D-Day-Rede des US-Verteidigungsministers: Hegseth spricht von „Invasion“ an Europas Küsten
Beim Gedenken an die Landung der Alliierten in der Normandie redet der Pentagon-Chef über Vieles. Ein Thema, mit dem er provoziert: Migration. mehr...
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Beim Gedenken an die Landung der Alliierten in der Normandie redet der Pentagon-Chef über Vieles. Ein Thema, mit dem er provoziert: Migration. mehr...
Goedemorgen! In New York houdt bondscoach Ronald Koeman een persconferentie, maandag speelt Oranje tegen Oezbekistan. En in Normandië wordt een herdenkingsplaquette onthuld ter ere van de Nederlandse bijdrage aan D-Day. Eerst het weer: De dag begint bewolkt met vooral in de noordelijke helft kans op buien. Later is het vaker droog met ruimte voor de zon. Het wordt 18 tot 20 graden. Ga je vandaag op pad? Hier vind je het overzicht van de files en wegwerkzaamheden en hier lees je alles over de situatie op het spoor. Wat kan je vandaag verwachten: Dit is er vannacht gebeurd: Bij Israëlische luchtaanvallen op Gaza-Stad zijn zeker zeven Palestijnen gedood, onder wie twee vrouwen. Volgens de Palestijnse autoriteiten werd een vluchtelingenkamp in Gaza-Stad geraakt. Vijftien mensen raakten gewond, onder wie kinderen. Tegen persbureau Reuters zegt een woordvoerder van het Israëlische leger dat de aanvallen waren gericht op "terroristen". Dat zegt het leger doorgaans, ook als er veel burgerslachtoffers vallen. Hamas veroordeelt de aanval in een verklaring en noemt de timing opvallend. In Egypte hebben onderhandelaars vandaag gepraat met Hamas-leiders over het vervolg van het staakt-het-vuren. De gesprekken zullen naar verwachting nog een paar dagen duren, vertellen bronnen aan persbureau Reuters Ander nieuws uit de nacht: En dan nog even dit: Onderzoekers van de TU Delft hebben een drone ontwikkeld die is geïnspireerd op hoe eekhoorns zweven. Deze SquirrelDrone gebruikt geen vaste vleugels of propellers, zoals de meeste drones nu doen, maar kan tijdens het vliegen zijn hele lichaamsvorm aanpassen, vergelijkbaar met hoe een eekhoorn zijn poten, romp, staart en vlieghuid gebruikt tijdens een zweefvlucht. Een fijne zondag!
Inmet emite alerta amarelo para Roraima em meio à emergência em nove municípios. Yara Ramalho/g1 RR Roraima está sob alerta amarelo de chuvas intensas emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em meio à situação de emergência decretada em nove dos 15 municípios do estado. O aviso de perigo potencial abrange todo o território roraimense e é válido até as 23h59 deste domingo (7). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Nesse nível de alerta, a previsão aponta chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora ou acumulados de até 50 milímetros por dia, com ventos intensos que variam de 40 a 60 km/h. Segundo o Inmet, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. A recomendação do órgão é que a população tenha cuidado na prática de atividades ao ar livre, mantenha-se informada sobre o tempo e não corra riscos desnecessários. O aviso vale para os 15 municípios do estado. ⚠️ Em caso de rajadas de vento, a recomendação é não se abrigar debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas, e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Também é indicado evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Em situações de emergência ou para obter mais informações, a orientação é acionar a Defesa Civil, por meio do 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193. Cinco municípios em emergência Até o momento, as fortes chuvas já levaram nove municípios de Roraima a decretar situação de emergência. O transbordamento de rios na zona rural tem desalojado famílias e bloqueado estradas. Confira a situação nos locais afetados: Amajari e Iracema: Passaram a integrar a lista após publicarem decretos na última quarta-feira (3). Zonas rurais foram atingidas pelo transbordamento da calha de rios e igarapés. Os danos já provocaram o deslocamento de famílias para pontos mais seguros e dificuldades de tráfego. Alto Alegre e São Luiz do Anauá: Também decretaram situação de emergência na última semana em razão dos impactos causados pelo volume de chuvas acima da média na região. Bonfim: A força das águas levou três pontes e deixou cerca de 7,5 mil pessoas sem acesso terrestre. O transporte de moradores e de mantimentos está sendo feito por barcos, com apoio dos Bombeiros. Uiramutã: Com a queda de uma ponte, o município mais indígena do país ficou completamente isolado no dia 30 de maio. A água barrenta deixou os moradores e comunidades indígenas sem água potável, o que exigiu uma força-tarefa de distribuição. Normandia: A cheia dos rios Maú e Cotingo rompeu estradas, deixou