Un terremoto en Filipinas mata al menos a 15 personas y obliga a evacuar la costa de Mindanao por alerta de tsunami
El seísmo de magnitud 7,8 provocó también más de un centenar de heridos
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El seísmo de magnitud 7,8 provocó también más de un centenar de heridos
Terremoto de magnitude 7,8 atinge Filipinas e derruba prédios Um terremoto de magnitude 7,8 atingiu a ilha de Mindanao, nas Filipinas, na segunda-feira (noite de domingo, dia 7, no horário de Brasília), informou o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ). O tremor chegou a derrubar prédios na região. (Veja vídeo acima) 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O alerta inicial indicava uma magnitude de 8,2, mas foi revisado pelo instituto alemão posteriormente. Um alerta de tsunami foi ativado para regiões do país e da vizinha Indonésia. A agência sismológica filipina prevê ondas a mais de um metro acima do nível normal da maré. O epicentro do tremor ocorreu a uma profundidade de 10 km (6,2 milhas), segundo o GFZ. Mindanao é a segunda maior ilha das Filipinas em extensão e fica no sul do arquipélago. Ela possui 27,3 milhões de habitantes, o que a torna a sétima ilha mais populosa do mundo. O país faz parte do "Anel de Fogo", região de vulcões e fossas oceânicas que cercam parcialmente a Bacia do Pacífico, e que é altamente propensa a movimentos sísmicos de grande magnitude. Local de terremoto registrado nas Filipinas em 8 de junho de 2026 Reprodução/USGS Magnitude A quantidade de energia liberada no epicentro do tremor dos terremotos é chamada de magnitude e medida pela escala Richter. Ela é logarítmica: isso significa que cada aumento de um ponto representa uma liberação de energia aproximadamente 32 vezes maior. Embora não haja um “limite teórico absoluto”, os cientistas estimam que, na crosta terrestre atual, o maior terremoto possível teria magnitude entre 9,5 e 10. O maior já registrado oficialmente foi o do Chile, em 1960, com 9,5 graus. Terremoto de magnitude 7,8 atinge Filipinas e derruba prédios. Reprodução/Redes Sociais
Um terremoto de magnitude 8,2 atingiu a ilha de Mindanao, nas Filipinas, na segunda-feira (noite de domingo, dia 7, no horário de Brasília), informou o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ). Um alerta de tsunami foi ativado para regiões do país e da vizinha Indonésia. O epicentro do tremor ocorreu a uma profundidade de 10 km (6,2 milhas), segundo o GFZ. Mindanao é a segunda maior ilha das Filipinas em extensão e fica no sul do arquipélago. Ela possui 27,3 milhões de habitantes, o que a torna a sétima ilha mais populosa do mundo.
Relatório americano sobre trabalho forçado tem um estudo de caso criticando a pecuária brasileira. Getty Images via BBC O governo dos Estados Unidos incluiu o Brasil em uma lista de 59 países, além da União Europeia, que "não conseguiram" proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado — e que, segundo as autoridades americanas, devem ser sujeitos a mais tarifas retaliatórias por causa disso. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propõe que o Brasil e outros 53 países citados no relatório recebam tarifas adicionais de 12,5%. Outras seis economias devem receber taxação de 10%. Não está claro se essas tarifas se adicionam a outras já em vigor — e como elas se aplicariam em relação a listas de exceções. No caso do Brasil, o relatório destaca o fato de "pesquisas independentes" sugerirem que "pecuaristas brasileiros constam na chamada 'Lista Suja'" (leia abaixo na reportagem). A BBC News Brasil entrou em contato com o governo brasileiro e com associações que representam a pecuária brasileira, mas ainda não houve manifestação sobre o novo relatório. Os EUA ainda estão em fase de consulta sobre essas medidas. O USTR realizará uma audiência pública sobre sua proposta em 7 de julho. Agora no g1 "O fracasso dos nossos parceiros comerciais mais importantes em abordar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é inaceitável. Isso cria uma dinâmica em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais", disse o representante-geral de Comércio dos EUA, Jamieson Greer. "Não toleraremos mais essa disparidade. Alguns parceiros comerciais já tomaram medidas iniciais para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado [...]. No entanto, cada um dos nossos parceiros comerciais deve fazer mais para garantir que o comércio não incentive e perpetue o trabalho forçado em nível global." A investigação foi feita em praticamente todos os parceiros comerciais dos EUA. As 60 economias sob investigação representam mais de 99% da pauta de importações dos EUA. Todas elas foram condenadas pela investigação — e receberam recomendação de imposição de tarifas retaliatórias. Entre os países, estão economias avançadas e aliados tradicionais dos americanos, como União Europeia, Reino Unido, Japão e Israel. Para seis economias — Canadá, União Europeia, Equador, México, Paquistão e Indonésia — a taxação proposta é de 10%, porque no entendimento americano elas possuem mecanismos, mas não realizam a fiscalização contra o trabalho forçado. O anúncio do governo americano ocorre poucas semanas antes da expiração de uma tarifa de 10% que a Casa Branca havia imposto a dezenas de países após uma derrota na Suprema Corte em fevereiro, que derrubou o tarifaço inicial proposto pelo presidente americano Donald Trump. Essa tarifa fixa se baseava na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, mas tinha validade de apenas 150 dias. Algumas autoridades e especialistas acusam os EUA de buscar novas formas de manter o tarifaço de Trump, usando outros pretextos. "Como o tribunal considerou o regime tarifário [de Trump] ilegal, acho que está claro que os EUA estão buscando outras maneiras de restabelecer essa barreira tarifária, esse regime", disse o ministro do Comércio da Nova Zelândia, Todd McClay, ao jornal Financial Times. "Não estamos envolvidos em nenhuma forma de trabalho forçado". O anúncio foi feito um dia depois que o mesmo USTR concluiu uma grande investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado — e disse que certas práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem o comércio dos EUA". Na segunda-feira (01/06), o governo americano propôs tarifas retaliatórias de 25% a produtos brasileiros — mas essas medidas ainda não foram definidas e serão discutidas ao longo das próximas semanas até o dia 15 de julho. O que o relatório fala sobre o Brasil? O Brasil é um dos 59 países (além da União Europeia) com uma seção específica no relatório. O país é mencionado 19 vezes no relatório de 98 páginas. "O USTR constatou que o Brasil não impôs nem aplicou efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado", diz o texto, cujas conclusões sobre o Brasil estão resumidas em três parágrafos. O relatório diz que a falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado é "irrazoável" e "onera ou restringe o comércio dos EUA" — os mesmos termos usados na conclusão da investigação