Quem é Thiago Miranda, alvo da PF por ligação com Daniel Vorcaro, suspeito de intimidar jornalistas e coordenar ações contra o BC

PF faz operação contra publicitário ligado a Vorcaro
A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que tem como um dos principais alvos o publicitário Thiago Miranda, ligado a Daniel Vorcaro.
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Miranda é suspeito de coordenar uma ação em redes sociais voltada a, supostamente, comprometer a credibilidade e a atuação do Banco Central.
Investigadores apuram a possível atuação de uma organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, monitoramento de pessoas ligadas a autoridades e à obtenção indevida de informações sigilosas.
Quem é Thiago Miranda?
Thiago Miranda é dono da Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi. Nas redes sociais, o publicitário também se apresenta como fundador e sócio do portal de notícias Léo Dias.
Miranda é investigado pela Polícia Federal (PF) por ser suspeito de contratar influencers para defender o Banco Master e atacar, de forma coordenada, o Banco Central durante o processo que culminou na liquidação do Master.
Em depoimento à PF em março, Miranda negou que tenha contratado influencers para atacar autoridades ou órgãos de Estado e afirmou que o trabalho era para a “reconstrução reputacional da imagem” do dono do Master.
Em janeiro, o g1 revelou o esquema de contratação de influencers. Um criador de conteúdo digital de São Paulo afirmou, sob condição de anonimato, que recebeu R$ 7,8 mil por uma única postagem com críticas ao Banco Central, publicada em dezembro.
Segundo o influencer, o pagamento foi feito pela empresa de Thiago Miranda.
Segundo ele, após essa publicação, recusou uma proposta de contrato de três meses para continuar divulgando conteúdos semelhantes.
O contrato previa a produção de oito vídeos por mês e, ao fim do período, com desconto de comissão, o influenciador receberia R$ 188 mil.
10ª fase da Compliance Zero
Segundo a PF, estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Brasília, determinados pelo Supremo Tribunal Federal. Conforme a decisão do ministro André Mendonça, relator do inquérito sobre o caso Master no STF, Miranda é apontado como o principal articulador do esquema.
O objetivo seria descredibilizar órgãos públicos, atacar a atuação do Banco Central e manipular a opinião pública.
Segundo as apurações, o grupo investigado utilizava informações obtidas ilicitamente — incluindo quebra de sigilo e devassas em dados financeiros, cadastrais e de familiares de jornalistas e concorrentes — para coagir e intimidar aqueles que resistiam aos interesses do esquema.
Na decisão, o ministro André Mendonça autorizou a apreensão de documentos físicos e eletrônicos, dispositivos de armazenamento de dados e mídias, além de bens de alto valor e dinheiro em espécie acima de R$ 20 mil.
Empresário Thiago Miranda
Reprodução/Redes Sociais
Os policiais também investigam a adoção de medidas para interferência em investigações criminais.
De acordo com a PF, os fatos investigados podem configurar, em tese, os seguintes crimes:
crime contra o sistema financeiro nacional
organização criminosa
embaraço à investigação de organização criminosa
além de outros delitos, como possíveis violações de dados e de dispositivos informáticos
PF deflagra operação contra suspeita de fraudes em licitações.
Polícia Federal/ Divulgação ...
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