comunidades isoladas e milhares de crianças sem aulas, forçando o deslocamento de famílias. Rorainópolis: Cerca de 2 mil pessoas (400 famílias) foram afetadas. As chuvas causaram impactos diretos em 25 estradas vicinais, isolaram áreas rurais e provocaram alagamentos na área urbana. Mucajaí: Classificada no decreto como Situação de Emergência de Nível II, até o momento, os principais transtornos confirmados no município são estradas vicinais completamente alagadas e intrafegáveis, além de danos em pontes de acesso, conforme relatos de moradores da região. Fortes chuvas alagam estradas, arrastam pontes e Roraima tem impacto em dez municípios Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Comunidade indígena Ingarikó, no Uiramutã, após fortes chuvas dos últimos dias em Roraima Defesa Civil de Uiramutã/Divulgação O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) pediu apoio logístico de aeronaves ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para conseguir levar as urnas às comunidades isoladas por fortes chuvas no estado. A eleição suplementar ocorre no dia 21 de junho. Segundo as autoridades, os temporais já afetaram quase 50 mil pessoas na região. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O pedido teve como base o relatório da Defesa Civil Estadual aponta que as chuvas bloquearam 44 trechos de estradas em Roraima. Desse total, seis pontos estão totalmente interditados devido a pontes destruídas ou pistas alagadas. Os municípios citados em situação mais crítica são Uiramutã, Normandia e Bonfim. A falta de acesso terrestre ameaça a votação, principalmente nas áreas indígenas. Em Uiramutã, 14 comunidades do povo Ingarikó estão isoladas porque a ponte sobre o rio Cambarú, na rodovia BR-433, foi destruída. Com isso, mais de 2.100 moradores só podem ser acessados por helicópteros. O problema se repete em outras comunidades do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste. Para garantir a votação, o TRE-RR mapeou as rotas e pediu apoio logístico às Forças Armadas. O plano inclui voos exclusivos para levar urnas eletrônicas, computadores e antenas de transmissão via satélite até as regiões afetadas. A ajuda aérea será necessária para 22 de comunidades e vilas em seis municípios: Uiramutã, Normandia, Bonfim, Pacaraima, Cantá e São Luiz do Anauá. LEIA MAIS: Roraima tem 49 mil pessoas impactadas por fortes chuvas, estima Defesa Civil Uiramutã fica completamente isolado por chuvas TRE-RR suspende campanhas de dois candidatos ao governo de Roraima O pedido é urgente porque a previsão do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), citada pelo Corpo de Bombeiros no ofício, indica chuvas acima da média até julho, o que pode manter as comunidades isoladas. Veja reportagem sobre isolamento de comunidades em Roraima: Cheias isolam 24 escolas indígenas e afetam calendário escolar em Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Normandie-Denkmal in Frankreich, Reispflanzaktion in Seoul, Meditieren in Hyderabad
Bombeiros salvam cachorro arrastado por correnteza em Roraima Um cachorro foi levado pela força da correnteza ao tentar atravessar um rio na comunidade indígena Jacamim, em Bonfim, ao Norte de Roraima. O animal foi salvo pelos bombeiros da Defesa Civil, tenente Marcell Reis e sargento João Henrique Costa Silva, nessa quarta-feira (3). Em um vídeo, é possível ver os bombeiros correndo em direção à ponte e retirando o cachorro debaixo da estrutura. Segundo os brigadistas, eles estão na comunidade realizando a travessia de moradores no rio desde 23 de maio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Roraima está sob alerta amarelo de chuvas intensas emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão indica chuvas intensas, entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h). Em Jacamim, mais de 900 pessoas estão isoladas após a ponte da região ser arrastada pela força das águas. O tenente Marcell informou que o cachorro tentou atravessar o rio a certa distância de onde a equipe estava e passou a ser acompanhado pelos bombeiros. "Ele não teve força para enfrentar a correnteza, que começou a arrastá-lo. Como a água estava muito forte, o cachorro ficou preso na ponte e submergiu. Ele afundou totalmente por aproximadamente um minuto. Foi quando eu mergulhei lá debaixo da ponte e tentei localizá-lo", relatou. O brigadista informou que o cachorro estava debilitado quando foi retirado da água, mas conseguiu se recuperar. De acordo com ele, o animal foi visto novamente na manhã desta quinta-feira (4) e estava bem. Bombeiros salvam cachorro arrastado por correnteza em Roraima Arquivo Fortes chuvas impactam 49 mil pessoas em RR Roraima tem ao menos 49 mil pessoas impactadas pelas fortes chuvas em sete dos 15 municípios do estado, conforme estimativa divulgada nessa terça-feira (2) pela Defesa Civil. Os municípios de Normandia e Uiramutã, ao Norte, concentram a situação mais crítica, com 46 comunidades indígenas isoladas em razão dos alagamentos de estradas. Entre os impactos causados pelas chuvas, estão o isolamento de comunidades após a força da água danificar pontes, estradas e rodovias, além da falta de água potável, energia elétrica, perda de produção rural e de casas destruídas. Em Bonfim, Normandia e Uiramutã, aproximadamente 12,1 mil pessoas estão sem acesso terrestre. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Chuvas fortes destroem casas em comunidades indígenas Roraima tem ao menos 49 mil pessoas impactadas pelas fortes chuvas em sete dos 15 municípios do estado, conforme estimativa divulgada nesta terça-feira (2) pela Defesa Civil. Os municípios de Normandia e Uiramutã, ao Norte, concentram a situação mais crítica, com 46 comunidades indígenas isoladas em razão dos alagamentos de estradas. Entre os impactos causados pelas chuvas, estão o isolamento de comunidades após a força da água danificar pontes, estradas e rodovias, além da falta de água potável, energia elétrica, perda de produção rural e de casas destruídas. Em Bonfim, Normandia e Uiramutã, aproximadamente 12,1 mil pessoas estão sem acesso terrestre. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp "Situação ainda muito crítica. Muita chuva na região", disse o chefe da Defesa Civil de Uiramutã, Julimar Sena, que acompanha a situação no município. Até agora, nove municípios já declararam situação de emergência: Bonfim, Uiramutã, Rorainópolis, Normandia, Alto Alegre, São Luiz do Anauá, Amajari, Iracema e Mucajaí. Segundo a Defesa Civil, Iracema, Amajari, Caroebe e São João da Baliza estão em processo para declarar. Ponte sobre rio Cambaru, principal rota de acesso à sede do Uiramutã (RR) foi levada pela água. Reprodução No boletim de monitoramento sobre a situação em todo o estado, a Defesa Civil apontou que Normandia, Uiramutã, Bonfim, Cantá, Amajari, Rorainópolis e Mucajaí concentram os maiores impactos das chuvas. Ao todo, são 44 pontos críticos em estradas e rodovias nestes municípios, com seis bloqueios totais e quatro parciais. Roraima está sob alerta amarelo de chuvas intensas emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão indica chuvas intensas, entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h). Veja como está o cenários nos municípios: Normandia Normandia tem 17,1 mil pessoas afetadas, entre sete comunidades e a sede do município. O plano de resposta da Defesa Civil prevê ações na cidade como a baldeação (transferência de passageiros entre um lugar e outro) nas comunidades indígenas Macaco, Serra Grande, Jibóia, Santa Cruz e Lameiro. Além da distribuição de 58 cestas básicas e 58 filtros ecológicos de 20 litros para as comunidades Santa Cruz, Serra Grande, Lameiro, Reforma e Macaco. O plano inclui ainda o resgate de uma equipe de serviços sociais do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste, isolada pelo Rio Maú desde 28 de maio, além de medidas para restabelecer o acesso à comunidade Teso Vermelho, após o rompimento de um bueiro. Segundo a Defesa Civil, o local possui acesso exclusivamente terrestre, sem alternativa aérea. As chuvas intensas registradas elevaram o nível das águas e transbordaram os rios Maú e Cotingo, além dos igarapés Inamará e Juruaquim. Na região do rio Maú, foram registradas 23 famílias desabrigadas e dezenas de casas de adobe danificadas. Uiramutã O município mais indígena do Brasil tem mais de 26,9 mil pessoas afetadas pelas fortes chuvas entre 39 comunidades indígenas e a sede. A Defesa Civil prevê a baldeação de pedestres na ponte sobre o rio Cambarú, com 115 metros de extensão, enquanto durar o bloqueio total da BR-433. O plano também inclui o envio de uma equipe extra do Corpo de Bombeiros para reforçar a retirada da estrutura que restou da ponte arrastada pela força da água, e deixou a cidade completamente isolada. O governo do estado construiu uma rota provisória na RR-171, e permite a passagem de veículos por uma “ponte molhada” ao lado da estrutura danificada. Segundo a Defesa Civil, ainda há risco de novo isolamento em caso de chuvas intensas na região. Entre as medidas emergenciais está a solicitação de apoio aéreo para o Polo Base Serra do Sol, após o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste confirmar o isolamento total de 14 comunidades indígenas. A Casa Militar foi acionada para disponibilizar aeronaves destinadas ao reconhecimento da área, transporte de suprimentos e resgates. O Exército Brasileiro também atua no apoio à distribuição de cestas básicas, filtros e água, com a disponibilização