do dia anterior que condenou práticas comerciais usadas pelo Brasil e propôs tarifas de 25% aos produtos brasileiros. "Embora o Brasil alegue proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio da implementação de seus compromissos em acordos de investimento e acordos de livre comércio, essas disposições não proíbem legalmente a importação de bens produzidos total ou parcialmente por trabalho forçado de outra economia para o mercado interno para venda", diz o texto. Essas conclusões sobre o Brasil são semelhantes às de outros países — com algumas variações no texto para cada um. O Brasil aparece em outro trecho do relatório em um estudo de caso específico, sobre sua produção de carne bovina — ao lado de outros dois exemplos, sobre importação de arroz de Mianmar e de tabaco do Malauí. "Está bem documentado que o trabalho forçado é utilizado na produção de gado no Brasil", diz o relatório. "A lista TVPRA [uma lista do governo americano de produtos fabricados por meio de trabalho infantil ou trabalho forçado] afirma que há razões para acreditar que existe trabalho forçado na produção de gado no Brasil. Pesquisas independentes sugerem que pecuaristas brasileiros constam na chamada 'Lista Suja'." A "Lista Suja" é um documento público divulgado pelo Ministério do Trabalho para dar visibilidade a fiscalizações do governo de combate ao trabalho escravo. Segundo o relatório americano, as exportações agrícolas americanas são afetadas por isso, já que tanto Brasil como EUA exportam carne bovina congelada para a China — com o Brasil se distanciando dos americanos na preferência dos chineses. "Durante o período de 2015 a 2025, o volume de exportações de carne bovina congelada do Brasil para as economias investigadas quase dobrou, em comparação com um aumento de 21% no volume exportado pelos EUA", diz o texto. "Como demonstram as importações de carne bovina congelada pela China, os efeitos negativos da concorrência com produtos provenientes de trabalho forçado sobre as exportações dos EUA não se limitam a bens manufaturados, podendo também afetar negativamente as exportações agrícolas americanas." "Embora nem todas as importações chinesas de carne bovina congelada do Brasil sejam necessariamente produzidas com trabalho forçado, a prevalência dessa prática na produção pecuária brasileira sugere fortemente que ao menos parte dessas importações foi produzida total ou parcialmente com trabalho forçado." Quais países estão na lista junto com o Brasil? Segundo as conclusões da investigação americana, "todas as economias investigadas falharam tanto em impor uma proibição legal à importação de bens produzidos total ou parcialmente com trabalho forçado quanto em fazer cumprir efetivamente essa proibição". As economias listadas pelos EUA são: África do Sul Angola Arábia Saudita Argélia Argentina Austrália Bahamas Bahrein Bangladesh Brasil Camboja Canadá Catar Cazaquistão Chile China Colômbia Coreia do Sul Costa Rica Egito El Salvador Emirados Árabes Unidos Equador Filipinas Guatemala Guiana Honduras Hong Kong Índia Indonésia Iraque Israel Japão Jordânia Kuwait Líbia Malásia Marrocos México Nova Zelândia Nicarágua Nigéria Noruega Omã Paquistão Peru Reino Unido República Dominicana Rússia Singapura Sri Lanka Suíça Taiwan Tailândia Trinidad e Tobago Turquia União Europeia Uruguai Venezuela Vietnã Tensões entre Brasil e EUA O anúncio da conclusão americana sobre trabalho forçado aconteceu um dia após outra grande investigação sobre o Brasil, na qual o USTR propôs tarifas retaliatórias de 25% contra produtos brasileiros. As supostas práticas brasileiras condenadas pelo governo americano são relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. O governo americano ainda está recebendo consultas do público até o dia 1º de julho sobre as medidas. No dia 6 de julho, haverá uma audiência pública. Brasil e EUA vivem tensões com classificação de facções criminosas como organizações terroristas e acusações comerciais AFP via Getty Images/BBC O representante-geral de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse que teve "reuniões construtivas" que "se intensificaram nas últimas semanas" com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump — e que espera dar continuidade a esse diálogo com o governo brasileiro até 15 de julho, antes de adotar qualquer medida de resposta. "No entanto, continuamos enfrentando divergências significativas na resolução das questões identificadas nesta investigação", disse Greer em nota. No mesmo dia em que anunciou a medida, Trump fez uma publicação com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma das fotos, também aparece seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. "Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!", escreveu Trump na sua rede social Truth Social. Antes da publicação do presidente americano, Flávio afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que é contra a imposição de novas tarifas para compra de produtos importados que os EUA planejam adotar contra o Brasil. "Sempre defendi as empresas brasileiras e, em qualquer oportunidade que tiver, vou continuar a defender nosso setor produtivo. Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas. Tarifa não é solução", disse Flávio na terça-feira. "Precisamos sentar de maneira séria na mesa de negociação, não com bravatas, como faz Lula." Lula, por sua vez, atribuiu a conclusão das investigações americanas à atuação de Flávio e Eduardo Bolsonaro nos EUA. O petista chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de "vendilhões e traidores da pátria" ao reagir à nova ameaça do governo americano. "Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer alto e bom som: são traidores", disse Lula. O presidente brasileiro comentou que a reunião que ele teve com Trump no início do mês havia sido um "sucesso", mas que as negociações foram atrapalhadas. O presidente argumentou ainda que mostrou a Trump que os EUA não têm déficit comercial com o Brasil e mencionou a celebração da família Bolsonaro no primeiro tarifaço contra o Brasil. Em seguida, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta destinada ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em que ele pede que Washington não imponha novas sanções comerciais ao Brasil. No ofício, escrito em inglês, o senador diz que o país vive "um grave processo de deterioração fiscal e econômica" e que a imposição de novas tarifas causaria "sérios danos ao povo brasileiro". "Por isso, escrevo para reiterar formalmente o pedido que lhe fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil", escreveu. Outro ponto de desavença entre os governos dos EUA e Brasil aconteceu na semana passada, após o governo americano anunciar que passará a classificar as facções criminosas brasileiras PCC e CV como organizações terroristas. A medida foi anunciada por Trump dois dias após um encontro no Salão Oval com Flávio Bolsonaro. "Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como uma republiqueta", disse Lula, sobre a decisão americana.
