오픈뉴스백과
세계의 오늘한국의 오늘피드
뉴스
AI 브리핑전체 뉴스진영별 의제회사정부과학학술용어사전뉴스로 배우기
커뮤니티제보
...

오픈뉴스백과

집단지성 기반 뉴스 검증 플랫폼. 다양한 시각으로 뉴스를 이해합니다.

서비스

세계의 오늘한국의 오늘뉴스정부과학학술용어사전소개

법적 고지

개인정보처리방침이용약관콘텐츠 이용 안내

문의

이메일 문의

본 플랫폼에서 제공하는 뉴스 콘텐츠의 저작권은 각 언론사에 있으며, 무단 복제 및 배포를 금지합니다.

RSS 피드를 통해 수집된 콘텐츠는 각 원저작자의 라이선스 조건을 따릅니다. 오픈 라이선스(CC-BY 등) 콘텐츠는 해당 라이선스에 따라 출처를 표기합니다.

오픈뉴스백과는 뉴스 집계 및 검증 플랫폼으로, 개별 기사의 내용에 대한 책임은 해당 언론사에 있습니다.

이용자가 작성한 피드백, 팩트체크, 독자 제보 등의 콘텐츠에 대한 책임은 해당 작성자에게 있습니다.

콘텐츠 제거 요청: contact@opennewspedia.com

© 2026 오픈뉴스백과 (OpenNewsPedia). All rights reserved.

뉴스 목록
관련 뉴스33건4개 미디어
진보 성향 33%중도 성향 67%
보수 성향 미디어 보도 없음
G1 (Globo)
G1 (Globo)
EL PAÍS (español)
Federal Register Notices
Libération
세계
중도 성향

Biólogos encontram antidepressivo no cérebro de tubarões do litoral do Rio de Janeiro

G1 (Globo)
조회 0
Biólogos encontram antidepressivo no cérebro de tubarões do litoral do Rio de Janeiro

