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Zelensky afirma que G7 discutiu novas sanções contra Rússia e apoia adesão da Ucrânia à União Europeia

G1 (Globo)
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Zelensky afirma que G7 discutiu novas sanções contra Rússia e apoia adesão da Ucrânia à União Europeia

AI Summary

Ukrainian President Zelenskyy offered to meet Russian President Putin at the G7 summit in France, but the Kremlin declined to engage. Following this rejection, Zelenskyy proposed meeting in the United States as an alternative venue. These proposals occurred as U.S. President Trump maintained separate communications with both leaders amid ongoing military conflict.

Zelensky postou imagem de sua reunião com os líderes do g7 durante cúpula
X / Reprodução
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os líderes do G7 discutiram aplicar novas sanções contra a Rússia durante seu encontro com ele nesta terça-feira (16) e que demonstraram seu apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia.
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A reunião ocorreu a portas fechadas, mas um diplomata francês que não quis se identificar afirmou à agência de notícias Reuters que os líderes do G7 concordaram que a dinâmica no campo de batalha agora favorece a Ucrânia e se comprometeram a fornecer a Kiev mais recursos de defesa aérea.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a reunião havia sido "muito boa" e que a Rússia deveria fazer um acordo de paz com a Ucrânia, acrescentando que faria o possível para acabar com a guerra.
Em um post na rede social X, com imagens do começo do encontro, Zelensky afirmou que os EUA concordaram em fornecer suporte e detalhou:
"As prioridades estão claras: mais mísseis de defesa aérea - junto com licenças para produzi-los -, pacote de apoio ao inverno e intensificação da pressão sobre a Rússia. (...) É fundamental que tudo o que foi discutido seja implementado. A Rússia deve aprender que sua guerra nunca será normalizada".
Volodymyr Zelensky e Donald Trump em conversa durante a cúpula do g7
X / Reprodução
Ataque a mosteiro foi último ato grande de guerra
Ataque russo destrói telhado de mosteiro patrimônio histórico pela UNESCO em Kiev
Um ataque russo em grande escala contra a Ucrânia na madrugada desta segunda-feira (15) provocou um grave incêndio e destruiu parte da Lavra de Kyiv-Pechersk, um dos mosteiros cristãos mais antigos e importantes do país, localizado na capital, Kiev.
A ofensiva russa também deixou nove pessoas mortas, entre elas socorristas em Kharkiv e pelo menos 20 feridos na capital.
Segundo a Força Aérea da Ucrânia, a Rússia lançou 70 mísseis e 611 drones em uma das maiores ofensivas aéreas recentes, mirada principalmente contra Kiev, Dnipro e Kharkiv. A defesa ucraniana informou ter interceptado ou neutralizado eletronicamente 632 alvos (50 mísseis e 582 drones), mas pelo menos 20 mísseis balísticos e 27 drones atingiram 42 locais em todo o país.
O telhado da Catedral da Dormição, que integra o complexo monástico de Kiev-Pechersk, pegou fogo e sofreu danos substanciais durante o bombardeio. O local, também conhecido como Mosteiro das Cavernas, foi construído entre os séculos XI e XIX (a partir de 1051) e é classificado como Patrimônio Mundial pela Unesco.
A Rússia negou nesta manhã ter atacado o Mosteiro das Cavernas.
Socorristas tentam apagar um incêndio na Catedral da Dormição do milenar Mosteiro das Cavernas, também conhecido como Lavra de Kyiv-Pechersk.
Evgeniy Maloletka / AP
Em resposta, um ataque ucraniano com drones atingiu duas pontes que ligam a região de Kherson, controlada por Moscou, à península da Crimeia, anexada pela Rússia. O tráfego na região foi totalmente suspenso.
Do lado russo, o Ministério da Defesa afirmou que suas defesas aéreas derrubaram 123 drones ucranianos durante a noite.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, utilizou sua conta na rede social X para repudiar o bombardeio, classificando-o como "um dos crimes mais graves da Rússia contra a cultura cristã até hoje". Zelensky também fez um apelo urgente aos países do G7 para que aumentem a pressão sobre o Kremlin e intensifiquem o envio de sistemas de defesa aérea para a Ucrânia.
"É mais um crime contra a humanidade, contra a história e contra o cristianismo", condenou metropolita Epifânio, chefe da Igreja Ortodoxa da Ucrânia.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia reagiu duramente ao bombardeio contra o templo religioso. "Iniciaremos urgentemente todos os procedimentos relevantes dentro da Unesco para respostas imediatas e adequadas a este barbarismo de Estado", declarou o chanceler.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, condenou duramente a ação ao chegar para uma reunião de ministros da UE.
"Isto é um patrimônio mundial da Unesco, o que equivale, para nós na França, como se a Catedral de Notre Dame ou a Basílica de Saint-Denis tivessem sido bombardeadas, o que é totalmente inaceitável", declarou Barrot.
Ataques deliberados contra civis
Os bombardeios deixaram um rastro de destruição e mortes em áreas urbanas de diversas províncias ucranianas. Na capital, Kiev, o chefe da Administração Militar, Tymur Tkachenko, atualizou o balanço para quatro mortos e pelo menos 30 feridos, incluindo duas crianças de 5 e 6 anos.
Em menos de 30 minutos, cinco mísseis atingiram alvos civis no distrito de Shevchenkivskyi, incendiando um edifício residencial de 25 andares, um mercado e uma mercearia. Já no distrito de Obolonskyi, um prédio de nove andares sofreu um impacto direto. Para Tkachenko, o ataque contra os blocos de apartamentos foi uma "decisão deliberada" de Moscou.
Em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, as forças russas recorreram à tática conhecida como "toque duplo" (double tap). O método consistiu no lançamento de quatro drones adicionais no distrito de Kholodnohirskyi logo após a chegada das equipes de emergência que prestavam socorro a uma ocorrência anterior. Este segundo impacto matou quatro socorristas e um funcionário do conselho municipal, além de deixar outros seis socorristas e três civis feridos.
Os ataques também atingiram Dnipro, onde os projéteis destruíram o prédio de uma faculdade local e estilhaçaram as janelas de uma escola e da Casa de Música de Órgão e Câmara. Duas pessoas ficaram feridas na região, que foi alvo de quase 30 ataques combinados de artilharia, mísseis e bombas guiadas. Já na província de Sumy, um míssil atingiu um edifício residencial, deixando três feridos, entre eles uma criança.
O que diz a Rússia
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou a autoria dos ataques, mas alegou ter utilizado armas de precisão de longo alcance e drones voltados exclusivamente contra alvos militares legítimos, como indústrias bélicas, centros de recrutamento e bases aéreas em Kiev, Kharkiv e Dnipro.
Em nota oficial, o governo russo afirmou que "os objetivos foram cumpridos e todas as instalações designadas foram atingidas".
Telhado da Catedral da Dormição pega fogo após ataque.
Danylo Antoniuk / AP ...

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