EUA incluem Brasil em lista de 60 países que falham no combate ao trabalho forçado A Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) determinou, nesta quarta-feira (3), que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em impor e fiscalizar efetivamente a proibição da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos vindos dessas economias. A decisão se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, após uma investigação iniciada em março deste ano. Esse é o mesmo texto utilizado para fundamentar a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, entre elas o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o relatório oficial, a prática desses países é considerada "irracional" e restringe o comércio dos EUA ao criar uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores americanos. Vista aérea da Casa Branca, em 2 de maio de 2026 REUTERS/Ken Cedeno O governo dos EUA estabeleceu dois níveis de sobretaxação: 10% de tarifa adicional para países que já possuem alguma proibição parcial ou que se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de Acordos de Comércio Recíproco. São eles: União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador. 12,5% de tarifa adicional para todas as outras economias investigadas que não apresentam regimes eficazes de controle. São eles: Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina, Arábia Saudita, entre outros. "A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou o embaixador Jamieson Greer. "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais essa disparidade." Em relação ao Brasil, a investigação concluiu que o país falhou em impor e fiscalizar uma proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado. De acordo com o relatório, embora o Brasil assuma compromissos contra o trabalho escravo em acordos de livre comércio e investimentos, o país ainda carece de uma proibição legal efetiva que impeça, na prática, a entrada de mercadorias produzidas nessas condições em seu mercado interno. Portanto, a conduta do Brasil foi classificada como irracional e prejudicial ao comércio norte-americano. O relatório também detalha estudos de caso setoriais, apontando o risco de trabalho forçado na produção de arroz em Myanmar e de tabaco no Malaui. Além disso, países europeus como Polônia e Espanha são citados como mercados de destino para exportações que concorrem diretamente com os produtos americanos. O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o representante de comércio dos EUA, Jamieson Greer, falam à imprensa após negociações comerciais com a China em Genebra Martial Trezzini/Handout via Reuters Próximos passos A medida ainda passará por um período de consulta pública antes de ser implementada. O governo americano receberá comentários por escrito até o dia 6 de julho de 2026. No dia seguinte, 7 de julho, o USTR realizará audiências públicas para discutir as ações propostas. A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir que mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos circulem livremente. As 60 economias mencionadas como foco da investigação são: África do Sul Argélia Angola Argentina Austrália Bahamas Bahrein Bangladesh Brasil Camboja Canadá Catar Cazaquistão Chile China (República Popular da China) Colômbia Coreia do Sul Costa Rica Egito El Salvador Emirados Árabes Unidos Equador Filipinas Guatemala Guiana Honduras Hong Kong, China Índia Indonésia Iraque Israel Japão Jordânia Kuwait Líbia Malásia Marrocos México Nicarágua Nigéria Noruega Nova Zelândia Omã Paquistão Peru Reino Unido República Dominicana Rússia Arábia Saudita Singapura Sri Lanka Suíça Taiwan Tailândia Trinidad e Tobago Turquia União Europeia Uruguai Venezuela Vietnã
Criança é mordida por tubarão na praia de Piedade, no Grande Recife O Brasil está entre os primeiros países no ranking internacional de ataques de tubarão. O dado do mapa elaborado pelo Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão (ISAF, na sigla em inglês) do Museu da Flórida, no Estados Unidos. O levantamento internacional considera registros de ataque desde 1580 até o ano passado, em todo o globo, e contabiliza apenas os ataques "não provocados", isto é, incidentes que ocorrem em habitat natural do animal e que não foram iniciados por uma interação humana. Neste domingo (31), o Brasil registrou mais um ataque. Uma criança de 11 anos foi mordida por um tubarão, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A praia concentra o maior números de ataques de Pernambuco. (Veja mais abaixo) No ano passado, a ISAF confirmou 65 mordidas de tubarão não provocadas e 29 mordidas provocadas. Houve 12 mortes confirmadas relacionadas aos ataques — 9 dessas foram classificadas como não provocadas. Veja o ranking: EUA — 1441 Austrália — 642 República da África do Sul — 255 Brasil — 107 Nova Zelândia — 52 Papua Nova Guiné — 48 Ilhas Mascarenhas (Ilha da Reunião) — 46 México — 40 Ilhas Bahamas — 29 Irã — 23 Ilhas Fiji — 22 Egito — 22 Nova Caledônia — 15 Japão — 15 Grécia — 15 Índia — 14 Itália — 13 Hong Kong — 13 Equador — 12 Cuba — 12 Moçambique — 11 Indonésia — 11 Filipinas — 11 Porto Rico — 11 Ilhas Salomão — 11 Vietnã — 10 Panamá — 10 Ilhas Marshall — 8 Iraque — 8 Kiribati — 8 Costa Rica — 7 Polinésia Francesa — 6 Quênia — 6 Ilhas Canárias — 6 Espanha — 6 França — 5 Líbia — 5 Malta — 5 Croácia — 5 Arábia Saudita — 5 O ranking ainda considera outros 50 países, que têm menos de 5 ataques registrados. Os dados são coletados por voluntários de ciências por todo o mundo, como observadores regionais. Pela metodologia de coleta, os dados podem divergir dos números oficiais de cada país. Ataques em Pernambuco Criança mordida por tubarão é socorrida em Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife Reprodução/Redes sociais Desde 1992, Pernambuco registrou 82 incidentes com tubarão, sem contar o caso deste domingo. A ocorrência mais recente aconteceu na Praia Del Chifre, em Olinda, e vitimou Deivson Rocha Dantas, de 13 anos, que morreu. Antes disso, no dia 9 de janeiro, em Fernando de Noronha, a turista Dayane Dalezen, de 36 anos, foi mordida na perna por um tubarão-lixa. Após o ocorrido, ela foi atendida no hospital da ilha e liberada. O ferimento foi considerado sem gravidade. Os últimos incidentes de mordida de tubarão no Grande Recife haviam sido em 2023, quando, em menos de 15 dias, um surfista foi mordido na Praia Del Chifre, e dois adolescentes foram mordidos em dias seguidos em Piedade.
Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 REUTERS/Tingshu Wang O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pediu neste sábado (30) que aliados asiáticos aumentem os gastos militares para conter o crescimento do poder da China e impedir sua dominância na região, alertando para um “alarme legítimo” diante da rápida expansão militar chinesa. Hegseth, falando no Diálogo de Shangri-La, em Singapura — principal fórum asiático de líderes de defesa, militares e diplomatas — afirmou que uma rede de aliados mais forte e autossuficiente é essencial para dissuadir agressões e preservar o equilíbrio de poder. “Há um alarme legítimo em relação ao histórico aumento militar da China e à expansão de suas atividades militares na região e além dela”, disse. “Um Pacífico dominado por qualquer potência hegemônica destruiria o equilíbrio regional de poder”, afirmou Hegseth. “Nenhum Estado, incluindo a China, pode impor sua hegemonia e colocar em risco a segurança ou a prosperidade de nossa nação e de nossos aliados.” Segundo o chefe do Pentágono, os EUA esperam que aliados e parceiros asiáticos elevem os gastos com defesa para 3,5% do PIB, enquanto Washington prometeu investir US$ 1,5 trilhão em suas próprias Forças Armadas. Hegseth ressaltou que os aliados buscam estabilidade, e não escalada de tensões. “O que eles querem, e o que os Estados Unidos oferecem, é força disciplinada, determinação constante e liderança confiante o suficiente para falar e agir com firmeza, mas sem alarde.” O secretário também adotou um tom mais moderado sobre as relações entre EUA e China, afirmando que os laços estão “melhores do que estiveram em muitos anos”, com contatos militares mais frequentes ajudando a administrar tensões. “Estamos nos reunindo com mais frequência com nossos colegas chineses, mantendo linhas abertas de comunicação militar”, disse. Zhou Bo, pesquisador da Universidade Tsinghua e coronel aposentado do Exército de Libertação Popular da China que integra a delegação chinesa, descreveu a relação entre os dois países como “complicada”. Ainda assim, afirmou que Hegseth adotou “um tom muito melhor” neste ano em comparação ao anterior, atribuindo a mudança à visita de Donald Trump à China. “Os dois lados mantêm canais abertos de comunicação. A situação não é tão exagerada quanto o mundo exterior faz parecer”, afirmou Zhou. A China, cujo ministro da Defesa faltou ao encontro pelo segundo ano consecutivo, acusou Hegseth no ano passado de fazer comentários “difamatórios”. “SEM CARONISTAS” Hegseth repetiu a antiga cobrança do presidente Donald Trump para que aliados assumam mais responsabilidade pelos próprios custos de defesa. Trump frequentemente afirma que parceiros europeus e da OTAN devem reduzir a dependência de Washington. “A era em que os Estados Unidos subsidiavam a defesa de nações ricas acabou”, disse Hegseth. “Precisamos de parceiros, não de protetorados”, acrescentou. “Não existe aliança forte se todos não tiverem participação no esforço. Nada de caronistas.” O secretário elogiou contribuições de aliados como Coreia do Sul, Filipinas, Austrália, Singapura, Malásia e Tailândia, e afirmou que o Japão está tomando medidas concretas para reforçar sua defesa. “Tóquio e Washington precisam fazer sua parte para fortalecer a aliança EUA-Japão”, afirmou. PRONTOS PARA RETOMAR ATAQUES AO IRÃ Sobre o conflito no Oriente Médio, Hegseth afirmou que os Estados Unidos estão prontos para retomar ataques contra o Irã caso a diplomacia fracasse, enquanto negociadores de Washington e Teerã tentam superar divergências que impedem um acordo. “Nossa capacidade de retomar [os ataques], se necessário... somos mais do que capazes”, afirmou. Ele acrescentou que Trump segue “paciente” e busca um “acordo forte” para impedir que o Irã obtenha armas nucleares. Trump afirmou na sexta-feira que reunirá conselheiros em um ambiente seguro na Casa Branca para tomar uma “decisão final” sobre uma proposta para encerrar a guerra com o Irã. Hegseth também rebateu preocupações de que o conflito possa desviar o foco das prioridades dos EUA na região Ásia-Pacífico. “Podemos fazer duas coisas ao mesmo tempo.” VENDA DE ARMAS A TAIWAN DEPENDE DE TRUMP Questionado sobre vendas de armas para Taiwan, Hegseth minimizou preocupações de que um pacote bilionário pudesse ser afetado pela redução dos estoques militares dos EUA em meio ao conflito no Oriente Médio. “Estamos muito confiantes em relação aos nossos estoques e à forma como os utilizamos”, disse. Taiwan, que a China considera parte de seu território, aguarda aprovação dos EUA para uma venda de armas que, segundo a Reuters, pode chegar a US$ 14 bilhões. Trump gerou incerteza em Taipei ao afirmar, após encontro com o presidente chinês Xi Jinping neste mês, que ainda não decidiu se aprovará o pacote. Qualquer decisão sobre futuras vendas de armas caberá ao presidente Trump, afirmou Hegseth, sinalizando que não houve mudança na abordagem histórica de Washington apesar da recente aproximação com Pequim. “Essas decisões dependerão do presidente e da natureza dessa relação”, disse Hegseth. “Não houve mudança em nossa posição.”
