President Prabowo stresses safeguarding state wealth for welfare
Indonesian President Prabowo Subianto stressed the importance of safeguarding the nation's wealth to ensure decent ...
"STRESS" · 중립 · 총 652건
필터 보기현재 지수
50.3
0 = 부정 우세
50 = 중립
100 = 긍정 우세
최근 7일 기준 85,132건을 분석한 결과, 뉴스 심리지수는 50.3(균형)입니다. 긍정 4,306건(5.1%)·중립 78,811건(92.6%)·부정 2,015건(2.4%)이며, 중립 비중이 뚜렷하게 높습니다. 성향 지수는 종합 15.0(중도 균형)입니다.
Indonesian President Prabowo Subianto stressed the importance of safeguarding the nation's wealth to ensure decent ...
SUNGAI PETANI, June 7 — Prime Minister Datuk Seri Anwar Ibrahim has stressed that community leaders must have a hi...
Nepal's Foreign Minister Shisir Khanal on Sunday called for a stronger development-oriented partnership with India, stressing on the revival of dormant bilateral mechanisms and high-level political exchanges to resolve issues such around boundary. During his visit, discussions covered trade, connectivity, energy, water resources, and people-to-people ties, with a focus on economic growth and innovation.
A free “boshalte” forest stop shuttle service is starting in June 2026 in Utrecht, running every Sunday between Domplein in Utrecht and Landgoed Beerschoten in De Bilt, as organizers aim to reduce
Maharashtra farmers welcomed relaxed onion procurement rules but demand a minimum support price of Rs 3,000 per quintal, stating current rates of Rs 1,580 are below production costs. They seek transparent procurement and compensation for past losses, arguing that rule changes alone won't resolve their financial distress.
Fernanda Silmara transformou a própria experiência em um projeto de impacto social Pedro Trindade/Inter TV Cabugi O barulho da chuva não era apenas som dentro da casa da potiguar Fernanda Silmara. Era aviso. Quando começava a chover, a família arrastava colchões, desviava baldes das goteiras e tentava proteger o pouco que tinha da água que atravessava o telhado. “Não era vergonha de ser pobre”, relembra ela, hoje com 30 anos. “Era vergonha do mofo, do cheiro forte e das goteiras. Era como se, a qualquer momento, aquela casa pudesse machucar a gente”, lembra Fernanda, que se formou em engenharia civil. Mas essa forma de se relacionar com o ambiente onde vivia mudou em 2017, quando a própria casa foi reformada. “Foi aí que comecei a entender que construção civil não é só obra. É transformação social”, diz. A partir dessa experiência, ela criou a ReforAMAR, associação sem fins lucrativos que realiza reformas em casas e espaços comunitários em situação de vulnerabilidade no Rio Grande do Norte. Desde a criação da ONG, em 2018, já foram realizadas 68 reformas em casas e instituições sociais. Dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, cinco já receberam ação da ReforAMAR: Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Macaíba. Todos na Grande Natal, região Leste do estado. Em média, cerca de dez obras são executadas por ano, embora esse número varie conforme a captação de recursos. Em 2025, por exemplo, a organização conseguiu realizar aproximadamente 20 reformas sociais. Ainda assim, a fila cresce mais rápido do que a capacidade de atendimento. Hoje, mais de 300 famílias aguardam por uma reforma. Algumas estão cadastradas desde 2018. Entre a reforma e a dignidade Antes e depois da reforma no banheiro de Geilza França, contemplada com a ação da ONG Cedidas/ReforAmar Os relatos das famílias atendidas ajudam a traduzir o impacto das obras para além da estrutura física. Uma das reformas beneficiou uma família que não possuía banheiro dentro de casa. Havia apenas um espaço improvisado no quintal, com vaso quebrado e sem instalação adequada. “Quando entraram na casa reformada, a primeira coisa que quiseram ver foi o banheiro”, lembra Fernanda. “E aquilo mexeu muito comigo, porque para muitas pessoas banheiro é algo tão básico que nem percebem o privilégio que têm”. Essa sensação de pertencimento também aparece no relato de Geilza Lidiele França, de 33 anos e mãe de dois filhos. Ela mora há cerca de 12 anos na mesma casa com o marido, que é o único a ter renda em casa. Ele trabalha como moto entregador e fatura mensalmente cerca de um salário mínimo. “Hoje eu tenho um ambiente mais iluminado, eu tenho um ambiente mais protegido, não tem mais goteira, que era meu principal problema. Meu banheiro foi totalmente reformado e ficou a coisa mais linda do mundo”, relata. “Hoje em dia tomar banho é a maior alegria do mundo, porque (o banheiro) está tão lindo. Você fica feliz em estar dentro da sua casa”. Severina Madureira Nogueira, de 61 anos e aposentada que recebe um salário mínimo por mês, também foi beneficiada. Antes da reforma, ela morava de favor por não conseguir recuperar a própria residência, que considerava praticamente inabitável. Quando recebeu a notícia de que havia sido contemplada, espalhou a informação para toda a família. “Minha casa hoje é um palácio à vista do que estava antes. O povo passa em frente aqui em casa e diz: ‘que coisa linda!’ É muita emoção ver minha casa tão bonitinha do jeito que está”. Para a assistente social Walba Alves de Melo, os impactos também atingem a saúde emocional e as relações familiares. “São três pontos: insegurança, estresse e conflitos”, afirma. “A coabitação em espaços reduzidos, muitas vezes superlotados e sem privacidade, transforma o ambiente doméstico em um local de tensão contínua”. Segundo ela, a moradia influencia diretamente a autoestima e o sentimento de pertencimento. “A casa é mais que abrigo. Ela é extensão da identidade. Quando a moradia é indigna, a pessoa não separa a condição da casa da condição dela mesma. Discutir habitação não é apenas falar de construção civil ou infraestrutura, mas também de cuidado, cidadania, saúde, inclusão e justiça social”. Para a presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Norte (CAU-RN), Patrícia Luz, a precariedade habitacional vai além da estrutura física da moradia. “Quando uma família vive em uma casa com infiltração, mofo, goteiras ou em áreas sujeitas a desabamentos, estamos falando da violação de um direito básico”, afirma. “Moradia adequada não deve ser vista como privilégio, mas como um direito que precisa ser garantido com responsabilidade social e compromisso com a sustentabilidade ambiental”. A presidente em exercício do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Ana Adalgisa, destaca a necessidade de políticas públicas permanentes. “Um dos grandes desafios hoje do Brasil e do Rio Grande do Norte é o direito à moradia de qualidade para população”, afirma. “A gente precisa ter uma política habitacional que pense a sustentabilidade, que tenha infraestrutura básica e que seja pensada urbanisticamente”. As condições de moradia no RN Problemas estruturais em casas antes delas serem atendidas pela ONG ReforAMAR Cedidas/ReforAmar Os números ajudam a dimensionar o problema. Segundo estudo da Fundação João Pinheiro com base em dados do IBGE, o Rio Grande do Norte registrava, em 2023, déficit habitacional de 99.623 moradias, o equivalente a 7,82% dos domicílios do estado. Os indicadores mais recentes mostram que a precariedade vai além da falta de casas. Em 2025, o estado tinha 58 mil domicílios com paredes sem revestimento; 21% possuíam piso de cimento; 71,1% tinham telhado sem laje; e quase 55% não eram atendidos pela rede geral de esgotamento sanitário. Em cerca de 12% das residências, a água chegava apenas entre um e três dias por semana. Na prática, esses dados representam milhares de famílias convivendo diariamente com infiltrações, improvisos sanitários, risco de doenças e insegurança dentro do próprio lar. Precariedade habitacional no RN IA Um modelo que nasce da experiência pessoal e vira estrutura de impacto Bazar funciona em um espaço cedido por uma empresa de construção. A localização fica na Zona Sul de Natal Pedro Trindade/Inter TV Cabugi A ReforAMAR estruturou sua atuação em três frentes conectadas: reformas habitacionais, capacitação profissional e geração de receita. A proposta é criar um modelo capaz de sustentar o impacto social sem depender exclusivamente de doações. Um dos pilares é o bazar solidário, criado em 2022 em um espaço cedido por uma empresa da construção civil no bairro de Candelária, em Natal. O local comercializa móveis, eletrodomésticos, roupas e utensílios doados, arrecadando em média R$ 12 mil por mês, com pico de R$ 18 mil. A ONG também capta recursos por meio de editais, parcerias com empresas, oficinas, eventos beneficentes, rifas, vaquinhas e doações recorrentes. Além de financiar projetos, o bazar fortalece a economia circular. Em quatro anos, cerca de 22 mil itens, o equivalente a 150 toneladas de materiais, foram reaproveitados por meio de revenda social, doações ou utilização direta nas reformas. Parte dos produtos é destinada às famílias atendidas, enquanto a outra é vendida a preços acessíveis. Entre 2022 e maio de 2026, mais de 100 famílias em situação de vulnerabilidade adquiriram móveis e eletrodomésticos por valores simbólicos. Entre os itens mais recebidos estão sofás, camas, guarda-roupas, portas, janelas, geladeiras, fogões e máquinas de lavar, muitos deles reutilizados nas obras. A organização também mantém parcerias voltadas ao