de um caminhão de cinco toneladas. Bonfim Bonfim tem 3,5 mil pessoas afetadas entre seis comunidades indígenas. A situação de isolamento se agravou após três pontes serem levadas pela água nas regiões do Jacamim, Marupá e Camaleão. No município, a Defesa Civil prevê a baldeação na Vicinal Jacamim para dar suporte às comunidades isoladas. Equipes da Defesa Civil Estadual foram deslocadas com embarcações, motores de popa, coletes salva-vidas e equipamentos de resgate para auxiliar nas operações. Demais municípios Entre as ações previstas pela Defesa Civil estão o resgate de pessoas isoladas nas comunidades mais afetadas, a inspeção diária de pontes de madeira e estradas vicinais e o levantamento do total de pessoas impactadas em todos os municípios atingidos pelas chuvas. O plano inclui o levantamento dos danos causados pelas chuvas para viabilizar ajuda federal, além do monitoramento contínuo dos demais municípios em conjunto com as Defesas Civis Municipais. Nos municípios em situação mais crítica, equipes distribuem cestas básicas, redes, filtros ecológicos e água potável. Com a redução do nível das águas, devem começar as obras definitivas de recuperação das estradas e pontes afetadas. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Vicinal 05 de Campos Novos, em Iracema Reprodução Nove municípios de Roraima estão em situação de emergência devido às fortes chuvas. Amajari, ao Norte do estado, e Iracema, ao Sul, passaram a integrar a lista após publicarem decretos nesta quarta-feira (3). Os documentos estão no Diário Oficial do Estado (DOE) e assinados pela prefeita de Amajari, Núbia Lima, e pela prefeita de Iracema, Marlene Araújo. Os textos são idênticos e não detalham os impactos específicos registrados em cada município. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp As prefeituras classificaram a situação como Emergência de Nível II, em razão do volume de chuvas acima da média. Nos decretos, as prefeituras destacam que "áreas da zona rural do Município já estão sendo atingidas pelo transbordamento da calha dos rios e igarapés da região, registrando danos e prejuízos, assim como, já provocou o deslocamento de famílias para pontos mais seguros bem como a dificuldade na sua trafegabilidade". Até o momento, Bonfim, Uiramutã, Normandia, Rorainópolis e Mucajaí, Alto Alegre e São Luiz do Anauá também estão em situação de emergência. O que prevê o decreto O objetivo é garantir assistência rápida à população e agilizar a resposta ao desastre. Entre as principais medidas autorizadas pelo decreto estão: Mobilização de órgãos: Fica autorizada a atuação integrada de todas as secretarias e órgãos municipais em ações de prevenção, socorro, reabilitação e reconstrução das áreas atingidas. Dispensa de licitação: O município pode realizar contratações emergenciais sem licitação para adquirir bens, serviços e obras necessários para conter a crise. Os contratos terão prazo máximo de um ano, sem possibilidade de prorrogação. Ações de resgate e evacuação: Em casos de risco iminente, as autoridades e os agentes da Defesa Civil estão autorizados a entrar em residências para prestar socorro ou realizar a evacuação de famílias. Vigência: Em Amajari e Iracema, o prazo estabelecido é de 180 dias. Roraima está sob alerta amarelo de chuvas intensas emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão indica chuvas intensas, entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h). Outros municípios em emergência: Sobe para sete o número de cidades em emergência por fortes chuvas em Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Un collectif d’habitants de la commune de Langrune-sur-Mer demande l’annulation de la visite du trumpiste Pete Hegseth pour les célébrations du 82e anniversaire du Débarquement, ce samedi 6 juin. Il doit représenter le président américain.
Chuvas fortes destroem casas em comunidades indígenas “Tinha gente desesperada, chorando, gritando”. É assim que a tuxaua da comunidade indígena Macaco, Valdina Silva, de 52 anos, relembra a noite em que as enchentes atingiram o município de Normandia, ao Norte de Roraima, há uma semana. As fortes chuvas destruíram casas e deixaram quase 200 pessoas sem energia elétrica, água potável e comida. Normandia é um dos sete municípios em situação de emergência em Roraima. Além da região do Macaco, comunidades próximas, como Santa Cruz, Serra Grande e Jibóia, também estão completamente isolada. A prefeitura acompanha a situação das enchentes e o governo montou uma força-tarefa e envio de ajuda humanitária à áreas isoladas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Valdina disse que, uma semana antes das enchentes, os moradores da comunidade Macaco, do povo Macuxi, já estavam sem energia elétrica e enfrentavam dificuldades de comunicação. A situação provocou a perda de alimentos armazenados em geladeiras, incluindo a merenda escolar. “Estava sendo uma semana muito ruim para nós. Naquela noite, a gente ouviu um barulho forte, mas ninguém imaginava que era a água chegando daquele jeito. Foi tudo muito rápido. Muita gente passou a noite em pé ou em cima de árvores”, disse. Chuvas fortes destroem casas em comunidades indígenas Arquivo As casas da comunidade, feitas de adobe — técnica de construção com terra —, tiveram as paredes destruídas, o que impossibilitou que as famílias permanecessem nas residências. 