Jewish rioter run over by Palestinian at Efrat Junction
Army Radio reported that, prior to the event, dozens of Israeli Jewish rioters had blocked roads in the area, forcing Palestinian cars to turn around and performing unauthorized searches.
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Army Radio reported that, prior to the event, dozens of Israeli Jewish rioters had blocked roads in the area, forcing Palestinian cars to turn around and performing unauthorized searches.
Capa do livro 'Esse tal de rock'n'roll – 50 histórias essenciais do rock brasileiro' Arte de Bruno Drummond / Bloco Narrativo ♫ CRÍTICA DE LIVRO Título: Esse tal de rock'n'roll – 50 histórias essenciais do rock brasileiro Autor: Fabricio Mazocco Cotação: ★ ★ ★ ♬ Na próxima sexta-feira, 12 de junho, o grupo Kid Abelha volta à cena com a turnê “Eu tive um sonho”. Não se trata da reunião da banda carioca com a formação original porque a reaproximação de Paula Toller com Leoni – membro fundador do Kid e coautor dos hits dos dois primeiros álbuns do grupo – é inviável diante de dissonâncias que se intensificaram há 40 anos quando, em 23 de fevereiro de 1986, Paula feriu o rosto de Leoni com um pandeiro em discussão acalorada em camarim, após show do grupo, em briga que incluiu Leo Jaime (alvo da fúria inicial de Leoni) e Herbert Vianna (então namorado de Paula). Nem o tempo amenizaria as dissonâncias, já que Leoni e Paula volta e meia se enfrentam nos tribunais por questões autorais relativas ao uso de músicas que compuseram em parceria. Essa história é recontada com jeito de causo pelo jornalista Fabricio Mazocco em “A pandeirada”, capítulo 31 do livro “Esse tal de rock'n'roll – 50 histórias essenciais do rock brasileiro”, lançado neste mês de junho pela editora carioca Máquina de Livros. A rigor, Mazocco oferece fluente manual para quem quiser se iniciar no rock brasileiro ao compilar 50 acontecimentos do gênero em cronológica linha de tempo que vai de 1955 – ano em que a cantora carioca de sambas-canção Nora Ney (1922 – 2003) gravou em inglês “Rock around the clock” (Max Freedman e James Myers, 1954), seminal rock'n'roll lançado no ano anterior pelo cantor norte-americano Bill Haley (1925 – 1981) – até o corrente 2026, ano de turnês que reagrupam bandas como Barão Vermelho e o supracitado Kid Abelha, passando por Jovem Guarda, Secos & Molhados e Rita Lee (1947 – 2023), cuja prisão em 1976 merece capítulo à parte. O grande trunfo do livro é a leveza do texto. Os capítulos são curtos e jamais aprofundam os meandros de cada história. Contudo, dentro da intencional superficialidade dos textos, há uma cronologia que, se os capítulos forem lidos na sequência do livro (e não de forma aleatória, como também é possível), o leitor iniciante terá razoável ideia dos caminhos do rock brasileiro dos subterrâneos da década de 1970 ao rock mais difuso dos anos 1990, misturado com outros gêneros por grupos como Charlie Brown Jr. e O Rappa. Seguindo essa trilha, Mazocco contextualiza a formação e aparição de bandas como Aborto Elétrico, Blitz – cujo capítulo termina com o quebra-quebra promovido pelo dissidente Lobão na sala de executivo da gravadora RCA – e Barão Vermelho, entre outras. Afinado com a falta de concentração (e de tempo para leitura) da geração Z, mergulhada na fugacidade das redes sociais, o livro “Esse tal de rock'n'roll – 50 histórias essenciais do rock brasileiro” se propõe a contar histórias rápidas, de forma despretensiosa. É como se cada capítulo fosse uma pílula. Talvez por isso até encontre um público leitor refratário a narrativas mais aprofundadas.
Freepik Uma imunoterapia já disponível no Brasil reduziu em 71% o risco de progressão da doença ou morte em pacientes com mieloma múltiplo que já haviam recebido de uma a três linhas de tratamento, segundo um estudo internacional publicado nesta sexta-feira (29) no New England Journal of Medicine (NEJM). Além de prolongar o tempo sem avanço da doença, o tratamento aumentou as taxas de resposta completa e melhorou a sobrevida global dos pacientes. Os resultados sugerem que o medicamento, antes reservado principalmente para casos mais avançados, pode ter papel importante em fases mais precoces da doença. Realizado em 162 centros de 24 países, o estudo teve participação brasileira. O mieloma múltiplo é um câncer que afeta as células plasmáticas da medula óssea, responsáveis pela produção de anticorpos. A doença pode causar anemia, dores