EUA decidem classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que vai incluir as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida entrará em vigor em 5 de junho. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Conhecidas nos Estados Unidos pela sigla FTO (Foreign Terrorist Organizations), essas organizações são grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas ou que tenham capacidade ou intenção de realizar atos desse tipo. Além disso, segundo a legislação americana, essas organizações representam uma ameaça à segurança dos EUA. A lista foi criada em 1996, durante o governo de Bill Clinton. Na época, o Congresso americano aprovou a Lei Antiterrorismo e de Pena de Morte Efetiva (Antiterrorism and Effective Death Penalty Act) para reforçar o combate ao terrorismo. Em outubro de 1997, os Estados Unidos fizeram as primeiras designações e incluíram uma série de organizações na lista. Entre elas estavam Hamas, Hezbollah e a Frente de Libertação da Palestina. Ao longo dos anos, outros grupos receberam a mesma classificação, como a Al-Qaeda (1999), o Estado Islâmico (2004) e o Cartel de los Soles (2025). Atualmente, 94 organizações integram a lista de organizações terroristas dos Estados Unidos. Veja a seguir: Hamas (1997) Hezbollah (1997) Frente de Libertação da Palestina (1997) Jihad Islâmica Palestina (1997) Frente Popular para a Libertação da Palestina (1997) Comando-Geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina (1997) Partido/Frente Revolucionária de Libertação do Povo (1997) Sendero Luminoso (1997) Grupo Abu Sayyaf (1997) Harakat ul-Mujahidin (1997) Partido dos Trabalhadores do Curdistão (1997) Tigres de Libertação do Tamil Eelam (1997) Exército de Libertação Nacional (1997) Al-Qaeda (1999) Movimento Islâmico do Uzbequistão (2000) Novo Exército Republicano Irlandês (2001) Lashkar-e-Taiba (2001) Jaish-e-Mohammed (2001) Jemaah Islamiya (2002) Partido Comunista das Filipinas/Novo Exército do Povo (2002) Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (2002) Asbat al-Ansar (2002) Brigada dos Mártires de Al-Aqsa (2002) Lashkar-i-Jhangvi (2003) Estado Islâmico (2004) Exército Republicano Irlandês da Continuidade (2004) Ansar al-Islam (2004) União da Jihad Islâmica (2005) Al-Shabaab (2008) Movimento da Jihad Islâmica em Bangladesh (2008) Brigadas do Hezbollah (2009) Luta Revolucionária (2009) Al-Qaeda na Península Arábica (2010) Jaysh al-Adl (2010) Tehrik-e Taliban Paquistão (2010) Movimento da Jihad Islâmica (2010) Exército do Islã (2011) Mujahideen Indianos (2011) Rede Haqqani (2012) Brigadas Abdallah Azzam (2012) Jemaah Anshorut Tauhid (2012) Ansar al-Dine (2013) Boko Haram (2013) Ansaru (2013) Batalhão Al-Mulathamun (2013) Estado Islâmico Província do Sinai (2014) Ansar al-Sharia em Benghazi (2014) Ansar al-Sharia em Darnah (2014) Ansar al-Sharia na Tunísia (2014) Exército dos Homens da Ordem Naqshbandi (2015) Al-Qaeda no Subcontinente Indiano (2016) Estado Islâmico na Líbia (2016) Estado Islâmico Província de Khorasan (2016) Hizbul Mujahideen (2017) Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (2018) Brigadas Al-Ashtar (2018) Estado Islâmico no Grande Saara (2018) Estado Islâmico na África Ocidental (2018) Estado Islâmico nas Filipinas (2018) Estado Islâmico em Bangladesh (2018) Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (2019) Liga dos Justos (2020) Movimento dos Braços do Egito (2021) Estado Islâmico na República Democrática do Congo (2021) Estado Islâmico em Moçambique (2021) Segunda Marquetalia (2021) Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (2021) Cartel de Sinaloa (2025) Cartel Jalisco Nova Geração (2025) Cartel del Noreste (2025) Nova Família Michoacana (2025) Cartel do Golfo (2025) Cartéis Unidos (2025) Tren de Aragua (2025) Mara Salvatrucha (2025) Ansarallah (2025) Viv Ansanm (2025) Gran Grif (2025) Exército de Libertação do Baluchistão (2025) Los Choneros (2025) Los Lobos (2025) Harakat al-Nujaba (2025) Harakat Ansar Allah al-Awfiya (2025) Kata'ib Sayyid ul-Shuhada (2025) Brigadas Imam Ali (2025) Barrio 18 (2025) Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional (2025) Justiça Proletária Armada (2025) Autodefesa Revolucionária de Classe (2025) Antifa Leste (2025) Cartel de los Soles (2025) Clã do Golfo (2025) Irmandade Muçulmana do Líbano (2026) Irmandade Muçulmana do Sudão (2026) LEIA TAMBÉM Assessor de Lula diz que segurança é tema 'nacional' e que 'pretexto para intervenção é inaceitável' EUA classificam PCC e Comando Vermelho como 'organizações terroristas estrangeiras' e 'terroristas globais'; entenda a diferença Por que Lula não queria que EUA classificassem facções PCC e CV como organizações terroristas Hamas governou a Faixa de Gaza por quase 20 anos AFP via Getty Images PCC e CV no radar Em comunicado, os EUA afirmaram que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis. Em uma rede social, o secretário Marco Rubio afirmou que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região e os Estados Unidos. “O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e cortar financiamento e recursos de narcoterroristas”, escreveu. O governo americano disse ainda que a medida reforça o compromisso da administração Trump de “desmantelar cartéis e organizações criminosas” na região. Nos bastidores, o governo Lula atuava para tentar impedir que os Estados Unidos adotassem a medida. A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos. Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países. Especialistas em segurança pública também argumentam que a legislação brasileira de combate a facções criminosas prevê penas mais duras do que a lei antiterrorismo. Uma fonte ouvida pelo repórter Guilherme Balza, da GloboNews, afirmou que o governo brasileiro não foi avisado da medida. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1
Algumas moedas caíram, outras se mantiveram estáveis e algumas se mostraram mais resistentes - como o yuan chinês - durante a guerra do Irã. Getty Images Quando a guerra dos EUA e Israel com o Irã eclodiu no fim de fevereiro, não foi apenas o Oriente Médio que sentiu as consequências. À medida que o conflito interrompeu o transporte comercial e o fluxo de mercadorias em todo o mundo, os preços do petróleo subiram, elevando a inflação e abalando os mercados globais. Como costuma acontecer em tempos de incerteza, alguns investidores se afastaram de investimentos potencialmente mais arriscados em mercados emergentes, colocando seu dinheiro no dólar americano, que é tradicionalmente visto como um porto seguro. Isso teve impacto sobre muitas moedas — algumas despencaram em valor, enquanto outras se mostraram mais voláteis e algumas até se valorizaram. Embora o preço do petróleo "afete a todos… as flutuações cambiais podem amplificar ou amortecer esse efeito", diz o economista André Perfeito, da consultoria APCE. Então, quando combinadas com outros fatores que também afetam a economia, o que essas flutuações cambiais significam para diferentes países e seus cidadãos? Com alta do petróleo, mercado financeiro passa a projetar inflação acima de 5% neste ano Os mais atingidos O valor da