🔍Casas de adobe são construídas com tijolos feitos de terra crua, água e, em alguns casos, palha, moldados manualmente e secos ao sol. Além disso, moradores como James Milton, de 54 anos, que vivem da agricultura e da criação de animais, também tiveram perdas provocadas pelas chuvas. “A gente está muito triste. É difícil perder a casa e ter que sair do lugar onde morava. Hoje estou ficando na escola da comunidade, porque não tenho para onde ir. É muito sofrimento”, relatou James. “Agora preciso procurar outro lugar para construir uma nova casa. Minha expectativa é conseguir pelo menos fazer uma barraca para me abrigar. Preciso de ajuda com material, porque já estou mais velho e sozinho fica muito difícil reconstruir tudo”, explicou. ‘Completei 67 anos ilhada’ A tuxaua da comunidade Jibóia, Maria Cleunice Servino, de 67 anos, disse que, até essa segunda-feira (1ª), a localidade não havia recebido nenhum tipo de ajuda. “Aqui ninguém recebeu nem um quilo de arroz sequer. Nós vivemos do que plantamos e criamos. Estamos muito prejudicados. O que mais dói é ver as crianças nessa situação. No sábado, quase morreram duas crianças tentando atravessar a água. Graças a Deus conseguimos puxar elas e salvar”, disse. Maria, do povo Wapichana, vive na região desde 1976. Nesta semana, ela fez aniversário em meio ao isolamento causado pelas enchentes. “Completei 67 anos ilhada”, afirmou. “Já tivemos enchentes antes, normalmente de três em três anos, mas nunca como essa. As outras enchiam e baixavam, não chegavam nesse nível.” A tuxaua informou que a água consumida pela comunidade vem do rio, já que os moradores enfrentam dificuldades para utilizar os poços artesianos. Segundo ela, a situação tem provocado problemas de saúde entre as pessoas, que apresentam sintomas como febre, dor de barriga e vômito. “Na minha casa, a gente está matando as galinhas do terreiro para comer. Ainda não estamos passando fome porque criamos animais, mas as criações estão acabando. Precisamos de ajuda com alimento e água”, disse. Situação em Normandia A prefeitura de Normandia decretou situação de emergência devido aos impactos causados pelas fortes chuvas que atingem o município nas últimas semanas. O decreto, assinado na última sexta-feira (29) pelo prefeito Dr. Raposo (PP), tem validade de 180 dias A medida municipal ocorre em meio a um cenário crítico de enchentes que já deixaram comunidades indígenas isoladas e milhares de crianças sem ir à escola. Segundo o documento, as chuvas intensas registradas desde o final do mês de abril elevaram o nível das águas e causaram o transbordamento dos rios Maú e Cotingo, além dos igarapés Inamará e Juruaquim. Cerca de 16 mil pessoas já foram atingidas pelas chuvas em Normandia. Comunidade está isolada em Normandia Arquivo 16 mil pessoas já foram atingidas por chuvas em Normandia Arquivo Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Antonio Denarium e Edilson Damião Reprodução/Instagram O Governo de Roraima solicitou aos ex-governadores Antonio Denarium (Republicanos) e Edilson Damião (União Brasil) que devolvam os carros oficiais que estavam sob a responsabilidade deles. O pedido ocorre e meio à situação de emergência causado pelas chuvas em sete dos 15 municípios do estado. No pedido, assinado pelo secretário-chefe da Casa Militar, Francisco Xavier, ele destacou a situação de emergência, diante do elevado volume de chuvas. "Os impactos já registrados em municípios e áreas vulneráveis, exige a manutenção dos veículos oficiais em permanente estado de prontidão". Procurados pelo g1, os ex-governadores Edilson Damião e Antonio Denarium não enviaram resposta até a última atualização desta reportagem. Damião deixou o governo há um mês, enquanto Denarium deixou o cargo há três meses. 