Irã muda data de funeral de Ali Khamenei para 6 de julho; sepultamento será no dia 9

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Foto de arquivo: o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, discursa em 9 de fevereiro de 2026
WANA via Reuters
O Irã anunciou nesta segunda-feira (22) que o funeral do falecido líder supremo do país Ali Khamenei começará na capital Teerã no dia 6 de julho, e será concluído alguns dias depois com o sepultamento em Mashhad, no nordeste do país, no dia 9.
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Segundo Iman Attarzadeh, porta-voz do comitê responsável pela organização da cerimônia de despedida e do enterro de Khamenei, o funeral do ex-líder supremo terá o seguinte rito:
6 de julho: início do funeral com procissão em Teerã;
7 de julho: procissão em Qom;
8 de julho: procissões nas cidades de Najaf e Karbala, no Iraque;
9 de julho: procissão e enterro em Mashad, de volta no Irã;
Com o anúncio de Iman Attarzadeh, porta-voz do comitê responsável pela organização da cerimônia de despedida e do enterro de Khamenei, o governo iraniano mudou a data de início do funeral, que anteriormente havia sido anunciada para o dia 4 de julho. A data de sepultamento continua a mesma.
Khamenei foi morto em ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em fevereiro. Sua morte marcou o fim de mais de três décadas à frente da República Islâmica. Os Estados Unidos e Israel afirmaram que um ataque aéreo matou Khamenei durante a campanha militar para derrubar o governo da República Islâmica.
Após sua morte, o Irã nomeou Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai morto para o cargo de líder supremo do país.
Khamenei foi morto em ataques aéreos de EUA e Israel contra o Irã no dia 28 de fevereiro. O clérigo de 86 anos estava no comando da República Islâmica havia 36 anos e foi substituído por seu filho, o também aiatolá Mojtaba Khamenei, que ainda não fez aparições públicas, e cujo real estado de saúde permanece um mistério.
A lei islâmica exige que o sepultamento ocorra o mais rápido possível, de preferência dentro de 24 horas após a morte, porém exceções são permitidas, por exemplo, em tempos de guerra. Nesse caso, se o cronograma anunciado for seguido à risca, o corpo de Ali Khamenei será enterrado pouco mais de quatro meses após sua morte.
Líder supremo
Ali Khamenei esteve na linha de frente da Revolução Islâmica, em 1979, ao lado do aiatolá Ruhollah Khomeini, líder do movimento que se tornou o líder supremo até sua morte, em 1989.
Nascido em 1939 na cidade de Mashhad, no leste do Irã, Khamenei teve seus anos de formação religiosa e política na década de 60, envolvido nos movimentos que questionavam o regime do então xá Mohammad Reza Pahlevi.
le se aproximou do movimento de Khomeini durante os estudos em Qom, e logo estava ajudando a organizá-lo e executando missões em território iraniano.
Em junho de 1981, Khamenei sofreu um atentado a bomba que deixou seu braço direito paralisado para sempre. Quatro meses depois, foi eleito presidente do Irã, com 95% dos votos.
Ele se manteve na presidência até a morte de Khomeini, quando a Assembleia de Peritos o escolheu como novo líder supremo.
Especialistas atribuíram a Khamenei uma estratégia de construir e fortalecer estruturas paralelas dentro do Estado que espelhavam algumas de suas instituições, como o Exército e as agências de inteligência, para dessa forma poder controlá-las melhor. É o caso da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês), por exemplo, uma força paralela aos militares tradicionais.
Ao longo dos anos, tornou-se capaz de influenciar cada vez mais a formulação e execução de políticas no país, e fomentou o culto à sua personalidade.
Em 2018, uma reportagem investigativa da agência de notícias Reuters afirmou que Khamenei controlava um poderoso império financeiro que valia à época 95 bilhões de dólares, baseado no confisco de propriedades que pertenciam a iranianos normais, inclusive de minorias. A apuração não encontrou evidências de que ele usasse a fortuna para luxos pessoais, mas sim para financiar suas ações políticas – a apuração foi à época classificada como incorreta por seu gabinete.
Nas mais de três décadas no poder, Khamenei enfrentou diversas ondas de protestos, todos reprimidos com violência, enquanto manteve uma política de linha dura em relação a costumes. Seu governo foi acusado de matar opositores exilados, e reprimiu jornalistas e intelectuais não alinhados ao regime.
Agora no g1
Com informações da Reuters e da AFP. ...