reaproveitamento e à logística reversa, incluindo a triagem de eletrodomésticos e eletrônicos sem condições de uso para reaproveitamento de peças e descarte adequado. Hoje, a ReforAMAR opera com um custo médio mensal de R$ 55 mil, valor que inclui reformas, equipe, logística, materiais e capacitações. Cada obra custa, em média, R$ 40 mil e pode durar até quatro meses. Os números ajudam a explicar a demanda pelo projeto. Em 2025, o custo médio do metro quadrado da construção civil no Rio Grande do Norte chegou a R$ 1.808,67, segundo o SINAPI. No mesmo ano, o salário mínimo era de R$ 1.518. Já em 2024, 70,1% da população potiguar vivia com até um salário mínimo, o equivalente a sete em cada dez pessoas, de acordo com o IBGE. “Muitas famílias falam: ‘eu jamais teria condições de reformar essa casa’”, relata Fernanda. “Porque as pessoas às vezes olham e pensam: ‘ah, mas ela trabalha’. Só que ter trabalho não significa conseguir reformar uma casa”. Um negócio de impacto social Para Mona Nóbrega, gerente de Negócios de Impacto do Sebrae RN, a ReforAMAR combina geração de receita e impacto social. “A ReforAMAR alinha geração de receita com resolução de um problema social através de reformas subsidiadas para pessoas em situação de vulnerabilidade”, explica. “Essa modelagem de múltiplas fontes de monetização permite crescimento financeiro e ampliação do impacto positivo”. Segundo ela, o bazar é peça central dessa estratégia. “A economia circular vira produto para gerar recursos suficientes para investir nas reformas”, afirma. “Objetos e móveis que seriam descartados passam a ter nova vida útil e ajudam a financiar moradia digna”. Mona destaca ainda que esses modelos ampliam o acesso a soluções para pessoas em situação de vulnerabilidade. “Pessoas em situação de vulnerabilidade muitas vezes passam a vida inteira em moradias precárias sem serem vistas como público-alvo de soluções públicas ou privadas”, afirma. “O empreendedorismo social consegue criar modelos mais acessíveis porque nasce, muitas vezes, da vivência direta desses problemas”. A trajetória da ReforAMAR reflete justamente essa realidade: um projeto de impacto criado por uma mulher que transformou a própria experiência em ação social. A história da ONG também acompanha o avanço do empreendedorismo feminino no Rio Grande do Norte. Dados do Sebrae mostram que o número de empresas com mulheres no quadro societário cresceu 78,6% nos últimos seis anos, passando de 79.658 para 142.273. Hoje, 45% das empresas potiguares têm participação feminina entre os sócios. Na construção civil, porém, elas ainda representam apenas 17,5% dos negócios, o menor percentual entre os setores econômicos do estado. Mulheres nos pequenos negócios do RN IA Capacitação, renda e expansão do modelo Entre outubro de 2025 e maio de 2026, a ReforAMAR capacitou 50 pessoas LGBTQIA+ em um curso gratuito de elétrica, hidráulica, pintura, marcenaria e empreendedorismo. A iniciativa busca ampliar oportunidades de renda em um setor com alta demanda por mão de obra qualificada. Dos participantes, três ingressaram na construção civil durante a formação. Além do ensino técnico, os alunos recebem orientação sobre formalização profissional, MEI e captação de clientes. A capacitação integra a estratégia da ONG de combinar geração de renda e impacto social, enquanto parte da arrecadação financia reformas para famílias em situação de vulnerabilidade. O fortalecimento da ReforAMAR contou com o apoio do Sebrae RN, por meio dos programas Regenera, Pré-Acelera e Acelera. “O Sebrae ajudou a gente a enxergar o bazar não apenas como um espaço de arrecadação, mas como uma estratégia de sustentabilidade financeira e economia circular”, afirma Fernanda. “Conseguimos entender melhor como transformar a capacitação profissional em uma ferramenta real de geração de renda, empregabilidade e impacto social”. Hoje, a ONG afirma ter um modelo mais estruturado de sustentabilidade, principalmente por meio do bazar, mas ainda depende de parcerias e doações para ampliar suas atividades. ReforAMAR e a missão de transformar lugar em lar ReforAMAR cumpre a missão de transformar lugar em lar Cedidas/ReforAmar A experiência da ReforAMAR mostra que o problema da moradia vai além da falta de casas e envolve também aspectos emocionais, econômicos e sociais. A iniciativa aposta no empreendedorismo social como alternativa para combinar assistência, geração de renda, economia circular e capacitação profissional. “Uma casa digna muda como a pessoa se vê e como ela acredita que merece viver”, resume Fernanda. Para muitas pessoas, uma descarga funcionando é apenas um detalhe cotidiano. Para algumas famílias atendidas pela ReforAMAR, foi a primeira vez que um banheiro deixou de ser improviso para virar dignidade. O que a ONG tenta reconstruir não é apenas paredes. É a sensação de finalmente poder chamar um lugar de “meu lar”. Serviço da ReforAMAR Endereço: Rua Aguinaldo Gurgel Júnior, 424, bairro Candelária, Natal - RN Funcionamento presencial: sexta-feira e sábado, das 9h às 15h. Funcionamento online: de terça-feira a sábado, das 9h às 15h. WhatsApp: (84) 98820-2018 Bazar ReforAmar IA
O filão da menopausa – e, principalmente, da perimenopausa – bate na casa das centenas de bilhões de dólares em consultas, medicamentos, procedimentos, produtos e serviços, como eu havia apontado em meu livro: Menopausa – o momento de fazer as escolhas certas para o resto da sua vida. O problema é que, como em toda corrida ao ouro, não há somente gente bem-intencionada nesse mercado que explodiu nos últimos anos. É ótimo que tenha aumentado a conscientização sobre essa fase e a segurança de tratamentos como a terapia de reposição hormonal (TRH). Entretanto, à medida que um número crescente de mulheres se depara com informações enganosas nas redes sociais, especialistas alertam que algumas possam ser levadas a conclusões falsas, capazes de mascarar dificuldades reais de saúde subjacentes. Paula Briggs: “Vejo coisas absurdas no Instagram, como mulheres na faixa dos 30 anos sendo instruídas a exigir reposição hormonal se não conseguirem dormir ou se estiverem sofrendo com enxaquecas” Divulgação “Todo mundo acha que está na menopausa”, ironizou a médica Paula Briggs, membro da Sociedade Britânica de Menopausa, ao jornal The Guardian. “Estamos vendo mulheres cada vez mais jovens demandando terapia de reposição quando o que precisam é de contracepção hormonal, já que ainda estão férteis”, completou. De acordo com a entidade, mais de 80% das mulheres estarão na menopausa até os 54 anos – o que significa que não menstruam há 12 meses – com cerca de 5% atingindo tal marco antes dos 45 anos. Antes disso, vem a perimenopausa, que pode durar meses ou anos, período marcado por níveis hormonais flutuantes e sintomas com o potencial de afetar a qualidade de vida. Briggs afirmou que a desinformação em torno da perimenopausa é preocupante: “Vejo coisas absurdas no Instagram, como mulheres na faixa dos 30 anos sendo instruídas a exigir reposição hormonal se não conseguirem dormir ou se estiverem sofrendo com enxaquecas; ou sendo orientadas a buscar tratamento com testosterona, quando é indispensável avaliar se há indicação para o caso. As mulheres produzem sua própria testosterona ao longo da vida, mesmo as que não têm ovários, então a ideia de que todo mundo tem que usar testosterona é uma loucura”. Channa Jayasena, especialista em endocrinologia reprodutiva no Imperial College London, também expressou preocupação. “Acho que muitos médicos ignoram completamente o quão debilitantes podem ser os sintomas. No entanto, há o risco de algumas mulheres serem rotuladas incorretamente como estando na perimenopausa quando têm outros problemas de saúde”. Janice Rymer, professora de obstetrícia e ginecologia do King´s College London, concorda: “Se você está menstruando regularmente de forma natural, então não está na perimenopausa. Simples assim. Atualmente, existe uma percepção de que qualquer queixa entre os 40 e 60 anos se deve à perimenopausa ou à menopausa e que a TRH é imprescindível. A reposição é maravilhosa, mas não para quem não precisa dela”, resumiu. Ambos ressaltam que a desinformação pode levar mulheres ainda férteis a interromper o uso de contraceptivos, por acharem que não são mais necessários. Nos EUA, médicos também vêm fazendo alertas sobre o marketing agressivo de produtos e suplementos que anunciam grandes promessas sem evidências científicas. Quem está nessa faixa etária já deve ter percebido: loções, séruns e máscaras de LED que garantem rejuvenescer o rosto e o pescoço; suplementos alimentares que afirmam fazer de tudo, de melhorar o humor a aliviar as ondas de calor; aparelhos que prometem neutralizar os sintomas. Em entrevista à CNN, Nanette Santoro, professora de ginecologia e obstetrícia na Universidade do Colorado Anschutz, recomendou: “Antes de gastar dinheiro em produtos, é importante que as mulheres conversem com seus médicos sobre o que foi comprovado que ajuda, e o que pode ser prejudicial. Realmente vale a pena ser muito, muito, muito cética”. Adriane Fugh-Berman e Patricia Bencivenga, respectivamente diretora e gerente de projetos especiais no PharmedOut – organização ligada ao Centro