ósseas, insuficiência renal e aumento do risco de infecções. Apesar dos avanços terapêuticos dos últimos anos, a recaída ainda representa um dos principais desafios no tratamento. Mieloma múltiplo: entenda o tipo de câncer Benefício em pacientes que já receberam tratamento O ensaio clínico envolveu 593 pacientes com mieloma múltiplo recidivado ou refratário —quando a doença retorna após o tratamento ou deixa de responder às terapias utilizadas. Todos já haviam recebido lenalidomida e anticorpos anti-CD38, duas das principais classes de medicamentos empregadas atualmente contra a doença. Os participantes foram divididos entre aqueles que receberam teclistamabe e aqueles tratados com esquemas terapêuticos considerados padrão. Após acompanhamento mediano de 17,3 meses, a taxa de sobrevida livre de progressão em 18 meses foi de 69,8% no grupo que recebeu a imunoterapia, contra 26,9% no grupo controle. A sobrevida global também foi superior: 79,2% dos pacientes tratados com teclistamabe estavam vivos após 18 meses, ante 68,6% dos que receberam os tratamentos comparadores. Para Jayr Schmidt Filho, líder do Centro de Referência em Neoplasias Hematológicas do A.C.Camargo e um dos autores da publicação, o resultado está entre os mais relevantes já observados no cenário do mieloma múltiplo recidivado ou refratário. Segundo o especialista, o objetivo da pesquisa era verificar se uma imunoterapia que já havia demonstrado eficácia em pacientes muito tratados também poderia trazer benefícios quando utilizada mais cedo no curso da doença. Os resultados, afirma, indicam que sim. "O intuito do estudo era mostrar se tratar o paciente mais precocemente melhorava os resultados em relação a tratar pacientes com histórico maior de tratamento. E a resposta é sim", diz. Schmidt avalia que os dados têm potencial para influenciar futuras diretrizes clínicas e ampliar o uso do medicamento para linhas mais precoces de tratamento. Freepik Como funciona o teclistamabe O teclistamabe pertence a uma classe de medicamentos conhecida como anticorpos biespecíficos. A terapia atua ligando simultaneamente duas estruturas diferentes: de um lado, uma proteína chamada BCMA, presente nas células do mieloma múltiplo; de outro, as células T, responsáveis pela defesa do organismo. Essa aproximação faz com que o sistema imunológico reconheça e ataque diretamente as células cancerígenas. Nos últimos anos, terapias direcionadas ao BCMA se tornaram uma das áreas mais promissoras da hematologia, incluindo anticorpos biespecíficos e tratamentos celulares conhecidos como CAR-T. Até agora, o teclistamabe era utilizado principalmente em pacientes que já haviam passado por diversas linhas de tratamento. Para os pesquisadores, os novos dados reforçam a estratégia de antecipar o uso dessas terapias mais eficazes, antes que a doença se torne ainda mais resistente. Ganho de eficácia veio acompanhado de mais infecções Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores observaram uma incidência maior de infecções graves entre os pacientes tratados com o teclistamabe. Infecções de grau 3 ou 4 ocorreram em 41,6% dos pacientes que receberam a imunoterapia, contra 29% daqueles tratados com os esquemas comparadores. Também houve mais mortes relacionadas a infecções no grupo que utilizou o medicamento. Segundo Schmidt, parte dos estudos iniciais com a droga foi realizada em um período em que os médicos ainda tinham menos experiência no manejo desses riscos. Hoje, explica o hematologista, medidas preventivas já são consideradas fundamentais para aumentar a segurança do tratamento. Entre elas estão vacinação adequada antes do início da terapia, uso de medicamentos preventivos contra infecções e reposição de imunoglobulina, proteína importante para a defesa do organismo. "Isso não elimina as infecções, mas reduz principalmente a incidência das formas mais graves", afirma. Ainda assim, ele ressalta que o teclistamabe é um tratamento imunossupressor e exige monitoramento rigoroso dos pacientes durante todo o acompanhamento. Além das medidas preventivas, os médicos orientam que pacientes procurem atendimento rapidamente diante de sinais sugestivos de infecção, como febre, calafrios ou dificuldade respiratória. Resultados ainda têm limites Os autores destacam que os dados não podem ser automaticamente extrapolados para todos os casos de mieloma múltiplo. Nenhum participante do estudo havia recebido anteriormente