Governo federal diz que avalia remover ponte de onde jovem foi lançada sem corda

AI Summary
On Saturday, a 21-year-old woman died after participating in a rope jumping activity at Ponte do Esqueleto, an abandoned bridge in Brazil's São Paulo state, when staff members threw her into the air without first attaching her to the required safety harness. Three employees were arrested, and authorities are investigating the circumstances that led to her death. The woman's funeral was held on Sunday.
Moderate: Centrist outlets provide detailed factual reporting, emphasizing the ongoing investigation, employee statements regarding confusion about safety responsibilities, and the bridge's documented history of prior accidents.
Conservative: Conservative-leaning outlets emphasize the tragedy's human impact, featuring the victim's final social media post and video footage of the incident, with language highlighting the shocking circumstances of her death.
Rope jump: saltos anteriores de onde jovem morreu viralizam nas redes
O governo federal informou na noite desta segunda-feira (15) que cogita a "remoção" da ponte de onde a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foi lançada sem estar presa às cordas de segurança e morreu durante um salto de rope jump.
A Ponte do Esqueleto, como é conhecida, fica entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP) e pertence ao governo federal. Ela está desativada para o tráfego de veículos há 30 anos e, desde então, acumula uma série de acidentes.
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Nesta segunda-feira (15), a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) teve reuniões com as prefeituras das duas cidades para discutir possíveis medidas relacionadas à ponte.
"A SPU continuará discutindo com os governos locais uma solução definitiva para a referida ponte, que poderá ser eventual remoção."
Segundo o SPU, as duas prefeituras apoiam a possibilidade de implodir a estrutura desativada.
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As investigações iniciais apontam que nunca houve autorização para realizar saltos de rope jump no local. A modalidade também não tem uma regulamentação definida no país.
Por conta disso, a Secretaria de Patrimônio da União disse que valas devem ser reabertas no local para impedir o acesso. Ainda segundo a pasta, a Superintendência do Patrimônio da União em São Paulo (SPU-SP) se comprometeu em colocar placas de aviso e instalar barreiras físicas.
"A SPU reafirma que a transferência da ponte para o Patrimônio da União sob gestão da Secretaria foi oficializada em maio, que nunca autorizou nenhuma atividade na referida ponte e que o diálogo e parceria entre entes federados é o caminho para gestão de espaços de uso comum", complementou, em nota.
Ponte do Esqueleto, em Limeira; jovem de 21 anos morreu após fazer salto de rope jump sem corda
Wesley Almeida/EPTV
Instrutores presos
Inicialmente, seis pessoas foram detidas, mas apenas três instrutores, que foram atuados em flagrante, seguem presos.
Os suspeitos são Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. No domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante deles.
O grupo responsável pela atividade não possuía empresa formal, segundo a polícia. Na visão de João Castro, diante disso, eles devem ser responsabilizados individualmente.
O advogado de defesa afirmou que os três clientes são apaixonados pelo esporte, atuam há anos e nunca tiveram problemas. Ele classificou o caso como uma "triste fatalidade".
🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.
Ponte do Esqueleto em Limeira
Jefferson Barbosa/EPTV
O que dizem as outras autoridades
Prefeitura de Limeira
Em nota, a Prefeitura de Limeira disse que “vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área” e que a tragédia “torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”.
Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal.
A Prefeitura e a Câmara Municipal alegam que já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. "Nenhuma providência concreta foi adotada", pontuou.
"Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o Governo Federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira", disse o prefeito Murilo Félix (Podemos).
Prefeitura de Cordeirópolis
Em reunião com a SPU nesta segunda-feira, a Prefeitura de Cordeirópolis defendeu a demolição da Ponte do Esqueleto e garantiu que reforçará o bloqueio à estrutura.
Ministério Público Federal
O Ministério Público Federal (MPF) disse que o processamento e julgamento do caso não ficarão necessariamente na esfera federal somente pelo fato de a área pertencer à União.
"Trata-se de uma ocorrência que, em tese, corresponde às atribuições dos órgãos estaduais de persecução penal (polícia e Ministério Público de SP) para atuação. Porém, para que isso seja definido, é preciso antes que o MPF analise os fatos preliminarmente e avalie o encaminhamento. Não há um prazo preestabelecido para a conclusão dessa etapa."
Ministério Público de São Paulo
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pontuou que atuou na audiência de custódia dos presos, pedindo pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, o que correu, e destacou que o processo está em apuração.
Polícia Civil
A Polícia Civil deve colher o depoimento de novas testemunhas e aguarda a conclusão de laudos periciais para dar sequência às investigações.
A delegada responsável pelo caso, Andrea Levy, disse em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, que buscará providências em relação à ponte.
"Farei o possível, com o apoio do município e em contato com os Ministérios Públicos Estadual e Federal, para buscar uma providência urgente em relação à interdição, demolição ou qualquer outra medida necessária para essa ponte, que já foi palco de muitas tragédias."
A tragédia
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sendo carregada por três funcionários até a beirada da plataforma. Ela é impulsionada para frente e, logo após a queda, ouvem-se gritos de desespero dizendo "a corda" e "gente, a corda".
A jovem caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local pelas equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros.
Segundo a Polícia Civil, o equipamento grosso que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura de salto.
Uma testemunha, que saltaria logo após a jovem, relatou que os instrutores não fizeram a checagem de segurança na vez de Maria Eduarda.
Segundo testemunhas e a Polícia Civil, houve uma falha grave na checagem dos equipamentos e os instrutores simplesmente esqueceram de conectar o sistema de segurança em Maria Eduarda.
Um cliente que saltaria logo em seguida relatou que os funcionários ignoraram a conferência padrão na vez dela. A corda grossa que deveria segurar a queda da jovem ficou enrolada no chão da plataforma.
Em depoimento à polícia, os três instrutores presos não souberam explicar o motivo do erro. A delegada responsável pelo caso afirmou que eles se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem o porquê de a fiscalização final não ter sido feita antes de empurrarem a vítima.
Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de plataforma de rope jump em Limeira
Reprodução/Redes sociais
Infográfico - Mulher morre ao ser jogada sem cordas em salto de rope jump
Arte/g1
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