Prefeitura do Rio e Governo do RJ anunciam plano conjunto de combate à ocupação ilegal do espaço público pelo crime organizado

Prefeitura do Rio e Governo do Estado anunciam projeto de combate à ocupação ilegal do espaço público
Reprodução/ Prefeitura do Rio
A Prefeitura do Rio de Janeiro, associada com o Governo do Estado, anunciam, na manhã desta terça-feira (7) o programa Tolerância Zero, de ações de combate à exploração ilegal dos espaços públicos na capital fluminense.
O anúncio acontece no Centro de Operações Rio, na Cidade Nova, na região central. O prefeito Eduardo Cavaliere e o secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, anunciaram o projeto. As ações contarão com o apoio das forças de segurança.
Segundo Cavaliere, o principal objetivo é articular ações entre os poderes contra a distribuição, estrutura e venda de produtos ilegais.
“A exploração do espaço público é algo muito antigo no Rio de Janeiro, de décadas. Mas, com a configuração atual, com volume, escala, padronização e pontos de distribuição, se consolidou e configura com a exploração ilegal do espaço da cidade associada com o crime organizado”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.
Entre as primeiras ações está a publicação de dois decretos para estabelecer um perímetro de tolerância zero de exploração do espaço público nos calçadões do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon.
Cerca de 70 pontos estratégicos de ocupação serão estabelecidos pelas autoridades para evitar a exploração destas áreas, com a ajuda de um mapeamento realizado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública.
Atividades ilegais
Entre os problemas identificados pelas ações preventivas nos calçadões de parte da Zona Sul do Rio estão:
Cobrança ilegal por pontos de venda;
Exploração de ambulantes;
Venda e aluguel clandestino de pontos;
Mercadorias sem origem comprovada;
Logística própria de abastecimento.
O secretário de ordem pública, Marcus Belchior, afirmou que 22 depósitos ilegais usados irregularmente foram identificados por ações de inteligência. Segundo a pasta, cerca de R$ 100 milhões de faturamento anual com locações de pontos, depósitos e equipamentos.
De acordo com uma estimativa do poder público, são mil pontos ilegais de venda nos calçadões dos quatro bairros.
Outro dado do levantamento que chama a atenção é que, entre os ambulantes ilegais, 20% deles são estrangeiros.
“Algumas facções criminosas chegam a cobrar de R$ 200 a R$ 300 por dia por pontos de venda nos calçadões da nossa orla. A exploração de ambulantes e a venda e o aluguel clandestino de pontos. Além de mercadorias sem origem. Como pode uma barra de chocolate famosa, em um shopping, custar R$100, R$ 110 e o ambulante estar vendendo por R$ 30? Isso, obviamente, não vem de uma origem legal”, disse o secretário Marcus Belchior.
Esta reportagem está sendo atualizada. ...
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