terapias direcionadas ao BCMA. Por isso, ainda não se sabe se pacientes previamente tratados com outras drogas da mesma classe ou com terapias CAR-T obteriam o mesmo benefício observado na pesquisa. "Para pacientes que já utilizaram outra terapia dirigida ao BCMA, a gente não tem esses dados. Não dá para afirmar que o benefício seria o mesmo", afirma Schmidt. Essa é uma das questões que deverão ser respondidas pelos próximos estudos, à medida que tratamentos direcionados ao BCMA passem a ser utilizados cada vez mais cedo no tratamento da doença. Medicamento já está aprovado no Brasil O teclistamabe já tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil para pacientes com mieloma múltiplo. Segundo Schmidt, a expectativa é que os novos resultados apoiem futuras ampliações de indicação, permitindo que a terapia seja utilizada em fases mais precoces da doença. Caso os dados sejam incorporados às futuras recomendações clínicas internacionais, o estudo poderá alterar a sequência de tratamentos oferecidos a pacientes com recaída do mieloma múltiplo, antecipando o acesso a uma das terapias mais eficazes atualmente disponíveis contra a doença.
Merendeiras do Piauí ganham prêmio nacional com pratos regionais; veja receitas Reprodução (Seduc/PI) Duas merendeiras da rede pública de ensino no Piauí venceram, nesta terça-feira (2), a etapa de votação popular do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. A cozinheira Mônica Maria Soares de Sousa, do Centro Estadual de Tempo Integral Dom Joaquim Rufino do Rêgo, de Ipiranga do Piauí, conseguiu mais de 1 mil votos com a receita de escondidinho de carne de carneiro. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Já a cozinheira Maria Regina da Silva Oliveira Marreiro, do Centro Municipal de Educação Infantil Jofre Castelo Branco, em Teresina, recebeu 467 votos e venceu com um "tropeirinho". Mais escolas também inscreveram seus pratos mais especiais no concurso, mas não conseguiram os votos suficientes. Em Oeiras, a aposta foi em um cachorro quente de carne moída com abóbora e crocante de macaxeira. Na cidade de Ribeira do Piauí, o prato candidato foi rosca 'raízes do Piauí' e, em São Miguel do Fidalgo, a receita destaque foi arroz sertanejo cremoso com vegetais. O prato planejado por Mônica é preparado com carne de carneiro desossada, batata inglesa, leite, cebola, tomate, alho, cheiro-verde e temperos naturais. "Fiquei muito feliz e emocionada. É uma alegria enorme ver uma receita que faço com tanto carinho para os nossos estudantes ser premiada", destacou Mônica. Alimentação Escolar: SEMEC vai adquirir alimentos da agricultura familiar para alunos O prêmio está em sua 3ª edição e premiou duas receitas por estado, com um total de 55 merendeiras. As receitas selecionadas farão parte de um e-book. Além disso, Mônica receberá um prêmio no valor de R$ 5 mil e a escola vinculada à receita também será contemplada com R$ 8 mil para aquisição de equipamentos ou melhorias na infraestrutura da cozinha. Veja receitas Escondidinho de carne de carneiro Ingredientes 800g de carne de carneiro desossada 1kg de batata inglesa 400 ml de leite 140g de cebola 50g de tomate 10g de alho Cheiro verde a gosto Tempero Natural (orégano, salsinha, cebolinha e açafrão) a gosto Sal a gosto Modo de fazer Tempere a carne de carneiro com cebola, tomate, alho, cheiro-verde e sal a gosto e cozinhe na panela de pressão por 25 minutos. Deixe esfriar e desfie a carne. Em seguida, refogue a carne desfiada com cebola e alho. Cozinhe a batata por 10 minutos, amasse-as e misture com leite e tempero natural. Depois em um refratário coloque uma camada de purê e uma de carne de carneiro desfiada e preencha o refratário alternando as camadas. Leve ao forno por 10 minutos. Ao retirar do forno acrescente uma batata ralada gratinada e cheiro verde a gosto. Sirva à vontade. Tropeirinho do CMEI Joffre Tropeirinho do CMEI Joffre Divulgação Ingredientes 500g de lombo suíno 500g de feijão verde 500g de farinha de mandioca 290g de cenoura 280g de macaxeira 100g de folha de couve 320g de abóbora 150g de banana 100g de cebola branca 45g de pimentão verde 30g de cheiro verde 10g de sal Modo de preparo Cozinhe separadamente o feijão verde e o lombo suíno em água temperada com cebola, pimentão e cheiro-verde, garantindo que cada preparo mantenha seu sabor característico. Enquanto isso, descasque e corte a cenoura, a macaxeira e a abóbora em cubos pequenos e leve-as