Tubarão filmado no Rio
Reprodução/Macau Dive
A sertralina é o antidepressivo mais prescrito do Brasil. Em 2025, as vendas de antidepressivos e estabilizadores de humor cresceram 11% em relação ao ano anterior.
Um levantamento nacional indica que 18,6% mais brasileiros usaram medicamentos para saúde mental entre 2022 e 2024.
O que poucos sabem é que parte dessas pílulas percorre um segundo caminho depois de metabolizada pelo organismo: sai pela urina, entra no esgoto e vai direto para o mar.
E no Rio de Janeiro, além de toda a beleza do mar, também tem tubarões.
O encontro que ninguém esperava
O Projeto EcoShark, coordenado por mim, Mariana Batha Alonso, professora do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ, monitora a saúde de tubarões na costa fluminense desde 2018. Essa investigação contou também com outros cientistas como José Neto e Victor Alves, e é uma iniciativa pioneira sobre contaminantes emergentes em elasmobrânquios.
Biólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense.
Arquivo pessoal
Ainda a ser publicado, mas já compartilhado no âmbito da UFRJ, o estudo identificou a sertralina — o ingrediente ativo do Zoloft e de dezenas de genéricos — no tecido cerebral de tubarões-martelo (Sphyrna lewini e S. zygaena), classificados como espécies criticamente ameaçadas de extinção (IUCN, Ibama)
Tubarões-martelo foram capturados acidentalmente em redes de pesca no Recreio, Barra da Tijuca e Copacabana – graças a uma parceria entre pescadores e pesquisadores da UFRJ. Como predadores de topo, eles bioacumulam tudo o que está na cadeia alimentar, na água e no sedimento. E, cada vez mais, o que sobra nessa cadeia são os resíduos da nossa medicina.
A rota do remédio
Como um antidepressivo humano chega ao cérebro de um tubarão? O caminho é menos surpreendente do que parece.
Uma pessoa quando toma sertralina, o organismo metaboliza grande parte do fármaco no fígado. A sertralina pode ser excretada inalterada ou metabolizada e ambos alcançam os sistemas de esgoto.
As estações convencionais de tratamento de esgoto foram projetadas principalmente para remover matéria orgânica, nutrientes e microrganismos. E a remoção de compostos farmacêuticos costuma ser incompleta. Por isso, resíduos de antidepressivos e seus metabólitos são detectados em efluentes tratados e em ambientes aquáticos.
No estado do Rio de Janeiro, apenas cerca de 47% do esgoto gerado era efetivamente tratado, segundo dados recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).
Parte significativa do esgoto é lançada no oceano pelos emissários submarinos de Ipanema e da Barra da Tijuca. Com tratamento preliminar, esses sistemas não removem fármacos, liberando moléculas no ambiente costeiro, absorvidas por peixes e invertebrados marinhos diretamente da água ou da alimentação.
Em tubarões, diversos contaminantes se acumulam em tecidos específicos, especialmente no fígado. No caso da sertralina, sua afinidade por tecidos ricos em lipídios e pelo sistema nervoso pode ajudar a explicar sua detecção no cérebro dos animais.
Não é um caso isolado
iólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense.
Arquivo pessoal.
O Rio de Janeiro não está sozinho nesse mapa. Em março de 2026, um estudo publicado na revista Environmental Pollution revelou que 28 de 85 tubarões amostrados próximos à ilha de Eleuthera (Bahamas), apresentaram concentrações detectáveis de cocaína, cafeína e analgésicos no sangue.
Pesquisadores brasileiros testaram amostras e encontraram antibióticos e opioides em tubarões. O achado mudou a percepção: se drogas aparecem em tubarões de uma ilha caribenha com baixa densidade urbana, o que esperar dos que nadam a menos de 1 km das praias do Rio? O estudo também detectou alterações fisiológicas nos animais, sugerindo que essas substâncias podem afetar sua bioquímica.
Por que o cérebro do tubarão é o problema
A sertralina, que age sobre a serotonina no cérebro humano, foi detectada no tecido cerebral de tubarões. Isso remete à exposição e bioacumulação. Como esse transportador de serotonina é muito semelhante entre vertebrados, a droga poderia teoricamente interagir com proteínas de animais. Mas atenção: a detecção, por si só, ainda não permite afirmar que houve alteração comportamental ou fisiológica nos bichos.
A ciência já sabe: em laboratório, zebrafish expostos a 0,1 µg/L de sertralina – concentração achada em águas costeiras – desenvolveram hipolocomoção e retardo no aprendizado, com alterações no sistema serotoninérgico.
O que ainda não se sabe – e é a pergunta que o EcoShark tenta responder – é o que esses compostos fazem com um elasmobrânquio. Tubarões têm neuroquímica distinta dos peixes ósseos, mais parecida com a dos mamíferos. A resposta, por ora, é um ponto de interrogação com uma centena de quilos.
Uma pergunta que não pode ser ignorada
O Brasil registra o maior índice de letalidade de incidentes com tubarões no mundo. Em 2021, a taxa de mortalidade registrada chegou a 30% — comparado a 1% nos Estados Unidos e 14% na Austrália.
Não, não estamos sugerindo que antidepressivos nos oceanos causem ataques. Mas a pergunta que a ciência tem a obrigação de fazer é outra: se essas drogas, em concentrações relevantes, alteram o comportamento de peixes em laboratório, o que realmente acontece com tubarões cronicamente expostos a elas nas zonas costeiras mais poluídas do mundo?
O que está em jogo além do óbvio
A descoberta de sertralina no cérebro de tubarões-martelo do Rio de Janeiro toca em três crises que o Brasil ainda trata como separadas.
A primeira é a crise de saúde mental. O consumo de antidepressivos no Brasil cresceu 12,4% entre adultos de 29 a 58 anos no período de 2023 a 2025. Esse crescimento não é um problema em si. É um avanço no diagnóstico e no acesso ao tratamento. Mas cada comprimido tem um segundo destino que não está sendo monitorado.
A segunda é a crise de saneamento. Enquanto cerca de metade do esgoto fluminense segue sem tratamento capaz de remover compostos farmacêuticos, o oceano continuará funcionando como receptor da nossa farmácia doméstica.
A terceira crise é a da conservação: o tubarão-martelo, espécie criticamente ameaçada, é essencial para o equilíbrio marinho – sua presença regula e estabiliza a cadeia trófica. Alterar a neuroquímica desse animal é um experimento involuntário e sem controle.
O que precisa mudar
Três ações são urgentes e não se excluem. Os protocolos de monitoramento ambiental do Brasil precisam incluir o rastreamento sistemático de fármacos em tubarões, raias e cetáceos. A metodologia já existe – são os projetos EcoShark e EcoDELFIS. O que falta? Financiamento continuado e uma política pública que valorize e reconheça os medicamentos como poluentes emergentes.
As estações de tratamento de esgoto do país precisam ser modernizadas para remover micropoluentes farmacêuticos.
O financiamento à pesquisa de ecotoxicologia marinha precisa ser ampliado. O Brasil tem uma costa de quase 8 mil quilômetros, uma das maiores biodiversidades do planeta e, agora, tubarões com antidepressivos no cérebro.
A sertralina foi criada para aliviar o sofrimento humano. Que ela chegue ao sistema nervoso de um predador a poucos quilômetros de Copacabana é o registro mais preciso de até onde essa geração deixa suas marcas.
As pesquisas foram financiadas pelo PIBIC-UFRJ, Capes e Faperj. A realização do SubProjeto EcoShark dentro do Projeto de Pesquisa Marinha e Pesqueira foi uma medida compensatória estabelecida pelo Termo de Ajustamento de Conduta de responsabilidade da empresa PRIO, conduzido pelo Ministério Público Federal – MPF/RJ.
Leonardo Vazquez recebeu financiamento da FAPERJ/CNPQ
Mariana Batha Alonso recebeu financiamento através do FUNBIO pelo SubProjeto EcoShark dentro do Projeto de Pesquisa Marinha e Pesqueira é uma medida compensatória estabelecida pelo Termo de Ajustamento de Conduta de responsabilidade da empresa PRIO, conduzido pelo Ministério Público Federal – MPF/RJ
LEIA TAMBÉM: Por que dominar 'agachamento asiático' é fundamental para a saúde
Agora no g1 ...