moeda pode afetar o preço de itens do dia a dia, como alimentos Bloomberg via Getty Images Países que importam grande parte de sua energia, especialmente petróleo, estão entre aqueles cujas moedas sofreram pressão. Eles incluem Índia, Indonésia, Filipinas, Tailândia e Egito, que enfrentaram novas pressões decorrentes do aumento dos custos de combustível e da persistente escassez de divisas. À medida que os investidores transferiram dinheiro para dólares americanos, a demanda por essas moedas caiu e seu valor enfraqueceu, o que, por sua vez, elevou o custo do pagamento da dívida emitida em dólares. O petróleo e outros produtos — que foram afetados pelo bloqueio do transporte no estreito de Ormuz — também são geralmente cotados em dólares. À medida que uma moeda perde valor, as importações se tornam relativamente mais caras, afetando tudo, desde energia até plásticos e fertilizantes. Isso impacta o preço de alimentos e itens do dia a dia nas lojas. Na Índia, a rupia caiu cerca de 5% em relação ao dólar americano desde o início da guerra e atingiu repetidas mínimas recordes com a subida dos preços do petróleo. A moeda indiana já estava enfraquecendo antes do conflito, e o impacto da guerra intensificou essa tendência. Alguns bancos centrais responderam aumentando as taxas de juros e vendendo algumas de suas reservas de dólares americanos para sustentar o valor de suas moedas. O Banco da Indonésia tomou essas duas medidas, vendendo repetidamente dólares e comprando sua própria moeda, a rupia indonésia, para aumentar a demanda por ela. Quando as taxas de juros sobem, isso significa que as pessoas obtêm um maior retorno sobre suas economias, mas isso também significa maiores pagamentos de dívidas, como empréstimos e prestações de imóveis. Volátil e com tendência de alta O rublo russo tem sido uma das moedas com melhor desempenho em relação ao dólar americano desde o início da guerra com o Irã, em grande parte porque a Rússia é um grande produtor de petróleo Bloomberg via Getty Images Outro grupo de moedas tem sido mais volátil, com fortes oscilações em ambas as direções. Países como África do Sul, Colômbia, Chile e México se enquadram nessa categoria. Essas moedas frequentemente reagem de forma intensa ao humor do mercado global: enfraquecem quando investidores buscam refúgios seguros como o dólar, mas podem se recuperar rapidamente quando os preços das commodities sobem ou o apetite por risco retorna. Alguns exportadores de energia, incluindo Brasil e Malásia, se beneficiaram parcialmente dos preços mais altos do petróleo, que aumentaram as receitas de exportação e sustentaram o interesse dos investidores. Bancos, incluindo Goldman Sachs e Bank of America, destacaram a forte demanda por títulos do governo brasileiro e ações de empresas em relatórios para clientes em abril. O Goldman Sachs aponta o Brasil como sua principal escolha de mercado emergente. No entanto, Martín Castellano, chefe de pesquisa da América Latina no Institute of International Finance, diz que os preços mais altos da energia podem aumentar a inflação no Brasil, atrasando os cortes nas taxas de juros e afetando os fluxos de capital. O Brasil também importa produtos refinados, como gasolina e diesel, elevando os custos de combustível no país. O real brasileiro se fortaleceu em parte devido aos preços mais altos do petróleo Getty Images Além disso, a incerteza política antes da eleição presidencial de outubro “aumentará o prêmio de risco sobre a taxa de câmbio”, escreveu a economista da XP Luiza Pinese em um relatório recente. Um grupo distinto de moedas permaneceu mais resiliente por diferentes razões. A moeda chinesa permaneceu relativamente estável, sustentada em parte por controles de capital e intervenções políticas que limitam flutuações bruscas. Isso inclui restrições à entrada e saída de dinheiro do país e intervenções diretas do banco central para administrar de perto a taxa de câmbio do yuan. O rublo russo, uma das moedas de melhor desempenho em relação ao dólar desde o início da guerra do Irã, também tem sido sustentado por altas receitas de energia e rígidos controles de capital, incluindo medidas que exigem que os exportadores convertam os lucros estrangeiros em rublos e limitem o fluxo de dinheiro para fora do país. E as economias desenvolvidas? O dólar australiano tem sido menos volátil, em grande parte porque a Austrália é um grande exportador de commodities, particularmente de minério de ferro Bloomberg via Getty Images Moedas tradicionalmente consideradas portos seguros se fortaleceram no início da crise, à medida que investidores buscavam segurança. O dólar americano e o franco suíço atingiram picos antes de recuarem para níveis semelhantes aos vistos antes da guerra. Moedas ligadas ao petróleo, como a coroa norueguesa, receberam impulso significativo com a alta dos preços do petróleo bruto. O iene japonês, no entanto, não se comportou como uma moeda típica de porto seguro e enfraqueceu, em parte porque o Japão depende muito da energia importada. Os dólares canadense e australiano também se beneficiaram de preços mais fortes das commodities que seus países exportam, como petróleo bruto, gás, metais, minério de ferro e carvão, embora as preocupações com o crescimento global e as tensões comerciais tenham limitado esses ganhos. O euro e a libra esterlina também tiveram seus próprios surtos de volatilidade, impulsionados por preocupações com os custos mais altos de energia, a inflação persistente e a desaceleração do crescimento em toda a Europa. O que acontece agora? Economistas dizem que, embora os ataques aéreos iniciais ao Irã tenham levado os investidores a ativos mais seguros e fortalecido o dólar, a moeda americana enfraqueceu desde então, o que poderia ajudar os mercados emergentes. “Um dólar mais fraco normalmente significa condições monetárias mais fáceis, mais espaço para cortes nas taxas de juros nos países em desenvolvimento e menor aversão ao risco — tudo favorável aos mercados emergentes”, dizem economistas da empresa de investimentos global britânica AllianceBernstein em um relatório recente. Eles acrescentaram que o papel do dólar permanece central, já que grande parte da dívida das economias emergentes é emprestada em dólares americanos e as principais commodities também são cotadas em dólares, o que significa que um dólar mais fraco tende a melhorar suas perspectivas. No entanto, o FMI alertou em abril que as interrupções contínuas da guerra do Irã estão empurrando a economia global para seu cenário “adverso”, marcado por uma combinação de crescimento fraco e inflação mais alta. Nesse cenário — onde os preços do petróleo permanecem altos, a inflação se torna menos estável e as condições financeiras se tornam mais restritivas — o crescimento global pode cair para 2,5% com a inflação subindo para 5,4%, em comparação com a previsão atual do fundo de 3,1% com 4,4% de inflação. O FMI também traçou um cenário mais severo, no qual o crescimento global cai para 2% e a inflação ultrapassa 6%. Espera-se que o FMI atualize suas previsões novamente em julho. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).
Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 REUTERS/Tingshu Wang Um jornalista e comentarista político americano foi preso nos Estados Unidos acusado de atuar como agente da China, segundo informações publicadas pelo site Politico nesta segunda-feira (25). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Thomas Pauken II é acusado de preparar relatórios confidenciais para um contato ligado ao governo chinês. Segundo documentos do FBI obtidos pelo site, o jornalista teria sido informado de que os textos seriam enviados ao presidente da China, Xi Jinping. De acordo com a investigação, Pauken também entregou um celular e um computador a um homem nos EUA que buscava um cargo no governo de Donald Trump. O FBI afirma ainda que o jornalista ofereceu um bônus de US$ 10 mil para que ele produzisse relatórios semanais destinados ao governo chinês. Pauken foi preso em fevereiro e continua detido. Segundo o Politico, ele escrevia sob o pseudônimo Tom McGregor e trabalhou para veículos estatais chineses, como a agência Xinhua, a China Global Television Network (CGTN) e a China Radio International. Ele também é filho do ex-político republicano Tom Pauken, que integrou o governo Ronald Reagan e presidiu o Partido Republicano no Texas nos anos 1990. Segundo o FBI, o jornalista usava pseudônimo a pedido do pai, que não queria ter o nome associado às atividades do filho na China. Na sexta-feira (29), Pauken deve participar de uma audiência em um tribunal federal na Virgínia. Segundo o Politico, esse tipo de audiência costuma indicar negociações para um possível acordo com promotores. O advogado do jornalista, Charles Burnham, afirmou que o americano não é acusado de espionagem nem de vazamento de documentos secretos. LEIA TAMBÉM VÍDEO: Meteoro cruza céu durante erupção do vulcão Mayon nas Filipinas Sete pessoas estão presas em caverna no Laos há cinco dias após enchente; veja fotos das operações de resgate Globopop: clique para ver vídeos do palco do g1 Ex-prefeita investigada Prefeita de cidade nos EUA renuncia após admitir ser agente da China O caso ganhou repercussão duas semanas após uma prefeita no estado da Califórnia renunciar ao cargo após admitir ser uma agente da China. Eileen Wang administrava a cidade de Arcadia, a cerca de 20 km de Los Angeles, e confirmou que promoveu propaganda favorável ao governo chinês “sob direção e controle” de autoridades de Pequim entre o fim de 2020 e 2022. Segundo o acordo judicial, ela ajudou a operar o site “U.S. News Center”, apresentado como um portal de notícias voltado à comunidade local majoritariamente de origem chinesa. Para os promotores, porém, a plataforma funcionava como veículo de divulgação de posições alinhadas ao governo de Pequim. De acordo com o documento, Wang recebia orientações de autoridades chinesas sobre conteúdos a serem publicados, incluindo artigos que contestavam denúncias internacionais de violações de direitos humanos contra uigures na região de Xinjiang. Em uma troca de mensagens citada na investigação, após receber elogios de um funcionário do governo chinês pelo trabalho realizado, Wang respondeu: “Obrigado, líder”. VÍDEOS: mais assistidos do g1
Meteoro cruza céu durante erupção de vulcão nas Filipinas Um meteoro iluminou o céu nas Filipinas na noite de segunda-feira (25) ao passar perto do vulcão Mayon, que está em erupção desde o início de janeiro. O fenômeno foi registrado por câmeras do Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia (PHIVOLCS). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As imagens mostram o objeto brilhante cruzando o céu ao lado da coluna de fumaça do vulcão. Em seguida, é possível ver um clarão branco. Segundo o PHIVOLCS, o episódio ocorreu às 22h33 no horário local (11h33 em Brasília) e foi capturado por uma câmera instalada em uma montanha. O órgão informou que análises sísmicas, registros de infrassom e imagens adicionais indicaram que o meteoro se desintegrou na atmosfera antes de atingir o vulcão. O Mayon é um dos vulcões mais ativos das Filipinas e está em erupção desde janeiro. LEIA TAMBÉM Parapente é atingido por avião em pleno voo e VÍDEO do acidente viraliza nas redes sociais Sete pessoas estão presas em caverna no Laos há cinco dias após enchente; veja fotos das operações de resgate Globopop: clique para ver vídeos do palco do g1 Meteoro caiu enquanto vulcão nas Filipinas estava em erupção Phivolcs/Reuters VÍDEOS: mais assistidos do g1
Cão farejador ajuda as equipes de resgate a encontrar vítimas nos escombros do hotel inacabado nas Filipinas. Aaron Favila / AP Equipes de resgate retiraram dois trabalhadores na madrugada de segunda-feira (25) de uma imensa pilha de escombros que costumava ser um hotel de nove andares, o qual desabou enquanto estava em construção em uma cidade no norte das Filipinas, elevando o número de mortos para três, com outras 17 pessoas ainda desaparecidas, informaram as autoridades. Um dos trabalhadores já foi retirado sem vida, enquanto o pessoal de emergência lutava nas primeiras horas da manhã para reanimar o outro dentro de uma ambulância perto da pilha de lajes de concreto, barras de ferro retorcidas e andaimes de alumínio que restaram do edifício na cidade de Angeles, na província de Pampanga. Eles eventualmente desistiram e partiram com o veículo. A cena comovente foi testemunhada por um pequeno grupo de jornalistas, incluindo os da The Associated Press, que acompanharam centenas de socorristas liderados por bombeiros e policiais lutando por horas para retirar os dois trabalhadores, que na ocasião estavam vivos, mas presos sob lajes de concreto e barras de ferro. Os socorristas tentaram administrar água e medicamentos por via intravenosa a um dos trabalhadores presos nos escombros, em um esforço desesperado para mantê-lo vivo sob o calor escaldante do verão, disse o chefe da polícia regional, o general-de-brigada Jess Mendez, à AP. Agora no g1 “Ele não resistiu, apesar de todos os esforços”, disse ele. A terceira vítima fatal foi um turista malaio preso em uma pousada econômica que foi parcialmente atingida pela avalanche de detritos do edifício que desabou. Outro hóspede da