para cozinhar no vapor até que fiquem macias, porém firmes. Após o cozimento do lombo suíno, corte-o em cubinhos e leve à frigideira para dourar emfogo médio, sem adição de óleo, aproveitando a própria gordura da carne. *Eduarda Barradas, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Pacientes morrem esperando remédios contra o câncer que o SUS já aprovou Quando Larissa Amorim morreu, aos 33 anos, o remédio que seus médicos consideravam essencial contra a leucemia já existia, já havia passado pela avaliação técnica do governo federal e já integrava as políticas públicas de assistência oncológica. A família também tinha em mãos uma decisão judicial determinando que a União o fornecesse de imediato. Ainda assim, o medicamento nunca chegou. Entre a ordem da Justiça e a morte, passaram-se 59 dias. Larissa deixou dois filhos. O caso não é isolado. A Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a investigação do que classifica como descumprimento estrutural da política de assistência farmacêutica oncológica: terapias oficialmente incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) seguem fora do alcance de parte dos pacientes meses —e, às vezes, anos— depois de aprovadas. O g1 procurou o Ministério da Saúde. O governo afirma que há um plano de ampliação da oferta de remédios, mas não comenta diretamente o prazo legal nem a representação na Procuradoria (veja mais abaixo). Larissa Amorim morreu aos 33 anos; deixou dois filhos Arquivo Pessoal A aprovação não é o fim da fila A incorporação de um medicamento ao SUS costuma ser lida como o ponto final de um processo. É, no entanto, apenas o encerramento da avaliação científica. Antes de chegar à rede pública, uma terapia passa por análises de eficácia, segurança, custo-benefício e impacto orçamentário conduzidas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Só então o Ministério da Saúde decide incluí-la nas políticas de saúde. A lei dá ao poder público até 180 dias, depois da decisão de incorporação, para organizar compras, definir protocolos, estruturar a distribuição e preparar a rede. Quando se trata de câncer, o prazo deveria correr em regime prioritário, conforme alteração introduzida na Lei Orgânica da Saúde em 2023. Para as entidades de pacientes, é justamente nesse intervalo que muitos tratamentos ficam parados. A gerente de Políticas Públicas e Advocacy da Abrale, Luana Ferreira Lima, diz que os atrasos se concentram na definição de quem compra, de como se financia e de como se distribui —se a aquisição é centralizada pelo Ministério da Saúde ou feita pelos estados. É nesse trecho que o prazo costuma se perder. "O paciente teria, teoricamente, que ter acesso ao medicamento dentro do prazo de 180 dias. Mas esse prazo se esgota, e ele não recebe o remédio, por questões burocráticas, de operacionalização, de coordenação e de recursos", diz. O resultado é que pacientes aguardam medicamentos cujo benefício o próprio Estado já reconheceu. "Há pacientes morrendo antes de receber medicamentos aos quais já têm direito", afirma. Os números da entidade dão a dimensão do gargalo. A Abrale acompanha hoje 185 pacientes com dificuldade para acessar tratamentos já incorporados. Em 2025, quase metade dos atendimentos de seu serviço sociojurídico —46,49%— envolveu problemas de acesso ao tratamento; desses, 85% eram usuários do SUS. Em mais de um quarto dos casos, a saída foi a Justiça. A associação monitora pelo menos 64 processos relacionados a entraves de acesso. Alguns ultrapassam de longe o prazo legal. Pacientes ainda relatam dificuldade para obter o imunoterápico brentuximabe, incorporado ao SUS em 2019. No câncer, o relógio é parte do tratamento Para quem trata doenças oncológicas de evolução rápida, a espera não é uma questão burocrática. Ela muda o curso da doença. O blinatumomabe, o medicamento que Larissa esperava, é uma imunoterapia que estimula o sistema imunológico a atacar as células leucêmicas que carregam a proteína CD19. Segundo o onco-hematologista e vice-diretor da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Breno Gusmão, ele representou um avanço no tratamento da leucemia linfoblástica aguda —sobretudo quando a doença volta depois de controlada ou não responde à quimioterapia inicial. São esses os quadros mais difíceis, em que as terapias convencionais já falharam. A hematologista Indianara Brandão, da Faculdade de Medicina do ABC, explica que medicamentos como o