🌧️ Roraima enfrenta um cenário crítico por causa das fortes chuvas que atingem o estado desde o início do período chuvoso, em abril. O acumulado já chegou a 315 milímetros, o equivalente a cerca de 90% dos 347 milímetros previstos para todo o mês, segundo a Defesa Civil estadual. Nos municípios em situação de emergência, há registros de alagamentos, comunidades isoladas e danos em estradas e pontes. Segundo o governo, Denarium está com um picape Ranger a diesel, de cor preta, ano 2025/2026, e Damião com a picape branca, ano 2026, também a diesel. "Não existe previsão legal para uso de veículos oficiais por ex-governadores de Roraima", informou. Estão em situação de emergência os municípios de Bonfim, Normandia, Uiramutã, Alto Alegre, Rorainópolis, Mucajaí e São Luiz. Ex-governadores Denarium e Damião governaram Roraima desde 2023. Em 27 de março deste ano, Denarium renunciou ao mandato para disputar uma vaga ao Senado, e o então vice, Edilson Damião, assumiu o comando do estado. No entanto, pouco mais de um mês depois, Damião teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e saiu da função. No mesmo processo, Denarium foi declarado inelegível. Atualmente, o deputado presidente do Assembleia Legislativa de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos) ocupa o cargo de governador interino até a realização da eleição suplementar, marcada para o dia 21 de junho. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Rio Branco atinge nível de alerta para inundação em Boa Vista (RR). Yara Ramalho/g1 RR O rio Branco, principal rio de Roraima, atingiu o nível de alerta para inundação em Boa Vista e o nível de atenção em Caracaraí, no Sul de Roraima, segundo boletim do Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgado nesta segunda-feira (1º). Em Boa Vista, o rio chegou à 814 centímetros. Já em Caracaraí, o nível atingiu 848 cm às 11h15 desta segunda. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Na última semana, o nível do rio subiu 267 centímetros em Boa Vista e 252 em Caracaraí. Segundo o boletim, todas as estações monitoradas na bacia do rio Branco estão em processo de cheia devido as chuvas registradas nos últimos dias. Roraima enfrenta um cenário crítico por causa das fortes chuvas que atingem o estado desde o início do período chuvoso, em abril. Atualmente, sete dos 15 municípios estão em situação de emergência (entenda abaixo). Pessoas isoladas em comunidade indígena no Uiramutã, em Roraima Divulgação LEIA TAMBÉM: Sobe para sete o número de cidades em emergência por fortes chuvas em Roraima Roraima tem alerta de chuvas intensas em meio à emergência em municípios Chuvas alagam plantações e causam prejuízos no campo em municípios de Roraima O monitoramento considera três níveis: atenção, alerta e inundação. A cota de atenção indica possibilidade moderada de inundação. A cota de alerta aponta risco elevado de transbordamento. Já a cota de inundação marca o momento em que os primeiros danos começam a ser registrados na cidade. 👉 Em Boa Vista, o rio já ultrapassou a cota de alerta, mas ainda não atingiu a de inundação, que é de 850 centímetros. Em Caracaraí, a cota de atenção é de 800 centímetros, a de alerta é de 850 e a de inundação é de 900. A maior cheia registrada no rio Branco ocorreu em junho de 2011, quando o nível chegou a 10,28 metros em Boa Vista. Na época, o rio transbordou, famílias ficaram desabrigadas e o governo decretou situação de emergência. 7 cidades em situação de emergência Fortes chuvas alagam estradas, arrastam ponte e Roraima tem impacto em dez dos 15 municípi Até o momento, as fortes chuvas já levaram sete municípios de Roraima a decretarem situação de emergência. São eles: Bonfim; Uiramutã; Normandia; Rorainópolis; Mucajaí; Alto Alegre; São Luiz. Nas cidades, a força das águas levou pontes, deixou pessoas sem acesso terrestre e isolou comunidades, deixando milhares de moradores sem água potável e forçando o deslocamento de famílias. Roraima está sob alerta de chuvas intensas emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) nesta segunda-feira. A previsão indica chuvas intensas, com acumulados de até 100 milímetros por dia e rajadas de vento de até 100 km/h. O aviso vale para os 15 municípios do estado. Ponte sobre rio Cambaru, principal rota de acesso à sede do Uiramutã (RR) foi levada pela água. Reprodução Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Município mais indígena do Brasil volta a ter acesso por rota provisória um dia após chuva O município mais indígena do Brasil, Uiramutã, ao Norte de Roraima, voltou a ter acesso ao restante do estado no domingo (31), um dia após a força da água arrastar parte da ponte sobre o igarapé Cambaru e deixar a cidade isolada. A estrutura era a principal via de acesso à sede do município. Uiramutã é um dos sete municípios que decretaram situação de emergência devido às fortes chuvas e tem cerca de 16 mil pessoas afetadas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O governo do estado construiu uma rota provisória na RR-171, permitindo a passagem de veículos por uma “ponte molhada” , que fica ao lado da estrutura danificada. O chefe da Defesa Civil de Uiramutã, Julimar Sena informou que "se chover muito e encher a ponte molhada também é interditada". 