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Com mais de 150 casos de desaparecimento em aberto, RS adota novo protocolo para buscas; conheça

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Com mais de 150 casos de desaparecimento em aberto, RS adota novo protocolo para buscas; conheça

Com mais de 150 casos de desaparecimento em aberto no RS, polícia cria protocolo de buscas
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul criou um novo protocolo de atendimento para agilizar as buscas por pessoas desaparecidas que fazem parte de grupos vulneráveis. A medida abrange crianças, adolescentes, idosos, mulheres em situação de violência e pessoas com deficiências físicas e intelectuais. O documento padroniza a atuação das delegacias em todo o estado.
Atualmente, o Rio Grande do Sul tem 154 casos de desaparecimento em aberto. Desde janeiro deste ano, foram registrados 1.649 casos, dos quais 1.495 resultaram em localização, o que representa uma taxa de sucesso de 90,7% nas investigações. A maior concentração de desaparecidos está nas faixas etárias de 12 a 17 anos e entre menores de 12 anos.
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Antes da implementação da medida, cada delegacia realizava as investigações com base na experiência local.
A polícia passa a adotar uma classificação de risco por cores, que define a urgência das ações. Veja abaixo.
"Uma criança menor de 12 anos tem classificação máxima. A gente fez as classificações em cores. Por exemplo, esse é um caso gravíssimo, onde ele tem prioridade. A partir daí, nesse documento, temos diligências mínimas", afirma a delegada Marina Dillenburg, diretora da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV).
O protocolo estabelece diretrizes mínimas de atuação divididas por horas: nas primeiras 2h, 6h e 24h do desaparecimento.
Nas primeiras duas horas, a unidade policial que recebe a denúncia é a responsável pelas ações iniciais. O protocolo exige o registro imediato do caso e a coleta de uma fotografia recente da pessoa desaparecida. A equipe deve entrevistar familiares, verificar os últimos locais frequentados e checar preliminarmente hospitais, unidades de saúde e instituições de acolhimento. O grau de risco é avaliado e a divisão de inteligência é comunicada.
Nas primeiras seis horas, a equipe passa a realizar o levantamento de endereços e pesquisas em bancos de dados. Nesse período, a polícia também analisa redes sociais e busca identificar possíveis conflitos familiares, ameaças ou situações de violência para produzir um relatório preliminar.
Em até 24 horas, o protocolo determina a realização de diligências presenciais em locais onde a pessoa possa estar. Os policiais devem buscar imagens de sistemas de monitoramento públicos ou privados e entrar em contato com instituições que possam ajudar na localização. O nível de risco é reavaliado para o planejamento de novas ações.
Caso a pessoa não seja localizada após 24 horas, a unidade responsável mantém a apuração. O documento prevê a produção de relatórios complementares, o compartilhamento de informações com outras unidades e a reavaliação constante do risco e das estratégias de busca.
A Polícia Civil reforça que é um mito a ideia de que é necessário aguardar 24 horas para registrar uma ocorrência de desaparecimento. A notificação deve ser feita de forma imediata.
"De maneira alguma [precisa esperar]. Inclusive, a nossa orientação é que qualquer sinal de diferente que haja na rotina dessa pessoa, que se não tenha conhecimento da localização dela, que se reporte às autoridades. Então, quanto antes isso é feito, mais chances há de localização", diz Dillenburg.
"Qualquer sinal diferente que haja na rotina dessa pessoa, que não tenha conhecimento da localização dela, que se reporte às autoridades. Quanto antes isso é feito, mais chances há de localização", destaca.
Ela orienta, ainda, que as famílias forneçam o máximo de detalhes logo nas primeiras horas, como informações sobre a rotina, locais frequentados, com quem a pessoa estava e fotos recentes.
"Quanto mais a família ajudar, a escola, pessoas do entorno desses vulneráveis, não só crianças e adolescentes, mas também idosos, pessoas com deficiências físicas e mentais, a gente agradece, porque facilita o nosso trabalho e a resposta também que a gente vai dar", conclui a delegada.
Classificação dos casos de pessoas desaparecidas no RS
🔴 Vermelho - Risco crítico
Criança menor de 12 anos;
Pessoa com Alzheimer ou demência;
Pessoa com deficiência intelectual;
Risco de suicídio;
Suspeita de sequestro;
Violência doméstica ou ameaça recente;
Necessidade de medicação contínua;
Última localização em área de risco.
Resposta Operacional Imediata.
🟠 Laranja - Alto risco
Adolescente;
Idosos;
Pessoas com deficiência;
Histórico de desaparecimentos;
Indícios de exploração sexual;
Vulnerabilidade social.
Resposta Operacional Imediata.
🟡 Amarelo - Risco moderado
Ausência de fatores agravantes.
Resposta Operacional Prioritária.
elegada Marina Dillenburg, diretora da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV)
André Ávila/ Agência RBS
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