blinatumomabe funcionam então como uma terapia de resgate e como ponte para o transplante de medula óssea. Mais do que uma alternativa a mais, são uma estratégia desenhada para um momento exato da doença. Quando esse momento passa, a chance pode desaparecer. "Não enxergamos apenas o medicamento. Enxergamos uma oportunidade terapêutica dentro de um momento clínico que está sendo vivido", diz. O atraso, segundo a médica, abre espaço para a progressão da doença, para infecções graves, sangramentos e a perda das condições clínicas necessárias para avançar às etapas seguintes do tratamento. Nem a liminar bastou Larissa Amorim tratava leucemia desde a infância Arquivo Pessoal Larissa foi diagnosticada com leucemia mieloide crônica (LMC) ainda criança, em 2002. Natural da Bahia, passou a se tratar em São Paulo, e manteve a doença sob controle por mais de duas décadas —com um inibidor que, durante anos, chegou às mãos dela por meio de programas de apoio a pacientes. Foi nesse intervalo que se casou e teve dois filhos, Benjamin, hoje com 8 anos, e Sofia, com 7. "Ela era muito sonhadora, queria viver, tinha o sonho de se casar e ser mãe", conta o marido, Murilo Barbosa, promotor de vendas, de 38 anos. A estabilidade terminou em julho de 2025, quando a doença se agudizou e evoluiu para uma forma agressiva, a crise blástica linfoide B. As opções disponíveis no SUS —entre elas imatinibe, nilotinibe e a quimioterapia hyperCVAD associada ao dasatinibe— não contiveram a progressão. Os médicos indicaram então o blinatumomabe, uma imunoterapia já incorporada ao SUS que serviria de ponte para o transplante de medula óssea, em combinação com o ponatinibe. O medicamento, no entanto, não estava disponível. A família foi à Justiça. Teve o primeiro pedido negado e a ação julgada improcedente, mas conseguiu, em segunda instância, uma decisão de urgência determinando o fornecimento imediato. A União foi intimada em 16 de março de 2026. O remédio nunca chegou. Para não deixar Larissa sem tratamento durante a espera, os médicos decidiram repetir um protocolo de quimioterapia pesado, com risco de infecções graves —um ciclo que, segundo médicos ouvidos pelo g1, não precisaria ter sido refeito se a imunoterapia tivesse sido entregue. Ela contraiu uma infecção, precisou ser intubada e morreu em 14 de maio, 59 dias após a intimação. "A oncologia não espera. O câncer não espera", diz Murilo. "Cinquenta e nove dias, para quem tem câncer, é muito." Larissa Amorim tratava leucemia desde a infância Arquivo Pessoal Quatro ordens, nenhum remédio O caso de Larissa não é isolado. Na representação à PGR, a Abrale reúne situações em que decisões judiciais foram descumpridas mesmo diante de risco de morte reconhecido pela própria Justiça. "Mesmo com uma decisão favorável, mesmo com uma tutela antecipada, não há cumprimento por parte da União e dos estados", afirma Luana Ferreira Lima. Em Sergipe, a entidade acompanha [TM1.1]ao menos quatro processos na Justiça Federal. Em um deles, uma paciente com leucemia linfoblástica aguda obteve liminar para receber blinatumomabe em 15 dias; a ordem não foi cumprida e a União informou nos autos que a compra dependeria de uma licitação estimada em cerca de 120 dias —prazo incompatível com a urgência clínica. Em outro, um paciente com linfoma de Hodgkin refratário teve a entrega do brentuximabe determinada em março, sob pena de multa diária[TM2.1], sem comprovação de que o remédio chegou. Há ainda uma paciente com leucemia mieloide crônica e mutação resistente que, mesmo com tutela concedida em 2025 e sentença favorável em fevereiro de 2026, seguia esperando o ponatinibe. Para a Abrale, o padrão se repete em outros estados e revela uma falha que ultrapassa o caso a caso: a judicialização deixou de ser exceção e virou etapa informal do acesso ao tratamento. Um problema que o próprio governo tentou organizar Em 2025, o Ministério da Saúde criou o Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), por meio de portaria, para reorganizar o financiamento, a compra e a distribuição de medicamentos contra o câncer. A medida mirava exatamente os problemas que vinham se acumulando: fragmentação da assistência, desigualdade regional, desabastecimento e o avanço da judicialização. A reorganização concentrou na União boa parte da coordenação. Ainda assim, segundo a representação, persistem demora na entrega, falta de estoque, negativas administrativas e descontinuidade de