Médico da Universidade de Georgetown cujo foco é investigar e expor as táticas de marketing da indústria farmacêutica – publicaram artigo na revista STAT no qual acusam o mercado de “vender a mentira de que as mulheres são governadas por seus hormônios”. Segundo as autoras, há uma expansão da medicalização da menopausa para a faixa dos 30 anos, sob o argumento de que os hormônios estão começando a ficar descontrolados e arruinarão sua saúde: cognitiva, física e mental. “Artigos recentes e conversas aparentemente intermináveis nas redes sociais atribuem à perimenopausa todos os sintomas possíveis associados ao estresse, à maternidade, ao esgotamento (burnout), à depressão e ao envelhecimento normal. Também enquadram essa perspectiva como uma questão feminista. Na verdade, é exatamente o oposto. O enquadramento da perimenopausa como uma longa e assustadora na montanha-russa física e emocional, causada por nossos hormônios instáveis, está sendo moldado por influenciadores e médicos que estão não apenas transformando a meia-idade em doença, mas, invariavelmente, vendendo algum produto ou serviço”, escreveram. Fugh-Berman e Bencivenga defendem que a maioria dos sintomas atribuídos à perimenopausa pode ser simplesmente decorrente do envelhecimento. Em 1994, pesquisadores holandeses compararam os sintomas na meia-idade entre homens e mulheres e descobriram que, exceto pelo suor excessivo, havia mais semelhanças do que diferenças entre os gêneros. Em 2018, cientistas coreanos encontraram resultados similares: tanto eles quanto elas apresentavam queixas como esquecimento, suor, diminuição do desejo sexual e aumento da circunferência da cintura na meia-idade. “Se aceitarmos a lista de 100 sintomas atribuídos à perimenopausa, e que essa fase começa em algum momento na faixa dos 30 anos e dura até a menopausa, na idade média de 52 anos, então aceitamos a ideia de que as mulheres são vítimas indefesas de hormônios erráticos durante a maior parte ou a totalidade de suas vidas adultas. A narrativa ajuda o faturamento dos fabricantes, manipuladores e distribuidores de medicamentos e suplementos, mas não é baseada em evidências. E alimenta o clichê misógino de que não se pode confiar nas mulheres por causa de seus hormônios”, enfatizam as autoras, lembrando que adotar um estilo de vida saudável, zelar pela saúde mental e cultivar uma rede de apoio de amigos e familiares são ferramentas fundamentais para o bem-estar feminino. Como enfrentar a menopausa?
The Armed Forces of the Philippines said it would be “misleading” to still describe as “ex-Marines” the group of 18 individuals who claimed to have served as “bagmen” for a former lawmaker who sent suitcases of cash to various political figures as kickbacks from public works funds. In a statement on Friday, the AFP stressed
Homem trans recorre à Justiça após SUS negar testosterona usada em hormonioterapia no DF Arquivo Pessoal Um homem trans de 19 anos precisou recorrer à Justiça para conseguir acesso à testosterona indicada para a hormonioterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal. Segundo a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), Pedro Rafael Anselmo era acompanhado pela rede pública desde os 16 anos e tinha prescrição médica para realizar a hormonioterapia como parte do processo de afirmação de gênero. O pedido administrativo para fornecimento do medicamento, no entanto, foi negado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Embora a hormonioterapia integre a política pública de saúde voltada à população trans, o medicamento solicitado – o cipionato de testosterona, conhecido comercialmente como Deposteron –, não estava padronizado para essa finalidade específica na rede pública. Ao g1, Pedro contou que procurou a Justiça após enfrentar dificuldades para custear o tratamento. "Além do valor do medicamento subir a cada mês, eu também tinha que arcar com exames frequentes para acompanhar a saúde e as mudanças que foram acontecendo", afirma. A Defensoria Pública ajuizou ação e obteve decisão favorável para que o Distrito Federal forneça o medicamento pelo período inicial de um ano. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e já transitou em julgado, ou seja, é definitiva. G1 Explica: transição de gênero A sentença também determinou o início do fornecimento em até 20 dias – o prazo vence no próximo dia 20. A Justiça também encaminhou o caso às autoridades competentes para análise da possível incorporação do medicamento ao SUS. Direito de Pedro e de outros pacientes Para a Defensoria Pública, o caso vai além de uma situação individual. "A decisão judicial é importante para garantir o direito daquele paciente, mas também chama atenção para a necessidade de aperfeiçoar a política pública, para que outras pessoas não precisem judicializar o acesso a um cuidado que deveria estar disponível de forma regular, segura e digna", disse o defensor público João Carneiro Aires, responsável pelo caso. Pedro afirma que, até o momento, ainda não recebeu o medicamento pela rede pública. Em nota, a Secretaria de Saúde afirmou que já acatou a decisão judicial e que a compra do remédio encontra-se em fase final de aquisição. A pasta afirmou ainda que "a secretaria iniciou o processo de padronização desse medicamento [cipionato de testosterona], bem como de outros insumos relacionados ao protocolo de hormonização para pessoas trans adultas no DF". Medicamento à base de cipionato de testosterona foi o alvo da ação judicial movida por homem trans no Distrito Federal. Arquivo pessoal O que foi negado? O medicamento solicitado foi o cipionato de testosterona 200 mg (Deposteron), prescrito pela endocrinologista e ginecologista que acompanhava Pedro no Adolescentro. A testosterona é utilizada na chamada hormonioterapia masculinizante, tratamento que promove mudanças físicas alinhadas à identidade de gênero de homens trans. Na lei que trata do processo transexualizador, o tratamento hormonal consiste no uso da terapia medicamentosa com testosterona ou estrógeno, disponibilizado mensalmente. De acordo com a Defensoria Pública, a negativa não ocorreu porque o medicamento fosse inexistente na rede pública, mas porque ele não estava formalmente padronizado para uso em tratamentos relacionados à incongruência de gênero. Gastos com o tratamento Segundo Pedro, os gastos chegaram a aproximadamente R$ 1,5 mil apenas com hormônios e cerca de R$ 2 mil com exames necessários para monitorar o tratamento. "O dia a dia era mais estressante porque, pelo tempo sem tratamento, as características físicas femininas começaram a voltar. Isso foi realmente ruim para o meu psicológico", relata. De acordo com ele, a interrupção também prejudicou os resultados do tratamento. "O tratamento acabou tendo uma pausa que prejudicou a minha produção [hormonal]. Hoje, estou tendo dificuldade para alcançar os mesmos níveis hormonais que eu tinha antes desse um ano sem o medicamento." Ministério da Saúde muda classificação de gênero para procedimentos no SUS Como funciona o acesso à hormonioterapia pelo SUS? O Processo Transexualizador do SUS foi criado em 2008 e ampliado em 2013. Entre os serviços previstos na modalidade ambulatorial estão o acompanhamento clínico e a hormonioterapia para pessoas em processo de transição de gênero. O acesso começa, em geral, pela Unidade Básica de Saúde, que faz o encaminhamento para ambulatórios especializados. No Distrito Federal, Pedro foi acompanhado inicialmente pelo Adolescentro e, após atingir a maioridade, passou a ser atendido pelo Ambulatório de Assistência Especializada às Pessoas Travestis e Transexuais do Distrito Federal. O que diz a Secretaria de Saúde? "A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informa que o medicamento cipionato de testosterona não integra atualmente a lista de medicamentos padronizados da rede pública de saúde do Distrito Federal. No entanto, a Secretaria iniciou o processo de padronização desse medicamento, bem como de outros insumos relacionados ao protocolo de hormonização para pessoas trans adultas no DF. O referido protocolo já passou por consulta pública e encontra-se em fase final de elaboração. Após sua publicação e a conclusão do processo de padronização, serão realizados os procedimentos necessários para aquisição e abastecimento dos medicamentos, possibilitando o atendimento da população elegível acompanhada pelos serviços de referência, conforme os critérios estabelecidos no protocolo. Em relação ao caso citado, a SES-DF informa que a demanda judicial foi recebida e adotadas as providências para seu atendimento. A aquisição encontra-se em processo de finalização. A SES-DF esclarece ainda que, atualmente, não há pacientes realizando hormonioterapia na rede pública do Distrito Federal, uma vez que o protocolo específico para esse atendimento ainda está em fase de finalização." O que diz o Ministério da Saúde? "No âmbito do Processo Transexualizador, o SUS oferece procedimentos como cirurgias de redesignação sexual, mastectomia, histerectomia e intervenções complementares. Atualmente, não há demanda em análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para avaliação da incorporação do cipionato de testosterona para o Processo Transexualizador. Entretanto, estados e municípios podem ofertar a hormonoterapia em suas redes de saúde, de acordo com a organização local da assistência e a disponibilidade dos medicamentos. No ano passado, o SUS realizou 395 procedimentos hospitalares relacionados ao Processo Transexualizador em todo o país, seis vezes mais que em 2022." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
