra acordo entre EUA e Irã, mas faz alerta sobre armas nucleares
Reprodução/TV Globo
Neste ponto, ambos os lados disseram que o Estreito de Ormuz, que se tornou o grande ponto de tensão da guerra, será reaberto de forma imediata. Da mesma forma, Donald Trump afirmou já ter ordenado o levantamento do bloqueio naval que navios da Marinha dos EUA fazem na entrada do estreito, impedindo a passagem de navios que comercializem com portos iranianos na região.
Mas o consenso termina por aí: nesta segunda-feira (17), Trump disse inclusive que o tráfego de navios no canal já havia começado a se mexer após o anúncio. Mas o Irã, que controla, na prática, a movimentação de navios em Ormuz, não confirmou.
Além disso, o Ministério da Defesa do Irã também anunciou que passará a cobrar uma "taxa de serviço" aos navios que cruzarem o estreito, apesar de Donald Trump ter afirmado que o acordo proíbe a instauração de um pedágio no tráfego local de embarcações.
Como fica o enriquecimento de urânio no Irã?
Um desfecho sobre esse ponto foi adiado e será debatido durante o cessar-fogo, no âmbito do programa nuclear. Interlocutores disseram a agências de notícias que ambas as partes usaram esse recurso para conseguir anunciar o fim da guerra agora.
Washington quer o desmantelamento total do enriquecimento de urânio — procedimento feito para criar materiais nucleares. Trump disse que sua equipe de negociadores exigiu que uma equipe independente entre no Irã e escave todo o material nuclear e envie o urânio já enriquecido em território iraniano para fora do país, possivelmente para a Rússia, que já se ofereceu para receber o material.
Mas Teerã, de momento, se opõe.
Como ficam as sanções ao Irã?
Os EUA concordaram em relaxar e aliviar as sanções econômicas, mas de forma gradativa e condicionada ao cumprimento do acordo.
O objetivo de Teerã é conseguir restabelecer a exportação de petróleo, atualmente proibida pelas sanções do Ocidente, para recuperar sua economia severamente castigada por mais de três meses de conflito.
Como fica o conflito no Líbano?
Este é um dos pontos onde há menos consenso, pelo menos entre Israel e as outras partes.
O anúncio oficial do acordo feito pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, destacou que o encerramento permanente das operações militares inclui a frente no Líbano.
O fim dos ataques de Israel em território libanês é inclusive uma exigência direta de Teerã para assinar o acordo. Isso porque o Irã é aliado e financia o Hezbollah, alvo dos ataques de Israel no Líbano. O grupo terrorista atacaou o território israelense dias após o início do conflito, quando EUA e Israel bombardearam o Irã.
Nesta segunda-feira, Benjamin Netanyahu disse inclusive que suas tropas permanecerão nas "zonas de segurança", espaços ocupados por Israel dentro do território israelense "até que seja necessário".
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