tratamento. O remédio existe no papel das políticas públicas; falta na ponta. Mais recentemente, o Ministério da Saúde apresentou a um conselho consultivo da política nacional de prevenção e controle do câncer as diretrizes para operacionalizar essa assistência. Luana considera o passo importante, embora tardio e ainda sem prazos firmes de entrega. "Não podemos esperar até que tudo isso se resolva, uma vez que já é um direito do paciente", diz. O problema já chegou aos órgãos de fiscalização. Em auditoria recente, o Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou o processo de incorporação de tecnologias no SUS e incluiu entre seus objetivos verificar se as terapias aprovadas estão de fato chegando à população nos prazos previstos. A demora também passou a ter um nome no ordenamento jurídico. O Estatuto dos Direitos do Paciente, sancionado em 2026, assegura o acesso a cuidados de saúde "no tempo oportuno" e estabelece que a violação dos direitos ali previstos configura situação contrária aos direitos humanos. É nesse enquadramento que a Abrale sustenta sua representação: a omissão em entregar o que já foi incorporado deixaria de ser falha administrativa para se tornar lesão a um direito fundamental. O que diz o Ministério da Saúde Procurado, o Ministério da Saúde foi questionado sobre os relatos de falta de acesso a medicamentos já incorporados, sobre o cumprimento do prazo de 180 dias e sobre as denúncias da Abrale à PGR. Em nota, a Pasta detalha um plano de ampliação da oferta de remédios, mas não comenta diretamente o prazo legal nem a representação na Procuradoria. Segundo o ministério, serão disponibilizados outros 23 medicamentos oncológicos de alto custo na rede pública —entre eles a lenalidomida, o asciminibe e o ponatinibe—, de forma gradual a partir de outubro, conforme pactuação com estados e municípios. A Pasta afirma que o investimento é de R$ 2,2 bilhões e que se trata da maior entrega já feita pelo SUS para ampliar o acesso a tratamentos contra o câncer, com aumento de 35% na oferta desses fármacos. De acordo com o órgão, a medida deve resolver pendências que, em alguns casos, chegavam a 12 anos, e beneficiar mais de 112 mil pacientes. Sobre o blinatumomabe, a imunoterapia que Larissa esperava, o ministério afirma que o medicamento já é ofertado pelo SUS por meio das Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e dos Centros de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), responsáveis pela compra. A Pasta não esclareceu, porém, por que o remédio não chegou a Larissa, que tinha em mãos uma decisão judicial determinando o fornecimento imediato. O Ministério citou ainda o Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), criado no ano passado, que, segundo o ministério, unifica os protocolos clínicos, torna a compra mais eficiente e busca reduzir a burocracia e a judicialização no acesso aos remédios.
Com a nova resolução da Anvisa o canabidiol ganha apresentações que vão de gomas mastigáveis a cosméticos especializados Biomagistral/Divulgação Com a nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada em 26 de janeiro de 2026, as farmácias de manipulação brasileiras passam a estar autorizadas a trabalhar com o canabidiol em formatos muito além das tradicionais soluções orais em gotas. A atualização regulatória amplia de forma significativa o campo de atuação do setor magistral, permitindo o desenvolvimento de novas apresentações farmacotécnicas e dermocosméticas, inaugurando uma nova etapa no acesso e na inovação terapêutica com derivados de cannabis no país. Diante desse avanço, a Biomagistral — empresa fundada em 1979 e consolidada como a maior rede de farmácias de manipulação do Brasil — estruturou um projeto exclusivo voltado à implantação de unidades franqueadas habilitadas para atuação no segmento de canabidiol, abrindo processo seletivo para novos investidores interessados em ingressar em um dos mercados de maior crescimento no mundo. Crescimento do mercado global de canabidiol O mercado internacional de canabidiol apresenta expansão acelerada e consistente. Estimativas setoriais indicam que o segmento movimentou entre US$ 7 bilhões e US$ 9 bilhões em 2023, com projeções que apontam para um volume superior a US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões até 2030. A taxa média de crescimento anual (CAGR) é estimada entre 18% e 25%, impulsionada por avanços regulatórios, ampliação das indicações