LARKANA: The Right Bank Canal System of Sukkur Barrage is currently experiencing a critical irrigation water shortage, severely impacting the command areas of Larkana an Qambar-Shahdadkot districts, as well as the lands in Balochistan, fed through the North West Canal (NWC) during the peak Kharif crop season. The impact is also affecting Dadu Canal, Rice Canal and those irrigating the Sukkur district. Sources privy to the situation told Dawn on Saturday that the prevailing shortfall across the canal network has reached an alarming level — North West Canal (-) 64.1%, Rice Canal (-) 38.0% and Dadu Canal (-) 82.0%. Credible data obtained from sources in Sindh’s irrigation department indicates that Punjab is currently drawing 53,394 cusecs against its allocated share of 44,000 cusecs — an excess withdrawal of around 21.35%. Similarly, Taunsa Barrage is lifting 25,694 cusecs against its entitled share of 24,000 cusecs, reflecting an over-withdrawal of approximately 9.3%. Meanwhile, the pond level at Chashma Barrage has recorded a continuous rise, climbing from 644.9 feet on Friday to 646.4 feet on Saturday, indicating accumulation of water in the upper reaches even as downstream scarcity deepens to a more critical situation. Official data shows crisis deepening due to over-withdrawal by Punjab A reliable source told Dawn on Saturday that the chief engineer Barrage Management Unit was kept abreast about the current water situation. He was requested due consideration and necessary action. The matter was also conveyed to the irrigation secretary and the department’s technical secretary, besides other officials concerned. Despite Sindh having submitted an indent of 130,000 cusecs, only 100,000 cusecs is being released, leaving the province to contend with a massive shortfall. The irrigation people said that the particular concern is the controversial Chashma-Jhelum (CJ) Link Canal, which remains operational and is drawing approximately 16,500 cusecs — a volume that exceeds the combined flow of several canals at the tail-end barrages that irrigate the country’s major agricultural zones. The ongoing water crisis in Sindh’s Right Bank Canal System is affecting millions of acres of agricultural land and stands in direct contradiction to the principles of equitable water distribution enshrined in the Water Apportionment Accord of 1991. In the light of the grave situation, the federal authorities are being urged to take immediate steps to ensure Sindh receives its rightful water share without delay; review and regulate excess water withdrawals in the upper reaches; streamline operations of link canals in accordance with the designated allocations; and established regulations to ensure adequate water supply to Sukkur Barrage’s Right Bank canals to meet the agricultural needs of Larkana, Shahdadkot, the Balochistan segment, Dadu and Sukkur districts. The situation demands urgent high-level intervention before the ongoing shortfall causes irreversible damage to the region’s agriculture and rural livelihoods. This report is based on field data and official irrigation records from the Sukkur Barrage Right Bank Canal System. Pakistan Peoples Party (PPP) Sindh President Nisar Ahmed Khuhro has constantly been reminding the authorities concerned that Sindh, as a major contributor to the national economy, produces 5.5 million tonnes of rice annually and generates $1.4 billion in rice exports. Cutting the province’s water share during Kharif amounts to ‘economic massacre’ of this lower riparian province. “Sindh produces 67% of the country’s agricultural output, yet it is being deprived of its rightful water share,” he stresses. The current shortages of water in Right Bank canals of Sukkur Barrage pertaining to Larkana, Shahdadkot, Dadu, Shikarpur, NW Canals and Balochistan are as under: NWC (-) 64.1%, Rice Canal (-) 38% and Dadu Canal (-) 82%, respectively, says Ishaq Mugheri, a former president of the Sindh Abadgar Board’s Qambar-Shahdadkot district chapter. Most farmers and landowners in Shahdadkot, Qubo Saeed Khan and other vast areas irrigate their lands with supplies from the Saifullah Magsi branch and due to incomplete remodeling of the major irrigation channels, the paddy transplantation had not been started. He says: “We are still waiting water to reach the tail-end to start preparing paddy nurseries.” Mr Mughiri says that Dadu Canal allocation is 4,995 cusecs but being provided only 860 cusecs; North Western Canal allocation is 6,260 cusecs and is provided 2,100 cusecs for Larkana and Qambar- Shahdadkots. The Rice Canal’s allocation is 8,700 cusecs but it is provided only 5,300 cusecs. The withdrawal at Taunsa is 25,694 cusecs against the entitled allocation of 24,000, 9.3% in excesses. Another issue that would crop up between Sindh and Balochistan is over their respective water share from Grang Regulator as presently NWC is receiving lesser water, which is the key channel for water distribution, Mr Mugheri said. Published in Dawn, June 7th, 2026
The Chairman of the State Council of the Republic of Crimea Vladimir Konstantinov stressed that the restoration of the North Crimean Canal will allow Crimea, Zaporozhye and Kherson Regions to form a high-intensity farming zone
UNITED NATIONS: The UN Security Council’s annual report for 2025, presented to the General Assembly on Friday, reaffirmed the continued relevance of the Jammu and Kashmir dispute and the Palestinian question, describing them as long-standing issues on the UNSC’s agenda with implications for regional and international peace and security. The report noted that more than 20 communications concerning the India-Pakistan question were brought before the UNSC during the reporting period and that the council held closed consultations on the issue in May 2025. It also documented the UNSC’s engagement with the situation in the occupied Palestinian territory, particularly Gaza, including the adoption of Resolution 2803 endorsing a Gaza peace plan. Pakistan, which coordinated and drafted the introduction to the report during its UNSC presidency in July 2025, welcomed the references to both disputes, saying they underscored the need for their resolution in accordance with UN resolutions and international law. Addressing the General Assembly debate, Pakistan’s Permanent Representative to the UN, Ambassador Asim Iftikhar Ahmad, said the report highlighted the continued relevance of the Jammu and Kashmir and Palestinian disputes, which must be resolved in accordance with international legitimacy and UNSC resolutions. “This underscores that the Jammu and Kashmir dispute, which has remained on the Council’s agenda for over seven decades, continues to engage its attention,” he said. Pakistan, India clash over references to Kashmir in Security Council’s report Ambassador Asim reiterated Pakistan’s position that durable peace in South Asia required a just settlement of the Kashmir dispute in line with UNSC resolutions and the aspirations of the Kashmiri people. The annual report reviews the UNSC’s work from Jan to Dec 2025 and records its engagement with conflicts and crises across Africa, the Middle East, West Asia, South Asia, Europe and Latin America, as well as thematic issues such as the peaceful settlement of disputes. Highlighting Pakistan’s role in preparing the report, Ambassador Asim said Islamabad adopted an open, constructive and inclusive approach and secured early consensus on the introduction through consultations with Council members and the wider UN membership. He said the report showed that despite heightened geopolitical tensions, the Security Council remained actively engaged in addressing threats to international peace and security. He also highlighted the unanimous adoption of Resolution 2788, sponsored by Pakistan, which promoted the peaceful settlement of disputes and fuller utilisation of the UN Charter’s conflict-resolution mechanisms. Turning to Palestine, the ambassador said the continuing tragedy in the occupied Palestinian territory, particularly Gaza, remained high on the Council’s agenda. He described Resolution 2803, endorsing the Gaza Peace Plan, as a significant step after repeated failures to halt the bloodshed and stressed the need for its full implementation. Pakistan also reiterated support for the Palestinian people’s right to self-determination and for an independent, viable and contiguous State of Palestine. Separately, Pakistan joined UN member states in marking the International Day of UN Peacekeepers. The ambassador noted that Pakistan has contributed more than 237,000 peacekeepers to 48 UN missions over the past six decades, with more than 183 personnel losing their lives. The debate also witnessed a sharp exchange between Pakistan and India over references to Kashmir in the report. Exercising Pakistan’s right of reply, Counsellor Gul Qaiser Sarwani rejected India’s criticism and said the report itself recorded communications on the India-Pakistan question and the UNSC’s consultations in May 2025. Published in Dawn, June 7th, 2026