전문 보기

이 뉴스, 독자들은 어떻게 느꼈나요?

첫 반응을 남겨보세요

로그인하면 감정 반응에 참여할 수 있어요.

공식 발표 ↔ 진영별 보도

진보 성향 3%중도 성향 97%
1건31건
보수 성향 미디어 보도 없음
공식 발표 (1건) — 공공 라이선스 원문 직접 열람
진보 성향1
중도 성향31
보수 성향0

보도 없음

관련 뉴스 제보는 로그인 후 가능합니다.

'world' 카테고리 뉴스

Over 200,000 PUV drivers receive cash aid in Calabarzon – DSWD

Philippine Daily Inquirer

PCSO: No jackpot winners in June 16 lotto draws

Philippine Daily Inquirer

Cordillera inflation in May slows down to 6.8 percent

Philippine Daily Inquirer

G1 Globo의 다른 기사

Menina de 8 anos com problemas cardíacos morre em UPH de Sorocaba à espera de vaga de UTI

G1 (Globo)

Mulher espancada pelo ex-noivo em BH recebe de hospital

G1 (Globo)

Festival Internacional de Música de Campina Grande 2026 divulga programação

G1 (Globo)

피드백

피드백을 남기려면 로그인해 주세요.

🇺🇸Federal Register Notices

Masuu Global Solutions LLC, U.S. Agent for Extrovis AG, et al.; Withdrawal of Approval of 11 Abbreviated New Drug Applications; Correction

🇫🇷Libération

Remboursement des médicaments anti-obésité : un coût a minima pour l’Assurance maladie ?