clínicas, evolução tecnológica das formulações e crescente aceitação social e médica do composto. Projeções para o Brasil no mercado de canabidiol No Brasil, o mercado segue trajetória igualmente ascendente. O volume financeiro já alcança centenas de milhões de reais anuais, com expectativa de ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões a R$ 4 bilhões até o final da década. O aumento no número de pacientes autorizados pela Anvisa, aliado à entrada das farmácias magistrais no processo produtivo, tende a acelerar a expansão, ampliando o acesso e reduzindo custos ao consumidor final. Os estudos dia a dia são crescentes aumentando o leque de prescrições. Muito além da neurologia, hoje a ciência demonstra o efeito do canabidiol na performance muscular de atletas de alto desempenho, insônia, cosmetologia, dor crônica, fibromialgia, enxaqueca e doenças inflamatórias. Mix de novos formatos autorizados para a manipulação de CBD Com a atualização normativa, o canabidiol passa a poder ser manipulado em diferentes formas farmacêuticas e dermocosméticas, ampliando as possibilidades terapêuticas e comerciais dentro do setor magistral. Entre os principais formatos contemplados, destacam-se: Soluções orais em gotas Cápsulas gelatinosas ou vegetais Chocolates funcionais Gomas mastigáveis Sprays sublinguais Sachês solúveis saborizados Cremes, séruns e loções dermatológicas Pomadas e bálsamos tópicos Produtos capilares e dermocosméticos especializados Esse portfólio diversificado permite personalização terapêutica, adequação de posologia e adesão do paciente ao tratamento contínuo. Canabidiol na Pediatria: Novas Fronteiras Terapêuticas no Tratamento de Doenças Neurológicas e do Neurodesenvolvimento Na área da pediatria, especialmente em casos de epilepsias refratárias e transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo, o uso do canabidiol tem ganhado relevância crescente. Estimativas epidemiológicas indicam que o país possui cerca de 6 milhões de pessoas dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Embora não exista um número oficial consolidado de quantas crianças com TEA utilizam canabidiol no país, a Anvisa já autorizou o tratamento com cannabis medicinal para milhares de pacientes com quadros neurológicos pediátricos. Estudos publicados no New England Journal of Medicine demonstram redução significativa de crises convulsivas em síndromes epilépticas graves, e pesquisas mais recentes apontam melhora de sintomas comportamentais associados ao TEA. Segundo o pediatra Alessandro Botaro, a resposta clínica observada nos pacientes tem sido extraordinária, com avanços na qualidade de vida, evolução comportamental e maior controle de crises. Principais patologias e condições associadas ao uso de canabidiol O canabidiol vem sendo estudado e utilizado como suporte terapêutico complementar em diferentes especialidades médicas, sempre sob prescrição e acompanhamento profissional. Entre as principais condições clínicas observadas, destacam-se: Epilepsias refratárias Transtorno do Espectro Autista (TEA) Doença de Parkinson Doença de Alzheimer Esclerose múltipla Síndrome de Down (suporte comportamental e neurológico) Transtornos de ansiedade Depressão Transtornos do sono e insônia Dor crônica e neuropática Fibromialgia Doenças inflamatórias crônicas Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) Cuidados paliativos e dor oncológica Náuseas e efeitos adversos de quimioterapia As aplicações variam conforme perfil clínico, concentração utilizada e formato farmacêutico, sendo imprescindível avaliação individualizada. Uso do Canabidiol na Medicina Veterinária O uso do canabidiol (CBD) na medicina veterinária tem crescido nos últimos anos, especialmente em cães e gatos, como alternativa terapêutica para diversas condições de saúde. Estudos e relatos clínicos indicam que o CBD pode auxiliar no controle de dor crônica, inflamações, ansiedade, crises convulsivas, osteoartrite e distúrbios comportamentais em animais. A substância atua no sistema endocanabinoide, presente também nos animais, responsável por regular funções como dor, inflamação, humor e equilíbrio neurológico. Nas farmácias de manipulação veterinária, uma das grandes vantagens é a possibilidade de preparar o medicamento em formas palatáveis, facilitando a administração pelos tutores, como biscoitos para cães, pastas saborizadas de salmão para gatos, petiscos funcionais, óleos ou soluções