🚧 ENTENDA: A travessia recebeu esse nome por ficar em um nível mais baixo que a ponte original e funcionar mesmo com acúmulo de água sobre a pista. Município mais indígena do Brasil volta a ter acesso um dia após chuva levar ponte em RR Reprodução De acordo com o secretário estadual de Infraestrutura, Gregório Almeida Júnior, equipes seguem no município para reparar outros pontos críticos afetados pelo inverno. “Estamos verificando todos os locais obstruídos e resolvendo de imediato os pontos críticos para garantir a trafegabilidade da população e de veículos de resgate”, afirmou. Situação afeta RR A Defesa Civil estadual informou que Uiramutã e Normandia estão entre os municípios mais afetados, com aproximadamente 16 mil pessoas impactadas em cada localidade, grande parte delas vivem em comunidades indígenas. A ação faz parte da operação Apoio Imediato, criada para ampliar a resposta aos impactos das fortes chuvas em Roraima, que já afetam cerca de 47 mil pessoas. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Rio transbodou e alagou moradia de comunidade indígena no Uiramutã, em Roraima Defesa Civil Municipal/Divulgação Roraima está sob alerta de chuvas intensas emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em meio à situação de emergência decretada em cinco dos 15 municípios do estado. O aviso laranja abrange todo o território roraimense e é válido até esta segunda-feira (1). Nesse nível de alerta, a previsão indica chuvas intensas, com acumulados de até 100 milímetros por dia e rajadas de vento de até 100 km/h. Há risco de falta de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas devido à intensidade das chuvas. O aviso vale para os 15 municípios do estado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp ⚠️ Em caso de ventos fortes, a recomendação é não se abrigar debaixo de árvores e evitar áreas com estruturas como torres de transmissão e placas. Também é indicado não usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada e, se possível, desligar o quadro geral de energia. Em situações de emergência, a orientação do Instituto é acionar a Defesa Civil, por meio do 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193. Cinco municípios em emergência Até o momento, as fortes chuvas já levaram cinco municípios de Roraima a decretarem situação de emergência: Bonfim: A força das águas levou três pontes e deixou cerca de 7,5 mil pessoas sem acesso terrestre. O transporte de moradores e de mantimentos está sendo feito por barcos, com apoio dos Bombeiros. Uiramutã: Com a queda de uma ponte, o município mais indígena do país ficou completamente isolado neste sábado (30). A água barrenta deixou os moradores e comunidades indígenas sem água potável, o que exigiu uma força-tarefa de distribuição. Normandia: A cheia dos rios Maú e Cotingo rompeu estradas, deixou comunidades isoladas e milhares de crianças sem aulas, forçando o deslocamento de famílias. Rorainópolis: Cerca de 2 mil pessoas (400 famílias) foram afetadas. As chuvas causaram impactos diretos em 25 estradas vicinais, isolaram áreas rurais e provocaram alagamentos na área urbana. Mucajaí: Classificada no decreto como Situação de Emergência de Nível II, até o momento, os principais transtornos confirmados no município são estradas vicinais completamente alagadas e intrafegáveis, além de danos em pontes de acesso, conforme relatos de moradores da região. Fortes chuvas alagam estradas, arrastam pontes e Roraima tem impacto em dez municípios Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Moradores usam canoas para resgatar gado durante fortes chuvas em Caracaraí “É animal morrendo, animal caindo”, relata o ribeirinho Rivander Galvão sobre os impactos das enchentes em Caracaraí, no Sul de Roraima. Segundo ele, todos os anos os moradores da região sofrem prejuízos com a perda de animais, áreas de pastagem e produção agrícola durante o período chuvoso. Em um vídeo registrado no município, é possível ver moradores tentando resgatar um boi machucado e debilitado. O animal foi colocado em uma canoa e transportado por cerca de 300 metros, enquanto algumas pessoas empurravam a embarcação por dentro da água. Moradores usam canoas para resgatar gado durante fortes chuvas em Caracaraí: ‘Todo ano é isso’ Miguel Rodrigues/Rede Amazônica ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Na última semana, a água passou por cima da ponte sobre o rio Barauana, na BR-432, uma das primeiras regiões do estado a ser afetada pelas chuvas intensas. Com o avanço da cheia, alguns animais ficam ilhados e acabam morrendo afogados. Rivander afirma que