• Iran launches fresh missile, drone attacks on Kuwait, Bahrain • Kuwait says new attack ‘dangerous escalation’; Bahrain denounces ‘blatant aggression’ • Falling debris causes ‘material damage’ in Kuwait • Centcom says four attack drones downed near Hormuz; Iranian coastal radar sites also hit • Trump says Iran has ‘22pc’ of missiles left • US okays sale of $2bn in anti-drone weapons to Kuwait KUWAIT CITY: Iran launched fresh missile and drone attacks on Bahrain and Kuwait early on Saturday, while the United States said it struck Iranian coastal radar sites after intercepting missiles and drones aimed at Gulf allies and the Strait of Hormuz, further straining a fragile ceasefire. Bahrain and Kuwait intercepted seven Iranian missiles, while Bahrain also destroyed several drones, officials said. It was the second attack on both Gulf states since Wednesday. Iran’s Revolutionary Guards said they had targeted “enemy bases” with missiles after the US military said it struck radar sites in Iran and downed drones headed towards the strategic Strait of Hormuz. Bahrain, home to the headquarters of the US Fifth Fleet, denounced the attacks against its territory and neighbouring Kuwait as “blatant aggression” and “a flagrant violation of the sovereignty of both countries”. In Bahrain’s capital Manama, an AFP journalist reported hearing three explosions, while the interior ministry said air raid sirens had sounded across the country. Later, Bahrain’s military said its air defences had “successfully intercepted and destroyed three missiles and several drones”. Kuwait also condemned the attacks, calling them a “direct threat” to the lives of citizens and residents and a “dangerous escalation” at a time when the international community was making efforts to stop combat operations. In Kuwait, an AFP journalist reported hearing repeated blasts near the country’s international airport, which had been struck on Wednesday in an attack blamed on Iran that killed one person. “We woke up to a huge explosion. The explosions were very loud,” Reem, an Egyptian mother of two, said, referring to the Saturday attacks. “My children were terrified, and I couldn’t calm them down,” she said. Kuwait’s military said it had “engaged seven hostile ballistic missiles” in Kuwaiti airspace. It added that some interceptions over residential areas caused falling debris, resulting in material damage but no casualties. In the hours after the barrages, Kuwait’s aviation authority announced the resumption of air traffic, saying 11 Kuwait Airways and Jazeera Airways flights had been diverted during an airspace closure caused by the Iranian attack. Qatar, Egypt and Jordan joined Bahrain and Kuwait in condemning the attacks, calling them violations of sovereignty and international law. In a statement, the Qatari Ministry of Foreign Affairs called for de-escalation and stressed the necessity of sparing the region the consequences of “unjustified attacks”. Egypt also strongly condemned the “heinous Iranian attack that targeted Kuwait and Bahrain”, terming them a flagrant violation of the sovereignty of the two countries and “a dangerous escalation that threatens the security and stability” of the entire region. The Jordanian foreign ministry said in a statement that the attacks constitute a blatant breach of international law and the United Nations Charter. US strikes Iranian sites US Central Command said six of the seven ballistic missiles fired towards Kuwait and Bahrain were downed, while the seventh “did not reach its intended target”. Centcom also said US forces downed four one-way attack drones before they could threaten maritime traffic near the Strait of Hormuz. US forces then struck Iranian coastal radar sites to prevent further attacks. No US personnel were harmed, Centcom said. Iran’s foreign ministry condemned the US attack on coastal radar installations in the Gulf, calling it a “flagrant” violation of the ceasefire in place since April. It described the strikes as an attack “on the national sovereignty and territorial integrity of the Islamic republic” and denounced Washington’s “hostile and provocative behaviour”. Trump says Iran still has missiles US President Donald Trump claimed Iran still had “21, 22 per cent” of its missiles left after Tehran fired dozens across the region. “They still have capacity. They have some missiles, they have some drones. I would say, percentage-wise, maybe 21, 22pc of their missiles,” Trump told NBC News. The estimate is higher than the 18pc he gave in May. Trump has often claimed to have completely destroyed Iran’s war-fighting capacity. Weeks of complex talks marked by threats and flare-ups of violence have failed to secure a deal to end the war. However, Trump said Iran had “got no choice” except to reach an agreement. “They’re strong, they’re proud, there are things they never thought they’d be doing that they’re going to have to do,” he said. Meanwhile, the United States also announced its approval of a $1.98 billion arms sale to Kuwait, one of the Gulf countries hit by Iranian strikes during the Middle East war. In a statement, the US State Department said it would allow purchases of counter-drone technology from defence company Anduril, which was founded by a supporter of President Trump. “This proposed sale will support the foreign policy and national security objectives of the United States by improving the security of a major non-Nato ally that has been an important force for political stability and economic progress in the Middle East,” the statement said. Published in Dawn, June 7th, 2026
By Ayo Onikoyi Veteran Nollywood actress Shaffy Bello has said she understands why some young women engage in transactional relationships popularly known as “runs,” but urged them not to remain in the lifestyle, stressing the need for growth and self-worth beyond survival choices. Bello made the remarks during an interview on The Morayo Show hosted […] The post You don’t have to show your body to be sexy — Shaffy Bello appeared first on Vanguard News.
O sofrimento silencioso das crianças de Gaza que perderam capacidade de falar Getty Images via BBC Adam era um menino alegre e falante, mas aos 5 anos e de forma repentina, deixou de interagir com o mundo. Seu caso não é uma exceção. Diante da violência, destruição e morte em Gaza, a resposta de algumas crianças ao sofrimento avassalador tem sido calar-se. "Não há nenhuma criança em Gaza que não esteja traumatizada", disse à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC) Katrin Glatz Brubakk. "Há mais de um milhão de crianças que sofreram traumas graves." A psicoterapeuta infantil da Noruega realizou duas missões a Gaza em 2024 e 2025 com a organização sem fins lucrativos Médicos Sem Fronteiras (MSF) para trabalhar com crianças que perderam a capacidade de falar. Não se sabe com certeza quantas crianças em Gaza deixaram de se comunicar, mas Brubakk relata que encontrou dezenas de casos. E médicos locais disseram à rede Al Jazeera que se trata de um "número crescente". Mais de seis meses após o anúncio do cessar-fogo em Gaza, a violência continua e "os ataques israelenses seguem de forma rotineira", declarou em abril o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk. Pelo menos 846 pessoas — entre elas muitas mulheres e crianças — morreram em Gaza em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo, segundo o ministério da Saúde local. Israel, que justifica seus ataques pela necessidade de defender suas tropas e enfrentar a ameaça dos militantes do Hamas, afirma que cinco de seus soldados morreram no mesmo período. Hamas e Israel se acusaram mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo. Desde outubro de 2023 — após os ataques de militantes palestinos em território israelense nos quais morreram cerca de 1,2 mil pessoas e mais de 200 foram feitas reféns, segundo autoridades israelenses — as forças de Israel mataram mais de 20 mil crianças em Gaza e deixaram mais de 41 mil feridas, segundo a Unicef. No total, os ataques israelenses mataram mais de 72 mil pessoas, a maioria civis, e feriram mais de 172 mil, de acordo com o ministério da Saúde de Gaza. A BBC News Mundo conversou com Katrin Glatz Brubakk sobre o trauma que está levando as crianças de Gaza a perder a fala, as consequências em seus cérebros e por que o caminho para a recuperação às vezes começa com um primeiro passo: soprar bolhas de sabão. Katrin Glatz Brubakk faz bolhas de sabão com Maria, de 3 anos, no Hospital Nasser, no sul de Gaza. "Eu as chamo de bolhas de esperança porque elas literalmente geram esperança nessas crianças." MSF via BBC BBC News Mundo - Por que há crianças em Gaza que deixaram de falar? Katrin Glatz Brubakk - Quando uma criança sofre um trauma grave e vive em condições de grande incerteza por muito tempo, como acontece com as crianças de Gaza, ela teme por sua própria vida, pela de sua família, amigos e conhecidos. E em Gaza as