orais, adaptadas ao peso e às necessidades específicas de cada animal. Essas opções tornam o tratamento mais prático, aumentam a adesão terapêutica e contribuem para melhorar a qualidade de vida dos pets A luta de uma mãe que virou causa nacional A inserção da Biomagistral no segmento de canabidiol está diretamente associada à atuação de Myrcieli Marconatto, mãe do Heitor, uma criança com síndrome de down e autismo grau 3 , a empresária se destacou nacionalmente na defesa da ampliação do acesso ao canabidiol por meio do setor magistral. Sua mobilização teve início a partir do contato com pacientes e familiares que enfrentavam dificuldades para obtenção dos produtos, seja pelo alto custo das importações, seja pela complexidade regulatória. A partir dessa realidade, passou a atuar institucionalmente na conscientização sobre o uso responsável do canabidiol e na estruturação de soluções farmacêuticas acessíveis dentro das normas sanitárias brasileiras. A trajetória de Myrcieli Marconatto ganhou repercussão nacional, incluindo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, que destacou sua atuação empresarial e o papel da rede Biomagistral na consolidação do debate sobre o canabidiol no país. Lucratividade e viabilidade econômica da canabis na farmácia de manipulação Sob o ponto de vista econômico, o segmento apresenta elevada atratividade. Produtos à base de CBD atualmente comercializados no mercado possuem valores elevados; com a manipulação magistral, a economia ao consumidor pode alcançar até 70% em determinados casos. Para o franqueado, a lucratividade média estimada gira em torno de 20%, podendo atingir margens de até 35% conforme variáveis como concorrência regional, disponibilidade de insumos e maturidade do mercado local. O que é a Biomagistral? A Biomagistral é a maior rede de farmácias de manipulação do mundo, especializada em protocolos personalizados de saúde, estética e performance, com tecnologia avançada, laboratórios auditados e medicamentos laudados. Qual é a maior rede de farmácias de manipulação do Brasil? A maior rede de farmácias de manipulação do Brasil é a Biomagistral, com mais de 270 lojas distribuídas em todos os estados do país, consolidando-se como referência nacional em medicina personalizada, inovação farmacêutica e expansão magistral. Onde fica a Biomagistral? A Biomagistral possui mais de 270 unidades distribuídas em todas as regiões do Brasil, além de operar por canais digitais e projetos de expansão por franquias, licenciamentos e unidades especializadas. A Biomagistral é franquia? Sim. A Biomagistral atua no modelo de franquias e licenciamentos, permitindo a expansão estruturada da marca com suporte técnico, científico, comercial e operacional. A rede se destaca no mercado brasileiro de franquias por apresentar índice de satisfação de franqueados superior a 95% Como abrir uma franquia da Biomagistral? O processo de seleção de novos franqueados da Biomagistral é bastante criterioso. Não é avaliada apenas a capacidade financeira do candidato, mas também fatores como qualidade de gestão, afinidade com o setor da saúde, perfil empreendedor e disponibilidade para se dedicar à gestão do negócio. A franqueadora busca parceiros comprometidos com a excelência no atendimento e com o crescimento sustentável da rede. Qual foi o papel da Biomagistral na regulamentação do canabidiol na Anvisa? A Biomagistral teve participação ativa no movimento de ampliação do acesso ao canabidiol no Brasil. Por iniciativa da sócia-diretora Myrcieli Marconatto, o grupo disponibilizou gratuitamente seu corpo jurídico para orientar e apoiar franqueados na obtenção de autorizações judiciais para manipulação do canabidiol, tanto na esfera estadual quanto federal. Essa iniciativa teve como objetivo democratizar o acesso ao tratamento para milhares de famílias brasileiras que dependem dessa terapia. Estima-se que cerca de 90% das ações judiciais que permitiram a manipulação de canabidiol em farmácias de manipulação no país tenham sido promovidas por unidades do grupo, sempre sob orientação jurídica estruturada e acompanhamento técnico da rede. Como abrir uma franquia Biomagistral? O processo envolve análise de perfil do investidor, viabilidade regional, enquadramento sanitário e treinamento operacional. Após aprovação, o franqueado recebe todo o suporte para implantação e operação da unidade. **Responsável Técnica: Karina Maricelia Botaro (CRF SP - 42262)