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Rodoviários e empresas de ônibus do Rio voltam a negociar nesta segunda-feira no TRT

G1 (Globo)
Rodoviários e empresas de ônibus do Rio voltam a negociar nesta segunda-feira no TRT

Ônibus no Terminal Gentileza nesta segunda-feira (6)
Reprodução/TV Globo
Rodoviários e empresas de ônibus do Rio de Janeiro voltam a negociar nesta segunda-feira (6), em mais uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no Centro. A reunião está marcada para as 11h.
A categoria está em estado de greve desde quarta-feira (1º), quando suspendeu uma paralisação de 3 dias.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários, o resultado da audiência desta manhã no TRT só será discutido nesta terça-feira (7), às 16h, em uma assembleia. Até lá, os ônibus circulam normalmente.
“Nós esperamos que os empresários atendam ao interesse dos trabalhadores para evitar uma nova paralisação, e que a cidade não sofra novamente. Não é isso que a classe quer. Queremos ser valorizados, ter um salário digno, compatível com a responsabilidade”, disse Sebastião José, presidente da entidade.
Agora no g1
Relembre o movimento grevista
Os rodoviários decidiram pela greve na noite de domingo (28) e cruzaram os braços à 0h de segunda-feira (29).
O movimento começou já sob uma liminar que determinava um mínimo de 50% da frota rodando (cerca de 1.800 coletivos), mas pela manhã nem 1.000 haviam deixado as garagens. De acordo com as viações, 50 veículos foram vandalizados em piquetes.
Os pátios das viações ficaram lotados durante todo o dia. À tarde, no Terminal Alvorada do BRT, passageiros chegaram a descer para a calha do serviço depois de um longo tempero de espera.
Na terça-feira (30), 2º dia do movimento, aumentou a frota circulando, mas ainda aquém dos 50% que a liminar previa.
No fim da manhã, representantes dos patrões e dos trabalhadores sentaram com juízes do TRT, mas não houve acordo.
Na porta do tribunal, rodoviários bateram boca com diretores do sindicato após uma votação determinar “estado de greve” — quando a categoria deveria voltar a trabalhar. Uma nova consulta foi feita, e a paralisação foi mantida.
Mesmo assim, manifestantes depredaram ao menos 15 ônibus em protesto.
À noite, passageiros enfrentaram dificuldades para voltar para casa em diferentes regiões da cidade. No Terminal Gentileza, na Região Portuária, o intervalo entre os ônibus chegou a uma hora e meia. Em dias sem paralisação, a espera costuma ser de, no máximo, 15 minutos.
Na quarta-feira (30), a greve entrou no 3º dia sob uma determinação judicial que determinava 80% da frota de ônibus na cidade — pela manhã, nem metade saiu dos pátios.
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, tinha acolhido um pedido da Prefeitura do Rio e impôs o percentual de 80%.
Na decisão, Mello Filho disse que o transporte coletivo é um serviço essencial e que a manutenção de apenas 50% da frota, como anteriormente indicado em liminar, “representava risco à ordem e à segurança pública, além de comprometer o direito de ir e vir da população”.
Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 100 mil para o sindicato dos trabalhadores.
No fim da tarde, a greve dos rodoviários do Rio de Janeiro foi suspensa. Pesaram na avaliação a decisão do TST dos 80% e um pedido do TRT e o Ministério Público do Trabalho (MPT) para que a classe reconsiderasse.
O que está na mesa
Os rodoviários exigem:
Reajuste de 17%;
Piso salarial de R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais motoristas;
Vale alimentação de R$ 1 mil;
Plano de saúde;
Mudanças na escala de trabalho e jornada de 7 horas e meia.
Os patrões já aplicaram 4,39% de reajuste e afirmaram que não haveria contraproposta, mas depois concordaram em buscar um valor maior. ...

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