crianças vivem assim há dois anos e meio. O nível de estresse e o impacto em seu sistema nervoso são tremendos. A reação de cada criança é diferente. Algumas ficam muito agitadas ou têm problemas para dormir, se irritam, gritam; é fácil detectar esse sofrimento. Outras, por outro lado, se bloqueiam completamente. É como se seu sistema nervoso dissesse: "Não aguento mais". E a forma de se proteger é retraindo-se. A linguagem faz parte disso. Para essas crianças, é uma forma de não interagir com esse mundo que não deixa de fazê-las sofrer e de lhes infligir dor. Assim, não é uma escolha consciente, mas uma resposta neurológica ao estresse e ao trauma extremos. Katrin Glatz Brubakk realizou duas missões a Gaza com a organização Médicos Sem Fronteiras. A psicoterapeuta infantil é professora na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU) MSF via BBC BBC News Mundo - É difícil para muitos compreender a magnitude do que viveram e vivem as crianças em Gaza. Você poderia nos dar uma ideia do trauma extremo que sofrem? Brubakk - Não há nenhuma criança em Gaza que não esteja traumatizada. Há mais de um milhão de crianças que sofreram traumas graves. Claro que há diferenças, mas elas tiveram que fugir, perderam suas casas, todas enfrentaram a impossibilidade de ir à escola porque as escolas estão bombardeadas. Todas perderam alguém, como familiares, amigos da escola, professores, um vizinho. Muitas viram corpos mutilados e sentiram o cheiro do sangue derramado. Algumas crianças me contaram que ajudaram a recolher restos humanos ou partes de cérebro na rua. São traumas extremos. E isso não ocorreu apenas uma vez, mas muitas vezes para a maioria. Mas, além disso, elas perderam toda sensação de segurança. Para ter um bom desenvolvimento, as crianças precisam ter certa confiança no mundo: a crença de que o mundo pode ser bom, que as pessoas não querem fazer mal a você. Essa sensação de segurança desapareceu completamente devido à magnitude da destruição, que afeta absolutamente tudo em Gaza. Nenhuma criança em Gaza pode deitar com a certeza de que vai acordar no dia seguinte. Não têm um quarto ao qual possam entrar, fechar a porta e saber que ninguém pode alcançá-las. Portanto, essa guerra não apenas causa trauma, mas afeta toda a sua visão de mundo. BBC News Mundo - Você poderia nos contar sobre algumas das crianças que tratou em Gaza? Brubakk - Gostaria de falar de Adam, um menino de 5 anos. Era uma criança muito vivaz, alegre, falante e ativa. Ele adorava estar ao ar livre e brincar. Após o início da guerra em 2023, a família foi forçada a fugir e a se mudar para uma tenda. Seus avós viviam um pouco mais longe, também em uma tenda. Um dia, Adam e seu pai quiseram visitar os avós, em uma área que não tinha ordem de evacuação e que supostamente era segura. Mas, sem aviso prévio, um projétil atingiu muito perto deles e feriu gravemente Adam e seu pai. Eles foram levados às pressas ao hospital, mas, como costuma acontecer quando há esses ataques, há tantas vítimas que, se não há leitos livres, muitas pessoas são colocadas no chão. Adam e seu pai estavam no piso da sala de emergência esperando ser avaliados quando o menino viu e ouviu seu pai, ao seu lado, exalando o último suspiro. Adam também ficou gravemente ferido: perdeu uma perna e a outra ficou lesionada. Após presenciar a morte do pai, o menino deixou de falar. Às vezes conseguia sussurrar alguma palavra isolada à mãe, mas não queria falar com ninguém. Mal comia. Era uma criança em estado crítico. Katrin Glatz Brubakk afirma que, ao se depararem com um trauma, algumas crianças reagem se isolando Getty Images via BBC BBCnews Mundo - Que sequelas esses traumas podem deixar no futuro? Brubakk - Quando uma criança como Adam deixa de interagir e de falar, também deixa de se desenvolver. Uma criança de 5 anos deveria praticar suas habilidades linguísticas com outras crianças e adultos para aprender, praticar a resolução de problemas, aprender normas sociais por meio do jogo. Tudo isso é interrompido. A linguagem é um sinal, mas seu desenvolvimento é completamente interrompido. O que observei repetidamente é que, se essa situação se prolonga, afeta fisicamente o cérebro dessas crianças. Sabemos que, em crianças que sofreram trauma grave, a amígdala, a parte do cérebro responsável por emoções intensas, aumenta de tamanho. Isso pode ser medido. É maior em crianças traumatizadas. E o córtex pré-frontal, a parte do cérebro que se desenvolve mais tarde e que é responsável por funções como planejamento, resolução de problemas, interação social e regulação emocional, aspectos fundamentais da vida, encontra-se subdesenvolvido. É mais fino e tem menos conexões neuronais. Se uma criança permanece em um estado como o de Adam, retraída, sem desenvolvimento nem linguagem, se é mantida nessa situação de estresse extremo por muito tempo, terá problemas mais adiante na vida. Nunca se recuperará. O melhor exemplo que tenho é meu próprio irmão. Ele foi adotado em 1974, após a guerra do Vietnã. Cresceu como crescem agora as crianças de Gaza, com bombardeios constantes, muita incerteza e escassez de alimentos, o que também afeta o desenvolvimento cerebral. Quando meu irmão chegou à minha família na Noruega, embora fosse um lugar seguro e tivesse acesso a todos os alimentos de que precisava, levou anos para deixar de esconder comida atrás de livros na estante, porque não se sentia seguro. É o que chamamos de "lesões cognitivas da guerra", invisíveis, que em muitos casos acompanharão essas crianças, possivelmente, por toda a vida. Se a situação de estresse extremo persistir por muito tempo, isso afeta fisicamente o cérebro das crianças MSF via BBC BBC News Mundo - Como você tentou ajudar Adam? Brubakk - Trabalhando em um contexto como o de Gaza, há muitas coisas que não podemos fazer. O que essas crianças realmente precisam é de um lugar seguro onde viver, uma rotina estruturada, poder voltar à escola, brincar sem medo. Mas, felizmente, há coisas que podemos fazer. E o mais importante é que essas crianças saibam que, embora o mundo inteiro não seja um lugar seguro para elas neste momento, existem pequenos espaços seguros. Que há pessoas ao seu redor aqui e agora que as apoiarão. No início, Adam não queria falar conosco, mas continuávamos indo ao seu quarto todos os dias e conversávamos com sua mãe. Conversávamos com ela sobre o marido que havia perdido, mas também sobre as boas lembranças, sobre os sonhos que tinha para o futuro, coisas que poderiam dar a Adam um pouco de esperança de que aquilo não era o fim, mas que tempos melhores viriam. E um dia, quando eu estava lá, de repente Adam sussurrou para sua mãe: "Faça essa mulher ir embora, não gosto dela". Foi uma rejeição, mas eu fiquei muito, muito feliz, porque significava que Adam começava a interagir com o que acontecia ao seu redor. Alguns dias depois, ele olhou para mim, algo que não havia feito antes. Foi apenas um instante, mas aproveitei a oportunidade e disse: "Uau, você tem olhos castanhos enormes! São lindos. Os meus são totalmente diferentes, são azuis. Você já viu?". E isso despertou a curiosidade daquele menino de 5 anos. Esse foi o início de como, pouco a pouco, conseguimos fazer com que ele confiasse nas pessoas, que falasse brevemente conosco, que voltasse a alguma normalidade, embora não de forma permanente, porque carrega todos esses traumas. BBC News Mundo - Você falava com Adam em árabe ou por meio de um intérprete? Brubakk - Em Gaza há muitas pessoas com muita educação. Com a mãe de Adam eu falava inglês, ela tem doutorado em Física. Para a criança havia um intérprete. E devo acrescentar que, quando trabalho em projetos como este, lidero uma equipe de psicólogos e assistentes sociais locais. Eu contribuo com conhecimento, mas o trabalho principal, que continua depois, é realizado pela nossa equipe da MSF em campo. Destruição em hospital de Gaza. Getty Images via BBC BBC News Mundo - No hospital Nasser você também trabalhou com crianças com queimaduras graves. Brubakk - Quando uma bomba explode, produz uma enorme onda de calor que afeta todos que estão por perto, e a faixa etária mais numerosa que atendíamos era a de crianças de 4 a 6 anos. Isso se deve simplesmente ao fato de que são grandes demais para que seus pais as carreguem quando já estão levando crianças menores, mas suas pernas ainda são curtas demais para correr rápido o suficiente. Isso mostra que nenhuma criança está segura em Gaza. E as crianças têm plena consciência disso. O medo pela própria vida continua sendo uma realidade cotidiana para as crianças em Gaza. BBC news Mundo - Como você consegue trabalhar com essas crianças em estado de grande sofrimento físico? Brubakk - As queimaduras são extremamente dolorosas. São tão dolorosas que coisas tão simples como trocar os curativos precisam ser feitas sob anestesia. A recuperação é longa e, quando não há comida suficiente, demora ainda mais, o que significa que as crianças permanecem nesse sofrimento atroz por mais tempo. Uma das meninas que chegou ao nosso departamento era Mona, de 6 anos. Tinha queimaduras em todo o corpo. Tinha tantos curativos que tudo o que podíamos ver eram seus olhos e suas narinas. No início, tudo girava em torno da parte médica, porque era preciso garantir que sobrevivesse. Assim, só consegui conhecer Mona quando começaram a retirar alguns curativos e vi seu rosto com muitas cicatrizes. 