🇧🇷G1 (Globo)
보는 중

Biólogos encontram antidepressivo no cérebro de tubarões do litoral do Rio de Janeiro

🇧🇷G1 (Globo)

Desenrola 2.0: trabalhadores já solicitaram R$ 3,88 bilhões do FGTS para abatimento de dívidas

🇧🇷G1 (Globo)

Juros elevados fortalecem busca por alternativas de crédito

🇧🇷G1 (Globo)

Juros elevados impactam decisões de compra em Foz do Iguaçu

🇧🇷G1 (Globo)

Caneta de semaglutida brasileira chega às farmácias com preços a partir de R$ 452

🇧🇷G1 (Globo)

Menina de 1 ano desaparece em fazenda de Goiás

🇧🇷G1 (Globo)

Do peso ao vício: os múltiplos efeitos das canetas emagrecedoras

🇪🇸EL PAÍS (español)

La obesidad más allá del espejo y la báscula: qué no estamos entendiendo

🇧🇷G1 (Globo)

Nova diretriz internacional coloca semaglutida e tirzepatida como primeira opção no tratamento da obesidade

🇧🇷G1 (Globo)

Vício em bets: grupo de apoio de jogadores anônimos da BA aponta aumento de integrantes após indicações de inteligência artificial

🇧🇷G1 (Globo)

Queda de 0,42% do Ibovespa destoa do bom desempenho das bolsas estrangeiras

🇧🇷G1 (Globo)

Quer plantar uma árvore? Veja quais espécies podem (ou não) ser plantadas na capital mais arborizada do Brasil

🇧🇷G1 (Globo)

Consumidores de Londrina buscam mais poder de compra para imóveis e veículos

🇧🇷G1 (Globo)

Planejamento financeiro ganha força entre consumidores de Londrina

🇧🇷G1 (Globo)

Planejamento financeiro ganha força entre consumidores de Foz do Iguaçu

🇧🇷G1 (Globo)

Trabalhadores ganham aposentadoria especial sem idade mínima? Entenda

🇧🇷G1 (Globo)

Aposentadoria especial: direito pode existir sem que o trabalhador saiba

🇧🇷G1 (Globo)

Brasileiros no exterior precisam planejar aposentadoria para evitar perdas

🇧🇷G1 (Globo)

Consumidores de Foz buscam mais poder de compra para imóveis e veículos

🇧🇷G1 (Globo)

Consórcio Crédito em Dobro ganha espaço entre consumidores de Foz do Iguaçu

🇧🇷G1 (Globo)

ONG leva atendimento odontológico gratuito a comunidades de Cametá, no Pará

🇧🇷G1 (Globo)

Por que dominar 'agachamento asiático' é fundamental para a saúde

🇧🇷G1 (Globo)

Consórcio Crédito em Dobro ganha espaço entre consumidores de Londrina

🇧🇷G1 (Globo)

Consórcio Crédito em Dobro ganha espaço entre consumidores de Londrina

🇧🇷G1 (Globo)

Veja 5 pontos da nova lei que protege árvore símbolo da capital mais arborizada do Brasil

🇧🇷G1 (Globo)

Bebê de 6 meses com doença rara vive em UTI desde que nasceu e aguarda por home care

🇧🇷G1 (Globo)

Violência contra idosos em Santos tem 60% dos casos registrados dentro de casa

🇧🇷G1 (Globo)

Bebê prematuro de Petrópolis é transferido para cirurgia cardíaca no RJ

🇧🇷G1 (Globo)

Como escolher uma descupinizadora em São Paulo? Saiba tudo

🇧🇷G1 (Globo)

Justiça manda União fornecer remédio de R$ 3,5 milhões a menino com distrofia muscular de duchenne no PI

🇧🇷G1 (Globo)

Adolescente é apreendida por suspeita de matar outra em Angra dos Reis