o problema é antigo e se agravou. “Alaga o pasto, alaga tudo. Todo ano é isso. Não vou reclamar muito porque moro na beira do rio, mas antes não alagava assim. Os animais acabam morrendo: galinha, porco, carneiro. Já tirei muitos animais daqui, mas teve bicho que não conseguiu [sair]”, disse. Cinco municípios de RR em emergência Até o momento, as fortes chuvas já levaram cinco municípios de Roraima a decretarem situação de emergência. Além de Mucajaí, enfrentam cenários críticos: Bonfim: A força das águas levou três pontes e deixou cerca de 7,5 mil pessoas sem acesso terrestre. O transporte de moradores e de mantimentos está sendo feito por barcos, com apoio dos Bombeiros. Uiramutã: Com a queda de uma ponte, o município mais indígena do país ficou completamente isolado neste sábado (30). A água barrenta deixou os moradores e comunidades indígenas sem água potável, o que exigiu uma força-tarefa de distribuição. Normandia: A cheia dos rios Maú e Cotingo rompeu estradas, deixou comunidades isoladas e milhares de crianças sem aulas, forçando o deslocamento de famílias. Rorainópolis: Cerca de 2 mil pessoas (400 famílias) foram afetadas. As chuvas causaram impactos diretos em 25 estradas vicinais, isolaram áreas rurais e provocaram alagamentos na área urbana. Mucajaí: Classificada no decreto como Situação de Emergência de Nível II, até o momento, os principais transtornos confirmados no município são estradas vicinais completamente alagadas e intrafegáveis, além de danos em pontes de acesso, conforme relatos de moradores da região. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Escoamento de produção da agricultura familiar e indígena em Roraima foi comprometida por inundações. Raquel Maia/Rede Amazônica As fortes chuvas que atingem Roraima inundaram plantações e causaram prejuízos a agricultores e pecuaristas, especialmente no município de Bonfim, ao Norte do estado. Comunidades inteiras perderam roças sob a água, enquanto atoleiros em estradas impedem o transporte de gado e o escoamento de soja. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Na comunidade Marupá, localizada no Bonfim, a força da enchente devastou o meio de subsistência das famílias. A plantação de mandioca, que é a principal fonte de renda e alimento dos povos indígenas da região, foi levada pela água. "Nós perdemos mandioca, perdemos abóboras, perdemos banana. A nossa roça fica igual açude. Lá dentro só dá pra ver o mar e a folhinha de banana. Lá dentro da comunidade é muito triste ver isso", lamenta o agricultor e ex-liderança indígena, Terêncio Salomão. Além da agricultura familiar, o agronegócio também contabiliza perdas. As condições da rodovia estadual RR-207 preocupam os produtores rurais de Bonfim que dependem da rota para vender a colheita e receber insumos. Em uma das principais áreas de cultivo, a estrada de terra foi coberta por lama. "Para a gente é ruim porque isola as fazendas na hora de escoar a produção, tanto de soja quanto de gado. A maioria dos caminhoneiros não quer nem entrar aqui porque sabem do estado da rodovia", relata o pecuarista João Valêncio. Diante da falta de infraestrutura, que é um problema histórico na região, os produtores criaram a Associação dos Moradores e Produtores da Serra da Lua. Segundo Valêncio, o grupo se mobiliza desde o ano passado para pedir soluções ao poder público. Os danos à agricultura também se repetem em outras regiões. No Uiramutã, o município mais indígena do Brasil, uma roça do povo Ingarikó desapareceu completamente após a inundação da área. A água barrenta comprometeu o abastecimento, e os moradores ficaram sem água potável. Para apoiar as vítimas das enchentes, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedc) anunciou a criação de uma força-tarefa, que atua em conjunto com o Corpo de Bombeiros de Roraima. O transporte de moradores e de mantimentos em áreas isoladas é feito por embarcações. Municípios em emergência Comunidade indígena Ingarikó, no Uiramutã, após fortes chuvas dos últimos dias em Roraima Defesa Civil de Uiramutã/Divulgação Até o momento, os temporais já causaram impactos em dez municípios de Roraima. Desses, cinco precisaram decretar situação de emergência: Mucajaí, Bonfim, Uiramutã, Normandia e Rorainópolis. Em Bonfim, a força das águas derrubou três pontes e isolou cerca de 7,5 mil pessoas. No Uiramutã, o acesso terrestre foi totalmente interrompido neste sábado (30) após a queda de mais uma ponte. Já em Normandia e Rorainópolis, a cheia dos rios rompeu estradas, deixou comunidades isoladas e milhares de moradores afetados, forçando o deslocamento de famílias. Veja reportagem sobre o tema: Temporais em Roraima têm impacto na agricultura do estado Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.