'Quando uma bomba explode, produz uma enorme onda de calor... A principal faixa etária que tratamos por queimaduras é a de crianças de 4 a 6 anos', diz Brubakk Getty Images via BBC BBC News Mundo - O que havia acontecido com Mona? Brubakk - Sua família foi forçada a se deslocar e viveu inicialmente em uma tenda. Mas depois os bombardeios pareceram se deslocar para outra área e pensaram que era seguro voltar à sua casa destruída. Apenas dois dias após retornarem à casa, uma bomba atingiu o apartamento. Dois de seus irmãos morreram instantaneamente, mas a explosão incendiou um botijão de gás, o que provocou um incêndio generalizado: as cortinas, o sofá, os colchões estavam em chamas, e as três meninas estavam nesse quarto. O pai conseguiu milagrosamente tirar as três meninas do apartamento. Mona tinha queimaduras por todo o corpo; sua irmã mais velha, que estava na cama ao lado, também tinha queimaduras e sofria dor intensa. Sua irmã do meio estava em terapia intensiva porque inalou muito ar quente e também tinha queimaduras internas. Assim, Mona não estava lidando apenas com sua própria dor, mas também estava preocupada se sua irmã sobreviveria. A família de Mona a apoiava muito e ela começou a se recuperar. E o que realmente me impressiona são esses pais, não apenas os de Mona, mas de tantas crianças em Gaza, que presenciam como seus filhos sofrem, estão feridos, eles próprios estão traumatizados por todos os bombardeios, a morte, a destruição, e ainda assim têm a capacidade de oferecer a essas crianças um cuidado, calor humano e amor excepcionais para que possam se recuperar da melhor maneira possível. BBC News Mundo - Como você conseguiu ajudar Mona? Brubakk - Uma das coisas que faço quando trabalho com as crianças é brincar muito, porque a brincadeira é a linguagem das crianças. Por meio dela, aprendem habilidades práticas, aprendem a resolver problemas, a interagir socialmente, a expressar seus sentimentos. E com Mona começamos com bolhas de sabão. Eu as chamo de "bolhas de esperança" porque literalmente geram esperança nessas crianças. E o que torna as bolhas de sabão tão fantásticas é que, antes de tudo, se você vê algumas bolhas flutuando no quarto, é impossível não olhar, porque chamam a atenção. São bonitas. Acalmam. E, se tenho uma criança muito agitada, pergunto: "Você vê quantas cores há em uma única bolha?". Porque, se olhar bem, estão todas as cores do arco-íris. Isso ajuda a criança a passar daquele estado de estresse para algo mais tranquilo, mais suave, a mudar o foco. Porque o trauma funciona de tal maneira que você fica preso nesse estado. Outra coisa mágica das bolhas de sabão é que, se você quer ter bolhas grandes, precisa soprar o mais devagar possível. Porque, se soprar rápido, só consegue bolhas pequenas ou nenhuma. Mas, se sopra devagar, consegue bolhas bonitas. E respirar lenta e profundamente acalma o sistema nervoso. 'Se você quer bolhas grandes, precisa soprar o mais devagar possível. E respirar lenta e profundamente acalma o sistema nervoso' MSF via BBC BBC News Mundo - Que efeito isso tem no cérebro das crianças? Brubakk - O que faço é, basicamente, dar à amígdala, o sistema de alarme do cérebro, a possibilidade de se acalmar. Assim, o córtex pré-frontal, a parte do cérebro encarregada da resolução de problemas e da regulação, tem a oportunidade de se desenvolver melhor. Claro que não resolve o problema completamente, mas dá a essas crianças melhores possibilidades de reduzir os efeitos de longo prazo do dano cognitivo que podem sofrer por causa da guerra. Um dia Mona disse: "Gostaria de uma casa de princesa", e me explicou que se referia a uma casa de bonecas. Claro que isso não se encontra em Gaza, mas encontrei papelão, fita adesiva e algumas cores para pintar, e juntas construímos uma casa. Mona queria que fosse de dois andares e a decorou muito bem. Ela e sua irmã estavam brincando com uma casa de bonecas quando a bomba caiu. E, embora pareça algo simples, essa foi a primeira vez que Mona pôde me contar o que havia acontecido e o quanto estava preocupada com suas irmãs. Somente por meio da brincadeira conseguiu encontrar as palavras para se expressar. Assim, o brincar pode ser uma forma de processar o trauma, de encontrar linguagem para as experiências vividas. BBC News Mundo - Você poderia nos explicar o conceito que você usa com frequência de "sofrimento silencioso"? Brubakk - Em um contexto como o de Gaza, tudo é um caos. Há muito barulho, crianças gritando com ataques de pânico, pais gritando preocupados com seus filhos, pessoas chorando de dor. É fácil ignorar crianças que sofrem em silêncio, não porque as pessoas não se importem, mas porque há coisas demais que demandam atenção e muito poucos recursos para tudo o que precisa ser feito. Mas uma criança silenciosa que não expressa seu sofrimento, que não pede ajuda, também é uma criança que sofre e precisa de tanta atenção quanto aquelas que choram aos gritos. Porque, caso contrário, no pior dos casos, podem permanecer nesse sofrimento silencioso por muito tempo. Eu vi casos extremos, não em Gaza, mas em Moria, o campo de refugiados na Grécia. É uma síndrome chamada "síndrome de resignação", na qual as crianças se bloqueiam completamente. Deixam de falar, de comer, sequer abrem os olhos, mal respondem quando você tenta tocá-las. E, se não recebem ajuda, permanecerão nessa condição por anos. Por isso é crucial que crianças como Adam e Mona possam se reintegrar à vida. Mona, de seis anos, sofreu queimaduras graves. Um dia, ela pediu uma 'casa de princesa' e só brincando conseguiu encontrar as palavras para se expressar Katrin Brubakk/MSF via BBC BBC News Mundo - Você esteve em muitas zonas de conflito. Por que diz que Gaza não se compara a nada? Brubakk - Trabalhei durante os últimos 12 anos no Congo, no Líbano, no Egito com refugiados traumatizados, em um barco de resgate no Mediterrâneo, na Turquia após um grande terremoto. Mas o nível de trauma que vi em Gaza e o nível de destruição são simplesmente incomparáveis a qualquer outra coisa que eu tenha visto nesses 12 anos. Absolutamente todos em Gaza estão afetados. E não há saída, não há nenhum lugar seguro para onde ir. Todo o território está em pedaços. E, além disso, o sistema de saúde foi atacado de forma sistemática, com hospitais bombardeados. [Israel justifica os ataques contra instalações médicas alegando que grupos armados como o Hamas utilizam hospitais com fins militares]. BBC News Mundo - Você espera voltar a Gaza? Israel restringiu o acesso de agências de ajuda. Brubakk - No momento não me deixam entrar. Temos 1,6 mil funcionários locais e estou certa de que estão fazendo um trabalho incrível, mas a equipe internacional não tem permissão para entrar desde 1º de janeiro. Espero realmente que isso mude. Se eu pudesse ir a Gaza, iria em um piscar de olhos; é o único lugar onde quero estar. A médica norueguesa diz que quer voltar a Gaza para continuar a ajudar MSF via BBC BBC News Mundo - As crianças de Gaza continuam sofrendo violência. Em 9 de abril, por exemplo, uma menina de 9 anos, Ritaj Rihan, morreu, segundo a ONU, quando forças israelenses dispararam contra a tenda que abrigava sua sala de aula improvisada. As outras crianças na classe foram testemunhas. O Exército israelense disse à BBC News Mundo sobre o incidente que "as Forças de Defesa de Israel (FDI) trabalham para desmantelar as capacidades militares do Hamas" e "respeitam o direito internacional e tomam precauções viáveis para mitigar danos à população civil". Brubakk - A única coisa correta e o que as crianças de Gaza precisam agora é que façamos todo o possível, dentro das nossas possibilidades, para lhes proporcionar uma paz verdadeira. Devolver-lhes a vida, dar-lhes a possibilidade de viver em lugares seguros, de ir à escola. Essa é a única maneira de terem um futuro digno. E, seja você político, estudante ou o que for, eu diria: use sua voz para que a pressão seja suficiente e essa paz finalmente chegue a Gaza. Caso contrário, estaremos destruindo toda uma geração de crianças. BBC News Mundo - O que a levou a dedicar sua vida a crianças que sofrem circunstâncias traumáticas? Brubakk - Cresci ouvindo histórias de guerra durante toda a minha vida. Minha mãe é alemã, nasceu em 1942. Quando era criança e soavam os alarmes, a levavam para o porão e ela dormia sobre sacos de batatas. E contava que os soldados voltavam do front sem uma perna ou um braço. Para ela era realmente importante tentar compreender como pôde acontecer um genocídio, como pudemos permitir isso. E repetidas vezes nos destacou, a nós, seus filhos, "nunca mais", que algo assim jamais deveria voltar a acontecer. E depois eu, claro, com meu irmão, vi de perto o trauma e o dano que a guerra causa a uma criança. Meu trabalho em Gaza é a minha versão de "nunca mais". Nenhuma criança deveria experimentar esse trauma. Parte o meu coração. 'Para essas crianças, parar de falar é uma forma de não interagir com este mundo que continua a fazê-las sofrer e a infligir dor' Katrin Brubakk/MSF via BBC