pousada ficou ferido, mas conseguiu correr para fora, disseram as autoridades. Um dia após o desabamento do edifício inacabado, que ruiu com um estrondo violento após uma forte tempestade, o prefeito da cidade de Angeles, Carmelo Lazatin, disse que os esforços de resgate ainda não seriam alterados para uma operação de recuperação de corpos. “Minha maior esperança é que possamos resgatar mais pessoas com vida”, disse Lazatin à AP. “Não queremos dar nenhuma má notícia às famílias dos trabalhadores presos.” A ansiedade e o medo entre os parentes dos trabalhadores soterrados, que esperam em abrigos perto dos escombros, aprofundaram-se. “Estou perdendo as esperanças por causa do que vejo — um trabalho de resgate lento”, disse Lea Mendoza Casilao, uma funcionária de uma fábrica de sardinhas de 47 anos, cujo namorado, um pedreiro, estava entre os que ainda continuavam presos nos escombros. Socorristas ficam ao lado das ruínas enquanto as operações de busca continuam em um edifício que desabou na cidade de Angeles. Aaron Favila / AP Ela havia trazido uma quantidade de arroz e sardinhas para uma semana para ele no canteiro de obras, mas disse que eles nunca se encontrariam como planejado no fim de semana, depois que o prédio onde ele dormia desmoronou antes do amanhecer de domingo. Lazatin disse que os socorristas estavam se movendo com cautela porque grandes lajes de concreto estavam sendo sustentadas de forma precária por um emaranhado de andaimes de alumínio e podiam desabar sobre as equipes de resgate. Vinte e seis trabalhadores foram resgatados ou conseguiram correr para fora do edifício em colapso, onde dormiam sobre pedaços de compensado no térreo. Dos 17 trabalhadores ainda desaparecidos, um foi localizado, mas ainda não foi retirado dos escombros, disseram as autoridades. O chefe da polícia nacional, general Jose Melencio Nartatez Jr., disse que sua corporação apoiará uma “investigação em andamento para determinar a causa do incidente e possíveis violações das regulamentações de segurança e de construção”. A cidade de Angeles abrigou uma das maiores bases da Força Aérea dos EUA fora do território americano, ajudando a transformar Angeles e as cidades e vilas vizinhas em polos comerciais e de entretenimento na principal região do norte das Filipinas, Luzon. Socorristas continuam as operações de busca em um edifício que desabou nas Filipinas Aaron Favila / AP A Base Aérea de Clark, a cerca de 80 quilômetros (50 milhas) ao norte de Manila, foi fechada no início dos anos 1990. A antiga base americana tornou-se um movimentado enclave industrial e turístico chamado Zona Franca de Clark, e ainda é cercada por vestígios de zonas de prostituição, bares, casas noturnas, estúdios de tatuagem e hotéis baratos da época da base dos EUA.
Countries: Haiti, Lebanon, Philippines, Somalia, Ukraine Source: International Organization for Migration Las remesas de la diáspora ponen de manifiesto un potencial sin explotar en la respuesta a las crisis: nuevo informe de la OIM Miembros de la comunidad somalí en el Reino Unido participan en un taller de alfabetización financiera digital de la OIM, impartido junto con Women’s Inclusive Team, RISE Projects y Dahabshiil, para promover remesas más seguras y asequibles. Foto: OIM 2024/Joe Newman. Ginebra, 22 de mayo de 2026 – En un contexto en el que las remesas de la diáspora superan ya, en conjunto, la ayuda oficial al desarrollo y la inversión extranjera directa, la Organización Internacional para las Migraciones (OIM) ha publicado hoy un nuevo informe que muestra cómo un mayor compromiso con las comunidades de la diáspora puede mejorar la respuesta humanitaria y apoyar los esfuerzos de recuperación en todo el mundo. El informe destaca que las comunidades de la diáspora movilizan recursos con rapidez, llegan a las poblaciones afectadas a través de redes de confianza y ofrecen soluciones adaptadas al contexto local y cultural, aunque siguen estando solo parcialmente integradas en los sistemas humanitarios formales. "Las comunidades de la diáspora se encuentran entre los socios más ágiles y fiables en la respuesta a las crisis", afirmó Ugochi Daniels, Directora General Adjunta de la OIM para Operaciones. "Este informe muestra cómo podemos pasar de la solidaridad espontánea a alianzas reales y estructuradas que refuercen las respuestas locales antes, durante y después de las crisis. Al conectar a las comunidades de la diáspora con los esfuerzos humanitarios, la OIM contribuye a garantizar que el apoyo llegue a las personas de manera rápida, eficaz y basada en la confianza". Basándose en estudios de caso de Haití, el Líbano, Filipinas, Somalia y Ucrania, el informe documenta resultados concretos: la diáspora ucraniana recaudó 283 millones de dólares estadounidenses durante el primer año del conflicto, mientras que más de 100 organizaciones de la diáspora se movilizaron en cuestión de días tras el terremoto de Haití en 2021. Estos ejemplos reflejan una tendencia más amplia: en 2024, las remesas de la diáspora hacia los países de ingreso bajo y mediano alcanzaron una cifra estimada de 700.000 millones de dólares estadounidenses, superando en conjunto la ayuda oficial al desarrollo y la inversión extranjera directa. El informe muestra cómo un compromiso estructurado con la diáspora ha reforzado la preparación ante crisis, posibilitado respuestas que salvan vidas y acelerado la recuperación mediante sistemas de alerta temprana, soluciones de alojamiento más seguras, servicios de salud, mecanismos de financiación innovadores y esfuerzos de recuperación liderados por las comunidades. El documento también define prioridades prácticas para donantes y socios, como mecanismos de financiación flexibles, herramientas digitales de coordinación, el fortalecimiento de las alianzas en materia de datos y un apoyo específico al desarrollo de capacidades. Contribuye a los esfuerzos más amplios de la OIM y sirve de base para una próxima Estrategia de la OIM sobre la diáspora, que sitúa la participación de la diáspora como un pilar central del trabajo de la Organización. Para más información, visite el Centro de Medios de la OIM.