The Speaker of the Federation Council Valentina Matviyenko stressed that the West is silent on the "largest state terrorist" act of destroying the Nord Stream gas pipelines, which were a beneficial international project for all
Valentina Matviyenko stressed that European leaders have not made a single reasonable proposal that could underlie negotiations on Ukraine
Marjane Satrapi morreu um ano após o marido, Mattias Ripa. Getty Images via BBC É possível morrer de tristeza? É o que muitos têm se perguntado após a morte, aos 56 anos, de Marjane Satrapi, autora, diretora, ilustradora e ativista franco-iraniana conhecida principalmente pela série de graphic novels Persépolis. Publicada em 2000, a obra que conquistou o mundo narra a história da jovem Marjane durante e após a Revolução Iraniana, também conhecida como Revolução Islâmica. Oito anos depois, a adaptação para o cinema, codirigida pela própria Satrapi, foi indicada ao Oscar de Melhor Filme de Animação. Embora não tenham sido divulgadas oficialmente as causas médicas da morte de Satrapi, familiares e pessoas próximas a atribuíram à "tristeza" que ela sofreu após a perda do marido. "Marjane Satrapi morreu de tristeza pouco mais de um ano após a morte de Mattias Ripa, seu marido e o amor de sua vida", disse a família em comunicado enviado nesta quinta-feira (5/6) à agência AFP. Recentemente, a autora havia publicado uma série de mensagens emocionadas no Instagram em que escrevia: "Perdi o amor da minha vida." Ripa morreu em abril de 2025, aos 53 anos. Na ocasião, Satrapi publicou uma nota no jornal Le Figaro anunciando o falecimento. "Marjane Satrapi anuncia com profunda tristeza o falecimento de Mattias Ripa, o homem e o amor de sua vida, que nos deixou aos 53 anos após 31 anos de uma vida maravilhosa juntos", escreveu. Mas o luto por alguém amado pode ser tão intenso a ponto de nos levar à morte por causas naturais? Um estudo publicado em 2014 na revista JAMA Internal Medicine descobriu que, embora raro, o número de pessoas que sofreram infarto ou AVC no mês posterior à morte de alguém querido era o dobro comparado a um grupo que não estava em luto. No grupo de enlutados, formado por 30.447 pessoas, 50 sofreram alguma das condições mencionadas, o que representa 0,16%. No grupo sem luto, apenas 0,08%. Sunil Shah, um dos autores do estudo e professor da Universidade de Londres, disse à BBC: "Costumamos usar a expressão 'coração partido' para nos referir à dor de perder alguém amado. Nosso estudo mostra que o luto pode ter um efeito direto na saúde do coração." Em 2016, um dia após a morte da atriz Carrie Fisher (princesa Leia de Star Wars), sua mãe, a também atriz Debbie Reynolds, estrela do clássico Cantando na Chuva, faleceu aos 84 anos. Getty Images via BBC Coração atordoado Algumas pessoas falam em "síndrome do coração partido", conhecida mais formalmente como cardiomiopatia induzida por estresse ou cardiomiopatia de Takotsubo. "É uma condição temporária na qual o músculo cardíaco enfraquece de repente ou fica atordoado. O ventrículo esquerdo, uma das cavidades do coração, muda de forma", explica a British Heart Foundation, fundação britânica de saúde cardiovascular. O nome científico, cardiomiopatia de Takotsubo, vem da palavra japonesa que designa um tipo de armadilha de fundo arredondado e gargalo estreito usada para capturar polvos. O estresse súbito faz com que o ventrículo esquerdo do coração, responsável por bombear o sangue, assuma essa forma. A anomalia pode ser desencadeada por um abalo emocional. "Cerca de três quartos das pessoas diagnosticadas com cardiomiopatia de Takotsubo passaram por estresse emocional ou físico significativo antes de adoecer", diz a fundação. Esse estresse pode estar relacionado ao luto, mas também a qualquer outro problema. Há casos documentados de pessoas que sofreram a condição após serem assustadas em uma brincadeira por colegas ou em decorrência do estresse de falar diante de um grande público. Especula-se que a liberação repentina de hormônios — em particular a adrenalina — cause o atordoamento do músculo cardíaco. Ataque do coração Raio-x de um paciente sofrendo de cardiomiopatia. SPL via BBC Essa situação é diferente do infarto, em que o coração para devido à interrupção do fluxo sanguíneo, geralmente por causa de artérias obstruídas. "A maior parte dos infartos ocorre devido a bloqueios e coágulos sanguíneos que se formam nas artérias coronárias, que levam sangue ao coração", explica um artigo sobre a síndrome do coração partido publicado pela Universidade Johns Hopkins. A maioria dos pacientes com cardiomiopatia "tem artérias coronárias bastante normais e não apresenta bloqueios graves ou coágulos", diz a instituição em seu site. Muitas pessoas simplesmente se recuperam. O estresse passa e o coração volta à forma normal. Mas, em outros pacientes, como idosos ou pessoas com problemas cardíacos preexistentes, a mudança no formato do coração pode levar a um desfecho fatal. Morrer de amor? Há também evidências de maior risco de morte após a internação de um dos membros do casal, segundo estudo publicado em 2006 no New England Journal of Medicine. Outros estudos publicados em 2011 sugerem que as chances de morte do parceiro sobrevivente aumentam nos seis meses seguintes à morte do companheiro. Especialistas apontam que um casamento em que os cônjuges se apoiam mutuamente atua como um alívio contra o estresse. Os parceiros também cuidam um do outro e incentivam hábitos saudáveis: lembram-se de tomar os medicamentos, por exemplo, e verificam se o outro não está bebendo demais. Cardiomiopatia de Takotsubo é o nome correto da doença cardíaca que pode ter afetado Satrapi, mas "coração partido" explica melhor o que aconteceu. *Com colaboração de Stephen Evans. As chances de uma pessoa morrer aumentam nos seis meses seguintes à partida do parceiro. BBC 'Aos 10 anos, me preparava para ser prisioneira política': Marjane Satrapi, a autora que retratou transformação do Irã sob a Revolução Islâmica Por que as pessoas ainda acreditam no mito da alma gêmea
Barbeiro é baleado no traballho em Pirassununga, SP Um barbeiro de 23 anos sofreu uma tentativa de homicídio na noite de sexta-feira (5), no Centro de Pirassununga (SP). O crime ocorreu dentro do estabelecimento onde ele trabalha, localizado na Avenida Newton Prado. O jovem foi socorrido e não corre risco de morte. A Polícia Civil investiga a motivação e autoria. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram De acordo com o boletim de ocorrência, o barbeiro atendia um cliente quando foi surpreendido por disparos de arma de fogo. Barbeiro é baleado enquanto trabalhava em Pirassununga, SP Guarda Civil Municipal Um bombeiro civil que estava no local, junto com equipes da Guarda Municipal, prestou os primeiros socorros até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A vítima foi encaminhada ao pronto-socorro da cidade, onde foi estabilizada pela equipe médica. Mais notícias da região: TRAGÉDIA: Grave acidente mata dois homens em rodovia no interior de SP; um dos carros pegou fogo TRANSTORNOS: 60% de cidade do interior de SP pode ficar sem água com rompimento de adutora INSPIRAÇÃO: Jardim sensorial feito por alunos em escola estimula o ensino e reduz o estresse no interior de SP A perícia esteve na barbearia e recolheu nove cápsulas de munição calibre .380, além de fragmentos de projéteis deflagrados. O autor dos disparos não foi localizado até o momento. A Polícia Civil deve utilizar as imagens das câmeras de segurança do comércio para tentar identificar o responsável pelo crime. VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara
Rompimento de adutora pode deixar 60% de Rio Claro sem água Um rompimento de adutora na Rua 14 com a Avenida Perimetral, em Rio Claro (SP), pode deixar 60% da cidade sem abastecimento de água neste sábado (6). O problema ocorreu no início da tarde e provocou uma grande cratera no asfalto, interrompendo também o trânsito na região. Equipes do Departamento Autônomo de Água e Esgoto (DAAE) trabalham no local para retirar a água acumulada e identificar o ponto exato do vazamento. Segundo os técnicos, após a drenagem será possível substituir o material danificado e iniciar os reparos. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Rompimento de adutora vai afetar o abastecimento de água em Rio Claro (SP) Reprodução/EPTV Mais notícidas da região: TRAGÉDIA: Grave acidente mata dois homens em rodovia no interior de SP; um dos carros pegou fogo INSPIRAÇÃO: Jardim sensorial feito por alunos em escola estimula o ensino e reduz o estresse no interior de SP Regiões afetadas e previsão de normalização Durante o serviço, o fornecimento de água está suspenso em bairros das regiões leste, oeste, sul e também no distrito de Ajapi. A orientação do DAAE é que moradores sem caixa d’água utilizem o recurso apenas para atividades essenciais e evitem desperdícios. A previsão é que o abastecimento seja retomado de forma gradual entre a noite deste sábado e a madrugada de domingo (7), dependendo da dimensão do dano encontrado. Além da falta de água, motoristas enfrentam desvios no trânsito por causa da interdição da rotatória onde ocorreu o rompimento. VÍDEOS DA EPTV: